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Questões Discursivas
1. Durante um atendimento grupal em psicodrama, seis participantes discutem desafios relacionados à autoestima. Beatriz compartilha sua dificuldade de se sentir reconhecida no trabalho, e Renata, identificando-se com essa experiência, aproxima-se e estabelece com ela uma troca afetiva marcada por sintonia e reconhecimento mútuo. Em seguida, André afirma não compreender por que o tema é tão sensível, provocando retraimento e distanciamento emocional no grupo. O terapeuta intervém e propõe a inversão de papéis, favorecendo a compreensão das vivências apresentadas e a reorganização do campo relacional. Com base na teoria psicodramática de Jacob Levy Moreno, explique o conceito de tele e analise como ele se manifesta, se fortalece ou se fragiliza nas interações descritas.
2. Em um processo psicoterapêutico grupal realizado em um ambulatório de saúde mental, Camila apresenta preocupação intensa e recorrente, dificuldade de desacelerar os pensamentos, tensão muscular, taquicardia leve, evitação social e antecipações negativas sobre o futuro. A terapeuta introduz práticas de mindfulness, como respiração consciente, escaneamento corporal e observação não julgadora dos pensamentos. Após algumas semanas, Camila demonstra maior reconhecimento de seus estados internos, menor impulsividade e redução da ansiedade antecipatória. Analise por que o mindfulness é especialmente pertinente em quadros de ansiedade generalizada, depressão leve a moderada e transtornos relacionados ao estresse, relacionando seus princípios aos mecanismos de ruminação, autorregulação emocional e reatividade fisiológica.
3. André, 38 anos, procura psicoterapia em razão de uma insatisfação persistente com a própria vida, de comparações negativas com outras pessoas e de pensamentos recorrentes sobre o futuro e o passado. Esse padrão dificulta seu envolvimento em experiências cotidianas simples. A terapeuta propõe exercícios de atenção plena voltados à respiração, às sensações corporais e à observação dos pensamentos sem julgamento. À luz da descrição de Morrain (2015), explique quais elementos são essenciais à prática de mindfulness e discuta de que modo a atenção ao momento presente e a aceitação não julgadora podem auxiliar André a distinguir o que deve ser acolhido daquilo que pode ser transformado.
4. A prática de mindfulness com crianças busca favorecer a atenção ao momento presente e o desenvolvimento da autorregulação emocional por meio de estratégias compatíveis com a faixa etária. Proponha uma atividade de mindfulness baseada na observação consciente da respiração e adaptada ao universo lúdico infantil. Descreva sua aplicação e justifique de que maneira ela pode contribuir para a atenção, a consciência corporal e a regulação das emoções da criança.
5. Renata, 42 anos, procura psicoterapia relatando frustração persistente e dificuldade para lidar com situações cotidianas que escapam ao seu controle. Ao acordar, apresenta pensamentos automáticos sobre tarefas, problemas e possíveis falhas, acompanhados de irritabilidade e inadequação. A tentativa de combater emoções desagradáveis intensifica sua ansiedade. Após a introdução de práticas de mindfulness, Renata passa a observar a respiração, as sensações corporais e os pensamentos sem julgá-los, reduzindo sua reatividade emocional. Analise os fundamentos dessa intervenção, enfatizando a observação consciente, a aceitação não julgadora, a presença plena e a autorregulação emocional.
6. Miguel, 7 anos, apresenta dificuldades significativas de adaptação escolar, manifestadas por gritos, saída da sala sem autorização e recusa de atividades. A avaliação funcional indica que esses comportamentos ocorrem principalmente diante de tarefas acadêmicas e têm função de fuga de demandas. A intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) utiliza estímulos discriminativos claros, reforçamento positivo de respostas adequadas e procedimentos de extinção para comportamentos de fuga. Explique os princípios de estímulo discriminativo, reforço e extinção e analise como sua articulação permite compreender a aprendizagem, a manutenção e a redução de comportamentos em função das contingências ambientais.
7. Em um processo psicodramático grupal, Helena relata sentir-se genuinamente compreendida por uma colega, em uma relação marcada por reconhecimento mútuo e conexão no presente. Em psicoterapia individual, contudo, passa a reagir ao terapeuta como se ele fosse seu pai, atribuindo-lhe características e expectativas derivadas de experiências passadas. Com base nas formulações de Jacob Levy Moreno e Sigmund Freud, diferencie os conceitos de tele e transferência, examinando a reciprocidade afetiva, a percepção do outro e a atualização de padrões relacionais pretéritos.
8.— Em uma sessão de psicodrama, Ricardo trabalha um conflito com a mãe associado a sentimentos de cobrança e insuficiência. O diretor convida uma integrante do grupo a atuar como ego auxiliar, representando a mãe na cena. Ao assumir esse papel, ela responde às falas de Ricardo, expressa emoções e alterna atitudes de tensão e acolhimento, possibilitando a vivência concreta de aspectos do vínculo que não eram elaborados apenas verbalmente. Explique a função do ego auxiliar no psicodrama e analise sua contribuição para o aprofundamento da dramatização, a expressão emocional, a ampliação de perspectivas e a experimentação de novas formas de posicionamento pelo protagonista.
9.— Beatriz, 30 anos, apresenta ansiedade, ruminação e foco recorrente em problemas e ameaças futuras. A terapeuta propõe a prática de mindfulness da gratidão, orientando-a a identificar três aspectos do cotidiano pelos quais se sente genuinamente grata e a descrevê-los com atenção plena, observando sensações corporais, emoções e pensamentos sem julgamento. Com o tempo, Beatriz passa a reconhecer mais experiências positivas em sua rotina e apresenta redução da intensidade da ansiedade. Discuta o objetivo terapêutico dessa intervenção e explique como a atenção plena à gratidão pode favorecer a regulação emocional e o fortalecimento de estados afetivos positivos sem promover a negação das dificuldades vivenciadas.
10. Gabriel, 6 anos, apresenta gritos, empurrões e agressividade quando suas demandas não são atendidas imediatamente. A avaliação funcional indica que essas respostas costumam produzir atenção dos adultos ou interrupção de tarefas. A intervenção baseada em ABA ensina comportamentos alternativos, como pedir ajuda, expressar frustração verbalmente e aguardar por breves períodos, reforçando positivamente essas respostas e modificando as consequências que mantêm os comportamentos disruptivos. Elabore uma proposta de intervenção para o caso, justificando o uso do reforçamento diferencial de comportamentos alternativos e a reorganização das contingências ambientais com base na função identificada.
11.— Sofia, 3 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresenta dificuldades de comunicação, pouco contato ocular e interesses restritos. A equipe considera três possibilidades de intervenção: ABA, baseada na análise funcional do comportamento e no ensino estruturado de habilidades; Floortime, centrado na interação afetiva, no engajamento relacional e no brincar compartilhado; e o modelo Denver, que integra princípios comportamentais a contextos naturais e interativos do desenvolvimento precoce. Compare os fundamentos teóricos, os objetivos e os procedimentos dessas três abordagens, destacando suas diferenças quanto à estrutura do ensino, à dimensão afetivo-relacional, ao uso do brincar e à inserção das intervenções nas rotinas cotidianas.
12. Em uma sessão de psicodrama com adolescentes, Daniel, 15 anos, relata sentir-se ignorado pelo irmão mais velho e evita expressar diretamente sua tristeza, alternando tentativas de aproximação com reações de raiva. Para ampliar sua consciência relacional e favorecer novas formas de posicionamento, o diretor utiliza as técnicas de inversão de papéis, espelho, duplo e solilóquio. Explique afunção de cada técnica e analise a importância de sua aplicação conjunta na elaboração emocional do protagonista.
13. Em um centro de desenvolvimento infantil, Laura, 5 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresenta pouca comunicação funcional, baixa iniciativa social e dificuldade para lidar com mudanças em atividades lúdicas. A equipe considera quatro propostas: ABA, com ensino estruturado e reforçamento; Floortime, com interação afetiva e brincar compartilhado; Modelo Denver, que integra princípios comportamentais a contextos naturais; e Son-Rise, centrado na aceitação, nos interesses da criança e na segurança emocional. Compare os fundamentos, as estratégias e os objetivos dessas abordagens, indicando como cada uma compreende a promoção da comunicação, da interação social e do desenvolvimento infantil.
14.Realize uma comparação crítica entre as abordagens ABA, Floortime, Denver e Responsiva, destacando as especificidades epistemológicas e metodológicas que as diferenciam no campo das intervenções voltadas ao desenvolvimento infantil, com ênfase nos casos de TEA e TDI. Analise os pressupostos teóricos, estratégias de operacionalização e evidências de eficácia, elucidando em que medida esses modelos se complementam, divergem ou se sobrepõem nos processos de desenvolvimento socioemocional, comunicativo e comportamental de crianças. 
15.Examine, sob perspectiva técnico-científica, o papel do diretor de psicodrama em uma sessão terapêutica, explicitando as competências essenciais, responsabilidades éticas e habilidades de condução dramatúrgica necessárias para assegurar a eficácia e a integridade do processo psicodramático. Analise como o diretor articula os elementos do setting terapêutico, potencializando a expressão emocional e a elaboração de conflitos intrapsíquicos e intergrupais. 
61.Disserte sobre o constructo de tele na teoria psicodramática de Jacob Levy Moreno, delineando sua função estruturante na percepção relacional e na comunicação afetiva entre sujeitos, e contrastando-o criticamente com o conceito de transferência psicanalítica. Avalie as implicações dessas distinções para a compreensão da dinâmica intersubjetiva em contextos clínicos e grupais. 
17.Analise, à luz das práticas contemporâneas de mindfulness e psicologia clínica, como intervenções baseadas em aceitação e autocompaixão podem ser adaptadas para o público infantil, promovendo a autorregulação emocional e o desenvolvimento de uma postura de acolhimento diante de frustrações. Discuta os fundamentos teóricos, benefícios e desafios relacionados à implementação dessas práticas em contextos terapêuticos com crianças. 
18.Elabore uma reflexão crítica sobre a função do ego auxiliar no psicodrama, considerando sua participação na dramatização, facilitação da expressão emocional do protagonista e aprofundamento das cenas. Analise como o ego auxiliar contribui para a elaboração de conflitos, a ampliação da compreensão relacional e a potencialização dos processos de mudança intragrupal. 
19.Discuta os princípios fundamentais da ABA (Análise do Comportamento Aplicada) no manejo de comportamentos disruptivos em crianças, abordando a utilização de reforços positivos, estímulos discriminativos e processos de extinção. Analise criticamente a eficácia dessas estratégias e suas limitações, considerando aspectos éticos e adaptativos no contexto do desenvolvimento infantil. 
20.Compare e contraste as abordagens ABA, Floortime e Denver no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando as diferenças metodológicas, princípios teóricos e estratégias de intervenção. Avalie a integração dessas práticas em contextos naturais e interativos e discuta suas repercussões para o desenvolvimento precoce e a inclusão social. 
21.	Analise o uso das técnicas de inversão de papéis, espelho, duplo e solilóquio em sessões de psicodrama com adolescentes, explicando como cada técnica contribui para a elaboração emocional de sentimentos de rejeição e para o processo de insight terapêutico. Discuta a importância da aplicação conjunta dessas estratégias na potencialização da transformação subjetiva do protagonista e na dinâmica do grupo. 
22 : Reflita sobre como a prática regular de respiração profunda pode ajudar a lidar com emoções intensas no dia a dia, especialmente em situações de stress escolar ou social. Analise de que forma essa técnica pode melhorar a concentração e o autocuidado, relacionando com a atenção plena e a autocompaixão. Cite exemplos práticos do cotidiano e discuta possíveis benefícios para o seu desenvolvimento emocional e cognitivo.
23-Elabore uma análise crítica sobre a aplicação sistemática de técnicas de respiração profunda, fundamentadas em protocolos psicofisiológicos, no contexto da saúde mental adulta. Discuta os efeitos sobre a regulação emocional e a plasticidade cognitiva, considerando as bases neurobiológicas e a integração com práticas de mindfulness, aceitação radical e autocompaixão. Avalie como essas intervenções podem ser incorporadas na rotina profissional e pessoal, destacando desafios e oportunidades para a promoção do bem-estar psicológico.

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