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CENTRO UNIVERSIT ÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU DEPARTAMENTO DE SAÚDE CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO ÁREA: CENTRO DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL MARIA CARLA LIVRAMENTO DA SILVA RECIFE - PE 2026MARIA CARLA LIVRAMENTO DA SILVA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO ÁREA: CENTRO DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL Relatório da disciplina de Estágio Profissional apresentado ao Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário do Norte - UNINASSAU, a fim de atender aos requisitos para obtenção de nota parcial da disciplina, sob a orientação Vitor Gomes Rodrigues e co- orientação do M.V. Edilson Danda. Recife - PE 2026RESUMO A área de zoonoses é responsável pelo monitoramento, prevenção e controle de doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos. Essas doenças representam um importante desafio para a saúde pública, pois podem causar impactos significativos na saúde da população e no equilíbrio entre o meio ambiente e os animais. As ações desenvolvidas nesse setor envolvem atividades como vigilância epidemiológica, controle de vetores, in vestigação de casos suspeitos, manejo de animais e realização de ações educativas voltadas à prevenção de doenças. Nesse contexto, Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) na área de zoonoses é de grande importância para a formação acadêmica e profissional, pois permite ao estudante vivenciari na prática as atividades desenvolvidas pelos profissionais da vigilância em saúde. Durante o estágio, aluno tem a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da formação, além de desenvolver habilidades técnicas, senso crítico e responsabilidade profissional. Dessa forma, o estágio na área de zoonoses contribui para ampliar a compreensão sobre a importância da vigilância e do controle dessas doenças, além de preparar o estudante para atuar de forma mais qualificada na promoção da saúde pública e na prevenção de agravos relacionados à interação entre seres humanos, animais e meio ambiente.SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 1 2. DESCRIÇÃO GERAL DO LOCAL DE ESTÁGIO 15 2.1 HISTÓRICO INSTITUCIONAL 19 2.2 LOCALIZAÇÃO 20 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 20 3.1. ATIVIDADES CLÍNICAS E CIRÚRGICAS 20 4. IMPORTÂNCIA E OBJETIVO DO ESTÁGIO 21 5. REFERÊNCIA 221. INTRODUÇÃO A vigilância ambiental em saúde desempenha um papel fundamental na proteção da população, atuando na identificação, monitoramento e controle de fatores ambientais que podem representar riscos à saúde humana e animal. Nesse contexto, Centro de Vigilância Ambiental (CVA) do município do Recife, constitui um importante espaço de atuação na área de saúde pública, desenvolvendo atividades voltadas ao controle de zoonoses, monitoramento de vetores, manejo de animais e ações educativas direcionadas à prevenção de doenças. A atuação integrada dessas áreas contribui diretamente para a promoção da saúde coletiva e para a redução de riscos sanitários presentes no ambiente urbano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, grande parte das doenças infecciosas emergentes tem origem animal, que reforça a importância da vigilância e do controle de zoonoses como estratégia fundamental para a saúde pública (BRASIL. Ministério da Saúde). Nesse sentido, a integração entre saúde humana, saúde animal e meio ambiente, conceito conhecido como Saúde Única, tem se tornado cada vez mais essencial para a prevenção e o controle de doenças transmissíveis. No Brasil, as ações de vigilância ambiental fazem parte da estrutura da vigilância em saúde e são coordenadas pelo Ministério da Saúde, que define a vigilância ambiental como um conjunto de ações que permite conhecer, detectar e prevenir mudanças nos fatores ambientais que interferem na saúde humana (DOMINGOS, Lisandra Martins de Arruda et al). Essas ações incluem controle de vetores de importância epidemiológica, a investigação de zoonoses, o monitoramento de animais potencialmente transmissores de doenças e o desenvolvimento de atividades educativas junto à população. Nesse contexto, Centro de Vigilância Ambiental do Recife, vinculado à Prefeitura do Recife, atua como referência municipal no desenvolvimento dessas atividades, reunindo diferentes setores que trabalham de forma integrada para promover a prevenção de doenças e controle de riscos ambientais. Entre suas principais áreas de atuação destacam-se controle de pragas urbanas, o monitoramento de doenças zoonóticas, manejo e observação de animais suspeitos de enfermidades como a raiva, além de ações de educação em saúde voltadas à conscientização da população.Dessa forma, CVA representa um importante instrumento de apoio às políticas públicas de saúde, contribuindo para a vigilância, prevenção e controle de agravos relacionados ao ambiente e aos animais, fortalecendo as estratégias de proteção da saúde coletiva e da qualidade de vida da população. 2. DESCRIÇÃO GERAL DO LOCAL DE ESTÁGIO estágio está sendo realizado no Centro de Vigilância Ambiental do município de Recife, uma unidade pública vinculada às ações de vigilância em saúde, responsável pelo desenvolvimento de atividades relacionadas à proteção da saúde da população e do meio ambiente. Centro de Vigilância Ambiental está localizado na Av. Antônio da Costa Azevedo, n° 1135, bairro de Peixinhos, no município de Recife, Pernambuco. Centro de Vigilância Ambiental é responsável por desenvolver ações voltadas ao monitoramento, controle e prevenção de doenças relacionadas ao meio ambiente, incluindo zoonoses. A unidade atua na investigação de casos suspeitos de doenças, no controle de animais que possam representar risco à saúde pública e na realização de atividades de vigilância sanitária e ambiental. A unidade possui setores organizados para atender diferentes demandas da vigilância ambiental, incluindo áreas administrativas e setores técnicos responsáveis pelo recebimento, registro e encaminhamento de animais suspeitos de doenças, como a raiva, para análise laboratorial. Também são realizadas atividades educativas e de orientação à população. O Centro de Vigilância Ambiental desempenha um papel fundamental na promoção da saúde pública, contribuindo para a prevenção de doenças, controle de zoonoses e redução de riscos ambientais que possam afetar a população.2.1 Histórico Institucional Centro de Vigilância Ambiental do Recife é uma unidade vinculada à Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife, responsável por desenvolver ações relacionadas à vigilância ambiental e ao controle de zoonoses e pragas urbanas no município. A instituição atua no monitoramento de fatores ambientais que podem afetar a saúde pública, realizando atividades de prevenção, controle e resposta a riscos ambientais. centro está localizado na Avenida Antônio da Costa Azevedo, n° 1135, no bairro de Peixinhos, na cidade do Recife, Pernambuco, e funciona como ponto de referência municipal para serviços como recolhimento de animais de grande porte, controle de vetores, manejo de animais suspeitos de zoonoses e atendimento a denúncias da população relacionadas a riscos ambientais e sanitários. Centro de Vigilância Ambiental do Recife está em atividade há vários anos como parte da estrutura da vigilância em saúde do município, participando de ações contínuas de controle de doenças transmitidas por vetores, manejo de animais e vigilância ambiental urbana. Ao longo do tempo, o espaço passou por reformas e melhorias estruturais para ampliar sua capacidade de atendimento e organização dos setores destinados ao cuidado e manejo de animais. O CVA do Recife é considerado um importante órgão municipal na área de vigilância ambiental e saúde pública, atuando no controle de pragas urbanas, no monitoramento de zoonoses e no manejo de animais que podem representar risco à população. Além disso, centro também apoia ações de educação ambiental, atendimento a denúncias da população e colaboração com outras instituições em situações de risco sanitário ou ambiental. 2.2 Localização Centro de Vigilância Ambiental está localizado na Av. Antônio da Costa Azevedo, n° 1135, bairro de Peixinhos, no município de Recife Pernambuco.3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PACIENTE ATIVIDADE DIA 09/03/2026 No dia 09 de março de 2026, iniciei meu Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) no Centro de Vigilância Ambiental (CVA). Na ocasião, fui recepcionada pela equipe do setor, incluindo minha preceptora, Emilla Ferreira Gonçalves, e pelos demais colaboradores da instituição, que demonstraram acolhimento e disponibilidade para orientar sobre as atividades desenvolvidas no local. Inicialmente, foi realizada uma apresentação expositiva em formato de slides, conduzida pela preceptora, com o objetivo de apresentar a estrutura organizacional do centro, bem como suas atribuições e competências no âmbito da vigilância ambiental. Durante a apresentação, foram abordados o funcionamento geral da instituição, a organização dos setores e as principais atividades desempenhadas por cada área. Posteriormente, foi realizada uma breve visita a alguns setores do centro, possibilitando um primeiro contato com os ambientes de trabalho e com as atividades desenvolvidas pelas equipes técnicas. No período restante do dia, permaneci no laboratório de entomologia, onde pude observar parte da rotina do setor, acompanhando as atividades relacionadas à identificação, análise e monitoramento de vetores de importância para a saúde pública. Figura 1 Figura 2Figura 3 Figura 4 DIA 10/03/2026 No dia 10 de março de 2026, fui encaminhada para o setor de zoonoses, onde permanecerei por um período do estágio para acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo setor. Inicialmente, recebi orientações sobre a utilização dos sistemas de processamento de dados, incluindo os procedimentos de cadastro, registro e envio de amostras relacionadas à investigação de raiva e febre amarela. Durante esse momento de aprendizado sobre funcionamento dos sistemas e fluxos de trabalho do setor, foram liberados dois resultados positivos para raiva em morcegos. Foi explicado que o teste considerado definitivo para o diagnóstico da raiva é realizado por meio da técnica de imunofluorescência, utilizada para a detecção do vírus em amostras encaminhadas ao laboratório. Também fui orientada sobre os procedimentos adotados em casos de suspeita de raiva. Quando há possibilidade de contato do animal suspeito com outros animais domésticos da residência, é realizada a aplicação de duas a três doses de reforço da vacina antirrábica nesses animais, como medida preventiva. Além disso, o distrito sanitário responsável pela área é notificado, sendo realizado mapeamento da ocorrência para planejamento de ações educativas e campanhas de vacinação, principalmente voltadas para animais que ainda não foram imunizados. Nos casos observados neste dia, as medidas preventivas já haviam sido previamente adotadas enquanto se aguardava o resultado das análises laboratoriais. Com a confirmação dos resultados positivos, foi informado que as equipes responsáveis irão ampliar a área de monitoramento e intervenção, intensificando as ações de vigilância, educação em saúde evacinação na região afetada. EPIZOOTIA Telefone material qual material outro material Qual Animals acometidos não 1-Ave 3-Canino selvagem Especificar diagnóstica 5-Febre Amarela 6-Influenza 3-Febre do Virus do Nilo Ocidental Equina 7-Outro. Figura 5 Figura 6 DIA 11/03/2026 No dia 11 de março de 2026, participei de atividades no Centro de Vigilância Ambiental (CVA) que contribuíram para ampliar minha compreensão sobre a organização e o planejamento das ações desenvolvidas na unidade. Inicialmente, participei de uma reunião com os responsáveis por cada setor do centro, na qual foi discutida a elaboração de um projeto institucional voltado para a sustentabilidade e para a promoção da saúde única. O projeto tem como objetivo avaliar e quantificar a produção de resíduos gerados por cada setor da unidade, classificando-os em lixo orgânico, biológico, reciclável e resíduos sólidos, com a finalidade de melhorar gerenciamento de resíduos e reduzir impactos ambientais. A proposta visa promover benefícios tanto para o meio ambiente, quanto para a organização da unidade e para as ações relacionadas ao conceito de saúde única, que integra saúde humana, animal e ambiental. A participação nesse momento foi considerada uma experiência relevante, pois possibilitou observar como ocorre o planejamento e a construção de projetos dentro da instituição. Após a reunião, retornei ao setor de zoonoses, onde acompanhei e realizei atividades relacionadas à rotina do setor. Durante período, participei do processo de elaboração e encaminhamento de duas amostras de sagui para análise laboratorial na Universidade Federal Rural de Pernambuco, seguindo procedimentos estabelecidos para envio de material destinado à investigação diagnóstica. DIA 12/03/2026 No dia 12 de março de 2026, as atividades foram realizadas seguindo a rotina do setor.Durante o período, foram registradas as entradas de novos casos com suspeita de raiva no sistema, realizando o devido cadastramento e organização das informações referentes às amostras recebidas. Além disso, também foram efetuadas as baixas no sistema dos resultados que já haviam sido liberados pelo laboratório, garantindo a atualização e o controle adequado dos registros. As atividades contribuíram para a manutenção da organização do fluxo de informações e para o acompanhamento dos casos suspeitos de raiva analisados pelo setor. Figura 7 DIA 13/03/2026 No dia 13 de março de 2026, foi realizada a apresentação do local onde são armazenados os animais que chegam com suspeita de raiva. Durante esse momento, chefe do setor de raiva, Edilson Danda, explicou todo o funcionamento do fluxo de recebimento desses animais. Foi esclarecido que todo o processo administrativo realizado no setor tem como finalidade garantir que animal seja encaminhado para a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com toda a documentação necessária para a realização das análises laboratoriais. Também foi explicado como ocorre procedimento de eutanásia quando morcegos chegam vivos à unidade. Durante a visita ao local de armazenamento, foi possível observar que no freezer havia dois saguis e três morcegos aguardando encaminhamento para análise. Ao longo do dia, houve ainda um chamado emque a tutora relatou que seu animal havia mordido um morcego que estava no chão. Diante da situação, foram repassadas orientações sobre as medidas que deveriam ser adotadas, incluindo protocolo de vacinação do animal: uma dose no dia do atendimento, outra após sete dias e a terceira após trinta dias, além da recomendação de manter o animal em isolamento até a liberação do resultado da análise. morcego envolvido no ocorrido foi recolhido para análise laboratorial e será encaminhado para o Lacen na segunda-feira, juntamente com a documentação necessária. Figura 8 Figura 9 Figura 10 DIA 16/03/2026 No dia 16 de março de 2026, as atividades foram desenvolvidas conforme a rotina do setor, permitindo a continuidade do acompanhamento prático das demandas diárias e dos atendimentos realizados na unidade. Durante período, foi registrado umatendimento de um caso suspeito de esporotricose, no qual tive a oportunidade de acompanhar a médica veterinária Dra. Cíntia em todas as etapas do processo. Inicialmente, foi realizada a anamnese do animal, com levantamento do histórico clínico e patológico, visando identificar possíveis fatores relacionados ao surgimento da doença. Em seguida, foram realizados procedimentos necessários para o diagnóstico, incluindo a coleta de material biológico para exame de cultura, método importante para a confirmação da esporotricose. O paciente atendido tratava-se de um felino que apresentava sinais clínicos compatíveis com a doença. Diante da suspeita clínica, foi solicitado o início imediato do tratamento, além do acompanhamento contínuo do caso para avaliação da evolução do quadro. Durante o atendimento, também foram repassadas orientações detalhadas ao tutor, destacando os cuidados necessários no manejo do animal, principalmente por se tratar de uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Foram enfatizadas medidas de prevenção, como o uso de equipamentos de proteção ao manusear animal, higiene adequada e a importância de seguir corretamente tratamento indicado, a fim de evitar a disseminação da doença. SALA DE COLETA RECIFE CONSULTÓRIO VETERINÁRIO Traxonol SALA DE COLETA Figura 11 Figura 12 DIA 17/03/2026 No referido dia, foram realizados cadastramentos de animais no sistema GAL. Além disso, foram verificados resultados dos exames laboratoriais, observando-se tanto resultados positivos quanto negativos para raiva. Durante a análise, identificou-se umresultado positivo para esporotricose, sendo iniciado imediatamente tratamento do animal conforme protocolo adequado. 