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Paper - André dos Santos Vilela Filho

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1 Nome dos acadêmicos 
2 Nome do Professor regente 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Curso de Construção de Edifícios (Turma 
FLD6783424ENG) – Prática do Módulo I - 29/06/2026 
ANÁLISE DAS PROPRIEDADES DO CONCRETO A 
PARTIR DO ESTUDO DE DOSAGEM PELO 
MÉTODO ABCP PARA FCK DE 25 MPA 
 
André dos Santos Vilela Filho ¹ 
Rodrigo Leopoldo Mendes Coelho ² 
 
RESUMO 
O presente estudo aborda as propriedades do concreto a partir da realização de um estudo de 
dosagem pelo método da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) para resistência 
característica à compressão de 25 MPa. A pesquisa teve como objetivo analisar as propriedades 
do concreto por meio da determinação do traço, considerando parâmetros relacionados à 
resistência, trabalhabilidade e consumo dos materiais constituintes. Metodologicamente, o 
trabalho caracteriza-se como uma pesquisa aplicada, de natureza bibliográfica e abordagem 
quantitativa, desenvolvida com base em livros, normas técnicas e artigos científicos consultados 
nas bases Scientific Electronic Library Online (SciELO), Portal de Periódicos da Coordenação 
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Google Acadêmico. A etapa 
prática envolveu a elaboração de uma planilha eletrônica para a determinação do traço de 
concreto com fck de 25 MPa pelo método ABCP, considerando parâmetros como relação 
água/cimento, consumo de cimento, agregados e resistência média de dosagem. Os resultados 
indicaram a obtenção de um traço compatível com os requisitos estabelecidos para o estudo, 
evidenciando a importância do correto proporcionamento dos materiais para o desempenho do 
concreto nos estados fresco e endurecido. Conclui-se que o método ABCP constitui uma 
ferramenta eficiente para a definição de traços, contribuindo para maior controle tecnológico e 
previsibilidade do comportamento do material. 
 
Palavras-chave: Concreto. Dosagem de concreto. Método ABCP. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A construção civil utiliza amplamente o concreto em edificações, obras de infraestrutura 
e diversos sistemas estruturais, fato associado à sua resistência, versatilidade e viabilidade 
econômica. A qualidade obtida após o endurecimento depende diretamente das características 
dos materiais empregados e dos procedimentos adotados em sua produção. Bauer (2019) 
destaca que a seleção adequada dos componentes e o controle das condições de preparo 
influenciam significativamente o comportamento do produto final, refletindo em aspectos 
relacionados à segurança e ao desempenho das estruturas. 
Em função da importância atribuída ao desempenho desse material, propriedades 
observadas nos estados fresco e endurecido merecem atenção especial na etapa de dosagem. 
Trabalhabilidade, resistência mecânica e durabilidade apresentam relação direta com as propor-
 
ções utilizadas na mistura, especialmente no que se refere ao consumo de água, cimento e 
agregados. Neville (2016) explica que a relação água/cimento constitui um dos principais 
parâmetros responsáveis pelas características apresentadas pelo concreto. Ademais, Tutikian e 
Helene (2011) assinalam que os métodos de dosagem auxiliam na obtenção de misturas 
compatíveis com os requisitos estabelecidos para cada aplicação. 
Considerando a influência exercida pelos materiais constituintes, a definição 
inadequada das proporções empregadas pode comprometer propriedades físicas e mecânicas 
importantes. Mehta e Monteiro (2014) observam que pequenas alterações na composição da 
mistura são capazes de modificar significativamente o desempenho obtido após a cura. Santos 
e Polesello (2022) acrescentam que o controle dos parâmetros de produção favorece resultados 
mais consistentes e compatíveis com as exigências previstas para utilização estrutural. Diante 
disso, formula-se a seguinte questão de pesquisa: como a aplicação do método ABCP pode 
contribuir para a determinação de um traço de concreto com fck de 25 MPa, garantindo 
propriedades adequadas nos estados fresco e endurecido? 
Este estudo tem como objetivo analisar as propriedades do concreto a partir do estudo 
de dosagem pelo método ABCP para fck de 25 MPa. Para alcançar essa finalidade, buscou-se 
determinar a resistência média de dosagem necessária ao atendimento da resistência 
especificada, calcular o consumo dos materiais constituintes da mistura, incluindo água, 
cimento e agregados, bem como elaborar uma planilha destinada à obtenção do traço e à 
avaliação das características apresentadas pelo concreto nos estados fresco e endurecido. 
Para facilitar a compreensão do estudo, este artigo está organizado em seções que 
apresentam inicialmente a fundamentação teórica relacionada às propriedades do concreto e aos 
procedimentos de dosagem. Na sequência, são descritos os aspectos metodológicos adotados 
para a elaboração dos cálculos e da planilha de dosagem. Logo após, apresentam-se os 
resultados obtidos e as respectivas discussões, seguidos pelas considerações finais e pelas 
referências utilizadas na construção do trabalho. 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
O concreto é amplamente utilizado na construção civil em virtude de sua capacidade de 
atender diferentes exigências estruturais e construtivas. Sua aplicação está presente em 
edificações, pontes, pavimentos e obras de infraestrutura, demonstrando a importância desse 
material para o desenvolvimento do setor. Bauer (2019) explica que o desempenho apresentado 
pelo concreto depende da qualidade dos materiais empregados e do controle adotado ao longo 
de sua produção, fatores que influenciam diretamente suas propriedades e sua durabilidade. 
 
