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RESUMO FARMAGNOSIA 
 
1. História da Fitoterapia 
A fitoterapia é tão antiga quanto a humanidade. Os primeiros conhecimentos surgiram pela 
observação dos efeitos das plantas, sendo transmitidos de geração em geração. 
Principais civilizações 
🇪🇬 Egito 
• Destaque: Papiro de Ebers, aproximadamente 1700 a.C. 
• Considerado o primeiro documento médico da antiguidade. 
• Exemplos: 
o Papoula: antitussígeno e sedativo. 
o Mirra: expectorante. 
o Cominho: tônico e estimulante. 
🇨🇳 China 
• Pen Tsao: aproximadamente 2800 a.C., considerado o texto botânico-medicinal mais 
antigo conhecido. 
• Mais de 7 mil espécies vegetais foram catalogadas. 
• A fitoterapia integra a Medicina Tradicional Chinesa (MTC). 
• MTC → busca equilíbrio entre yin e yang. 
• Camellia sinensis = planta do chá. 
• Chá verdadeiro é aquele proveniente da Camellia sinensis. 
🇮🇳 Índia 
• Obras importantes: Caraca, Súsruta e Vagabhta. 
• Base da medicina ayurvédica: 
o plantas medicinais; 
o plantas alimentícias; 
o yoga; 
o meditação. 
🇬🇷 Grécia 
• Transformou o conhecimento mágico da fitoterapia em uma ciência mais próxima do 
modelo moderno. 
• Hipócrates: considerado pai da medicina moderna. 
• Dioscórides: descreveu cerca de 600 espécies medicinais em cinco livros chamados 
Materia Medica. 
Declínio e retomada 
• Na Idade Média, curandeiros foram perseguidos e queimados. 
• Mosteiros mantinham hortos e produziam preparações. 
• Por volta de 1800, com o avanço da química e dos medicamentos sintéticos e 
semissintéticos, as plantas perderam espaço. 
• A partir da década de 1990, houve retomada do interesse pelas plantas medicinais e pelos 
tratamentos considerados mais naturais. 
 
2. Farmacognosia 
Conceito 
A farmacognosia é uma ciência multidisciplinar que estuda fármacos e substâncias de origem 
natural, analisando suas propriedades: físicas; químicas; bioquímicas; biológicas. 
Também busca a descoberta de novos fármacos provenientes de fontes naturais. 
Origem do termo 
• Pharmakon = fármaco. 
• Gnosis = conhecimento. 
• O termo foi usado pela primeira vez por Schmidt em 1811. 
• A partir de 1815, passou a ser introduzido o termo farmacognosia. 
• No Brasil, tornou-se disciplina obrigatória nas Escolas de Farmácia a partir de 1920. 
O que a farmacognosia estuda? 
Principalmente: plantas; bactérias; fungos; organismos marinhos; outros organismos de interesse 
farmacognóstico. 
É uma área interdisciplinar, relacionada à botânica, etnobotânica, microbiologia, fitoquímica, 
farmacologia, fitoterapia, agronomia, entre outras. 
 
3. Conceitos IMPORTANTES 
Essa parte é muito importante para decorar para a prova. 
Termo O que significa 
Planta medicinal Espécie vegetal utilizada com finalidade terapêutica. 
Droga vegetal 
Planta ou parte da planta que contém substâncias responsáveis pela ação 
terapêutica, após coleta, estabilização e secagem. 
Matéria-prima 
vegetal 
Pode ser planta medicinal, droga vegetal ou derivado vegetal. 
Derivado vegetal 
Produto obtido da planta in natura ou da droga vegetal, como extrato, 
tintura, óleo, cera etc. 
Termo O que significa 
Extrato Preparação obtida de material vegetal ou animal por métodos de extração. 
Fitocomplexo 
Conjunto de substâncias do metabolismo da planta que, em conjunto, 
produzem os efeitos biológicos. 
Fitoterápico 
Produto obtido de planta medicinal ou seus derivados, exceto substâncias 
isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa. 
Marcador 
Substância usada como referência no controle da qualidade da matéria-
prima vegetal e do fitoterápico. 
Medicamento 
fitoterápico 
Medicamento obtido exclusivamente de matérias-primas ativas vegetais. 
Tintura 
Preparação alcoólica ou hidroalcoólica obtida da extração de drogas 
vegetais/animais ou diluição de extratos. 
Chá medicinal Droga vegetal preparada por infusão, decocção ou maceração em água. 
Chá Infusão de folhas de Camellia sinensis. 
 Diferenças para não confundir 
Chá × Chá medicinal 
• Chá: obrigatoriamente relacionado à Camellia sinensis. 
• Chá medicinal: droga vegetal utilizada para fins medicinais e preparada por infusão, 
decocção ou maceração. 
Planta medicinal × Droga vegetal 
• Planta medicinal: espécie vegetal utilizada terapeuticamente. 
• Droga vegetal: planta ou parte dela após coleta, estabilização e secagem. 
Fitoterápico × Medicamento fitoterápico 
• Fitoterápico: produto obtido de planta medicinal ou derivados, sem substâncias isoladas. 
• Medicamento fitoterápico: obtido exclusivamente com matérias-primas ativas vegetais. 
 
4. Atuação do farmacêutico e legislação 
A farmacognosia é importante porque o farmacêutico acompanha os produtos naturais desde sua 
prospecção até sua aplicação na saúde humana. 
Segundo o material: 
• cerca de 40% dos medicamentos disponíveis na terapêutica atual foram desenvolvidos 
de fontes naturais; 
• 25% → plantas; 
• 13% → microrganismos; 
• 3% → animais. 
Formas de escolha de plantas para pesquisa 
São 5 métodos: 
1. Randômico → coleta espécies disponíveis sem conhecimento prévio. 
2. Taxonômico → procura plantas de grupos com parentesco. 
3. Quimiotaxonômico → busca plantas que provavelmente possuem determinado 
composto. 
4. Informação manejada → procura plantas com atividade biológica demonstrada visando 
descobrir novos agentes químicos. 
5. Etnomédico → utiliza informações tradicionais, orais ou escritas, sobre o uso medicinal da 
planta. 
Monografias importantes 
• Memento Fitoterápico → publicado em 2016. 
• Formulário Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira → publicado em 2021. 
RDC nº 26/2014 
É a legislação apresentada na aula para o registro de medicamentos fitoterápicos e 
registro/notificação de produtos tradicionais fitoterápicos. 
Medicamento fitoterápico: 
• matérias-primas ativas vegetais; 
• segurança e eficácia baseadas em evidências clínicas; 
• qualidade constante. 
Produto tradicional fitoterápico: 
• matérias-primas ativas vegetais; 
• segurança e efetividade baseadas em dados de uso seguro e efetivo publicados na 
literatura; 
• destinado ao uso sem vigilância médica para diagnóstico, prescrição ou monitorização. 
5. Pesquisa, cultivo e produção 
Existem 3 formas de obtenção de espécies vegetais: 
 1. Extrativismo 
Coleta de plantas que crescem espontaneamente. 
Problemas: risco de extinção; destruição do patrimônio genético; identificação incorreta das 
espécies; confusão entre nomes populares; possibilidade de obtenção de plantas tóxicas; 
armazenamento inadequado; perda de princípios ativos. 
 2. Cultivo sistemático 
É considerada a forma mais segura. 
Permite: maior controle; melhoria da produtividade; melhoria da qualidade; controle da 
composição fitoquímica; maior segurança para produção de fitoterápicos eficazes. 
 3. Cultivo in vitro 
Realizado em laboratório. 
Serve para: propagação rápida e controlada de mudas; tentativa de preservação e propagação de 
espécies ameaçadas de extinção. 
 
6. Fatores que influenciam a qualidade da droga vegetal 
Fatores intrínsecos 
São relacionados à genética da planta. 
 A carga genética é diferente para cada espécie → cada espécie apresenta uma composição 
química diferente. 
Fatores extrínsecos 
Relacionados ao ambiente: 
• Climáticos: temperatura e luminosidade. 
• Climático-edáficos: umidade e gás carbônico. 
• Edáficos: fatores físicos, químicos e microbiológicos do solo. 
• Outros: altitude, latitude, pragas e doenças. 
 
