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SÚMULAS DO STF, STJ e TST 
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Arquivo revisado e atualizado até 29/07/2025 
 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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INTRODUÇÃO ACERCA DO MATERIAL 
 
Amigos, este é o material de súmulas do AprovaçãoPGE. O nosso objetivo é que, a partir dele, 
você conseguir estudar e revisar constantemente as principais súmulas envolvendo a Fazenda 
Pública. 
Nossa sugestão, então, é que utilize o material de duas formas. 
A primeira: verifique o tema de estudo proposto para a rodada e, no mesmo dia, leia as 
súmulas a ele relacionadas. 
A segunda: seguindo o cronograma abaixo, recomendamos a leitura cíclica do material no 
período de 28 dias (04 semanas). Dessa forma, você terá lido o material várias vezes ao longo 
do curso. 
Dessa forma, você conseguirá: 1) fixar o enunciado como definido pelos Tribunais; 2) ao longo 
do ano terá contato com temas que você viu, está vendo e ainda será visto. 
Alertamos, ainda, que o material está sujeito a constantes atualizações, hipótese em que serão 
alertados. 
Qualquer dúvida, estamos à disposição. 
Vamos juntos! 
Equipe AprovaçãoPGE 
 
 SEMANA 01 SEMANA 02 SEMANA 03 SEMANA 04 
SEG 12 – 20 51 – 59 100 – 107 139 – 149 
TER 21 – 26 60 – 67 108 – 118 150 – 157 
QUA 27 – 32 68 – 77 119 – 123 158 – 166 
QUI 33 – 40 78 – 87 124 – 131 167 – 187 
SEX 41 – 50 88 – 99 132 – 138 188 – 211 
SÁB REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO 
DOM REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO 
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Sumário 
 
INTRODUÇÃO ACERCA DO MATERIAL ......................................................................................................................................... 3 
Sumário ................................................................................................................................................................................................... 5 
DIREITO ADMINISTRATIVO ............................................................................................................................................................ 12 
Princípios administrativos ................................................................................................................................................................................ 12 
Organização administrativa ............................................................................................................................................................................. 12 
Concurso público ................................................................................................................................................................................................ 13 
Servidores públicos ............................................................................................................................................................................................ 14 
Processo administrativo disciplinar .............................................................................................................................................................. 16 
Processo Administrativo – Temas Correlatos ........................................................................................................................................... 18 
Prescrição .............................................................................................................................................................................................................. 18 
Temas diversos .................................................................................................................................................................................................... 18 
Desapropriação .................................................................................................................................................................................................... 19 
Bens públicos .......................................................................................................................................................................................................(STF): Ressalvada a revisão prevista em lei, os proventos da inatividade regulam-se 
pela lei vigente ao tempo em que o militar, ou o servidor civil, reuniu os requisitos necessários. 
 
Súmula 39 (STF): À falta de lei, funcionário em disponibilidade não pode exigir, judicialmente, o seu 
aproveitamento, que fica subordinado ao critério de conveniência da administração. 
 
Súmula 22 (STF): O estágio probatório não protege o funcionário contra a extinção do cargo. 
 
• A CF/88 estabelece, em seu art. 41, § 3º, que, extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, 
o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até 
seu adequado aproveitamento em outro cargo. Se o servidor não for estável, com a extinção do cargo 
ele será exonerado. 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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Súmula 21 (STF): Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem demitido sem 
inquérito ou sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade. 
 
Súmula 20 (STF): É necessário processo administrativo, com ampla defesa, para demissão de 
funcionário admitido por concurso. 
 
• Em conformidade com o art. 41, § 1º, II, da CF/88. 
 
Súmula 47 (STF): Reitor de universidade não é livremente demissível pelo presidente da república 
durante o prazo de sua investidura. . 
 
Súmula 378- (STJ): Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais 
decorrentes. 
 
Súmula 339 (STF): Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar 
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. 
 
• Foi aprovada a súmula vinculante 37 com o mesmo teor. 
 
Súmula vinculante 37 (STF): Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, 
aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. 
 
Súmula 680 (STF): O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos. 
 
• Foi aprovada a súmula vinculante 55 com o mesmo teor. 
 
Súmula vinculante 55 (STF): O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores 
inativos. 
 
Súmula 681 (STF): É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores 
estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 
 
• Foi aprovada a súmula vinculante 42 com o mesmo teor. 
 
Súmula vinculante 42 (STF): É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de 
servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 
 
Súmula 682 (STF): Não ofende a Constituição a correção monetária no pagamento com atraso dos 
vencimentos de servidores públicos. 
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Súmula vinculante 4 (STF): Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode 
ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, 
nem ser substituído por decisão judicial. 
 
• Segundo o art. 7º, IV, da CF/88 é vedada a vinculação do salário mínimo para qualquer fim. Há, no 
entanto, no próprio texto constitucional situações em que o salário mínimo é utilizado como 
parâmetro (ex: art. 201, § 2º). 
 
Súmula vinculante 15 (STF):O cálculo de gratificações e outras vantagens não incide sobre o abono 
utilizado para se atingir o salário mínimo do servidor público. 
 
Súmula vinculante 16 (STF): Os arts. 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, 
referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor. 
 
Súmula vinculante 3 (STF): Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o 
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato 
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
 
Processo administrativo disciplinar 
 
Súmula 674 (STJ): A autoridade administrativa pode se utilizar de fundamentação per relationem 
nos processos disciplinares. 
 
Súmula 665 (STJ): O controle jurisdicional do processo administrativo disciplinar restringe-se ao 
exame da regularidade do procedimento e da legalidade do ato, à luz dos princípios do 
contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, não sendo possível incursão no mérito 
administrativo, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade, teratologia ou manifesta 
desproporcionalidade da sanção aplicada. 
 
Súmula 19 (STF): É inadmissível segunda punição de servidor público, baseada no mesmo 
processo em que se fundou a primeira. 
 
• Assim, o servidor público já punido administrativamente não pode ser julgado novamente para que 
sua pena seja agravada, mesmo que fique constatado que houve vícios no processo e que ele deveria 
receber uma punição mais severa ( (STJ). 3ª Seção. MS 10.950-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado 
em 23/5/2012). 
 
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• Não há violação à Súmula 19 (STF) se os fatos apurados no novo processo forem diversos ( (STJ) 
MS 14.598/DF). 
 
Súmula 18 (STF): Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é 
admissível a puniçãoadministrativa do servidor público. 
 
Súmula vinculante 5 (STF): A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo 
disciplinar não ofende a Constituição. 
 
• Logo, a presença de advogado em PAD é facultativa. 
 
Súmula 651-STJ: Compete à autoridade administrativa aplicar a servidor público a pena de demissão 
em razão da prática de improbidade administrativa, independentemente de prévia condenação, por 
autoridade judicial, à perda da função pública. 
 
 
Súmula 650-STJ: A autoridade administrativa não dispõe de discricionariedade para aplicar ao 
servidor pena diversa de demissão quando caracterizadas as hipóteses previstas no art. 132 da Lei 
nº 8.112/90. 
 
Súmula 611- (STJ): Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância, 
é permitida a instauração de processo administrativo disciplinar com base em denúncia anônima, 
em face do poder-dever de autotutela imposto à Administração. 
 
Súmula 592- (STJ): O excesso de prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar só 
causa nulidade se houver demonstração de prejuízo à defesa. (STJ). 
 
Súmula 591- (STJ): É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, 
desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla 
defesa. (STJ). 1ª Seção. Aprovada em 13/09/2017, DJe 18/09/2017. 
 
Súmula 635-STJ: Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei nº 8.112/1990 iniciam-se 
na data em que a autoridade competente para a abertura do procedimento administrativo toma 
conhecimento do fato, interrompem-se com o primeiro ato de instauração válido - sindicância de 
caráter punitivo ou processo disciplinar - e voltam a fluir por inteiro, após decorridos 140 dias desde 
a interrupção. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019. 
 
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Súmula 641- (STJ): A portaria de instauração do processo administrativo disciplinar prescinde da 
exposição detalhada dos fatos a serem apurados. (STJ). 1ª Seção. Aprovada em 18/02/2020, DJe 
19/02/2020. (STJ). 
 
Súmula 672- (STJ): A alteração da capitulação legal da conduta do servidor, por si só, não enseja 
a nulidade do processo administrativo disciplinar. (STJ). 1ª Seção. Aprovada em 12/09/2024. 
 
Processo Administrativo – Temas Correlatos 
 
Súmula vinculante 21 (STF): É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios 
de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
• Essa exigência viola o art. 5º, LV, da CF/88. 
 
Súmula 373- (STJ): É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso 
administrativo. 
 
Prescrição 
 
Súmula 383 (STF): A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e 
meio, a partir do ato interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o titular do 
direito a interrompa durante a primeira metade do prazo. 
 
• Grande relevância para concursos de Procuradoria. 
 
Súmula 443 (STF): A prescrição das prestações anteriores ao período previsto em lei não ocorre, 
quando não tiver sido negado, antes daquele prazo, o próprio direito reclamado, ou a situação 
jurídica de que ele resulta. 
 
