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Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia – ICET Campus: São José do Rio Preto Desafios enfrentados por países asiáticos (China e índia) em relação à gases do efeito estufa e poluição do ar, provenientes da queima de combustíveis fósseis. Discente: Nome: Arthur de Freitas Fabrini / RA: G905IE0 Nome: Breno Igor Scapi dos Santos / RA: R827DE Nome: Eduardo de Oliveira Ferro / RA: R6702H2 Nome: Eduardo Mattos de Araújo / RA: R649JI0 Nome: Enzo Estanislau Coletti / RA: H335CG5 Nome: Isabelly Lima Coelho - H63CGA3 Nome: João Henrique Perozim Grossi / RA: R843HE3 Nome: Luiz Eduardo Faria dos Reis / RA: G96BIB6 Docente: Nome: Aline Fagliari Data: 17/02/2025 1. INTRODUÇÃO Em 2021, a China emitiu aproximadamente 14,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, equivalente à 27% das emissões globais. Após análises foi visto que as principais fontes de emissões vieram do uso do carvão, seguidas da indústria, transporte e setor de construção. Já a índia, classifica-se como o terceiro maior emissor mundial, em 2016 representando cerca de 7% das emissões globais com aproximadamente 2,8 gigatoneladas de dióxido de carbono. 1.1. CIDADES INTELIGENTES Pensar em cidades inteligentes ou smart cities, como são conhecidas em inglês, pode ser um exercício complexo, mas felizmente temos especialistas que se dedicaram a isso. É o caso de Amy Glasmeiera e Susan Christopher, do Departamento de Estudos Urbanos e Planejamento do MIT. Elas são autoras do relatório Thinking about smart cities e resumem a avaliação de vários especialistas no tema. Segundo as especialistas, as sementes do conceito de cidades inteligentes podem ser encontradas em uma série de conversas entre estudiosos e profissionais na década de 1980. Os exemplos da época tinham em mente realidades como as do Vale do Silício ou então falavam de futuros centros urbanos com informações avançadas e complexos de fibra óptica. Hoje, conforme a reportagem da Exame Informática, os especialistas citam a inevitável adoção de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), WiFi, Big Data, Cloud Computing e Mobile apps, suportadas por infraestruturas de fibra ótica, redes Móveis 4G/5G, data centers, e dispositivos adequados que permitirão responder aos desafios e à visão transformadora das zonas urbanas. “Uma cidade inteligente usa tecnologia da informação e comunicação (TIC) para melhorar a eficiência operacional, compartilhar informações com o público e fornecer uma melhor qualidade de serviço governamental e bem-estar ao cidadão”, resume a consultoria de engenharia TWI. Com tais problemas na sociedade asiática, a introdução das cidades inteligentes é uma interessante ideia, pelo pensamento de sempre "pensar no futuro", uma sociedade mais sustentável, com menos problemas ambientais. 1.2. ÁREAS ONDE AS "SMART CITIES" ATUAM Essa infraestrutura tecnológica oferece aos cidadãos o acesso a informações e recursos de forma mais rápida e conveniente. Essas cidades são projetadas para atender às demandas imediatas da população sem deixar de promover um desenvolvimento sustentável a longo prazo. Isso inclui a incorporação de práticas ecológicas, como o uso de energias renováveis e a gestão inteligente de resíduos. Por exemplo, painéis solares e turbinas eólicas podem ser utilizados para gerar eletricidade limpa, enquanto sistemas automatizados de reciclagem e coleta de lixo reduzem a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários. Uma cidade deste porte é projetada para oferecer infraestrutura de ponta enquanto preserva os recursos naturais, protegendo os ecossistemas locais. Assim, com a implantação de tecnologias que monitoram o uso da água e a qualidade do ar, por exemplo, as smart cities podem atuar para prevenir a poluição e a escassez de recursos. Soluções como o reaproveitamento da água da chuva e a criação de zonas verdes urbanas, já se provaram como medidas eficientes em cidades ao redor do mundo que abraçaram essas ideias. Tudo isso implementado contribui para um ambiente urbano mais saudável e equilibrado. 2. SOLUÇÃO DAS CIDADES INTELIGENTES NA ÍNDIA E NA CHINA Na índia: Sabe-se que a índia é um país superpopuloso, fazendo com que surja vários problemas relacionados à sustentabilidade, como: descarte indevido de microplásticos, alto nível de poluição, que afeta diretamente a biodiversidade do território (Exemplo: o Rio Ganges, na imagem abaixo). Há também o fato de que 75% de sua energia provém do carvão. Solução: Há várias regiões com pouco ou nenhum acesso à eletricidade na índia, e que, com o fornecimento de energia aliado às smart grids (redes elétricas inteligentes que utilizam tecnologias digitais para distribuir energia de forma eficiente, econômica, sustentável e segura), pode, além de potencializar os serviços, melhorar a situação socioeconômica dessas regiões. Segundo a Associação Internacional de Energia, A Índia será fundamental para o futuro do mercado global de energia -"De acordo com o Relatório Anual sobre Gestão de Resíduos Sólidos (2020-21) publicado pelo Central Pollution Control Board, Delhi, Índia produziu um total de 160.038,9 