Dentre os componentes responsáveis pelas características da mistura, destacam-se 
cimento, água, agregado miúdo e agregado graúdo. Cada constituinte possui funções 
específicas e exerce influência sobre o comportamento do concreto nos estados fresco e 
endurecido. Mehta e Monteiro (2014) observam que a interação existente entre esses materiais 
determina propriedades relacionadas à resistência, à trabalhabilidade e à durabilidade, tornando 
indispensável a definição adequada das proporções utilizadas na composição do traço. 
No estado fresco, propriedades como consistência e trabalhabilidade assumem papel 
relevante para as operações de mistura, transporte, lançamento e adensamento. Quantidades 
inadequadas de água podem comprometer a execução dos elementos estruturais e alterar 
significativamente o desempenho da mistura. A Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(2022) estabelece critérios para preparo e controle tecnológico do concreto, enquanto Neville 
(2016) esclarece que a relação água/cimento constitui um dos parâmetros mais importantes para 
o comportamento apresentado nessa etapa. 
Após o endurecimento, passam a predominar características associadas à resistência 
mecânica, à durabilidade e à capacidade de suportar esforços ao longo da vida útil da estrutura. 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2023) estabelece requisitos para o projeto de 
estruturas de concreto, reforçando a necessidade de que os materiais empregados apresentem 
desempenho compatível com as condições previstas de utilização. Resultados satisfatórios 
dependem do correto proporcionamento dos materiais constituintes e da adequada execução 
dos procedimentos de produção. Santos e Polesello (2022) verificaram que alterações 
relacionadas à fabricação e à cura podem provocar diferenças significativas no desempenho 
final do concreto, evidenciando a necessidade de controle rigoroso em todas as etapas do 
processo. 
Recena (2015) argumenta que a dosagem consiste em uma das etapas mais importantes 
para a obtenção de concretos compatíveis com as exigências previstas em projeto. Por meio 
desse procedimento, são definidas as proporções adequadas dos materiais constituintes, 
considerando parâmetros relacionados à resistência requerida, à trabalhabilidade desejada e às 
características dosagregados. Em complemento, Tutikian e Helene (2011) afirmam que 
métodos de dosagem contribuem para a obtenção de misturas mais eficientes e compatíveis 
com as necessidades de utilização. 
A composição do concreto resulta da combinação de materiais que atuam de forma 
conjunta para atender aos requisitos de resistência, trabalhabilidade e durabilidade 
estabelecidos para cada aplicação. Mehta e Monteiro (2014) explicam que o comportamento da 
mistura está diretamente relacionado à proporção adotada para cimento, água e agregados, 
 
