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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
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do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer 
outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o 
transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
230327513860
WESLEI MACHADO
Weslei Machado é Promotor de Justiça Substituto no Ministério Público do Estado 
do Amazonas e Promotor Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral do Estado do Amazonas, 
Especialista em Direito Constitucional – IDP, foi Analista Judiciário – Área Judiciária 
do TSE (2007/2017); foi Assessor de Desembargador no TJDFT (2016/2017; professor 
de diversos cursos preparatórios para concursos em Brasília; professor e foi Assessor 
do curso de Direito da Universidade Católica de Brasília.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para RAISSA BARBOSA DA SILVA - 14135170480, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Direitos Políticos e Direitos Políticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Direitos Políticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Aspectos Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2. Conceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.3. Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.4. Direitos Políticos na CF/1988 – Arts. 14 a 16 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2. Direito ao Sufrágio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1. O Voto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2. Plebiscito e Referendo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.3. Iniciativa Popular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.4. Consulta Popular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3. Alistamento Eleitoral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.1. Conceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2. Requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.3. Espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4. Elegibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.1. Condições de Elegibilidade Constitucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5. Condições de Elegibilidade Infraconstitucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
5.1. Indicação em Convenção Partidária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.2. Quitação Eleitoral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
6. Momento de Comprovação das Condições de Elegibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7. Causas de Inelegibilidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
 
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Querido(a) aluno(a), tudo bem?
Em nossa aula de hoje, trataremos dos direitos políticos. Essa matéria tem matiz 
constitucional e está prevista nos arts. 14 a 16 da CF/88, motivo pelo qual esses dispositivos 
serão estudados de forma detalhada.
Neste estudo, vamos conhecer aspectos gerais relacionados ao direito de votar, ao 
alistamento eleitoral, à elegibilidade, às inelegibilidades e às hipóteses de perda ou suspensão 
dos direitos políticos.
Está preparado(a)? Vamos lá!
 
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
DIREITOS POLÍTICOS E DIREITOS POLÍTICOSDIREITOS POLÍTICOS E DIREITOS POLÍTICOS
1 . DIREITOS POLÍTICOS1 . DIREITOS POLÍTICOS
1 .1 . ASPECTOS GERAIS1 .1 . ASPECTOS GERAIS
Com o foco na proteção da pessoa humana, a doutrina jusnaturalista concebe os 
chamados direitos humanos como “eternos, imutáveis, vigentes em todos os tempos, 
lugares e nações”. Esses direitos “são direitos válidos para todos os povos e em todos os 
tempos (dimensão jusnaturalista – universalista)” e “nascem da própria natureza humana 
daí seu caráter inviolável, atemporal e universal” (José Jairo Gomes, 2017).
Desse rol de direitos universais, o legislador, em determinado momento histórico e 
limitado à um espaço geográfico, pode escolher alguns deles para institucionalizá-los em 
textos legais, dando-lhe proteção jurídica objetiva. Assim surgem os chamados direitos 
fundamentais.
Citando Canotilho, José Jairo Gomes sintetiza a diferença entre direitos humanos e 
direitos fundamentais:
Segundo sua origem e seu significado, poderíamos distingui-las da seguinte maneira: direitos do 
homem [ou direitos humanos] são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos 
(dimensãoou prova de reparação dos danos 
causados à vítima, nos termos da Súmula n. 9 do TSE, que afirma:
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula n. 9. A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal 
transitada em julgado cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, independendo 
de reabilitação ou de prova de reparação dos danos.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
No ponto, Branco, Carvalhedo e Kalkmann (2017, p. 49) lecionam que:
A Constituição determina a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os “efeitos da 
condenação”, não estando aí incluídos, segundo o entendimento consolidado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral (TSE), seus efeitos penais secundários, a exemplo do previsto no art. 91, inciso I, do 
Código Penal (obrigação de indenizar o dano causado à vítima). Tampouco a reabilitação pode 
ser considerada como requisito para reaquisição dos direitos políticos, sob pena de prorrogar 
injustificadamente a restrição ao exercício de um direito fundamental do cidadão.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
De acordo com o art. 37, § 4º, da CF/1988, a condenação, com trânsito em julgado, 
tem como consequências a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, 
a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da sanção penal cabível.
4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda 
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação 
previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. (Grifo nosso)
Para a suspensão dos direitos políticos decorrentes de condenações em ações de 
improbidade administrativa, exige-se:
• Trânsito em julgado da ação;
• Determinação expressa no dispositivo da sentença acerca da suspensão dos direitos 
políticos do réu como uma das sanções aplicadas.
Note, por relevante, que diferentemente da suspensão dos direitos políticos 
decorrentes de condenação criminal transitada em julgado, que decorre de forma 
automática da decisão condenatória, nessas ações cíveis, esse efeito exige expressa 
determinação do julgador.
Em comum, ambas as ações, a criminal e a cível, das quais decorre a suspensão dos 
direitos políticos, somente produzem esse efeito sobre a capacidade eleitoral passiva do 
cidadão após o trânsito em julgado da decisão condenatória.
4 .1 .3 . ALISTAMENTO ELEITORAL
Dada a importância do tema, ele será abordado em aula específica ao longo do curso.
4 .1 .4 . DOMICÍLIO ELEITORAL
O domicílio eleitoral é uma condição de elegibilidade indispensável para que o cidadão 
possa concorrer a cargos eletivos e exercer o seu direito de votar na circunscrição.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
O conceito legal está descrito no art. 42, parágrafo único, do CE, que ora transcrevo:
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia 
do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
O domicílio eleitoral não se confunde com o domicílio civil. Em razão da dinâmica 
eleitoral, a jurisprudência do TSE alargou o conceito de domicílio para considerar, como 
parâmetro de sua aferição, além do local de residência ou moradia, outros tais como 
vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares. Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA 
A jurisprudência desta Corte há muito consolidou o entendimento de que “o conceito de 
domicílio eleitoral é mais elástico do que no Direito Civil e se satisfaz com a demonstração 
de vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares” (REspe 374-81, rel. Min. Marco 
Aurélio, red. para o acórdão Ministro Dias Toffoli, DJe de 4.8.2014).
(REspe n. 51-66/AM, rel. Min. Admar Gonzaga, DJE de 3.4.2019).
Nessa compreensão mais elástica de domicílio, José Jairo Gomes (2016, p. 155) relembra 
que o TSE já assentou que:
JURISPRUDÊNCIA 
Tem sido admitido como domicílio eleitoral qualquer lugar em que o cidadão possua 
vínculo específico, o qual poderá ser familiar, econômico, social ou político. Nesse 
diapasão, considera-se domicílio eleitoral o lugar em que o eleitor mantiver vínculo: 
(a) familiar, e. g., aquele em que é domiciliado seu parente (TSE – AAg. no 4.788/MG 
– DJ 15-10-2004, p. 94); (b) econômico/patrimonial (TSE – REspe no 13.459/SE – DJ 
12-11-1993, p. 24103), como o em que seja proprietário rural” (TSE – REspe no 21.826/
SE – DJ 1-10-2004, p. 150); (c) afetivo, social ou comunitário (TSE –AgR-AI no 7286/
PB – DJe, t. 50, 14-03-2013; TRE-MG – Ac. no 1.240/2004 e Ac. no 1.396/2004 – RDJ 
14:148-155); (d) o lugar em que o candidato, nas eleições imediatamente anteriores, 
obteve a maior parte da votação (TSE – REspe no 16.397/AL – DJ 9-3-2001, p. 203).
Ainda que possua condições de escolher seu domicílio eleitoral, o cidadão deverá, 
obrigatoriamente, optar por um deles, onde, então, deverá se alistar como eleitor.
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
Ciclano possui domicílio eleitoral no Munícipio de São Paulo. Contudo, vig ja 
frequentemente para o Rio de Janeiro e lá adquiriu vários imóveis e completou 18 
anos, mas devido a sua condição de analfabeto decidiu não se alistar como eleitor. 
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
Ao completar 30 anos decidiu voltar a estudar e se alfabetizou. Em seguida, dirigiu-
se a um cartório eleitoral e requereu sua inscrição eleitoral. O pedido foi deferido 
sem a aplicação de quaisquer penalidades pela demora de Ciclano em requerer 
sua inscrição, tendo em vista que na condição anterior de analfabeto a inscrição 
eleitoral era facultativa.
Para participar das eleições, o cidadão deverá ter domicílio eleitoral na circunscrição 
em que pretende se candidatar no prazo de, pelo menos, seis meses antes da data das 
eleições, consoante dispõe o art. 9º, da Lei n. 9.504/1997.
4 .1 .5 . FILIAÇÃO PARTIDÁRIA
Para se filiar a partido político o cidadão deve estar no pleno exercício dos direitos 
políticos, consoante dispõe o art. 16 da Lei n. 9.096/1995.
A filiação partidária é condição essencial para o cidadão ter seu nome escolhido em 
convenção partidária e, assim, apresentar seu pedido de registro de candidatura perante 
a Justiça Eleitoral. Com efeito, pode-se afirmar que não há candidatura avulsa no País.
A filiação é realizada junto ao partido político e considera-se deferida, para todos os 
efeitos, uma vez atendidas as regras contidas no estatuto da agremiação.
Deferida a filiação, o partido deverá inserir os dados do filiado no sistema eletrônico da 
Justiça Eleitoral, que automaticamente enviará aos juízes eleitorais, para arquivamento, 
publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos 
eletivos, a relação dos nomes de todos os seus filiados, da qual constará a data de filiação, 
o número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos.É assim que a Justiça 
Eleitoral toma conhecimento das filiações ocorridas no âmbito das agremiações partidárias.
Ao receber esses dados, a Justiça Eleitoral realizará um “batimento” de dados a fim de 
detectar eventuais inconsistências, como, por exemplo, a duplicidade de filiação.
A propósito, havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais, conforme estabelece 
o art. 22, parágrafo único da Lei n. 9.096/1995.
Em regra, para concorrer a cargos eletivos, o cidadão deve estar filiado ao partido 
político pelo qual deseja concorrer pelo prazo mínimo de seis meses antes da data das 
eleições. A esse respeito, veja a previsão contida no art. 9º da Lei n. 9.504/1997:
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva 
circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo 
prazo. (Redação dada pela Lei n. 13.488, de 2017)
Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput, 
será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido 
de origem.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
4 .1 .6 . IDADE MÍNIMA
Por fim, a última condição de elegibilidade constitucional é a idade mínima. A idade mínima 
constitucional está relacionada à “preocupação em se exigir maior grau de consciência, 
experiência e maturidade dos candidatos de acordo com a importância e a complexidade 
das funções inerentes ao cargo” (José Jairo Gomes).
São essas as idades mínimas estabelecidas pela Constituição:
• trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
• trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
• vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, 
Vice-Prefeito e juiz de paz;
• dezoito anos para Vereador.
Essa condição de elegibilidade, nos moldes do § 2º do art. 11 da Lei n. 9.504/1997, é 
verificada tendo por base a data da posse e não a data do registro de candidatura. A esse 
respeito já decidiu o Tribunal Superior Eleitoral:
JURISPRUDÊNCIA 
[...] indefere-se pedido de registro de candidato que não possui, na data da posse, 
a idade mínima para o cargo que pretende disputar, por ausência da condição de 
elegibilidade prevista no art. 14, § 3º, VI, da Constituição Federal.
(RO n. 911/PB, rel. Min. Marcelo Ribeiro, PSESS de 29.8.2006).
Entretanto, especificamente sobre a idade mínima de 18 anos exigida para que o cidadão 
possa concorrer ao cargo de vereador, dispõe o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.504/1997 (após a 
reforma eleitoral de 2015), que o momento de sua comprovação deve ser a data do pedido 
de registro de candidatura. A esse respeito, veja a seguinte prescrição legal:
Art. 11, § 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é 
verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese 
em que será aferida na data-limite para o pedido de registro.
5 . CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE INFRACONSTITUCIONAIS5 . CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE INFRACONSTITUCIONAIS
Além dos requisitos constitucionais para o exercício do direito à elegibilidade, existem 
outras condições que foram impostas pelo legislador infraconstitucional, as quais podem 
ser denominadas de condições de elegibilidade infraconstitucionais ou condições de 
elegibilidade impróprias.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
5 .1 . INDICAÇÃO EM CONVENÇÃO PARTIDÁRIA5 .1 . INDICAÇÃO EM CONVENÇÃO PARTIDÁRIA
Mesmo estando filiado a partido, é indispensável, nos termos da Lei n. 13.488/2017, 
que acrescentou o § 14, ao art. 11 da Lei n. 9.504/1997, que o cidadão seja escolhido em 
convenção partidária para se lançar candidato.
§ 14 É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o requerente tenha filiação partidária.
O período de realização dessas convenções partidárias tem previsão legal no art. 8º da 
Lei n. 9.504/1997:
Art. 8º A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser 
feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-
se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro 
horas em qualquer meio de comunicação.
5 .2 . QUITAÇÃO ELEITORAL5 .2 . QUITAÇÃO ELEITORAL
Conforme estabelece o art. 11, VI, da Lei n. 9.504/1997, a certidão de quitação eleitoral 
é documento obrigatório para apresentação do pedido de registro de candidatura.
O conteúdo dessa certidão está descrito no art. 11, § 7º, da Lei n. 9.504/1997:
Art. 11, § 7º A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo dos 
direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral 
para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter 
definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral.
De pronto, observa-se que aquele que perdeu ou teve seus direitos políticos suspensos 
não poderá obter a certidão de quitação eleitoral, de modo que:
JURISPRUDÊNCIA 
A aferição da plenitude do exercício dos direitos políticos, notadamente, como condição 
de elegibilidade, demanda do cidadão o cumprimento integral das obrigações políticos-
eleitorais preconizadas nos diplomas normativos, consolidando-se na certidão de 
quitação eleitoral (REspe n. 121-13/MG, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 2.6.2017).
Também não terá direito à mencionada certidão aquele que, sem justificativa, não 
comprovar o regular exercício do voto, que, como se sabe, é obrigatório no Brasil, bem como, 
o que não atender à convocação da Justiça eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao 
pleito, como, por exemplo, ser mesário no dia das eleições.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
No que concerne às multas eleitorais/administrativas aplicadas pela Justiça Eleitoral, 
os candidatos que comprovarem o pagamento ou parcelamento desses débitos até o 
julgamento do seu pedido de registro de candidatura serão considerados quites com a 
Justiça Eleitoral. Confira a jurisprudência do TSE:
JURISPRUDÊNCIA 
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DEFERIMENTO. REGISTRO 
DE CANDIDATURA. SEGUNDO SUPLENTE SENADOR. PAGAMENTO DE MULTA ANTES DO 
JULGAMENTO. QUITAÇÃO ELEITORAL. DESPROVIMENTO.
A jurisprudência recente firmada no âmbito desta Corte Superior firmou-se no sentido 
de que o pagamento da multa, ou a comprovação do cumprimento regular de seu 
parcelamento, pelo candidato, após o pedido de registro, mas antes do julgamento 
respectivo, tem o condão de afastar a ausência de quitação eleitoral, independentemente 
do fato de a sanção pecuniária ter sido cominada em representação eleitoral.Precedente: 
REspe n. 664-69/CE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, publicado na sessão 
de 18.9.2014.
(REspe n. 763-98/MT, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe de 24.10.2014).
Finalmente, quanto à apresentação de contas, como requisito para obtenção da certidão 
de quitação eleitoral, temos que antes da edição da Lei n. 12.034/2009, que alterou o art. 
11, § 7º, da Lei n. 9.504/1997, somente estava quite com a Justiça Eleitoral aquele que 
tinha as suas contas aprovadas.
Com a alteração legislação promovida pela mencionada lei, basta o candidato apresentar 
as contas de campanha para estar quite com a Justiça Eleitoral, ainda que elas venham a 
ser julgadas desaprovadas. Nesse sentido, confira a Súmula 57 do TSE:
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula 57. A apresentação das contas de campanha é suficiente para a obtenção da 
quitação eleitoral, nos termos da nova redação conferida ao art. 11, § 7º, da Lei n. 
9.504/1997, pela Lei n. 12.034/2009.
Quando o candidato não apresentar suas contas, ficará impedido de obter a certidão de 
quitação eleitoral pelo período correspondente ao mandato pelo qual concorreu, persistindo 
esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação das contas. É o teor da Súmula 
42 do TSE:
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula 42. A decisão que julga não prestadas as contas de campanha impede o 
candidato de obter a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao 
qual concorreu, persistindo esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação 
das contas.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
6 . M6 . MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE OMENTO DE COMPROVAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE 
ELEGIBILIDADEELEGIBILIDADE
As condições de elegibilidade deverão ser demonstradas no momento da formalização 
do pedido de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral, nos termos do art. 11, 
§ 10º, da Lei n. 9.504/1997, verbis:
§ 10. As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento 
da formalização do pedido de registro da candidatura, ressalvadas as alterações, fáticas ou 
jurídicas, supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade. (Grifo nosso)
Portanto, é no pedido de registro de candidatura que o relator do feito verifica se o 
pretenso candidato preenche as condições de inelegibilidade, tais como, os prazos mínimos 
de filiação partidária, domicílio eleitoral na circunscrição, idade mínima, tomando como 
base a data da posse, nacionalidade brasileira etc.
Entretanto, podem ocorrer alterações fáticas ou jurídicas que modifiquem o retrato 
desse momento inicial da análise. Noutro falar, pode ser que, no momento da formalização 
do pedido de registro, o candidato não preencha as condições de elegibilidade e tenha seu 
registro indeferido. Ao apresentar recurso da decisão, leve ao conhecimento do relator fato 
superveniente que modifique seu status, atendendo, assim, aos requisitos constitucionais 
e legais atinentes às condições de elegibilidade.
Essa prerrogativa é admitida pela parte final do art. 11, § 10º da Lei n. 9.504/1997. 
Muito embora o dispositivo mencione apenas os casos de “inelegibilidade”, a jurisprudência 
do TSE é pacífica em admitir também a ocorrência de fatos supervenientes relativos ao 
preenchimento das condições de elegibilidade, tendo, inclusive, editado súmula nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA 
Súmula n. 43
As alterações fáticas ou jurídicas supervenientes ao registro que beneficiem o candidato, 
nos termos da parte final do art. 11, § 10, da Lei n. 9.504/1997, também devem ser 
admitidas para as condições de elegibilidade.
Esses fatos supervenientes que restabeleçam às condições de elegibilidade (ou mesmo 
que afastem a existência de uma condição de elegibilidade) podem ser conhecidas em 
qualquer instância, inclusive na extraordinária, até a data final da diplomação dos eleitos.
Caso a alteração fática ou jurídica ocorra após a diplomação, efeito algum terá sobre a 
situação jurídica do candidato, porquanto as relações jurídicas devem em algum momento 
se estabilizar, a fim de que os eleitos possam exercer, sem embaraço, o mandato obtido.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
JURISPRUDÊNCIA 
10. A data da diplomação é o termo final para se conhecer de fato superveniente que 
restabeleça a condição de elegibilidade. Precedentes. Desse modo, é irrelevante, para 
a análise do presente recurso, o alegado restabelecimento dos direitos políticos do 
recorrente em abril de 2018, após, portanto, a data da sua diplomação.
(REspe n. 498-03/ES, rel. Min. Luís Roberto Barroso, DJe de 22.8.2019).
7 . CAUSAS DE INELEGIBILIDADES7 . CAUSAS DE INELEGIBILIDADES
Para ser candidato, o cidadão precisa preencher as condições de elegibilidade e não 
incidir em uma das causas de inelegibilidade.
Desse modo, ao contrário das condições de elegibilidades, que precisam ser preenchidas, 
para o exercício da capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado), as causas de 
inelegibilidades se apresentam como óbices ao exercício dessa capacidade e, por isso, 
devem ser afastadas.
As causas de inelegibilidades podem ser constitucionais, como é o caso do analfabetismo, 
ou infraconstitucionais, tais como aquelas constantes no art. 1º da LC n. 64/90.
Por enquanto é preciso saber que, diferentemente das condições de elegibilidade, que 
podem ser criadas por lei ordinária, as causas de inelegibilidades somente podem ser criadas 
por lei complementar, de acordo com o disposto no art. 14, § 9º, da CF.
Em observância a essa orientação constitucional, o legislador editou a LC n. 64/90, na 
qual constam as hipóteses infraconstitucionais de incidência das inelegibilidades, entre 
as quais, aquela derivada de condenação criminal, de condenação por abuso de poder, 
entre outras.
Ao longo do curso, teremos uma aula específica sobre cada uma delas. Aguarde!
Com isso encerramos esta aula. Um grande abraço e até a próxima!
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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RESUMORESUMO
DIREITOS POLÍTICOS
Direitos políticos são instrumentos colocados à disposição do cidadão para que possa 
exercer a soberania popular é o que podemos conceituar como direitos políticos.
O rol de direitos políticos constantes no art. 14 da Constituição Federal não é taxativo, 
mas meramente exemplificativo. Isso quer dizer que existem outros direitos políticos, além 
daqueles expressamente consignados na Constituição Federal.
Os direitos políticos podem ser classificados em ativos ou passivos, positivos e negativos.
A restrição do direito político passivo por meio da incidência de causas de inelegibilidades 
somente é possível por meio de previsão contida em norma constitucional.
DIREITO AO SUFRÁGIO
O sufrágio pode ser classificado em: igual ou desigual, universal ou restrito. O sufrágio 
restrito pode subdividir-se em censitário ou capacitário.
O direito ao voto possui as seguintes características: pessoal, obrigatório,livre, secreto, 
direto, periódico e igual.
Nos termos do art. 60, §4º, II, da CF, não poderá ser objeto de deliberação a proposta 
de emenda constitucional tendente a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico.
O alistamento e o voto são obrigatórios para o eleitor que estiver no exterior.
Com a edição da Lei n. 12.034/2009, que introduziu o art. 233-A no CE, passou a ser 
permitido, nas eleições gerais, o chamado voto em trânsito, ou seja, o voto do eleitor em 
uma seção eleitoral que originalmente não é a sua. Para o exercício dessa espécie de voto, 
entre outros requisitos, o município em que o eleitor estiver no dia das eleições deverá ser 
uma capital ou ter, pelo menos, cem mil eleitores.
Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria 
de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo 
ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
A iniciativa popular consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos Deputados, 
subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por 
cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Criadas pela EC 111, as consultas populares, realizadas concomitantemente às 
eleições municipais, versarão sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e 
encaminhadas à Justiça Eleitoral até noventa dias antes da data das eleições, observados 
os limites operacionais relativos ao número de quesitos nelas formulados.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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ALISTAMENTO ELEITORAL
Alistamento é o procedimento administrativo realizado perante a Justiça Eleitoral que 
tem a finalidade de aferir o preenchimento dos requisitos indispensáveis para o indivíduo 
se inscrever no cadastro de eleitores.
São requisitos obrigatórios para o alistamento: nacionalidade brasileira e idade mínima.
Todo brasileiro nato ou naturalizado, alfabetizado, entre 18 e 70 anos, deve obrigatoriamente 
requerer seu alistamento eleitoral, sob pena de multa.
O alistamento e a obrigatoriedade do voto se estendem, em regra, às pessoas com 
deficiência ou mobilidade reduzida.
O alistamento é facultativo para os maiores de 16 e menores de 18 anos; maiores de 
70 anos e analfabetos.
O alistamento é proibido para os conscritos e para os estrangeiros, à exceção dos 
portugueses, desde que haja reciprocidade em Portugal desse direito.
ELEGIBILIDADE
A elegibilidade é a adequação do indivíduo ao regime jurídico – constitucional e legal 
complementar – do processo eleitoral.
As condições de elegibilidade são requisitos indispensáveis para aqueles que desejam 
concorrer a cargos públicos (capacidade eleitoral passiva), sendo aferidas no momento da 
análise dos pedidos de registro de candidatura.
São condições de elegibilidade constitucionais: a nacionalidade brasileira; o pleno 
exercício dos direitos políticos; o alistamento eleitoral; o domicílio eleitoral na circunscrição; 
a filiação partidária e a idade mínima.
Para o TSE, há a possibilidade de serem criadas condições de elegibilidade por leis 
infraconstitucionais.
É permitido sancionar o cidadão com a perda e com a suspensão dos direitos políticos, 
cujas hipóteses estão listadas no art. 15 da CF/1988. A cassação desses direitos é vedada.
A perda dos direitos políticos se dá com: i) o cancelamento da naturalização por sentença 
transitada em julgado e; ii) pela recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação 
social alternativa.
A suspensão dos direitos políticos ocorre com: i) incapacidade civil absoluta; ii) 
condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos e; iii) improbidade 
administrativa, nos termos do art. 37, § 4º, da CF/1988.
O alistamento é o procedimento realizado junto à Justiça Eleitoral para aferir condições 
indispensáveis para o indivíduo se inscrever no cadastro de eleitores.
O domicílio eleitoral não se confunde com o domicílio civil. O domicílio eleitoral é mais 
elástico e considera, como parâmetro de sua aferição, além do local de residência ou moradia, 
outros tais como vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Para participar das eleições, o cidadão deverá ter domicílio eleitoral na circunscrição 
em que pretende se candidatar no prazo de, pelo menos, seis meses antes da data das 
eleições, consoante dispõe o art. 9º, da Lei n. 9.504/1997.
A filiação partidária é condição essencial para o cidadão ter seu nome escolhido em 
convenção partidária e, assim, apresentar seu pedido de registro de candidatura perante 
a Justiça Eleitoral.
Em regra, para concorrer a cargos eletivos, o cidadão deve estar filiado ao partido político 
pelo qual deseja concorrer pelo prazo mínimo de seis meses antes da data das eleições.
A idade mínima para concorrer a cargos públicos depende do cargo a ser preenchido: 
i) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; ii) trinta 
anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; iii) vinte e um 
anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz 
de paz; iv) dezoito anos para Vereador.
A apresentação de certidão de quitação eleitoral é condição de elegibilidade 
infraconstitucional.
As condições de elegibilidade deverão ser demonstradas no momento da formalização 
do pedido de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral, nos termos do art. 11, § 10º, 
da Lei n. 9.504/1997.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Com relação à obrigatoriedade do voto 
no Brasil,
a) os maiores de 18 anos são obrigados a votar, podendo ser impedidos de obter empréstimos 
em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo caso não apresentem a prova de 
votação na última eleição.
b) a ausência de comprovação do cumprimento da obrigação de votar implica a suspensão 
imediata de aluno de instituição de ensino oficial.
c) o eleitor que deixar de votar deverá justificar sua ausência perante o Juiz Eleitoral no 
prazo de 60 dias e ainda efetuar o pagamento de multa, em qualquer hipótese.
d) a ausência de votação, por pelo menos 3 eleições consecutivas ou a falta de alistamento 
eleitoral dos maiores de 18 anos, implicarão o cancelamento do alistamento ou a proibição 
de sua realização.
e) os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, que não comprovarem a votação na última 
eleição, não poderão obter passaporte ou carteira de identidade.
002. 002. (FCC/AL-MS/CONSULTOR DE PROCESSO LEGISLATIVO/2016)Jair pretende candidatar-
se ao cargo de vereador e completará 18 anos um dia após a data-limite para o pedido de 
registro da candidatura. Nesse caso, Jair
a) poderá candidatar-se, pois completa dezoito anos antes do dia do pleito que ocorrerá 
no primeiro domingo de outubro do ano eleitoral.
b) poderá candidatar-se, pois a idade mínima constitucionalmente estabelecida como 
condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse.
c) apenas poderá candidatar-se se for emancipado, pois os menores de dezoito anos são 
inelegíveis.
d) não poderá se candidatar, pois a idade mínima constitucionalmente estabelecida como 
condição de elegibilidade será aferida na data-limite para o pedido de registro.
e) não poderá se candidatar pois a idade mínima constitucionalmente prevista para uma 
pessoa eleger-se ao cargo de vereador é vinte e um anos de idade.
003. 003. (VUNESP/ALUMÍNIO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2016) Quanto ao plebiscito, assinale 
a alternativa correta.
a) É posterior à criação do ato legislativo que trate do assunto em pauta.
b) É convocado mediante decreto legislativo.
c) Considera-se inviável para discussão de matéria administrativa.
d) Caberá ao Congresso Nacional fixar a data dessa consulta popular.
e) Será considerado aprovado ou rejeitado por maioria absoluta.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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004. 004. (FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considere as seguintes hipóteses: Sofia 
está temporariamente privada dos direitos políticos, Carlos não sabe exprimir-se na língua 
nacional e Gabriela está definitivamente privada dos direitos políticos. Nesses casos, de 
acordo com o Código Eleitoral brasileiro, NÃO podem alistar-se os eleitores
a) Carlos e Gabriela, apenas.
b) Gabriela, apenas.
c) Carlos, apenas.
d) Sofia, Carlos e Gabriela.
e) Gabriela e Sofia, apenas.
005. 005. (VUNESP/MARÍLIA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2016) Assinale a alternativa correta no 
que se refere aos direitos políticos.
a) O analfabeto não pode alistar-se eleitor e, por via de consequência, não pode votar.
b) O eleitor que não provar ter votado na última eleição, ou mesmo deixar de provar a 
justificativa pela ausência do voto ou o respectivo pagamento da multa terá cancelado o 
passaporte emitido em seu favor, ainda que dentro do prazo de sua validade.
c) Uma das condições de elegibilidade para candidato a vereador é ter idade mínima de 21 
anos.
d) A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto e, 
nos termos da lei, pelo plebiscito, iniciativa popular e referendo.
e) A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas só 
será aplicada à eleição que ocorra até seis meses da data de sua vigência.
006. 006. (VUNESP/REGISTRO-SP/ADVOGADO/2016) Assinale a alternativa correta.
a) O plebiscito constitui consulta popular prévia sobre matéria política ou institucional após 
sua formulação legislativa, configurando instrumento de exercício da soberania popular.
b) O referendo constitui consulta posterior à aprovação de projeto de lei ou de emenda 
constitucional, para ratificação ou rejeição, configurando instrumento de exercício da 
soberania.
c) A autorização de referendo, diversamente da convocação do plebiscito, é da competência 
exclusiva do Congresso Nacional.
d) Nas questões de relevância nacional, de competência do Poder Legislativo ou do Poder 
Executivo, o referendo é convocado por decreto legislativo da Câmara ou do Senado, com 
proposta que deve ser assinada por no mínimo dois terços dos deputados e senadores.
e) O plebiscito e o referendo devem ser aprovados na Câmara, por maioria simples e no 
Senado por maioria absoluta e o resultado é homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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007. 007. (CESPE/TRE-PI/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) Assinale a opção correta no que se refere 
ao direito de sufrágio.
a) No direito brasileiro, os conceitos de voto e de sufrágio são equivalentes.
b) O sufrágio é um direito público subjetivo democrático, que cabe ao povo, respeitados o 
princípio da universalidade e o princípio da igualdade de voto e de elegibilidade.
c) O direito de sufrágio ativo não é pressuposto do direito de sufrágio passivo.
d) Da obrigatoriedade do voto, determinada pela CF, decorre, para o eleitor, o dever jurídico 
de emitir o seu voto.
e) A liberdade do voto manifesta-se pela preferência a um candidato, mas não pela anulação 
do voto ou pela opção de depositar cédula em branco na urna.
008. 008. (CESPE/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O direito eleitoral, precisamente, dedica-
se ao estudo das normas e procedimentos que organizam e disciplinam o exercício do poder 
de sufrágio popular, de modo a que se estabeleça a precisa equação entre a vontade do 
povo e a atividade governamental. Para melhor ordenação lógica (das fontes), há que se 
partir da Constituição Federal de 1988 (CF), que é a fonte suprema de onde promana a 
ordem jurídica estatal.
Idem, ibidem (com adaptações).
Com relação a esse tema, assinale a opção correta.
a) Incorporou-se no texto da CF a capacidade eleitoral ativa e passiva dos analfabetos.
b) A exemplo de alguns países europeus e americanos, a CF admite, em determinadas 
circunstâncias, o registro de candidatos estrangeiros.
c) Conforme a CF, a soberania popular é exercida pelo sufrágio e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa 
popular.
d) Não estando prevista na CF a eleição dos deputados por meio do sistema proporcional, a 
eventual mudança do sistema pode ser realizada mediante apresentação de projeto de lei.
e) A CF autoriza, em determinadas circunstâncias, a eleição de cidadãos sem filiação 
partidária.
009. 009. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015)
I – Participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, do Distrito 
Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias.
II – Obter passaporte.
III – Obter carteira de identidade.
IV – Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou 
devidamente, não poderá o eleitor, dentre outras condutas as indicadas em
a) I, II, III e IV.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
010. 010. (IESES/TRE-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) João Silva, brasileiro nato, com domicílio 
eleitoral na cidade do Rio de Janeiro, filiado a partido político há 6 anos, tem 29 anos de 
idade no dia limite para o registro de candidatura, deseja candidatar-se ao cargo de Governo 
do Estado do rio de Janeiro. Com base na legislação vigente em relação as idades mínimas 
para concorrer a cargos eletivos é correto afirmar:
a) JoãoSilva só poderá concorrer ao cargo de governador na presente situação se houver 
manifestação favorável ao seu registro por parte do Ministério Público e dos demais 
candidatos que concorrem na eleição.
b) João Silva só poderá se candidatar caso consiga um deferimento de medida cautelar 
com base na eficácia horizontal dos direitos fundamentais e solicite que seja feita uma 
interpretação extensiva do direito fundamental a participação no processo eleitoral.
c) João Silva só poderá se candidatar caso venha a completar 30 anos até a data da posse, 
pois as idades mínimas para concorrer a cargo eletivo são consideradas na data da posse 
e não na data do registro de candidatura.
d) João Silva poderá se candidatar ao cargo de governador pelo fundamento que a 
jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral tem entendimento que o não cumprimento 
da idade mínima não é motivo para impedir a posse do candidato que esteja nesta situação 
e venha a ser eleito.
011. 011. (CONSUPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O princípio democrático encontra-
se inscrito no Art. 1º parágrafo único da Constituição Brasileira que dispõe: “todo poder 
emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos 
desta Constituição”. Assinale a alternativa que contempla direito político que representa 
desdobramento direto deste princípio.
a) Filiação partidária.
b) Sufrágio capacitário.
c) Iniciativa popular das leis.
d) Referendo para aprovação de projeto de lei.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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012. 012. (FCC/TJ-PE/JUIZ/2015) Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva 
multa ou de que se justificou devidamente, poderá o eleitor
a) renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.
b) praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
c) receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.
d) optar pelo pagamento parcelado do IPTU.
e) obter passaporte ou carteira de identidade.
013. 013. (FCC/TRE-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Joselma, 43 anos de idade, é servidora 
pública estatutária de órgão da administração indireta da União. Deverá se afastar, até 3 
meses antes do pleito, garantido o direito à percepção de seus vencimentos integrais, para 
candidatar-se a
a) Governadora de Estado e Deputada Estadual, somente.
b) Presidente da República e Governadora de Estado, somente.
c) Presidente da República, Governadora de Estado, Senadora, Deputada Federal e Deputada 
Estadual.
d) Presidente da República, Senadora e Deputada Federal, somente.
e) Senadora, Deputada Federal e Deputada Estadual, somente.
014. 014. (VUNESP/SERTÃOZINHO-SP/PROCURADOR JURÍDICO LEGISLATIVO/2014) Com relação 
aos Direitos Políticos, é correto afirmar que
a) o indivíduo que nasce no Brasil adquire desde o momento do nascimento a cidadania 
brasileira.
b) a perda ou suspensão dos direitos políticos ocorre exclusivamente pelo cancelamento da 
naturalização por sentença transitada em julgado, pela condenação criminal transitada em 
julgado e, enquanto perdurarem seus efeitos, pela recusa ao cumprimento de obrigação a 
todos imposta ou prestação alternativa e pela improbidade administrativa.
c) o Brasil adota o sistema de sufrágio censitário como meio de exteriorizar o sufrágio 
universal.
d) são institutos da democracia participativa o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.
e) a perda dos direitos políticos do parlamentar, por condenação criminal transitada em 
julgado, por pena superior a do mandato, implica automaticamente na perda deste, bastando 
a comunicação da condenação feita pelo Judiciário ao Legislativo.
015. 015. (VUNESP/POÁ-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2014. ADAPTADA) Com relação aos Direitos 
Políticos, é correto dizer que
a) o sufrágio é um direito público subjetivo, de natureza política, que tem o cidadão de 
eleger, ser eleito e de participar da organização e da atividade do poder estatal.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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b) não podem alistar-se como eleitores os analfabetos, os estrangeiros e os conscritos 
durante o período do serviço militar.
c) a idade mínima para que um brasileiro nato possa concorrer à vereança é de vinte e um 
anos.
d) um dos requisitos necessários para o cumprimento das condições de elegibilidade é a 
obrigatoriedade de comprovação do domicílio eleitoral com no mínimo um ano antes do 
pleito eleitoral.
e) o mandato eletivo pode ser impugnado perante a Justiça Eleitoral, no prazo de trinta 
dias contados da diplomação, instruindo-se a ação com no mínimo indícios de prova do 
abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
016. 016. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Julgue os itens 
subsequentes, relativos aos direitos políticos.
O cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado é causa justificadora 
da perda ou suspensão de direitos políticos.
017. 017. (CONSUPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) João, 28 anos de idade, brasileiro 
nato, em dia com suas obrigações eleitorais e preenchendo todos os requisitos de 
elegibilidade; decide se candidatar a cargo político. Nesse caso, João pode se candidatar 
aos seguintes cargos:
a) Presidente e Vice-Presidente da República, Senador, Deputado Federal, Estadual ou 
Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
b) Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
c) Governador e Vice-Governador de Estado, Deputado Federal, Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
d) Senador, Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
018. 018. (CONSUPLAN/TRE-MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Nos termos da Constituição de 
1988, a perda ou suspensão dos direitos políticos pode ocorrer devido à(ao)
a) condenação criminal, mesmo que sem trânsito em julgado da sentença.
b) incapacidade civil, em qualquer de suas manifestações.
c) improbidade administrativa, na forma e gradação previstas em lei.
d) cancelamento da naturalização, por decisão irrecorrível do TRE.
019. 019. (CONSUPLAN/TRE-MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Representam formas de exercício 
da soberania popular, conforme a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,
I – o referendo e a iniciativa popular.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
II – o referendo e o voto aberto.
III – o plebiscito e o referendo.
IV – o sufrágio e o voto indireto.
Estão corretas apenas as alternativas:
a) I, III
b) II, III
c) I, IV
d) III, IV
020. 020. (CONSUPLAN/TSE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) Para se eleger prefeito de qualquer 
município brasileiro, deve o cidadão possuir idade mínima de:
a) 21 anos.
b) 18 anos.
c) 30 anos.
d) 35 anos.
021. 021. (FGV/2018/CÂMARA DE SALVADOR/BA) Pedro, de 18 anos, pretende ser candidato a 
vereador. É brasileiro naturalizado, está no pleno exercíciodos direitos políticos, está filiado 
a partido político e tem domicílio eleitoral no Município limítrofe àquele em que pretende 
candidatar-se, tendo, portanto, pleno conhecimento da realidade social.
À luz da sistemática constitucional, Pedro:
a) preenche todas as condições de elegibilidade exigidas;
b) não preenche a condição de elegibilidade baseada no critério etário;
c) não preenche a condição de elegibilidade consistente no domicílio eleitoral;
d) não preenche a condição de elegibilidade consistente na nacionalidade brasileira nata;
e) não preenche as condições de elegibilidade consistentes no critério etário e no domicílio 
eleitoral.
