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SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICASUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
 
SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
 
SECRETARIA DE ESTADO
DE EDUCAÇÃO DE
MINAS GERAIS
2026
ORIENTAÇÕES PARA AS AÇÕES DO
AGOSTO DAS JUVENTUDES 2026
DOCUMENTO ORIENTADOR
AGOSTO DAS JUVENTUDES
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS - SEE/MG
Secretário de Estado de Educação
Gustavo Oliveira Braga de Souza
Secretária de Estado Adjunta de Educação
Izabella Cavalcante Martins
Subsecretário de Desenvolvimento da Educação Básica
Paulo Leandro de Carvalho
Diretora de Modalidades de Ensino e Temáticas Especiais
Suellen Cristina Ferreira Gomes Fernandes Coelho
Coordenadora de Temáticas Especiais e Transversalidade
Curricular
Mara Leticia Carvalho de Souza Martins
Equipe Técnica
Anne Caroline Ferreira Vaz
Roseane de Faria Alves
FICHA TÉCNICA
apresentação
O Agosto das Juventudes é uma ação pedagógica da Secretaria de Estado de
Educação de Minas Gerais - SEE/MG, prevista no calendário escolar da rede
estadual de ensino, realizada anualmente em consonância com o Dia do
Estudante e com a Semana Estadual das Juventudes, instituída pela Lei nº
22.413/2016. Desde 2021, a iniciativa mobiliza as escolas mineiras em torno de temas
relevantes para a formação integral dos estudantes, promovendo espaços de
escuta, diálogo e reflexão sobre questões que atravessam a vida das juventudes
contemporâneas. 
Em 2026, diante da crescente presença das tecnologias digitais no cotidiano
escolar e nas relações sociais, o tema central do Agosto das Juventudes será
“Juventudes Conectadas II: Consciência Digital e Identidade”. A proposta dá
continuidade às discussões iniciadas em 2025 e busca ampliar as reflexões sobre
os impactos das tecnologias na vida dos estudantes, compreendendo o celular
como um instrumento que amplia possibilidades de comunicação, aprendizagem,
expressão e participação social, mas que também pode potencializar situações de
desinformação, exposição excessiva e violência digital.
O Agosto das Juventudes constitui uma ação pedagógica mobilizadora que
dialoga com aprendizagens e debates desenvolvidos ao longo do ano letivo,
especialmente no campo da Computação, previsto pela Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) e pelo Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), além das
ações transversais de educação midiática, a convivência democrática e a
prevenção e o enfrentamento às violências, promovidas pelas escolas da rede
estadual. A iniciativa também se articula à Semana de Conscientização sobre o
Uso Adequado das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, realizada
entre os dias 18 e 22 de maio, fortalecendo práticas educativas voltadas ao uso
consciente, crítico e responsável dos recursos digitais.
Historicamente, as juventudes têm desempenhado papel central nos processos de
transformação social. Das lutas por direitos civis às mobilizações contemporâneas
por justiça climática, equidade e representatividade, os jovens ocupam espaços de
participação cada vez mais mediados pelas redes sociais, pelos aplicativos de
comunicação e pelas plataformas digitais. Nesse cenário, torna-se fundamental
promover reflexões sobre a forma como essas tecnologias influenciam a
construção da identidade, as relações interpessoais e os modos de participação
na sociedade.
Considerando a amplitude do tema, este documento apresenta um recorte
específico para orientar o trabalho pedagógico nas escolas, organizado a partir de
quatro eixos: desinformação e grupos fechados; comunidades de nicho; redes
sociais, identidade e imagem; violência digital e discursos de ódio.
Esses eixos foram selecionados por contemplarem questões sensíveis às
juventudes contemporâneas e por possibilitarem o desenvolvimento de ações
pedagógicas voltadas ao fortalecimento da consciência digital, da convivência
democrática e da cultura de paz.
Nesse percurso, os Conselhos de Representantes de Turma despontam como
importantes espaços de escuta, diálogo e participação estudantil. Ao fortalecer a
gestão democrática e incentivar a construção coletiva de soluções para os
desafios vivenciados pelas comunidades escolares, os Conselhos podem contribuir
para a mobilização dos estudantes, para a ampliação do debate sobre o uso
responsável das tecnologias e para a elaboração de estratégias que promovam
relações mais saudáveis no ambiente digital.
Para apoiar as comunidades escolares nesse processo, este documento reúne
reflexões sobre os desafios da convivência no ambiente digital, apresenta
orientações relacionadas ao uso consciente dos aparelhos celulares no espaço
escolar, com base na Lei Federal nº 15.100/2025, e propõe práticas pedagógicas
voltadas ao equilíbrio digital, à alfabetização midiática, às práticas restaurativas e
à promoção da cultura de paz.
Para que o Agosto das Juventudes 2026 alcance seus objetivos e fortaleça o
vínculo dos estudantes com a escola, propõe-se iniciar as atividades com um Dia
“D”, a ser realizado de forma intersetorial com a comunidade escolar em 11 de
agosto - Dia do Estudante, data instituída pela Resolução SEE nº 5.080/2024 e
prevista no Calendário Escolar de 2026, conforme a Resolução SEE nº 5.222, de 4 de
dezembro de 2025.
Nessa data, será realizado o Dia D – Busca Ativa Escolar, sob o lema “Lugar de
Estudante é na Escola”, mobilizando escolas, Superintendências Regionais de
Ensino (SREs) e demais parceiros para o enfrentamento da infrequência e do
abandono escolar. A iniciativa reforça o compromisso coletivo de garantir que
todos os estudantes tenham acesso às oportunidades educacionais necessárias
para a concretização de seus projetos de vida e para o desenvolvimento pessoal,
social, cultural e econômico.
Cuidar diariamente da frequência escolar e reunir esforços permanentes para o
resgate dos estudantes ausentes é uma missão compartilhada entre a SEE/MG, as
Superintendências Regionais de Ensino e as escolas estaduais de Minas Gerais.
Assim, contamos com o entusiasmo, a criatividade e o envolvimento de toda a
comunidade escolar para construir, de forma coletiva, um Agosto das Juventudes
participativo, acolhedor e conectado aos desafios e às potencialidades das
juventudes mineiras.
SUMÁRIO
5
Orientações para as ações do Agosto das Juventudes 2026.
1. Juventudes Conectadas: Consciência Digital e Identidade - Página 6
1.1 Desinformação e Grupos Fechados (Fake News, Telegram, Facebook e WhatsApp)
1.2 Comunidades de Nicho (Discord e Reddit)
1.3 Redes de Validação e Imagem (Instagram e TikTok)
1.4 Violência Digital e Discursos de Ódio (Cyberbullying)
2. Uso Responsável das Tecnologias e Convivência no Ambiente Escolar - Página
15
2.1 Uso do celular no ambiente escolar
2.2 Organização da rotina escolar
2.3 Estratégias de mediação e encaminhamento
3. Protocolos de Prevenção e Proteção - Página 18
3.1 Proteção integral e segurança digital
3.2 Construção coletiva de acordos e protocolos
4. O Papel dos Educadores e da Família - Página 21
4.1 Papel dos Professores
4.2 Papel da Família
5. Práticas Pedagógicas para o Equilíbrio Digital e a Cultura de Paz - Página 25
5.1 Promoção do Equilíbrio Digital e Conexão Humana
5.2 Alfabetização Midiática e Combate à Desinformação
5.3 Práticas Restaurativas e Cultura de Paz
5.4 Ações de Intervenção e Engajamento Coletivo
Referências bibliográficas - Página 28
1. Juventudes Conectadas: Consciência Digital e
Identidade
O Agosto das Juventudes constitui uma ação pedagógica mobilizadora prevista
no calendário escolar da rede estadual de ensino. Em 2026, a proposta dialoga
com aprendizagens e discussões já desenvolvidas pelas escolas ao longo do ano
letivo, especialmente no campo da Computação previsto pela Base Nacional
Comum Curricular (BNCC) e pelo Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG),
bem como com as ações de educação midiática, convivência democrática e
prevenção e enfrentamento às violências.
A iniciativa também se articula à Semana de Conscientização sobre o Uso
Adequado das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação,Fotos ou iCloud pessoal, misturando vida privada e profissional.
	Responsabilidade em incidentes: Em caso de hacker, roubo ou furto do aparelho, o professor torna-se responsável pelos dados de menores ali armazenados.
	Recomendação: Prefira equipamentos e canais institucionais e apague os registros do seu dispositivo após o uso pedagógico.
	3. Priorizar Canais Oficiais
	Compartilhe os registros apenas em canais e plataformas oficiais da escola ou ambientes pedagógicos controlados.
	Evite redes sociais pessoais e grupos informais de WhatsApp sem controle.
	Lembre-se que o uso em redes sociais da própria escola exige um termo de consentimento à parte.
	4. Adotar Boas Práticas de Registro
	Para minimizar riscos de exposição indevida, o professor deve:
	Focar no trabalho, não no estudante: Priorize registros indiretos, como fotos das mãos dos estudantes realizando a tarefa, as produções/atividades ou os materiais utilizados.
	Evitar dados sensíveis: Nunca divulgue imagens que permitam identificar endereços, horários ou outros dados pessoais.
	5. Check-list de Segurança antes de publicar
	Antes de realizar qualquer postagem, o professor deve se perguntar:
	Tem finalidade pedagógica real?
	Está em canal institucional?
	Respeita a dignidade do estudante (evita situações vexatórias)?
	Tenho o termo de consentimento assinado em mãos?
	O armazenamento será em ambiente seguro?
	Evita exposição desnecessária e não apresenta dados pessoais?
	Na dúvida, não publique e proteja o estudante, pois a segurança deste é a prioridade e o uso indevido pode gerar responsabilização administrativa, cível e criminal para o docente.
	4.2 Papel da Família
	Atenção aos sinais de alerta: Os responsáveis devem observar se o uso excessivo está causando irritabilidade, isolamento, queda no rendimento escolar ou problemas de sono.
	O guia também sugere que a família crie um "plano de mídias" ou combinados, não com o intuito de proibir, mas de organizar a rotina do lar. Além disso, recomenda-se que a posse de celulares ocorra apenas após os 12 anos de idade, avaliando sempre se há uma necessidade real e se o jovem tem maturidade para lidar com os riscos do ambiente digital.
	O guia identifica diversos sinais de alerta que indicam quando o uso de aparelhos digitais está sendo excessivo e impactando negativamente o bem-estar e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
	Os principais sinais de alerta citados são:
	Problemas com o sono: Dificuldade para pegar no sono à noite ou para acordar e se levantar pela manhã.
	Impacto escolar: Observa-se uma queda no rendimento escolar (notas piores) ou dificuldade em concluir os deveres e tarefas da escola.
	Mudanças físicas e comportamentais: Mudanças significativas no peso (ganho ou perda), que podem estar ligadas ao tempo de uso ou ao conteúdo acessado.
	Irritabilidade ou agressividade, especialmente quando o jovem não está utilizando os aparelhos digitais.
