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Grupo Educacional IBRA 
 
 
 
 
 Edvaldo carvalho da silva 
 
 
 
OS DESAFIOS NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA ENFRENTADOS POR 
PROFESSORES 
 
 
 
 
 
 
 São Paulo 
 2023 
OS DESAFIOS NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA 
ENFRENTADOS POR PROFESSORES. 
 
THECHALLENGES IN DISTANCE EDUCATION 
FACING TEACHERS 
 
 Edvaldo Carvalho da Silva 
Declaro que o trabalho apresentado é de minha autoria, não contendo plágios ou citações não 
referenciadas. Informo que, caso o trabalho seja reprovado por conter plágio pagarei uma taxa 
no valor de R$ 199,00 para a nova correção. Caso o trabalho seja reprovado não poderei pedir 
dispensa, conforme Cláusula 2.6 do Contrato de Prestação de Serviços (referente ao curso de 
complementação pedagógica em História). 
 
RESUMO - O artigo tem como objetivo compreender os desafios e dificuldades que 
os professores enfrentam nos dias atuais com a prática e o exercício na educação a distância seu 
desenvolvimento e suas transformações. A sociedade vem passando ao longo dos anos por uma 
série de transformações, onde a tecnologia vem sendo uma das causas centrais, contribuindo 
para uma série de mudanças, que incidem sobre as relações sociais, culturais e até mesmo do 
trabalho. A tecnologia ao longo das décadas foi uma das grandes responsáveis pela capacidade 
humana de evoluir e se desenvolver. Esta, que algum tempo atrás estava incluída dentro das 
indústrias, veio ampliando-se para outras esferas, atualmente tendo participação importante nos 
processos educacionais. Nesse sentido, tem-se a Educação a Distância, que vem sendo 
amplamente difundida ao longo dos anos em diversos países, como o Brasil, através de muitas 
iniciativas, tanto no âmbito da iniciativa privada como também no âmbito da iniciativa do poder 
público, que teve papel importante na fomentação desse tipo de modalidade de ensino. A 
modalidade em questão é caracterizada pela mediação didática pedagógica nos processos de 
ensino e aprendizagem por meio das denominadas Tecnologias de Informação e Comunicação 
(TIC’s), onde professores e estudantes desenvolvem atividades educativas em lugares ou 
tempos diversos. Esta modalidade de ensino foi institucionalizada no Brasil em 1996, pela Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Apesar de atualmente ser muito utilizada, em 
especial no ensino superior, muito vem sendo discutido acerca dos desafios e possibilidade da 
educação a distância. Nesse sentido, o artigo tem como objetivo analisar a literatura que aborda 
sobre o tema, onde pretende-se levantar informações teóricas que aponte as possibilidades que 
tem a educação a distância e a mediação tecnológica no ensino. 
Palavras-chave: Educação a Distância. Mediação Tecnológica. Possibilidades de 
Ensino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT- challenges and difficulties that teachers face today with the practice and 
exercise in distance education, its development and its transformations. Over the years, society 
has gone through a series of transformations, where technology has been one of the central 
causes, contributing to a series of changes that affect social, cultural and even work relations. 
Over the decades, technology has been one of the main factors responsible for the human 
capacity to evolve and develop. This, which some time ago was included within the industries, 
has been expanding to other spheres, currently playing an important role in educational 
processes. - The article aims to understand the In this sense, there is Distance Education, which 
has been widely disseminated over the years in several countries, such as Brazil, through many 
initiatives, both within the private sector and also within the scope of the public power initiative, 
which played an important role in fostering this type of teaching modality. 
Keywords: Distance Education. Technological Mediation. Teaching Possibilities. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A sociedade vem passando ao longo dos anos por uma série de transformações, onde 
a tecnologia vem sendo uma das casas centrais, contribuindo para uma série de mudanças, que 
incidem sobre as relações sociais, culturais e até mesmo do trabalho. A tecnologia ao longo das 
décadas foi uma das grandes responsáveis pela capacidade humana de evoluir e se desenvolver. 
Esta, que algum tempo atrás estava incluída dentro das indústrias, veio ampliando-se para outras 
esferas, atualmente tendo participação importante nos processos educacionais. Nesse sentido, 
tem-se a Educação a Distância, que vem sendo amplamente difundida ao longo dos anos em 
diversos países, como o Brasil, através de muitas iniciativas, tanto no âmbito da iniciativa 
privada como também no âmbito da iniciativa do poder público, que teve papel importante na 
fomentação desse tipo de modalidade de ensino. 
