Prévia do material em texto
M a te ri a l D id á ti c o lectralectra C e n t r o d e F o r m a ç ã o P r o f i s s i o n a l ® WWW.ESCOLAELECTRA.COM.BR NR10 SEP 1 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 SUMÁRIO 1-ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA SEP 1.1FORÇA HIDRELÉTRICA 1.2USINA HIDRELÉTRICA 1.2.1 COMPONENTES DA USINA HIDRELÉTRICA 1.2.2 TIPOS DE TURBINAS HIDRÁULICAS 1.2.3 IMPACTOS AMBIENTAIS 1.3 USINA TERMELÉTRICA 1.3.1FUNCIONAMENTO 1.3.2TIPOS DE USINAS TERMELÉTRICAS 1.3.3DENTRO DA USINA DE FORÇA 1.3.4IMPACTO AMBIENTAIS 1.3.4.1- USINA NUCLEAR 1.3.4.2 ESQUEMA DA USINA NUCLEAR 1.3.4.3 A ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL E A CONSTRUÇÃO DE ANGRA I E II 1.3.4.4 IMPACTOS AMBIENTAIS 1.USINA EÓLICA 1.4.1ESQUEMA DE USINA EÓLICA 1.4.2CAPACIDADE DE GERAÇÃO DE ENERGIA 1.4.3CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PORTE DAS TURBINAS EÓLICAS 1.4.4 IMPACTOS AMBIENTAIS DAS USINAS EOLICAS 1.5 USINA SOLAR 2 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.5.1 ESQUEMA DA USINA SOLAR 1.5.2 USINA SOLAR NA ESPANHA PS10 1.6 USINA MARINHA 1.7 TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 1.8 SUBESTAÇÃO DE TRANSMISSÃO 1.9 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 1.10 UMA SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO TEM 1.11 BARRAMENTO DE DISTRIBUIÇÃO 1.12 BANCO REGULADOR 1.13 TERMINAIS 1.14 CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA 1.4.1 ELETRICIDADE PARA SER CONSUMIDA NAS CASAS 2- ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 2.1 ESTRESSE 2.1.1 SINTOMAS GERAIS 2.1.1.1 ESTRESSE SOCIAL PODE MATAR 2.1.1.2 ESTRESSE DIMINUI ASSIDUIDADE NO TRABALHO 2.2 PROGRAMAÇÃO E PLANEJAMENTO DE SERVIÇOS 2.3 TRABALHO EM EQUIPE 2.4 OS DEZ ERROS NO TRABALHO EM EQUIPE 2.5 PRONTUÁRIO E CADASTRO DAS INSTALAÇÕES 2.6 MÉTODOS DE TRABALHO 3 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 2.7 COMUNICAÇÃO 2.7.1 ORDEM DE SERVIÇO (0S) 3 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS 4 CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA SERVIÇOS 4.1 UMIDADE 4.1.1 ESQUEMA DE ATT 4.1.2 A IMPORTÃNCIA DO ATT 4.1.3 EQUIPOTENCIALIZAÇÃO 4.1.3.1 SISTEMAS DE ATERRAMENTO UTILIZADOS 4.1.3.1.1 SISTEMA TN 4.1.3.1.2 SISTEMA TT 4.1.3.1.3 SISTEMA IT 4.1.3.1.4 DIFERENÇA ENTRE O SISTEMA TN E O TT 4.2 CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS 5 RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO 5.1 PROXIMIDADE E CONTATOS COM PARTES ENERGIZADAS 5.2 INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA 5.3 DESCARGAS ATMOSFÉRICAS 5.3.1 PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS SPDA 5.4 ELETRICIDADE ESTÁTICA 5.5 CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS OU ELETROMAGNÉTICOS 5.5.1 ARCO VOLTAICO 4 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5.5.2 FORMAÇÃO DO ARCO ELÉTRICO 5.5.3 ARCO NA NATUREZA 5.5.4 CAUSAS DETERMINANTES OPERACIONAIS 5.5.5 AMBIENTES CONFINADOS 5.6 COMUNICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO 5.7 TRABALHOS EM ALTURA, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS 5.7.1 TRABALHOS EM ALTURA 5.7.1.1 ESCADAS 5.7.1.2 REQUISITOS GERAIS 5.7.1.3 MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES 5.7.1.4 CESTAS AÉREAS 5.7.1.5 ANDAIMES 5.7.1.6 TRABALHOS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS 6 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO NO SEP 6.1 ANÁLISE DE RISCO 7 PROCEDIMENTOS DE TRABALHO- ANÁLISE E DISCUSSÃO 7.1 EXEMPLO DE INSPEÇÃO PARA SEGURANÇA ANTES DE EXECUTAR UM SER VIÇO 7.1.1 INSTALAÇÕES DESENERGIZADAS 7.1.2 PROCEDIMENTOS GERAIS 7.1.3 PROCEDIMENTOS PARA SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA 7.1.4 LIBERAÇÃO PARA SERVIÇOS 7.1.4.1 PLANEJAMENTO 5 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.1.4.2 PROCEDIMENTOS PARA LIBERAÇÃO 7.2 RISCOS E PERIGOS 7.3 RISCOS DE QUEDA 7.4 RISCOS OCUPACIONAIS 7.5 RISCOS ERGONMÕMICOS 7.6 RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS OU ANIMAIS 8 TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO 8.1 EM LINHA VIVA 8.1.1 MÉTODO AO CONTATO DIRETO 8.1.2 MÉTODO À DISTÃNCIA 8.2 AO POTENCIAL 8.3 EM ÁREAS INTERNAS 8.4 EM TRABALHOS À DISTÃNCIA 8.5 TRABALHOS NOTURNOS 8.6 AMBIENTES SUBTERRÂNEOS 8.6.1 PROGRAMA DE ENTRADA DE ESPAÇO CONFINADO 8.6.2 PLANEJAMENTO DE TAREFA NO CAMPO 9 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO( ESCOLHA, USO, CONSERVAÇÃO, VERIFICAÇÃO E ENSAIOS) 10 SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA 11 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 12 POSTURA E VESTUÁRIO DO TRABALHO 6 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 13 SEGURANÇA COM VEÍCULO E TRANSPORTE DE PESSOAS, MATERIAIS E EQ UIPAMENTOS 14 SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO 15 LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA OPERAÇÃO E USO 16 ACIDENTES TÍPICOS ( ANÁLISE, DISCUSSÃO E MEDIDAS DE PRIOTEÇÃO) 17 RESPONSABILIDADES 18 NORMA REGULAMENTADORA 10 19 TÉCNICAS DE TRANSPORTE, ATENDIMENTO E REMOÇÃO DE ACIDENTADOS REFERÊNCIAS 7 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA - SEP A eletricidade é a forma de energia mais utilizada em todo mundo. Ao compreender os seus diversos tipos de emprego, temos a dimensão deste perigo e aprendemos a minimizar os riscos aplicando barreiras de segurança de acordo com atividade exercida pelo trabalhador, evitando assim algum tipo de evento inesperado, que, por exemplo, podemos citar, os conhecidos acidentes e incidentes. Perigo de eletrocussão Toda organização do setor elétrico potência – SEP se relaciona com os meios de transformação da energia-elétrica, conforme citado abaixo: Geração de energia elétrica Transmissão de energia elétrica Distribuição de energia elétrica Consumo de energia elétrica Existem diversos serviços englobando estes quatro segmentos, e os trabalhadores devem possuir conhecimento, habilidade e treinamento de acordo com a particularidade, apesar de na atividade fim, tratar-se do mesmo fenômeno: a energia elétrica. Vamos começar conhecendo a força hidrelétrica. 1.1 FORÇA HIDRELÉTRICA A força das águas já era utilizada pelos gregos nos moinhos de água que transformavam trigo em farinha. Esses antigos moinhos de água podem ser equiparados simbolicamente com as turbinas modernas que giram quando o fluxo de água atinge as lâminas. As usinas hidrelétricas utilizam a água dos rios e as converte em eletricidade. O processo é baseado em: a água é represada, passa por um duto, gira uma turbina, a qual gira o gerador. Existem os seguintes tipos de usinas: Hidrelétrica Termoelétrica→ nuclear→óleo→carvão→gás Eólica Solar Marinha 8 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 HIDRELÉTRICA ITAIPU TERMELÉTRICA DE CUIABÁ NUCLEAR DE ANGRA DOS REIS MOVIDA A ÓLEO NO SUDESTE MOVIDA A CARVÃO SEPE TIARAJU MOVIDA A GÁS MOVIDA A VENTO ENERGIA SOLAR USINA MARINHA USINA DE BIODIESEL 9 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.2-USINA HIDRELÉTRICA A usina hidrelétrica tem como base o represamento de um rio, por meio de barreiras. Ali se forma um reservatório que é chamado de energia armazenada. Tem um portão que se abre e a água represada passa pelo duto com certa pressão, que move a turbina do gerador, envia ao transformador gerando energia elétrica. Esta energia elétrica é enviada para a subestação de transmissão através das linhas de transmissão. 1.2.1-COMPONENTES DA USINA HIDRELÉTRICA: barreira – sua função é segurar a água e criar um grande reservatório. canal - os portões da barreira quando se abrem, a gravidade puxa a águaTABELA DE ELETRODOS DE ATERRAMENTO ELETRODO DE ATERRAMENTO CABOS HASTES OU TUBO CHAPA COM CANTO SUPERIOR A 1 M DO SOLO COMPRIMENTO 10m 25m 50m 100m COMPRIMENTO 1m 2m 3m 5m DIMENSÕES 0,5 X 1m X 1m RESISTÊNCIA DE CONTATO 20 10 5 3 70 40 30 20 35 25 65 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 MATERIAIS PARA FAZER ATERRAMENTO: • CABO TRADO CABO DE DE COBRE DE ATERRAMENTO ALUMÍNIO TERMINAIS SUPORTE DE DESCANSO PARA GRAMPO 4.1.3.1.4-DIFERENÇA ENTRE O SISTEMA TN E O TT A diferença básica entre o sistema TT e o TN é que, no sistema TN teremos sempre o terra e o neutro com mesmo potencial, porque estão ligados na mesma haste de aterramento. No sistema TT não temos como saber onde o neutro está aterrado e por isso o potencial pode ser diferente do terra. 4.2 CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS Durante a formação das nuvens verifica-se que, ocorre uma separação de cargas elétricas, de modo que, geralmente, as partes da nuvem mais próximas da terra ficam eletrizadas negativa ou positivamente enquanto que, as partes mais altas adquirem cargas positivas ou negativas. Quando a resistência dielétrica é rompida ou melhor, as cargas são suficientes para ionizar o ar entre o ponto de partida e o ponto de chegada do raio, ultrapassando o valor da rigidez dielétrica do ar, uma enorme centelha elétrica salta da superfície da terra para a nuvem ou da nuvem para terra ou de uma nuvem para outra ou mesmo, entre regiões diferentes da mesma nuvem: é o raio, a natureza em busca do equilíbrio elétrico. 66 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 É a equipotencialização natural entre o solo e a nuvem. O desequilíbrio surge em função da ionização da nuvem através do movimento constante e rápido de cristais de gelo em seu interior. O processo pode ser ao contrário? Com elétrons sobrando no solo e faltando na nuvem, o raio se origina do solo em direção à nuvem. O mesmo processo acontece de nuvem para nuvem. Solo com cargas positivas e nuvens com cargas negativas Fenômeno natural, o raio tem sido alvo de folclore e crendices populares e atemoriza até mesmo o mais intrépido ser humano pelo estrondo que provoca. Os raios matam mais pessoas do que furacões ou tornados, segundo a Agência Americana para Desastres (Fema). O Brasil tem sido recordista mundial em incidência por quilômetro quadrado, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) em parceria com a Nasa. O Brasil sofre uma grande incidência de raios por ser o maior país tropical do mundo. É nos trópicos onde ocorrem as maiores tempestades do globo. De acordo com o Inpe, os raios matam cerca de 200 pessoas por ano no Brasil. O raio pode matar, atingindo diretamente as pessoas, iniciando incêndios e ceifando vidas. raios 67 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Dentre os sistemas de pára-raios que podem ser utilizados para proteção do patrimônio e das pessoas, os mais comuns são os da gaiola de Faraday e tradicional Franklin (ambos eram físicos), que é um mastro com uma haste na ponta. Ambos surgiram na época de Benjamin Franklin. O da gaiola Faraday faz com que a descarga elétrica percorra a superfície da gaiola e atinja o aterramento. Os mais usados no Brasil são conhecidos como gaiola de Faraday,São os que lançam mão de pequenas hastes coletoras, espalhadas pelas extremidades da construção, interligadas por cabos de cobre. Quando um raio atinge a casa, esse sistema se encarrega de distribuir a carga pelos diferentes ramais, que vão até o solo e mantêm a construção eletricamente neutra. 68 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Já o tradicional para-raio Franklin capta o raio pela ponta e transmite a descarga até o aterramento. Como nossas atividades estão inter-relacionadas com o meio ambiente e geralmente com tempo adverso, com descargas atmosféricas, devemos tomar todos os cuidados necessários. As tarefas estão relacionadas às estruturas metálicas, ficando expostos os empregados. O aterramento temporário, os EPC´s e EPI´s são de suma importância para os trabalhos de restabelecimento, com eles temos uma proteção contra surtos na rede. Lembramos ainda, que contra milhões de volts e amperes, as proteções podem ser falíveis. ELETROCUSSÃO DO TRABALHADOR SEM OS EPIS 69 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5 RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO 5.1 PROXIMIDADE E CONTATOS COM PARTES ENERGIZADAS A ferramenta é considerada um prolongamento do corpo do trabalhador. A NR-10 regulamenta as zonas de risco e zona controlada de acordo com a figura acima. São definidas as distâncias mínimas de acordo com o nível de tensão de trabalho. Os profissionais para execução e/ou coordenação dos serviços também devem atender as especificações e possuírem habilitação, qualificação, capacitação e autorização. Na zona controlada o funcionário BA4 pode adentrar; já na zona de risco somente o funcionário BA5 pode entrar. 70 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TABELA DE RAIOS DE DELIMITAÇÃO DE ZONAS DE RISCO, CONTROLADA E LIVRE. Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre 71 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposição de superfície de separação física adequada. ZL = Zona livre ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados. ZR = Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. PE = Ponto da instalação energizado. SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. 5.2 INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA A indução eletromagnética é o fenômeno que origina a produção de uma força eletromotriz (f.e.m. ou voltagem) num meio ou corpo exposto a um campo magnético variável, ou bem num meio móvel exposto a um campo magnético estático. É assim que, quando o dito corpo é um condutor, produz-se uma corrente induzida. Este fenómeno foi descoberto por Michael Faraday que o expressou indicando que a magnitude da voltagem induzida é proporcional à variação do fluxo magnético (Lei de Faraday). Por outro lado, Heinrich Lenz comprovou que a corrente devida ao f.e.m. induzida se opõe à mudança de fluxo magnético, de forma tal que a corrente tende a manter o fluxo. Isto é válido tanto para o caso em que o a intensidade do fluxo varie, ou que o corpo condutor se mova em relação a ele. 72 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Indução eletromagnética é o princípio fundamental sobre o qual operam transformadores, geradores, motores elétricos e a maioria das demais máquinas elétricas. Linha de transmissão Se houver uma linha de transmissão próxima a uma cerca metálica, haverá indução magnética e quem encostar na cerca tomará um choque. Na linha de transmissão flui uma corrente alternada, que oscila no tempo, alternando sua polaridade (sentido). Essa corrente oscilante gera um campo magnético oscilante na vizinhança da linha de transmissão. Esse campo magnético oscilante induz um campo elétrico oscilante nessa mesma vizinhança. Dependendo da distância da cerca em relação à linha, a intensidade desse campo pode ser forte, gerando diferenças de potencial grandes. Para corrigir esse problema basta que você afaste a cerca da linha de transmissão. Uma outra solução, é aterrar a cerca, ou seja, conectar os arames da cerca a barrasde cobre enterradas no solo. Todos os fios da cerca devem ser aterrados, fazendo com que correntes fluam da cerca para a terra e protegendo as pessoas que porventura toquem na cerca. Caso essas medidas não sejam tomadas um simples esbarrão, ou mesmo urinar na cerca podem significar choque e dor. Deve-se ter escolher muito cuidado com o lugar aonde você vai urinar, observe se há linhas de transmissão por perto, pois a urina é ótima condutora de eletricidade e pode causar choques agravados por queimaduras, ou até mesmo morte. Exemplo: "Campo magnético criado por uma corrente induzida por um ímã numa espira circular." Para que isto ocorra, utiliza-se um ímã em movimento (em relação a espira) para fazer variar o fluxo magnético das linhas de indução que atravessam a superfície da espira. Φ = Fluxo B = vetor indução magnética A = área da espira Φ = B . A cos θ 73 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 SENTIDO DAS LINHAS DE INDUÇÃO Quando o ímã esta em movimento faz o fluxo magnético que sai do pólo norte do ímã entrar com mais ou menos intensidade na espira e com o ímã parado o fluxo é constante. Quando um pólo se aproxima da espira, o sentido da corrente elétrica é de um jeito, e quando o mesmo pólo se afasta, o sentido da corrente se inverte. Considerando um serviço em linhas energizadas onde exista um grande fluxo de corrente elétrica transitando, haverá uma grande indução eletromagnética. Sentido da corrente induzida 74 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 "O sentido da corrente induzida é tal que seus efeitos se opõem as causas que as originam, Lei de Lenz, ou seja, aproxima-se o pólo norte da espira, e isto faz surgir na espira um mesmo pólo para repelir o ímã, e quando o ímã se afasta da espira, faz surgir na espira um pólo sul que atrai o ímã. 5.3 DESCARGAS ATMOSFÉRICAS Descarga atmosférica Como comentado anteriormente, o fenômeno descarga atmosférica é considerado uma condição impeditiva para o serviço, assim como a falta de manutenção do sistema de prevenção. Abaixo vamos transcrever parte da Norma IEC 62305-3 que trata do assunto. O Sistema de Proteção Contra Descarga Atmosférica (SPDA), se divide em dois tipos: externo e interno. O SPDA externo é destinado a interceptar raios diretos à estrutura (sistema de captores, incluindo as fachadas laterais da estrutura), a conduzir a corrente do raio para a terra (sistema de condutores de descida) e dissipá-la na terra (sistema efetivo de aterramento). As características de um SPDA são determinadas pelas características da estrutura a ser protegida e considerando- se o nível de proteção (I a IV) selecionando como base em uma avaliação de risco. O projeto tipo e localização do SPDA usará os componentes metálicos naturais e respeitará a continuidade elétrica (continuidade elétrica da armadura de reforço do concreto armado das estruturas). Um sistema de captação corretamente projetado é composto de qualquer combinação de hastes, cabos esticados e condutores em malha. São prescritos cuidados especiais para proteção de pontas expostas, cantos e beirais, especialmente ao nível do topo e na parte superior das fachadas. Podem ser usados três métodos para o posicionamento: “MER” (Método da esfera rolante, aplicável em todos os casos); “método do ângulo de proteção” (aplicável somente a estruturas com altura limitada) e “método das malhas” (aplicável a superfícies planas). 75 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 O sistema de condutores de descida é construído de tal forma que: do ponto de impacto até a terra, haja vários condutores de corrente em paralelo; o comprimento do percurso de corrente seja o menor possível; e seja eecutada uma ligação equipotencial às partes condutoras expostas da estrutura. SPDA OBS: - O sistema de proteção do prédio do seu vizinho foi projetado para proteger aquela edificação, portanto os prédios que estão ao seu lado ou ao redor dele estão desprotegidos. O Pára-Raios não atrai os raios para dentro de sua edificação , ele serve para conduzir a energia gerada por um raio à terra, por um caminho seguro. -O Pára-Raios não protege seus equipamentos eletrônicos. Os equipamentos eletrônicos devem ser protegidos por aterramento e outros dispositivos que tenham esta função. O sistema de aterramento deverá ter a menor resistência de aterramento possível. A forma e as dimensões do sistema de aterramento são um importante critério quando se considera a dispersão da corrente de raio (com comportamento de alta freqüência) no solo juntamente com a minimização de sobretensões potencialmente perigosas. È preferível um único terminal de aterramento integrado à estrutura e adequado para todos os propósitos (proteção contra raios, sistemas de força e sistemas de telecomunicação). São usados dois tipos de arranjos de aterramento: tipo A (eletrodos de aterramento horizontais ou verticais, cada um deles conectado a um condutor de descida) e tipo B (um condutor em anel externo à estrutura, em contato com o solo ou eletrodo de aterramento de fundação). Determinam-se cuidados especiais na instalação de fixações, conexões e juntas de teste. O SPDA interno previne faiscamento perigosos dentro da estrutura, seja com o uso de ligação equipotencial, seja com a adoção de uma distância de separação (isolação elétrica) entre os componentes do SPDA externo e outros elementos eletricamente condutores no interior da estrutura. 76 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A equipotencialização é conseguida pela interligação (conectando-se os condutores ou dispositivos de proteção contra surtos _ DPSs) do SPDA com partes metálicas estruturais, instalações metálicas, partes condutoras externas e sistemas internos (sistema elétrico e eletrônico dentro da estrutura a ser protegida). Todos os condutores de linhas externas que adentram a estrutura a ser protegida devem ser equipotencializados diretamente ou com um DPS. As eventuais blindagens e condutos devem também ser equipotencializados próximo do ponto de entrada. As vizinhanças dos condutores de descidas externos à estrutura podem ser perigosas à vida, mesmo que o SPDA tenha sido corretamente projetado. Dessa forma, devem ser adotadas medidas de proteção contra ferimentos em seres vivos, como seguem: - medidas de proteção contra tensões de toque, com a isolação dos condutores de descida expostos ou com a imposição de restrições físicas e avisos de alerta; - medidas de proteção contra tensões de passo, por meio da equipotencialização com um sistema de aterramento em malha e da imposição de restrições físicas e avisos de alerta. Além disso, são requeridas inspeções e manutenções regulares de qualquer SPDA. Exemplo de laudo técnico / SPDA : 77 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5.3.1-SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS-SPDA O presente documento tem a finalidade de atestar as condições técnicas do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas – SPDA – instalado na subestação Mario Prestes, situada a rua Coronel Plínio Salgado, nº 536, município de Fronteira do Sul – SP. Em função da localização geográfica e demais características específicas, as considerações elencadas a seguir levam em conta o Nível de Proteção III, adequado para a edificação. As referências para elaboração desse laudo são o projeto datado em 14 de agosto de 2004 e a NBR-5419, de fevereiro de 2001. Malha Captora Os condutores horizontais se encontram corretamente dimensionados e distribuídos sobre a cobertura, porém a antena parabólica está desprotegida pelo fato de se situar acima da gaiola de Faraday. Assim, sugere-se a instalação de 01 captor tipo Franklin com 3,0 metros de altura ao lado da antena e a 2,0 metros distante da sua base; Descidas O condutor dedescida nº 05 não respeita a distância de segurança em relação à tubulação metálica de escoamento de águas pluviais. Mais agravante ainda é o fato da existência de cubículo destinado a acondicionamento de reservatórios de gás liquefeito de petróleo – GLP – nas proximidades, o que potencializa a possibilidade de explosão em caso de centelhamento perigoso. Na impossibilidade de realocação da descida, sugere-se a sua equipotencialização elétrica com a referida tubulação, que deve ser feita com condutor de cobre em dois pontos ao longo das suas extremidades verticais, reduzindo-se assim a diferença de potencial – DDP – ocasionada por uma eventual passagem de corrente. Grandezas Elétricas As resistências de aterramento indicadas abaixo foram verificadas por unidade de descida, ou seja, após as desconexões físicas e elétricas existentes a 2,80 metros do solo. O instrumento utilizado foi o LINIPA, nº de série 47.655, com laudo de aferição fornecido pela AFERIC SERVIÇOS Ltda e datado em 05 de junho de 2004. Os resultados demonstram homogeneidade e, conseqüentemente, equipotencialização elétrica existente na malha de aterramento. As pequenas variações provavelmente decorrem dos diversos referenciais adotados pelo instrumento de medição. 78 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 O valor divergente encontrado na descida nº 10 é decorrente de corrosão constatada na conexão entre a haste vertical e o anel horizontal de aterramento, o que provoca seccionamento e descontinuidade elétrica entre esses dois eletrodos. Diante desse fato, sugere-se fortemente uma inspeção física nas demais conexões existentes no solo e utilização obrigatória de solda exotérmica onde não houver. Um novo laudo técnico deve ser providenciado após as correções constantes nesse documento. Campinas, 28 de novembro de 2004 Nome Eng.º Eletricista – CREA SP: 000000 5.4 -ELETRICIDADE ESTÁTICA A Eletrostática estuda os fenômenos elétricos resultantes das cargas elétricas em repouso. A Eletrostática já era conhecida na Grécia Antiga. No entanto, os primeiros estudos experimentais que levaram à compreensão dos fenômenos elétricos só se iniciaram nos finais do século XVI pelas mãos do médico inglês William Gilbert e foram continuados no século XVII por outros cientistas curiosos de compreender os fenômenos de atração de uns corpos por outros previamente friccionados. De fato, uma das formas de "produzir" eletricidade é friccionar certos corpos (eletrização por fricção). Já no século XVIII, em 1733, o francês Du Fay descobriu a existência de duas formas de eletricidade diferentes. Chamou a uma vítrea ( a originada em certas substâncias, como o vidro) e a outra resinosa (a originada em certas substâncias, como a resina). Em 1753, o inglês John Canton descobriu que o vidro pode produzir as duas formas de eletricidade, dependendo do material usado para friccionar. Por isso, as designações vítrea e resinosa foram substituídas por positiva e negativa, respectivamente. O vidro friccionado com lã fica eletrizado positivamente e com flanela, negativamente. A resina friccionada com lã fica negativa e com uma folha de metal fica positiva. Os Bancos de capacitores também possuem grande carga de eletricidade estática, por sua funcionalidade de armazenar energia. Por isto devemos descarregá-lo antes de qualquer serviço. Outro exemplo deste tipo de equipamento com esta propriedade é o Banco de Baterias. Banco de capacitores automático 79 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5.5 CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS OU ELETROMAGNÉTICOS É gerado quando da passagem da corrente elétrica nos meios condutores. O campo eletromagnético está presente em inúmeras atividades humanas, tais como trabalhos com circuitos ou linhas energizadas, solda elétrica, utilização de telefonia celular e fornos de microondas. Os trabalhadores que interagem com Sistema Elétrico Potência estão expostos ao campo eletromagnético, quando da execução de serviços em linhas de transmissão aérea e subestações de distribuição de energia elétrica, nas quais empregam-se elevados níveis de tensão e corrente. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Onde o empregado fica exposto ao campo onde seu corpo sofre uma indução, estabelecendo um diferencial de potencial entre o empregado e outros objetos inerentes às atividades. A unidade de medida do campo magnético é o Ampére por Volt, Gaus ou Tesla cujo símbolo é representado pela letra T. Cuidados especiais devem ser tomados por trabalhadores ou pessoas que possuem em seu corpo aparelhos eletrônicos, tais como marca passo, aparelhos auditivos, dentre outros, pois seu funcionamento pode ser comprometido na presença de campos magnéticos intenso. 80 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Exemplo de campo eletromagnético em um condutor 5.5.1-ARCO VOLTAICO Chama-se arco elétrico a corrente elétrica que circula através do ar ou de um material isolante, após vencer a resistência de isolamento existente. Ou seja, ao se interromper um circuito a tensão gera um campo elétrico entre os contatos. Esse campo acelera elétrons livres no ar a tal ponto que ao colidir com as moléculas próximas, provoca uma ionização liberando outros elétrons que serão por sua vez acelerados. Assim o ar deixa de ser isolante passando a conduzir a eletricidade. -Por que o arco elétrico sobe? A descarga elétrica aquece o ar ao seu redor, como o ar quente tende a subir, a descarga o acompanha. 81 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ARCO ELÉTRICO EM SUBESTAÇÃO 5.5.2-FORMAÇÃO DO ARCO ELÉTRICO -Contatos fechados: material condutor, corrente circula normalmente -Abertura da chave : -contatos afastados a uma pequena distância, a resistência do ar não é suficiente para impedir a passagem da corrente. -contatos afastados a uma distancia maior a resistência do ar aumenta de tal modo que impede a corrente continue circulando. -A interrupção do arco elétrico só é conseguida quando ele se extingue totalmente. 5.5.3-ARCO NA NATUREZA Como o arco elétrico depende da resistência do ar é fácil concluir que as condições do meio ambiente, tais como : umidade, temperatura, poluição, etc...provocam sensivelmente o surgimento do arco elétrico e aumentam sua intensidade. ARCO ELÉTRICO NA LINHA DO TREM 82 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ARCO ELÉTRICO DE BAIXA TENSÃO ARCO ELÉTRICO EM ALTA TENSÃO 5.5.4-CAUSAS DETERMINANTES OPERACIONAIS A) CONTATO COM UM CONDUTOR NÚ ENERGIZADO Uma das causas mais comuns desses acidentes é o contato com condutores aéreos energizados. Normalmente o que ocorre é que equipamentos tais como guindastes, caminhões basculantes tocam nos condutores ou durante as construções civis as ferragens tocam os condutores. 83 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A CARCAÇA TOCA NA REDE ELÉTRICA B) FALHA NA ISOLAÇÃO ELÉTRICA Os condutores quer sejam empregados isoladamente, como nas instalações elétricas, quer como partes de equipamentos, são usualmente recobertos por uma película isolante. No entanto, a deterioração por agentes agressivos, o envelhecimento natural ou forçado ou mesmo o uso inadequado do equipamento podem comprometer a eficácia da película, como isolante elétrico. INSTALAÇÃO MAL FEITA Calor e temperaturas elevadas A circulação da corrente em um condutor sempre gera calor e, por conseguinte, aumento da temperatura do mesmo. Este aumento pode causar a ruptura de alguns polímeros, de que são feitos alguns materiais isolantes, dos condutores elétricos. 