022. 022. (FCC/2018/DPE/AM/ANALISTA) A Constituição Federal de 1988 estabelece, como regra 
geral, que são inalistáveis e inelegíveis como eleitores
a) analfabetos.
b) estrangeiros.
c) maiores de 70 anos.
d) maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
e) que alegarem motivos de crença religiosa.
023. 023. (CESPE/2017/DPU/DEFENSOR) Acerca dos princípios do direito eleitoral e dos direitos 
políticos, julgue o item a seguir.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
Uma vez que o direito de ser votado integra o rol dos direitos e garantias individuais e que 
estes, por força constitucional, não podem ser abolidos, as condições de elegibilidade não 
podem ser objeto de proposta de emenda à CF.
024. 024. (CESPE/2017/DPU) Acerca dos princípios do direito eleitoral e dos direitos políticos, 
julgue o item a seguir.
No texto constitucional, os direitos políticos estão vinculados ao exercício da soberania 
popular, restritos, portanto, aos direitos de votar e de ser votado.
025. 025. (VUNESP/2016/SERTÃOZINHO/SP/PROCURADOR) Assinale a alternativa correta.
a) A Constituição Federal admite a cassação, perda ou suspensão dos direitos políticos.
b) A condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos e a 
improbidade administrativa, essa nos termos do artigo 37, § 4º, da Constituição Federal, 
são causas de suspensão de direitos políticos.
c) A recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII, da Constituição Federal, não acarreta perda ou suspensão dos direitos políticos.
d) Verificada a hipótese de incapacidade civil absoluta dentre as previstas na lei civil, haverá 
a perda dos direitos políticos, como efeito natural do trânsito em julgado da sentença que 
decretar a interdição.
e) A suspensão dos direitos políticos por condenação criminal transitada em jugado, 
enquanto durarem seus efeitos, deve ser expressamente referida na sentença, uma vez 
que se trata de pena acessória.
026. 026. (FCC/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Aprovado o ato convocatório de plebiscito 
pelo Congresso Nacional, o Presidente do
a) STF dará ciência à Justiça Eleitoral para a adoção das providências cabíveis para a sua 
realização.
b) Congresso Nacional dará ciência ao Presidente do STF para a adoção das providências 
cabíveis para a sua realização, em homenagem ao princípio da separação dos poderes.
c) Congresso Nacional após fixar a data da consulta popular, dará ciência à Justiça Eleitoral 
para a adoção das providências cabíveis para a sua realização.
d) Congresso Nacional dará ciência à Justiça Eleitoral, a quem incumbirá, nos limites de sua 
circunscrição, entre outros, expedir instruções para a realização da consulta.
e) STF, ouvida a Justiça Eleitoral, fixará a data, tornará pública a respectiva cédula e expedirá 
instruções para realização da consulta.
027. 027. (VUNESP/2018/PREFEITURA DE PONTAL-SP/PROCURADOR) José, que já é eleitor, tem 
17 (dezessete) anos na data-limite para o pedido de registro da candidatura, e terá 18 
(dezoito) anos na data da posse. Ele deseja concorrer às eleições municipais de Passe-Bem 
que ocorrerão em 2018.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a alternativa correta.
a) José poderá concorrer aos cargos de vereador, prefeito ou vice-prefeito, pois na data 
da diplomação terá a idade mínima exigida, que é de 18 (dezoito) anos.
b) João poderá concorrer ao cargo de vereador do Município de Passe-Bem desde que tenha 
18 (dezoito) anos na data da diplomação e seja brasileiro nato.
c) José não poderá concorrer a nenhum cargo nas eleições municipais de Passe-Bem, pois a 
idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é sempre 
verificada na data do pedido de diplomação.
d) José não poderá concorrer ao cargo de vereador, pois a idade mínima constitucionalmente 
estabelecida como condição de elegibilidade é aferida nesse caso na data-limite para o 
pedido de registro da candidatura.
e) José poderá concorrer aos cargos de vereador e de prefeito do Município de Passe 
Bem, pois terá 18 (dezoito) anos na data posse, o que independe do fato de ser brasileiro 
naturalizado.
028. 028. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Quanto aos institutos do plebiscito 
e referendo, assinale a alternativa correta, nos termos do quanto previsto na legislação 
regente (Lei n. 9.709/1998).
a) O plebiscito e o referendo são convocados mediante lei ordinária, por proposta de um 
terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das Casas do Congresso Nacional.
b) A formação de novos Estados ou Territórios Federais depende da aprovação da população 
diretamente interessada, por meio de plebiscito e do Congresso Nacional, por lei complementar, 
ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas.
c) O plebiscito é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo 
ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
d) O referendo é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo 
ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
029. 029. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) O militar alistável com mais de dez 
anos de serviço, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, à inatividade.
030. 030. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Exige-se a idade mínima de 21 
anos de idade para Prefeito, mas não para Vice-Prefeito.
031. 031. (IADES/2019/AL-GO/PROCURADOR) Nos termos da lei, para todos os cargos eletivos, 
a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade será 
verificada à data da posse.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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032. 032. (IADES/2019/AL-GO/PROCURADOR) Para concorrer às eleições, o candidato deverá 
possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de um ano e estar com a 
filiação deferida pelo partido no mesmo prazo.
033. 033. (INAZ DO PARÁ/2018/FUNGOTA DE ARARAQUARA/ADVOGADO) A capacidade eleitoral 
ativa traduz-se no direito de poder votar, de participar de referendos, plebiscito, de propor 
ação popular e de apresentar projeto de lei popular. Ou seja, intervenções ativas diretas do 
cidadão na vida política dopaís, a qual depende de inscrição na justiça eleitoral.
Assinale o direito político a qual o enunciado acima se refere:
a) alistabilidade
b) elegibilidade
c) inelegibilidade
d) votabilidade
034. 034. (VUNESP/2018/TJ-MT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Quanto aos institutos de 
participação popular, plebiscito e referendo, cabe afirmar:
a) são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para a nação em questão 
de natureza constitucional e administrativa, não sendo compatível com matéria de natureza 
legislativa.
b) o referendo é convocado previamente à criação do ato que trate do assunto em pauta 
e o plebiscito é convocado posteriormente.
c) são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para a nação em questão 
de natureza constitucional e legislativa, não sendo compatível com matéria de natureza 
administrativa.
d) nas questões de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o plebiscito 
e o referendo serão convocados mediante decreto legislativo federal.
e) nas questões de relevância nacional e nas hipóteses de incorporação, subdivisão ou 
desmembramento dos estados, o plebiscito e o referendo são convocados mediante decreto 
legislativo.
035. 035. (VUNESP/2018/TJ-MT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) A capacidade eleitoral ativa é 
inviabilizada pela
a) inalistabilidade.
b) incompatibilidade.
c) inelegibilidade funcional.
d) descompatibilização.
e) inelegibilidade relativa reflexiva.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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036. 036. (IBFC/2017/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA/PROCURADOR JURÍDICO) Assinale 
a alternativa correta. São condições de elegibilidade, dentre outras:
a) a nacionalidade brasileira e a filiação partidária
b) o pleno exercício dos direitos políticos e a idade mínima de vinte e um anos para Vereador
c) o alistamento eleitoral e a idade mínima de vinte e cinco anos para Governador e Vice-
Governador de Estado e do Distrito Federal
d) o domicílio eleitoral na circunscrição e a idade mínima de trinta anos para Presidente e 
Vice-Presidente da República e Senador
037. 037. (VUNESP/2018/MPE-SP/ANALISTA JURÍDICO DO MP) Tim pretende concorrer para o 
cargo de vice-governador de seu Estado, porém, ainda não completou 30 anos de idade. 
Considerando que a data limite para os partidos e coligações solicitarem à Justiça Eleitoral 
o registro de seus candidatos é 15 de agosto de 2018, que o 1º turno das eleições será no 
dia 07 de outubro de 2018, que o 2º turno será no dia 28 de outubro de 2018 e que a data 
da posse é 1º de janeiro de 2019, assinale a alternativa correta quanto à idade mínima de 
30 anos constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade.
a) Não será exigida para o cargo de vice-governador de Estado.
b) É verificada tendo por referência a data do 1º turno da eleição.
c) Será aferida tendo por referência a data do 2º turno da eleição.
d) Será aferida na data limite para o pedido de registro da candidatura.
e) É verificada tendo por referência a data da posse.
038. 038. (FCC/2018/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/PROCURADOR LEGISLATIVO) 
A suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em 
julgado cessa com
a) o cumprimento ou extinção da pena.
b) o deferimento da reabilitação.
c) a prova de reparação dos danos decorrentes do delito.
d) a transferência para o regime de prisão domiciliar.
e) o cumprimento de um terço da pena.
039. 039. (FCC/2018/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/PROCURADOR LEGISLATIVO) 
José tem 17 anos e o seu partido pretende registrar a sua candidatura para o cargo de 
Vereador. Neste caso, a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de 
elegibilidade será aferida na data
a) do pleito eleitoral.
b) da protocolização do pedido de registro da candidatura na Justiça Eleitoral.
c) da posse.
d) da convenção que o escolheu como candidato.
e) limite para o pedido de registro da candidatura.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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040. 040. (VUNESP/2018/PC-SP/DELEGADO DE POLÍCIA) Suponha que Joseph, brasileiro 
naturalizado e atualmente com 20 anos de idade, decida se candidatar ao cargo de Deputado 
Federal. Nesse caso, é correto afirmar que ele
a) poderá se candidatar, pois o cargo é elegível tanto para brasileiros natos como naturalizados 
e a idade mínima exigida é 18 anos.
b) poderá se candidatar, pois o cargo é elegível tanto para brasileiros natos como naturalizados 
e a idade mínima exigida é 20 anos.
c) não poderá se candidatar, uma vez que embora o cargo não seja privativo de brasileiros 
natos, Joseph não possui a idade mínima de 21 anos exigida pela Constituição.
d) não poderá se candidatar, pois ainda que possua a idade necessária para a candidatura, 
o cargo é privativo de brasileiros natos.
e) não poderá se candidatar, pois além de não possuir a idade mínima exigida para a 
candidatura, o cargo é privativo de brasileiros natos.
041. 041. (PGR/PROCURADOR DA REPÚBLICA/2017) A SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS:
a) constitui causa de inelegibilidade;
b) incide na hipótese de condenação por contravenção penal, com trânsito em julgado;
c) não se verifica na hipótese em que o cidadão for condenado, por sentença transitada 
em julgado, por crime de menor potencial ofensivo;
d) para incidir em condenação por improbidade administrativa depende de decisão de 
órgão colegiado, ou com trânsito em julgado, com expressa determinação de suspensão 
dos direitos políticos, dano ao erário e enriquecimento ilícito.
042. 042. (FGV/2018/CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR/ANALISTA LEGISLATIVO) Pedro, de 18 
anos, pretende ser candidato a vereador. É brasileiro naturalizado, está no pleno exercício 
dos direitos políticos, está filiado a partido político e tem domicílio eleitoral no Município 
limítrofe àquele em que pretende candidatar-se, tendo, portanto, pleno conhecimento da 
realidade social.
À luz da sistemática constitucional, Pedro:
a) preenche todas as condições de elegibilidade exigidas;
b) não preenche a condição de elegibilidade baseada no critério etário;
c) não preenche a condição de elegibilidade consistente no domicílio eleitoral;
d) não preenche a condição de elegibilidade consistente na nacionalidade brasileira nata;
e) não preenche as condições de elegibilidade consistentes no critério etário e no domicílio 
eleitoral.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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043. 043. (FGV/2018/CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR/ANALISTA LEGISLATIVO) Entre as várias 
condições de elegibilidade previstas pela Constituição Federal, consta
a) a nacionalidade brasileira nata.
b) o domicílio eleitoral na circunscrição.
c) a idade mínima de 21 (vinte e um) anos para Vereador.
d) a filiação partidária há no mínimo 2 (dois) anos do pleito.
e) o alistamento eleitoral há no mínimo 2 (dois) anos do pleito.
044. 044. (AOCP/SEJUS-CE/AGENTE PENITENCIÁRIO) De acordo com a Constituição Federal, 
assinale a alternativa que NÃOapresenta uma hipótese de perda ou suspensão dos direitos 
políticos.
a) Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.
b) Incapacidade civil relativa.
c) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.
d) Improbidade administrativa.
045. 045. (CESPE/2017/DPU/DEFENSOR PÚBLICO) Uma vez que o direito de ser votado integra o 
rol dos direitos e garantias individuais e que estes, por força constitucional, não podem ser 
abolidos, as condições de elegibilidade não podem ser objeto de proposta de emenda à CF.
046. 046. (FCC/2017/TRE-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Jailma, para quem o voto é obrigatório, é 
professora e nunca tinha deixado de votar em uma eleição. Ocorre que, em 2016, viajou 
para outro Município com a intenção de cuidar da saúde de sua mãe. Por estar fora de seu 
domicílio eleitoral, deixou de votar nessas eleições para escolha de Vereador e de Prefeito. 
Com muitas preocupações, Jailma não justificou sua ausência às urnas nem realizou o 
pagamento da multa respectiva. Dessa forma, Jailma não poderá
a) praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda, 
mas poderá inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública.
b) inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, mas poderá investir-se 
ou empossar-se neles se já tiver havido a inscrição antes da ausência às urnas e também 
não poderá obter passaporte ou carteira de identidade.
c) inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-
se neles e também não poderá obter carteira de identidade ou passaporte, salvo se o eleitor 
estiver no exterior e requerer novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil.
d) obter passaporte pelo período de cinco anos, mas poderá obter carteira de identidade 
para que possa ser identificada civilmente.
e) renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, mas poderá obter carteira de 
identidade.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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047. 047. (CESPE/2017/MPE-RR/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) A suspensão de 
direitos políticos
a) decorrente de condenação criminal transitada em julgado cessará com o cumprimento 
da pena, sendo indispensável a prova de reparação dos danos, se for o caso.
b) não ocorre em relação ao beneficiado pela suspensão condicional do processo.
c) não é penalidade prevista para aquele que se recusar a prestar serviço no júri popular 
e a cumprir o serviço alternativo, mesmo que a recusa deva-se a escusa de consciência.
d) decorrente de condenação criminal transitada em julgado cessará quando a pena privativa 
de liberdade for substituída por restritiva de direitos.
048. 048. (CESPE/2017/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Para concorrer às eleições o candidato 
deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, 
um ano e estar com a filiação partidária definida pelo partido no mesmo prazo.
049. 049. (CESPE/2017/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) A idade mínima exigida dos candidatos 
a vereador deverá ser verificada tendo como referência a data da posse.
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GABARITOGABARITO
1. a
2. d
3. b
4. d
5. d
6. b
7. b
8. c
9. a
10. c
11. c
12. d
13. c
14. d
15. a
16. E
17. b
18. c
19. a
20. a
21. c
22. b
23. E
24. E
25. b
26. d
27. d
28. b
29. C
30. E
31. E
32. E
33. a
34. e
35. a
36. a
37. e
38. a
39. e
40. c
41. b
42. c
43. b
44. b
45. E
46. c
47. b
48. E
49. E
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Com relação à obrigatoriedade do voto 
no Brasil,
a) os maiores de 18 anos são obrigados a votar, podendo ser impedidos de obter empréstimos 
em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, caso não apresentem a prova de 
votação na última eleição.
b) a ausência de comprovação do cumprimento da obrigação de votar implica a suspensão 
imediata de aluno de instituição de ensino oficial.
c) o eleitor que deixar de votar deverá justificar sua ausência perante o juiz eleitoral no 
prazo de 60 dias e, ainda, efetuar o pagamento de multa, em qualquer hipótese.
d) a ausência de votação, por pelo menos 3 eleições consecutivas ou a falta de alistamento 
eleitoral dos maiores de 18 anos, implicará o cancelamento do alistamento ou a proibição 
de sua realização.
e) os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, que não comprovarem a votação na última 
eleição, não poderão obter passaporte ou carteira de identidade.
a) Certa. O alistamento e o voto são obrigatórios aos cidadãos alfabetizados maiores de 
18 e menores de 70 anos. Caso contrário, o alistamento e o voto serão facultativos. Aquele 
que não cumprir essa obrigação legal sofrerá, entre outras consequências, o impedimento 
de obtenção de empréstimos em estabelecimentos de créditos mantidos pelo governo.
b) Errada. O não cumprimento da obrigação eleitoral implica o impedimento de matrícula 
em estabelecimento oficial de ensino, não a suspensão da matrícula.
c) Errada. Nas hipóteses em que o voto seja obrigatório, se o eleitor justificar sua ausência, 
não haverá a necessidade de pagamento da multa eleitoral. Na verdade, a multa eleitoral 
somente é imposta ao eleitor que não votou nem justificou sua ausência.
d) Errada. A ausência de comparecimento às eleições sem a apresentação de justificativa 
ou o pagamento da multa eleitoral acarretará o cancelamento da inscrição eleitoral. Por sua 
vez, a ausência de alistamento eleitoral do maior de 18 anos não o impedirá de, a qualquer 
tempo, alistar-se.
e) Errada. Para os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, a ausência de votação não tem 
nenhuma consequência jurídica, pois, para eles, ainda que alistados, o voto é facultativo.
Letra a.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
002. 002. (FCC/AL-MS/CONSULTOR DE PROCESSO LEGISLATIVO/2016) Jair pretende candidatar-
se ao cargo de vereador e completará 18 anos um dia após a data-limite para o pedido de 
registro da candidatura. Nesse caso, Jair
a) poderá candidatar-se, pois completa dezoito anos antes do dia do pleito que ocorrerá 
no primeiro domingo de outubro do ano eleitoral.
b) poderá candidatar-se, pois a idade mínima constitucionalmente estabelecida como 
condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse.
c) apenas poderá candidatar-se se for emancipado, pois os menores de dezoito anos são 
inelegíveis.
d) não poderá se candidatar, pois a idade mínimaconstitucionalmente estabelecida como 
condição de elegibilidade será aferida na data-limite para o pedido de registro.
e) não poderá se candidatar pois a idade mínima constitucionalmente prevista para uma 
pessoa eleger-se ao cargo de vereador é vinte e um anos de idade.
A idade mínima constitucional para o exercício do direito à elegibilidade é aferida tendo 
como parâmetro a data da posse. Entretanto, em razão da alteração legislativa promovida 
pela Lei n. 13.165/2015, para os cargos cuja idade mínima seja 18 anos, a referência não 
será a data da posse, mas a data-limite para o pedido de registro de candidatura. A esse 
respeito, veja a seguinte prescrição legal:
Art. 11, § 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é 
verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese 
em que será aferida na data-limite para o pedido de registro.
Letra d.
003. 003. (VUNESP/ALUMÍNIO-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2016) Quanto ao plebiscito, assinale 
a alternativa correta.
a) É posterior à criação do ato legislativo que trate do assunto em pauta.
b) É convocado mediante decreto legislativo.
c) Considera-se inviável para discussão de matéria administrativa.
d) Caberá ao Congresso Nacional fixar a data dessa consulta popular.
e) Será considerado aprovado ou rejeitado por maioria absoluta.
a) Errada. O plebiscito é uma consulta popular feita antes da edição do ato legislativo. A 
consulta posterior ao ato legislativo é denominada referendo.
b) Certa. A convocação de plebiscito é realizada por meio de decreto legislativo.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
c) Errada. Nos termos do art. 2º da Lei n. 9.709/1998, o plebiscito e o referendo são consultas 
formuladas ao povo, para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza 
constitucional, legislativa ou administrativa.
d) Errada. Após a aprovação do decreto legislativo pelo Congresso Nacional, caberá à Justiça 
Eleitoral fixar a data da consulta popular.
e) Errada. O plebiscito ou o referendo, convocado nos termos da lei, será considerado 
aprovado ou rejeitado por maioria simples, de acordo com o resultado homologado pelo 
Tribunal Superior Eleitoral.
Letra b.
004. 004. (FCC/TRE-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2017) Considere as seguintes hipóteses: Sofia 
está temporariamente privada dos direitos políticos, Carlos não sabe exprimir-se na língua 
nacional e Gabriela está definitivamente privada dos direitos políticos. Nesses casos, de 
acordo com o Código Eleitoral brasileiro, NÃO podem alistar-se os eleitores
a) Carlos e Gabriela, apenas.
b) Gabriela, apenas.
c) Carlos, apenas.
d) Sofia, Carlos e Gabriela.
e) Gabriela e Sofia, apenas.
Para resolver essa questão, devemos analisar a situação jurídica de cada uma das pessoas 
citadas:
• Sofia está com os seus direitos políticos suspensos, logo, não pode exercer a cidadania. 
Por consequência, não pode alistar-se como eleitora;
• Carlos – segundo o entendimento da FCC, aqueles que não saibam exprimir-se em 
língua nacional estão proibidos de se alistarem como eleitores. Trata-se da previsão 
legal inscrita no art. 5º, II, do Código Eleitoral. Essa é a posição da FCC.
Contudo, de acordo com o TSE, essa hipótese de impedimento de alistamento eleitoral está 
revogada. Segundo a Corte Eleitoral, as hipóteses de não alistabilidade estão previstas na 
Constituição Federal e são elas: a) estrangeiros; b) conscritos, durante o período do serviço 
militar obrigatório. A esse respeito, veja o seguinte julgado:
JURISPRUDÊNCIA 
CONSULTA. RECEBIDA COMO PROCESSO ADMINISTRATIVO. JUIZ ELEITORAL. TRE/AM. 
RECEPÇÃO. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ARTIGO 5º, INCISO II, DO CÓDIGO ELEITORAL.
- Consoante o § 2º do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como eleitores somente 
é imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, aos 
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
conscritos, observada, naturalmente, a vedação que se impõe em face da incapacidade 
absoluta nos termos da lei civil.
- Sendo o voto obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a 
facultatividade de que cuida o inciso II do § 1º do artigo 14 da CF, não há como entender 
recepcionado preceito de lei, mesmo de índole complementar à Carta Magna, que 
imponha restrição ao que a norma superior hierárquica não estabelece.
- Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento eleitoral que não esteja previsto 
na Lei Maior, por caracterizar restrição indevida a direito político, há que afirmar a 
inexigibilidade de fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o 
brasileiro possam alistar-se eleitores.
- Declarada a não recepção do art. 5º, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição 
Federal de 1988.
Resolução 23274/2010, TSE
Apesar desse entendimento do TSE, nas provas elaboradas pela FCC prevalece o entendimento 
de que é proibido o alisamento daquele que não saiba exprimir-se em língua nacional. 
Gabriela perdeu seus direitos políticos e, por consequência, não pode se alistar.
Assim, considerando a posição da FCC, a alternativa correta é a letra d.
Letra d.
005. 005. (VUNESP/MARÍLIA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2016) Assinale a alternativa correta no 
que se refere aos direitos políticos.
a) O analfabeto não pode alistar-se eleitor e, por via de consequência, não pode votar.
b) O eleitor que não provar ter votado na última eleição, ou mesmo deixar de provar a 
justificativa pela ausência do voto ou o respectivo pagamento da multa terá cancelado o 
passaporte emitido em seu favor, ainda que dentro do prazo de sua validade.
c) Uma das condições de elegibilidade para candidato a vereador é ter idade mínima de 21 
anos.
d) A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto e, 
nos termos da lei, pelo plebiscito, iniciativa popular e referendo.
e) A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas só 
será aplicada à eleição que ocorra até seis meses da data de sua vigência.
a) Errada. O alistamento do analfabeto é facultativo.
b) Errada. O eleitor que não votar, não justificar a ausência e não pagar a multa devida 
ficará impedido de obter seu passaporte, mas não haverá cancelamento do passaporte já 
emitido e dentro do prazo de validade.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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c) Errada. Para concorrer ao cargo de vereador, o candidato deve ter idade mínima de 18 
anos.
d) Certa. Essa alternativa reproduz exatamente a prescrição contida no art. 14 da CF, sobre 
os meios de exercício da soberania popular.
e) Errada. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, 
mas só será aplicada à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Letra d.
006. 006. (VUNESP/REGISTRO-SP/ADVOGADO/2016) Assinale a alternativa correta.
a) O plebiscito constitui consultajusnaturalista – universalista); direitos fundamentais são os direitos do homem, 
jurídico-institucionalmente garantidos e limitados espaço-temporalmente. Os direitos do 
homem nascem da própria natureza humana daí seu caráter inviolável, atemporal e universal; 
já os direitos fundamentais seriam direitos objetivamente vigentes em uma ordem concreta.
Não obstante esses direitos tenham, ainda no século XVIII, sido encartados nas chamadas 
“declarações”, como a “Declaração de Direitos do Bom Povo da Virgínia”, de 1976, ou na famosa 
“Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão”, de 1789, é com a positivação 
desses direitos nos textos constitucionais que a expressão direitos fundamentais, como 
espécie de direitos humanos, se consagra.
O constituinte de 1988 escolheu, para constar no atual texto constitucional, os seguintes 
direitos fundamentais:
• Direitos e deveres individuais e coletivos – art. 5º;
• Direitos sociais – arts. 6º a 11;
• Direitos da nacionalidade – arts. 12 e 13;
• Direitos políticos – arts. 14 a 16;
• Partidos Políticos – art. 17.
Listados no art. 14 até o 16 da CF/1988, os direitos políticos são o foco principal do 
nosso estudo, sem prejuízo de tangenciarmos outros da mesma espécie, que se encontrem 
em parte diversa do texto constitucional.
 
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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1 .2 . CONCEITO1 .2 . CONCEITO
A Constituição Federal, em seu art. 1º, parágrafo único, prescreve que todo poder emana 
do povo, que o exerce diretamente ou por meio de representantes eleitos. Esse poder do 
povo, denominado soberania popular, pode ser exercido:
• diretamente, por meio dos instrumentos de exercício direto da democracia (voto, 
plebiscito, referendo etc.);
• indiretamente, por meio de cidadãos eleitos para o exercício de mandatos representativos 
no Poder Legislativo e no Poder Executivo.
Esse conjunto de instrumentos colocados à disposição do cidadão para que possa exercer 
a soberania popular é o que podemos conceituar como direitos políticos.
Para Alexandre de Moraes, os direitos políticos representam:
O conjunto de regras que disciplina as formas de atuação da soberania popular, conforme 
preleciona o caput do art. 14 da Constituição Federal. São direitos públicos subjetivos que 
investem o indivíduo no status activae civitatis, permitindo-lhe o exercício concreto da liberdade 
de participação nos negócios políticos do Estado, de maneira a conferir os atributos da cidadania.
Para José Jairo Gomes, esta é a definição de direitos políticos:
Denominam-se direitos políticos ou cívicos as prerrogativas e os deveres inerentes à cidadania. 
Englobam o direito de participar direta ou indiretamente do governo, da organização e 
funcionamento do Estado [...]. É pelos direitos políticos que as pessoas – individual ou coletivamente 
– intervêm e participam no governo. Tais direitos não são conferidos indistintamente a todos os 
habitantes do território estatal – isto é, a toda a população –, mas só aos nacionais que preencham 
determinados requisitos expressos na Constituição – ou seja, ao povo.
Ressalte-se, entretanto, que o rol de direitos políticos constantes no art. 14 da 
Constituição Federal não é taxativo, mas meramente exemplificativo. Isso quer dizer 
que existem outros direitos políticos, além daqueles expressamente consignados na 
Constituição Federal.
Assim, toda forma de manifestação que permita ao povo a intervenção na formação/
modificação das políticas públicas e das leis constituirá direito político. Exemplificando: as 
manifestações populares, a favor ou contra um determinado tema político-comunitário, 
constituem manifestação de direito político; a atividade do lobista na defesa de direitos de 
uma determinada classe ou setor social, por exemplo, constitui exercício de direito político.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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1 .3 . CLASSIFICAÇÃO1 .3 . CLASSIFICAÇÃO
Os direitos políticos podem ser classificados em ativos ou passivos:
• Direitos políticos ativos (ius sufragii) – constituem o direito de votar. Trata-se da 
hipótese em que o povo manifesta diretamente sua vontade. Somente pode exercer 
o direito ao voto o indivíduo previamente alistado perante a Justiça Eleitoral, já 
que, segundo entendimento majoritário, o alistamento eleitoral possui caráter 
constitutivo da qualidade de cidadão. Ou seja: antes do alistamento, não há cidadão; 
após o alistamento, surgem os direitos políticos e a pessoa ganha o status de cidadão 
podendo exercer tais direitos.
• Todo cidadão tem direito político ativo. Isso quer dizer que o cidadão alistado perante a 
Justiça Eleitoral será titular do direito de votar, independentemente de qualquer outra 
circunstância, salvo se incidir em uma hipótese restritiva do exercício da cidadania, 
como, por exemplo, a suspensão de direitos políticos, inscritas no art. 15 da CF/1988.
• Direitos políticos passivos (ius honorum) – Trata-se do direito de ser votado, ou 
seja, de concorrer a cargos públicos eletivos. Para o exercício dos direitos políticos 
passivos é necessário que o cidadão preencha um conjunto de requisitos fixados na 
CF/1988 e em lei, denominado de condições de elegibilidade, além de não incidir em 
nenhuma das causas de inelegibilidades.
Essa primeira classificação não é ampla o suficiente para abarcar uma série de direitos 
políticos, razão pela qual a doutrina acolheu outra classificação, qual seja: positivos e 
negativos. Desse modo, temos:
• Direitos políticos positivos – constituem o conjunto de normas que conferem ao 
povo a possibilidade de exercer a soberania popular. Toda norma que atribuir ao povo 
o direito de interferir na formação da vontade política do Estado será denominada 
direito político positivo. Segundo Dirley da Cunha Júnior, direitos positivos: “São 
prerrogativas que asseguram ao povo a faculdade de participar democraticamente do 
governo, quer por seus representantes, quer por si”.
Podem ser classificados como direitos políticos positivos os seguintes instrumentos de 
exercício da soberania popular:
− direito de votar;
− direito de ser votado;
− direito de participar em referendo;
− direito de participar em plebiscito;
− iniciativa popular de leis;
− ação popular.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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• Direitos políticos negativos – constituem um conjunto de normas que restringem 
o exercício de direitos políticos. A respeito dessa classificação, Pedro Lenza, em seu 
livro Direito Constitucional Esquematizado, leciona que:
Ao contrário dos direitos políticos positivos, os direitos políticos negativos individualizam-se 
ao definirem formulações constitucionais restritivas e impeditivas das atividades político-
partidárias, privando o cidadão do exercício de seus direitos políticos, bem como impedindo-o de 
eleger um candidato (capacidade eleitoral ativa) ou de ser eleito (capacidade eleitoral passiva).
Os chamados direitospopular prévia sobre matéria política ou institucional após 
sua formulação legislativa, configurando instrumento de exercício da soberania popular.
b) O referendo constitui consulta posterior à aprovação de projeto de lei ou de emenda 
constitucional, para ratificação ou rejeição, configurando instrumento de exercício da 
soberania.
c) A autorização de referendo, diversamente da convocação do plebiscito, é da competência 
exclusiva do Congresso Nacional.
d) Nas questões de relevância nacional, de competência do Poder Legislativo ou do Poder 
Executivo, o referendo é convocado por decreto legislativo da Câmara ou do Senado, com 
proposta que deve ser assinada por no mínimo dois terços dos deputados e senadores.
e) O plebiscito e o referendo devem ser aprovados na Câmara, por maioria simples e no 
Senado por maioria absoluta e o resultado é homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo o art. 2º da Lei n. 9.709/1998, plebiscito e referendo são consultas formuladas ao 
povo, para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, 
legislativa ou administrativa.
O referendo constitui uma consulta popular feita após a aprovação do projeto de lei, 
cumprindo ao povo, no exercício de seus direitos políticos (soberania popular), ratificar ou 
rejeitar a matéria aprovada.
Letra b.
007. 007. (CESPE/TRE-PI/ANALISTA JUDICIÁRIO/2016) Assinale a opção correta no que se refere 
ao direito de sufrágio.
a) No direito brasileiro, os conceitos de voto e de sufrágio são equivalentes.
b) O sufrágio é um direito público subjetivo democrático, que cabe ao povo, respeitados o 
princípio da universalidade e o princípio da igualdade de voto e de elegibilidade.
c) O direito de sufrágio ativo não é pressuposto do direito de sufrágio passivo.
d) Da obrigatoriedade do voto, determinada pela CF, decorre, para o eleitor, o dever jurídico 
de emitir o seu voto.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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e) A liberdade do voto manifesta-se pela preferência a um candidato, mas não pela anulação 
do voto ou pela opção de depositar cédula em branco na urna.
a) Errada. O sufrágio constitui o instrumento para o exercício da soberania popular e tem, 
como uma de suas manifestações, o direito ao voto. Pode-se, assim, afirmar que o sufrágio 
é o gênero, e o voto, a espécie, não sendo, portanto, expressões sinônimas.
b) Certa. Em razão da adoção do princípio democrático, o sufrágio viabiliza ao povo, de 
forma universal e igualitária, o exercício do direito ao voto, do direito de participar das 
eleições e de concorrer a cargos públicos eletivos.
c) Errada. O exercício do direito à elegibilidade não prescinde do direito ao voto.
d) Errada. De acordo com Alexandre de Moraes (e com o posicionamento adotado pela Banca 
nessa questão), a obrigatoriedade do voto, contida na CF, abrange somente a obrigação de 
comparecer às urnas, e não a obrigatoriedade de votar.
e) Errada. Ao comparecer às urnas, o eleitor poderá escolher um candidato, anular o seu 
voto ou votar em branco, pois tem ampla liberdade para exercer o seu direito ao voto.
Letra b.
008. 008. (CESPE/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) O direito eleitoral, precisamente, dedica-
se ao estudo das normas e procedimentos que organizam e disciplinam o exercício do poder 
de sufrágio popular, de modo a que se estabeleça a precisa equação entre a vontade do 
povo e a atividade governamental. Para melhor ordenação lógica (das fontes), há que se 
partir da Constituição Federal de 1988 (CF), que é a fonte suprema de onde promana a 
ordem jurídica estatal.
Idem, ibidem (com adaptações).
Com relação a esse tema, assinale a opção correta.
a) Incorporou-se no texto da CF a capacidade eleitoral ativa e passiva dos analfabetos.
b) A exemplo de alguns países europeus e americanos, a CF admite, em determinadas 
circunstâncias, o registro de candidatos estrangeiros.
c) Conforme a CF, a soberania popular é exercida pelo sufrágio e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa 
popular.
d) Não estando prevista na CF a eleição dos deputados por meio do sistema proporcional, a 
eventual mudança do sistema pode ser realizada mediante apresentação de projeto de lei.
e) A CF autoriza, em determinadas circunstâncias, a eleição de cidadãos sem filiação 
partidária.
a) Errada. Os analfabetos estão impedidos de exercer a capacidade eleitoral passiva (ser 
votado).
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
b) Errada. Os estrangeiros não podem se tornar cidadãos e, por consequência, não podem 
concorrer a cargos públicos eletivos.
c) Certa. Essa assertiva retrata a redação do art. 14 da Constituição Federal, motivo pelo 
qual está correta.
d) Errada. Os deputados federais, estaduais e distritais são eleitos por meio do sistema 
eleitoral proporcional.
e) Errada. Não existe candidatura avulsa no Brasil.
Letra c.
009. 009. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015)
I – Participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, do Distrito 
Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias.
II – Obter passaporte.
III – Obter carteira de identidade.
IV – Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.
Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou 
devidamente, não poderá o eleitor, dentre outras condutas as indicadas em
a) I, II, III e IV.
b) II, III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) I, III e IV, apenas.
De acordo com o § 1º do art. 7º do Código Eleitoral, sem a prova de que votou na última 
eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor:
I – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-
se neles;
II – receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, 
autárquico ou para estatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e 
sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam 
serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
III – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, 
do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;
IV – (Revogado pelo art. 36 da Lei nº 14.690/2023);
V – obter passaporte ou carteira de identidade;
VI – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
VII – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
Desse modo, a alternativa correta é a letra A, pois retrata hipóteses de impedimento do 
exercício de direitos devido ao não exercício do voto.
Letra a.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
010. 010. (IESES/TRE-MA/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) João Silva, brasileiro nato, com domicílio 
eleitoral na cidade do Riode Janeiro, filiado a partido político há 6 anos, tem 29 anos de 
idade no dia limite para o registro de candidatura, deseja candidatar-se ao cargo de Governo 
do Estado do rio de Janeiro. Com base na legislação vigente em relação as idades mínimas 
para concorrer a cargos eletivos é correto afirmar:
a) João Silva só poderá concorrer ao cargo de governador na presente situação se houver 
manifestação favorável ao seu registro por parte do Ministério Público e dos demais 
candidatos que concorrem na eleição.
b) João Silva só poderá se candidatar caso consiga um deferimento de medida cautelar 
com base na eficácia horizontal dos direitos fundamentais e solicite que seja feita uma 
interpretação extensiva do direito fundamental à participação no processo eleitoral.
c) João Silva só poderá se candidatar caso venha a completar 30 anos até a data da posse, 
pois as idades mínimas para concorrer a cargo eletivo são consideradas na data da posse 
e não na data do registro de candidatura.
d) João Silva poderá se candidatar ao cargo de governador pelo fundamento que a 
jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral tem entendimento que o não cumprimento 
da idade mínima não é motivo para impedir a posse do candidato que esteja nesta situação 
e venha a ser eleito.
Para concorrer ao cargo de Governador, exige-se a idade mínima de 30 anos, a ser comprovada 
na data da posse. Assim, José da Silva, para ter o deferimento do seu registro de candidatura, 
precisa comprovar a idade mínima na data da posse.
Letra c.
011. 011. (CONSUPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) O princípio democrático encontra-
se inscrito no Art. 1º parágrafo único da Constituição Brasileira que dispõe: “todo poder 
emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos 
desta Constituição”. Assinale a alternativa que contempla direito político que representa 
desdobramento direto deste princípio.
a) Filiação partidária.
b) Sufrágio capacitário.
c) Iniciativa popular das leis.
d) Referendo para aprovação de projeto de lei.
O exercício da soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, dá-se por 
meio do sufrágio universal, por meio do voto direto, secreto e com valor igual para todos, 
do plebiscito, do referendo e da iniciativa popular de leis.
Letra c.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
012. 012. (FCC/TJ-PE/JUIZ/2015) Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva 
multa ou de que se justificou devidamente, poderá o eleitor
a) renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.
b) praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
c) receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.
d) optar pelo pagamento parcelado do IPTU.
e) obter passaporte ou carteira de identidade.
Dentre as proibições ou impedimentos para aqueles que não votarem, não pagarem a multa 
e não justificarem a ausência, inexiste a proibição de parcelamento do IPTU, nos termos do 
art. 7º do Código Eleitoral, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra d.
Letra d.
013. 013. (FCC/TRE-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015) Joselma, 43 anos de idade, é servidora 
pública estatutária de órgão da administração indireta da União. Deverá se afastar, até 3 
meses antes do pleito, garantido o direito à percepção de seus vencimentos integrais, para 
candidatar-se a
a) Governadora de Estado e Deputada Estadual, somente.
b) Presidente da República e Governadora de Estado, somente.
c) Presidente da República, Governadora de Estado, Senadora, Deputada Federal e Deputada 
Estadual.
d) Presidente da República, Senadora e Deputada Federal, somente.
e) Senadora, Deputada Federal e Deputada Estadual, somente.
Aos quarenta e três anos de idade, o eleitor poderá concorrer às eleições para qualquer 
cargo público eletivo, pois, ao alcançar trinta e cinco anos de idade, o eleitor atinge a 
capacidade eleitoral plena.
Assim, a alternativa que elenca os cargos eletivos que Joselma pode concorrer é a letra c.
Letra c.
014. 014. (VUNESP/SERTÃOZINHO-SP/PROCURADOR JURÍDICO LEGISLATIVO/ 2014) Com relação 
aos Direitos Políticos, é correto afirmar que
a) o indivíduo que nasce no Brasil adquire desde o momento do nascimento a cidadania 
brasileira.
b) a perda ou suspensão dos direitos políticos ocorre exclusivamente pelo cancelamento da 
naturalização por sentença transitada em julgado, pela condenação criminal transitada em 
julgado e, enquanto perdurarem seus efeitos, pela recusa ao cumprimento de obrigação a 
todos imposta ou prestação alternativa e pela improbidade administrativa.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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c) o Brasil adota o sistema de sufrágio censitário como meio de exteriorizar o sufrágio 
universal.
d) são institutos da democracia participativa o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.
e) a perda dos direitos políticos do parlamentar, por condenação criminal transitada em 
julgado, por pena superior a do mandato, implica automaticamente na perda deste, bastando 
a comunicação da condenação feita pelo Judiciário ao Legislativo.
a) Errada. A cidadania brasileira é titularizada apenas por brasileiros que possuam, entre 
outros requisitos, a idade mínima de dezesseis anos de idade.
b) Errada. A incapacidade civil absoluta também constitui hipótese de suspensão dos 
direitos políticos.
c) Errada. Segundo a CF, no Brasil, o sufrágio é universal.
d) Certa. Dentre as formas de exercício da soberania popular, tem-se o plebiscito, o referendo 
e a iniciativa popular de leis, razão pela qual essa é a alternativa correta.
e) Errada. No caso de condenação criminal transitada em julgado, a perda do mandato 
depende de decisão da casa legislativa.
Letra d.
015. 015. (VUNESP/POÁ-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2014. ADAPTADA) Com relação aos Direitos 
Políticos, é correto dizer que
a) o sufrágio é um direito público subjetivo, de natureza política, que tem o cidadão de 
eleger, ser eleito e de participar da organização e da atividade do poder estatal.
b) não podem alistar-se como eleitores os analfabetos, os estrangeiros e os conscritos 
durante o período do serviço militar.
c) a idade mínima para que um brasileiro nato possa concorrer à vereança é de vinte e um 
anos.
d) um dos requisitos necessários para o cumprimento das condições de elegibilidade é a 
obrigatoriedade de comprovação do domicílio eleitoral com no mínimo um ano antes do 
pleito eleitoral.
e) o mandato eletivo pode ser impugnado perante a Justiça Eleitoral, no prazo de trinta 
dias contados da diplomação, instruindo-se a ação com, no mínimo, indícios de prova do 
abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
a) Certa. Como instrumento de exercício da soberania popular, o sufrágio universal pode 
ser definido como direito público subjetivo, direito este que lhe garante a possibilidade de 
votar, ser votado, de participar de plebiscito, referendo e iniciativa popular de leis.
b) Errada. Para os analfabetos, o alistamento eleitoral e o voto são facultativos.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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c) Errada. A idade mínima para concorrer ao cargo de vereador é de 18 anos.
d) Errada. Para o exercício do direito à elegibilidade, exige-se o domicílio eleitoral na 
circunscrição do cargo pelo prazo de, pelo menos, seis meses antes da data das eleições.
e) Errada. O prazo para o ajuizamento da AIME é de quinze dias, a contar da data da diplomação.
Letra a.
016. 016. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014) Julgue os itens 
subsequentes, relativos aos direitos políticos.
O cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado é causa justificadora 
da perda ou suspensão de direitos políticos.
O cancelamento da naturalização do estrangeiro por sentença transitada em julgado, e, por 
conseguinte, a perda da nacionalidade brasileira, é hipótese de perda dos direitos políticos, 
e não de sua suspensão.
Errado.
017. 017. (CONSUPLAN/TRE-MG/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) João, 28 anos de idade, brasileiro 
nato, em dia com suas obrigações eleitorais e preenchendo todos os requisitos de 
elegibilidade; decide se candidatar a cargo político. Nesse caso, João pode se candidatar 
aos seguintes cargos:
a) Presidente e Vice-Presidente da República, Senador, Deputado Federal, Estadual ou 
Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
b) Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
c) Governador e Vice-Governador de Estado, Deputado Federal, Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
d) Senador, Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
Aos vinte e oito anos, o cidadão estará apto a concorrer aos cargos de: vereador, prefeito, 
vice-prefeito, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Letra b.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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018. 018. (CONSUPLAN/TRE-MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Nos termos da Constituição de 
1988, a perda ou suspensão dos direitos políticos pode ocorrer devido à(ao)
a) condenação criminal, mesmo que sem trânsito em julgado da sentença.
b) incapacidade civil, em qualquer de suas manifestações.
c) improbidade administrativa, na forma e gradação previstas em lei.
d) cancelamento da naturalização, por decisão irrecorrível do TRE.
É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II – incapacidade civil absoluta;
III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 
5º, VIII;
V – improbidade administrativa, na forma e gradação previstas em lei.
Letra c.
019. 019. (CONSUPLAN/TRE-MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) Representam formas de exercício 
da soberania popular, conforme a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,
I – o referendo e a iniciativa popular.
II – o referendo e o voto aberto.
III – o plebiscito e o referendo.
IV – o sufrágio e o voto indireto.
Estão corretas apenas as alternativas:
a) I, III
b) II, III
c) I, IV
d) III, IV
A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com 
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
Letra a.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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020. 020. (CONSULPLAN/TSE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) Para se eleger prefeito de qualquer 
município brasileiro, deve o cidadão possuir idade mínima de:
a) 21 anos.
b) 18 anos.
c) 30 anos.
d) 35 anos.
São condições de elegibilidade, na forma da lei: a idade mínima de: vinte e um anos para 
Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz.
Letra a.
021. 021. (FGV/2018/CÂMARA DE SALVADOR/BA) Pedro, de 18 anos, pretende ser candidato a 
vereador. É brasileiro naturalizado, está no pleno exercício dos direitos políticos, está filiado 
a partido político e tem domicílio eleitoral no Município limítrofe àquele em que pretende 
candidatar-se, tendo, portanto, pleno conhecimento da realidade social.
À luz da sistemática constitucional, Pedro:
a) preenche todas as condições de elegibilidade exigidas;
b) não preenche a condição de elegibilidade baseada no critério etário;
c) não preenche a condição de elegibilidade consistente no domicílio eleitoral;
d) não preenche a condição de elegibilidade consistente na nacionalidade brasileira nata;
e) não preenche as condições de elegibilidade consistentes no critério etário e no domicílio 
eleitoral.
Para concorrer a um cargo público eletivo, Pedro deve preencher os seguintes requisitos:
• nacionalidade brasileira, originária ou derivada;
• pleno gozo dos direitos políticos;
• filiação partidária;
• domicílio eleitoral na circunscrição do cargo, ou seja, no mesmo município;
• idade mínima de 18 anos.
Considerando que Pedro possui domicílio eleitoral em município diverso daquele que 
pretende se candidatar, ele não poderá participar do pleito desejado, devido à ausência de 
uma das condições de elegibilidade, qual seja, domicílio eleitoral na circunscrição do pleito.
Letra c.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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022. 022. (FCC/2018/DPE-AM/ANALISTA) A Constituição Federal de 1988 estabelece, como regra 
geral, que são inalistáveis e inelegíveis como eleitores
a) analfabetos.
b) estrangeiros.
c) maiores de 70 anos.
d) maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
e) que alegarem motivos de crença religiosa.
De acordo com a Constituição Federal, são inalistáveis e, por consequência, inelegíveis, nos 
termos do art. 14, §§ 2º e 4º, da Constituição Federal: os estrangeiros.
Letra b.
023. 023. (CESPE/2017/DPU/DEFENSOR) Acerca dos princípios do direito eleitoral e dos direitos 
políticos, julgue o item a seguir.
Uma vez que o direito de ser votado integra o rol dos direitos e garantias individuais e que 
estes, por força constitucional, não podem ser abolidos, as condições de elegibilidade não 
podem ser objeto de proposta de emenda à CF.
De acordo com o art. 60, § 4º, IV, da Constituição Federal, não será objeto de deliberação a 
proposta de emenda tendente a abolir os direitos e garantias fundamentais. Por consequência, 
os direitos políticos, espécie de direitos fundamentais, não podem ser abolidos.
Entretanto, inexiste proibição para que uma emenda constitucional possa tratar do tema 
alusivo às condições de elegibilidade, criando ou alterando um requisito existente.
Diferentemente, seria inconstitucional, por afrontar uma cláusula pétrea, por exemplo, 
uma proposta de emenda que abolisse o direito à elegibilidade.
Errado.
024. 024. (CESPE/2017/DPU) Acerca dos princípios do direito eleitoral e dos direitos políticos, 
julgue o item a seguir.
No textoconstitucional, os direitos políticos estão vinculados ao exercício da soberania 
popular, restritos, portanto, aos direitos de votar e de ser votado.
Os direitos políticos abrangem todas as normas que atribuem ao povo o direito de intervir e 
participar na formação da vontade política do Estado. Logo, os direitos políticos abrangem 
o direito de iniciativa popular de leis, de propor ação popular, de fazer manifestações 
populares, de fiscalizar a gestão da coisa pública etc.
Errado.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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025. 025. (VUNESP/2016/SERTÃOZINHO-SP/PROCURADOR) Assinale a alternativa correta.
a) A Constituição Federal admite a cassação, perda ou suspensão dos direitos políticos.
b) A condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos e a 
improbidade administrativa, essa nos termos do artigo 37, § 4º, da Constituição Federal, 
são causas de suspensão de direitos políticos.
c) A recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII, da Constituição Federal, não acarreta perda ou suspensão dos direitos políticos.
d) Verificada a hipótese de incapacidade civil absoluta dentre as previstas na lei civil, haverá 
a perda dos direitos políticos, como efeito natural do trânsito em julgado da sentença que 
decretar a interdição.
e) A suspensão dos direitos políticos por condenação criminal transitada em jugado, 
enquanto durarem seus efeitos, deve ser expressamente referida na sentença, uma vez 
que se trata de pena acessória.
a) Errada. A Constituição Federal proíbe a cassação dos direitos políticos, somente admitindo 
a perda, a suspensão e as inelegibilidades como hipóteses restritivas da cidadania brasileira.
b) Certa. Segundo o art. 15, III e V, da Constituição Federal e o entendimento doutrinário 
uníssono, as hipóteses listadas na alternativa acarretam a suspensão dos direitos políticos.
c) Errada. A recusa de cumprir obrigação legal a todos imposta ou a prestação alternativa 
acarreta a restrição da cidadania (perda ou suspensão, a depender da posição doutrinária 
adotada. De acordo com o TSE, essa hipótese acarreta a suspensão dos direitos políticos.
d) Errada. A incapacidade civil absoluta gera a suspensão dos direitos políticos.
e) Errada. Qualquer condenação criminal, não importa o crime, nem a pena, importa em 
suspensão dos direitos políticos, como hipótese automática da sentença penal condenatória.
Letra b.
026. 026. (FCC/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Aprovado o ato convocatório de plebiscito 
pelo Congresso Nacional, o Presidente do
a) STF dará ciência à Justiça Eleitoral para a adoção das providências cabíveis para a sua 
realização.
b) Congresso Nacional dará ciência ao Presidente do STF para a adoção das providências 
cabíveis para a sua realização, em homenagem ao princípio da separação dos poderes.
c) Congresso Nacional após fixar a data da consulta popular, dará ciência à Justiça Eleitoral 
para a adoção das providências cabíveis para a sua realização.
d) Congresso Nacional dará ciência à Justiça Eleitoral, a quem incumbirá, nos limites de sua 
circunscrição, entre outros, expedir instruções para a realização da consulta.
e) STF, ouvida a Justiça Eleitoral, fixará a data, tornará pública a respectiva cédula e expedirá 
instruções para realização da consulta.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.709/1998, após o Poder Legislativo aprovar a realização 
do plebiscito, deve o presidente do Congresso Nacional dar ciência à Justiça Eleitoral, a 
quem incumbirá, nos limites de sua circunscrição:
I – fixar a data da consulta popular;
II – tornar pública a cédula respectiva;
III – expedir instruções para a realização do plebiscito ou referendo;
IV – assegurar a gratuidade nos meio de comunicação de massa concessionários de serviço público, 
aos partidos políticos e às frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil em torno 
da matéria em questão, para a divulgação de seus postulados referentes ao tema sob consulta.
Letra d.
027. 027. (VUNESP/2018/PREFEITURA DE PONTAL-SP/PROCURADOR) José, que já é eleitor, tem 
17 (dezessete) anos na data-limite para o pedido de registro da candidatura, e terá 18 
(dezoito) anos na data da posse. Ele deseja concorrer às eleições municipais de Passe-Bem 
que ocorrerão em 2018.
Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a alternativa correta.
a) José poderá concorrer aos cargos de vereador, prefeito ou vice-prefeito, pois na data 
da diplomação terá a idade mínima exigida, que é de 18 (dezoito) anos.
b) João poderá concorrer ao cargo de vereador do Município de Passe-Bem desde que tenha 
18 (dezoito) anos na data da diplomação e seja brasileiro nato.
c) José não poderá concorrer a nenhum cargo nas eleições municipais de Passe-Bem, pois a 
idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é sempre 
verificada na data do pedido de diplomação.
d) José não poderá concorrer ao cargo de vereador, pois a idade mínima constitucionalmente 
estabelecida como condição de elegibilidade é aferida nesse caso na data-limite para o 
pedido de registro da candidatura.
e) José poderá concorrer aos cargos de vereador e de prefeito do Município de Passe 
Bem, pois terá 18 (dezoito) anos na data posse, o que independe do fato de ser brasileiro 
naturalizado.
De acordo com o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.504/1997, a idade mínima constitucionalmente 
estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da 
posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite 
para o pedido de registro.
Assim, José, por não possuir dezoito anos na data limite para a apresentação dos pedidos de 
registro de candidatura, não poderá participar das eleições, motivo pelo qual a alternativa 
correta é a letra D.
Letra d.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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028. 028. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Quanto aos institutos do plebiscito 
e referendo, assinale a alternativa correta, nos termos do quanto previsto na legislação 
regente (Lei n. 9.709/1998).
a) O plebiscito e o referendo são convocados mediante lei ordinária, por proposta de um 
terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das Casas do Congresso Nacional.
b) A formação de novos Estados ou Territórios Federais depende da aprovação da população 
diretamente interessada, por meio de plebiscito e do Congresso Nacional, por lei complementar, 
ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas.
c) O plebiscito é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo 
ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
d) O referendo é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo 
ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
De acordo com o art. 4º da Lei n. 9.709/1998, a incorporação de Estadosentre si, subdivisão 
ou desmembramento para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios 
Federais, dependem da aprovação da população diretamente interessada, por meio de 
plebiscito realizado na mesma data e horário em cada um dos Estados, e do Congresso 
Nacional, por lei complementar, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas.
a) Errada. O referendo e o plebiscito são convocados por meio de decreto legislativo.
c) Errada. O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cabendo ao povo aprovar ou denegar a proposta submetida.
d) Errada. O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
Letra b.
029. 029. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) O militar alistável com mais de dez 
anos de serviço, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, à inatividade.
Conforme o art. 14, § 8º, da Constituição Federal, o militar alistável é elegível, atendidas 
as seguintes condições:
I – se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II – se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
Certo.
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030. 030. (VUNESP/2019/TJ-AC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Exige-se a idade mínima de 21 
anos de idade para Prefeito, mas não para Vice-Prefeito.
Exige-se a idade mínima de vinte e um anos para que o cidadão possa participar das eleições 
e concorrer aos seguintes cargos eletivos: Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz.
Errado.
031. 031. (IADES/2019/AL-GO/PROCURADOR) Nos termos da lei, para todos os cargos eletivos, 
a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade será 
verificada à data da posse.
Conforme o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.504/1997, a idade mínima constitucionalmente 
estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da 
posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite 
para o pedido de registro.
Errado.
032. 032. (IADES/2019/AL-GO/PROCURADOR) Para concorrer às eleições, o candidato deverá 
possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de um ano e estar com a 
filiação deferida pelo partido no mesmo prazo.
De acordo com o art. 9º da Lei n. 9.504/1997, para concorrer às eleições, o candidato deverá 
possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com 
a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo.
Errado.
033. 033. (INAZ DO PARÁ/2018/FUNGOTA DE ARARAQUARA/ADVOGADO) A capacidade eleitoral 
ativa traduz-se no direito de poder votar, de participar de referendos, plebiscito, de propor 
ação popular e de apresentar projeto de lei popular. Ou seja, intervenções ativas diretas do 
cidadão na vida política do país, a qual depende de inscrição na justiça eleitoral.
Assinale o direito político a qual o enunciado acima se refere:
a) alistabilidade
b) elegibilidade
c) inelegibilidade
d) votabilidade
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A alistabilidade confere ao cidadão o direito de exercer os direitos políticos positivos, ou 
seja, a partir do alistamento, o eleitor poderá votar, participar de referendo e plebiscito, 
assim também exercer a iniciativa popular de leis.
Letra a.
034. 034. (VUNESP/2018/TJ-MT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) Quanto aos institutos de 
participação popular, plebiscito e referendo, cabe afirmar:
a) são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para a nação em questão 
de natureza constitucional e administrativa, não sendo compatível com matéria de natureza 
legislativa.
b) o referendo é convocado previamente à criação do ato que trate do assunto em pauta 
e o plebiscito é convocado posteriormente.
c) são consultas ao povo para decidir sobre matéria de relevância para a nação em questão 
de natureza constitucional e legislativa, não sendo compatível com matéria de natureza 
administrativa.
d) nas questões de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o plebiscito 
e o referendo serão convocados mediante decreto legislativo federal.
e) nas questões de relevância nacional e nas hipóteses de incorporação, subdivisão ou 
desmembramento dos estados, o plebiscito e o referendo são convocados mediante decreto 
legislativo.
Para o art. 3º da Lei n. 9.709/1998, nas questões de relevância nacional, de competência 
do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e no caso do § 3º do art. 18 da Constituição 
Federal (criação de novos estados ou territórios), o plebiscito e o referendo são convocados 
mediante decreto legislativo, por proposta de um terço, no mínimo, dos membros que 
compõem qualquer das Casas do Congresso Nacional.
Assim, a assertiva correta é a letra E.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a/c/d) Erradas. Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre 
matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
b) Errada. O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
Letra e.
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035. 035. (VUNESP/2018/TJ-MT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) A capacidade eleitoral ativa é 
inviabilizada pela
a) inalistabilidade.
b) incompatibilidade.
c) inelegibilidade funcional.
d) descompatibilização.
e) inelegibilidade relativa reflexiva.
Os inalistáveis não podem requerer o alistamento eleitoral e, por consequência, não podem 
adquirir direitos políticos, por não serem titulares da capacidade eleitoral ativa e passiva.
Letra a.
036. 036. (IBFC/2017/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA/PROCURADOR JURÍDICO) Assinale 
a alternativa correta. São condições de elegibilidade, dentre outras:
a) a nacionalidade brasileira e a filiação partidária
b) o pleno exercício dos direitos políticos e a idade mínima de vinte e um anos para Vereador
c) o alistamento eleitoral e a idade mínima de vinte e cinco anos para Governador e Vice-
Governador de Estado e do Distrito Federal
d) o domicílio eleitoral na circunscrição e a idade mínima de trinta anos para Presidente e 
Vice-Presidente da República e Senador
O art. 14, § 3º, da Constituição Federal elenca as seguintes condições de elegibilidade:
Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral;
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição;
V – a filiação partidária;
VI – a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trintaanos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito 
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
Letra a.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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037. 037. (VUNESP/2018/MPE-SP/ANALISTA JURÍDICO DO MP) Tim pretende concorrer para o 
cargo de vice-governador de seu Estado, porém, ainda não completou 30 anos de idade. 
Considerando que a data limite para os partidos e coligações solicitarem à Justiça Eleitoral 
o registro de seus candidatos é 15 de agosto de 2018, que o 1º turno das eleições será no 
dia 07 de outubro de 2018, que o 2º turno será no dia 28 de outubro de 2018 e que a data 
da posse é 1º de janeiro de 2019, assinale a alternativa correta quanto à idade mínima de 
30 anos constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade.
a) Não será exigida para o cargo de vice-governador de Estado.
b) É verificada tendo por referência a data do 1º turno da eleição.
c) Será aferida tendo por referência a data do 2º turno da eleição.
d) Será aferida na data limite para o pedido de registro da candidatura.
e) É verificada tendo por referência a data da posse.
Em regra, a idade mínima constitucional é aferida tendo por parâmetro a data da posse, 
salvo para os cargos cuja idade mínima é de dezoito anos.
Em relação ao cargo de governador, a idade mínima é de trinta anos. Por consequência, o 
cidadão, para participar das eleições para esse cargo, deve ter a idade mínima na data da 
posse.
Letra e.
038. 038. (FCC/2018/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/PROCURADOR LEGISLATIVO) 
A suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em 
julgado cessa com
a) o cumprimento ou extinção da pena.
b) o deferimento da reabilitação.
c) a prova de reparação dos danos decorrentes do delito.
d) a transferência para o regime de prisão domiciliar.
e) o cumprimento de um terço da pena.
Conforme o entendimento jurisprudencial sumulado do TSE, enunciado sumular n. 9, a 
suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em julgado 
cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova 
de reparação dos danos.
Letra a.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
039. 039. (FCC/2018/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/PROCURADOR LEGISLATIVO) 
José tem 17 anos e o seu partido pretende registrar a sua candidatura para o cargo de 
Vereador. Neste caso, a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de 
elegibilidade será aferida na data
a) do pleito eleitoral.
b) da protocolização do pedido de registro da candidatura na Justiça Eleitoral.
c) da posse.
d) da convenção que o escolheu como candidato.
e) limite para o pedido de registro da candidatura.
Em relação aos cargos cuja idade mínima é de dezoito anos, a idade mínima deve ser aferida 
tendo por parâmetro a data limite para o registro de candidatura, nos termos do art. 11, 
§ 2º, da Lei n. 9.504/1997.
Assim, José, com dezessete anos de idade, para concorrer ao cargo de vereador, precisará 
demonstrar a idade de dezoito anos até o dia 15 de agosto do ano da eleição municipal 
que pretenda concorrer.
Letra e.
040. 040. (VUNESP/2018/PC-SP/DELEGADO DE POLÍCIA) Suponha que Joseph, brasileiro 
naturalizado e atualmente com 20 anos de idade, decida se candidatar ao cargo de Deputado 
Federal. Nesse caso, é correto afirmar que ele
a) poderá se candidatar, pois o cargo é elegível tanto para brasileiros natos como naturalizados 
e a idade mínima exigida é 18 anos.
b) poderá se candidatar, pois o cargo é elegível tanto para brasileiros natos como naturalizados 
e a idade mínima exigida é 20 anos.
c) não poderá se candidatar, uma vez que embora o cargo não seja privativo de brasileiros 
natos, Joseph não possui a idade mínima de 21 anos exigida pela Constituição.
d) não poderá se candidatar, pois ainda que possua a idade necessária para a candidatura, 
o cargo é privativo de brasileiros natos.
e) não poderá se candidatar, pois além de não possuir a idade mínima exigida para a 
candidatura, o cargo é privativo de brasileiros natos.
Para participar das eleições para deputado federal, exige-se o preenchimento das seguintes 
condições de elegibilidade:
I – a nacionalidade brasileira, originária (brasileiro nato) ou derivada (brasileiro naturalizado);
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral;
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição;
V – a filiação partidária;
VI – a idade mínima de vinte e um anos.
Letra c.
041. 041. (PGR/PROCURADOR DA REPÚBLICA/2017) A SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS:
a) constitui causa de inelegibilidade;
b) incide na hipótese de condenação por contravenção penal, com trânsito em julgado;
c) não se verifica na hipótese em que o cidadão for condenado, por sentença transitada 
em julgado, por crime de menor potencial ofensivo;
d) para incidir em condenação por improbidade administrativa depende de decisão de 
órgão colegiado, ou com trânsito em julgado, com expressa determinação de suspensão 
dos direitos políticos, dano ao erário e enriquecimento ilícito.
De acordo com o entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior Eleitoral, “a disposição 
constitucional, prevendo a suspensão dos direitos políticos, ao referir-se à condenação 
criminal transitada em julgado, abrange não só aquela decorrente da prática de crime, mas 
também a de contravenção penal” (Recurso Especial n. 13.293, rel. Min. Eduardo Ribeiro, 
de 7.11.1996).
a) Errada. A suspensão dos direitos políticos afeta o pleno gozo dos direitos políticos e, 
por consequência, uma das condições de elegibilidade. Não se trata de uma hipótese de 
inelegibilidade.
c) Errada. A condenação pela prática de qualquer crime, inclusive, crime de menor potencial 
ofensivo, atrai a incidência da suspensão dos direitos políticos.
d) Errada. A suspensão dos direitos políticos exige o trânsito em julgado da condenação pela 
prática de qualquer espécie de improbidade administrativa, inclusive aquelas decorrentes 
da violação de princípios da administração pública.
Letra b.
042. 042. (FGV/2018/CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR/ANALISTA LEGISLATIVO) Pedro, de 18 
anos, pretende ser candidato a vereador. É brasileiro naturalizado, está no pleno exercício 
dos direitos políticos, está filiado a partido político e tem domicílio eleitoral no Município 
limítrofe àquele em que pretende candidatar-se, tendo, portanto, pleno conhecimento da 
realidade social.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
À luz da sistemática constitucional, Pedro:
a) preenche todas as condições de elegibilidade exigidas;
b) não preenche a condição de elegibilidade baseada no critério etário;
c) não preenche a condição de elegibilidade consistente no domicílio eleitoral;
d) não preenche a condição de elegibilidade consistente na nacionalidade brasileira nata;
e) não preenche as condições de elegibilidade consistentes no critério etário e no domicílio 
eleitoral.
Para participar das eleições para vereador, exige-se o preenchimento das seguintes condições 
de elegibilidade:
I – a nacionalidade brasileira, originária (brasileiro nato) ou derivada (brasileiro naturalizado);
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral;
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição;
V – a filiação partidária;
VI – a idade mínima de dezoito anos.
Por importante, destaque-se que não se admite que o eleitor tenha domicílio eleitoral em 
outro município para que esteja apto a participar em eleições municipais, ainda que seja 
limítrofe.
Letra c.
043. 043. (FGV/2018/CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR/ANALISTA LEGISLATIVO) Entre as várias 
condições de elegibilidade previstas pela Constituição Federal, consta
a) a nacionalidade brasileira nata.
b) o domicílio eleitoral na circunscrição.
c) a idade mínima de 21 (vinte e um) anos para Vereador.
d) a filiação partidária há no mínimo 2 (dois) anos do pleito.
e) o alistamento eleitoral há no mínimo 2 (dois) anos do pleito.
São condições de elegibilidade:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral;
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição, pelo prazo de, pelo menos, seis meses antes da data 
das eleições;
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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V – a filiação partidária, pelo prazo de, pelo menos, seis meses antes da data das eleições;
VI – a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito 
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
Letra b.
044. 044. (AOCP/SEJUS-CE/AGENTE PENITENCIÁRIO) De acordo com a Constituição Federal, 
assinale a alternativa que NÃO apresenta uma hipótese de perda ou suspensão dos direitos 
políticos.
a) Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.
b) Incapacidade civil relativa.
c) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.
d) Improbidade administrativa.
São hipóteses de perda ou suspensão dos direitos políticos:
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II – incapacidade civil absoluta;
III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 
5º, VIII;
V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Letra b.
045. 045. (CESPE/2017/DPU/DEFENSOR PÚBLICO) Uma vez que o direito de ser votado integra o 
rol dos direitos e garantias individuais e que estes, por força constitucional, não podem ser 
abolidos, as condições de elegibilidade não podem ser objeto de proposta de emenda à CF.
As condições de elegibilidade podem ser reguladas por meio de lei ordinária. Além disso, 
o legislador constituinte reformador pode também tratar das condições de elegibilidade, 
desde que não restrinja de forma desproporcional o direito à elegibilidade.
Errado.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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046. 046. (FCC/2017/TRE-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Jailma, para quem o voto é obrigatório, é 
professora e nunca tinha deixado de votar em uma eleição. Ocorre que, em 2016, viajou 
para outro Município com a intenção de cuidar da saúde de sua mãe. Por estar fora de seu 
domicílio eleitoral, deixou de votar nessas eleições para escolha de Vereador e de Prefeito. 
Com muitas preocupações, Jailma não justificou sua ausência às urnas nem realizou o 
pagamento da multa respectiva. Dessa forma, Jailma não poderá
a) praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda, 
mas poderá inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública.
b) inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, mas poderá investir-se 
ou empossar-se neles se já tiver havido a inscrição antes da ausência às urnas e também 
não poderá obter passaporte ou carteira de identidade.
c) inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-
se neles e também não poderá obter carteira de identidade ou passaporte, salvo se o eleitor 
estiver no exterior e requerer novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil.
d) obter passaporte pelo período de cinco anos, mas poderá obter carteira de identidade 
para que possa ser identificada civilmente.
e) renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, mas poderá obter carteira de 
identidade.
Nos termos do art. 7º, §§ 1º e 4º, do Código Eleitoral, sem a prova de que votou na última 
eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor:
I – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-
se neles;
II – receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, 
autárquico ou para estatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e 
sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam 
serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
III – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, 
do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;
IV – obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas 
federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer 
estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e 
com essas entidades celebrar contratos;
V – obter passaporte ou carteira de identidade;
VI – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
VII – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
§ 4º O disposto no inciso V do § 1º não se aplica ao eleitor no exterior que requeira novo passaporte 
para identificação e retorno ao Brasil.
Letra c.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
047. 047. (CESPE/2017/MPE-RR/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) A suspensão de 
direitos políticos
a) decorrente de condenaçãocriminal transitada em julgado cessará com o cumprimento 
da pena, sendo indispensável a prova de reparação dos danos, se for o caso.
b) não ocorre em relação ao beneficiado pela suspensão condicional do processo.
c) não é penalidade prevista para aquele que se recusar a prestar serviço no júri popular 
e a cumprir o serviço alternativo, mesmo que a recusa deva-se à escusa de consciência.
d) decorrente de condenação criminal transitada em julgado cessará quando a pena privativa 
de liberdade for substituída por restritiva de direitos.
Para os crimes em que a pena mínima não seja superior a um ano, o Ministério Público, ao 
oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde 
que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, 
presentes os demais requisitos que autorizam a suspensão condicional da pena.
Nessa situação, o oferecimento de benefício ocorre na fase inicial da tramitação do processo 
e, em caso de aceitação, não há a condenação do acusado, razão pela qual inexiste a 
suspensão dos direitos políticos (que exige o trânsito em julgado de uma sentença criminal 
condenatória).
Letra b.
048. 048. (CESPE/2017/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Para concorrer às eleições o candidato 
deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, 
um ano e estar com a filiação partidária definida pelo partido no mesmo prazo.
Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva 
circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no 
mesmo prazo.
Errado.
049. 049. (CESPE/2017/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) A idade mínima exigida dos candidatos 
a vereador deverá ser verificada tendo como referência a data da posse.
A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada 
tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em 
que será aferida na data-limite para o pedido de registro.
Errado.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
ALMEIDA, Roberto Moreira. Direito Eleitoral. 2. ed. rev. atual. e ampl. Salvador: JusPodivm, 
2009.
BARROS, Francisco Dirceu. Direito Eleitoral: teoria, jurisprudência e mais de 1000 questões 
comentadas. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
BRANCO, Tatiana Castelo. CARVALHEDO, Marcos. KALKMANN, Tiago. Súmulas do TSE 
Comentadas. São Paulo: Lura, 2017.
CÂNDIDO, Joel J. Direito Eleitoral Brasileiro. 12. ed. rev., atual. e ampl. Bauru: Edipro, 2006.
CERQUEIRA, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua. CERQUEIRA, Camila Medeiros de 
Albuquerque Pontes Luz de Pádua. Tratado de Direito Eleitoral. São Paulo: Premier Máxima, 
2008.
COÊLHO, Marcus Vinicius Furtado. Direito Eleitoral e Processo Eleitoral – Direito Penal 
Eleitoral e Direito Político. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.
COSTA, Adriano Soares da. Instituições de Direito Eleitoral. 7. ed. rev., atual. e ampl. Rio de 
Janeiro: Lumen Juris, 2008.
DIDIER JR., Fredie. CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de Direito Processual Civil: 
Meios de Impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 5. ed. rev., atual. e ampl. 
Salvador: JusPodivm, 2008.
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 3. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.
RAMAYANA, Marcos. Direito Eleitoral. 8. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Impetus, 
2008.
VELLOSO, Carlos Mário da Silva. AGRA, Walber de Moura. Elementos de Direito Eleitoral. São 
Paulo: Saraiva, 2009.
ZILIO, Rodrigo López. Direito Eleitoral: noções preliminares, elegibilidade e inelegibilidade, 
processo eleitoral (da convenção à prestação de contas), ações eleitorais. Porto Alegre: 
Verbo Jurídico, 2008.
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	Sumário
	Apresentação
	Direitos Políticos e Direitos Políticos
	1. Direitos Políticos
	1.1. Aspectos Gerais
	1.2. Conceito
	1.3. Classificação
	1.4. Direitos Políticos na CF/1988 – Arts. 14 a 16
	2. Direito ao Sufrágio
	2.1. O Voto
	2.2. Plebiscito e Referendo
	2.3. Iniciativa Popular
	2.4. Consulta Popular
	3. Alistamento Eleitoral
	3.1. Conceito
	3.2. Requisitos
	3.3. Espécies
	4. Elegibilidade
	4.1. Condições de Elegibilidade Constitucionais
	5. Condições de Elegibilidade Infraconstitucionais
	5.1. Indicação em Convenção Partidária
	5.2. Quitação Eleitoral
	6. Momento de Comprovação das Condições de Elegibilidade
	7. Causas de Inelegibilidades
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referênciaspolíticos negativos devem ser interpretados restritivamente, 
porquanto, ao restringir direitos políticos, acabam por limitar o exercício de direitos 
fundamentais.
No ponto, Thales Tácito Cerqueira e Camila A. Cerqueira (CERQUEIRA, Tales Tácito. 
CERQUEIRA, Camila. Direito Eleitoral Esquematizado. Saraiva: São Paulo, p. 35) ensinam que:
No Direito Eleitoral brasileiro, onde não se estiver restringido direitos políticos, não cabe ao 
intérprete fazê-lo. Este princípio é fundamental, é norma de aplicação geral, e corresponde 
exatamente ao in dubio pro reo do Direito Processual Penal. Podemos chamá-lo de in dubio pro 
candidato ou in dubio pro eleitor, ou seja, havendo dúvida, deve sempre o juiz ou Tribunal priorizar 
a não restrição de direitos políticos.
Com efeito, a restrição de direitos políticos por meio dos institutos da perda ou suspensão 
somente é admitida nos casos estabelecidos no art. 15 da Constituição Federal. Não se 
admite a instituição de novas hipóteses de perda e suspensão de direitos políticos por 
meio de legislação infraconstitucional.
De igual modo, a restrição do direito político passivo por meio da incidência de 
causas de inelegibilidades somente é possível por meio de previsão contida em norma 
constitucional (art. 14, §§ 4º a 7º) ou disposição de lei complementar.
Assim, podem ser classificados como direitos políticos negativos:
• hipóteses de inelegibilidades;
• hipóteses de perda dos direitos políticos;
• hipóteses de suspensão dos direitos políticos.
1.4. DIREITOS POLÍTICOS NA CF/1988 – ARTS. 14 A 161.4. DIREITOS POLÍTICOS NA CF/1988 – ARTS. 14 A 16
O art. 14 da CF/1988 dispõe que:
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
2 . DIREITO AO SUFRÁGIO2 . DIREITO AO SUFRÁGIO
Gilmar Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco afirmam que “os direitos políticos abrangem 
o direito ao sufrágio, que se materializa no direito de votar, de participar da organização da 
vontade estatal e no direito de ser votado”. Assim, o direito ao sufrágio abrange:
• A capacidade eleitoral ativa – direito de votar;
• A capacidade eleitoral passiva – direito de ser votado.
A Constituição Federal dispõe que o sufrágio é universal. Contudo, a menção ao caráter 
universal do sufrágio não significa que todas as pessoas são titulares desse direito. É 
necessário para a sua aquisição e exercício que elas preencham os requisitos constitucionais 
exigidos, tais como a idade mínima, a nacionalidade brasileira e a inscrição no cadastro 
de eleitores, o chamado alistamento eleitoral, entre outras. Uma vez preenchidas essas 
condições, essas pessoas são denominadas cidadãos.
Deve-se distinguir o cidadão da pessoa:
• Cidadão – titular de direitos políticos. Para a Constituição, só poderá ser considerado 
cidadão a pessoa que for brasileira e maior de dezesseis anos, desde que alistado 
perante a Justiça Eleitoral.
• Pessoa – titular de direitos. Para o Código Civil, todos os que nasceram com vida são 
pessoas e titulares de direitos e obrigações na ordem civil.
Na verdade, a expressão sufrágio universal é aqui utilizada em contraposição ao 
sufrágio restrito.
Trazemos aqui a visão de Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino sobre diversas espécies 
de sufrágio:
O sufrágio é universal quando assegurado o direito de votar a todos os nacionais, 
independentemente da exigência de quaisquer requisitos, tais como condições culturais 
ou econômicas etc.
O sufrágio será restrito quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que 
cumprirem determinadas condições fixadas pelas leis do Estado.
O sufrágio restrito, por sua vez, poderá ser censitário ou capacitário.
O sufrágio censitário é aquele que somente outorga o direito voto àqueles que preencherem 
certas qualificações econômicas. Seria o caso, por exemplo, de não se permitir o direito de voto 
àqueles que auferissem renda mensal inferior a um salário mínimo.
O sufrágio capacitário é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas 
características especiais, notadamente de natureza intelectual. Seria o caso, por exemplo, de 
se exigir para o direito ao voto a apresentação de diploma de conclusão do curso fundamental, 
ou médio ou superior.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
Não se pode confundir voto e sufrágio. Embora haja uma íntima ligação entre esses dois 
institutos, eles não se confundem. De acordo com José Afonso da Silva:
As palavras sufrágio e voto são empregadas comumente como sinônimos. A Constituição, no 
entanto, dá-lhes sentidos diferentes, especialmente, no seu artigo 14, por onde se vê que o 
sufrágio é universal e o voto é direto e secreto e tem valor igual. A palavra voto é empregada 
em outros dispositivos, exprimindo a vontade num processo decisório. Escrutínio é outro termo 
com que se confundem as palavras sufrágio e voto. É que os três se inserem no processo de 
participação do povo no governo, expressando: um, o direito (sufrágio), outro, o seu exercício 
(o voto), e o outro, o modo de exercício (escrutínio).
2 .1 . O VOTO2 .1 . O VOTO
Como visto, o voto é o exercício do sufrágio, conformando-se como um direito político 
ativo. Aliás, pode-se afirmar que o voto constitui uma das formas de manifestação do 
direito ao sufrágio.
O voto é um direito público subjetivo de manifestação da vontade do cidadão e decorre 
do exercício da soberania popular. Para os maiores de 18 anos e menores de 70 anos, desde 
que alfabetizados, o voto é obrigatório e constitui-se em um dever cívico.
2 .1 .1 . CARACTERÍSTICAS DO VOTO
São características do voto: pessoalidade, obrigatoriedade, liberdade, caráter 
secreto, forma direta, periodicidade, igualdade e universalidade.
Dentre essas características, algumas se situam no rol das chamadas cláusulas pétreas, 
aquelas que não podem ser objeto de modificação, nem mesmo por emenda constitucional.
Nos termos do art. 60, § 4º, II, da CF, não poderá ser objeto de deliberação a proposta 
de emenda constitucional tendente a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico.
Vamos estudar, de forma detalhada, cada uma dessas características.
PESSOALIDADE
Essa característica informa a necessidade de o voto ser exercido pessoalmente. O eleitor 
não pode outorgar procuração para que outrem exerça o voto em seu nome. É, em suma, 
atividade personalíssima que garante a sinceridade e a autenticidade da vontade do eleitor.
OBRIGATORIEDADE
A obrigatoriedade do comparecimento às urnas recai sobre os maiores de 18 anos 
e menores de 70 anos devidamente alistados perante a Justiça Eleitoral.
Caso o eleitor não deposite o seu voto e nem justifique até 30 dias após as eleições sua 
ausência, ficará sujeito à penalidade de multa, conforme estabelece o art. 7º do Código 
Eleitoral.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
Ressalta-se, todavia, que o art. 126, I, da Res.-TSE n. 23.659/2021 dispõe que o prazo 
para justificar o voto é de 60 dias contados da eleição. Assim, preste atenção no enunciado 
da questão da sua prova para respondê-la de acordo com o pedido do examinador.
O prazo do eleitor que está fora do país no dia do pleito é de 30 dias contados do seu 
retorno ao país.
Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se 
justificou devidamente, não poderá o eleitor:
I – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-
se neles;
II – receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, 
autárquico ou para estatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e 
sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam 
serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
III – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, 
do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;
IV – (Revogado pelo art. 36 da Lei nº 14.690/2023);
V – obter passaporte ou carteira de identidade;
VI – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
VII – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
Será cancelada a inscrição do eleitor que não votar em 3 eleições consecutivas, não 
pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 meses, a contar da data da última eleição
LIBERDADE
Essa característica remete à imperiosa necessidade de o cidadão escolher os candidatos 
ou partidos políticos que lhe agradam com base exclusivamente em sua consciência.
A liberdade de voto abrange também o direito de o cidadão votar em branco ou de 
anular o voto, quando entender que a melhor opção é não escolher nenhuma das que 
lhe forem postas.
CARÁTER SECRETO
O voto é sigiloso e o seu conteúdo não pode ser revelado pelos órgãos da Justiça Eleitoral. 
O objetivo é evitar que o eleitor tenha que prestar contas de sua vontade expressa nas 
urnas, garantindo a lisura e a probidade das eleições. Trata-se de característica do voto 
elevada à condição de cláusula pétrea pelo art. 60, § 4º, da CF/1988.
Assim, imagine a seguinte situação:
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
O Congresso Nacional aprova uma lei ou mesmo uma emenda constitucional 
estabelecendo o voto impresso, no qual o eleitor pode ter acesso e levar consigo o 
registro do voto digitado na urna eletrônica. Esse projeto viola a Constituição Federal?
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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A resposta é evidentemente sim. O procedimento de impressão e posse do registro 
pelo eleitor violaria o sigilo do voto, o que contraria o disposto no art. 60, § 4, II, da 
CF/88
FORMA DIRETA
A escolha do eleitor pode ser feita de forma direta, quando dirige o voto àquele que vai 
exercer o cargo público, ou de forma indireta, em que o voto é direcionado a um corpo de 
representantes que, em nome do eleitor, faz a escolha.
No Brasil, a regra é a realização de eleições pelo voto direto. Essa característica foi 
alçada à condição de cláusula pétrea, nos termos do art. 60, § 4º, da CF/1988.
Em nosso ordenamento jurídico, existem duas situações excepcionais que acolhem a 
forma indireta de eleição.
A primeira exceção está prevista no art. 81, § 1º, da CF/1988. Segundo esse dispositivo, 
vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República nos últimos dois anos 
do mandato, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, 
pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
A outra exceção tem previsão no art. 224, § 3º e 4º, II, do CE, com redação dada pela Lei 
n. 13.165/15. Segundo esse dispositivo, se nos últimos seis meses do mandato, a Justiça 
Eleitoral decidir pelo indeferimento do registro, pela cassação do diploma ou pela perda 
do mandato de candidato eleito em pleito majoritário (à exceção do cargo de Senador 
da República), determinará a realização de uma eleição indireta, independentemente 
do número de votos anulados.
PERIODICIDADE
A periodicidade é característica importantíssima elevada à cláusula pétrea prevista 
no art. 60, § 4º, II, da CF/1988. E não poderia ser diferente, porquanto esta característica 
é própria dos regimes republicanos, nos quais a coisa é pública, e, portanto, não se admite 
que mandatários do povo exerçam sua representação sem o crivo de eleições periódicas.
Os mandatos são de quatro anos (uma legislatura), à exceção do mandato de Senador 
da República, que é de oito anos (duas legislaturas).
IGUALDADE
No Brasil, o voto dos cidadãos tem o mesmo valor, independentemente de qualquer 
qualidade do emissor do voto. Aplica-se o princípio da igualdade formal: one man, one vote.
Adota-se o sufrágio igual, em detrimento ao conceito de sufrágio desigual, que atribui 
maior peso ou superior quantidade de votos a cidadãos que apresentem determinada 
qualidade.
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UNIVERSALIDADE
O caráter universal do voto revela a necessidade de se atribuir ao maior número possível 
de nacionais o direito de participar da vida política do País. Nesse sentido, deve ser afastada 
a adoção de critérios censitários, capacitários ou quaisquer outros que adotem critérios 
baseados em critérios discrepantes com o atual texto constitucional.
VOTO NO EXTERIOR
O alistamento e o voto são obrigatórios para o eleitor que estiver no exterior.
Caso o eleitor esteja no exterior, o alistamento deverá ser realizado pessoalmente no 
consulado ou na sede da embaixada brasileira, por meio do Requerimento de Alistamento 
Eleitoral (RAE). O requerimento é, então, encaminhado ao Cartório Eleitoral do Exterior, 
situado em Brasília, para apreciação do juiz eleitoral, ficando todo o processo sob a jurisdição 
do TRE/DF. Deferido, o título eleitoral é encaminhado ao local do pedido e somente pode 
ser retirado por quem o requereu.
O exercício do voto no exterior somente é possível nas eleições para presidente e vice-
presidente da República, observando-se os horários locais de início e término da votação.
Para que se organize uma seção eleitoral no exterior é necessário que na circunscrição 
sob a jurisdição da Missão Diplomática ou do Consulado Geral haja um mínimo de 30 
eleitores inscritos. Quando a quantidade de eleitores não atingir o mínimo previsto, o TRE/
DF poderá agregar a seção a qualquer outra mais próxima, desde que seja localizada no 
mesmo município eleitoral e país, visando a garantir o exercício do voto.
As seções eleitorais funcionarão nas sedes das embaixadas, em repartições consulares 
ou em locais em que funcionem serviços do governo brasileiro.
Encerrada a votação, o chefe da missão diplomática deve enviar o resultado para o TRE/
DF, que o encaminha ao TSE para divulgação.
Ao eleitor que votar no exterior será concedido comprovante para a comunicação legal 
ao juiz eleitoral de sua zona. Caso o eleitor não vote e não justifique sua ausência, ficará 
sujeito às penalidades previstas.
VOTO EM TRÂNSITO
Com a ediçãoda Lei n. 12.034/2009, que introduziu o art. 233-A no CE, passou a ser 
permitido, nas eleições gerais, o chamado voto em trânsito, ou seja, o voto do eleitor em 
uma seção eleitoral que originalmente não é a sua.
Todavia, não é qualquer eleitor em trânsito que poderá exercer o direito ao voto. O 
exercício depende do requerimento de habilitação perante a Justiça Eleitoral, no prazo de 
até 45 dias antes da data das eleições. Nessa habilitação, o eleitor deverá indicar o local 
em que estará no dia das eleições para votar.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Para exercer o direito ao voto, o município em que o eleitor estiver no dia das eleições 
deverá ser uma capital ou ter, pelo menos, cem mil eleitores.
Ademais, há ainda outra circunstância que deverá ser observada no momento do voto:
• Dos eleitores que votarão em trânsito na mesma unidade da federação em que 
estão inscritos originalmente) Será admitido o voto para todos os cargos em disputa 
nas eleições gerais: Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal, 
Deputado Estadual e Deputado Distrital;
• Dos eleitores que votarão em trânsito, mas em unidade federativa distinta daquela 
em que está inscrito – Somente será admitido voto nas eleições para Presidente da 
República.
• Dos eleitores inscritos no exterior que estiverem em trânsito no território nacional 
- Poderão votar apenas na eleição para Presidente da República.
• Não será permitido o voto em trânsito em urnas instaladas no exterior.
Além disso, a Lei n. 13.165/2015 trouxe uma importante inovação. Trata-se da possibilidade 
do voto em trânsito para os membros das Forças Armadas e integrantes dos órgãos de 
Segurança Pública que estejam de serviço no dia das eleições. Com efeito, os membros 
das Forças Armadas e os integrantes dos órgãos de Segurança Pública, incluindo-se os 
guardas municipais, poderão votar em trânsito.
Para tanto, as chefias ou comandos dos órgãos a que estejam vinculados devem, no 
prazo de até 45 dias antes da data das eleições, enviar à Justiça Eleitoral a relação desses 
cidadãos com a indicação das seções eleitorais a que estão vinculados e a seção eleitoral 
em que estarão em serviço no dia das eleições.
De forma diferente do voto em trânsito dos demais cidadãos, que somente pode ser 
exercido em municípios que tenham mais de cem mil eleitores, o voto em trânsito dos 
militares e dos membros da Segurança Pública ocorrerá em qualquer município brasileiro, 
independentemente do número de eleitores.
2 .2 . PLEBISCITO E REFERENDO2 .2 . PLEBISCITO E REFERENDO
Entre as formas de exercício da soberania popular, tem-se o referendo e o plebiscito. 
Esses dois instrumentos viabilizam o exercício da soberania popular de forma direta. O 
povo é chamado por meio de uma consulta popular a deliberar sobre matéria de acentuada 
relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
De acordo com Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino:
O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, 
pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
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O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao 
povo a respectiva ratificação ou rejeição.
A distinção entre os institutos é feita levando-se em conta o momento da manifestação dos 
cidadãos: se a consulta à população é prévia, temos o plebiscito; se a consulta à população sobre 
determinada matéria é posterior à edição de um ato governamental, temos o referendo.
2 .3 . INICIATIVA POPULAR2 .3 . INICIATIVA POPULAR
A iniciativa popular está regulamentada pela Lei n. 9.709/1998.
Segundo esse normativo, a iniciativa popular consiste na apresentação de projeto 
de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos 
por cento dos eleitores de cada um deles.
O projeto de lei, que deve se circunscrever a um único assunto, deve ser proposto na 
Câmara dos Deputados, e não poderá ser rejeitado por vício de forma, cabendo, neste caso, 
ao órgão competente no âmbito da casa legislativa providenciar as devidas correções.
Apresentado o projeto na Câmara dos Deputados, sua tramitação segue o mesmo rito 
de outros projetos de lei, devendo, após aprovação na Casa de origem seguir ao Senado 
Federal e, posteriormente, ser promulgado pelo Presidente da República.
Como exemplos de projetos de lei de iniciativa popular que se transformaram em lei, 
temos: i) a LC n. 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), que incluiu novos casos de inelegibilidade 
na LC n. 64/1990; ii) Lei n. 9.840/1999 (Lei de combate à compra de votos), que incluiu o 
art. 41-A na Lei n. 9.5-4/1997; iii) Lei n. 11.124/2005 (Fundo Nacional de Habitação de 
Interesse Social), que criou mecanismos para diminuir o déficit habitacional do país.
2 .4 . CONSULTA POPULAR2 .4 . CONSULTA POPULAR
As consultas populares foram criadas pela EC n. 111, de 28.9.2021, que incluiu os §§ 12 
e 13 no texto constitucional.
Segundo os novos dispositivos constitucionais, as consultas populares, realizadas 
concomitantemente às eleições municipais, versarão sobre questões locais aprovadas 
pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até noventa dias antes da 
data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos 
nelas formulados.
O debate sobre o tema da consulta popular ocorre concomitantemente à campanha 
eleitoral do pleito em disputa.
Durante o período de propaganda eleitoral, os candidatos podem discutir livremente 
os temas das consultas populares. Contudo, para esse debate, não será destinado tempo 
específico na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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3 . ALISTAMENTO ELEITORAL3 . ALISTAMENTO ELEITORAL
A partir de agora vamos estudar os §§ 1º e 2º, do art. 14 da CF/1988, que cuidam 
do alistamento eleitoral. Contudo, nesta aula serão apresentados apenas os aspectos 
constitucionais da matéria.
O art. 14, § 1º, da CF/88 estabelece:
Art. 14, § 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II – facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos.
3 .1 . CONCEITO3 .1 . CONCEITO
O alistamento eleitoral é o ato pelo qual a pessoa se torna um cidadão. Trata-se 
de um procedimento administrativo realizado perante a Justiça Eleitoral que tem a 
finalidade de aferir o preenchimento dos requisitos indispensáveis para o indivíduo se 
inscrever no cadastro de eleitores.
3 .2 . REQUISITOS3 .2 . REQUISITOS
A Constituição Federal estabeleceo voto obrigatório para os maiores de 18 anos e 
facultativo para os que tiverem entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos.
A obrigatoriedade e a facultatividade do alistamento eleitoral e do exercício do voto são 
determinadas pelas regras constitucionais, não se aplicando eventuais disposições legais 
infraconstitucionais em contrário.
Os direitos políticos, inclusive o direito ao exercício do voto, são adquiridos mediante o 
alistamento eleitoral, que é assegurado:
a) A todas as pessoas brasileiras – nato ou naturalizado - que tenham atingido a idade 
mínima constitucionalmente prevista, salvo os que, pertencendo à classe dos conscritos, 
estejam no período de serviço militar obrigatório e dele não tenham se desincumbido; e
b) Às pessoas portuguesas que tenham adquirido o gozo dos direitos políticos no Brasil, 
observada a legislação específica.
O português é o único estrangeiro (não precisa se naturalizar brasileiro) que poderá, 
preenchidas determinadas condições, se inscrever no cadastro eleitoral.
Nos termos do art. 12, § 1º, da CF/1988, aos portugueses com residência permanente no 
País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes 
ao brasileiro, salvo os casos previstos na Constituição.
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3 .3 . ESPÉCIES3 .3 . ESPÉCIES
De acordo com o art. 14, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal, o alistamento eleitoral 
pode ser classificado em: obrigatório, facultativo e vedado.
3 .3 .1 . ALISTAMENTO OBRIGATÓRIO
Nos termos do art. 14 da CF/1988, o alistamento e o voto serão obrigatórios desde que 
preenchidos os seguintes requisitos cumulativos:
• ser brasileiro;
• ter idade entre 18 e 70 anos;
• ser alfabetizado.
Com efeito, todo brasileiro nato ou naturalizado, alfabetizado, entre 18 e 70 anos, 
deve obrigatoriamente requerer seu alistamento eleitoral.
O alistamento e a obrigatoriedade do voto se estendem, em regra, às pessoas com 
deficiência. No ponto, cumpre informar que o art. 6º, I, a, do CE, que estabelece a não 
obrigatoriedade de alistamento dos inválidos, não foi recepcionado pela CF/1988.
Contudo, dada a condição especial dessas pessoas, o juiz eleitoral poderá flexibilizar 
a regra e expedir, a pedido, certidão de quitação eleitoral com prazo de validade 
indeterminado, desde que comprovado que o alistamento e o voto são por demais 
onerosos em razão da limitação que acomete a pessoa. Noutro falar, nessas condições 
especialíssimas, essas pessoas não precisam se alistar ou votar.
Assim, não incidem às sanções legais decorrentes da ausência de alistamento e do 
não exercício do voto sobre a pessoa com deficiência, para quem seja impossível ou 
demasiadamente oneroso o cumprimento daquelas obrigações eleitorais.
No que concerne aos indígenas, dúvida não há quanto à obrigatoriedade do seu alistamento 
eleitoral, preenchidos os requisitos constitucionais.
Não há falar em facultatividade do alistamento eleitoral tendo como justificativa o fato 
de o brasileiro, alfabetizado, maior de 18 e menor de 70 anos, ser índio. Em alguns casos, o 
alistamento do indígena será facultativo, não em decorrência da sua origem, mas sim pela 
sua condição etária (pode ser um maior de 70 anos) ou de analfabeto.
3 .3 .2 . ALISTAMENTO FACULTATIVO
Consoante dispõe o art. 14 da CF/1988, o alistamento será facultativo para pessoas 
nas seguintes situações:
• maior de 16 anos e menor de 18 anos;
• maior de 70 anos;
• analfabeto.
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Note, de pronto, que o art. 6º, I, a e c, do CE, que dispunha ser facultativo o alistamento para 
os inválidos e para os que se encontrassem fora do País, não foi recepcionado pela CF/1988.
Nos termos da Lei n. 13.146/2015, às pessoas com deficiência será garantido o direito 
de votar e de ser votada. Conforme já expusemos nesta aula, o alistamento e o voto são 
obrigatórios para essas pessoas. Apenas em casos excepcionalíssimos quando a incapacidade 
física torna impossível a pessoa exprimir sua vontade é que essas obrigações eleitorais 
ficam sem penalidades, caso descumpridas.
Já em relação aos que se encontram fora do Brasil, o alistamento deverá ser realizado 
pessoalmente no consulado ou na sede da embaixada brasileira, por meio do Requerimento 
de Alistamento Eleitoral (RAE). O requerimento é, então, encaminhado ao Cartório Eleitoral 
do Exterior, situado em Brasília, para apreciação do juiz eleitoral. Deferido, o título eleitoral 
é encaminhado ao local do pedido e somente pode ser retirado por quem o requereu.
Conforme admite a Constituição Federal, a partir dos 16 anos, é facultado ao menor o 
direito de expressar sua vontade política pelo exercício do voto.
Para os maiores de 70 anos, o alistamento e o voto são facultativos. A respeito, Gilmar 
Mendes e Paulo Gustavo Gonet Branco afirmam que:
[...] o legislador constitucional, ao facultar [o alistamento e] o voto aos maiores de 70 anos, 
atentou, certamente, para as prováveis limitações físicas decorrentes da sua idade, de modo a 
não transformar o exercício do voto em transtorno ao seu bem-estar.
Para os analfabetos, o alistamento é facultativo, consoante dispõe o art. 14 da 
CF/1988, regulamentado pela Res.-TSE n. 21.538/2004. Contudo, tão logo a pessoa se 
alfabetize surge a obrigação de se inscrever como eleitor, nos termos do parágrafo 
único do art. 16 da citada resolução. Confira o dispositivo:
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo (Constituição Federal, art. 14, § 1º, 
II, a).
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá reque rer sua inscrição eleitoral, não 
ficando sujeito à multa prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).
Para não restar dúvidas, confira a seguinte hipótese didática
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
Ciclano completou 18 anos, mas devido a sua condição de analfabeto decidiu não se 
alistar como eleitor. Ao completar 30 anos decidiu voltar a estudar e se alfabetizou. 