A modalidade em questão é caracterizada pela mediação didática pedagógica nos 
processos de ensino e aprendizagem por meio das denominadas Tecnologias de Informação e 
Comunicação (TIC’s), onde professores e estudantes desenvolvem atividades educativas em 
lugares ou tempos diversos. Esta modalidade de ensino foi institucionalizada no Brasil em 1996, 
pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394, 20 de dezembro de 1996). 
Tendo em vista o amplo interesse na aplicação dessa modalidade de educação, foram 
formuladas normas para regulamentá-la, normas que vieram ao longo dos anos exigindo uma 
série de critérios para o reconhecimento de instituições na oferta de cursos na modalidade. A 
partir de sua institucionalização, essa modalidade foi crescendo e se tornando uma ferramenta 
de política pública do governo, que tinha como discurso minimizar os problemas educacionais 
do país, como a grande demanda por professores com formação superior na educação básica, 
além de solucionar as demandas do mercado de trabalho e, sobretudo proporcionar o acesso ao 
ensino superior a uma parcela maior da população. 
Isso ficou bastante evidente no Plano Nacional de Educação (PNE 2001-2010), onde 
foi colocada como uma das metas a expansão do ensino superior, em especial na área de 
formação de professores, através de incentivos para instituições públicas e também privadas, 
ampliando também essa modalidade no ensino superior para outras áreas de formação. 
No mesmo plano, uma das metas era alcançar até o final da década, 30% das matrículas 
do Ensino Superior com jovens entre 18 e 24 anos de idade. Já no atual PNE vigente desde 
2014, os números são mais ambiciosos, como se pode ver em uma de suas metas: 
elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior 
para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta 
e três por cento) da população de 18 aos 24 anos, assegurada a 
qualidade da oferta e expansão para pelo menos, 40% das novas 
matrículas no segmento público. (BRASIL, 2014) 
Nesse sentido, percebe-se que ao longo dos anos essa modalidade aos poucos foi sendo 
implantada no Brasil, sob a ideia de expandir acesso à formação e de educação à população. O 
plano governamental citado trouxe propostas e incentivos para a EaD que viram a colaborar 
para a expansão dessa modalidade, como por exemplo o estabelecimento de um amplo sistema 
de educação a distância, a além disso o plano dá ênfase a iniciativa privada nesse processo de 
expansão da modalidade de educação a distância. 
E diante dessa expansão que vem sendo acompanhada, é importante discutir acerca 
das possibilidades que a tecnologia pode ter dentro da sala de aula, sendo trabalhada de forma 
à distância ou até mesmo nos momentos presenciais, onde as aulas podem ser ministradas e 
mediadas com o auxílio das ferramentas que estãosendo disponibilizadas às instituições de 
ensino. 
É de grande relevância que esse debate seja considerado, principalmente pelo fato de 
que essas ferramentas tecnológicas estão presente na vida dos jovens e das crianças, e se 
constitui naturalmente em mais uma forma de se aprender, além de constituir-se em uma forma 
de inclusão dos indivíduos nesse mundo moderno cheio de tecnologias, que fazem parte da vida 
cotidiana. 
Soares da Silva et al (2016) ressalta que o processo de ensino e aprendizagem se dão 
na interação do aluno com o meio, onde estão inseridos o professor e os recursos, e para que 
isso aconteça e se efetive de fato na vida do educando de forma significativa, a inclusão de 
novos recursos nesse processo propiciará novas formas de aprender e também de ensinar, de 
maneira a ampliar a mediação pedagógica entre professor e aluno. 
Além da possibilidade, é importante também levantar uma discussão acerca dos limites 
ou limitações que são encontradas na aplicação dessa modalidade de ensino, e isso passa pelas 
questões sobre investimentos, preparo profissional e também sobre os comportamentos que se 
espera e exige-se do aluno ao lidar com essa nova forma de ensino. 
