Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA Curso: Ciências Contábeis Daniel Rodrigues Coelho Matrícula: 1220106690 A RELEVÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA A TOMADA DE DECISÃO NAS PMEs: UMA REVISÃO DE LITERATURA NACIONAL Rio de Janeiro 2025 Daniel Rodrigues Coelho A RELEVÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA A TOMADA DE DECISÃO NAS PMEs: UMA REVISÃO DE LITERATURA NACIONAL O TCC apresentado ao Curso de Graduação em Ciências Contábeis da universidade Veiga de Almeida como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Paulo Cesar de Souza Rio de Janeiro 2025 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA Rio de Janeiro – RJ Tel.:(21)2574-8888 Daniel Rodrigues Coelho A RELEVÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA A TOMADA DE DECISÃO NAS PMEs: UMA REVISÃO DE LITERATURA NACIONAL O TCC apresentado ao Curso de Graduação em Ciências Contábeis da universidade Veiga de Almeida como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis Aprovado em de de BANCA EXAMINADORA Nome Titulação Nome Titulação Nome Titulação Rio de Janeiro 2025 Dedico este trabalho, primeiramente, a Deus; à minha família; aos meus professores; e, de maneira especial, à minha esposa. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente, a Deus, que esteve comigo em cada etapa desta graduação, sendo meu refúgio e sustentação. Sem Ele, eu não teria chegado até aqui. Agradeço também a toda minha família, em especial à minha querida mãe, in memoriam, que sempre foi minha maior incentivadora, e ao meu tio, também falecido, que de forma visionária tornou possível que eu arcasse integralmente com esta formação. Estendo meu agradecimento à minha esposa, que caminha ao meu lado em todos os momentos, me impulsionando, apoiando, e me fortalecendo na busca pelos meus objetivos. RESUMO As pequenas e médias empresas (PMEs) desempenham papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do Brasil, contribuindo significativamente para a geração de empregos, para o fortalecimento do empreendedorismo e para a dinamização dos mercados locais. Entretanto, enfrentam elevados índices de mortalidade decorrentes de falhas de gestão, ausência de planejamento e dificuldade no acesso a informações contábeis estruturadas. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo analisar a importância das demonstrações contábeis no processo decisório das PMEs, com base nos parâmetros estabelecidos pela NBC TG 1000. A pesquisa foi realizada por meio de revisão de literatura nacional, utilizando artigos, livros e publicações acadêmicas dos últimos quinze anos. Os resultados evidenciam que demonstrações como o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício, a Demonstração dos Fluxos de Caixa e as Notas Explicativas são essenciais para fornecer informações relevantes sobre a situação econômica, financeira e patrimonial das entidades, permitindo maior controle, redução de riscos e suporte ao processo decisório. Constatou-se, ainda, que a convergência da contabilidade brasileira às normas internacionais contribuiu para maior padronização, comparabilidade e transparência das informações contábeis divulgadas pelas PMEs. Conclui-se que a utilização adequada das demonstrações contábeis, conforme a NBC TG 1000, constitui instrumento estratégico indispensável para a sustentabilidade, competitividade e continuidade das pequenas e médias empresas no ambiente econômico nacional. Palavras-chave: Demonstrações contábeis. PMEs. Tomada de decisão. NBC TG 1000. Contabilidade. ABSTRACT Small and medium-sized enterprises (SMEs) play a crucial role in Brazil’s economic and social development by significantly contributing to job creation, entrepreneurship, and local market dynamism. However, they face high mortality rates due to management failures, lack of planning, and limited access to structured accounting information. In this context, this study aims to analyze the importance of financial statements in the decision-making process of SMEs, based on the guidelines established by NBC TG 1000. The research was conducted through a national literature review using articles, books, and academic publications from the last fifteen years. The results show that financial statements such as the Balance Sheet, the Income Statement, the Statement of Cash Flows, and the Notes to the Financial Statements are essential to providing relevant information on the economic, financial, and equity conditions of entities, enabling better control, risk reduction, and decision- making support. Furthermore, the convergence of Brazilian accounting standards with international standards has contributed to greater standardization, comparability, and transparency of the accounting information disclosed by SMEs. It is concluded that the proper use of financial statements, in accordance with NBC TG 1000, is an indispensable strategic instrument for the sustainability, competitiveness, and continuity of small and medium-sized enterprises in the national economic environment. Keywords: Financial statements. SMEs. Decision-making. NBC TG 1000. Accounting. LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Classificação das empresas segundo a lei complementar nº 123/2006 .................................................................................................................................. 16 Tabela 2 – Classificação das empresas segundo o IBGE (indústrias) ...................... 17 Tabela 3 – Classificação das empresas segundo o IBGE (comércio e serviços) ...... 17 Tabela 4 – Classificação das empresas segundo o BNDES com base na receita operacional ............................................................................................................... 17 Tabela 5 – Classificação das empresas segundo o SEBRAE (indústria) .................. 18 Tabela 6 – Classificação das empresas segundo o SEBRAE (comércio e serviços) .................................................................................................................................. 18 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS • BACEN – Banco Central do Brasil • BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social • BP – Balanço Patrimonial • CFC – Conselho Federal de Contabilidade • CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis • DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa • DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido • DRA – Demonstração do Resultado Abrangente • DRE – Demonstração do Resultado do Exercício • DVA – Demonstração do Valor Adicionado • IASB – International Accounting Standards Board • IASC – International Accounting Standards Committee • IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística • IFRS – International Financial Reporting Standards • MEI – Microempreendedor Individual • NBC TG 1000 – Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica Geral 1000 • NEs – Notas Explicativas • PME / PMEs – Pequena e Média Empresa / Pequenas e Médias Empresas • SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas • SUSEP – Superintendência de Seguros Privados SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 11 1.1. Problematização ............................................................................................... 13 1.2. Objetivo geral ...................................................................................................13 1.3. Objetivo específico .......................................................................................... 13 1.4. Justificativa ....................................................................................................... 