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A implementação do aproveitamento do Software Revit junto a compatibilização de projetos desenvolvidos no BIM The implementation of the use of Revit Software along with the compatibility of projects developed in BIM RESUMO: O método de “Modelagem de Informação da Construção”, mais conhecido como BIM (Building Informativo Modelinha) é um Sistema que tem como objetivo ajudar na produção, compatibilização e gerenciamento de projetos. Em um mesmo ambiente virtual, receptivo a diversos programas de computador para projetação e planejamento, todas as suas funcionalidades, chamadas de Dimensões, podem se complementar, em benefício da compatibilidade entre os projetos e o controle de suas execuções. Com isso, vários softwares têm sido programados para ajudar os engenheiros a identificar erros de projetos, resolvendo pontos de conflitos entre eles, e evitando transtornos e gastos, na execução das obras. O software em estudo é o Revi, produzido pela empresa Autodesk, que foi desenvolvido com o propósito de transformar os projetos feitos em CAD (Computer Adie Design) em apresentações com recursos em 3D, identificando a quantidade de materiais a serem utilizados em sua construção e identificando os possíveis erros ou pontos de conflitos, entre os projetos arquitetônicos e complementares. Palavras-chave: BIM, Building Information Modeling, Compatibilização de Projetos. Abstract: The method of Building Information Modeling - BIM – is a System that aims to help in the production, compatibility and management of projects. In the same virtual environment, it is receptive to duplicate computer programs, aimed at design and planning, so that its features, called Dimensions, can complement each other, in benefit of compatibility between projects and control of their execution. With this, there have been several softwares programmed to help engineers identify design errors, solve conflict points between projects and, avoid inconvenience and expenses, during the execution of the work. In this term paper, the software under study is called Revit, by AutoDesk, which has been developed to turn the projects designed in CAD (Computer Aided Design) into presentations with 3D resources, capable to identify the quantity of materials to be used in the construction and to highlight the possible conflict points, between the architecture and the complimentary projects. Keywords: BIM, Building Information Modeling, Project Compatibility 1. INTRODUÇÃO O Revit é um software BIM desenvolvido pela empresa Autodesk, que possibilita criar um projeto, a partir de um modelo virtual em 3D, sendo desenhadas e identificadas todas as informações arquitetônicas que possibilitam identificar a estrutura, em todas as vistas. Neste software, é possível extrair dados, tabelas de todos os tipos e informações associadas ao projeto e ao objetivo. (GASPAR, LORENZO; 2005) Esse contexto, têm surgido no mercado diversos novos especialistas, entre eles destaca-se uma figura que comumente tem sido chamada de Gerente BIM (DURANTE, 2013). Esse agente tem sido incumbido de coordenar a implantação e a operação da metodologia e a integração das equipes multidisciplinares de projeto, combinando a coordenação de projeto e a coordenação do produto, no caso, os modelos BIM (ROCHA, 2013). O gerente BIM possui outros nomes como Gerente de Informação, Especialista 4D, Coordenador BIM e Líder BIM. Barison e Santos (2010) destacam que a mais importante função desse agente é guiar o time nas tomadas de decisões, ou seja, entende-se que o Gerente não necessariamente tem a palavra final ou, se quer cabe a ele as tomadas de decisões, mas certamente ele deve conhecer todo o processo para ajudar a equipe a encontrar falhas e buscar soluções e melhorias. Para Sousa (2010), além do desenho 3D, que facilita a visibilidade, o BIM inclui elementos paramétricos, por isso são chamados de modelagem. O autor reitera que o sistema integra junto ao desenho informações para avaliar interferências, tipos de materiais, suas dimensões, preço, fornecedor e diversos parâmetros que você deseja utilizar. Assim, podemos concluir que as empresas que investem nesta metodologia, antecipam problemas das obras, trabalham com mais agilidade, possuem um orçamento mais assertivo e evitam retrabalhos e desperdícios (SOUSA, 2010). Todo esse conjunto de funcionalidades é chamado de Building Information Modeling (BIM), que é o processo de produção no qual Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2021/1 2 são utilizadas informações e atualizações de um modelo de edificação, durante todo o seu ciclo de vida. (SANTOS, E. T., 2012). O BIM foi dividido em Dimensões, de acordo como foi ocorrendo o seu desenvolvimento, e são elas que capacitam