• Vide Súmula 85 do (STJ). 
 
Súmula 85- (STJ): Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como 
devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as 
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação. 
 
Temas diversos 
 
Súmula 647- (STJ): São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais 
decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante 
o regime militar. 
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 19 
 
 
Súmula 615- (STJ): Não pode ocorrer ou permanecer a inscrição do município em cadastros 
restritivos fundada em irregularidades na gestão anterior quando, na gestão sucessora, são 
tomadas as providências cabíveis à reparação dos danos eventualmente cometidos. 
 
Súmula 624-STJ: É possível cumular a indenização do dano moral com a reparação econômica da 
Lei nº 10.559/2002 (Lei da Anistia Política). STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/12/2018, DJe 
17/12/2018. 
 
Súmula 634 – (STJ): Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na lei de 
improbidade administrativa para os agentes públicos. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019. 
 
Súmula 673 – (STJ): A comprovação da regular notificação do executado para o pagamento da 
dívida de anuidade de conselhos de classe ou, em caso de recurso, o esgotamento das instâncias 
administrativas são requisitos indispensáveis à constituição e execução do crédito. 1ª Seção. 
Aprovada em 12/09/2024. 
 
Desapropriação 
 
Súmula 476 (STF): Desapropriadas as ações de uma sociedade, o poder desapropriante, imitido na 
posse, pode exercer, desde logo, todos os direitos inerentes aos respectivos títulos. 
 
Súmula 23 (STF): Verificados os pressupostos legais para o licenciamento da obra, não o impede a 
declaração de utilidade pública para desapropriação do imóvel, mas o valor da obra não se incluirá 
na indenização, quando a desapropriação for efetivada. 
 
Súmula 561 (STF): Em desapropriação, é devida a correção monetária até a data do efetivo 
pagamento da indenização, devendo proceder-se à atualização do cálculo, ainda que por mais 
de uma vez. 
 
Súmula 416 (STF): Pela demora no pagamento do preço da desapropriação não cabe indenização 
complementar além dos juros. 
 
Súmula 617 (STF): A base de cálculo dos honorários de advogado em desapropriação é a diferença 
entre a oferta e a indenização, corrigidas ambas monetariamente. 
 
• Ver Súmulas 141 e 131 do (STJ). 
 
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 20 
 
Súmula 652 (STF): Não contraria a Constituição o art. 15, § 1º, do Dl. 3.365/41 (Lei da 
Desapropriação por utilidade pública). 
 
Súmula 164 (STF): No processo de desapropriação, são devidos juros compensatórios desde a 
antecipada imissão de posse, ordenada pelo juiz, por motivo de urgência. 
 
Súmula 378 (STF): Na indenização por desapropriação incluem-se honorários do advogado do 
expropriado. 
 
Súmula 354- (STJ): A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins 
de reforma agrária. 
 
Súmula 67- (STJ): Na desapropriação, cabe a atualização monetária, ainda que por mais de uma vez, 
independente do decurso de prazo superior a um ano entre o cálculo e o efetivo pagamento da 
indenização 
 
Súmula 131- (STJ): Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as 
parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios, devidamente corrigidas. 
 
Súmula 141- (STJ): Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a 
diferença entre a indenização e a oferta, corrigidas monetariamente. 
 
Súmula 114- (STJ): Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da 
ocupação, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
 
Súmula 113- (STJ): Os juros compensatórios, na desapropriação direta, incidem a partir da imissão 
na posse, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
 
Súmula 69- (STJ): Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a 
antecipada imissão na posse e, na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do 
imóvel. 
 
Súmula 56- (STJ): Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros 
compensatórios pela limitação de uso da propriedade. 
 
 
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 21 
 
Bens públicos 
 
Súmula 477 (STF): As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos 
estados, autorizam, apenas, o uso, permanecendo o domínio com a união, ainda que se mantenha 
inerte ou tolerante, em relação aos possuidores.. 
 
• Ressalte-se que, no entanto, são bens da União apenas as terras devolutas indispensáveis à defesa 
das fronteiras (art. 20, II, da CF/88). 
 
Súmula 479 (STF): As margens dos rios navegáveis são domínio público, insuscetíveis de 
expropriação e, por isso mesmo, excluídas de indenização. •. 
 
• Segundo o (STJ), o entendimento exposto na súmula 479 do STF não é absoluto e deve ser 
mitigado quando comprovado que o particular possui um justo título sobre a área desaproprianda. 
Portanto, o particular desapropriado poderá receber indenização por eventuais benfeitorias situadas 
em terrenos marginais dos rios navegáveis quando as tiver realizado em imóvel de seu domínio, 
assim reconhecido, legitimamente, pelo Poder Público. Caso não possua justo título, logicamente, 
não serão indenizáveis as benfeitorias ( (STJ) AgRg no REsp 1302118/MG, julgado em 17/05/2012). 
 
Súmula 650 (STF): Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição Federal não alcançam terras de 
aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto. 
 
Embora o enunciado não tenha sido formalmente cancelado, seu entendimento está superado 
porque o STF decidiu no RE 1.017.365/SC que essa súmula “não teve como razão de ser legitimar a 
expulsão violenta de indígenas de forma a configurar o abandono da terra e, portanto, para 
considerá-la como não indígena.” 
 
Por essas razões, o STF decidiu que o abandono involuntário das terras tradicionais, perpetradas por 
meios violentos, não se presta a desconfigurar a tradicionalidade da ocupação. Dessa forma, para 
que o abandono sirva para retirar o caráter indígena da terra, deve ter sido voluntário. 
A retração voluntária (ou seja, a desistência de resistir ao esbulho) ou o abandono da terra não 
podem ser presumidos nem constatados exclusivamente segundo critérios do direito civil. 
(BARBOSA, Samuel. Usos da história na definição dos direitos territoriais indígenas no Brasil. In: 
CUNHA, Manuela Carneiro da; BARBOSA, Samuel (orgs). Direito dos povos indígenas em disputa. 
São Paulo: Editora Unesp, 2018, p. 133.) (Fonte: Dizer o Direito) 
 
• As terras ocupadas, em passado remoto, por aldeamentos indígenas não são bens da União 
(STF AI-AgR 307401/SP). 
 
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Súmula 496- (STJ): Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos de 
marinha não são oponíveis à União. 
 
Súmula 103- (STJ): Incluem-se entre os imóveis funcionais que podem ser vendidos os 
administrados pelas forças armadas e ocupados pelos servidores civis. 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
Direitos e garantias fundamentais 
 
Súmula 2 (STJ): Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, LXXII, letra "a") se não houve recusa de 
informações por parte da autoridade administrativa. 
 
 
ATENÇÃO 
Recorde. Em regra, não é necessário o esgotamento das vias administrativas para ter acesso ao 
Poder Judiciário. Porém, existem exceções: 
 
• Ações relativas à disciplina e às competições desportivas 
 
CF, 88. Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, 
como direito de cada um, observados: § 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas 
à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça 
desportiva, regulada em lei. 
 
• Atos administrativoscontrários à Súmulas Vinculantes 
 
Lei 11.417/06, Art. 7º. Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar 
enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá 
reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios 
admissíveis de impugnação. § 1º Contra omissão ou ato da administração pública, o uso 
da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas. 
 
• Habeas Data 
 
Súmula 02 do STJ. Não cabe o habeas data (CF, art. 5.0., LXXII, letra a) se não houve 
recusa de informações por parte da autoridade administrativa. 
 
• Benefício Previdenciário 
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 23 
 
 
Tema 350 do STF (RE 631.240/MG) 
 
• O segurado formulou requerimento administrativo para obtenção do benefício, 
porém teve seu pedido indeferido pelo INSS, seja de forma total ou parcial; 
 
• O segurado apresentou o pedido administrativo, mas o INSS deixou de proferir 
decisão dentro do prazo legal de 45 dias; 
 
• Ainda que o segurado não tenha formalizado pedido administrativo, é possível o 
ajuizamento direto da ação judicial quando for evidente a posição institucional 
contrária do INSS sobre a matéria, especialmente nos casos em que haja 
entendimento consolidado na autarquia por meio de instruções normativas ou 
súmulas administrativas. 
 
Súmula 419 (STJ): Descabe a prisão civil do depositário infiel. 
 
Súmula vinculante 25 (STF): É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a 
modalidade do depósito. 
 
Súmula 654 (STF): A garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5º, XXXVI, da Constituição 
da República, não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado. 
 
Súmula 403 (STJ): Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada 
da imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
 
Direitos políticos 
 
Súmula vinculante 18 (STF): A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do 
mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. 
 
Competências legislativas 
 
Súmula Vinculante 38 (STF): É competente o município para fixar o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial. 
 
Mesmo teor da Súmula 645 (STF). 
 
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 24 
 
Súmula Vinculante 46 (STF): A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das 
respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União. 
 
Súmula vinculante 2 (STF): É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que 
disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. 
Trata-se de competência da União (art. 22, XX, da CF/88). 
 
Controle de constitucionalidade 
 
Súmula vinculante 10 (STF): Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, art. 97) a decisão de 
órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de 
lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte. 
 
Poder legislativo 
 
Súmula 245 (STF): A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa. 
 
Processo legislativo 
 
Súmula vinculante 54 (STF): A medida provisória não apreciada pelo congresso nacional podia, 
até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta 
dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição. 
 
Tribunal de contas 
 
Súmula 347 (STF): O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a 
constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. 
 
STF: “Súmula 347 do Supremo Tribunal Federal: compatibilidade com a 
ordem constitucional de 1988: o verbete confere aos Tribunais de Contas – 
caso imprescindível para o exercício do controle externo – a possibilidade de 
afastar (incidenter tantum) normas cuja aplicação no caso expressaria um 
resultado inconstitucional (seja por violação patente a dispositivo da 
Constituição ou por contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal sobre a matéria). Inteligência do enunciado, à luz de seu precedente 
representativo (RMS 8.372/CE, Rel. Min. Pedro Chaves, Pleno, julgado em 
11.12.1961). 
 
6. Reafirmação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à 
inviabilidade de realização de controle abstrato de constitucionalidade por 
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 25 
 
parte de Tribunal de Contas (MS 35.410, MS 35.490, MS 35.494, MS 35.498, 
MS 35.500, MS 35.812, MS 35.824, MS 35.836, todos de Relatoria do 
Eminente Ministro Alexandre De Moraes, Tribunal Pleno, e publicados no DJe 
5.5.2021). (...) 
STF. Plenário. MS 25888 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
22/08/2023.” 
 
Súmula 6 (STF): A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou qualquer 
outro ato aprovado pelo Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de aprovada por aquele 
tribunal, ressalvada a competência revisora do judiciário. 
 
Súmula vinculante 3 (STF): Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-seo contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de 
ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
 
Súmula 653 (STF): No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem 
ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e três pelo Chefe do Poder Executivo estadual, 
cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um 
terceiro à sua livre escolha. 
 
Poder judiciário 
 
Súmula 649 (STF): É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle 
administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou 
entidades. 
 
Súmula 627 (STF): No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da competência 
do Presidente da República, este é considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da 
impetração seja nulidade ocorrida em fase anterior do procedimento. 
 
 
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Direito à saúde 
 
Para entender melhor os entendimentos sumulados do STF sobre fornecimento de medicamentos, 
recomendamos que o aluno assista esta aula do Prof. Bruno Betti: https://youtu.be/00RBF78vOcQ 
 
Súmula vinculante 60 (STF): O pedido e a análise administrativos de fármacos na rede pública de 
saúde, a judicialização do caso, bem ainda seus desdobramentos (administrativos e 
jurisdicionais), devem observar os termos dos 3 (três) acordos interfederativos (e seus fluxos) 
homologados pelo Supremo Tribunal Federal, em governança judicial colaborativa, no tema 
1.234 da sistemática da repercussão geral (RE 1.366.243). 
 
Tema 1.234 (RE 1366243): 
 
I – Competência 
 
1) Para fins de fixação de competência, as demandas relativas a medicamentos não 
incorporados na política pública do SUS e medicamentos oncológicos, ambos com 
registro na ANVISA, tramitarão perante a Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da 
Constituição Federal, quando o valor do tratamento anual específico do fármaco ou do 
princípio ativo, com base no Preço Máximo de Venda do Governo (PMVG – situado na 
alíquota zero), divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos 
(CMED - Lei 10.742/2003), for igual ou superior ao valor de 210 salários mínimos, na 
forma do art. 292 do CPC. 
 
1.1) Existindo mais de um medicamento do mesmo princípio ativo e não sendo solicitado 
um fármaco específico, considera-se, para efeito de competência, aquele listado no 
menor valor na lista CMED (PMVG, situado na alíquota zero). 
 
1.2) No caso de inexistir valor fixado na lista CMED, considera-se o valor do tratamento 
anual do medicamento solicitado na demanda, podendo o magistrado, em caso de 
impugnação pela parte requerida, solicitar auxílio à CMED, na forma do art. 7º da Lei 
10.742/2003. 
 
1.3) Caso inexista resposta em tempo hábil da CMED, o juiz analisará de acordo com o 
orçamento trazido pela parte autora. 
 
1.4) No caso de cumulação de pedidos, para fins de competência, será considerado 
apenas o valor do(s) medicamento(s) não incorporado(s) que deverá(ão) ser somado(s), 
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independentemente da existência de cumulação alternativa de outros pedidos 
envolvendo obrigação de fazer, pagar ou de entregar coisa certa. 
 
II – Definição de Medicamentos Não Incorporados 
 
2.1) Consideram-se medicamentos não incorporados aqueles que não constam na 
política pública do SUS; medicamentos previstos nos PCDTs para outras finalidades; 
medicamentos sem registro na ANVISA; e medicamentos off label sem PCDT ou que não 
integrem listas do componente básico. 
 
2.1.1) Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal na tese fixada no tema 500 da 
sistemática da repercussão geral, é mantida a competência da Justiça Federal em relação 
às ações que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa, as 
quais deverão necessariamente ser propostas em face da União, observadas as 
especificidades já definidas no aludido tema. 
 
III – Custeio 
 
3) As ações de fornecimento de medicamentos incorporados ou não incorporados, que 
se inserirem na competência da Justiça Federal, serão custeadas integralmente pela 
União, cabendo, em caso de haver condenação supletiva dos Estados e do Distrito 
Federal, o ressarcimento integral pela União, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES), 
na situação de ocorrer redirecionamento pela impossibilidade de cumprimento por 
aquela, a ser implementado mediante ato do Ministério da Saúde, previamente pactuado 
em instância tripartite, no prazo de até 90 dias. 
 
3.1) Figurando somente a União no polo passivo, cabe ao magistrado, se necessário, 
promover a inclusão do Estado ou Município para possibilitar o cumprimento efetivo da 
decisão, o que não importará em responsabilidade financeira nem em ônus de 
sucumbência, devendo ser realizado o ressarcimento pela via acima indicada em caso de 
eventual custo financeiro ser arcado pelos referidos entes. 
 
3.2) Na determinação judicial de fornecimento do medicamento, o magistrado deverá 
estabelecer que o valor de venda do medicamento seja limitado ao preço com desconto, 
proposto no processo de incorporação na Conitec (se for o caso, considerando o venire 
contra factum proprium/tu quoque e observado o índice de reajuste anual de preço de 
medicamentos definido pela CMED), ou valor já praticado pelo ente em compra pública, 
aquele que seja identificado como menor valor, tal como previsto na parte final do art. 9º 
na Recomendação 146, de 28.11.2023, do CNJ. Sob nenhuma hipótese, poderá haver 
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pagamento judicial às pessoas físicas/jurídicas acima descritas em valor superior ao teto 
do PMVG, devendo ser operacionalizado pela serventia judicial junto ao fabricante ou 
distribuidor. 
 
3.3) As ações que permanecerem na Justiça Estadual e cuidarem de medicamentos não 
incorporados, as quais impuserem condenações aos Estados e Municípios, serão 
ressarcidas pela União, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES ou ao FMS). Figurando 
somente um dos entes no polo passivo, cabe ao magistrado, se necessário, promover a 
inclusão do outro para possibilitar o cumprimento efetivo da decisão. 
 
3.3.1) O ressarcimento descrito no item 3.3 ocorrerá no percentual de 65% (sessenta e 
cinco por cento) dos desembolsos decorrentes de condenações oriundas de ações cujo 
valor da causa seja superior a 7 (sete) e inferior a 210 (duzentos e dez) salários mínimos, 
a ser implementado mediante ato do Ministério da Saúde, previamente pactuado em 
instância tripartite, no prazo de até 90 dias. 
 
3.4) Para fins de ressarcimento interfederativo, quanto aos medicamentos para 
tratamento oncológico, as ações ajuizadas previamente a 10 de junho de 2024 serão 
ressarcidas pela União na proporção de 80% (oitenta por cento) do valor total pago por 
Estados e por Municípios, independentemente do trânsito em julgado da decisão, a ser 
implementado mediante ato do Ministério da Saúde, previamente pactuado em instância 
tripartite, no prazo de até 90 dias. O ressarcimento para os casos posteriores a 10 de 
junho de 2024 deverá ser pactuado na CIT, no mesmo prazo. 
 
IV – Análise judicial do ato administrativo de indeferimento de medicamento pelo SUS4) 
Sob pena de nulidade do ato jurisdicional (art. 489, § 1º, V e VI, c/c art. 927, III, §1º, ambos 
do CPC), o Poder Judiciário, ao apreciar pedido de concessão de medicamentos não 
incorporados, deverá obrigatoriamente analisar o ato administrativo comissivo ou 
omissivo da não incorporação pela Conitec e da negativa de fornecimento na via 
administrativa, tal como acordado entre os Entes Federativos em autocomposição no 
Supremo Tribunal Federal. 
 
4.1) No exercício do controle de legalidade, o Poder Judiciário não pode substituir a 
vontade do administrador, mas tão somente verificar se o ato administrativo específico 
daquele caso concreto está em conformidade com as balizas presentes na Constituição 
Federal, na legislação de regência e na política pública no SUS. 
 
