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Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Cadu Carrilho Direito Empresarial Reta Final TJ SP Oficial de Justiça Direito Civil @profcaducarrilho t.me/professorcadu APRESENTAÇÃO CURSO TJ-SP OFICIAL DE JUSTIÇA Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoEdital TJ SP Oficial de Justiça Qualquer nível superior. Prova dia 15/12/2024. Banca VUNESP Prova de Conhecimentos Específicos – Bloco II 58 questões juntamente com Penal, Processo Penal, Administrativo, Constitucional, Legislação Especial e Civil. Pelo menos 7 a 8 questões de Civil. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho ATENÇÃO!!! DIREITO CIVIL: Código Civil - Decreto-Lei n.º 4.657 de 04/09/1942. Parte Geral - artigos 1º a 25; 40 a 45; 49 a 50; 53; 62; 70 a 103; 115 a 120; 138 a 159; 166 a 201; 212 a 215; Parte Especial – 653 a 666; 1.169 a 1.173; 1.196 a 1.203; 1.431 a 1.432; 1.442; 1.444 a 1.447; 1.451; 1.461; 1.467 a 1.472; 1.728; 1.767; 1.775 a 1.778; 1.997; Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoAula 00 – LINDB (Decreto-Lei n.º 4.657 de 04/09/1942.) Aula 01 – Pessoas Naturais; Personalidade e Capacidade; Direitos da Personalidade e Curadoria dos Bens do Ausente. (Art. 1º a 25) Aula 02 – Pessoas Jurídicas – Disposições Gerais; Desconsideração da Personalidade Jurídica; Associações; Fundações; (apenas parte dos artigos 40 a 45; 49 a 50; 53 e 62.) e Domicílio (art. 70 a 78). Aula 03 – Dos Bens (art. 79 a 103). Representação. (Art. 115 a 120); Atos Jurídicos Lícitos e Ilícitos (Art. 185 a 188). Aula 04 – Defeitos dos Negócios Jurídicos (Art. 138 a 159); Invalidade dos Negócios Jurídicos (Art. 166 a 184); Aula 05 – Prescrição (Art. 189 a 201). Provas (Art. 212 a 215). Aula 06 – Mandato – Disposições Gerais (Art. 653 a 666); Preposto (Art. 1.169 a 1.173); Posse e Classificação (Art. 1.196 a 1.203); Aula 07 - Constituição do Penhor (Art. 1.431 e 1.432); Penhor Agrícola, Pecuário, Industrial e Mercantil, De Direitos, de Veículos e Legal (Art. 1.442; 1.444 a 1.447; 1.451; 1.461; 1.467 a 1.472); Tutela – Dos Tutores (Art. 1.728); Curatela - Interditos (Art. 1.767; 1.775 a 1.778); Pagamento das Dívidas (art. 1.997). PROVAS – ART. 212 A 215 Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoProva - comprovação da ocorrência do um fato jurídico, Crítica da Doutrina. A regra geral - negócio jurídico pode ser celebrado exigindo-se uma maneira de prova específica ou especial, nos casos em que não há essa previsão expressa, os fatos jurídicos podem ser provados pelos meios elencados aqui no Código. Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: I - confissão; II - documento; III - testemunha; IV - presunção; V - perícia. Fato Jurídico pode ser provado mediante: Confissão Documento Testemunha Presunção Perícia Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoConfissão - Não há hierarquia. Regras específicas. A confissão - declaração expressa ou tácita em forma de uma atitude praticada pela parte, admitindo determinada situação como verdade e que é contrário ao seu interesse ou então favorável a outra parte. Pode ser judicial ou extrajudicial. A confissão - considerada ineficaz quando praticada por alguém que não tinha a disposição de um direito por falta da capacidade de confessar os fatos. Alguém que está representando outra pessoa, mas também deve respeitar a regra de que somente será eficaz se feita nos limites em que se vincula o representado. Art. 213. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. Parágrafo único. Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Regra - prova irrevogável. Exceção - anulação da confissão Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. Documental Escritura pública é aquele documento considerado público, pois feito em um cartório por um agente notarial e com formalidades específicas. Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoRequisitos mínimos. A escritura deve conter a data e a hora - qualificação das partes - quem está sendo citado - vontade a ser manifesta - exigências legais estão sendo cumpridas - ato foi lido perante todos ou leram; assinatura de todos. § 1º Salvo quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve conter: I - data e local de sua realização; II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do casamento, nome do outro cônjuge e filiação; IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes; V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato; VI - declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos a leram; VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu substituto legal, encerrando o ato. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Escritura pública - não compareceu ou não sabe escrever. § 2º Se algum comparecente não puder ou não souber escrever, outra pessoa capaz assinará por ele, a seu rogo. Escritura pública deve ser escrita na língua portuguesa que é a língua nacional. § 3º A escritura será redigida na língua nacional. Pessoa que não entenda a língua portuguesa - tradutor público § 4º Se qualquer dos comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma em que se expressa, deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete, ou, não o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juízo do tabelião, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Apresentando-se diante do tabelião uma pessoa que ele não conhece, é preciso mostrar algum documento que comprove a identificação dessa pessoa, ou duas testemunhas que conhecem essa pessoa confirmem e afirmem que realmente é quem diz ser e essas testemunhas participação do ato de lavratura da escritura. § 5º Se algum dos comparecentes não for conhecido do tabelião, nem puder identificar-se por documento, deverão participar do ato pelo menos duas testemunhas que o conheçam e atestem sua identidade. MANDATO – ART. 653 A 666 Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoDisposições Gerais. O mandato - pessoa recebe de outra pessoa poderes para praticar atos em nome da pessoa ou poderes para administrar os interesses da pessoa. Procuração que é o documento. Regras da representação, Exemplo: passo uma procuração para meu primo vender o carro de minha propriedade e assinar o documento de compra e venda, pois não poderei comparecer nesse dia e meu primo vai me representar. Art. 653. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPessoas e Forma Documento - público ou particular. Pessoas plenamente capazes. Outorgante e outorgado. Mandante e mandatário. Instrumento particular - outorgante tem que assinar esse documento. Art. 654. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. Local - qualificação - pessoa outorgante e da outorgada - datado contrato - definição poderes - o objetivo da outorga com a designação e o alcance. § 1º O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado, a qualificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoTerceiro que vai negociar – pode exigir que a procuração tenha o reconhecimento de firma. § 2º O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga a firma reconhecida. Instrumento público - escritura pública. Nova transmissão de poderes - subestabelecimento. Procuração original for passada por meio de instrumento público, - o subestabelecimento de poderes por meio de instrumento particular. Art. 655. Ainda quando se outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se mediante instrumento particular. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Relativamente incapaz, - menor entre 16 e 18 anos, que ainda não esteja emancipado, possa ser mandatário. Art. 666. O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas por menores. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Modalidades Expressa ou tácita. Verbal ou por escrito. Art. 656. O mandato pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito. Ato lei exige - só pode ser feita por escrito - o mandato seja feito por escrito. Art. 657. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoGratuito ou Oneroso Forma Gratuita ou onerosa. A gratuita - poderes são passados, mas não há retribuição de valor. O contrato de mandato se presume gratuito Exceto - posição de ofício ou está lá por ser uma profissão lucrativa. Art. 658. O mandato presume-se gratuito quando não houver sido estipulada retribuição, exceto se o seu objeto corresponder ao daqueles que o mandatário trata por ofício ou profissão lucrativa. Oneroso - o mandante pague ao mandatário uma retribuição Proveniente de lei ou em contrato entre eles. Valores praticados pelos usos do lugar ou arbitramento. Parágrafo único. Se o mandato for oneroso, caberá ao mandatário a retribuição prevista em lei ou no contrato. Sendo estes omissos, será ela determinada pelos usos do lugar, ou, na falta destes, por arbitramento. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoEspecial ou Geral Especial ou geral - abrangência dos poderes delegados. Todos os negócios dele - mandato geral. Mais específica - delimitando os negócios e determinando especificamente quais os poderes e para que negócios atuar - mandato especial. Art. 660. O mandato pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente, ou geral a todos os do mandante. Poderes gerais - referem-se aos poderes de administração. Art. 661. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Lista exemplificativas - poderes especiais ou expressos – para alienar, hipotecar, transigir ou quaisquer outros atos. § 1º Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária, depende a procuração de poderes especiais e expressos. Transigir - transação, negociação com fins de encerrar uma disputa por meio de concessões mútuas, definição essa retirada do próprio Código Civil (art. 840). § 2º O poder de transigir não importa o de firmar compromisso. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPoderes e Responsabilidade Efeitos de um ato praticado por uma pessoa, aparentemente mandatária, mas que não tinha poderes nenhum ou tinha menos poderes. Atos ineficazes em relação a pessoa - supostamente representada. Atos não serão aplicáveis contra a pessoa que foi erradamente representada. Pode gerar eficácia se confirmar e ratificar os atos praticados pelo mandatário. Art. 662. Os atos praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes suficientes, são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar. Parágrafo único. A ratificação há de ser expressa, ou resultar de ato inequívoco, e retroagirá à data do ato. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Mandatário agiu - recai sobre o mandante a responsabilidade, sendo esse o único responsável, mandatário não reponde pelo negócio celebrado. Mandatário - responde de maneira pessoal - agir em nome próprio, mesmo que para um negócio de conta do mandante. Art. 663. Sempre que o mandatário estipular negócios expressamente em nome do mandante, será este o único responsável; ficará, porém, o mandatário pessoalmente obrigado, se agir no seu próprio nome, ainda que o negócio seja de conta do mandante. Direito de retenção do que é objeto da operação - até o valor que é devido a ele. Art. 664. O mandatário tem o direito de reter, do objeto da operação que lhe foi cometida, quanto baste para pagamento de tudo que lhe for devido em conseqüência do mandato. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoO mandatário ao agir com excesso de poder, ou contrário aos poderes considerado mero gestor de negócios. Exceto – mandante ratificar os atos que foram praticados pelo mandatário. Art. 665. O mandatário que exceder os poderes do mandato, ou proceder contra eles, será considerado mero gestor de negócios, enquanto o mandante lhe não ratificar os atos. Aceitação É preciso que o outorgado manifeste-se aceitando que recebe os poderes. Por escrito ou aceitação tácita - mandatário começa a executar os poderes Art. 659. A aceitação do mandato pode ser tácita, e resulta do começo de execução. POSSE – ART. 1.196 A 1.203 Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPossuidor Posse - poder de uma pessoa sobre uma coisa - poder de fato Exercer sobre coisa alguns dos poderes - direito de propriedade. Rol dos tipos de direitos reais - posse não consta no rol dos direitos reais. Esse exercício de fato pleno ou não. A posse, como exteriorização da propriedade. Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoDetentor Pessoa que está na guarda, ou seja, na posse de um bem, Essa posse não se dá em seu próprio nome e sim em nome de outra pessoa. Relação de dependência - cumprindo as ordens ou instruções do possuidor. Exemplo de detentor: caseiro de um sítio; motorista de ônibus de linha em relação ao ônibus. Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. Presunção relativa de detenção. Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPosse Direito e Indireta A posse direta - está com uma coisa, ainda que temporariamente. A posse indireta - continua sendo o dono ou possuidor principal da coisa, mas o entregou para que outra pessoa a use temporariamente. Ambos - têm direitos sobre a posse. Quem tem posse direta pode defender essa posse até mesmo contra a pessoa que tem a posse indireta - abuso ou tentativa de interferência indevida. Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoComposse Duas ou mais pessoas compartilham a possede uma coisa. Coisa que não se possa dividir. Todos os compossuidores de uma coisa indivisível possuem direitos iguais de maneira que um não pode agir de forma a excluir os demais. Posse pacífica e equilibrada entre os interessados. Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPosse Justa ou Injusta Vícios objetivos da posse a violência, a clandestinidade e a precariedade. Considerada injusta - não se vale da proteção dos direitos possessórias. Violência - emprego de força física ou de grave ameaça. Clandestina - ausente a pessoa - o legítimo possuidor - vai lá e toma posse Precária - restituir o bem emprestado em confiança, e ele não devolve. Justa - não estiverem presentes nenhum desses três elementos da injustiça. Observação: não confunda posse justa e injusta com posse de boa-fé e de má-fé. Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPosse de Boa-fé ou de Má-fé Boa-fé - pensa e acredita - é devida, legítima, pois não sabe que está na posse viciada e que essa possa ter algum vício ou impedimento de adquirir a coisa. Má-fé - pela posse indevida ou viciada e que o possuidor sabe disso. Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Documento - título justo - há a presunção - uma possuidora de boa-fé. Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Dificuldade de se comprovar que o possuidor sabia ou não dos vícios ou impedimentos de sua posse. Formas de se apontar a má-fé - a perda da boa-fé - circunstâncias da situação. Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente. Tendência pela manutenção do caráter em que a posse é adquirida. Art. 1.203. Salvo prova em contrário, entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida. PENHOR Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoConstituição do Penhor O penhor - direito real de garantia - sobre bens móveis - dívida contraída. Uma palavra que aparece recorrentemente a respeito do penhor é a palavra Pignoratício. devedor pignoratício / credor pignoratício. Código Civil - modalidades de penhor: comum; legal; rural; industrial e mercantil; direitos e títulos de crédito; e de veículos. Não transfere a propriedade - apenas a posse. Art. 1.431. Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que, em garantia do débito ao credor ou a quem o represente, faz o devedor, ou alguém por ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Regra geral - entrega da coisa é uma das características - Exceções - continuam nas mãos do devedor - devedor guarda e conserva Seguintes tipos de penhor: rural, industrial, mercantil e de veículos. Parágrafo único. No penhor rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoContrato que pode ser público ou particular e deve conter as informações relevantes sobre a operação, Requisitos de validade e de eficácia do negócio. Instrumento do penhor deve ser devidamente registrado - pessoas envolvidas Penhor comum - o Cartório de Títulos e Documentos. Penhor rural / Penhores industrial e mercantil - cartório de registro de imóveis. Penhor de veículos - Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, e anotado no certificado de propriedade. Art. 1.432. O instrumento do penhor deverá ser levado a registro, por qualquer dos contratantes; o do penhor comum será registrado no Cartório de Títulos e Documentos. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPenhor Agrícola Tipo de penhor rural. Podem ser objeto de penhor agrícola as máquinas e instrumentos utilizados na atividade agrícola; as colheitas que ainda estão pendentes ou em formação; os frutos já recolhidos e acondicionados ou armazenados; a lenha e o carvão; bem como os animais utilizados nos serviços agrícolas de forma ordinária. Art. 1.442. Podem ser objeto de penhor: I - máquinas e instrumentos de agricultura; II - colheitas pendentes, ou em via de formação; III - frutos acondicionados ou armazenados; IV - lenha cortada e carvão vegetal; V - animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Determinada colheita ainda pendente ou em formação possa ser frustrada ou ser insuficiente para cobrir o valor dado em garantia. Penhor deverá recair sobre a colheita imediatamente seguinte a essa que não deu certo ou foi pouca. Art. 1.443. O penhor agrícola que recai sobre colheita pendente, ou em via de formação, abrange a imediatamente seguinte, no caso de frustrar-se ou ser insuficiente a que se deu em garantia. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPenhor Pecuário O outro tipo de penhor rural - atividade rural com animais. Animais utilizados na atividade pastoril, na agrícola ou na de laticínios. Permanecem na posse do devedor. registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Art. 1.444. Podem ser objeto de penhor os animais que integram a atividade pastoril, agrícola ou de lacticínios. Se quiser vender - requerer a autorização do credor, Art. 1.445. O devedor não poderá alienar os animais empenhados sem prévio consentimento, por escrito, do credor. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoDuas hipóteses - colocar em risco o credor do penhor pelo devedor. Devedor pretende alienar o gado/pratica atos que coloquem em risco os animais Parágrafo único. Quando o devedor pretende alienar o gado empenhado ou, por negligência, ameace prejudicar o credor, poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiro, ou exigir que se lhe pague a dívida de imediato. Comprados novos animais da mesma espécie, admite-se a presunção automática dessa substituição de penhor - validade perante terceiros, essa substituição também deve ser averbada no cartório onde está registrado o penhor. Art. 1.446. Os animais da mesma espécie, comprados para substituir os mortos, ficam sub-rogados no penhor. Parágrafo único. Presume-se a substituição prevista neste artigo, mas não terá eficácia contra terceiros, se não constar de menção adicional ao respectivo contrato, a qual deverá ser averbada. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPenhor Industrial e Mercantil Rol de bens que podem ser objeto - atividades industriais e mercantis. São bens objeto de penhor industrial e mercantil objetos relacionados à atividade: maquinas, aparelhos, materiais, instrumento, sejam esses bens instalados e em funcionamento, inclusive com acessórios ou sem eles. Além desses: animais usados na indústria; sal e bens destinados à exploração de salinas; produtos derivados da suinocultura e animais destinados à industrialização de carnes e derivados. Por fim, matérias-primas e produtos industrializados. Continuam na posse do devedor em penhor. Art. 1.447. Podem ser objeto de penhor máquinas, aparelhos, materiais, instrumentos, instalados e em funcionamento, com os acessórios ou sem eles; animais, utilizados na indústria; sal e bens destinados à exploração das salinas; produtos de suinocultura, animais destinados à industrialização de carnes e derivados; matérias-primas e produtos industrializados. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Armazém geral - cobrando valores para guardar e depositar determinados bens. O penhor de mercadoriasdepositadas em armazéns gerais é regulado pelas regras aplicáveis a esse tipo de atividade. Parágrafo único. Regula-se pelas disposições relativas aos armazéns gerais o penhor das mercadorias neles depositadas. Documento público ou particular - Cartório de Registro de Imóveis. Art. 1.448. Constitui-se o penhor industrial, ou o mercantil, mediante instrumento público ou particular, registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição onde estiverem situadas as coisas empenhadas. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Pode o devedor emitir uma cédula que é um título de crédito de promessa de pagamento nos termos da lei específica que trata desse título. Essa é uma maneira de reforçar a operação de crédito feita entre credor e devedor, já vai haver a garantia e terá também em mãos o credor um documento que se configura como um título que pode ser executado em caso de não pagamento. Parágrafo único. Prometendo pagar em dinheiro a dívida, que garante com penhor industrial ou mercantil, o devedor poderá emitir, em favor do credor, cédula do respectivo crédito, na forma e para os fins que a lei especial determinar. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Penhor de Direitos e Títulos de Crédito Direitos sobre coisa móveis – que podem cedidos são também objeto de penhor. Exemplos mais clássicos sobre essas possibilidades, ações negociadas em bolsa podem ser penhoras e títulos de crédito em geral também podem. São tipos de direitos que, por poderem ser cedidos, são considerados patrimoniais e sua natureza jurídica é de serem considerados bens móveis, por isso suscetíveis de penhor. Art. 1.451. Podem ser objeto de penhor direitos, suscetíveis de cessão, sobre coisas móveis. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPenhor de Veículos O penhor sobre veículos não é tão comum de acontecer na prática, já que existem outras opções mais consolidadas no mercado como forma de garantia na aquisição de veículos, como a alienação fiduciária e o leasing. Veículo empregado em qualquer forma de transporte ou condução possa ser objeto de penhor. Art. 1.461. Podem ser objeto de penhor os veículos empregados em qualquer espécie de transporte ou condução. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPenhor Legal Não decorre da vontade das partes - necessidade de proteger duas situações específicas - manifesta-se o a garantia por meio do meio penhor. - hospedeiros ou fornecedores de pousada ou alimento sobre as bagagens, ou sobre os móveis, podendo ser também sobre as joias e sobre o dinheiro que os hospedes, cliente ou consumidores, ou fregueses tiverem carregando com eles nos locais de hospedagem pelas despesas ou consumo que tiverem feito, sejam esses locais casas ou estabelecimentos. Poder de autotutela - donos de prédios rústicos ou urbanos. bens móveis que o rendeiro ou o inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, em relação aos valores devidos de aluguel ou de rendas. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Art. 1.467. São credores pignoratícios, independentemente de convenção: I - os hospedeiros, ou fornecedores de pousada ou alimento, sobre as bagagens, móveis, jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos, pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito; II - o dono do prédio rústico ou urbano, sobre os bens móveis que o rendeiro ou inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelos aluguéis ou rendas. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoO penhor legal na hospedagem - respeitando-se a condição Tabela impressa e prévia e exposta de maneira ostensiva de qual o preço praticado da hospedagem, da pensão e dos alimentos fornecidos. Art. 1.468. A conta das dívidas enumeradas no inciso I do artigo antecedente será extraída conforme a tabela impressa, prévia e ostensivamente exposta na casa, dos preços de hospedagem, da pensão ou dos gêneros fornecidos, sob pena de nulidade do penhor. Permite a lei que o credor desses casos de penhor legal possa se valer de tantos bens quantos forem necessários ao atingimento do valor total da dívida. Art. 1.469. Em cada um dos casos do art. 1.467, o credor poderá tomar em garantia um ou mais objetos até o valor da dívida. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Tornar efetivo o penhor, se houver perigo na demora dessa satisfação. Art. 1.470. Os credores, compreendidos no art. 1.467, podem fazer efetivo o penhor, antes de recorrerem à autoridade judiciária, sempre que haja perigo na demora, dando aos devedores comprovantes dos bens de que se apossarem. Procurar a tutela jurisdicional. Art. 1.471. Tomado o penhor, requererá o credor, ato contínuo, a sua homologação judicial. Devedor de locação - evitar a aplicação do penhor legal sobre seus bens, Fazer uma caução idônea Art. 1.472. Pode o locatário impedir a constituição do penhor mediante caução idônea. TUTELA E CURATELA Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Dentro do Livro do Código Civil que aborda o assunto Direito de Família, encontram- se as regras sobre Tutela, Curatela e Tomada de Decisão Apoiada. Esses institutos visam assegurar o que se denomina de direitos assistenciais para defesa dos interesses dos incapazes e de maneira que possam praticar atos civis no interesse desses vulneráveis. A tutela, conforme define a doutrina, consiste em assegurar e resguardar os direitos e os interesses de um menor que não seja emancipado e que não estejam sujeitos a um poder familiar para que por meio de tutores esses menores estejam protegidos. A curatela é também um tipo de direito assistencial que consiste na proteção do curador a ser feita para pessoas maiores, mas que se enquadram no conceito de incapazes e que sejam devidamente interditados. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoTutores Proteção de menores incapazes - tutor. Filhos menores - tuteladas - pais falecerem ou se forem considerados ausentes. A morte dos pais é motivo que ocasiona a extinção do poder familiar. Ou os pais são retirados do poder familiar sobre filhos menores Nomeia-se o tutor que será o cuidador, e o tutelado que é o menor - pupilo. Art. 1.728. Os filhos menores são postos em tutela: I - com o falecimento dos pais, ou sendo estes julgados ausentes; II - em caso de os pais decaírem do poder familiar. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoCuratela Direito assistencial promovido pela lei e aplicável pelo curador Proteger e defender os interesses de uma pessoa considera incapaz, - maior de idade - judicialmente interditado. Curador e do curatelado. Estão sujeitos à curatela, os denominados interditos. Art. 1.767. Estão sujeitos a curatela: I - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; III - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; V - os pródigos. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Interdição - pessoas que não possam exprimir sua vontade devem receber todo apoio necessário manter convívio com a família e com a comunidade, evitando-se o recolhimento a estabelecimento especial que afaste a pessoa desse importante convício com seus parentes e amigos. Art. 1.777. As pessoas referidas no inciso I do art. 1.767 receberão todo o apoio necessário para ter preservado o direito à convivência familiar e comunitária, sendo evitado o seu recolhimento em estabelecimento que os afaste desse convívio. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Na sequência prevista no Código Civil - artigos 1.768 a 1.773 foram revogados. As regras sobre tutela estão tratadas no Código Civil dos artigos 1.728 até o 1.766, Art. 1.774. Aplicam-se à curatela as disposições concernentes à tutela, com as modificações dos artigos seguintes. Ordem de pessoas incumbidas de exercer a curatela - respeitar essa ordem como uma regra de preferência atribuída pela lei.Art. 1.775. O cônjuge ou companheiro, não separado judicialmente ou de fato, é, de direito, curador do outro, quando interdito. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoNão havendo cônjuge - o pai ou a mãe da pessoa. – depois descendente que esteja apto a cumprir essa tarefa. Mais próximo e só depois os demais, Não havendo ninguém - caberá ao juiz a definição e escolha §1º Na falta do cônjuge ou companheiro, é curador legítimo o pai ou a mãe; na falta destes, o descendente que se demonstrar mais apto. § 2º Entre os descendentes, os mais próximos precedem aos mais remotos. § 3º Na falta das pessoas mencionadas neste artigo, compete ao juiz a escolha do curador. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPessoa com deficiência – ser relativamente incapaz curatela quando declarada interditada pela justiça. O juiz pode determinar que a tutela de uma pessoa com deficiência seja atribuída a mais de uma pessoa que exercerão essa curatela de maneira compartilhada. Art. 1.775-A. Na nomeação de curador para a pessoa com deficiência, o juiz poderá estabelecer curatela compartilhada a mais de uma pessoa. Art. 1.778. A autoridade do curador estende-se à pessoa e aos bens dos filhos do curatelado, observado o art. 5º. Exemplo: Jorge tem 30 anos e sofreu um acidente e está em coma, Jorge tem dois filhos, um de 12 e outro de 15 anos, ele não é casado, ele é interditado por não poder exprimir sua vontade e seu pai é nomeado seu curador, esse pai e que é avô das crianças passa a ser também autoridade de curador sobre esses filhos e os bens desses filhos. PAGAMENTO DE DÍVIDA Prof. Cadu Carrilho Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilhoPatrimoniais, obrigações e responsabilidade - morre. Herança dessa pessoa - mais dívidas do que bens Inventário, Em muitos casos, pagam-se as dívidas e sobra ainda algum valor, esses serão partilhados entre os herdeiros. Cada herdeiro recebendo sua parte na herança - fiquem dívidas do falecido, - herdeiros podem sim responder por essas dívidas Respondem pela dívida - na proporção do que lhe coube na partilha da herança. Art. 1.997. A herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido; mas, feita a partilha, só respondem os herdeiros, cada qual em proporção da parte que na herança lhe coube. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Enquanto estiver ocorrendo o inventário, credores podem apresentar seus créditos - receber do espólio o valor devido. Apresentando - documentos e formalidades - provam a existência da obrigação. Não é devida - impugnação. - deve ser feita também com robusta comprovação de que a dívida não é devida. Não pode ser alegada tendo como fundamento o pagamento da dívida. Ora, caberá ao juiz analisar se é devido ou não essa dívida. Juiz mandará reservar bens que sejam suficientes para a solução do débito § 1º Quando, antes da partilha, for requerido no inventário o pagamento de dívidas constantes de documentos, revestidos de formalidades legais, constituindo prova bastante da obrigação, e houver impugnação, que não se funde na alegação de pagamento, acompanhada de prova valiosa, o juiz mandará reservar, em poder do inventariante, bens suficientes para solução do débito, sobre os quais venha a recair oportunamente a execução. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Feita a reserva pelo juiz, cabe ao credor propor ação de cobrança no prazo de 30 dias, sob pena de, em se mantendo inerte nesse prazo, a providência tratada acima perder seus efeitos. § 2º No caso previsto no parágrafo antecedente, o credor será obrigado a iniciar a ação de cobrança no prazo de trinta dias, sob pena de se tornar de nenhum efeito a providência indicada. Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho OBRIGADO PROF. CADU CARRILHO @profcaducarrilho t.me/professorcadu Direito Empresarial Prof. Cadu Carrilho @profcaducarrilho Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64