todo o planejamento adequado para se projetar, construir e gerir uma obra. Essas dimensões são denominadas como, por exemplo, o “BIM 10D”, sendo: ) o projeto básico (BIM 1D) a apresentação de projeto em CAD (Computer Aided Design) (BIM 2D), o modelo tridimensional paramétrico (BIM 3D),o cronograma e planejamento (BIM 4D), a orçamentação (BIM 5D), a sustentabilidade (BIM 6D), a gestão e manutenção das instalações (BIM 7D), a segurança (BIM 8D). A dimensão 1D permite que o responsável técnico possa definir o objetivo da obra, proporcionando o seu estudo de caso tendo como objetivo a construção de uma obra. A apresentação de projeto em CAD (Computer Aided Design) (BIM 2D): - A dimensão 2D é o sistema CAD (Computer Aided Design) que abrange as tradicionais pranchas de desenhos contendo as plantas, cortes, elevações e detalhes em 2D (SANTOS, 2012). Tal dimensão 3D permite uma melhor comunicação entre os projetistas identificando cada detalhe aproximando a etapa final de uma obra ao real, disponibilizado por software que facilita a integração do projeto arquitetônico com os projetos complementares (Venâncio, 2015). Neste modelo podemos identificar os erros de projetos podendo corrigir as suas incompatibilidades; Toda obra precisa de uma previsão de entrega. A dimensão 4D vem a oferecer um planejamento para o prazo das etapas da obra, identificando o início e o fim de cada etapa e quais equipes estarão disponíveis para que a execução possa ser realizada sem nenhuma incompatibilidade de serviços a serem feitos. Um exemplo é que a pintura não pode vir antes do chapisco, ou seja, a equipe da pintura só começará a pintar quando a equipe der revestimento da parede estiver terminado de revestir a parede com o chapisco, emboço etc. O BIM 5D abrange os custos das etapas anteriores, podendo adaptar ou alterar materiais que forem necessários para a economicidade da obra. Nessa etapa, podemos estimar custos e evitar que as obras possam gerar gastos inesperados. (Venâncio, 2015). A sustentabilidade (BIM 6D) envolve dimensão 6D analisa se há sustentabilidade do edifício, tendo em toda a sua vida útil uma relação entre alternativas sustentáveis e a economicidade. C. BOMFIM, et al. (2016) explica que “este processo, permite a medição e verificação durante a construção e obtenção de melhor desempenho de sistemas e instalações”, possibilitando opções para que o edifício possa ter energia renovável e reaproveitar a água da chuva. Com isso, as alternativas acima relatadas permitem que o edifício produza seus suprimentos de consumo, gerando economicidade e preservando o meio ambiente Quanto a gestão e manutenção das instalações (BIM 7D): a gestão e manutenção das instalações (BIM 7D) promove que haja uma previsão de acompanhamento da obra após a sua conclusão. De acordo com o C. BOMFIM, et al. (2016) “o núcleo do modelo BIM é uma rica descrição dos elementos de construção e serviços de engenharia que fornece uma descrição Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2021/1 3 integrada para um edifício”. A ABNT NBR 15.5751 é umanorma que pode ser aplicada dentro da dimensão 6D. Esta norma nos estabelece parâmetros que possam promover uma relação entre elementos, sistemas construtivos e componentes de uma obra. Já segurança (BIM 8D); A oitava dimensão traz a obra a segurança dos trabalhadores em local de trabalho. No Brasil, há uma Norma Regulamentadora – NR 182 que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização em um canteiro de obras, trazendo medidas de controle e preventivas para a segurança do trabalhador em um ambiente da Industria da Construção. De acordo com DE SOUSA (2020), na oitava dimensão “busca identificar e mitigar riscos e perigos que serão encontrados durante a construção pelos colaboradores in loco”. 2. METODOLOGIA Primeiramente, realizou-se uma revisão bibliográfica com devido intuito de aprofundar o conhecimento no assunto, ou seja, sobre o tema que a implementação do aproveitamento do Software Revit junto a compatibilização de projetos desenvolvidos no BIM. Podendo assim, tratar do mesmo com propriedade e clareza. Esta pesquisa demonstra na teoria e na prática a importância desta filosofia e ferramenta de trabalho. Com o objetivo geral de definir as implicações da metodologia BIM, a pesquisa teórica de revisão bibliográfica começa pela sua definição e mostra o desenvolvimento desta plataforma. Depois, procede-se ao estudo da utilização da metodologia BIM. Este artigo foi desenvolvido através de pesquisas, estudos de projetos e análises de softwares que tiveram como objetivo a aplicação do conceito do BIM. As aplicações dos recursos do Revit foram desenvolvidas pelo autor. A devida pesquisa e os objetivos do mesmo foram alcançados seguindo alguns procedimentos e fases que serão apresentadas a seguir. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A tecnologia do Building Information Modelling nos permite modelar de maneira paramétrica todos os elementos do projeto. Estas informações paramétricas dos elementos construtivos permitem o desenvolvimento de alterações dinâmicas no modelo gráfico, que refletem em todas as pranchas de desenho associadas, bem como nas tabelas de orçamento e especificações. Assim, a gestão de qualidade citada por Melhado e Violani (1992) necessita de uma tecnologia que agregue informações em seus projetos como o BIM. O conceito mais antigo já documentado foi um protótipo de trabalho chamado "Building Description System", publicado por Chuck Eastman, na Universidade de Carnegie Mellon, em 1975 (EASTMAN, 2014). De acordo com Azhar (2011), a importância da Modelagem de Informações da Construção (conceito BIM) consiste no fato de diminuir o custo do projeto, aumentar a produtividade e qualidade, reduzir o tempo de entrega, reduzir retrabalhos e evitar desperdícios. Tem início na fase de simulação virtual de construção e após finalizada esta etapa, as informações geradas servirão de apoio para as atividades de design, compras, cronograma de obra, fabricação e da própria construção. É possível ainda usar tais informações para demonstrar o ciclo de uso do edifício, extrair detalhes de contratos e interligar especificações de construção. Vale ressaltar que o BIM não é apenas um programa computacional, mas sim uma plataforma que integra os mais variados membros do projeto (arquitetos, engenheiros, proprietários, empreiteiros, fornecedores, etc.), fazendo mudanças nos processos e fluxos de trabalho. Segundo Eastman (2014), o uso inteligente do BIM causa grandes mudanças nos relacionamentos dos envolvidos, no empreendimento e nos termos contratuais entre eles, além disso a colaboração entre o arquiteto, o empreiteiro e as outras disciplinas do projeto deverão ser feitas com maior antecedência, já que o conhecimento fornecido pelos especialistas é usado com intensidade durante a fase de projeto. Entretanto o planejamento e controle da produção nas empresas construtoras têm sido visto como peça fundamental para o sucesso dos empreendimentos, umas vez que, com as flutuações da economia e com clientes cada vez mais exigentes quando se trata de qualidade, prazo e custo, o preço de venda que antes era determinado pela construtora, passa a ser determinado gradativamente pelo mercado, sendo assim é necessário voltar às atenções para o controle dos custos no qual o processo de planejamento é indispensável (EASTMAN 2014). Ainda na questão conceitual, o que faz a diferença entre o processo BIM e o sistema CAD tradicional é a presença da modelagem paramétrica e da interoperabilidade. A modelagem paramétrica visa a representação de objetos por parâmetros e regras vinculados à sua forma, fazendo também a incorporação de características e propriedades não geométricas a tais objetos. Estes modelos baseados em parametria de objetos ainda proporcionam, pelo uso do BIM, a extração de relatórios e checagem de incompatibilidades entre objetos criados. A determinação do nível de precisão de um modelo será garantida pela variedade de regras presentes em certos gráficos paramétricos. Os objetos são criados com o uso de parâmetros de ângulos, distâncias e regras (conectados a paralelo a distante de). Estes modelos geram a capacidade criativa dos projetistas, possibilitando novas formas não existentes em outros aplicativos comercializados e podendo, ainda, ser inseridos em qualquer outro projeto ou biblioteca virtual de um escritório de arquitetura (SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2009). As organizações internacionais têm investido em pesquisas em BIM e órgãos governamentais de vários países têm incentivado bastante o uso do BIM, seja por intermédio de regulamentos ou fóruns de discussão do tema. Embora haja a aplicação consolidada do BIM em estágios mais avançados, a grande maioria dos escritórios ainda caminha numa prática incipiente, num estágio ainda inicial. A exemplo disso, em 2012 o Reino Unido estabeleceu um prazo de 4 anos para que todas as construtoras adotassem o BIM, ou seja, no final de 2016, todas as obras públicas serão projetadas por meio do uso do BIM nível intermediário. Essa medida gerou um aumento de 37% em adaptações de empresas a plataforma BIM (EASTMAN, 2014). Já no Brasil, a tecnologia BIM está há pouco tempo, cerca de 10 anos, porém nota-se que os motivos para o adotar já estão claros. Por outro lado, o mercado brasileiro ainda desconhece ou até mesmo não se interessa por sua aplicação, principalmente pela questão financeira, pois a tecnologia é cara (BARONI, 2011). No que tange ao gerenciamento, não há uma forma única de implementação ou utilização do BIM. Diferente de outras práticas de construção, um documento BIM único é capaz de fornecer instruções para sua aplicação. Muitas empresas que vendem programas estão ganhando muito dinheiro com este alvoroço do BIM e possuem softwares para tratar certos aspectos quantitativos, mas não o processo como um todo (AZHAR, 2011). Segundo Lino (2012), o principal entrave encontrado, até mesmo em países onde o BIM já é bastante utilizado, é a falta de pessoal com competências para colaboração e comunicação através das tecnologias 3D, 4D e 5D. Outros aspectos técnicos limitam a adoção prática do BIM, como: alto investimento inicial para aquisição de softwares compatíveis, presença de falhas durante a interoperabilidade de plataformas, responsabilidade e delegação de direitos de autoria no uso do BIM. O BIM 3D é a dimensão mais utilizada e conhecida, está diretamente ligado à modelagem, onde todas as informações são integradas para formar modelos tridimensionais parametrizados. “Com essa integração é possível detectar qualquer incompatibilidade entre os projetos como interferências, além de poder realizar todas as especificações de todos os materiais utilizados” (PINHEIRO, 2019). Na dimensão 4D o planejamento é o foco para que haja uma programação de todos os dados envolvidosa fim de descrever o prazo para elaboração e conclusão do projeto. De acordo com Pinheiro (2019), “tendo os projetos 3D em mãos e os softwares de planejamento com suporte a metodologia será realizado um planejamento passo a passo especificando cada etapa da construção, considerando a ordem em que as atividades devem ser realizadas e o tempo”, fazendo com que o controle sobre o projeto seja muito maior. A sustentabilidade é adicionada na dimensão 6D. Questões energéticas são analisadas, como eficiência e consumo. Além disso, de acordo com Blank (2020), “os dados extraídos nessa dimensão podem incluir informações sobre o fabricante, cronogramas de manutenção, como o item deve ser configurado para se obter um desempenho ideal, vida útil esperada e dados de desativação”. Os estágios BIM são determinados com base nos requisitos mínimos, e segundo Succar (2010, p.7) estão definidos da seguinte forma: Estágio 0 - Pré-BIM: É a prática tradicional, comumente usada com plataformas 2D, através do AutoCAD e até mesmo documentos escritos, pranchas e detalhes com duas dimensões. BIM Estágio 1 – Modelagem baseada em objeto: Nessa fase ocorre o começo da transição do modelo 2D para o modelo 3D através de uma ferramenta de software paramétrica baseada em objetos. Não há intercâmbios significativos baseados em modelos de diferentes disciplinas e a documentação final é predominantemente em 2D. BIM Estágio 2 – Colaboração baseada em modelo: No estágio 2 passa a existir colaboração entre os profissionais de cada disciplina e interoperabilidade com o progresso da modelagem em 3D. BIM Estágio 3 - Integração baseada em rede: O estágio 3 muda para o sentido real de integração que é a base do BIM. Existe uma integração entre os 20 envolvidos na modelagem em tempo real, permitindo análises complexas nas fases iniciais do projeto e construção virtual. BIM Estágio 4 – Pós-BIM - IPD (Integrated Project Delivery): A “Entrega Integrada de Projetos”, IPD, é um termo criado para representar uma visão a longo prazo do BIM como uma ligação de tecnologias, processos e políticas 4. Arquitetura e Hidrossanitário O Projeto Hidrossanitário se refere ao projeto hidráulico e sanitário, delimitando a distribuição da água fria, água quente, esgoto, água pluvial, caixas de gordura e sistema de ventilação por toda a edificação. Não representa apenas a marcação dos pontos hidráulicos como torneiras e chuveiros, mas um verdadeiro mapeamento desse sistema. Dessa forma, engloba desde a água limpa fornecida pela concessionária e que chega às peças sanitárias, até a eliminação da água negra (efluente dos vasos sanitários). Uma das etapas mais importantes de um projeto é o planejamento, e parte desse planejamento é a elaboração de um Projeto Hidrossanitário. Primeiramente, seu desenvolvimento deve estar alinhado ao Projeto Arquitetônico e seus projetos complementares, para garantir a compatibilização das diferentes plantas e a instalação adequada de todos os elementos. Figura 1: Eliminação da água negra (efluente dos vasos sanitários). Fonte: Andressa Zerbinatti,2018 Pois, é de extrema importância que profissionais das áreas de arquitetura e engenharia tenham conhecimento de como fazer um Projeto Hidrossanitário, assim como suas vantagens e quais problemas decorrem da sua ausência. Etapas de um projeto hidrossanitário Compreendido entre instalações hidráulicas e sanitárias, o projeto hidrossanitário está relacionado às atividades de agua fria e quente, do esgoto