enquanto Bauer (2019) destaca que a participação relativa desses componentes influencia as 
propriedades observadas nos estados fresco e endurecido. Com o intuito de ilustrar a 
distribuição dos materiais empregados na dosagem desenvolvida neste estudo, o Gráfico 1 
apresenta os consumos dos constituintes utilizados no traço calculado pelo método ABCP para 
fck de 25 MPa. 
Gráfico 1 – Consumo dos materiais constituintes do concreto dosado pelo método ABCP 
para fck de 25 MPa 
0
200
400
600
800
1000
cimento Água Agregado miúdo
(areia)
Agregado
graúdo (brita)
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2026). 
A distribuição apresentada no Gráfico 1 evidencia a predominância dos agregados na 
composição do concreto, característica compatível com os princípios de dosagem descritos por 
Mehta e Monteiro (2014). Os autores esclarecem que os agregados representam a maior parcela 
volumétrica da mistura, contribuindo para a estabilidade dimensional e para a redução do 
consumo de pasta cimentícia. Recena (2015) acrescenta que o adequado balanceamento desses 
materiais favorece a obtenção de concretos com desempenho satisfatório e utilização mais 
eficiente dos recursos empregados na produção. 
Baseado nesses fundamentos, o método ABCP apresenta-se como uma alternativa 
amplamente utilizada para a determinação de traços de concreto, pois considera propriedades 
dos materiais e requisitos de desempenho previamente estabelecidos. A aplicação dessa 
metodologia possibilita definir relações adequadas entre os constituintes da mistura, 
contribuindo para a obtenção de resultados consistentes. Ao abordarem a importância da 
trabalhabilidade para o concreto fresco, Tutikian e Helene (2011) apresentam a seguinte 
consideração: 
Todos os concretos requerem uma certa trabalhabilidade, adequada a cada situação 
específica. Os condicionantes vêm definidos pelos projetos arquitetônicos e 
estruturais (fôrmas, taxas de armadura, detalhes geométricos), pelos equipamentos a 
serem utilizados (bomba, carrinhos, giricas, caçambas, projeção, submerso, 
autoadensável), pelas necessidades de acabamento (sarrafeado, polido, lixado, 
aparente, desempenado) e pelas condições ambientais (temperatura, insolação, ventos, 
umidade relativa) (Tutikian; Helene, 2011, p. 2). 
 
Essa observação demonstra que a definição do traço não deve considerar apenas a 
resistência requerida, mas igualmente as condições de aplicação e execução do concreto. 
Fatores relacionados ao abatimento, à consistência e à relação água/cimento influenciam 
diretamente a facilidade de utilização da mistura em campo. Neville (2016) esclarece que o 
equilíbrio desses parâmetros favorece a obtenção de concretos capazes de apresentar 
desempenho satisfatório nos estados fresco e endurecido. 
Considerando a relevância da resistência à compressão para o desempenho estrutural, a 
definição adequada do traço constitui uma etapa indispensável para o atendimento das 
exigências de projeto. Conforme registrado por Tutikian e Helene (2011), "A resistência 
mecânica do concreto é o parâmetro mais frequentemente especificado" (Tutikian; Helene, 
2011, p. 2). Esse entendimento reforça a importância dos cálculos realizados neste estudo, os 
quais resultaram em resistência média de dosagem de 34,08 MPa para atendimento ao fck de 
25 MPa, valor compatível com os objetivos estabelecidos para a elaboração do traço pelo 
método ABCP. 
 
3. METODOLOGIA 
 
A presente pesquisa caracteriza-se como aplicada, pois buscou empregar conhecimentos 
teóricos no desenvolvimento de um estudo de dosagem de concreto pelo método da Associação 
Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Quanto aos procedimentos técnicos, trata-se de uma 
pesquisa bibliográfica, elaborada a partir da consulta a livros, normas técnicas e artigos 
científicos relacionados às propriedades do concreto e aos métodos de dosagem. Gil (2022) 
afirma que a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em materiais já elaborados, 
possibilitando a construção do conhecimento por meio da análise crítica de fontes científicas. 
A abordagem adotada foi quantitativa, considerando que os resultados foram obtidos por meio 
de cálculos e parâmetros numéricos utilizados na definição do traço. 
Para a realização do levantamento bibliográfico, foram consultadas as bases Scientific 
Electronic Library Online (SciELO), Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento 
de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Google Acadêmico. Na busca das publicações, 
utilizaram-se as palavras-chave “concreto”, “dosagem de concreto”, “método ABCP”, 
“propriedades do concreto”, “resistência à compressão” e “tecnologia do concreto”. Como 
critério temporal, foram priorizados estudos publicados entre 2014 e 2025, mantendo-se a 
utilização de obras clássicas reconhecidas na área em razão de sua relevância científica e 
técnica. 
 
