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Controle de Tensão na Rede

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Questões resolvidas

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E-Book	-	Apostila
Esse	arquivo	é	uma	versão	estática.	Para	melhor	experiência,	acesse	esse	conteúdo	pela	mídia	interativa.
Unidade	2	-	CONTROLE	DE	TENSÃO	NA	REDE
BÁSICA,	CONTROLE	DE	TENSÃO	NO	SDAT,
CONTROLE	DE	TENSÃO	NO	SDMT	E
CONTROLE	DE	TENSÃO	NO	SDBT
E-Book	-	Apostila
E-Book	-	Apostila
2	-	32
Introdução	da	unidade
A	qualidade	de	energia	é	um	 tópico	 importante	para	o	 sistema	elétrico	 como	um
todo.	 Qualquer	 distúrbio	 nesse	 sentido	 pode	 comprometer	 o	 bom	 funcionamento
de	um	equipamento	eletroeletrônico	e	resultar	em	redução	da	sua	vida	útil,	devido
ao	aquecimento	de	 condutores,	 ao	aumento	da	velocidade	de	 rotação	ou	mesmo
ao	 consumo	 extra	 e	 desnecessário	 de	 energia.	 Dois	 dos	 fatores	mais	 comuns	 no
que	 diz	 respeito	 a	 falhas	 no	 recebimento	 de	 energia	 elétrica	 são	 a	 frequência
elétrica	 e	 a	 severidade	 de	 desvios.	 É	 uma	 necessidade	 garantir,	 tanto	 quanto
possível,	 que	 um	 sistema	 de	 transmissão	 e	 distribuição	 de	 energia	 elétrica	 seja
efetivo	 e	 forneça,	 qualitativa	 e	 quantitativamente,	 a	 demanda	 exigida	 por	 seus
consumidores.
Em	 suma,	 um	 Sistema	 Elétrico	 de	 Potência	 (SEP)	 tem	 por	 função	 transmitir
potência	gerada	em	usinas,	qualquer	que	seja	a	fonte	primária,	dos	geradores	até
os	consumidores,	para	que	sejam	atendidas	as	cargas	demandadas.	Essa	função	é
subdividida	 em	 etapas:	 geração,	 transmissão	 e	 distribuição.	 Obviamente,	 uma
empresa	 pode	 atuar	 em	 apenas	 um	 desses	 subsistemas,	 e,	 qualquer	 que	 seja	 o
segmento,	 há	 necessidade	 de	 um	 órgão	 que	 coordene	 e	 controle	 a	 operação
independente	e	particular	a	cada	um,	o	Operador	Nacional	do	Sistema	(ONS).	Além
disso,	o	ONS	garante	a	integração	por	meio	do	Sistema	Interligado	Nacional	(SIN),
sob	a	fiscalização	e	a	regulação	da	Agência	Nacional	de	Energia	Elétrica	(Aneel).
Planejar,	 monitorar	 e	 garantir	 a	 segurança	 do	 suprimento	 de	 energia	 no	 setor
elétrico	brasileiro	é	responsabilidade	maior	do	Ministério	de	Minas	e	Energia.	Para
cumprimento	 dessas	 tarefas,	 são	 estabelecidos	 parâmetros	 regulatórios:	 regras,
procedimentos	 e	 indicadores	 tanto	 para	 as	 empresas	 envolvidas	 na	 transmissão
(qualidade	na	oferta),	a	partir	da	geração,	quanto	para	as	distribuidoras	(qualidade
no	 consumo)	de	energia	 elétrica.	 É	 consenso	que	a	qualidade	da	energia	elétrica
está	diretamente	relacionada	à	qualidade	da	tensão.
Neste	material,	 serão	 abordados	 aspectos	 relativos	 a	 como	 é	 feito	 o	 controle	 de
tensão	com	os	principais	critérios	aplicáveis	à	rede	básica:	tensão	de	atendimento
em	 regime	 permanente;	 flutuação	 de	 tensão;	 desequilíbrio	 de	 tensão;	 distorção
harmônica	de	tensão	e	Variação	de	Tensão	de	Curta	Duração	(VTCD),	por	meio	da
apresentação	 dos	 indicadores	 e	 respectivo	 gerenciamento	 de	 cada	 um	 deles,	 de
acordo	 com	 as	 normas	 vigentes,	 nos	 Sistemas	 de	 Distribuição	 em	 nível	 de	 Alta
Tensão	 (SDAT),	 de	Média	 Tensão	 (SDMT)	 e	 de	 Baixa	 Tensão	 (SDBT).	 Afinal,	 esse
insumo	 é	 essencial	 e	 tem	 custo	 elevado,	 como	 se	 percebe,	 mensalmente,	 nas
tarifas	que	chegam	às	nossas	residências.
Controle	de	tensão	na	rede	básica	
E-Book	-	Apostila
3	-	32
Um	Sistema	Elétrico	de	Potência	tem	a	função	de	suprir	os	consumidores,	grandes
ou	 pequenos,	 fornecendo-lhes,	 no	 instante	 desejado,	 a	 energia	 elétrica	 na
quantidade	 demandada	 com	 a	 qualidade	 adequada.	 Em	 nosso	 país,	 o	 SEP	 é
subdividido	 em	 três	 subsistemas,	 com	 as	 funções:	 gerar,	 transmitir	 e	 distribuir
energia	elétrica	aos	consumidores	 finais.	Em	particular,	o	sistema	de	transmissão
é	responsável	pelo	transporte	da	energia	dos	pontos	de	produção	até	os	pontos	de
suprimento,	 e	 o	 sistema	 de	 distribuição	 transporta	 essa	 energia	 até	 os
consumidores	finais	(ROBBA,	2020).
O	sistema	de	transmissão	conecta	uma	rede	de	linhas	que	envolve	todo	o	território
nacional	 e	 compõe	 parte	 do	 Sistema	 Interligado	 Nacional.	 O	 SIN	 é	 composto	 por
mais	de	145	mil	quilômetros	de	linhas	de	transmissão,	com	tensões	que	variam	de
230	 kV	 a	 800	 kV.	 Paralelamente,	 o	 subsistema	 de	 distribuição	 do	 país	 é	 dividido
em	média	e	baixa	tensões.	As	redes	de	média	tensão	caracterizam-se	por	tensões
entre	 13,8	 kV	 e	 34,5	 kV,	 em	 configuração	 radial.	 São	 redes	 trifásicas	 no	 tronco,
mas	 também	 apresentam	 ramais	 bifásicos	 e	 monofásicos,	 tipicamente	 utilizados
em	zonas	rurais	(MÉFFE	et	al.,	2002).	
Evidentemente,	 os	 três	 processos	 precisam	 ser	 coordenados	 e	 controlados
concomitantemente.	 Em	 nosso	 país,	 as	 definições	 que	 garantem	 as	 condições
operativas	 do	 SIN	 são	 responsabilidade	 do	 Operador	 Nacional	 do	 Sistema.
Empresas	 atuantes	 nos	 três	 subsistemas	 do	 SEP	 estão	 sob	 a	 fiscalização	 e	 a
regulação	 da	 Agência	 Nacional	 de	 Energia	 Elétrica,	 cuja	 missão	 é	 proporcionar
condições	 favoráveis	 para	que	o	mercado	de	 energia	 elétrica	 se	 desenvolva	 com
equilíbrio	entre	os	agentes	e	em	benefício	da	sociedade	(ANEEL,	2023).
O	ONS	define	uma	sistemática,	 composta	por	 indicadores	de	desempenho	para	a
rede	básica.	São	eles:	tensão	de	atendimento	em	regime	permanente;	flutuação	de
tensão;	 desequilíbrio	 de	 tensão;	 Variação	 de	 Tensão	 de	Curta	Duração	 (VTCD);	 e
distorção	harmônica	de	tensão	(ONS,	2017).	Há	valores	limites	de	referência,	para
que	 se	 garanta	 a	 qualidade	 de	 energia	 elétrica.	 No	 que	 diz	 respeito	 à	 tensão,	 a
avaliação	 é	 feita	 por	 meio	 da	 medição	 de	 valores	 no	 barramento,	 sob
responsabilidade	das	concessionárias	de	transmissão.
De	acordo	com	a	Resolução	Normativa	Aneel	nº	67,	de	2004,	os	critérios	exigidos
são	aplicáveis	a:
Recurso	Externo
Recurso	é	melhor	visualizado	no	formato	interativo
Tensão	de	atendimento	em	regime	permanente
E-Book	-	Apostila
4	-	32
No	quesito	tensão	de	atendimento	em	regime	permanente,	o	objetivo	é	identificar,
junto	às	 concessionárias	de	 transmissão,	 se	o	barramento	está	 com	desempenho
adequado.	 Caso	 constate-se	 o	 contrário,	 são	 propostas	 ações	 de	 correção.	 A
periodicidade	de	levantamento	de	valores	é	mensal,	e	tais	dados	são	armazenados
pelo	ONS.	Os	indicadores	utilizados	nesse	caso	são:	a	Duração	Relativa	de	Violação
de	 Tensão	 Precária	 (DRP)	 e	 a	 Duração	 Relativa	 de	 Violação	 de	 Tensão	 Crítica
(DRC).	 O	 cálculo	 desses	 indicadores	 em	 cada	 uma	 das	 fases	 do	 SEP	 é	 descrito
pelas	expressões	nas	equações	a	seguir.	Após	cálculo,	a	classificação	da	tensão	de
atendimento	 em	 regime	 permanente,	 em	 função	 da	 tensão	 nominal	 para
barramentos	sob	responsabilidade	de	concessionárias	de	transmissão,	deve	seguir
o	estabelecido	na	tabela	que	se	encontra	na	sequência.
	
	
																															
																																					
	
																															
																																							
Em	que:	
E-Book	-	Apostila
5	-	32
número	de	leituras	da	fase	com	tensão	de	atendimento	precária,	em
base	mensal;
número	de	leituras	da	fase	com	tensão	de	atendimento	crítica,	em	base
mensal;
número	de	leituras	da	fase,	em	base	mensal.
Tensão	nominal	do	ponto
de	observação	da		tensão
(kV)	
Classificação	do	desempenho	da	tensão	de
atendimento	em	regime	permanente
Adequado Precário	 Crítico
TN	≥	230	 0,95	TC	≤	TL	≤
1,05	TC
0,93	TC	≤	TL		1,07
TC	
69	≤	TN		1,07
TC
1		1,05
TC	
E-Book	-	Apostila
6	-	32
TABELA	1	-		Classificação	do	desempenho	da	tensão
Fonte:	ONS,	2017	[Adaptada].
Nota:	TC	=	Tensão	contratada	(kV);	TL	=	Tensão	de	leitura	(kV);	TN	=	Tensão
nominal	(kV).	
Na	fronteira	da	rede	básica,	TC	=	TN.
Quando	 o	 desempenho	 da	 tensão	 é	 classificado	 como	 crítico,	 o	ONS,	 juntamente
com	os	responsáveis	pelo	controle	do	ponto	de	observação,	deve	analisar	tanto	as
causas	 quantoos	 afetados.	 Se	 for	 detectada	 uma	 causa	 sistêmica,	 o	 ONS	 é	 o
responsável	 para	 proposição	 de	 alternativas	 de	 solução,	 que	 podem	 incluir
implantação	 de	 reforço	 ou	 ampliação	 das	 instalações	 de	 transmissão.	 Se	 a
inadequação	for	pontual,	o	agente	responsável	deve	ser	 identificado	e	notificado,
para	atender	às	recomendações	estabelecidas	pelo	ONS.
FIGURA	1	-	Classificação	da	tensão	de	atendimento	em	regime	permanente
Fonte:	ONS,	2017,	on-line.
Todo	o	histórico	de	causas,	bem	como	ações	e	recomendações	deliberadas,	serão
mantidos	em	base	de	dados	junto	ao	ONS.	
E-Book	-	Apostila
7	-	32
Flutuação	de	tensão
Para	a	operação	adequada	de	um	sistema,	 é	necessário	manter	 a	 frequência	 e	 a
tensão	da	rede	dentro	de	 limites	em	torno	de	seus	valores	nominais.	Para	alguns
países,	a	frequência	de	grandes	redes	elétricas	é	mantida	em	um	intervalo	menor
que	±	0,	1%	do	valor	nominal.	A	tensão	pode	variar	em	uma	faixa	que	vai	de	±	5%
até	±	7%	do	valor	nominal	nos	pontos	de	distribuição,	dependendo	do	país.
A	 flutuação	 de	 tensão	 é	 um	 fenômeno	 aleatório,	 que	 pode	 ser	 repetitivo	 ou
esporádico,	 causado	 por	 alterações	 no	 valor	 eficaz	 da	 tensão.	 Todo	 alimentador
possui	 uma	 carga	que	 varia,	 ciclicamente,	 sua	 corrente	 e	 provoca	uma	alteração
correspondente	 da	 tensão.	 Em	 uma	 rede	 de	 energia,	 não	 é	 possível	 manter	 a
tensão	 em	 toda	 a	 extensão,	 pois	 a	 própria	 resistência	 do	 cabeamento	 elétrico
causa	 queda	 de	 tensão	 progressiva	 desde	 o	 transformador.	 Portanto	 é	 um
problema	inerente	à	natureza	de	transportar	e	distribuir	energia	elétrica,	conforme
mostra	a	figura	a	seguir.
FIGURA	1	-	Queda	de	tensão	em	linha	de	transmissão
Fonte:	Elaboração	da	autora,	2023.
E-Book	-	Apostila
8	-	32
Essa	variação	pode	afetar	o	comportamento	de	cargas	sensíveis	ao	valor	eficaz	da
tensão	 de	 alimentação	 como	 ventiladores	 e	 lâmpadas	 incandescentes,
aquecedores	e	fornos	elétricos	com	controle	automático	de	temperatura,	aparelhos
de	 solda	 elétrica,	 elevadores	 e	 outros.	 O	 efeito	 da	 flutuação	 de	 tensão	 é
perceptível,	 historicamente,	 no	 desconforto	 causado	 pela	 variação	 da
luminosidade	 de	 uma	 lâmpada.	 Denominado	 como	 cintilação	 luminosa	 ou	flicker
(em	inglês),	tal	efeito	pode	provocar	disfunções	neurológicas	ao	observador,	ainda
que	 se	 considere	 lâmpadas	 incandescentes	 como	 banidas	 em	 uso	 comercial
(DECKMANN;	POMILIO,	2017).
É	 possível	 e	 necessário	 quantificar	 o	 incômodo	 visual	 causado	 percebido	 pelas
pessoas	 expostas	 ao	 fenômeno	 de	 cintilação	 por	 meio	 dos	 indicadores:	 (1)	 de
Severidade	de	Cintilação	de	Curta	Duração	(Pst),	que	representa	a	severidade	dos
níveis	 de	 cintilação	 causados	 pela	 flutuação	 de	 tensão	 verificada	 num	 período
contínuo	de	dez	minutos	e	é	calculado	de	acordo	com	a	primeira	equação	a	seguir;
e	 (2)	 de	 Severidade	 de	 Cintilação	 de	 Longa	 Duração	 (Plt),	 que	 representa	 a
severidade	 dos	 níveis	 de	 cintilação	 causados	 pela	 flutuação	 de	 tensão	 verificada
num	período	contínuo	de	duas	horas	e	é	calculado	conforme	a	segunda	equação	a
seguir	(ONS,	2017).
	
	
	
																																																		
	
E-Book	-	Apostila
9	-	32
	
																																											
																																																		
	
Em	que:
	 nível	 de	 sensação	 de	 cintilação	 que	 foi	 ultrapassado	 durante	 i%	 do	 tempo,
resultante	 do	 histograma	 de	 classificação	 por	 níveis,	 calculado	 conforme
estabelecido	na	Publicação	IEC-61000-4-15	(SİLSÜPÜR;	TÜRKAY,	2015).
Depois	 que	 os	 indicadores	 são	 calculados,	 devem	 ser	 comparados	 com	 o	 padrão
exigido.	 Esse	 padrão	 é	 caracterizado	 por	 indicadores	 nacionais,	 denominados
PstD95%	e	PltS95%.	Os	limites	de	aceitação	(ou	não)	que	precisam	ser	respeitados
são	 aplicados	 ao	 Ponto	 de	 Acoplamento	 Comum	 (PAC).	 Tais	 limites	 são
estabelecidos	 com	 a	 premissa	 de	 que	 o	 limite	 global	 inferior	 para	 as	 tensões
secundárias	 nos	 sistemas	 de	 distribuição	 (220	 V	 ou	 127	 V).	 O	 primeiro	 limite,
denominado	“global”,	é	de	1	pu.	Esse	valor	é	fixo,	mas	pode	sofrer	alterações,	por
determinação	da	Aneel.	O	segundo	limite,	denominado	“individual”,	é	determinado
por	meio	de	cálculos	específicos	para	cada	instalação.	Isso	se	deve	ao	fato	de	que
cada	 uma	 possui	 equipamentos	 distintos	 com	 características	 não	 lineares
responsáveis	 pelo	 efeito	 de	 flutuação	 na	 tensão.	 Os	 limites	 global	 e	 individual
determinados	pela	Aneel	são	indicados	na	tabela	que	segue.	
Limite PstD95% PltS95%
Limite	global	inferior
Limite	global	superior
TABELA	2	-	Limites	globais	para	flutuação	de	tensão
E-Book	-	Apostila
10	-	32
Fonte:	ONS,	2017,	on-line.
Nota:
FT 	 é	 o	 fator	 de	 transferência;	 idealmente,	 é	 medido	 em	 um	 ponto	 entre	 o
barramento	 do	 sistema	 de	 transmissão	 e	 o	 barramento	 da	 rede	 secundária	 de
distribuição	eletricamente	mais	próximo.	O	cálculo	do	FT	depende	da	relação	entre
o	 valor	 dos	 indicadores	 nacionais	 denominados	 PltS95%	do	 barramento	 que	 está
sob	 avaliação,	 e	 o	 valor	 do	 PltS95%	 do	 barramento	 da	 rede	 secundária	 de
distribuição.	Se	a	medição	não	for	feita,	os	FT	apresentados	na	tabela	“Fatores	de
transferência,	em	função	da	tensão	nominal	de	barramento”	devem	ser	aplicados
(ONS,	2017,	on-line).		
PstD95% PltS95%
TABELA	3	-	Limites	individuais	para	flutuação	de	tensão
Fonte:	ONS,	2017,	on-line.
A	matemática	é	uma	linguagem.	Muitos	problemas	precisam	ser	modelados	por
meio	de	equações	se	quisermos	simular	respostas,	fazer	previsões,	abstrações	e
até	inferências	em	fenômenos	observáveis.	Isso	só	é	possível	quando	somos
capazes	de	entender	os	códigos	envolvidos.	Na	engenharia	elétrica,	alguns
conteúdos	essenciais	funcionam	como	códigos,	tornando	possível	acesso	a
conhecimentos	mais	aprofundados.	Esse	é	o	caso	dos	números	complexos,	das	leis
da	eletricidade	e	do	Sistema	por	Unidade	(pu).	A	indicação	a	seguir	tratará	sobre
esse	assunto.	Confira!
E-Book	-	Apostila
11	-	32
DICA
Sistema	 por	 Unidade,	 mais	 conhecido	 pela	 sua
abreviatura	pu,	 é	 uma	 forma	 amplamente	 usada
para	 expressar	 as	 grandezas	 elétricas	 em	 um
circuito	de	maneira	normalizada.	Há	vantagens	na
utilização	 desse	 sistema.	 Para	 conhecê-lo	 em
detalhes,	 leia	 da	 página	 106	 à	 114	 da	 referência
que	 segue,	 intitulada	 “Introdução	 a	 sistemas
elétricos	de	potência”.	Bons	estudos!
Para	conferir	a	leitura,	clique	ou	copie	o	link	a
seguir	em	seu	navegador	e	acesse	a	Minha
Biblioteca:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/bo
oks/9788521217824/pageid/6
	
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521217824/pageid/6
E-Book	-	Apostila
12	-	32
É	essencial	conhecer	e	operar	bem	usando	esse	sistema.	Portanto	é	importante
que	o	engenheiro	eletricista	em	formação	saiba	como	o	sistema	pu	simplifica	a
análise	e	os	cálculos	em	SEP.
Desequilíbrio	de	tensão
Com	base	em	toda	a	conjuntura	temática	apresentada	na	unidade,	convidamos
você	a	assistir	o	vídeo	a	seguir,	a	fim	de	ampliar	a	esfera	de	conhecimentos	sobre
desequilíbrio	de	tensão.	Vamos	lá?
Recurso	Externo
Recurso	é	melhor	visualizado	no	formato	interativo
Fundamentando-se	nos	conhecimentos	que	o	vídeo	aprofundou,	certamente	o
campo	de	estudos	a	respeito	de	desequilíbrio	de	tensão	está	mais	coerente	agora.
Tente	pensar	nessas	contribuições.
Distorção	harmônica	de	tensão
Cargas	 elétricas	 controladas	 eletronicamente	 possuem,	 em	 sua	 essência,
características	 intrínsecas	de	não	 linearidade,	 responsáveis	pela	possível	geração
de	 distorções	 harmônicas.	 Uma	 vez	 que	 causam	 picos	 de	 disparo	 (spikes),
possuem	 a	 vantagem	 de	 não	 requererem	 corrente	 elétrica	 constantemente
(MARCONCIN,	 2009).	 Todavia	 a	 solicitação	 de	 tais	 “picos”,	 em	 determinados
instantes,	 retira	 a	 linearidade	 do	 espectro	 e	 leva	 à	 degradação	 da	 qualidade	 de
energia.	 As	 fontes	 geradoras	 de	 harmônicas	 presentes	 no	 SEP	 são	 bastantevariadas,	 advindas	 não	 apenas	 das	 concessionárias,	 mas	 também	 dos
consumidores,	principalmente	industriais.
E-Book	-	Apostila
13	-	32
É	 fato	 que	 as	 componentes	 harmônicas	 causam	 problemas	 de	 qualidade	 de
energia	 e	 podem	 gerar	 problemas	 ao	 consumidor,	 pois,	 como	 são	 somadas	 à
corrente	 fundamental,	geram	perdas	de	potência	na	 rede	e	aumentam	o	nível	de
corrente	e	de	 tensão	em	aparelhos,	o	que	pode	 resultar	em	redução	de	vida	útil.
Podem	ser	citados	como	possíveis	efeitos	da	presença	de	distorções	harmônicas:
cargas	de	computadores,	televisores,	lâmpadas	que	economizam	energia,	ampla	e
progressivamente	 encontradas	 entre	 clientes	 domésticos	 e	 comerciais;	 rotação
excessiva	de	motores	e	perda	de	sincronismo;	sobreaquecimento,	como	no	caso	de
núcleos	 ferromagnéticos	 e	 capacitores;	 ferrorressonância	 em	 transformadores,
reatores	 e	 motores;	 ressonância	 em	 capacitores	 de	 tipo	shunt	com	 risco	 de
explosão	por	falta	de	dissipação	de	calor;	distorções	de	sinais	como	em	aparelhos
de	 som	 que	 degradam	 a	 qualidade	 do	 som	 e	 dos	 equipamentos	 que	 os	 geram
(POMILIO,	2013).
O	desempenho	da	 rede	básica	quanto	a	harmônicos	é	observável	por	 indicadores
associados	à	distorção	harmônica	de	tensão	e	posterior	comparação	destes	com	os
limites	 global	 e	 individual.	 O	 cálculo	 da	 Distorção	 Harmônica	 Individual	 (DTHI)	 é
dado	 pela	 razão	 entre	 a	 tensão	 harmônica	 de	 ordem	 h	 e	 a	 tensão	 fundamental,
conforme	 expressa	 a	 primeira	 equação	 a	 seguir;	 e	 a	 Distorção	 Harmônica	 Total
(DTHT)	corresponde	ao	valor	obtido	da	raiz	quadrada	do	somatório	quadrático	das
DTHI	 de	 ordens	 2	 a	 50,	 conforme	 a	 segunda	 equação	 a	 seguir.	 A	 avaliação	 da
distorção	 utiliza	 os	 indicadores	 DTHI	 e	 DTHTS95%,	 obtido	 pela	 determinação	 do
valor	 que	 foi	 superado	 em	 5%	 dos	 registros	 obtidos	 no	 período	 de	 um	 dia,	 com
valores	 integralizados	 em	 intervalos	 de	 dez	 minutos,	 durante	 sete	 dias
consecutivos.	O	procedimento	regulamentar	sugere	utilizar	o	maior	valor	dentre	os
valores	 de	 cada	 fase,	 em	 cada	 intervalo	 de	 integralização.	 Os	 limites	 globais	 e
individuais	são	apresentados	nas	tabelas	a	seguir.
	
	
																																													
																																								
E-Book	-	Apostila
14	-	32
	
	
																																			
																																				
Na	tabela,	são	apresentados	os	limites	globais	inferiores	para	os	indicadores	DTHI
e	 DTHTS95%.	 Os	 limites	 globais	 superiores	 são	 determinados	 pela	 multiplicação
dos	 limites	 globais	 inferiores	 correspondentes,	 pelo	 fator	 4/3.	 Para	 cada	 ordem
harmônica	 h,	 a	 tensão	 harmônica	 resultante	 em	 qualquer	 ponto	 do	 sistema	 é
obtida	com	a	combinação	dos	efeitos	provocados	por	diferentes	agentes.
V		1,40 	 	 	 	 	
TABELA	7	-	Contabilização	de	elevações	de	tensão	em	função	da	amplitude	e	da
duração	do	evento
Fonte:	ONS,	2017,	on-line.
E-Book	-	Apostila
17	-	32
É	digno	de	nota	que,	apesar	de	tantos	impactos	negativos,	os	possíveis	distúrbios
de	 qualidade	 de	 energia	 são	 detectáveis.	 Medições	 por	 meio	 de	 equipamentos
apropriados	 e	 registros	 frequentes	 de	 acompanhamento	 e	 diagnóstico	 podem
compor	 o	 chamado	 “laudo	 analisador	 de	 energia”,	 levantamento	 em	 ambiente
industrial	 ou	 empresarial	 que	 auxilia	 e	 previne	 situações	 ou	 problemas	maiores,
devido	a	faltas	e	falhas.	Depois	de	identificados,	distúrbios	podem	ser	corrigidos	—
como	 exemplo,	 pode	 ser	 citada	 a	 aplicação	 de	 filtros,	 para	 evitar	 distorções
harmônicas.	 Sem	dúvida,	 a	melhor	 forma	de	 garantir	 a	 qualidade	de	 energia	 é	 o
correto	 dimensionamento	 de	 instalações	 elétricas,	 tanto	 em	 ambiente	 de
fornecimento	quanto	de	consumo.	Isto	é,	a	prevenção	é	sempre	a	melhor	forma	de
proporcionar	confiabilidade	e	produtividade	a	um	sistema	elétrico.
Como	toda	falta	ou	falha	na	qualidade	de	atendimento	do	fornecimento	de	energia
elétrica,	 pode	 causar	 um	 afundamento	 de	 tensão	 no	 meio	 industrial.	 Os
equipamentos	eletrônicos	 são	 cada	vez	mais	utilizados	no	 controle	de	processos,
tais	 como	 Controladores	 Lógicos	 Programáveis	 (CLPs)	 e	 Acionamentos	 de
Velocidade	 Variável	 (ASDs),	 sendo	 vulneráveis	 a	 variaçõesde	 tensão.	 Portanto
controlar	e	mitigar	variações	momentâneas	de	tensão	são	ações	essenciais	para	a
eficiência	do	processo	produtivo.
Para	melhoria	nesse	tipo	de	falha,	duas	vertentes	podem	ser	consideradas:	a	que
considera	a	causa	do	problema,	que	 implica	alterar,	 reforçar	e	atuar	diretamente
na	rede	elétrica,	e	a	que	considera	os	principais	afetados	com	o	problema,	 isto	é,
abrandar	a	sensibilidade	dos	equipamentos.	Dentre	as	medidas	 indicadas,	podem
ser	citadas	(USP,	2023):
E-Book	-	Apostila
18	-	32
Sempre	que	 se	 oferta	 um	produto	 ou	 serviço,	 pode	 haver	 ocorrência	 de	 falha	 ou
ineficiência.	Para	defesa	do	consumidor,	existem	regras	e	órgãos	de	proteção.	Isso
não	 é	 diferente	 no	 setor	 elétrico,	 para	 o	 qual	 também	 existe	 regulamentação
quanto	à	qualidade	e	à	quantidade	na	oferta	da	energia	elétrica.
cabos	multiplexados	(reduz	taxa	de	ocorrência);
impedâncias	dos	cabos	(reduz	amplitude);
rede	subterrânea	(reduz	taxa	de	ocorrência);
maior	potência	de	curto-circuito	(reduz	amplitude	e	duração);
maior	número	de	alimentadores,	com	alguns	dedicados	a	cargas
mais	importantes	(reduz	amplitude)
tempos	de	atuação	e	número	de	ciclos	de	abertura	do	religador;
proteções	digitais	(reduz	duração);	
programa	periódico	de	poda	de	árvores;
programa	de	limpeza	de	isoladores;
programa	de	manutenção	preventiva;
programa	de	monitoramento	das	conexões	elétricas	da	rede;
especificação	e	fabricação	de	componentes	com	menor
sensibilidade	(ação	a	longo	prazo);
fabricação	de	equipamentos	que	incluam	fontes	internas	para
casos	de	contingências;
instalação	de	Recuperadores	Dinâmicos	de	Tensão	(Dynamic
Voltage	Restore	—	DVR),	justificáveis	para	cargas	grandes	e
muito	importantes,	devido	ao	seu	alto	custo.
E-Book	-	Apostila
19	-	32
REFLITA
À	medida	que	os	benefícios	da	energia	elétrica
passam	a	fazer	parte	do	dia	a	dia	das	pessoas,	é
natural	que	se	inicie	um	processo	de	discussão
quanto	à	qualidade	desse	produto.	Numa	análise
inicial,	a	preocupação	é	com	a	
continuidade	do	serviço,	já	que	fica	evidente	que
qualquer	interrupção	do	fornecimento	(ou	da
quantidade)	implicará	transtornos	de	toda	ordem.
Não	tão	evidente,	no	entanto,	é	a	questão	da
qualidade	da	energia	elétrica	como	um	produto
comercial,	mesmo	que	não	ocorram	interrupções.
Isso,	normalmente,	só	é	percebido	de	forma	um
pouco	difusa,	por	meio	de	falhas	de	funcionamento
em	alguns	equipamentos	(MEHL,	2012).
A	partir	desse	texto,	você	percebe	a	necessidade
da	existência	de	uma	metodologia	de	quantificação
da	qualidade	de	energia	recebida?	
E-Book	-	Apostila
20	-	32
Em	sua	opinião,	o	que	significa	dizer	que	uma	roupa	tem	“qualidade”?	O	que	você
considera	 como	 sendo	 alimentação	 de	 “qualidade”?	 Qual	 é	 o	 seu	 conceito	 sobre
“qualidade”	de	vida?	Para	muitas	questões,	temos	um	código	pessoal	que	indica	se
o	 produto	 ou	 o	 serviço	 prestado	 em	 nosso	 favor	 tem	 ou	 não	 “qualidade”.	 Mas	 o