Em vista a breve discussão, o artigo tem como objetivo analisar a literatura que aborda 
sobre o tema, onde pretende-se levantar informações teóricas que aponte as possibilidades que 
tem a educação a distância e a mediação tecnológica no ensino. Para isso buscou-se fazer um 
levantamento histórico acerca da modalidade ensino, bem como a sua regulamentação no país 
e os discursos que embasam essa modalidade de ensino, no que diz respeito aos seus objetivos 
educacionais. Tem-se como justificativa para a produção do artigo, os avanços tecnológicos 
que vêm sendo acompanhados ao longo dos anos e também os debates em torno da 
possibilidade de sua implementação no processo de ensino e aprendizagem. A pesquisa é de 
revisão bibliográfica, onde buscou-se explorar diferentes bases de dados científicos, dentre elas: 
Scielo, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, Revista Eletrônica de Educação, Revista de 
Educação a Distância, além de outras. Como critério de inclusão, foi adotado o período de 
divulgação dos artigos, com prioridade aos publicados entre (2010-2018), além de serem 
restritos ao tema da pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
2.1 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA NO BRASIL 
A Educação a Distância (EaD) tem estado em grande evidência atualmente, devido a 
sua expansão, em especial no setor privado, o que tem motivado muitas discussões acerca das 
possibilidades que esse modelo educacional vem proporcionando ou poderia proporcionar e 
principalmente, sobre os possíveis interesses na oferta desta modalidade e como vem 
desenvolvendo os cursos na área. As discussões acerca desse modelo geralmente são no sentido 
refletir a sua qualidade, o que no Brasil é um tema importante, em vista que existem graves 
problemas educacionais, e entende-se que o país ainda está muito longe de prover com 
qualidade uma educação à população, principalmente no que diz respeito à Educação a 
Distância. 
Apesar das discussões atuais sobre este modelo educacional parecerem recentes, a EaD 
já está presente há anos. No início de sua experimentação utilizam-se vários meios para se 
transmitir informações, tais como telégrafo, rádio, TV e até mesmo por correspondências, onde 
o material didático era entregue ao aluno. Segundo Faria e Salvadori (2010), os materiais de 
estudos eram enviados por correspondência, onde continham os conteúdos de aprendizado e 
exercícios de fixação. 
Esse modelo a princípio surgiu pautado sob o discurso de uma possibilidade para suprir 
às demandas educacionais das pessoas que viviam no campo e principalmente nos grandes 
centros urbanos, onde se concentravam as indústrias. Tendo em vista o crescimento industrial 
no início do século XX, as poucas oportunidades educacionais e a baixa qualificação do 
trabalhador, a educação a distância se tornou uma possibilidade de preparação destes para 
atuarem no mercado de trabalho, como aponta Mugnol (2009): 
A forma inicial de oferta dos cursos a distância era a 
correspondência e tinha como finalidade ampliar a oferta de 
oportunidades educacionais, permitindo que as camadas sociais menos 
privilegiadas economicamente pudessem participar do sistema formal 
de ensino, sobretudo da educação básica, uma vez que as preocupações 
iniciais da EAD estavam focadas neste nível de ensino e em cursos 
preparatórios para o trabalho. (p. 337). 
Mais tarde esse modelo de educação, além de ser voltado à preparação para o trabalho, 
passou também a atender outras demandas, como por exemplo a preparação de alunos para 
vestibulares, e também serviu como um subsídio na formação de professores. A televisão foi 
também um dos meios propulsores desse tipo de educação, onde alguns canais televisivos 
abriam espaços para programas educacionais, e um dos que mais se destacaram foi o programa 
Telecurso 2000, na década de 1990, sistema mantido pela Fundação Roberto Marinho e pelo 
sistema FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). 
 Mugnol (2009) também vai ressaltar que este modelo educacional sofreu grandes 
críticas e era vista como de baixo nível, e que assim como hoje, também faziam parte de um 
ideal de democratização do ensino, se voltando para o atendimento às massas, à população 
marginalizada, sob a justificativa de compensar os atrasos educacionais provocados pelo 
modelo capitalista de desenvolvimento. 
 No final da década de 1990 com a expansão tecnológica, houve o início do que 
seria um grande avanço dessa modalidade de ensino, onde muitos países começaram a 
visualizar um grande potencial na educação a distância, como ressalta Mugnol (2009): 
Os avanços tecnológicos tornaram mais visíveis as 
possibilidades de desenvolvimento da EAD, favorecendo, ainda no final 
do século XIX e no início do século XX, a multiplicação de iniciativas 
em muitos países da Europa, África e América. Países como Suécia, 
Inglaterra, França, bem como, Canadá e EUA e mais recentemente o 
Brasil, são considerados grandes propulsores da metodologia da 
educação a distância. (p. 337) 
Seguindo essa tendência global, vista em muitos países, a modalidade começou a 
ganhar força no Brasil, até que em 1996, a modalidade de ensino a distância foi 
institucionalizada no Brasil, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394, 
20 de dezembro de 1996). Após a sua institucionalização vieram uma série de regulamentações 
e normas para a aplicação desta modalidade de ensino, e a partir de 2002 começou a haver uma 
grande participação do setor privado nesta modalidade. 