	Apego excessivo às telas.
	Alterações na socialização e interesses: Menor interesse por outras atividades que antes eram prazerosas, como ler, praticar esportes ou brincar com amigos.
	Isolamento social, passando mais tempo sozinho e menos tempo com a família e amigos presenciais.
	Caso a família note essas mudanças de humor, dificuldades no sono ou esse apego exagerado, o guia recomenda buscar ajuda de profissionais, como psicólogos e pediatras. O cuidado com crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre a família, a escola, o governo e a sociedade.
	5. Práticas Pedagógicas para o Equilíbrio Digital e a Cultura de Paz
	5.1 Promoção do Equilíbrio Digital e Conexão Humana
	5.2 Alfabetização Midiática e Combate à Desinformação
	5.3 Práticas Restaurativas e Cultura de Paz
	5.4 Ações de Intervenção e Engajamento Coletivo
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	ANELIZA; CATARINA. ECA Digital (Infográfico). Documento produzido com recursos do Canva.com, 2026.
	BRASIL. Ministério da Educação. Atividades integradoras sobre a Lei 15.100/2025. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de divulgação sobre a Lei 15.100/2025. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de divulgação sobre a Lei 15.100/2025: Longe da tela. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de divulgação sobre a Lei 15.100/2025: Quando não pula a notificação. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Celulares e escola: um diálogo que também precisa acontecer em casa – Guia para famílias. Secretaria de Educação Básica (SEB). Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? – Guia para escolas. Secretaria de Educação Básica (SEB). Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Secretaria de Comunicação Social (SECOM/PR). Brasília: SECOM/PR, 2024.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Guia Rápido de Ação: Como agir em casos de bullying e cyberbullying na escola. Programa Escola que Protege. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Guia para o planejamento da adoção de dispositivos tecnológicos nas escolas (Volume 1). 1ª Edição. Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Oficina pedagógica: Pense antes de compartilhar: o poder da informação e o perigo das fake news. Secretaria de Educação Básica (SEB); Programa Escola e Comunidade (PROEC). Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Plano de aula: Desplugar para conectar (Ensino fundamental - Anos Iniciais). Brasília: Governo Federal, 2025.
	BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Plano de aula: Equilíbrio digital: entre telas e emoções (Ensino médio). Brasília: Governo Federal, 2025.
	CAMPOS DOS GOYTACAZES. Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia. ECA Digital e LGPD: Guia para unidades escolares, uso de imagem e registros pedagógicos. Campos dos Goytacazes: Prefeitura de Campos, 2026.
	CEARÁ. Secretaria da Educação (Seduc). Uso responsável do celular na escola: um guia para alunos, responsáveis, professores e gestores. Equipe de Educação em Cidadania e Cultura Digital (ECCD). Fortaleza: Governo do Estado do Ceará, 2025.
	INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO (IFPE). Guia de orientação sobre o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos portáteis nos campi do IFPE. Pernambuco: IFPE, 2025.
	MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação (SEE MG). Orientações sobre o uso de aparelhos celulares nas escolas da rede estadual de ensino de Minas Gerais: Lei Federal nº 15.100/2025. Belo Horizonte: Governo de Minas, 2025.
	UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS); BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Práticas restaurativas na educação: guia introdutório à promoção da cultura de paz nas escolas por meio de processos circulares. 1ª Edição. Brasília: Governo Federal, 2025.realizada entre
os dias 18 e 22 de maio e prevista no calendário escolar da rede estadual. Ao longo
desse período, as unidades de ensino são convidadas a promover reflexões sobre
os impactos das tecnologias no cotidiano escolar e na vida dos estudantes,
fortalecendo práticas educativas voltadas ao uso consciente, crítico e responsável
dos recursos digitais.
Com o tema “Juventudes Conectadas II: Consciência Digital e Identidade”, o
Agosto das Juventudes dá continuidade às discussões iniciadas em 2025,
aprofundando o debate sobre as relações estabelecidas entre os jovens e as
tecnologias digitais. A proposta parte da compreensão de que o celular ocupa um
lugar central na vida dos estudantes, ampliando possibilidades de comunicação,
aprendizagem, expressão e participação social, mas também potencializando
desafios relacionados à desinformação, à exposição excessiva, às violências
cibernéticas e aos processos de construção identitária.
Diante da amplitude do tema, este documento apresenta um recorte específico
para orientar o trabalho pedagógico nas escolas, organizado a partir de quatro
eixos: desinformação e grupos fechados; comunidades de nicho; redes sociais,
identidade e imagem; e violência digital e discursos de ódio. Esses eixos foram
selecionados por contemplarem questões sensíveis às juventudes
contemporâneas e por possibilitarem o desenvolvimento de reflexões e práticas
voltadas ao fortalecimento da consciência digital e das relações interpessoais.
Nesse contexto, o objetivo do Agosto das Juventudes é incentivar a construção de
ações pedagógicas interdisciplinares voltadas ao uso responsável das tecnologias,
à promoção de relações saudáveis no ambiente digital e ao fortalecimento da
consciência crítica sobre a forma como as redes sociais influenciam a identidade,
a convivência e a participação juvenil.
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VOLTAR PARA O SUMÁRIO 
Além disso, o Conselho de Representantes de Turma poderá contribuir para a
mobilização estudantil, para a escuta dos jovens e para a construção coletiva de
estratégias relacionadas ao uso consciente das tecnologias, fortalecendo a
participação e o protagonismo dos estudantes na vida escolar.
1.1 Desinformação e Grupos Fechados (Fake News, Telegram,
Facebook e WhatsApp)
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco) define desinformação, conforme citado por Alves (2024, p. 180), como
“conteúdo falso ou enganoso que pode causar danos específicos,
independentemente de motivações, consciência ou comportamentos”. 
As fake news (ou desinformação) representam um dos maiores desafios da
sociedade atual devido à sua rapidez de disseminação e ao potencial de causar
danos reais e profundos. De acordo com os materiais da Oficina Pedagógica
“Pense antes de compartilhar: O poder da informação e o perigo das fake news”,
idealizada e construída pelo professor Felipe de Brito Lima (2025), o perigo reside
em diversos fatores que afetam desde a segurança individual até a estabilidade
coletiva.
Aqui está um resumo dos principais perigos destacados na Oficina:
1. Comprometimento da Tomada de Decisão
A informação é a base para as escolhas cotidianas. Quando alguém consome
desinformação, sua capacidade de tomar decisões seguras é prejudicada. Isso é
perigoso em áreas críticas como:
Saúde: Boatos sobre curas milagrosas (como o uso de vinagre contra a dengue
ou chás que substituem remédios) podem levar as pessoas a abandonar
tratamentos médicos comprovados ou a se exporem a riscos desnecessários.
Segurança Financeira: O uso de boletos falsos e promessas de lucros rápidos
(pirâmides financeiras) são formas comuns de desinformação que geram
prejuízos econômicos imediatos.
2. Erosão da Confiança e Pânico Social
As fake news têm o poder de minar a confiança nas instituições, nas autoridades e
nos veículos de comunicação. Elas frequentemente utilizam linguagem alarmista
para gerar medo, indignação e pânico social, o que pode resultar em mobilizações
coletivas baseadas em mentiras.
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3. Manipulação Psicológica e Vieses
A desinformação é desenhada para parecer legítima, muitas vezes misturando
fatos reais com mentiras para se tornar "aceitável". Ela se aproveita de vieses
cognitivos, como o viés de confirmação, que faz com que as pessoas aceitem mais
facilmente informações que reforcem suas crenças e "achismos" prévios,
dificultando o pensamento crítico.
4. Impactos Persistentes e Difícil Reversão
Um dos perigos mais silenciosos é que o impacto da desinformação nem sempre é
revertido quando a notícia é desmentida. A correção oficial quase nunca atinge o
mesmo público que a mentira original, e os efeitos psicológicos, como medo ou
aversão a algo, podem permanecer na mente das pessoas mesmo após o
esclarecimento dos fatos.
5. Reforço de Preconceitos e Divisão Social
A circulação desses conteúdos pode criar "bolhas informacionais" que reforçam
discursos de ódio e preconceitos, dividindo grupos sociais e prejudicando a
convivência comunitária.
Em suma, a desinformação não é inofensiva; ela gera consequências concretas
que podem comprometer a saúde, o patrimônio e a harmonia da sociedade,
tornando essencial o desenvolvimento do senso crítico antes de qualquer
compartilhamento.
Grupos fechados e canais sem moderação, como os disponíveis no Telegram e no
WhatsApp, são os maiores vetores de desinformação, teorias conspiratórias e
pânicos infundados dentro do ambiente escolar. Para uma diretriz prática, toda a
informação deve ser averiguada antes de ser compartilhada. Nenhum estudante
deve replicar avisos de ameaças, vazamentos de provas ou difamações sem a
validação da equipe pedagógica. O compartilhamento de desinformação que gere
pânico na comunidade escolar deverá ser tratado como infração disciplinar.
1.2 Comunidades de Nicho (Discord e Reddit)
As comunidades de nicho em plataformas como Discord e fóruns do Reddit são
frequentemente percebidas pelos jovens como espaços fundamentais para a
expressão da identidade e o sentimento de pertencimento a grupos com
interesses comuns. Porém, como afirma o “Guia sobre o uso de dispositivos
digitais”, elaborado pelo MEC em 2025, esses mesmos ambientes podem abrigar
riscos severos, funcionando como espaços para a disseminação de discursos de
ódio e radicalização.
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Algumas dessas comunidades operam como "câmaras de eco", onde
adolescentes vulneráveis podem ser atraídos para grupos extremistas, racistas ou
neonazistas que reforçam visões de mundo distorcidas e incentivam a intolerância.
Além da radicalização ideológica, o ambiente digital de nicho pode expor crianças
e adolescentes a conteúdos extremamente prejudiciais à saúde mental, como
comunidades que promovem a autolesão e transtornos alimentares. Esses
conteúdos são muitas vezes amplificados por algoritmos de recomendação
projetados para reter a atenção, o que pode agravar quadros de sofrimento
psíquico pré-existentes. Outro perigo crítico nessas redes é a interação com
estranhos, sendo que cerca de 30% dos jovens entre 9 e 17 anos relatam já ter