que	 dizer	 sobre	 a	 energia	 elétrica?	 Como	 medir	 a	 qualidade	 da	 energia	 que
consumimos?	 Será	 que	 é	 suficiente	 pensar	 no	 número	 de	 vezes	 e	 na	 duração	 de
tempo	que	ficamos	privados	dela?
SAIBA	MAIS
Quer	 saber	mais	 sobre	 a	 importância	 de	 um	 controle	 de	 qualidade	 nessa
área?	Assista	ao	vídeo	indicado,	ao	menos	do	minuto	1m:30s	ao	10m:30s.
Para	saber	mais,	clique	ou	copie	o	link	a	seguir	e	acesse	o	vídeo:
https://youtu.be/MVx6YW9nXdU	
Qualidade	de	energia	elétrica	é	um	assunto	em	voga.	Em	diversos	contextos,	ela	é
sinônimo	de	qualidade	de	tensão,	ou	seja,	trata	dos	desvios	da	tensão	ideal.	Uma
perturbação	 na	 qualidade	 de	 energia	 pode	 não	 ser	 tão	 perceptível,	 devido	 à
intensidade,	 ou	 óbvia,	 devido	 à	 ocorrência	 ocasional.	 No	 entanto,	 a	 longo	 prazo,
pode	causar	sérios	danos.
Considerações	finais
Neste	conteúdo,	você	teve	a	oportunidade	de:
https://youtu.be/MVx6YW9nXdU
E-Book	-	Apostila
21	-	32
conhecer	o	conceito	de	Qualidade	de	Energia	Elétrica	(QEE);
entender	quais	são	os	parâmetros	que	determinam	a	QEE;
classificar	o	desempenho	dos	indicadores	exigidos	para	a
QEE.
O	que	significa	QEE	em	nossa	sociedade?	Será	esse	um	conceito	absoluto?	A
interrupção	de	suprimento	em	uma	residência,	por	curto	período	de	tempo,	talvez
imperceptível	ou	sem	maiores	consequências,	é	qualidade	da	energia	elétrica?	A
situação	seria	análoga	no	interior	de	uma	Unidade	de	Terapia	Intensiva	(UTI)?
Quão	aceitáveis	são	as	possíveis	falhas	na	quantidade	ou	na	qualidade	de
fornecimento	nos	diversos	setores	produtivos	e	de	prestação	de	serviço?
Certamente,	esse	é	um	conceito	que	envolve	muitas	variáveis	aleatórias,	e,	para
garantir	suprimento	e	desempenho	adequados,	são	necessários	reflexão,
gerenciamento,	fiscalização	contínua	e	estudos	com	proposição	de	modernização
que	viabilize	e	garanta	confiabilidade	ao	sistema	e	ao	consumidor	final.	
Uma	perturbação	da	qualidade	de	energia	só	é	percebida	quando	causa
problemas,	tanto	para	o	cliente	quanto	para	o	operador	de	rede	elétrica.	As	falhas
e	as	faltas,	como	quedas	de	tensão	e	harmônicos,	são	vistas	como	uma	questão	de
qualidade	de	energia;	no	entanto	tensão	e	variações	não	o	são.	A	qualidade	de
energia	é	afetada	por	fenômenos	como:	variações	de	tensão	de	curta	duração
(interrupções,	afundamentos	e	elevações	de	tensão);	variações	de	tensão	de	longa
duração	(subtensões	e	sobretensões);	harmônicos;	desequilíbrios	de	tensão;	e
flutuação	de	tensão,	que	causa	o	fenômeno	de	cintilação	luminosa	(flicker).
É	necessário	caracterizar	tais	fenômenos	comparando-os	com	os	limites,	os	valores
de	referência	e	a	metodologia	de	medição	exigidos	pelos	órgãos	de	regulação.	O
custo	elevado	da	eletricidade	exige	que	estratégias	e	indicadores	sejam
balizadores	para	garantir	a	QEE,	essencial	às	empresas,	especialmente	no	setor
industrial.	Existem	diversas	estratégias	para	medir	a	QEE	como	observância	da
variação	de	tensão,	do	desequilíbrio	da	tensão,	da	flutuação	da	tensão	e	das
distorções	harmônicas.	A	QEE	é	um	pilar	fundamental	para	a	eficiência	operacional
da	indústria.	Estratégias	acertadas	podem	reduzir	custos,	aumentar	e	garantir	a
confiabilidade	da	produtividade,	bem	como	a	segurança	operacional	dos	sistemas
elétricos.
E-Book	-	Apostila
22	-	32
Agora	que	finalizamos	este	conteúdo,	vamos	testar	seus	conhecimentos
com	o	quiz	a	seguir.	
QUIZ
Leia	o	trecho	a	seguir:
Oscilações	e	interrupções	de	tensão	em	uma	rede
elétrica	podem	causar	danos	que	comprometem	o
funcionamento	de	equipamentos,	até	mesmo	a	sua
queima	ou	redução	de	vida	útil.	Dentre	outras
possíveis	consequências,	podem	ser	citadas	falhas
em	processos	produtivos	e	dano	irreversível	a
sistemas.	Por	isso,	estudar	os	impactos	e	a
mitigação,	tanto	quanto	possível,	das	probabilidades
de	ocorrência	dessas	intercorrências	deve	ser
preocupação	constante	em	ambiente	industrial.
Os	procedimentos	necessários	fazem	parte	do
interesse	em	manter:
a	qualidade	de	energia	elétrica	na	indústria.a
E-Book	-	Apostila
23	-	32
Resposta	Correta:
Resposta	correta.	Estudos	em	qualidade	de	energia
objetivam	manter	a	conformidade	da	energia	elétrica
entregue	aos	usuários	(incluindo	o	ambiente
industrial),	nos	parâmetros	estabelecidos	por	órgão	de
regulamentação,	para	que	se	garanta	a	qualidade	na
prestação	do	produto	“energia	elétrica”.
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	A	eficiência	energética	é
caracterizada	pela	utilização	otimizada	de	energia
recebida	pelas	distribuidoras.	Consiste	na	relação
quantitativa	entre	a	empregada	nas	atividades	da
indústria	e	aquela	disponibilizada	para	a	sua
realização.	A	redução	de	desperdício	de	energia	é
uma	variável	aleatória	quantitativa,	não	qualitativa.	A
redução	do	desperdício	está	relacionada	à	eficiência
energética	da	indústria.	A	produtividade	de	uma
indústria	representa	a	eficiência	em	relação	à
produção	e	à	geração	de	produtos	ou	serviços	da
indústria.	E	os	danos	causados	por	oscilações	de
tensão	não	afetam	apenas	a	vida	útil	de
equipamentos	em	indústrias.	Antes,	causam	também
prejuízos	por	falhas	em	processos	produtivos	e,
inclusive,	possíveis	danos	irreversíveis	ao	sistema
comoum	todo.
a	eficiência	energética	na	indústria.b
a	redução	de	desperdício	de	energia	na	indústria.c
E-Book	-	Apostila
24	-	32
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	A	eficiência	energética	é
caracterizada	pela	utilização	otimizada	de	energia
recebida	pelas	distribuidoras.	Consiste	na	relação
quantitativa	entre	a	empregada	nas	atividades	da
indústria	e	aquela	disponibilizada	para	a	sua
realização.	A	redução	de	desperdício	de	energia	é
uma	variável	aleatória	quantitativa,	não	qualitativa.	A
redução	do	desperdício	está	relacionada	à	eficiência
energética	da	indústria.	A	produtividade	de	uma
indústria	representa	a	eficiência	em	relação	à
produção	e	à	geração	de	produtos	ou	serviços	da
indústria.	E	os	danos	causados	por	oscilações	de
tensão	não	afetam	apenas	a	vida	útil	de
equipamentos	em	indústrias.	Antes,	causam	também
prejuízos	por	falhas	em	processos	produtivos	e,
inclusive,	possíveis	danos	irreversíveis	ao	sistema
como	um	todo.
a	produtividade	na	indústria.d
E-Book	-	Apostila
25	-	32
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	A	eficiência	energética	é
caracterizada	pela	utilização	otimizada	de	energia
recebida	pelas	distribuidoras.	Consiste	na	relação
quantitativa	entre	a	empregada	nas	atividades	da
indústria	e	aquela	disponibilizada	para	a	sua
realização.	A	redução	de	desperdício	de	energia	é
uma	variável	aleatória	quantitativa,	não	qualitativa.	A
redução	do	desperdício	está	relacionada	à	eficiência
energética	da	indústria.	A	produtividade	de	uma
indústria	representa	a	eficiência	em	relação	à
produção	e	à	geração	de	produtos	ou	serviços	da
indústria.	E	os	danos	causados	por	oscilações	de
tensão	não	afetam	apenas	a	vida	útil	de
equipamentos	em	indústrias.	Antes,	causam	também
prejuízos	por	falhas	em	processos	produtivos	e,
inclusive,	possíveis	danos	irreversíveis	ao	sistema
como	um	todo.
a	vida	útil	dos	equipamentos.e
E-Book	-	Apostila
26	-	32
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	A	eficiência	energética	é
caracterizada	pela	utilização	otimizada	de	energia
recebida	pelas	distribuidoras.	Consiste	na	relação
quantitativa	entre	a	empregada	nas	atividades	da
indústria	e	aquela	disponibilizada	para	a	sua
realização.	A	redução	de	desperdício	de	energia	é
uma	variável	aleatória	quantitativa,	não	qualitativa.	A
redução	do	desperdício	está	relacionada	à	eficiência
energética	da	indústria.	A	produtividade	de	uma
indústria	representa	a	eficiência	em	relação	à
produção	e	à	geração	de	produtos	ou	serviços	da
indústria.	E	os	danos	causados	por	oscilações	de
tensão	não	afetam	apenas	a	vida	útil	de
equipamentos	em	indústrias.	Antes,	causam	também
prejuízos	por	falhas	em	processos	produtivos	e,
inclusive,	possíveis	danos	irreversíveis	ao	sistema
como	um	todo.
Leia	o	trecho	a	seguir:
O	valor	eficaz	da	tensão	pode	sofrer	um	desvio
significativo,	aleatoriamente.	A	esse	evento	dá-se	o
nome	de	Variação	de	Tensão	de	Curta	Duração
(VTCD).	Suponha	que	a	duração	da	VTCD	foi	igual	ou
superior	a	um	ciclo	e	inferior	ou	igual	a	três
segundos,	e	a	amplitude,	igual	ou	superior	a	0,1	e
inferior	a	0,9	pu.
E-Book	-	Apostila
27	-	32
Então,	pode-se	afirmar	que	houve:
Resposta	Correta:
Resposta	correta.	A	duração	da	VTCD	citada	é
superior	a	três	segundos,	inferior	ou	igual	a	um
minuto,	e	a	amplitude	da	VTCD	é	igual	ou	superior	a
0,1	e	inferior	a	0,9	pu,	conforme	determinado	pelo
ONS	(2017).
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	No	caso	da	Elevação	Temporária
de	Tensão	(ETT),	a	amplitude	da	VTCD	deveria	ser
superior	a	1,1	pu.	No	caso	da	Interrupção
Momentânea	de	Tensão	(IMT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	superior	a	0,1	pu.	No	caso	do
Afundamento	Momentâneo	de	Tensão	(AMT),	a
amplitude	da	VTCD	deveria	ser	igual	ou	superior	a	0,1
e	inferior	a	0,9	pu.	E,	no	caso	da	Interrupção
Temporária	de	Tensão	(ITT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	inferior	a	0,1	pu.
Afundamento	Temporário	de	Tensão	(ATT).a
Elevação	Temporária	de	Tensão	(ETT).b
Interrupção	Momentânea	de	Tensão	(IMT).c
E-Book	-	Apostila
28	-	32
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	No	caso	da	Elevação	Temporária
de	Tensão	(ETT),	a	amplitude	da	VTCD	deveria	ser
superior	a	1,1	pu.	No	caso	da	Interrupção
Momentânea	de	Tensão	(IMT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	superior	a	0,1	pu.	No	caso	do
Afundamento	Momentâneo	de	Tensão	(AMT),	a
amplitude	da	VTCD	deveria	ser	igual	ou	superior	a	0,1
e	inferior	a	0,9	pu.	E,	no	caso	da	Interrupção
Temporária	de	Tensão	(ITT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	inferior	a	0,1	pu.
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	No	caso	da	Elevação	Temporária
de	Tensão	(ETT),	a	amplitude	da	VTCD	deveria	ser