A instituição do PNE 2001-2010, que trazia diretrizes e metas para a década, 
contribuiu para esse avanço, na medida em que trouxe uma série de incentivos e indicativos, 
como aponta Dourado (2002): 
(…) diversificação do sistema por meio de políticas de 
expansão da educação superior, a não-ampliação dos recursos 
vinculados ao governo federal para esse nível de ensino, aferição da 
qualidade de ensino mediante sistema de avaliação, ampliação do 
crédito educativo envolvendo recursos estaduais, ênfase no papel da 
educação a distância. (p. 242) 
Tais medidas se concretizaram nos anos seguintes, com incentivos e subsídios do 
Estado às instituições privadas, através de programas de financiamento estudantil e compra de 
vaga ociosas nestas instituições, que também receberam em troca, uma série de isenções fiscais 
que também vieram a contribuir para que estas instituições tivessem um maior lucro e, dessa 
forma, conseguiram investir mais na ampliação de suas atividades, aumentando o número de 
matrículas e consequentemente de capital, na medida em que mais pessoas passaram a consumir 
o serviço prestado pela iniciativa privada na educação superior. 
 Sendo assim, a EaD foi consideradauma das políticas públicas voltadas para a 
educação, fazendo parte do PNE 2001-2010 para o alcance de metas, tais como expansão de 
oferta de vagas no ensino superior, formação de mão de obra qualificada para suprir demandas 
do mercado de trabalho e também formação de professores para atuarem na educação básica do 
país. 
Portanto, foram múltiplos os objetivos da Educação a Distância, que apesar de algumas 
críticas pertinentes, ainda sim foi possível observar ao longo dos anos que a modalidade de 
Educação a Distância se demonstrou de grande valia, na medida em que possibilitou a muitas 
pessoas o acesso à informação e ao conhecimento, além de ser um fator de inclusão tecnológica 
importante, visto que é de grande importância que a população tenha acesso a esses meios, além 
de autonomia para saber lidar com toda essa evolução disposta ao ser humano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2 A QUALIDADE NO ENSINO 
Ao analisar as discussões sobre educação no Brasil, muito observa-se o tema da 
qualidade do ensino estando em pauta. Esse debate naturalmente permeia todas as modalidades. 
A Educação a Distância por exemplo, veio ao longo dos anos sofrendo muitas críticas em 
relação à sua qualidade, onde muitos apontam baixo investimento e regulamentação deficiente, 
o que supostamente poderia estar contribuindo para problemas no provimento deste tipo de 
ensino. 
No entanto, sabe-se que as possibilidades da Educação a Distância são múltiplas, 
naturalmente sendo necessário para sua boa aplicação, a devida organização, investimento e 
também capacitação profissional para lidar com as novas ferramentas que são tendências em 
todo o mundo. Além do mais, aos estudantes, também é importante que essa inclusão seja feita. 
Mas o que seria qualidade na educação? O que seria qualidade na educação a distância? 
São diferentes? Em se tratando de educação, qualidade se remete à eficiência, considerando 
sempre o papel que a mesma tem, onde visa-se a formação ampla dos indivíduos, no âmbito 
profissional, da cidadania e também no aspecto da humanidade. Assim considerando, 
independente da modalidade, os objetivos em relação ao aluno, serão as mesmas, mas podendo 
apresentar desafios que são distintos, principalmente no século presente, considerado como 
sendo aquele em que as mudanças são dinâmicas, cuja sociedade é emergida em muitas 
informações, sendo necessário que as mesmas sejam esclarecidas e trabalhadas de maneira 
metódica e contextualizada às necessidades dos indivíduos. O conceito qualidade é amplo e 
dinâmico, apresentando algumas dimensões e concepções. O que é qualidade pra uns, pode não 
ser para outros. Sabe-se que qualidade envolve uma série de questões, principalmente de 
concepções ideológicas e visões de mundo distintos. Falar em qualidade não implica a priori 
do que o termo significa, isso porque em dependência de seu ancoradouro político-ideológico 
ele pode se remeter a um modelo de educação ou a outro. (ALMEIDA E BETINE, 2016) 
Considera-se também que qualidade é um conceito dinâmico, ou seja, a todo momento 
se adapta às exigências que a sociedade em um modo geral ou grupos da sociedade realizam. 
Segundo Dourado e Oliveira (2009, p.203): 
[…] um primeiro aspecto a ser ressaltado é que qualidade é um 
conceito histórico, que se altera no tempo e no espaço, ou seja, o alcance 
do referido conceito vincula-se às demandas e exigências sociais de um 
dado processo histórico. Caso se tome como referência o momento 
atual, tal perspectiva implica compreender que embates e visões de 
mundo se apresentam no cenário atual de reforma do Estado, de 
rediscussão dos marcos da educação - como direito social e como 
mercadoria -, entre outros. 
