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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. 1. Polifarmácia e os riscos relacionados ao uso simultâneo de medicamentos O primeiro aspecto que chamou minha atenção foi a quantidade de medicamentos utilizados por Dona Elvira, principalmente porque ela possui 74 anos e apresenta tonturas e azia. Além dos medicamentos prescritos para hipertensão e diabetes, ela utiliza outros por conta própria. Esse cenário demonstra como a polifarmácia pode aumentar a possibilidade de problemas relacionados aos medicamentos e de reações indesejadas, tornando necessária uma avaliação cuidadosa de tudo o que a paciente utiliza. 2. Automedicação e uso irracional de medicamentos Outro ponto relevante foi a automedicação com diclofenaco e Ginkgo biloba. Dona Elvira iniciou esses produtos sem avaliação profissional, seguindo a recomendação de uma vizinha e uma informação vista na televisão. Isso chama atenção porque o medicamento deve ser utilizado considerando sua necessidade, eficácia e segurança, especialmente em pessoas idosas que já fazem uso de outros medicamentos. 3. Atuação clínica do farmacêutico O terceiro aspecto mais importante é a mudança do papel do farmacêutico, deixando de atuar apenas como vendedor de medicamentos e passando a exercer uma função relacionada ao cuidado em saúde. No caso apresentado, simplesmente vender um medicamento para tontura poderia esconder a verdadeira causa do problema. A realização de uma anamnese e a identificação dos medicamentos utilizados permitem ao farmacêutico reconhecer possíveis Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM) e realizar uma intervenção adequada. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. Polifarmácia É caracterizada pelo uso simultâneo de vários medicamentos e pode aumentar a possibilidade de interações, efeitos adversos e problemas relacionados à farmacoterapia. No caso de Dona Elvira, a utilização de medicamentos prescritos juntamente com produtos utilizados por conta própria exige avaliação profissional. Uso Racional de Medicamentos (URM) O uso racional ocorre quando o paciente recebe o medicamento apropriado às suas necessidades, na dose e pelo período adequados, considerando também aspectos relacionados à segurança e ao custo. Esse conceito permite avaliar criticamente a automedicação apresentada no caso. Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM) Os PRM são situações relacionadas ao uso de medicamentos que podem comprometer os resultados esperados da farmacoterapia ou causar danos ao paciente. A classificação envolvendo necessidade, efetividade e segurança auxilia na identificação do problema apresentado pela paciente. Cascata iatrogênica É uma situação em que um efeito indesejado ou problema provocado por um medicamento pode ser interpretado como uma nova doença, levando à utilização de outro medicamento para tratar esse novo sintoma. Esse conceito é importante para analisar o uso do omeprazol e a possibilidade de a azia estar relacionada ao uso de outros medicamentos. Cuidado farmacêutico Representa uma atuação do farmacêutico voltada para as necessidades do paciente, incluindo orientação, acompanhamento da farmacoterapia, identificação de problemas relacionados aos medicamentos e encaminhamento para outros profissionais quando necessário. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: • Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? • O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? • Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 1. O medicamento é a cura ou a causa? A azia apresentada por Dona Elvira não deve ser imediatamente considerada uma nova doença. É necessário investigar a possibilidade de relação com os medicamentos utilizados, especialmente o diclofenaco, que foi iniciado sem prescrição. O uso do omeprazol para "proteger o estômago" também deve ser avaliado, pois simplesmente acrescentar outro medicamento pode aumentar a quantidade de produtos utilizados sem solucionar a origem do problema. Nesse sentido, o conceito de cascata iatrogênica ajuda a compreender que um sintoma provocado ou agravado por determinado medicamento pode levar à utilização de outro medicamento para combatê-lo. 2. A automedicação respeita o Uso Racional de Medicamentos? Não. O diclofenaco e o Ginkgo biloba foram utilizados sem uma avaliação individualizada. Dona Elvira já utiliza medicamentos para hipertensão e diabetes, portanto, a inclusão de outros produtos sem acompanhamento profissional pode aumentar os riscos da farmacoterapia. O princípio do Uso Racional de Medicamentos demonstra que não basta o produto ser considerado "bom" para determinada finalidade. É necessário avaliar sua necessidade, eficácia e segurança para aquela pessoa específica. 3. Como classificar a tontura? A tontura deve ser investigada como possível Problema Relacionado a Medicamentos, principalmente relacionado à segurança. O caso apresenta uma paciente idosa utilizando vários medicamentos e relata tonturas frequentes. É necessário verificar, entre outros fatores, sua pressão arterial, horários de administração dos medicamentos, histórico das tonturas e possíveis relações entre osmedicamentos utilizados. Não seria adequado simplesmente concluir que a paciente possui labirintite ou outra doença sem avaliação. A identificação da causa deve preceder a indicação de um novo medicamento. 