Visando à obtenção dos resultados propostos, o procedimento aplicado compreendeu o 
desenvolvimento de uma planilha eletrônica voltada à determinação do traço de concreto com 
fck de 25 MPa, tendo como base o cimento CP II-32 e os parâmetros estabelecidos pelo método 
ABCP. Foram considerados o desvio-padrão de dosagem de 5,5 MPa, o abatimento de 80 mm, 
a dimensão máxima característica do agregado graúdo de 19 mm, as massas específicas dos 
materiais e a correção da umidade do agregado miúdo. Fundamentado nos procedimentos 
descritos por Recena (2015) e por Tutikian e Helene (2011), o estudo permitiu determinar a 
resistência média de dosagem, a relação água/cimento, os consumos de água, cimento e 
agregados, bem como o traço final da mistura, sendo os resultados apresentados por meio de 
cálculos, tabelas e representação gráfica. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
A aplicação do ABCP possibilitou a obtenção de um traço compatível com a resistência 
característica à compressão de 25 MPa definida para o estudo. Os resultados calculados 
encontram-se apresentados na Tabela 1, reunindo informações relacionadas à resistência média 
de dosagem, à relação água/cimento e aos consumos dos materiais constituintes. Recena (2015) 
argumenta que procedimentos de dosagem bem estruturados contribuem para maior 
previsibilidade do comportamento do concreto, enquanto Tutikian e Helene (2011) defendem 
que a correta proporção dos materiais favorece o atendimento dos requisitos estabelecidos em 
projeto. 
Tabela 1 – Resultados da dosagem do concreto pelo método ABCP para fck de 25 MPa 
PLANILHA DE DOSAGEM DO CONCRETO - MÉTODO ABCP (FCK 25 MPa) 
DADOS DE ENTRADA 
Parâmetro Símbolo Valor Unidade 
Resistência característica à compressão fck 25,00 MPa 
Desvio-padrão de dosagem sd 5,50 MPa 
Tipo de cimento - CP II-32 - 
Abatimento slump 80,00 mm 
Dimensão máxima do agregado graúdo Dmáx 19,00 mm 
Idade de controle j 28,00 dias 
Massa específica do cimento γc 3,10 kg/dm³ 
Massa específica da areia γa 2,65 kg/dm³ 
Massa específica da brita γb 2,70 kg/dm³ 
Peso unitário compactado da brita PUb 1500,00 kg/m³ 
Módulo de finura da areia MF 2,60 - 
Teor de ar aprisionado Ar 0,02 m³/m³ 
Umidade da areia h 3,00 % 
Coeficiente de inchamento da areia I 1,25 - 
Volume compactado adotado da brita Vcomp 0,62 m³/m³ 
Relação água/cimento adotada a/c 0,50 kg/kg 
Consumo de água aproximado Água 195,00 L/m³ 
MEMORIAL DE CÁLCULO 
 
Etapa Cálculo / Fórmula Resultado Unidade 
1. Resistência média de dosagem fcmj = fck + 1,65x sd 34,08 MPa 
2. Relação água/cimento a/c adotada para o estudo 0,50 kg/kg 
3. Consumo aproximado de água 
Conforme slump de 80 mm e Dmáx de 
19 mm 
195,00 L/m³ 
4. Consumo de cimento C = água / (a/c) 390,00 kg/m³ 
5. Volume absoluto do cimento Vc = C / (γc x 1000) 0,13 m³ 
6. Volume absoluto da água Va = água / 1000 0,20 m³ 
7. Consumo de agregado graúdo Brita = Vcomp x PUb 930,00 kg/m³ 
8. Volume absoluto da brita Vb = brita / (γb x 1000) 0,34 m³ 
9. Volume do agregado miúdo Vareia = 1 - (Vc + Va + Vb + Ar) 0,31 m³ 
10. Consumo de agregado miúdo Areia seca = Vareia x γa x 1000 834,09 kg/m³ 
11. Correção da umidade da areia Areia úmida = areia seca x (1 + h/100) 859,11 kg/m³ 
12. Água presente na areia Água na areia = areia seca x h/100 25,02 L/m³ 
13. Água corrigida de amassamento 
Água corrigida = água total - água na 
areia 
169,98 L/m³ 
14. Correção pelo inchamento 
Volume aparente = (areia úmida/(γa x 
1000)) x I 
0,41 m³ 
15. Traço unitário - areia Areia / cimento 2,14 - 
16. Traço unitário - brita Brita / cimento 2,38 - 
17. Traço unitário - água Água / cimento 0,50 - 
18. Traço unitário final cimento : areia : brita : água 
1 : 2,14 : 2,38 
: 0,50 
- 
RESULTADOS FINAIS DA DOSAGEM 
Parâmetro Resultado Unidade 
fck adotado 25,00 MPa 
fcmj calculado 34,08 MPa 
Relação água/cimento 0,50 kg/kg 
Consumo de água 195,00 L/m³ 
Consumo de cimento 390,00 kg/m³ 
Agregado miúdo seco 834,09 kg/m³ 
Agregado miúdo úmido corrigido 859,11 kg/m³ 
Agregado graúdo 930,00 kg/m³ 
Água corrigida de amassamento 169,98 L/m³ 
Volume aparente da areia corrigido 0,41 m³ 
Traço unitário final 1 : 2,14 : 2,38 : 0,50 - 
PROPRIEDADES DO CONCRETO 
Propriedade Resultado 
Concreto fresco Abatimento de 80 mm 
Concreto endurecido 
fck = 25 MPa; fcmj = 
34,08 MPa 
Fonte: Elaborado pelo autor (2026). 
Os resultados apresentados na Tabela 1 apontam que a resistência média de dosagem 
calculada atingiu 34,08 MPa, valor superior ao fck especificado. Esse resultado revela coerência 
com os princípios do controle tecnológico, uma vez que a resistência média precisa superar a 
resistência característica para compensar variações inerentes ao processo produtivo. Neville 
(2016) esclarece que essa diferença representa uma medida de segurança necessária à 
confiabilidade do material, ao passo que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2022) 
estabelece critérios destinados à verificação da conformidade do concreto produzido. 
 