interagido com desconhecidos na internet, o que eleva exponencialmente o risco
de assédio, exploração sexual e práticas de doxxing, que envolvem o vazamento e
uso malicioso de dados pessoais.
Para mitigar esses danos, a implementação da Lei nº 15.100/2025 estabelece a
proibição do uso do celular e de dispositivos eletrônicos pelo estudante no
ambiente escolar, condicionando seu uso a uma finalidade estritamente
pedagógica, sob a mediação de profissionais da educação. Essa diretriz visa
assegurar que a tecnologia seja utilizada de forma intencional para o
desenvolvimento educacional e socioemocional, permitindo que as redes de nicho
sejam ressignificadas como ferramentas de pesquisa, produção de conhecimento
e criação de grupos de estudo monitorados. O uso orientado pelo professor ajuda
a transformar a experiência digital em um processo de construção coletiva,
minimizando distrações e riscos à segurança física e emocional.
Na prática, é essencialque as famílias e escolas estabeleçam canais de diálogo
constantes para alertar os jovens sobre os perigos de ingressar em servidores
desconhecidos ou aceitar convites de estranhos que prometem anonimato ou
vantagens irreais em jogos. A mediação ativa deve focar no desenvolvimento do
pensamento crítico e da alfabetização midiática, capacitando os estudantes a
identificar sinais de cyberbullying, golpes e comportamentos tóxicos antes que se
tornem vítimas. Proteger a privacidade e a imagem de crianças e adolescentes é
uma responsabilidade compartilhada que exige vigilância sobre a coleta excessiva
de dados e o combate à exposição descuidada em redes abertas.
Para monitorar grupos de estudo com segurança, as escolas devem adotar uma
abordagem fundamentada na mediação ativa, no uso pedagógico intencional da
tecnologia e na construção de um ambiente de confiança e responsabilidade
compartilhada. Abaixo estão as principais estratégias recomendadas:
 O doxxing ou doxing é a prática de pesquisar e divulgar publicamente dados pessoais ou
confidenciais de alguém na internet sem o seu consentimento. O termo vem do inglês “dropping
docs” (liberação de documentos) e é frequentemente usado para intimidar, assediar ou humilhar a
vítima. 
9
1
1
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Mediação Ativa e Orientação Profissional: O uso de qualquer dispositivo digital
para estudos deve ocorrer sob a supervisão e orientação de profissionais da
educação. A presença do professor é essencial para garantir que a tecnologia
seja utilizada de forma intencional, minimizando distrações e riscos como o
assédio ou o contato com estranhos.
Utilização de Canais Oficiais: As escolas devem priorizar plataformas
institucionais e ambientes pedagógicos controlados, como o Google Sala de
Aula e espaços de reunião virtual oficiais. Deve-se evitar o uso de redes sociais
pessoais ou grupos informais (como WhatsApp sem controle pedagógico) para
atividades escolares, pois esses ambientes dificultam o monitoramento e
expõem dados dos estudantes.
Construção Coletiva de Regras: As diretrizes para o funcionamento dos grupos
e o uso de dispositivos devem ser construídas por meio do diálogo entre escola,
estudantes e famílias. O uso de contratos de convivência liderados pelos
estudantes permite que eles se sintam representados e se tornem
corresponsáveis pelo clima de segurança do grupo.
Alfabetização Midiática e Cidadania Digital: O monitoramento mais eficaz é
aquele que capacita o estudante a ser um usuário crítico. A escola deve
promover a educação digital, ensinando os estudantes a protegerem seus
dados, identificarem notícias falsas (fake news) e reconhecerem
comportamentos tóxicos ou discursos de ódio antes que se tornem vítimas ou
propagadores.
Proteção de Dados e Privacidade: Ao adotar ferramentas digitais, a escola deve
zelar pelo cumprimento da LGPD e do ECA Digital, garantindo que a coleta de
informações dos estudantes seja minimalista, transparente e voltada
exclusivamente para finalidades pedagógicas.
Espaços de Escuta e Práticas Restaurativas: É fundamental que a escola
disponha de canais de escuta e acolhimento para estudantes em sofrimento
psíquico decorrente de interações digitais. Metodologias como os círculos de
conversa e as práticas restaurativas ajudam a fortalecer os vínculos
comunitários e a resolver conflitos de forma dialógica e cooperativa.
Parceria com a Família: O monitoramento seguro exige que a escola e a família
unam forças. Os responsáveis devem ser orientados a acompanhar o conteúdo
acessado em casa e a estabelecer limites claros de tempo, reforçando as
orientações dadas no ambiente escolar.
Em suma, a segurança nos grupos de estudo não depende apenas de restrições
técnicas, mas da intencionalidade pedagógica e do compromisso de todos os
atores em transformar a experiência digital em um processo de aprendizado ético
e seguro.
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1.3 Redes de Validação e Imagem (Instagram e TikTok)
As redes sociais de validação e imagem, como Instagram e TikTok, operam sob a
lógica da economia da atenção, utilizando mecanismos de design manipulativo
para reter os usuários pelo maior tempo possível. O fluxo contínuo de vídeos curtos
e o recurso de "rolagem infinita" criam um ciclo de dopamina que fragmenta a
atenção dos estudantes, dificultando severamente a concentração e o foco
necessários para os processos de aprendizagem em sala de aula. Esse
engajamento constante é alimentado por notificações incessantes que funcionam
como convites para retornar às aplicações, muitas vezes resultando em um
comportamento de dependência e distração imoderada durante o horário escolar.
Além da fragmentação do foco, a exposição prolongada a essas plataformas está
diretamente associada ao aumento dos índices de ansiedade, depressão e
sofrimento mental, especialmente devido à comparação social constante. Os
estudantes são frequentemente confrontados com estilos de vida idealizados e
padrões estéticos inalcançáveis reforçados pelos algoritmos, o que impacta
negativamente a autoestima e a imagem corporal, gerando um sentimento de
“Fear Of Missing Out” (FOMO), traduzido como o "medo de ficar de fora". Esse
ambiente de comparação frequente pode atuar como gatilho para quadros de
isolamento e transtornos alimentares, tornando essencial que a escola atue no
desenvolvimento do pensamento crítico e do equilíbrio digital.
Dentro do recinto escolar, a implementação da Lei nº 15.100/2025 estabelece
diretrizes claras para proteger o bem-estar dos estudantes e o ambiente
pedagógico, restringindo o uso de dispositivos eletrônicos para fins não
pedagógicos durante as aulas e intervalos. 
Como medida prática e de proteção à privacidade, é expressamente proibida a
captura de imagens, áudios ou vídeos de estudantes, professores e funcionários
sem autorização expressa e finalidade estritamente pedagógica. A legislação e os
guias orientadores reforçam que o uso inadequado desses registros em redes
sociais sem o devido consentimento pode acarretar sanções disciplinares e
responsabilização nas esferas administrativa, cível e criminal.
A utilização de imagens no contexto escolar deve, portanto, estar vinculada apenas
a objetivos institucionais e educacionais, sendo vedada qualquer prática que
caracterize exposição indevida, monetização ou busca de engajamento pessoal. É
fundamental que os registros pedagógicos priorizem a dignidade do estudante e
ocorram, preferencialmente, por meio de equipamentos e canais oficiais da escola,
evitando que o uso de aparelhos particulares misture a vida privada com a
profissional. A proteção de dados e da imagem de crianças e adolescentes é uma
responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade, visando
prevenir riscos de vitimização e uso malicioso de informações no ambiente digital.
11
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O ambiente virtual também expõe os jovens a riscos interpessoais, como o
cyberbullying, ofensas e discursos de ódio, que podem ser gatilhos para quadros
de isolamento social e autolesão. Em termos físicos, o uso sem moderação interfere
nos ciclos de sono, pois a luz azul emitida pelos dispositivos prejudica a produção
de melatonina, dificultando o descanso necessário para o aprendizado. Outros
impactos incluem o desenvolvimento de sedentarismo, obesidade infantil e
problemas de visão, como a miopia, devido à falta de atividades ao ar livre e ao
foco visual prolongado em telas.
Para mitigar esses danos, a Lei nº 15.100/2025 estabelece restrições ao uso de
celulares no ambiente escolar, visando proteger a saúde mental, física e psíquica
dos estudantes. A legislação busca garantir que a tecnologia seja utilizada apenas
de forma pedagógica e intencional, promovendo espaços de convivência
presencial e de escuta ativa para acolher aqueles que enfrentam sofrimento
emocional decorrente das interações digitais.
Em suma, a escola deve ser um espaço de educação digital e midiática, onde os
jovens aprendam a reconhecer os mecanismos de persuasão das redes sociais e a
valorizar asinterações presenciais. Ao combater a exposição descuidada e o uso
imoderado de telas, as instituições de ensino fortalecem os vínculos comunitários e
garantem um ambiente seguro para o desenvolvimento integral dos estudantes. O
diálogo constante com as famílias é a peça-chave para que os limites
estabelecidos na escola sejam reforçados em casa, promovendo uma cultura de
respeito, privacidade e proteção à imagem de todos no mundo físico e virtual.
As redes sociais e o uso excessivo de telas impactam a saúde mental dos
estudantes de diversas formas, sendo o aumento dos índices de ansiedade e
depressão uma das consequências mais preocupantes observadas por
especialistas. Estudos realizados pela UFMG, conforme citados no guia “Celulares e
Escola: um diálogo que também precisa acontecer em casa”, indicam que 72%
das crianças apresentam aumento nos sintomas depressivos associados à
superexposição digital. Esse cenário é agravado pelo funcionamento das
plataformas, que operam sob a lógica da "economia da atenção", utilizando design
manipulativo para reter os usuários pelo maior tempo possível.
Os mecanismos de "rolagem infinita" e notificações constantes criam um ciclo de
dopamina que fragmenta a atenção dos estudantes e pode resultar em
dependência digital ou nomofobia, caracterizada pela angústia de estar sem
acesso ao celular. Além disso, a comparação social constante com estilos de vida
idealizados e padrões estéticos inalcançáveis reforçados pelos algoritmos gera
insegurança e prejudica a autoestima. Esse comportamento frequentemente leva
ao sentimento de FOMO (Fear Of Missing Out), o desejo persistente de permanecer
conectado para não perder o que os outros estão fazendo.
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1.4 Violência Digital e discursos de ódio (Cyberbullying)
O bullying que antes se limitava ao horário do recreio agora se estende por 24
horas nas redes e em grupos de mensagens (muitas vezes criados sob codinomes
ou de forma "anônima"). 
 
Nesse sentido, o guia rápido de ação do Programa Escola que Protege, do Ministério
da Educação, intitulado “Como agir em casos de bullying e cyberbullying na
escola” orienta profissionais de ensino sobre como identificar e gerenciar
situações de bullying e cyberbullying no ambiente escolar. O documento enfatiza a
importância de observar mudanças comportamentais súbitas, como isolamento
ou queda no desempenho acadêmico, sem rotular os estudantes. A estratégia de
resposta inclui a intervenção imediata para interromper agressões, seguida pelo
acolhimento empático tanto da vítima quanto do agressor para promover a
reflexão. 
 
Além disso, o material detalha procedimentos administrativos essenciais, como o
registro formal de ocorrências, a comunicação com as famílias e o acionamento
de órgãos de proteção. Por fim, o texto incentiva a utilização de canais de denúncia
e a adoção de práticas restaurativas para cultivar uma cultura de paz e respeito
nas escolas.
Para identificar se um estudante está sofrendo bullying ou cyberbullying, é
necessário atenção a mudanças significativas em seu comportamento habitual,
que podem refletir sofrimento ou dificuldades na convivência escolar. 
Os principais sinais indicados são:
Isolamento social ou tristeza excessiva.
Queda no rendimento escolar.
Mudanças bruscas de comportamento.
Queixas físicas recorrentes, como dores e enjoos sem causa aparente.
Medo ou resistência em frequentar a escola ou em utilizar a internet.
É importante ressaltar que esses sinais não configuram um perfil fixo ou um padrão
único de quem sofre agressões. Por isso, recomenda-se que educadores e
profissionais observem essas alterações com sensibilidade e sem julgamentos,
considerando sempre o contexto e as múltiplas variáveis envolvidas. Caso haja
suspeita, a orientação é observar, registrar os fatos e comunicar a situação à
equipe gestora da instituição.
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Para interromper uma agressão ao presenciar um ato de bullying ou cyberbullying,
as fontes orientam que a intervenção deve ser imediata e conduzida com firmeza e
tranquilidade.
As principais ações a serem tomadas no momento são:
Garantir a segurança da vítima: Afaste-a imediatamente do agressor para
protegê-la.
Não ignorar a situação: Nunca se deve minimizar ou fingir que o ato não está
ocorrendo.
Agir com o agressor: A intervenção deve ser firme e orientadora, explicando
claramente os limites e as consequências daquele comportamento
inadequado, sem recorrer a julgamentos ou exposições públicas.
Registrar o ocorrido: É fundamental coletar informações essenciais sobre o que
aconteceu, quem estava envolvido, além de quando, onde e como o ato
ocorreu.
Intervir junto às testemunhas: Após a interrupção imediata, a orientação é que
o fato seja comunicado à equipe gestora da escola e registrado formalmente
por meio do instrumento mais adequado à situação (Ata, Ficha de Registro de
Ocorrência do Estudante, etc.). 
Além disso, deve-se priorizar o acolhimento da vítima e a promoção de reflexões
com quem praticou a agressão para restabelecer um ambiente de respeito.
O ambiente escolar estende-se digitalmente. Ataques virtuais feitos fora da escola,
mas que gerem impacto na convivência escolar de qualquer estudante ou
servidor, serão reportados e tratados com base no Regimento Escolar e, se
necessário, encaminhados ao Conselho Tutelar e órgãos competentes.
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2. Uso responsável das tecnologias e convivência
no ambiente escolar
2.1 Uso do celular no ambiente escolar
A Secretaria de Estado de Minas Gerais (SEE/MG) encaminhou às escolas
instrumentos contendo orientações sobre o uso de aparelhos celulares no
ambiente escolar, os quais deverão ser utilizados pelas escolas. Cabe ressaltar que
as restrições ao uso de celulares nas escolas estaduais de Minas Gerais variam
conforme a etapa de ensino, tendo como objetivo principal proteger a saúde
mental, física e psíquica dos estudantes frente aos impactos negativos das telas.
As principais restrições são:
Anos Iniciais do Ensino Fundamental: A proibição é total. O estudante não pode
sequer levar o aparelho celular para a escola.
Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio: É proibido o uso de
aparelhos pessoais em sala de aula, recreios ou intervalos.
Sanções por Uso Indevido: Caso o estudante utilize o celular de forma
inadequada, ele deve ser advertido e os pais ou responsáveis devem ser
comunicados por escrito.
 *Exceções à Regra: Apesar das restrições, o uso pode ser permitido em casos
específicos, como os citados abaixo.
Fins Pedagógicos: O uso é permitido de forma restrita em sala de aula, desde
que orientado pelos profissionais de educação e vinculado ao Currículo
Referência de Minas Gerais.
Necessidades Específicas: O uso é liberado para fins de acessibilidade,
inclusão, saúde e garantia de direitos fundamentais.
As plataformas digitais podem ser utilizadas de forma pedagógica em sala de aula
como exceção à regra de proibição de celulares, desde que o uso seja
estritamente para fins de aprendizagem e sob a orientação de profissionais da
educação. A rede estadual já disponibiliza ferramentas institucionais que podem
apoiar o desenvolvimento de práticas pedagógicas, favorecendo a pesquisa, a
colaboração, a produção de conhecimentos e a criatividade dos estudantes.
Google for Education: disponibiliza ferramentas voltadas à organização das
atividades escolares, como o Google Sala de Aula, espaços de reunião virtual,
armazenamento em nuvem e recursos para elaboração e compartilhamento
de materiais didáticos.
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A plataforma Google for Education também permite a utilização de
instrumentos de acompanhamento da aprendizagem e de investigação de
plágio em documentos, sendo destinada, especialmente, aos Anos Finais do
Ensino Fundamental, ao Ensino Médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Gemini: ferramenta de inteligência artificial generativa integrada ao
ecossistema Google, que pode ser utilizada para apoiar pesquisas, a produção
textual,a elaboração de roteiros, a organização de ideias e a resolução de
problemas, sempre sob mediação pedagógica. Seu uso deve estimular o
pensamento crítico, a autoria e a reflexão sobre o emprego ético e responsável
das tecnologias digitais no contexto escolar.
Canva para Educação: ambiente digital voltado à criação de apresentações,
infográficos, vídeos, cartazes, mapas conceituais e outros materiais
multimodais. A ferramenta possibilita o desenvolvimento de projetos
interdisciplinares e o fortalecimento da criatividade, da comunicação e da
cultura digital, favorecendo o protagonismo estudantil e a produção
colaborativa.
Além dessas plataformas específicas, os professores podem utilizar outras
ferramentas tecnológicas, contanto que o uso esteja diretamente vinculado ao
Currículo Referência de Minas Gerais, ao Plano de Curso e ao seu Planejamento.
2.2 Organização da rotina escolar 
Para operacionalizar este código na rotina das escolas estaduais, dividimos as
regras de uso dos celulares nas escolas em três momentos do dia letivo:
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Momento Regra Geral Exceções Permitidas
Em Sala de
Aula
Modo Silencioso / Na Mochila
O aparelho deve permanecer guardado,
sem alertas de vibração ou som.
Apenas quando solicitado pelo
professor para atividades de
pesquisa, questionários interativos
ou leitura de PDF.
Intervalos /
Recreio
Proibido
É proibido o uso de aparelhos pessoais
em sala de aula, recreios ou intervalos.
O uso de eletrônicos por estudantes
é permitido em qualquer local e
etapa de ensino apenas para
acessibilidade, inclusão, saúde e
direitos fundamentais.
Banheiros e
Vestiários
Proibição Absoluta
O uso de qualquer aparelho celular nestes
locais é estritamente proibido para
garantir a privacidade dos estudantes.
Nenhuma.
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2.3 Estratégias de mediação e encaminhamento 
No contexto escolar, caso um estudante descumpra as diretrizes de uso do celular,
a equipe escolar deve adotar uma abordagem gradual e formativa, evitando o
confronto, mas mantendo a firmeza institucional:
1.Advertência verbal e orientação: Primeira ocorrência
O professor, especialista ou gestor solicita que o estudante guarde imediatamente
o aparelho, retomando as orientações previstas pela escola e promovendo uma
reflexão sobre o uso responsável das tecnologias no ambiente escolar.
2.Registro pedagógico e acompanhamento pela equipe escolar: Reincidência
Nos casos de reincidência, a situação deverá ser registrada pelos profissionais
responsáveis, cabendo à equipe gestora e pedagógica dialogar com o estudante,
identificar possíveis dificuldades relacionadas ao cumprimento das regras e
reforçar as orientações sobre o uso adequado dos dispositivos eletrônicos no
espaço escolar.
3.Comunicação e diálogo com os responsáveis: Casos recorrentes ou graves
Quando houver recorrência no descumprimento das orientações ou situações que
comprometam a convivência escolar, a família deverá ser comunicada e
convidada a participar de uma reunião com a equipe pedagógica, visando alinhar
estratégias conjuntas para o acompanhamento do comportamento digital do
estudante e fortalecer a corresponsabilidade entre escola e família.
4.Aplicação de Medidas Regimentais e Encaminhamento: Atos Infracionais
(Cyberbullying/Ameaças e outras violações).
Nos casos que envolvam difamação, injúria, ameaças virtuais ou outras situações
graves que configurem atos infracionais, a direção deverá adotar as medidas
previstas no Regimento Escolar e acionar, quando necessário, os órgãos
competentes e a rede de proteção, incluindo a Patrulha Escolar da Polícia Militar de
Minas Gerais e o Conselho Tutelar. 
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3. Protocolos de Prevenção e Proteção
3.1 Proteção integral e segurança digital 
De acordo com a Lei nº 15.211/2025 (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente),
as redes sociais, classificadas como produtos ou serviços de tecnologia da
informação, possuem uma série de deveres estruturantes voltados à proteção
integral e ao melhor interesse de crianças e adolescentes.
Os principais deveres estabelecidos pela lei podem ser divididos nas seguintes
categorias:
1. Gerenciamento de Contas e Verificação de Idade
Vinculação de Contas: Provedores de redes sociais devem garantir que contas de
usuários de até 16 anos estejam vinculadas à conta de um de seus responsáveis
legais.
 
Mecanismos de Aferição: Métodos eficazes, auditáveis e seguros devem ser
adotados para verificar a idade ou faixa etária, sendo vedada a autodeclaração
para acesso a conteúdos impróprios.
 
Suspensão de Perfis Irregulares: Diante de indícios de que uma conta é operada
por criança ou adolescente em desconformidade com a idade mínima, o acesso
deve ser suspenso, garantindo-se um procedimento célere de apelação para o
responsável legal. Constantemente os mecanismos de verificação devem ser
aprimorados para identificar contas operadas por menores.
2. Prevenção e Segurança de Conteúdo
Proteção desde a Concepção: Medidas razoáveis devem ser tomadas para mitigar
riscos de exposição a conteúdos de exploração sexual, violência, bullying, indução
ao suicídio, automutilação, jogos de azar e pornografia.
Configurações Protetivas: Por padrão, os serviços devem operar no modelo mais
protetivo de privacidade e proteção de dados.
 
Combate ao Uso Compulsivo: Devem adotar configurações que evitem o uso
compulsivo de seus produtos ou serviços por esse público.
 
Remoção de Conteúdo: É dever proceder à retirada de conteúdo que viola direitos
de crianças e adolescentes assim que comunicados pela vítima, responsáveis ou
autoridades, independentemente de ordem judicial.
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3. Supervisão Parental e Transparência
Ferramentas de Controle: Devem disponibilizar configurações acessíveis que
apoiem a supervisão parental, incluindo avisos claros quando estas estiverem em
vigor e funcionalidades para limitar o tempo de uso.
Restrições de Interação: As ferramentas devem permitir que pais restrinjam a
comunicação com usuários não autorizados e controlem sistemas de
recomendação personalizada.
Relatórios de Transparência: Redes sociais com mais de 1 milhão de usuários
nessa faixa etária no Brasil devem publicar relatórios semestrais detalhando
denúncias recebidas, medidas de moderação e aprimoramentos técnicos de
proteção.
4. Tratamento de Dados e Publicidade
Vedação ao Perfilamento: É proibida a criação de perfis comportamentais de
crianças e adolescentes para fins de direcionamento de publicidade comercial.
Uso Restrito de Dados de Idade: Os dados coletados especificamente para
verificação de idade não podem ser tratados para qualquer outra finalidade.
Proibição de Monetização: Não é permitida a monetização ou impulsionamento de
conteúdos que retratem menores de forma erotizada ou sexualmente sugestiva.
Proibição de Monetização: Não é permitida a monetização ou impulsionamento de
conteúdos que retratem menores de forma erotizada ou sexualmente sugestiva.
5. Representação e Governança
Representante Legal: As empresas devem manter um representante legal no Brasil
com poderes para responder perante as autoridades e receber citações judiciais.
 
Canais de Denúncia: Devem oferecer mecanismos de fácil acesso para
notificações de violações de direitos e para o reporte de uso abusivo dos próprios
instrumentos de denúncia.
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3.2 Construção coletiva de acordos e protocolos 
A promoção de uma cultura digital responsável no ambiente escolar exige a
participação de toda a comunidade educativa. Nesse sentido, as discussões
desenvolvidas ao longo do Agosto das Juventudes podem subsidiar a elaboração
ou o aprimoramento de acordos e protocolos relacionados ao uso consciente das
tecnologias e dos aparelhos celulares na escola.
Mais do que estabelecer regras, a construção coletiva desses instrumentos
representa uma oportunidade de diálogo sobre convivência, corresponsabilidade e
cidadania digital, permitindo que estudantes, profissionais da educação e famílias
reflitam conjuntamente sobre osdesafios e as potencialidades das tecnologias no
cotidiano escolar.
 
Como desdobramento das atividades propostas neste documento, as escolas
poderão promover momentos de escuta e participação estudantil para identificar
demandas, desafios e estratégias relacionadas ao uso dos dispositivos digitais,
considerando as especificidades de cada comunidade escolar.
Nesse processo, o Conselho de Representantes de Turma poderá contribuir para a
mobilização dos estudantes, para a ampliação do debate e para a sistematização
das propostas construídas coletivamente. A participação estudantil fortalece a
gestão democrática e amplia o sentimento de pertencimento e
corresponsabilidade em relação às decisões que impactam a convivência escolar.
 
A elaboração ou revisão de protocolos locais constitui-se como uma possibilidade
pedagógica para as escolas que desejarem aprofundar as discussões realizadas
durante o Agosto das Juventudes. Caso sejam construídos, recomenda-se que
esses instrumentos sejam amplamente divulgados à comunidade escolar e
contemplem orientações claras sobre o uso responsável das tecnologias, a
prevenção às violências digitais e os canais de apoio e acolhimento disponíveis na
escola.
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4. O Papel dos Educadores e da Família
4.1 Papel dos Professores
Os professores, nas unidades escolares, exercem o papel de "guias digitais". Em vez
de demonizar as redes (como Reddit ou TikTok), os docentes devem trazê-las para
o debate em sala de aula. Ensinar os estudantes a conferirem fontes de notícias e a
reconhecerem uma fake news estrutural.
 
A utilização de imagens, vídeos e dados pessoais de estudantes no ambiente
escolar deve observar os princípios previstos na Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD), no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Estatuto Digital da
Criança e do Adolescente, assegurando que os registros pedagógicos ocorram
exclusivamente para finalidades educacionais legítimas e mediante os
procedimentos institucionais adotados pela rede de ensino.
 
