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O agronegócio e a urbanização do Centro-Oeste A produção agropecuária no Centro-Oeste se intensificou a partir da década de 1940, visando abastecer com alimentos e matérias-primas a crescente população do Sudeste, que se ocupava, sobretudo, no comércio, nos serviços e na indústria. Em decorrência desse crescimento, foram criadas agrovilas ao longo das rodovias, proporcionando a expansão da criação de gado bovino e da atividade agrícola. Devido ao aumento da produção agropecuária e à construção de Brasília, o período de 1940 a 1960 foi marcado por um grande salto econômico da região. Posteriormente, houve a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), em 1967, para viabilizar o crescimento do Centro-Oeste e integrá-lo às demais regiões do país. A partir da década de 1970, o governo lançou programas para incentivar o desenvolvimento da agricultura em extensas áreas de Cerrado do Centro-Oeste. Assim, foram abertas novas áreas de cultivo e pasto para o gado, impulsionando ainda mais a migração para a região, o que levou ao aumento expressivo da população. O uso de grandes extensões de terra para a criação de gado, feito predominantemente de forma extensiva, fez a população local ficar concentrada majoritariamente em áreas urbanas, as quais se tornaram importantes centros comerciais de produtos agropecuários. O Centro-Oeste hoje Atualmente, o Centro-Oeste se destaca como o maior produtor agropecuário e não só abastece o Brasil internamente, como também contribui significativamente com a economia brasileira, exportando para diversos países produtos como soja e carne. Um exemplo do crescimento na produção agrícola e na mancha urbana do Centro-Oeste é a cidade de Goiânia, capital de Goiás. A cidade teve um aumento expressivo na concentração urbana de quase 20% em doze anos. Além disso, obteve recorde histórico da produção agrícola em 2023, apresentando taxa de crescimento superior à média nacional. Carne bovina A carne bovina é um produto de destaque do Centro-Oeste, por se tratar de um importante item de exportação brasileira. Os estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul respondem por importante parcela de toda a carne bovina exportada pelo Brasil, sendo superados, em quantidade, apenas pelo estado de São Paulo. Em 2023, a China, os Estados Unidos e o Chile eram os três principais países de destino da carne bovina brasileira. Na imagem, criação extensiva de gado. O Centro-Oeste concentra a maior parte do rebanho bovino nacional, com aproximadamente 70 milhões de cabeças de gado bovino, valor que corresponde a cerca de 36% do rebanho nacional. O Mato Grosso é o estado que mais se destaca, pois conta com o maior rebanho do Brasil. Produção de grãos O Centro-Oeste investe principalmente na agricultura de monoculturas organizadas em grandes propriedades rurais: os latifúndios. Entre os produtos mais cultivados na região, estão a soja, o milho e o algodão, importantes itens da pauta de exportação do Brasil. A região é a maior produtora nacional de grãos e, também, a que tem maior participação na exportação da soja nacional. O Centro-Oeste é responsável por 49,6% da produção de grãos nacionais. O Mato Grosso, por exemplo, é o estado com a maior produção de soja no Brasil, com cerca de 58 milhões de toneladas em 2023. Os grãos e a carne bovina foram indispensáveis para o surgimento e a propagação de frigoríficos, indústrias de laticínios, fábricas de beneficiamento de arroz, de soja e de algodão, entre outros, na Região Centro-Oeste. Assim, o volume de recursos destinados à aquisição de máquinas e de agrotóxicos aumentou, como também a quantidade de investimentos em infraestrutura (abertura de estradas e instalação de silos para o armazenamento das safras, por exemplo). Silos são reservatórios para o armazenamento de grãos e cereais. A localização geográfica centro-oestina também possibilita à região alto potencial de desenvolvimento e favorece as exportações de produtos agropecuários. Isso ocorre porque ela faz fronteira com alguns países da América do Sul e está situada entre algumas regiões do Brasil, como o Sudeste – que é populoso e altamente industrializado –, além do Norte e do Nordeste – que apresentam aumento em seu crescimento econômico.