superior	a	1,1	pu.	No	caso	da	Interrupção
Momentânea	de	Tensão	(IMT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	superior	a	0,1	pu.	No	caso	do
Afundamento	Momentâneo	de	Tensão	(AMT),	a
amplitude	da	VTCD	deveria	ser	igual	ou	superior	a	0,1
e	inferior	a	0,9	pu.	E,	no	caso	da	Interrupção
Temporária	de	Tensão	(ITT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	inferior	a	0,1	pu.
Afundamento	Momentâneo	de	Tensão	(AMT).d
Interrupção	Temporária	de	Tensão	(ITT).e
E-Book	-	Apostila
29	-	32
Resposta	Incorreta:
Resposta	incorreta.	No	caso	da	Elevação	Temporária
de	Tensão	(ETT),	a	amplitude	da	VTCD	deveria	ser
superior	a	1,1	pu.	No	caso	da	Interrupção
Momentânea	de	Tensão	(IMT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	superior	a	0,1	pu.	No	caso	do
Afundamento	Momentâneo	de	Tensão	(AMT),	a
amplitude	da	VTCD	deveria	ser	igual	ou	superior	a	0,1
e	inferior	a	0,9	pu.	E,	no	caso	da	Interrupção
Temporária	de	Tensão	(ITT),	a	amplitude	da	VTCD
deveria	ser	inferior	a	0,1	pu.
Leia	o	trecho	a	seguir:
No	que	diz	respeito	ao	controle	de	tensão,	enquanto
possível	sinônimo	de	qualidade	de	energia,	destaca-
se	o	critério	da	tensão	de	atendimento	em	regime
permanente.
Para	gerenciamento	desse	quesito,		a	classificação
do	desempenho	é	composta	pelos	níveis:
adequado;	precário;	crítico.a
E-Book	-	Apostila
30	-	32
Resposta	Correta:
Alternativa	correta.	De	acordo	com	normas
estabelecidas	pelo	ONS,	o	desempenho	da	tensão	em
regime	permanente	pode	ser	classificado	como	sendo:
adequado,	precário	ou	crítico.
Resposta	Incorreta:
Alternativa	incorreta.	Os	níveis	“aceitável”,
“inaceitável”,	“insuficiente”	e	“inconsistente”	não
constam	na	classificação.
Resposta	Incorreta:
Alternativa	incorreta.	Os	níveis	“aceitável”,
“inaceitável”,	“insuficiente”	e	“inconsistente”	não
constam	na	classificação.
Resposta	Incorreta:
Alternativa	incorreta.	Os	níveis	“aceitável”,
“inaceitável”,	“insuficiente”	e	“inconsistente”	não
constam	na	classificação.
aceitável;	precário;	crítico.b
adequado;	precário;	inaceitável.c
adequado;	insuficiente;	crítico.d
E-Book	-	Apostila
31	-	32
Resposta	Incorreta:
Alternativa	incorreta.	Os	níveis	“aceitável”,
“inaceitável”,	“insuficiente”	e	“inconsistente”	não
constam	na	classificação.
Referências
ANEEL	—	AGÊNCIA	NACIONAL	DE	ENERGIA	ELÉTRICA.	Institucional.	Disponível
em:	https://www.gov.br/aneel/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/a-aneel.
Acesso	em:	27	mar.	2023.
ANEEL	—	AGÊNCIA	NACIONAL	DE	ENERGIA	ELÉTRICA.	Resolução	nº	67,	de	8	de
junho	de	2004.	Estabelece	critérios	para	a	composição	da	Rede	Básica	do
Sistema	Interligado	Nacional,	e	dá	outras	providências.	Brasília,	DF:	ANEEL,	2004.
Disponível	em:https://www.legisweb.com.br/legislacao/?
id=101119#:~:text=Estabelece%20crit%C3%A9rios%20para%20a%20composi%C
3%A7%C3%A3o,Nacional%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAnci
as	Acesso	em:	27	mar.	2023.
DECKMANN,	S.	M.;	POMILIO,	J.	A.	Avaliação	da	qualidade	da	energia	elétrica,
2017.	Disponível	em:
https://www.dsce.fee.unicamp.br/~antenor/pdffiles/qualidade/a4.pdf	Acesso	em:
14	maio	2023.
IEEE	—	INSTITUTE	OF	ELECTRICAL	AND	ELETRONIC	ENGINEERS.	Organização.
Disponível	em:	https://www.ieee.org.br/organizacao/	Acesso	em:	14	maio	2023.		
MARCONCIN,	A.	R.	Influência	da	distorção	harmônica	e	de	desequilíbrios	em
medidores	de	energia	elétrica	ativa.	Curitiba:	UFPR,	2009.
MÉFFE,	A.	et	al.	Desenvolvimento	de	modelos	e	ferramenta	computacional	para
avaliação	dos	riscos	e	minimização	das	violações	de	tensão	em	sistemas	de
distribuição.	Manual	Técnico	da	ENERSUL,2002.
adequado;	inconsistente;	crítico.e
https://www.gov.br/aneel/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/a-aneel
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=101119#:~:text=Estabelece%20crit%C3%A9rios%20para%20a%20composi%C3%A7%C3%A3o,Nacional%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
https://www.dsce.fee.unicamp.br/~antenor/pdffiles/qualidade/a4.pdf
https://www.ieee.org.br/organizacao/
E-Book	-	Apostila
32	-	32
MEHL,	E.	L.	Qualidade	da	energia	elétrica.	Curitiba:	Universidade	Federal	do
Paraná	—	UFPR,	2012.	Disponível	em:
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OLIVEIRA,	C.	C.	B.	et	al.	Introdução	a	sistemas	elétricos	de	potência:
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ONS	—	OPERADOR	NACIONAL	DO	SISTEMA.	Procedimentos	de	rede:
gerenciamento	dos	indicadores	de	qualidade	da	energia	elétrica	da	Rede	Básica,
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https://www.ons.org.br/ProcedimentosDeRede/M%C3%B3dulo%202/Subm%C3%B3
dulo%202.8/Subm%C3%B3dulo%202.8.pdf	Acesso	em:	14	maio	2023.
O	QUE	é	e	como	analisar	a	qualidade	de	energia	elétrica	|	Podcast	Elétrica	é	o
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POMILIO,	A.	J.	Qualidade	de	energia	elétrica	em	ambiente	aeronáutico.
Campinas:	Universidade	Estadual	de	Campinas,	2013.	Disponível	em:
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