toneladas métricas por dia (TPD) de resíduos sólidos". No entanto, o país encontra barreiras financeiras para concluir projetos de gestão de resíduos Solução: O uso da inteligência artificial pode ampliar as estratégias de gestão de resíduos, otimizando rotas, prevendo a composição dos resíduos e ampliando também técnicas de geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos, como: digestão anaeróbica de alto teor de sólidos, torrefação, pirólise de plasma, incineração, gaseificação, biodegradação e carbonização hidrotérmica. Sobre as barreiras financeiras, hipoteticamente falando, poderia ser feito um acordo com o BRICS para apoio em cooperação econômica e tratados de comércio. -A Índia, como uma das economias emergentes mais relevantes do mundo, enfrenta o desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental. Para reduzir a queima de combustíveis fósseis, o país tem implementado uma série de soluções estratégicas como: - Expandir a capacidade de energia renovável: A Índia tem potencial significativo para energia solar e eólica, que deve ser priorizada para reduzir drasticamente a dependência de carvão e petróleo. - Uso de biocombustíveis: A Índia tem promovido o uso de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, para substituir parcialmente os combustíveis fósseis no setor de transporte. Na China: O grande crescimento social e econômico da china requer uma grande demanda de energia e recursos naturais. O país possui uma grande reserva de carvão, fornecendo 70% da energia nacional, porém essa fonte de energia é muito prejudicial para a atmosfera, fazendo com que ela abrigue 20 das 30 cidades mais poluidoras do planeta. Solução: Para reduzir a dependência de fontes de energia fósseis, a China tem realizado um alto investimento no desenvolvimento de fontes energia renovável com destaque na energia solar e eólica desde 2009, tanto é que o país é o maior produtor de turbinas eólicas. -O mercado Chinês de reciclagem de resíduos classifica eles como: resíduos industriais, resíduos sólidos municipais, resíduos perigosos, resíduos eletrônicos, resíduos plásticos, resíduos biomédicos. A China foi o segundo maior produtor de resíduos do mundo até janeiro de 2018, quando o governo Chinês proibiu a importação de 24 tipos de resíduos sólidos. Solução: A China vem fazendo altos investimentos na produção de energia originada de resíduos. Na cidade de Shenzhen está sendo construída uma usina de bioenergia, que processa cerca de 5 mil toneladas de resíduos por dia Como a usina funciona: "A usina de Shenzhen irá capturar o calor gerado a partir da incineração de resíduos indesejados. Esse calor será usado para acionar uma turbina que gera eletricidade. Além disso, a planta também produzirá energia solar, já que possui cerca de 40 mil m² de painéis solares instalados em seu teto." -A China tem implementado diversas estratégias para reduzir a queima decombustíveis fósseis e avançar em direção a uma matriz energética mais limpa. Algumas das principais soluções incluem: Promoção de veículos elétricos: O governo chinês incentiva a produção e o uso de veículos elétricos, oferecendo subsídios, investindo em infraestrutura de recarga e implementando políticas que restringem veículos movidos a combustíveis fósseis. Adoção de tecnologias de armazenamento de energia: Com o aumento da geração de energia renovável, a China tem apostado no desenvolvimento de baterias de alta capacidade e outras tecnologias de armazenamento para garantir um fornecimento estável. Para ambas: - Expansão de Energias Renováveis: A China é líder mundial na instalação de energia solar e eólica, investindo fortemente em infraestrutura para essas fontes de energia. - Captura e Armazenamento de Carbono (CCS): Projetos-piloto para capturar emissões de carbono em usinas de carvão e indústrias pesadas. - Políticas Governamentais: Metas ambiciosas, como alcançar a neutralidade de carbono até 2060, e a implementação de um mercado de carbono nacional. Como: Na matéria do Ciência Hoje, os autores do artigo defendem que as duas potências (China e índia) têm muito que aprender uma com a outra. A Índia é muito mais eficiente em produção de energia e a China, por sua vez, em redução da pobreza. “Se eles divulgassem esses conhecimentos ou outros relacionados a projetos ambientais, a situação do planeta poderia melhorar substancialmente”, diz Raven, lembrando que em 2009 completaram-se 15 anos da realização de acordos entre as academias de ciência desses dois países. · Mercado de Carbono: A implementação de um mercado nacional de carbono incentiva empresas a reduzirem suas emissões. · Acordo de Paris: Tratado internacional que visa limitar o aumento da temperatura global a 2°C, incentivando os países a reduzirem emissões de gases de efeito estufa e apresentarem metas climáticas atualizadas regularmente. Foi visto que com a adição das cidades inteligentes, foram proporcionadas inúmeras soluções ambientais para esses países asiáticos. Com o avanço da tecnologia e o "caos" que está o mundo em relação à sustentabilidade, os países têm que intervir com políticas ambientais para progredir nesse quesito e com as "smart cities" isso é possível. 3. POLÍTICAS AMBIENTAIS A China implementou diversas políticas públicas para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e a poluição do ar decorrentes da queima de combustíveis fósseis. Em 2013, o governo chinês lançou o Plano de Ação Nacional da Qualidade do Ar, com um orçamento inicial de US$ 270 bilhões, visando reduzir a poluição atmosférica em 35% nos quatro anos seguintes. Uma das principais medidas foi a restrição à construção de novas usinas a carvão nas regiões mais poluídas e a exigência de que as existentes reduzissem suas emissões ou migrassem para o uso de gás natural. Além disso, o governo chinês investiu significativamente em energias renováveis e nucleares para diminuir a dependência do carvão. Outra iniciativa relevante foi a implementação de restrições ao uso de veículos movidos a combustíveis fósseis. Grandes cidades como Pequim e Xangai adotaram cotas diárias para limitar a circulação de carros e impuseram restrições rigorosas à emissão de novas placas. Normas de emissão mais severas também resultaram na suspensão da produção de 553 modelos de veículos poluentes. Essas políticas públicas contribuíram para uma redução significativa dos níveis de poluição na China. Entre 2013 e 2020, houve uma diminuição de 40% na quantidade de partículas nocivas no ar, o que representa o maior declínio de poluentes em um período tão curto já registrado. Como resultado, a expectativa de vida da população chinesa aumentou em média dois anos. O desfecho da conferência climática COP26, que se encerrou no sábado (13/11/2021) em Glasgow (Reino Unido) com um acordo assinado por quase 200 países, colocou a Índia e a China sob os holofotes. O motivo é que, na reta final das negociações sobre o acordo, os dois países asiáticos pressionaram por uma mudança-chave no texto, no trecho que falava em abandono gradual do uso de carvão e subsídios a combustíveis fósseis. Em vez de se comprometer a acelerar a "eliminação", a versão final do acordo fala em acelerar a "diminuição" dessas fontes altamente poluentes de energia. Isso fez com que ambientalistas e analistas vissem um enfraquecimento no acordo final da COP, potencialmente dificultando o controle de emissões de gases do efeito estufa e a mitigação das mudanças climáticas. Ao todo, 61 organizações da sociedade civil brasileira divulgaram hoje (16/11/2023) uma posição conjunta cobrando que a próxima Conferência do Clima da ONU (COP28), que será realizada em Dubai, em dezembro, estabeleça datas para a eliminação ordenada e progressiva dos combustíveis fósseis. Essa forma de energia suja, da qual dependem termelétricas, motores a combustão e outros, é a causa principal do aquecimento que está levando o clima da Terra a condições jamais vistas. Os ambientalistas instam a COP28 a pactuar que a exploração de combustíveis fósseis deve ser reduzida em 43% até 2030 em relação aos níveis de 2019; e 60% até 2035, inclusive com a suspensão de novas frentes de exploração. As organizações cobram ainda que as petroleiras e o setor de carvão deixem de receber dinheiro público em forma de subsídios e financiamento de projetos. Delcio Rodrigues, diretor executivo, Instituto ClimaInfo: “Vivemos hoje um aperitivo do futuro distópico que teremos se não conseguirmos abandonar os combustíveis fósseis em poucas décadas. Por isso, as negociações climáticas que acontecem em dezembro, em Dubai, na COP28 só terão sucesso se os governos de todo o mundo conseguirem entregar um acordo formal com metas e cronogramas de abandono gradual, mas rápido, da produção e da queima dos combustíveis fósseis. O resto é blá blá blá.” Ilan Zugman, diretor da 350.org na América Latina: “Essa COP chega em um cenário de extremos climáticos assustadores, que estão tornando ainda mais forte a demanda da sociedade em todo o mundo por medidas para limitar a emergência do clima, os governos devem uma resposta às pessoas que estão passando mal por causa do calor recorde ou sofrendo para se alimentar devido à seca extrema. Na COP28, essa resposta viria, por exemplo, na forma de compromissos concretos pelas energias renováveis socialmente justas e pelo fim dos combustíveis fósseis.” 4. CONCLUSÃO Mediante de todas essas políticas públicas, foi visto que a China e a Índia possuem uma visão um pouco diferente dos outros países, pois ao invés de aceitarem a eliminação do uso do carvão, eles incentivam o uso reduzido do carvão, mesmo sabendo que pode agravar diversos tipos de problemas, entre eles o aumento de gases do efeito estufa, mudanças climáticas e poluição do ar. Com alguns incentivos e campanhas, a sociedade pode mudar e se manifestar para um avanço mais sustentável no país. Com a integração das cidades inteligentes, pode-se notar algumas evoluções dentro das cidades e melhorando o país, nos principais aspectos onde a queima dos combustíveis fósseis se propaga. Com avanços em determinadas áreas, o país pode mudar essas estatísticas que apontam um déficit nessa questão sobre usar energias sustentáveis, então com essa tecnologia avançada que se têm no mundo, deve ser usada ao favor de toda a população. 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