Verificou-se relação água/cimento correspondente a 0,50, valor compatível com os 
parâmetros normalmente adotados para concretos estruturais convencionais. Mehta e Monteiro 
(2014) explicam que esse índice influencia diretamente propriedades relacionadas à resistência 
e à durabilidade, enquanto Neville (2016) assinala que proporções equilibradas favorecem 
condições adequadas de lançamento e adensamento. A combinação observada no estudo indica 
compatibilidade entre desempenho mecânico e viabilidade executiva. 
O consumo de cimento correspondente a 390 kg/m³ demonstra adequação à resistência 
pretendida para a mistura desenvolvida. Recena (2015) sustenta que a definição dessa 
quantidade deve resultar de critérios técnicos associados ao desempenho esperado do concreto. 
Em complemento, Mehta e Monteiro (2014) argumentam que elevações excessivas no teor 
cimentício podem gerar custos adicionais sem proporcionar ganhos equivalentes de resistência, 
condição que reforça a importância de um proporcionamento racional. 
Observou-se predominância dos agregados na composição da mistura, com destaque 
para os consumos de agregado miúdo e agregado graúdo. Bauer (2019) explica que esses 
materiais representam a maior parcela volumétrica do concreto, contribuindo para a estabilidade 
física da massa endurecida. Em sentido semelhante, Mehta e Monteiro (2014) observam que a 
adequada distribuição granulométrica favorece a redução de vazios e contribui para o melhor 
aproveitamento da pasta cimentícia. 
Por sua vez, a aplicação do método ABCP demonstrou eficiência na definição dos 
parâmetros necessários à elaboração do traço. Os cálculos realizados permitiram integrar 
resistência desejada, abatimento especificado e características dos materiais empregados em 
uma única sequência de procedimentos. Tutikian e Helene (2011) consideram que metodologias 
de dosagem auxiliam na obtenção de concretos mais uniformes, enquanto Recena (2015) 
destaca a relevância da sistematização dos cálculos para reduzir incertezas relacionadas à 
produção. 
Quando confrontados com os referenciais consultados, os resultados obtidos apresentam 
convergência com valores normalmente associados a concretos destinados a aplicações 
estruturais correntes. Neville (2016) relaciona o desempenho do material ao equilíbrio existente 
entre relação água/cimento, teor cimentício e proporção dos agregados. De forma semelhante, 
a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2022) enfatiza a necessidade de controle rigoroso 
dos materiais e dos procedimentos empregados na produção do concreto. 
A elaboração da planilha permitiu compreender de forma objetiva a influência exercida 
por cada variável nos resultados finais da dosagem. Alterações em parâmetros como resistência 
requerida, abatimento ou características dos agregados repercutem diretamente nos consumos 
 