13 1.5. Metodologia ...................................................................................................... 14 2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 15 2.1. Conceito de PMEs ............................................................................................ 15 2.2. Conceito de PMEs segundo a legislação e alguns órgãos ........................... 16 3. PROCESSO DE CONVERGÊNCIA AOS PADRÕES INTERNACIONAIS ........... 19 4. NBC TG 1000 ........................................................................................................ 21 4.1. Demonstrações contábeis obrigatórias segundo a NBC TG 1000 ............... 22 4.1.1. Balanço patrimonial (BP) ................................................................................. 23 4.1.2. Demonstração do resultado do exercício (DRE) ............................................. 24 4.1.3. Demonstração do resultado abrangente (DRA) .............................................. 25 4.1.4. Demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL) .......................... 27 4.1.5. Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados (DLPA) ............................ 28 4.1.6. Demonstração dos fluxos de caixa (DFC) ....................................................... 29 4.1.7. Notas explicativas (NEs) ................................................................................. 31 5. A IMPORTÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NO PROCESSO DECISÓRIO NAS PMEs .......................................................................................... 32 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 34 7. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 36 11 1. INTRODUÇÃO As pequenas e médias empresas (PMEs) exercem papel central no desenvolvimento econômico e social do Brasil, destacando-se pela geração de empregos, difusão do empreendedorismo e contribuição para a inovação e competitividade. Segundo Dornelas (2018), essas organizações são fundamentais para o dinamismo do mercado, constituindo-se como agentes relevantes na promoção do crescimento sustentável. Além da sua importância econômica, as PMEs possuem expressiva relevância social, visto que absorvem significativa parcela da mão de obra disponível, contribuindo para a redução do desemprego e para o equilíbrio social (LEONE, 1999). Essa característica reforça o papel das PMEs como instrumentos de inclusão e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que fortalecem o tecido empresarial brasileiro. Os pequenos negócios também representam uma via de acesso ao empreendedorismo, uma vez que exigem menor investimento inicial, apresentam riscos financeiros mais reduzidos e permitem maior autonomia ao empresário. Nesse contexto, as micro e pequenas empresas favorecem o aprendizado prático e proporcionam aos gestores a possibilidade de experimentar todas as áreas do negócio, desde a gestão financeira até o atendimento ao cliente, sem a burocracia que comumente limita as grandes corporações (SEBRAE, 2023). Para dimensionar sua relevância, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2023) aponta que, dos cerca de 22 milhões de pequenos negócios no país, 99% correspondem a micro e pequenas empresas, responsáveis por 55% dos empregos formais e por quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB). Ademais, o levantamento da instituição indica que apenas no primeiro trimestre de 2025 foram abertos mais de 1,4 milhão de novos CNPJs, sendo 78% vinculados a microempreendedores individuais (MEIs), o que evidencia a vitalidade desse segmento no cenário nacional. Entretanto, apesar da relevância apresentada, parte significativa das PMEs enfrenta dificuldades relacionadas à gestão e ao acesso ao crédito, fatores que comprometem sua longevidade. Chiavenato (2012) observa que, embora atuem como motor da economia brasileira, tais empresas carecem de maior suporte técnico e 12 contábil para sustentar suas operações e alcançar perenidade. De acordo com o SEBRAE (2023), a taxa de mortalidade empresarial permanece elevada: 29% dos MEIs, 21,6% das microempresas e 17% das empresas de pequeno porte encerram suas atividades em até cinco anos de funcionamento. Diante desse cenário, destaca-se a relevância da contabilidade como ferramenta de gestão capaz de fornecer informações estratégicas e confiáveis. As demonstrações contábeis assumem papel essencial para subsidiar a tomada de decisão, reduzir riscos e promover a transparência. A convergência das normas brasileiras aos padrões internacionais, iniciada pelas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, fortaleceu esse processo, ao uniformizar os demonstrativos contábeis e ampliar sua comparabilidade no mercado global (ANTUNES et al., 2012). No caso das PMEs, a padronização contábil é ainda mais necessária, uma vez que essas organizações geralmente não dispõem de sofisticados instrumentos de gestão. Assim, a contabilidade constitui-se em uma das principais ferramentas de apoio às decisões gerenciais e de prestação de contas a terceiros (PADOVEZE, 2015). Para atender às particularidades desse segmento, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) editou a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, convergente ao padrão internacional emitido pelo International Accounting Standards Board (IASB). Essa norma busca simplificar a aplicação dos princípios contábeis sem comprometer a qualidade das informações prestadas (CFC, 2009). De acordo com Santos e Schmidt (2018), a NBC TG 1000 representa um avanço expressivo, pois reduz a complexidade e os custos de conformidade para as PMEs, ao mesmo tempo em que fortalece a comparabilidade e a utilidade das informações contábeis. Dessa forma, além de atender a exigências legais, as demonstrações contábeis elaboradas em conformidade com a norma assumem caráter estratégico, ampliando o acesso ao crédito, atraindo investidores e favorecendo a inserção dessas empresas nas cadeias produtivas globais. Assim, observa-se que as demonstrações contábeis, quando estruturadas de acordo com a NBC TG 1000, constituem-se não apenas em instrumento de conformidade regulatória, mas em recurso essencial para a sustentabilidade, competitividade e longevidade das pequenas e médias empresas no contexto da economia brasileira. 13 1.1. Problematização Diante do contexto apresentado, emerge a seguinte questão de pesquisa: de que maneira as demonstrações contábeis podem contribuir para prevenir a insolvência das pequenas e médias empresas (PMEs), que, como evidenciado, desempenham papel estratégico na economia nacional, tanto na geração de empregos quanto na composição majoritária do universo empresarial brasileiro? 1.2. Objetivo geral O presente estudo tem como objetivo analisar as principais demonstrações contábeis utilizadas pelas PMEs para subsidiar a tomada de decisão empresarial, com atenção especial à NBC TG 1000, considerando sua relevância para a gestão eficiente e a sustentabilidade desses empreendimentos. 1.3. Objetivo específico Os objetivos específicos deste trabalho consistem em contextualizar a relevância das pequenas e médias empresas (PMEs) no cenário econômico nacional, apresentando o conceito de PME sob diferentes perspectivas teóricas. Além disso, busca-se analisar quais são as demonstrações contábeis obrigatórias para essas entidades, conforme estabelece a NBC TG 1000, apresentando e discutindo cadauma delas. Por fim, pretende-se evidenciar a importância dessas demonstrações como instrumento essencial para a tomada de decisões gerenciais, contribuindo para a prevenção da insolvência e para a continuidade dessas empresas, que desempenham papel fundamental na economia brasileira. 1.4. Justificativa As pequenas e médias empresas (PMEs) exercem papel essencial na economia brasileira, uma vez que representam a maior parcela das organizações em atividade no país, geram empregos e impulsionam o desenvolvimento econômico nacional. Entretanto, observa-se que muitas dessas empresas, por não disporem de uma estrutura contábil adequada, enfrentam dificuldades na gestão de seus recursos 14 financeiros, o que frequentemente resulta em altas taxas de encerramento. Diante dessa realidade, justifica-se a realização deste estudo pela necessidade de evidenciar a importância das demonstrações contábeis como instrumento de apoio à tomada de decisão, contribuindo para que as PMEs alcancem maior longevidade e mantenham sua saúde financeira, consolidando-se de forma sustentável no mercado. 1.5. Metodologia Para a elaboração deste trabalho, adotou-se a abordagem de revisão de literatura nacional, fundamentada na análise de materiais acadêmicos e técnicos relacionados ao tema. Foram utilizados artigos científicos, livros, periódicos especializados e revistas acadêmicas, com o intuito de construir um panorama teórico consistente e atual sobre a temática. As fontes de pesquisa incluem o Google Acadêmico, a plataforma SciELO e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, garantindo a abrangência e a confiabilidade das informações coletadas. Como critério de seleção, foram incluídos artigos de publicação nacional, em língua portuguesa, publicados nos últimos 15 anos, utilizando-se palavras-chave e títulos como “Demonstrações contábeis nas PMEs”, entre outros relacionados ao tema. A análise dos dados será realizada por meio de síntese temática, organizando os principais conceitos e discussões sobre a importância das demonstrações contábeis nas pequenas e médias empresas. 15 2. REFERENCIAL TEÓRICO As demonstrações contábeis assumem papel central na gestão das organizações, uma vez que possibilitam uma análise abrangente da situação patrimonial e financeira, além de permitir a avaliação do desempenho ao longo do tempo. De acordo com Marion (2015, p. 140), “o objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira”. Reforçando essa perspectiva, Iudícibus et al. (2017, p. 847) complementam ao afirmar que “o objetivo das demonstrações contábeis é proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade”. Essa convergência de ideias evidencia a relevância dos demonstrativos não apenas para os gestores internos, mas também para credores, investidores e demais usuários externos, que dependem de dados confiáveis para embasar suas decisões. Ampliando esse entendimento, Padoveze (2010, p. 49) destaca que “a Contabilidade Gerencial é o segmento da Ciência Contábil especializado em atender às necessidades informacionais de todos os interessados na gestão das entidades”. Sua abordagem chama a atenção para o papel estratégico da contabilidade como instrumento de apoio à tomada de decisão, especialmente em contextos organizacionais com estruturas gerenciais menos robustas, como é comum em pequenas e médias empresas (PMEs). Dessa forma, observa-se uma clara convergência entre os principais autores da área contábil quanto à importância das demonstrações contábeis para a sustentabilidade e a longevidade das PMEs no cenário econômico nacional. 2.1. Conceito de PMEs A classificação das pequenas e médias empresas no Brasil pode ser compreendida a partir de diferentes perspectivas teóricas. Para Oliveira (2008, p. 47), “a definição do porte empresarial deve levar em consideração, fundamentalmente, o número de empregados e a receita bruta anual, de acordo com o setor de atuação”, destacando, assim, um critério quantitativo e objetivo. Em contrapartida, Chiavenato (2005) amplia a discussão ao enfatizar aspectos 16 estruturais e gerenciais, ao afirmar que as pequenas empresas possuem uma “estrutura simples, centralização das decisões e baixa divisão de tarefas”, enquanto as médias empresas já demonstram “maior formalização administrativa e certa descentralização do poder” (CHIAVENATO, 2005, p. 112). Complementando essa visão, Marion (2012) adota um enfoque contábil- financeiro, ressaltando que, embora as pequenas empresas apresentem controles informais e pouco rigorosos, as médias demandam maior nível de informação gerencial, sendo “necessário o uso de relatórios contábeis mais elaborados para subsidiar as decisões e atender às exigências externas” (MARION, 2012, p. 89). Nota-se, portanto, que Oliveira privilegia critérios econômicos objetivos, Chiavenato analisa a estrutura organizacional e Marion destaca a relevância da contabilidade, o que evidencia que a classificação das PMEs no Brasil pode variar de acordo com o enfoque adotado, seja ele econômico, administrativo ou contábil. 2.2. Conceito de PMEs segundo a legislação e alguns órgãos A classificação das micro, pequenas e médias empresas no Brasil não segue um critério único, variando conforme a instituição responsável e o objetivo da definição. A Lei Complementar nº 123/2006, que instituiu o Estatuto da Micro e Pequena Empresa e o regime do Simples Nacional, adota como parâmetro a receita bruta anual, conforme veremos na tabela a seguir: Tabela 1 – Classificação das empresas segundo a lei complementar nº 123/2006 CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Receita Bruta Anual Até R$:360.000,00 De R$:360.000,01 até R$:4.800.000,00 Não Classifica Fonte: Elaboração própria com dados da Lei Complementar nº 123/2006 17 Já o IBGE utiliza como critério o número de empregados, distinguindo em setor industrial e de comércio e serviços. Tabela 2 - Classificação das empresas segundo o IBGE (indústrias) CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Número de Empregados Até 19 20 a 99 100 a 499 Fonte: IBGE (adaptado pelo autor, 2025) Tabela 3 – Classificação das empresas segundo o IBGE (comércio e serviços) CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Número de Empregados Até 9 10 a 49 50 a 99 Fonte: IBGE (adaptado pelo autor, 2025) O BNDES, por sua vez, também emprega a receita operacional bruta anual, porém com valores expandidos: Tabela 4 - Classificação das empresas segundo o BNDES com base na receita operacional bruta CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Receita Operacional Bruta Anual Até R$:360.000,00 De R$:360.000,01 até R$: 4.800.000,00 De R$:4.800.000,01 até R$:300.000.000,00 Fonte: BNDES (adaptado pelo autor, 2025) Esse critério é utilizado principalmente para fins de concessão de crédito. 18 Já o SEBRAE adota metodologia semelhante à do IBGE, baseada no número de empregados, com foco no apoio ao empreendedorismo: Tabela 5 - Classificação das empresas segundo o SEBRAE (indústria) CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Número de Empregados Até 19 20 a 99 Não Classifica Fonte: SEBRAE (adaptada pelo autor, 2025). Tabela 6 - Classificação das empresas segundo o SEBRAE (comércio e serviços) CRITÉRIO MICROEMPRESA PEQUENA EMPRESA MÉDIA EMPRESA Número de Empregados Até 9 10 a 49 Não Classifica Fonte: SEBRAE (adaptada pelo autor, 2025). 19 3. PROCESSO DE CONVERGÊNCIA AOS PADRÕES INTERNACIONAIS A Contabilidade,enquanto ciência social aplicada, tem como um de seus principais objetivos atender às necessidades informacionais de seus diversos usuários, refletindo de forma fidedigna a realidade econômica das entidades. Com o avanço da globalização e a crescente integração dos mercados financeiros, surgiu a necessidade de padronizar as informações contábeis em nível mundial, a fim de garantir maior comparabilidade e transparência nas demonstrações financeiras. Nesse contexto, em 1973 foi criado o International Accounting Standards Committee (IASC), com a missão de desenvolver e divulgar normas contábeis internacionalmente aceitas. Em 2001, suas funções foram assumidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), órgão que passou a emitir as International Financial Reporting Standards (IFRS), com o propósito de uniformizar as práticas contábeis e permitir uma linguagem contábil comum entre os países (NIYAMA; SILVA, 2019). No Brasil, o processo de convergência às normas internacionais de contabilidade ganhou relevância a partir da promulgação das Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, que modificaram a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976). Essas alterações tiveram como objetivo adequar a contabilidade brasileira às normas do IASB, buscando alinhar a apresentação das demonstrações contábeis nacionais aos padrões internacionais e, assim, aumentar a transparência e a comparabilidade das informações divulgadas pelas empresas (IUDÍCIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2023). Com o intuito de viabilizar essa convergência, foi instituído em 2005 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), responsável por emitir pronunciamentos técnicos alinhados aos padrões internacionais. O CPC atua em cooperação com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central do Brasil (BACEN) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), desempenhando papel fundamental na harmonização das práticas contábeis no país (MARION, 2022). Essa iniciativa buscou fortalecer a credibilidade da contabilidade brasileira e tornar o ambiente de negócios nacional mais confiável e atrativo aos investidores estrangeiros. Até então, o Brasil carecia de um padrão contábil específico voltado às pequenas e médias empresas (PMEs), sendo a contabilidade dessas entidades utilizada, em grande parte, apenas como instrumento de controle interno e apoio à 20 gestão operacional, sem atender plenamente às demandas externas de informação (PEREIRA; SILVA, 2006). Nesse sentido, a publicação do IFRS para PMEs em 2009, pelo IASB, representou um marco significativo. Esse conjunto de normas foi elaborado com o propósito de atender às necessidades e à capacidade técnica das PMEs, simplificando as exigências do IFRS completo, sem comprometer a qualidade e a utilidade das informações contábeis. No Brasil, o conteúdo desse padrão foi traduzido e incorporado por meio do Pronunciamento Técnico CPC PME, posteriormente adotado oficialmente como a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade. Essa norma passou a estabelecer critérios e procedimentos específicos para o reconhecimento, mensuração e divulgação das demonstrações contábeis das PMEs, contribuindo para a melhoria da qualidade informacional e para o fortalecimento do processo decisório nessas entidades (IUDÍCIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2023). Assim, o processo de convergência às normas internacionais de contabilidade representou um avanço essencial para o desenvolvimento da Contabilidade no Brasil, ampliando a transparência, a comparabilidade e a utilidade das demonstrações financeiras. Nesse contexto, a NBC TG 1000 consolida-se como um dos principais instrumentos voltados às pequenas e médias empresas, tema que será abordado com maior profundidade no tópico a seguir. 21 4. NBC TG 1000 O ambiente contábil brasileiro tem passado por um amplo processo de convergência e harmonização com os padrões internacionais de contabilidade, estabelecidos pelo International Accounting Standards Board (IASB). Esse movimento, que visa uniformizar os procedimentos e aumentar a transparência das informações financeiras, tem promovido profundas transformações na prática contábil nacional (IUDÍCIBUS; MARION, 2018). Nesse contexto, as pequenas e médias empresas (PMEs) também passaram a integrar esse processo de adaptação normativa, dada sua significativa representatividade econômica e a necessidade de aprimorar a qualidade das informações utilizadas na tomada de decisões (RIBEIRO; SANTOS, 2019). A Resolução CFC nº 1.255/09, posteriormente alterada pela Resolução CFC nº 1.329/11, aprovou a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, norma que “trata da convergência e harmonização com as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB e promove o uso dessas normas em demonstrações contábeis e outros relatórios financeiros” (CFC, 2009). Entre seus principais objetivos, destaca-se “melhorar a capacidade do usuário de tomar decisões econômicas eficientes”, reforçando o papel informativo da contabilidade como instrumento de apoio à gestão (FRANCO; MARRA, 2020). A convergência às normas internacionais não se restringe ao aspecto técnico, mas também à credibilidade e à comparabilidade das informações financeiras. Conforme destacam Marion (2018) e Iudícibus (2019), a harmonização contábil amplia a compreensão dos demonstrativos e confere maior segurança a investidores, inclusive estrangeiros, que passam a ter acesso a informações padronizadas e mais transparentes sobre as empresas brasileiras. No que se refere ao objetivo das demonstrações contábeis, a Seção 2 da NBC TG 1000 estabelece que: O objetivo das demonstrações contábeis de pequenas e médias empresas é oferecer informação sobre a posição financeira (balanço patrimonial), o desempenho (resultado e resultado abrangente) e fluxos de caixa da entidade, que é útil para a tomada de decisão por vasta gama de usuários que não está em posição de exigir relatórios feitos sob medida para atender suas necessidades particulares de informação (CFC, 2009, p. 12). Além disso, a norma acrescenta que as demonstrações contábeis também 22 evidenciam “os resultados da diligência da administração – a responsabilidade da administração pelos recursos confiados a ela” (CFC, 2009, p. 12), reforçando a função de prestação de contas e a transparência na gestão empresarial. Com a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e a emissão do Pronunciamento Técnico CPC-PME, baseado no International Financial Reporting Standard for Small and Medium-sized Entities (IFRS for SMEs), o Brasil consolidou sua adesão ao movimento internacional de harmonização contábil. A Resolução CFC nº 1.255/09, aprovada em dezembro de 2009, tornou obrigatória a aplicação da NBC TG 1000 a partir de 2010, fazendo do país um dos pioneiros na adoção integral das normas internacionais para PMEs (CFC, 2009). Esse avanço representa, conforme destacam Ribeiro e Santos (2019), um marco institucional que fortalece a credibilidade da contabilidade brasileira e amplia o acesso das empresas nacionais ao mercado global. 4.1. Demonstrações contábeis obrigatórias segundo a NBC TG 1000 A NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, aprovada pela Resolução CFC nº 1.255/09 e alterada pela Resolução CFC nº 1.329/11, define as demonstrações contábeis que devem ser obrigatoriamente elaboradas pelas entidades enquadradas como pequenas e médias empresas. Essas demonstrações constituem o produto final do processo contábil e visam apresentar, de forma fidedigna, a posição patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da empresa (CFC, 2009). De acordo com a norma, as demonstrações contábeis exigidas são: o Balanço Patrimonial, a Demonstraçãodo Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração do Resultado Abrangente, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) ou, em alternativa, a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e as Notas Explicativas. Juntas, essas peças contábeis representam a síntese da situação econômica e financeira da entidade, servindo de base para a análise de sua continuidade e desempenho. Segundo Iudícibus e Marion (2018), a elaboração das demonstrações é um processo essencial à mensuração e comunicação das informações financeiras, sendo regido por princípios e normas que asseguram comparabilidade e confiabilidade. Franco e Marra (2020) reforçam que a observância às normas contábeis vigentes, 23 como a NBC TG 1000, garante uniformidade na apresentação das demonstrações e contribui para a credibilidade dos relatórios contábeis perante usuários internos e externos. Assim, a NBC TG 1000 delimita o conjunto mínimo de demonstrações contábeis que devem ser apresentadas pelas PMEs, assegurando que as informações financeiras sejam preparadas em conformidade com os padrões técnicos e legais aplicáveis. 4.1.1. Balanço patrimonial (BP) O Balanço Patrimonial é uma das demonstrações contábeis fundamentais para a compreensão da situação econômica e financeira de uma entidade. Conforme explicam Neves e Viceconti (2009, p. 76), “é a demonstração que tem por objetivo expressar os elementos financeiros e patrimoniais de uma entidade, através da apresentação ordenada de suas aplicações de recursos (ativo) e das origens desses recursos (passivo)”. Essa definição evidencia a essência do Balanço como instrumento de síntese, no qual são apresentadas, de maneira estruturada, as origens e aplicações dos recursos controlados pela empresa. De acordo com Marion: é a principal demonstração contábil. Reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado. É como se tirássemos uma foto da empresa e víssemos de uma só vez todos os bens, valores a receber e valores a pagar em determinada data (MARION, 2009, p. 44). Essa analogia reforça a função do Balanço como um retrato instantâneo da situação patrimonial da entidade, servindo de base para a análise financeira e para a tomada de decisões estratégicas. A origem da expressão “Balanço Patrimonial” está associada à ideia de equilíbrio, derivada do conceito de balança. Conforme observam Santos e Veiga (2014, p. 29), esse termo reflete “a ideia de equilíbrio e igualdade”, o que traduz adequadamente a função dessa demonstração, cuja estrutura busca confrontar de forma organizada as origens e aplicações dos recursos, assegurando que os valores do ativo correspondam à soma do passivo e do patrimônio líquido. 24 O Balanço Patrimonial é composto por três grandes grupos: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Segundo Marion: o Balanço Patrimonial (BP) é constituído de duas colunas: a coluna do lado direito, denominada Passivo e Patrimônio Líquido, [e] a coluna do lado esquerdo, denominada Ativo. A razão de se atribuir o lado esquerdo para o Ativo e o direito para o Passivo e Patrimônio Líquido é mera convenção. Pela Lei das Sociedades por Ações o lado direito é denominado apenas Passivo (MARION, 2009, p. 45). Essa disposição, além de seguir convenções legais e contábeis, reflete a dualidade fundamental da contabilidade, em que todo recurso aplicado (ativo) deve ter uma origem correspondente (passivo ou patrimônio líquido), reafirmando o princípio do equilíbrio patrimonial. De acordo com Iudícibus (2018), o Balanço representa uma síntese da equação contábil básica — Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido — e constitui a principal fonte de informação para análise da estrutura financeira e da capacidade de solvência da entidade. 4.1.2. Demonstração do resultado do exercício (DRE) A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) constitui uma das principais demonstrações contábeis previstas pela NBC TG 1000, sendo instrumento essencial para a avaliação do desempenho econômico e financeiro de uma entidade em determinado período. Por meio dela, é possível verificar se a empresa obteve lucro ou prejuízo, mediante a confrontação entre as receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de competência, ou seja, independentemente de os valores terem sido recebidos ou pagos. Conforme explica Assaf Neto (2012, p. 76): Visa fornecer, de maneira esquematizada, os resultados auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas, custos e despesas incorridos pela empresa no período e apropriados segundo regime de competência, ou seja, independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos (ASSAF NETO, 2012, p. 76). Nas micro e pequenas empresas (MPEs), a DRE pode ser elaborada de forma simplificada, considerando que essas entidades geralmente não necessitam de informações extremamente detalhadas para a tomada de decisões gerenciais. Assim, 25 é possível apresentar o total das despesas deduzido da receita, evidenciando o lucro ou prejuízo do período sem a necessidade de destacar todos os grupos de contas. Conforme Marion (2018), a simplificação das demonstrações contábeis é válida desde que não comprometa a transparência e a fidedignidade das informações, permitindo que os gestores compreendam a real situação econômica da empresa. No que se refere à sua estrutura formal, Ribeiro (2013, p. 389) complementa que: A DRE deve ser estruturada observando-se as disciplinas contidas no artigo 187 da Lei nº 6.404/76. O citado dispositivo legal não fixa um modelo a ser observado por todas as empresas; porém estabelece as informações mínimas que devem conter na DRE, ficando portanto cada empresa livre para elaborar — observando essas informações mínimas — o modelo que melhor espelhe o resultado de suas atividades (RIBEIRO, 2013, p. 389). A DRE, portanto, representa um importante instrumento de análise do desempenho operacional e de apoio à tomada de decisão, especialmente no contexto das pequenas e médias empresas, onde o controle contábil costuma ser mais enxuto. Sua elaboração requer a coleta de dados do livro razão e o agrupamento das contas de resultado, podendo esse processo ser facilitado por um plano de contas bem estruturado. Segundo Iudícibus e Marion (2017), a utilização de uma adequada classificação contábil é indispensável para garantir que as demonstrações expressem de maneira fidedigna os resultados econômicos da entidade. 4.1.3. Demonstração do resultado abrangente (DRA) A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) representa uma extensão da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), pois evidencia não apenas o resultado líquido do período, mas também outros resultados abrangentes que influenciam o patrimônio líquido da entidade, ainda que não decorram de transações com os proprietários. Essa demonstração complementa a análise do desempenho econômico, permitindo uma visão mais ampla das variações patrimoniais. Conforme explicam Santos e Veiga (2014, p. 72-73): 26 A demonstração do resultado abrangente do exercício (DRA) é elaborada a partir do resultado líquido da DRE com os outros resultados abrangentes, que correspondem à total modificação no patrimônio líquido, que não seja constituída pelas transações de capital entre a entidade e seus sócios, como, por exemplo, o aumento ou diminuição do capital social, a distribuição de lucros ou a compra e venda de ações e quotas próprias dos sócios (SANTOS E VEIGA, 2014, p. 72-73). De acordo com Iudícibus (2010, p. 482-483), os principais componentes dos resultados abrangentes incluem: a) variações na reserva de reavaliação quando permitidaslegalmente; b) ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido reconhecidos conforme item 93A da NBC, CPC 33, sobre Benefícios a Empregados; c) ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior; d) ajuste de avaliação patrimonial relativo aos ganhos e perdas na remuneração de ativos financeiros disponíveis para venda; e) ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa (IUDÍCIBUS, 2010, p. 482-483). Esses elementos refletem variações patrimoniais que não passam diretamente pelo resultado do exercício, mas impactam o patrimônio líquido e, consequentemente, a situação econômica e financeira da empresa. Como observam Iudícibus e Marion (2017), a correta evidenciação dos resultados abrangentes contribui para a transparência contábil e fornece informações mais completas aos usuários das demonstrações financeiras. No caso das micro e pequenas empresas, a NBC TG 1000 (item 3.18) permite a substituição da DRA pela Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), desde que as únicas alterações no patrimônio líquido durante o período estejam relacionadas ao resultado do exercício, à distribuição de lucros, à correção de erros de períodos anteriores ou à mudança de políticas contábeis. Tal flexibilização tem por objetivo simplificar as exigências contábeis para as PMEs, mantendo, contudo, a essência informacional e a comparabilidade das demonstrações (RIBEIRO, 2013). Dessa forma, a DRA desempenha um papel relevante para a análise de desempenho e avaliação patrimonial, complementando a DRE e permitindo que as informações contábeis expressem de maneira mais ampla o efeito das operações e eventos sobre o patrimônio líquido. 27 4.1.4. Demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é uma das demonstrações contábeis previstas pela NBC TG 1000, cuja finalidade é evidenciar as alterações ocorridas em todas as contas que compõem o patrimônio líquido da entidade ao longo de determinado período. Essa demonstração é essencial para compreender as variações que impactam o patrimônio líquido, especialmente aquelas não evidenciadas diretamente pela Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). De acordo com Santos e Veiga (2014, p. 80), “a DMPL é um demonstrativo contábil que visa evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que compõem o patrimônio líquido da entidade em determinado período.” Matarazzo (2007, p. 47) destaca a função complementar da DMPL em relação às demais demonstrações: Enquanto a Demonstração do resultado evidencia como se chegou ao total do aumento ou diminuição do patrimônio líquido em decorrência de transações já efetuadas pela empresa, expurgando o inchaço causado pela inflação, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido mostra toda e qualquer variação em qualquer conta. Em vista disso, essa última serve muito mais como elemento complementar do que como peça através da qual pode- se obter informação, no sentido em que foi definida informação no capítulo 1, ou seja, comunicação capaz de gerar reação em quem a recebe e possibilitar a tomada de decisões (MATARAZZO, 2007, p. 47). Conforme estabelece a NBC TG 1000 (CFC, 2023, item 6.3): (a) o resultado e os outros resultados abrangentes do período, demonstrando separadamente o montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e a participação dos não controladores; (b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva ou correção retrospectiva reconhecida de acordo com a Seção 10 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro; (c) para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação entre o saldo no início e no final do período, evidenciando separadamente as alterações decorrentes: (i) do resultado do período; (ii) de cada item dos outros resultados abrangentes; (iii) dos valores de investimentos realizados pelos proprietários, e dividendos e outras distribuições para eles, demonstrando separadamente ações ou quotas emitidas, de transações com ações ou quotas em tesouraria, de dividendos e outras distribuições aos proprietários, e de alterações nas participações em controladas que não resultem em perda de controle. (CFC, 2023, item 6.3, NBC TG 1000). A DMPL é considerada uma importante ferramenta de transparência e controle patrimonial, pois permite observar de forma detalhada todas as modificações ocorridas nas contas do patrimônio líquido, incluindo ajustes de avaliação patrimonial, 28 distribuição de lucros e alterações em participações societárias. Conforme Iudícibus e Marion (2017), a evidenciação adequada dessas variações contribui para a qualidade da informação contábil e possibilita uma melhor análise da estrutura de capital da empresa. No caso das micro e pequenas empresas (PMEs), a NBC TG 1000 (item 3.8) admite a substituição da DMPL pela Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), desde que as únicas alterações no patrimônio líquido durante o período derivem do resultado do exercício, do pagamento de dividendos, de correções de erros de períodos anteriores ou de mudanças em políticas contábeis. Essa flexibilização busca simplificar as obrigações contábeis sem comprometer a confiabilidade das informações, sendo especialmente relevante no contexto das PMEs, que geralmente possuem estruturas administrativas mais enxutas (RIBEIRO, 2013). Dessa forma, a DMPL apresenta-se como um demonstrativo essencial para o acompanhamento das transformações no patrimônio líquido, servindo como base para a avaliação da política de lucros e capitalização da entidade e para a tomada de decisões gerenciais e estratégicas. 4.1.5. Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados (DLPA) A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) tem como principal objetivo evidenciar a movimentação ocorrida na conta de lucros ou prejuízos acumulados, possibilitando a análise das causas que influenciaram as variações do saldo dessa conta ao longo do período contábil. Conforme destacam Neves e Viceconti (2009, p. 377): “Demonstrar a movimentação da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, revelando os eventos que influenciaram as mutações do seu saldo. Essa demonstração deve, também, revelar o dividendo por ação do capital realizado e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.” De acordo com a NBC TG 1000, item 6.5, a DLPA deve conter: 29 (a) lucros ou prejuízos acumulados no início do período contábil; (b) dividendos ou outras formas de lucro declarados e pagos ou a pagar durante o período; (c) ajustes nos lucros ou prejuízos acumulados em razão de correção de erros de períodos anteriores; (d) ajustes nos lucros ou prejuízos acumulados em razão de mudanças de práticas contábeis; (e) lucros ou prejuízos acumulados no fim do período contábil. (CFC, 2009, item 6.5, NBC TG 1000). Ambas as demonstrações — a DLPA e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) — contribuem para uma compreensão ampla das alterações no patrimônio líquido durante determinado período. No entanto, enquanto a DLPA trata exclusivamente de uma única conta do patrimônio líquido, a DMPL aborda todas as suas variações. Segundo Iudícibus (2007, p. 48): Ao contrário da DLPA (Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados) que fornece a movimentação, basicamente, de uma única conta do patrimônio líquido (lucros acumulados), a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) evidencia a movimentação de diversas (todas) contas do PL ocorrida durante o exercício. Assim, como todo acréscimo e diminuição, bem como para a formação e utilização das reservas (inclusive aquelas não originadas por lucro).(IUDÍCIBUS, 2007, p. 48). 4.1.6. Demonstração dos fluxos de caixa (DFC) A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) apresenta as movimentações ocorridas no grupo disponível da empresa entre dois exercícios sociais consecutivos, evidenciando as entradas e saídas de recursos de liquidez imediata. Neves e Viceconti (2009, p. 382) destacam que o grupo disponível corresponde aos recursos de liquidez imediata, ou seja, caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata. De acordo com Marion (2010, p. 55): A Demonstração dos Fluxos de Caixa indica, no mínimo, as alterações ocorridas no exercício no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregadas em fluxos das operações, dos financiamentos e dos investimentos. Essa demonstração será obtida de forma direta (a partir da movimentação do caixa e equivalentes de caixa) ou de forma indireta (com base no lucro/prejuízo do exercício). As práticas internacionais dispõem que essa demonstração seja segregada em três tipos de fluxo de caixa: os fluxos das atividades operacionais, das atividades de financiamento e das atividades de investimentos (MARION, 2010, p. 55). 30 A DFC reporta três tipos de atividades de fluxo de caixa: • Atividades operacionais: normalmente apresentadas em primeiro lugar na demonstração, seguidas das atividades de investimento e financiamento, representam a geração de caixa da atividade principal da empresa. Conforme Iudícibus (2010, p. 569): O montante dos fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais é um indicador de como a operação da empresa tem gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer às fontes externas de financiamento. Envolvem todas as atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços e os eventos que não sejam definidos como atividades de investimento e financiamento. Normalmente, relacionam-se com as transações que aparecem na Demonstração de Resultados (IUDÍCIBUS, 2010, p. 569). • Atividades de investimento: tratam dos aumentos e diminuições ocorridos nos ativos de longo prazo, ou seja, no ativo não circulante. Conforme Iudícibus (2010, p. 573): “Os fluxos de caixa das atividades de investimento normalmente aumentam com a aquisição de ativos permanentes, como máquinas, equipamentos, imóveis e investimentos de longo prazo, e diminuem com a alienação desses ativos.” De forma complementar, Marion (2009, p. 56) explica: “Referem-se ao não circulante da empresa. Quando uma empresa compra máquinas, ações, prédios etc., reduz o caixa. Quando uma empresa vende esses itens, aumenta o caixa.” • Atividades de financiamento: envolvem a captação de recursos e a remuneração de capital. Segundo Marion (2009, p. 452): Além da capacitação de recursos provenientes dos proprietários da empresa (sócios ou acionistas) por meio do capital social, toda captação de empréstimos e outros recursos deverá ser incluída nesse grupo. A remuneração ao capital próprio em forma de distribuição de lucro (dividendos – juros de capital próprio) e a amortização dos empréstimos serão parcelas subtrativas nesse grupo (MARION, 2009, p. 452). Santos e Veiga (2014, p. 96) resumem a origem dos recursos de financiamento: 31 Os recursos totais provêm de duas fontes: capital próprio; capital de terceiros. O capital próprio é constituído pelos recursos dos sócios e acionistas, por meio da constituição ou aumento do capital social, enquanto o capital de terceiros é obtido através de empréstimos, financiamentos e outras formas de captação. As subtrações deste grupo incluem amortizações de dívida e distribuição de lucros aos proprietários (SANTOS E VEIGA, 2014, p. 96). 4.1.7. Notas explicativas (NEs) As notas explicativas constituem parte integrante das demonstrações contábeis e têm como objetivo esclarecer medidas, métodos e práticas adotadas na sua elaboração, proporcionando informações adicionais que auxiliem os usuários na interpretação das demonstrações. Segundo a NBC TG 1000, seção 8, item 8.1: As notas explicativas fornecem descrições, narrativas e detalhes de itens apresentados nessas demonstrações e informações acerca de itens que não se qualificam para reconhecimento nessas demonstrações. Adicionalmente às exigências desta seção, quase todas as outras seções deste Pronunciamento exigem divulgações que são normalmente apresentadas nas notas explicativas (CFC, 2023, seção 8, item 8.1). O CPC PME complementa esta exigência, estabelecendo em seu item 8.2 que as notas explicativas devem: (a) apresentar informações acerca das bases de elaboração das demonstrações contábeis e das práticas contábeis específicas utilizadas, de acordo com os itens 8.5 e 8.7; (b) divulgar as informações exigidas por este Pronunciamento que não tenham sido apresentadas em outras partes das demonstrações contábeis; e (c) prover informações que não tenham sido apresentadas em outras partes das demonstrações contábeis, mas que sejam relevantes para compreendê- las (CPC PME, 2023, item 8.2). Dessa forma, as notas explicativas não apenas complementam os demonstrativos contábeis, mas também garantem transparência e confiabilidade na informação contábil, permitindo que gestores, investidores e demais usuários compreendam de maneira detalhada os critérios adotados pela empresa na elaboração de suas demonstrações. 32 5. A IMPORTÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NO PROCESSO DECISÓRIO NAS PMEs As demonstrações contábeis representam o principal instrumento de comunicação entre a empresa e seus usuários internos e externos, pois traduzem de forma sistematizada os resultados e a posição patrimonial da entidade. Segundo Marion (2012, p. 25), “as demonstrações contábeis são relatórios formais que espelham a situação econômica e financeira da empresa, servindo de base para o processo decisório”. Dessa forma, constituem-se em ferramenta indispensável à gestão empresarial, especialmente nas pequenas e médias empresas (PMEs), que muitas vezes carecem de estrutura gerencial formal. As informações contidas nessas demonstrações permitem ao gestor avaliar o desempenho da entidade, identificar tendências e projetar cenários futuros, promovendo uma gestão orientada por dados. Para Iudícibus (2017, p. 39), “a contabilidade deve ser entendida como um sistema de informação e avaliação, que fornece aos seus usuários demonstrações e análises capazes de auxiliar na tomada de decisões econômicas”. Tal perspectiva evidencia o papel estratégico da contabilidade não apenas como obrigação legal, mas como instrumento de apoio à competitividade. Nas PMEs, a utilização das demonstrações contábeis assume relevância ainda maior, visto que essas entidades geralmente possuem recursos limitados e enfrentam ambientes de alta competitividade. Nesse contexto, as demonstrações apresentadas anteriormente fornecem bases concretas para decisões sobre investimentos, financiamentos e controle de custos. Conforme Padoveze (2010, p. 18), “a contabilidade gerencial tem como objetivo principal produzir informações que ajudem os administradores no processo de decisão, planejamento e controle das atividades da empresa”. Além disso, as demonstrações contábeis contribuem para a transparência e credibilidade da empresa perante o mercado, facilitando o acesso a crédito e atraindo potenciais investidores. Como destacam Santos e Veiga (2014, p. 112), “a informação contábil de qualidade é elemento essencial para a continuidade das pequenas e médias empresas, pois permite ao gestor identificar fragilidades, potencialidades e adotar medidas corretivas a tempo.” Portanto, a análise contábil adequada auxilia na antecipação de riscos e no 33 direcionamento eficientedos recursos financeiros, assegurando maior sustentabilidade à empresa. Em síntese, a importância das demonstrações contábeis nas PMEs transcende o mero cumprimento de exigências legais. Elas são instrumentos de gestão, planejamento e controle, permitindo ao empresário tomar decisões fundamentadas em evidências concretas. Assim, conforme Iudícibus (2017, p. 41), “a informação contábil só cumpre seu papel quando é utilizada efetivamente no processo decisório, contribuindo para a maximização dos resultados e perpetuação da entidade”. Desse modo, a contabilidade se consolida como base técnica e estratégica para a sobrevivência e o crescimento das PMEs, sendo suas demonstrações contábeis o alicerce do processo decisório moderno. 34 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo teve como objetivo analisar a importância das demonstrações contábeis no processo decisório das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), com base na NBC TG 1000. A pesquisa permitiu concluir que as PMEs ocupam um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do Brasil, sendo responsáveis por uma parcela expressiva da geração de empregos, da dinamização dos mercados locais e da promoção do empreendedorismo. Ao longo do trabalho, foram abordados os principais desafios enfrentados por essas empresas, especialmente no que se refere à limitação de recursos financeiros e estruturais, à carência de planejamento e à dificuldade no acesso ao crédito. Diante disso, evidenciou-se que a contabilidade não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como uma ferramenta estratégica que contribui diretamente para a tomada de decisão, o controle das operações e a sustentabilidade do negócio. A análise das demonstrações contábeis obrigatórias para PMEs — como o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e as Notas Explicativas — permitiu identificar que cada uma delas fornece informações relevantes e complementares sobre a situação econômica, financeira e patrimonial da entidade. A DFC, por exemplo, ao classificar os fluxos de caixa em atividades operacionais, de investimento e de financiamento, oferece uma visão clara da capacidade da empresa de gerar caixa e manter suas operações. Já as Notas Explicativas agregam valor às demonstrações ao descreverem os critérios contábeis utilizados, aumentando a transparência e a compreensão por parte dos usuários da informação contábil. O estudo também demonstrou que a convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais, por meio da criação da NBC TG 1000, foi essencial para adequar a contabilidade à realidade das PMEs. A padronização e a simplificação proporcionadas por essa norma facilitam o entendimento das informações por parte dos gestores, investidores e credores, além de contribuir para a melhoria da qualidade das decisões empresariais. Dessa forma, conclui-se que as demonstrações contábeis são instrumentos indispensáveis para a gestão eficiente das PMEs. Ao utilizá-las de forma adequada, os empreendedores conseguem acompanhar o desempenho da empresa, identificar fragilidades e oportunidades, planejar ações futuras e reduzir riscos. Isso reforça a 35 ideia de que a contabilidade, além de uma exigência legal, é uma aliada estratégica da administração. Assim, o trabalho atinge seus objetivos ao demonstrar que a adoção das práticas contábeis previstas na NBC TG 1000 contribui significativamente para a melhoria da gestão das PMEs, promovendo maior controle, transparência e condições para o crescimento sustentável dessas entidades. Como destaca Padoveze (2010, p. 23), a informação contábil permite "a análise dos resultados e a escolha racional das alternativas que conduzam à eficiência e à eficácia empresarial". Portanto, investir na contabilidade de forma consciente e estratégica é fundamental para a perenidade das Pequenas e Médias Empresas no cenário econômico brasileiro. 36 7. REFERÊNCIAS ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico- financeiro. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2012. ANTUNES, M. T. P.; COSTA, F. M. da; MENDONÇA, M. M. de. A convergência das normas contábeis brasileiras às normas internacionais: avanços e desafios. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, v. 6, n. 1, 2012. ANTUNES, M. T. P. Contabilidade introdutória. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2012. BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp123.htm. Acesso em: 19 set. 2025. BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera a Lei nº 6.404/76 e a Lei nº 6.385/76. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso em: 19 set. 2025. BRASIL. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Altera a legislação tributária federal e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11941.htm. Acesso em: 19 set. 2025. CHIAVENATO, I. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor nas empresas. 2. ed. São Paulo: Manole, 2012. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). CPC PME – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.cpc.org.br/. Acesso em: 15 out. 2025. CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TG 1000 – Contabilidade para pequenas e médias empresas. Brasília, 2009. Disponível em: https://www.cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-tg- estruturais/nbc-tg-1000/. Acesso em: 17 set. 2025. CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Brasília: CFC, 2023. Disponível em: https://www.cfc.org.br/. Acesso em: 15 out. 2025. CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 1.255/09. Aprova a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Brasília: CFC, 2009. CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 1.329/11. Altera a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Brasília: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp123.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11941.htm https://www.cpc.org.br/ https://www.cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-tg-estruturais/nbc-tg-1000/ https://www.cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-tg-estruturais/nbc-tg-1000/ https://www.cfc.org.br/ 37 CFC, 2011. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. FRANCO, H.; MARRA, E. Contabilidade geral. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2020. IUDÍCIBUS, S. Contabilidade Introdutória. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2007. IUDÍCIBUS, S. Contabilidade Introdutória. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. IUDÍCIBUS, S. Teoria da Contabilidade. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. IUDÍCIBUS, S. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Introdução à Teoria da Contabilidade. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2018. IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Introdução à Teoria da Contabilidade. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2017. IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017. LEONE, G. S. G. Contabilidade das pequenas e médias empresas. 4. ed. São Paulo: Atlas,1999. MATARAZZO, D. C. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007. MARION, J. C. Contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009. MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2012. MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 19. ed. São Paulo: Atlas, 2018. NEVES, S. das; VICECONTI, P. E. V. Contabilidade Intermediária. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2009. NIYAMA, J. K.; SILVA, C. A. T. Teoria da Contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019. OLIVEIRA, D. P. R. Empreendedorismo: processos decisórios e estratégias de negócios. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008. PADOVEZE, C. L. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2010. PADOVEZE, C. L. Controladoria estratégica e operacional: fundamentos e 38 aplicações. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2015. RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. RIBEIRO, O. M.; SANTOS, J. L. dos. Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. São Paulo: Atlas, 2019. SANTOS, A. dos; VEIGA, J. A. M. Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2014. SANTOS, J. L. dos; VEIGA, T. C. Contabilidade Intermediária. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014. SANTOS, L. V.; SCHMIDT, P. H. NBC TG 1000 e a contabilidade das pequenas e médias empresas: um estudo sobre a utilidade da informação contábil. Revista de Contabilidade e Organizações, v. 12, n. 33, p. 1–17, 2018. DOI: 10.11606/issn.1982- 6486.rco.2018.139428.