Logo Passei Direto
Buscar

Cópia de exames na gravidez

Ferramentas de estudo

Passei Direto Aniversário

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MONITORAMENTO
GRAVIDEZ
EXAMES LABORATORIAIS NA
 PRÉ-NATAL
 GESTAÇÃO E MUDANÇAS FISIOLÓGICAS
 A finalidade principal da assistência pré-natal é garantir a saúde da mãe e
do bebê durante toda a gravidez e o parto, identificando situações que
possam aumentar o risco de desfechos desfavoráveis.
 As alterações podem ser observadas em diversos exames tais como exames
hematológicos e bioquímicos.
 Vale lembrar que o pré-natal vai bem além dos exames laboratoriais, é
todo um acompanhamento que não será tratado neste resumo.
A gravidez normal envolve adaptações fisiológicas e anatômicas que resultam em
significativas transformações no corpo da mãe, afetando a composição dos
componentes celulares e fluidos do sangue. É provável que nenhuma outra etapa da
vida apresente tantas mudanças no funcionamento e na forma do corpo humano em
um período tão curto. Grande parte dessas transformações têm início desde o momento
da implantação do embrião e continuam ao longo de toda a gestação até o fim do
período de amamentação.
HEMATOLOGIA
Durante a gravidez, ocorrem alterações nos componentes sanguíneos, onde a
massa de eritrócitos aumenta em 20%, enquanto o volume plasmático se eleva
em aproximadamente 40%. Isso resulta em uma redução de cerca de 15% nos
níveis de eritrócitos, hemoglobina (Hb) e hematócrito. Os leucócitos aumentam
em 66%, enquanto a contagem de plaquetas diminui em média 20%. A velocidade
de hemossedimentação (VHS) aumenta significativamente durante a gravidez,
tornando esse exame complementar inútil nesse período. Em algumas situações,
as crioaglutininas podem ser positivas, e há uma possível elevação na fragilidade
osmótica.
PROVAS DE FUNÇÃO RENAL
Observamos uma alcalose respiratória com compensação renal. 
Os níveis de pCO2 permanecem normais, em torno de 30 mEq/l, enquanto os
níveis de HCO3– também estão na faixa normal de 19 a 20 mEq/l. 
A osmolaridade sérica diminui em cerca de 10 mOsm/kg no primeiro trimestre.
Inicialmente, ocorre um aumento da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) em 30 a
50%, que se mantém até aproximadamente 20 semanas após o parto. O fluxo
plasmático renal aumenta em 25 a 50% na metade da gestação.
Os níveis de ureia e de creatinina diminuem em 25%, sobretudo durante a
primeira metade da gestação. Os níveis de ureia de 18 mg/dl e de creatinina de
1,2 mg/dl estão definitivamente elevados (anormais) durante a gravidez, embora
estejam normais em mulheres não grávidas. É preciso estar atento para níveis
de ureia > 13 mg/dl e de creatinina > 0,8 mg/dl.
Os níveis séricos de ácido úrico diminuem em cerca de 35% no primeiro
trimestre, retornando ao nível normal (entre 2,8 e 3,0 mg/dl) até o parto.
Além disso, é importante notar que os níveis séricos de aldosterona, angiotensina
I e II, e renina estão elevados durante a gravidez, embora o hiperaldosteronismo
secundário também possa ser observado em casos de toxemia da gravidez. 
URINÁLISE
Urinálise: não há aumento do volume de urina. Ocorre glicosúria em > 50% das
pacientes, devido ao comprometimento da reabsorção tubular. A lactosúria não
deve ser confundida com glicosúria. A proteinúria (200 a 300 mg/24 h) é comum
(aproximadamente 20% das pacientes) e agrava se em caso de doença glomerular
subjacente. As porfirinas urinárias podem estar aumentadas. Observa se elevação
das gonadotropinas urinárias (gonadotropina coriônica humana, hCG). Os
estrogênios urinários aumentam a partir do sexto mês de gravidez até o termo (≤
100 µg/24 h)
 PROTEÍNAS SÉRICAS
 BIOQUÍMICA
As proteínas totais do soro diminuem em 1 g/dl durante o primeiro trimestre e
permanecem nesse nível. 
A albumina sérica diminui em 0,5 g/dl durante o primeiro trimestre e em 0,75 g/dl
no final da gravidez
A alfa 1 globulina sérica tem um aumento de 0,1 g/dl. 
A alfa 2 globulina sérica aumenta em 0,1 g/dl. 
O aumento da beta globulina sérica é de 0,3 g/dl 
A glicemia em jejum diminui 5 a 10 mg/dl ao final do primeiro trimestre. 
Ocorre redução de 10% dos níveis séricos de cálcio. 
O nível sérico de magnésio diminui em 10%. 
Nenhuma alteração é observada nos níveis séricos de sódio (normal =
aproximadamente 135 mEq/l), potássio, cloreto ou fósforo. 
A captação de T3 do soro é diminuída, e a T4 está aumentada.
O nível sérico de progesterona é aumentado
 BIOQUÍMICA - ENZIMAS
Os níveis séricos de CK diminuem em 15% na 20ª semana de gestação;
aumentam no início do trabalho de parto e alcançam seu máximo 24 h após o
parto; em seguida, retornam gradualmente a valores normais. A CK MB é
detectada no início do trabalho de parto em aproximadamente 75% das
pacientes, com nível máximo 24 h após o parto e, em seguida, normalizada. 
Os níveis séricos de LDH e AST permanecem baixos.
O nível sérico de ALP eleva -se (200 a 300%) progressivamente durante o
último trimestre da gravidez normal, devido a um aumento da isoenzima
termoestável da placenta. 
A lipase sérica diminui em 50%. 
O nível sérico de pseudocolinesterase diminui em 30% Lipídios: os
fosfolipídios séricos aumentam em 40 a 60%. 
Ocorre um aumento de 100 a 200% nos triglicerídios séricos. O nível sérico de
colesterol aumenta em 30 a 50% 
Os níveis séricos de ferro caem 40% em mulheres que não recebem
suplementos de ferro. 
Os níveis séricos de vitamina B12 diminuem em 20%. 
O folato sérico cai ≥ 50%. 
O aumento da transferrina sérica é de 40%, e o percentual de saturação
diminui ≤ 70%.
Enzimas: não se observa nenhuma alteração nos níveis séricos de amilase, AST,
ALT, LDH, ICDH, fosfatase ácida e alfa hidroxibutirato desidrogenase. 
MONITORAMENTO LABORATORIAL
Teste de Papanicolaou, se não tiver sido realizado no ano precedente para
exclusão de displasia Hemograma completo, para descartar anormalidades
hematológicas (que podem sugerir distúrbios genéticos, como talassemia, ou
deficiência de ferro ou anemia por deficiência de vitamina B12 /folato) 
 
Na primeira consulta do pré natal, todas as mulheres grávidas devem
realizar os seguintes exames: 
MONITORAMENTO LABORATORIAL
Tipo sanguíneo, tipo Rh e triagem de anticorpos 
Triagem para rubéola, teste da reagina plasmática rápida (RPR) ou EIA para
anticorpo antitreponêmico; devem- se oferecer testes para HBsAg e HIV
Para mulheres de alto risco, fazer pesquisa de N. gonorrhoeae, C. trachomatis
e HBsAg; repetir dentro de 28 semanas 
Para mulheres com diabetes melito durante a gravidez, obter o nível de
hemoglobina A1c. 
Triagem tríplice materna (proteína placentária A associada à gravidez [PAPP A],
hCG total e ultrassonografia para determinação da translucência nucal e
detecção de doenças genéticas; a rigor, os exames devem ser realizados entre
a 11ª e a 13ª semanas e 6 dias) OU:
Exames sequenciais seriados com ultrassonografia combinada e teste
sérico materno para PAPP A no primeiro trimestre, seguido por teste para
PAPP A, AFP, hCG, estradiol não conjugado e inibina A dimérica no segundo
trimestre. A amostra do primeiro trimestre precisa ser coletada entre a 11ª
e a 18ª semanas de gestação, e a segunda amostra, coletada entre a 15ª e
a 22ª semanas.
Deve -se oferecer um teste genético para Fc e outras doenças familiares,
O teste do DNA livre de células (teste pré natal não invasivo, NIPT) para
trissomias do 21, do 18 e do 13 e monossomia X pode ser considerado para
pacientes de alto risco e realizado com apenas 9 semanas de gestação,
Para pacientes com testes de triagem positivos, a análise do líquido amniótico
e dos cromossomos em amostra das vilosidades coriônicas (CVS) pode ser
realizada e é diagnóstica. Obtém -se uma rápida detecção de aneuploidia para
os cromossomos 13, 18, 21, X e Y pela CVS ou pela FISH do líquido amniótico. 
Os exames no primeiro trimestre (10 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias)
são os seguintes: 
Segundo trimestre (15 semanas 0 dia e 22 semanas e 6 dias): 
A determinação da proteína placentária A associada à gravidez, da hCG total, da
translucência nucal e da inibina A e a ultrassonografia para detecção de doenças
genéticas devem ser realizadas se a triagem no primeiro trimestre ou a triagem
sequencial seriada nãotiverem sido feitas (o ideal é a realização dos exames
entre a 16ª e a 18ª semanas) 
MONITORAMENTO LABORATORIAL
REFERÊNCIAS
Para mulheres que realizaram a triagem no primeiro trimestre, deve -se
considerar a determinação repetida da alfafetoproteína (AFP) entre a 16ª e a
18ª semanas 
O teste para exclusão de defeitos do tubo neural aberto pode ser realizado
em líquido amniótico pelo teste de AFP Para mulheres com diabetes melito
durante a gravidez, é necessário realizar um teste de tolerância à glicose entre
a 24ª e a 28ª semanas.
Triagem opcional para estreptococos do grupo B
 
36 semanas: 
SIGA @CURSAUCURSOS @BIODEPRESSINA, OBRIGADO

Mais conteúdos dessa disciplina