Em seguida, dirigiu-se a um cartório eleitoral e requereu sua inscrição eleitoral. O 
pedido foi deferido sem a aplicação de quaisquer penalidades pela demora de Ciclano 
em requerer sua inscrição, tendo em vista que na condição anterior de analfabeto 
a inscrição eleitoral era facultativa.
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3 .3 .3 . ALISTAMENTO VEDADO
A Constituição Federal proíbe o alistamento eleitoral para as seguintes pessoas:
• Os conscritos, durante o período de serviço militar obrigatório (art. 14, § 2º, da CF/1988)
• Os estrangeiros, com exceção do português e desde que haja reciprocidade em 
Portugal do direito aqui concedido (art. 14, §2º, da CF/1988)
Na doutrina de Jorge, Liberato e Rodrigues (2017, p. 96) conscrito é: “[...] é termo utilizado 
para se referir àqueles sujeitos que encontram prestando serviço militar obrigatório [...]”.
O conscrito é inalistável. Não poderá ele requerer seu alistamento duranteo período 
em que estiver prestando serviço às forças armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica –, 
que ocorre em regra no ano em que o indivíduo completa 18 anos.
Contudo, em razão do pedido de alistamento ser permitido para aquele que completa 
16 anos até a data do pleito, é possível que, ao prestar o serviço militar obrigatório, o 
indivíduo já tenha sido inscrito como eleitor. Neste caso, sua inscrição permanecerá ativa 
no cadastro de eleitores, ficando impedido de votar.
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
Ciclano completou 16 anos e requereu sua inscrição eleitoral. No ano em que 
completou 18 anos foi convocado para servir o exército. Neste mesmo ano, houve 
a realização de eleições para presidente da República. Contudo, devido à qualidade 
de conscrito, Ciclano, mesmo sendo inscrito no cadastro eleitoral, ficou impedido 
de votar.
Sublinha-se que essa regra não alcança os demais militares, que são alistáveis.
A CF/1988 estabelece também que os estrangeiros são inalistáveis, de modo que não 
podem requerer o ingresso no cadastro de eleitores os que não forem brasileiros natos ou 
naturalizados, à exceção dos portugueses nos casos de reciprocidade.
O CE, em seu art. 5º, inciso II, prescreve ainda que o alistamento é vedado àqueles que 
não saibam exprimir-se em língua nacional. Esse inciso está revogado. Veja o seguinte 
julgado do TSE:
JURISPRUDÊNCIA
Consoante o § 2º do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como eleitores somente é 
imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, aos 
conscritos, observada, naturalmente, a vedação que se impõe em face da incapacidade 
absoluta nos termos da lei civil.
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Sendo o voto obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a 
facultatividade de que cuida o inciso II do § 1º do artigo 14 da CF, não há como entender 
recepcionado preceito de lei, mesmo de índole complementar à Carta Magna, que 
imponha restrição ao que a norma superior hierárquica não estabelece.
Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento eleitoral que não esteja previsto 
na Lei Maior, por caracterizar restrição indevida a direito político, há que afirmar a 
inexigibilidade de fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o 
brasileiro possam alistar-se eleitores.
Declarada a não recepção do art. 5º, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição 
Federal de 1988.
(PA n. 19.840, rel. Min. Fernando Gonçalves, Dje de 20.8.2010).
4 . ELEGIBILIDADE4 . ELEGIBILIDADE
4 .1 . CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE CONSTITUCIONAIS4 .1 . CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE CONSTITUCIONAIS
Na doutrina de Jorge, Liberato e Rodrigues, a elegibilidade: “[...] diz respeito à aptidão 
de ser eleito, isto é, ao direito de o cidadão ser votado em pleitos eleitorais”.
Nessa mesma acepção, o STF, ao julgar a ADC n. 29, assim a definiu:
JURISPRUDÊNCIA 
A elegibilidade é a adequação do indivíduo ao regime jurídico – constitucional e legal 
complementar – do processo eleitoral.
(STF, ADC n. 29, rel. Min. Luiz Fux, DJE de 29.6.2012)
Conquanto esse conceito se vincule à ideia de aptidão para ser votado, o cidadão somente 
terá o seu registro de candidatura deferido, ou seja, somente estará apto a participar do 
pleito, caso preencha as condições de elegibilidade (que vamos estudar a seguir), e não 
incida em causas de inelegibilidade (vamos estudar com detalhes em aulas posteriores).
É importante não confundir esses conceitos, pois, embora ambos sejam requisitos 
para assentar a inelegibilidade do pretenso candidato, expressam ideias completamente 
diversas. Veja esse ilustrativo julgado do TSE:
JURISPRUDÊNCIA 
Não há que confundir, em face de nosso sistema constitucional, pressupostos (ou 
condições) de elegibilidade e inelegibilidades, embora a ausência de qualquer daqueles 
ou a incidência de qualquer destas impeça alguém de poder candidatar-se a eleições 
municipais, estaduais ou federais.
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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Pressupostos de elegibilidade são requisitos que se devem preencher para que se possa 
concorrer às eleições. Assim, estar no gozo de direitos políticos, ser alistado como 
eleitor, estar filiado a partido político, ter sido escolhido como candidato do Partido 
a que se acha filiado, haver sido registrado, pela Justiça Eleitoral, como candidato por 
esse partido. Já as inelegibilidades são impedimentos que, se não afastados por quem 
preencha os pressupostos de elegibilidade, lhe obstam concorrer a eleições, ou – se 
supervenientes ao registro ou se de natureza constitucional – servem de fundamento 
à impugnação de sua diplomação, se eleito.
(PA n. 19.899, rel. Min. Ari Pargendler, j. em 30.9.2008).
Feita a distinção conceitual, registra-se que as condições de elegibilidade são 
requisitos indispensáveis para aqueles que desejam concorrer a cargos públicos 
(capacidade eleitoral passiva), sendo aferidas no momento da análise dos pedidos de 
registro de candidatura.
O art. 14, § 3º, da Constituição Federal, elenca as seguintes condições de elegibilidade:
Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III – o alistamento eleitoral;
IV – o domicílio eleitoral na circunscrição;
V – a filiação partidária;
VI – a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito 
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
Para o TSE, esse rol não é exaustivo. Além das condições de elegibilidade previstas 
na CF/1988, há a possibilidade de outras serem criadas por leis infraconstitucionais, 
complementares ou ordinárias, como se observa no art. 11, § 1º, IV, da Lei n. 9.504/997, 
que exige, como condição de elegibilidade, a apresentação de certidão quitação eleitoral 
por aquele que pretenda ser candidato. Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA 
3. As condições de elegibilidade não estão previstas somente no art. 14, § 3º, I a VI, 
da Constituição Federal, mas também na Lei n. 9.504/1997, a qual, no art. 11, § 1º, 
estabelece, entre outras condições, que o candidato tenha quitação eleitoral (inciso VI).
(REspe n. 1903-23/DF, rel. Min. Arnaldo Versiani, PSESS de 15.9.2010)
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
Vamos agora estudar cada uma das condições de elegibilidade previstas no texto 
constitucional.
4 .1 .1 . NACIONALIDADE BRASILEIRA
A Constituição Federal exige, como uma das condições de elegibilidade, a nacionalidade 
brasileira para que o cidadão possa concorrer a cargos eletivos.
Aos brasileiros natos, a elegibilidade é plena para todos os cargos. Anoto que, nos 
termos do art. 12, I, da CF/1988, são brasileiros natos:
a) os nascidosna República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja 
a serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e 
optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;
De modo diverso, os brasileiros naturalizados não podem concorrer aos cargos 
de Presidente e Vice-Presidente da República, consoante estabelece o art. 12, § 3º, I, 
da CF/1988.
Conforme já vimos, o português com residência permanente no Brasil pode se alistar 
e concorrer a cargos públicos eletivos no Brasil, desde que haja reciprocidade em favor de 
brasileiros em Portugal. Não poderá, contudo, ser candidato aos cargos de Presidente e Vice-
Presidente em função da vedação constitucional. Sobre o assunto, este é o ensinamento 
de Dirley da Cunha Júnior:
Em razão de norma permissiva do § 1º do art. 12 da Constituição – que assegura aos portugueses 
com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, os direitos 
inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos na Constituição – os portugueses podem exercer 
a capacidade eleitoral passiva e se candidatar a mandato eletivo (exceto para Presidente e Vice-
Presidente da República, em face do § 3º do art. 12), desde que cumpram as demais condições 
de elegibilidade.
4 .1 .2 . PLENO EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS
Os direitos políticos representam o conjunto de regras que disciplina as formas de 
atuação da soberania popular.
Aqueles que detém o pleno exercício dos direitos políticos possuem tanto a capacidade 
eleitoral ativa (ius sufragii), quanto a capacidade eleitoral passiva (ius honorum).
Ao contrário, aqueles que não os possuem estão impedidos de se manifestarem 
politicamente, como, por exemplo, filiarem-se a partido político (REspe n. 195-71/GO, rel. 
Min. Arnaldo Versiani, PSESS de 18.10.2012). No mesmo sentido, verifica-se que o cidadão 
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já estiver filiado ao partido político quando sobrevier a suspensão ou perda dos direitos 
políticos – que estudaremos a seguir - terá sua filiação partidária suspensa e ficará tolhido 
de participar das atividades políticas internas da agremiação (RGP n. 305, rel. Min. Luciana 
Lóssio, DJe de 22.10.2015).
Embora cuide de direito fundamental, o exercício de direitos políticos pode, nas hipóteses 
previstas na CF/1988, ser restringido.
Conforme anotado pela doutrina, é permitido sancionar o cidadão com a perda e com 
a suspensão dos direitos políticos, cujas hipóteses estão listadas no art. 15 da CF/1988:
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II – incapacidade civil absoluta;
III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 
5º, VIII;
V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Não confunda perda com suspensão de direitos políticos. A perda dos direitos políticos 
importa em limitação por prazo indeterminado. Já na suspensão, essa privação é por prazo 
determinado. Não obstante, em ambas existe a possibilidade de reaver os direitos tolhidos. 
Não há caráter perpétuo da privação imposta.
Anotamos, todavia, que é vedada a cassação de direitos políticos. Sobre o assunto, 
Roberto Moreira Almeida consigna que: “A Constituição prevê duas formas de privação de 
direitos políticos: a perda e a suspensão. Proíbe, ademais, a cassação desses mesmos direitos”.
PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS
Como dito, a perda dos direitos políticos importa na restrição por prazo indeterminado 
dos direitos políticos.
Diferentemente das Constituições anteriores, a de 1988 não definiu as hipóteses de 
perda e suspensão de direitos políticos, coube essa tarefa à doutrina.
Dentre as hipóteses elencadas no art. 15 da CF/1988, a doutrina majoritária elenca 
como causa de perda dos direitos políticos:
• cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado e;
• recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação social alternativa.
CANCELAMENTO DA NATURALIZAÇÃO POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO
O cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado se dá nos 
casos em que o indivíduo pratica atividade nociva ao interesse nacional, consoante 
dispõe o art. 12, § 4º, I, da CF/1988.
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§ 4º Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse nacional;
II – adquirir outra nacionalidade por naturalização voluntária.
II – adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional 
de Revisão n. 3, de 1994)
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda 
Constitucional de Revisão n. 3, de 1994)
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
civis;
O processo de cancelamento de naturalização é da competência da Justiça Federal, nos 
termos do art. 109, X, da CF/1988.
O conceito de atividade nociva ao interesse nacional é indeterminado, cabendo ao juiz 
competente analisar se o ato praticado pelo indivíduo se enquadra no conceito legal.
Note, ainda, que, no art. 12 da CF/1988, existe outra situação em que o indivíduo tem 
declarada sua perda de nacionalidade e, por conseguinte, suspensos seus direitos políticos. 
Trata-se da hipótese de aquisição voluntária de outra nacionalidade.
Todavia, o indivíduo não perderá a nacionalidade brasileira e, por conseguinte, terá seus 
direitos políticos preservados, quando a aquisição de outra nacionalidade decorrer de:
• reconhecimento originário de outra nacionalidade pela lei estrangeira, como por 
exemplo, o fato de ser filho de estrangeiro e isso, por si só, garantir o reconhecimento 
de nacional pela lei estrangeira (ius sanguinis) e;
• de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em 
estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o 
exercício de direitos civis, como por exemplo, o direito de trabalhar.
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
Ciclano, brasileiro nato, decidiu jogar futebol em um clube espanhol. Contudo, na 
liga espanhola cada clube somente pode ter no máximo 5 jogadores estrangeiros e 
Ciclano era o sexto estrangeiro no clube. Com a finalidade de continuar trabalhando 
na Espanha, Ciclano decidiu se naturalizar espanhol, considerando que tinha 
antepassados espanhóis e preenchia os demais requisitos. A naturalização de 
Ciclano com a finalidade de garantir o exercício de um direito civil – trabalhar na 
Espanha – não implica a perda da naturalidade brasileira.
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ESCUSA DE CONSCIÊNCIA
A CF/1988, em seu art. 5º, inciso VII, confere o direito de escusa de consciência, nos 
seguintes termos: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos 
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”;
Há dissenso doutrinário sobre a classificação dessa hipótese de restrição de direitos 
políticos. A posição dominante a classifica como hipótese de perda dos direitos políticos. 
A minoritária, como hipótese de suspensão. A respeito dessa controvérsia, veja:
Existe um dissenso doutrinário sobre se a escusa de consciência seria caso de suspensão ou perda 
dos direitos políticos. Alexandre de Moraes, José Afonso da Silva, Manoel Gonçalves Ferreira Filho 
e Celso Ribeiro Bastos entendem que é caso de privação definitiva (perda) dos direitos políticos. 
Já Sylvio Motta, William Douglas, Joel José Cândido, Marcos Ramayana, Francisco Dirceu de 
Barros, Thales Tácito Cerqueira e Camila Albuquerque Cerqueira classificam a hipótese como de 
suspensão dos direitos políticos. (Roberto Moreira de Almeida)
Atente-se para o fato de a incidência dessa hipótese de restrição de direitos políticos 
exigir o preenchimento de dois requisitos cumulativamente. Primeiro, deve haver a recusa 
do cumprimento da obrigação legal a todos imposta, como por exemplo, o dever de votar. Em 
seguida, a recusa em cumprir prestação alternativa fixada em lei, o que no nosso exemplo, 
revela-se no pagamento da multa fixada em lei.
SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS
Segundo a doutrina majoritária, ocorre a suspensão dos direitos políticos nas seguintes 
hipóteses:
• Incapacidade civil absoluta;
• Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
• Improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º, da CF/1988.
INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA
Com a edição da Lei n. 13.146/15 – Estatuto da Pessoa com Deficiência -, o rol dos 
absolutamente incapazes foi reduzido aos menores de dezesseis anos de idade.
Esses menores não podem se alistar como eleitores e, por conseguinte, adquirir direitos 
políticos.
Assim, pode-se afirmar que ficou esvaziado o sentido dessa disposição constitucional.
CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO
Aquele que for condenado pela prática de um crime ou contravenção ficará, 
automaticamente, com os direitos políticos suspensos, desde o trânsito em julgado da 
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Direito Eleitoral e Direitos Políticos
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sentença até a extinção da punibilidade. Nesse período, não poderá participar de atividades 
políticas, como, por exemplo, filiar-se à partido político (Agr-REspe n. 19571/GO, rel. Min. 
Arnaldo Vesiani, DJe de 18.10.2012).
Trata-se de norma constitucional autoaplicável, cuja incidência independe de qualquer 
ato de intermediação legislativa, conforme já decidiu o STF. Confira:
JURISPRUDÊNCIA 
A norma inscrita no art. 15, III, da Constituição reveste-se de autoaplicabilidade, 
independendo, para efeito de sua imediata incidência, de qualquer ato de intermediação 
legislativa. Essa circunstância legitima as decisões da Justiça Eleitoral que declaram 
aplicável, nos casos de condenação penal irrecorrível, e enquanto durarem os seus 
efeitos, como ocorre na vigência do período de prova do sursis, a sanção constitucional 
concernente à privação de direitos políticos do sentenciado. Precedente: RE 179.502-
SP (Pleno).
(Agr/RMS n. 22.470, rel. Min. Celso de Mello, DJ de 27.9.1996).
A incidência da norma também prescinde de determinação expressa na decisão 
condenatória criminal. Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA 
Ao contrário do que sustenta o agravante, a suspensão dos direitos políticos em 
decorrência de condenação criminal transitada em julgado, prevista no art. 15, III, da 
Constituição Federal, é autoaplicável e constitui efeito automático da sentença penal 
condenatória, não havendo necessidade de manifestação a respeito de sua incidência 
na decisão condenatória.
(REspe n. 32677/MS, rel. Min. Marcelo Ribeiro, DJe de 19.3.2009).
Anoto, ainda, que a suspensão de direitos políticos ocorre, de forma automática, 
independentemente:
• de o crime cometido ser culposo ou doloso (RMS n. 252/SP, rel. Min. Luiz Carlos 
Madeira, DJ de 16.5.2003);
• de a pena aplicada ser de detenção, de reclusão ou de multa (RO n. 1000638/SP, rel. 
Min. Dias Toffoli, DJe de 13.5.2014);
• de ter sido aplicado ao réu apenas medida de segurança (PA n. 19297/PR, rel. Min. 
Francisco Peçanha Martins, DJ de 9.6.2006);
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DIREITO ELEITORAL
Direito Eleitoral e Direitos Políticos
Weslei Machado
• de ter sido condenado o réu apenas em contravenção penal (REspe n. 13293/MG, rel. 
Min. Eduardo Ribeiro, PSESS de 7.11.1996)
• de a pena privativa de liberdade ter sido substituída pela restritiva de direitos (STF, 
RE n. 601.182/MG, redator p/ acórdão Alexandre de Moraes, j. 8.5.2019) no TSE (AI 
n. 704-47/MG, rel. Min. Admar Gonzaga, DJe 29.5.2009);
• da suspensão condicional do processo (sursis penal previsto no art. 77 do CP) (REspe 
n. 0601088-93/DF, rel. Min. Tarcísio Vieira de Carvalho, PSESS de 13.11.2018);
• do réu estar cumprindo prisão domiciliar.
De modo diverso, não há falar em suspensão dos direitos políticos quando houver 
transação penal, suspensão condicional do processo (sursis processual – art. 89 da Lei n. 
9.099/1995) ou composição civil dos danos, uma vez que nesses casos inexiste a condenação 
criminal (Branco, Carvalhedo e Kalkmann, 2017, p. 50).
Não confunda essa hipótese de condição de elegibilidade com a inelegibilidade 
prevista no art. 1º, I, d, da LC n. 64/1990. Na primeira, ora em estudo, exige-se o trânsito 
em julgado da decisão criminal para suspender os direitos políticos e, por conseguinte, 
suspender a capacidade eleitoral ativa (direito de votar) e a capacidade eleitoral passiva 
(direito de ser candidato). Na segunda – hipótese de inelegibilidade -, basta a decisão 
criminal condenatória por órgão colegiado para, sem suspender os direitos políticos do 
cidadão, tolher exclusivamente sua capacidade eleitoral passiva (direito de ser candidato), 
sem, no entanto, atingir sua capacidade eleitoral ativa (direito de votar).
 Obs.: HIPÓTESE DIDÁTICA
Ciclano foi condenado por uma decisão colegiada do TJDFT por um crime contra a 
Administração Pública e, irresignado, recorreu do acórdão. Na sequência, decidiu 
apresentar seu pedido de registro de candidatura. Contudo, a Justiça Eleitoral, 
acertadamente, indeferiu o pedido de registro, tendo em conta que Ciclano, embora 
não esteja com os direitos políticos suspensos, uma vez que ainda não houve o 
trânsito em julgado da decisão, incide na causa de inelegibilidade prevista no art. 
1º, I, e, da LC n. 64/90.
Para finalizar, sublinho que reaquisição dos direitos políticos decorrente de condenação 
criminal transitada em julgado independe de reabilitação

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