 RESUMÃO PARA DECORAR 
FITOTERAPIA→ uso de plantas para fins terapêuticos. 
FARMACOGNOSIA→ estudo dos produtos e substâncias de origem natural. 
PLANTA MEDICINAL→ planta usada terapeuticamente. 
DROGA VEGETAL→ planta/parte da planta coletada + estabilizada + seca. 
DERIVADO VEGETAL→ produto obtido da planta/droga vegetal. 
FITOCOMPLEXO→ conjunto de substâncias responsáveis conjuntamente pelos efeitos 
biológicos.FITOTERÁPICO→ produto vegetal sem substância isolada. 
MARCADOR→ referência para controle de qualidade. 
CHÁ VERDADEIRO→ Camellia sinensis. 
CULTIVO MAIS SEGURO→ cultivo sistemático. 
CULTIVO IN VITRO→ propagação controlada e rápida. 
5 FORMAS DE ESCOLHA DE PLANTAS 
→ Randômica 
→ Taxonômica 
→ Quimiotaxonômica 
→ Informação manejada 
→ Etnomédica 
RDC 26/2014 
→ medicamentos fitoterápicos + produtos tradicionais fitoterápicos. 
 O que eu estudaria primeiro para a prova: 
1. Diferença entre planta medicinal, droga vegetal, derivado vegetal e fitoterápico. 
2. Fitocomplexo e marcador. 
3. Camellia sinensis e diferença entre chá e chá medicinal. 
4. 5 métodos de escolha de plantas. 
5. Diferença entre medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico. 
6. Extrativismo × cultivo sistemático × cultivo in vitro. 
7. Fatores intrínsecos × extrínsecos. 
8. História: Egito/Papiro de Ebers, China/Pen Tsao, Índia/Ayurveda e Grécia/Hipócrates e 
Dioscórides. 
 
1. PROCESSAMENTO DE PLANTAS MEDICINAIS 
Para serem utilizadas como recurso terapêutico, as plantas medicinais precisam passar por 
etapas de colheita, secagem, conservação e processamento. 
 
 1.1 COLHEITA 
A colheita é uma etapa fundamental, pois fatores ambientais e o momento da coleta podem 
alterar a quantidade de metabólitos primários e secundários presentes na planta. 
O teor de metabólitos varia conforme: órgão da planta; idade da planta; época da colheita; 
período do dia. 
 Quando colher cada parte? 
Parte da planta Melhor momento 
Raízes, rizomas e 
tubérculos 
Primavera ou outono, quando as partes aéreas caem e o 
crescimento fica estacionário 
Cascas Primavera, em plantas adultas e sadias 
Folhas 
Durante o dia, quando a fotossíntese é mais intensa, 
preferencialmente quando as flores começam a abrir 
Flores, inflorescências e 
ramos floridos 
Época da polinização 
Sementes Completamente maduras, preferencialmente antes da deiscência 
Frutos Quando maduros 
 
 
 Horário ideal 
De maneira geral, a colheita deve ser realizada pela manhã, após o desaparecimento do 
orvalho, pois a planta está mais seca e há menor risco de degradação. 
Após a colheita devem ser retiradas as impurezas macroscópicas, como: insetos; areia; 
terra; folhas de outras espécies. 
 
 1.2 SECAGEM 
Após a colheita, a secagem deve ser iniciada o mais rapidamente possível, preferencialmente 
em até 12 horas. 
Isso é importante porque, após a colheita, ocorre degradação pela ação enzimática vegetal. 
Objetivos da secagem: 
• aumentar a conservação; 
• evitar proliferação de fungos e bactérias; 
• reduzir a ação das enzimas; 
• diminuir a quantidade de água; 
• aumentar a proporção de princípios ativos em relação ao peso. 
 Temperaturas 
• Folhas, ervas e flores: 20–40 °C. 
• Cascas e raízes: 30–65 °C. 
Métodos de secagem 
Naturais: à sombra; ao sol; mista (sol + sombra). 
Artificiais: circulação de ar; aquecimento; aquecimento + circulação de ar; vácuo; resfriamento 
(liofilização). 
 MUITO IMPORTANTE 
• Ideal: até 14% de água. 
• A partir de 16%, pode ocorrer proliferação de fungos. 
 
 1.3 CONSERVAÇÃO E EMBALAGEM 
A conservação depende de 3 fatores principais: 
1. Ambiente 
Deve ser: seco; escuro ou com iluminação pouco intensa; temperatura entre 5 e 15 °C. 
2. Embalagem 
Deve permitir trocas gasosas, pois mesmo uma planta seca ainda possui aproximadamente 10% 
de umidade. 
3. Estado de divisão 
Quanto mais rasurada/triturada estiver a planta: maior a área de contato; maior absorção de 
umidade; mais rápidos os processos oxidativos; maior degradação dos metabólitos. 
 Portanto, quanto mais fragmentada a planta, maior a velocidade de degradação durante 
o armazenamento. 
 
 2. MÉTODOS DE EXTRAÇÃO 
A extração permite que os constituintes químicos da planta passem para um solvente. 
O solvente mais utilizado é a água, principalmente na preparação de chás. 
Água = solvente polar 
Por isso, extrai principalmente substâncias hidrossolúveis, como: 
• taninos; 
• flavonoides; 
• antraquinonas; 
• outros polifenóis; 
• alguns alcaloides. 
 
 2.1 MÉTODOS DE EXTRAÇÃO A FRIO 
São realizados em temperatura ambiente, sem utilização de calor. 
Vantagem 
 Evitam a degradação de substâncias termolábeis. 
Desvantagem 
 Geralmente apresentam menor rendimento, porque temperaturas maiores favorecem a 
solubilidade dos constituintes. 
Principais métodos: 
Maceração 
A planta fica em contato com o líquido extrator durante determinado período. 
 É importante que a planta esteja adequadamente rasurada, triturada ou pulverizada. 
 Recomenda-se recipiente âmbar ou protegido da luz. 
Exemplos: águas saborizadas e garrafadas. 
Percolação 
O solvente passa através da droga vegetal previamente umedecida, mantida em um percolador, 
com velocidade de gotejamento controlada. 
 Exemplo clássico: passar café. 
 2.2 MÉTODOS DE EXTRAÇÃO A QUENTE 
Geralmente apresentam maior rendimento, pois o aumento da temperatura favorece a 
solubilidade dos constituintes. 
Decocção 
 A droga vegetal é submetida à ebulição em água por determinado tempo. 
Indicada para partes mais rígidas: cascas; raízes; rizomas; caules; sementes; folhas coriáceas. 
Infusão 
 Consiste em verter água fervente sobre a droga vegetal e deixar em repouso, 
tampando/abafando quando necessário. 
Indicada para partes menos rígidas: folhas; Flores; inflorescências; frutos; plantas com 
substâncias voláteis. 
 Na infusão, o abafamento ajuda a evitar a perda de substâncias voláteis. 
 DECORAR: 
DECocção → parte DURA 
INFusão → parte FINA 
 
 2.3 MÉTODOS NÃO CONVENCIONAIS 
Além dos métodos clássicos, existem: 
• Soxhlet → extração contínua a quente; 
• extração assistida por micro-ondas; 
• extração por ultrassom; 
• extração por fluido supercrítico; 
• turbólise. 
 
 3. FATORES QUE INFLUENCIAM A EXTRAÇÃO 
1. Estado de divisão 
Quanto mais triturada a droga vegetal: 
 maior a área de contato com o solvente 
 maior facilidade de penetração 
 maior extração dos princípios ativos. 
2. Estrutura histológica 
A estrutura dos tecidos influencia a penetração do solvente. 
• raízes e caules → mais compactos; 
• folhas e flores → mais delicadas. 
3. Agitação 
A agitação acelera a extração, pois renova o solvente que está em contato com a substância. 
4. Temperatura 
 Temperatura → solubilidade → geralmente velocidade e rendimento da extração. 
 Porém, algumas substâncias podem ser degradadas pelo calor. 
5. Natureza do solvente 
O solvente deve ser adequado e inócuo. 
Exemplos: água; misturas hidroalcoólicas. 
6. Tempo de extração 
Depende principalmente: da estrutura da droga; estado de divisão; natureza dos princípios ativos; 
solvente utilizado. 
 
 4. EXTRAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS 
Os óleos essenciais são substâncias voláteis, geralmente com aroma característico. 
São utilizados principalmente em: 
• perfumaria; 
• aromaterapia. 
A extração precisa evitar a volatilização e oxidação dos componentes. 
Existem 3 métodos clássicos: 
 1. Arraste a vapor 
A água é aquecida → produz vapor → o vapor carrega o óleo essencial → ocorre condensação → 
óleo e água são separados pela diferença de densidade. 
 Equipamento importante: Clevenger. 
 2. Enfleurage 
As flores/pétalas são colocadas sobre uma gordura. 
O óleo essencial migra da pétala para a gordura por afinidade. 
Depois, a gordura é retirada e o óleo essencial é separado por destilação. 
 Muito utilizado historicamente na perfumaria. 
 3. Prensagem 
A casca ou fruto é esmagado, provocando o rompimento das células e liberação do óleo. 
Depois, o óleo é separado da água pela diferença de densidade. 
Exemplo: cascas de laranja e mexerica. 
 
