Prévia do material em texto
14/05/2021 1 BIOQUÍMICA SÉRICA Detecta e/ou mensura substâncias presentes no sangue. Podem ser: - Metabólitos - Íons - Hormônios - Fármacos - Toxinas - Nutrientes - Proteínas - Outras substâncias Qual frasco utilizar? Cor da tampa Anticoagulante Uso Vermelha E amarela Não contem anticoagulante • Análises bioquímicas comuns, como aquelas incluídas na elaboração de um perfil bioquímico. Roxa EDTA • A amostra pode ser utilizada para a realização do hemograma, fibrinogênio e contagem de plaquetas. Verde Heparina • Algumas análises bioquímicas. • Como interfere na coloração do esfregaço sanguíneo, não é recomendado para hemograma. • Hemogasometria Azul Citrato de sódio • Provas de coagulação Cinza Fluoreto de sódio • determinação da glicose. ARMAZENAMENTO DA AMOSTRA • IDENTIFICAÇÃO CORRETA •O soro obtido deve ser analisado rapidamente, caso contrário, poderá ser mantido refrigerado durante 24 a 48h. •Armazenamento além de 48h: o soro deve ser congelado, e se o congelamento for por tempo indeterminado, deve permanecer em temperatura -70˚ C. Para maior confiabilidade, a atividade sérica das enzimas deve ser determinada até 24 h após a coleta. SORO COMO OBTER O SORO: •Colocar o sangue em repouso – 15 a 30 min •Centrifugar •Separar a parte líquida (SORO) 1 2 3 4 5 6 14/05/2021 2 INFLUÊNCIA DO JEJUM • ALIMENTAÇÃO LIPEMIA LIPEMIA = GRANDE QUANTIDADE DE LIPÍDEOS NO SANGUE, DANDO UM ASPECTO LEITOSO (TURVAÇÃO) AO SORO OU PLASMA PODE INTERFERIR NO RESULTADO DE ALGUMAS PROVAS BIOQUÍMICAS INFLUÊNCIA DE JEJUM Interferência moderada (recomenda-se jejum de 3 horas) • HEMOGRAMA • COAGULOGRAMA • AST • ALT • URÉIA • CREATININA • GGT • BILIRRUBINAS • ÍONS Grande interferência (recomenda-se jejum de 8 horas) • GLICOSE • COLESTEROL E FRAÇÕES • TRIGLICERÍDEOS INFLUÊNCIA DA HEMÓLISE • Altera: • ALT • AST • GGT • CK • GLICOSE • TRIGLICERÍDEO INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO SISTEMA URINÁRIO Provas de função renal • Os testes bioquímicos de função renal são realizados para o diagnóstico de doença renal e para a monitorização do tratamento. • Os testes devem ser realizados após um criterioso exame clínico e analisado juntamente com a URINÁLISE. • A amostra deve ser obtida sem anticoagulante, porém, eventualmente algumas técnicas permitem o uso de plasma heparinizado ou com EDTA. 7 8 9 10 11 12 14/05/2021 3 URÉIA E CREATININA A principal função do sistema urinário é a de excretar o nitrogênio ureico (UN) e a creatinina. PERDA DE 75% DA FUNÇÃO RENAL ↑ URÉIA E CREATININA AZOTEMIA Bexiga RIM CIRCULAÇÃO SISTÊMICA (SANGUE) Uréia Creatinina Uréia Creatinina Creatinina Uréia Uréia Uréia Creatinina Creatinina FUNÇÃO RENAL NORMAL Uréia Creatinina Bexiga RIM CIRCULAÇÃO SISTÊMICA (SANGUE) Uréia Creatinina Uréia Creatinina Creatinina Uréia Uréia Creatinina FUNÇÃO RENAL ANORMAL BAIXA EXCREÇÃO ACÚMULO SÉRICO DE URÉIA E CREATININA - AZOTEMIA - AZOTEMIA Aumento das concentrações séricas de uréia, creatinina e outros compostos nitrogenados não-proteicos no sangue, no plasma ou no soro. Qualquer condição que diminua o fluxo sanguíneo renal pode resultar em azotemia 13 14 15 16 17 18 14/05/2021 4 CLASSIFICAÇÃO