4.2) A análise jurisdicional do ato administrativo que indefere o fornecimento de 
medicamento não incorporado restringe-se ao exame da regularidade do procedimento 
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e da legalidade do ato de não incorporação e do ato administrativo questionado, à luz do 
controle de legalidade e da teoria dos motivos determinantes, não sendo possível 
incursão no mérito administrativo, ressalvada a cognição do ato administrativo 
discricionário, o qual se vincula à existência, à veracidade e à legitimidade dos motivos 
apontados como fundamentos para a sua adoção, a sujeitar o ente público aos seus 
termos. 
 
4.3) Tratando-se de medicamento não incorporado, é do autor da ação o ônus de 
demonstrar, com fundamento na Medicina Baseada em Evidências, a segurança e a 
eficácia do fármaco, bem como a inexistência de substituto terapêutico incorporado pelo 
SUS. 
 
4.4) Conforme decisão da STA 175-AgR, não basta a simples alegação de necessidade 
do medicamento, mesmo que acompanhada de relatório médico, sendo necessária a 
demonstração de que a opinião do profissional encontra respaldo em evidências 
científicas de alto nível, ou seja, unicamente ensaios clínicos randomizados, revisão 
sistemática ou meta-análise. 
 
V –Plataforma Nacional 
 
5) Os Entes Federativos, em governança colaborativa com o Poder Judiciário, 
implementarão uma plataforma nacional que centralize todas as informações relativas 
às demandas administrativas e judiciais de acesso a fármaco, de fácil consulta e 
informação ao cidadão, na qual constarão dados básicos para possibilitar a análise e 
eventual resolução administrativa, além de posterior controle judicial. 
 
5.1) A porta de ingresso à plataforma será via prescrições eletrônicas, devidamente 
certificadas, possibilitando o controle ético da prescrição, a posteriori, mediante ofício do 
Ente Federativo ao respectivo conselho profissional. 
 
5.2) A plataforma nacional visa a orientar todos os atores ligados ao sistema público de 
saúde, possibilitando a eficiência da análise pelo Poder Público e compartilhamento de 
informações com o Poder Judiciário, mediante a criação de fluxos de atendimento 
diferenciado, a depender de a solicitação estar ou não incluída na política pública de 
assistência farmacêutica do SUS e de acordo com os fluxos administrativos aprovados 
pelos próprios Entes Federativos em autocomposição. 
 
5.3) A plataforma, entre outras medidas, deverá identificar quem é o responsável pelo 
custeio e fornecimento administrativo entre os Entes Federativos, com base nas 
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responsabilidades e fluxos definidos em autocomposição entre todos os Entes 
Federativos, além de possibilitar o monitoramento dos pacientes beneficiários de 
decisões judiciais, com permissão de consulta virtual dos dados centralizados 
nacionalmente, pela simples consulta pelo CPF, nome de medicamento, CID, entre 
outros, com a observância da Lei Geral de Proteção da Dadose demais legislações 
quanto ao tratamento de dados pessoais sensíveis. 
 
5.4) O serviço de saúde cujo profissional prescrever medicamento não incorporado ao 
SUS deverá assumir a responsabilidade contínua pelo acompanhamento clínico do 
paciente, apresentando, periodicamente, relatório atualizado do estado clínico do 
paciente, com informações detalhadas sobre o progresso do tratamento, incluindo 
melhorias, estabilizações ou deteriorações no estado de saúde do paciente, assim como 
qualquer mudança relevante no plano terapêutico.VI –Medicamentos incorporados 
 
6) Em relação aos medicamentos incorporados, conforme conceituação estabelecida no 
âmbito da Comissão Especial e constante do Anexo I, os Entes concordam em seguir o 
fluxo administrativo e judicial detalhado no Anexo I, inclusive em relação à competência 
judicial para apreciação das demandas e forma de ressarcimento entre os Entes, quando 
devido. 
 
6.1) A(o) magistrada(o) deverá determinar o fornecimento em face de qual ente público 
deve prestá-lo (União, estado, Distrito Federal ou Município), nas hipóteses previstas no 
próprio fluxo acordado pelos Entes Federativos, anexados ao presente acórdão. 
 
Súmula vinculante 61 (STF): A concessão judicial de medicamento registrado na ANVISA, mas 
não incorporado às listas de dispensação do Sistema Único de Saúde, deve observar as teses 
firmadas no julgamento do Tema 6 da Repercussão Geral (RE 566.471). 
 
Tema 6 (RE 566.471) 
 
1. A ausência de inclusão de medicamento nas listas de dispensação do Sistema Único 
de Saúde - SUS (RENAME, RESME, REMUME, entre outras) impede, como regra geral, o 
fornecimento do fármaco por decisão judicial, independentemente do custo. 
 
2. É possível, excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento registrado na 
ANVISA, mas não incorporado às listas de dispensação do Sistema Único de Saúde, 
desde que preenchidos, cumulativamente, os seguintes requisitos, cujo ônus probatório 
incumbe ao autor da ação:(a) negativa de fornecimento do medicamento na via 
administrativa, nos termos do item '4' do Tema 1234 da repercussão geral;(b) ilegalidade 
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do ato de não incorporação do medicamento pela Conitec, ausência de pedido de 
incorporação ou da mora na sua apreciação, tendo em vista os prazos e critérios previstos 
nos artigos 19-Q e 19-R da Lei nº 8.080/1990 e no Decreto nº 7.646/2011;c) 
impossibilidade de substituição por outro medicamento constante das listas do SUS e 
dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas;(d) comprovação, à luz da medicina 
baseada em evidências, da eficácia, acurácia, efetividade e segurança do fármaco, 
necessariamente respaldadas por evidências científicas de alto nível, ou seja, unicamente 
ensaios clínicos randomizados e revisão sistemática ou meta-análise;(e) 
imprescindibilidade clínica do tratamento, comprovada mediante laudo médico 
fundamentado, descrevendo inclusive qual o tratamento já realizado; e(f) incapacidade 
financeira de arcar com o custeio do medicamento. 
 
3. Sob pena de nulidade da decisão judicial, nos termos do artigo 489, § 1º, incisos V e 
VI, e artigo 927, inciso III, § 1º, ambos do Código de Processo Civil, o Poder Judiciário, ao 
apreciar pedido de concessão de medicamentos não incorporados, deverá 
obrigatoriamente:(a) analisar o ato administrativo comissivo ou omissivo de não 
incorporação pela Conitec ou da negativa de fornecimento da via administrativa, à luz 
das circunstâncias do caso concreto e da legislação de regência, especialmente a política 
pública do SUS, não sendo possível a incursão no mérito do ato administrativo;(b) aferir 
a presença dos requisitos de dispensação do medicamento, previstos no item 2, a partir 
da prévia consulta ao Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NATJUS), sempre 
que disponível na respectiva jurisdição, ou a entes ou pessoas com expertise técnica na 
área, não podendo fundamentar a sua decisão unicamente em prescrição, relatório ou 
laudo médico juntado aos autos pelo autor da ação; e(c) no caso de deferimento judicial 
do fármaco, oficiar aos órgãos competentes para avaliarem a possibilidade de sua 
incorporação no âmbito do SUS. 
 
 
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 32 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
 
Arbitragem 
 
Súmula 485 (STJ): A Lei de Arbitragem aplica-se aos contratos que contenham cláusula arbitral, 
ainda que celebrados antes da sua edição. 
 
Ação declaratória 
 
Súmula 181 (STJ): É admissível ação declaratória, visando a obter certeza quanto à exata 
interpretação de cláusula contratual. 
 
Competência territorial 
 
Súmula 206 (STJ): A existência de vara privativa, instituída por lei estadual, não altera a 
competência territorial resultante das leis de processo. 
• Logo, não é válida, por exemplo, lei estadual que preveja foro privativo na capital para as 
demandas intentadas contra o Estado-membro. 
 
Competência pelo foro da situação da coisa 
 
Súmula 363 (STF): A pessoa jurídica de direito privado pode ser demandada no domicílio da 
agência, ou estabelecimento, em que se praticou o ato. 
 
Súmula 376 (STJ): Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra 
ato de juizado especial. 
 
Competência da justiça federal 
 
Súmula 689 (STF): O segurado pode ajuizar ação contra a instituição previdenciária perante o juízo 
federal do seu domicílio ou nas varas federais da Capital do Estado-Membro. 
 
Súmula 556 (STF): É competente a justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade 
de economia mista. 
• Vide Súmulas 42 (STJ), 508 e 517 do STF. 
 
Súmula 517 (STF): As sociedades de economia mista só tem foro na justiça federal, quando a 
união intervém como assistente ou opoente. 
• Ver Súmulas 42 (STJ), 508 e 556 do STF. 
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Súmula 150 (STJ): Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que 
justifique a presença, no processo, da união, suas autarquias ou empresas públicas. 
• Observar também as Súmulas 224 e 254 do STJ. 
 
Súmula 254 (STJ): A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual ente federal não 
pode ser reexaminada no Juízo Estadual. 
• Estudar também as Súmulas 150 e 224 do STJ. 
 
Súmula 173 (STJ): Compete à Justiça Federal processar e julgar o pedido de reintegração em cargo 
público federal, ainda que o servidor tenha sido dispensado antes da instituição do regime 
jurídico único. 
 
Súmula 42 (STJ): Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é 
parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
• Ver Súmulas 508, 517 e 556 do STF. 
 
Competência de justiça estadual 
 
Súmula vinculante 27 (STF): Compete à Justiça Estadual julgar causas entre consumidor e 
concessionária de serviço público de telefonia, quando a Anatel não seja litisconsorte passiva 
necessária, assistente nem opoente. 
 
Súmula 501 (STF): Compete a justiça ordinária estadual o processo e o julgamento, em ambas 
as instâncias, das causas de acidente do trabalho, ainda que promovidas contra a união, suas 
autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista. 
• Não obstante a validade dessa súmula, deve-se fazer uma interpretação conjunta com à SV 22 
(STF). 
 
Súmula 224 (STJ): Excluído do feito o ente federal, cuja presença levara o Juiz Estadual a declinar 
da competência, deve o Juiz Federal restituir os autos e não suscitar conflito. •Atualmente consta 
previsão expressa no § 3º do art. 45 do CPC 2015: "§ 3º O juízo federal restituirá os autos ao juízo 
estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do 
processo." 
• Ver Súmulas 150 e 254 do STJ. 
 
Súmula 55 (STJ): Tribunal Regional Federal não é competente para julgar recurso de decisão 
proferida por juiz estadual não investido de jurisdição federal. 
 
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Súmula 218 (STJ): Compete à Justiça dos Estados processar e julgar ação de servidor estadual 
decorrente de direitos e vantagens estatutárias no exercício de cargo em comissão. 
 
Súmula 137 (STJ): Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar ação de servidor público 
municipal, pleiteando direitos relativos ao vínculo estatutário. 
 
Conflito de competência 
 
Súmula 428 (STJ): Compete ao Tribunal Regional Federal decidir os conflitos de competência entre 
juizado especial federal e juízo federal da mesma seção judiciária. 
 
Súmula 236 (STJ): Não compete ao Superior Tribunal de Justiça dirimir conflitos de competência 
entre juízes trabalhistas vinculados a Tribunais Regionais do Trabalho diversos. 
• Trata-se de competência do TST. 
 
Súmula 59 (STJ): Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, 
proferida por um dos juízos conflitantes. 
Súmula 3 (STJ): Compete ao Tribunal Regional Federal dirimir conflito de competência verificado, 
na respectiva região, entre juiz federal e juiz estadual investido de jurisdição federal. 
 
Impedimentos 
 
Súmula 72 (STF): No julgamento de questão constitucional, vinculada a decisão do Tribunal Superior 
Eleitoral, não estão impedidos os ministros do Supremo Tribunal Federal que ali tenham 
funcionado no mesmo processo, ou no processo originário. 
 
Conexão 
 
Súmula 235 (STJ): A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
• Isso foi agora previsto expressamente no § 1º do art. 55 do CPC 2015: "§ 1º Os processos de ações 
conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado." 
 
Cumulação de pedidos (trabalhista e estatutário) 
 
Súmula 170 (STJ): Compete ao juízo onde primeiro for intentada a ação envolvendo acumulação de 
pedidos, trabalhista e estatutário, decidi-la nos limites da sua jurisdição, sem prejuízo do 
ajuizamento de nova causa, com o pedido remanescente, no juízo próprio. 
 
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• Se a Justiça Comum processa e julga ação proposta por servidor público referente a direito comum 
aos regimes trabalhista e estatutário e restringe a condenação a período concernente ao último 
vínculo, não há ofensa à literal disposição contida no art. 114, I, da Constituição Federal (AR 
3.469/DF, j. em 14/12/2009). 
 
Citação e intimação 
 
Súmula 310 (STF): Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de 
intimação for feita nesse dia, o prazo judicial terá início na segunda-feira imediata, salvo se não 
houver expediente, caso em que começará no primeiro dia útil que se seguir. 
 
Súmula 106 (STJ): Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por 
motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição 
ou decadência. 
 
Súmula 429 (STJ): A citação postal, quando autorizada por lei, exige o aviso de recebimento. 
 
Prerrogativas Processuais da fazenda pública 
 
Súmula 644 (STF): Ao titular do cargo de procurador de autarquia não se exige a apresentação de 
instrumento de mandato para apresentá-la em juízo. 
 
Súmula 483 (STJ): O INSS não está obrigado a efetuar depósito préviodo preparo por gozar das 
prerrogativas e privilégios da Fazenda Pública. 
 
Súmula 116 (STJ): A Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em dobro para interpor 
agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça. • 
 
Súmula 178 (STJ): O INSS não goza de isenção do pagamento de custas e emolumentos, nas 
ações acidentárias e de benefícios, propostas na Justiça Estadual. 
 
Honorários advocatícios e despesas processuais 
 
Súmula 450 (STF): São devidos honorários de advogado sempre que vencedor o beneficiário de 
justiça gratuita. 
 
Súmula 257 (STF): São cabíveis honorários de advogado na ação regressiva do segurador contra 
o causador do dano. 
 
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Súmula 616 (STF): É permitida a cumulação da multa contratual com os honorários de advogado, 
após o advento do Código de Processo Civil vigente. 
 
Súmula vinculante 47 (STF): Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do 
montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação 
ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem 
especial restrita aos créditos dessa natureza. 
 
Súmula 345 (STJ): São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções 
individuais de sentença proferida em ações coletivas, ainda que não embargadas. 
 
• O STJ, contudo, entende que a súmula continua válida mesmo após o CPC/2015. Confira: "O art. 
85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, 
de modo que são devidos honorários advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento 
de sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em 
litisconsórcio." STJ. Corte Especial. REsp 1648238/RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 
20/06/2018 (recurso repetitivo). 
 
Súmula 326 (STJ): Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao 
postulado na inicial não implica sucumbência recíproca. 
 
Súmula 232 (STJ): A Fazenda Pública, quando parte no processo, fica sujeita à exigência do 
depósito prévio dos honorários do perito. 
 
Súmula 14 (STJ): Arbitrados os honorários advocatícios em percentual sobre o valor da causa, a 
correção monetária incide a partir do respectivo ajuizamento. 
 
Súmula 201 (STJ): Os honorários advocatícios não podem ser fixados em salários-mínimos. 
 
Justiça gratuita 
 
Súmula 481 (STJ): Faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa jurídica com ou sem fins 
lucrativos que demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais. 
• As pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, para obterem os benefícios da 
justiça gratuita, devem comprovar o estado de miserabilidade, não bastando a simples declaração 
de pobreza. 
 
Súmula 231 (STF): O revel, em processo civil, pode produzir provas, desde que compareça em 
tempo oportuno. 
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• O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar 
(art. 346, parágrafo único, do CPC 2015). 
 
Abandono da causa pelo autor 
 
Súmula 240 (STJ): A extinção do processo, por abandono da causa pelo autor, depende de 
requerimento do réu. 
• Essa regra da súmula possui previsão expressa no novo CPC: Art. 485 (...) § 6º Oferecida a 
contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor depende de requerimento 
do réu. 
 
Reconvenção 
 
Súmula 258 (STF): É admissível reconvenção em ação declaratória. 
 
Tutela provisória 
 
Súmula 729 (STF): A decisão ADC-4 não se aplica à antecipação de tutela em causa de natureza 
previdenciária. 
• A tutela provisória é o gênero do qual decorrem duas espécies: 1) Tutela provisória de urgência; 
2) Tutela provisória de evidência. A tutela provisória de urgência divide-se em: 1.1) Tutela cautelar; 
1.2) tutela antecipada (satisfativa). 
 
Recursos em Geral 
 
Súmula 428 (STF): Não fica prejudicada a apelação entregue em cartório no prazo legal, embora 
despachada tardiamente. 
 
Súmula 320 (STF): A apelação despachada pelo juiz no prazo legal não fica prejudicada pela 
demora da juntada, por culpa do cartório. 
 
Súmula 425 (STF): O agravo despachado no prazo legal não fica prejudicado pela demora da 
juntada, por culpa do cartório; nem o agravo entregue em cartório no prazo legal, embora 
despachado tardiamente. 
 
Súmula 641 (STF): Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos litisconsortes 
haja sucumbido. 
 
Súmula 484 (STJ): Admite-se que o preparo seja efetuado no primeiro dia útil subsequente, quando 
a interposição do recurso ocorrer após o encerramento do expediente bancário. 
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• Preparo consiste no pagamento das despesas relacionadas com o processamento do recurso. 
• O entendimento da súmula representa uma exceção ao art. 1.007 do CPC 2015. 
 
Súmula 568 (STJ): O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou 
negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominanteacerca do tema. 
 
Súmula 117 (STJ): A inobservância do prazo de 48 horas, entre a publicação de pauta e o 
julgamento sem a presença das partes, acarreta nulidade. 
• A súmula continua válida, mas agora o prazo mínimo não é de 48h, mas sim de 5 dias. 
 
Súmula 99 (STJ): O Ministério Público tem legitimidade para recorrer no processo em que oficiou 
como fiscal da lei, ainda que não haja recurso da parte. 
 
Apelação 
 
Súmula 331 (STJ): A apelação interposta contra sentença que julga embargos à arremataçãotem 
efeito meramente devolutivo. 
 
Reexame necessário 
 
Súmula 423 (STF): Não transita em julgado a sentença por haver omitido o recurso "ex-oficio",que 
se considera interposto "ex-lege". 
 
Súmula 490 (STJ): A dispensa de reexame necessário, quando o valor da condenação ou do direito 
controvertido for inferior a 60 salários mínimos, não se aplica a sentenças ilíquidas. 
 
Súmula 325 (STJ): A remessa oficial devolve ao Tribunal o reexame de todas as parcelas da 
condenação suportadas pela Fazenda Pública, inclusive dos honorários de advogado. 
 
Súmula 253 (STJ): O art. 557 do CPC, que autoriza o relator a decidir o recurso, alcança o reexame 
necessário. 
• Onde se lê art. 557, leia-se agora art. 932, III e IV, do CPC 2015. 
 
Súmula 45 (STJ): No reexame necessário, é defeso, ao tribunal, agravar a condenação imposta à 
Fazenda Pública. 
 
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Súmula 727 (STF): Não pode o magistrado deixar de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal o 
agravo de instrumento interposto da decisão que não admite recurso extraordinário, ainda que 
referente a causa instaurada no âmbito dos juizados especiais. 
 
Súmula 223 (STJ): A certidão de intimação do acórdão recorrido constitui peça obrigatória do 
instrumento de agravo. 
 
Súmula 118 (STJ): O agravo de instrumento é o recurso cabível da decisão que homologa a 
atualização do cálculo da liquidação. 
 
Agravo interno 
 
Súmula 182 (STJ): E inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os 
fundamentos da decisão agravada. 
• Onde se lê art. 545, leia-se agora art. 1.021 do CPC 2015. 
• Ademais, frise-se que o entendimento exposto nesta súmula foi reforçado com o art. 932, III, do 
CPC 2015. 
 
Embargos de declaração 
 
Súmula 317 (STF): São improcedentes os embargos declaratórios, quando não pedida a declaração 
do julgado anterior, em que se verificou a omissão. 
 
Súmula 579 (STJ): Não é necessário ratificar o recurso especial interposto na pendência do 
julgamento dos embargos de declaração quando inalterado o julgamento anterior. 
 
Súmula 98 (STJ): Embargos de declaração manifestados comnotório propósito de 
prequestionamento não tem caráter protelatório. 
• Como exceção a esta súmula, temos a situação em que a parte opõe embargos contra acórdão que 
esteja em conformidade com súmula do STJ ou STF ou, ainda, com precedente julgado pelo rito dos 
recursos repetitivos ou repercussão geral. Nesse caso, esses embargos serão considerados 
protelatórios mesmo que tenham sido interpostos com objetivo de prequestionamento. STJ. 2ª 
Seção. REsp 1.410.839-SC, Rel. Min. Sidnei Beneti, julgado em 14/5/2014 (recurso repetitivo) (Info 
541). 
 
Embargos de divergência 
 
Súmula 168 (STJ): Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do tribunal se 
firmou no mesmo sentido do acórdão embargado. 
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 40 
 
• Vide Súmula 247 (STF). 
 
Súmula 158 (STJ): Não se presta a justificar embargos de divergência o dissídio com acórdão de 
turma ou seção que não mais tenha competência para a matéria neles versada. 
 
Súmula 315 (STJ): Não cabem embargos de divergência no âmbito do agravo de instrumento que 
não admite recurso especial. 
 
Súmula 420 (STJ): Incabível, em embargos de divergência, discutir o valor de indenização por danos 
morais. 
 
 
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Recurso extraordinário 
 
Súmula 456 (STF): O Supremo Tribunal Federal, conhecendo do recurso extraordinário, julgará a 
causa, aplicando o direito à espécie. 
 
Súmula 287 (STF): Nega-se provimento do agravo quando a deficiência na sua fundamentação, ou 
na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. 
 
Súmula 284 (STF): É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua 
fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 
 
Súmula 635 (STF): Cabe ao Presidente do Tribunal de origem decidir o pedido de medida cautelar 
em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade. 
• O tema foi tratado de forma expressa no § 5º do art. 1.029 do CPC 2015. 
• Observar a Súmula 634 (STF). 
 
Súmula 634 (STF): Não compete ao Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar 
efeito suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na 
origem. 
• O tema foi tratado de forma expressa no § 5º do art. 1.029 do CPC 2015. 
• Vide Súmula 635 (STF). 
 
Súmula 289 (STF): O provimento do agravo, por uma das turmas do Supremo21 
DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................................................................................................................................ 22 
Direitos e garantias fundamentais ................................................................................................................................................................ 22 
Direitos políticos .................................................................................................................................................................................................. 23 
Competências legislativas ............................................................................................................................................................................... 23 
Controle de constitucionalidade .................................................................................................................................................................... 24 
Poder legislativo ................................................................................................................................................................................................. 24 
Processo legislativo ........................................................................................................................................................................................... 24 
Tribunal de contas .............................................................................................................................................................................................. 24 
Poder judiciário .................................................................................................................................................................................................... 25 
Direito à saúde ..................................................................................................................................................................................................... 26 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL ......................................................................................................................................................... 32 
Arbitragem ............................................................................................................................................................................................................ 32 
Ação declaratória ................................................................................................................................................................................................ 32 
Competência territorial ..................................................................................................................................................................................... 32 
Competência pelo foro da situação da coisa ............................................................................................................................................. 32 
Competência da justiça federal ...................................................................................................................................................................... 32 
Competência de justiça estadual ................................................................................................................................................................... 33 
Conflito de competência ................................................................................................................................................................................... 34 
Impedimentos ...................................................................................................................................................................................................... 34 
Conexão ................................................................................................................................................................................................................. 34 
Cumulação de pedidos (trabalhista e estatutário)................................................................................................................................... 34 
Citação e intimação ............................................................................................................................................................................................ 35 
Prerrogativas Processuais da fazenda pública ......................................................................................................................................... 35 
Honorários advocatícios e despesas processuais .................................................................................................................................... 35 
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Justiça gratuita ..................................................................................................................................................................................................... 36 
Abandono da causa pelo autor ...................................................................................................................................................................... 37 
Reconvenção ........................................................................................................................................................................................................ 37 
Tutela provisória ................................................................................................................................................................................................. 37 
Recursos em Geral ............................................................................................................................................................................................. 37 
Apelação ................................................................................................................................................................................................................ 38 
Reexame necessário .......................................................................................................................................................................................... 38 
Agravo de instrumento ..................................................................................................................................................................................... 38 
Agravo interno ..................................................................................................................................................................................................... 39 
Embargos de declaração ..................................................................................................................................................................................Tribunal Federal, 
ainda que sem ressalva, não prejudica a questão do cabimento do recurso extraordinário. 
 
Súmula 733 (STF): Não cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no processamento 
de precatórios. 
• Esta decisão tem natureza administrativa (Súmula 311 (STJ)). 
 
Súmula 640 (STF): É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro 
grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal. 
• Causas de alçada são aquelas nas quais a lei estipula determinado valor máximo e determina que 
se a demanda for inferior a essa quantia não caberá recurso ao Tribunal de 2º grau contra a sentença 
proferida pelo juiz. 
 
Súmula 281 (STF): É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na justiça de origem, 
recurso ordinário da decisão impugnada. Importante. 
 
Súmula 735 (STF): Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. 
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Súmula 279 (STF): Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 
• Também não cabe recurso especial nos termos da Súmula 7 (STJ). 
 
Súmula 454 (STF): Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso 
extraordinário. 
 
Súmula 505 (STF): Salvo quando contrariarem a Constituição, não cabe recurso para o Supremo 
Tribunal Federal, de quaisquer decisões da Justiça do Trabalho, inclusive dos presidentes de seus 
tribunais. 
 
Súmula 280 (STF): Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. 
 
Súmula 636 (STF): Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional 
da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas 
infraconstitucionais pela decisão recorrida. 
 
Súmula 283 (STF): É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em 
mais de um fundamento suficientee o recurso não abrange todos eles. 
 
Súmula 292 (STF): Interposto o recurso extraordinário por mais de um dos fundamentos indicados 
no art. 101, III, da Constituição, a admissão apenas por um deles não prejudica o seu conhecimento 
por qualquer dos outros. 
 
Súmula 528 (STF): Se a decisão contiver partes autônomas, a admissão parcial, pelo presidente do 
tribunal "a quo", de recurso extraordinário que, sobre qualquer delas se manifestar, não limitará a 
apreciação de todas pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente de interposição de 
agravo de instrumento. 
 