Nesse sentido, recomenda-se que a divulgação de atividades escolares priorize os
canais institucionais da escola e da Secretaria de Estado de Educação, evitando a
exposição indevida de crianças e adolescentes em ambientes digitais sem o
devido acompanhamento. Da mesma forma, os registros devem privilegiar as
atividades desenvolvidas e as produções dos estudantes, preservando sua
dignidade, privacidade e segurança.
 
A proteção da imagem e dos dados pessoais de crianças e adolescentes constitui
uma responsabilidade compartilhada entre profissionais da educação, famílias e
instituições escolares, exigindo atenção permanente quanto ao uso ético e seguro
das tecnologias no contexto educacional.
Para se proteger ao realizar registros pedagógicos, o professor deve adotar uma
postura de responsabilidade e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de
Dados (LGPD) e com o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). O registro pedagógico
continua sendo essencial para documentar o trabalho realizado, mas o rigor com a
exposição digital aumentou significativamente.
 
Aqui estão as principais diretrizes para a proteção do docente, conforme as fontes:
1. Garantir a Autorização Específica
Não utilize autorizações genéricas. Para sua segurança jurídica, certifique-se de
que o termo de consentimento assinado pelos responsáveis seja específico,
informando detalhadamente:
A finalidade do registro;
Onde a imagem será postada;
O contexto em que a imagem será utilizada.
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2. Evitar o Uso de Celular Particular
O guia recomenda fortemente não utilizar o aparelho pessoal para fotografar
estudantes. Os principais riscos são:
Sincronização em nuvem: Fotos podem ir parar no Google Fotos ou iCloud
pessoal, misturando vida privada e profissional.
Responsabilidade em incidentes: Em caso de hacker, roubo ou furto do
aparelho, o professor torna-se responsável pelos dados de menores ali
armazenados.
Recomendação: Prefira equipamentos e canais institucionais e apague os
registros do seu dispositivo após o uso pedagógico.
3. Priorizar Canais Oficiais
Compartilhe os registros apenas em canais e plataformas oficiais da escola ou
ambientes pedagógicos controlados.
Evite redes sociais pessoais e grupos informais de WhatsApp sem controle.
Lembre-se que o uso em redes sociais da própria escola exige um termo de
consentimento à parte.
4. Adotar Boas Práticas de Registro
 