 5. TIPOS DE EXTRATOS VEGETAIS 
O extrato vegetal é uma preparação líquida, sólida ou intermediária obtida pelaextração de 
material vegetal. 
Pode utilizar como solvente: 
• água; 
• álcool etílico; 
• outro solvente adequado. 
Quanto ao ajuste dos constituintes: 
Extrato padronizado 
 Ajustado a um conteúdo definido de um ou mais constituintes responsáveis pela atividade 
terapêutica. 
Extrato quantificado 
 Ajustado para uma faixa de conteúdo de um ou mais marcadores ativos. 
Outros extratos 
 Não são ajustados a um conteúdo específico. 
São definidos principalmente pelos parâmetros do processo de fabricação, como: 
• qualidade da droga vegetal; 
• líquido extrator; 
• condições de extração. 
 
 FORMAS DOS EXTRATOS 
Extrato fluido 
• Preparação líquida. 
• Obtida por extração ou dissolução de extrato seco. 
Extrato mole 
• Consistência plástica. 
• Obtido por evaporação parcial do líquido extrator. 
• Possui no mínimo 70% de resíduo seco. 
 
 RESUMO SUPER-RÁPIDO PARA DECORAR 
COLHEITA Manhã + após o orvalho secar. 
SECAGEM Até 12 h após colheita. Ideal ≤ 14% de água. A partir de 16% → risco de fungos. 
CONSERVAÇÃO 5–15 °C + ambiente seco + escuro. 
EXTRAÇÃO A FRIO Maceração + Percolação 
Extrato seco 
• Preparação sólida. 
• Obtido pela evaporação do solvente. 
• Geralmente apresenta perda por 
dessecação ≤ 5%. 
Tintura 
• Preparação alcoólica ou 
hidroalcoólica. 
• Obtida por extração da droga vegetal 
ou diluição de extratos. 
 
EXTRAÇÃO A QUENTE Decocção + Infusão 
 DIFERENÇA PRINCIPAL 
Decocção = ferve a planta. 
Infusão = joga água fervente sobre a planta. 
ÓLEOS ESSENCIAIS Arraste a vapor + Enfleurage + Prensagem 
EXTRAÇÃO 
Quanto maior: 
• divisão da droga; 
• agitação; 
• temperatura; 
 geralmente maior a extração. 
 Mas temperatura elevada pode degradar substâncias termolábeis. 
EXTRATOS 
Padronizado → conteúdo definido 
Quantificado → faixa de conteúdo 
Outros → sem ajuste específico 
 
 O QUE MAIS VALE DECORAR PARA A PROVA 
1. Colheita de cada parte da planta. 
2. Temperaturas de secagem. 
3. 14% × 16% de umidade. 
4. Maceração × percolação. 
5. Decocção × infusão. 
6. Fatores que influenciam a extração. 
7. 3 métodos de extração de óleos essenciais. 
8. Extrato padronizado × quantificado × outros. 
9. Extrato fluido × mole × seco × tintura. 
 
1. METABOLISMO VEGETAL 
As plantas possuem dois tipos de metabolismo: 
 Metabolismo primário 
É o metabolismo essencial e vital para a sobrevivência da célula e da planta. 
Está relacionado à: fotossíntese; produção de energia; crescimento; manutenção celular. 
Produz os metabólitos primários, como:carboidratos/açúcares; aminoácidos; proteínas; lipídios; 
nucleotídeos; acetil-CoA; ácido mevalônico. 
 Os metabólitos primários são amplamente distribuídos entre os organismos e são 
essenciais à vida. 
 
 Metabolismo secundário 
Não é considerado essencial diretamente para a sobrevivência da célula, mas é muito 
importante para a adaptação e sobrevivência da planta. 
Produz os metabólitos secundários, como: 
• polifenóis; 
• flavonoides; 
• taninos; 
• cumarinas; 
• terpenos; 
• esteroides; 
• alcaloides. 
 DIFERENÇA PARA DECORAR 
Primário = essencial à vida. 
Secundário = não essencial diretamente, mas ajuda na sobrevivência e defesa. 
 
2. ORIGEM DOS METABÓLITOS SECUNDÁRIOS 
A formação dos metabólitos secundários está relacionada ao metabolismo da glicose. 
Duas vias importantes: 
 Via do ácido chiquímico 
Produz aminoácidos aromáticos, que são precursores de muitos metabólitos secundários 
aromáticos. 
 Via do acetil-CoA 
Participa da formação de diversos metabólitos secundários. 
Alguns compostos são formados pela combinação de unidades provenientes dessas vias. 
Exemplos: 
• antraquinonas; 
• flavonoides; 
• taninos condensados. 
Esses grupos possuem grande interesse farmacológico. 
Características: 
• distribuição mais restrita; 
• podem ser característicos de determinada família, 
gênero ou espécie; 
• geralmente aparecem em menores concentrações; 
• possuem estruturas complexas; 
• apresentam importantes atividades biológicas; 
• estão relacionados principalmente à defesa do 
vegetal. 
 
 3. POLIFENÓIS 
Os polifenóis são compostos naturais encontrados principalmente em alimentos e plantas. 
Exemplos de fontes: frutas; vegetais; ervas; especiarias; chá; chocolate amargo; vinho. 
Principais características 
Podem apresentar: ação antioxidante; neutralização de radicais livres; ação relacionada à 
redução de processos inflamatórios. 
Já foram identificados mais de 10.000 tipos de polifenóis. 
 Fenol × Polifenol 
Fenol: possui 1 OH ligado ao anel aromático. 
Polifenol: possui 2 ou mais OH ligados ao anel aromático. 
Exemplo: 
• Eugenol → fenol 
• Resveratrol → polifenol 
 
 4. FLAVONOIDES 
Os flavonoides estão entre as classes de compostos químicos mais distribuídas nas plantas. 
Existem milhares de flavonoides identificados. 
Principais categorias: 
• flavonas; 
• flavanonas; 
• flavonois; 
• antocianidinas; 
• isoflavonas; 
• auronas; 
• chalconas. 
 
Isoflavonoides Possuem atividade hormonal e podem apresentar ação estrogênica, sendo 
chamados de fitoestrógenos. 
 Genisteína → importante fitoestrógeno encontrado na soja (Glycine max). 
Estrutura 
Os flavonoides possuem, em geral, 15 átomos de carbono. 
 
 5. PLANTAS COM FLAVONOIDES 
 Passiflora incarnata — Maracujá 
Principais ações farmacológicas: 
• proteção dos capilares sanguíneos; 
• ação em distúrbios circulatórios; 
• antiespasmódica; 
• hepatoprotetora; 
• antioxidante. 
 
Parte utilizada: folhas. 
Indicação: ansiolítico; sedativo leve. 
Principais classes químicas: 
• fitosteróis; 
• heterosídeos cianogênicos; 
• alcaloides indólicos; 
• flavonoides; 
• cumarinas. 
 Contraindicação 
• gravidez; 
• uso junto com sedativos e depressores do sistema nervoso. 
 DECORAR: 
Passiflora → ansiedade + sedação leve. 
 
 6. Glycine max — SOJA 
Parte utilizada: sementes. 
Indicação: auxiliar no alívio dos sintomas do climatério; ondas de calor; sudorese. 
É considerada moduladora seletiva dos receptores estrogênicos. 
Principais componentes: 
• isoflavonas; 
• genisteína; 
• daidzina; 
• glicitina; 
• daidzeína; 
• antocianinas; 
• tocoferol; 
• saponinas. 
Dose apresentada na aula: 
50–120 mg/dia de isoflavonas. 
 DECORAR: 
Soja → isoflavonas → fitoestrógeno → climatério. 
 
 
 7. Matricaria chamomilla — CAMOMILA 
Parte utilizada: inflorescências. 
Indicações: antiespasmódico; ansiolítico; sedativo leve; 
anti-inflamatório em afecções da cavidade oral. 
Principais componentes: 
• flavonoides → apigenina e luteolina; 
• cumarina → umbeliferona; 
• óleo essencial. 
 Contraindicações gestantes; pessoas com alergia a 
plantas da família Asteraceae. 
Formas de uso: oral; bochechos/gargarejos; uso tópico 
por compressas. 
 DECORAR: 
Camomila → apigenina + ação 
calmante/antiespasmódica. 
 
 8. TANINOS 
Os taninos são um grande grupo de substâncias complexas amplamente distribuídas no reino 
vegetal. 
São polifenóis. 
Dois tipos principais: 
 Taninos hidrolisáveis 
 Produzem ácidos fenólicos + açúcar. 
 Taninos condensados 
 Também chamados de proantocianidinas. 
Quando submetidos a agentes hidrolíticos, podem formar produtos avermelhados e insolúveis 
chamados flobafenos. 
Propriedade importante 
Os taninos formam precipitados com: proteínas; alcaloides; sais de cobre; chumbo; estanho. 
Com sais de ferro → formam complexos coloridos. 
Quando entram em contato com proteínas dos tecidos, produzem efeito adstringente. 
Plantas ricas em taninos: 
• aroeira-do-sertão; 
• cajazeira; 
• hamamélis. 
 
 9. ESPINHEIRA-SANTA 
Espécies: 
• Maytenus ilicifolia 
• Maytenus aquifolia 
Nomepopular: espinheira-santa. 
Parte utilizada: folhas. 
Indicações: 
• antidispéptico; 
• antiácido; 
• protetor da mucosa gástrica. 
Principais classes químicas: 
• terpenos; 
• flavonoides; 
• taninos. 
 Contraindicações: 
• gravidez; 
• lactação; 
• crianças menores de 6 anos. 
 DECORAR: 
Espinheira-santa → taninos → proteção gástrica. 
 
 10. CUMARINAS 
As cumarinas são lactonas derivadas do ácido p-hidroxicinâmico. 
Já foram identificadas em mais de 700 espécies de plantas. 
Propriedades: 
• flavorizante; 
• anticoagulante; 
• antiespasmódica. 
 Furanocumarinas 
Algumas plantas, especialmente da família Umbelliferae, possuem furanocumarinas. 
Quando ocorre contato com essas plantas e posterior exposição ao sol, pode ocorrer uma reação 
fototóxica chamada: 
 fitofotodermatite 
Caracterizada por: 
• eritema; 
• hiperpigmentação pós-inflamatória. 
 
 11. Mikania glomerata — GUACO 
Família: Asteraceae. 
Parte utilizada: folhas. 
Indicações: gripe; rouquidão; infecção de garganta; tosse; bronquite. 
Principais classes químicas: 
• esteroides; 
• flavonoides; 
• taninos; 
• cumarinas. 
 Contraindicações: 
• gravidez; 
• uso de anti-inflamatórios não esteroides; 
• distúrbios da coagulação; 
• tratamento com anticoagulantes. 
 DECORAR: 
Guaco → cumarinas → tosse/bronquite. 
 
 MAPA MENTAL PARA A PROVA 
METABOLISMO 
Primário 
→ essencial 
→ sobrevivência 
→ açúcares, aminoácidos, proteínas, lipídios 
Secundário 
→ não essencial diretamente 
→ defesa/adaptação 
→ polifenóis, flavonoides, taninos, cumarinas, terpenos, alcaloides 
 
POLIFENÓIS 
→ antioxidantes 
→ >10.000 tipos 
→ fenol = 1 OH 
→ polifenol = ≥2 OH 
 
 TABELA PARA DECORAR AS PLANTAS 
Planta Parte usada Principal destaque Indicação 
Passiflora incarnata Folhas Flavonoides Ansiolítico/sedativo 
Glycine max Sementes Isoflavonas Climatério 
Matricaria chamomilla Inflorescências Flavonoides Sedativo/antiespasmódico 
Maytenus spp. Folhas Taninos Proteção gástrica 
Mikania glomerata Folhas Cumarinas Tosse/bronquite 
 PARA MEMORIZAR EM 30 SEGUNDOS: 
Maracujá → ansiedade 
Soja → climatério 
Camomila → calmante 
Espinheira-santa → estômago 
Guaco → tosse 
 
 
TEMA 1 — ANTRAQUINONAS 
O que são? 
As antraquinonas são glicosídeos que possuem um núcleo relacionado ao antraceno. 
As drogas que contêm antraquinonas apresentam principalmente ação catártica/laxativa 
estimulante. 
FLAVONOIDES 
→ antioxidantes 
→ proteção capilar 
→ hepatoprotetores 
→ antiespasmódicos 
→ 15 carbonos 
 
TANINOS 
→ polifenóis 
→ adstringentes 
→ hidrolisáveis × 
condensados 
 
CUMARINAS 
→ anticoagulante 
→ antiespasmódica 
→ furanocumarinas + sol 
→ fitofotodermatite 
 
Primário = VIDA 
Secundário = DEFESA 
Flavonoides = ANTIOXIDANTE 
Taninos = ADSTRINGENTE 
Cumarinas = ANTICOAGULANTE / 
FOTOTOXICIDADE 
 
Como agem? 
Atuam principalmente no cólon, promovendo: 
• aumento do tônus intestinal; 
• aumento dos movimentos peristálticos; 
• estímulo da secreção de água e eletrólitos para a luz intestinal; 
• consequentemente, facilitam a evacuação. 
 Exemplos importantes Cáscara-sagrada, Aloe vera, Ruibarbo, Sene 
 Início da ação 
Após administração oral: 
 aproximadamente 8–12 horas. 
Por isso, geralmente são administradas à noite, para produzir efeito no dia seguinte. 
Indicações 
• constipação intestinal; 
• principalmente quando laxantes mais brandos não funcionam; 
• evacuação intestinal antes de alguns procedimentos cirúrgicos. 
 Uso prolongado 
Os laxantes estimulantes podem causar dependência e prejudicar a função normal de 
evacuação. 
O uso prolongado pode provocar: diarreia; cólicas; náuseas; vômitos; alterações da mucosa; 
fissuras anais; prolapsos hemorroidais; atonia intestinal; alterações da mucosa e morfologia do 
cólon; hipocalemia; transtornos hidroeletrolíticos; risco de carcinoma colorretal. 
 Contraindicações importantes 
• uso prolongado, especialmente >10 dias; 
• crianças; 
• gravidez; 
• lactação; 
• uso concomitante com cardiotônicos digitálicos; 
• uso com diuréticos hipocalemiantes; 
• associação de mais de duas substâncias antraquinônicas no mesmo produto. 
 PARA DECORAR 
Antraquinona → laxante estimulante → cólon → 8–12 h → uso curto. 
 
 SENE — Senna alexandrina 
Identificação 
• Espécie: Senna alexandrina Mill. 
• Família: Leguminosae 
• Nome popular: sene/sena 
• Parte utilizada: folhas e frutos 
Indicação 
 Constipação intestinal ocasional. 
Principal classe química 
 Glicosídeos antracênicos. 
Administração Via oral. 
Dose apresentada na aula 
 1–2 g de folhas ou frutos diariamente antes de dormir, para adultos e crianças acima de 
12 anos. 
Contraindicações 
• menores de 12 anos; 
• grávidas; 
• lactantes; 
• hipersensibilidade/alergia aos componentes. 
Tempo de uso 
 Não utilizar por mais de duas semanas sem supervisão médica. 
 DECORAR: 
Sene = folhas + frutos + glicosídeos antracênicos + constipação. 
 
 CÁSCARA-SAGRADA — Rhamnus purshiana 
Identificação 
• Espécie: Rhamnus purshiana DC. 
• Família: Rhamnaceae 
• Nome popular: cáscara-sagrada 
• Parte utilizada: cascas secas 
 Detalhe importante 
A casca fresca contém antronas livres. 
Por isso, deve ser: 
 seca por pelo menos 1 ano ou envelhecida artificialmente por calor ou aeração. 
Indicação Tratamento de curto prazo da constipação ocasional. 
Principais constituintes 
• glicosídeos hidroxiantracênicos; 
• glicosídeos antracênicos; 
• antraquinonas; 
• cascarosídeos A–D. 
Os glicosídeos hidroxiantracênicos representam aproximadamente 6–9%, sendo 80–90% deles 
cascarosídeos A–D. 
Dose apresentada 
• droga vegetal: 0,3–1,0 g/dia; 
• extrato seco: 57–108 mg/dia; 
• preparações padronizadas para conter 20–30 mg de derivados hidroxiantracênicos, 
calculados como cascarosídeo A. 
Contraindicações importantes obstrução intestinal; estenose; atonia; colite ulcerosa; síndrome 
do intestino irritável; doença de Crohn; apendicite; desidratação grave; depleção de eletrólitos; 
constipação crônica; menores de 10 anos; gravidez e lactação; insuficiência hepática, renal e 
cardíaca. 
 DECORAR: 
Cáscara-sagrada → casca seca → cascarosídeos → laxante estimulante. 
 
 TEMA 2 — ÓLEOS ESSENCIAIS 
O que são? 
Também chamados de: óleos etéreos; óleos voláteis. 
São constituídos por substâncias voláteis, diferentemente dos óleos fixos. 
Diferença fundamental 
Óleo essencial: 
 volátil 
 pode ser obtido por destilação 
 não é constituído por ésteres glicerílicos de ácidos graxos. 
Óleo fixo: 
 não apresenta a mesma volatilidade 
 é constituído por lipídios, principalmente ésteres glicerílicos de ácidos graxos. 
 