e suas ventilações. Para Meneses e Quaresma (2021), este sistema tem como objetivo suprir sua utilização, incorporar conforto e favorecer o estímulo à sustentabilidade, além da higiene e saúde do usuário. De acordo com a NBR 5626 (2020), o projeto hidráulico deve conter os seguintes elementos: https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/elaboracao-de-projeto-executivo-de-arquitetura/ https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/cursos/leitura-de-projetos-complementares-do-basico-ao-avancado https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ https://www.projetou.com.br/posts/author/andressa/ Memorial de cálculo; critérios de dimensionamento; memorial descritivo; volumes de armazenamento; pressões de trabalho; simultaneidade do uso; fonte de abastecimento; previsão do dispositivo de segurança; desenhos, detalhes e diagrama vertical; componentes e aparelhos sanitários; vida útil do projeto e manutenções necessárias. Segundo a NBR 8160 (1999), o projeto sanitário tem como objetivo evitar a contaminação da água; permitir o rápido escoamento da água utilizada evitando vazamentos; impedir que os gases atinjam áreas de utilização; permitir a fácil inspeção e facilitar a manutenção. Em um Projeto Hidrossanitário existem diferentes elementos para se desenvolver, todos eles de grande relevância para uma boa funcionalidade. Dentre eles: • Plantas baixas • Detalhes 3D (do projeto global e ambientes) • Detalhes isométricos e de entrada • Imagens de referência • Quantidades detalhadas Para a elaboração dos projetos de instalações hidrossanitárias utilizou-se como auxílio o programa computacional Revit da Autodesk, o qual utiliza a metodologia BIM. Foi feita a escolha deste programa por possuir versão gratuita para estudantes, manuais de uso do software, suporte por parte da Autodesk, e principalmente, por possuir bibliotecas gratuitas de peças/materiais comercializadas no mercado brasileiro. Para a realização dos projetos hidráulicos e sanitários foi necessário a utilização da extensão “MEP hidráulica para Revit” da empresa ofcdesk, a qual possui os recursos necessários para o lançamento das tubulações e peças, bem como auxilia na verificação de dimensionamento dos projetos. A extensão obtida foi a de teste, que está disponível no site da empresa. Logo, os recursos utilizados para a elaboração destes projetos, dentre os recursos presentes na extensão, foram: Água fria/quente: sistema de água fria e quente calculado e verificado de acordo com a norma NBR 5626. No projeto hidráulico utilizou-se apenas o sistema de água fria. Sanitário: o “MEP hidráulica para Revit” faz a verificação dos coletores, tubos de queda e ramais de esgoto conforme a norma brasileira NBR 8160. Dentre as vantagens do uso do Revit para a elaboração dos projetos tem-se a disponibilidade de bibliotecas de peças/materiais fornecidos pelas empresas, como Tigre, Celite, Docol, Fortlev, Deca, Incepa, dentre outros. Por meio desta monografiabuscou-se analisar comparativamente a aplicação do processo BIM na elaboração de um projeto de instalações hidrossanitárias de uma residência familiar de dois pavimentos com a o método tradicional de elaboração de projetos. Desta forma, foi utilizado um software específico de cada método, e foi possível identificar as vantagens e limitações do Revit comparado ao Hydros. A abordagem BIM surge como uma alternativa aos processos tradicionais em CAD de planejamento, projeto, construção e gerenciamento. Bem como, a facilidade de compatibilização entre projetos. Para a modelagem as grandes vantagens apresentadas pela utilização do software da Autodesk, Revit, foram a possibilidade da modelagem em 3D com a facilidade de examinar os detalhes, pois é possível realizar cortes em qualquer angulação e realizar modificações no modelo tanto pelo corte quanto pelo 3D com a atualização automática da modelagem. A princípio, para aprovação, é necessário que se adeque as normas. Estas requerem uma determinada pressão para o sistema de água (NBR 5626:1998) e vazão adequada para o sistema de esgoto (NBR 8160:1999). Também devem ser entregues o memorial descritivo, memorial de cálculo e ART ou RRT. https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf https://ecivilufes.files.wordpress.com/2013/06/nbr-05626-1998-instalac3a7c3a3o-predial-de-c3a1gua-fria.