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SISTEMA DE ENSINO 100% ONLINE CURSO NOME ATIVIDADE PRÁTICA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E BACIAS HIDROGRÁFICAS CIDADE 2024 NOME ATIVIDADE PRÁTICA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E BACIAS HIDROGRÁFICAS Trabalho apresentado à Universidade UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas norteadoras do semestre letivo. Tutor (a): INSERIR NOME CIDADE 2024 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................3 2 DESENVOLVIMENTO..............................................................................................5 3 CONCLUSÕES.......................................................................................................10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................11 3 1 INTRODUÇÃO A gestão de recursos hídricos e bacias hidrográficas desempenha um papel fundamental na preservação e utilização sustentável dos recursos naturais. As águas superficiais e subterrâneas são essenciais para a vida e para o desenvolvimento econômico, sendo indispensáveis para diversas atividades humanas, desde o abastecimento público até a produção de alimentos e energia. No entanto, a crescente demanda por água, aliada às mudanças climáticas e à degradação ambiental, tem colocado pressão sobre esses recursos, tornando a gestão eficaz uma necessidade urgente. As bacias hidrográficas, áreas geográficas delimitadas pela divisão natural das águas, desempenham um papel central na gestão dos recursos hídricos. Elas são unidades fundamentais para o planejamento e implementação de políticas de conservação e uso racional da água, pois integram os diversos elementos do ciclo hidrológico e as atividades humanas associadas. A gestão integrada das bacias hidrográficas envolve a coordenação de múltiplos atores, incluindo governos locais, comunidades, setor privado e organizações da sociedade civil, visando garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos e o equilíbrio entre as demandas conflitantes. Nesse contexto, a gestão de recursos hídricos e bacias hidrográficas enfrenta diversos desafios, como a poluição, a degradação dos ecossistemas aquáticos, a escassez hídrica e os conflitos pelo uso da água. Para enfrentar esses desafios, são necessárias abordagens inovadoras e integradas, que considerem aspectos sociais, econômicos, ambientais e políticos. Além disso, a promoção da participação pública e o fortalecimento da governança são essenciais para garantir a eficácia e legitimidade das políticas e práticas de gestão. Dessa forma, a presente atividade prática foi realizada seguindo os objetivos propostos pela universidade, que são: compreender a importância do geoprocessamento para o planejamento e gestão de bacias hidrográficas; e utilizar software de Sistema de Informações Geográficas base de dados vetorial para determinação do Coeficiente de Compacidade e verificar e tendência de haver picos de enchente. 4 2 DESENVOLVIMENTO Atividade proposta: Utilizar software de Sistema de Informação Geográfica, aberto e gratuito, e base de dados vetoriais para determinar o Coeficiente de Compacidade. De acordo com os estudos realizados, destaca-se que o coeficiente de compacidade é um indicador vital na avaliação da forma das bacias hidrográficas em relação ao seu tamanho. Ele é calculado como a relação entre o perímetro e a raiz quadrada da área da bacia. Bacias com coeficientes menores tendem a ser mais circulares e suscetíveis a inundações, enquanto aquelas com coeficientes maiores concentram o escoamento e têm uma drenagem mais eficiente. Compreender esse indicador é essencial para a gestão de recursos hídricos, ajudando a identificar áreas de risco de inundação e orientar políticas de prevenção e controle de enchentes. Para realizar essa análise, utilizamos o Software QGIS 3.28, que é gratuito e permite trabalhar com dados raster e vetoriais. Usamos o mapa das bacias, "Sub- bacias Hidrográficas DNAEE", fornecido pelo Sistema de Informações de Recursos Hídricos. O método envolveu a instalação do software, aquisição dos dados, abertura e reprojeção dos mesmos para o sistema de coordenadas do projeto, cálculo dos coeficientes de compacidade, organização dos dados e análise visual das bacias no mapa. Imagem 1 – Instalação do QGIS. Fonte: QGIS (2024). 