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EDIÇÃO 2026 BOLETINS EPIDEMIOLÓGICOS 2026 O que você realmente precisa guardar para a prova. Síntese orientada para revisão e provas Publicações do Ministério da Saúde disponíveis até 14 de setembro LUCAS PADILHA COMO USAR ESTE MATERIAL Antes de começar Fala, meus queridos! Este resumo reúne os Boletins Epidemiológicos publicados pelo Ministério da Saúde em 2026 e disponíveis até 14 de setembro. Cada publicação foi condensada com foco nos dados, tendências e recomendações com maior potencial de aparecer em provas e na prática clínica. A leitura foi organizada em quatro blocos fixos: panorama, achados centrais, ações ou recomendações e “Para a prova”. No encerramento, há uma revisão de véspera com os pontos de maior rendimento. ATENÇÃO. o material não substitui a leitura integral dos documentos oficiais. Os anos mais recentes contêm dados preliminares, sujeitos a revisão, e alguns indicadores dependem da completude dos sistemas de informação. Bons estudos! 01 PANORAMA 02 ACHADOS CENTRAIS 03 AÇÕES / RECOMENDAÇÕES 04 PARA A PROVA RESUMO 2026 • PADILHA 2 LP ESSE PDF CHEGOU ATÉ VOCÊ POR UM AMIGO? Continue estudando comigo no Instagram. Preventiva, atualizações, pontos de prova e próximos materiais gratuitos. @padilha.medway MAPA DA EDIÇÃO O que entrou na edição 2026 BOLETINS ESPECIAIS 04 Hanseníase — número especial, janeiro 05 Tuberculose — número especial, março 06 Exposição a substâncias e contaminantes químicos — julho 07 Hepatites virais — número especial, julho BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO • VOLUME 57 08 Nº 1 — Hospitalizações por hanseníase, 2014–2024 09 Nº 2 — Casos de hanseníase detectados por exame de contatos 10 Nº 3 — DANT entre motoristas de caminhão 11 Nº 4 — Covid-19, influenza e outros vírus respiratórios em 2025 FECHAMENTO 12 Revisão de véspera — oito mensagens-chave RESUMO 2026 • PADILHA 3 BOLETIM ESPECIAL • JANEIRO DE 2026 Hanseníase Cenário epidemiológico, indicadores operacionais e vigilância de contatos 22.129 casos novos em 2024 10,41/100 mil detecção em 2024 11,5% GIF 2 no diagnóstico Panorama. Entre 2015 e 2024, foram registradas 301.485 notificações de hanseníase; 238.204 (79,0%) eram casos novos. Em 2024, o país notificou 22.129 casos novos. Crianças menores de 15 anos responderam por 921 diagnósticos (4,1%), marcador de transmissão ativa e recente. Desigualdades. Pessoas pretas e pardas somaram 72,0% dos casos novos. Centro-Oeste e Norte mantiveram as maiores taxas; Mato Grosso alcançou 121,83 casos por 100 mil habitantes e Tocantins, 57,76. Indicadores operacionais. Em 2024, 36,5% apresentavam grau de incapacidade física 1 e 11,5%, grau 2 no diagnóstico. A cura caiu de 83,5% em 2015 para 78,0% em 2024, enquanto o abandono subiu de 4,6% para 7,3%. A avaliação de incapacidade na cura foi realizada em apenas 70,6%. Vigilância de contatos. A proporção de casos detectados por exame de contatos chegou a 13,3% em 2024, o maior valor da década. A prevalência aumentou de 1,01 para 1,29 caso por 10 mil habitantes. PARA A PROVA. Hanseníase em menores de 15 anos sugere cadeia de transmissão ativa; grau 2 no diagnóstico aponta detecção tardia. O exame dermatoneurológico dos contatos é indispensável, e o teste rápido é complementar — não substitui a avaliação clínica. Conclusão. A persistência da transmissão, o diagnóstico tardio e a piora dos desfechos terapêuticos exigem busca ativa, avaliação de contatos, prevenção de incapacidades e cuidado longitudinal na APS. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 4 BOLETIM ESPECIAL • MARÇO DE 2026 Tuberculose Incidência, mortalidade, coinfecção TB-HIV, prevenção e resistência 84.368 casos novos em 2025* 6.376 óbitos em 2024 81,7% 3HP entre inícios de TPT Panorama. Em 2025, foram registrados preliminarmente 84.368 casos novos, correspondendo a coeficiente de incidência de 39,5 por 100 mil habitantes. O número de casos novos caiu 2,1% em relação a 2024. A mortalidade, porém, atingiu 6.376 óbitos em 2024, maior número da série, com coeficiente de 3,0 por 100 mil. Perfil e vulnerabilidade. Homens representaram 68,4% dos casos novos. A faixa de 20 a 34 anos apresentou a maior incidência; entre homens, 80,1 por 100 mil, ante 32,6 entre mulheres. A coinfecção TB-HIV atingiu 14,0% dos casos em 2025. Cuidado e desfechos. A testagem para HIV chegou a 86,2%, porém o uso de terapia antirretroviral entre pessoas com coinfecção permaneceu baixo, em 64,6%. Entre casos sensíveis, a cura caiu de 74,6% em 