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A implementação do aproveitamento do Software Revit junto a 
compatibilização de projetos desenvolvidos no BIM 
 
 
 
The implementation of the use of Revit Software along with the compatibility of 
projects developed in BIM 
 
 
RESUMO: O método de “Modelagem de Informação da Construção”, mais conhecido como BIM 
(Building Informativo Modelinha) é um Sistema que tem como objetivo ajudar na produção, 
compatibilização e gerenciamento de projetos. Em um mesmo ambiente virtual, receptivo a 
diversos programas de computador para projetação e planejamento, todas as suas funcionalidades, 
chamadas de Dimensões, podem se complementar, em benefício da compatibilidade entre os 
projetos e o controle de suas execuções. Com isso, vários softwares têm sido programados para 
ajudar os engenheiros a identificar erros de projetos, resolvendo pontos de conflitos entre eles, e 
evitando transtornos e gastos, na execução das obras. O software em estudo é o Revi, produzido 
pela empresa Autodesk, que foi desenvolvido com o propósito de transformar os projetos feitos em 
CAD (Computer Adie Design) em apresentações com recursos em 3D, identificando a quantidade 
de materiais a serem utilizados em sua construção e identificando os possíveis erros ou pontos de 
conflitos, entre os projetos arquitetônicos e complementares. 
 
Palavras-chave: BIM, Building Information Modeling, Compatibilização de Projetos. 
 
Abstract: The method of Building Information Modeling - BIM – is a System that aims to help in 
the production, compatibility and management of projects. In the same virtual environment, it is 
receptive to duplicate computer programs, aimed at design and planning, so that its features, called 
Dimensions, can complement each other, in benefit of compatibility between projects and control 
of their execution. With this, there have been several softwares programmed to help engineers 
identify design errors, solve conflict points between projects and, avoid inconvenience and 
expenses, during the execution of the work. In this term paper, the software under study is called 
Revit, by AutoDesk, which has been developed to turn the projects designed in CAD (Computer 
Aided Design) into presentations with 3D resources, capable to identify the quantity of materials 
to be used in the construction and to highlight the possible conflict points, between the architecture 
and the complimentary projects. 
 
Keywords: BIM, Building Information Modeling, Project Compatibility 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O Revit é um software BIM desenvolvido pela empresa Autodesk, que possibilita criar um 
projeto, a partir de um modelo virtual em 3D, sendo desenhadas e identificadas todas as informações 
arquitetônicas que possibilitam identificar a estrutura, em todas as vistas. Neste software, é possível 
extrair dados, tabelas de todos os tipos e informações associadas ao projeto e ao objetivo. (GASPAR, 
LORENZO; 2005) 
Esse contexto, têm surgido no mercado diversos novos especialistas, entre eles destaca-se 
uma figura que comumente tem sido chamada de Gerente BIM (DURANTE, 2013). Esse agente tem 
sido incumbido de coordenar a implantação e a operação da metodologia e a integração das equipes 
multidisciplinares de projeto, combinando a coordenação de projeto e a coordenação do produto, no 
caso, os modelos BIM (ROCHA, 2013). 
 O gerente BIM possui outros nomes como Gerente de Informação, Especialista 4D, 
Coordenador BIM e Líder BIM. Barison e Santos (2010) destacam que a mais importante função 
desse agente é guiar o time nas tomadas de decisões, ou seja, entende-se que o Gerente não 
necessariamente tem a palavra final ou, se quer cabe a ele as tomadas de decisões, mas certamente ele 
deve conhecer todo o processo para ajudar a equipe a encontrar falhas e buscar soluções e melhorias. 
Para Sousa (2010), além do desenho 3D, que facilita a visibilidade, o BIM inclui elementos 
paramétricos, por isso são chamados de modelagem. O autor reitera que o sistema integra junto ao 
desenho informações para avaliar interferências, tipos de materiais, suas dimensões, preço, fornecedor 
e diversos parâmetros que você deseja utilizar. Assim, podemos concluir que as empresas que 
investem nesta metodologia, antecipam problemas das obras, trabalham com mais agilidade, possuem 
um orçamento mais assertivo e evitam retrabalhos e desperdícios (SOUSA, 2010). 
Todo esse conjunto de funcionalidades é chamado de Building Information Modeling (BIM), 
que é o processo de produção no qual Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia 
Civil 2021/1 2 são utilizadas informações e atualizações de um modelo de edificação, durante todo o 
seu ciclo de vida. (SANTOS, E. T., 2012). 
O BIM foi dividido em Dimensões, de acordo como foi ocorrendo o seu desenvolvimento, e 
são elas que capacitam todo o planejamento adequado para se projetar, construir e gerir uma obra. 
Essas dimensões são denominadas como, por exemplo, o “BIM 10D”, sendo: ) o projeto básico (BIM 
1D) a apresentação de projeto em CAD (Computer Aided Design) (BIM 2D), o modelo tridimensional 
paramétrico (BIM 3D),o cronograma e planejamento (BIM 4D), a orçamentação (BIM 5D), a 
sustentabilidade (BIM 6D), a gestão e manutenção das instalações (BIM 7D), a segurança (BIM 8D). 
A dimensão 1D permite que o responsável técnico possa definir o objetivo da obra, proporcionando 
o seu estudo de caso tendo como objetivo a construção de uma obra. 
 A apresentação de projeto em CAD (Computer Aided Design) (BIM 2D): - A dimensão 2D 
é o sistema CAD (Computer Aided Design) que abrange as tradicionais pranchas de desenhos 
contendo as plantas, cortes, elevações e detalhes em 2D (SANTOS, 2012). 
Tal dimensão 3D permite uma melhor comunicação entre os projetistas identificando cada 
detalhe aproximando a etapa final de uma obra ao real, disponibilizado por software que facilita a 
integração do projeto arquitetônico com os projetos complementares (Venâncio, 2015). Neste modelo 
podemos identificar os erros de projetos podendo corrigir as suas incompatibilidades; 
Toda obra precisa de uma previsão de entrega. A dimensão 4D vem a oferecer um 
planejamento para o prazo das etapas da obra, identificando o início e o fim de cada etapa e quais 
equipes estarão disponíveis para que a execução possa ser realizada sem nenhuma incompatibilidade 
de serviços a serem feitos. Um exemplo é que a pintura não pode vir antes do chapisco, ou seja, a 
equipe da pintura só começará a pintar quando a equipe der revestimento da parede estiver terminado 
de revestir a parede com o chapisco, emboço etc. 
O BIM 5D abrange os custos das etapas anteriores, podendo adaptar ou alterar materiais que 
forem necessários para a economicidade da obra. Nessa etapa, podemos estimar custos e evitar que 
as obras possam gerar gastos inesperados. (Venâncio, 2015). 
A sustentabilidade (BIM 6D) envolve dimensão 6D analisa se há sustentabilidade do edifício, 
tendo em toda a sua vida útil uma relação entre alternativas sustentáveis e a economicidade. C. 
BOMFIM, et al. (2016) explica que “este processo, permite a medição e verificação durante a 
construção e obtenção de melhor desempenho de sistemas e instalações”, possibilitando opções para 
que o edifício possa ter energia renovável e reaproveitar a água da chuva. Com isso, as alternativas 
acima relatadas permitem que o edifício produza seus suprimentos de consumo, gerando 
economicidade e preservando o meio ambiente 
Quanto a gestão e manutenção das instalações (BIM 7D): a gestão e manutenção das 
instalações (BIM 7D) promove que haja uma previsão de acompanhamento da obra após a sua 
conclusão. De acordo com o C. BOMFIM, et al. (2016) “o núcleo do modelo BIM é uma rica descrição 
dos elementos de construção e serviços de engenharia que fornece uma descrição Pontifícia 
Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2021/1 3 integrada para um edifício”. A 
ABNT NBR 15.5751 é umanorma que pode ser aplicada dentro da dimensão 6D. Esta norma nos 
estabelece parâmetros que possam promover uma relação entre elementos, sistemas construtivos e 
componentes de uma obra. 
Já segurança (BIM 8D); A oitava dimensão traz a obra a segurança dos trabalhadores em local 
de trabalho. No Brasil, há uma Norma Regulamentadora – NR 182 que estabelece diretrizes de ordem 
administrativa, de planejamento e de organização em um canteiro de obras, trazendo medidas de 
controle e preventivas para a segurança do trabalhador em um ambiente da Industria da Construção. 
De acordo com DE SOUSA (2020), na oitava dimensão “busca identificar e mitigar riscos e perigos 
que serão encontrados durante a construção pelos colaboradores in loco”. 
 
2. METODOLOGIA 
 
Primeiramente, realizou-se uma revisão bibliográfica com devido intuito de aprofundar o 
conhecimento no assunto, ou seja, sobre o tema que a implementação do aproveitamento do Software 
Revit junto a compatibilização de projetos desenvolvidos no BIM. Podendo assim, tratar do mesmo 
com propriedade e clareza. Esta pesquisa demonstra na teoria e na prática a importância desta filosofia 
e ferramenta de trabalho. Com o objetivo geral de definir as implicações da metodologia BIM, a 
pesquisa teórica de revisão bibliográfica começa pela sua definição e mostra o desenvolvimento desta 
plataforma. Depois, procede-se ao estudo da utilização da metodologia BIM. Este artigo foi 
desenvolvido através de pesquisas, estudos de projetos e análises de softwares que tiveram como 
objetivo a aplicação do conceito do BIM. As aplicações dos recursos do Revit foram desenvolvidas 
pelo autor. A devida pesquisa e os objetivos do mesmo foram alcançados seguindo alguns 
procedimentos e fases que serão apresentadas a seguir. 
 
 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
A tecnologia do Building Information Modelling nos permite modelar de maneira paramétrica 
todos os elementos do projeto. Estas informações paramétricas dos elementos construtivos permitem 
o desenvolvimento de alterações dinâmicas no modelo gráfico, que refletem em todas as pranchas de 
desenho associadas, bem como nas tabelas de orçamento e especificações. Assim, a gestão de 
qualidade citada por Melhado e Violani (1992) necessita de uma tecnologia que agregue informações 
em seus projetos como o BIM. 
O conceito mais antigo já documentado foi um protótipo de trabalho chamado "Building 
Description System", publicado por Chuck Eastman, na Universidade de Carnegie Mellon, em 1975 
(EASTMAN, 2014). De acordo com Azhar (2011), a importância da Modelagem de Informações da 
Construção (conceito BIM) consiste no fato de diminuir o custo do projeto, aumentar a produtividade 
e qualidade, reduzir o tempo de entrega, reduzir retrabalhos e evitar desperdícios. Tem início na fase 
de simulação virtual de construção e após finalizada esta etapa, as informações geradas servirão de 
apoio para as atividades de design, compras, cronograma de obra, fabricação e da própria construção. 
É possível ainda usar tais informações para demonstrar o ciclo de uso do edifício, extrair 
detalhes de contratos e interligar especificações de construção. Vale ressaltar que o BIM não é apenas 
um programa computacional, mas sim uma plataforma que integra os mais variados membros do 
projeto (arquitetos, engenheiros, proprietários, empreiteiros, fornecedores, etc.), fazendo mudanças 
nos processos e fluxos de trabalho. 
Segundo Eastman (2014), o uso inteligente do BIM causa grandes mudanças nos 
relacionamentos dos envolvidos, no empreendimento e nos termos contratuais entre eles, além disso 
a colaboração entre o arquiteto, o empreiteiro e as outras disciplinas do projeto deverão ser feitas com 
maior antecedência, já que o conhecimento fornecido pelos especialistas é usado com intensidade 
durante a fase de projeto. 
 Entretanto o planejamento e controle da produção nas empresas construtoras têm sido visto 
como peça fundamental para o sucesso dos empreendimentos, umas vez que, com as flutuações da 
economia e com clientes cada vez mais exigentes quando se trata de qualidade, prazo e custo, o preço 
de venda que antes era determinado pela construtora, passa a ser determinado gradativamente pelo 
mercado, sendo assim é necessário voltar às atenções para o controle dos custos no qual o processo 
de planejamento é indispensável (EASTMAN 2014). 
Ainda na questão conceitual, o que faz a diferença entre o processo BIM e o sistema CAD 
tradicional é a presença da modelagem paramétrica e da interoperabilidade. A modelagem paramétrica 
visa a representação de objetos por parâmetros e regras vinculados à sua forma, fazendo também a 
incorporação de características e propriedades não geométricas a tais objetos. Estes modelos baseados 
em parametria de objetos ainda proporcionam, pelo uso do BIM, a extração de relatórios e checagem 
de incompatibilidades entre objetos criados. 
A determinação do nível de precisão de um modelo será garantida pela variedade de regras 
presentes em certos gráficos paramétricos. Os objetos são criados com o uso de parâmetros de 
ângulos, distâncias e regras (conectados a paralelo a distante de). Estes modelos geram a capacidade 
criativa dos projetistas, possibilitando novas formas não existentes em outros aplicativos 
comercializados e podendo, ainda, ser inseridos em qualquer outro projeto ou biblioteca virtual de um 