5 Para calcular os coeficientes de compacidade, os valores da área e do perímetro da bacia foram inseridos na tabela de atributos. Utilizando a calculadora de campo, o coeficiente de compacidade foi então calculado conforme a fórmula estabelecida. FÓRMULA: 0.28 x perímetro área0.5 Uma nova coluna foi criada na tabela para os valores de Kc. Posteriormente, os dados foram organizados com base na coluna Kc e as bacias foram visualizadas no mapa, possibilitando uma análise visual das suas características morfológicas. Imagem 2 – Tela inicial do QGIS após reprojeção dos dados. Fonte: Elaboração da autora (2024). Imagem 3 – Tabela final. 6 Fonte: Elaboração da autora (2024). Finalmente, uma análise do coeficiente de compacidade foi conduzida, destacando as três bacias com os maiores e os três com os menores valores de Kc, e explicando suas implicações para a gestão de recursos hídricos. Essa análise permitiu identificar quais bacias são mais suscetíveis a inundações, proporcionando insights valiosos para a formulação de estratégias de prevenção e controle de enchentes. Imagem 4 – Análise dos 10 maiores valores de Kc (1). 7 Fonte: Elaboração da autora (2024). Figura 5 – Análise dos 10 maiores valores de Kc (2). Fonte: Elaboração da autora (2024). O coeficiente de compacidade é uma medida crucial para avaliar a forma das bacias hidrográficas e sua capacidade de reter água da chuva. Quanto maior o valor de Kc, mais compacta e circular é a bacia, o que implica em uma maior retenção de água da chuva. Ao examinar os dados coletados, observou-se que as três bacias com os maiores valores de Kc foram as litorâneas de São Paulo, Cachoeira, São João e outras, e as litorâneas do Rio de Janeiro. Essas bacias exibem uma forma mais circular e compacta, o que amplia sua habilidade de retenção de água da chuva. Por outro lado, as três bacias com os menores valores de Kc foram Piranhas, Açu e outras, Uruguai e Negro, e Uruguai, Chapecó, Passo Fundo e outras. Essas bacias apresentam uma forma mais alongada e irregular, o que dificulta a retenção de água da chuva. 8 A análise do coeficiente de compacidade desempenha um papel crucial na avaliação da vulnerabilidade das bacias hidrográficas a eventos extremos de chuva, como enchentes e deslizamentos de terra. Bacias com um coeficiente de compacidade mais elevado conseguem reter mais água da chuva, o que pode mitigar os impactos desses eventos na região. Por outro lado, bacias com baixo Kc estão mais propensas a enchentes e outros problemas relacionados à água da chuva. Portanto, é essencial levar em consideração o coeficiente de compacidade ao planejar o uso e ocupação do solo em uma determinada região. Tabela 1 – Resultados. Bacias com maior Kc Nome Perímetro Área Kc Litorâneas de São Paulo 750581,073 4824831163,472 3,026 Cachoeira, São João e outros 1060454,729 12576841519,003 2,648 Litorâneas do Rio de Janeiro 1300488,140 19123747712,730 2,633 Bacias com menor Kc Nome Perímetro Área Kc Piranhas, Açu e outros 1139423,379 61068488012,825 1,291 Uruguai e Negro 283387,094 3630434971,027 1,317 Uruguai, Chapecó, Passo Fundo e outros 660451,692 19691735755,764 1,318 Fonte: Elaboração da autora (2024). 9 3 CONCLUSÕES A gestão de recursos hídricos e bacias hidrográficas é essencial para garantir o acesso sustentável à água para as comunidades e para protegero meio ambiente. É crucial implementar políticas e práticas que promovam a conservação da água, a mitigação da poluição e a equidade no acesso aos recursos hídricos. Além disso, a cooperação entre governos, organizações e comunidades é fundamental para enfrentar os desafios relacionados à gestão da água em escala local, regional e global. Diante disso, destaca-se que a realização desse trabalho proporcionou para a acadêmica a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso e do semestre, assim como permitiu vivenciar a experiência da futura prática profissional. 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, M. Desafios da Gestão de Bacias Hidrográficas. Revista Internacional de Recursos Hídricos, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 80-95, abr. 2023. CARVALHO, A. T. F. Bacia hidrográfica como unidade de planejamento: discussão sobre os impactos da produção social na gestão de recursos hídricos no Brasil. Caderno Prudentino de Geografia, v. 1, n. 42, p. 140-161, 2020. SILVA, J. Gestão Integrada de Recursos Hídricos: Desafios e Perspectivas. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 150-165, jul. 2020. 11 1 INTRODUÇÃO 2 DESENVOLVIMENTO 3 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS