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Direito Constitucional - Concurso TJPR Direito Constitucional (Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu) messages.pdf_cover_qr_code_label messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college Direito Constitucional - Concurso TJPR Direito Constitucional (Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu) messages.pdf_cover_qr_code_label messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college messages.downloaded_by lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-de-ensino-superior-de-foz-do-iguacu/direito-constitucional/direito-constitucional-estrutura-e-elementos-da-cf-concurso-tjpr/136556744?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-de-ensino-superior-de-foz-do-iguacu/direito-constitucional/7693645?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-de-ensino-superior-de-foz-do-iguacu/direito-constitucional/direito-constitucional-estrutura-e-elementos-da-cf-concurso-tjpr/136556744?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-de-ensino-superior-de-foz-do-iguacu/direito-constitucional/7693645?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr 1- Constituição (conceito, estrutura, elementos e classificação) Conceito: A constituição é o conjunto de normas fundamentais e supremas, que podem ser escritas ou não, responsáveis pela criação, estruturação e organização político-jurídica de um Estado. Estrutura: A Constituição pode ser dividida em 3 partes: preâmbulo, parte permanente (ou dogmática) e ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). O preâmbulo é a primeira parte da Constituição. Segundo o entendimento do STF, não é uma norma jurídica e nem uma norma constitucional. É como se fosse um “recado” do legislador constituinte ao povo, que é o destinatário da Constituição. Vem antes do texto constitucional, que resume as posições ideológicas (os valores e as intenções) do Poder Constituinte Originário (que é o poder que elabora a Constituição). Por isso, uma lei que violar o preâmbulo da CF não pode ser considerada inconstitucional, porque não é uma norma jurídica, sendo assim, não pode ser considerado uma norma constitucional. Logo, o preâmbulo não serve como parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade de uma lei. ● Normas jurídicas são regras de conduta estabelecidas pelo Estado para regular as relações sociais. ● Normas constitucionais: são um tipo específico de norma jurídica, com hierarquia superior e que estabelecem a estrutura fundamental do Estado, os direitos e deveres dos cidadãos e a relação entre os poderes constituídos. A parte permanente (dogmática) da CF representa o texto constitucional propriamente dito. São os artigos que organizam o Estado, estruturam os Poderes e estabelecem os direitos e as garantias fundamentais. Apesar do nome “permanente” os artigos podem sim ser alterados por meio das emendas constitucionais feitas pelo Poder Derivado Reformador. Esse nome só foi dado para diferenciar da parte transitória. A parte transitória da CF é chamada de ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e seu objetivo é o de facilitar a passagem de uma ordem jurídica antiga para a nova. Facilita o processo de substituição de uma nova Constituição, garantindo a segurança jurídica e evitando o colapso entre um ordenamento jurídico e outro. Também pode ser modificada por reforma messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr constitucional e também pode servir como paradigma para o controle de constitucionalidade das leis. ● Ordenamento jurídico: é um sistema de normas, princípios e regras que organiza e regula a vida em sociedade, estabelecendo um conjunto de leis e procedimentos que devem ser seguidos. É um conceito fundamental para entender como um país funciona legalmente, pois engloba a estrutura da justiça, as fontes do direito e a hierarquia entre as normas. Elementos: as normas constitucionais podem ser diferenciadas ou separadas em diversas categorias, levando em conta a sua estrutura normativa e conteúdo, sendo que essas categorias são chamadas de elementos. Os elementos da Constituição podem ser entendidos como as partes que a compõem e a estruturam. Cada um desses elementos desempenha um papel específico na organização e funcionamento do Estado e na garantia dos direitos e garantias fundamentais. São eles: ● Elementos orgânicos: se referem à estrutura e organização do Estado e dos poderes, incluindo a estrutura da administração pública, a divisão de competências entre os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e a organização das forças armadas. ● Elementos limitativos: são normas que restringem o poder estatal, como os direitos e as garantias fundamentais, que protegem os indivíduos contra abusos de poder. ● Elementos socioideológicos: são aqueles que refletem os valores e princípios que norteiam a sociedade e o Estado, como os fundamentos da República (soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo político), os objetivos fundamentais da República e os princípios que regem as relações internacionais. ● Elementos da estabilização constitucional: esses elementos incluem mecanismos para garantir a supremacia da Constituição e a solução de conflitos constitucionais, como o controle de constitucionalidade e os procedimentos para revisão constitucional. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Elementos formais da aplicabilidade: são as regras sobre a aplicação das normas constitucionais, como o preâmbulo, os ADCT e as espécies normativas (leis complementares, leis ordinárias, etc.). Classificação: existem diversas classificações de constituições. ● Quanto à origem: divide as constituições em outorgadas e promulgadas. As outorgadas são aquelas que um ditador (ou um grupo detentor do poder) impõe, mediante regime autoritário. Já as promulgadas resultam de um processo em que o povo elege uma Assembleia Nacional Constituinte, estabelecendo uma nova ordem democrática. Nascem, portanto, da manifestação legítima popular. ● Quanto à forma: são classificadas em escritas (ou instrumentais) e costumeiras (não escritas ou consuetudinárias). As escritas ou instrumentais são sistematizadas e organizadas em um único documento. E as costumeiras ou não escritas (consuetudinárias) são aquelas que têm como base os costumes, jurisprudências e convenções, resultando, portanto, de textos e documentos esparsos. ● Quanto à extensão: divide as constituições em sintéticas (sumárias, concisas, breves, básicas) e analíticas (amplas, extensas, prolixas). A sintética são breves e versam apenas sobre os princípios estruturais do Estado, o que as faz possuir maior estabilidade. As analíticas são aquelas que esmiúçam todos os assuntos tratados pelos representantesmudanças em políticas públicas. 6.2 - Poder Executivo messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr O poder executivo é responsável pela administração do país, considerando sempre as leis vigentes, executando-as, administrando os interesses públicos e propondo novos planos de ação. Na esfera federal, sua figura máxima é o Presidente da República. Na esfera estadual, são os Governadores e na esfera municipal são os Prefeitos. Além disso, todos estes são assessorados por ministérios e secretarias. E também tem os órgãos públicos, as autarquias, as agências reguladoras (como Anvisa, ANS, etc) e as empresas públicas costumam estar vinculadas ao poder executivo. 6.3 - Poder Judiciário O poder judiciário é o responsável pela interpretação e execução das leis, devendo sempre observar os limites da legislação brasileira e obedecer o que é determinado pela CF. Além disso, é dever do judiciário mediar os conflitos entre cidadãos e entre os cidadãos e o Estado, além de procurar garantir o respeito aos direitos da população brasileira. Também desempenha um papel fundamental na garantia da saúde pública, porque atua como um mecanismo de proteção dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos. Os Ministros, Juízes e Desembargadores são os representantes do poder judiciário. É composto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelas Justiças Estaduais. Muitas vezes é necessário que a sociedade procure o judiciário para intermediar e tomar decisões quando o direito é violado. Além disso, as pessoas também podem procurar as organizações como auxílio para compreender melhor algumas questões, situações ou causas das quais não possuem conhecimento suficiente para uma melhor tomada de decisão. 6.4 - Funções Essenciais à Justiça São instituições que possuem o objetivo de disponibilizar a todos o direito de acesso à justiça, de maneira que toda a sociedade possa ter seus direitos assegurados. Os responsáveis por essas funções são o Ministério Público, a Advocacia (pública e privada) e a Defensoria Pública. E ao contrário do que muitos pensam, as funções essenciais à justiça não fazem parte do poder judiciário. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr São instituições que desempenham o papel de, além de garantir o acesso à justiça, também garantem a proteção dos direitos individuais e coletivos e a busca pela igualdade e justiça no sistema jurídico. 6.4.1 - Ministério Público É uma instituição permanente, possuindo os objetivos de assegurar a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Sendo defensor da ordem jurídica, ele atua como um fiscal da lei, zelando pela observância e cumprimento das leis presentes no ordenamento jurídico brasileiro. Em relação à defesa do regime democrático, ele atua como um protetor do Estado Democrático de Direito, agindo em nome do coletivo, com o objetivo de proteger os interesses da sociedade como um todo. Em relação aos interesses individuais indisponíveis, que são direitos das pessoas que possuem importância para toda sociedade e são chamados de indisponíveis porque não podem ser ignorados, vendidos ou deixados de lado pelas pessoas, mesmo que elas queiram, o MP entra em ação para protegê-los quando esses direitos estão em risco ou não podem ser acessados. Exemplos desses direitos são o direito à vida, à liberdade, à saúde e à educação. O MP atua para garantir que todos tenham acesso a eles. É importante informar que o MP não faz parte de nenhum dos 3 poderes, apesar de estar relacionado a todos eles. Ele é autônomo e independente. Os princípios do MP são: ● Unidade: dispõe que todos os seus membros integram apenas um órgão, sob a chefia de um Procurador-Geral. Assim, todas as ramificações do MPU, como o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, integram o Ministério Público da União, tendo como chefe o Procurador-Geral da República. A exceção é o Ministério Público Estadual, que possui sua própria estrutura em cada estado, tendo cada um o seu Procurador-Geral de Justiça. ● Indivisibilidade: permite que um membro do MP possa substituir outro, em uma mesma função. Isso acontece em decorrência do messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr postulado da unidade, uma vez que a prática do ato é da instituição do MP e não do membro autor da ação. ● Independência Funcional: garante a independência da atuação do membro dentro das suas atividades, não podendo sofrer interferência do seu chefe hierárquico durante o cumprimento das suas funções. Além desses princípios, tem também a autonomia financeira e administrativa do MP, permitindo que o órgão possa realizar sua própria proposta orçamentária, realizar concursos, criar e extinguir seus cargos, entre outros. O MP é formado pelo Ministério Público da União (MPU) e pelo Ministério Público dos Estados (MPE) (presente em cada um dos estados). Apesar de haver estruturas distintas, eles exercem as mesmas funções, diferenciando apenas o alcance da sua atuação. Não existe MP na esfera Municipal. O MPU é composto pelos: ● Ministério Público Federal. ● Ministério Público do Trabalho. ● Ministério Público Militar. ● Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O chefe do MPU é o Procurador-Geral da República (PGR): ● Ele é escolhido e nomeado pelo presidente. ● Dentre os integrantes de carreira. ● Acima de 35 anos. ● Aprovado pelo Senado Federal. ● Mandato de 2 anos, sendo permitida várias reeleições. O chefe do MPE e do MPDFT é o Procurador-Geral da Justiça (PGJ): ● Escolhido e nomeado pelo governador através de lista tríplice. ● Dentre integrantes de carreira. ● Mandato de 2 anos, permitida uma reeleição. Os membros do MP possuem vitaliciedade após 2 anos de exercício, inamovibilidade, não podendo ser removidos de ofício da sua lotação, salvo mediante interesse público e irredutibilidade de seus subsídios. ● Vitaliciedade: é uma prerrogativa que impede a perda do cargo por outros meios que não seja uma sentença judicial definitiva. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Inamovibilidade: é o direito de um membro do MP não ser removido ou transferido para outro cargo ou localidade sem sua concordância, salvo em situações específicas de interesse público. ● Irredutibilidade de subsídio: garante que os subsídios (vencimentos) não podem ser reduzidos, exceto em situações excepcionais previstas na CF, como crises econômicas graves. Tem o objetivo de assegurar a independência e a estabilidade financeira desses agentes, permitindo que exerçam suas funções de forma imparcial e livre de pressões externas. 6.4.2 - Advocacia Pública A Advocacia-Geral da União é a instituição incumbida de representar a União, de maneira judicial e extrajudicial. Além disso, também tem a função de exercer as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do poder executivo, a AGU representa os 3 poderes em ações judiciais e extrajudiciais, mas os serviços de consultoria e assessoramento jurídico são apenas realizados para o poderexecutivo. O chefe é o Advogado-Geral da União: ● De livre nomeação pelo presidente da república. ● Maior que 35 anos de idade. ● Com notável saber jurídico e reputação ilibada; ● Não precisa ser aprovado pelo Senado Federal. ● Equiparado a Ministro de Estado. Os membros da Advocacia Pública não possuem vitaliciedade, como os membros do MP, apenas a estabilidade após 3 anos de exercício. 6.4.3 - Advocacia Privada O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo que ele é inviolável por seus atos e manifestações no exercício da sua profissão. Ele tem a função de orientar e defender os seus clientes em conflitos, de modo que proteja os direitos da pessoa, através dos seus conhecimentos sobre o ordenamento jurídico e normativo, como as leis. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr Apesar da CF dizer expressamente que o advogado é indispensável à administração da justiça, há alguns momentos em que não é necessário a sua presença, como para entrar com um habeas corpus ou durante um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra algum servidor público. 6.4.4 - Defensoria Pública É uma instituição permanente, tendo como funções a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita aos necessitados, em níveis judiciais e extrajudiciais. A Defensoria Pública exerce grande papel na garantia dos direitos dos cidadãos, uma vez que ela permite que pessoas em situações vulneráveis que não possuam recursos para contratar um advogado possam ter acesso à justiça, de forma gratuita, em todas as esferas. Assim como o MP, possui como princípios institucionais a unidade, indivisibilidade, e a independência funcional, além da autonomia administrativa e financeira, não sendo subordinado a nenhum dos poderes. Não tem defensoria pública no âmbito Municipal. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjprdo povo, de modo a detalhar as regras que poderiam, de certo modo, ser tratadas por normas infraconstitucionais. ● Quanto ao conteúdo: classifica as constituições em materiais e formais. As materiais tratam dos fundamentos e das normas estruturais do Estado, permitindo assim, a organização dos seus órgãos e da sociedade. As formais possuem a característica de terem como foco o seu processo de formação, em detrimento do seu conteúdo. ● Quanto ao modo de elaboração: classifica também como dogmáticas (ou sistemáticas) e históricas. As dogmáticas caracterizam-se por serem escritas e por refletirem os dogmas políticos de uma nação, através de uma assembleia constituinte. As messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr históricas são instituídas ao longo do tempo por um processo de formação que reúne a história e a tradição de um povo. ● Quanto à alterabilidade: são as constituições rígidas, flexíveis, semirrígidas, fixas, transitoriamente flexíveis, imutáveis e super-rígidas. As rígidas são aquelas que para sua alteração, precisam de um processo mais dificultoso que o das leis. As flexíveis são aquelas que admitem alteração de seu texto através de um processo mais simples, como o das leis. As semirrígidas são classificadas assim porque algumas de suas normas são rígidas e outras são flexíveis. As fixas são aquelas que somente podem ser alteradas pelo mesmo poder que as criou. As transitoriamente flexíveis admitem o mesmo rito de reforma que o das leis, mas apenas por um determinado período, sendo que, após encerrado esse período, o texto constitucional passa a ser considerado rígido. As imutáveis não admitem alteração. E as super-rígidas são aquelas que misturam normas rígidas e imutáveis em seu texto. ● Classificação quanto à sistemática: se classificam em reduzidas (unitárias) e variadas. As reduzidas são aquelas que se constituem em um só código básico e sistemático. As variadas são aquelas que estão presentes em vários textos e documentos esparsos. ● Classificação quanto à dogmática: divide as constituições em ortodoxa e eclética. A ortodoxa é aquela que se fundamente em apenas uma ideologia. E a eclética é aquela que se baseia em mais de uma ideologia, essencialmente conciliatórias. ● Classificação quanto à correspondência com a realidade: são as constituições denominadas normativas, nominais ou semânticas. As normativas se caracterizam por estabelecer todo o regramento do ordenamento jurídico. Com isso, as constituições normativas possuem poder normativo suficiente para subordinar os agentes e as relações políticas do Estado. As nominais são aquelas que pretendem, mas não conseguem, de forma efetiva, regular as relações de poder em um Estado. Assim, embora tenham a intenção, as normas de tais constituições não regulam e nem limitam a polícia estatal. As semânticas são instrumentos que auxiliam na manutenção do poder, messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ou seja, tais constituições são elaboradas apenas para conferir legitimidade formal à vontade da elite, em benefício destes. ● Classificação quanto ao sistema: classifica as constituições em principiológicas ou preceituais. As principiológicas abarcam predominantemente os princípios estruturantes do Estado. As preceituais fazem prevalecer as regras individualizadas, com menor grau de abstração. ● Classificação quanto à função: inclui as constituições provisórias e as definitivas. As provisórias (ou revolucionárias) estabelecem um conjunto de normas visando a estruturação do poder político bem como a eliminação do antigo regime. As definitivas são aquelas constituídas como produto final do processo constituinte. ● Classificação quanto à origem de sua decretação: podem ser classificadas como heterônomas ou autônomas. As heterônomas são aquelas decretadas de fora do Estado ou por outros Estados ou, até mesmo, por organizações internacionais. As autônomas são assim denominadas por serem decretadas dentro do próprio Estado regente. ● Constituições garantia, balanço e dirigente: as constituições podem ser classificadas como garantia, balanço e dirigentes. As garantias objetivam garantir a liberdade dos indivíduos, caracterizando-se, portanto, pelos limites que impõe ao poder. Os balanços representam os patamares alcançados no processo de evolução do socialismo. E as dirigentes são aquelas que definem um projeto de Estado, representando, assim, um ideal. Caracterizam por conter normas programáticas. ● Constituições liberais (negativas) e sociais (dirigentes): podem ser classificadas como liberais e sociais. As liberais expressam direitos de 1º geração, refletindo os ideais do liberalismo, especialmente a intervenção mínima estatal. Caracterizam-se por normas que exprimem direitos negativos. As sociais surgem da necessidade da intervenção do Estado para garantir condições mínimas de subsistência dos indivíduos. São os chamados direitos de 2º geração, os quais exigem a atuação positiva do Estado. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ○ Direitos negativos: também conhecidos como direitos de defesa ou direitos de liberdade. São aqueles que protegem o indivíduo de interferências externas, especialmente do Estado e garantem a liberdade de ação em determinadas áreas. ○ Direitos positivos: se refere ao conjunto de normas jurídicas estabelecidas por uma autoridade competente, como um governo ou legislatura, e que são aplicadas em uma determinada sociedade. ● Classificação da Constituição Federal Brasileira: Promulgada, escrita, analítica, formal, dogmática, rígida, reduzida, eclética, normativa, principiológica, definitiva, autônoma, garantia/dirigente e social. 2- Poder Constituinte O poder constituinte é o poder de definir uma nova Constituição ou de alterar uma que já existe. Ele possui poderes e cria normas de exercício de governo, bem como dos seus órgãos, os limites da sua ação e as bases do ordenamento econômico e social presentes. O titular do poder constituinte é o povo, representado por um órgão colegiado, como uma Assembleia Constituinte. ● Poder constituinte é o poder de criar e reformar as Constituições e o poder constituído são os órgãos (poderes) criados para exercer as funções atribuídas ao Estado. 2.1 - Poder Constituinte Originário O poder constituinte originário é aquele que rompe com a ordem jurídica anterior e determina uma nova constituição, originando um novo Estado. Tem como característica ter autonomia, porque será exercido de maneira soberana para a elaboração da nova Constituição, e ser ilimitado juridicamente, por não precisar se submeter aos princípios propostos na Constituição anterior. 2.2 - Poder Constituinte Derivado O poder constituinte derivado é estabelecido pelo originário, tendo a obrigação de atender às exigências impostas por ele para a produção das normas messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr constitucionais, tornando-se limitado. Suas características são relacionadas a ele ser condicionado, secundário e limitado. Assim, derivam do originário o reformador, o decorrente e o revisor. ● Poderconstituinte derivado reformador: tem a capacidade de modificar a Constituição por meio de um procedimento específico, estabelecido pelo poder originário, sem que haja uma verdadeira revolução. ● Poder constituinte derivado decorrente: sua função é estruturar a Constituição dos Estados-Membros ou, se houver necessidade de adequação e reformulação, modificá-la. ● Poder constituinte derivado revisor: é uma competência para de revisão para atualizar e adequar a Constituição às realidades que a sociedade apontasse como necessárias. 2.3 - Poder Constituinte Difuso O poder difuso é um meio informal de alteração da Constituição, porque não deriva explicitamente da Constituição, mas é um poder de fato que se exterioriza pela mutação constitucional. É um processo informal de alteração da Constituição, onde o sentido e a interpretação das normas são modificados, sem que haja alteração no texto literal da Constituição. Ele se manifesta através de mudanças na prática jurídica, jurisprudência e doutrina, adaptando a Constituição à realidade social. 2.4 - Poder Constituinte Supranacional O poder supranacional procura a sua validade na cidadania universal, no pluralismo de ordenamentos jurídicos, na vontade de integração e em um conceito remodelado de soberania. Se refere à capacidade de criar uma constituição que se aplica a múltiplos estados, onde cada um cede uma parte de sua soberania para uma estrutura jurídica comum. Resumindo, é a busca por uma ordem constitucional que transcenda as fronteiras nacionais, estabelecendo normas e princípios válidos para uma comunidade de nações. 2.5 - Quem exerce o poder constituinte? messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr É exercido pelo povo, representado por um órgão colegiado. O poder constituinte representa a democracia de um Estado soberano, quando o povo faz suas escolhas de líderes e representantes por meio das eleições, pois é o Congresso Nacional que representa a nação. 3- Princípios Fundamentais da República Federativa do Brasil Os princípios fundamentais são valores que orientaram a elaboração da Constituição. Servem como elementos de interpretação e integração do texto constitucional, contribuindo para a unidade da Constituição. São enumerados logo no início do texto constitucional, após o preâmbulo e estão previstos no Título I da Constituição em quatro artigos. O art. 1º trata dos fundamentos da República Federativa do Brasil. O art. 2º do princípio da separação de Poderes. O art. 3º dos objetivos fundamentais e o art. 4º dos princípios da República Federativa do Brasil nas relações internacionais. 3.1 - Fundamentos da República Federativa do Brasil O primeiro fundamento é a soberania é um tributo do Estado brasileiro, que significa que ele não se subordina a nenhum outro. O segundo fundamento à cidadania demonstra o compromisso do legislador constituinte com o povo. Por meio desse fundamento, procura-se que a participação popular nas decisões políticas do Estado seja crescente, o que é garantido ao longo do texto constitucional por meio do voto, da iniciativa popular, das leis e de outros instrumentos. O terceiro fundamento é a dignidade da pessoa humana, que é a base de todos os direitos fundamentais. Através desse fundamento, o constituinte assegura ao ser humano um lugar central para o Estado brasileiro. A proteção às pessoas passa a ser um fim para o Estado. O quarto fundamento são os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, onde o constituinte reforça que o Estado é capitalista e que o trabalho é um valor de nossa sociedade. E o quinto fundamento é o pluralismo político, e esse princípio garante a inclusão dos diferentes grupos sociais no processo político nacional, outorgando aos cidadãos liberdade de convicção filosófica e política. É uma proteção contra o autoritarismo de qualquer messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr grupo que tente se valer da posição dominante para reprimir aqueles que discordarem. 3.2 - Princípio da Separação dos Poderes A Constituição explicita que os 3 poderes são independentes e harmônicos. Independência é a ausência de subordinação, de hierarquia entre os poderes, ou seja, cada um deles é livre para se organizar e não pode intervir indevidamente (fora dos limites constitucionais) na atuação do outro. Enquanto a harmonia significa colaboração, cooperação e visa garantir que os poderes expressem uniformemente a vontade da União. A independência entre os poderes não é absoluta, ela é limitada pelo sistema de freios e contrapesos, de origem norte-americana. Esse sistema prevê a interferência legítima de um poder sobre o outro, nos limites estabelecidos constitucionalmente. 3.3 - Objetivos Fundamentais São fins a serem seguidos pelo Estado brasileiro, são eles: ● Construir uma sociedade livre, justa e solidária. ● Garantir o desenvolvimento nacional. ● Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. ● Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 3.4 - Princípios da República Federativa do Brasil nas relações internacionais Esse artigo foi inspirado na Carta da ONU e no momento em que o documento foi criado, o maior desejo da humanidade era garantir a paz. Assim, fica fácil memorizar princípios como a igualdade entre os Estados, a defesa da paz, a solução pacífica dos conflitos, o repúdio ao terrorismo e ao racismo e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. 4- Direitos e Garantias Fundamentais messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr Os direitos e garantias fundamentais são instrumentos de proteção do indivíduo garantidos pela CF. Estão baseados no princípio da dignidade da pessoa humana e são potestativos, ou seja, garantem o mínimo necessário para que o indivíduo exista. Garantias fundamentais são os instrumentos que existem com o objetivo de assegurar que o texto constitucional (suas normas e direitos previstos) seja universalmente aplicado dentro do território do Estado. Os remédios constitucionais, por exemplo, podem ser utilizados como exemplos de garantias fundamentais, porque são ferramentas criadas pela própria CF, que têm como objetivo garantir a aplicação dos direitos previstos na mesma. Direitos fundamentais são disposições declaratórias, o que significa que são prerrogativas reconhecidas pelo Estado como válidas. Isso quer dizer que o direito fundamental é uma norma, com vantagens previstas no texto constitucional. Na CF o art. 5º que trata sobre os direitos e garantias e os direitos são: direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. A inviolabilidade desses direitos é a garantia de que a relação entre o indivíduo e o Estado se mantém intacta, juntamente com o Estado Democrático de Direito. ● Direito à vida: é o direito fundamental mais importante para a existência do indivíduo em sociedade. O direito à vida não leva em consideração apenas a garantia de que a pessoa tem direito sobre a própria vida e a sua existência, mas também leva em consideração a condição de viver de forma digna, preservando a integridade física e moral de cada pessoa que vive na nação. Além do direito à vida, práticas que possam humilhar fisicamentee psicologicamente a pessoa são vedadas. A coação e a tortura, por exemplo, são exemplos de práticas que violam diretamente o direito à vida e por isso são proibidas. ● Direito à liberdade: o direito à liberdade não está limitado à liberdade física, de não ser preso ou detido sem motivo ou sem ter infringido a lei. O direito à liberdade engloba o direito de ir e vir, o direito de livre expressão e pensamento, de liberdade intelectual, filosófica e política, da liberdade à manifestação, entre outras. ● Direito à igualdade: trata mais das questões envolvendo o direito de ser tratado como igual perante os demais membros da sociedade. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr Questões relacionadas ao gênero, à classe, à etnia e raça, à crença religiosa e a demais questões são abordadas na CF com o objetivo de dar assistência protetiva legal à possibilidade das pessoas serem tratadas como iguais, tendo em mente as suas diferenças. Direito à segurança: dentro desse direito está a capacidade do Estado em punir aqueles que não respeitam as leis, além de oferecer segurança para que o indivíduo se defenda do Estado quando o mesmo age em desacordo com a CF. O inciso XXXIX do art. 5º, por exemplo, diz que nenhuma pessoa pode ser responsável por crimes que não estejam na lei e nem podem ser penalmente responsáveis sem um julgamento justo e legal. ● Direito à propriedade: é um dos direitos mais importantes para garantir que todos tenham a possibilidade de morar e subsistir de forma digna. Esse direito garante que todos possam desfrutar de propriedades privadas, criando normas protetivas (registros para que a propriedade seja regularizada de forma legal), além de instituir modos de distribuir propriedade a pessoas que não possuem as condições de ter um lugar para moradia e subsistência. É um mecanismo para garantir o direito à propriedade a todos, além de determinar que a propriedade precisa possuir um uso que tenha uma finalidade social (moradia, trabalho, alimentação). 4.1 - Direitos e Deveres individuais e Coletivos É tratado no artigo 5º, CF. ● Inciso I: igualdade (isonomia). ● Inciso II: princípio da legalidade (na visão do cidadão). ● Inciso III: desdobramento da dignidade da pessoa humana. ● Inciso IV: liberdade de expressão (manifestação de pensamento). ● Inciso V: direito de resposta. ● Inciso VI e VII: liberdade religiosa e filosófica. ● Inciso VIII: escusa de consciência (imperativo de consciência). ● Inciso IX: liberdade de expressão e a censura. ● Inciso X: inviolabilidade de honra, imagem e vida privada. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Inciso XI: inviolabilidade domiciliar. ● Inciso XII: inviolabilidade das correspondências e da comunicação. ● Inciso XIII: liberdade profissional. Trata-se de norma de eficácia contida, ou seja, se tiver uma lei que exija qualificações para exercer determinada profissão, as exigências deverão ser obedecidas (exemplo: médico). ● Inciso XIV: direito de acesso à informação e o resguarda os jornalistas. ● Inciso XV: direito de ir e vir. ● Inciso XVI: direito de reunião. ● Incisos XVII, XVIII, XIX, XX e XXI: direito de associação. ● Incisos XXII e XXIII: direito de propriedade. ● Inciso XXIV: desapropriação ordinária. ● Inciso XXV: requisição administrativa da propriedade. ● Inciso XXVI: pequena propriedade rural trabalhada pela família. ● Inciso XXXI: herança. 4.2 - Direitos Sociais São aqueles que têm o objetivo de diminuir as vulnerabilidades sociais, garantindo direitos mínimos à sociedade. Assim, é possível proporcionar uma vida digna para todos os cidadãos de um país. São um desdobramento dos direitos fundamentais, procurando garantir a liberdade individual, igualdade e a solidariedade social. Buscam proteger os cidadãos contra as desigualdades e injustiças sociais, assegurando condições mínimas para uma vida digna. Os direitos sociais se dividem em áreas como: educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados e previdência social. ● Trabalho: é regulado pelo art. 7º e assegura aos trabalhadores direitos mínimos, como a proibição de despedida arbitrária ou sem justa causa, desde que haja indenização compensatória (inciso I). Também prevê o seguro desemprego (inciso II) e o fundo de garantia (inciso III), além da garantia de salário nunca inferior ao mínimo (inciso IV) e o décimo terceiro salário (inciso VII). messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Educação: a educação é essencial e indispensável para o exercício da cidadania. Assim, o Estado deve promover políticas de acesso à educação, a CF garante, por exemplo, que o ensino básico seja ofertado de forma gratuita em todo o território nacional. Para o ensino superior, fica expressamente proibida a cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas. ● Saúde: é um direito humano e passou a ser um direito social de toda pessoa, independente de sua condição social ou econômica, crença religiosa ou política.A principal política pública de saúde no Brasil é o Sistema Único de Saúde (SUS), porque ele proporciona o direito ao acesso universal à saúde. Sua responsabilidade é dividida entre União, estados e municípios. ● Moradia: é tratada como obrigação do Estado criar políticas públicas de moradia a quem necessita. Não é necessariamente direito a uma casa própria, mas sim a um teto, um abrigo em condições adequadas para preservar a intimidade pessoal dos membros da família. ● Segurança: é uma garantia do exercício pleno dos outros direitos sociais, mas a CF não estabelece uma política nacional de segurança, por isso essa função fica sob responsabilidade dos estados e de criação de leis ordinárias. ● Lazer: está relacionado com o direito ao descanso dos trabalhadores, ao resgate de energias para retomada das atividades. A lei assegura o descanso remunerado destinado ao descanso e lazer que seja preferencialmente aos domingos, não podendo ser vendido pelo empregado ao empregador. E férias remuneradas após um período de 12 meses trabalhados,. ● Proteção à maternidade e à infância: a intenção foi garantir que as mulheres pudessem combinar seus papéis de trabalhadoras e de mães e prevenir um tratamento desigual por parte do empregador em razão desse papel. As mulheres têm direito à assistência médica e sanitária, salário maternidade e licença maternidade durante 120 dias. ● Previdência social: garante a assistência aos cidadãos em caso de impossibilidade de trabalhar por motivos de saúde. Também garante messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr assistência financeira por aposentadoria mediante contribuição comprovada pelos anos trabalhados. ● Assistência aos desamparados: a CF estabelece que a assistência social será prestada aos necessitados, independentemente de contribuírem ou não com a previdência social. ● Transporte: foi incluído como direito social através de uma emenda constitucional, mas não existem artigos adicionais que falem sobre o tema, assim, cabe ao legislador infraconstitucionalregulamentar sobre o tema. A sua regulamentação envolve a proteção ambiental, o funcionamento de cidades, o planejamento e gestão urbanas, a sustentabilidade e o bem-estar social e a qualidade de vida, coletivamente. 4.3 - Nacionalidade É um vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado, fazendo com que esse indivíduo passe a integrar o povo daquele Estado e, por consequência, desfrute de direitos e submeta-se a obrigações. A doutrina costuma distinguir a nacionalidade em duas espécies: primária ou originária (involuntária) e secundária ou adquirida (voluntária). A nacionalidade originária é imposta, de forma unilateral, independentemente da vontade do indivíduo, pelo Estado, no momento do nascimento. Isto é, a pessoa já nasce brasileira. Já a nacionalidade secundária é aquela que se adquire por vontade própria, depois do nascimento, normalmente pela naturalização. É uma nacionalidade que, uma vez preenchidos os requisitos exigidos pela CF, a parte deve manifestar seu interesse em adquirir a nacionalidade brasileira. Na CF brasileira admite-se apenas a naturalização secundária expressa e poderá ser ordinária, extraordinária, especial e provisória. Naturalização ordinária ● Todos os estrangeiros, salvo se originários de países com língua portuguesa devem: ○ I- Ter capacidade civil, segundo a lei brasileira. ○ II- Ter residência em território nacional, pelo prazo mínimo de 4 anos. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ○ III- Comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as condições do naturalizando. ○ IV- Não possuir condenação penal ou estiver reabilitado, nos termos da lei. ● Todos os originários de países com língua portuguesa: ○ I- Residência no Brasil por, no mínimo, 1 ano ininterrupto. ○ II- Ter idoneidade moral. ■ Idoneidade moral: é a pessoa que age de acordo com princípios éticos e morais aceitos em seu contexto social. ● Portugueses: ○ I- Ter residência permanente no Brasil. ○ II- Em Portugal o brasileiro deve ser tratado da mesma forma que aqui. Naturalização extraordinária: é concedida a pessoa de qualquer nacionalidade fixada no Brasil há mais de 15 anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeira a nacionalidade brasileira. Naturalização especial: é concedida ao estrangeiro que se encontre em uma das seguintes situações: ● I- Seja cônjuge ou companheiro, há mais de 5 anos, de integrante do Serviço Exterior Brasileiro em atividade ou de pessoa a serviço do Estado brasileiro no exterior. ● II- Seja ou tenha sido empregado em missão diplomática ou em repartição consular do Brasil por mais de 10 anos ininterruptos. Naturalização provisória: poderá ser concedida ao migrante criança ou adolescentte que tenha fixado residência em território nacional antes de completar 10 anos de idade e deverá ser requerida por intermédio de seu representante legal. Perda da nacionalidade: nos casos de cancelamento da naturalização por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional e aquisição de outra nacionalidade. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr 4.4 - Direitos Políticos e Partidos Políticos São um conjunto de garantias que buscam assegurar aos cidadãos a participação no processo político de um país. Esses direitos incluem o voto, o de candidatar-se a cargos políticos, além da possibilidade de manifestar-se politicamente. Além disso, também estão assegurados os direitos de associação política, liberdade de expressão, organizar-se em partidos políticos e a permissão para que os cidadãos influenciem as decisões políticas do Estado, seja mediante plebiscitos, referendos, audiências públicas, etc. Dessa forma, os direitos políticos são importantes para o exercício pleno da cidadania e para a construção de sociedades democráticas e justas. Os regimes democráticos são classificados em 3 espécies: ● Democracia direta: onde o povo exerce por si o poder, sem intermediário, sem representantes. ● Democracia representativa: onde o povo, soberano, elege representantes, concedendo-lhe poderes, para que, em nome deles e para o povo, governem o país. ● Democracia semidireta ou participativa: é uma democracia representativa, com peculiaridades e atributos da democracia direta, a qual, constitui um mecanismo capaz de propiciar, além da participação direta, concreta do cidadão na democracia representativa, controle popular sobre os atos estatais. Os direitos políticos costumam ser classificados da seguinte forma: ● Direitos políticos positivos: são normas relacionadas à participação ativa dos cidadãos na política. ● Direitos políticos negativos: são normas que limitam a participação do indivíduo na vida política. 4.4.1- Direitos políticos positivos Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I- plebiscito; messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr II- referendo; III- iniciativa popular. ● Sufrágio é um direito público e subjetivo, ou seja, o direito de participar do pleito eleitoral. Enquanto o voto é o instrumento para exercer o sufrágio. ● Plebiscito: a consulta é prévia, sendo convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe foi submetido. Ou seja, primeiro consulta-se o povo e só depois a decisão política será tomada. ● Referendo: primeiro se tem o ato legislativo ou administrativo e só depois é submetido à apreciação do povo, que o ratifica (confirma) ou o rejeita (afasta). ● Iniciativa popular: é o poder que o povo possui de levar uma proposta de lei para o poder legislativo. Os direitos políticos positivos se caracterizam tanto pela capacidade eleitoral ativa (direito de votar, capacidade de ser eleitor, alistabilidade) como pela capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado, elegibilidade). ● Capacidade eleitoral ativa: significa se tornar eleitor (alistabilidade) e votar. É obrigatório para os adultos maiores de 18 anos e menores de 70 anos. É facultativo para os analfabetos, maiores de 70 anos e maiores de 16 anos e menores de 18 anos. E vedados para os estrangeiros e os conscritos durante o período do serviço militar obrigatório. ● Capacidade eleitoral passiva: é o direito a ser votado e se eleger a um cargo público (elegibilidade). São condições de elegibilidade: ○ A nacionalidade brasileira; ○ O pleno exercício dos direitos políticos; ○ O alistamento eleitoral; ○ O domicílio eleitoral na circunscrição; ○ A filiação partidária; messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ○ A idade mínima é de 35 anos para Presidente e vice-presidente e senador, 30 anos para governador e vice-governador e 21 para debutado federal, estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz e 18 anos para vereador. E são inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 4.4.2 - Direitos políticos negativos Inelegibilidades: são as circunstâncias (constitucionais ou previstas em lei complementar) que impedem o cidadão do exercício total ou parcialda capacidade eleitoral passiva, ou seja, da capacidade de eleger-se. Portanto, restringem a elegibilidade do cidadão. Inelegibilidades absolutas: São absolutamente inelegíveis, ou seja, nao podem exercer a capacidade eleitoral passiva, em relação a qualquer cargo eletivo: ● O inalistável (quem não pode ser eleito, não pode eleger-se). ● Os estrangeiros. ● Os conscritos (durante o serviço militar obrigatório não podem alistar-se como eleitores). ● O analfabeto (tem direito à alistabilidade e, portanto, direito de votar, mas não pode ser eleito. Inelegibilidade relativa: em razão de algumas situações não pode elger-se para determinados cargos, podendo, porém, candidatar-se e eleger-se para outros, sob os quais não recaia a inelegibilidade. Nesses casos, a inelegibilidade dá-se conforme as regras constitucionais, em decorrência da função exercida, de parentesco, ou se o candidato for militar, bem como em virtude das situações previstas em lei complementar. Perdas dos direitos políticos ● Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado: em decorrência do cancelamento da naturalização, o indivíduo voltará à condição de estrangeiro, não podendo mais se alistar como eleitor nem se eleger, visto que deixa de ter a nacionalidade brasileira. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa: ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, porém, se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir a prestação alternativa fixada em lei, terá como punição a declaração da perda de seus direitos políticos. ● Perda da nacionalidade brasileira em virtude de aquisição de outra: a nacionalidade brasileira é pressuposto para aquisição de direitos políticos, sendo assim, ao perder a nacionalidade brasileira e adquirindo outra, o ex-brasileiro passa a ser estrangeiro, sendo inalistáveis. Suspensão dos direitos políticos ● Incapacidade civil absoluta: como só é possível suspender aquilo que já existia, tem que partir do pressuposto de que o indivíduo tinha direitos políticos e estes foram suspensos. Então só se pode falar de suspensão de direitos políticos em casos de interdição. ● Condenação criminal transitada em julgado: os direitos políticos ficam suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação. ● Exercício assegurado pela cláusula de reciprocidade: A utilização dos direitos políticos em Portugal por um brasileiro importará na suspensão do exercício dos mesmos direitos no Brasil. 4.4.3 - Partidos Políticos O caput do artigo 17 da CF assegura a liberdade para a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, desde que resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. A CF não limitou a quantidade de partidos políticos, mas fixou uma limitação qualitativa e financeira. A limitação qualitativa diz respeito à conformidade ideológica das pretensões do partido com os princípios do Estado Democrático de Direito. E a limitação financeira exige a prestação de contas à Justiça Eleitoral e proíbe o recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr A personalidade jurídica dos partidos políticos (direito privado) é adquirida quando do registro no cartório de Registro Civil. Depois de adquirirem a personalidade jurídica, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. O partido político é livre para fazer coligação nas eleições majoritárias (presidente, governador, prefeito e senador), mas é proibida a coligação nas eleições proporcionais (deputados e vereadores). ● Sistema majoritário: é aplicado nas eleições para presidente, governador, prefeito e senador. É considerado mais simples, porque vence o candidato com a maioria dos votos. ● Sistema proporcional: é utilizado para eleger deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. Os votos não servem apenas para eleger o candidato, mas também para fortalecer o partido ou a coligação que ele pertence. Os votos são somados e a partir disso, as vagas são distribuídas proporcionalmente ao desempenho de cada partido nas urnas. Isso significa que na prática, não necessariamente vai ser eleito o vereador ou deputado que tiver mais votos, porque é feito uma equação e é juntado todo tipo de voto que o partido ou coligação teve e divide pelo número de vagas. Quer dizer que um candidato de outro partido, com menos votos do que o outro, pode ser eleito e o outro que teve mais votos, não. 4.5 - Ações ou remédios constitucionais Os remédios constitucionais são garantias dos direitos e liberdades apresentados na CF. São meios colocados à disposição das pessoas para proteção de seus direitos. Tem como objetivos atacar atos ilegais ou abusivos praticados pelo Poder Público. 4.5.1 - Habeas Corpus Tem como objetivo proteger o direito à liberdade locomoção. O habeas corpus é concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade. Ou seja, o habeas corpus proíbe a prisão abusiva. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr Além de ser gratuito, é o único remédio constitucional que não precisa de advogado para ser solicitado. ● Legitimidade ativa: brasileiros ou estrangeiros, pessoa jurídica (em defesa de pessoa física) e o Ministério Público. A legitimidade passiva é a parte autora do processo. ● Legitimidade passiva: autoridade pública e particulares. A legitimidade passiva é a parte ré de um processo, a pessoa acusada. 4.5.2 - Habeas Data Tem como objetivo assegurar o conhecimento, a retificação ou a complementação de informações relativas à pessoa do requerente, incluídos em registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. Para ser solicitado, precisa ter prova de tentativa de acesso ou correção de dados de forma administrativa perante o órgão público. Além disso, essa ação é gratuita e precisa de advogado para ser ajuizada. ● Legitimidade ativa: brasileiros ou estrangeiros e pessoas jurídicas desde que em nome próprio. A jurisprudência admite que seja proposta pelos herdeiros. ● Legitimidade passiva: órgão ou entidade detentora da informação. 4.5.3 - Mandado de Segurança Tem o objetivo de proteger um direito líquido e certo que está sob ameaça ou foi violado por uma autoridade ou órgão público. É subsidiário, ou seja, só será usado nos casos em que não for cabível habeas corpus ou habeas data. É utilizado sempre que um cidadão desejar combater um ato ilegal ou abusivo, que fira algum de seus direitos constitucionais, desde que não seja o direito de ir e vir (liberdade) e o acesso à informação. Além disso, ele pode ser dividido em individual e coletivo, sendo o individual referente aos direitos individuais e o coletivo referente aos direitos de determinadas entidades. Não é gratuito e para ser solicitado precisa ter um advogado. ● Legitimidade ativa nos mandados individuais: brasileiros ou estrangeiros e pessoa jurídica. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr● Legitimidade ativa nos mandados coletivos: partido político com representação no Congresso Nacional e organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. ● Legitimidade passiva: autoridade pública e pessoa jurídica a ela vinculada, Ministério Público e partido político. 4.5.4 - Mandado de Injunção Seu objetivo é fazer valer uma norma constitucional, quando não existir uma lei regulamentando o exercício de um determinado direito fundamental. Ou seja, é um instrumento para legitimar a aplicação da CF, como forma de tornar todos os direitos fundamentais exercíveis e acessíveis. Sendo assim, o mandado de injunção torna viável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e as prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Não é gratuito e precisa de advogado. ● Legitimidade ativa: brasileiros e estrangeiros e pessoas jurídicas. ● Legitimidade ativa mandado de injunção coletivo: Ministério Público, partido político com representação no Congresso Nacional, organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano e Defensoria Pública. ● Legitimidade passiva: autoridades ou órgãos responsáveis pela elaboração da norma regulamentadora da CF. 4.5.5 - Ação Popular É utilizado para proteger diferentes bens da sociedade, quando estes são objetos de algum ato lesivo da administração pública. Os bens e direitos amparados por essa lei são a moralidade administrativa, o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural. É gratuito e precisa de advogado para ser ajuizado. ● Legitimidade ativa: somente o cidadão. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Legitimidade passiva: autoridade pública e pessoa jurídica de direito público a que pertencer a autoridade que praticou o ato combatido. 4.5.6 - Ação Civil Pública Tem como objetivo proteger o direito do meio ambiente, do consumidor, do patrimônio cultural e outros direitos difusos e coletivos. Pode ser ajuizada somente por entidades indicadas em lei específica. 5- Organização do Estado No Brasil tem-se a República como forma de governo. A República é marcada pela eleição dos representantes do povo, bem como a temporalidade destes no poder. Além disso, esses governantes podem ser responsabilizados por suas condutas contrárias ao ordenamento jurídico, à moral, etc. A República Federativa do Brasil constitui-se em um estado federado, ou seja, a forma de estado é a federação e por isso, o poder é descentralizado do território. O art. 18 da CF estabelece que a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos. A união das diferentes regiões do país é o que dá origem ao federalismo. Cada estado tem o direito de se organizar político-administrativa, criando sua própria constituição. Além disso, os Estados podem fazer suas próprias leis, administrar seus próprios órgãos públicos e se governar. Porém, deve seguir as regras definidas pela CF. Os Municípios e o Distrito Federal também têm autonomia e se organizam por meio da lei orgânica. Além disso, não existe nenhuma relação de hierarquia ou de subordinação entre os entes federativos. São todos autônomos. Também é uma característica das federações a inadmissibilidade do direito de secessão, ou seja, os federativos não podem se desligar do território nacional para constituírem Estados soberanos e nem para integrarem outros países. 5.1 - Organização político-administrativa A organização político-administrativa se refere à forma como um país se estrutura para administrar o território e o poder, envolvendo a relação entre o poder messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr central e as unidades regionais. No Brasil, essa organização é federativa, com a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios como entes autônomos. Além disso, a autonomia se divide em 4 categorias: ● Auto-organização: é a capacidade que os entes têm de se auto-organizar por meio de Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas. ● Autolegislação: é a capacidade que os entes têm para editarem sua própria legislação. ● Autoadministração: é a capacidade que os entes têm para exercer suas atribuições de natureza administrativa, tributária e orçamentária. ● Autogoverno: é a capacidade que os entes têm de eleger seus próprios representantes. A CF estabelece quais são as competência de cada ente, ou seja, quais assuntos cada um pode tratar e decidir. Os entes federados são: ● União: representa o governo central, com poderes sobre todo o território nacional. ● Estados: unidades autônomas que possuem seus próprios governos e leis, mas estão subordinados à CF. ● Distrito Federal: unidade federativa que abriga a capital do país, com características tanto de estado quanto de município. ● Município: unidades menores que também possuem autonomia administrativa, com seus próprios órgãos de governo e leis municipais. 5.2 - União, Estados, Distrito Federal, Municípios e Territórios 5.2.1 - União A União tem duas formas de atuação. Dentro do país ela funciona como uma pessoa jurídica com direitos e deveres legais, sendo parte da federação. Ela tem autonomia para fazer suas próprias leis, se organizar e administrar seus assuntos. Fora do país, a União representa todo o Brasil nas relações internacionais, ou seja, fala em nome de todos os Estados, Municípios e do Distrito Federal em assuntos com outros países.A União é o centro do poder que se forma quando todos os entes federativos se unem pelo Pacto Federativo. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr O Poder Legislativo da União é exercido pelo Congresso Nacional, órgão bicameral constituído pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. E o Poder Executivo da União é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado. A União possui competências administrativas (materiais) e competências legislativas. As competências administrativa (materiais) definem o campo de atuação da União no âmbito da organização político-administrativa do Estado. São classificadas em exclusiva (assuntos sobre os quais a atuação/execução de tarefas somente a União realiza) e comum (assuntos cuja realização de atividades é feita pela União, pelos Estados, Distrito Federal e Municípios). A competência exclusiva da União é indelegável aos Estados. E as competências legislativas definem os assuntos sobre os quais as normas jurídicas regulamentares serão criadas pela União. São classificadas em privativa (matérias em que a legislação é feita pela União) e concorrente (matérias em que a União, os Estados e o Distrito Federal legislam). A competência privativa é delegável aos Estados, desde que mediante lei complementar e acerca de partes específicas. E na competência concorrente, a União fixa as normas gerais sobre um determinado assunto e os Estados e Distrito Federal cumprem as normas gerais e acrescentam as normas específicas. Se a União se omitir, os Estados e o DF exercerão a competência legislativa plena (criação de normas gerais e de normas específicas). 5.2.2 - Estados Os estados-membrossão a segunda esfera de soberania na República Federativa do Brasil. Diferente da União, são apenas pessoas jurídicas de direito público interno, não possuindo representação no plano do direito internacional. Possui autonomia organizacional, de governo, legislativa e administrativa. Os estados membros têm o direito de se organizar de acordo com as suas próprias constituições, sempre dentro dos limites de competência estabelecidos pela CF. Os estados têm um governo próprio, que funciona de acordo com as necessidades e características específicas de cada um. Em relação à capacidade legislativa, os Estados têm capacidade legislativa residual. Assim, cabe aos Estados legislar sempre que não for vedada a messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr competência em relação ao assunto. Se for de competência exclusiva da União, por exemplo, não poderá legislar. Já a capacidade de administração diz respeito à autonomia do estado em gerir, sendo característico de sua própria natureza de ente federativo. O Poder Legislativo é unicameral e exercido pela Assembleia Legislativa, composta de representantes do povo (deputados estaduais). O Poder Executivo é exercido pelo Governador, auxiliado pelos Secretários de Estado. A competência não está enumerada na CF. São reservadas aos estados as competências que não forem da CF. Em relação a criação de novos estados, é prevista em nossa CF. Os novos estados podem se formar por: ● Incorporação (fusão): acontece quando dois ou mais estados se unem para formar um só. ● Subdivisão: ocorre quando um estado originário se divide em outros estados. ● Desmembramento: ocorre quando uma parte do estado originário se divide, surgindo um novo estado, sem que elimine o original. Importante lembrar que a criação de novos estados depende de lei complementar após plebiscito perante a população interessada na mudança. 5.2.3 - Municípios Os municípios estão, de certa forma, submetidos aos limites dos Estados ao qual pertencem, bem como à União, dentro de suas competências. Cabe aos municípios as competências de legislar sobre os assuntos de interesse local, suplementar a legislação federal e a estadual no que couber, organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial e promover no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano. O Poder Legislativo Municipal é unicameral, exercido pela Câmara Municipal, composta de representantes do povo (vereadores). O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito, com o auxílio dos Secretários Municipais. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr A criação de novos municípios tem um grande obstáculo à criação, visto que tem necessidade de promulgação de lei complementar federal para que se possa criar um município por desmembramento ou incorporação. 5.2.4 - Distrito Federal O DF se comporta ora como Estado e ora como Município. Trata-se de uma pessoa jurídica de direito público interno, cujas autonomias se encontram previstas na CF. Em relação a autonomia organizacional, a autonomia do DF é parecida com a de um município, já que ambos têm suas próprias regras. Mas não é exatamente igual e isso fica claro no modo como é governado: quem comanda é um governador e vice-governador, que representam os Estados-Membros e não os Municípios. A autonomia de administração do DF é semelhante a dos demais entes federativos, cabendo a ele compreender quais são os organismos de gestão que melhor lhe caibam. Em relação à capacidade legislativa, o DF possui tanto as competências dos estados-membros como as dos municípios, já que tem natureza dúplice. Uma peculiaridade sobre o DF é que ele não se subdivide em municípios, sendo um ente único. Ou seja, não existem eleições municipais em Brasília, nem nas cidades satélites. As cidades satélites são meras divisões administrativas do DF e não entes federativos municipais. 5.2.5 - Territórios Federais Não existe hoje, na prática, nenhum território federal, mas a CF não proíbe sua existência. Antes da CF de 1988 existiam 3 territórios federais no Brasil: Amapá, Roraima e Fernando de Noronha. Fernando de Noronha foi incorporado ao estado de Pernambuco e Amapá e Roraima tornaram-se estados autônomos. Os territórios federais não são entes federativos. Sua administração é vinculada à União e, por isso, não tem autonomia de governo. Sendo assim, o governante do território federal é escolhido pelo Presidente da República. 5.3 - Repartição de Competência messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr As competências legislativas definem os assuntos sobre os quais cada ente federado poderá legislar, ou seja, diz respeito aos temas que a União, os Estados, o DF e os Municípios poderão criar normas jurídicas. ● Competência Legislativa: determina quais entes podem criar leis sobre determinados assuntos. ○ Privativas: a União tem exclusividade na legislação sobre certos temas. ○ Concorrentes: a União estabelece normas gerais e os estados e o DF podem legislar suplementarmente. ● Competência Administrativa (material): define as ações que cada ente pode executar. ○ Exclusivas: a União é a única a realizar determinadas tarefas. ○ Comuns: União, estados, DF e municípios podem realizar certas atividades. ● Outras competências: ○ Residual: estados têm competência sobre matérias que não são exclusivas da União ou dos municípios. ○ Supletiva: os municípios podem suplementar a legislação estadual em áreas de interesse local. 5.4 - Intervenção Refere-se à atuação de um ente federativo (União ou Estado) sobre outro (Estado ou Município, respectivamente) para garantir o cumprimento da CF, da lei ou da ordem judicial, ou para restabelecer a ordem pública. É uma medida excepcional e temporária, com objetivos específicos e sujeita a condições e limites. A intervenção, seja federal ou estadual, atua como um mecanismo para garantir o equilíbrio e a harmonia do sistema federativo. Quando um ente federativo não cumpre suas obrigações ou age em desacordo com a CF, a intervenção procura estabelecer a ordem e assegurar a continuidade da federação. É um instrumento importante para a organização e o funcionamento do Estado, mas seu uso deve ser criterioso e justificado, porque afeta a autonomia dos entes federados. É fundamental que a intervenção seja utilizada apenas em messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr situações extremas e com respeito aos princípios constitucionais que regem o sistema federativo brasileiro. 5.4.1 - Intervenção Federal ● A União pode intervir nos Estados e Municípios em casos previstos na CF (art. 34). ● As hipóteses de intervenção federal são taxativas e incluem, entre outras, garantir a segurança nacional, a ordem pública, a execução de lei federal ou decisão judicial, a prestação de contas ou a aplicação do mínimo exigido em educação e saúde. ● A intervenção federal é sempre decretada por ato do Presidente,com posterior apreciação pelo Congresso Nacional (controle Político) 5.4.2 - Intervenção Estadual: ● Um estado pode intervir em seus municípios, mas não em outros estados ou na União (art. 35). ● As hipóteses de intervenção estadual são semelhantes às da intervenção federal, mas aplicáveis aos municípios. ● O controle político da intervenção estadual é exercido pela Assembleia Legislativa do Estado. 5.4.3 - Princípios da Intervenção ● Excepcionalidade: a intervenção é medida extrema e só deve acontecer quando for estritamente necessária. ● Taxatividade: as hipóteses de intervenção são limitadas e especificadas na CF. ● Temporariedade: a intervenção deve ter duração limitada e cessar quando forem removidos os motivos que a justificaram. ● Necessidade: a intervenção deve ser comprovadamente justificada por situações que comprometam a ordem constitucional ou a ordem pública. 5.5 - Administração Pública Administração pública refere-se ao conjunto de atividades e órgãos responsáveis por gerir os serviços e políticas do Estado, com o objetivo de atender messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr às necessidades da sociedade e promover o bem-estar coletivo. Ela envolve o planejamento, execução e controle das ações governamentais, buscando a eficiência e a efetividade na prestação de serviços públicos. A administração pública engloba a estrutura e o funcionamento dos órgãos e entidades responsáveis pela prestação de serviços públicos e pela execução de políticas públicas. Servidores públicos e militares são categorias distintas de agentes públicos, com regimes jurídicos próprios, direitos e deveres específicos. A administração pública, em suas diversas esferas (federal, estadual e municipal), deve obedecer a princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme o art. 37. A administração pública pode ser direta, composta por órgãos integrados aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ou indireta, formada por entidades como autarquias e fundações. ● Administração Pública Direta: é exercida pelos próprios órgãos da administração centralizada, como ministérios e secretarias, sem personalidade jurídica própria. ● Administração Pública Indireta: é exercida por entidades com personalidade jurídica própria, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. A administração pública é regida por diversos princípios, sendo estes: ● Legalidade: a administração pública deve agir dentro dos limites da lei. ● Impessoalidade: a administração pública deve tratar todos os cidadãos de forma igualitária, sem favorecimentos ou discriminações. ● Moralidade: a administração pública deve agir com honestidade, probidade e ética. ● Publicidade: a administração pública deve garantir a transparência de suas ações e decisões. ● Eficiência: a administração pública deve buscar a melhor forma de utilizar os recursos públicos para atingir seus objetivos. ● Proporcionalidade e Razoabilidade: as ações da administração pública devem ser proporcionais e adequadas aos fins que se pretende alcançar. ● Ampla defesa e Contraditório: em processos administrativos deve ser garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● Supremacia do interesse público: o interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado. Os servidores públicos são pessoas físicas investidas em cargos públicos, sujeitos a um regime jurídico único estabelecido por cada ente federativo. Eles podem ser estatutários (ocupantes de cargos efetivos) ou temporários (contratados por tempo determinado). Servidores têm direitos como remuneração, férias, licenças e aposentadorias, mas também devem cumprir deveres como respeito à hierarquia, zelo pelo patrimônio público e obediência às normas. Os militares são servidores públicos com regime jurídico específico, organizados com base na hierarquia e disciplina. A eles se aplicam disposições específicas, como a proibição de sindicalização e greve, e restrições à filiação partidária enquanto em serviço. Em relação à responsabilidade, tanto servidores públicos quanto militares podem ser responsabilizados civil, penal e administrativamente por seus atos no exercício da função. A lei estabelece prazos de prescrição para ilícitos que causem prejuízos ao dinheiro público, e as pessoas jurídicas de direito público e privado prestadores de serviços públicos respondem pelos danos causados por seus agentes, com direito de regresso em casos de dolo ou culpa. 6 - Organização dos Poderes Os poderes são divididos em Legislativo, Executivo e Judiciário. O poder em si é um só, mas ocorre uma divisão de atribuições e funções do Estado. O Estado precisa agir para estar presente na vida das pessoas, criando regras e garantindo que elas sejam cumpridas. Para evitar abusos e autoritarismo, essa divisão de funções é uma forma eficiente de exercer o poder. A independência entre os poderes, ou seja, o fato de um não poder interferir no outro de forma indevida, é o que garante o bom funcionamento e o equilíbrio do Estado. No exercício de suas atribuições e obedecendo os limites da lei, o poder legislativo, executivo e o judiciário devem procurar realizar a finalidade do Estado, que é: ● A construção de uma sociedade livre, justa e solidária. ● A garantia do desenvolvimento nacional. messages.downloaded_by messages.pdf_cover_qr_code_label lOMoARcPSD|65711977 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=direito-constitucional-concurso-tjpr ● A erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais. ● A promoção do bem de todos, afastando os preconceitos de origem, raça, sexo, cor idade e quaisquer outras formas de discriminação. A CF adota o princípio da tripartição do poder e os poderes são harmônicos, mas independentes entre si, tendo autonomia para atuar. Eles possuem atribuições distintas, mas sua autonomia permite que eles limitem uns aos outros, impedindo que exista abuso de poder e garantindo o funcionamento harmônico da nação. Importante ressaltar que a divisão do poder do país é um critério de organização que não pode ser abolido, porque é considerado cláusula pétrea. ● Cláusulas Pétreas: são dispositivos da CF que não podem ser alterados por emendas constitucionais, ou seja, são imutáveis. 6.1 - Poder Legislativo A principal função do poder legislativo é legislar, ou seja, fazer a proposta de leis que tragam benefícios para a população. Além disso, também faz a supervisão das ações que são de responsabilidade do poder executivo. Estão presentes os Deputados Federais e Senadores no âmbito federal. Os Deputados Estaduais ou Distritais no âmbito federal e no âmbito municipal, os Vereadores. Os legisladores devem atuar como intermediários entre os cidadãos e o governo, exercendo sua função representativa. Isso significa que precisam ouvir atentamente seus eleitores, compreender as questões que mais lhes importam e agir de acordo com essas demandas para o bem-estar comum e os interesses da sociedade. Por esse motivo, o poder legislativo é o mais acessível para a sociedade civil, porque o parlamento é considerado a casa do povo. Lá é possível procurar seus representantes e pressioná-los por mudanças ou pedir auxílio e intervenção para uma causa específica, seja para provocar discussões ou mesmo