Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

ADPF-672-Alexandre-de-Moraes-impede-Bolsonaro-de-decretar-fim-das-quarentenas-nos-estados pdf (1)
10 pág.
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

## Resumo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 672 - Distrito FederalA ADPF 672 foi proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) contra atos omissivos e comissivos do Poder Executivo federal no contexto da pandemia da COVID-19. O requerente alega que o governo federal, especialmente o Presidente da República, tem agido de forma insuficiente e contrária às recomendações científicas e protocolos sanitários internacionais, agravando a crise de saúde pública. O CFOAB destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades sanitárias brasileiras indicaram o distanciamento social como medida essencial para conter a disseminação do vírus, especialmente durante a fase de transmissão comunitária no Brasil. Enquanto estados e municípios adotaram medidas restritivas como suspensão de aulas, fechamento de comércios e recomendação de trabalho remoto, o governo federal teria adotado uma postura que descredibiliza essas ações, violando preceitos fundamentais da Constituição Federal, como o direito à saúde, à vida, o princípio federativo e a harmonia entre os poderes.O pedido principal do CFOAB é a concessão de medida cautelar para que o Presidente da República se abstenha de praticar atos contrários às políticas de isolamento social adotadas por estados e municípios, além de implementar medidas econômicas para apoiar os setores mais afetados pela crise. Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) defende que o governo federal tem adotado todas as providências possíveis para combater a pandemia, incluindo a edição de medidas provisórias, decretos e leis, além de ações coordenadas entre ministérios e órgãos da administração pública. A AGU argumenta que a ADPF não seria o instrumento adequado para controle preventivo de atos do Executivo, pois não se trata de declaração de inconstitucionalidade de norma, mas sim de imposição de obrigações de fazer e não fazer, que poderiam ser buscadas por outras vias judiciais. Além disso, a AGU sustenta que a atuação do governo federal está alinhada com as recomendações da OMS e que há respeito à competência concorrente entre União, estados e municípios na área da saúde.Na decisão, o Ministro Alexandre de Moraes ressalta a importância da cooperação entre os poderes e entes federativos para enfrentar a crise, destacando que a pandemia exige a efetivação concreta do direito à saúde e à vida, previstos na Constituição. O Ministro reconhece a competência concorrente da União, estados e municípios para legislar e atuar na proteção da saúde pública, conforme os artigos 23, 24, 30 e 198 da Constituição Federal, e enfatiza que o governo federal não pode afastar unilateralmente as medidas restritivas adotadas por estados e municípios no âmbito de suas competências constitucionais. Assim, concedeu parcialmente a medida cautelar para assegurar o respeito às determinações locais sobre distanciamento social, quarentena, suspensão de atividades e restrições de circulação, independentemente de ato federal em sentido contrário, sem prejuízo da competência geral da União para estabelecer medidas nacionais. O Ministro destaca que o controle jurisdicional pode verificar a razoabilidade e a legalidade das medidas adotadas, mas não substituir o juízo discricionário do Executivo, respeitando a separação dos poderes e o federalismo. A decisão visa evitar conflitos federativos que agravem a crise e garantir a proteção dos preceitos fundamentais da Constituição durante a pandemia.---### Destaques- A ADPF 672 questiona a atuação do governo federal na pandemia da COVID-19, especialmente a postura do Presidente da República em relação às medidas de distanciamento social adotadas por estados e municípios.- O CFOAB alega violação dos direitos à saúde e à vida, do princípio federativo e da harmonia entre os poderes, pedindo medida cautelar para coibir atos contrários às políticas locais e para implementação de medidas econômicas.- A AGU defende que o governo federal tem adotado medidas compatíveis com as recomendações científicas e que a ADPF não é o instrumento adequado para controle preventivo de atos do Executivo.- O Ministro Alexandre de Moraes reconhece a competência concorrente da União, estados e municípios para legislar e atuar na saúde pública, garantindo o respeito às medidas locais de combate à pandemia, mesmo que contrárias a atos federais.- A decisão reforça a importância da cooperação federativa e do respeito à separação dos poderes, evitando conflitos que possam prejudicar o enfrentamento da crise sanitária e a proteção dos direitos fundamentais.

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina