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Art. 719. Quando este Código não estabelecer procedimento 
especial, regem os procedimentos de jurisdição voluntária as 
disposições constantes desta Seção.
 Art. 720. O procedimento terá início por provocação do 
interessado, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, 
cabendo-lhes formular o pedido devidamente instruído com 
os documentos necessários e com a indicação da providência 
judicial.
 Art. 721. Serão citados todos os interessados, bem como 
intimado o Ministério Público, nos casos do art. 178 , para 
que se manifestem, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias.
 Art. 722. A Fazenda Pública será sempre ouvida nos casos 
em que tiver interesse.
 Art. 723. O juiz decidirá o pedido no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. O juiz não é obrigado a observar critério de 
legalidade estrita, podendo adotar em cada caso a solução 
que considerar mais conveniente ou oportuna.
 Art. 724. Da sentença caberá apelação.
Art. 725. Processar-se-á na forma estabelecida nesta Seção o 
pedido de:
I - emancipação;
II - sub-rogação;
III - alienação, arrendamento ou oneração de bens de crianças 
ou adolescentes, de órfãos e de interditos;
IV - alienação, locação e administração da coisa comum;
V - alienação de quinhão em coisa comum;
VI - extinção de usufruto, quando não decorrer da morte do 
usufrutuário, do termo da sua duração ou da consolidação, e 
de fideicomisso, quando decorrer de renúncia ou quando 
ocorrer antes do evento que caracterizar a condição 
resolutória;
VII - expedição de alvará judicial;
VIII - homologação de autocomposição extrajudicial, de 
qualquer natureza ou valor.
Parágrafo único. As normas desta Seção aplicam-se, no que 
couber, aos procedimentos regulados nas seções seguintes.
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser 
rescindida quando:
§ 4º Os atos de disposição de direitos, praticados pelas 
partes ou por outros participantes do processo e 
homologados pelo juízo, bem como os atos homologatórios 
praticados no curso da execução, estão sujeitos à anulação, 
nos termos da lei.
Art. 730. Nos casos expressos em lei, não havendo acordo 
entre os interessados sobre o modo como se deve realizar a 
alienação do bem, o juiz, de ofício ou a requerimento dos 
interessados ou do depositário, mandará aliená-lo em leilão, 
observando-se o disposto na Seção I deste Capítulo e, no 
que couber, o disposto nos arts. 879 a 903 .
O art. 730 do CPC/1973 tratava especificamente do 
procedimento de execução por quantia certa contra a 
Fazenda Pública, estabelecendo prazo de 10 dias para 
embargos e regras de precatório. Já o art. 73 do CPC/1973 
(Lei 5.869/73) regulava a denúncia da lide, tratando da 
intimação sucessiva e prazos para o denunciado. 
Resumo dos Dispositivos (CPC/1973):
Art. 1.113: Determinava a venda em leilão de bens 
depositados judicialmente que fossem de fácil deterioração, 
estivessem avariados ou gerassem grandes despesas de 
guarda.
Art. 1.114: Tratava da alienação de bens de incapazes 
(menores ou interditados), exigindo autorização judicial e 
avaliação prévia.
Art. 1.115: Estabelecia que a alienação judicial seria feita por 
leiloeiro oficial ou, onde não houvesse, por quem o juiz 
designasse.
Art. 1.117: Listava as hipóteses de alienação de coisa comum 
(quando o bem não admite divisão cômoda ou os 
condôminos não concordam com a adjudicação a um só).
Art. 1.118: Garantia o direito de preferência do condômino em 
relação a estranhos no leilão da coisa comum.
Art. 1.119: Permitia ao condômino prejudicado requerer a 
adjudicação da coisa, depositando o preço, caso a alienação 
ocorresse sem observância das preferências legais.
Art. 730. Nos casos expressos em lei, não havendo acordo 
entre os interessados sobre o modo como se deve realizar a 
alienação do bem, o juiz, de ofício ou a requerimento dos 
interessados ou do depositário, mandará aliená-lo em leilão, 
observando-se o disposto na Seção I deste Capítulo e, no 
que couber, o disposto nos arts. 879 a 903.
Art. 843. Tratando-se de penhora de bem indivisível, o 
equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge 
alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do 
bem.
§ 1º É reservada ao coproprietário ou ao cônjuge não 
executado a preferência na arrematação do bem em 
igualdade de condições.
§ 2º Não será levada a efeito expropriação por preço inferior 
ao da avaliação na qual o valor auferido seja incapaz de 
garantir, ao coproprietário ou ao cônjuge alheio à execução, o 
correspondente à sua quota-parte calculado sobre o valor da 
avaliação.
Art. 896. Quando o imóvel de incapaz não alcançar em leilão 
pelo menos oitenta por cento do valor da avaliação, o juiz o 
confiará à guarda e à administração de depositário idôneo, 
adiando a alienação por prazo não superior a 1 (um) ano.
§ 1º Se, durante o adiamento, algum pretendente assegurar, 
mediante caução idônea, o preço da avaliação, o juiz 
ordenará a alienação em leilão.
§ 2º Se o pretendente à arrematação se arrepender, o juiz 
impor-lhe-á multa de vinte por cento sobre o valor da 
avaliação, em benefício do incapaz, valendo a decisão como 
título executivo.
§ 3º Sem prejuízo do disposto nos §§ 1º e 2º, o juiz poderá 
autorizar a locação do imóvel no prazo do adiamento.
§ 4º Findo o prazo do adiamento, o imóvel será submetido a 
novo leilão.
Art. 891. Não será aceito lance que ofereça preço vil.
Parágrafo único. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo 
estipulado pelo juiz e constante do edital, e, não tendo sido 
fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a 
cinquenta por cento do valor da avaliação.
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem 
dela haver notícia, se não houver deixado representante ou 
procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a 
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério 
Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador.
Art. 744. Declarada a ausência nos casos previstos em lei, o 
juiz mandará arrecadar os bens do ausente e nomear-lhes-á 
curador na forma estabelecida na Seção VI, observando-se o 
disposto em lei.
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o 
competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o 
cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas 
as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha 
ocorrido no estrangeiro.
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio 
certo, é competente:
I - o foro de situação dos bens imóveis;
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer 
destes;
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer 
dos bens do espólio.
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no 
foro de seu último domicílio, também competente para a 
arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de 
disposições testamentárias.
Art. 879. A alienação far-se-á:
I - por iniciativa particular;
II - em leilão judicial eletrônico ou presencial.
Art. 880. Não efetivada a adjudicação, o exequente poderá 
requerer a alienação por sua própria iniciativa ou por 
intermédio de corretor ou leiloeiro público credenciado 
perante o órgão judiciário.
§ 1º O juiz fixará o prazo em que a alienação deve ser 
efetivada, a forma de publicidade, o preço mínimo, as 
condições de pagamento, as garantias e, se for o caso, a 
comissão de corretagem.
§ 2º A alienação será formalizada por termo nos autos, com a 
assinatura do juiz, do exequente, do adquirente e, se estiver 
presente, do executado, expedindo-se:
I - a carta de alienação e o mandado de imissão na posse, 
quando se tratar de bem imóvel;
II - a ordem de entrega ao adquirente, quando se tratar de 
bem móvel.
§ 3º Os tribunais poderão editar disposições complementares 
sobre o procedimento da alienação prevista neste artigo, 
admitindo, quando for o caso, o concurso de meios 
eletrônicos, e dispor sobre o credenciamento dos corretores e 
leiloeiros públicos, os quais deverão estar em exercícioque, se o testador não o houver fixado, será de 
um a cinco por cento, arbitrado pelo juiz, sobre a herança 
líquida, conforme a importância dela e maior ou menor 
dificuldade na execução do testamento.
Parágrafo único. O prêmio arbitrado será pago à conta da 
parte disponível, quando houver herdeiro necessário.
A deserdação é o ato pelo qual o testador retira o direito à 
herança de um herdeiro necessário, mas só pode fazer isso 
se houver um motivo previsto em lei.
👉
 Herdeiros necessários no Código Civil Brasileiro:
* Filhos
* Pais
* Cônjuge
Art. 731. A homologação do divórcio ou da separação 
consensuais, observados os requisitos legais, poderá ser 
requerida em petição assinada por ambos os cônjuges, da 
qual constarão:
I - as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens 
comuns;
II - as disposições relativas à pensão alimentícia entre os 
cônjuges;
III - o acordo relativo à guarda dos filhos incapazes e ao 
regime de visitas; e
IV - o valor da contribuição para criar e educar os filhos.
Parágrafo único. Se os cônjuges não acordarem sobre a 
partilha dos bens, far-se-á esta depois de homologado o 
divórcio, na forma estabelecida nos arts. 647 a 658.
Art. 732. As disposições relativas ao processo de 
homologação judicial de divórcio ou de separação 
consensuais aplicam-se, no que couber, ao processo de 
homologação da extinção consensual de união estável.
Art. 733. O divórcio consensual, a separação consensual e a 
extinção consensual de união estável, não havendo nascituro 
ou filhos incapazes e observados os requisitos legais, 
poderão ser realizados por escritura pública, da qual 
constarão as disposições de que trata o art. 731.
§ 1º A escritura não depende de homologação judicial e 
constitui título hábil para qualquer ato de registro, bem como 
para levantamento de importância depositada em instituições 
financeiras.
§ 2º O tabelião somente lavrará a escritura se os 
interessados estiverem assistidos por advogado ou por 
defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do 
ato notarial.
Art. 734. A alteração do regime de bens do casamento, 
observados os requisitos legais, poderá ser requerida, 
motivadamente, em petição assinada por ambos os cônjuges, 
na qual serão expostas as razões que justificam a alteração, 
ressalvados os direitos de terceiros.
§ 1º Ao receber a petição inicial, o juiz determinará a 
intimação do Ministério Público e a publicação de edital que 
divulgue a pretendida alteração de bens, somente podendo 
decidir depois de decorrido o prazo de 30 (trinta) dias da 
publicação do edital.
§ 2º Os cônjuges, na petição inicial ou em petição avulsa, 
podem propor ao juiz meio alternativo de divulgação da 
alteração do regime de bens, a fim de resguardar direitos de 
terceiros.
A homologação do divórcio ou da separação consensuais, 
observados os requisitos legais, poderá ser requerida em 
petição assinada por ambos os cônjuges
§ 2º Os cônjuges, na petição inicial ou em petição avulsa, 
podem propor ao juiz meio alternativo de divulgação da 
alteração do regime de bens, a fim de resguardar direitos de 
terceiros.
§ 3º Após o trânsito em julgado da sentença, serão expedidos 
mandados de averbação aos cartórios de registro civil e de 
imóveis e, caso qualquer dos cônjuges seja empresário, ao 
Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins.
Art 24 - O divórcio põe termo ao casamento e aos efeitos 
civis do matrimônio religioso.
Parágrafo único - O pedido somente competirá aos cônjuges, 
podendo, contudo, ser exercido, em caso de incapacidade, 
por curador, ascendente ou irmão.
LEI Nº 6.515/ 2007 
A Emenda Constitucional nº 66, de 13 de julho de 2010, 
conhecida como "PEC do Divórcio", alterou o art. 226 da 
Constituição Federal para simplificar a dissolução do 
casamento. Ela eliminou a necessidade de prévia separação 
judicial (mais de 1 ano) ou separação de fato (mais de 2 
anos) para o divórcio, instituindo o divórcio direto.
Principais Impactos da EC 66/2010:
Fim da Separação Judicial: A separação deixou de ser um 
pré-requisito ou etapa obrigatória para o divórcio.
Divórcio Direto: O casamento pode ser dissolvido a qualquer 
momento por vontade de uma ou ambas as partes, sem 
exigência de prazos.
Direito Potestativo: O divórcio passou a ser considerado um 
direito potestativo, bastando a manifestação de vontade de 
um dos cônjuges.
Mudança Constitucional: O § 6º do art. 226 passou a vigorar 
com a redação: "O casamento civil pode ser dissolvido pelo 
divórcio".
Impacto no STF: Em 2023, o STF confirmou que a separação 
judicial não subsiste mais como figura autônoma no 
ordenamento jurídico, consolidando o entendimento de que 
não há mais requisitos temporais ou de separação prévia. 
Portal da Câmara dos Deputados
Portal da Câmara dos Deputados
 
Esta reforma, sugerida pelo IBDFAM (Instituto Brasileiro de 
Direito de Família), visou simplificar as relações de família e 
reduzir a intervenção do Estado na vida privada.
A Resolução nº 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça 
(CNJ) é a norma que disciplina a aplicação da Lei nº 
11.441/2007, regulamentando a realização de inventário, 
partilha, separação e divórcio consensuais por via 
administrativa (em cartório), sem a necessidade de processo 
judicial. 
 
Recentemente, em agosto de 2024, essa resolução passou 
por mudanças históricas através da Resolução nº 571/2024, 
que ampliou significativamente as possibilidades de uso da 
via extrajudicial.
Principais Pontos da Resolução (Atualizada)
Inventário com Menores e Incapazes: Agora é permitido 
realizar inventário extrajudicial mesmo com herdeiros 
menores de 18 anos ou incapazes, desde que haja consenso 
entre os herdeiros e o quinhão do incapaz seja garantido em 
parte ideal de cada bem. Nesses casos, a escritura depende 
de manifestação favorável do Ministério Público.
Divórcio com Filhos Menores: Casais com filhos menores 
também podem se divorciar em cartório, desde que as 
questões de guarda, visitação e alimentos já tenham sido 
resolvidas previamente na esfera judicial.
Desnecessidade de Homologação: As escrituras públicas 
lavradas com base nesta resolução não dependem de 
homologação judicial e servem como título para registro 
imobiliário, transferência de veículos, levantamento de 
valores em bancos, entre outros.
Livre Escolha do Tabelião: As partes podem escolher 
qualquer tabelionato de notas para realizar o ato, 
independentemente do domicílio ou local dos bens.
Presença de Advogado: É obrigatória a assistência de um 
advogado (ou defensor público) para a lavratura da escritura, 
que deve assinar o ato junto com as partes.
Venda de Bens: O inventariante nomeado na escritura pode 
alienar bens móveis ou imóveis para o pagamento de dívidas 
do espólio ou impostos, sem necessidade de autorização 
judicial prévia, desde que todos os herdeiros concordem.
Livre Escolha do Tabelião: As partes podem escolher 
qualquer tabelionato de notas para realizar o ato, 
independentemente do domicílio ou local dos bens.
Presença de Advogado: É obrigatória a assistência de um 
advogado (ou defensor público) para a lavratura da escritura, 
que deve assinar o ato junto com as partes.
Venda de Bens: O inventariante nomeado na escritura pode 
alienar bens móveis ou imóveis para o pagamento de dívidas 
do espólio ou impostos, sem necessidade de autorização 
judicial prévia, desde que todos os herdeiros concordem.
Requisitos Básicos para a Via Extrajudicial
Consenso: Todas as partes envolvidas devem estar de 
acordo com os termos da partilha ou do divórcio.
Escritura Pública: O ato deve ser formalizado 
obrigatoriamente em um Cartório de Notas.
Advogado: Participação indispensável de um profissional do 
direito.
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de 
direito privado com a inscrição do ato constitutivo no 
respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se 
no registro todas as alterações por que passar o ato 
constitutivo.Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a 
constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por 
defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de 
sua inscrição no registro.
Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por 
escritura pública ou testamento, dotação especial de bens 
livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se 
quiser, a maneira de administrá-la.
Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do 
Estado onde situadas.
§ 1º Se funcionarem no Distrito Federal ou em Território, 
caberá o encargo ao Ministério Público do Distrito Federal e 
Territórios. (Redação dada pela Lei nº 13.151, de 2015)
§ 2º Se estenderem a atividade por mais de um Estado, 
caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo 
Ministério Público.
Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do 
patrimônio, em tendo ciência do encargo, formularão logo, de 
acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação 
projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da 
autoridade competente, com recurso ao juiz.
Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo 
assinado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, em cento e 
oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.
Art. 764. O juiz decidirá sobre a aprovação do estatuto das 
fundações e de suas alterações sempre que o requeira o 
interessado, quando:
I - ela for negada previamente pelo Ministério Público ou por 
este forem exigidas modificações com as quais o interessado 
não concorde;
II - o interessado discordar do estatuto elaborado pelo 
Ministério Público.
§ 1º O estatuto das fundações deve observar o disposto na 
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 ( Código Civil ).
§ 2º Antes de suprir a aprovação, o juiz poderá mandar fazer 
no estatuto modificações a fim de adaptá-lo ao objetivo do 
instituidor.
Art. 765. Qualquer interessado ou o Ministério Público 
promoverá em juízo a extinção da fundação quando:
I - se tornar ilícito o seu objeto;
II - for impossível a sua manutenção;
III - vencer o prazo de sua existência.
Art. 764. O juiz decidirá sobre a aprovação do estatuto das 
fundações e de suas alterações sempre que o requeira o 
interessado, quando:
I - ela for negada previamente pelo Ministério Público ou por 
este forem exigidas modificações com as quais o interessado 
não concorde;
II - o interessado discordar do estatuto elaborado pelo 
Ministério Público.
§ 1º O estatuto das fundações deve observar o disposto na 
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 ( Código Civil ).
§ 2º Antes de suprir a aprovação, o juiz poderá mandar fazer 
no estatuto modificações a fim de adaptá-lo ao objetivo do 
instituidor.
Art. 765. Qualquer interessado ou o Ministério Público 
promoverá em juízo a extinção da fundação quando:
I - se tornar ilícito o seu objeto;
II - for impossível a sua manutenção;
III - vencer o prazo de sua existência.
Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura 
pública ou testamento, dotação especial de bens livres, 
especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, 
a maneira de administrá-la.
Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a 
ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o 
instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha 
a fim igual ou semelhante.
Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos, o 
instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade, ou outro 
direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer, serão 
registrados, em nome dela, por mandado judicial.
 Aqueles a quem o instituidor cometer a 
aplicação do patrimônio, em tendo ciência 
do encargo, formularão logo, de acordo com 
as suas bases (art. 62), o estatuto da 
fundação projetada, submetendo-o, em 
seguida, à aprovação da autoridade 
competente, com recurso ao juiz.
Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do 
Estado onde situadas.
§ 2º Se estenderem a 
atividade por mais de um 
Estado, caberá o encargo, 
em cada um deles, ao 
respectivo Ministério 
Público.
Parágrafo único. Se o estatuto não 
for elaborado no prazo assinado pelo 
instituidor, ou, não havendo prazo, 
em cento e oitenta dias, a 
incumbência caberá ao Ministério 
Público.
§ 1º Se funcionarem no 
Distrito Federal ou em 
Território, caberá o encargo 
ao Ministério Público do 
Distrito Federal e Territórios. 
(Redação dada pela Lei nº 
13.151, de 2015)
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é 
mister que a reforma:
I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir 
e representar a fundação;
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo 
máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, findo o qual ou no 
caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, 
a requerimento do interessado. (Redação dada pela Lei nº 
13.151, de 2015)
Art. 68. Quando a alteração não houver sido aprovada por 
votação unânime, os administradores da fundação, ao 
submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público, 
requererão que se dê ciência à minoria vencida para 
impugná-la, se quiser, em dez dias.
Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a 
que visa a fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o 
órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe 
promoverá a extinção, incorporando-se o seu patrimônio, 
salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no 
estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se 
proponha a fim igual ou semelhante.