Súmula 282 (STF):É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão 
recorrida, a questão federal (constitucional) suscitada. 
• Ver Súmula 356 do STF. 
 
Súmula 322 (STF): Não terá seguimento pedido ou recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal, 
quando manifestamente incabível, ou apresentando fora do prazo, ou quando for evidente a 
incompetência do tribunal. 
 
Súmula 637 (STF): Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere 
pedido de intervenção estadual em Município. 
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Súmula 356 (STF): O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos 
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do 
prequestionamento. 
 
Recurso especial 
 
Súmula 389 (STF): Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da 
condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário 
(especial). 
 
Súmula 400 (STF): Decisão que deu razoável interpretação à lei, ainda que não seja a melhor, não 
autoriza recurso extraordinário pela letra a do art. 101, III, da Constituição Federal. 
 
Súmula 399 (STF): Não cabe recurso extraordinário (especial), por violação de Lei Federal, quando 
a ofensa alegada for a regimento de tribunal. 
• Porém, quando a súmula fala em recurso extraordinário, deve-se ler, atualmente, recurso especial. 
Isso porque o enunciado é anterior à CF/88, época em que as questões federais eram também 
decididas pelo STF por meio de recurso extraordinário. 
 
Súmula 203 (STJ): Não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão de segundo grau 
dos Juizados Especiais. 
 
Súmula 123 (STJ): A decisão que admite, ou não, o recurso especial deve ser fundamentada, com 
o exame dos seus pressupostos gerais e constitucionais. 
 
Súmula 86 (STJ): Cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de agravo de 
instrumento. 
 
Súmula 126 (STJ): É inadmissível recurso especial, quando o acórdão recorrido assenta em 
fundamentos constitucional e infraconstitucional, qualquer deles suficiente, por si só, para 
mantê-lo, e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário. 
 
Súmula 7 (STJ): A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. 
 
Súmula 5 (STJ): A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial. 
 
Súmula 13 (STJ): A divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja recurso especial. 
 
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Súmula 83 (STJ): Não se conhece do recursoespecial pela divergência, quando a orientação do 
tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida. 
 
Súmula 518 (STJ): Para fins do art. 105, III, a, da Constituição Federal, não é cabível recurso especial 
fundado em alegada violação de enunciado de súmula. 
• Alguns autores defendem que este entendimento deveria ser revisto em face do art. 927, IV, do 
CPC 2015. 
 
Ação rescisória 
 
Súmula 252 (STF): Na ação rescisória, não estão impedidos juízes que participaram do julgamento 
rescindendo. 
 
Súmula 249 (STF): É competente o Supremo Tribunal Federal para a ação rescisória quando, 
embora não tendo conhecido do recurso extraordinário, ou havendo negado provimento ao agravo, 
tiver apreciado a questão federal controvertida. 
 
Súmula 515 (STF): A competência para a ação rescisória não é do Supremo Tribunal Federal, 
quando a questão federal, apreciada no recurso extraordinário ou no agravo de instrumento, seja 
diversa da que foi suscitada no pedido rescisório. 
 
Súmula 514 (STF): Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que 
contra ela não se tenham esgotado todos os recursos. 
 
Súmula 264 (STF): Verifica-se a prescrição intercorrente pela paralisação da ação rescisória por 
mais de cinco anos. Aprovada em 13/12/1963. O prazo é de 2 anos. Assim, verifica-se a prescrição 
intercorrente pela paralisação da ação rescisória por mais de DOIS anos. 
 
Súmula 401 (STJ): O prazo decadencial da ação rescisória só se inicia quando não for cabível 
qualquer recurso do último pronunciamento judicial. 
• Novo CPC traz regra que reafirma esta súmula: "Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 
(dois) anos contados do trânsito em julgado da última decisão proferida no processo." 
 
Súmula 175 (STJ): Descabe o depósito prévio nas ações rescisórias propostas pelo INSS. 
 
Reclamação constitucional 
 
Súmula 368 (STF): Não há embargos infringentes no processo de reclamação. 
 
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Súmula 734 (STF): Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que 
se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal. 
 
Liquidez da sentença 
 
Súmula 344 (STJ): A liquidação por forma diversa da estabelecida na sentença não ofende a coisa 
julgada. 
 
Súmula 318 (STJ): Formulado pedido certo e determinado, somente o autor tem interesse recursal 
em arguir o vício da sentença ilíquida. 
 
Execução 
 
Súmula 517 (STJ): São devidos honorários advocatícios no cumprimento de sentença, haja ou não 
impugnação, depois de escoado o prazo para pagamento voluntário, que se inicia após a intimação 
do advogado da parte executada. 
• A súmula 517 foi editada antes do CPC 2015, mas é compatível com o novo Código que prevê que 
tais honorários advocatícios deverão ser fixados no percentual de 10% sobre o valor do débito (art. 
523, § 1º). 
 
Súmula 46 (STJ): Na execução por carta, os embargos do devedor serão decididos no juízo 
deprecante, salvo se versarem unicamente vícios ou defeitos da penhora, avaliação ou alienação 
dos bens. 
 
Súmula 319 (STJ): O encargo de depositário de bens penhorados pode ser expressamente 
recusado. 
 
Súmula 451 (STJ): É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. 
 
Súmula 417 (STJ): Na execução civil, a penhora de dinheiro na ordem de nomeação de bens não 
tem caráter absoluto. 
• Vale ressaltar que a "a satisfação do direito de crédito perpassa pela possibilidade de recusa ou 
substituição do bem dado em penhora; logo, a Súmula 417 do STJ não inviabiliza a possibilidade de 
recusa do credor, desde que justificada por uma das causas descritas no art. 656 do CPC." (STJ AgRg 
nos EDcl no Ag 1.282.484/RJ, DJe 19/11/2010). 
 
Súmula 375 (STJ): O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do 
bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. 
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• Obs.: a Súmula 375 do STJ não se aplica no caso das execuções fiscais de créditos tributários. De 
acordo com o STJ, no caso de execução fiscal, incide a regra do art. 185 do CTN, que é mais específica 
e não exige a prova de má-fé do terceiro adquirente. Para que se presuma a fraude, basta que o 
devedor tenha alienado ou onerado os bens ou rendas após o débito ter sido inscrito na dívida ativa 
e fique sem ter patrimônio para pagar a Fazenda. 
 
Súmula 268 (STJ): O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não responde 
pela execução do julgado. 
 
Súmula 196 (STJ): Ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer revel, será 
nomeado curador especial, com legitimidade para apresentação de embargos. 
 
Súmula 27 (STJ): Pode a execução fundar-se em mais de um título extrajudicial relativos ao mesmo 
negócio. 
 
Súmula 317 (STJ): É definitiva a execução de título extrajudicial, ainda que pendente apelação 
contra sentença que julgue improcedentes os embargos. 
 
Execução Fiscal 
 
Súmula 583 (STJ): O arquivamento provisório previsto no art. 20 da Lei n. 10.522/2002, dirigido aos 
débitos inscritos como dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacionalou por 
ela cobrados, não se aplica às execuções fiscais movidas pelos conselhos de fiscalização profissional 
ou pelas autarquias federais. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 14/12/2016. 
 
Súmula 139 (STJ): Cabe à Procuradoria da Fazenda Nacional propor execução fiscal para cobrança 
de crédito relativo ao ITR. 
 
Súmula 400 (STJ): O encargo de 20% previsto no DL nº 1.025/1969 é exigível na execução fiscal 
proposta contra a massa falida. 
 
Súmula 393 (STJ): A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente 
às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória. 
 
Súmula 153 (STJ): A desistência da execução fiscal, após o oferecimento dos embargos, não exime 
o exequente dos encargos da sucumbência. 
 
Súmula 128 (STJ): Na execução fiscal haverá segundo leilão, se no primeiro não houver lanço 
superior à avaliação. 
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Súmula 121 (STJ): Na execução fiscal o devedor deverá ser intimado, pessoalmente, do dia e hora 
da realização do leilão. 
 
Súmula 409 (STJ): Em execução fiscal, a prescrição pode ser decretada de ofício (art. 219, §5º do 
CPC). 
 
Súmula 314 (STJ): Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo 
por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente. 
 
Súmula 406 (STJ): A Fazenda Pública pode recusar a substituição do bem penhorado por precatório. 
 
Súmula 560 (STJ): A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-A do 
CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o qual fica 
caracterizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros e a expedição de 
ofícios aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou Detran. 
 
Súmula 251 (STJ): A meação só responde pelo ato ilícito quando o credor, na execução fiscal, provar 
que o enriquecimento dele resultante aproveitou ao casal. 
 
Súmula 430 (STJ): O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, 
a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
 
Súmula 435 (STJ): Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no 
seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da 
execução fiscal para o sócio-gerente. 
• Atenção: o STJ entende que essa súmula se aplica tanto para dívidas tributárias como não-
tributárias. 
 
Súmula 392 (STJ): A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a 
prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada 
a modificação do sujeito passivo da execução. 
 
Súmula 414 (STJ): A citação por edital na execução fiscal é cabível quando frustradas as demais 
modalidades. 
 