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/17500/material/NBR%208160%20Sistemas%20prediais%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio-%20projeto%20e%20execu%C3%A7%C3%A3o.pdf https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/ https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/ https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/ https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/ https://www.crea-pr.org.br/portaldeservicos/emitir-taxa-para-pagamento-de-art/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ https://www.caubr.gov.br/veja-aqui-tutoriais-sobre-preenchimento-e-emissao-de-rrts-conforme-as-novas-regras/ Figura 1: Flores da Amazônia Fonte: Revista Engenharia de Interesse Social, 2029. A ideia de BDS - Building Description System, foi apresentada pela primeira vez por Eastman no AiA Journal em 1975. Nesse trabalho foram apresentadas as primeiras noções de novos desenhos baseados em elementos previamente modelados a fim de evitar o retrabalho, já que as alterações eram feitas de forma automática em todos os desenhos derivados. Além disso, evoluiu dessa ideia o uso da ferramenta de modelagem para retirada de quantitativos, descrição de materiais, estimativa de custos, ferramentas de verificação entre outros. Esses conceitos hoje são entendidos como BIM – Building Information Modeling e apesar das primeiras concepções de Eastman serem datadas de 1975, a popularização do conceito aconteceu por volta da década de 1980. De acordo com Gilda Menezes, em seu texto Breve Histórico de Implantação da Plataforma BIM, os primeiros interessados pelo BIM foram o Reino Unido, os Estados Unidos e a Finlândia, sendo diferenciados por nos EUA o estudo envolver principalmente modelos de produto da construção e na Europa, modelos de informação de produto. A primeira vez que o termo BIM foi utilizado foi em um artigo de Robert Aish em 1986 onde ele organizou os argumentos hoje definidores do BIM, além de discorrer sobre a implantação, desde a modelagem aos componentes paramétricos a bancos de dados. A maior divulgação da plataforma começou em 2005, já com a evolução de alguns softwares, em uma conferência organizada por Laiserin e Eastman, onde reuniu-se interessados de várias partes do mundo tanto em aplicação como em produção de tecnologia na área. Apesar dos primeiros interessados serem europeus ou norte-americanos, hoje a tecnologia já abrange diversos países. O intuito é que sejam adicionadas melhorias no processo de produção, com a possibilidade de melhores decisões de projeto e compatibilização entre projetistas, mas também a criação de edifícios que considerem o menor consumo de energia e de investimento. As principais vantagens conhecidas do BIM são a agilidade no tempo de produção, a diminuição dos erros nas entregas, redução dos custos, uma vez que reduz os erros de obras, maior produtividade e maior possibilidade de designs arrojados. O BIM altera a metodologia de processo na construção civil. Quadro 1 – Normas usadas na elaboração de um artigo científico AUTOR TÍTULO DATA ABNT NBR6023: Elaboração de referências 2018 ABNT NBR6024: numeração progressiva das seções de um documento 2003 ABNT NBR6028: resumos 2003 https://www.fclar.unesp.br/Home/Biblioteca/normasparapublicacoes/abnt_referencias_exemplos.pdf ABNT NBR10520: informação e documentação: citação em documento. A InFor não apoia e não recomenda o uso do recurso citação de citação (apud). Salvo quando muito necessário, quando na completa impossibilidade de consulta ao original. Nossa posição tem como base o Propetip 9 - A questão das citações em publicações científicas e DINIZ, D; TERRA, A. Plágio: palavras escondidas. Brasília, Rio de Janeiro: Letras Livres, Fiocruz, 2014. 2002 Eduardo Galhardo Tutorial Hyperlink Citação-Referência (Uso obrigatório, aplicar recurso nas citações diretas, indiretas e suas respectivas referências) IBGE Normas de apresentação tabular. 3. ed. 1993 UNESP Manual de propriedade intelectual 2013 Fonte: ABNT (2018, p. 1). Os softwares deixam de ser uma ferramenta de transposição de desenhos antes feitos em pranchetae passam a colaborar nas tomadas de decisão. A produção não é mais feita por um conjunto de linhas, mas sim por elementos compreendidos como os próprios elementos usados na construção. O uso dessa plataforma está diretamente ligando a modernização das tecnologias, e com isso, dos profissionais da construção civil. Segundo Andia (2008), alguns arquitetos estavam fazendo uso da tecnologia somente para agilizar os processos manuais, enquanto outros visualizavam o uso dos computadores para alterar a ótica das relações entre os parceiros que constituíam o processo de construção. Já em 2008, Andia visualizou que a implantação do BIM seria complicada, já que além de aprender o software os profissionais deveriam alterar sua cultura no processo de projeto. Além de comprar os softwares e treinar os arquitetos para seu manuseio, os profissionais deveriam compreender que essa não é só a transposição de linhas para um modelo em três dimensões, mas que seria a fabricação de forma digital do que será a edificação. De acordo com Figuerola (2011), a média de utilização do BIM nos escritórios de arquitetura norte-americanos ou europeus estava entre 49% e 38% de adoção em 2011, enquanto para Eastman (TAMAKI, 2011a) o número nos EUA e Europa podia chegar a 50% dos escritórios. Uma grande dificuldade para a maior disseminação da plataforma é a incompatibilidade entre os sistemas. A fabricação por diferentes empresas e o uso por vários segmentos, como estrutural, elétrico, hidráulico e luminotécnico, fazem com a comunicação entre os vários arquivos, que muitas vezes são produzidos em programas diversos, seja complicada. O IFC – Industry Fundation Classes é um formato de arquivo de dados de arquitetura aberta, sendo uma linguagem comum, utilizada para a troca entre modelos de diversos fabricantes (ROSSO, 2011). Mesmo com essa tentativa de homogeneização de extensão para a utilização de todos os fabricantes, percebe-se que se perde informações e ainda não há no mercado uma solução mais eficaz. Apesar de no Brasil o uso do BIM estar na fase inicial na maioria das empresas que o adotaram, no mundo o processo já evoluiu bastante, e com ele, os softwares usados. Existem vários defensores de diversos produtos e para cada situação se mostra mais adequado um conjunto de programas, já que a plataforma exige não só a implementação dos softwares de modelagem, mas também possibilita uma lista de programas complementares ou pluggins. Mesmo com várias opções de softwares e, dentro deles, opções diversas de desenvolvimento de projeto, o uso de ferramentas em CAD é uma prática recorrente nas fases iniciais e de concepção, já que os profissionais estão mais familiarizados com a visualização dos projetos nestes, de acordo com Monteiro e Matias (2011). Os autores analisaram empresas que usam o ArchiCAD, produzido pela empresa Graphisoft e o Revit, da Autodesk. Foram avaliadas as funcionalidades que os programas possuíam para atender aos usos do BIM nos projetos executivos e os usos da ferramenta que essa etapa demandava. O levantamento mostrou que a diferença entre as funcionalidades das ferramentas é mínima, tendo em vista que nos dados levantados as quantidades ficaram muito equilibradas, e ambos os programas possuem recursos para desenvolver as atividades consideradas no estudo. https://docs.google.com/presentation/d/1RyPV8SbW2HH_QGYuhUbD_GrFTyHwJrKOVGjNbZgVS4w/edit?usp=sharing https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/portal#!/prope/apoio-ao-pesquisador/propetips/propetip-9/ https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf https://www2.unesp.br/proex/tutorial-2020.pdf https://ctd.ifsp.edu.br/images/Logos_biblioteca/Tutoriais_/Normas_de_apresenta%C3%A7%C3%A3o_tabular.pdf https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/65802/1/unesp_nead_manual_propriedade_intelectual.pdf A diferença nos valores das licenças entre as ferramentas BIM poderia ser justificada pelo fato do Autodesk Revit possuir um número de funcionalidades que permitem aos seus usuários a elaboração não só de modelos BIM de Arquitetura, mas também, de outras disciplinas como Estrutura e Instalações Prediais (AUTODESK, 2015). Por outro lado, O ArchiCAD é uma ferramenta BIM mais especializada na elaboração de modelos BIM de Arquitetura. Entretanto, nas últimas versões do ArchiCAD, a Graphsoft já iniciou a introdução de recursos para modelagem de Instalações Prediais (GRAPHSOFT,2015). Uma indicação de que este desenvolvedor pretende ampliar as funcionalidades desta ferramenta para atender usuários de outras disciplinas de projeto. (MONTEIRO; MATIAS, 2011) 5. CONCLUSÃO Este trabalho realizou o estudo de caso da utilização do BIM como ferramenta de compatibilização. Para isso, a modelagem dos projetos arquitetônico, estrutural e hidrossanitário foram realizadas pelo autor no software Revit, bem como o confronto das interferências. Ao realizar a verificação de interferência o revit apontou incompatibilidades, delas se tratando os projetos arquitetônico e estrutural e as outras entre o hidrossanitário e estrutural. As incompatibilidades encontradas são potênciais causadoras de atrasos na obra principalmente na etapa de alvenaria, onde os vãos de portas e janelas são executados. Durante a execução da compatibilização do projeto hidrossanitário e estrutural os resultados foram alarmantes. Um grande número de interferências com necessidade de furos em vigas e lajes, que não foram previamente calculados e previstos no projeto estrural, demonstram a fragilidade dos projetos com ausência de compatibilização. Todas as incompatibilidades apresentadas foram criadas propositalmente pela autora, para que pudessem ter interferências incompatíveis entre os projetos. Assim, para caracterizarem pontos de conflitos, foram feitas alterações entre os seguintes projetos: Nos últimos anos o uso da plataforma BIM foi difundido