 Onde encontramos óleos essenciais? 
Podem estar em praticamente todos os órgãos da planta: 
Órgão Exemplos 
Flores Bergamota, camomila 
Órgão Exemplos 
Folhas Louro, eucalipto 
Raízes/rizomas Gengibre 
Lenho Sândalo 
Córtex Canela 
Frutos Anis 
Sementes Noz-moscada 
 A composição do óleo pode variar conforme o órgão vegetal. 
 
 Características dos óleos essenciais 
Principais propriedades: 
• aroma característico; 
• sabor; 
• volatilidade; 
• insolubilidade em água; 
• solubilidade em solventes orgânicos. 
 
 Usos dos óleos essenciais 
Podem ser utilizados: 
Terapêutico 
• inalação: eucalipto; 
• oral: menta; 
• gargarejo/bochecho: timol; 
• dérmico: lavanda, alecrim e bergamota. 
Outros usos 
• flavorizantes → óleo de limão; 
• perfumaria → óleo de rosas; 
• síntese de outros compostos → óleo de terebintina. 
 COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
Os componentes podem ser divididos em duas grandes classes: 
1. Terpenoides 
 derivados da via do ácido mevalônico – acetato. 
Funções na planta 
Os óleos essenciais participam da: 
• comunicação química; 
• polinização;• dispersão; 
• defesa contra: 
o bactérias; 
o fungos; 
o insetos; 
o herbívoros. 
 
2. Compostos aromáticos 
 derivados da via do ácido chiquímico – fenilpropanoides. 
 DECORAR: 
Óleo essencial = terpenoides + fenilpropanoides. 
 
 CONSERVAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS 
Eles podem sofrer alterações pela ação de: 
• ar; 
• luz; 
• calor; 
• metais; 
• água; 
• impurezas. 
 
 
 
 ÓLEOS ESSENCIAIS E AROMATERAPIA 
Alguns exemplos apresentados na aula: 
Ansiedade → lavanda, cedro, laranja doce, sândalo, ylang-ylang. 
Concentração → alecrim, cipreste, eucalipto, limão, hortelã-pimenta. 
Insônia → camomila e lavanda. 
Memória → alecrim, limão, bergamota. 
Relaxamento → lavanda, bergamota, patchouli, sálvia esclareia, sândalo. 
Cansaço → eucalipto, alecrim, vetiver, gengibre, bergamota e limão. 
 Atenção 
O uso direto na pele pode provocar: irritação cutânea; manchas na pele. 
 
 TEMA 3 — ESTEROIDES E TERPENOS 
ESTEROIDES 
São substâncias de característica apolar. 
Possuem o núcleo: 
 ciclopentanoperidrofenantreno 
Exemplos: colesterol; testosterona; cortisona; outros hormônios. 
Esses fatores podem alterar: 
• odor; 
• aparência; 
• densidade; 
• índice de refração; 
• viscosidade; 
• solubilidade; 
• índice de acidez; 
• qualidade do óleo. 
 
Como conservar? 
 desidratado 
 protegido do ar 
 protegido da luz 
 temperaturas baixas 
 embalagem neutra ou completamente cheia 
 evitar vedantes de borracha ou couro. 
 
Estão presentes nas plantas e participam do crescimento vegetal. 
Principais exemplos vegetais 
• β-sitosterol 
• campesterol 
Esses compostos são utilizados pela indústria alimentícia para auxiliar na redução do colesterol 
em humanos. 
 
 TERPENOS 
São formados por unidades de isopreno, que possuem 5 carbonos. 
Classificação — MUITO IMPORTANTE! 
Classe Nº de carbonos 
Monoterpenos 10 
Sesquiterpenos 15 
Diterpenos 20 
Triterpenos 30 
Tetraterpenos 40 
Poliprenos n 
 MACETE: 
MONO 10 → SESQUI 15 → DI 20 → TRI 30 → TETRA 40 
 
 SAPONINAS 
São glicosídeos saponosídicos. 
O nome vem do latim: 
 sapo = sabão 
Por quê? Porque formam espuma abundante quando agitadas com água. 
Características 
• muito frequentes nos vegetais; 
• raras em animais; 
• podem apresentar toxicidade; 
• algumas são usadas como veneno para peixes; 
• algumas possuem ação hemolítica; 
• apresentam propriedades antimicrobianas e antifúngicas. 
Relação importante: 
Monoterpenos + sesquiterpenos 
 encontrados frequentemente em óleos 
essenciais. 
Triterpenos + açúcares 
 formam saponinas triterpênicas. 
Tetraterpenos 
 formam carotenos, que são precursores da 
vitamina A. 
 
 Toxicidade 
Quando injetadas na corrente sanguínea, podem ser altamente tóxicas devido à ação 
hemolítica. 
Quando administradas por via oral, são geralmente muito menos perigosas. 
Exemplo 
Salsaparrilha 
 rica em saponinas 
 utilizada na preparação de bebidas não alcoólicas. 
 DECORAR: 
Saponina = sabão = espuma + hemólise. 
 
 TEMA 4 — CANNABIS 
Cannabis sativa L. 
A planta tem origem associada ao território asiático. 
A China foi uma das primeiras civilizações a utilizá-la medicinalmente, há mais de 2.000 anos. 
Também teve utilização: 
 industrial → produção de cânhamo e cordas. 
 
 FITOCANABINOIDES 
São os principais constituintes da Cannabis sativa. 
Quimicamente são: 
 terpenos fenólicos 
Características: 
• lipossolúveis; 
• secretados pelos tricomas; 
• encontrados em maior quantidade nas plantas fêmeas; 
• são produzidos utilizando ácidos graxos como precursores. 
Existem mais de 100 fitocanabinoides isolados. 
Principais: 
• Δ⁹-THC; 
• CBD; 
• CBG; 
• CBC; 
• CBL; 
 O MAIS IMPORTANTE: 
THC → principal relacionado aos efeitos 
psicoativos. 
CBD → não apresenta atividade psicoativa 
como o THC. 
 
• CBE; 
• CBN; 
• CBDL; 
• CBT. 
 
 SISTEMA ENDOCANABINOIDE 
A descoberta do sistema endocanabinoide ajudou a explicar os efeitos farmacológicos da 
Cannabis. 
Principais componentes citados: 
• CB1 
• CB2 
• anandamida 
• 2-AG (2-araquidonoil glicerol) 
O THC e outros canabinoides interagem com esse sistema. 
 
 TEMA 5 — THC E CBD 
 Δ⁹-THC 
O Δ⁹-tetraidrocanabinol (THC) foi isolado e caracterizado em 1964. 
Os receptores relacionados à ação do THC incluem: 
 CB1 e CB2 
O THC é considerado agonista parcial desses receptores. 
Efeitos psicotrópicos citados: cansaço; sonolência; tontura; sensação de estar “chapado”; 
confusão mental; letargia; sedação; dificuldade de coordenação motora. 
 
 MECANISMO DO THC 
O mecanismo não é totalmente elucidado. 
A aula apresenta hipóteses envolvendo os receptores canabinoides. 
A ativação de receptores acoplados à proteína G pode: 
 alterar o AMPc 
 bloquear canais de Ca²⁺ 
 estimular canais de K⁺ 
 modular a liberação de neurotransmissores. 
O THC também pode interagir com outros receptores e canais, como: 
• TRPA1; 
• TRPV2; 
• TRPM8; 
• GPR55; 
• 5-HT3A; 
• receptores opioides; 
• receptores beta-adrenérgicos; 
• canais de Ca²⁺ e K⁺. 
 
 THC E DOR 
Os receptores CB1 estão presentes em regiões cerebrais relacionadas à dor. 
A ativação desses receptores pode reduzir a condutância celular mediada por Ca²⁺, contribuindo 
para redução da nocicepção. 
 Portanto, a aula relaciona THC/CB1 com dor neuropática. 
 
 FARMACOCINÉTICA DO THC 
Administração fumada 
• ação rápida; 
• biodisponibilidade: 2–56%. 
 CYP450 
 DECORAR: 
Fumado → rápido. 
Oral → 1–5 h → mais lento. 
 