escritório de arquitetura (SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO NO 
AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2009). 
As organizações internacionais têm investido em pesquisas em BIM e órgãos governamentais 
de vários países têm incentivado bastante o uso do BIM, seja por intermédio de regulamentos ou 
fóruns de discussão do tema. Embora haja a aplicação consolidada do BIM em estágios mais 
avançados, a grande maioria dos escritórios ainda caminha numa prática incipiente, num estágio ainda 
inicial. A exemplo disso, em 2012 o Reino Unido estabeleceu um prazo de 4 anos para que todas as 
construtoras adotassem o BIM, ou seja, no final de 2016, todas as obras públicas serão projetadas por 
meio do uso do BIM nível intermediário. 
Essa medida gerou um aumento de 37% em adaptações de empresas a plataforma BIM 
(EASTMAN, 2014). Já no Brasil, a tecnologia BIM está há pouco tempo, cerca de 10 anos, porém 
nota-se que os motivos para o adotar já estão claros. Por outro lado, o mercado brasileiro ainda 
desconhece ou até mesmo não se interessa por sua aplicação, principalmente pela questão financeira, 
pois a tecnologia é cara (BARONI, 2011). 
No que tange ao gerenciamento, não há uma forma única de implementação ou utilização do 
BIM. Diferente de outras práticas de construção, um documento BIM único é capaz de fornecer 
instruções para sua aplicação. Muitas empresas que vendem programas estão ganhando muito 
dinheiro com este alvoroço do BIM e possuem softwares para tratar certos aspectos quantitativos, mas 
não o processo como um todo (AZHAR, 2011). 
 Segundo Lino (2012), o principal entrave encontrado, até mesmo em países onde o BIM já é 
bastante utilizado, é a falta de pessoal com competências para colaboração e comunicação através das 
tecnologias 3D, 4D e 5D. Outros aspectos técnicos limitam a adoção prática do BIM, como: alto 
investimento inicial para aquisição de softwares compatíveis, presença de falhas durante a 
interoperabilidade de plataformas, responsabilidade e delegação de direitos de autoria no uso do BIM. 
O BIM 3D é a dimensão mais utilizada e conhecida, está diretamente ligado à modelagem, 
onde todas as informações são integradas para formar modelos tridimensionais parametrizados. “Com 
essa integração é possível detectar qualquer incompatibilidade entre os projetos como interferências, 
além de poder realizar todas as especificações de todos os materiais utilizados” (PINHEIRO, 2019). 
Na dimensão 4D o planejamento é o foco para que haja uma programação de todos os dados 
envolvidosa fim de descrever o prazo para elaboração e conclusão do projeto. 
De acordo com Pinheiro (2019), “tendo os projetos 3D em mãos e os softwares de 
planejamento com suporte a metodologia será realizado um planejamento passo a passo especificando 
cada etapa da construção, considerando a ordem em que as atividades devem ser realizadas e o 
tempo”, fazendo com que o controle sobre o projeto seja muito maior. 
A sustentabilidade é adicionada na dimensão 6D. Questões energéticas são analisadas, como 
eficiência e consumo. Além disso, de acordo com Blank (2020), “os dados extraídos nessa dimensão 
podem incluir informações sobre o fabricante, cronogramas de manutenção, como o item deve ser 
configurado para se obter um desempenho ideal, vida útil esperada e dados de desativação”. 
Os estágios BIM são determinados com base nos requisitos mínimos, e segundo Succar (2010, 
p.7) estão definidos da seguinte forma: 
Estágio 0 - Pré-BIM: É a prática tradicional, comumente usada com plataformas 2D, através 
do AutoCAD e até mesmo documentos escritos, pranchas e detalhes com duas dimensões. 
BIM Estágio 1 – Modelagem baseada em objeto: Nessa fase ocorre o começo da transição 
do modelo 2D para o modelo 3D através de uma ferramenta de software paramétrica baseada em 
objetos. Não há intercâmbios significativos baseados em modelos de diferentes disciplinas e a 
documentação final é predominantemente em 2D. 
BIM Estágio 2 – Colaboração baseada em modelo: No estágio 2 passa a existir colaboração 
entre os profissionais de cada disciplina e interoperabilidade com o progresso da modelagem em 3D. 
BIM Estágio 3 - Integração baseada em rede: O estágio 3 muda para o sentido real de 
integração que é a base do BIM. Existe uma integração entre os 20 envolvidos na modelagem em 
tempo real, permitindo análises complexas nas fases iniciais do projeto e construção virtual. 
BIM Estágio 4 – Pós-BIM - IPD (Integrated Project Delivery): A “Entrega Integrada de 
Projetos”, IPD, é um termo criado para representar uma visão a longo prazo do BIM como uma ligação 
de tecnologias, processos e políticas 
 