84 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Incêndio causado por falha na instalação elétrica C)OXIDAÇÃO Esta pode ser atribuída à presença de oxigênio, ozônio ou outros oxidantes na atmosfera. O ozônio torna-se um problema especial em ambientes fechados, nos quais operem motores, geradores. Estes produzem em seu funcionamento arcos elétricos, que por sua vez geram o ozônio. O ozônio é o oxigênio em sua forma mais instável e reativa; D) RADIAÇÃO As radiações ultravioleta têm a capacidade de degradar as propriedades do isolamento, especialmente de polímeros. Os processos fotoquímicos iniciados pela radiação solar provocam a ruptura de polímeros, tais como, o cloreto de vinila, a borracha sintética e natural; E) PRODUTOS QUÍMICOS Os materiais normalmente utilizados como isolantes elétricos degradam-se na presença de substâncias como ácidos, lubrificantes e sais. -Desgaste Mecânico As grandes causas de danos mecânicos ao isolamento elétrico são a abrasão, o corte, a flexão e torção do recobrimento dos condutores 85 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 F) FATORES BIOLÓGICOS Roedores e insetos podem comer os materiais orgânicos de que são constituídos os isolamentos elétricos, comprometendo a isolação dos condutores. Outra forma de degradação das características do isolamento elétrico é a presença de fungos, que se desenvolvem na presença da umidade. G) ALTAS TENSÕES Altas tensões podem dar origem à arcos elétricos ou efeitos corona, os quais criam buracos na isolação ou degradação química, reduzindo, assim, a resistência elétrica do isolamento. H) ASCAREL OU BIFENIS POLICLORADOS (PCB) O ascarel é um líquido isolante usado em equipamentos elétricos como: capacitores, transformadores, chaves de manobras e disjuntores, que se tornou bastante conhecido porque apresenta boas qualidades dielétricas e térmicas e é resistente ao fogo. Apesar de seu uso estar proibido, ainda tem transformadores e capacitores antigos que ainda usam. O trabalhador deve ter bastante cuidado quando fizer uma manutenção que ainda tenha ascarel. O descarte deste óleo pode causar sérios danos à saúde como: processos genéticos de reprodução, considerado cancerígeno, pode causar problemas nas funções neurológicas e hepáticas. Transformador elétrico contendo ascarel 5.5.5-AMBIENTES CONFINADOS Entende-se por ambientes confinados como qualquer área não projetada para ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes, bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente. 86 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A NR 18 que define condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção diz que nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber: A)TREINAMENTO E ORIENTAÇÃO PARA OS TRABALHADORES QUANTO AOS RISCOS; B) NOS SERVIÇOS EM QUE SE UTILIZEM PRODUTOS QUÍMICOS, OS TRABALHADORES NÃO PODERÃO REALIZAR SUAS ATIVIDADES SEM UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. Tripé de resgate /galeria subterrânea O espaço confinado tem a NR 33 que aborda todos os passos a serem feitos antes da entrada do trabalhador para execução da tarefa: Medição da atmosfera Ter um supervisor que permaneça o tempo inteiro na boca de visita do espaço confinado monitorando o trabalhador Utilizar os equipamentos individuais necessários à segurança do trabalhador Ter tripé de resgate na entrada do espaço confinado Ter uma linha de vida atrelada ao trabalhador, para que em caso de acidente possa ser resgatado mais facilmente 87 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Ter certificação da NR 33 e autorização para a entrada em espaços confinados O supervisor terá que emitir uma PET- PERMISSÃO DE ENTRADA PARA TRABALHO, toda vez que o trabalhador tiver que adentrar um espaço confinado. proibida a entrada/ risco de morte/ espaço confinado 5.6 COMUNICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO 5.6.1-COMUNICAÇÕES DA OPERAÇÃO O sistema de comunicações dedicado à Operação deve ter a sua utilização otimizada, não devendo ser tratados assuntos que não são diretamente ligados às atividades de operação. Os canais deverão ter dedicação exclusiva às atividades de operação do sistema elétrico, não podendo ser compartilhados com outras atividades da empresa. Todo serviço executado no SEP deve ser comunicado através de ordens de serviço ou documentos próprios adotados pela empresa. Além de ser uma medida comentada no capítulo 02 como organização do trabalho, trata-se também de uma medida de planejamento e controle da segurança do trabalho. A identificação deve fazer parte da comunicação. Abaixo alguns exemplos. 88 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 a) PLACA: atenção para banco de capacitores e cabos a óleo PLACA: perigo – não entre – alta tensão PLACA DE SINALIZAÇÃO- advertir que a linha está desenergizada e não deve ser religada pois estão trabalhando na linha b) DELIMITAÇÕES DE ÁREAS 89 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 C) ISOLAMENTO ANTES DO SERVIÇO O sistema de comunicações dedicado à Operação deve ter a sua utilização otimizada, não devendo ser tratados assuntos que não são diretamente ligados às atividades de operação. Os canais deverão ter dedicação exclusiva às atividades de operação do sistema elétrico, não podendo ser compartilhados com outras atividades da empresa. Em todas as comunicações deverão ser previamente identificados os interlocutores autorizados a autorizar a acessar o sistema elétrico (relacionados a uma base de dados devidamente atualizada), especialmente na execução e confirmação de manobras e na entrega e devolução de atividades em linhas programadas. Em caso de dúvida, deverá se proceder à identificação da chamada. Todas as comunicações relacionadas à segurança de pessoas e à segurança do sistema elétrico terão prioridade sobre quaisquer outras comunicações em curso, conforme o exemplo de estrutura da comunicação abaixo: Deverão ser seguidas as instruções da estrutura de comunicação (cada empresa possui uma em particular). - O chamador deverá consultar em uma tabela ou banco de dados o número exato para o qual deverá discar; - Ao iniciar o contato, os interlocutores deverão se identificar claramente, informando o local em que estão e o seu nome. Caso a ligação se dirija a alguma empresa externa, deverá ser informado também o nome da empresa. Caso a facilidade de identificação de chamadas esteja disponível no terminal telefônico, esta deverá ser utilizada para verificação do número chamador. Em qualquer caso, o operador deverá estar seguro que entendeu de forma clara as informações de identificação da outra parte; - Durante a conversação, os interlocutores deverão controlar a intensidade da voz, falando sempre em um tom normal, para um entendimento claro. Deverão falar pausadamente, procurando expressar cada palavra da forma clara e precisa, principalmente nos casos mais críticos e urgentes. As mensagens deverão ser objetivas, utilizando 90 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 os termos técnicos adequados, de acordo com o vocabulário estabelecido nos Procedimentos da empresa. Não deverão ser utilizados gírias, nem vocabulário que possa ser mal compreendido ou mal interpretado. Ao informar letras ou números, estes deverão ser falados da forma mais clara possível, evitando uma interpretação errada. As mensagens deverão estar isentas de juízos pessoais, levando sempre em consideração a boa imagem da empresa; - Todas as ordens operativas deverão ser transmitidas passo a passo, de forma completa, sem se saltar passos nem alterar a ordem estabelecida nos Procedimentos da empresa; - O receptor da ordem ou procedimento deverá repetir todas as instruções recebidas. Caso o receptortenha alguma dúvida quanto à informação recebida, ele tem o direito de pedir ao emissor que repita a mensagem quantas vezes sejam necessárias para um completo entendimento. A ligação só poderá ser terminada quando o emissor e o receptor da mensagem tenham absoluta certeza de que a mensagem foi transmitida e entendida de forma inequívoca. Ambas as partes deverão questionar se nada mais há para ser transmitido antes de encerrar a ligação. rádio comunicador com GPS celulares 5.7 TRABALHOS EM ALTURA, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Devido às necessidades de se manter um isolamento elétrico adequado, muitas atividades em trabalhos com a eletricidade requerem tarefas em níveis superiores (elevados fisicamente) em relação ao nível do piso. Os exemplos mais comuns destes tipos de instalação são as torres de linhas de transmissão e os postes da rede de distribuição. 91 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5.7.1 TRABALHOS EM ALTURA Trabalhos em altura Para a segurança do trabalhador nestas condições (altura), o novo texto da NR-10 determina que deve ser garantida a segurança dos trabalhadores, usuários e terceiros nas tarefas de Construção, Montagens, Operação e Manutenção (item 10.4 da norma). Recomenda-se ainda que estas atividades sejam acompanhadas e supervisionadas por profissionais autorizados, segundo o que dispõe a referida norma (item 10.4.1). Portanto para serviços em altura deverão ser adotadas medidas preventivas de controle dos riscos, especialmente quanto à altura requerida para os trabalhos. Os acidentes que normalmente causam lesões graves aos trabalhadores ocorrem em decorrência de choques elétricos ou de quedas em altura. De acordo com a legislação, todo trabalho executado a partir de 2 (dois) metros de altura em relação ao nível do solo, deverá ser permitido mediante a utilização de EPI´s e EPC´s adequados (cinturões de segurança, talabartes, trava-quedas, escadas, etc). 92 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Os equipamentos e materiais usados em serviços com altura devem ser inspecionados cuidadosamente e os que são para trabalhos com linha-viva devem ser testados de acordo com as normas vigentes. Estes dispositivos devem ser acondicionados de forma correta quando fora de uso. Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem: - Possuir os exames específicos da função comprovados no ASO – Atestado de Saúde Ocupacional ( o ASO deve indicar explicitamente que a pessoa está apta a executar trabalho em local elevado); - Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas, paralisando a atividade caso sinta qualquer alteração em suas condições; -Estar treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos. Alguns exemplos de EPI´s e EPC´s para trabalhos em altura. a)Cinturão de segurança tipo pára-quedista 93 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 b)Talabarte de segurança tipo regulável c)Talabarte de segurança tipo y com absorvedor de energia d)Dispositivo trava quedas e) Mosquetão Serve para suportar forças de 22kN no mínimo. Tem a função de prover elos e funciona como polia com atrito. Sua resistência varia com o sentido da tração. Não deve sofrer torções. Serve para deter quedas. 94 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 mosquetão O trabalho em altura requer muito cuidado com o equipamento a ser utilizado, qualquer falha ou defeito o acidente poderá ser fatal. 5.7.1.1 ESCADAS A escada portátil (ou de mão) deve ser adquirida de fornecedores cadastrados que atendam as especificações técnicas de cada empresa (tamanho, capacidade máxima, etc). CLASSIFICAÇÃO DAS ESCADAS: a)Escada simples (singela) - é aquela constituída por dois montantes interligados por degraus; b)Escada de abrir - é aquela formada por duas escadas simples ligadas entre si pela parte superior por meio de dobradiças resistentes; 95 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 c) Escada de extensão ou prolongável - é aquela constituída por duas escadas simples que se deslizam verticalmente uma sobre a outra, por meio de um conjunto formado por polia, corda, trava e guias. Escada de extensão, escada de abrir e escada simples 5.7.1.2- REQUISITOS GERAIS As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso ao local de nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada pela mesma. Para serviços prolongados recomenda-se a instalação de andaimes. Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida. Toda a escada deve ter uma base sólida, antiderrapante, com extremos inferiores (pés) nivelados. Não utilize escadas com pés ou degraus quebrados, soltos, podres, emendados, amassados, trincados ou rachados, ou faltando parafuso ou acessório de fixação. Escada defeituosa deve ser imediatamente retirada de uso. A escada deve ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou afundamento. Não apóie em superfícies instáveis, tais como, caixas, tubulações, tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais onde haja risco de queda de objetos. Em piso mole, providenciar uma base sólida e antiderrapante para a mesma. Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira. 96 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Deve-se fazer um corredor para os pedestres passarem visando sua segurança. As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de circulação de pessoas ou máquinas, onde houver risco de queda de materiais ou objetos, nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos desprotegidos. Quando for necessário utilizar próximo à portas, estas devem estar trancadas, sinalizadas e isoladas para acesso à área. As ferramentas utilizadas para o trabalho não devem estar soltas sobre a escada, a não ser que tenha bandeja apropriada para esta função. Ao executar serviços, os pés do usuário devem estar sobre os degraus da escada. É obrigatório o uso de cinturão de segurança tipo pára-quedista em trabalhos de pequeno porte acima de 2 metros de altura. O mesmo deve ser fixado em um ponto de ancoragem, fora da escada, exceto uso de talabarte para posicionamento envolto em estrutura rígida. (Ex.: serviço no poste). Quando este procedimento não for possível utilizar andaime ou plataforma elevatória. A escada deve ser acondicionada em local seco, longe de umidade ou calor excessivo. Deve ficar em posição horizontal e apoiada em vários pontos, de acordo com o seu tamanho para evitar empenamento. Após sua utilização, a escada deve retornar ao seu local de origem. Não deixar a mesma abandonada no chão, nem apoiada contra paredes e estruturas. Nenhuma escada deve ser arrastada, ou sofrer impactos nas laterais e degraus. É permitido que a madeira seja protegida com verniz translúcido ou óleo de linhaça, que permita ver suas falhas. As escadas de madeira não devem apresentar farpas, saliências ou emendas. A madeira para confecção deve ser de boa qualidade, estar seca, sem apresentar nós e rachaduras que comprometam a sua resistência. Os degraus devem permanecer limpos, livres de óleos, graxas e produtos químicos. Nunca fique nos últimos degraus de uma escada. Deve-se deixar, no mínimo, dois degraus da extremidade superior. Escada simples - as escadas simples devem ser amarradas no ponto de apoio, de modo a evitar escorregamento ou quedas frontais ou laterais. Quando não for possível outro empregado pode segurá-la. A extremidade superior das escadas simples deve ultrapassarem cerca de um metro o ponto que se deseja atingir para acesso. A distância horizontal da base à linha de prumo que passa pelo apoio superior deve corresponder a ¼ da distância entre a base e o apoio superior, ou seja, para uma parede de 4 metros de altura, a base da escada 97 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 deve estar afastada de 1 metro da parede. O espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, entre 25 a 30 centímetros. O espaçamento entre os montantes deve estar entre 45 a 55 centímetros. Quando construídos de madeira, os montantes e degraus das escadas devem atender aos seguintes requisitos: Escada de abrir - deve ter comprimento máximo de 6 metros, quando fechada e devem possuir degraus largos. Devem possuir tirantes ou limitadores de curso (corrente ou separador resistente articulado) dispostos em pontos intermediários de sua extensão. Quando aberta, os tirantes devem permanecer na posição de abertura máxima. Isso trava a escada, impedindo assim, deslocamentos bruscos. Não é permitido o uso cordas, arames ou fios como limitadores de curso. Recomenda-se que, quando na posição aberta, a distância entre as extremidades inferiores das duas partes seja de aproximadamente 2/3 da extensão. A distância mínima entre os montantes no topo da escada deve ser de 30 centímetros. O ângulo formado entre os montantes deve ser tal que a distância entre eles aumente de 5 centímetros para cada 30 centímetros de altura. Este tipo de escada não deve ser utilizado como escada de apoiar. Nunca apoiar um dos montantes com calço ou tijolo. Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação dos tirantes, dobradiças, pinos e ferragens de articulações. ESCADA DE EXTENSÃO OU PROLONGÁVEL Modelo de escada de extensão ou prolongável 98 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A sobreposição entre as extensões (das escadas) deve ser de, no mínimo, 1 metro. Quando a escada estiver estendida, a corda deve ser bem esticada e amarrada nos degraus de base, para não ficar no chão e garantir que a seção superior não caia, em caso de abertura das catracas. Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação da escada bem como da carretilha, corda, montantes, degraus, travas, base, etc. As escadas extensíveis devem ser transportadas por 2 homens, utilizando o mesmo lado do ombro e com o segmento móvel da escada para fora, devendo permanecer amarradas e sinalizadas com bandeirolas. Ao transportar as escadas no veículo, elas devem ser amarradas e sinalizadas com bandeirolas. Nem todo local é adequado para posicionar a escada e executar o serviço. Durante o planejamento deve-se verificar: As condições do piso; Nos postes de madeira, redobrar a atenção, pois a base do poste pode estar podre; Ferragens expostas ou soltas; Existência de insetos ou animais peçonhentos; Verificar se as catracas realmente atuaram no travamento do segmento móvel. As escadas devem ser posicionadas e amarradas em postes, suporte de escadas, cruzetas e fachadas, devendo permanecer afastadas da base do ¼ em relação ao ponto de apoio. Utilizar nivelador em caso de piso com desnível. Quando o empregado subir, o outro que está no solo deve segurar a escada pelos montantes, escorando com os pés nas suas extremidades durante a subida deste até que a mesma seja amarrada. A escada foi projetada para suportar o peso de um homem trabalhando, por isso o içamento de materiais ou ferramentas deve ser feito através de carretilha. Só após a escada amarrada o empregado do solo poderá soltar a escada, mas deverá acompanhar atentamente a tarefa do empregado na escada. Se for necessário apoiar a escada em fachadas, onde não existir a possibilidade de amarração da mesma, o trabalhador do solo deve segurar a escada e permanecer na base apoiando os pés suas extremidades. 99 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ETAPAS PARA O TRABALHO EM ESCADA: 1) Deve se observar os EPIS que serão utilizados para ver se estão em boas condições. 2) Sinalizar e isolar a área a ser trabalhada de modo a proteger a si mesmo e os outros 3) Deve se fazer um corredor de acesso para os pedestres. 100 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 4)Amarrar a escada na base no quarto degrau passando duas vezes pelo poste e fixando no outro lado do montante 5) Deve se subir a escada com os EPIS necessários e antes de amarrar no topo passar o talabarte .Passe a perna por dentro do degrau antes de fazer o movimento para passar o talabarte . 6) Deve sempre fazer o uso do conjunto de içamento (ferramentas e materias), sempre executar subidas e descidas com as mãos livres. A corda do conjunto de içamento está fixada no mosquetão do cinto pará- quedista. 101 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7) O ajudante deve segurar a escada na base até que o eletricista de cima amarre a escada no topo.Mesmo a escada amarada na base, corre o risco dela virar para o lado e vir a cair junto com o eletricista. OBSERVANDO A ESCADA ANTES DA TAREFA ESCADA COM RACHADURA ESCADA FALTANDO O APOIO 102 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ESCADA COM PARAFUSO QUEBRADO 5.7.1.3-MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES As medidas de prevenção baseiam-se essencialmente, no cumprimento de regras de boas-práticas e no estabelecimento de procedimentos de trabalho seguros: -Andar devagar. Não correr ou saltar por cima de obstáculos ou vedações -Prestar especial atenção em caminhos alternativos ou desconhecidos. Podem existir buracos ou desníveis perigosos -Nunca saltar de um trator ou qualquer outra máquina. Utilizar sempre os degraus que possuem para aceder às cabinas -Nunca manobrar as máquinas e tratores fora do assento do condutor -Nos locais de trabalho manter as vias de circulação, e os espaços em geral, arrumados, limpos, livres de obstáculos e em bom estado de conservação -Armazenar as ferramentas e utensílios de trabalho em locais próprios (armários, caixas de ferramentas, painéis, etc.) evitando que fiquem espalhadas pelos espaços de trabalho -Manter os locais de trabalho com iluminação adequada e efetuar uma manutenção periódica às luminárias (limpar as luminárias, trocar lâmpadas fundidas, etc.) -Limpar de imediato os derrames com produtos absorventes 103 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 -Limpar os locais de trabalho (escadas, vias de circulação, zonas de passagem e máquinas) no final de cada jornada de trabalho, eliminando dejetos de animais, sujidades de óleo, etc. -Proteger cabos soltos que se encontrem espalhados pelo pavimento -Cobrir todas as aberturas que existam no pavimento ou delimitá-las com vedações devidamente identificadas e sinalizadas -Sinalizar adequadamente todos os obstáculos existentes ou colocados propositadamente em zonas de passagem -Utilizar a luva de acordo com a tensão -Utilizar calçado adequado (com solas antiderrapantes) -Utilizar os EPIs e EPCs para sua segurança - Observar as condições do ferramental que será utilizado na execução dos serviços -Verificar a escada, se tem alguma rachadura, se está em boas condições de uso - Verificar o cinto, talabarte e mosquetão se estão em boas condições de uso -Não brincar em hora de serviço, pois pode causar acidentes fatais. 5.7.1.4 CESTAS AÉREAS Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente utilizadas em equipamentos elevatórios (Gruas), tanto fixas como móveis, neste caso em caminhões com equipamento guindauto, normalmente acoplada a grua (guindauto). Pode ser individual em ambos os casos ou dupla em grua fixa. Cesta aérea para equipe de linha viva 104 MATERAIL DIDÁTICO Escola TécnicaElectra – SEP – NR10 No caso de atividades em linha viva ao contato, pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto em relação a escada. Os movimentos da cesta possuem duplo comando (no veículo e na cesta) e são normalmente comandados na cesta. Tanto as hastes de levantamento como a cesta devem sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações. O empregado deve amarrar-se à cesta aérea através de talabarte e cinturão de segurança utilizando todos os equipamentos de segurança. Quanto ao veículo o trabalhador deverá: -Manter o piso limpo; -Atentar para subida e descida da cesta aéreas apoiando no suporte; - Não pular, não utilizar o suporte ou a escada de acesso . 105 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Modelo de serviço com cesta aérea. Trabalhos em eletricidade com cesta aérea 5.7.1.5 ANDAIMES O andaime, depois de montado, deve atender aos seguintes requisitos: Dispor de sistema de guarda-corpo e rodapé de proteção em todo o seu perímetro. Deve ficar perfeitamente na vertical, sendo necessário para terrenos irregulares a utilização de placa de base ajustável (macaco). 106 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Para torres de andaime com altura superior a quatro vezes a menor dimensão da base de apoio é obrigatório sua fixação em estrutura firme que apresente resistência suficiente e não comprometa o perfeito funcionamento da unidade. Quando não for possível, a torre deve ser estaiada. A plataforma de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, antiderrapante, ser nivelada e fixada de modo seguro e resistente. Os pisos da plataforma de trabalho não podem ultrapassar em 25 centímetros as laterais dos andaimes. Não é permitido nenhum tipo de frestas nos pisos, que ocasionem queda de ferramentas, tropeções ou torções. O vão máximo permitido entre as pranchas deve ser de 2 centímetros. Se houver necessidade de sobrepor um piso no outro no sentido longitudinal do mesmo, esta sobreposição deverá ser de, no mínimo, 20 centímetros e só pode ser feita nos pontos de apoio. As plataformas de trabalho dos andaimes coletivos devem possuir uma largura mínima de 90 centímetros. As plataformas de trabalho dos andaimes individuais devem possuir largura mínima de 60 centímetros. Possuir escada de acesso à plataforma de trabalho com gaiola ou trava-queda (para andaime com altura superior a 2 metros). Andaimes sobre rodízio só podem ser montados em áreas com piso firme e nivelado com possibilidade de livre deslocamento. Os andaimes sobre rodízio não podem ter mais do que 5 metros de altura até o guarda-corpo da última plataforma. Todos os rodízios do andaime devem possuir travas e estar em perfeitas condições de uso, para evitar que o andaime se movimente quando da sua utilização. Devem ser tomadas precauções especiais quando da montagem, desmontagem e movimentação de andaime próximo a circuitos e equipamento elétricos. plataforma para serviços 107 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Exemplo de andaime improvisado Outro exemplo de andaime improvisado Exemplo de andaime montado corretamente 108 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 5.7.1.6-TRABALHOS EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS Exemplo de caminhão munck Exemplo de trabalho em equipamento especial As máquinas e equipamentos especiais devem ser operados apenas por trabalhadores capacitados. Segue algumas dicas de operação: Parar o veículo em local selecionado e seguro, acionar o freio de estacionamento e colocar a alavanca de câmbio em ponto morto. Acionar a embreagem do veículo e tracionar a alavanca da tomada de força situada na cabina do veículo. 109 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Descer a sapata através dos comandos próprios, normalmente instalados na parte dianteira da carroceria do veículo, aliviando as molas e nivelando-o se necessário. Cuidado – Ao descer as sapatas, verificar se não há pessoas próximas a elas. Retirar as capas de proteção da lança e caçambas. Antes de operar o equipamento deve-se ter em conta a função e posição de cada alavanca. Após entrar na caçamba, prender o cinto de segurança no olhal, após, passar a efetuar todas as operações através dos comandos aéreos instalados junto à caçamba., Colocar o equipamento na posição de trabalho mais adequada, observando seus limites de alcance e restrições. Exemplo de trabalho em equipamento especial O Técnico de segurança deverá sempre inspecionar os caminhões, as motocicletas e carros utilizados para serviços. EXEMPLO DE INSPEÇÃO FEITA EM MOTOCICLETA UTILIZADA PARA SERVIÇO EXTERNO: Atividade Realização de inspeção em motocicletas Pólo: Teresópolis 1)Motocicleta modelo: Honda 150 Placa: Condutor: Renato Silva. Venc. Habilitação: 07/07/2012 Setor: Leitura Função: Revisor Supervisor: Rodrigo santos Situação Inadequada: Não sinalizada. 110 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Prazo para adequação: Recomendação Técnica: Ter prudência e atenção na condução de motocicleta. 6 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO NO SEP 6.1 ANÁLISE DE RISCO É uma ferramenta de trabalho prevencionista simples e eficaz, através da qual na fase de planejamento de um trabalho busca-se identificar, minimizar ou neutralizar com medidas preventivas os riscos de acidentes, ou seja, através da análise de riscos, quando feita corretamente, é possível identificar já no planejamento, os possíveis riscos existentes e programar também as medidas para neutralizá-los. Portanto, através deste documento é possível, por exemplo, elaborar procedimentos ou mesmo elaborar e executar treinamentos que certamente trarão respostas satisfatórias. Vantagens da utilização da análise de riscos: - Identificação prévia dos riscos do trabalho; - Elaboração de procedimentos; - Elaboração de treinamentos; - Desenvolvimento do senso crítico para a prática prevencionista; - Elaboração de Check-list; - Facilidade para verificar se determinada atividade está sendo realizada de forma correta; - Referência na investigação de acidentes (atitude do empregado com o procedimento recomendado); - Evidência documental relativa à prática de segurança; - Padronização dos trabalhos em equipes ou comandos diferentes. A análise de riscos é utilizada para analisar previamente liberação de trabalhos e também para análise de trabalhos em andamento. È imprescindível o envolvimento das pessoas habituadas à realização da tarefa descrita na análise de risco para obtermos um bom resultado. É recomendado que a análise de riscos seja elaborada pelos encarregados e empregados envolvidos no trabalho, acessorado pelo profissional de segurança do trabalho para ajuda nas medidas de segurança. O segredo do documento está na observação rigorosa e crítica de cada trabalho. O sucesso será maior dependendo da meticulosidade dos envolvidos. 111 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Cada risco, cada perigo, cada possível causa de acidente, deve ser identificada, registrada e tratada em separado, como um problema sério e de atenção especial. Todo o cuidado deve ser tomado para que o desprezo por riscos menores ou menos evidentes seja evitado. Todo trabalho é uma seqüência de atividades. Concretizar o trabalho é unir as seqüências de forma harmoniosa. È absurdo que qualquer trabalho atinja seu objetivo quando neste ínterim ocorrem acidentes. Trabalho bem planejado é o que segurança em conta. Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores no setor de energia elétrica, são elevados, podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo de atividade. A eletricidade constitui-se um agente de alto potencial de risco ao homem. Mesmoem baixas tensões ela representa perigo à integridade física e a saúde do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência de choque elétrico com conseqüências diretas e indiretas (quedas, batidas, queimaduras indiretas e outras). Também apresenta risco devido à possibilidade de ocorrências de curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes incêndios e explosões. È importante lembrar que o fato da linha estar seccionada não elimina o risco elétrico, tampouco pode-se prescindir das medidas de controle coletivas e individuais necessárias, já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalho, fontes de alimentação de terceiros. Como vimos no curso de treinamento da NR-10 – Módulo Básico, os principais riscos de origem elétrica são:choque elétrico, arco elétrico e campos eletromagnéticos. TABELA DE CATEGORIA DE RISCO CATEGORIA DE RISCO TIPO DE RISCO CARACTERÍSTICAS I DESPREZÍVEL - Não degrada o sistema, nem seu funcionamento - Não ameaça os recursos humanos II MARGINAL OU LIMÍTROFE - Degradação moderada / danos menores - Não causa lesões - É compensável ou controlável 112 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 III CRÍTICA - Degradação crítica - Lesões - Danos substanciais -Coloca o sistema em risco e necessita de ações corretivas imediatas para a sua continuidade e recursos humanos envolvidos IV CATASTRÓFICA - Séria degradação do sistema - Perda do sistema - Mortes e lesões TABELA DE EXEMPLO DE ANÁLISE DE RISCOS SITUAÇÃO RISCO VARIÁVEL CONDIÇÃO Trabalho com chapas aquecidas Queimaduras Temperatura da Chapa Temperatura da chapa muito maior que a temperatura da pele. Trabalho em altura Queda Fatal Altura de Trabalho Altura de trabalho muito maior que a altura do indivíduo. Trabalho em ambiente ruidoso Redução da Capacidade Auditiva Dose de Ruído Diária Dose maior que 1 ou 100% 7 -PROCEDIMENTOS DE TRABALHO – ANÁLISE E DISCUSSÃO Cada empresa deverá ter o seu procedimento de trabalho elaborado de acordo com a sua atividade fim. Abaixo segue de exemplo alguns tópicos padrões que geralmente é adotado por várias empresas para tarefas realizadas no SEP. - A empresa contratada não poderá iniciar os trabalhos no sistema elétrico desenergizado antes de concluídos os testes de ausência de tensão e fixação dos conjuntos de aterramento temporário. 113 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 - Todo serviço que envolva algum risco, será precedido de planejamento básico, devendo ser verificada as condições de trabalho a ser executado, identificando os riscos e condições ambientais, selecionando os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC), e primordialmente, alertando aos empregados envolvidos quanto às circunstâncias em que o trabalho será desenvolvido. Esse planejamento deverá ser elaborado e acompanhado pelos técnicos responsáveis da empresa contratante / contratada e devidamente orientado pelos responsáveis diretos pelos serviços. - Competirá à empresa contratada através dos técnicos responsáveis pelos serviços, providenciar a distribuição de tarefas, levando-se em consideração as atividades cuja execução o empregado esteja habilitado e qualificado, o grau de habilidade profissional e eventuais fatores que ampliem o grau de segurança no trabalho, de forma a evitar- se baixos padrões de eficiência e procedimentos falhos que concorram para a ocorrência de acidentes. - Antes de iniciar as tarefas, o responsável pelos serviços da empresa contratada deverá esclarecer a equipe de trabalho sobre as tarefas que serão desenvolvidas, bem como instruí-lo adequadamente, chamando a atenção do seu pessoal para os riscos existentes, exigindo que sejam tomadas as medidas de segurança para evitar a ocorrência de acidentes de trabalho. - Os trabalhadores deverão estar capacitados e / ou qualificados, habilitados e autorizados (NR-10 ítem 10.8) para executar as tarefas que lhes sejam atribuídas através do curso específico do sistema oficial de ensino, por Centros de Treinamentos sendo reconhecidos pelo sistema oficial de ensino, com certificado de conclusão. - Caberá aos chefes, supervisores e encarregados observarem atentamente o desenvolvimento dos trabalhos por parte da equipe, alertando-os quanto aos procedimentos incorretos que possam resultar em acidentes. - Em cada equipe de trabalho deverá ser mantido um equipamento de resgate de acidentado, como também deverão treinar os seus empregados para o resgate em caso de emergência (acidente). 7.1- EXEMPLO DE INSPEÇÃO PARA SEGURANÇA ANTES DE EXECUTAR O SERVIÇO Realização de inspeção de campo e viaturas/EPI/EPC Data: 07/07/07 Setor: Corte/Religação Locais de Inspeção: Rua Sargento Boering, 80. Horário de Inspeção: 14:50hs. Equipe Inspecionada: Antônio Silva e André Ricardo Pereira. Viatura Placa: EDA - 6020 Situação Inadequada: Quanto ao EPI/EPC – Quanto a colaborador Antônio Silva: foi detectado em inspeção que luva de bt de colaborador se encontrava com dois furos. Quanto à viatura: OK Quanto à execução de serviço: OK 114 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Conforme Norma Regulamentadora n. º 06 ao seu item: 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; Responsabilizar-se pela guarda e conservação; Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso e; Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado Foto 1 – Luva de baixa tensão Vistoria em inspeção onde se detectou conforme fotografia, dois furos mostrando a falta de comprometimento de colaborador em inspecionar suas luvas de baixa tensão De acordo com política de segurança adotada pela Empresa X e normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego que condiz a segurança do Trabalho, recomendo sempre que as medidas preventivas sejam cumpridas, para com isso zelarmos sempre pela segurança, saúde e integridade física de nossos colaboradores. É válido atentar que qualquer descumprimento de procedimento de segurança do trabalho e/ou da empresa por parte de colaboradores, deverá acarretar em medidas cabíveis de acordo com a segurança do trabalho e procedimentos da empresa X. * PRAZO PARA CUMPRIMENTO: Imediato Local e Data Emitente Pedro Paulo Silva Tec Seg Assinatura e Carimbo Petrópolis, 07 de Julho de 2007. 115 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.1.1 INSTALAÇÕES DESENERGIZADAS Executar trabalhos em instalações desenergizadas deve-se seguir os conceitos básicos abaixo: Impedimento de equipamento- isolamentos elétricos do equipamento ou instalação eliminando a possibilidade de energização indesejada indisponibilizando a operação enquanto permanecer a condição de impedimento; Responsável pelo serviço- empregado da empresa ou de terceirizada que coordena e supervisona os trabalhos PES- Pedido para Execução do Serviço Documento que solicita a área funcional responsável pelo sistema ou instalação o impedimento do equipamento, sistema ou instalação para que possa ser realizado o serviço. DESLIGAMENTO PROGRAMADO Toda interrupção programada do fornecimento de energia elétrica deve ser formalmente comunicada com antecedência aos clientes afetados contendo data, horário e duração do serviço. DESLIGAMENTO DE EMERGÊNCIA Interrupção programada do fornecimento de energia elétrica sem aviso prévio aos clientes por se tratar de emergência, ou motivo de força maior. INTERRUPÇÃO MOMENTÂNEA É provocada pela atuaçãodos equipamentos de proteção com religamento automático PROCEDIMENTOS GERAIS DE SEGURANÇA Todo serviço deverá ser planejado antecipadamente e executado por equipe devidamente treinada e autorizada, com a utilização de equipamentos aprovados e em boas condições de uso. PROCEDIMENTOS GERAIS PARA SERVIÇOS PROGRAMADOS O empregado que coordenar a execução das atividades em sistema e instalações elétricas deverá apresentar os projetos a serem analisados com os estudos de viabilidade e tempo de execução; deve definir os recursos materiais e humanos para o cumprimento do planejado. AVALIAÇÃO DOS DESLIGAMENTOS A área responsável pelo sistema ou instalação deve avaliar as manobras de forma a minimizar os desligamentos necessários, com a máxima segurança, analisando o impacto do desligamento, ou seja, os custos, a segurança dos trabalhadores,etc) 116 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS Deve se fazer os levantamentos necessários para a realização da execução do serviço; os estudos de viabilidade do projeto, os materiais e recursos humanos que serão utilizados, a documentação de solicitação de impedimento de equipamento. EMISSÃO DO PES Deve ser emitido para cada serviço quando impedimentos são distintos. Quando houver dois ou mais serviços que envolvam o mesmo impedimento sob a coordenação do mesmo responsável, será emitido apenas um PES. OBS: no caso em que para um mesmo impedimento haja dois ou mais responsáveis será emitido obrigatoriamente, um PES para cada responsável. ETAPAS DA MANOBRA PROGRAMADA - Data, horário previsto para início e fim do serviço; - Descrição sucinta da atividade; - Nome do responsável pelo serviço; - Dados dos clientes interrompidos, área ou linha de produção; -Trecho elétrico que será desligado, identificado por pontos significativos; -Sequência das manobras necessárias para garantir a ausência de tensão no trecho do serviço e a segurança nas operações; -Sequência de manobras para retorno a situação inicial; - Divulgação do desligamento programado aos envolvidos; -Áreas afetadas pelo desligamento programado devem ser informadas com antecedência à data do desligamento. 12) APROVAÇÃO DO PES Depois de efetuada a programação e o planejamento da atividade a ser executada, a área funcional responsável deixará o documento PES disponível no sistema para consulta de órgãos envolvidos. Deverá também ter uma via impressa do pés no local de trabalho com o gestor da área executante. 117 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.1.2- PROCEDIMENTOS GERAIS Se o responsável pelo serviço não estiver de posse do PES, a área funcional responsável não deve autorizar a execução do desligamento. O impedimento da instalação depende da solicitação direta do responsável pelo serviço à área funcional responsável. Se houver uma necessidade de substituição do responsável pelo serviço a área executante deverá informar a área funcional responsável o nome do novo responsável pelo serviço, justificando por escrito a alteração. Para todo pés deve ser gerada uma ordem de serviço ou PTE( pedido de turma de Emergência)Quando a área funcional autoriza o início da execução da tarefa, a normalização do trecho somente poderá ser autorizada pela área funcional responsável. Se o serviço for executado parcialmente, o responsável deverá avisar a área funcional responsável para uma reprogramação de serviços. 7.1.3- PROCEDIMENTOS PARA SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA A programação de serviços de emergência é de responsabilidade do órgão executantes. Todo impedimento de emergência deverá ser solicitado à área funcional responsável informando: - o motivo do impedimento; -o nome do solicitante; - o nome do responsável pelo serviço; -A descrição sucinta ; - a localização das atividades a serem executadas; - o tempo que vai ser preciso ´para executar as tarefas; - o elemento a ser impedido Isto vai gerar uma Ordem de serviço ou PTE ( Pedido de Turma de Emergência). Após a execução da tarefa e a liberação das instalações elétricas ou do sistema por parte do responsável pelo serviço, a área funcional responsável vai coordenar o retorno à configuração normal de operação retirando toda a documentação que estava vinculada ao serviço. 118 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.1.4- LIBERAÇÃO PARA OS SERVIÇOS Vamos definir os procedimentos básicos para a liberação da execução das tarefas em circuitos e instalações elétricas desenergizadas. Serão aplicadas às áreas envolvidas direta ou indiretamente no planejamento, liberação, coordenação e execução dos serviços. Alguns conceitos básicos: Falha- irregularidade total ou parcial de um equipamento, componente da rede ou instalação que impede que cumpra sua finalidade prevista em caráter permanente ou temporário; Defeito- irregularidade em um equipamento ou componente do circuito elétrico que impede o seu correto funcionamento; Interrupção programada- interrupção do fornecimento de energia elétrica por determinado tempo, programado e com aviso prévio aos clientes; Interrupção não programada- interrupção do fornecimento de energia elétrica sem aviso prévio aos clientes; 7.1.4.1-PLANEJAMENTO: No planejamento deve ser estimado: - O tempo do serviço; - Adequação dos materiais; -A previsão de ferramentas; -O nº de trabalhadores; -As equipes deverão garantir a agilidade necessária à obtenção do restabelecimento dos circuitos com máxima segurança; -Deve se considerar os pontos estratégicos do circuito, tipo de defeito, trecho a ser liberado para a liberação dos circuitos envolvidos. ANTES DE INICIAR QUALQUER TAREFA O RESPONSÁVEL DO SERVIÇO DEVE REUNIR SEUS TRABALHADORES PARA: -Certificar-se de que os trabalhadores envolvidos na tarefa estão munidos dos EPIS necessários; -Explicar os envolvidos na execução da tarefa as etapas do swerviço a ser feito; 119 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 -Transmitir as normas de segurança aplicáveis; Certificar que os envolvidos estão conscientes do que fazer, onde fazer e o que fazer e porquê fazer. 7.1.4.2 PROCEDIMENTOS PARA LIBERAÇÃO -O programa de manobra deverá ser conferido por um trabalhador diferente daquele que o elaborou. -O procedimento para a localização de falhas deve ter um padrão definido por cada empresa; -A liberação para a execução de serviços não pode ser executada sem que o responsável esteja de posse de documento específico emitido pela área responsável que autoriza a liberação do serviço; -Não esquecer de sinalizar as operações de impedimento com sinalizações específicas de modo a garantir que o trabalhador não acione o equipamento; -O retorno da operação de equipamentos ou circuitos liberados, não deve ser feita antes do responsável pelo serviço estar de posse de todos os documentos que autorizam sua liberação. 7.2-RISCOS E PERIGOS Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas. Os riscos podem ser eliminados ou controlado. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. Causa do acidente- é a qualificação da ação, frente a um risco ou perigo que contribuiu para um dano seja pessoal ou impessoal. Controle do risco – é a medida que visa eliminar ou minimizar o risco e perigo, seja através de ferramentas de equipamentos individuais ou coletivos. 120 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.3 -RISCOS DE QUEDA As quedas, conseqüência de choques elétricos, de utilização inadequada de equipamentos de elevação (escadas, cestas, plataformas), falta ou uso inadequado de EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitação e de sinalização do canteiro do serviço e ataque de insetos.Queda de andaime e o resgate 7.4-RISCOS OCUPACIONAIS Consideram-se riscos ocupacionais, os agentes existentes nos ambientes de trabalho, capazes de causar danos à saúde do empregado. 121 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7.5-RISCOS ERGONÔMICOS BIOMECÂNICOS Posturas inadequadas de trabalho, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc. ORGANIZACIONAIS: “Pressão psicológica” para atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica. PSICOSSOCIAIS: Elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades. Ambientais: risco ambiental compreende os físicos, químicos e biológicos; esta terminologia fica inadequada, deve-se separar os riscos provenientes de causas naturais (raios, chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações, etc.). risco ambiental 7.6- RISCOS DE ATAQUES DE INSETOS OU ANIMAIS Na execução de serviços em torres, postes, subestações, usinas, leitura de medidores, serviços de poda de árvores e outros pode ocorrer ataques de insetos, tais como abelhas e formigas. formigas abelha cães ratos 122 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 8 TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO Linhas desenergizada: “linha morta” Toda atividade envolvendo manutenção no setor elétrico deve priorizar os trabalhos em circuitos desenergizados. Linha energizada : ”linha viva” Nessas condições de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante alguns métodos trabalho em linha viva 8.1 EM LINHA VIVA Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. As descrições seguem abaixo: 123 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 8.1.1 MÉTODO AO CONTATO DIRETO O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado através de equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva adequados a tensão da rede. Essas recomendações são válidas para trabalhos utilizando viaturas especiais e plataformas pelo método contato. - Durante a execução do serviço, devem ser observadas as cargas máximas de serviço dos equipamentos para trabalho em instalações energizadas. O serviço deve ser realizado, utilizando-se equipamentos e ferramentas adequadas em conformidade com as especificações do fabricante e segundo a melhor técnica, sem fugir às regras estabelecidas pelo encarregado do serviço; - Os eletricistas devem estar devidamente uniformizados e equipados com os equipamentos de segurança necessários a execução das tarefas a serem realizadas; - As luvas e mangas isolantes de borracha devem ser usadas obrigatoriamente na execução de trabalhos ao contato, quer eles sejam realizados em condutores primários ou secundários, quer em equipamentos energizados ou que acidentalmente possam vir a ser na manobra de uma chave unipolar ou tripolar, ou qualquer outro equipamento típico do sistema elétrico. - Na execução de qualquer serviço, o eletricista não deve tocar em parte energizada da rede com as mãos desprotegidas ou qualquer outra parte do corpo, mesmo que esteja trabalhando dentro das cestas isoladas, plataformas ou escada isolante, seja esta parte do primário, secundário ou neutro; Não é permitido executar tarefas em potenciais diferentes simultaneamente, como, por exemplo, executar tarefas em fases diferentes ou em uma fase e na estrutura. Em decorrência, os materiais em nenhuma hipótese podem ser passados diretamente de um eletricista para outro que se encontra em potencial diferente do seu. Os eletricistas que estiverem sobre as cestas deverão ser considerados em potencial diferente dos que se encontram nas estruturas ou na terra, mesmo que não estejam em contato direto com a instalação; - Mesmo que a cobertura dos condutores ou chaves tenham sido instaladas criteriosamente, deverão ser tomadas precauções no serviço para que as partes energizadas nunca toquem diretamente nas coberturas; - As coberturas de proteção devem ser colocadas à medida que os eletricistas tomarem contato com os condutores energizados; em nenhuma situação o eletricista deve ter um condutor descoberto às costas; - Quando encontrar situação na rede de AT em que o posicionamento do eletricista fique muito próximo de condutores ou partes energizadas nas proximidades de suas costas, mesmo que sejam instaladas coberturas isolantes, é recomendado que seja feita uma avaliação criteriosa da situação de forma a verificar se tem condições de haver transferência de cargas para desenergização dessa parte viva, e assim, possibilitar o seu trabalho com linha viva a sua frente com segurança máxima; - A cesta aérea não deve tocar os condutores da rede ou equipamentos da mesma, mesmo que efetivamente isolados com coberturas ou lençóis. Caso o espaço seja de difícil acesso, é recomendado que seja verificada a 124 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 possibilidade de retirar uma cesta de forma que a lança possa chegar somente com uma cesta isolada na proximidade do ponto a ser trabalhado; - Por ocasião da manobra dos braços isolados da cesta aérea, deve ser evitado que a junta metálica do braço superior com o inferior toque nos condutores energizados, ou mesmo afastem as coberturas isolantes instaladas, pois o isolamento do braço inferior, quando existente, serve apenas para evitar imprevistos; - As cestas aéreas jamais devem estar sujas ou úmidas; - Não é permitido portar sacolas, ferramentas, materiais, etc, pendurado nas cestas aéreas; - Os trabalhos de conexão e desconexão em instalações energizadas, que impliquem em diferença de potencial, só poderão ser efetuados utilizando-se de jumper de continuidade, para evitar a formação de arcos voltaicos. Faz-se exceção as conexões de equipamentos alimentados apenas por tensão, desde que os mesmos tenham sido testados e não estejam com baixo isolamento. - Os veículos equipados com lanças e cestas aéreas, devem ser aterrados junto à malha da subestação a fim de se garantir uma melhor proteção aos eletricistas; - Deve ser verificado na utilização de escadas isolantes se o pé da mesma está apoiado em superfície plana e nivelada, além da amarração adequada; - Todo cuidado deve ser tomado quando do manuseio e posicionamento de escadas e plataforma, bem como da mobilidade do eletricista quando posicionado, pois a área de trabalho é extremamente confinada entre as demais partes energizadas, com espaçamentos reduzidos e com muitas limitações quanto a técnica propriamente dita, e desta forma exige-se uma atenção redobrada por parte da equipe e principalmente do encarregado. 125 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 8.1.2 MÉTODO À DISTÂNCIA É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados. Método de trabalho à distância 8.2 -AO POTENCIAL È o método onde o trabalhador entra em contato direto com a tensão da rede, no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta condutiva (roupas, capuzes, luvas e botas) ligadas através de um cabo condutor elétrico à rede objeto da atividade. 126 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 8.3 EM ÁREAS INTERNAS Deverão ser consideradas as mesmas precauções do item 8.1, somente com as restrições do ambiente. Lembrando que quanto menor o espaçoatravés do duto que vai para a turbina e a água gera pressão ao passar pelo duto. turbina - a água que passa pelo duto, atinge as grandes lâminas da turbina, fazendo-as girar. O tipo mais comum de turbinas para as usinas hidrelétricas é a Francis. geradores – a turbina é acoplada a um gerador localizado acima dela. Quando a água passa pelas lâminas da turbina, elas giram e movimentam uma série de ímãs dentro do gerador. Esses ímãs gigantes rodam por molas de cobre e produzem corrente alternada (AC) ao mover os elétrons. Os geradores são o coração da usina. transformador - o transformador que fica dentro da casa de força pega a corrente alternada e a transforma em uma corrente de alta-voltagem. 10 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 linhas de energia - quatro fios saem de cada usina de energia: as três fases de energia, que são produzidas simultaneamente, mais um fio neutro ou terra comum para os três. fluxo de saída - a água usada passa por algumas tubulações e volta para o rio. GERADORES GIGANTES O gerador é feito de alguns componentes como: eixo excitador rotor estator A turbina gira, o excitador envia corrente elétrica para o rotor. O rotor é uma série de grandes ímãs que rodam a mola de fios de cobre de alta pressão, chamada estator. O campo magnético entre a mola e os ímãs cria uma corrente elétrica. Na Usina de Hoover Dam, uma corrente de 16.500 volts move-se do gerador para o transformador, onde a corrente é convertida para 230 mil volts antes de ser transmitida. 1.2.2-TIPOS DE TURBINAS HIDRÁULICAS a) Pelton -Quedas entre 350 e 1100m 11 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 -Mais comum nos países montanhosos -Formato de concha > velocidade de rotação maior b) Francis -Quedas entre 40 e 400m -Itaipu e Tucurui (cerca de 100m) c) Kaplan -Quedas entre 20 e 50m -Única diferença com a Francis: rotor similar a uma hélice d) Bulbo Quedas abaixo de 20m Pelton Francis Kaplan Bulbo 1.2.3 - IMPACTOS AMBIENTAIS DAS HIDRELÉTRICAS As hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. As hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis, porém para que ela funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando a fauna e flora local, ou seja, de uma hora para outra, a floresta vira lago. Isto pode extinguir a flora e fauna e muitas espécies acabam por ficar submersas. No caso da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará foi um exemplo de má administração das questões ambientais na construção. Houve uma fuga em massa de macacos, aves e outras espécies durante os dois meses que durou a inundação do lago de 2.430 km2. A péssima notícia é que em Tucuruí apenas 1% das espécies sobreviveu. 12 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Outro problema é a mudança climática e os gases do efeito estufa. Durante sua construção e funcionamento, a usina hidrelétrica emite gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os dois dos principais causadores do aumento prejudicial do efeito estufa. O Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa) constatou que na Usina de Balbina, no Amazonas as emissões desses gases, pode chegar a ser dez vezes maior que as das termoelétricas. Hidrelétrica de Itaipu sala de controle da usina A Usina de Itaipu transmite em 600 kV e em corrente contínua. Neste caso, é necessária uma estação retificadora para transformar a corrente alternada em corrente contínua e uma subestação conversora próximo aos centros consumidores, para transformar corrente contínua em alternada. É a maior usina do mundo em operação. Sua potência instalada é maior que 12,6 MW. Ela tem 18 turbinas (700MW). 1.3 - USINA TERMELÉTRICA A usina termelétrica é usada para geração de energia elétrica/eletricidade a partir da energia liberada em forma de calor, normalmente por meio da combustão de algum tipo de combustível renovável ou não renovável. A água é aquecida até se transformar em vapor pela queima desse combustível e é esse vapor, que vai acionar as turbinas de uma usina para a produção da energia elétrica. VAPOR DE USINA TERMELÉTRICA TERMELÉTRICA PIRATININGA 1.3.1 - FUNCIONAMENTO Uma usina termelétrica pode ser definida como um conjunto de equipamentos cuja finalidade é a geração de energia elétrica, através de um processo que consiste em três etapas: 1ª etapa -Nas usinas térmicas convencionais consiste na queima de um combustível fóssil, como carvão, óleo ou gás, transformando a água em vapor com o calor gerado na caldeira. 2ª etapa- consiste na utilização deste vapor, em alta pressão, para girar a turbina, que por sua vez, aciona o gerador elétrico. 13 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 3ª etapa- o vapor é condensado, transferindo o resíduo de sua energia térmica para um circuito independente de refrigeração, retornando a água à caldeira, completando o ciclo. Essa energia é transportada por linhas de alta tensão aos centros de consumo. Uma das vantagens desse tipo de instalação é a possibilidade de localização próxima aos centros consumidores, diminuindo a extensão das linhas de transmissão e minimizando as perdas de energia, que podem chegar até a 16%. 1.3.2 - TIPOS DE USINAS TERMELÉTRICAS: Há tipos diferentes de usinas termelétricas, mas os processos de produção de energia são praticamente iguais, só que com combustíveis diferentes: Usina a óleo; Usina a gás: usa gás natural como o combustível para alimentar um turbina de gás, porque os gases produzem uma alta temperatura através da queima, e são usados para produzir o vapor para mover uma segunda turbina. Usina a carvão. Usina nuclear. MOVIDA A ÓLEO DIESEL EM PARNAMIRIM MOVIDA A GÁS NATURAL EM ALAGOAS 14 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 MOVIDA A CARVÃO MOVIDA A ENERGIA NUCLEAR USINA DE BIODIESEL EM FLORIANO- PIAUÍ 15 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 USINA MOVIDA A CARVÃO 1.3.3-DENTRO DA USINA DE FORÇA Uma usina de carvão ou óleo tem uma fornalha onde o combustível é queimado para aquecer a água e produzir vapor. O vapor aciona uma turbina ligada a um gerador. A eletricidade é enviada para as casas escritórios e fábricas através de uma rede de cabos chamada grade. O vapor normalmente é enviado através de três turbinas por vez, até que toda a energia seja extraída. O vapor retorna ao estado líquido no condensador. Gelsenkirchen- usina de carvão 1.3.4- IMPACTOS AMBIENTAIS Contribuem para o aquecimento global através do Efeito estufa e da chuva ácida. A queima de gás natural lança na atmosfera grandes quantidades de poluentes e é um combustível fóssil que não se recupera. O Brasil lança por ano 4,5 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, com o incremento na construção de usinas termelétricas. Esse indicador chegará a 16 milhões. 16 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 As termoelétricas apresentam um alto custo de operação, em virtude do dinheiro utilizado na compra de combustíveis. Usina Termoelétrica de Cuiabá 1.3.4.1-USINA NUCLEAR A energia nuclear é proveniente da fissão do urânio em reator nuclear. O princípio de funcionamento de uma usina nuclear é similar ao de uma termelétrica convencional, onde o calor gerado pela queima de um combustível produz vapor e aciona uma turbina, acoplada a um gerador de corrente elétrica. Na usina nuclear o calor é produzido pela fissão do urânio no reator, cujo sistema mais empregado é constituído por três circuitos, a saber: primário, secundário e de refrigeração.físico do local de execução do serviço, maiores os riscos de acidentes. manutenção em área interna 8.4 TRABALHOS À DISTÂNCIA A distância de segurança deve ser mantida para trabalhos deste tipo e quando não for possível, as medidas a serem adotadas devem ser a mesmas para o item 8.1. Exemplo de trabalho deste tipo: Pode de árvores em redes de distribuição aérea. poda em árvore com cesto aéreo 8.5 TRABALHOS NOTURNOS Como explicado no item 2.1 os trabalhadores escalados para trabalho noturno devem ser observados atentamente quanto a sua condição de saúde. Serviços noturnos em eletricidade devem ter a atenção redobrada além de todos cumprimento obrigatório de todos os procedimentos de segurança. A Análise de Risco feita com antecedência é primordial para evitarmos acidentes. 8.6 AMBIENTES SUBTERRÂNEOS Existem galerias elétricas que são caracterizadas como ambientes subterrâneos e devem ser consideradas como confinados quanto à exposição do trabalhador. 127 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Ambientes confinados é qualquer aérea não projetada para ocupação continua, movimentação restrita, a qual tem meios limitados de entrada e saída e a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver. Podemos citar como exemplos de ambientes confinados, dutos de ventilação, tanques em geral, rede de esgoto ou água, tonéis, containeres, cisternas, minas, valas, vasos, colunas, silos, diques, poços de inspeção, caixas subterrâneas, etc. Estes ambientes podem possuir uma ou mais das seguintes características: - Potencial de risco na atmosfera; - Deficiência de O2 (menos de 19,5%) ou excesso (mais de 23%); - Configuração interna tal que possa provocar asfixia, claustrofobia, ou que dificultem a saída rápida de pessoas; - Agentes contaminantes tóxicos ou inflamáveis. -Tanques abertos podem ser considerados como ambientes confinados, pois a ventilação natural inexiste, o potencial de acúmulo de fontes geradoras ou de escape de gás, torna atmosfera perigosa. Para reconhecer um ambiente confinado, é preciso conhecer o potencial de risco do ambiente, processos, produtos, etc., porém o mais sério risco se concentra na atmosfera do ambiente confinado. Todos os ambientes confinados devem ser adequadamente sinalizados, identificados e isolados, para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. Antes do empregado entrar num ambiente confinado, a atmosfera interna deverá ser testada por empregado treinado e autorizado, com um instrumento de leitura direta, calibrado e testado antes do uso, adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas, intrinsecamente seguro e protegido contra emissões eletro-magnéticas ou interferências de radiofreqüências, calibrado e testado antes da utilização para as seguintes condições: -Concentração de oxigênio; -Gases e vapores inflamáveis; -Contaminantes do ar potencialmente tóxicos. entrada em espaço confinado 128 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 8.6.1-PROGRAMA DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO - Manter procedimento de acesso; - Implantar as medidas necessárias para prevenir as entradas não autorizadas; - Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados antes da entrada dos empregados; - Providenciar treinamento periódico aos empregados envolvidos com ambientes confinados quanto aos riscos a que estão expostos, medidas de controle e procedimentos seguros de trabalho; - Documentar os procedimentos de acesso em locais confinados, para supervisores, vigias e empregados autorizados com os respectivos nomes e assinaturas; - Manter um plano de emergência o qual será de conhecimento dos empregados, incluindo equipamentos em perfeitas condições de uso. Providenciar exames médicos admissionais, periódicos e demissionais - ASO - Atestado de Saúde Ocupacional. Manter o espaço confinado devidamente sinalizado e isolado, providenciando barreiras para proteger os terceiros para que não entrem na instalação; - Proceder às manobras de travas e bloqueios, quando houver necessidade; - Efetuar teste de resposta do equipamento de detecção de gases; - Realizar a avaliação da atmosfera para detectar gases ou vapores inflamáveis, gases ou vapores tóxicos e concentração de oxigênio; - Avaliar a atmosfera quanto à presença de poeiras, quando reconhecido o risco; - Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado, para eliminar ou controlar os riscos atmosféricos; - Avaliar os riscos físicos, químicos, biológicos e/ou mecânicos. 8.6.2- PLANEJAMENTO DE TAREFA NO CAMPO A equipe deve se dirigir ao local já com todos os documentos para a execução do serviço. -O empregado deve adentrar na área restrita com os EPIs, pois caso contrário é falta grave; - Deve se verificar as condições físicas e operacionais da área e dos equipamentos envolvidos; - Verificar se as condições operativas no campo são correspondentes ás previsões do planejamento do serviço; 129 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 CASO TENHA ALGUMA MODIFICAÇÃO: -Distribuir sub tarefas aos componentes da equipe para que se possa executar o serviço; -Alocar esquemas, manuais diagramas e folhas de registros e ensaios de modo adequado e organizado; -Listar os materiais, ferramentas e equipamentos que serão necessários para a execução da tarefa; - Alocar os EPCs correta e adequadamente de forma organizada; - Verificar a posse da documentação referente à tarefa; - Agrupar a equipe para eleger um responsável pela tarefa. 9 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO (ESCOLHA, USO, CONSERVAÇÃO, VERIFICAÇÃO E ENSAIOS) A NR-10 no seu item 10.4.3.1 (Segurança na Construção, Montagem, Operação e Manutenção), determina: - Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações dos fabricantes. As inspeções regulares nas áreas de trabalho, nos serviços a serem executados, no ferramental e nos equipamentos utilizados, consistem em um dos mecanismos mais importantes de acompanhamento dos padrões desejados, cujo objetivo é a vigilância e controle das condições de segurança do ambiente de trabalho, visando à identificação das situações de risco que ofereçam danos à integridade física dos empregados, contratados, visitantes e terceiros que adentrem em área de risco, evitando-se assim situações previsíveis que futuramente se transforme em acidentes. Todo ferramental deve ser testado quanto ao seu estado de funcionamento de acordo com ensaios específicos. Em caso de reprovação, devem ser imediatamente substituídos. Recomendam-se o uso de check-list para lembrança de medidas de conservação, verificação e ensaios. Cada empresa possui um procedimento próprio onde é determinada a periodicidade do check-list. É importante a participação do setor atendido pelo procedimento para comprovação de sua eficácia. Caso haja alguma divergência nos prazos, estes devem ser imediatamente alterados visando a segurança do trabalhador. Fazer o check list é fundamental para a execução de um trabalho bem feito 130 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 131 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 FERRAMENTAS Devem ter isolação de fábrica e estar em boas condições de uso. Ferramentas isoladas classe 1000V A) BASTÃO GARRA PARA VARA DE MANOBRA B) TESOURÃO ISOLADO 132 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 B) CHAVE BY PASS A operação consiste em instalar o dispositivo com Bastão ou Vara de Manobra evitando assim o desligamento do circuito para o serviço de troca do elo fusível. D) CHAVE FUSÍVELE)BASTÃO DE CONTATO AO POTENCIAL 133 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 F) COLOCADOR E SACADOR DE PINO 10 - SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser previstos e adotados equipamentos de proteção coletiva. Equipamento de Proteção Coletiva – EPC é todo dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores usuários e terceiros. Exemplos de EPC para serviços em eletricidade: - Vara de manobra isolada; - Conjunto de aterramento temporário - Detector de tensão - Cones e banderiolas de sinalização - Escadas com isolamento próprio para trabalho com eletricidade A) VARA DE MANOBRA ISOLADA 134 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 B) BASTÕES São similares e do mesmo material da vara de manobra, são usados para operações de apoio. Nos bastões de salvamento, há ganchos para remover o acidentado. bastão de salvamento C) CONJUNTO DE ATERRAMENTO TEMPORÁRIO D) DETECTOR DE TENSÃO 135 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Detector de Tensão E) CONE F) ESCADAS COM ISOLAMENTO PRÓPRIO PARA ELETRICIDADE G) CAVALETE 136 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Cavalete de proteção: para sinalização e isolamento do local que está sendo trabalhado. H)TAPETES DE BORRACHA ISOLANTES São utilizados em subestações para isolarem em caso de falha numa isolação do equipamento. Também são utilizados em trabalhos em gruas (cesto aéreo) I)CORRENTES As correntes têm boa resistência, indicada para uso na construção, isolamento, sinalização de áreas, estacionamentos, pedágios, bancos, supermercados. Colocação da isolação com correntes 137 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 J) FITAS DE SINALIZAÇÃO FITA PLÁSTICA COLORIDA EM POLIESTILENO. Serve para sinalização, interdição, balisamento, demarcação de áreas. 11 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Conforme preceitua a NR-06 Equipamentos de Proteção Individual, os empregadores e trabalhadores possuem as seguintes responsabilidades: EMPREGADOR: - Fornecer o Equipamento de Proteção Individual (EPI) gratuitamente e em perfeito estado de conservação e funcionamento necessários à execução das tarefas com segurança; - Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado guarda e conservação; - Para cada atividade a ser desenvolvida, fornecer EPI´s com características próprias, normatizados pela contratante, entidade técnica nacional ou internacional; - Tornar o uso do EPI obrigatório; - Substituí-lo imediatamente, quando danificado ou extraviado. TRABALHADOR: - Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; - Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para uso; - Cumprir as determinações da Empresa sobre o uso adequado. EXEMPLOS DE EPI PARA SERVIÇOS EM ELETRICIDADE: - Capacete de segurança com isolamento para eletricidade; - Calçado de segurança isolado (Bota); - Óculos de segurança incolor e com proteção contra raios ultravioletas; - Roupas de algodão e em tecidos anti-chamas; 138 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 - Luvas de borracha isolantes BT e AT; - Luvas de pelica para proteção das luvas de borracha; - Luvas de raspa para trabalhos rústicos; - Cinturão de segurança com talabarte para trabalhos em grandes alturas; A) CAPACETES B) CALÇADO DE PROTEÇÃO SOLADO CONDUTIVO Proteção onde há acúmulo de eletricidade estática. 139 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 C) ÓCULOS DE PROTEÇÃO D) LUVAS DE BORRACHA 140 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TIPOS DE CLASSE DE LUVAS/ CONTATO / TARJA HIGENIZAÇÃO: - Lavar com água e detergente neutro; - Enxaguar com água; - Secar ao ar livre e a sombra; - Polvilhar, externamente e internamente, com talco industrial. E)MANGA DE PROTEÇÃO ISOLANTE DE BORRACHA Utilizada para proteger o braço e antebraço contra choque elétrico durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados. manga de proteção F) CINTURÃO DE PÁRA-QUEDISTA 141 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 G) TALABARTE H) PROTETORES AURICULARES Protetores contra ruídos. O valor em decibéis normal é de até 65. Acima de 65 decibéis deve-se utilizar o protetor auricular ou o abafador. I) CREME PROTETOR Deve ser fornecido pela empresa ao trabalhador que trabalha a céu aberto. 12 -POSTURA E VESTUÁRIOS DE TRABALHO De acordo com a NR-10 item 10.2.9- as vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências magnéticas. O prazo estabelecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego através da NR-10 para adequação das Empresas expirou desde dezembro de 2005. Quanto a postura, recomenda-se não brincar em serviço, não fazer uso de drogas ou bebidas alcoólicas, não executar nenhuma tarefa sem o devido conhecimento, etc. 142 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 a) MACACÃO CONDUTIVO Nos trabalhos realizados em torres e linhas de transmissão elétrica, subestações de alta tensão ou em outro tipo de linha viva. O trabalhador está sujeito ao risco do campo eletromagnético gerado por estes sistemas. Este risco exige o risco de roupas condutivas. b) VESTIMENTAS CONTRA RISCOS ELÉTRICOS- vestimenta utilizada contra os riscos elétricos. Funcionário devidamente vestido para trabalhos com eletricidade b) VESTIMENTAS CONTRA RESPINGOS DE MATERIAIS QUÍMICOS 143 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 c) VESTIMENTAS PARA ALTAS TEMPERATURAS d) VESTIMENTAS CONTRA ARCOS ELÉTRICOS VESTIMENTAS CONTRA ARCOS ELÉTRICOS 13 SEGURANÇA COM VEÍCULO E TRANSPORTE DE PESSOAS, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Recomenda-se que cada Empresa possua um procedimento para transporte de pessoas e equipamentos. No mesmo, deve-se fazer menção a veículos a caminho dos locais de trabalho em campo, deslocamento diário de trabalhadores até os pontos de execução do trabalho. O veículo para transporte de equipamentos e empregados 144 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 deve estar em perfeito estado de conservação e funcionamento, além de atender todas as exigências estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Não será permitido: - Que empregados viagem em compartimento de carga, salvo por motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na forma estabelecida pelo CONTRAN, conforme alínea II, artigo 230 da Lei 9.503 de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro); - Acesso à carroceria, a não ser em escada apropriadas para este fim; - Que empregados viagem nos estribos ou com qualquer parte do corpo fora do veículo; - Subir ou descer do veículo em movimento, TRABALHOS COM MOTOS Os motociclistas terão que observar as seguintes regras do Contran para o uso do capacete pelo condutor e pelo carona. De acordo com a resolução 203 será obrigatório o selo de certificação pelo Inmetro. Será necessário também que o acessório seja sinalizado. Ele deverá ter faixas nas partes traseiras e laterais de pelo menos 18 cm²com elementos refletivos de segurança. Os motociclistas terão que cumprir outras Normas de Segurança referentes ao capacete. O motociclista que não seguir as normas estará cometendo infração média, com multa de R$ 85,13 e perda de 4 pontos na carteira. Não é permitido o uso de películas de insulfilm na viseirae nos óculos de proteção. O capacete deverá possui viseira, sendo que a noite é obrigatório que ela seja do padrão cristal, ou seja, transparente. Se o capacete não possuir viseira, o motociclista e o passageiro deverão utilizar o óculos de proteção que não poderão ser substituídos pelos de sol. Capacetes tipo coquinho ou de ciclistas estão proibidos. Esses modelos apesar de serem leves e mais baratos que os outros capacetes, saem com facilidade da cabeça em caso de acidente de trânsito. 145 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Acidentes com motos são comuns USO DE ANTENA CORTA CEROL PARA PROTEÇÃO 1 - Ponteira curvada para não causar perfurações em casos de acidentes. Lâmina interna para corte da linha e ponta da haste em metal arredondado. 2 - Haste superior móvel fabricada em aço inox e reforço de alumínio na base do aparador. 3 - Base reforçada anti-retrátil e dobrável, que permite recolher a antena quando não estiver em usos. Acidente com cerol é comum 146 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Seja qual for o veículo utilizado para o seu trabalho ele deverá sempre ser inspecionado quanto ao estado de conservação, documentação do veículo e do motorista. 14 SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO Conforme já descrevemos no capítulo 05, item 5.6, a sinalização de segurança consiste em um procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e identificações dos circuitos ou parte dele. A NR-10 no item 10.10 – SINALIZAÇÂO DE SEGURANÇA, determina: Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 – SINALIZAÇÂO DE SEGURANÇA, de forma a tender, dentre outras, as situações a seguir: a) Identificação de circuito elétrico; b) Travamento e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comando; c) Restrições e impedimentos de acesso; d) Delimitações de áreas; e) Sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas. Colete de sinalização refletivo Colete salva-vidas (aquático) 147 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 15 LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA OPERAÇÃO E USO Todo serviço depois de planejado, analisado os possíveis pontos de acidentes através de APR deve ser autorizado para início pelo responsável da área para que os trabalhadores tomem ciência da realização deste em seu meio de trabalho. Todo serviço deve ser sinalizado e comunicado de acordo com os procedimentos em vigência da empresa. Após a conclusão, a liberação da área deve ser feita apenas ao responsável que autorizou, novamente para que os trabalhadores tomem ciência. Só após estas tratativas que as instalações deverão ser liberadas para operação e uso. trabalhando com as devidas autorizações 16 ACIDENTES TÍPICOS (ANÁLISE, DISCUSSÃO, MEDIDAS DE PROTEÇÃO) TÓPICOS A SEREM DEBATIDOS: 1) Atropelamento, colisões; 2) Ataque de insetos ou de animais; 3) Quedas; 4) Choque Elétrico; 5) Queimaduras por arco elétrico (manobras); 6) Quase acidentes. 17 RESPONSABILIDADES A NR-10 no item 10.3 – RESPONSABILIDADES destaca: 10.13.1 – As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos. 148 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.13.2 – É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados. 10.13.3 – Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas. 10.13.4 – Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho; b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço às situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA -É decorrente de um dano causado diretamente pela pessoa obrigada a reparar em função de ato doloso ou culposo . 1) DOLO- ação ou omissão voluntária; 2) CULPA- ato de negligência, imprudência ou imperícia; 149 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 3) IMPRUDÊNCIA- atuação intempestiva ou irrefletida é praticar uma ação sem as necessárias precauções, agindo com precipitação. 4) IMPERÍCIA- é a falta de habilidade ou experiência em sua função. QUANTO Á CULPA: Culpa in eligendo- é a má escolha do preposto Ex: um eletricista sem qualificação provoca um acidente e atinge um colega de trabalho. Culpa in vigilando- é a ausência de fiscalização por parte do empregador. Ex: um empregado dirige um carro da empresa sem freios e colide com outro provocando lesões corporais nos envolvidos no acidente Culpa in comitendo- prática de ato positivo que resulta num dano. Um ato imprudente. Culpa in omitendo- ato negativo ou omissão Culpa in custodiendo- falta de cautela ou atenção 150 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 18. NORMA REGULAMENTADORA 10 NR – 10: Portaria n.º 598, de 07/12/2004 (D.O.U. de 08/12/2004 – Seção 1)Ementas: Portaria n.º 126, de 03/06/2005 (D.O.U. de 06/06/2005 – Seção 1)SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 10.1- OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 10.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Comentário: Quando a norma cita condições mínimas de medidas de controle e preventivas para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores, que trabalham com eletricidade, quer dizer que pode se fazer muito mais do que eles estão sugerindo. Esta Norma deverá ser aplicada tanto para quem trabalha diretamente com a eletricidade como para aqueles que estejam perto da eletricidade, pois os riscos são 10.1.2 Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. Comentário: A norma se aplicará a todas as fases desde a produção até o consumo final de energia elétrica, abrangendo projetos, planejamentos, instalações, reformas, ampliações, operações, supervisão, controle, manutenção, diagnóstico, testes, em todos os trabalhos de eletricidade. 10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE 10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. Comentário: A intenção é de reduzir os riscos ou eliminá-los. A partir do uso da Análise Preliminar de Riscos (APR) que a empresa fizer, poderá conseguir bons resultados. 10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação da segurança, da saúdee do meio ambiente do trabalho. Comentário: Devemos avaliar todas as etapas e elementos do trabalho a ser concluído. Identificar os riscos e os acidentes que possam ocorrer, a fim de corrigir os problemas, adotando medidas preventivas de acidentes. A análise de risco é primordial para uma boa execução do trabalho. A Análise de Risco é um método sistemático que permite identificar os riscos do trabalho a ser executado e tomar as medidas de precaução cabíveis para evitar o acidente. 151 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.2.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Comentário: É uma nova exigência, pois dificilmente encontramos estes esquemas das instalações elétricas nas grandes organizações. Através do diagrama pode se executar um trabalho de ampliação, muito mais fácil e seguro. Os diagramas unifilares são a representação gráfica dos componentes elétricos e as suas relações funcionais e contém apenas os componentes principais dos circuitos representados por uma linha. Este esquema deve constar às medidas de proteção tomadas, o esquema de aterramento elétrico, os fusíveis, disjuntores, chaves e outros equipamentos necessários para a proteção e segurança. Este esquema deverá sempre ser atualizado. 10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, no mínimo: Comentário: O Prontuário de instalações Elétricas deve ser organizado pela empresa e ficar à disposição dos trabalhadores. Nele deve conter: as medidas de proteção, os treinamentos, as capacitações, as certificações, testes em equipamentos. Pode ser uma pasta, um manual, uma gaveta, um arquivo, um sistema informatizado, o que importa é que o conteúdo seja acessível ao empregado. a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes; Comentário: Deverão ser colocados no prontuário os procedimentos operacionais, as instruções técnicas e administrativas relacionadas aos trabalhos a serem executados. Deve conter as medidas de controle dos riscos e as responsabilidades. b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos; Comentário: O prontuário terá que ter os dados do sistema de aterramento e a documentação relacionada ao SPDA que mesmo sendo uma proteção das edificações, é uma instalação de responsabilidade dos profissionais da área elétrica. c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR. Comentário: Todos os EPI’s e EPC’s têm que ter o Certificado de Aprovação (CA), observar a NR6. As ferramentas devem ter suas características de isolamento de fábrica e devem ter seus certificados. Os aparelhos de medição deverão ser adequados à grandeza a ser medida e a categoria apropriada ao tipo e local de utilização (IEC-61010). 152 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; Comentário: Os documentos de qualificação são os da instituição oficial de ensino. Os documentos da habilitação são os do Conselho de Classe (CREA). Os de Capacitação são os do desenvolvimento do trabalhador realizado na empresa. E a autorização dos trabalhadores é aquela que consta no contrato da empresa ou na Carteira de Trabalho. e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; Comentário: Deve juntar todos os testes dielétricos tanto iniciais, como periódicos nos EPI e EPC, que devem ter isolação elétrica conforme as regulamentações e especificações da Norma. f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; Comentário: A documentação dos equipamentos utilizados em áreas classificadas tem obrigatoriedade de certificação pela Portaria n.176, de 17.7.2000, quando o SINMETRO regulamentou a exigência. Quanto aos equipamentos comprados antes desta portaria estão isentos desta certificação desta portaria, porém deverão comprovar que são seguros mediante a certificação de catálogos estrangeiros, laudos técnicos, declarações de fabricantes ou profissionais legalmente habilitados. g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”. Comentário: Embute uma idéia de auditoria periódica da condição de segurança nas instalações elétricas, resultando num relatório técnico com propostas de adequação, melhorias cabíveis, e um cronograma de realizações. 10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4 e acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: Comentário: As empresas devem organizar um prontuário com rotas de fuga, com os primeiros socorros e que contenha o certificado de aprovação dos EPI’s. a) descrição dos procedimentos para emergências; Comentário: O documento deverá conter os procedimentos de emergência devido ao risco e das condições do trabalhador em áreas externas, sujeitas a diversas variáveis, cujo controle não está totalmente nas mãos dos trabalhadores como: veículos em vias públicas, intempéries e ações negligentes de pessoas. b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual; Comentário: O Certificado de Aprovação (CA) dos EPI’s e EPC’s deverão constar no prontuário. 153 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item 10.2.4 e alíneas “a” e “b” do item. 10.2.5. Comentário: Empresas que desenvolvem trabalho no SEP ou prestadoras de serviço, que trabalhem em estruturas das redes de distribuição e transmissão de energia elétrica (torres e postes), empresas de telefonia, iluminação pública e suas contratadas estão obrigadas a constituir prontuário, contemplando as alíneas acima. 10.2.6 O Prontuário de Instalações Elétricas (PIE) deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade. Comentário: O Prontuário é de responsabilidade da empresa, podendo delegar um responsável com capacitação e habilitação para fazê-lo e mantê-lo atualizado. É o direito do “saber dos trabalhadores”, o qual promove melhores condições no trabalho. Isto ajuda ao trabalhador uma melhor análise e conhecimento das suas funções e de seus colegas para uma melhor execução do seu trabalho. 10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. Comentário: O Prontuário exige atribuições e competências de um técnico, do engenheiro eletricista, do engenheiro de segurança, do médico todos com suas atribuições profissionais reguladas e controladas por seu conselho de classe, a fim de analisar as medidas de segurança cabíveis e organizar os itens solicitados no item 10.2.4. O empregador tem a atribuição de eleger e vigiar o profissional adequado para as tarefas. 10.2.8 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA 10.2.8.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devemser previstas e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Comentário: As medidas de proteção são fundamentais para a segurança do trabalhador. Estas medidas devem ser planejadas e desenvolvidas com a análise de risco realizada. A partir da análise todos os envolvidos têm que ser informados sobre os riscos do trabalho a ser feito e as medidas de proteção que serão utilizadas. 10.2.8.2 As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica conforme estabelece esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança. 154 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Usar a desenergização para os serviços e caso não seja possível, usar a tensão de segurança que é uma medida de proteção coletiva que emprega a baixa tensão (abaixo de 50 volts), com tensão máxima estabelecida segundo a natureza da corrente elétrica (contínua ou alternada) e influências ambientais (resistência do corpo e contato com o potencial terra). Sistemas PELV (Protected Extra Low Voltage) e SELV (Separated extra Low Voltage) conforme NBR 5410. 10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2., devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático. Comentário: Quando não for possível desenergizar, pode se adotar medidas como: a) Isolação das partes vivas: separação ou interposição das partes energizadas, mediante a aplicação de materiais eletricamente isolantes, para impedir a passagem da corrente elétrica. (Conforme o anexo B da NBR-5410/2005): b) Barreiras: dispositivo para impedir o contato com as partes vivas. As barreiras não devem ser removíveis sem o uso de chaves ou ferramentas, ou sem que as partes protegidas sejam desligadas. As barreiras não devem ter aberturas que permitam nem a inserção de um dedo. (“regra do dedo”). (Conforme o anexo B da NBR-5410/2005) c) Invólucro: dispositivo ou componente envoltório de separação das partes energizadas. Exemplo: quadros, caixas, gabinetes, painéis. (Conforme o anexo B da NBR-5410/2005) d) Obstáculos: elemento que impede o contato acidental, como correntes, fitas, cordões, cones... Esta medida é aplicável somente em locais em que o acesso é restrito a pessoas advertidas. e) Sinalização: medida para prevenir acidentes de origem elétrica. Pode ser em forma de avisos, indicação, informação, orientações de bloqueio, advertências, proibições, impedimentos... A sinalização também pode ser por sistemas luminosos, sonoros e visuais. f) Seccionamento automático de alimentação: proteção contra choques elétricos por contatos imediatos. O seccionamento é feito através de disjuntores, do DR e dos fusíveis. A aplicação deste princípio de proteção depende dos esquemas de aterramento (TN, TT e IT, das influências externas como umidade, calor... e da existência de proteções adicionais (NBR 5410/2005 item 5.1.2.2.4) g) Bloqueio de religamento automático: aplicado nos circuitos do SEP- Sistema Elétrico de Potência, que impede o religamento automático de um circuito de rede elétrica na ocorrência de irregularidade. Este bloqueio do religamento automático é usado em linhas vivas de tal forma que o sistema não se reenergize automaticamente no caso de ocorrência de uma falta (contato entre fases ou entre fase e terra). 10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas Internacionais vigentes. 155 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: O aterramento elétrico deve ser confiável e adequado a terra, pois entende se como uma massa condutora com potencial elétrico, convencionalmente igual a zero. Em alguns trabalhos é necessário que se faça o aterramento temporário, adequado a terra, destinado a garantir a equipotencialidade durante a operação na instalação elétrica. Após o trabalho ter sido executado o aterramento temporário é retirado. 10.2.9- MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteções individuais específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. Comentário: O uso dos EPI- equipamentos de proteção individual deve ter o Certificado de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e é destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaça de segurança e saúde no trabalho (NR 6). Os EPI’s não podem ser cobrados pelo empregador. 10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. Comentário: A vestimenta de trabalho é entendida como um equipamento de proteção individual destinada à proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra os riscos elétricos. A vestimenta deverá passar por uma análise de risco criteriosa e adequada respeitando a intensidade de risco. Compete ao Serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho- SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de acidentes – CIPA, ou a profissionais especializados a recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco oferecido conforme NR 6. Condutibilidade – as vestimentas não devem ter elementos condutivos como: zíper de metal, botões de metais ou quaisquer adornos de metal ou de algum elemento condutivo. Inflamabilidade – para proteger contra os efeitos térmicos dos arcos voltaicos e seus flashes que podem provocar ignição das roupas. Influências eletromagnéticas- para proteger contra os efeitos provocados pelos campos eletromagnéticos com intensidade que tenha potencial de risco; em certas circunstâncias as roupas deverão ser condutivas. Estas vestimentas deverão ter um critério de escolha obedecendo a uma rigorosa análise de risco de cada atividade envolvida. A especificação do grau de proteção para as vestimentas contra os arcos voltaicos deverá ser compatível com a atividade e com a potência de curto circuito da devida instalação. 10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas, ou em suas proximidades. 156 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: A norma proíbe enfeites, anéis relógios, objetos de adorno que possam colocar o trabalhador em risco. O ouro é o melhor condutor elétrico, portanto facilita o fechamento do arco o que pode acarretar queimaduras e até mesmo morte do trabalhador. 10.3-SEGURANÇA EM PROJETOS 10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação operativa. Comentário: É a aplicação de bloqueios e travamentos que impeçam manobras não autorizadas em dispositivos e equipamentos destinados ao seccionamento da energia elétrica. Pode ser através de sinalização e advertências ou botão de seccionamento, onde na botoeira a luz vermelha tem corrente e a luz verde não tem corrente. 10.3.2 O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de dispositivo de seccionamento de ação simultânea, que permita a aplicação de impedimento de reenergização do circuito. Comentário: Este dispositivo de seccionamento deverá num único comando ligar e desligar ao mesmo tempo todos os condutoresde um circuito. OBS: Nas instalações de consumo, na transmissão e subestações é rara a aplicação de dispositivos de seccionamento unipolar, contudo são largamente usados nas instalações de distribuições do SEP. O dispositivo multipolar de ação simultânea, nem sempre é viável, por conta das estruturas de suporte e configuração das instalações existentes, portanto a ressalva “na medida do possível”. O uso de dispositivos unipolares impõe na interrupção parcial de circuitos, ainda que temporária, é extremamente perigosa, devido ao desligamento de um dos condutores com a permanência dos demais ligados à fonte, portanto devem ser adotadas medidas de segurança com procedimentos confiáveis. 10.3.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas, quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção. Comentário: O projetista deve adequar o projeto de instalações elétricas às influências ambientais como chuva, poeira, materiais inflamáveis ou corrosivos, apontando na planta a competência das pessoas que terão acesso à área das instalações ou equipamentos e o tipo de proteção tanto para as pessoas que vão fazer a instalação, como para a permanência de pessoas não advertidas nas proximidades das instalações. 