 CBD — CANABIDIOL 
O CBD é um dos principais fitocanabinoides da Cannabis sativa. 
Principal diferença: 
 não apresenta atividade psicoativa como o THC. 
Por isso, apresenta grande interesse terapêutico. 
Possíveis atividades citadas na aula: ansiolítica; antiepilética/anticonvulsivante; anti-
inflamatória; analgésica; antidepressiva; antipsicótica. 
 MECANISMOS DO CBD 
O CBD apresenta ação multialvo. 
Pode atuar/interagir com:CB1; receptor 5-HT1A; receptor vaniloide de capsaicina VR1; canais de 
cálcio tipo T; sistema da anandamida. 
Administração oral 
• ação mais lenta; 
• aproximadamente 1–5 horas; 
• biodisponibilidade: 10–20%. 
O THC é metabolizado pelas isoenzimas do sistema: 
 
Ação anticonvulsivante 
Relacionada à: 
• interação com VR1; 
• modulação da anandamida; 
• ação sobre canais de Ca²⁺ tipo T. 
Esses canais estão envolvidos na excitabilidade neuronal e na fisiopatologia das convulsões. 
 CBD E 5-HT1A 
O CBD exerce efeitos sobre o receptor: 
 5-HT1A 
Relacionados a: 
• efeitos antidepressivos; 
• antipsicóticos; 
• redução dos efeitos ansiogênicos do THC. 
 Segundo a aula, doses maiores de CBD podem produzir efeitos diferentes, inclusive aumento 
da ansiedade, sendo necessários mais estudos sobre uso crônico. 
 
 TABELA FINAL PARA DECORAR 
Substância/classe Principal característica 
Antraquinonas Laxante estimulante 
Sene Constipação 
Cáscara-sagrada Constipação 
Óleos essenciais Voláteis e aromáticos 
Monoterpenos 10 C 
Sesquiterpenos 15 C 
Diterpenos 20 C 
Triterpenos 30 C 
Tetraterpenos 40 C 
Saponinas Espuma + hemólise 
β-sitosterol/campesterol Auxiliam na redução do colesterol 
THC Psicoativo; CB1/CB2 
CBD Não psicoativo como THC 
Substância/classe Principal característica 
CB1/CB2 Receptores do sistema endocanabinoide 
Anandamida/2-AG Endocanabinoides 
 O QUE EU DECORARIA PRIMEIRO PARA A PROVA 
1. ANTRAQUINONAS 
→ laxante estimulante 
→ cólon 
→ ação em 8–12 h 
→ uso curto 
→ sene e cáscara-sagrada. 
2. ÓLEOS ESSENCIAIS 
→ voláteis 
→ aroma 
→ insolúveis em água 
→ terpenoides + fenilpropanoides 
→ degradam com ar, luz e calor. 
3. TERPENOS 
→ unidade de isopreno = 5 C 
→ mono 10 / sesqui 15 / di 20 / tri 30 / tetra 40. 
4. SAPONINAS 
→ glicosídeos 
→espuma 
→ podem causar hemólise 
→ propriedades antimicrobianas e antifúngicas. 
1. ALCALOIDES 
O que são? 
Os alcaloides são compostos orgânicos derivados das aminas, caracterizados principalmente 
por: 
• serem compostos cíclicos; 
• apresentarem nitrogênio (N) no ciclo; 
• terem caráter básico; 
• serem de origem natural, principalmente vegetal; 
• apresentarem atividade biológica. 
 Segundo Pelletier, alcaloide é uma substância orgânica cíclica, básica, de origem natural e 
com atividade biológica, contendo principalmente C, H, O e N. 
 O que diferencia os alcaloides? 
Entre os metabólitos secundários vegetais, os alcaloides são destacados como o grupo que 
contém nitrogênio e apresenta caráter básico. 
 Funções dos alcaloides nas plantas 
5. CANNABIS 
→ fitocanabinoides = terpenos fenólicos 
→ lipossolúveis 
→ tricomas 
→ maior quantidade nas plantas fêmeas. 
6. THC × CBD 
→ THC = psicoativo + CB1/CB2 + agonista parcial 
→ CBD = não psicoativo como THC + 
ansiolítico/antiepilético/anti-inflamatório. 
7. FARMACOCINÉTICA DO THC 
→ fumado = rápido 
→ oral = 1–5 horas 
→ metabolismo = CYP450. 
 
Atuam como: reserva de nitrogênio; reguladores do crescimento; auxiliares no equilíbrio ácido-
base; proteção contra radiação UV; defesa contra microrganismos e predadores. 
 Importante Muitos alcaloides apresentam efeitos farmacológicos intensos e podem causar 
dependência física e psíquica. 
Exemplo: morfina → deve ser utilizada sob orientação médica. 
 CLASSIFICAÇÃO DOS ALCALOIDES 
A classificação está relacionada ao aminoácido precursor. 
Classe Aminoácido precursor Principal exemplo 
Tropânicos Ornitina Atropina, escopolamina, cocaína 
Indólicos Triptofano Vincristina, vimblastina, reserpina 
Quinolínicos Lisina Quinina, quinidina 
Imidazólicos Histidina Pilocarpina 
Isoquinolínicos Fenilalanina + tirosina Morfina, codeína 
Púrínicos Xantina Cafeína, teofilina, teobromina 
 MACETE PARA DECORAR 
TRO → Ornitina 
IND → Triptofano 
QUINO → Lisina 
IMI → Histidina 
ISO → Fenilalanina + Tirosina 
PUR → Xantina 
 
 2. ALCALOIDES TROPÂNICOS 
São derivados do aminoácido: 
 ORNITINA 
Possuem o anel tropânico. 
São encontrados principalmente nas famílias: 
• Solanaceae 
• Erythroxylaceae 
Importância farmacológica 
São importantes na produção de: 
• anticolinérgicos; 
• anestésicos locais. 
 
 BELADONA — Atropa belladonna 
Principais alcaloides: 
• atropina (hiosciamina) 
• escopolamina (hioscina) 
Ambos apresentam ação: 
 anticolinérgica 
Ou seja: 
 antagonizam os receptores de 
acetilcolina. 
 
 ATROPINA 
É um potente bloqueador muscarínico, com ação central e periférica. 
Principais efeitos terapêuticos: antiespasmódico → trato gastrointestinal; broncodilatador; 
midriático → dilata a pupila; antissecretório das vias respiratórias; antiarrítmico. 
Efeitos adversos: xerostomia → boca seca; polidipsia → aumento da sede; dificuldade para 
urinar; rubor facial; confusão; inquietação; alucinações; delírio. 
 DECORAR: 
Atropina = anticolinérgica → midríase + broncodilatação + antiespasmódica. 
 
 ESCOPOLAMINA 
Possui efeitos semelhantes aos da atropina, mas apresenta ações mais pronunciadas no: 
 SNC 
É muito utilizada em situações de: 
 hipermotilidade gastrointestinal e cólicas. 
 DECORAR: 
Escopolamina → anticolinérgica → cólicas + maior ação no SNC. 
 
 COCAÍNA — Erythroxylum 
Outro alcaloide tropânico clássico. 
Principais espécies: 
• Erythroxylum novogranatense; 
• Erythroxylum coca. 
A folha de coca é utilizada tradicionalmente há mais de 1.200 anos. 
Mecanismo destacado na aula: 
A cocaína: inibe a recaptação de dopamina e noradrenalina no SNC. 
Especialmente no sistema mesocorticolímbico, relacionado ao centro de recompensa. 
Consequência: prazer e euforia. 
 DECORAR: 
Cocaína → ↓ recaptação de dopamina + noradrenalina → euforia. 
 3. ALCALOIDES INDÓLICOS 
São derivados do aminoácido: 
 TRIPTOFANO O triptofano é convertido em triptamina, que se condensa com um 
monoterpeno, originando os alcaloides indólicos. 
Principais exemplos: 
• Reserpina → Rauvolfia serpentina 
• Vincristina → Catharanthus roseus 
• Vimblastina → Catharanthus roseus 
• Ioimbina → Pausinystalia yohimbe 
• Ergotamina → Claviceps purpurea 
• Ergometrina → Claviceps purpurea 
 
 VINCRISTINA E VIMBLASTINA 
Encontradas em: 
 Catharanthus roseus 
 popularmente conhecida como Vinca. 
Ação 
São utilizadas como antineoplásicos. 
Atuam: 
 inibindo a divisão mitótica das células tumorais na metáfase; 
 impedindo a polimerização da tubulina; 
 impedindo a formação adequada dos microtúbulos; 
 dificultando a multiplicação das células cancerosas. 
Indicações destacadas: 
• leucemias; 
• linfomas de Hodgkin; 
• linfomas não Hodgkin. 
 Curiosidade importante 
Para produzir apenas 1 g de vincristina, são necessários aproximadamente: 
 500 kg da planta. 
 DECORAR: 
Vincristina/Vimblastina → Vinca → tubulina/microtúbulos → metáfase → câncer. 
 