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de 
direito privado com a inscrição do ato constitutivo no 
respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se 
no registro todas as alterações por que passar o ato 
constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a 
constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por 
defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de 
sua inscrição no registro.profissional por não menos que 3 (três) anos.
§ 4º Nas localidades em que não houver corretor ou leiloeiro 
público credenciado nos termos do § 3º, a indicação será de 
livre escolha do exequente.
Art. 881. A alienação far-se-á em leilão judicial se não 
efetivada a adjudicação ou a alienação por iniciativa 
particular.
§ 1º O leilão do bem penhorado será realizado por leiloeiro 
público.
§ 2º Ressalvados os casos de alienação a cargo de 
corretores de bolsa de valores, todos os demais bens serão 
alienados em leilão público.
Art. 882. Não sendo possível a sua realização por meio 
eletrônico, o leilão será presencial.
§ 1º A alienação judicial por meio eletrônico será realizada, 
observando-se as garantias processuais das partes, de 
acordo com regulamentação específica do Conselho Nacional 
de Justiça.
§ 2º A alienação judicial por meio eletrônico deverá atender 
aos requisitos de ampla publicidade, autenticidade e 
segurança, com observância das regras estabelecidas na 
legislação sobre certificação digital.
§ 3º O leilão presencial será realizado no local designado 
pelo juiz.
Art. 883. Caberá ao juiz a designação do leiloeiro público, que 
poderá ser indicado pelo exequente.
Art. 884. Incumbe ao leiloeiro público:
I - publicar o edital, anunciando a alienação;
II - realizar o leilão onde se encontrem os bens ou no lugar 
designado pelo juiz;
III - expor aos pretendentes os bens ou as amostras das 
mercadorias;
IV - receber e depositar, dentro de 1 (um) dia, à ordem do 
juiz, o produto da alienação;
V - prestar contas nos 2 (dois) dias subsequentes ao 
depósito.
Parágrafo único. O leiloeiro tem o direito de receber do 
arrematante a comissão estabelecida em lei ou arbitrada pelo 
juiz.
Art. 885. O juiz da execução estabelecerá o preço mínimo, as 
condições de pagamento e as garantias que poderão ser 
prestadas pelo arrematante.
Art. 886. O leilão será precedido de publicação de edital, que 
conterá:
I - a descrição do bem penhorado, com suas características, 
e, tratando-se de imóvel, sua situação e suas divisas, com 
remissão à matrícula e aos registros;
II - o valor pelo qual o bem foi avaliado, o preço mínimo pelo 
qual poderá ser alienado, as condições de pagamento e, se 
for o caso, a comissão do leiloeiro designado;
III - o lugar onde estiverem os móveis, os veículos e os 
semoventes e, tratando-se de créditos ou direitos, a 
identificação dos autos do processo em que foram 
penhorados;
IV - o sítio, na rede mundial de computadores, e o período em 
que se realizará o leilão, salvo se este se der de modo 
presencial, hipótese em que serão indicados o local, o dia e a 
hora de sua realização;
V - a indicação de local, dia e hora de segundo leilão 
presencial, para a hipótese de não haver interessado no 
primeiro;
VI - menção da existência de ônus, recurso ou processo 
pendente sobre os bens a serem leiloados.
Parágrafo único. No caso de títulos da dívida pública e de 
títulos negociados em bolsa, constará do edital o valor da 
última cotação.
Art. 887. O leiloeiro público designado adotará providências 
para a ampla divulgação da alienação.
§ 1º A publicação do edital deverá ocorrer pelo menos 5 
(cinco) dias antes da data marcada para o leilão.
§ 2º O edital será publicado na rede mundial de 
computadores, em sítio designado pelo juízo da execução, e 
conterá descrição detalhada e, sempre que possível, ilustrada 
dos bens, informando expressamente se o leilão se realizará 
de forma eletrônica ou presencial.
§ 3º Não sendo possível a publicação na rede mundial de 
computadores ou considerando o juiz, em atenção às 
condições da sede do juízo, que esse modo de divulgação é 
insuficiente ou inadequado, o edital será afixado em local de 
costume e publicado, em resumo, pelo menos uma vez em 
jornal de ampla circulação local.
§ 4º Atendendo ao valor dos bens e às condições da sede do 
juízo, o juiz poderá alterar a forma e a frequência da 
publicidade na imprensa, mandar publicar o edital em local de 
ampla circulação de pessoas e divulgar avisos em emissora 
de rádio ou televisão local, bem como em sítios distintos do 
indicado no § 2º.
§ 5º Os editais de leilão de imóveis e de veículos automotores 
serão publicados pela imprensa ou por outros meios de 
divulgação, preferencialmente na seção ou no local 
reservados à publicidade dos respectivos negócios.
§ 6º O juiz poderá determinar a reunião de publicações em 
listas referentes a mais de uma execução.
Art. 888. Não se realizando o leilão por qualquer 
motivo, o juiz mandará publicar a transferência, 
observando-se o disposto no art. 887.
Parágrafo único. O escrivão, o chefe de secretaria ou 
o leiloeiro que culposamente der causa à transferência 
responde pelas despesas da nova publicação, 
podendo o juiz aplicar-lhe a pena de suspensão por 5 
(cinco) dias a 3 (três) meses, em procedimento 
administrativo regular.
Art. 889. Serão cientificados da alienação judicial, com pelo 
menos 5 (cinco) dias de antecedência:
I - o executado, por meio de seu advogado ou, se não tiver 
procurador constituído nos autos, por carta registrada, mandado, 
edital ou outro meio idôneo;
II - o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido 
penhorada fração ideal;
III - o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de 
superfície, concessão de uso especial para fins de moradia ou 
concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre 
bem gravado com tais direitos reais;
IV - o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de 
superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de 
moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora 
recair sobre tais direitos reais;
V - o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou 
com penhora anteriormente averbada, quando a penhora recair 
sobre bens com tais gravames, caso não seja o credor, de 
qualquer modo, parte na execução;
VI - o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem 
em relação ao qual haja promessa de compra e venda 
registrada;
VII - o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre 
direito aquisitivo derivado de promessa de compra e venda 
registrada;
VIII - a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de 
bem tombado.
Parágrafo único. Se o executado for revel e não tiver advogado 
constituído, não constando dos autos seu endereço atual ou, 
ainda, não sendo ele encontrado no endereço constante do 
processo, a intimação considerar-se-á feita por meio do próprio 
edital de leilão.
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Principais Pontos (Arts. 890 a 903 CPC):
Quem pode licitar (Art. 890): Qualquer pessoa livre de 
seus bens pode oferecer lance, vedado a tutores, 
curadores, juízes, servidores públicos da localidade, 
leiloeiros e advogados das partes.
Procedimento do Leilão (Art. 892-895): O leilão pode 
ser eletrônico ou presencial. Credores podem 
arrematar usando seu crédito. O pagamento pode ser 
à vista ou parcelado (proposta), sendo vedado preço 
vil.
Arrematação Perfeita e Irretratável (Art. 903): Assinado 
o auto pelo juiz, arrematante e leiloeiro, a arrematação 
não se desfaz, mesmo se os embargos do executado 
forem procedentes.
Invalidade/Ineficácia (Art. 903, §1º): Pode ser anulada 
se houver preço vil, vícios de procedimento, não 
pagamento do preço ou falta de caução.
Ação Autônoma (Art. 903, §4º): Após 10 dias da 
arrematação, qualquer vício deve ser discutido em 
ação própria (ação autônoma de nulidade), sem 
suspender a posse do arrematante de boa-fé.
Ato Atentatório à Dignidade da Justiça (Art. 903, §6º): 
A alegação infundada de vícios na arrematação para 
desistência pode gerar multa de até 20% do valor do 
bem. 
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem 
dela haver notícia, se não houver deixado representante ou 
procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a 
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério 
Público, declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador.
Art. 23. Também se declarará a ausência, e senomeará 
curador, quando o ausente deixar mandatário que não queira 
ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus 
poderes forem insuficientes
Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e 
obrigações, conforme as circunstâncias, observando, no que 
for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores.
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Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja 
separado judicialmente, ou de fato por mais de dois anos 
antes da declaração da ausência, será o seu legítimo 
curador.
§ 1º Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente 
incumbe aos pais ou aos descendentes, nesta ordem, não 
havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo.
§ 2º Entre os descendentes, os mais próximos precedem os 
mais remotos.
§ 3º Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a 
escolha do curador.
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Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do 
ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador, em 
se passando três anos, poderão os interessados requerer 
que se declare a ausência e se abra provisoriamente a 
sucessão.
Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se 
consideram interessados:
I - o cônjuge não separado judicialmente;
II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;
III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito 
dependente de sua morte;
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.
Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão 
provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de 
publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, 
proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao 
inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse 
falecido.
§ 1º Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo 
interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério 
Público requerê-la ao juízo competente.
§ 2º Não comparecendo herdeiro ou interessado para 
requerer o inventário até trinta dias depois de passar em 
julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, 
proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma 
estabelecida nos arts. 1.819 a 1.823.
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Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, 
ordenará a conversão dos bens móveis, sujeitos a 
deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos 
garantidos pela União.
Arts. 30-31 (Garantias e Alienação): Para imissão na posse, 
sucessores provisórios devem prestar garantias, dispensadas 
para herdeiros necessários. Bens imóveis só podem ser 
alienados ou hipotecados com autorização judicial.
Arts. 32-34 (Representação e Frutos): Os sucessores 
provisórios assumem a representação do ausente. Herdeiros 
necessários ficam com os frutos integrais, enquanto outros 
devem capitalizar metade.
Arts. 35-36 (Retorno do Ausente): Cessam os efeitos se o 
ausente reaparecer, devolvendo-se os bens.
Arts. 37-39 (Sucessão Definitiva): Pode ser requerida 10 anos 
após a sentença de abertura da provisória. Se o ausente tiver 
80 anos e 5 anos sem notícias, o prazo é menor. Se o 
ausente retornar em até 10 anos após a definitiva, recebe os 
bens no estado em que estiverem; após esse prazo, os bens 
vão para o Município/União. 
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Fases da Ausência:
Curadoria: 1 ano sem representante (ou 3 anos com).
Sucessão Provisória: Posse com garantia (arts. 26-36).
Sucessão Definitiva: Após 10 anos da provisória (arts. 37-39).
Art. 744. Declarada a ausência nos casos previstos em lei 
(1), o juiz mandará arrecadar os bens do ausente e nomear-
lhes-á curador na forma estabelecida na Seção VI (2), 
observando-se o disposto em lei.
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, 
depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para 
logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, 
todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias 
precisas, até a entrega dos bens a seu dono.
Art. 745. Feita a arrecadação, o juiz mandará publicar editais 
na rede mundial de computadores, no sítio do tribunal a que 
estiver vinculado e na plataforma de editais do Conselho 
Nacional de Justiça, onde permanecerá por 1 (um) ano, ou, 
não havendo sítio, no órgão oficial e na imprensa da 
comarca, durante 1 (um) ano, reproduzida de 2 (dois) em 2 
(dois) meses, anunciando a arrecadação e chamando o 
ausente a entrar na posse de seus bens.
§1º Findo o prazo previsto no edital, poderão os interessados 
requerer a abertura da sucessão provisória, observando-se o 
disposto em lei.
§2º O interessado, ao requerer a abertura da sucessão 
provisória, pedirá a citação pessoal dos herdeiros presentes e 
do curador e, por editais, a dos ausentes para requererem 
habilitação, na forma dos arts. 689 a 692. 
§3º Presentes os requisitos legais, poderá ser requerida a 
conversão da sucessão provisória em definitiva.
§4º Regressando o ausente ou algum de seus descendentes 
ou ascendentes para requerer ao juiz a entrega de bens, 
serão citados para contestar o pedido os sucessores 
provisórios ou definitivos, o Ministério Público e o 
representante da Fazenda Pública, seguindo-se o 
procedimento comum. 
Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença 
que concede a abertura da sucessão provisória, poderão os 
interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento 
das cauções prestadas
Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, 
provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e 
que de cinco datam as últimas notícias dele.
Art. 746. Recebendo do descobridor coisa alheia perdida, o 
juiz mandará lavrar o respectivo auto, do qual constará a 
descrição do bem e as declarações do descobridor.
§ 1º Recebida a coisa por autoridade policial, esta a remeterá 
em seguida ao juízo competente.
§ 2º Depositada a coisa, o juiz mandará publicar edital na 
rede mundial de computadores, no sítio do tribunal a que 
estiver vinculado e na plataforma de editais do Conselho 
Nacional de Justiça ou, não havendo sítio, no órgão oficial e 
na imprensa da comarca, para que o dono ou o legítimo 
possuidor a reclame, salvo se se tratar de coisa de pequeno 
valor e não for possível a publicação no sítio do tribunal, caso 
em que o edital será apenas afixado no átrio do edifício do 
fórum.
§ 3º Observar-se-á, quanto ao mais, o disposto em lei.
Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de 
restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.
Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por 
encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada 
à autoridade competente.
Art. 1.234. Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do 
artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não 
inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas 
despesas que houver feito com a conservação e transporte 
da coisa, se o dono não preferir abandoná-la.
Parágrafo único. Na determinação do montante da 
recompensa, considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo 
descobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, 
as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a 
situação econômica de ambos.
Art. 1.235. O descobridor responde pelos prejuízos causados 
ao proprietário ou possuidor legítimo, quando tiver procedido 
com dolo.
Art. 1.236. A autoridade competente dará conhecimento da 
descoberta através da imprensa e outros meios de 
informação, somente expedindo editais se o seu valor os 
comportar.
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Art. 1.237. Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia 
pela imprensa, ou do edital, não se apresentando quem 
comprove a propriedade sobre a coisa, será esta vendida em 
hasta pública e, deduzidas do preço as despesas, mais a 
recompensa do descobridor, pertencerá o remanescente ao 
Município em cuja circunscrição se deparou o objeto perdido.
Parágrafo único. Sendo de diminuto valor, poderá o Município 
abandonar a coisa em favor de quem a achou.
Art. 1.264. O depósito antigo de coisas preciosas,oculto e de 
cujo dono não haja memória, será dividido por igual entre o 
proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente.
Art. 1.265. O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do 
prédio, se for achado por ele, ou em pesquisa que ordenou, 
ou por terceiro não autorizado.
Art. 1.266. Achando-se em terreno aforado, o tesouro será 
dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta, ou será 
deste por inteiro quando ele mesmo seja o descobridor.
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Art. 746. Poderá o transportador recusar a coisa cuja 
embalagem seja inadequada, bem como a que possa pôr em 
risco a saúde das pessoas, ou danificar o veículo e outros 
bens.
Art. 1.234. Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do 
artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não 
inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas 
despesas que houver feito com a conservação e transporte 
da coisa, se o dono não preferir abandoná-la.
Parágrafo único. Na determinação do montante da 
recompensa, considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo 
descobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, 
as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a 
situação econômica de ambos.
Art. 1.235. O descobridor responde pelos prejuízos causados 
ao proprietário ou possuidor legítimo, quando tiver procedido 
com dolo.
Art. 1.236. A autoridade competente dará conhecimento da 
descoberta através da imprensa e outros meios de 
informação, somente expedindo editais se o seu valor os 
comportar.
Art. 1.237. Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia 
pela imprensa, ou do edital, não se apresentando quem 
comprove a propriedade sobre a coisa, será esta vendida em 
hasta pública e, deduzidas do preço as despesas, mais a 
recompensa do descobridor, pertencerá o remanescente ao 
Município em cuja circunscrição se deparou o objeto perdido.
Parágrafo único. Sendo de diminuto valor, poderá o Município 
abandonar a coisa em favor de quem a achou.
Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, 
nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a 
propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo 
requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual 
servirá de título para o registro no Cartório de Registro de 
Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-
se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no 
imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou 
serviços de caráter produtivo.
Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua, área urbana de até 
duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos 
ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua 
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde 
que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1º O título de domínio e a concessão de uso serão 
conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, 
independentemente do estado civil.
§ 2º O direito previsto no parágrafo antecedente não será 
reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Art. 1.241. Poderá o possuidor requerer ao juiz seja 
declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade 
imóvel.
Parágrafo único. A declaração obtida na forma deste artigo 
constituirá título hábil para o registro no Cartório de Registro 
de Imóveis.
Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele 
que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, 
o possuir por dez anos.
Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste 
artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com 
base no registro constante do respectivo cartório, cancelada 
posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem 
estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de 
interesse social e econômico.
Art. 1.243. O possuidor pode, para o fim de contar o tempo 
exigido pelos artigos antecedentes, acrescentar à sua posse 
a dos seus antecessores (art. 1.207), contanto que todas 
sejam contínuas, pacíficas e, nos casos do art. 1.242, com 
justo título e de boa-fé.
Art. 1.244. Estende-se ao possuidor o disposto quanto ao 
devedor acerca das causas que obstam, suspendem ou 
interrompem a prescrição, as quais também se aplicam à 
usucapião.
Art. 1.728: Define que os filhos menores são postos em tutela 
com o falecimento/ausência dos pais ou perda do poder 
familiar.
Art. 1.735: Estabelece quem não pode ser tutor: pessoas sem 
livre administração de bens, com conflito de interesses com o 
menor, inimigos, condenados por crimes específicos ou de 
mau procedimento.
Art. 1.736: Enumera causas de escusa (recusa) à tutela: 
maiores de 60 anos, militares em serviço, impossibilitados por 
enfermidade, etc.
Art. 1.740: Define deveres do tutor: dirigir a educação, 
proteger, prestar alimentos e representar o menor nos atos da 
vida civil.
Art. 1.748 e 1.750: Exigem autorização judicial para alienar 
bens do menor, sendo necessária comprovação de 
necessidade ou vantagem.
Art. 1.752: Define que o tutor responde pelos prejuízos que 
causar ao tutelado por culpa ou dolo, e que a tutela é, em 
regra, gratuita, podendo o juiz fixar remuneração.
Art. 1.755: Obriga o tutor a prestar contas da administração 
ao final de cada ano e ao final da tutela. 
Diferencia-se da curatela (Art. 1.767 CC), que é voltada para 
maiores de idade incapazes (interditados).
Art. 747. A interdição pode ser promovida:
I - pelo cônjuge ou companheiro;
II - pelos parentes ou tutores;
III - pelo representante da entidade em que se encontra 
abrigado o interditando;
IV - pelo Ministério Público.
Parágrafo único. A legitimidade deverá ser comprovada por 
documentação que acompanhe a petição inicial.
Art. 748. O Ministério Público só promoverá interdição em 
caso de doença mental grave:
I - se as pessoas designadas nos incisos I, II e III do art. 747 
não existirem ou não promoverem a interdição;
II - se, existindo, forem incapazes as pessoas mencionadas 
nos incisos I e II do art. 747.
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Art. 749. Incumbe ao autor, na petição inicial, especificar os 
fatos que demonstram a incapacidade do interditando para 
administrar seus bens e, se for o caso, para praticar atos da 
vida civil, bem como o momento em que a incapacidade se 
revelou.
Parágrafo único. Justificada a urgência, o juiz pode nomear 
curador provisório ao interditando para a prática de 
determinados atos.
Art. 750. O requerente deverá juntar laudo médico para fazer 
prova de suas alegações ou informar a impossibilidade de 
fazê-lo.
Art. 751. O interditando será citado para, em dia designado, 
comparecer perante o juiz, que o entrevistará 
minuciosamente acerca de sua vida, negócios, bens, 
vontades, preferências e laços familiares e afetivos e sobre o 
que mais lhe parecer necessário para convencimento quanto 
à sua capacidade para praticar atos da vida civil, devendo ser 
reduzidas a termo as perguntas e respostas.
§ 1º Não podendo o interditando deslocar-se, o juiz o ouvirá 
no local onde estiver.
§ 2º A entrevista poderá ser acompanhada por especialista.
§ 3º Durante a entrevista, é assegurado o emprego de 
recursos tecnológicos capazes de permitir ou de auxiliar o 
interditando a expressar suas vontades e preferências e a 
responder às perguntas formuladas.
§ 4º A critério do juiz, poderá ser requisitada a oitiva de 
parentes e de pessoas próximas.
Art. 752. Dentro do prazo de 15 (quinze) dias contado da 
entrevista, o interditando poderá impugnar o pedido.
§ 1º O Ministério Público intervirá como fiscal da ordem 
jurídica.
§ 2º O interditando poderá constituir advogado, e, caso não o 
faça, deverá ser nomeado curador especial.
§ 3º Caso o interditando não constitua advogado, o seu 
cônjuge, companheiro ou qualquer parente sucessível poderá 
intervir como assistente.
Art. 753. Decorrido o prazo previsto no art. 752, o juiz 
deterrminará a produção de prova pericial para avaliação da 
capacidade do interditando para praticar atos da vida civil.
§ 1º A perícia pode ser realizada por equipe composta porexpertos com formação multidisciplinar.
§ 2º O laudo pericial indicará especificadamente, se for o 
caso, os atos para os quais haverá necessidade de curatela.
Art. 754. Apresentado o laudo, produzidas as demais provas 
e ouvidos os interessados, o juiz proferirá sentença.
Art. 755. Na sentença que decretar a interdição, o juiz:
I - nomeará curador, que poderá ser o requerente da 
interdição, e fixará os limites da curatela, segundo o estado e 
o desenvolvimento mental do interdito;
II - considerará as características pessoais do interdito, 
observando suas potencialidades, habilidades, vontades e 
preferências.
§ 1º A curatela deve ser atribuída a quem melhor possa 
atender aos interesses do curatelado.
§ 2º Havendo, ao tempo da interdição, pessoa incapaz sob a 
guarda e a responsabilidade do interdito, o juiz atribuirá a 
curatela a quem melhor puder atender aos interesses do 
interdito e do incapaz.
§ 3º A sentença de interdição será inscrita no registro de 
pessoas naturais e imediatamente publicada na rede mundial 
de computadores, no sítio do tribunal a que estiver vinculado 
o juízo e na plataforma de editais do Conselho Nacional de 
Justiça, onde permanecerá por 6 (seis) meses, na imprensa 
local, 1 (uma) vez, e no órgão oficial, por 3 (três) vezes, com 
intervalo de 10 (dez) dias, constando do edital os nomes do 
interdito e do curador, a causa da interdição, os limites da 
curatela e, não sendo total a interdição, os atos que o 
interdito poderá praticar autonomamente.
Art. 755. Na sentença que decretar a interdição, o juiz:
I - nomeará curador, que poderá ser o requerente da 
interdição, e fixará os limites da curatela, segundo o estado e 
o desenvolvimento mental do interdito;
II - considerará as características pessoais do interdito, 
observando suas potencialidades, habilidades, vontades e 
preferências.
§ 1º A curatela deve ser atribuída a quem melhor possa 
atender aos interesses do curatelado.
§ 2º Havendo, ao tempo da interdição, pessoa incapaz sob a 
guarda e a responsabilidade do interdito, o juiz atribuirá a 
curatela a quem melhor puder atender aos interesses do 
interdito e do incapaz.
§ 3º A sentença de interdição será inscrita no registro de 
pessoas naturais e imediatamente publicada na rede mundial 
de computadores, no sítio do tribunal a que estiver vinculado 
o juízo e na plataforma de editais do Conselho Nacional de 
Justiça, onde permanecerá por 6 (seis) meses, na imprensa 
local, 1 (uma) vez, e no órgão oficial, por 3 (três) vezes, com 
intervalo de 10 (dez) dias, constando do edital os nomes do 
interdito e do curador, a causa da interdição, os limites da 
curatela e, não sendo total a interdição, os atos que o 
interdito poderá praticar autonomamente.
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Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde 
logo, aos herdeiros legítimos e testamentários.
Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do 
falecido.
Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do 
falecido.
Art. 1.786. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de 
última vontade.
Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a 
lei vigente ao tempo da abertura daquela.
Art. 1.788. Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a 
herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto 
aos bens que não forem compreendidos no testamento; e 
subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for 
julgado nulo.
Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só 
poderá dispor da metade da herança.
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da 
sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos 
onerosamente na vigência da união estável, nas condições 
seguintes: (Vide Recurso Extraordinário nº 646.721) (Vide 
Recurso Extraordinário nº 878.694)
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota 
equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, 
tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito 
a um terço da herança;
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à 
totalidade da herança.
Art. 1.791. A herança defere-se como um todo unitário, ainda 
que vários sejam os herdeiros.
Parágrafo único. Até a partilha, o direito dos co-herdeiros, 
quanto à propriedade e posse da herança, será indivisível, e 
regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio.
Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos superiores 
às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do 
excesso, salvo se houver inventário que a escuse, 
demostrando o valor dos bens herdados.
Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão 
de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão 
por escritura pública.
§ 1º Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de 
substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não 
abrangidos pela cessão feita anteriormente.
§ 2º É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito 
hereditário sobre qualquer bem da herança considerado 
singularmente.
§ 3º Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz 
da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do 
acervo hereditário, pendente a indivisibilidade.
Art. 1.794. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota 
hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-
herdeiro a quiser, tanto por tanto.
Art. 1.795. O co-herdeiro, a quem não se der conhecimento 
da cessão, poderá, depositado o preço, haver para si a quota 
cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após 
a transmissão.
Parágrafo único. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a 
preferência, entre eles se distribuirá o quinhão cedido, na 
proporção das respectivas quotas hereditárias.
Art. 1.796. No prazo de trinta dias, a contar da abertura da 
sucessão, instaurar-se-á inventário do patrimônio hereditário, 
perante o juízo competente no lugar da sucessão, para fins 
de liquidação e, quando for o caso, de partilha da herança.
Art. 1.797. Até o compromisso do inventariante, a 
administração da herança caberá, sucessivamente:
I - ao cônjuge ou companheiro, se com o outro convivia ao 
tempo da abertura da sucessão;
II - ao herdeiro que estiver na posse e administração dos 
bens, e, se houver mais de um nessas condições, ao mais 
velho;
III - ao testamenteiro;
IV - a pessoa de confiança do juiz, na falta ou escusa das 
indicadas nos incisos antecedentes, ou quando tiverem de 
ser afastadas por motivo grave levado ao conhecimento do 
juiz.
Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou 
já concebidas no momento da abertura da sucessão.
Art. 1.799. Na sucessão testamentária podem ainda ser 
chamados a suceder:
I - os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo 
testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão;
II - as pessoas jurídicas;
III - as pessoas jurídicas, cuja organização for determinada 
pelo testador sob a forma de fundação.
Art. 1.800. No caso do inciso I do artigo antecedente, os bens 
da herança serão confiados, após a liquidação ou partilha, a 
curador nomeado pelo juiz.
§ 1º Salvo disposição testamentária em contrário, a curatela 
caberá à pessoa cujo filho o testador esperava ter por 
herdeiro, e, sucessivamente, às pessoas indicadas no art. 
1.775.
§ 2º Os poderes, deveres e responsabilidades do curador, 
assim nomeado, regem-se pelas disposições concernentes à 
curatela dos incapazes, no que couber.
§ 3º Nascendo com vida o herdeiro esperado, ser-lhe-á 
deferida a sucessão, com os frutos e rendimentos relativos à 
deixa, a partir da morte do testador.
§ 4º Se, decorridos dois anos após a abertura da sucessão, 
não for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, 
salvo disposição em contrário do testador, caberão aos 
herdeiros legítimos.
Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros nem 
legatários:
I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu 
cônjuge ou companheiro, ou os seusascendentes e irmãos;
II - as testemunhas do testamento;
III - o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa 
sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco 
anos;
IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, 
perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o 
testamento.
Art. 1.802. São nulas as disposições testamentárias em favor 
de pessoas não legitimadas a suceder, ainda quando 
simuladas sob a forma de contrato oneroso, ou feitas 
mediante interposta pessoa.
Parágrafo único. Presumem-se pessoas interpostas os 
ascendentes, os descendentes, os irmãos e o cônjuge ou 
companheiro do não legitimado a suceder.
Art. 1.803. É lícita a deixa ao filho do concubino, quando 
também o for do testador.
Art. 1.804. Aceita a herança, torna-se definitiva a sua 
transmissão ao herdeiro, desde a abertura da sucessão.
Parágrafo único. A transmissão tem-se por não verificada 
quando o herdeiro renuncia à herança.
Art. 1.805. A aceitação da herança, quando expressa, faz-se 
por declaração escrita; quando tácita, há de resultar tão-
somente de atos próprios da qualidade de herdeiro.
§ 1º Não exprimem aceitação de herança os atos oficiosos, 
como o funeral do finado, os meramente conservatórios, ou 
os de administração e guarda provisória.
§ 2º Não importa igualmente aceitação a cessão gratuita, 
pura e simples, da herança, aos demais co-herdeiros.
Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar 
expressamente de instrumento público ou termo judicial.
Art. 1.807. O interessado em que o herdeiro declare se 
aceita, ou não, a herança, poderá, vinte dias após aberta a 
sucessão, requerer ao juiz prazo razoável, não maior de trinta 
dias, para, nele, se pronunciar o herdeiro, sob pena de se 
haver a herança por aceita.
Art. 1.808. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em 
parte, sob condição ou a termo.
§ 1º O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, 
renunciando a herança; ou, aceitando-a, repudiá-los.
§ 2º O herdeiro, chamado, na mesma sucessão, a mais de 
um quinhão hereditário, sob títulos sucessórios diversos, 
pode livremente deliberar quanto aos quinhões que aceita e 
aos que renuncia.
Art. 1.809. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a 
herança, o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros, a 
menos que se trate de vocação adstrita a uma condição 
suspensiva, ainda não verificada.
Parágrafo único. Os chamados à sucessão do herdeiro 
falecido antes da aceitação, desde que concordem em 
receber a segunda herança, poderão aceitar ou renunciar a 
primeira.
Art. 1.810. Na sucessão legítima, a parte do renunciante 
acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele 
o único desta, devolve-se aos da subseqüente.
Art. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro 
renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua 
classe, ou se todos os outros da mesma classe renunciarem 
a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito 
próprio, e por cabeça.
Art. 1.812. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de 
renúncia da herança.
Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, 
renunciando à herança, poderão eles, com autorização do 
juiz, aceitá-la em nome do renunciante.
§ 1º A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias 
seguintes ao conhecimento do fato.
§ 2º Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a renúncia 
quanto ao remanescente, que será devolvido aos demais 
herdeiros.
Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou 
legatários:
I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de 
homicídio doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja 
sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente ou 
descendente;
II - que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor 
da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra, ou de 
seu cônjuge ou companheiro;
III - que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou 
obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus 
bens por ato de última vontade.
Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer 
desses casos de indignidade, será declarada por sentença.
§ 1º O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou 
legatário extingue-se em quatro anos, contados da abertura 
da sucessão. (Redação dada pela Lei nº 13.532, de 2017)
§ 2º Na hipótese do inciso I do art. 1.814, o Ministério Público 
tem legitimidade para demandar a exclusão do herdeiro ou 
legatário. (Incluído pela Lei nº 13.532, de 2017)
Art. 1.815-A. Em qualquer dos casos de indignidade previstos 
no art. 1.814, o trânsito em julgado da sentença penal 
condenatória acarretará a imediata exclusão do herdeiro ou 
legatário indigno, independentemente da sentença prevista 
no caput do art. 1.815 deste Código. (Incluído pela Lei nº 
14.661, de 2023)
Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os 
descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele 
morto fosse antes da abertura da sucessão.
Parágrafo único. O excluído da sucessão não terá direito ao 
usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores 
couberem na herança, nem à sucessão eventual desses 
bens.
Art. 1.817. São válidas as alienações onerosas de bens 
hereditários a terceiros de boa-fé, e os atos de administração 
legalmente praticados pelo herdeiro, antes da sentença de 
exclusão; mas aos herdeiros subsiste, quando prejudicados, 
o direito de demandar-lhe perdas e danos.
Parágrafo único. O excluído da sucessão é obrigado a 
restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança 
houver percebido, mas tem direito a ser indenizado das 
despesas com a conservação deles.
Art. 1.818. Aquele que incorreu em atos que determinem a 
exclusão da herança será admitido a suceder, se o ofendido o 
tiver expressamente reabilitado em testamento, ou em outro 
ato autêntico.
Parágrafo único. Não havendo reabilitação expressa, o 
indigno, contemplado em testamento do ofendido, quando o 
testador, ao testar, já conhecia a causa da indignidade, pode 
suceder no limite da disposição testamentária.
Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem 
herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da 
herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e 
administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor 
devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância.
Art. 738. Nos casos em que a lei considere jacente a 
herança, o juiz em cuja comarca tiver domicílio o falecido 
procederá imediatamente à arrecadação dos respectivos 
bens.
Art. 739. A herança jacente ficará sob a guarda, a 
conservação e a administração de um curador até a 
respectiva entrega ao sucessor legalmente habilitado ou até a 
declaração de vacância.
§ 1º Incumbe ao curador:
I - representar a herança em juízo ou fora dele, com 
intervenção do Ministério Público;
II - ter em boa guarda e conservação os bens arrecadados e 
promover a arrecadação de outros porventura existentes;
III - executar as medidas conservatórias dos direitos da 
herança;
IV - apresentar mensalmente ao juiz balancete da receita e 
da despesa;
V - prestar contas ao final de sua gestão.
§ 2º Aplica-se ao curador o disposto nos arts. 159 a 161.
Art. 740. O juiz ordenará que o oficial de justiça, acompanhado do 
escrivão ou do chefe de secretaria e do curador, arrole os bens e 
descreva-os em auto circunstanciado.
§ 1º Não podendo comparecer ao local, o juiz requisitará à 
autoridade policial que proceda à arrecadação e ao arrolamento 
dos bens, com 2 (duas) testemunhas, que assistirão às 
diligências.
§ 2º Não estando ainda nomeado o curador, o juiz designará 
depositário e lhe entregará os bens, mediante simples termo nos 
autos, depois de compromissado.
§ 3º Durante a arrecadação, o juiz ou a autoridade policial 
inquirirá os moradores da casa e da vizinhança sobre a 
qualificação do falecido, o paradeiro de seus sucessores e a 
existência de outros bens, lavrando-se de tudo auto de inquirição 
e informação.
§ 4º O juiz examinará reservadamente os papéis, as cartas 
missivase os livros domésticos e, verificando que não 
apresentam interesse, mandará empacotá-los e lacrá-los para 
serem assim entregues aos sucessores do falecido ou queimados 
quando os bens forem declarados vacantes.
§ 5º Se constar ao juiz a existência de bens em outra comarca, 
mandará expedir carta precatória a fim de serem arrecadados.
§ 6º Não se fará a arrecadação, ou essa será suspensa, quando, 
iniciada, apresentarem-se para reclamar os bens o cônjuge ou 
companheiro, o herdeiro ou o testamenteiro notoriamente 
reconhecido e não houver oposição motivada do curador, de 
qualquer interessado, do Ministério Público ou do representante 
da Fazenda Pública.
Art. 741. Ultimada a arrecadação, o juiz mandará expedir edital, 
que será publicado na rede mundial de computadores, no sítio do 
tribunal a que estiver vinculado o juízo e na plataforma de editais 
do Conselho Nacional de Justiça, onde permanecerá por 3 (três) 
meses, ou, não havendo sítio, no órgão oficial e na imprensa da 
comarca, por 3 (três) vezes com intervalos de 1 (um) mês, para 
que os sucessores do falecido venham a habilitar-se no prazo de 
6 (seis) meses contado da primeira publicação.
§ 1º Verificada a existência de sucessor ou de testamenteiro em 
lugar certo, far-se-á a sua citação, sem prejuízo do edital.
§ 2º Quando o falecido for estrangeiro, será também comunicado 
o fato à autoridade consular.
§ 3º Julgada a habilitação do herdeiro, reconhecida a qualidade 
do testamenteiro ou provada a identidade do cônjuge ou 
companheiro, a arrecadação converter-se-á em inventário.
§ 4º Os credores da herança poderão habilitar-se como nos 
inventários ou propor a ação de cobrança.
Art. 742. O juiz poderá autorizar a alienação:
I - de bens móveis, se forem de conservação difícil ou 
dispendiosa;
II - de semoventes, quando não empregados na exploração de 
alguma indústria;
III - de títulos e papéis de crédito, havendo fundado receio de 
depreciação;
IV - de ações de sociedade quando, reclamada a integralização, 
não dispuser a herança de dinheiro para o pagamento;
V - de bens imóveis:
a) se ameaçarem ruína, não convindo a reparação;
b) se estiverem hipotecados e vencer-se a dívida, não havendo 
dinheiro para o pagamento.
§ 1º Não se procederá, entretanto, à venda se a Fazenda Pública 
ou o habilitando adiantar a importância para as despesas.
§ 2º Os bens com valor de afeição, como retratos, objetos de uso 
pessoal, livros e obras de arte, só serão alienados depois de 
declarada a vacância da herança.
Art. 743. Passado 1 (um) ano da primeira publicação do edital e 
não havendo herdeiro habilitado nem habilitação pendente, será a 
herança declarada vacante.
§ 1º Pendendo habilitação, a vacância será declarada pela 
mesma sentença que a julgar improcedente, aguardando-se, no 
caso de serem diversas as habilitações, o julgamento da última.
§ 2º Transitada em julgado a sentença que declarou a vacância, o 
cônjuge, o companheiro, os herdeiros e os credores só poderão 
reclamar o seu direito por ação direta.
§ 1º Verificada a existência de sucessor ou de testamenteiro 
em lugar certo, far-se-á a sua citação, sem prejuízo do edital.
§ 2º Quando o falecido for estrangeiro, será também 
comunicado o fato à autoridade consular.
§ 3º Julgada a habilitação do herdeiro, reconhecida a 
qualidade do testamenteiro ou provada a identidade do 
cônjuge ou companheiro, a arrecadação converter-se-á em 
inventário.
§ 4º Os credores da herança poderão habilitar-se como nos 
inventários ou propor a ação de cobrança.
Art. 742. O juiz poderá autorizar a alienação:
I - de bens móveis, se forem de conservação difícil ou 
dispendiosa;
II - de semoventes, quando não empregados na exploração 
de alguma indústria;
III - de títulos e papéis de crédito, havendo fundado receio de 
depreciação;
IV - de ações de sociedade quando, reclamada a 
integralização, não dispuser a herança de dinheiro para o 
pagamento;
V - de bens imóveis:
a) se ameaçarem ruína, não convindo a reparação;
b) se estiverem hipotecados e vencer-se a dívida, não 
havendo dinheiro para o pagamento.
§ 1º Não se procederá, entretanto, à venda se a Fazenda 
Pública ou o habilitando adiantar a importância para as 
despesas.
§ 2º Os bens com valor de afeição, como retratos, objetos de 
uso pessoal, livros e obras de arte, só serão alienados depois 
de declarada a vacância da herança.
Art. 743. Passado 1 (um) ano da primeira publicação do edital 
e não havendo herdeiro habilitado nem habilitação pendente, 
será a herança declarada vacante.
§ 1º Pendendo habilitação, a vacância será declarada pela 
mesma sentença que a julgar improcedente, aguardando-se, 
no caso de serem diversas as habilitações, o julgamento da 
última.
§ 2º Transitada em julgado a sentença que declarou a 
vacância, o cônjuge, o companheiro, os herdeiros e os 
credores só poderão reclamar o seu direito por ação direta.
§ 1º Não se procederá, entretanto, à venda se a Fazenda 
Pública ou o habilitando adiantar a importância para as 
despesas.
§ 2º Os bens com valor de afeição, como retratos, objetos de 
uso pessoal, livros e obras de arte, só serão alienados depois 
de declarada a vacância da herança.
Art. 743. Passado 1 (um) ano da primeira publicação do edital 
e não havendo herdeiro habilitado nem habilitação pendente, 
será a herança declarada vacante.
§ 1º Pendendo habilitação, a vacância será declarada pela 
mesma sentença que a julgar improcedente, aguardando-se, 
no caso de serem diversas as habilitações, o julgamento da 
última.
§ 2º Transitada em julgado a sentença que declarou a 
vacância, o cônjuge, o companheiro, os herdeiros e os 
credores só poderão reclamar o seu direito por ação direta.
Art. 738. Nos casos em que a lei considere jacente a 
herança, o juiz em cuja comarca tiver domicílio o falecido 
procederá imediatamente à arrecadação dos respectivos 
bens.
Art. 739. A herança jacente ficará sob a guarda, a 
conservação e a administração de um curador até a 
respectiva entrega ao sucessor legalmente habilitado ou até a 
declaração de vacância.
§ 1º Incumbe ao curador:
I - representar a herança em juízo ou fora dele, com 
intervenção do Ministério Público;
II - ter em boa guarda e conservação os bens arrecadados e 
promover a arrecadação de outros porventura existentes;
III - executar as medidas conservatórias dos direitos da 
herança;
IV - apresentar mensalmente ao juiz balancete da receita e 
da despesa;
V - prestar contas ao final de sua gestão.
§ 2º Aplica-se ao curador o disposto nos arts. 159 a 161.
Art. 740. O juiz ordenará que o oficial de justiça, 
acompanhado do escrivão ou do chefe de secretaria e do 
curador, arrole os bens e descreva-os em auto 
circunstanciado.
§ 1º Não podendo comparecer ao local, o juiz requisitará à 
autoridade policial que proceda à arrecadação e ao 
arrolamento dos bens, com 2 (duas) testemunhas, que 
assistirão às diligências.
§ 2º Não estando ainda nomeado o curador, o juiz designará 
depositário e lhe entregará os bens, mediante simples termo 
nos autos, depois de compromissado.
§ 3º Durante a arrecadação, o juiz ou a autoridade policial 
inquirirá os moradores da casa e da vizinhança sobre a 
qualificação do falecido, o paradeiro de seus sucessores e a 
existência de outros bens, lavrando-se de tudo auto de 
inquirição e informação.
§ 4º O juiz examinará reservadamente os papéis, as cartas 
missivas e os livros domésticos e, verificando que não 
apresentam interesse, mandará empacotá-los e lacrá-los 
para serem assim entregues aos sucessores do falecido ou 
queimados quando os bens forem declarados vacantes.
§ 2º Não estando ainda nomeado o curador, o juiz designará 
depositário e lhe entregará os bens, mediante simples termo 
nos autos, depois de compromissado.
§ 3º Durante a arrecadação, o juiz ou a autoridade policial 
inquirirá os moradores da casa e da vizinhança sobre a 
qualificação do falecido, o paradeiro de seus sucessores e a 
existência de outros bens, lavrando-se de tudo auto de 
inquirição e informação.
§ 4ºO juiz examinará reservadamente os papéis, as cartas 
missivas e os livros domésticos e, verificando que não 
apresentam interesse, mandará empacotá-los e lacrá-los 
para serem assim entregues aos sucessores do falecido ou 
queimados quando os bens forem declarados vacantes.
§ 5º Se constar ao juiz a existência de bens em outra 
comarca, mandará expedir carta precatória a fim de serem 
arrecadados.
§ 6º Não se fará a arrecadação, ou essa será suspensa, 
quando, iniciada, apresentarem-se para reclamar os bens o 
cônjuge ou companheiro, o herdeiro ou o testamenteiro 
notoriamente reconhecido e não houver oposição motivada 
do curador, de qualquer interessado, do Ministério Público ou 
do representante da Fazenda Pública.
Art. 741. Ultimada a arrecadação, o juiz mandará expedir 
edital, que será publicado na rede mundial de computadores, 
no sítio do tribunal a que estiver vinculado o juízo e na 
plataforma de editais do Conselho Nacional de Justiça, onde 
permanecerá por 3 (três) meses, ou, não havendo sítio, no 
órgão oficial e na imprensa da comarca, por 3 (três) vezes 
com intervalos de 1 (um) mês, para que os sucessores do 
falecido venham a habilitar-se no prazo de 6 (seis) meses 
contado da primeira publicação.
§ 1º Verificada a existência de sucessor ou de testamenteiro 
em lugar certo, far-se-á a sua citação, sem prejuízo do edital.
§ 2º Quando o falecido for estrangeiro, será também 
comunicado o fato à autoridade consular.
§ 3º Julgada a habilitação do herdeiro, reconhecida a 
qualidade do testamenteiro ou provada a identidade do 
cônjuge ou companheiro, a arrecadação converter-se-á em 
inventário.
§ 4º Os credores da herança poderão habilitar-se como nos 
inventários ou propor a ação de cobrança.
Art. 742. O juiz poderá autorizar a alienação:
I - de bens móveis, se forem de conservação difícil ou 
dispendiosa;
II - de semoventes, quando não empregados na exploração 
de alguma indústria;
III - de títulos e papéis de crédito, havendo fundado receio de 
depreciação;
IV - de ações de sociedade quando, reclamada a 
integralização, não dispuser a herança de dinheiro para o 
pagamento;
V - de bens imóveis:
a) se ameaçarem ruína, não convindo a reparação;
b) se estiverem hipotecados e vencer-se a dívida, não 
havendo dinheiro para o pagamento.
§ 1º Não se procederá, entretanto, à venda se a Fazenda 
Pública ou o habilitando adiantar a importância para as 
despesas.
§ 2º Os bens com valor de afeição, como retratos, objetos de 
uso pessoal, livros e obras de arte, só serão alienados depois 
de declarada a vacância da herança.
Art. 743. Passado 1 (um) ano da primeira publicação do edital 
e não havendo herdeiro habilitado nem habilitação pendente, 
será a herança declarada vacante.
§ 1º Pendendo habilitação, a vacância será declarada pela 
mesma sentença que a julgar improcedente, aguardando-se, 
no caso de serem diversas as habilitações, o julgamento da 
última.
§ 2º Transitada em julgado a sentença que declarou a 
vacância, o cônjuge, o companheiro, os herdeiros e os 
credores só poderão reclamar o seu direito por ação direta.
Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde 
logo, aos herdeiros legítimos e testamentários.
Art. 1.785. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do 
falecido.
Art. 1.786. A sucessão dá-se por lei ou por disposição de 
última vontade.
Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a 
lei vigente ao tempo da abertura daquela.
Art. 1.788. Morrendo a pessoa sem testamento, transmite a 
herança aos herdeiros legítimos; o mesmo ocorrerá quanto 
aos bens que não forem compreendidos no testamento; e 
subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar, ou for 
julgado nulo.
Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só 
poderá dispor da metade da herança.
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da 
sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos 
onerosamente na vigência da união estável, nas condições 
seguintes: (Vide Recurso Extraordinário nº 646.721) (Vide 
Recurso Extraordinário nº 878.694)
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota 
equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, 
tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito 
a um terço da herança;
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à 
totalidade da herança.
A herança jacente ocorre quando alguém falece sem 
herdeiros conhecidos ou quando os herdeiros não aparecem 
para reclamar a herança.
➡
 Nessa fase, o patrimônio não fica “abandonado”: ele é 
arrecadado e administrado pelo Estado até que:
• apareçam herdeiros, ou
• seja declarada herança vacante (e aí vai definitivamente 
para o poder público)
⚖
 Legitimação ativa (quem pode provocar o procedimento)
A abertura do procedimento de arrecadação pode ser 
requerida por:
1. Ministério Público
• Atua como fiscal da ordem jurídica
• Principal legitimado quando há interesse público 
envolvido
2. Fazenda Pública
• Tem interesse porque, ao final, a herança pode se tornar 
vacante
3. Qualquer interessado
Ex:
• credores do falecido
• eventuais herdeiros não reconhecidos
• terceiros com interesse patrimonial
👉
 Segundo a doutrina de Fredie Didier Jr.:
A legitimação é ampla, pois o objetivo é proteger o patrimônio 
e dar destinação jurídica adequada.
⸻
🧾
 Procedimento da arrecadação (CPC arts. 738–743)
1. Instauração
• O juiz toma conhecimento da morte sem herdeiros 
conhecidos
• Pode agir:
• por provocação (MP, Fazenda, interessado)
• ou até de ofício (na prática, normalmente provocado)
⸻
2. Arrecadação dos bens
O juiz nomeia um curador da herança jacente
Funções:
• arrecadar os bens
• administrar o patrimônio
• evitar dilapidação
Para Didier, a legitimação é ampla e não restritiva, porque o 
objetivo do procedimento não é resolver conflito, mas 
proteger um acervo patrimonial sem titular definido.
✔
 Podem provocar o procedimento:
• Ministério Público → atua como fiscal da ordem jurídica
• Fazenda Pública → interesse eventual na vacância
• Qualquer interessado → credores, terceiros, possíveis 
herdeiros
📌
 Ponto central dele:
Não há rigidez na legitimação porque se trata de 
procedimento de natureza não contenciosa.
Segundo Fredie Didier Jr., a herança jacente deve ser 
compreendida dentro da lógica da jurisdição voluntária, com 
forte função de tutela do patrimônio e do interesse público. 
Vou sintetizar exatamente a posição dele 
👇
Art. 744. Declarada a ausência nos casos previstos em lei, o 
juiz mandará arrecadar os bens do ausente e nomear-lhes-á 
curador na forma estabelecida na Seção VI, observando-se o 
disposto em lei.
Art. 745. Feita a arrecadação, o juiz mandará publicar editais 
na rede mundial de computadores, no sítio do tribunal a que 
estiver vinculado e na plataforma de editais do Conselho 
Nacional de Justiça, onde permanecerá por 1 (um) ano, ou, 
não havendo sítio, no órgão oficial e na imprensa da 
comarca, durante 1 (um) ano, reproduzida de 2 (dois) em 2 
(dois) meses, anunciando a arrecadação e chamando o 
ausente a entrar na posse de seus bens.
§ 1º Findo o prazo previsto no edital, poderão os interessados 
requerer a abertura da sucessão provisória, observando-se o 
disposto em lei.
§ 2º O interessado, ao requerer a abertura da sucessão 
provisória, pedirá a citação pessoal dos herdeiros presentes e 
do curador e, por editais, a dos ausentes para requererem 
habilitação, na forma dos arts. 689 a 692.
§ 3º Presentes os requisitos legais, poderá ser requerida a 
conversão da sucessão provisória em definitiva.
§ 4º Regressando o ausente ou algum de seus descendentes 
ou ascendentes para requerer ao juiz a entrega de bens, 
serão citados para contestar o pedido os sucessores 
provisórios ou definitivos, o Ministério Público e o 
representante da Fazenda Pública, seguindo-se o 
procedimento comum.
Das Coisas Vagas
Art. 746. Recebendo do descobridorcoisa alheia perdida, o 
juiz mandará lavrar o respectivo auto, do qual constará a 
descrição do bem e as declarações do descobridor.
§ 1º Recebida a coisa por autoridade policial, esta a remeterá 
em seguida ao juízo competente.
§ 2º Depositada a coisa, o juiz mandará publicar edital na 
rede mundial de computadores, no sítio do tribunal a que 
estiver vinculado e na plataforma de editais do Conselho 
Nacional de Justiça ou, não havendo sítio, no órgão oficial e 
na imprensa da comarca, para que o dono ou o legítimo 
possuidor a reclame, salvo se se tratar de coisa de pequeno 
valor e não for possível a publicação no sítio do tribunal, caso 
em que o edital será apenas afixado no átrio do edifício do 
fórum.
§ 3º Observar-se-á, quanto ao mais, o disposto em lei.
Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se 
consideram interessados:
I - o cônjuge não separado judicialmente;
II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;
III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito 
dependente de sua morte;
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.
Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão 
provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de 
publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, 
proceder-se-á à abertura do testamento, se houver, e ao 
inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse 
falecido.
§ 1º Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo 
interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério 
Público requerê-la ao juízo competente.
§ 2º Não comparecendo herdeiro ou interessado para 
requerer o inventário até trinta dias depois de passar em 
julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, 
proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma 
estabelecida nos arts. 1.819 a 1.823.
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, 
depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para 
logo as vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, 
todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias 
precisas, até a entrega dos bens a seu dono.
Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de 
restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.
Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por 
encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada 
à autoridade competente.
Art. 1.237. Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia 
pela imprensa, ou do edital, não se apresentando quem 
comprove a propriedade sobre a coisa, será esta vendida em 
hasta pública e, deduzidas do preço as despesas, mais a 
recompensa do descobridor, pertencerá o remanescente ao 
Município em cuja circunscrição se deparou o objeto perdido.
Parágrafo único. Sendo de diminuto valor, poderá o Município 
abandonar a coisa em favor de quem a achou.
Art. 1.234. Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do 
artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não 
inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas 
despesas que houver feito com a conservação e transporte 
da coisa, se o dono não preferir abandoná-la.
Parágrafo único. Na determinação do montante da 
recompensa, considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo 
descobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, 
as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a 
situação econômica de ambos.
Art. 1.235. O descobridor responde pelos prejuízos causados 
ao proprietário ou possuidor legítimo, quando tiver procedido 
com dolo.
Art. 1.236. A autoridade competente dará conhecimento da 
descoberta através da imprensa e outros meios de 
informação, somente expedindo editais se o seu valor os 
comportar.
A curatela, ausência e morte presumida são institutos 
jurídicos para proteger bens e direitos de pessoas 
desaparecidas ou sem notícias. A curatela (fase 1) nomeia 
um curador para gerir os bens. A ausência é o procedimento, 
que após anos, pode levar à morte presumida (sem corpo), 
permitindo a partilha de bens.
Ausência (Art. 22-39 CC): Ocorre quando alguém some sem 
deixar representante. Após a curadoria, se não retornar, 
decreta-se a morte presumida.
Curatela de Bens: Juiz nomeia alguém (curador) para gerir 
patrimônio do ausente imediatamente.
Morte Presumida COM Ausência: Após 1 ano de curadoria 
(ou 3 se houver representante), abre-se a sucessão 
provisória. Após 10 anos da provisória, a definitiva.
Morte Presumida SEM Ausência (Art. 7º CC): Possível sem 
longa espera se for extremamente provável a morte (ex: 
naufrágio, incêndio, desabamento) ou em caso de guerra.
Retorno do Ausente: Se a pessoa reaparecer, a sentença de 
morte presumida é cancelada, e o ausente recupera os bens 
no estado em que se encontram.
Art. 735. Recebendo testamento cerrado, o juiz, se não achar 
vício externo que o torne suspeito de nulidade ou falsidade, o 
abrirá e mandará que o escrivão o leia em presença do 
apresentante.
§ 1º Do termo de abertura constarão o nome do apresentante 
e como ele obteve o testamento, a data e o lugar do 
falecimento do testador, com as respectivas provas, e 
qualquer circunstância digna de nota.
§ 2º Depois de ouvido o Ministério Público, não havendo 
dúvidas a serem esclarecidas, o juiz mandará registrar, 
arquivar e cumprir o testamento.
§ 3º Feito o registro, será intimado o testamenteiro para 
assinar o termo da testamentária.
§ 4º Se não houver testamenteiro nomeado ou se ele estiver 
ausente ou não aceitar o encargo, o juiz nomeará 
testamenteiro dativo, observando-se a preferência legal.
§ 5º O testamenteiro deverá cumprir as disposições 
testamentárias e prestar contas em juízo do que recebeu e 
despendeu, observando-se o disposto em lei.
§ 3º Feito o registro, será intimado o testamenteiro para 
assinar o termo da testamentária. 
Obs - testamento dativo / ad hoc -> parágrafo terceiro e 
quarto 
§ 4º Se não houver testamenteiro nomeado ou se ele estiver 
ausente ou não aceitar o encargo, o juiz nomeará 
testamenteiro dativo, observando-se a preferência legal.
§ 5º O testamenteiro deverá cumprir as disposições 
testamentárias e prestar contas em juízo do que recebeu e 
despendeu, observando-se o disposto em lei.
Art. 736. Qualquer interessado, exibindo o traslado ou a 
certidão de testamento público, poderá requerer ao juiz que 
ordene o seu cumprimento, observando-se, no que couber, o 
disposto nos parágrafos do art. 735.
Art. 737. A publicação do testamento particular poderá ser 
requerida, depois da morte do testador, pelo herdeiro, pelo 
legatário ou pelo testamenteiro, bem como pelo terceiro 
detentor do testamento, se impossibilitado de entregá-lo a 
algum dos outros legitimados para requerê-la.
§ 1º Serão intimados os herdeiros que não tiverem requerido 
a publicação do testamento.
§ 2º Verificando a presença dos requisitos da lei, ouvido o 
Ministério Público, o juiz confirmará o testamento.
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo ao codicilo e aos 
testamentos marítimo, aeronáutico, militar e nuncupativo.
§ 4º Observar-se-á, no cumprimento do testamento, o 
disposto nos parágrafos do art. 735.
⚖
 Características essenciais (segundo a doutrina dela)
Ela destaca alguns pontos fundamentais:
* Personalíssimo → só pode ser feito pelo próprio testador
* Unilateral → depende apenas da vontade de quem testa
* Gratuito → não envolve contraprestação
* Revogável → pode ser alterado ou cancelado a qualquer 
momento
* Solenidade → exige forma prevista em lei
 Testamento em juízo na visão dela
Maria Helena Diniz explica que o chamado “testamento em 
juízo” não é exatamente um tipo autônomo, mas sim uma 
situação em que:
* O testamento (principalmente o particular)
* Precisa ser confirmado judicialmente
Isso ocorre porque ele:
* Não foi feito em cartório
* Depende de prova de autenticidade (ex: testemunhas)
* Antes da morte → extrajudicial
* Depois → pode virar assunto judicial
Art. 1.987. Salvo disposição testamentária em contrário, o 
testamenteiro, que não seja herdeiro ou legatário, terá direito 
a um prêmio,

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