4. Qual deve ser o papel do farmacêutico? O farmacêutico deve atuar como profissional de saúde e não apenas como vendedor. A Resolução CFF nº 585/2013 fundamenta as atribuições clínicas do farmacêutico, permitindo uma atuação voltada ao cuidado do paciente. Nesse caso, a intervenção deve começar pela anamnese e pela avaliação de todos os medicamentos utilizados. O farmacêutico deve orientar a paciente a não iniciar ou interromper medicamentos por conta própria e, diante dos sintomas e da possibilidade de problemas relacionados à farmacoterapia, realizar o encaminhamento adequado ao médico ou outro profissional de saúde. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): • Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto • Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto • Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos • Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos • Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos • Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto • Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: • Meu texto não passou de 6000 caracteres. • Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. • Conectei teoria + situação. • Apresentei soluções plausíveis. • Incluí referências. • Mostrei que aprendi algo. • Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. Resumo do que descobri A análise do caso de Dona Elvira mostrou que sintomas como tontura e azia nem sempre representam doenças novas e podem estar relacionados à própria farmacoterapia. A paciente utiliza medicamentos prescritos para hipertensão e diabetes e acrescentou outros por conta própria, caracterizando uma situação de polifarmácia e automedicação. Dessa forma, compreendi que a atuação farmacêutica deve buscar a causa do problema antes de simplesmente indicar outro medicamento. Contextualização do desafio Dona Elvira, 74 anos, procura uma farmácia comunitária para comprar novamente sua losartana e pede também algo para tontura e dor no estômago. Durante a anamnese, é identificado que ela utiliza losartana, hidroclorotiazida e metformina prescritas, além de omeprazol, diclofenaco e Ginkgo biloba utilizados por conta própria. A situação representa um desafio para o farmacêutico, pois os sintomas relatados podem estar relacionados ao uso inadequado ou à combinação de medicamentos. Análise O caso pode ser compreendido principalmente pelos conceitos de polifarmácia, Uso Racional de Medicamentos e Problemas Relacionados a Medicamentos. A quantidade de medicamentos utilizados aumenta a necessidade de acompanhamento, principalmente diante do surgimento de tontura e azia. O diclofenaco foi utilizado sem avaliação profissional e pode estar relacionado à queixa gastrointestinal, enquanto a tontura precisa ser investigada como possível problema de segurança relacionado à farmacoterapia. O conceito de cascata iatrogênica também ajuda a perceber que acrescentar medicamentos para tratar sintomas sem identificar sua origem pode aumentar ainda mais a complexidade do tratamento. Propostas de solução A primeira medida seria realizar uma avaliação farmacêutica completa, registrando todos os medicamentos utilizados pela paciente, incluindo prescritos, automedicação e produtos de uso eventual. Também seria importante verificar pressão arterial, horários dos medicamentos, características da tontura, alimentação, histórico de saúde e demais informações necessárias para compreender o problema. A partir dessa avaliação, o farmacêutico poderá identificar possíveis PRM e definir a necessidade de intervenção ou encaminhamento. Também recomendaria que Dona Elvira não utilizasse novos medicamentos para tontura ou outros sintomas por conta própria. O diclofenaco e os demais medicamentos utilizados sem prescrição devem ser discutidos com um profissional de saúde antes de qualquer alteração. Havendo suspeita de reação adversa, interação ou outro problema relacionado à farmacoterapia, o caso deverá ser encaminhado para avaliação médica. Essa conduta está de acordo com a perspectiva do cuidado farmacêutico e com as atribuições clínicas estabelecidas para o farmacêutico. Conclusão reflexiva A principal aprendizagem obtida foi perceber que o atendimento farmacêutico não deve se limitar à entrega de um medicamento solicitado pelo paciente. Uma queixa aparentemente simples pode esconder um problema relacionado à própria farmacoterapia. Por isso, a escuta, a anamnese e a avaliação dos medicamentos utilizados são fundamentais para promover um atendimento mais seguro. O caso também mostrou a importância do Uso Racional de Medicamentos, principalmente entre pacientes que utilizam diversos medicamentos. Aprendi que acrescentar um medicamento sem investigar a causa do sintoma pode contribuir para aumentar o problema. Assim, o farmacêutico possui papel fundamental na identificação de riscos, na orientação do paciente e no encaminhamento para outros profissionais quando necessário. Referências BRASIL. Lei nº 13.021, de 8 de agosto de 2014. Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 585, de 29 de agosto de 2013. Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. BRASIL. Ministério da Saúde. Uso de medicamentos e medicalização da vida: recomendações e estratégias. Brasília: Ministério da Saúde. PEREIRA, José Gilberto; DOBLINSKI, Patrícia Minatovicz Ferreira; SUTTER, Talita Cristiane. Livro de Assistência e Atenção Farmacêutica. Florianópolis, SC: Arqué, 2024. Autoavaliação Durante a realização da atividade, percebi que compreender um caso clínico exige mais do que memorizar conceitos. Foi necessário relacionar a teoria estudada com os medicamentos e sintomas apresentados pela paciente. A atividade contribuiu para que eu desenvolvesse uma visão mais crítica sobre a automedicação, a polifarmácia e a importância da atuação clínica do farmacêutico.