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FARMÁCIA – MATUTINO DIAGNOSTICO LABORATORIAL TESTE IMUNOCROMATOGRAFICO IAGO OLIVEIRA SANTOS CURITIBA 2025/1 INTRODUÇÃO A imunocromatografia é uma técnica analítica amplamente utilizada para a detecção qualitativa e quantitativa de substâncias em matrizes biológicas. Sua aplicação tem ganhado destaque no diagnóstico clínico, por permitir a identificação rápida e precisa de biomoléculas como antígenos, anticorpos e hormônios em amostras de sangue, urina ou saliva (GUERRERO et al., 2021). Trata-se de um método que combina princípios imunológicos e cromatográficos, possibilitando a obtenção de resultados confiáveis de maneira simples e acessível (SU et al., 2022). Essa metodologia é especialmente valorizada em testes rápidos, sendo utilizada para o diagnóstico de doenças infecciosas, acompanhamento de marcadores tumorais e testes de gravidez, entre outras finalidades (ZHU et al., 2020). No entanto, fatores ambientais, como temperatura e umidade, podem comprometer a estabilidade dos reagentes e influenciar a reatividade dos componentes do teste, impactando negativamente na precisão dos resultados (FENG et al., 2019). Dessa forma, o armazenamento e manuseio adequados dos kits são fundamentais para garantir a confiabilidade do diagnóstico. 1. DESENVOLVIMENTO 2. Materiais Utilizados · Dispositivo Imunocromatográficos (Teste Dengue DUO): Equipamento destinado à detecção rápida e específica de biomarcadores, como antígenos ou anticorpos (IgM/IgG), por meio do princípio da imunocromatografia de fluxo lateral. · Amostra biológica (sangue): Fluido biológico que contém os analitos, utilizados para diagnóstico sorológico ou antigênico da infecção por vírus dengue. · Micropipeta: Instrumento volumétrico utilizado para aspiração e dispensação precisa de líquidos (sangue) em pequena escala, fundamental para garantir a reprodutibilidade da análise. · Solução tampão: Reagente essencial que atua na otimização da fluidez da amostra sobre a membrana do dispositivo, promovendo condições ideais para a reação antígeno-anticorpo. 2.1 Procedimento Experimental 2.2 Preparo do Teste O cartucho do teste rápido foi removido da embalagem e disposto em superfície limpa e nivelada, conforme recomendações do fabricante. A amostra biológica foi coletada utilizando técnicas assépticas, respeitando os protocolos de biossegurança aplicáveis à manipulação de fluidos potencialmente infectantes. 2.3 Colocação da Amostra Com o auxílio de micropipeta, foi transferido um volume definido da amostra (geralmente 10 a 20 µL) para o poço de amostra do dispositivo. Em seguida, adicionaram-se 2 gotas da solução tampão no poço auxiliar, facilitando a migração da amostra por capilaridade ao longo do kit. 2.4 Corrimento da Amostra O dispositivo permaneceu em repouso por 10 a 15 minutos, período durante o qual ocorreu a movimentação capilar da amostra e a subsequente interação entre os componentes imunológicos (anticorpos conjugados a partículas visíveis) e os analitos presentes. As zonas de detecção foram ativadas conforme a presença de anticorpos (IgM/IgG) ou antígeno NS1 do vírus dengue. 2.5 IgG, IgM e Antígeno NS1 O teste é baseado na formação de linhas reativas indicativas da presença de anticorpos IgM, que representam infecção aguda, e IgG, associados à infecção anterior ou imunidade adquirida. Adicionalmente, a presença do antígeno NS1 sugere uma infecção viral ativa e em curso (HARRIS et al., 2012). A leitura visual dos resultados ocorre mediante o aparecimento de linhas coloridas em regiões específicas: · Linha de controle (C): Deve estar sempre presente, validando a funcionalidade do teste. · Linha IgM (M): Indica resposta imune primária, característica de infecção recente. · Linha IgG (G): Representa resposta imune secundária, típica de infecção prévia. · Linha NS1: Detecta diretamente o antígeno viral, geralmente presente nos primeiros dias de infecção (WHO, 2009). 2.6 Interpretação dos Resultados · Linha C visível: Teste considerado válido. · Presença de linha IgM: Indica infecção recente por vírus dengue. · Presença de linha IgG: Sugere infecção anterior ou imunidade adquirida. · Presença de linha NS1: Sugere infecção ativa e fase aguda da doença. · Ausência da linha de controle (C): Teste inválido; deve ser repetido com novo dispositivo. ANEXOS Figura 1: Embalagem do kit de teste utilizado, indicando o lote e a data de validade. Figura 2: Teste imunocromatográfico para detecção de Dengue (IgG, IgM e NS1). CONCLUSÃO A atividade experimental permitiu a aplicação prática do teste imunocromatográfico para detecção qualitativa dos anticorpos IgG e IgM, importantes marcadores sorológicos em infecções virais. Esperava-se, com a correta aplicação da amostra biológica no dispositivo diagnóstico, a visualização das linhas de controle e detecção, que indicariam a presença ou ausência dos referidos anticorpos. No entanto, os resultados obtidos foram inconclusivos, não correspondendo ao desempenho esperado do ensaio que seriam detectar a presença de antígenos da dengue. Esse resultado pode ser atribuído a diversos fatores interferentes, como a aplicação inadequada da amostra (volume insuficiente ou incorreto de sangue, soro ou plasma), adição incorreta da solução tampão essencial para a adequada migração capilar, falhas no dispositivo (possivelmente decorrentes de defeitos de fabricação ou de armazenamento inadequado), ou ainda à baixa concentração de anticorpos na amostra, abaixo do limite de detecção do teste. Tais interferências reforçam a importância do rigor técnico na manipulação de ensaios rápidos, do controle de qualidade dos insumos utilizados e da interpretação crítica dos resultados laboratoriais. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Manual de Biossegurança Laboratorial. Brasília: Anvisa, 2020. FENG, W. et al. Environmental influence on lateral flow immunoassays: from fundamentals to clinical applications. Biosensors and Bioelectronics, v. 141, p. 111417, 2019. GUERRERO, S. et al. Recent advances in lateral flow immunoassays for clinical applications. Trends in Analytical Chemistry, v. 140, p. 116278, 2021. HARRIS, D. C. Análise Química Quantitativa. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010. SU, W. et al. A review on current lateral flow immunoassay technology for medical diagnostics. Sensors, v. 22, n. 5, p. 1864, 2022. ZHU, J. et al. Recent progress in diagnostic applications of lateral flow immunoassay. Journal of Pharmaceutical Analysis, v. 10, n. 1, p. 1-7, 2020. image3.jpeg image2.jpeg image1.jpg