4. Arquitetura e Hidrossanitário 
 
O Projeto Hidrossanitário se refere ao projeto hidráulico e sanitário, delimitando a 
distribuição da água fria, água quente, esgoto, água pluvial, caixas de gordura e sistema de ventilação 
por toda a edificação. Não representa apenas a marcação dos pontos hidráulicos como torneiras e 
chuveiros, mas um verdadeiro mapeamento desse sistema. 
Dessa forma, engloba desde a água limpa fornecida pela concessionária e que chega às peças 
sanitárias, até a eliminação da água negra (efluente dos vasos sanitários). Uma das etapas mais 
importantes de um projeto é o planejamento, e parte desse planejamento é a elaboração de um Projeto 
Hidrossanitário. Primeiramente, seu desenvolvimento deve estar alinhado ao Projeto Arquitetônico e 
seus projetos complementares, para garantir a compatibilização das diferentes plantas e a instalação 
adequada de todos os elementos. 
Figura 1: Eliminação da água negra (efluente dos vasos sanitários). 
 
Fonte: Andressa Zerbinatti,2018 
 
Pois, é de extrema importância que profissionais das áreas de arquitetura e engenharia tenham 
conhecimento de como fazer um Projeto Hidrossanitário, assim como suas vantagens e quais 
problemas decorrem da sua ausência. 
 
Etapas de um projeto hidrossanitário 
 
Compreendido entre instalações hidráulicas e sanitárias, o projeto hidrossanitário está 
relacionado às atividades de agua fria e quente, do esgoto e suas ventilações. Para Meneses e 
Quaresma (2021), este sistema tem como objetivo suprir sua utilização, incorporar conforto e 
favorecer o estímulo à sustentabilidade, além da higiene e saúde do usuário. 
De acordo com a NBR 5626 (2020), o projeto hidráulico deve conter os seguintes elementos: 
https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/
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https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado
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https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado
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https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
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https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/
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Memorial de cálculo; critérios de dimensionamento; memorial descritivo; volumes de 
armazenamento; pressões de trabalho; simultaneidade do uso; fonte de abastecimento; previsão do 
dispositivo de segurança; desenhos, detalhes e diagrama vertical; componentes e aparelhos sanitários; 
vida útil do projeto e manutenções necessárias. 
Segundo a NBR 8160 (1999), o projeto sanitário tem como objetivo evitar a contaminação da 
água; permitir o rápido escoamento da água utilizada evitando vazamentos; impedir que os gases 
atinjam áreas de utilização; permitir a fácil inspeção e facilitar a manutenção. Em um Projeto 
Hidrossanitário existem diferentes elementos para se desenvolver, todos eles de grande relevância 
para uma boa funcionalidade. Dentre eles: 
 
• Plantas baixas 
• Detalhes 3D (do projeto global e ambientes) 
• Detalhes isométricos e de entrada 
• Imagens de referência 
• Quantidades detalhadas 
 
Para a elaboração dos projetos de instalações hidrossanitárias utilizou-se como auxílio o 
programa computacional Revit da Autodesk, o qual utiliza a metodologia BIM. Foi feita a escolha 
deste programa por possuir versão gratuita para estudantes, manuais de uso do software, suporte por 
parte da Autodesk, e principalmente, por possuir bibliotecas gratuitas de peças/materiais 
comercializadas no mercado brasileiro. 
Para a realização dos projetos hidráulicos e sanitários foi necessário a utilização da extensão 
“MEP hidráulica para Revit” da empresa ofcdesk, a qual possui os recursos necessários para o 
lançamento das tubulações e peças, bem como auxilia na verificação de dimensionamento dos 
projetos. A extensão obtida foi a de teste, que está disponível no site da empresa. 
Logo, os recursos utilizados para a elaboração destes projetos, dentre os recursos presentes 
na extensão, foram: Água fria/quente: sistema de água fria e quente calculado e verificado de acordo 
com a norma NBR 5626. No projeto hidráulico utilizou-se apenas o sistema de água fria. Sanitário: o 
“MEP hidráulica para Revit” faz a verificação dos coletores, tubos de queda e ramais de esgoto 
conforme a norma brasileira NBR 8160. Dentre as vantagens do uso do Revit para a elaboração dos 
projetos tem-se a disponibilidade de bibliotecas de peças/materiais fornecidos pelas empresas, como 
Tigre, Celite, Docol, Fortlev, Deca, Incepa, dentre outros. 
Por meio desta monografiabuscou-se analisar comparativamente a aplicação do processo 
BIM na elaboração de um projeto de instalações hidrossanitárias de uma residência familiar de dois 
pavimentos com a o método tradicional de elaboração de projetos. Desta forma, foi utilizado um 
software específico de cada método, e foi possível identificar as vantagens e limitações do Revit 
comparado ao Hydros. 
A abordagem BIM surge como uma alternativa aos processos tradicionais em CAD de 
planejamento, projeto, construção e gerenciamento. Bem como, a facilidade de compatibilização entre 
projetos. Para a modelagem as grandes vantagens apresentadas pela utilização do software da 
Autodesk, Revit, foram a possibilidade da modelagem em 3D com a facilidade de examinar os 
detalhes, pois é possível realizar cortes em qualquer angulação e realizar modificações no modelo 
tanto pelo corte quanto pelo 3D com a atualização automática da modelagem. 
A princípio, para aprovação, é necessário que se adeque as normas. Estas requerem uma 
determinada pressão para o sistema de água (NBR 5626:1998) e vazão adequada para o sistema de 
esgoto (NBR 8160:1999). Também devem ser entregues o memorial descritivo, memorial de cálculo 
e ART ou RRT. 
 