102/26 G 07/02/06 0120226 Figura 13 126 adulto Figura 14 DATA Figura 15 tilibra REGISTRO DE ENTRADA E SAÍDA DE ANIMAIS DE PEQUENO PORTE E SILVESTRES Figura 16 DIA 18/03/2026 No referido dia, participei da minha primeira ação externa, acompanhando dois agentes doCentro de Vigilância Ambiental (CVA) até Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), com a finalidade de realizar a coleta de um sagui com suspeita de raiva. Durante a atividade, foi possível observar os procedimentos adotados desde a identificação do animal suspeito, os cuidados necessários durante o manejo, até a organização para o transporte seguro do material biológico. O animal foi devidamente acondicionado conforme as normas de biossegurança e, posteriormente, encaminhado ao Laboratório Central (LACEN), responsável pela realização das análises laboratoriais para confirmação ou descarte da doença. A experiência foi de grande relevância, pois possibilitou compreender, na prática, todo o fluxo de encaminhamento de casos suspeitos, bem como a importância da atuação integrada entre os órgãos envolvidos. Ao retornar à unidade, permaneci no setor com o objetivo de realizar o cadastro do caso no sistema GAL, etapa fundamental para o registro e acompanhamento das amostras. No entanto, devido à instabilidade e posterior ausência de conexão com a internet, não foi possível concluir o cadastro até o término do meu horário de estágio, ficando a atividade pendente para o próximo dia. Figura 17 Figura18 19/03/2026 No dia 19 de março de 2026, as atividades foram realizadas no Centro de Vigilância Ambiental (CVA), seguindo a rotina do setor. Durante o período, foi possível acompanhar a aplicação de vacinas, contribuindo para entendimento dos procedimentos adotados na imunização e manejo dos animais atendidos na unidade. Além disso, foram realizados cadastros no sistema, atividade importante para a organização e registro das informaçõesrelacionadas aos atendimentos e demandas do setor. Também foi feita a abertura e encaminhamento da documentação referente a dois morcegos e um saguim, os quais foram direcionados ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para análise. As atividades desenvolvidas no dia contribuíram para o aprendizado destacando a importância do correto registro das informações e do encaminhamento adequado de amostras para diagnóstico laboratorial. 20/03/2026 No dia 20 de março de 2026, as atividades foram bastante produtivas, com a realização de uma ação externa fora do Centro de Vigilância Ambiental (CVA), voltada para o acompanhamento de animais em tratamento para esporotricose. Durante a ação, foram realizadas visitas em quatro bairros distintos. A primeira ocorreu no bairro de Jardim São Paulo, onde foi avaliado um gato em fase final de tratamento para esporotricose. Segundo relato da tutora, o animal apresentava melhora significativa no quadro clínico. A segunda visita também foi realizada no bairro de Jardim São Paulo, porém não foi possível realizar o atendimento, pois tutor não se encontrava no local no momento da visita. A terceira visita ocorreu no bairro do Barro, em uma residência sob os cuidados de uma protetora de animais chamada Yasmin. No local, havia aproximadamente 54 gatos, entre adultos e filhotes, todos sob sua responsabilidade. A cuidadora realizava manejo e tratamento dos animais, sendo entregues duas caixas de itraconazol para os gatos em tratamento e com suspeita de esporotricose. A última visita foi realizada no bairro do Sancho, onde um cão apresentou lesões após contato com um gato diagnosticado com esporotricose. animal era adulto, sem raça definida (SRD), não castrado e com peso superior a 20 kg. Foi realizada a orientação ao tutor e disponibilizada medicação para um período de três meses de tratamento. Após a conclusão das visitas, a equipe retornou ao CVA, onde foram realizados procedimentos administrativos, incluindo a organização da documentação necessária para recolhimento de um morcego na região. A atividade contribuiu significativamente para acompanhamento dos casos de esporotricose, reforçando a importância das ações externas no controle de zoonoses e na orientação dostutores quanto ao tratamento adequado e aos cuidados necessários. Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24 23/03/2026 No dia 23 de março de 2026, foram realizadas atividades relacionadas à entrada e ao processamento de quatro morcegos que já seencontravam armazenados em freezer desde a semana anterior. O atraso no envio dessas amostras ocorreu devido à indisponibilidade de acesso à internet no período, o que impossibilitou registro e encaminhamento no sistema. Inicialmente, a equipe se dirigiu ao local de armazenamento para a retirada dos animais. Em seguida, foi realizada a identificação individual de cada morcego, garantindo a correta conferência das informações necessárias para cadastro. Posteriormente, procedeu-se com o preparo adequado das amostras, seguindo os protocolos estabelecidos para acondicionamento e envio ao Lacen, assegurando a integridade do material biológico. Após a finalização dessa etapa, as amostras foram devidamente organizadas para encaminhamento ao laboratório responsável pela análise. Por fim, as atividades do dia seguiram conforme a rotina habitual do setor, incluindo demandas administrativas e operacionais. Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 2824/03/2026 No dia 24 de março de 2026, foi realizada uma atividade externa no bairro do Ibura, com o objetivo de cumprir demandas previamente estabelecidas pelo setor. Durante a visita, foram percorridos os locais indicados, no entanto, não houve êxito nas ações, tendo em vista que, em todos os endereços visitados, não havia ninguém no momento da equipe, que impossibilitou a execução dos procedimentos planejados. Diante da ausência de responsáveis nos locais, a equipe retornou à unidade do CVA. Ao chegar, as atividades foram retomadas conforme a rotina habitual do setor, incluindo demandas administrativas e demais atribuições diárias. DISTRITO SANITÁRIO VIII Figura 29 Figura 30 25/03/2026 No dia 25 de março de 2026, foram realizadas atividades externas voltadas ao recolhimento de animais. Inicialmente, a equipe se deslocou até o Cetas, onde foram coletados dois saguis. Em seguida, a equipe realizou o recolhimento de um timbú no bairro de Casa Forte, sendo o animal encontrado sem vida em uma residência. As atividades do dia foram concentradas nesses resgates, seguindo os protocolos estabelecidos para coleta, acondicionamento e transporte dos animais. Após a finalização das demandas externas, a equipe retornou ao CVA, onde foram adotados os procedimentos internos necessários para continuidade do fluxo de trabalho do setor. 26/03/2026 No dia 26 de março de 2026, foram realizadas atividades externas e internas conforme as demandas do setor. Inicialmente, a equipe se deslocou até bairro da Imbiribeira, onde foram vacinados quatrocães e um gato contra a raiva. atendimento foi motivado pelo fato de felino ter tido contato prévio com um morcego encontrado morto, e nenhum dos animais possuía histórico de vacinação antirrábica. Dessa forma, foi iniciada a profilaxia vacinal, sendo administrada a primeira dose do esquema recomendado (dias 0,7 e 30), conforme protocolo. Posteriormente, a equipe representou CVA em um evento em alusão ao Dia das Mulheres, realizado na SEGTS, participando das atividades institucionais propostas. Após o encerramento do evento, a equipe retornou ao CVA, onde participou de uma confraternização interna com os demais colaboradores, em comemoração aos aniversariantes do mês, juntamente com uma celebração antecipada da Páscoa. As demais atividades do dia seguiram conforme a rotina habitual do setor. Figura 31 Figura 32 MULHER, NÃOESTÁ SOZINHA Secretaria da RECIFE RECIFE Mulher MULHERES Figura 33Figura 34 27/03/2026 No dia 27 de março de 2026, foi realizada uma ação externa na Avenida Caxangá, em uma casa de reabilitação, com o objetivo de realizar a imunização de animais contra a raiva, contribuindo para a prevenção e controle dessa zoonose. Durante a ação, foram vacinados três cães e um gato com a vacina antirrábica. Antes da administração das vacinas, foram feitas orientações aos responsáveis quanto à importância da vacinação anual, aos cuidados com os animais e à prevenção da raiva, destacando os riscos de transmissão e a relevância da imunização para a saúde pública. A atividade foi realizada seguindo os protocolos estabelecidos, garantindo a correta contenção dos animais e a aplicação adequada das doses. Não houve intercorrências durante o procedimento. Após a finalização da ação externa, retornamos ao Centro de Vigilância Ambiental (CVA), onde foram realizadas as atividades internas do setor, dando continuidade à rotina de trabalho.Figura 35 30/03/2026 No dia 30 de março de 2026, foram realizadas atividades no Centro de Vigilância Ambiental (CVA), iniciando com a elaboração das fichas clínicas de dois cães que deram entrada após episódio de agressão, sendo provenientes do Hospital da Criança. Os animais foram devidamente avaliados, registrados e encaminhados para canil, onde permanecem em observação, conforme protocolo, para monitoramento do estado de saúde e possíveis sinais clínicos, com atenção especial à prevenção e controle de zoonoses, como a raiva. Durante o expediente, foi realizado também o atendimento de um animal com suspeita de esporotricose. A tutora compareceu ao CVA conduzindo o animal para avaliação clínica, sendo realizado o encaminhamento para exame diagnóstico específico. Após a avaliação, foram fornecidas as orientações necessárias quanto à doença, forma de transmissão, cuidados com manejo do animal e prevenção de riscos à saúde pública. Além disso, foi realizada a dispensação da medicação adequada para início do tratamento, conforme protocolo estabelecido pelo serviço. Ao término desses atendimentos, foram executadas as atividades rotineiras do setor, incluindo organização do ambiente de trabalho, acompanhamento dos animais em observação e suporte às demais demandas do serviço. Figura 36 Figura 37Figura 38 31/03/2026 No dia 31 de março de 2026, foram realizadas atividades no Centro de Vigilância Ambiental (CVA), com destaque para a admissão de uma gata com suspeita de raiva. De acordo com o relato do tutor, animal havia sido resgatado da rua e já apresentava sinais clínicos compatíveis com comprometimento neurológico, como alterações comportamentais e possível desorientação. Ainda segundo o tutor, mesmo diante desses sinais, animal foi submetido a procedimento de castração durante campanha promovida pela Prefeitura do Recife. Após aproximadamente dois dias do procedimento cirúrgico, o animal evoluiu para óbito, levantando suspeita para doença infectocontagiosa de importância em saúde pública, como a raiva. Diante da situação, foram adotadas as medidas preconizadas pelos protocolos de vigilância sanitária, incluindo a coleta de informações detalhadas sobre o histórico do animal, circunstâncias do resgate e evolução clínica. O caso foi devidamente registrado no sistema de notificação, visando monitoramento epidemiológico e adoção de possíveis medidas de controle, quando necessário. Durante restante do expediente, foram realizadas as atividades rotineiras do setor, incluindo a observação dos animais sob responsabilidade da unidade, acompanhamento dos casos em andamento, organização do ambiente de trabalho e suporte às demais demandas do serviço. 01/04/2026 No dia 01 de abril de 2026, as atividades no Centro de Vigilância Ambiental (CVA) ocorreram de forma reduzida em virtude das fortes chuvas registradas no município do Recife, o que impactou diretamente a demanda de atendimentos externos e a rotina operacional do setor. Durante o expediente, foram realizadas atualizações e inserções de documentos pendentes no sistema, garantindo aorganização e regularização dos registros administrativos e técnicos da unidade. Além disso, período foi aproveitado para estudo e aprofundamento teórico sobre casos de raiva, com foco em sinais clínicos, formas de transmissão, medidas de prevenção e protocolos de vigilância em saúde, contribuindo para aprimoramento profissional e melhor condução de casos suspeitos. Ao longo do dia, também foram mantidas as atividades rotineiras do setor, incluindo organização do ambiente de trabalho e acompanhamento geral das demandas internas, até encerramento do expediente. 02/04/2026 No dia 02 de abril de 2026, as atividades no Centro de Vigilância Ambiental (CVA) ocorreram de forma tranquila, com baixa demanda de atendimentos. Durante o expediente, foi realizado atendimento para administração de vacina em um felino, no qual tutor compareceu à unidade conduzindo o animal. Inicialmente, foi realizada uma breve anamnese, com coleta de informações sobre o estado geral de saúde do animal, histórico vacinal e possíveis alterações clínicas, a fim de garantir a segurança do procedimento. Após a avaliação, foi realizada a administração da vacina conforme protocolo, sendo também repassadas orientações ao tutor quanto aos cuidados pós-vacinação e à importância da manutenção do calendário vacinal. Em seguida, a equipe retornou ao setor, onde foram realizadas as atividades rotineiras do CVA, incluindo organização do ambiente, acompanhamento das demandas internas e suporte às demais atividades do serviço até o encerramento do expediente. Figura 39 Figura 4006/04/2026 No dia 06 de abril de 2026, as atividades desenvolvidas no setor ocorreram de forma tranquila. Durante o expediente, foram encaminhados quatro morcegos ao LACEN para análise laboratorial. Além disso, foram atendidas diversas ligações relacionadas a solicitações de resgate, seguindo os protocolos estabelecidos pelo setor. No mais, as atividades rotineiras foram realizadas normalmente, conforme a demanda do dia. Figura 41 Figura 42 07/04/2026 No dia 07 de abril de 2026, as atividades no setor ocorreram de forma relativamente tranquila. Não houve demandas registradas durante o expediente, em virtude das fortes chuvas na cidade do Recife. Dessa forma, o dia foi destinado à permanência no setor, mantendo-se a organização e acompanhamento das atividades internas. 08/04/2026 No dia 08 de abril de 2026, as atividades no setor ocorreram de forma tranquila, ainda sob influência das fortes chuvas na cidade do Recife. Durante expediente, uma tutora compareceu ao setor com dois cães para realização de testes de leishmaniose, cujos resultados foram negativos para ambos os animais. Após o atendimento, as atividades seguiram conforme a rotina habitual do setor, de acordo com a demanda do dia.Figura 43 Figura 44 Figura 45 09/04/2026 No dia 09 de abril de 2026, as atividades no setor ocorreram de forma tranquila, sem registro de demandas presenciais durante o expediente. Foram realizados apenas atendimentos por meio de ligações, prestando orientações e suporte conforme as solicitações recebidas. As demais atividades seguiram conforme a rotina habitual do setor. 10/04/2026 No dia 10 de abril de 2026, as atividades no setor transcorreram de forma geral tranquila, embora com algumas limitações operacionais. Durante expediente, foram realizados atendimentos por meio de ligações telefônicas, em decorrência da instabilidade no serviço de internet, que impossibilitou a execução de algumas atividades administrativas online. As visitas de esporo, que fazem parte da rotina do setor, não foram realizadas nesta data, devido à indisponibilidade de servidores para acompanhamento em campo. Parte da equipe encontrava-se envolvida em uma ação conduzida pela ADAGRO nas dependências doCVA. A ação teve como objetivo a realização de coleta de material biológico de todos os equinos presentes, após a confirmação de um caso positivo para Anemia Infecciosa Equina (AIE) em uma égua. Conforme os protocolos sanitários vigentes, animal positivo foi submetido à eutanásia, visando o controle e prevenção da disseminação da doença. potro também foi submetido à testagem para investigação do estado sanitário. Durante a atividade, não foi permitido o registro de imagens, conforme normas estabelecidas. No entanto, foi possível acompanhar, ainda que à distância, parte do procedimento de coleta, contribuindo para aprendizado prático e compreensão das medidas sanitárias adotadas em casos de doenças de notificação obrigatória. Após a finalização dessa ação, as atividades no setor seguiram conforme a rotina habitual, atendendo às demandas disponíveis no período. 13/04/2026 No dia 13 de abril de 2026, as atividades foram conduzidas conforme a rotina do setor. Foram realizados atendimentos telefônicos, prestando orientações e esclarecimentos necessários. Durante o expediente, foi realizado o acondicionamento de um animal silvestre (timbu) que havia sido recolhido no final de semana, com a devida preparação para envio ao LACEN, seguindo os protocolos estabelecidos. Após essa atividade, deu-se continuidade às demandas rotineiras do setor até o término do expediente. Figura 46 Figura 47 14/03/2026 No dia 14 de abril de 2026, as atividades iniciaram com deslocamento até hospitalveterinário para a busca de um felino com suspeita de esporotricose, com objetivo de encaminhá-lo ao CVA para realização de exames. Ao chegar ao setor, foram realizados os procedimentos de admissão do animal, bem como a coleta de material para exames laboratoriais, seguindo os protocolos estabelecidos. Após a finalização desses procedimentos, deu- se continuidade às atividades rotineiras do setor até o término do expediente. Figura 48 Figura 49 15/04/2026 No dia 15 de abril de 2026, último dia de estágio, as atividades foram iniciadas com a realização de duas visitas domiciliares relacionadas a casos de esporotricose. Durante as visitas, foram avaliados dois felinos que se encontravam em acompanhamento, sendo realizada a análise da evolução clínica dos animais, verificação das condições gerais de saúde e orientação aos tutores quanto à continuidade do tratamento antifúngico por mais dois meses, conforme protocolo adotado pelo serviço. Também foram reforçadas as orientações sobre manejo adequado, administração correta da medicação e medidas de prevenção da zoonose. Após o retorno ao Centro de Vigilância Ambiental (CVA), foi dado prosseguimento às atividades internas do setor. Em seguida, foi realizada a avaliação final do estágio, momento em que foram discutidos os conhecimentos adquiridos, as atividades desenvolvidas ao longo do período e desempenho profissional. Durante essa avaliação, foram recebidos feedbacks positivos da equipe, destacando a responsabilidade, comprometimento e a postura profissional demonstrados durante o estágio.Ao final do expediente, a equipe promoveu um momento de confraternização em comemoração ao encerramento do estágio, proporcionando um ambiente acolhedor e de reconhecimento. O dia foi finalizado de forma muito satisfatória, marcando encerramento de um ciclo importante de aprendizado, crescimento profissional e experiência prática na área. Figura 50 Figura 51 Figura 52 Figura 533.1. Atividades Clínicas e Cirúrgicas Atendimentos Quantitativo Laboratório de entomologia 1 Recolhimento de Sagui (PNH) 7 Vacinação 12 Atendimento de gato com suspeita de esporotricose 6 Atendimento de cão com suspeita de esporotricose 1 Visitas externas 8 Recolhimento de Quirópteros 13 Recolhimento de Timbú 2 Atendimento de cão com suspeita de leishmaniose 2 4. IMPORTÂNCIA E OBJETIVO DO ESTÁGIO setor de raiva do Centro de Vigilância Ambiental é responsável pelo monitoramento, investigação e controle de casos suspeitos de raiva em animais. Esse setor desempenha um papel importante na vigilância epidemiológica da doença, atuando na prevenção e no acompanhamento de possíveis riscos para a saúde pública. No setor são recebidos animais com suspeita de raiva, principalmente morcegos e outros animais que apresentem comportamento ou sinais compatíveis com a doença. Após o recebimento, são realizados os procedimentos administrativos necessários, incluindo o registro do animal e preenchimento das documentações exigidas. Quando necessário, os animais são encaminhados para análise laboratorial em instituições responsáveis pelo diagnóstico, como a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Laboratório Lacen. Em situações específicas, quando animal chega vivo e apresenta suspeita da doença, pode ser realizado procedimento de eutanásia conforme os protocolos sanitários, para posterior envio do material para diagnóstico. O setor também contribui para controle e prevenção da raiva, auxiliando na vigilância da doença e na adoção de medidas de proteção à saúde humana e animal. estágio na área de zoonoses é importante para a formação profissional, pois permite ao estudante aplicar na prática os conhecimentos teóricos adquiridos durante a graduação. Por meio dessa experiência, é possível compreender melhor as atividades relacionadas à vigilância em saúde, ao controle de doenças transmitidas entre animaise seres humanos e às ações de prevenção voltadas à saúde pública. objetivo do estágio é proporcionar ao estudante a oportunidade de acompanhar e participar das atividades desenvolvidas pelos profissionais da área, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades técnicas, senso crítico e maior compreensão sobre a importância da vigilância e do controle das zoonoses para a proteção da saúde da população. 5. RELATO DE CASO (ACOMPANHADO NO ESTÁGIO APENAS NO RELATÓRIO FINAL) A raiva é uma zoonose de elevada letalidade, causada por vírus do gênero Lyssavirus, com importante relevância para a saúde pública devido ao seu potencial de transmissão entre animais e seres humanos. No Brasil, apesar dos avanços nas campanhas de vacinação e controle, casos esporádicos ainda ocorrem, especialmente envolvendo animais silvestres, como os morcegos, que atuam como importantes reservatórios do vírus. O presente estudo tem como objetivo relatar primeiro caso de raiva registrado no município de Recife no ano de 2026, destacando as medidas de vigilância e controle adotadas. caso teve início no dia 03 de fevereiro de 2026, às 17 horas, com o recolhimento de um morcego encontrado morto na Rua Tenente Mindelo, n° 182, no bairro de San Martin. Embora não tenham sido registradas agressões a humanos, o animal foi encontrado nas proximidades de uma cadela pertencente à residência, configurando uma possível situação de risco para transmissão. Após recolhimento, o morcego foi encaminhado para análise laboratorial, confirmando- se posteriormente o diagnóstico positivo para raiva no dia 03/03/2026. Diante da confirmação, a equipe de vigilância ambiental adotou medidas imediatas de controle, incluindo a realização de bloqueio epidemiológico na área afetada. Essa ação ocorreu no dia 13 de março de 2026, abrangendo um raio de 100 metros a partir do local de ocorrência. Durante bloqueio, foram desenvolvidas diversas estratégias de intervenção, como ações de educação em saúde voltadas à população local, com orientações sobre prevenção, formas de transmissão e condutas em caso de exposição ao vírus. Além disso, foram realizadas campanhas de vacinação antirrábica em animais domésticos, resultando na imunização de 277 animais, sendo 146 cães e 131 gatos, contribuindo para a contenção do possível avanço da doença na região. No que se refere ao animal doméstico com potencial exposição, a cadela que teve contato com morcego recebeu o protocolo de profilaxia pós-exposição, composto por três doses de vacina antirrábica. Aprimeira dose foi administrada em uma clínica veterinária particular, enquanto as duas doses subsequentes foram realizadas pela equipe da vigilância ambiental, nas datas de 10 de fevereiro de 2026 e 10 de março de 2026, seguindo as recomendações sanitárias vigentes. A rápida atuação dos serviços de vigilância foi fundamental para evitar a disseminação do vírus e garantir a segurança da população. O caso reforça a importância da notificação imediata de animais suspeitos, do monitoramento contínuo de reservatórios silvestres e da manutenção de altas coberturas vacinais em animais domésticos. Conclui-se que, embora a raiva esteja sob controle em muitas áreas urbanas, a presença de morcegos infectados representa um risco constante para a população e os animais domésticos, exigindo vigilância ativa e resposta rápida por parte dos serviços de saúde. A integração entre ações de educação, vacinação e controle epidemiológico mostra-se essencial para a prevenção de novos casos e para a proteção da saúde pública, mostrando que na vigilância epidemiológica da raiva, os dados epidemiológicos são essenciais tanto para os profissionais de saúde, a fim de que seja tomada a decisão de profilaxia de pós-exposição em tempo oportuno, quanto para os médicos veterinários, que devem adotar medidas de bloqueio de foco e controle animal. Assim, a integração entre a assistência em saúde e as vigilâncias epidemiológica e ambiental são imprescindíveis para o controle dessa zoonose.6. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO A experiência vivenciada durante Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) na área de Vigilância Ambiental permitiu a consolidação de conhecimentos teóricos por meio da prática profissional, evidenciando a importância das ações integradas na promoção da saúde pública. Ao longo do período, foi possível acompanhar e participar de diversas atividades, como atendimentos à população, investigações de zoonoses, visitas domiciliares, ações de bloqueio epidemiológico, vacinação de animais e manejo de casos suspeitos, o que contribuiu significativamente para a compreensão da dinâmica de atuação do setor. A vivência prática destacou a relevância do trabalho em equipe, da organização dos serviços e da atuação rápida diante de situações de risco, como nos casos de esporotricose e suspeitas de raiva. Além disso, foi possível compreender a importância da educação em saúde como ferramenta essencial na prevenção de doenças, promovendo a conscientização da população sobre medidas de controle e cuidados com os animais. Outro ponto importante foi desenvolvimento de habilidades profissionais, como comunicação com tutores, responsabilidade na execução de procedimentos, tomada de decisões e postura ética diante das situações enfrentadas. A rotina do setor também evidenciou desafios, como limitações operacionais e necessidade de recursos, reforçando a importância de uma gestão eficiente e do comprometimento dos profissionais envolvidos. Dessa forma, conclui-se que estágio proporcionou um aprendizado amplo e significativo, contribuindo para a formação acadêmica e profissional. A experiência fortaleceu o interesse pela área de Vigilância Ambiental e evidenciou seu papel fundamental na prevenção de zoonoses e na proteção da saúde coletiva. O ESO foi essencial para o desenvolvimento de competências técnicas e humanas, preparando estudante para os desafios da prática profissional.7. REFERÊNCIAS Epidemiologica.pdf oses.pdf DOMINGOS, Lisandra Martins de Arruda et al. Raiva humana no Nordeste brasileiro: epidemiologia, vigilância e atuação multiprofissional no enfrentamento da doença. Revista Contemporânea, n. 2, p. 1-18, 2026. DOI: 037