Nessa perspectiva, acompanhou-se ao longo da história da educação que diversas 
concepções sobre qualidade foram discutidas no âmbito das políticas públicas, sempre 
direcionadas para atender à algum interesse da sociedade ou até mesmo à grupos restritos da 
sociedade, especificamente no âmbito da produção e mercado. 
Como exemplo, nos remetemos às concepções de educação tradicional e tecnicista, 
onde a qualidade de certa forma era reduzida a aspectos técnicos, que são sim importantes, mas 
que precisam de outros aportes e dimensões educativas, que se articulam dentro de um processo 
de ensino e aprendizagem integral, que visa a formação humana e profissional. 
Essa concepção de educação, que tem um direcionamento apenas para o mercado de 
trabalho, assume uma lógica onde as habilidades e competências devem ser desenvolvidas, a 
fim de instrumentalizar os indivíduos para atuarem nas mais diversas funções do mercado de 
trabalho. Dentro de uma concepção mais progressista, o lado profissional do indivíduo também 
é colocado como uma das questões da educação, mas tem como elemento central, o indivíduo 
e sua formação social, que se difere da educação que se reduz ao âmbito do mercado de trabalho, 
como aponta Almeida e Betine (2016, p.53): 
[…] vislumbra-se a formação para o trabalho, mas não se 
restringe a ela, passando a priorizar outros campos constituintes da 
formação humana. Por exemplo, no campo da cultura os estudantes 
teriam a oportunidade de construir uma visão de mundo mais ampla; no 
campo da preparação política uma participação mais efetiva na 
sociedade civil; no campo do trabalho, preparação para uma profissão, 
condições de inserção na vida social etc. 
Percebe-se o quanto são distintas as concepções de educação. Dessa forma uma 
educação de qualidade vai ter alguns parâmetros a serem seguidos e alcançados, dependendo 
também de quais concepções de qualidade estão sendo discutidas. Apesar do caráter distinto 
que as concepções e compreensões sobre a qualidade de ensino, é consenso que para o sucesso 
de qualquer modalidade, é importante que sejam feitos os investimentos necessários que 
possam proporcionar estrutura e condições tanto de trabalho como também de ensino. 
Como analisado e discutido, para que haja qualidade, é importante que as dimensões 
humanas sejam consideradas no processo de ensino, naturalmente dentro dos objetivos de 
formação específica que as instituições e os alunos estão buscando. O desafio da Educação a 
Distância é trabalhar com as dimensões de ensino que vise a formação ampla dos indivíduos, 
na medida em que a vida do trabalho muitas vezes está associada também aos direitos e deveres 
que permeiam a vida humana. 
Quando a abordagem é feita em relação ao ensino médio, atualmente discute-se formas 
de torná-lo mais atraente aos jovens, além de prepararem os mesmos para lidarem com o mundo 
do trabalho. Esses dois fatores são importantes a serem considerado pelo fato de que muitos 
jovens abandonam a escola pelo fato de não possuírem perspectivas em relação ao que a escola 
pode proporcionar em termos de futuro profissional, e acabam deixando-a. 
Além do mais o país possui um outro quadro preocupante, onde pouco mais de 28% 
dos jovens estão sem empregos. Esses números foram divulgados em reportagem especial do 
Profissão Repórter em 2017.1 Considerando isso, as discussões que envolvem a educação, vão 
no sentido de propor e solucionar o problema em que a escola vem passando atualmente. 
Portanto, vem sendo tentado implementar uma série de ferramentas que sejam viáveis 
e possam auxiliar nesse processo de formação dos jovens, que geralmente possuem facilidades 
para lidarem com as tecnologias, e isso pode ser um fator importante para que o ensino possa 
ser mais atrativo ao mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 http://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2017/06/desemprego-entre-jovens-e-
de-287.html 
2.3 EAD NO ENSINO MÉDIO 
Em meio a um período de grande modernização fundamentada nos avanços da 
tecnologia, vive-se um momento de transformação dos nossos conceitos culturais e 
econômicos. Nesse sentido, as exigências do mundo evolutivo vão surgindo e o ser humano 
sente-seno dever de acompanhar esses avanços. E dentro deste cenário, encontra-se a educação, 
onde as tecnologias da informação propiciam uma variedade de novas maneiras de se trabalhar 
o conhecimento (SILVA MONTE e al., 2015, p.2). 