DA AZOTEMIA PRÉ-RENAL Por ↓ do fluxo sanguíneo renal • Hipotensão • Hipovolemia (desidratação) RENAL Por lesão renal • Inflamação • Necrose • Neoplasia • Amiloidose PÓS-RENAL Por impedimento da eliminação da urina • Obstrução do fluxo urinário • Ruptura de bexiga URÉIA • A concentração de uréia é afetada por fatores extra-renais, ou seja, fatores não relacionados com sistema urinário • Uréia não é um bom indicador do funcionamento renal quando analisada unicamente. CICLO DA URÉIA Proteína degradada Amônia A Amônia é uma substância tóxica que deve ser eliminada rapidamente pelo organismo!!! Fígado Amônia degradada URÉIA Fígado TRANSPORTADA Excretada pelo RIM A amônia pode ser proveniente das proteínas da dieta e das proteínas endógenas! URÉIA ↓URÉIA pode indicar: • Insuficiência hepática • Cirrose hepática • Shunt porto-sistêmico • Redução da proteína dietética • Hipoproteinemia. ↑URÉIA pode indicar: • Azotemia (renal, pré- renal ou pós renal) • Aumento extra-renal • Dieta rica em proteínas • Catabolismo proteico • Ingestão de proteína recente • Inflamação intestinal CREATININA • A creatinina não é afetada pela dieta nem pelo catabolismo protéico e aumenta pouco em casos de desidratação ou falha cardíaca, a não ser em casos severos. • Entretanto, aumenta de forma significativa e rápida na insuficiência renal. Portanto: ↑crea nina deficiência na funcionalidade renal ALBUMINA A albumina é a proteína mais abundante no plasma, é sintetizada no fígado e contribui em 80% para osmolaridade do plasma sanguíneo, sendo também uma importante reserva protéica. 19 20 21 22 23 24 14/05/2021 5 ALBUMINA X FILTRAÇÃO GLOMERULAR A Filtração Glomerular ocorre no glomérulo. Normalmente, a albumina não passa pelo glomérulo. CONCLUSÃO: a urina não possui albumina na sua composição, porque a albumina fica retida no glomérulo ALBUMINA E OUTRAS PROTEÍNAS X REABSORÇÃO TUBULAR Muitas proteínas que possuem tamanho compatível, passam pelo glomérulo. Porém no túbulo contorcido proximal são reabsorvidas CONCLUSÃO: a urina não possui proteínas porque as proteínas que chegam ao ultrafiltrado glomerular são reabsorvidas. ALBUMINA X LESÃO RENAL LESÃO GLOMERULAR ou LESÃO TUBULAR PROTEINÚRIA PROTEINÚRIA = PRESENÇA DE PROTEÍNAS NA URINA ↓NÍVEL SÉRICO DE ALBUMINA (HIPOALBUMINEMIA) SÓDIO • Normalmente o sódio é filtrado e reabsorvido, dependendo da quantidade na dieta. DOENÇA RENAL CRÔNICA OU GENERALIZADA ↓SÉRICA DE SÓDIO (HIPONATREMIA) Isso ocorre por causa da POLIÚRIA (aumento no volume urinário) O sódio acompanha a água na depleção hídrica para manter a isotonicidade POTÁSSIO • O potássio fisiologicamente é filtrado nos glomérulos, reabsorvido nos túbulos contorcidos proximais e excretado pelos túbulos distais. • A concentração sérica de potássio varia com a dieta. DOENÇA URINÁRIA OLIGÚRICA OU ANÚRICA ↑SÉRICO DE POTÁSSIO (HIPERCALEMIA) Há a perda da função excretora renal e retenção de potássio • IRA • OBSTRUÇÃO DO FLUXO URINÁRIO FÓSFORO Redução na velocidade da filtração e perda na capacidade de excreção de fósforo DOENÇA RENAL CRÔNICA OU GENERALIZADA ↑SÉRICO DE FÓSFORO (HIPERFOSFATEMIA) 25 26 27 28 29 30 14/05/2021 6 PARATORMÔNIO (PTH) Existe um equilíbrio CÁLCIO: FÓSFORO ↑ FÓSFORO Para manter equilíbrio, é necessário aumentar a concentração sérica de Cálcio ↑ PTH DOENÇA RENAL CRÔNICA ↑ Ca : remoção de Ca dos ossos, ↑ reabsorção renal de cálcio, ↓ reabsorção de fósforo e estimula vitamina D CÁLCIO Perda da capacidade de reabsorção DOENÇA RENAL CRÔNICA OU GENERALIZADA ↓SÉRICA DE CÁLCIO (HIPOCALCEMIA) Os rins filtram uma grande quantidade de cálcio por dia, porém tem a capacidade de reabsorver cerca de 98 a 99% do que é filtrado, sendo que diversos fatores podem influenciar a habilidade dos rins em excretar ou reabsorver cálcio. CÁLCIO o rim é o órgão fundamental na excreção de cálcio DOENÇA RENAL EM EQUINOS ALIMENTADOS COM DIETA RICA EM CÁLCIO ↑SÉRICA DE CÁLCIO (HIPERCALCEMIA) SDMA (cães e gatos) DIMETILARGININA SIMÉTRICA (SDMA) A dosagem de SDMA já tem sido posta em prática como biomarcador precoce de lesão renal e monitoramento de pacientes nefropatas, principalmente aqueles em que a creatinina e ureia encontram-se dentro do intervalo para a espécie (DOENÇA RENAL CRÔNICA EM FASE INICIAL) ↑ SDMA: 40% DE LESÃO RENAL ↑ URÉIA E CREATININA: 75% DE LESÃO RENAL URINÁLISE E DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO • PROTEINÚRIA – por lesão glomerular e tubular • GLICOSÚRIA – por lesão tubular • ISOSTENÚRIA e HIPOSTENÚRIA) – falha renal primária (lesão tubular) • CILINDROS – pielonefrite (inflamação de túbulos, interstício e pelve renal) • Cilindros granulosos – degeneraçãoe necrose de células tubulares • Cilindros céreos – lesão tubular crônica URINÁLISE E DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO • CÉLULAS EPITELIAIS DE DESCAMAÇÃO • RENAL – inflamação, degeneração, intoxicação ou isquemia renal • DE PELVE – pielite, pielonefrite • URETRAIS – uretrite • VESICAIS – cistite 31 32 33 34 35 36 14/05/2021 7 URINÁLISE E DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO • HEMATÚRIA – urólitos, inflamação no trato urinário superior ou inferior, trauma, neoplasia, parasita • LEUCOCITÚRIA – inflamação no trato urinário superior ou inferior • PIÚRIA (leucócitos degenerados – pus) – infecção no trato urinário superior ou inferior • PROTEINÚRIA – lesão glomerular, lesão tubular, inflamação no trato urinário superior ou inferior BIOQUÍMICA DA URINA • RELAÇÃO PROTEÍNA/CREATININA URINÁRIA (RPC) • Indicador precoce de lesão renal • Dosar proteína da urina • Dosa creatinina da urina • Dividir valor de proteína pelo valor de creatinina • Valor de referência: 0,4 ↑RPCLESÃO GLOMERULAR OU TUBULAR INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO SISTEMA HEPATOBILIAR PROVAS BIOQUÍMICAS • PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR • PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA • PROVAS COLESTÁTICAS PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR HEPATÓCITO (UNIDADE FUNCIONAL DO FÍGADO) Hepatócito Hepatócito HepatócitoHepatócito HepatócitoHepatócito Hepatócito Avaliam a integridade do hepatócito PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR ALT – alaninoamino transferase (TGP) • Presente no citoplasma do hepatócito e células musculares • Mais hepatoespecífica que a AST AST – aspartatoamino transferase (TGP) • Presente no citoplasma e na mitocôncria do hepatócito e das células musculares 37 38 39 40 41 42 14/05/2021 8 Vaso sanguíneo PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR Hepatócito ALT ALT LESÃO HEPATÓCITO NORMAL ALT AST ALT ALT ALT AST AST Hepatócito HEPATÓCITO LESIONADO ALT ALT ALT AST AST AST AST PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR ↑ALT ↑AST Lesão aguda (morte ou necrose) de hepatócitos Lesão aguda (morte ou necrose) de células musculares • Hepatite aguda • Lipidose hepática aguda • Hepatopatia tóxica • Hepatite infecciosa • Neoplasia hepática • Fármacos (glicocorticóides, fenobarbital) • Intoxicações • Congestão hepática • Convulsão • Rabdomiólise • Choque elétrico • Acidentes ofídicos • Hipercalcemia PROVAS DE LESÃO HEPATOCELULAR A elevação de ALT e AST – indica magnitude do dano • 2 a 3 x acima do VR – lesões discretas • 5 a 10 x – lesão moderadamente grave • Acima de 10x - dano acentuado Em doença crônica pode NÃO haver aumento de ALT e AST • Cirrose hepática • Fibrose hepática Em equinos e ruminantes: ALT é mais corriqueira para a detecção de lesões hepáticas. PROVAS COLESTÁTICAS O QUE É COLESTASE????? É o comprometimento (retardamento ou impedimento) do fluxo biliar PROVAS COLESTÁTICAS QUAL A IMPORTÂNCIA DA COLESTASE????? A estase (parada) da bile promove extravasamento da bile para interstício Bile tem a função de digerir gordura Destruição de membranas celulares Membrana celular é lipídica PROVAS COLESTÁTICAS FOSFATASE ALCALINA - FA • Enzima presente nas membranas celulares • pode ser encontrada em vários tecidos, principalmente tecido ósseo, sistema hepato-biliar e mucosa gastrointestinal; em menor grau nos rins, placenta e baço • Não indica colestase em GATOS!!!! • Em gatos, seu aumento indica LIPIDOSE HEPÁTICA GAMA GLUTAMILTRANSFERASE - GGT • Enzima presente nas membranas celulares dos hepatócitos e túbulos biliares • Única prova para colestase em GATOS 43 44 45 46 47 48 14/05/2021 9 PROVAS COLESTÁTICAS Membrana celular do hepatócito SEM COLESTASE FA GGT FA FA FA GGT GGT GGT DUCTO BILIAR BILIRR UBINA BILIRR UBINA Vaso sanguíneo Vaso sanguíneo Membrana celular do hepatócito COM COLESTASE FA GGT FA GGT GGT LESÃODUCTO BILIAR BILIRR UBINA BILIRR UBINA BILIRR UBINA BILIRR UBINA colestase BILIRR UBINA BILIRR UBINA BILIRR UBINA BILIRR UBINA BILIRR UBINA PROVAS COLESTÁTICAS FA FA GGT PROVAS DE COLESTASE ↑FA COLESTASE EM CÃES CAUSAS DE COLESTASE • Doença hepática • Obstrução de ducto biliar externo LIPIDOSE HEPÁTICA EM GATOS INDUZIDA POR FÁRMACOS • Atividade osteoblásticaANIMAIS EM CRESCIMENTO • Corticóides e anticonvulsivantes COLESTASE EM BOVINOS E EQUINOS Realizar em associação com GGT e bilirrubinas pela grande variação PROVAS DE COLESTASE COLESTASE EM CÃES, GATOS, BOVINOS, EQUINOS E PEQUENOS RUMINANTES CAUSAS DE COLESTASE • Doença hepática • Obstrução de ducto biliar externo ↑GGT FILHOTES EM FASE DE AMAMENTAÇÃO • GGT no colostro PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA • Afinal, qual a função do fígado? • ALBUMINA • FATORES DE COAGULAÇÃO METABOLIZAR (TRANSFORMAR EM METABÓLITOS PARA EXCREÇÃO) SINTETIZAR (PRODUZIR) • AMÔNIA • BILIRRUBINA • AMINOÁCIDOS E GLICEROL PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA A insuficiência hepática leva a redução da função hepática URÉIA ↓ da função hepática ↓ síntese (produção) GLICOSE ALBUMINA COLESTEROL FATORES DE COAGULAÇÃO OCORRE REDUÇÃO DE NÍVEIS SÉRICOS TP, TTPa 49 50 51 52 53 54 14/05/2021 10 PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA URÉIA • Produto da metabolização da amônia pelo fígado ↓ da função hepática ↓ metabolização da amônia ↓ níveis séricos de URÉIA PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA Proteína degradada Amônia A Amônia é uma substância tóxica que deve ser eliminada rapidamente pelo organismo!!! Fígado Amônia degradada URÉIA Fígado TRANSPORTADA Excretada pelo RIM A amônia pode ser proveniente das proteínas da dieta e das proteínas endógenas! CICLO DA URÉIA PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA AMÔNIA • É metabolizada pelo fígado ↓ da função hepática ↓ metabolização da amônia ↑ níveis séricos de AMÔNIA (Hiperamonemia) PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA GLICOSE • Glicólise →formação de glicose ↓ da função hepática ↓ glicólise ↓ níveis séricos de GLICOSE (hipoglicemia) PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA COLESTEROL • metabolização da acetil-CoA →Colesterol ↓ da função hepática ↓ metabolização da acetil-CoA ↓ níveis séricos de COLESTEROL (hipocolesterole mia) PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA COLESTEROL • Excreção via biliar Obstrução de ducto biliar externo ↓ excreção biliar do colesterol ↑ níveis séricos de COLESTEROL (hipercolesterol emia) 55 56 57 58 59 60 14/05/2021 11 PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA ALBUMINA • Sintetizada pelo fígado ↓da função hepática ↓ síntese da albumina ↓ níveis séricos de ALBUMINA (hipoalbumine mia) PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA FATORES DE COAGULAÇÃO (TO, TTPa) • Sintetizados pelo fígado ↓da função hepática ↓ síntese de fatores de coagulação ↑ TTPa ↑ TP PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA ALBUMINA CAUSAS DE HIPOALBUMINEMIA ↓ síntese da albumina ↑ eliminação ↓ ingestão/absorção de aminoácidos falência hepática • Proteinúria • Diarréias inflamatórias • Parasitismo intestinal • Hemorragias • Insuficiência pancreática • Alimentação pobre em proteína PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA BILIRRUBINAS • Fígado é o local de conjugação das bilirrubinas • Vesícula biliar é responsável pelo armazenamento e excreção das bilirrubinas ↓ da função hepática Obstrução de ducto biliar externo Extravasamento de bilirrubina ↑ níveis séricos de BILIRRUBINA (hiperbilirrubinemia) PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA BILIRRUBINA TOTAL: • BILIRRUBINA CONJUGADA (DIRETA) • BILIRRUBINA NÃO CONJUGADA (INDIRETA OU LIVRE) FÍGADO CICLO DA BILIRRUBINA ALBUMINA BILIRRUBINA BILIRRUBINA LIVRE FÍGADO ALBUMINABILIRRUBINA ÁCIDO GLICURÔNICO VESÍCULA BILIAR BILIRRUBINA LIVRE INTESTINO BILIRRUBINA CONJUGADA BILIRRUBINA CONJUGADA CORRENTE SANGUINEA ESTERCOBILINOGENIO E UROBILINOGENIO 61 62 63 64 65 66 14/05/2021 12 PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA • BILIRRUBINA ↑ DE BILIRRUBINA SÉRICA (HIPERBILIRRUBINEMIA) Icterícia PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA • BILIRRUBINA HIPERBILIRRUBINEMIA Pós-hepáticaPré-hepática Hepática ↑produção de bilirrubina HEMÓLISE Lesão de hepatócito e extravasamento Doença Hepática ↓excreção de bilirrubinae extravasamento (colestase) Obstrução de ducto biliar externo PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA • BILIRRUBINA HIPERBILIRRUBINEMIA Pós-hepáticaPré-hepática Hepática • ↑ ↑ ↑ bilirrubina não conjugada • ↑ bilirrubina conjugada • Anemia regenerativa • hipoalbuminemia • ↑ ↑ bilirrubina não conjugada • ↑ ↑bilirrubina conjugada • ↑ ALT, AST, FA, GGT... • ↑ ↑ ↑ bilirrubina conjugada • Hipercolesterolemia • ↑FA e GGT INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO PÂNCREAS ENDÓCRINO GLICOSE • Através da insulina, produzida pelo pâncreas, a glicose entra nas células. • As alterações do nível sérico de glicose são: • HIPOGLICEMIA • HIPERGLICEMIA Necessário : Jejum de 12 horas GLICOSE HIPOGLICEMIA SEPSE INANIÇÃO OU MÁ ABSORÇÃO MEDICAMENTOS • Superdosagem de insulina FALÊNCIA HEPÁTICA 67 68 69 70 71 72 14/05/2021 13 GLICOSE HIPERGLICEMIA DIABETES MELITO • Tipo I – ausência de insulina • Tipo II – resistência à insulina PÓS-PRANDIAL Após a alimentação MEDICAMENTOS • Glicocorticóides • Progestágenos • Xilazina • Etc ESTRESSE AGUDO OU CRÔNICO Excitação, dor, esforço extenuante O QUE É DIABETES MELITO? Doença endócrina crônica caracterizada por hiperglicemia persistente. Pode ocorrer por falta de insulina ou por resistência insulínica. Esta hiperglicemia resulta em repercussões graves, que podem levar o paciente desde redução de qualidade de vida (cegueira por catarata ou glaucoma, ferimentos que não cicatrizam, emagrecimento, polifagia, poliúria, polidipsia até a morte (cetoacidose diabética). Para refletir Se estresse da coleta pode provocar HIPERGLICEMIA, e o paciente estressa toda vez que for fazer a coleta, independentemente do tipo de manejo.... A DOSAGEM SÉRICA NESTE PACIENTE É UM EXAME CONFIÁVEL PARA DIAGNÓSTICO DE DIABETES? Não!! Então, que exame solicitar? FRUTOSAMINA FRUTOSAMINA • A concentração de frutosamina sérica é um indicador da concentração da glicose nas 2 a 3 semanas anteriores. • A frutosamina também é útil na distinção entre a hiperglicemia causada por excitação pela coleta, da hiperglicemia diabética em gatos. ↑ DE FRUTOSAMINA Hiperglicemia prolongada DIABETES MELITO INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO PÂNCREAS EXÓCRINO TESTES PÂNCREAS EXÓCRINO VISA DIAGNOSTICAR: PANCREATITE INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EXÓCRINA (IPE) Inflamação do pâncreas Doença aguda, emergencial Perda da função do pâncreas ↓enzimas pancreá cas Doença crônica, sem risco à vida 73 74 75 76 77 78 14/05/2021 14 LIPASE e AMILASE • TRIAGEM para PANCREATITE (aumento de 3 a 5X) • Não é sensível nem específica para pancreatite. • Não é útil em GATOS ↑ LIPASE ↑ AMILASE ↑ 3 A 5X • SUGERE PANCREATITE • ENTERITE AGUDA Redução da TFG, dministração de corticosteroides , neoplasias envolvendo pâncreas , trato gastrintestinal e coração; doença hepática; Imunorreatividade da lipase pancreática (cPLI e fPLI) • Mede concentrações de lipase originadas especificamente no pâncreas. • Em gatos, a sensibilidade da fPLI para detecção de pancreatite é de 54 a 100%, dependendo da gravidade da doença, e a especificidade é de 91%. • Tais ensaios são mais confiáveis para a detecção de pancreatite de moderada a grave e, até o momento, são os testes laboratoriais mais úteis ao diagnóstico da pancreatite em cães e gatos. Imunorreatividade semelhante à tripsina sérica (TLI) A sensibilidade do aumento da concentração sérica de TLI para o diagnóstico da pancreatite em cães e gatos é de 33 a 36% e a especificidade está entre 65 e 90%, ambas inferiores às obtidas pelo PLI. ↑ TLI Pancreatite Doenças que provocam ↓TFG ↓ TLI IPE TRIPSINA FECAL • Análise fecal qualitativa. • Animais com insuficiência pancreática exócrina (IPE) a tripsina fecal está ausente ou em pequena quantidade. TRIPSINA FECAL • Prova do filme de raio-x • O teste baseia-se em avaliar a digestão de um fragmento de filme radiográfico usado, imerso em uma solução contendo 2 g de fezes, 9 mL de água destilada e 1 mL de solução de bicarbonato PA. Realiza-se o teste em três amostras: TRIPSINA FECAL Prova do filme de raio x • no tubo A - apenas água, bicarbonato e o filme radiográfico (tubo de controle negativo) • tubo B - água, bicarbonato, filme e as fezes do animal a ser testado (tubo com as fezes- teste); • tubo C - água, bicarbonato, filme e fezes frescas de um animal saudável (tubo de controle positivo). • Em todas as amostras, utilizar o mesmo filme radiográfico e a mesma solução de bicarbonato PA. • Encaminhar à estufa na temperatura de 37º Celsius, por 2 horas. • A Tripsina está sempre presente nas fezes com qualquer regime alimentar, em situação normal e pode aumentar nas fezes diarreicas e após o uso de laxantes. • Uma reação negativa: IPE • Na reação positiva, há a digestão do filme de raio-x 79 80 81 82 83 84 14/05/2021 15 Não digeriu o filme = Ausência de tripsina Não digeriu o filme = Ausência de tripsina Digeriu o filme = Presença de tripsina Solução sem fezes Solução com fezes do animal suspeito Solução com fezes de um animal normal Controle Animal com IPE Animal sem IPE TRIPSINA FECAL • Prova da gelatina • 2 partes de gelatina : 1 parte de solução de fezes em bicarbonato • 1 hora a 37°C e depois geladeira • Ausência de digestão da gelatina - IPE INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DE LESÃO MUSCULAR CREATINOQUINASE (CK) • A CK é a enzima mais sensível para indicar lesão muscular ↑ CK • injeção intramuscular • decúbito prolongado • convulsões • esforço prolongado • outras lesões musculares • Rabdomiólise • Choque elétrico • Acidentes ofídicos • Hipercalcemia CREATINOQUINASE (CK) • A CK é a enzima mais sensível para indicar lesão muscular ↑ CK • injeção intramuscular • decúbito prolongado • convulsões • esforço prolongado • outras lesões musculares LACTATO DESIDROGENASE (LDH) • É uma enzima presente em vários tecidos, em particular no músculo esquelético, músculo cardíaco, fígado e eritrócitos, mas também nos rins, ossos e pulmões. ↑ LDH • Hemólise • Lesão muscular • Deficiência de vitamina E e selênio 85 86 87 88 89 90