10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente, salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas as definições de projetos. Comentário: Os circuitos diferentes quando instalados juntos, originam perigo, portanto o compartilhamento só poderá ser aceito mediante o uso de técnicas e equipamentos apropriados que garantam segurança aos trabalhadores e usuários. 157 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Ex: Na telefonia a segurança está no uso da baixa tensão. Nos circuitos alternados a segurança está no seccionamento automático da alimentação. 10.3.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade. Comentário: O aterramento e a equipotencialização são as bases da proteção devem fazer parte do projeto, com a interligação do neutro e de proteção exigida no esquema TN quando adotado. As massas devem ser ligadas a um condutor de proteção. O aterramento e a equipotencialização são bases da proteção supletiva. 10.3.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado. Comentário: Devemos priorizar no projeto a aplicação de chaves com aterramento automático, vinculado a ação de desligar um circuito ou um trecho. Sendo assim, a chave automaticamente conecta a terra, simultaneamente todos os condutores do trecho seccionado, equipotencializando as partes condutoras seccionadas. Assim este equipamento estabelece o aterramento independente da ação dos trabalhadores. Neste sistema só se consegue reenergizar através do mesmo dispositivo com a movimentação das duas facas da posição de desligado/ aterrado para a de ligado. (Uso do Diferencial residual - DR e disjuntores). 10.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário. Comentário: O projeto deverá prever as medidas de proteção necessárias, com implantação de aterramento temporário, também os espaços e o acesso nos pontos em que este procedimento deverá ser empregado. 10.3.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado. Comentário: É muito útil aos trabalhadores envolvidos na instalação terem o projeto para consulta e orientação. O projeto deve permitir a visualização e análise dos circuitos, interferências, características da instalação, limites de capacidade, autorização e área de atuação dos serviços. Isto facilita muito o serviço. Além disto, um projeto atualizado evita surpresas desagradáveis durante a realização dos serviços. 10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado. Comentário: O projetista deve conhecer previamente as exigências regulamentares de segurança e saúde para que as aplique no projeto onde for necessário. O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo, os seguintes itens de segurança: 158 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais; Comentários: Com a especificação das proteções utilizadas descritas no memorial haverá uma garantia que houve uma preocupação com os aspectos envolvidos no projeto e quais os tipos de soluções que foram adotadas visando à saúde e segurança das pessoas. Sendo assim o memorial é um manual de conservação e manutenção seguro para aquela instalação. b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – “D”, desligado e Vermelho - “L”, ligado); Comentários: Busca-se uma padronização no projeto para a sinalização de ligado e desligado, a fim de eliminar a diversidade de indicações em dispositivos de manobra. c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações; Comentários: Há uma preocupação com a padronização e informação ao usuário da documentação da metodologia empregada para identificação dos circuitos, não só as etiquetas, anilhas, mas o significado de cada letra, número seqüencial ou símbolo, sua localização, sua origem e a finalidade do circuito. d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações; Comentários: Colocar advertências nos quadros elétricos, adesivos em locais de acesso controlado, o projeto deverá trazer as restrições e advertências de acesso a estes lugares. e) precauções aplicáveis em face das influências externas Comentários: Utilizar materiais e componentes que sejam compatíveis com as influências externas para que sejam evitados os acidentes. Sendo assim o projeto vai informar aos usuários a razão da escolha dos componentes para que sejam respeitadas e mantidas as especificações estabelecidas pelo projetista. f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção constantes do projeto, destinados à segurança das pessoas; Comentários: Tem que colocar o princípio de operação dos dispositivos que vão garantir a segurança das pessoas, tais como: seccionamento automático da alimentação, associado as suas operações de fusíveis ou disjuntores, seu esquema de aterramento, a proteção adicional as correntes de fuga (DR) para que todos possam tomar conhecimento do que foi utilizado no projeto. g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica. Comentários: Descrever o porquê da escolha dos elementos da instalação e do dimensionamento dos componentes para que sejam respeitadas e mantidas as especificações do projetista. 159 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.3.10 Os projetos devem assegurar queas instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia. Comentário: O projetista deve considerar as posições do trabalho nas atividades de instalação e o nível de iluminação. 10.4-SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme dispõe esta NR. Comentário: É obrigatória que em todas as etapas da instalação elétrica estejam garantidas a segurança e saúde do trabalhador e usuários envolvidos em instalações elétricas. Também é obrigatória a supervisão nestas atividades, que será exercida por um profissional autorizado. 10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto à altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança. Comentário: Deve se fazer uma sinalização de segurança dirigida aos riscos adicionais especialmente no trabalho em altura, e em campos magnéticos e elétricos, em confinamento, explosividade, umidade e etc. 10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas. Comentário: Uso de equipamentos e ferramentas elétricas compatíveis com o tipo de serviço a ser realizado com a capacidade de potência, com o tipo de tensão, e tipo de aterramento. Deve se preservar também as indicações e especificações e recomendações do fabricante da ferramenta. 10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas, que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. Comentário: O isolamento elétrico nas ferramentas deverá ser compatível com a tensão elétrica e condições da operação de forma que garanta a saúde e segurança do trabalhador. Devem ser inspecionados e testados pelos fabricantes. 10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos. 160 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: tanto as instalações elétricas, como os sistemas de proteção devem ser submetidos à inspeção e controles regulares e periódicos conforme as regulamentações. A auditoria está prevista no Prontuário das instalações Elétricas (PIE). 10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. Comentário: Os locais de serviços como painéis, bastidores, cubículos e os invólucros (caixas, quadros) das instalações elétricas não devem ser utilizados para outros fins como: guarda de materiais e de objetos, porque acarreta perigo de incêndio. Os invólucros deverão ser mantidos fechados por meio de chave e as fechaduras devem ser acessadas apenas pelas pessoas autorizadas. 10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas. “Comentário: Na NR -17, no item 17.1.2, onde se lê realizar a "análise ergonômica” com o propósito de avaliar, mediante um conjunto de ciências e tecnologias a adaptação que melhor atenda à relação trabalhador/condição de trabalho, garante ao trabalhador uma iluminação adequada à atividade e também que sejam desenvolvidos métodos e processos de trabalho que o deixem com os membros superiores livres para efetuar o trabalho. 10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e somente podem ser realizados por trabalhadores, que atendam às condições de qualificação, habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR. Comentário: Os testes e ensaios elétricos realizados em laboratórios ou no campo (local onde se implantam) e o comissionamento (entrega para o funcionamento operacional) de instalações elétricas, são serviços executados com alimentação elétrica, portanto somente poderão ser realizados por trabalhadores qualificado, habilitados e capacitados. 10.5-SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS 10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétrica liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência abaixo: a) seccionamento; Comentário: É o ato de promover a descontinuidade total de um circuito. Pode ser feito através do acionamento de uma chave seccionadora, um interruptor, um fusível, um disjuntor, um DR, acionados por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado. b) impedimento de reenergização; 161 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Aplicação de travamentos mecânicos por meio de fechaduras, cadeados, e dispositivos auxiliares de travamento, que impeçam garantidamente a reversão indesejada do seccionamento efetuado. c) constatação da ausência de tensão; Comentário: Deve ser feita com medidores testados, amperímetro, multímetro... E pode ser feita por aproximação ou por contato. f) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos; Comentário: Constatada a ausência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a terra e ao neutro do sistema, quando houver, e as demais partes condutoras estruturais acessíveis. As garras de aterramento deverão ser conectadas aos condutores fases previamente desligados obtendo-se assim a equipotencialização entre todas as partes condutoras do ponto de trabalho. e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); Comentário: Todos os elementos que estão na zona controlada deverão receber isolação conveniente como: mantas, calhas, capuz de material isolante... para que não possam ser acidentalmente tocados. f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização. Comentário: Deverão ser usados cartões, avisos, adesivos, etiquetas de sinalização no travamento ou bloqueio na instalação elétrica. Não deve se esquecer de assegurar também a comunicação impeditiva de reenergização de todos os possíveis usuários do sistema. 10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo: Comentário: Somente após o serviço executado o trabalhador retirará suas ferramentas, utensílios e equipamentos. No término da tarefa o responsável retira o dispositivo de bloqueio, mas somente após uma inspeção geral para verificar se tudo foi retirado, inclusive o aterramento temporário. Então é feita a religação do sistema. a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; Comentário: Remover as ferramentas e utensílios para fora da zona controlada. b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo dereenergização; Comentário: Afastar os trabalhadores que não possam mais permanecer na zona controlada. c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais; 162 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Retirar os aterramentos. Pode se utilizar de uma sinalização que chame a atenção dos trabalhadores para que ao terminar a tarefa não se esqueçam de remover os aterramentos. d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; Comentário: Retirar as placas e avisos de impedimentos de reenergização. e) destravamento se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento. Comentário: Remoção dos elementos de bloqueio, travamentos ou mesmo a re-inserção de elementos condutores que foram retirados para garantir a não religação, para que possa restabelecer a condição de funcionamento das instalações. 10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado. Comentário: A norma prioriza a análise de risco feita por um profissional habilitado e autorizado, o qual permita soluções cabíveis e aplicáveis para manter a segurança do trabalhador para determinado serviço. Deve também ter um documento técnico de justificativa da escolha das medidas de segurança. 10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. Comentário: Caso haja a possibilidade de um trabalho com energização acidental, deverão ser conduzidos com técnicas de circuitos energizados. Este item elimina o desligamento puro e simples, o qual caracterizaria um trabalho sem tensão. 10.6-SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS 10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma. Comentário: Os trabalhadores terão que ser qualificados, habilitados, capacitados e autorizados. Este item exclui os trabalhadores em baixa tensão, exceto aqueles que trabalham em telefonia, TV a cabo, pois estes trabalharão com as estruturas existentes utilizadas para distribuição elétrica, com partes vivas aparentes. 10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR. 163 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Os envolvidos na instalação deverão saber como proceder em trabalhos nesta condição. Este treinamento não é só qualificar ou capacitar, mas desenvolver mecanismos, técnicas e equipamentos de segurança e proteção, após a análise de riscos e dos riscos adicionais. Este treinamento é obrigatório para todas as pessoas que realizem trabalhos em instalações elétricas, sejam engenheiros, supervisores, ajudante, eletricista, encarregado ou eletrotécnico. 10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida. Comentário: Vamos comentar os itens empregados: Operações elementares: são ações que implicam manobras nas instalações elétricas, simples e corriqueiras como: ligar ou desligar interruptores, conectar plugs em tomadas, acionar botões ou sensores elétricos... Perfeito estado de conservação: é a condição de integridade que garante os requisitos funcionais, legais, operacionais, de segurança. Adequados para operação: condição de atendimento às especificações e necessidades do funcionamento operacional. Pessoa não advertida: conceito adotado na NR 5410 que designa as pessoas que não foram informadas ou não possuem capacidade para interagir com o risco elétrico. Entende-se então neste item da norma, que quaisquer pessoas podem ligar um interruptor, uma tomada, sem ter o conhecimento ou informações especiais para evitar o risco. Agora se as operações simples forem executadas em alta tensão, apenas os trabalhadores autorizados poderão ter acesso. 10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I. Comentário: A norma estabelece distanciamento mínimo de segurança através da criação da Zona controlada. Delimitam-se nesta zona controlada os riscos e se estabelece condições restritivas de acesso, somente permitindo trabalhadores autorizados e mediante o estabelecimento de procedimentos específicos de segurança determinados para aquele trabalho a ser executado. 10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo. Comentário: Qualquer fator de risco iminente para o trabalhador durante o serviço será uma razão para suspensão dos trabalhos. Como exemplos de ocorrências de perigos encontramos: liberação de acesso a pessoas não autorizadas, a falta de iluminação, intempéries, atmosferas nocivas que possam influenciar a segurança. A suspensão do trabalho deverá ser feita após uma análise criteriosa dos trabalhadores que foram instruídos no processo de autorização para trabalhos com eletricidade. 164 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho. Comentário: Sempre que houver novas tecnologias, equipamentos novos, nova metodologia no trabalho, deve ser feito um estudo desenvolvendo a análise de risco, fazer simulações e exames iniciais com circuitos desenergizados. 10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível. Comentário: O responsável pela realização do trabalho com instalações elétricas tem que se responsabilizar pela suspensão quando houver risco não previsto cuja neutralização, ou eliminação imediata não for possível. 10.7 – TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT) Comentário: Tensão elétrica é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos. Ela é superior a mil volts em corrente alternada e 1500 volts em corrente contínua. 10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR. Comentário: O trabalhador em alta tensão precisa ter habilitação, qualificação, capacitação e autorização. Além disso, quando a norma cita “atividades dentro dos limites estabelecidos” quer estabelecer que além do corpo, ou parte do corpo do trabalhador, também as extensões condutoras representadas por materiais e ferramentas, ou até mesmo equipamentos que ele manuseie e que ingressem total ou parcialmente na zona controlada tem que entrar na análise de risco. 10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item10.7.1 devem receber treinamento de segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR. Comentário: É exclusiva àqueles que trabalham no Sistema Elétrico de Potência SEP, ou em suas proximidades. O treinamento é complementar ao de segurança aprofundando as questões de proteção específicas para os trabalhos em circuitos elétricos energizados. (O módulo II do curso de NR10). Para se freqüentar o curso complementar de SEP tem como pré-requisito ter participado com aproveitamento satisfatório do curso de NR 10 básico. 10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP, não podem ser realizados individualmente. 165 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Este foi o item mais polêmico destas normas, foi difícil sua aprovação especialmente porque envolvia questões políticas, econômicas e judiciais, além das técnicas. O ministro Ricardo Berzoini do Ministério do Trabalho e Emprego teve que intervir a fim de se aprovar esta norma. Este item não permite o exercício da atividade individual pelo trabalhador em AT. No mínimo tem que ser duas pessoas a trabalharem em AT. 10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica com data e local, assinada por superior responsável pela área. Comentário: Terá que ter a emissão do “documento de mandado”- ordem de serviço (OS), de responsabilidade, autorizando o trabalhador ou a equipe de trabalho para a execução de serviços em instalações elétricas de AT e no SEP. A Ordem de serviço deverá ter a data, o local, o tipo e as referencias aos procedimentos de trabalho a serem adotados e ser aprovada e assinada por um trabalhador autorizado (responsável superior da área). A OS também pode ser eletrônica dentro dos padrões legais instituídos em função das dificuldades e urgências cotidianas. 10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço. Comentário: Seria uma conversa ao pé do poste, avaliando previamente o local de serviço, os procedimentos de trabalho, as instruções de segurança, os equipamentos ferramentais que possibilitem: discutir a divisão de tarefas, verificarem os problemas, os quais possam mudar o procedimento de trabalho, eliminar as dúvidas antes de executar o serviço e planejar os procedimentos. Para esta conversa ao pé do poste deverão ser observados os seguintes itens: Revisar os procedimentos programados, analisando e planejando a execução do serviço; Eliminar as dúvidas de execução do serviço conduzindo ao uso de práticas seguras e uso das melhores técnicas testadas e aprovadas; Alertar sobre outros riscos que não estejam previstos nas instruções de segurança dos procedimentos; Discutir a divisão de tarefas e responsabilidades; Identificar problemas que possam ter sido ignorados durante a seleção dos equipamentos de segurança para executar o trabalho; Troca de conhecimentos, criando motivações. 10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado. 166 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Este item aborda a segurança com as ações específicas para serviços em AT. Os responsáveis pelos serviços e atividades com eletricidade e o SESMT, se houver, devem controlar e auditar a adoção de prática dos procedimentos padronizados, na organização por parte de todos os trabalhadores envolvidos, a fim de um trabalho seguro. 10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento. Comentário: Este item está direcionado aos concessionários do sistema elétrico de potência, onde são instalados os religadores automáticos. Os religadores automáticos são um conjunto de equipamentos de reconexão automática do circuito por número de vezes programadas. Os religadores automáticos devem ser desligados automaticamente (seccionados) com a ocorrência de curtos- circuitos, condutor ao solo, vazamento elétrico em isoladores ou pára-raios, indução, sobrecarga, acidentes e outros casos de variações bruscas no circuito elétrico. O sistema opera sobre um disjuntor elétrico responsável pela alimentação da região, de forma a religar de imediato e de forma automática, o circuito da transmissão e de distribuição elétrica, mantendo a continuidade da alimentação e do fornecimento de energia elétrica. Assim, em trabalho na zona de risco, durante todo o tempo da intervenção fica obrigatória a adoção da desativação do sistema de religamento automático conhecida como bloqueio dos religadores automáticos em subestações ou ao longo do circuito. Quando ocorrer desligamento de um circuito onde tenha pessoas trabalhando, em linha viva, o religamento manual somente deverá ser feito, após contato efetivo com o pessoal de campo e com a certeza da normalidade dos serviços. 10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado. Comentário: Este procedimento de bloqueio deverá ser identificado e sinalizado com a identificação da condição de desativação e deve estar padronizado. 10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente. Comentário: Este item determina que as ferramentas e os equipamentos sejam dotados de materiais isolantes nos serviços de AT. Mantas, calhas, lençóis isolantes, bastões e varas isolantes de manobras, protetores de isoladores e chaves, cestos aéreos, escadas, luvas, mangas perneiras, ferramentas manuais isoladas e devem ser submetidas a testes e ensaios anuais, além de terem a especificação e recomendações dos fabricantes. Os equipamentos também devem ser compatíveis a tensão elétrica da instalação elétrica do serviço a ser executado. 167 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante a realização do serviço. Comentário: Os equipamentos de comunicação podem ser por fala, códigos, sinais luminosos, ou sonoros, por meio de fios, guias, rádios comunicadores... As equipes de trabalho e o centro de informações devem estar se comunicando o tempo todo. O desempenho do equipamento de comunicação está ligado diretamente com a segurança, qualidade e rapidez do serviço, principalmente naqueles relacionados com a localização e reparo de defeitos e atendimento a consumidores. Os usuários do sistema de comunicação devem receber um treinamento quanto aos procedimentos, à legislação e conduta ética e racional. O registrodas comunicações é uma medida recomendável. Deve-se lembrar que a legislação de trânsito proíbe que o condutor do veículo fale em equipamento de comunicação enquanto dirige. 10.8- HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES. 10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Comentário: Em 1978, a norma exigia formação técnica para trabalhar em área elétrica, porém foi alterada de forma a permitir que dentro de cinco anos os trabalhadores tivessem tempo para se qualificar e receber treinamento em cursos especializados. Em 1983, nova exigência, a qualificação do trabalhador. A NR 10 vem estabelecer as condições para que o tomador dos serviços autorize o trabalhador a exercer suas atividades em instalações elétricas. Para habilitação é preciso ter o curso de eletricidade ministrado por estabelecimento de ensino e tem que ter o diploma ou o certificado com currículo aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e ter o CREA. Encaixam-se nesta categoria os profissionais de nível superior e nível médio com profissões regulamentadas como: eletricistas, montadores, eletricistas de manutenção etc. 10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. Comentário: São os Conselhos profissionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos, tecnólogos e engenheiros). O Conselho profissional é quem estabelece as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos, cargas horárias e matérias ministradas. 10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente: a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e Comentário: Capacitado é o trabalhador, o qual se tornou apto ao exercício das atividades específicas mediante a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de habilidades, embora não tenha freqüentado cursos regulares ou 168 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 reconhecidos pelo sistema oficial de ensino, portanto para que ele possa exercer suas atividades estará sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. Comentário: Este profissional habilitado deve ser autorizado pela própria empresa. Ele é quem estabelecerá as limitações das atividades a serem realizadas pelo capacitado. 10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação. Comentário: A capacitação tem que ser feita por um profissional habilitado e autorizado que se responsabilize pela avaliação do processo de capacitação. O trabalhador deverá exercer sua capacitação dentro dos limites estabelecidos no processo de capacitação na empresa que o capacitou e sob a responsabilidade de um profissional legalmente habilitado e autorizado. 10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa. Comentário: A autorização é um processo administrativo com o qual a empresa declara formalmente a sua anuência autorizando a pessoa a operar em suas instalações elétricas. A Autorização está acompanhada da responsabilidade de autorizar, portanto as empresas devem adotar critérios claros para assumir tais responsabilidades. 10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador, conforme o item 10.8.4. Comentário: A empresa deve providenciar crachás, cartões de identificação para se saber a responsabilidade civil de cada funcionário. Quanto mais completo o crachá de identificação, mais segurança, se possível conter a foto do funcionário, telefone de contato, tipo sanguíneo, habilitação e tipo de serviço que é autorizado a fazer. 10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Comentário: Os sistemas de registros de empregados devem ter anotação quanto à autorização e sua abrangência. 10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. Comentário: A avaliação da saúde física do trabalhador deve ser feita por um médico do trabalho obedecendo a um protocolo específico. 169 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A OMS (Organização Mundial de Saúde) preza pela avaliação da saúde física e mental do trabalhador. Como nas instalações elétricas se trabalha com altura, com riscos como: ruído, calor, radiação solar e condições posturais diversas tornam-se necessário, que o médico avalie a aptidão física e mental dos trabalhadores. 10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR. Comentário: O anexo II está dividido em dois módulos. Um básico e outro complementar. O módulo básico estabelece um currículo mínimo e prepara os trabalhadores para se prevenirem do risco de acidentes elétricos, com carga horária de 40 horas. Não se trata de uma capacitação profissional para exercer as atividades, mas sim na prevenção de acidentes de natureza elétrica. O conteúdo programático da NR 10 não tem o objetivo de fornecer subsídios técnicos de instalação elétrica, nem visa fornecer elementos de capacitação para trabalhos em eletricidade, mas apenas as informações dirigidas diretamente à segurança dos trabalhadores e dos usuários, conforme PEREIRA e BARRICO DE SOUZA, 2005, p.97. O Módulo II é complementar, com 40 horas e tem um currículo que permite assuntos mais específicos para a natureza das atividades para trabalhadores envolvidos com o Sistema Elétrico de Potência (SEP) ou aqueles que atuam em suas proximidades. O conteúdo é mais elástico para que se possam discutir os assuntos mais relacionados aos trabalhos em alta tensão, mas mesmo assim não é uma capacitação para exercer as atividades em alta tensão, mas as normas a serem seguidas e as condutas de trabalho. Os cursos têm a preocupação com a segurança e saúde em trabalhos, os quais diretamente envolvam os trabalhadores com eletricidade ou em suas proximidades. 10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. Comentário: A autorização é da empresa, e a avaliação também, portanto cabe a ela a responsabilidade em autorizar os trabalhadores para os trabalhos em energia elétrica. 10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: Comentário: Este treinamento de reciclagem não define o conteúdo ou carga horária, mas deve ser abordado à segurança em serviços e instalações elétricas. A carga horária deverá suprir as necessidades de abordar assuntos de segurança sem serviços e instalações elétricas direcionando para as necessidades da empresa. a) troca de função ou mudança de empresa; 170 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Quando aconteceNo primeiro, a água é aquecida a uma temperatura de 320°C, sob uma pressão de 157 atmosferas. Em seguida, essa água passa por tubulações e vai até o gerador de vapor, onde vaporiza a água do circuito secundário, sem que haja contato físico entre os dois circuitos. O vapor gerado aciona uma turbina, a qual movimenta o gerador e produz corrente elétrica. Nos anos 70, a crise energética levou os países à busca de fontes alternativas de geração de eletricidade. A energia nuclear passou a ser vista como a alternativa mais promissora, recebendo a atenção de muitos analistas e empreendedores, assim como vultosos investimentos. Em pouco mais de duas décadas, passou de uma participação desprezível (0,1%) para 17% da produção mundial de energia elétrica, ocupando assim o terceiro lugar entre as fontes de geração. O futuro da energia nuclear não parece promissor, em razão dos problemas de segurança e dos altos custos de disposição dos rejeitos nucleares. Com exceção de poucos países, dentre os quais a França e o Japão, a opinião pública internacional tem sido sistematicamente contrária à geração termonuclear de energia elétrica. Destacam-se os Estados Unidos e a França, responsáveis por quase metade de toda a geração termonuclear no mundo. Em seguida vêm o Japão, a Alemanha e a Rússia. No Brasil, a energia nuclear representa apenas cerca 2,3% da capacidade instalada e as expectativas para o futuro é a construção de Angra III. 17 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.3.4.2-ESQUEMA DE USINA NUCLEAR 1.3.4.3- A ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL E A CONSTRUÇÃO DE ANGRA I e II. No final dos anos 1960, o Governo Brasileiro decidiu ingressar na geração termonuclear, visando a conhecer melhor essa tecnologia e a adquirir experiências para um futuro promissor da opção nuclear, a exemplo de outros países. Na época se cogitava a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade no Rio de Janeiro. Decidiu-se então, que essa complementação, ocorresse por meio da construção de uma usina nuclear (Angra I), com capacidade nominal da ordem de 600 MW, na cidade de Angra dos Reis – RJ. A construção de Angra I (657 MW) teve início em 1972. A primeira reação nuclear em cadeia ocorreu em março de 1982 e a usina entrou em operação comercial em janeiro de 1985. Mas, logo após, interrompeu suas atividades, voltando a funcionar somente em abril de 1987, operando, até dezembro de1990 (nesse período, operou com 600 MW médios durante apenas 14dias). Entre 1991 e 1994, as interrupções foram menores ou menos freqüentes, mas somente a partir de 1995 a usina passou a ter operação regular. Em junho de 1975, foi assinado com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear. Em julho do mesmo ano, foi feita a aquisição das usinas de Angra II e Angra III, junto à empresa alemã Kraftwerk Union A.G. – KWU, subsidiária da Siemens. A construção de Angra II (1.309 MW) teve início em 1976 e a previsão inicial para a usina entrar em operação era 1983. Em razão, porém, da falta de recursos, a construção ficou paralisada durante vários anos e a operação do reator ocorreu somente em julho de 2000, com carga de 200 MW a 300 MW. Entre 20 de agosto e 3 de setembro daquele ano, a usina funcionou regularmente, com 915 MW médios. A partir de então, operou de modo intermitente até 9 de novembro, quando passou a funcionar com potência de 1.365 MW médios. O Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do mundo. Nossas reservas estão estimadas em 309.200 toneladas. Sendo que 46% estão em Itatiaia no Ceará e 33% na Bahia em lagoa Real e Catité. 