 ERGOTAMINA 
Produzida pelo fungo: 
 Claviceps purpurea 
Conhecido como: ergo O centeio é uma das plantas mais suscetíveis à contaminação. 
Mecanismo: 
Bloqueia receptores: 
• α-adrenérgicos; 
• serotoninérgicos. 
Isso provoca: 
 vasoconstrição dos vasos sanguíneos da meninge. 
Indicação: 
 tratamento da enxaqueca. 
 DECORAR: 
Ergotamina → Claviceps → vasoconstrição → enxaqueca. 
 
 4. ALCALOIDES QUINOLÍNICOS 
São derivados do aminoácido: 
 LISINA 
São encontrados principalmente no gênero: 
 Cinchona 
Conhecida como: 
 quina. 
Principais alcaloides: 
• quinina 
• quinidina 
 
 QUINIDINA 
É um dos primeiros fármacos antiarrítmicos. 
Atua regularizando a condução dos estímulos cardíacos. 
Indicada para: 
• arritmias ventriculares; 
• arritmias supraventriculares; 
• taquicardia paroxística atrial; 
• fibrilação atrial. 
 DECORAR: 
Quinidina → quina → coração/arrítmias. 
 
 QUININA 
Principal utilização: 
 antimalárico 
Foi utilizada como base para o 
desenvolvimento de outros antimaláricos, 
como: 
• mefloquina; 
• cloroquina. 
 DECORAR: 
Quinina → quina → malária. 
 
 5. ALCALOIDES IMIDAZÓLICOS 
Derivados do aminoácido: 
 HISTIDINA 
Principal exemplo: 
 pilocarpina 
Encontrada em: 
 Pilocarpus spp. 
 Jaborandi 
 
 6. ALCALOIDES ISOQUINOLÍNICOS 
São derivados dos aminoácidos: 
 FENILALANINA + TIROSINA 
Encontrados principalmente no: 
 Papaver somniferum — papoula. 
Látex da papoula: 
O látex é coletado por incisões nas cápsulas. 
Quando seco: 
 ÓPIO O ópio contém diversos alcaloides, sendo a: 
 MORFINA um dos mais importantes. 
 
 MORFINA 
É um: analgésico opioide narcótico e sedativo. 
Mecanismo: atua como agonista dos receptores opioides. 
Atua no: 
• SNC; 
• SNP; 
• trato gastrointestinal; 
• musculatura lisa. 
Farmacocinética destacada: 
• meia-vida: 1,5–4 horas; 
• ligação às proteínas plasmáticas: aproximadamente 30%; 
• biotransformação: fígado; 
• eliminação: principalmente renal. 
 PILOCARPINA 
É um agente: parassimpaticomimético 
Estimula os: receptores muscarínicos colinérgicos. 
Efeitos: 
• miose → contração da pupila; 
• contração do músculo ciliar; 
• aumento da acomodação visual; 
• redução da pressão intraocular. 
Indicação principal: glaucoma 
 MUITO IMPORTANTE: 
Atropina → antagonista muscarínico → MIDRÍASE 
Pilocarpina → agonista/parassimpaticomimético → 
MIOSE 
Essa diferença tem grande potencial de cair na prova. 
Efeitos adversos: constipação; sonolência; tontura; sedação; náuseas; vômitos; sudorese. 
 DECORAR: 
Papoula → ópio → morfina → agonista opioide → analgesia. 
 
 CODEÍNA 
Também é encontrada no: ópio 
Possui ação: analgésica central; antitussígena. 
É metabolizada no fígadoe convertida em: 
 morfina Segundo o conteúdo da aula, a morfina apresenta potência analgésica 
aproximadamente 5 vezes maior. 
 DECORAR: 
Codeína → fígado → morfina → analgesia + antitussígeno. 
 
 7. ALCALOIDES PÚRINICOS 
Também chamados de: 
 metilxantinas 
São considerados falsos-alcaloides, pois: 
 não derivam diretamente de aminoácidos. 
São derivados da: 
 XANTINA 
Principais: cafeína, teofilina, teobromina 
Principais fontes vegetais: café; mate; chá; cola; cacau; guaraná. 
Principais gêneros: Coffea, Cola, Theobrom,a Paullinia, Ilex, Camellia 
 
 EFEITOS DAS METILXANTINAS 
Principalmente: 
 estimulantes do SNC 
Também podem causar: 
• aumento da frequência cardíaca; 
• aumento do débito cardíaco; 
• efeito diurético. 
 CAFEÍNA 
É a principal substância desse grupo. 
Pode estar presente em medicamentos: analgésicos; antipiréticos; antigripais. 
Pode ser associada a: ácido acetilsalicílico; paracetamol; codeína; diidroergotamina. 
Também está presente em bebidas e preparações à base de guaraná. 
Efeitos de doses elevadas 
A partir de aproximadamente 1 g, podem ocorrer: dor de cabeça; nervosismo; excitação; 
taquicardia; diurese; alterações cognitivas; contração muscular; cansaço. 
 Dose letal estimada 
 5–10 g para um adulto, segundo o conteúdo da aula. 
 
 CAFEINISMO 
O uso de doses diárias superiores a: 600 mg 
pode estar associado à chamada síndrome do cafeinismo. 
Pode causar: 
• ansiedade; 
• cansaço; 
• distúrbios do sono. 
Abstinência 
A interrupção do uso diário pode causar sintomas entre: 
 12–24 horas 
e podem durar até: 
 1 semana. 
Sintomas: dor de cabeça; fadiga; letargia; apatia; tontura; insônia; tensão muscular; nervosismo. 
 
 TABELA DE OURO PARA A PROVA 
Classe Precursor Exemplo Principal ação/uso 
Tropânicos Ornitina Atropina Anticolinérgica 
Tropânicos Ornitina Escopolamina Cólicas/SNC 
Tropânicos Ornitina Cocaína Inibe recaptação de DA/NA 
Indólicos Triptofano Vincristina Antineoplásico 
Indólicos Triptofano Vimblastina Antineoplásico 
Indólicos Triptofano Ergotamina Enxaqueca 
Quinolínicos Lisina Quinina Malária 
Classe Precursor Exemplo Principal ação/uso 
Quinolínicos Lisina Quinidina Arritmias 
Imidazólicos Histidina Pilocarpina Glaucoma 
Isoquinolínicos Fenilalanina + tirosina Morfina Analgesia 
Isoquinolínicos Fenilalanina + tirosina Codeína Analgesia/tosse 
Púrínicos Xantina Cafeína Estimulante SNC 
 
 ASSOCIAÇÕES QUE VOCÊ PRECISA SABER 
Atropina → Beladona → anticolinérgica → MIDRÍASE 
Pilocarpina → Jaborandi → parassimpaticomimética → MIOSE → glaucoma 
Cocaína → Erythroxylum → ↓ recaptação de dopamina/noradrenalina → euforia 
Vincristina/Vimblastina → Vinca → tubulina → microtúbulos → câncer 
Ergotamina → Claviceps → vasoconstrição → enxaqueca 
Quinina → Quina → malária 
Quinidina → Quina → arritmia 
Morfina → Papoula → ópio → agonista opioide → analgesia 
Codeína → ópio → metabolizada em morfina → antitussígena + analgésica 
Cafeína → metilxantina → estimulante SNC + diurética 
 
 RESUMO DE 1 MINUTO 
ALCALOIDES 
Nitrogênio + caráter básico + atividade biológica. 
TRO PÂNICOS 
Ornitina → atropina, escopolamina, cocaína. 
INDÓLICOS 
Triptofano → vincristina, vimblastina, ergotamina. 
QUINOLÍNICOS 
Lisina → quinina/quinidina. 
IMIDAZÓLICOS 
Histidina → pilocarpina. 
ISOQUINOLÍNICOS 
Fenilalanina + tirosina → morfina/codeína. 
PÚRINICOS 
Xantina → cafeína/teofilina/teobromina. 
E as 6 palavras-chave: 
Atropina = midríase 
Pilocarpina = miose 
Vincristina = câncer 
Quinina = malária 
Morfina = dor 
Cafeína = estimulante 
TEMA 1 – PLANTAS MEDICINAIS E INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS 
As plantas medicinais possuem substâncias biologicamente ativas que podem ser utilizadas 
com finalidade terapêutica. Seu uso deve ser baseado em conhecimento científico, considerando 
indicações, contraindicações, interações e segurança. 
 Principais plantas e indicações 
Sistema/ação Planta Principal indicação 
Digestório Boldo-do-chile Colagogo, colerético e dispepsias 
 Espinheira-santa Antidispéptico, antiácido e protetor gástrico 
 Gengibre Antiemético, antidispéptico e cinetose 
 Hortelã-pimenta Antiespasmódico e antiflatulento 
Geniturinário Cavalinha Diurético 
 Quebra-pedra Auxilia em casos de pedras nos rins 
Circulatório Ginkgo Vertigem, zumbido e distúrbios circulatórios 
 