Nesse sentido, é importante se pensar o espaço educacional inserido nesse contexto. 
Acredita-se que um dos maiores problemas que acabam contribuindo para a evasão escolar e o 
desinteresse dos jovens, é a escola descontextualizada, ainda nos moldes tradicionais de escola 
presa ao passado, onde pouco se inovou em termos de metodologias e estratégias de ensino que 
sejam atuais. 
Cristo (2017) vai dizer que a educação é um dos principais motores do 
desenvolvimento social e econômico das sociedades. Essa afirmação vai realçar o fato de, por 
definição, um sistema educativo estar em constante mutação, acompanhando as necessidades 
educativas de sua população, sejam elas a erradicação do analfabetismo ou a promoção de 
melhor competitividade econômica. 
As políticas devem evoluir de acordo com as suas necessidades, e um bom sistema 
educativo é aquele que acompanha naturalmente essa evolução, sempre capaz de responder às 
necessidades educativas de sua população. Nesse sentido, é importante salientar que 
infelizmente a educação brasileira está em atraso, com enormes dificuldades de preparar o 
jovem brasileiro para as demandas que o país possui. 
Acredita-se que isso se deve ao fato de termos ainda uma escola fora de contexto, que 
não se apropria daquilo que há disponível para facilitar e ajudar na criação de novos métodos e 
estratégias de ensino. Considera-se, portanto, que é importante considerar alguns elementos da 
vida moderna, como a tecnologia e a abundância de informações disponíveis que podem se 
converter em conhecimentos que são importantes para que os indivíduos possam se emancipar 
diante das dificuldades e dinamicidade da vida moderna e do mundo do trabalho. 
Portanto, a busca do saber tem se tornado um aspecto bastante significativo mediante 
o uso das ferramentas tecnológicas, tendo em vista que as facilidades de busca e dinamicidade 
da informação estão cada vez mais próximas. De acordo com Silva Monte et al (2015), não 
basta apenas prender-se a livros e as aulas presenciais, pois o universo de informações é 
acessível em qualquer ambiente situacional. Complementa ainda que, ‘’o mercado de trabalho, 
no decorrer dos anos, passou a exigir novas competências do trabalhador, e este mercado está 
condicionado a acompanhar essas mudanças nas suas rotinas diárias. ’’ 
Portanto, a escola, os profissionais da educação e os alunos precisam estar inseridos 
nesse mundo dinâmico que impõe uma série de transformações à sociedade e aos indivíduos, 
que devem ser flexíveis e possuir as ferramentas necessárias para lidarem com as 
transformações na vida social e no mundo do trabalho. 
Nesse sentido, é preciso que a educação ofereça uma formação adequada para os seus 
profissionais docentes, para que estes possam fazer o uso dos recursos para enriquecer o ensino 
aprendizagem e oportunizar os alunos a adquirir o conhecimento disponíveis de diversas 
formas. É fundamental que haja contextualização do uso das ferramentas com os conteúdos 
pedagógicos ministrados através dos currículos (SILVA MONTE et al., 2015, p.3). 
Portanto é fundamental que seja considerado aquilo que o aluno precisa aprender para 
superar os desafios do mercado, nesse sentido entende-se uma prática flexível, na medida em 
que o mercado é dinâmico, a sociedade é dinâmica. Considerar essa premissa, é desconstruir a 
forma de ensino que atualmente não vem possibilitando aos jovens desenvolverem as suas 
habilidades e competências. 
As necessidades atuais dos jovens são plurais e exercem sobre os sistemas educativos 
uma forte pressão para a mudanças e para a criação de novas ofertas (CRISTO, 2017, p.13). 
Considerando isso, a educação a distância pode ser importante pelo fato de que, torna-se uma 
ferramenta complementar e/ou auxiliar ao processo educativo da escola, ou de ensino de forma 
mais específica. 
Silva Monte et al (2015) ressalta que é importante que o professor apresente 
possibilidades de estudos, que possa estimular o interesse do aluno pelo conhecimento. Filho 
(2008) também vai pontuar que ‘’o uso pedagógico do computador permite ao professor 
percorrer concepções de aprendizagem que contrapõem a escola tradicional, onde a relação que 
o sujeito estabelece com o objeto define novos universos de construção do conhecimento’’. 
Assim considerando, é importante que o professor tenha como norte de profissão a 
definição do que seja o ensino aprendizagem mediante aquela situação contextual em que está 
desenvolvendo o seu trabalho, para que não priorize apenas o uso das técnicas e deixe o 
conteúdo ministrado, descontextualizado do seu objeto de ensino. 