18 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Usina de Angra 1.3.4.4-IMPACTOS AMBIENTAIS Embora a usina nuclear seja a terceira maior fonte geradora de eletricidade no mundo e evite a emissão de consideráveis quantidades de dióxido de carbono e outros poluentes, a energia nuclear tem sido vista mais como um perigo de autodestruição. O impacto ambiental de usinas termonucleares tem sido muito enfatizado nas últimas décadas, sendo hoje preocupação de movimentos ambientalistas, tanto em termos globais como regionais. Além de uma remota possibilidade de contaminação do solo, do ar e da água por radionuclídeos. Em 26 de Abril de 1986, houve uma explosão de um dos quatro reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que provocou o mais trágico acidente nuclear da história. A nuvem radioativa atingiu proporções gigantescas cobrindo grande parte do território europeu e atingindo milhões de pessoas. Os danos causados pelo acidente foram incalculáveis e ainda hoje há sérias conseqüências, entre as quais mutações genéticas provocadas pela emissão de material radioativo e contaminação do solo, da vegetação e de corpos d’água. Usina de Chernobyl 1.4 -USINA EÓLICA A energia eólica é a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aerogeradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água. A energia eólica é utilizada há milhares de anos, para bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. 19 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Para a geração de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial. A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação no mundo. Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2, a uma altura de 50 m, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s (GRUBB; MEYER, 1993). 1.4.1-ESQUEMA DE USINA EÓLICA No Brasil, os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha (PE), no início dos anos 1990. Os resultados dessas medições possibilitaram a determinação do potencial eólico local e a instalação das primeiras turbinas eólicas do Brasil. ANEMÓGRAFOS- Instrumento que registra continuamente a direção (em graus) e a velocidade instantânea do vento (em m/s) e a distância total (em km) percorrida. 20 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ANEMÓGRAFO 1.4.2-CAPACIDADE DE GERAÇÃO ELÉTRICA As primeiras turbinas eólicas desenvolvidas em escala comercial tinham potências nominais entre 10kW e 50 kW. No início da década de 1990, a potência das máquinas aumentou para a faixa de 100 kW a 300 kW. Em 1995, a maioria dos fabricantes de grandes turbinas ofereciam modelos de 300 kW a 750 kW. Em 1997, foram introduzidas comercialmente as turbinas eólicas de 1 MW e 1,5 MW, iniciando a geração de máquinas de grande porte. Em 1999 surgiram as primeiras turbinas eólicas de 2MW e hoje existem protótipos de 3,6MW e 4,5MW sendo testados na Espanha e Alemanha. A capacidade média das turbinas eólicas instaladas na Alemanha em 2002 foi de 1,4MW e na Espanha de 850kW. Hoje já existe mais de mil turbinas eólicas com potência nominal superior a 1 MW em funcionamento no mundo. TURBINA DE EIXO HORIZONTAL 1.4.3CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PORTE DAS TURBINAS EÓLICAS - pequenas – potência nominal menor que 500 kW; - médias- potência nominal entre 500 kW e 1000 kW e - grandes – potência nominal maior que 1 MW. 1.4.4-IMPACTOStroca de função entende-se que haja uma alteração em atribuições, portanto alterações de exposição a riscos elétricos. No caso de mudança de empresa fica a critério do empregador se ele quer que o trabalhador freqüente o ciclo completo de treinamento de 40 horas e submeta-se a avaliação de aproveitamento ou se ela assume a responsabilidade de aceitar o treinamento realizado anteriormente em outra empresa. b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três meses; Comentário: Deve ser feito o treinamento porque três meses foi o suficiente para que o trabalhador tenha necessidade de reciclagem, de forma a relembrar os conceitos e práticas prevencionistas de acidentes. c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos e organização do trabalho. Comentário: Quando há inclusão de novos equipamentos e metodologias, alterações de organização do trabalho serão alvos de treinamento técnicos relativos à capacitação e deverão ocorrer reciclagens dos conteúdos em segurança preventiva de acidentes. 10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender as necessidades da situação que o motivou. Comentário: Fica a critério das empresas estabelecerem o currículo e as cargas horárias das reciclagens, e assumir a responsabilidade pela decisão. 10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido. Comentário: as áreas sujeitas à atmosfera explosiva há restrições severas quanto ao desenvolvimento de qualquer trabalho envolvendo eletricidade. Em áreas classificadas fica impedida a realização de qualquer tarefa com instalação elétrica energizada como: pesquisa ou localização de defeitos, aberturas de caixas, invólucros, medições ou simulações elétricas. As técnicas de montagem, blindagens e conexões e as ferramentas utilizadas são especiais e deverão ser apropriadas para estas áreas com treinamento adequado aos trabalhadores envolvidos. Não podem ser usados equipamentos capazes de gerar faíscas como: furadeiras, serras elétricas, marteletes e outros dispositivos. As ferramentas de impacto, mesmo as pneumáticas podem produzir faíscas em pedra, ferro ou outros materiais similares, gerando riscos de acidentes no ambiente. Para se evitar risco de faíscas devem ser utilizadas ferramentas construídas em ligas especiais (cobre- berilo) e outras de latão e bronze, que não produzem faíscas e poderão ser utilizadas em áreas classificadas. 10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. Comentário: Os trabalhadores que trabalham nas regiões limítrofes da zona controlada, não têm que invadi-la para realizar seu trabalho. Estes trabalhadores necessitam de informações para reconhecer os riscos da vizinhança pela 171 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 proximidade, que atuam na zona controlada, adotando as recomendações e procedimentos aplicáveis de acordo com as instruções transmitidas pelo tomador de serviços. 10.9-PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO 10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra Incêndios. Comentário: As áreas de instalações elétricas devem ter proteção contra incêndios, procurando colocar materiais não inflamáveis, ter instalações apropriadas com bases em normas específicas. Os incêndios em locais com instalações elétricas são tratados como da classe C, por conta da presença de materiais elétricos. 10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação. Comentário: Este item determina que materiais, equipamentos e dispositivos elétricos utilizados em áreas classificadas têm obrigação de certificação exigida pela Portaria m.176, de 17.7.2000, do SINMETRO. Sendo que os equipamentos adquiridos antes da data da publicação desta portaria estão isentos de certificação, mas devem comprovar que são seguros mediante a apresentação de certificados estrangeiros, laudos, declarações ou catálogos de fabricantes ou declaração de profissionais habilitados profissionalmente, sendo juntado ao Prontuário. A legislação específica e normas técnicas que determinarão as características e alternativas para as instalações em áreas classificadas estão contidas nas ABNT-NBR5418; NBR 8370; NBR 9518; NBR 5420; NBR 5363; NBR 9883; IEC 60079-0 e etc. 10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica. Comentário: São muitos os processos industriais ou pela movimentação de materiais, líquidos, granulados ou pulverizados que desenvolvem o acúmulo indesejado de cargas elétricas. Deve-se sempre adotar medidas para a dissipação segura das cargas elétricas acumuladas mediante a equipotencialização e aterramento, visando inibir a ocorrência de descargas sobre os trabalhadores e de arcos capazes de gerar incêndios ou até mesmo explosões. Para melhorar o controle da eletricidade estática poderá se empregar pisos condutivos, ionizadores de ar ambiente, a redução da velocidade e do atrito no transporte de materiais pelo redimensionamento de dutos. 10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação. Comentário: Os dispositivos de proteção nestas áreas são o alarme, o seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimento etc. 172 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Estes ambientes têm atmosfera explosiva, portanto tem elevado risco de incêndio, necessitando de medidas adicionais de prevenção contra o sobreaquecimento de superfícies ou surgimento de arco elétrico. 10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área. Comentário: A permissão de área classificada é obrigatória a liberação documentada e formalizada, mediante aplicação dos conceitos e princípios de desenergização. A liberação destas áreas poderá ser feita com a eliminação da substância inflamável ou explosiva que originou a classificação da área, quer por diluição, ou por eliminação garantindo a segurança da operação. As atividades em áreas classificadas exigem treinamento específico. 10.10-SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 10.10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 – Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre outras, as situações a seguir: Comentário: a sinalização de segurança é uma medida complementar de controle de riscos, portanto necessita de outras medidas como: barreiras, invólucros, obstáculos, cavaletes, placas, etc. A medida de proteção pede a identificação através de aviso, de instruções de bloqueios,de advertência nos ambientes de trabalho. A sinalização pode ser por sonorização, como um alarme que se antecipa a energização. Ela deve ser adotada desde a fase do projeto das instalações elétricas e constarem no memorial descritivo. É importante que todas as sinalizações estejam escritas em língua portuguesa, salvo em condições e sob justificativa onde seja necessário outro idioma. a) identificação de circuitos elétricos; Comentário: Esta identificação poderá ser por anilhas, etiquetas e aplicadas nos locais onde se faz distinguir os circuitos Também deve ser aplicada em painéis e quadros elétricos para identificar os dispositivos de comando (chaves, disjuntores, relés...) b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos; Comentário: É a utilização de um sistema que permita que as pessoas saibam que o dispositivo está bloqueado e não deve ser operado ou que o botão não deve ser apertado ou a alavanca não deve ser acionada. O travamento deve permitir: identificar o autorizado que travou o sistema, identificar qual serviço que será executado, à hora do travamento e a data. c) restrições e impedimentos de acesso; 173 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Comentário: Usar dispositivos de sinalização que indiquem os impedimentos e restrições de acesso ou permanência naquele determinado local, por oferecer perigo. d) delimitações de áreas; Comentário: É estabelecer os limites através de dispositivos adequados e resistentes à situação em que serão empregados. e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas; Comentário: Estabelecer limites através de dispositivos adequados que atendam a sinalização de trânsito quanto às distâncias, dimensões e visibilidade para os condutores dos veículos. f) sinalização de impedimento de energização; Comentário: É uma sinalização que impeça que o circuito seja religado. Pode ser através de um dispositivo e de uma forma pré-estabelecida pelos trabalhadores. g) identificação de equipamento ou circuito impedido. Comentário: Este item enfatiza a colocação de aviso no próprio equipamento, não apenas a documentação, livro, botão de comando. Deve-se também identificar os equipamentos danificados que por razões de segurança não devem ser energizados. 10.11- PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10.8 desta NR. Comentário: Este item fala da necessidade do “passo a passo”, ou seja, da seqüência de tarefas necessárias ao trabalho, pois terão que descrevê-las com detalhamento, discriminando as medidas e orientações técnicas de segurança pertinente. Neste planejamento detalhado, deve-se considerar: Ser específico, padronizado com descrição de cada tarefa, incluindo as medidas de controle de segurança cabíveis; - conter o objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências, responsabilidades, orientações finais; - ser assinado por profissional autorizado. Este procedimento de trabalho é um documento técnico legal interno deve ser organizado em prontuário para o trabalhador e auditorias. 174 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.11.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço específicas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados. Comentário: A ordem de serviço (OS) deve conter a data, o local, o tipo de serviço e os procedimentos de trabalho a serem adotados e assinada por um trabalhador autorizado (o superior da área). Muito se questiona sobre a assinatura da ordem de serviço, em função das dificuldades e urgências cotidianas, mas ela também poderá ser eletrônica, dentro dos padrões legais instituídos. 10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais. Comentário: este procedimento de trabalho já foi comentado no item 10.11.1. Este subitem complementa-o especificando seu conteúdo: - objetivo- alvo que se quer atingir; - campo de aplicação- situação para o emprego do documento; - base técnica- fundamentação e embasamento técnico adotado; - competências e responsabilidades- indicação das atribuições e das responsabilidades em todos os níveis envolvidos; - disposições gerais- distribuição organizada dos assuntos tratados no documento; - medidas de controle- coletivo das ações para prevenção de possíveis acidentes, que eliminem ou reduzam os riscos; - orientações finais- conjunto de observações e comentários de fechamento e finalização do documento. 10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização de que trata o item 10.8 devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver. Comentário: É de grande importância que o SESMT participe dos setores da empresa, quando do desenvolvimento do trabalho, treinamentos de segurança, autorize o trabalhador para execução de serviços. Ficam isentas deste item as empresas desobrigadas a constituir o SESMT, porém apesar da isenção, os responsáveis pela execução do trabalho e pelo planejamento das atividades terão que fazer este papel de planejamento, de elaboração de procedimentos, treinamentos e da autorização. 10.11.5 A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado, previsto no Anexo II desta NR. Comentário: A autorização é o ato formal de responsabilidade da empresa e deve corresponder ao treinamento ministrado, tanto o treinamento do curso básico como o curso do SEP. 175 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos. Comentário: Deve ter sempre um supervisor que lidere a equipe no local de trabalho. 10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. Comentário: É o levantamento preliminar de segurança feito no local de serviço. Verificar o equipamento, os procedimentos de trabalho, a ordem de serviço, as ferramentas, as condições ambientais, mediante participação de todos os envolvidos. Fazendo este levantamento pode se identificar os riscos de acidentes e preveni-los 10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. Comentário: A alternância das atividades quando adotada, pode expor o trabalhador ao perigo, esta situação deve ser considerada na análise de risco da tarefa e na competência dos trabalhadores (condicionamento) que serão expostos a alternância. Este item acaba com o famoso “quebra-galho”. 10.12–SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 10.12.1 As ações de emergência, que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa. Comentário: A empresa deve ter um plano de emergência em caso de acidentes, disponibilizando recursos, treinamento de primeiros socorros, equipamentos,dispositivo nas instalações a serem acionados em alguma emergência. Estas ações deverão estar plenamente integradas ou absorvidas pelo plano geral de emergência da empresa. 10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardiorrespiratória. Comentário: Os funcionários devem dominar as técnicas de primeiros socorros, remoção e transporte de pessoas acidentadas, pois o tempo muitas vezes é fundamental para salvar a vida de uma pessoa. 176 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Tempo decorrido entre a parada respiratória ou cardíaca e início da massagem e respiração artificial em minutos Probabilidade de reanimação da vítima % 1 95 2 90 3 75 4 50 5 25 6 1 8 0,5 A partir desta tabela percebe-se que o socorro deverá ser imediato para que se tenha alguma chance de salvar uma vida. A aplicação da massagem cardíaca e da respiração boca a boca pode significar a diferença entre a vida e a morte de um trabalhador na ocorrência de um acidente com eletricidade. 10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação. Comentário: As empresas devem planejar e disponibilizar meios de resgate (socorro, atendimento e remoção). Muitas vezes o trabalho é em lugar distante, em postes, em subterrâneos, portanto é necessário que todos saibam as técnicas de primeiros socorros, pois até chegar o socorro a pessoa já poderá ter falecido. É evidente a necessidade de uma padronização dos meios de resgate e de um bom treinamento. 10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndios existentes nas instalações elétricas. Comentário: Os trabalhadores têm que saber conter um incêndio, identificando os extintores, sabendo manuseá-los, tomando as providências cabíveis, portanto necessitam de treinamento. O combate a incêndio logo no início pode evitar grandes perdas e grandes catástrofes. 10.13 RESPONSABILIDADES 10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos. Comentário: A responsabilidade solidária fundamenta-se na culpa in eligendo proveniente de falta de cautela na seleção do profissional a quem confiou para a execução do serviço. Tem a culpa in vigilando ocasionada pela falta de atenção, fiscalização no cumprimento do dever causando prejuízo a outrem. 177 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, art. 157 e na NR-1, item 1.7 alínea “a”, está implícita a responsabilidade solidária; “Cabe ao Empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho”, portanto a responsabilidade é do contratante e do contratado. Mesmo que no contrato haja cláusula sob a responsabilidade do contratante, o contratado também responde civil e criminalmente, direta ou indiretamente pela má qualidade do serviço prestado, inclusive se houver acidente ou qualquer prejuízo a outros. A responsabilidade é solidária, todos que participaram da atividade e a empresa vão responder em juízo. 10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manterem os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados. Comentário: O tomador de mão -de- obra deve informar o trabalhador e aqueles que estão em suas proximidades, sobre os riscos e possíveis perigos à segurança, a saúde, elétricos e não elétricos a que serão expostos na execução do trabalho. 10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas. Comentário: Acidentes de trabalho podem ocorrer, sendo assim, deve se analisar as suas origens e as causas, a fim de adotarem medidas preventivas e corretivas, melhorando as condições de segurança de trabalho. 10.13.4 Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho; Comentário: Os autorizados a trabalhar com instalações elétricas devem zelar tanto pela sua segurança e saúde, como pela dos outros, podendo responder por seus atos civil e criminalmente. b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; Comentário: Responsabilidade solidária para o cumprimento das normas e regulamentos estabelecidos, elaborar e manter os procedimentos, planos e medidas internas de segurança e saúde. c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço às situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas. Comentário: Comunicar ao responsável dos riscos, analisando a realidade existente e solicitando orientações e esclarecimento de dúvidas. Caso não seja tomado providências o empregado não deve se arriscar e deve usar o seu direito de recusa. 178 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.14- DISPOSIÇÕES FINAIS 10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis. Comentário: O direito de recusa está previsto no art.13 da Convenção 155 da OIT e promulgada pelo Decreto n. 1.254, de 29 de setembro de 1994, com indicações de que essa providência de se recusar a expor sua saúde e integridade física deva resultar em medidas corretivas, indicando a responsabilidade dos níveis hierárquicos superiores para as providências necessárias. Esta atitude está associada à obrigação de comunicação imediata. O direito de recusa deve ser feito por escrito, colocando o tipo de trabalho a ser feito, quais os EPIS fornecidos e o motivo que levou o trabalhador a se recusar a fazer o serviço. Esta recusa deve ser bem especificada e assinada por algum responsável da empresa. 10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgãos competentes. Comentário: As empresas devem oferecer denúncia aos órgãos públicos que tenham competência para intervir a favor da segurança, a fim de tomar as providências necessárias para a eliminação de situações perigosas nas instalações elétricas. 10.14.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE adotará as providências estabelecidas na NR 3. Comentário: Se o trabalho oferecer risco iminente, conforme tratado na NR3, o Ministério do Trabalho e Emprego deverá adotar procedimentos de fiscalização com o embargo da obra de instalação, ou interditar o setor de serviço, máquina, ou equipamento elétrico mediante requerimento emitido pelo Auditor fiscal do Trabalho. Em caso de interdição, os funcionários deverão receber seus pagamentos normalmente como se estivessem trabalhando. 10.14.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências, limitações e interferências nas tarefas. Comentário: Toda documentação do item, 10.2 (medidas de controle) desta NR, deve estar em local de fácil acessopara os empregados poderem consultá-la. O acesso a estas informações deverá ser feito até mesmo se faltar energia. 10.14.5 A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição das autoridades competentes. Comentário: caberá a empresa guardar e conservar os documentos originais pertinentes a esta Norma, disponibilizando-os quando solicitados, para a Fiscalização do Trabalho. 10.14.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extra-baixa tensão. Comentário: Estas normas não são aplicáveis para a extra-baixa tensão, não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua. As instalações elétricas de processos de galvanoplastia, ou adotadas em veículos, 179 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 não estão obrigadas aos procedimentos e exigências desta NR, pois a extra-baixa tensão garantem a proteção das pessoas quanto ao choque elétrico por contatos diretos ou indiretos. Porém é importante observar que todas as medidas de proteção relacionadas aos demais riscos devem ser consideradas. GLOSSÁRIO 1. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva. 3. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. 4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição a combustão se propaga. 5. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas. 7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. 8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros. 9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira. 10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalação. 12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema elétrico. 13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberação para uso. 14. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. 15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes internas. 16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por interposição de materiais isolantes. 180 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato direto por ação deliberada. 18. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. 19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. 20. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de um determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização. 21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores. 22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas. 23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. 24. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir. 25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um determinado objetivo. 26. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição, inclusive. 27. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança. 28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. 29. Travamento: ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma operação não autorizada. 30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho. 31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados. 181 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ANEXO II ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA Tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre. Figura 1 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre 182 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Figura 2 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposição de superfície de separação física adequada. ZL = Zona livre ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados. ZR = Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. PE = Ponto da instalação energizado. SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. ANEXO III TREINAMENTO 1. CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE I - Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima – 40h: Programação Mínima: 1. introdução à segurança com eletricidade. 2. riscos em instalações e serviços com eletricidade: 183 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 a) o choque elétrico, mecanismos e efeitos; b) arcos elétricos; queimaduras e quedas; c) campos eletromagnéticos. 3. Técnicas de Análise de Risco. 4. Medidas de Controle do Risco Elétrico: a) desenergização. b) aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção; temporário; c) equipotencialização; d) seccionamento automático da alimentação; e) dispositivosa corrente de fuga; f) extra baixa tensão; g) barreiras e invólucros; h) bloqueios e impedimentos; i) obstáculos e anteparos; j) isolamento das partes vivas; k) isolação dupla ou reforçada; l) colocação fora de alcance; m) separação elétrica. 5. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras; 6) Regulamentações do MTE: a) NRs; b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade); c) qualificação; habilitação; capacitação e autorização. 7. Equipamentos de proteção coletiva. 8. Equipamentos de proteção individual. 9. Rotinas de trabalho – Procedimentos. 184 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 a) instalações desenergizadas; b) liberação para serviços; c) sinalização; d) inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento; 10. Documentação de instalações elétricas. 11. Riscos adicionais: a) altura; b) ambientes confinados; c) áreas classificadas; d) umidade; e) condições atmosféricas. 12. Proteção e combate a incêndios: a) noções básicas; b) medidas preventivas; c) métodos de extinção; d) prática; 13. Acidentes de origem elétrica: a) causas diretas e indiretas; b) discussão de casos; 14. Primeiros socorros: a) noções sobre lesões; b) priorização do atendimento; c) aplicação de respiração artificial; d) massagem cardíaca; e) técnicas para remoção e transporte de acidentados; f) práticas. 185 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 15. Responsabilidades. 2. CURSO COMPLEMENTAR – SEGURANÇA NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP) E EM SUAS PROXIMIDADES. É pré-requisito para freqüentar este curso complementar, ter participado, com aproveitamento satisfatório, do curso básico definido anteriormente. Carga horária mínima – 40h (*) Estes tópicos deverão ser desenvolvidos e dirigidos especificamente para as condições de trabalho características de cada ramo, padrão de operação, de nível de tensão e de outras peculiaridades específicas ao tipo ou condição especial de atividade, sendo obedecida a hierarquia no aperfeiçoamento técnico do trabalhador. I - Programação Mínima: 1. Organização do Sistema Elétrico de Potencia – SEP. 2. Organização do trabalho: a) programação e planejamento dos serviços; b) trabalho em equipe; c) prontuário e cadastro das instalações; d) métodos de trabalho; e e) comunicação. 3. Aspectos comportamentais. 4. Condições impeditivas para serviços. 5. Riscos típicos no SEP e sua prevenção (*): a) proximidade e contatos com partes energizadas; b) indução; c) descargas atmosféricas; d) estática; 186 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 e) campos elétricos e magnéticos; f) comunicação e identificação; e g) trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais. 6. Técnicas de análise de Risco no S E P (*) 7. Procedimentos de trabalho – análise e discussão. (*) 8. Técnicas de trabalho sob tensão: (*) a) em linha viva; b) ao potencial; c) em áreas internas; d) trabalho a distância; e) trabalhos noturnos; e f) ambientes subterrâneos. 9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação,ensaios) (*). 10. Sistemas de proteção coletiva (*). 11. Equipamentos de proteção individual (*). 12. Posturas e vestuários de trabalho (*). 13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos(*). 14. Sinalização e isolamento de áreas de trabalho(*). 15. Liberação de instalação para serviço e para operação e uso (*). 16. Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transporte de acidentados (*). 17. Acidentes típicos (*) – Análise, discussão, medidas de proteção. 18. Responsabilidades (*). 187 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 19. TECNICAS DE TRANSPORTE, ATENDIMENTO E REMOCAO DE ACIDENTADOS Este tópico tem como objetivo o estudo e treinamento das técnicas de transporte, atendimento e remoção de acidentado, visando uma maior orientação na fase da ocorrência da fatalidade. Frase para serem recordadas: “NÃO EXISTEM SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS SEGURAS, EXISTEM APENAS MANEIRAS SEGURAS DE UTILIZÁ-LAS.” (Emil Marak) “TODAS AS SUBSTÂNCIAS SÃO VENENOSAS. NÃO HÁ NENHUMA QUE NÃO SEJA”. O QUE DIFERENCIA O VENENO DO REMÉDIO É A DOSE.”(Paracelsus) Cerca de 45% das vítimas fatais, vão ao óbito nos primeiros 10 minutos. Aproximadamente 30% irão morrer tardiamente nos 30 primeiros dias, vítimas de falência de múltiplos órgãos, infecções e várias outras complicações. Porém, uma em cada quatro vítimas vai ao óbito por carência de atendimentos básicos e essenciais ao acidentado. Basta entendermos que as principais causas de óbito são: Perda sangüínea e impossibilidade respiratória, seja por simples obstrução das vias aéreas seja por complicações secundárias a traumas torácicos. A Hora de Ouro ou “The Golden Hour”, é a definição dada à primeira hora seguida ao acidente, considerada o período crítico de maior gravidade, onde o maior número de mortes por falta de assistência ocorrem. Portanto, devemos treinar equipes específicas. Portanto: Quando deveremos agir rapidamente, até a chegada de assistência especializada? 1. Asfixia comum; 2. Acidentes Automobilísticos; 3. Acidentes no lar; 4. Acidentes no lazer; 5. Acidentes no trabalho; 6. Violência interpessoal; 7. Quase afogamentos. Ter como Lema: “SALVAR VIDAS” 188 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 REGRAS FUNDAMENTAIS: - Saber pedir socorro; - Saber tratar riscos, prioridades e condutas; - Saber determinar prioridades e executá-las com incontestável disciplina; - Agir com destreza e habilidade, fruto de seu treinamento permanente, nas situações emergentes e urgentes dos acidentados - Consciência e concentração para poder salvar vidas. CONCEITOS E DEFINIÇÕES Primeiros socorros: Atendimento feito por qualquer pessoa a vitima acidentada ou portadora de males súbitos, até se obter assistência qualificada. A diferença básica entre Primeiros Socorros e Socorro Médico ou Paramédico é que em primeiros socorros as técnicas são executadas por leigos e materiais improvisados, sem conhecimento profundo, o suficiente apenas para garantir um transporte seguro da vítima para longe da área de risco e manter a vida. É aí que entram vocês em ação. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA PRESTAÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS Salvar uma vida sem expor à sua própria Evitar danos ou lesões adicionais Providenciar socorro qualificado (médico, bombeiro, etc.) Senso de solidariedade humana Compreensão para o acidentado Liderança, paciência e tolerância Senso de improvisação 189 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Agir com rapidez e segurança Acalmar e confortar o acidentado ATRIBUIÇÕES DO SOCORRISTA Afastar os curiosos Controlar as hemorragias Fazer limpeza na boca da vítima para evitar asfixias Evitar movimentos desnecessários Lateralizar a cabeça da vítima para que não se asfixie com próprio vômito, sangramento ou salivação Imobilizar as fraturas, proteger as queimaduras Não dar líquidos a vítima inconsciente Afrouxar as vestes da vítima Em caso de necessidade fazer a reanimação cardio pulmonar (RCP) por meio de massagem cardíaca externa e respiração. prestando os primeiros socorros PONTOS IMPORTANTES CONSCIÊNCIA: Observar o nível de consciência, se a pessoa está falando, fazer perguntas como: - Qual o seu nome? Onde você mora? O que está sentindo? PULSO: É a percepção da onda sanguínea dentro da artéria que se repete com regularidade segundo a contração do coração. A frequência do pulso corresponde ao número de bombeamento do coração. A frequência normal num adulto varia de 60 a 100 bpm. Para medir a pulsação, use o dedo indicador, médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso,fazendo leve pressão sobre qualquer um dos pontos onde se pode verificar mais facilmente o pulso da pessoa. Não use o polegar para não correr o risco de sentir suas pulsações. Conte no relógio as pulsações num período de 60 segundos. 190 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Muitas pessoas contam a pulsação durante 15 segundos e multiplicam por 4 para dar 1 minuto, isto não é o certo, pois se a pessoa estiver com sua pulsação oscilando vai causar diferença. RESPIRAÇÃO: Observar através dos movimentos de inspiração e expiração do tórax. PUPILAS: Observar se as pupilas (menina dos olhos) se contraem, quando se levantam as pálpebras (uma de cada vez). REANIMAÇÃO CARDIO -PULMONAR - RCP É indicada nos casos de ausência de circulação (parada cardíaca) e ou parada da ventilação (parada respiratória). Se a parada respiratória ocorrer primeiro haverá oxigênio suficiente nos pulmões para manter a vida por vários minutos (5 – 10 minutos). MANOBRAS DE APOIO VITAL BÁSICO Desobstrução das vias aéreas: Limpeza manual Tapotagem (tapa nas costas) Compressões toráxicas Compressões abdominais manobra de Heimlich- A)MANOBRA DE HEIMLICH – abrace a pessoa entalada e puxe-a para si com as mãos entrelaçadas para que a pessoa possa expelir o alimento. 191 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 B) TAPOTAGEM – são tapas nas costas com as mãos em concha para ajudar a expelir o alimento que engasgou a vitima. mão em concha tapotagem C) VARREDURA COM OS DEDOS NA BOCA DA VITIMA- utilizar o dedo indicador para fazer a varredura dentro da boca a fim de verificar se não tem nada obstruindo a passagem de ar. Apoio ventilatório: Hiperextensão da cabeça para trás Respiração artificial – boca / boca / nariz Apoio circulatório: Compressão cardíaca externa 192 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 PARADA RESPIRATÓRIA É a ausência do mecanismo da respiração através da absorção de oxigênio e eliminação de gás carbônico. CAUSAS: Choque elétrico Asfixias Engasgamentos Afogamentos Envenamentos Sinais vitais: Ausência de respiração Arroxeamento das extremidades, lábios e unhas RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA Método de insuflação artificial (boca/boca/nariz): Deitar imediatamente a vítima de costas com os braços estendidos ao longo do corpo. Desobstruir as vias aéreas superiores, fazendo a hiperextensão da cabeça para trás, suspendendo a cabeça da vítima pela nuca com uma das mãos; com a outra na testa, incline a cabeça para trás. Observe se a respiração volta espontaneamente. Apertar o nariz da vítima e colocar a sua boca bem aberta sobre a boca da vítima e soprar com força até notar a expansão do tórax. Soltar o nariz e afastar seus lábios da pessoa socorrida para permitir que o ar saia de seus pulmões. Inspirar profundamente, repetindo a processo na razão de 15 vezes por minuto, com ritmo. 193 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Reanimação cardio pulmonar – RCP: COM 1 SOCORRISTA: 2 insuflações artificiais (sopro) 15 massagens cardíacas externas COM 2 SOCORRISTAS: 1 insuflação artificial (sopro) 5 massagens cardíacas externas MASSAGEM CARDÍACA 194 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 • É a técnica de comprimir o coração entre o osso esterno e a coluna, impulsionando o sangue para fora do coração, estabelecendo um mínimo de pressão arterial capaz de oxigenar os tecidos, evitando danos cerebrais irreversíveis e a morte. • Primeiro acha-se o xifóide que é a ponta do esterno, sobe mais ou menos dois dedos para fazer a massagem. Sempre faça com a mão aberta. CHOQUE ELÉTRICO O trajeto da corrente elétrica no corpo humano tem grande influência na gravidade do choque elétrico, sendo uma das cusas mais comuns de parada respiratória e/ou parada cardíaca. LESÕES PRODUZIDAS POR CHOQUE ELÉTRICO: DIRETAS: Queimaduras, convulções, parada respiratória e fibrilação. INDIRETAS: Quedas, ferimentos, fraturas e conjuntivites. CONDUTA DO SOCORRISTA 195 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Não tocar a vítima antes de interromper o contato com a C.E, quer seja desligado o circuito ou utilizado material isolante (cabo de vassoura, borracha, etc.) Deixe a vítima com a barriga para cima, lateralizar a sua cabeça e afrouxar as vestes. TIPOS DE FERIMENTOS CONTUSÕES: São lesões produzidas por golpes, pancadas ou tombos, sem ruptura da pele, havendo apenas derramamento de sangue do tecido subcutâneo. Quando o extravasamento é pequeno chamamos de Equimoses e quando vasos maiores são lesados, chamamos de Hematomas. martelada no dedo causou um hematoma ESCORIAÇÕES: A pele apresenta-se rompida com hemorragia do tipo capilar. É o que observamos no arranhão. arranhões na pele 196 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 FERIDAS: Lesão superficial ou profunda que rompe as camadas da pele criando descontinuidade da mesma. ferida mais profunda que precisou de pontos cirúrgicos FERIDAS INCISAS: Ocasionadas por objetos cortantes. Apresentam bordos lisos, parede e fundo retos e sangram muito (ex: facas, giletes). ferida por faca FERIDAS PUNCTIFORMES: Provocadas por objetos pontiagudos como prego, sangram pouco. FERIDAS CONTUSAS: Provocadas por objetos contundentes. Apresentam bordos irregulares de parede e fundo infractuosos (ex: martelo). FERIDAS TRANSFIXIANTES: Ocasionadas por objetos que produzem geralmente um orifício de entrada outro para saída do objeto. Pode causar sérias lesões. ARRANCAMENTO: Há geralmente perda de substância. É o que ocorre no escalpe, onde há levantamento de couro cabeludo. ferida com arrancamento de pele 197 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 CONDUTA DO SOCORRISTA CONTUSÕES: Aplicação de bolsas de gelo ou compressas de água gelada nas primeiras 24:00h, além de repouso da parte atingida. contusão ESCORIAÇÕES: Assepsia do socorrista. Mãos lavadas com água e sabão neutro ou de coco representam ótima medida profilática. Lavar a ferida com água e sabão para evitar possível infecção. Aplique um anti-séptico não irritante (álcool iodado, mertiolate). Evite cobrir o ferimento. FERIMENTOS PROFUNDOS NO CRÂNIO OU NA FACE: Deite a vítima, afrouxe suas vestes e agasalhe-a. Cubra o ferimento com compressa ou pano limpo, sem pressionar. Não estanque o sangramento proveniente do nariz, ouvido ou boca. Neste caso, vire a cabeça da vítima para o lado da hemorragia. FERIMENTOS PROFUNDOS NO TORAX: Tampe o ferimento com chumaço de gaze ou pano limpo, para ivitar a penetração de ar. Fixe a compressa com cinto ou atadura, sem apertar. Procure socorro médico imediatamente. ferimento no tórax FERIMENTOS ABDOMINAIS ABERTOS: Não toque nas vísceras, nem tampouco tente recolocá-las no lugar. Cubra as vísceras com uma atadura úmida e limpa, firmemente, porém sem apertar demais. Agasale a vítima e remova imediatamente para o hospital. 198 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 QUEIMADURAS Lesões produzidas na pele, pela ação do calor sob qualquer das suas modalidades: agentes físicos, químicos ou biológicos e radioativos. CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS (QUANTO À PROFUNDIDADE): 1º grau: Vermelhidão da apele e ardência. 2º grau: Flictemas (bolhas d`água). 3º grau: Destruição parcial ou total dos tecidos. Quanto maior é a área corporal queimada, mais grave é o caso, já que há maior possibilidade de infecção e da instalação do estado de choque, exigindo, portanto, atendimento médico o mais rápido possível. ATENÇÃO: Não fure as bolhas existentes; Não toque na área queimada; Não use elementos gordurosos ou qualquer outra solução que não seja água limpa.Tratamento: Objetivo: Prevenir o estado de choque, proteger contra infecção e combater a dor. PRIMEIROS SOCORROS EM QUEIMADURAS LEVES: Retirar as roupas queimadas e sujas Lavar a região queimada com bastante água corrente ou soro fisiológico. Evitar colocar pomadas sem orientação médica. 199 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 PRIMEIROS SOCORROS EM QUEIMADURAS DE GRANDE EXTENSÃO: Mantenha a vítima deitada, se possível com as pernas elevadas. Lavar a região afetada com bastante água corrente. Cubra a região queimada com pano úmido e limpo para aliviar a dor. Aqueça a vítima para evitar o choque. Se estiver consciente, dê-lhe líquidos para beber (chá, café, água). Providenciar para que seja enviada o mais rápido possível para Centro de Tratamento de Queimados (C.T.Q). AVALIAÇÃO DE SANGRAMENTOS HEMORRAGIAS EXTERNAS : Tanto as lesões lacerantes, cortantes ou perfurantes, quanto os traumas fechados podem lesar vasos sanguíneos, sejam veias ou artérias. Para identificarmos a gravidade da lesão, devemos conhecer o trajeto dos grandes vasos do nosso corpo, como mostra o esquema a seguir: Os sangramentos arteriais são sempre mais perigosos, desde que consideremos vasos de mesmo calibre. A gravidade se dá pela capacidade do alto débito sangüíneo resultante da pressão arterial. A pressão sangüínea nas veias é muito menor, portanto o débito também é menor. Para diferenciarmos os tipos de sangramento externo, consideraremos três fatores: A cor do sangue A presença de pulso Arterial Venoso Capilar 200 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A forma de apresentação do sangramento Nas artérias o sangue é vermelho vivo e nas veias é vermelho escuro. Nas artérias existe pulso, nas veias não. Nas artérias o sangramento se dá em jatos intermitentes e nas veias o sangue escorre. Para estancarmos um sangramento arterial, é necessário vencermos o gradiente de pressão que é sempre muito maior que o das veias, portanto a compressão deverá ser mais vigorosa. ENTORSE Quando a articulação sofreu uma torção, provocando uma lesão nos nervos e ligamentos. É a distensão de ligamentos de uma articulação. CONDUTA: Evite movimentar a região atingida Aplique compressa de gelo, até posterior orientação médica Imobilização da região afetada como se fosse um caso de fratura Repouso, membro elevado Procure o médico. OBS. Não faça fricção, nem procure “esticar” a região lesada. LUXAÇÃO É o deslocamento da extremidade de um osso do nível de sua articulação. CONDUTA: · Imobilização · Nunca tentar reduzir (colocar no lugar) · Quando a luxação for no braço ou no ombro usar tipóia · Procurar o serviço médico especializado. 201 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 FRATURAS – TIPOS: FRATURA FECHADA: Quando não há rompimento da pele. Só o exame de RX pode comprovar a existência de fratura, mas desde que haja uma suspeita, deve ser tratada como tal. FRATURA EXPOSTA: Quando há rompimento da pele pelo osso quebrado. Cobrir o local com pano limpo, evitar movimentar o membro fraturado, colocar entre duas talas. Nos dois casos encaminhar para atendimento médico. CONDUTA: Imobilização, evitar o máximo movimentar a parte atingida para não agravar a fratura. Se a fratura for no pescoço ou na coluna, devemos Ter muito cuidado e este acidentado não deve ser movimentado, pois poderá provocar o rompimento dos nervos que são envolvidos pela parte óssea da coluna ou do pescoço. A imobilização deve ser feita com talas de papelão ou madeira, envolvidos em pano limpo, seco, ou algodão para não ferir a pele. Encaminhar para atendimento, ou aguardar o socorro especializado chegar ao local. 202 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TRANSPORTE DE ACIDENTADOS O transporte da vítima é de extrema importância e pode ser decisivo para a sua sobrevivência. Como regra básica, não se deve mover uma vítima do local do acidente até que todo o processo de remoção tenha sido devidamente organizado. No entanto a remoção deverá ser feita se: 1- Houver perigo de incêndio ou incêndio; 2- Houver materiais perigosos ou explosivos; 3- O local do acidente oferecer perigo a vítima ou ao socorrista; 4- A ambulância não puder chegar ao local. Uma vítima de ataque cardíaco provavelmente não necessitará ser removida, a menos que seja para posicioná-la no chão ou assoalho. Quando for necessário remover uma vítima, a velocidade de remoção dependerá do motivo. ATENÇÃO: A escolha da estratégia de transporte varia com a situação, riscos no local, número de socorristas e estabilidade da vítima. Antes de transportá-la verifique SEMPRE: Se está respirando; Se há hemorragia; Se há fraturas; Se existe traumatismo da coluna; Se houver fogo (afaste a vítima da área o mais rápido possível). O TRANSPORTE PODE SER EFETUADO: Nos Braços: Passar o braço da vítima sobre seus ombros atrás do pescoço. 203 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Por Apoio: Passe o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao redor de seu pescoço. Nas costas: Dê as costas para a vítima, passe os braços dela ao redor de seu pescoço, incline-a para frente e levante-a. Em cadeiras: Faça a cadeirinha conforme abaixo. Passe os braços da vítima ao redor do seu pescoço e levante a vítima. 204 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Em bloco (por várias pessoas): Transporte Tipo Bombeiro: Indicado: em vítima inconsciente. Para a mobilização do acidentado são necessárias três pessoas agindo simultaneamente. A primeira segura com firmeza a cabeça e o pescoço da vítima, para evitar que dobre o pescoço; A terceira segura pelos pés, evitando dobrar as pernas da vítima; Com um movimento simultâneo e sincronizado retiram a vítima do chão e a colocam em uma superfície plana e firme, imobilizando o pescoço, os braços e as pernas, antes do transporte. Mensagem ao socorrista: “O bom socorrista é aquele que pondera os seus passos, pois a vida de outrem depende da sua própria” 205 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 REFERÊNCIAS ARAÚJO Giovanni Moraes de . Normas Regulamentadoras Comentadas. 6ª edição, 2007. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS. NBR 5410- INSTALAÇÔES ELÈTRICAS DE BAIXA TENSÃO. 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS. NBR 5418- INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ATMOSFERAS EXPLOSIVAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS. NBR 5419- PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS. NBR13570-INSTALAÇÔES ELÉTRICAS EM LOCAIS DE AFLUÊNCIA DE PÚBLICO – REQUISITOS ESPECÍFICOS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS. NBR 14039 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE MÉDIA TENSÃO DE 1,0 kV a 36,2 kV CRUZ VERMELHA BRASILEIRA. Curso de formação de monitores apostilas. nºs 1,2,3 e 4 IIDA, Itiro. ERGONOMIA: PROJETO E PRODUÇÃO. São Paulo: Editora Edgard Blüccher. 2005. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NORMAS REGULAMENTADORAS. Disponível em: http:/www.mte.gov.br/normas regulamentadoras PEREIRA, Aderson Guimarães; POPOVIC, Raphael Rodriguez. Tecnologia em Segurança contra incêndio. 1ª Ed.2007. 184 pg. SANCHES, Clives Pereira( org.). Manual de Primeiros Socorros no Trânsito/ DETRAN-Go, 25 p. SOUZA, João José Barrico; PEREIRA, Joaquim Gomes . Manual de Auxílio na Interpretação e Aplicação da Nova NR- 10 .LTR, 2005.AMBIENTAIS DAS USINAS EÓLICAS A usina eólica contribui para a redução de emissão de gases causados pelas usinas hidrelétricas e termelétricas. Os principais impactos ambientais negativos das usinas eólicas temos: os sonoros e os visuais. 21 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Os impactos sonoros são devidos ao ruído dos rotores e variam de acordo com as especificações dos equipamentos. As turbinas de múltiplas pás são menos eficientes e mais barulhentas que os aerogeradores de hélices de alta velocidade. A fim de evitar transtornos à população vizinha, o nível de ruído das turbinas deve-se atender às normas e padrões estabelecidos pela legislação vigente. Os impactos visuais são decorrentes do agrupamento de torres e aerogeradores, principalmente no caso de centrais eólicas com um número considerável de turbinas, também conhecidas como fazendas eólicas. Apesar de efeitos negativos, como alterações na paisagem natural, esses impactos tendem a atrair turistas, gerando renda, emprego, arrecadações e promovendo o desenvolvimento regional. fazenda eólica na Califórnia aerogeradores turbinas de múltiplas pás (cataventos) Outro impacto negativo das centrais eólicas é a possibilidade de interferências eletromagnéticas, que podem causar perturbações nos sistemas de comunicação e transmissão de dados (rádio, TV, etc). Também podem prejudicar as aves, pois elas podem morrer cortadas pelas hélices. 1.5-USINA SOLAR Na usina solar, a energia da luz solar pode ser usada para aquecer água e transformá-la em vapor, o qual aciona as turbinas, ou pode ser convertida diretamente em energia elétrica, através de painéis recobertos com células fotoelétricas. 22 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 painéis recobertos com células fotoelétricas vista aérea de usina solar 1.5.1-ESQUEMA DE ENERGIA SOLAR O Rio grande do Norte vai abrigar uma usina de fotovoltaica( energia solar). 23 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.5.2-USINA SOLAR NA ESPANHA- PS 10 A energia solar é captada por painéis de silício para a produção de eletricidade. As usinas de painéis solares com potência suficiente para iluminar milhares de casas ainda são caras e têm baixa capacidade de armazenamento. Além disso, elas têm uma grande limitação: não funcionam à noite. Uma nova geração de usinas solares, chamadas de térmicas, vem se firmando como uma opção para produzir eletricidade com a ajuda do sol. Ao contrário das convencionais, que usam a luz para ativar painéis fotovoltaicos, as usinas térmicas utilizam o calor dos raios solares, refletidos por espelhos e captados por uma torre receptora. Esse calor é usado para aquecer um fluido, geralmente sal liquefeito, que permanece estocado em reservatórios em alta temperatura. Quando há demanda por eletricidade, o fluido é conduzido até um gerador e o vapor que ele desprende move uma turbina, produzindo eletricidade. O fluido é reaproveitado e, ao longo do dia, o conjunto de espelhos se movimenta para manter o melhor ângulo de captação da luz e do calor do sol. É uma tecnologia mais simples do que a empregada nas usinas fotovoltaicas. É semelhante ao usado nas termelétricas, com a enorme vantagem de não produzir poluição atmosférica. Há atualmente no mundo cerca de cinqüenta usinas solares térmicas em diferentes estágios de planejamento ou construção. A PS10, próxima a Sevilha, na Espanha, está em operação há um ano. Por enquanto, ela consegue armazenar o calor produzido durante meia hora. Quando novas tecnologias já em desenvolvimento forem utilizadas, prevê-se que usinas como a PS10 serão capazes de estocar calor por até vinte horas. O custo de construção das usinas solares é menor, e o aproveitamento da eletricidade gerada, maior. Uma usina solar térmica a ser construída no estado americano do Arizona, anunciada como a maior do mundo, vai produzir 280 megawatts de eletricidade. Para efeito de comparação, as maiores usinas fotovoltaicas hoje em operação produzem 20 megawatts. 24 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Markel Redondo/Landov Espelhos de uma usina solar térmica: movimento contínuo para procurar o melhor ângulo em relação ao sol No Brasil ainda não haja projetos de construção de usinas solares térmicas, apesar do país ter enorme potencial para se beneficiar delas. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a média diária de radiação solar que incide sobre o território brasileiro ao longo de um ano é de 5,5 quilowatts-hora por metro quadrado. Em regiões como o oeste da Bahia, a média é ainda maior. São índices equivalentes aos do Deserto do Saara. A Alemanha, um dos países que mais usam energia produzida a partir do sol, recebe, por metro quadrado de território, a metade da radiação solar verificada no Brasil. USINA SOLAR 1.6-USINA MARINHA 25 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Usina marinha: tubos gigantes de metal usam a força das ondas para produzir eletricidade Na Usina marinha, a energia vem dos mares. Existem vários projetos em andamento para utilizar as ondas, correntes e marés dos oceanos na produção de energia. Portugal será o primeiro país a inaugurar um parque energético marinho, na região de Aguçadoura, na costa norte. O sistema se compõe de três tubos de metal, cada um com 140 metros de comprimento e 700 toneladas, que bóiam na água. O balanço das ondas faz com que as diferentes seções do tubo se contraiam, impulsionando um fluido de alta pressão usado para mover motores hidráulicos. Estes por sua vez, movimentam um gerador, o qual produz eletricidade. A tecnologia foi desenvolvida por uma empresa escocesa. O Parque de Aguçadoura vai gerar 2,25 megawatts,ou seja, o suficiente para abastecer 1 500 casas. O Brasil também tem um projeto de usina marinha. Ele foi desenvolvido pelos pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Submarina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A usina deverá ser instalada no Porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, e utilizará a força das ondas para gerar 50 quilowatts de eletricidade, o suficiente para abastecer vinte casas. Estudos da UFRJ indicam que 8 500 quilômetros do litoral brasileiro têm potencial para suprir até 15% da demanda de energia do país. Por ser uma tecnologia em desenvolvimento, a energia marinha ainda é cara em comparação com outras fontes renováveis, como a energia eólica. Para que a energia gerada chegue ao centro consumidor sem perdas, é necessário elevar a energia gerada, através de transformadores elevadores de tensão. A vantagem que vem sendo apontada por especialistas no investimento nas usinas marinhas é o preço. O megawat da energia do mar custa US$ 1,2 milhão, pouco mais caro que o da hidrelétrica, de US$ 1 milhão, mas menor que o US$ 1,4 milhão estimado para a energia eólica. O potencial para a energia gerada no mar é muito grande”, lembra Maurício Tolmasquim, do Ministério de Minas e Energia. “Temos de avançar mais.” Geradores instalados no fundo do oceano em Pecém, produzem energia a partir do movimento das correntes marítimas 26 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ONDAS NO CEARÁ Módulos que geram energia com a movimentação das ondas vão atender a demanda do porto de Pecém. Estima-se que, juntos, Maranhão, Pará e Amapá, possam produzir 27 mil megawatts de energia, mais do que o dobro que os 12 mil megawatts gerados pela usina hidrelétrica de Itaipu. Os especialistas dizem que o mundo tem condições para produzir até dois milhões de megawats de eletricidade marítima, suficientes para atender, com energia limpa, toda a demanda de o planeta.1.7-Transmissão de Energia Elétrica A energia elétrica gerada nos diferentes tipos de usinas é transportada através de linhas chamadas: linhas de transmissão. Este transporte é efetuado em corrente alternada com freqüência de 60 Hz (Hertz), por condutores instalados em torres de transmissão. As tensões mais usuais em corrente alternada nas linhas de transmissão são: 69 kV, 138 kV, 230 kV, 400 kV e 500 kV. A partir de 500 kV, existe a necessidade de um estudo econômico para verificar a viabilidade. 27 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 LINHAS DE TRANSMISSÃO EM 1901- Trabalhadores durante café da manhã na linha de transmissão entre a Usina Hidrelétrica Parnaíba e a subestação Paula Souza. São Paulo, Guilherme Gaensly, 1901. Acervo Fundação Energia e Saneamento 1.8-SUBESTAÇÃO DE TRANSMISSÃO A energia trifásica sai do gerador e segue para a subestação de transmissão na usina elétrica. A subestação utiliza grandes transformadores para elevar a tensão do gerador (que está em um nível de milhares de volts) até tensões extremamente altas, para a transmissão de longa distância, através da rede de transmissão. subestação em uma usina elétrica Você pode ver, ao fundo, várias torres com três cabos saindo da subestação. As tensões típicas para a transmissão de longa distância variam de 155 mil a 765 mil volts. Esse nível de tensão visa reduzir as perdas nas linhas. A distância máxima de uma transmissão típica é de aproximadamente 483 km. As linhas de transmissão são constituídas de enormes torres de aço. 28 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Todas as torres da figura possuem três cabos, sendo um para cada fase. Muitas torres possuem cabos extras correndo ao longo de seu topo. Estes são cabos aterrados (denominados pára-raios ou cabo-guarda) e eles estão lá principalmente em uma tentativa de atrair raios. PÁRA-RAIOS 29 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.9-Distribuição de Energia Elétrica A energia elétrica após ser recebida em subestações de transmissão, é recebida pela subestação de distribuição, que tem a função de abaixar a tensão fornecida pelas usinas geradoras, para ser distribuída em rede aérea (postes, condutores, estruturas de sustentação, transformadores de distribuição, equipamentos de proteção e manobra), e em rede subterrânea (dutos, caixas, câmara transformadora, transformadores de distribuição, equipamentos de proteção e manobra). O local onde ocorre a redução da "transmissão" para a "distribuição" é a subestação de distribuição. Os transformadores de distribuição abaixam os valores de tensão a níveis adequados ao consumo, as redes (secundárias) de baixa tensão, que serão ligadas a cada consumidor. 1.10-UMA SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO TEM: Transformadores que reduzem a tensão de transmissão (de uma faixa de dezenas ou centenas de milhares de volts) para a tensão de distribuição (geralmente de menos de 10 mil volts); Um "barramento" que pode direcionar a energia para várias cargas; Disjuntores e chaves, visando desconectar a subestação da rede de transmissão ou desligar linhas que saem da subestação de distribuição quando necessário. Uma subestação de pequeno porte( caixa cinza é um transformador 30 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Na foto da outra folha, à esquerda tem a linha de energia que chega da rede de transmissão e um conjunto de chaves associado a essa linha. À direita tem um barramento de distribuição e mais três reguladores de tensão. As linhas de transmissão entrando na subestação e passando pelas chaves na torre As chaves na torre e o transformador principal e o barramento de distribuição 31 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.11-BARRAMENTO DE DISTRIBUIÇÃO A energia segue do transformador para o barramento de distribuição: O barramento distribui a energia para dois conjuntos separados de linhas de distribuição em duas tensões diferentes. Os transformadores menores conectados aos barramentos estão reduzindo a tensão para o valor padrão (geralmente 7.200 volts) para um conjunto de linhas, ao passo que a parte da energia segue na outra direção, na tensão maior do transformador principal. A energia deixa essa subestação em dois conjuntos de três cabos, cada um em uma direção diferente: 32 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Os cabos entre esses dois postes são os "cabos dos cabos" para suporte. Eles não transportam corrente. Na figura acima: os três cabos no alto dos postes são os três cabos para a energia trifásica. O quarto cabo mais abaixo é o fio terra. Em alguns casos poderá haver cabos extras, como fios de telefone ou TV a cabo, os quais utilizam os mesmos postes. Essa subestação em particular produz dois níveis de tensão. A tensão mais alta precisa ser reduzida novamente, o que geralmente acontecerá em outra subestação ou em transformadores menores em algum lugar da linha. Por exemplo, você freqüentemente vê uma grande caixa verde (talvez de 1,8 m de um lado) próximo a um conjunto de cargas. Ela está realizando a função de redução da tensão para estas cargas. 33 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.12-BANCO REGULADOR Você também vai encontrar os bancos de reguladores localizados ao longo da linha, tanto subterrânea como aérea. Eles regulam a tensão da linha para evitar condições de subtensão e sobretensão. Um típico banco regulador Na parte superior da foto acima, estão três chaves que permitem que esse banco de reguladores seja desconectado para manutenção quando necessário: Nesse ponto, temos uma linha típica com tensão em torno de 7.200 volts, passando pelo bairro em três cabos (com um quarto cabo-terra, na parte de baixo do poste): 34 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.13-TERMINAIS Uma casa precisa de apenas uma das três fases, então é comum você ver três cabos, e terminais para uma ou duas das fases escoarem pelas ruas laterais. Na foto abaixo, é ilustrado um terminal trifásico para um bifásico, com duas fases sendo derivadas para a direita: Aqui está um terminal bifásico para um monofásico com somente uma fase correndo pela direita: 35 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.14-Consumo de Energia Elétrica Entende-se por consumidor todo tipo de instalação que faz uso de energia elétrica. Seja residencial ou comercial. Observações: A NR-10 estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. A norma deve ser aplicada em todo SEP (Sistema Elétrico de Potência), ou seja, nas fases de geração, transmissão, distribuição e consumo. Os diferentes níveis de tensão são classificados na norma da seguinte maneira: - Extra baixa tensão: É considerado extra baixa tensão, a tensão não superior a 50V em corrente alternada, entre fases ou fase e terra, ou 120V em corrente contínua. - Baixa tensão: Considera-se baixa tensão, a tensão inferior a 1000 V em corrente alternada, ou 120V em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada entre fases ou entre fase e terra, ou 1500 V em corrente contínua. -Alta tensão: Considera-se alta tensão, a tensão superior a 1000 V em corrente alternada entre fases ou entre fase e terra, ou 1500 V em corrente contínua. 36 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 1.1.4.1- ELETRICIDADE PARA SER CONSUMIDANAS CASAS Finalmente o cabo leva a energia até sua casa. Do lado de fora de uma casa existe um conjunto de postes com um condutor fase (de 7.200 volts) e um fio condutor terra (embora às vezes haja duas ou três fases no poste, dependendo de onde a casa está localizada na rede de distribuição). Em cada casa, há um transformador conectado ao poste, assim: Em muitos bairros, as linhas de distribuição são subterrâneas e há caixas verdes de transformadores em cada uma ou duas casas. Aqui estão alguns dos elementos presentes no poste: O trabalho do transformador é reduzir os 7.200 volts para os 240 volts usados nas instalações elétricas residenciais normais. 37 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Repare na foto acima tem um cabo exposto descendo pelo poste que é o fio terra. Todo poste tem que ter um. Repare na instalação de um poste e perceberá que a extremidade do cabo exposto está conectada a uma haste na base do poste e, por isso, está em contato direto com a terra, percorrendo de 1,8 a 3 m no subsolo. Se você examinar o poste, verá que o fio terra que corre entre os postes está conectado a uma ligação direta com o solo; Tem dois cabos saindo do transformador e três cabos entrando na casa. Os dois cabos do transformador são isolados e o terceiro é exposto. O cabo exposto é o fio terra. Os dois cabos isolados possuem cada um 120 volts, mas estão 180 graus defasados, então a diferença entre eles é de 240 volts. Essa configuração permite que o proprietário da casa use tanto os aparelhos de 120 volts como os de 240 volts. O transformador é enrolado neste tipo de configuração: Os 240 volts entram em sua casa através de um típico wattímetro como este: 38 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 O medidor permite que a empresa de energia cobre a você os seus gastos com a energia elétrica. 2. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Este aspecto é muito importante, porém pouco difundido nas empresas e no local de trabalho. A aplicação do conhecimento sistêmico na organização do trabalho favorece de modo que a monotonia, fadiga e erros sejam reduzidos, e se criem ambientes mais cooperativos e motivadores. Um dos maiores problemas dos trabalhadores modernos é o estresse, causado principalmente pelas competições, exigências e conflitos. O estresse até certo ponto, podem ser reduzidos pela correta definição e atribuição de tarefas, seleção e treinamento, estabelecimento de planos salariais e de carreira e, principalmente, por um relacionamento franco, sincero e saudável entre os trabalhadores e a administração da empresa. 2.1 - ESTRESSE O estresse pode ser de natureza física, psicológica ou social. Ele é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se forem intensas ou de grande duração, podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação a situações novas. O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras como por exemplo: a depressão na morte de um parente. O excesso de estresse pode causar desde dores pelo corpo e queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas no coração. O fato de um evento emocional como o estresse afetar o organismo se deve ao íntimo relacionamento entre o sistema imunológico (defesa), sistema nervoso (controle) e sistema endócrino (hormonal). Por isso um estresse intenso pode afetar qualquer um desses sistemas levando à diversidade dos sintomas do estresse. 39 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 2.1.1SINTOMAS GERAIS: As reações gerais do estresse afetam muito o organismo, fique atento aos sintomas: a)FÍSICOS Dores de cabeça, indigestão, dores musculares, insônia, indigestão,taquicardia,alergias, queda de cabelo, mudança de apetite, gastrite, dermatoses, esgotamento físico. b)PSICOLÓGICOS Apatia, memória fraca, tiques nervosos, isolamento, sentimentos de perseguição, desmotivação, autoritarismo. Irritabilidade, emotividade acentuada, ansiedade. 2.1.1.1ESTRESSE SOCIAL PODE MATAR Pesquisadores americanos descobriram que o estresse social pode dar início a um processo de destruição do sistema imunológico, levando à morte. Esta foi à conclusão de uma pesquisa feita com ratos, onde detectou-se que o estresse pode estimular à inflamações perigosas. A descoberta, de acordo com os pesquisadores, pode ser muito importante para os seres humanos. 2.1.1.2-ESTRESSE DIMINUI ASSIDUIDADE NO TRABALHO Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o estresse está levando os funcionários de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho. O estresse é mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo ou trabalham com situações de risco iminente. As pessoas que trabalham em eletricidade estão envolvidas com o risco de vida o tempo todo, tem prazos pequenos para grandes serviços, o que acarreta um alto nível de estresse. estresse 40 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 2.2- PROGRAMAÇÃO E PLANEJAMENTO DOS SERVIÇOS Um trabalho deve ser organizado de modo que as tarefas e responsabilidades de cada trabalhador estejam claramente definidas, em um ambiente descontraído e um clima amistoso entre os colegas e os superiores, tende a reduzir os acidentes. Antes do início do trabalho deve ser feita uma reunião explicativa, abordando todos os aspectos do trabalho e informando a posição e tarefa de cada membro da equipe. Os Diálogos de Segurança (DDS) são oportunidades para que se implante a cultura de segurança nas diversas áreas de trabalho, desenvolvendo nas pessoas o hábito da conversa sobre assuntos relativos a saúde e segurança do trabalho. São reuniões rápidas de aproximadamente 5 a 10 minutos realizadas no local de trabalho para discutir assuntos relativos aos riscos e prevenção dos mesmos, bem como discutir acidentes e incidentes ocorridos. Exemplo de DDS: LOCK OUT E TAG OUT Ao fazer manutenção ou outras intervenções em máquinas ou equipamentos que possam ser energizados ou movimentados inadvertidamente por outro colaborador, devem ser usados cadeados de segurança e cartões de advertência. O cadeado de segurança deve ser colocado e retirado pela mesma pessoa que esteja sujeito ao acidente se a máquina viesse a ser acionada. Quando dois ou mais colaboradores executarem serviços diferentes no mesmo equipamento, todos devem colocar seus cartões. Ao terminar o trabalho cada um retira seu próprio cartão, de forma a liberar o equipamento somente quando o último colaborador tiver concluído o seu serviço. Todos devem respeitar os cartões de segurança e não energizar e/ou acionar a máquina enquanto os cartões estiverem fixados na mesma.” Quando o serviço for programado para vários dias, todo dia deve ser feita uma reunião com a finalidade de atualizar o andamento da tarefa e discutir eventuais problemas não previstos. O local do serviço deve ser inspecionado previamente, para que evitemos surpresas de última hora. A cada mudança na tarefa, o local deve ser novamente visitado, para constatação da viabilidade de execução. 41 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TRABALHO NOTURNO São freqüentes as queixas de trabalhadores noturnos em relação à azia, dores abdominais, constipação e flatulência. Esses sintomas podem se agravar e chegar a uma gastrite crônica ou úlcera. Isso porque nosso sistema digestivo está preparado para trabalhar melhor durante o dia", A questão dos horários e turnosde trabalho também tem uma forte influência, devido aos ciclos cicardianos*. Além disso, o trabalhador, no turno da noite, não tem tanta assistência como no turno diurno, pois determinados setores da empresa só funcionam durante o dia. Esses trabalhadores noturnos, em geral, também têm menor contato social e isto aumenta a monotonia, tornando-os mais suscetíveis a acidentes. Os trabalhos noturnos com eletricidade, só devem ser planejados como medida de emergência corretiva, sendo evitados de toda forma. * CICLOS CICARDIANOS – O organismo humano apresenta oscilações em quase todas as suas funções fisiológicas com um ciclo de 24 horas. Daí o nome cicardiano, derivado do latim, circa dies significando cerda de um dia. Assim por exemplo, o rim produz menos urina durante a noite e sua composição noturna é diferente daquela diurna, sendo mais ácida à noite. O ciclo cicardiano, bem como os demais indicadores fisiológicos, são comandados pela presença de luz solar. Assim, mesmo no caso de trabalhadores que trabalham à noite e dormem durante o dia, esse ritmo mantém-se quase inalterado, havendo apenas pequenas adaptações, que demoram cerca de 2 semanas para ocorrer. 2.3-TRABALHO EM EQUIPE Dentro de um grupo, cada pessoa pode ter um objetivo próprio. Em alguns casos, o objetivo do grupo pode ser simplesmente a soma daqueles objetivos individuais. Em outros casos, o grupo deve ter um objetivo em comum. (No futebol, chegar ao gol). Isto significa que cada pessoa deve fazer certas concessões para se adaptar a esse objetivo global. Pode haver negociações dentro do grupo, em que uns perdem e outros ganham, para se chegar a um consenso. Em outros casos, o objetivo do grupo é imposto por um fator externo como uma Ordem de Serviço de uma empresa. Nesse caso, a margem de negociação pode ser muito pequena, ou mesmo nula, como no caso das ordens militares. 42 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 O trabalho em equipe possibilita a troca de conhecimento e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados. Em geral, as pessoas fixam objetivos diferentes quando trabalham individualmente ou em grupo. As pessoas que trabalham individualmente costumam fixar um nível mais alto, que aqueles em grupo, quando há diluição das responsabilidades. Além disso, em grupo, as pessoas acreditam que é mais importante causar uma boa impressão, do que assumir responsabilidade. Essa responsabilidade reduz-se ainda mais quando há rigidez nas ordens e comandos recebidos. Uma pessoa que simplesmente cumpre ordens, de certa forma, sente-se descompromissada com os objetivos. Esses objetivos são “dos outros” e não os seus próprios. É necessário haver uma coordenação adequada para que os esforços individuais não se distanciem dos objetivos do grupo. Sem essa coordenação, cada indivíduo atuará de forma que lhe pareça mais conveniente, nem sempre convergente com o objetivo. (Cada jogador chuta para um lado e não atinge o gol). A principal vantagem do trabalho em grupo está no aproveitamento dos diferentes conhecimentos profissionais. Para os projetos complexos é necessário contar com a colaboração de diversos tipos de profissionais, como eletricistas montadores, mufeiros, eletricista de manutenção, etc. Cabe, então ao coordenador do grupo, conjugar esses diferentes talentos, a fim de atingir o resultado pretendido. 2.4 – OS 10 ERROS NO TRABALHO EM EQUIPE: 1-Fazer fofoca de colegas ausentes; 2-Não colaborar com o trabalho em equipe. 3-Se achar melhor do que seus colegas; 4- Deixar conflitos pendentes; 5- Ficar de cara amarrada; 6-Não se relacionar com os colegas; 43 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 7-Não ouvir os colegas; 8-Não respeitar a diversidade; 9-Brincadeiras na hora do trabalho 10-Não ter humildade para perguntar aquilo que tem dúvida na execução da tarefa. O trabalho em equipe traz benefícios para todos. 2.5 PRONTUÁRIO E CADASTRO DAS INSTALAÇÕES Trata-se de um documento na forma de um manual que estabelece o sistema de segurança elétrica da empresa. O PIE sintetiza o conjunto de procedimentos, ações, documentações e programas que a empresa mantém ou planeja executar para proteger o trabalhador dos riscos elétricos. Toda a empresa com potência instalada superior a 75 kW deve mantê-lo atualizado. De acordo com a Norma Regulamentadora 10 (NR-10) ítem 10.2.6, o Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços com eletricidade. Neste documento deverão constar as informações abaixo: Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a NR 10 e descrição das medidas de controle existente. Documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos; Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determinação da NR-10; Documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; Resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; 44 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; Relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de adequações, contemplando os itens de “a” até “f”. As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item descrito acima e acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: h) descrição dos procedimentos para emergências; e i) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual; As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência devem constituir prontuário contemplando os itens “a”, “c”, “d”, “e” “h” e “i”. Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. Prontuário de Instalações Elétricas 2.6 MÉTODOS DE TRABALHO De acordo com a NR-10 os métodos de trabalho deverão ser constituídos dos seguintes itens: 10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional qualificado e habilitado. 10.11.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados. 45 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais. 10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, quando houver. 10.11.5 A autorização referida deve estar em conformidade com o treinamento ministrado do Curso Básico – Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade, com bom aproveitamento. 10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos. 10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsávelpela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. 10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 46 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 2.7 COMUNICAÇÃO A comunicação também é de extrema importância na organização do trabalho, pois é através dela que o serviço é discutido e entendido pelos executantes. Ela deverá anteceder todo serviço. Faz parte da comunicação o sistema de sinalização, pois desta forma é compreendido pelos demais habitantes do local o tipo de serviço realizado e a segurança devida. sinalização indicando perigo adentrar nesta área Toda a área envolvida deverá ser informada anteriormente do serviço em eletricidade, para que haja interação dos riscos e perigos da atividade, além de melhor compreensão evitarmos possíveis acidentes. É indicada a elaboração de documento para esta finalidade onde sejam recolhidas assinaturas dos responsáveis pela área e liberação do serviço. É recomendado também que este documento seja fixado no local do serviço e que esteja visível. Um exemplo bem utilizado é a PT (Permissão de Trabalho). 47 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Modelo de PT 2.7.1-ORDEM DE SERVIÇO ( OS) Para cada serviço executado em eletricidade deverá se emitir uma ordem se serviço. A Ordem de Serviço é atribuída, emitida, geralmente pelo Supervisor da Manutenção. A Ordem de Serviço típica é documentada, em impresso próprio; sempre que possível antes da realização do serviço. O correto preenchimento de todos os campos do formulário assegura a adequação de todo o processo. É responsabilidade do Supervisor, incluindo a coleta das assinaturas competentes. 48 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 49 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 3 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS Os trabalhadores em serviços que envolvam eletricidade devem possuir uma postura diferenciada dos demais, pois o perigo é iminente. A eletricidade é um fenômeno que não tem cheiro, cor ou qualquer tipo de ruído, por isto a vital importância da segurança e conhecimento técnico da tarefa. O que podemos citar como um aspecto comportamental são os “atos fora do padrão”, que é um termo usualmente da segurança do trabalho. Eis alguns exemplos: - Não usar os Equipamentos de Proteção Individual durante a execução da tarefa; - Iniciar um serviço sem a Permissão de Trabalho (PT) ou APT (Análise para permissão de trabalho) preenchida e assinada; - Usar equipamento ou ferramenta de modo incorreto, defeituoso ou improvisado; - Instalar carga de forma incorreta; - Não sinalizar ou advertir sobre o risco da operação que está sendo realizada; - Operar equipamento sem autorização e ou habilitação específica; - Fazer brincadeiras; - Trabalhar sobre a influência de álcool ou drogas; - Realizar manutenção de equipamentos em movimento / operação; - Adotar uma posição inadequada para o trabalho, etc. Historicamente temos os seguintes índices de ações e comportamentos: Ações conscientes e tencionais.............................20% Comportamento de costumes................................60% Comportamento automático e reflexivo................20% Como podemos observar o comportamento de costumes é a maior causa de acidentes dentro do aspecto comportamental. O famoso jeitinho ou “sempre fiz assim e deu certo” prevalece como causa importante de acidentes. Por este motivo a cultura de segurança deve ser difundida e os procedimentos de segurança e execução do serviço específico devem ser observados e cumpridos. 50 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Soldador com máscara de papel!!! IMPROVISAR NÃO DÁ CERTO É ARRISCAR SUA VIDA POR POUCO! Escada de alumínio, falta os EPIs!!!!! Cadê a segurança? 51 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 4 CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA SERVIÇOS. Trata-se de condições onde o cuidado com a segurança deve ser redobrado. A NR-10 no seu item 10.6 – Segurança em instalações energizadas - determina: 10.6.3 – Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência que possa colocar os trabalhadores em perigo. Outros casos seguem abaixo: 4.1-UMIDADE Os princípios que fundamentam as medidas de proteção contra choque elétrico em áreas que apresentam umidade esta relacionada a diversos fatores que, no conjunto devem ser considerados na concepção e na execução das instalações elétricas. Cada condição de influência externa designada compreende sempre um grupo de fatores como: meio ambiente, utilização e construção das edificações. Como há uma tendência de se associar à idéia de influencias externas a fatores como temperatura ambiente, condições climáticas, presença de água e solicitações mecânicas, é importante destacar que a classificação aqui apresentada sobre uma gama muita mais extensa de variáveis de influências, todas tendo seu peso em aspectos como seleção dos componentes, adequação de medidas de proteção, etc. Por exemplo, a qualificação das pessoas (sua consciência e preparo para lidar com os riscos da eletricidade), situações que reforçam (pele seca) ou prejudicam (pele molhada, imersão) a resistência elétrica do corpo humano. O contato das pessoas com o potencial da terra está definido na tabela 20(N-BR 5410-2004). 52 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DE CONTATO DE PESSOAS COM A ELETRICIDADE Por exemplo, a tabela 04 (NBR 5410-2004) apresenta condições climáticas do ambiente. São níveis classificados pela norma, mas só isto não configura o risco, devemos também analisar a tabela 19 (NBR 5410-2004) que estabelece uma resistência média do corpo humano sob condições controladas e também conhecer a tabela 20 (NBR 5410-2004) na qual diz do contato das pessoas com o potencial para terra. 53 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 TABELA CONTATO DAS PESSOAS COM O POTENCIAL DE TERRA. 54 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Para ocorrer o choque elétrico é necessário o contato com parte energizada (entrada) e contato simultâneo com outra parte energizada ou com a terra (saída), denotando-se uma diferença de potencial, propiciando a passagem de corrente elétrica no corpo humano. A NR 10 orienta que se utilize o Diferencial residual para que em caso de corrente de fuga, a descarga seja feita para o solo, não acarretando choques no trabalhador. 55 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 4.1.1-ESQUEMA DE ATERRAMENTO No caso “a” da figura a seguir podemos observar que se massa for energizada acidentalmente por alguma falha no isolamento ou mesmo pelo acúmulo de eletricidade estática, a corrente escoará para terra pelo corpo do trabalhador. fig A No caso “b” a corrente circulará pelo aterramento de proteção, impedindo a circulação de corrente pelo corpo o trabalhador e a incidência de choques elétricos. 56 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 fig B 4.1.3-EQUIPOTENCIALIZAÇÃO Conjunto de medidas necessárias para minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas. 57 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 A equipotencialização é o conjunto de medidas que visam minimizar as diferenças de potenciaisentre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações, rede de dados...) prevenindo acidentes com pessoas e os danos às instalações elétricas. DEVIDAMENTE EQUIPOTENCIALIZADO E ATERRADO TRAZENDO SEGURANÇA PARA O TRABALHADOR EXECUTAR SUA TAREFA SEM RISCOS DE CHOQUE ELÉTRICO EM CASO DE CORRENTE DE FUGA. A)CONDIÇÕES DE EQUIPOTENCIALIZAÇÃO: Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação sejam eles o do quadro de distribuição de energia; O quadro geral de baixa tensão, o distribuidor geral de rede telefônica o da rede de comunicação de dados deverão ser interligados formando um só aterramento. 58 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Todas as massas metálicas de um prédio como ferragens estruturais, grades, guarda corpos, corrimãos, portões, base de antenas deverão ser interligadas ao aterramento; As tubulações, hidrantes, eletrodutos deverão ser interligados ao aterramento de forma conveniente; Os aterramentos deverão ser realizados em anel fechado, malha ou pelas ferragens estruturais das fundações da edificação quando for eletricamente contínua (maioria); Os terminais terra que existem nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que deverá estar distribuído por toda a instalação; No quadro de distribuição deverá ser instalado um diferencial residual (DR) para no caso de correntes de fuga não causar choques; Todos os terminais terra devem ser ligados ao BEP (barramento de equipotencialização principal) pelo condutor de proteção PE. Quadro elétrico com os barramentos de terra, neutro e DR ADMITE-SE QUE OS SEGUINTES ELEMENTOS ESTEJAM EXCLUÍDOS DAS EQUIPOTENCIALIZAÇÕES: - Suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal; - Postes de concreto armado em que sua armadura não seja acessível; - Massas que, por suas reduzidas dimensões (até aproximadamente 50 mm x 50 mm) ou por sua disposição, não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano, desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável. 59 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 ALGUNS PROBLEMAS CAUSADOS PELA FALTA DE EQUIPOTENCIALIZAÇÃO (DIFERENÇA DE POTENCIAIS) EM ATERRAMENTOS DE UMA MESMA INSTALAÇÃO: - Riscos de choque; - No caso da isolação de um dos equipamentos se romperem gera uma diferença de potencial entre a carcaça e o equipamento em relação ao aterramento e pode ocorrer um circuito fechado no toque simultâneo entre o equipamento com isolação danificado e o outro equipamento ou aterramento. Assim uma corrente de falta flui pelo corpo da pessoa que toque no equipamento, tomando um choque que poderá causar danos fisiológicos à pessoa; tomada sem aterramento 4.1.3.1-SISTEMAS DE ATERRAMENTO UTILIZADOS: 4.1.3.1.1-SISTEMA TN No esquema de aterramento TN, o neutro que vem do transformador e o fio terra são ligados a uma única haste de aterramento ou a um conjunto de hastes interligadas. Dali segue para o quadro de distribuição. No Brasil este é o sistema mais utilizado nas residências. O sistema TN PODE SER: A) TN-S- terra e neutron separados B) TN-C-S - neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. 60 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 C) TN-C- as funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. SISTEMA TN A) SISTEMA TNS O condutor e o neutro e o de proteção são separados ao longo de toda instalação B)SISTEMA TN-C-S As funções do neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação. 61 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 C)SISTEMA TN-C As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação. 4.1.3.1.2 -SISTEMA TT Um ponto da alimentação é diretamente aterrado, estando às massas de instalação ligadas a eletrodutos de ATT eletricamente distintos do eletroduto de ATT da alimentação. No esquema de ligação TT, o NEUTRO do transformador é ligado a uma haste de aterramento localizada entre o transformador e o padrão de entrada. 62 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 Este neutro segue para o quadro medidor e dali para o quadro de distribuição. O fio terra é ligado à outra haste de aterramento dentro do terreno da casa e então, segue para o quadro de distribuição. A partir do Quadro, terra e neutro são distribuídos para os circuitos da casa. 4.1.3.1.3 - SISTEMA IT Não possui qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado, estando aterradas as massas da instalação. Todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto de alimentação é aterrado através da impedância No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância. As massas da instalação são aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades: 63 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 - Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente; - Massa aterrada em eletrodos de aterramento próprio seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação. O neutro pode ser ou não distribuído Ex.1: Sem aterramento da alimentação Ex.2: Alimentação aterrada através de impedância O sistema IT é muito utilizado em CPDs, UTIS, indústrias, em todos os lugares onde não pode haver falta de energia. OBS: Resistência- é a oposição a passagem de elétrons em corrente contínua. Impedância- resistência em corrente alternada O aterramento da fonte é realizado através da impedância com um valor elevado, com isto limita-se a corrente de falta a um valor desejado de forma a não permitir que o sistema desligue na primeira falta. TABELA DE RESISTÊNCIA DO SOLO PARA ATERRAMENTO RESISTÊNCIA DO SOLO TIPO DE SOLO R (OHM – M) PANTANOSO 30 TERRA ARGILOSA 100 TERRA ARENOSA 200 TERRA DE CERRADO ÚMIDA 500 TERRA DE CERRADO ARENOSA SECA 1000 SOLO ROCHOSO 3000 64 MATERAIL DIDÁTICO Escola Técnica Electra – SEP – NR10 É importante considerar as condições locais, a natureza do terreno e a resistência de contato de aterramento. O aterramento depende das condições ambientais. Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável devemos medir a corrente e a queda da tensão provocada por ela. Sendo assim, basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros, de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. A resistência de contato tem a resistência do solo como fator importante. (Usar o terrômetro para verificar o tipo de solo) Terrômetro digital terrômetro analógico O Alicate Terrômetro Digital portátil permite que os usuários façam a medição da resistência da terra sem o contato das hastes . Os alicates terrômetros digitais são usados em sistemas multi-aterrados sem desconectar o condutor. Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. Quando são profundos, usam-se tubos de ferro galvanizado em geral de ¾, ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre, depositada eletroliticamente (copperweld), de grande comprimento, cravados no solo. Já no aterramento superficial usam-se cabos condutores ou chapas, enterrados a uma profundidade média de 0,50m.