 
 
https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf
https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf
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http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf
http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf
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http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf
https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/
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https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/
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https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/
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Figura 1: Flores da Amazônia 
 
 
Fonte: Revista Engenharia de Interesse Social, 2029. 
 
A ideia de BDS - Building Description System, foi apresentada pela primeira vez por Eastman 
no AiA Journal em 1975. Nesse trabalho foram apresentadas as primeiras noções de novos desenhos 
baseados em elementos previamente modelados a fim de evitar o retrabalho, já que as alterações eram 
feitas de forma automática em todos os desenhos derivados. Além disso, evoluiu dessa ideia o uso da 
ferramenta de modelagem para retirada de quantitativos, descrição de materiais, estimativa de custos, 
ferramentas de verificação entre outros. Esses conceitos hoje são entendidos como BIM – Building 
Information Modeling e apesar das primeiras concepções de Eastman serem datadas de 1975, a 
popularização do conceito aconteceu por volta da década de 1980. 
De acordo com Gilda Menezes, em seu texto Breve Histórico de Implantação da Plataforma 
BIM, os primeiros interessados pelo BIM foram o Reino Unido, os Estados Unidos e a Finlândia, 
sendo diferenciados por nos EUA o estudo envolver principalmente modelos de produto da construção 
e na Europa, modelos de informação de produto. A primeira vez que o termo BIM foi utilizado foi 
em um artigo de Robert Aish em 1986 onde ele organizou os argumentos hoje definidores do BIM, 
além de discorrer sobre a implantação, desde a modelagem aos componentes paramétricos a bancos 
de dados. 
A maior divulgação da plataforma começou em 2005, já com a evolução de alguns softwares, 
em uma conferência organizada por Laiserin e Eastman, onde reuniu-se interessados de várias partes 
do mundo tanto em aplicação como em produção de tecnologia na área. Apesar dos primeiros 
interessados serem europeus ou norte-americanos, hoje a tecnologia já abrange diversos países. 
O intuito é que sejam adicionadas melhorias no processo de produção, com a possibilidade 
de melhores decisões de projeto e compatibilização entre projetistas, mas também a criação de 
edifícios que considerem o menor consumo de energia e de investimento. As principais vantagens 
conhecidas do BIM são a agilidade no tempo de produção, a diminuição dos erros nas entregas, 
redução dos custos, uma vez que reduz os erros de obras, maior produtividade e maior possibilidade 
de designs arrojados. O BIM altera a metodologia de processo na construção civil. 
 
Quadro 1 – Normas usadas na elaboração de um artigo científico 
 
AUTOR TÍTULO DATA 
ABNT NBR6023: Elaboração de referências 2018 
ABNT NBR6024: numeração progressiva das seções de um documento 2003 
ABNT NBR6028: resumos 2003 
https://www.fclar.unesp.br/Home/Biblioteca/normasparapublicacoes/abnt_referencias_exemplos.pdf
ABNT 
NBR10520: informação e documentação: citação em documento. A InFor 
não apoia e não recomenda o uso do recurso citação de citação (apud). 
Salvo quando muito necessário, quando na completa impossibilidade de 
consulta ao original. Nossa posição tem como base o Propetip 9 - A questão 
das citações em publicações científicas e DINIZ, D; TERRA, A. Plágio: 
palavras escondidas. Brasília, Rio de Janeiro: Letras Livres, Fiocruz, 2014. 
2002 
Eduardo 
Galhardo 
Tutorial Hyperlink Citação-Referência (Uso obrigatório, aplicar recurso nas citações 
diretas, indiretas e suas respectivas referências) 
IBGE Normas de apresentação tabular. 3. ed. 1993 
UNESP Manual de propriedade intelectual 2013 
Fonte: ABNT (2018, p. 1). 
 