Algumas escolas possuem as ferramentas, no entanto parece haver carência de 
habilidades por parte dos profissionais para lidarem com essas tecnologias na utilização no 
processo de ensino. Acredita-se que falta melhor orientação por parte dos profissionais, pois de 
nada adianta ter as ferramentas se o uso não for adequado. 
Como refletido em algum momento deste artigo, a educação pode se dar por múltiplas 
formas, e atualmente conta com muitas ferramentas que auxiliam e complementam esse 
processo, no entanto é importante que haja estratégia, planejamento e organização, dentro de 
objetivos bem definidos e que estejam naturalmente em concordâncias com as demandas atuais 
da sociedade, que podem na verdade apresentar caráter plural e dinâmico, com mudanças 
constantes que vão exigir sempre dos indivíduos a capacidade de se atualizarem e aplicarem as 
habilidades necessárias para as resoluções de problemas. 
Assim sendo, entende-se que a tecnologia é parte da sociedade, as pessoas de certa 
forma já estão familiarizadas com essas ferramentas, e entende-se que incluídas no processo 
educacional, pode estimular e também facilitar a aprendizagem. Na formação profissional 
também é fundamental e segue a mesma linha tênue de raciocínio, onde é importante educar 
para refletir acerca das informações que a todo momento chegam aos indivíduos. 
Nos tempos atuais, a internet disponibiliza muitas informações, que podem ser 
divididas entre aquelas que servem e podem ser aplicadas, quando resultadas de um processo 
de reflexão e com embasamento científico, entre aquelas que podem ser descartadas, pela 
ausência de rigor científico mínimo que possa embasar tais informações. 
As instituições de ensino podem nesse sentido utilizar-se dos equipamentos eletrônicos 
e da internet para orientar os alunos na hora de buscarem algumas informações relevantes para 
solucionar algum problema ou servir como fonte de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
2.4 EAD NO ENSINO SUPERIOR 
A Educação do Ensino Superior no Brasil trilha por caminhos diversos a procura de 
estratégias capazes de garantir o cuidar e educar de uma profissão. Lançam no mercado, jovens 
sem talento, sem experiência acadêmica e profissional, principalmente, sem o conhecimento 
do nosso vernáculo (SACALOSKI, 2000). 
Para atender as necessidades educacionais e mediação do desenvolvimento 
sociocultural dos jovens e adultos que saíram do Ensino Médio, seria necessária a segurança de 
um tripé de direitos que se esboça para esta etapa da educação superior: o direito de ser um 
profissional com oportunidades de carreira, o ensino-aprendizagem e a madureza cultural 
(SACALOSKI, 2000). 
Neste tocante, a ação educacional construtivista. Ou seja, o construtivismo piagetiano 
como uma forma de linguagem a partir da qual os discentes atuam, desenvolvem-se e cria seu 
próprio conhecimento a partir do ensino superior como amálgama de finalização do processo 
ensino-aprendizagem (PIAGET, 1981). 
Na natureza do ensino a distância, tal diversidade, nos dias atuais, se agrava. Não há a 
segurança de que aquelealuno que está do outro lado do computador, que leu apostilas on line, 
que assistiu via teleconferência aulas teóricas vão aprender e apreender. Os exercícios, o 
método de ensino, a metodologia a distância podem ser entraves para qualquer aluno que não 
se dedique ao estudo com propósito cabal (KENSKI, 2006). 
Nesse contexto, o professor universitário tem o papel explícito de interferir nas zonas 
de desenvolvimento escolar e social, provocando avanços que não ocorreriam, 
espontaneamente, como uma última etapa do vínculo escolar. Descobriu-se assim que, o 
desenvolvimento social nas universidades e faculdades envolve tanto os docentes, como 
discentes, numa prática pedagógica também concernente com a evolução da educação. Não 
diferentemente no Brasil do ensino superior. 
Há evidências de que o repertório de habilidades sociais se torna progressivamente 
mais elaborado ao longo do terceiro nível de estudo. É um momento educacional que está em 
contínua transformação e grande parte desse ambiente é sócio funcional (KENSKI, 2006). 
No interior de novas relações do EaD do século XXI nem tudo está perdido, tudo pode 
ser modificado. Diferentes grupos sociais elaboram suas utopias, seus projetos de futuro, 
pensando em como interagir com essa sociedade virtual, para que possam usufruir da EaD de 
maneira mais positiva. O objetivo da EaD, pelo que podemos perceber ao longo do estudo foi 
o de oferecer alguns referenciais teórico-metodológicos para a prática pedagógica dos 
educadores junto aos seus alunos virtuais, também oferecidos a distância (LITWIN, 2001). 
O processo inclusivo existe e sua importância se torna ainda mais social quando atinge 
o aluno carente, o aluno que nunca teve uma oportunidade para a melhoria da sua condição 
financeira e social. Uma alavancagem para o futuro quando se trata da educação que está por 
vir. Não se deve confundir recursos e medidas estratégicas auxiliares no desempenho da 
aprendizagem, com a formação total do educando. Educar, na verdade, é construir o homem 
na sua integridade. Fazer deste indivíduo o cidadão, o companheiro, o patriota, o responsável 
por si e pela comunidade, seja essa física ou virtual (LITWIN, 2001). 
Há também a questão das redes sociais que levam o aluno a conhecer outros colegas, 
saber do dia a dia acadêmico, saber dos seus motivos profissionais e tais redes sociais podem 
auxiliar, quando bem direcionadas, na especulação do ensino a distância. Enfim, são vários os 
aparatos que traduzem a boa vontade dessa modalidade de ensino para que o aluno seja incluído 
e que a educação a distância seja um potencial duradouro na vida de cada estudante (LITWIN, 
2001). 
Contudo, na educação universitária tecnóloga, de licenciatura e de bacharelado a 
distância como efetiva cláusula de mudança, ocorre a missão do educador que labora como 
um impulsionador dos episódios pedagógicos com o faina de oferecer os tecnologias e os 
pretextos da aprendizagem ao educando, o qual, moderniza em seu pensamento um novo 
processo de vivência. É ele um apostólico; além de um profissional da área pedagógica 
tecnológica por cumprir uma incumbência especial de habilidades, densamente compassivas 
nas quais ele se adjudica por devoção a uma sublime e nobre tarefa existencial. Cada ser humano 
é responsável por esta missão da inclusão digital. Tal tarefa pode se realizar de formas 
diferenciadas. Basta entender que a excelência seletiva dos exemplos saudáveis da inclusão 
social do ensino a distância, tem grande agudeza na coletividade, quando se trata de aperfeiçoar 
a arte de educar (LITWIN, 2001). 
 
 
 
 
 
3 CONCLUSÃO 
Ao longo do desenvolvimento desse artigo, baseado em análises e levantamento da 
literatura científica que aborda o assunto em questão, foi possível identificar que no Brasil a 
educação a distância veio a pretexto de atender algumas demandas importantes por formação 
de profissionais e também de acesso à educação, em especial por pessoas que poucas 
oportunidades educacionais possuem. 
 Além do mais o modelo recebeu e ainda recebe algumas críticas pela forma como 
vem sendo desenvolvido no Brasil, onde muitos autores apontam a falta de investimentos 
necessários para introduzir a tecnologia necessária nas salas de aula, bem como o preparo dos 
profissionais para lidarem com essas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, na 
abordagem de novos métodos e estratégias que sejam eficientes no uso dessas ferramentas 
disponíveis. 
 No entanto, é importante ressaltar que as ferramentas tecnológicas são de grande 
relevância no processo de ensino, pois além da inclusão digital das pessoas ao mundo moderno, 
que é permeado por tecnologias e informações provenientes da mesma, se faz cada vez mais 
necessário que as pessoas saibam utilizá-las, e que isso possa se tornar um fator importante e 
motivador para que o jovem possa desenvolver suas habilidades e competências para a vida e 
também para o mercado de trabalho. 
Os jovens em sua grande maioria já estão de certa forma familiarizados com a internet 
e com as ferramentas digitais disponíveis, porém muitos ainda não conseguem utilizar essa 
ferramenta para obterem os retornos importantes no que diz respeito à aprendizagem e as 
informações disponíveis. As instituições de ensino nesse sentido têm o papel de mediar o uso 
dessas ferramentas, e para isso é imprescindível que os profissionais tenham as habilidades para 
utilizarem os recursos. 
Diante das análises, o artigo conclui que a educação a distância pode ser uma 
importante ferramenta de auxílio à formação dos profissionais do ensino nas instituições de 
formação. Mas para isso, é importante que, para o sucesso educacional, haja os investimentos 
necessários em estruturas e equipamentos para que os professores e alunos possam trabalhar, e 
para além disso, é também imprescindível que os profissionais estejam preparados para lidarem 
e mediarem com o uso das ferramentas disponíveis. 
 
4 REFERÊNCIAS BLIOGRÁFICAS 
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