2019 para 65,5% em 2024, e a interrupção subiu de 12,6% para 16,5%. Prevenção e resistência. Em 2025, 46.268 pessoas iniciaram tratamento preventivo da tuberculose; o esquema 3HP respondeu por 81,7% dos inícios e alcançou 80,7% de conclusão na coorte de 2024. Entre 2015 e 2025, houve 11.669 casos novos de TB resistente; 52,5% apresentavam resistência à rifampicina. PARA A PROVA. BCG protege sobretudo contra formas graves na infância. O TRM-TB amplia o diagnóstico rápido; 3HP favorece adesão à TPT; LF-LAM pode auxiliar pessoas com HIV e imunossupressão grave; BPaL encurta o tratamento de casos elegíveis de TB RR/MDR. Conclusão. Reduzir óbitos exige diagnóstico oportuno, investigação de contatos, TPT, tratamento diretamente observado quando indicado e integração efetiva entre programas de TB e HIV. *Dado preliminar. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 5 BOLETIM ESPECIAL • 13 DE JULHO DE 2026 Exposição a substâncias e contaminantes químicos Intoxicação exógena, agrotóxicos, mercúrio e chumbo 1,66 milhão notificações, 2015–2024 +150,3% crescimento das notificações 13.108 óbitos registrados no Sinan Panorama. Entre 2015 e 2024, foram registrados 1.663.855 casos de intoxicação exógena nas bases analisadas (Sinan e e-SUS VS Espírito Santo); 62,8% foram confirmados. O volume cresceu de 99.238 para 248.383 notificações. Medicamentos foram o principal agente tóxico, frequentemente associados a tentativas de suicídio. *Dados parciais, extraídos em 23/4/2025. Gravidade e qualidade do dado. Exposições agudas responderam por 76,0%. Quanto ao tipo de atendimento registrado, 70,6% foram classificados como hospitalares e 23,0% como ambulatoriais. Houve cura sem sequela em 75,6%, mas 19,4% não tinham evolução preenchida. Foram registrados 13.108 óbitos. Agrotóxicos. Das 142.877 notificações, 50,4% foram intencionais. Entre estas, 97,8% correspondiam a tentativas de suicídio. O Sinan registrou 3.121 mortes por agrotóxicos, enquanto o SIM contabilizou 10.236 no mesmo período - diferença que pode indicar subnotificação no Sinan. Mercúrio e chumbo. As notificações por mercúrio cresceram 455%, de 89 para 494, e o metilmercúrio preocupa por atravessar a placenta e bioacumular em peixes. Para chumbo, foram 1.546 notificações; 88,7% não intencionais, com maior ocorrência entre crianças de 1 a 4 anos e risco de dano neurológico irreversível. PARA A PROVA. Intoxicação exógena suspeita ou confirmada é de notificação compulsória semanal. A vigilância deve articular APS, urgência, saúde do trabalhador e ambiente; diante de tentativa de suicídio, somam-se avaliação de risco e cuidado em saúde mental. Conclusão. A expansão das notificações revela aumento de detecção, mas incompletude e discrepâncias entre sistemas ainda limitam a leitura da carga real. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 6 NÚMERO ESPECIAL • JULHO DE 2026 Hepatites virais Magnitude, mortalidade, definições de caso e transmissão vertical 863.097 casos confirmados, 2000–2025 98.941 óbitos com hepatite associada 75,1% dos óbitos ligados ao HCV Distribuição. A hepatite A concentrou-se historicamente no Nordeste e no Norte; B, no Sudeste e Sul; C, no Sudeste (57,3% dos casos acumulados) e Sul (27,0%); e D, fortemente na região Norte, que reuniu 71,8% dos casos acumulados. PARA A PROVA. HBV pode cronificar, transmitir-se verticalmente e permitir coinfecção por HDV. A profilaxia do recém-nascido exposto é tempo-dependente. Para HCV, confirmereplicação viral antes de classificar infecção ativa. Conclusão. O maior peso de mortalidade ainda recai sobre hepatite C; vacinação contra A e B, testagem, cuidado pré-natal e tratamento oportuno sustentam a eliminação como problema de saúde pública. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 7 Panorama. De 2000 a 2025, o Brasil confirmou 863.097 casos: hepatite A, 20,8%; B, 36,5%; C, 41,9%; D, 0,6%; e E, 0,2%. Em 2025, a taxa de incidência da hepatite A foi 2,2/100 mil; as taxas de detecção das hepatites B e C foram, respectivamente, 5,2 e 8,0/100 mil. Mortalidade. Foram 98.941 óbitos com hepatite como causa básica ou associada. O HCV respondeu por 75,1%. Apesar disso, a mortalidade por hepatite C vem caindo desde 2016; em 2025, houve 780 óbitos como causa básica, 6,6% menos que em 2024. Diagnóstico e vigilância. Em 2025, foram confirmados 17.008 casos de hepatite C para fins de vigilância segundo definição que considera anti-HCV reagente ou HCV-RNA detectável. Anti-HCV isolado indica contato prévio, mas não distingue infecção ativa, resolvida ou curada; HCV-RNA detectável evidencia infecção ativa. Em 2025, foram registrados 671 casos de hepatite B em gestantes (0,3 por mil nascidos vivos). A notificação específica de gestante, parturiente ou puérpera com HBV e de criança exposta entrou em vigência em meados de 2025; a gestante deve ser notificada em toda gestação. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO • VOLUME 57, Nº 1 Hospitalizações por hanseníase Análise das autorizações de internação hospitalar no Brasil, 2014–2024 36.159 internações registradas 71,8% em caráter de urgência R$ 30,8 mi custo total no período Panorama. O SIH/SUS registrou 36.159 autorizações de internação por hanseníase como diagnóstico principal entre 2014 e 2024, média de 3.287 ao ano. Em 2024, foram 3.814 internações, taxa de 1,79 por 100 mil; 60% dos municípios tiveram ao menos um registro no período. Distribuição e perfil. Paraná e Maranhão lideraram em números absolutos. Áreas de maior intensidade incluíram estados da Amazônia Legal, Centro-Oeste, Paraná e Santa Catarina. Homens foram 67,0%; a faixa de 40 a 59 anos, 37,0%; e pessoas pardas, 41,5%. Uso dos serviços. A internação ocorreu como urgência em 71,8%. A permanência média foi de 7,78 dias; 3,1% usaram UTI e 1,8% evoluíram para óbito. Entre os procedimentos, destacaram-se tratamento da hanseníase (36,0%) e desbridamento de úlcera ou tecidos desvitalizados (19,3%); no conjunto, 50,9% foram classificados como cirúrgicos. Impacto econômico. O gasto acumulado foi de R$ 30.847.451, com média de R$ 853,10 por autorização. A elevada carga de internações, sobretudo em urgência, reforça a necessidade de diagnóstico precoce e cuidado ambulatorial qualificado; por se tratar de estudo exploratório com dados administrativos, não é possível estabelecer relação causal. PARA A PROVA. AIH não equivale a pessoa única: um mesmo paciente pode gerar mais de uma autorização. O SIH é administrativo e descreve utilização hospitalar; não permite inferir causalidade nem mensurar diretamente incidência. Conclusão. Fortalecer diagnóstico precoce, manejo de reações, cuidado de feridas, reabilitação e coordenação pela APS pode reduzir complicações e internações. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 8 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO • VOLUME 57, Nº 2 Hanseníase detectada por exame de contatos Perfil dos casos novos identificados entre 2015 e 2024 22.728 casos via exame de contatos 7,3% → 13,4% crescimento da detecção 82,6% proporção examinada no período Panorama. Entre 238.781 casos novos de hanseníase, 22.728 (9,5%) foram detectados por exame de contatos. A participação dessa modalidade subiu de 7,3% em 2015 para 13,4% em 2024, com tendência significativa de crescimento. Cobertura. A proporção de contatos examinados permaneceu classificada como regular: 82,9% em 2015, 81,7% em 2024 e 82,6% no período de 2015 a 2024. O parâmetro nacional considera bom ≥90%, regular de 75% a 89,9% e precáriocombina vacinação contra influenza e covid-19, vacinação materna contra VSR e nirsevimabe para crianças elegíveis no SUS. A vigilância integrada de síndrome gripal, SRAG e óbitos deve sustentar resposta precoce e atualização vacinal. Conclusão. A prioridade é proteger extremos de idade, ampliar cobertura vacinal e fortalecer coleta laboratorial e notificação oportuna. Fonte oficial: Ministério da Saúde - PDF integral RESUMO 2026 • PADILHA 11 Circulação viral. Entre as identificações virais nos casos de SRAG, predominaram VSR (32,4%), rinovírus (26,9%), influenza A (19,4%) e SARS-CoV-2 (8,0%). Nos óbitos com identificação, influenza A liderou (44,0%), seguida por SARS-CoV-2 (22,8%), rinovírus (14,7%) e VSR (10,4%). FECHAMENTO Revisão de véspera 2026 Oito mensagens para lembrar antes da prova HANSENÍASE Caso em menor de 15 anos sugere transmissão ativa; GIF 2 sugere diagnóstico tardio. TUBERCULOSE O número de casos novos caiu 2,1%, mas a mortalidade atingiu o maior número da série. INTOXICAÇÃO Notificação semanal; diferença Sinan x SIM pode indicar subnotificação de mortes por agrotóxicos. HEPATITES Anti-HCV = contato prévio; HCV-RNA = infecção ativa. HDV depende de HBV. INTERNAÇÃO POR HANSENÍASEAIH é evento administrativo, não paciente único nem medida direta de incidência. CONTATOS DE HANSENÍASE Cobertura “boa” começa em 90%; teste rápido não substitui exame clínico. CAMINHONEIROS DCNT lideram óbitos; trânsito domina causas externas. Cuidado deve ser clínico e ocupacional. VÍRUS RESPIRATÓRIOS VSR pesa em