Os softwares deixam de ser uma ferramenta de transposição de desenhos antes feitos em 
pranchetae passam a colaborar nas tomadas de decisão. A produção não é mais feita por um conjunto 
de linhas, mas sim por elementos compreendidos como os próprios elementos usados na construção. 
O uso dessa plataforma está diretamente ligando a modernização das tecnologias, e com isso, dos 
profissionais da construção civil. Segundo Andia (2008), alguns arquitetos estavam fazendo uso da 
tecnologia somente para agilizar os processos manuais, enquanto outros visualizavam o uso dos 
computadores para alterar a ótica das relações entre os parceiros que constituíam o processo de 
construção. 
 Já em 2008, Andia visualizou que a implantação do BIM seria complicada, já que além de 
aprender o software os profissionais deveriam alterar sua cultura no processo de projeto. Além de 
comprar os softwares e treinar os arquitetos para seu manuseio, os profissionais deveriam 
compreender que essa não é só a transposição de linhas para um modelo em três dimensões, mas que 
seria a fabricação de forma digital do que será a edificação. 
De acordo com Figuerola (2011), a média de utilização do BIM nos escritórios de arquitetura 
norte-americanos ou europeus estava entre 49% e 38% de adoção em 2011, enquanto para Eastman 
(TAMAKI, 2011a) o número nos EUA e Europa podia chegar a 50% dos escritórios. Uma grande 
dificuldade para a maior disseminação da plataforma é a incompatibilidade entre os sistemas. A 
fabricação por diferentes empresas e o uso por vários segmentos, como estrutural, elétrico, hidráulico 
e luminotécnico, fazem com a comunicação entre os vários arquivos, que muitas vezes são produzidos 
em programas diversos, seja complicada. 
O IFC – Industry Fundation Classes é um formato de arquivo de dados de arquitetura aberta, 
sendo uma linguagem comum, utilizada para a troca entre modelos de diversos fabricantes (ROSSO, 
2011). Mesmo com essa tentativa de homogeneização de extensão para a utilização de todos os 
fabricantes, percebe-se que se perde informações e ainda não há no mercado uma solução mais eficaz. 
Apesar de no Brasil o uso do BIM estar na fase inicial na maioria das empresas que o 
adotaram, no mundo o processo já evoluiu bastante, e com ele, os softwares usados. Existem vários 
defensores de diversos produtos e para cada situação se mostra mais adequado um conjunto de 
programas, já que a plataforma exige não só a implementação dos softwares de modelagem, mas 
também possibilita uma lista de programas complementares ou pluggins. 
Mesmo com várias opções de softwares e, dentro deles, opções diversas de desenvolvimento 
de projeto, o uso de ferramentas em CAD é uma prática recorrente nas fases iniciais e de concepção, 
já que os profissionais estão mais familiarizados com a visualização dos projetos nestes, de acordo 
com Monteiro e Matias (2011). 
Os autores analisaram empresas que usam o ArchiCAD, produzido pela empresa Graphisoft 
e o Revit, da Autodesk. Foram avaliadas as funcionalidades que os programas possuíam para atender 
aos usos do BIM nos projetos executivos e os usos da ferramenta que essa etapa demandava. O 
levantamento mostrou que a diferença entre as funcionalidades das ferramentas é mínima, tendo em 
vista que nos dados levantados as quantidades ficaram muito equilibradas, e ambos os programas 
possuem recursos para desenvolver as atividades consideradas no estudo. 
https://docs.google.com/presentation/d/1RyPV8SbW2HH_QGYuhUbD_GrFTyHwJrKOVGjNbZgVS4w/edit?usp=sharing
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/
https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf
https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf
https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf
https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf
https://ctd.ifsp.edu.br/images/Logos_biblioteca/Tutoriais_/Normas_de_apresenta%C3%A7%C3%A3o_tabular.pdf
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/65802/1/unesp_nead_manual_propriedade_intelectual.pdf
A diferença nos valores das licenças entre as ferramentas BIM poderia ser justificada pelo 
fato do Autodesk Revit possuir um número de funcionalidades que permitem aos seus usuários a 
elaboração não só de modelos BIM de Arquitetura, mas também, de outras disciplinas como Estrutura 
e Instalações Prediais (AUTODESK, 2015). 
Por outro lado, O ArchiCAD é uma ferramenta BIM mais especializada na elaboração de 
modelos BIM de Arquitetura. Entretanto, nas últimas versões do ArchiCAD, a Graphsoft já iniciou a 
introdução de recursos para modelagem de Instalações Prediais (GRAPHSOFT,2015). Uma indicação 
de que este desenvolvedor pretende ampliar as funcionalidades desta ferramenta para atender usuários 
de outras disciplinas de projeto. (MONTEIRO; MATIAS, 2011) 
 
5. CONCLUSÃO 
 
Este trabalho realizou o estudo de caso da utilização do BIM como ferramenta de 
compatibilização. Para isso, a modelagem dos projetos arquitetônico, estrutural e hidrossanitário 
foram realizadas pelo autor no software Revit, bem como o confronto das interferências. Ao realizar 
a verificação de interferência o revit apontou incompatibilidades, delas se tratando os projetos 
arquitetônico e estrutural e as outras entre o hidrossanitário e estrutural. 
As incompatibilidades encontradas são potênciais causadoras de atrasos na obra 
principalmente na etapa de alvenaria, onde os vãos de portas e janelas são executados. Durante a 
execução da compatibilização do projeto hidrossanitário e estrutural os resultados foram alarmantes. 
Um grande número de interferências com necessidade de furos em vigas e lajes, que não foram 
previamente calculados e previstos no projeto estrural, demonstram a fragilidade dos projetos com 
ausência de compatibilização. Todas as incompatibilidades apresentadas foram criadas 
propositalmente pela autora, para que pudessem ter interferências incompatíveis entre os projetos. 
Assim, para caracterizarem pontos de conflitos, foram feitas alterações entre os seguintes 
projetos: Nos últimos anos o uso da plataforma BIM foi difundido por todo mundo. Países como 
Reino Unido, Finlândia e Estados Unidos, de acordo com Feitosa (2016) apresentam o uso das ideias 
BIM bastante difundidos entre os envolvidos na construção civil e começam a colher o aumento dos 
custos e prazos que são prometidos pelos desenvolvedores da plataforma. 
Para que os objetivos propostos pelo BIM sejam atingidos, bem como as ferramentas de 
modelagem de projeto e as plataformas de verificação automáticas funcionem, é necessário 
desenvolver um modelo de processo de desenvolvimento de projetos consistente. É esse modelo que 
dará suporte para que tudo funcione. Manzione (2013), afirma que os processos de projeto necessitam 
de uma grande reformulação. O trabalho colaborativo com a utilização da tecnologia BIM tem sido 
considerado o estágio superior a ser alcançado nessa linha de evolução. 
Após as análises, ficou constatado que a utilização do Revit, para fazer uma análise de 
compatibilização de projetos, só é viável, se feita com a participação ativa e especializada dos 
engenheiros projetistas, que terão sua visão do projeto em 3D e poderãoidentificar, com sua 
experiência holística de projetos, os possíveis conflitos existentes. Assim, antes da execução da obra, 
poderão isolar os elementos conflitados, para que possam ser estudados e resolvidos, em separado. 
Essa tarefa não pode, ainda, ser delegada ao software analisado. Foi verificado, também, que 
o software identificava algum problema de projeto, quando se tratava de projetos isolados, como, por 
exemplo, na instalação de um ramal hidrossanitário, ele conferia as conexões a serem usadas e até 
identificava que o diâmetro da tubulação em 3D não correspondia ao diâmetro do projeto em Planta 
Baixa, ou que a instalação de uma parede se sobrepunha a uma outra parede já existente no mesmo 
local. 
Isso permite concluir que o uso do software Revit, nos âmbitos de projetação e planejamento 
é viável e de grande valia para facilitar o trabalho dos profissionais. Entretanto, o gerenciamento de 
projetos, no que diz respeito à identificação de pontos de conflitos entre diferentes projetos de uma 
mesma edificação, não pode prescindir do trabalho intenso, meticuloso e a visão especializada dos 
projetistas. 
 
 
 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
 
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Acesso em: 09 jan. 2017. 
 
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12. FABRÍCIO, Márcio Minto. O Processo De Projeto Na Construção De Edifícios. Gestão e 
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Disponível em: . (Acesso em: 11/12/2018) 
 
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e subsídios para sua aplicação na gestão do processo de projeto de edificações. 2005. 172 
f. Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia de Produção, Centro Tecnológico, Universidade 
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005. 
 
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na implementação do BIM, setor público foi quem tomou a liderança. Revista Construção 
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http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/37/artigo285123-1.aspx (Acesso 11/12/2018). 
 
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Curso de Engenharia Civil, Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa Catarina, 
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