por todo mundo. Países como Reino Unido, Finlândia e Estados Unidos, de acordo com Feitosa (2016) apresentam o uso das ideias BIM bastante difundidos entre os envolvidos na construção civil e começam a colher o aumento dos custos e prazos que são prometidos pelos desenvolvedores da plataforma. Para que os objetivos propostos pelo BIM sejam atingidos, bem como as ferramentas de modelagem de projeto e as plataformas de verificação automáticas funcionem, é necessário desenvolver um modelo de processo de desenvolvimento de projetos consistente. É esse modelo que dará suporte para que tudo funcione. Manzione (2013), afirma que os processos de projeto necessitam de uma grande reformulação. O trabalho colaborativo com a utilização da tecnologia BIM tem sido considerado o estágio superior a ser alcançado nessa linha de evolução. Após as análises, ficou constatado que a utilização do Revit, para fazer uma análise de compatibilização de projetos, só é viável, se feita com a participação ativa e especializada dos engenheiros projetistas, que terão sua visão do projeto em 3D e poderãoidentificar, com sua experiência holística de projetos, os possíveis conflitos existentes. Assim, antes da execução da obra, poderão isolar os elementos conflitados, para que possam ser estudados e resolvidos, em separado. Essa tarefa não pode, ainda, ser delegada ao software analisado. Foi verificado, também, que o software identificava algum problema de projeto, quando se tratava de projetos isolados, como, por exemplo, na instalação de um ramal hidrossanitário, ele conferia as conexões a serem usadas e até identificava que o diâmetro da tubulação em 3D não correspondia ao diâmetro do projeto em Planta Baixa, ou que a instalação de uma parede se sobrepunha a uma outra parede já existente no mesmo local. Isso permite concluir que o uso do software Revit, nos âmbitos de projetação e planejamento é viável e de grande valia para facilitar o trabalho dos profissionais. Entretanto, o gerenciamento de projetos, no que diz respeito à identificação de pontos de conflitos entre diferentes projetos de uma mesma edificação, não pode prescindir do trabalho intenso, meticuloso e a visão especializada dos projetistas. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. ADDOR, M. BIM. In: FÓRUM ASBEA; ENCONTRO REGIONAL, 8, 2009, São Roque. Disponível http://www.asbea.org.br/download/apresentacao_miriamaddor_24_10_2009.pdf Acesso em: 09 jan. 2017. 2. AISH, R. Building modeling: the key to integrated construction CAD. In: CIB 5th INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON THE USE OF COMPUTERS FOR ENVIRONMENTAL ENGINEERING RELATED TO BUILDINGS, 5, 1986, Bath,UK. Anais... London: CIBSE, p. 7-9. Paulo 3. ANDIA, A. Towards algorithmic BIM networks: the integration of bim databases with generative design. Cadernos de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, São v. 1, p. 13-30, . 4. ASBEA. Guia de Boas Práticas em BIM – Fascículo II – Fluxo de projetos em BIM: planejamentoeexecução.Disponívelem:http://www.asbea.org.br/download/Guia_Bim_AsB EA_Fasciculo_2.pdf. Acesso em: 15 dez. 2016. 5. BARISON, M.B.; SANTOS, E.T. Na overview of BIM specialists. In: ICCBE International Conference on Computing in Civil and Building Engineering, 2010. Proceedings, 2010. 6p. 6. BOMFIM, C. A.A.; DE MATOS, Pedro Cesar Correia; LISBOA, Bruno Teixeira Wildberger. Gestão de Obras com BIM–Uma nova era para o setor da Construção Civil. Blucher Design Proceedings, v. 3, n. 1, p. 556-560, 2016. 7. BRASIL. Lei n. 9.983, de 22 de agosto de 2019. Dispõe sobre a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling e institui o Comitê Gestor da Estratégia do Building Information Modeling. 8. DE ASSUNÇÃO, Welton Raiol et al. Como a Lean Construction Pode Ser Utilizada Como Ferramenta Integradora da Gestão de Produção e de Prevenção de Acidentes em Obras Civis. RCT-Revista de Ciência e Tecnologia, v. 7, 2021. 9. DE OLIVEIRA MIRANDA, A. C.; DE MATOS, Cleiton Rocha. Potencial uso do BIM na fiscalização de obras públicas. Revista do TCU, n. 133, p. 22-31, 2015. 10. EASTMAN, C.; TEICHOLZ, P.; SACKS, R.; LISTON, K. BIM Handbook: a guide to building information modeling for owners, managers, designers, engineers, and contractors Second Edition. New Jersey: John Wiley & sons, 2011. 11. FABRÍCIO, Márcio. Minto. Projeto Simultâneo na construção de edifícios. Tese (Doutorado) - Departamento de Engenharia de Construção Civil, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. 12. FABRÍCIO, Márcio Minto. O Processo De Projeto Na Construção De Edifícios. Gestão e Coordenação de Projetos de Edifícios. Notas de Aula. 2. Universidade de São Paulo - Escola de Engenharia de São Carlos. São Carlos. 2004. 13. 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