Para minimizar riscos de exposição indevida, o professor deve:
Focar no trabalho, não no estudante: Priorize registros indiretos, como fotos das
mãos dos estudantes realizando a tarefa, as produções/atividades ou os
materiais utilizados.
Evitar dados sensíveis: Nunca divulgue imagens que permitam identificar
endereços, horários ou outros dados pessoais.
5. Check-list de Segurança antes de publicar
Antes de realizar qualquer postagem, o professor deve se perguntar:
Tem finalidade pedagógica real?
Está em canal institucional?
Respeita a dignidade do estudante (evita situações vexatórias)?
Tenho o termo de consentimento assinado em mãos?
O armazenamento será em ambiente seguro?
Evita exposição desnecessária e não apresenta dados pessoais?
Na dúvida, não publique e proteja o estudante, pois a segurança deste é a
prioridade e o uso indevido pode gerar responsabilização administrativa, cível e
criminal para o docente.
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4.2 Papel da Família
A escola não substitui o controle parental. Os responsáveis devem monitorar o
tempo de tela em casa e o tipo de comunidade (especialmente no Discord e
Telegram) em que seus filhos transitam.
O guia “Celulares e Escola: um diálogo que também precisa acontecer em casa”,
elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), apresenta 12 dicas fundamentais
para que as famílias possam equilibrar o uso da tecnologia e promover
experiências digitais mais saudáveis para crianças e adolescentes.
 As principais recomendações incluem:
Manter um diálogo aberto: É essencial conversar sobre os benefícios e riscos da
tecnologia, incentivando os jovens a compartilharem suas experiências e
abordando temas como o cyberbullying.
Ser uma referência positiva: Os adultos devem dar o exemplo, equilibrando seu
próprio tempo de tela e priorizando momentos offline, como brincadeiras,
leitura ou esportes. Recomenda-se deixar o celular de lado durante as refeições
e momentos de convivência familiar.
Estabelecer limites e rotinas: A família deve combinar horários para o uso de
telas de acordo com a idade, garantindo que as atividades escolares sejam
priorizadas antes do entretenimento digital.
Preservar o sono: As telas devem ser desligadas pelo menos 1 hora antes de
dormir, evitando que celulares ou tablets permaneçam no quarto durante a
noite.
Incentivar atividades ao ar livre: Estimular o brincar desconectado, como
andar de bicicleta ou ir à praça, ajuda a equilibrar o tempo digital e favorece o
desenvolvimento integral.
Supervisão e segurança: Recomenda-se que os aparelhos sejam utilizados em
áreas comuns da casa (como a sala) para facilitar a supervisão. Além disso, o
uso de ferramentas de controle parental para filtrar conteúdos e limitar o tempo
é aconselhado.
Estimular usos criativos: Em vez de apenas consumo passivo, a tecnologia
deve ser usada para fins educacionais e criativos, como pesquisas, arte digital,
programação ou edição de vídeos.
23
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Atenção aos sinais de alerta: Os responsáveis devem observar se o uso
excessivo está causando irritabilidade, isolamento, queda no rendimento
escolar ou problemas de sono.
O guia também sugere que a família crie um "plano de mídias" ou combinados,
não com o intuito de proibir, mas de organizar a rotina do lar. Além disso,
recomenda-se que a posse de celulares ocorra apenas após os 12 anos de idade,
avaliando sempre se há uma necessidade real e se o jovem tem maturidade para
lidar com os riscos do ambiente digital.
O guia identifica diversos sinais de alerta que indicam quando o uso de aparelhos
digitais está sendo excessivoe impactando negativamente o bem-estar e o
desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Os principais sinais de alerta citados são:
Problemas com o sono: Dificuldade para pegar no sono à noite ou para acordar
e se levantar pela manhã.
Impacto escolar: Observa-se uma queda no rendimento escolar (notas piores)
ou dificuldade em concluir os deveres e tarefas da escola.
Mudanças físicas e comportamentais: Mudanças significativas no peso
(ganho ou perda), que podem estar ligadas ao tempo de uso ou ao conteúdo
acessado.
Irritabilidade ou agressividade, especialmente quando o jovem não está
utilizando os aparelhos digitais.
Apego excessivo às telas.
Alterações na socialização e interesses: Menor interesse por outras atividades
que antes eram prazerosas, como ler, praticar esportes ou brincar com amigos.
Isolamento social, passando mais tempo sozinho e menos tempo com a
família e amigos presenciais.
Caso a família note essas mudanças de humor, dificuldades no sono ou esse
apego exagerado, o guia recomenda buscar ajuda de profissionais, como
psicólogos e pediatras. O cuidado com crianças e adolescentes é uma
responsabilidade compartilhada entre a família, a escola, o governo e a sociedade.
24
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5. Práticas Pedagógicas para o Equilíbrio Digital e
a Cultura de Paz
Como intuito de embasar a prática docente nas escolas da rede estadual, segue
uma lista de atividades e ações pedagógicas organizadas por temas, visando
promover o equilíbrio digital, o pensamento crítico e a cultura de paz no ambiente
escolar.
5.1 Promoção do Equilíbrio Digital e Conexão Humana
Preenchendo Vazios: Voltada para os anos finais do ensino fundamental e
ensino médio, esta atividade convida os estudantes a refletirem sobre os
sentimentos e as dificuldades surgidas com a restrição do celular na escola (Lei
15.100/2025), buscando coletivamente alternativas pedagógicas e de
convivência.
Referência: Atividades integradoras sobre a Lei 15.100-2025.
Telefone de Lata: Direcionada aos anos iniciais, utiliza a construção de um
telefone com latas e barbante para ensinar sobre a evolução dos meios de
comunicação e como o som viaja através de vibrações, incentivando a
interação física e o brincar "à moda antiga".
Referência: Plano de aula - Desplugar para conectar - Ensino Fundamental - Anos
Iniciais.
O Espelho Digital: Atividade de sensibilização para o ensino médio onde os
estudantes criam "posts fictícios" idealizados e os comparam com seus
sentimentos reais anotados previamente, discutindo a distorção da realidade
nas redes sociais. 
Referência: Plano de aula - Equilíbrio digital: entre telas e emoções - Ensino Médio.
Caixa de Brinquedos Heurísticos: Exploração sensorial com materiais da
natureza (pedras, folhas, gravetos) e objetos do cotidiano para estimular a
criatividade e a autonomia dos estudantes, reduzindo a dependência de telas.
Referência: Plano de aula - Desplugar para conectar - Ensino Fundamental - Anos
Iniciais.
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 5.2 Alfabetização Midiática e Combate à Desinformação
A melhor decisão é com base na informação: Dinâmica onde grupos recebem
situações hipotéticas e precisam escolher cuidadosamente qual informação
verificar (entre uma correta, uma incorreta e uma opinativa) para tomar a
melhor decisão prática.
Referência: Oficina Fake News.
O Ciclo da Desinformação: Os participantes devem ordenar etapas de
episódios reais de desinformação (como o "golpe do boleto" ou "vinagre contra
a dengue") para compreender como as notícias falsas surgem, circulam e são
desmentidas.
Referência: Oficina Fake News.
Termômetro da Sobrecarga Digital: Estudantes do ensino médio monitoram
seus sentimentos durante o uso do celular e os classificam em faixas (azul para
equilíbrio até vermelha para exaustão), analisando como algoritmos podem
manipular emoções.
Referência: Plano de aula - Equilíbrio digital: entre telas e emoções - Ensino Médio.
Quando desconfiar que é fake: Exercício de identificação de "sinais de alerta"
em conteúdos digitais, como autoria desconhecida, linguagem alarmista, erros
de escrita e falta de fontes verificáveis.
Referência: Oficina Fake News.
5.3 Práticas Restaurativas e Cultura de Paz
Círculos de Construção de Senso Comunitário: Utilizados para fortalecer
vínculos e estabelecer valores coletivos. Os participantes compartilham o que
esperam do grupo para se sentirem seguros e respeitados, criando diretrizes de
convivência por consenso.
Referência: Práticas Restaurativas na Educação - Guia Introdutório.
Check-in e Check-out: Práticas rápidas de escuta ativa no início e no fim da
semana ou da aula, onde cada estudante expressa como está se sentindo,
promovendo conexão e acolhimento.
Referência: Práticas Restaurativas na Educação - Guia Introdutório.
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Bilhetes Restaurativos: Ferramenta para que estudantes expressem
sentimentos após desentendimentos leves ("Eu me senti... quando
aconteceu..."), facilitando a reconexão sem o uso imediato de medidas
punitivas.
Referência: Práticas Restaurativas na Educação - Guia Introdutório.
Esse selo representa quem?: Atividade criativa onde estudantes produzem
selos de identidade com frases e desenhos que revelam talentos e gostos
pessoais sem o nome, promovendo o entrosamento através de um jogo de
adivinhação entre os colegas.
Referência: Atividades integradoras sobre a Lei 15.100-2025.
5.4 Ações de Intervenção e Engajamento Coletivo
Mural das Possibilidades: Espaço físico na escola onde os estudantes fixam
propostas viáveis para melhorar o aprendizado e a convivência sem o uso
excessivo do celular, transformando ideias em ações concretas com o apoio da
gestão.
Referência: Atividades integradoras sobre a Lei 15.100-2025.
Desafio do Ciclo Vicioso Digital: Trabalho em grupo para mapear gatilhos
emocionais online (como raiva ou ansiedade) e criar estratégias práticas para
"quebrar" o ciclo de dependência das redes sociais.
Referência: Plano de aula - Equilíbrio digital: entre telas e emoções - Ensino Médio.
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ANELIZA; CATARINA. ECA Digital (Infográfico). Documento produzido com recursos do
Canva.com, 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Atividades integradoras sobre a Lei 15.100/2025.
Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de
divulgação sobre a Lei 15.100/2025. Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de
divulgação sobre a Lei 15.100/2025: Longe da tela. Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Comunicação Social. Cartaz de
divulgação sobre a Lei 15.100/2025: Quando não pula a notificação. Brasília: Governo
Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Celulares e escola: um diálogo que também
precisa acontecer em casa – Guia para famílias. Secretaria de Educação Básica (SEB).
Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Conscientização para o uso de celulares na
escola: por que precisamos falar sobre isso? – Guia para escolas. Secretaria de
Educação Básica (SEB). Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de
dispositivos digitais. Secretaria de Comunicação Social (SECOM/PR). Brasília:
SECOM/PR, 2024.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Guia Rápido de Ação: Como agir em casos de
bullying e cyberbullying na escola. Programa Escola que Protege. Brasília: Governo
Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Guia para o planejamento da adoção de
dispositivos tecnológicos nas escolas (Volume 1). 1ª Edição. Brasília: Governo Federal,
2025.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Oficina pedagógica: Pense antes de
compartilhar: o poder da informação e o perigo das fake news. Secretaria de
Educação Básica (SEB); Programa Escola e Comunidade (PROEC). Brasília: Governo
Federal, 2025.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BRASIL.Ministério da Educação (MEC). Plano de aula: Desplugar para conectar
(Ensino fundamental - Anos Iniciais). Brasília: Governo Federal, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Plano de aula: Equilíbrio digital: entre telas e
emoções (Ensino médio). Brasília: Governo Federal, 2025.
CAMPOS DOS GOYTACAZES. Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia.
ECA Digital e LGPD: Guia para unidades escolares, uso de imagem e registros
pedagógicos. Campos dos Goytacazes: Prefeitura de Campos, 2026.
CEARÁ. Secretaria da Educação (Seduc). Uso responsável do celular na escola: um
guia para alunos, responsáveis, professores e gestores. Equipe de Educação em
Cidadania e Cultura Digital (ECCD). Fortaleza: Governo do Estado do Ceará, 2025.
INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO (IFPE). Guia de orientação sobre o uso de
celulares e outros aparelhos eletrônicos portáteis nos campi do IFPE. Pernambuco:
IFPE, 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Educação (SEE MG). Orientações sobre o uso
de aparelhos celulares nas escolas da rede estadual de ensino de Minas Gerais: Lei
Federal nº 15.100/2025. Belo Horizonte: Governo de Minas, 2025.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS); BRASIL. Ministério da Educação (MEC).
Práticas restaurativas na educação: guia introdutório à promoção da cultura de
paz nas escolas por meio de processos circulares. 1ª Edição. Brasília: Governo
Federal, 2025.
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	SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
	apresentação
	Esses eixos foram selecionados por contemplarem questões sensíveis às juventudes contemporâneas e por possibilitarem o desenvolvimento de ações pedagógicas voltadas ao fortalecimento da consciência digital, da convivência democrática e da cultura de paz.
	Nesse percurso, os Conselhos de Representantes de Turma despontam como importantes espaços de escuta, diálogo e participação estudantil. Ao fortalecer a gestão democrática e incentivar a construção coletiva de soluções para os desafios vivenciados pelas comunidades escolares, os Conselhos podem contribuir para a mobilização dos estudantes, para a ampliação do debate sobre o uso responsável das tecnologias e para a elaboração de estratégias que promovam relações mais saudáveis no ambiente digital.