calculados e na composição do traço. Recena (2015) argumenta que o entendimento dessas 
relações favorece decisões mais consistentes no processo de produção, enquanto Tutikian e 
Helene (2011) associam o domínio da dosagem à melhoria do controle tecnológico. 
Como contribuição para a formação acadêmica, o estudo proporcionou a articulação dos 
conhecimentos relacionados à tecnologia do concreto com procedimentos quantitativos 
aplicados à engenharia civil. Bauer (2019) ressalta que a compreensão das propriedades dos 
materiais constitui requisito indispensável para a especificação adequada das misturas 
cimentícias. Em complemento, Mehta e Monteiro (2014) indicam que o entendimento das 
interações existentes entre os constituintes favorece interpretações mais consistentes dos 
resultados obtidos. 
A experiência proporcionada pelo estudo ampliou a compreensão acerca dos critérios 
envolvidos na definição de traços de concreto e evidenciou a importância da utilização de 
métodos consolidados para a obtenção de misturas compatíveis com as exigências de projeto. 
Tutikian e Helene (2011) defendem que procedimentos de dosagem contribuem para maior 
previsibilidade do comportamento do concreto, enquanto Neville (2016) associa o controle das 
variáveis de produção à obtenção de materiais com desempenho satisfatório. Assim, o trabalho 
permitiu aproximar fundamentos teóricos de uma aplicação prática amplamente empregada na 
engenharia civil. 
 
5. CONCLUSÃO 
 
O desenvolvimento deste trabalho possibilitou a realização de um estudo de dosagem 
de concreto pelo método da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), permitindo a 
aplicação prática dos conhecimentos relacionados às propriedades do concreto e ao controle 
dos materiais constituintes. A elaboração da planilha de cálculo favoreceu a determinação dos 
parâmetros necessários à definição do traço para fck de 25 MPa, resultando em valores 
compatíveis com os requisitos estabelecidos para a pesquisa. Dessa forma, o objetivo proposto 
foi alcançado, uma vez que foi possível determinar a resistência média de dosagem, a relação 
água/cimento e os consumos dos materiais empregados na mistura. 
Os resultados obtidos evidenciaram a importância da correta definição das proporções 
dos constituintes para o desempenho do concreto. A resistência média calculada, a relação 
água/cimento adotada e a distribuição dos agregados demonstraram coerência com os critérios 
técnicos utilizados na dosagem. A análise realizada permitiu compreender como pequenas 
alterações nos parâmetros de entrada podem influenciar significativamente os resultadosfinais, 
reforçando a necessidade de planejamento e controle em todas as etapas do processo. 
 
A experiência proporcionada pelo estudo contribuiu para ampliar a compreensão dos 
procedimentos empregados na tecnologia do concreto e para fortalecer a relação entre os 
conteúdos teóricos e sua aplicação prática. A utilização da planilha eletrônica favoreceu a 
visualização dos cálculos envolvidos na dosagem e possibilitou maior entendimento acerca das 
variáveis que interferem nas propriedades do material. Assim, o trabalho representou uma 
oportunidade de aprofundamento técnico e de consolidação dos conhecimentos relacionados à 
dosagem de concretos pelo método ABCP. 
 
REFERÊNCIAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12655: concreto de cimento 
Portland – preparo, controle, recebimento e aceitação. Rio de Janeiro: ABNT, 2022. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: projeto de estruturas 
de concreto – procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2023. 
BAUER, L. A. Falcão. Materiais de construção. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019. 
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. Barueri: Atlas, 2022. 
MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: microestrutura, propriedades e materiais. São 
Paulo: IBRACON, 2014. 
NEVILLE, Adam M. Propriedades do concreto. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2016. 
RECENA, F. A. P. Dosagem e controle da qualidade de concretos convencionais de cimento 
Portland . Porto Alegre: EDIPUCRS, 2015. 
SANTOS, Rafael Venson dos; POLESELLO, Eduardo. Estudo das propriedades do concreto 
quando submetido a diferentes tipos de cura. Conjecturas, v. 22, n. 15, p. 487-498, 2022. 
TUTIKIAN, Bernardo F.; HELENE, Paulo. Dosagem dos concretos de cimento Portland. 
In: ISAIA, Geraldo Cechella (org.). Concreto: ciência e tecnologia. São Paulo: IBRACON, 
201
 
APÊNDICE A 
 
Planilha de dosagem do concreto pelo método ABCP para fck de 25 Mpa

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