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1
O guia para iniciar sua atuação de forma 
correta nas práticas extrajudiciais
EXTRAJUDICIAL 
DO ZERO
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
O guia para iniciar sua atuação de forma 
correta nas práticas extrajudiciais
2
Sumário
VOCÊ ESTÁ EM QUAL NÍVEL? 4
ONDE POSSO ATUAR NO EXTRAJUDICIAL 7
AS PRÁTICAS EXTRAJUDICIAIS 12
MANTENHA-SE ATUALIZADO 23
Muito tem se ouvido falar sobre práticas 
extrajudiciais. O que muita gente fica em dúvida 
é: como se atua no extrajudicial? É possível 
ganhar dinheiro? Posso atuar somente no 
extrajudicial? O que tenho que fazer para alcançar 
essa independência profissional, sem o uso do 
judiciário? O que preciso saber para atuar no 
extrajudicial? E por aí vamos com muitas dúvidas.
Esse e-book tem a pretensão de demonstrar 
como tu podes atuar no extrajudicial, de forma 
mais célere, organizada e conquistar honorários 
de forma mais rápida, em função de sua 
forma de atuação.
GANHAR DINHEIRO 
É CONSEQUÊNCIA 
DE UM BOM 
TRABALHO. UM 
BOM TRABALHO 
É CONSEQUÊNCIA 
DE MUITO 
CONHECIMENTO.
VOCÊ ESTÁ 
EM QUAL 
NÍVEL?1
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
O guia para iniciar sua atuação de forma 
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 A) Saí da faculdade e quero ganhar muito dinheiro: 
Ganhar dinheiro é consequência de um bom trabalho. Um bom 
trabalho é consequência de muito conhecimento. Desta forma podes 
ofertar, com segurança, o trabalho a ser prestado. Como se tem essa 
segurança? Conhecendo e dominando, efetivamente, a matéria que 
queira atuar.
Se você quer sair da faculdade ganhando dinheiro, tendo o seu nicho, 
deve começar a se preocupar do meio da faculdade para o fim, ou 
seja, começar a se profissionalizar dentro da faculdade. A faculdade 
não nos ensina a faturar e a advogar.
Pensamos em sair da faculdade ganhando dinheiro, mas esquecemos 
de que temos cinco anos de faculdade para formar a nossa linha 
profissional e decidir como vamos atuar. É a partir dessa situação que 
saberemos como lidar da finalização da faculdade em diante. 
E como faz? Adquire-se experiência cobrando menos para poder 
ganhar experiência. Ainda, uma boa forma de angariar clientes e iniciar 
parcerias com outros advogados é participar de comissões, instituições 
e associações voltadas para área que você queira atuar. Também é 
importante saber negociar com os colegas de trabalho e com pessoas 
que venham solicitar informações, sabendo o momento de dizer que 
tal informação será fornecida em uma consulta ou trocar parcerias. 
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
O guia para iniciar sua atuação de forma 
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 B) Não aguento mais atuar no judiciário. Como migrar? 
Neste caso, se você tem a oportunidade de migrar de forma gradual 
é o adequado. O conhecimento processual te dá uma boa margem 
de atuação e indicações de clientes. Teu posicionamento que deve 
modificar, pensando em como solucionar a questão de forma que não 
utilize o extrajudicial.
Eu não tive esta oportunidade. Saí de uma CLT diretamente para pensar 
“E agora? O que vou fazer?”. Esta situação também me impulsionou a 
correr contra o tempo.
Mas vamos lá! Vamos verificar essa nova era da advocacia que, somente 
agora, as pessoas começam a compreender possibilidades e ganhos.
Modifique seu pensamento. Ao invés de perguntar “De que forma 
posso atuar sem levar para o judiciário?”, pergunte-se “o que terei que 
levar para o judiciário, pois não consigo resolver no extrajudicial”? 
Essa é a mentalidade da nova advocacia, dessa nova forma de advogar. 
Esgotadas as possibilidades no extrajudicial, então, só agora, terei 
que judicializar. A função do advogado extrajudicial é prever todos 
os problemas para que a questão não chegue ao judiciário. Nenhum 
contrato é 100% seguro, por isso deve-se antever o problema para 
resolver no extrajudicial. Temos que trazer o cliente para o nosso lado 
para, assim, angariar clientes que também estão nessa busca.
CONHECER AS 
POSSIBILIDADES 
É TÃO 
IMPORTANTE 
QUANTO 
ESCOLHER ONDE 
ATUAR
ONDE POSSO 
ATUAR NO 
EXTRAJUDICIAL2
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
O guia para iniciar sua atuação de forma 
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Depende de onde você quer atuar e com qual parte do direito civil. 
Temos advogados que só atuam com cobranças extrajudiciais no 
cartório de protesto; outros só atuam em direito imobiliário e dentro 
desse ramo temos uma gama de possibilidades de atuações. As 
possibilidades de atuação são vastas, você pode se especializar somente 
numa área ou tentar abarcar todas. Conhecer as possibilidades é tão 
importante quanto escolher onde atuar. 
Eu quero te mostrar como você pode atuar utilizando o tabelionato de 
notas como sua ferramenta de trabalho. Como aliar-se a este cartório 
pode te trazer muitos clientes e atendimentos. 
E você pode estar se perguntando que quer um trabalho rentável 
o mais breve possível e, como para qualquer coisa que tratamos no 
direito, tudo vai depender do que você escolher trabalhar e daquilo que 
você seja bom. No que você for bom, normalmente, terá uma maior 
lucratividade, pois terá uma maior segurança para informar o cliente 
daquilo que você está falando. A segurança, o posicionamento, como 
advogado fará toda a diferença para a contratação, ou não, do seu 
serviço. 
A advocacia extrajudicial depende da pro atividade do advogado. 
O inventário extrajudicial pode ser muito rápido, dependendo do 
conhecimento do advogado para auxiliar a Serventia.
E antes de falarmos a respeito do que podemos fazer, vamos falar um 
pouco de honorários, captação de clientes e redes sociais. 
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 A) Como captar clientes? Como cobrar? 
Primeiramente é importante ressaltar que se sentir fracassado é 
normal no início da carreira, pois não temos prática e conhecimento 
necessários para fazer tudo de forma excelente. Precisamos lidar com 
o fracasso e entender que ele irá acontecer. Só tem sucesso quem 
fracassa. O fracasso faz parte de um crescimento pessoal e profissional. 
Com relação à captação de clientes, de que forma podemos ser 
conhecidos e captar clientes? Como as pessoas começaram a ser 
vistas e lembradas? Precisamos ser vistos pela nossa competência 
profissional, sem ferir a ética exigida pela OAB. Ou seja, devemos captar 
clientes pela nossa capacidade profissional e pelo conhecimento 
prático, sem que ocorra a captação ilegal de clientes. Para isso, iremos 
analisar associações que combinem conosco e escolher, no máximo 
duas, para atuar ativamente. O intuito não é angariar clientes, mas 
aprender com os profissionais que estão na associação e, também, 
fornecer conhecimento a eles. A partir disso, seu nome começa a ser 
conhecido, os colegas lembram de ti, há possibilidades de divulgação 
de conhecimento e, gradativamente, você ganha espaço e começa a 
ser conhecido.
E os honorários? Uma palavra que, por si só, já pode trazer um 
distanciamento. Mas você sente o mesmo distanciamento quando se 
fala em orçamento? Ou esta já está intrínseca no cotidiano? Tudo é 
uma questão de como olhamos para o próprio trabalho.
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
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A OAB possui tabela estadual (cada seccional tem a sua) que define 
parâmetros mínimos para as cobranças. Mas temos que saber que 
dentro do Brasil temos realidades muito diferentes, então, não é 
simplesmente cobrar o valor da tabela. O advogado tem que cobrar 
o que ele entende que é devido pelo seu trabalho, dentro da sua 
realidade local. Temos que saber medir quanto cobrar sem se deixar 
levar pelo que o cliente quer pagar, mas também, conscientes da 
realidade econômica da cidade ou região que atua.
Além deste ponto, de saber valorizar sua hora intelectual, é importante 
saber que o parcelamento dos teus serviços é uma opção, ainda mais 
com a possibilidadede protesto do contrato de honorários. Parcelar, 
muitas vezes é uma solução prática. E, lembre-se: É melhor parcelar 
o valor para o cliente do que dar desconto, pois se estou dando 
desconto estou partindo da premissa de que meu trabalho não vale 
aquilo que efetivamente estou cobrando.
 B) E as redes sociais? 
 Atualmente as redes sociais são a fachada/vitrine do seu escritório. 
Esse é um ponto muito importante para que você saiba que estar nas 
redes sociais é importante. Quem está aguardando que o cliente bata à 
sua porta, sem abrir a porta do mundo virtual, terá grandes problemas 
para captar clientes.
 Mas lembre-se, o artigo 39 do Código de Ética da OAB veda 
a captação de clientes, devendo a publicidade ser meramente 
informativa. E é exatamente aqui que mora a criatividade e a infinidade 
de formas de uso das redes sociais. 
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
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 Todo e qualquer formato de informação que não tenha o condão 
de captar clientes é uma forma de publicidade. E como podemos 
fazer essa informação sem captar clientes? Entregando conteúdo de 
qualidade que tanto seu cliente, como seu colega de profissão possam 
se utilizar daquela informação. Veja, por exemplo, como eu atuo no 
meu perfil do Instagram @patriciapresser. Lá eu mostro minha rotina, 
sem falar em captação de clientes ou até mesmo sobre problemas 
específicos. Quanto melhor for sua estratégia de informação pura e 
literal, mais as pessoas lembrarão do seu conteúdo. Ao lembrar do 
conteúdo e do perfil da rede social, lembrarão da tua pessoa. Você 
e ela estarão a um “google” de distância. Você já terá seu site com 
informações institucionais para que qualquer pessoa te encontre. Mas 
lembre-se, você é a pessoa física que eles irão procurar e não o nome 
do teu escritório.
O EXTRAJUDICIAL 
TE EXIGE QUE 
ESTAR EM AMBOS 
OS LADOS 
DO POLO DE 
NEGOCIAÇÃO. 
SABER TODAS AS 
POSSIBILIDADES 
JURÍDICAS
AS PRÁTICAS 
EXTRAJUDICIAIS 3
EXTRAJUDICIAL DO ZERO
O guia para iniciar sua atuação de forma 
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Atuar na esfera extrajudicial requer um conhecimento, aparentemente, 
específico. É necessário conhecer a conexão entre muitas áreas do direito 
civil, onde elas se interligam e como atuam de forma consequente na outra.
Basicamente é conhecer o direito civil de uma forma diferenciada, sem 
pensar no processo e sem pensar nos possíveis problemas, mas nas 
possibilidades de solução. É necessário, principalmente, conhecer da 
legislação e atos normativos que norteiam o mundo extrajudicial, pois, 
muitas vezes, a aparente burocracia existente é apenas o cumprimento 
legal de algum item desconhecido por quem não atua nessa área.
Em uma analogia bem interessante é como pedir para um advogado 
trabalhista que atua para empregadores, começar a atuar para 
empregados. Inicialmente é possível que o advogado se perca, não 
consiga fazer a análise com a visão de autor (e não réu). No entanto, 
quando essa pessoa consegue assimilar os 2 lados da moeda, ele tem 
uma habilidade que poucos tem. Aqui eu chamo essa habilidade de 
“mente dupla”. 
O extrajudicial te exige que estar em ambos os lados do polo de 
negociação. Saber as possibilidades jurídicas possíveis para sanar 
o possível conflito e, especialmente, um poder muito grande de 
negociação e ponderação para uma boa mediação entre partes. Sim, 
saber mediar é crucial para uma boa atuação extrajudicial.
Quando se fala em advocacia extrajudicial, o que te vem à mente? 
Normalmente as ideias são pequenas e, se pensa nos atos mais 
ordinários do tabelionato de notas: reconhecimento de firma, 
procuração, compra e venda, doação, testamento.
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Mas você conhece todos 
os atos de uma serventia 
e o quanto esta serventia 
pode ser utilizada? 
Vamos falar sobre as 
possibilidades?
 
DECLARATÓRIAS
Atos que podem ser feitos por instrumento particular, no entanto, a 
solenidade e presunção de veracidade fazem com que a declaratória 
por escritura pública seja de extrema importância para muitos casos.
Importante ressaltar também que alguns estados permitem o uso de 
declaratórias para fins de oitiva de testemunhas (no RS é proibido pelo 
Código de Normas Extrajudiciais).
Utilize desse ato que é de extrema relevância. E tem presunção de 
veracidade.
ANOTE ISSO: O tabelião de notas
 detém 
fé pública delegada constitucion
almente 
e, exatamente por isso, os atos 
protocolares (escrituras públicas
) são 
providos de presunção de veracid
ade. 
O que é isso? Significa que qualq
uer 
contestação feita contra o ato d
everá ser 
provado por quem alega. E esta
 prova 
não é uma mera declaração. 
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TRANSAÇÃO
O artigo 840 do Código Civil é brilhante. Muitas vezes a gente pensa 
que não há como resolver questões entre partes, que necessita de um 
“trânsito em julgado”. E isto não é verdade!
Quando sabemos que no judicial não teremos 100% do que queremos, 
e normalmente isto acontece, mais vale conseguir acordar entre partes 
e advogados através de uma transação e saber que esta transação, de 
forma pública, tem valor de prova judicial (art. 405 do CPC) e, ainda, 
pode ser considerado como título executivo extrajudicial, dependendo 
de como esta transação for elaborada!
ATA NOTARIAL
Eu, particularmente, amo este ato público. Ele é um dos melhores 
meios de prova, muitas vezes até como uma produção antecipada 
que, judicialmente, poderia levar muito tempo a ser produzido.
A ata notarial é um fato narrado pelo tabelião de notas. Não somente 
detém a fé pública dele, mas contém também a percepção dele sobre 
o fato.
As possibilidades deste ato são inúmeras e o custo benefício dele é 
muito grande. E, exatamente neste ponto, o advogado tem a função 
de saber orientar e solicitar de forma adequada e que melhor aproveite 
ao seu cliente.
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COMPRA E VENDA
Certamente você sabe do que se trata uma compra e venda, mas você 
conhece a fundo todos os regramentos, especificações e por que o 
tabelionato de notas exige alguns itens?
Advogado que quer se especializar na esfera extrajudicial tem que 
conhecer, ou ao menos, saber buscar todos os locais em que há 
cláusulas pertinentes ao ato. 
Deve se concentrar nas especificações das leis que definem a forma de 
atuação do tabelião: Lei 8935/94, Lei 6.015/73, Lei 6.515/77, Lei 7.433/85, 
Decreto 93.240/86, Artigo 215 do Código Civil, Lei 4.591/64 e assim por 
diante. Lembre que o CC, em sua íntegra, é essencial para qualquer 
ato notarial, uma vez que a manifestação de vontade das partes ocorre 
pelos regramentos do Código Civil.
O advogado aprende a lidar com o formato de atuação do tabelionato 
que escolhe para seus atos, isto é, ele sabe como funcionam as minutas 
do tabelião, qual o modus operandi do local, de solicitações de certidões, 
de aceite ou não de minutas etc. Essa convivência harmônica é de 
extrema importância para que se possa chegar a uma boa escritura 
pública que abarque as necessidades dos clientes e esteja dentro dos 
ditames legais.
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PERMUTA
Ato muito utilizado entre proprietário de terreno e construtores para 
recebimento de frações ideais já construídas. 
Há diferença de posicionamento a respeito do que deve ser usado: 
permuta de áreas ou compra e venda com dação em pagamento. Este 
é um ponto que deve ser estudado de acordo com o estado de sua 
atuação, para que se possa dar um excelente atendimento ao cliente.
Em suma a permuta é uma troca. Ainda que haja torna (diferença de 
valor entre a troca), a funçãoprimordial da transação é trocar alguma 
coisa por outra.
Sempre que estivermos diante de uma permuta com imóveis será 
necessário escritura pública, mas vamos pensar aqui: um contrato 
particular muitas vezes gera discussões entre partes de não haver 
acordo, coerção, desconhecimento, hipossuficiência de uma das 
partes. Na escritura pública nada disso pode ser alegado. O tabelião 
tem o dever de aconselhar ambas as partes com imparcialidade. Para 
aquele que não tem advogado, o tabelião é um elo muito importante 
de assessoramento, pois é a função dele.
Aprenda a utilizar a fé pública do tabelião em seu favor!
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DAÇÃO EM PAGAMENTO
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que 
lhe é devida.
Muita gente tem o entendimento que dação em pagamento acontece 
quando o pagamento da dívida acontece quando há prestação diversa 
da que lhe é devida, tal qual previsto no artigo aqui mencionado.
Em um mundo ideal é isto mesmo. Em um mundo real, na qual se 
faz necessário alguns ajustes e tratativas diversas das existentes, pois 
a tipificação de atos no tabelionato é enxuta (pensando em envio de 
informações para órgãos governamentais, especialmente a RFB na DOI).
Lembre-se que a prestação diversa da pretendida pode ocorrer nos atos 
preliminares (e não necessariamente em ato público ou contratual). 
Todas as negociações verbais também são formas de contratação e 
aceite diverso do pretendido.
DOAÇÃO
Ato de liberalidade muito usado como antecipação de herança.
Quem sabe utilizar da doação e conhece os regramentos tributários 
do estado em que atua é um forte candidato a atuar nos famosos 
“planejamentos sucessórios”, afinal o termo é novo, mas a atuação é 
antiga e uma mistura de diversos atos extrajudiciais com outros atos 
contratuais, quando necessários.
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As cláusulas especiais da liberalidade (encargo, condição etc.) são 
excelentes para ajustes entre familiares e imposições que os doadores 
tendem a querer. Os exemplos rotineiros da doutrina não se limitam 
a tão somente aqueles e o advogado que consegue ser criativo e criar 
cláusulas compatíveis com o direito brasileiro, elevam sua advocacia 
a outro nível. Seja criativo, pense no que você pode pontuar dentro 
destes encargos e imposições que não ferem o direito de contratar.
Aprender a respeito das diferenciações entre uso, habitação e usufruto 
também é crucial para quem atua nesta área. Leia jurisprudências e 
doutrinas clássicas. Aprenda com os melhores do mercado. Nada de 
google e mini artigos. Se você quer se destacar, tem que aprender e 
compreender com os melhores.
Por fim, para saber sobre doação tem que saber muito sobre a legislação 
de ITCMD do estado de, no mínimo, 1988 para cá. Ainda assim, terá que 
aprender sobre esta legislação antes da Constituição Federal.
TESTAMENTO
Ato mais solene do tabelionato e que só terá eficácia após a morte de 
quem testou. Este ato não precisa de advogado presente, mas como faz 
diferença o testador compreender todas as incertezas de um judiciário 
e a importância de fazer cláusulas precisas, objetivas e claras. 
Quem atua somente em consultoria para testamentos deve ter o 
dom de saber escrever cláusulas claras, que o juiz leia e compreenda 
de imediato a intenção do testador, sem dúvidas, sem palavras 
desconhecidas. A clareza neste ato é o ponto chave.
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E, claro, em concomitância com o item acima, o testamento é um 
dos queridinhos – e claro que deveria ser – para os “planejamentos 
sucessórios”.
É também de extrema importância saber como o tabelião de sua 
confiança atua neste ato, pois o tabelião deve trazer a segurança 
necessária e a solenidade obrigatória em lei para que o testamento 
não seja invalidado. E vamos lá, testamento público, como qualquer 
outra escritura pública, tem uma taxa baixíssima de anulações. Prefira 
SEMPRE um testamento público a um particular. Ponto importante: 
o testamento só é público após o óbito da pessoa. Até lá, somente o 
próprio testador pode solicitar cópia, garantindo aquele sigilo que 
muitos testadores querem, mas, ao mesmo tempo, garantindo que 
ele nunca se perderá em função de qualquer situação alheia ao 
testador, como acontece com os particulares, cerrados etc.
DIREITO DE FAMÍLIA
Atualmente temos, com a Lei 11.441/07, a possibilidade de separação, 
divórcio, dissolução de união estável e o restabelecimento da sociedade 
conjugal serem feitas em cartório.
Certamente você sabe o tempo que leva um processo judicial. No 
tabelionato este tempo pode ser reduzido em mais de 10 vezes o prazo 
judicial. Muitas vezes podendo ser lavrado.
E, neste ponto, é obrigatória a presença do advogado. Em todos os 
casos. Saiba tirar proveito dessa situação e faça o seu melhor serviço.
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Eu lembro, quando atuava no tabelionato, de percebe a diferença 
entre o advogado que “empurrava com a barriga” o encaminhamento 
e ia levando os documentos em partes, mas já deixava encaminhado 
para que os clientes achassem que o problema era do tabelionato. 
Este advogado sequer fazia petição, entregava tudo faltando partes, 
sem ser originais e por aí vamos. Esse é o tipo de advogado que não 
terá sucesso no extrajudicial.
Lembro também do advogado que chegava com a petição completa, 
qualificação pronta, partilha feita, certidões em dia e originais e o 
tabelião só precisava gerar a DIT (guia do ITCMD no RS) e agendar com 
as partes. Esse advogado, com certeza, recebia seus honorários muito 
mais rápido e já podia partir para o próximo caso, sem pendências do 
anterior.
Escolha ser o segundo, faça o serviço completo. Atuar no extrajudicial 
requer uma pro atividade muito diferente da pro atividade do judiciário.
DIREITO DA SUCESSÃO
Ahhhh.... os inventários.
Aquele inventário do pai do cliente que se transforma no inventário da 
família toda. Saber atuar no direito da sucessão é uma arte. Necessita 
de um conhecimento de cálculo de partilha bem importante, 
conhecimento da legislação de ITCMD de longos anos, uma boa dose 
de conciliação para acalmar os ânimos dos clientes, quando estão 
pensando em entrar em desacordo.
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E aqui é a porta de entrada para um bom planejamento sucessório, 
quando falamos em famílias pequenas e que ainda tem um dos 
patriarcas vivo. Esse é o momento de saber vender seu peixe completo. 
Saber analisar e antever problemas que poderão surgir. Apresentar 
alternativas com seus valores para o cliente.
Aqui estará um excelente formato de atendimento para aqueles que 
querem atuar no extrajudicial e sabem que esse ato é necessário para 
a maior parte das pessoas e que elas querem soluções práticas e não 
processos de vida.
O primeiro ponto para saber atuar nesta seara: conhecer intimamente 
os regimes de casamento e as repercussões de direito de família e 
sucessão oriundas do STF. Conhecer a diferença de regime de bens e 
sucessão entre um código civil e outro (antes de 2003 tínhamos outras 
regras de sucessão e o artigo 2.039 do Código Civil tem regra clara a 
respeito). Saber a data do óbito e sua aplicação também.
Por fim, a sucessão é a soma de conhecimentos na área de direito de 
família, sucessão, tributário e muito cálculo. Mas é também uma boa 
dose de humanização e conciliação, pois afinal é a vida inteira de uma 
pessoa que estamos falando. Não são somente bens. A família que 
aqui fica lembra de cada história para cada bem que ali é apresentado 
e isso importa tanto quanto saber fazer um bomcálculo e apresentar 
valores para as partes.
NA ESFERA 
EXTRAJUDICIAL AS 
MUDANÇAS OCORREM 
DIARIAMENTE. 
CADA ESTADO TEM 
REGRAMENTOS 
PRÓPRIOS NESSA 
ATUAÇÃO.
MANTENHA-SE 
ATUALIZADO4
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Na esfera extrajudicial as mudanças ocorrem diariamente. Cada estado 
tem regramentos próprios nessa atuação e as Corregedorias Gerais da 
Justiça estão sempre atualizando regulamentos. Pouco tempo atrás 
saiu uma recomendação aos juízes, que afetava diretamente o uso de 
ata notarial de forma incorreta, pelo regramento estadual do RS. E eu 
só fiquei sabendo disso porque me atualizo semanalmente sobre os 
temas da área no meu estado e no CNJ.
Saiba estar atualizado com os Provimentos do CNJ, que regram 
a atuação das serventias extrajudiciais, bem como as alterações 
legislativas das mais variadas: de tributário à administrativo, de direito 
empresarial ao direito de propriedade. Tudo que é tipo de alteração 
legislativa, de alguma forma, recairá sobre o extrajudicial.
Essa é a beleza e também o carma de quem atua nessa área.
Saiba conhecer os direitos dos clientes e usuários dos serviços, saiba 
como abordar o cartório para ter um melhor atendimento, saiba 
também o momento de partir para um nível acima e reclamar a quem 
deve a respeito do mal atendimento se isso ocorrer. 
E, dentre todas as indicações que possa dar, conheça as possibilidades 
de atos normativos que relativizam a situação geográfica das serventias, 
utilizando em seu favor, da forma correta, as centrais e usos digitais 
dos cartórios. A título de exemplificação para um bom atendimento 
temos: Provimento 88/2019 CNJ, Provimento 94 e 95 do CNJ de 2020, 
Provimento 100/2020 do CNJ, temos o artigo 17 da LRP que auxilia nos 
requerimentos remotos.
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Sei que é difícil tirar um tempinho do dia a dia corrido que temos e se 
manter atualizado de tudo, a gente só que chegar em casa descansar 
e dormir, mas é muito importante você tirar alguns segundos do 
seu dia para ler as notícias das entidades oficiais de classe, pois elas 
trazem o que temos de melhor e mais moderno para a classe. Leia a 
jurisprudência administrativa dos cartórios, para saber como as varas 
de registros públicos tem se posicionado no dia a dia das serventias. 
Participe de eventos que as classes oferecem ao público em geral, 
para compreender de dentro como funciona. E, tenha sempre o que 
denominei de “mente dupla”. Se coloque no lugar do tabelião e do 
registrador e tente compreender pelo lado dele o motivo pelo qual ele 
nega alguma questão. Ao fazer isso, você pode encontrar alternativas 
que não lhe vinham na cabeça e nem na dele. Atuar lado a lado com 
as serventias extrajudiciais é a nova era da advocacia.
Se você chegou até aqui é porque está realmente comprometido 
em dominar as práticas extrajudiciais. Posso te fazer um convite? 
Como citei mais acima, compartilho diariamente conteúdos no meu 
perfil de instagram @patriciapresser e no meu canal no Youtube 
que te ajudarão diariamente a dominar ainda mais as práticas 
extrajudiciais. 
E se você não me conhece e mesmo assim adquiriu 
esse e-book confiando no meu trabalho. Eu sou…
Patrícia Presser, atualmente advogada, mas atuei 
por mais de 20 anos como tabeliã substituta de um 
tabelionato de notas da capital do RS e hoje me 
dedico para a advocacia extrajudicial porque nessa 
área de atuação eu enxergo possibilidades que 
poucos profissionais detêm. Minha missão é repassar 
para você todo esse conhecimento que possuo para 
que, assim como eu, você também conquiste sua 
liberdade profissional. 
https://bit.ly/patriciapresser-advogada
https://www.youtube.com/c/PatriciaPresserPr%C3%A1ticaNotarial/videos
https://patriciapresser.com.br/
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	AS PRÁTICAS EXTRAJUDICIAIS 
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