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Direito e Moral
→ Teoria dos Círculos Éticos:
→ Concêntricos:
Direito e moral como equivalentes, visão naturalista que se baseia em Direitos Naturais
(universais e atemporais) , questão que não condiz com a real natureza do Direito, que se
demonstra um elemento construído socialmente e, portanto, representativo de seu
correspondente contexto histórico social (espelho dos valores de determinada sociedade em
determinada época). → Não concebe o multiculturalismo.
→ Separados:
Separa totalmente a moral do Direito, visão positivista baseada na utilização do método
científico (distanciamento sujeito X objeto) e racionalização do pensamento (afastamento da
metafísica) e das relações sociais (Contratualistas, Direito como mecanismo de controle).
Contudo, a visão apenas dogmática (teórica) do Direito pode ser perigosa e alavancar a
ascensão de Estados totalitários e ameaça a democracia ao abrir mão do senso social de
justiça. → O Direito reforça certas questões morais, conversando com a ideia de justiça,
ignorar a moral é ignorar o debate sobre justiça.
→ Secantes:
Direito e moral com certos pontos de intersecção ao mesmo tempo que mantém um grau
de independência entre si, visão pós-positivista. Surge após a segunda guerra mundial e
serve de embasamento nos processos de redemocratização e na construção dos Direitos
Humanos, que são posteriormente incorporados nas cartas magnas da maioria dos países.
Contudo, ainda há críticas em certos pontos, como: a insegurança jurídica decorrente da tênue
fronteira entre moral e Direto (limites não claros); a relativização e poder arbitrário concedido
aos juízes, aliado ao poder das jurisprudências (jusritocracia e hipertrofia do judiciário); e,
também, o medo e preconceito globalizado crescente desde a instauração da Guerra ao
terror (após a queda das torres gêmeas), reação conservadora.
→ Diferenciação entre Direito e Moral:
Bilateralidade: O Direito possui uma visão bilateral (dá ao sujeito ativo o direito de exigir e
o passivo possui a obrigação de cumprir o instituído por lei). → Intersubjetividade entre
agentes sociais.
A moral é unilateral pois dirige-se apenas às ações do próprio indivíduo, sem relacionar
com o efeito sobre o outro ou sobre a coletividade.
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Heteronomia: O Direito é advém de outrem e atinge à todos os indivíduos da sociedade,
não dependendo da concordância das partes para agir. → impositivo.
A moral é autônoma, pois exige que o próprio indivíduo concorde com a imposição moral
para, então, inseri-la ao seu comportamento.
Maior coercitividade: O Direito é mais coercitivo e coativo por possuir uma sanção mais
severa e agravante (concreta).
A moral não possui uma punição via de regra alinha-se com a psique e emocional do
indivíduo.
Sanção organizada: O Direito possui sanções organizadas, predefinidas e aplicadas por
instituições competentes e pelo Estado.
Porém, a moral possui sanções difusas, que são espontâneas, imprevisíveis e podem ser
aplicadas por qualquer sujeito.
Exterioridade: O Direito é exterior pois exige um certo alinhamento de fatos concretos
para sua aplicação.
Já a moral se atribui à subjetividade do indivíduo, sua psique.
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