	Para apoiar as comunidades escolares nesse processo, este documento reúne reflexões sobre os desafios da convivência no ambiente digital, apresenta orientações relacionadas ao uso consciente dos aparelhos celulares no espaço escolar, com base na Lei Federal nº 15.100/2025, e propõe práticas pedagógicas voltadas ao equilíbrio digital, à alfabetização midiática, às práticas restaurativas e à promoção da cultura de paz.
	Para que o Agosto das Juventudes 2026 alcance seus objetivos e fortaleça o vínculo dos estudantes com a escola, propõe-se iniciar as atividades com um Dia “D”, a ser realizado de forma intersetorial com a comunidade escolar em 11 de agosto - Dia do Estudante, data instituída pela Resolução SEE nº 5.080/2024 e prevista no Calendário Escolar de 2026, conforme a Resolução SEE nº 5.222, de 4 de dezembro de 2025.
	Nessa data, será realizado o Dia D – Busca Ativa Escolar, sob o lema “Lugar de Estudante é na Escola”, mobilizando escolas, Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e demais parceiros para o enfrentamento da infrequência e do abandono escolar. A iniciativa reforça o compromisso coletivo de garantir que todos os estudantes tenham acesso às oportunidades educacionais necessárias para a concretização de seus projetos de vida e para o desenvolvimento pessoal, social, cultural e econômico.
	Cuidar diariamente da frequência escolar e reunir esforços permanentes para o resgate dos estudantes ausentes é uma missão compartilhada entre a SEE/MG, as Superintendências Regionais de Ensino e as escolas estaduais de Minas Gerais. Assim, contamos com o entusiasmo, a criatividade e o envolvimento de toda a comunidade escolar para construir, de forma coletiva, um Agosto das Juventudes participativo, acolhedor e conectado aos desafios e às potencialidades das juventudes mineiras.
	2.1 Uso do celular no ambiente escolar
	3.1 Proteção integral e segurança digital
	1. Juventudes Conectadas: Consciência Digital e Identidade
	O Agosto das Juventudes constitui uma ação pedagógica mobilizadora prevista no calendário escolar da rede estadual de ensino. Em 2026, a proposta dialoga com aprendizagens e discussões já desenvolvidas pelas escolas ao longo do ano letivo, especialmente no campo da Computação previsto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e pelo Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), bem como com as ações de educação midiática, convivência democrática e prevenção e enfrentamento às violências.
	A iniciativa também se articula à Semana de Conscientização sobre o Uso Adequado das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, realizada entre os dias 18 e 22 de maio e prevista no calendário escolar da rede estadual. Ao longo desse período, as unidades de ensino são convidadas a promover reflexões sobre os impactos das tecnologias no cotidiano escolar e na vida dos estudantes, fortalecendo práticas educativas voltadas ao uso consciente, crítico e responsável dos recursos digitais.
	Com o tema “Juventudes Conectadas II: Consciência Digital e Identidade”, o Agosto das Juventudes dá continuidade às discussões iniciadas em 2025, aprofundando o debate sobre as relações estabelecidas entre os jovens e as tecnologias digitais. A proposta parte da compreensão de que o celular ocupa um lugar central na vida dos estudantes, ampliando possibilidades de comunicação, aprendizagem, expressão e participação social, mas também potencializando desafios relacionados à desinformação, à exposição excessiva, às violências cibernéticas e aos processos de construção identitária.
	Diante da amplitude do tema, este documento apresenta um recorte específico para orientar o trabalho pedagógico nas escolas, organizado a partir de quatro eixos: desinformação e grupos fechados; comunidades de nicho; redes sociais, identidade e imagem; e violência digital e discursos de ódio. Esses eixos foram selecionados por contemplarem questões sensíveis às juventudes contemporâneas e por possibilitarem o desenvolvimento de reflexões e práticas voltadas ao fortalecimento da consciência digital e das relações interpessoais.
	Nesse contexto, o objetivo do Agosto das Juventudes é incentivar a construção de ações pedagógicas interdisciplinares voltadas ao uso responsável das tecnologias, à promoção de relações saudáveis no ambiente digital e ao fortalecimento da consciência crítica sobre a forma como as redes sociais influenciam a identidade, a convivência e a participação juvenil.
	1.1 Desinformação e Grupos Fechados (Fake News, Telegram, Facebook e WhatsApp)
	1.2 Comunidades de Nicho (Discord e Reddit)
	Algumas dessas comunidades operam como "câmaras de eco", onde adolescentes vulneráveis podem ser atraídos para grupos extremistas, racistas ou neonazistas que reforçam visões de mundo distorcidas e incentivam a intolerância.
	Mediação Ativa e Orientação Profissional: O uso de qualquer dispositivo digital para estudos deve ocorrer sob a supervisão e orientação de profissionais da educação. A presença do professor é essencial para garantir que a tecnologia seja utilizada de forma intencional, minimizando distrações e riscos como o assédio ou o contato com estranhos.
	Utilização de Canais Oficiais: As escolas devem priorizar plataformas institucionais e ambientes pedagógicos controlados, como o Google Sala de Aula e espaços de reunião virtual oficiais. Deve-se evitar o uso de redes sociais pessoais ou grupos informais (como WhatsApp sem controle pedagógico) para atividades escolares, pois esses ambientes dificultam o monitoramento e expõem dados dos estudantes.
	Construção Coletiva de Regras: As diretrizes para o funcionamento dos grupos e o uso de dispositivos devem ser construídas por meio do diálogo entre escola, estudantes e famílias. O uso de contratos de convivência liderados pelos estudantes permite que eles sesintam representados e se tornem corresponsáveis pelo clima de segurança do grupo.
	Alfabetização Midiática e Cidadania Digital: O monitoramento mais eficaz é aquele que capacita o estudante a ser um usuário crítico. A escola deve promover a educação digital, ensinando os estudantes a protegerem seus dados, identificarem notícias falsas (fake news) e reconhecerem comportamentos tóxicos ou discursos de ódio antes que se tornem vítimas ou propagadores.
	Proteção de Dados e Privacidade: Ao adotar ferramentas digitais, a escola deve zelar pelo cumprimento da LGPD e do ECA Digital, garantindo que a coleta de informações dos estudantes seja minimalista, transparente e voltada exclusivamente para finalidades pedagógicas.
	Espaços de Escuta e Práticas Restaurativas: É fundamental que a escola disponha de canais de escuta e acolhimento para estudantes em sofrimento psíquico decorrente de interações digitais. Metodologias como os círculos de conversa e as práticas restaurativas ajudam a fortalecer os vínculos comunitários e a resolver conflitos de forma dialógica e cooperativa.
	Parceria com a Família: O monitoramento seguro exige que a escola e a família unam forças. Os responsáveis devem ser orientados a acompanhar o conteúdo acessado em casa e a estabelecer limites claros de tempo, reforçando as orientações dadas no ambiente escolar.
	Em suma, a segurança nos grupos de estudo não depende apenas de restrições técnicas, mas da intencionalidade pedagógica e do compromisso de todos os atores em transformar a experiência digital em um processo de aprendizado ético e seguro.
	1.3 Redes de Validação e Imagem (Instagram e TikTok)
	As redes sociais de validação e imagem, como Instagram e TikTok, operam sob a lógica da economia da atenção, utilizando mecanismos de design manipulativo para reter os usuários pelo maior tempo possível. O fluxo contínuo de vídeos curtos e o recurso de "rolagem infinita" criam um ciclo de dopamina que fragmenta a atenção dos estudantes, dificultando severamente a concentração e o foco necessários para os processos de aprendizagem em sala de aula. Esse engajamento constante é alimentado por notificações incessantes que funcionam como convites para retornar às aplicações, muitas vezes resultando em um comportamento de dependência e distração imoderada durante o horário escolar.
	Além da fragmentação do foco, a exposição prolongada a essas plataformas está diretamente associada ao aumento dos índices de ansiedade, depressão e sofrimento mental, especialmente devido à comparação social constante. Os estudantes são frequentemente confrontados com estilos de vida idealizados e padrões estéticos inalcançáveis reforçados pelos algoritmos, o que impacta negativamente a autoestima e a imagem corporal, gerando um sentimento de “Fear Of Missing Out” (FOMO), traduzido como o "medo de ficar de fora". Esse ambiente de comparação frequente pode atuar como gatilho para quadros de isolamento e transtornos alimentares, tornando essencial que a escola atue no desenvolvimento do pensamento crítico e do equilíbrio digital.
	Dentro do recinto escolar, a implementação da Lei nº 15.100/2025 estabelece diretrizes claras para proteger o bem-estar dos estudantes e o ambiente pedagógico, restringindo o uso de dispositivos eletrônicos para fins não pedagógicos durante as aulas e intervalos.
	Como medida prática e de proteção à privacidade, é expressamente proibida a captura de imagens, áudios ou vídeos de estudantes, professores e funcionários sem autorização expressa e finalidade estritamente pedagógica. A legislação e os guias orientadores reforçam que o uso inadequado desses registros em redes sociais sem o devido consentimento pode acarretar sanções disciplinares e responsabilização nas esferas administrativa, cível e criminal.
	A utilização de imagens no contexto escolar deve, portanto, estar vinculada apenas a objetivos institucionais e educacionais, sendo vedada qualquer prática que caracterize exposição indevida, monetização ou busca de engajamento pessoal. É fundamental que os registros pedagógicos priorizem a dignidade do estudante e ocorram, preferencialmente, por meio de equipamentos e canais oficiais da escola, evitando que o uso de aparelhos particulares misture a vida privada com a profissional. A proteção de dados e da imagem de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade, visando prevenir riscos de vitimização e uso malicioso de informações no ambiente digital.
	O ambiente virtual também expõe os jovens a riscos interpessoais, como o cyberbullying, ofensas e discursos de ódio, que podem ser gatilhos para quadros de isolamento social e autolesão. Em termos físicos, o uso sem moderação interfere nos ciclos de sono, pois a luz azul emitida pelos dispositivos prejudica a produção de melatonina, dificultando o descanso necessário para o aprendizado. Outros impactos incluem o desenvolvimento de sedentarismo, obesidade infantil e problemas de visão, como a miopia, devido à falta de atividades ao ar livre e ao foco visual prolongado em telas.
	Para mitigar esses danos, a Lei nº 15.100/2025 estabelece restrições ao uso de celulares no ambiente escolar, visando proteger a saúde mental, física e psíquica dos estudantes. A legislação busca garantir que a tecnologia seja utilizada apenas de forma pedagógica e intencional, promovendo espaços de convivência presencial e de escuta ativa para acolher aqueles que enfrentam sofrimento emocional decorrente das interações digitais.
	Em suma, a escola deve ser um espaço de educação digital e midiática, onde os jovens aprendam a reconhecer os mecanismos de persuasão das redes sociais e a valorizar as interações presenciais. Ao combater a exposição descuidada e o uso imoderado de telas, as instituições de ensino fortalecem os vínculos comunitários e garantem um ambiente seguro para o desenvolvimento integral dos estudantes. O diálogo constante com as famílias é a peça-chave para que os limites estabelecidos na escola sejam reforçados em casa, promovendo uma cultura de respeito, privacidade e proteção à imagem de todos no mundo físico e virtual.
	As redes sociais e o uso excessivo de telas impactam a saúde mental dos estudantes de diversas formas, sendo o aumento dos índices de ansiedade e depressão uma das consequências mais preocupantes observadas por especialistas. Estudos realizados pela UFMG, conforme citados no guia “Celulares e Escola: um diálogo que também precisa acontecer em casa”, indicam que 72% das crianças apresentam aumento nos sintomas depressivos associados à superexposição digital. Esse cenário é agravado pelo funcionamento das plataformas, que operam sob a lógica da "economia da atenção", utilizando design manipulativo para reter os usuários pelo maior tempo possível.
	Os mecanismos de "rolagem infinita" e notificações constantes criam um ciclo de dopamina que fragmenta a atenção dos estudantes e pode resultar em dependência digital ou nomofobia, caracterizada pela angústia de estar sem acesso ao celular. Além disso, a comparação social constante com estilos de vida idealizados e padrões estéticos inalcançáveis reforçados pelos algoritmos gera insegurança e prejudica a autoestima. Esse comportamento frequentemente leva ao sentimento de FOMO (Fear Of Missing Out), o desejo persistente de permanecer conectado para não perder o que os outros estão fazendo.
	1.4 Violência Digital e discursos de ódio (Cyberbullying)
	2. Uso responsável das tecnologias e convivência no ambiente escolar
	2.1 Uso do celular no ambiente escolar
	2.2 Organização da rotina escolar
	2.3 Estratégias de mediação e encaminhamento
	3. Protocolos de Prevenção e Proteção
	3.1 Proteção integral e segurança digital
	3.2 Construção coletiva de acordos e protocolos
	4. O Papel dos Educadores e da Família
	4.1 Papel dos Professores
	2. Evitar o Uso de Celular Particular
	O guia recomenda fortemente não utilizar o aparelho pessoal para fotografar estudantes. Os principais riscos são:
	Sincronização em nuvem: Fotos podem ir parar no Google

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