Castanha-da-
índia 
Insuficiência venosa e fragilidade capilar 
Respiratório Alho Coadjuvante em bronquite crônica e asma; expectorante 
 Guaco 
Gripe, rouquidão, dor/infecção na garganta, tosse e 
bronquite 
Ansiolítico Camomila Antiespasmódica, ansiolítica e sedativa leve 
 Passiflora Ansiolítica e sedativa leve 
Dor/inflamação Garra-do-diabo Dores articulares moderadas e lombalgia 
 Arnica Inflamações, contusões, equimoses e hematomas 
Endócrino Soja Auxilia nos sintomas do climatério 
Estimulante Guaraná Estimulante, energético, adstringente e afrodisíaco 
Cicatrizante Calêndula Anti-inflamatória, cicatrizante e antisséptica 
Sistema/ação Planta Principal indicação 
Imunológico Unha-de-gato Estimulante do sistema imune e anti-inflamatória 
 Para memorizar 
• Boldo → digestão 
• Espinheira-santa → estômago 
• Gengibre → náuseas/cinetose 
• Hortelã → gases/espasmos 
• Cavalinha → diurético 
• Quebra-pedra → cálculos renais 
• Ginkgo → circulação/vertigem 
• Castanha-da-índia → circulação venosa 
• Guaco → tosse 
• Camomila/Passiflora → ansiedade 
• Garra-do-diabo → dores articulares 
• Arnica → contusões 
• Soja → climatério 
• Guaraná → estimulante 
• Calêndula → cicatrização 
• Unha-de-gato → imunidade 
 
 TEMA 2 – PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA 
A fitoterapia é a terapêutica que utiliza plantas medicinais em diferentes preparações 
farmacêuticas, sem utilizar substâncias ativas isoladas, mesmo que sejam de origem vegetal. 
 Objetivo da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos 
Garantir à população: 
• acesso seguro; 
• uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos; 
• uso sustentável da biodiversidade; 
• desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional. 
 Legislação importante 
Resolução CFF nº 546/2011 
Trata da indicação farmacêutica de plantas medicinais e fitoterápicos isentos de 
prescrição. 
A indicação deve ser: 
• registrada e documentada; 
• baseada em conhecimentos técnico-científicos; 
• fundamentada em princípios éticos; 
• voltada ao uso correto e racional. 
Resolução CFF nº 585/2013 
Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico. 
Objetivo: Promoção, proteção e recuperação da saúde, prevenção de doenças e promoção do 
uso racional de medicamentos. 
Resolução CFF nº 586/2013 - Regulamenta a prescrição farmacêutica. 
O farmacêutico pode prescrever medicamentos e outros produtos cuja dispensação não exija 
prescrição médica, incluindo: 
• plantas medicinais; 
• drogas vegetais; 
• preparações magistrais; 
• medicamentos autorizados para prescrição farmacêutica. 
Lei nº 13.021/2014 
Define farmácia como estabelecimento de prestação de serviços de saúde, assistência 
farmacêutica e orientação sanitária. 
Classifica: 
• Farmácia sem manipulação/drogaria → dispensação e comércio de produtos em 
embalagens originais. 
• Farmácia com manipulação → manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, além da 
dispensação e comércio de produtos. 
 O que decorar? 
546 → indicação farmacêutica 
585 → atribuições clínicas 
586 → prescrição farmacêutica 
13.021 → farmácia como estabelecimento de saúde 
 
 TEMA 3 – AVALIAÇÃO E INDICAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS 
Antes de indicar uma planta medicinal, o profissional deve avaliar o paciente, pois o uso 
inadequado pode causar efeitos adversos e interações. 
 Principais informações que devem ser avaliadas 
1. Identificação Nome; idade; sexo; profissão; endereço etc. 
2. Queixa principal→Motivo principal da consulta. 
3. História da doença atual→ Início, sintomas, duração, evolução, tratamentos realizados e 
internações. 
4. História familiar→ Doenças presentes na família e causas de falecimento dos familiares. 
5. História pessoal e hábitos→ Doenças anteriores, vacinação, hábitos, trabalho, vida 
reprodutiva, doenças preexistentes etc. 
6. Revisão por sistemas→ Busca de outros sinais ou sintomas que indiquem gravidade ou 
complexidade. 
7. Medicamentos em uso→ Verificar: 
• quais medicamentos; 
• princípios ativos; 
• quando começou a usar; 
• possíveis interações com plantas medicinais. 
8. Exames básicos Pressão arterial; temperatura; glicemia; peso; altura. 
 Ponto importante para prova 
Nunca indicar uma planta medicinal sem avaliar o paciente e seus medicamentos em uso. 
 
 TEMA 4 – CUIDADOS NA INDICAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS 
 "Se é natural, não faz mal" → ERRADO! 
Plantas medicinais possuem substâncias ativas e podem causar efeitos adversos, 
contraindicações e interações medicamentosas. 
Principais cuidados 
1. Preferir plantas a granel em vez de sachês, quando apropriado. 
2. Verificar a procedência da planta. 
3. Evitar plantas coletadas próximas a: 
o estradas; 
o estacionamentos; 
o lixo; 
o locais poluídos; 
o áreas que possam ter agrotóxicos. 
4. Evitar misturar várias plantas no mesmo chá devido à falta de estudos sobre possíveis 
interações. 
5. Pacientes que utilizam medicamentos contínuos devem consultar o profissional que 
acompanha o tratamento. 
6. Plantas podem diminuir ou potencializar o efeito de medicamentos. 
7. Chás não substituem a água. 
8. Gestantes, principalmente no primeiro trimestre, devem receber orientação de 
profissional habilitado. 
9. O profissional deve manter atualização constante. 
 Materiais importantes para consulta 
• Farmacopeia Brasileira 
• Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 
• Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira 
• Monografias de plantas medicinais de interesse ao SUS 
• Revistas científicas de fitoterapia e farmacognosia. 
 
 TEMA 5 – PROCEDIMENTOS PRÁTICOS DE FARMACOGNOSIA 
A Farmacognosia estuda matérias-primas naturais, especialmente drogas vegetais, seus 
componentes e características. 
Os testes de identificação de metabólitos secundários são, em sua maioria, qualitativos. 
 Testes de identificação 
Metabólito Testes 
Flavonoides Shinoda, Cloreto de Alumínio, Taubouk e Pew 
Taninos Gelatina, Cloreto Férrico e Acetato de Chumbo 
Antraquinonas Bornträger 
Esteroides e terpenos Liebermann-Burchard 
Alcaloides Dragendorff, Mayer, Bertrand e Bouchardat/Wagner 
 Testes de controle de qualidade da droga vegetal 
São importantes para verificar a qualidade da matéria-prima: 
1. Determinação de material estranho 
2. Determinação de cinzas totais 
3. Determinação de cinzas insolúveis em ácido 
4. Determinação do teor de umidade 
 Por que a umidade é importante? 
Uma droga vegetal com umidade elevada pode favorecer a proliferação de microrganismos, 
especialmente fungos, comprometendo a qualidade da matéria-prima. 
 
 
 
 RESUMÃO PARA DECORAR ANTES DA PROVA 
 Plantas 
Boldo = digestão 
Espinheira-santa = estômago 
Gengibre = náusea 
Hortelã = gases 
Cavalinha = diurético 
Quebra-pedra = rim 
Ginkgo = circulação/vertigem 
Castanha-da-índia = insuficiência venosa 
Guaco = tosse 
Camomila + Passiflora = ansiedade 
Garra-do-diabo = dor articular 
Arnica = contusão 
Soja = climatério 
Guaraná = estimulante 
Calêndula = cicatrizante 
Unha-de-gato = imunidade 
 Resoluções 
546/2011 → indicação farmacêutica 
585/2013 → atribuições clínicas 
586/2013 → prescrição farmacêutica 
13.021/2014 → farmácia = estabelecimento de saúde 
 
 Farmacognosia 
Flavonoides → Shinoda 
Taninos → Gelatina/Cloreto Férrico 
Antraquinonas → Bornträger 
Esteroides/terpenos → Liebermann-Burchard 
Alcaloides → 
Dragendorff/Mayer/Bertrand/Wagner 
 Controle de qualidade 
Material estranho + cinzas totais + cinzas 
insolúveis em ácido + umidade 
 Regra de ouro 
"Natural não significa inofensivo." 
Plantas medicinais podem apresentar 
contraindicações, efeitos adversos e 
interações medicamentosas, por isso a 
indicação deve ser feita com avaliação adequada 
do paciente.

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