Súmula 189 (STJ): É desnecessária a intervenção do Ministério Público nas execuções fiscais. 
 
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Súmula 58 (STJ): Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicilio do executado não 
desloca a competência já fixada. 
 
Súmula 452 (STJ): A extinção das ações de pequeno valor é faculdade da Administração, vedada a 
atuação judicial de ofício. 
 
Súmula 190 (STJ): Na execução fiscal, processada perante a Justiça Estadual, cumpre à Fazenda 
Pública antecipar o numerário destinado ao custeio das despesas com o transporte dos oficiais de 
justiça. 
 
Súmula 515 (STJ): A reunião de execuções fiscais contra o mesmo devedor constitui faculdade do 
juiz. 
 
Súmula 66 (STJ): Compete à Justiça Federal processar e julgar execução fiscal promovida por 
conselho de fiscalização profissional. 
 
Súmula 559 (STJ): Em ações de execução fiscal, é desnecessária a instrução da petição inicial com 
o demonstrativo de cálculo do débito, por tratar-se de requisito não previsto no art. 6º da Lei nº 
6.830/1980. 
 
Súmula 558 (STJ): Em ações de execução fiscal, a petição inicial não pode ser indeferida sob o 
argumento da falta de indicação do CPF e/ou RG ou CNPJ da parte executada. 
 
Súmula 394 (STJ): É admissível, em embargos à execução, compensar os valores de Imposto de 
Renda retidos indevidamente na fonte com os valores restituídos apurados na declaração anual. 
 
Execução contra fazenda pública 
 
Súmula 487 (STJ): O parágrafo único do art. 741 do CPC não se aplica às sentenças transitadas em 
julgado em data anterior à da sua vigência. 
 
Súmula 279 (STJ): É cabível execução por título extrajudicial contra a Fazenda Pública. 
 
Multa nas obrigações de fazer ou não fazer 
 
Súmula 410 (STJ): A prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para a 
cobrança de multa pelo descumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. 
• Polêmica. 
 
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Embargos de terceiro 
 
Súmula 303 (STJ): Em embargos de terceiro, quem deu causa à constrição indevida deve arcar com 
os honorários advocatícios. 
 
Súmula 84 (STJ): É admissível a oposição de embargos de terceiro fundados em alegação de posse 
advinda do compromisso de compra e venda de imóvel, ainda que desprovido do registro. 
• “O celebrante de promessa de compra e venda tem legitimidade para proteger a posse contra 
penhora incidente sobre o imóvel objeto do negócio jurídico, ainda que desprovido de registro, desde 
que afastadas a má-fé e a hipótese de fraude à execução.” (STJ AgRg no AREsp 172.704/DF, julgado 
em 19/11/2013). 
 
Súmula 195 (STJ): Em embargos de terceiro não se anula ato jurídico, por fraude contra credores. 
• O instrumento processual cabível é a propositura de ação pauliana ou revocatória. 
 
Súmula 134 (STJ): Embora intimado da penhora em imóvel do casal, o cônjuge do executado pode 
opor embargos de terceiro para defesa de sua meação. 
 
Precatórios 
 
Súmula 733 (STF): Não cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no processamento de 
precatórios. 
 
Súmula vinculante 17 (STF): Durante o período previsto no parágrafo 1º (atual § 5º) do artigo 100 
da Constituição, não incidem juros demora sobre os precatórios que nele sejam pagos. 
 
• Súmula em vigor, mas observe-se que quando o enunciado fala em “§ 1º”, deve-se entender § 5º. 
Isso porque, após a súmula ter sido aprovada (em 10/11/2009), foi editada a EC 62/2009 (em 
09/12/2009), que deslocou a redação do antigo § 1º para o atual § 5º do art. 100 da CF/88. 
 
ATENÇÃO!! O §5º do ART. 100 foi alterado pela EC 114/2021 que seguiu no mesmo sentido, 
porém houve alteração quanto ao prazo para apresentação dos Ofícios Precatórios. Vejamos: “ § 5º 
É obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito público de verba necessária ao 
pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado constantes de 
precatórios judiciários apresentados até 2 de abril, fazendo-se o pagamento até o final do exercício 
seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 114, de 2021) (Vigência)” 
 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art8
 
 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 50 
 
Súmula 655 (STF): A exceção prevista no art. 100, caput (atual § 1º), da Constituição, em favor dos 
créditos de natureza alimentícia, não dispensa a expedição de precatório, limitando-se a isentá-los 
da observância da ordem cronológica dos precatórios decorrentes de condenações de outra 
natureza. 
• Súmula em vigor, porém quando o enunciado fala em “caput”, deve-se entender § 1º. Isso porque, 
após a súmula ter sido aprovada (em 2003), foi editada a EC 62/2009, que deslocou a referida 
exceção em favor dos créditos de natureza alimentícia do caput do art. 100 para o seu § 1º. 
 
Súmula 311 (STJ): Os atos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e 
pagamento de precatório não têm caráter jurisdicional. 
 
Súmula 144 (STJ): Os créditos de natureza alimentícia gozam de preferência, desvinculados os 
precatórios da ordem cronológica dos créditos de natureza diversa. 
 
Ação monitória 
 
Súmula 292 (STJ): A reconvenção é cabível na ação monitória, após a conversão do procedimento 
em ordinário. 
 
Súmula 282 (STJ): Cabe a citação por edital em ação monitória. 
 
Súmula 339 (STJ): É cabível ação monitória contra a Fazenda Pública. 
• O teor da súmula passou a constar expressamente no § 6º do art. 700 do CPC 2015: “§ 6º É 
admissível ação monitória em face da Fazenda Pública.” 
 
Súmula 299 (STJ): É admissível a ação monitória fundada em cheque prescrito. 
• Vide Súmulas 503 e 551 do STJ. 
 
Súmula 247 (STJ): O contrato de abertura de crédito em conta-corrente, acompanhado do 
demonstrativo de débito, constitui documento hábil para o ajuizamento da ação monitória. 
• Vide Súmulas 233, 258 e 300 do STJ. 
 
Juizados especiais 
 
Súmula 376 (STJ): Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra 
ato de juizado especial. 
 
 
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Ação civil pública 
 
Súmula 643 (STF): O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil pública cujo 
fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares. 
 
Súmula 329 (STJ): O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa 
do patrimônio público. 
 
Súmula 601 (STJ): O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos 
difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da 
prestação de serviço público. STJ. Corte Especial. Aprovada em 07/02/2018, DJe 14/02/2018. 
 
Súmula 489 (STJ): Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça Federal as ações civis 
públicas propostas nesta e na Justiça estadual. 
 
Ação popular 
 
Súmula 365 (STF): Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
• Somente é legitimado para propor a ação popular o cidadão (art. 5º, LXXIII, da CF/88). 
 
Mandado de segurança 
 
Súmula 299 (STF): O recurso ordinário e o extraordinário interpostos no mesmo processo de 
mandado de segurança, ou de "habeas corpus", serão julgados conjuntamente pelo Tribunal Pleno. 
 
Súmula 272 (STF): Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de 
mandado de segurança. 
 
Súmula 512 (STF): Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de 
segurança. 
• Art. 25 da Lei 12.016/2009. 
 
Súmula 405 (STF): Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, 
dela interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
 
Súmula 392 (STF): O prazo para recorrer de acórdão concessivo de segurança conta-se da 
publicação oficial de suas conclusões, e não da anterior ciência à autoridade para cumprimento da 
decisão. 
 
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Súmula 248 (STF): É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de 
segurança contra ato do Tribunal de Contas da União. 
• Atualmente, essacompetência encontra-se expressamente prevista no art. 102, I, “d”, da CF/88. 
 
Súmula 623 (STF): Não gera por si só a competência originária do Supremo Tribunal Federal para 
conhecer do mandado de segurança com base no art. 102, I, n, da Constituição, dirigir-se o pedido 
contra deliberação administrativa do tribunal de origem, da qual haja participado a maioria ou a 
totalidade de seus membros. 
 
Súmula 330 (STF): O Supremo Tribunal Federal não é competente para conhecer de mandado de 
segurança contra atos dos tribunais de justiça dos estados. 
 
Súmula 624 (STF): Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de 
mandado de segurança contra atos de outros tribunais. 
• O STF não dispõe de competência originária para processar e julgar MS impetrado contra ato de 
outros Tribunais judiciários, mesmo que que se trate do STJ. Compete ao próprio STJ julgar os 
mandados de segurança impetrados contra seus atos ou omissões. 
 
Súmula 304 (STF): Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa julgada contra 
o impetrante, não impede o uso da ação própria. 
• Se for discutido o mérito da demanda pela via mandamental, opera-se a coisa julgada, não sendo 
possível o reexame do tema por meio de ação própria (STJ AgRg no REsp 1198803/DF, julgado em 
06/10/2011). 
 
Súmula 101 (STF): O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
 
Súmula 269 (STF): O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. 
• Vide Súmula 271 do STF. 
 
Súmula 271 (STF): Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais, em 
relação a período pretérito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial 
própria. 
• Ver Súmula 269 do STF. 
 
Súmula 430 (STF): Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o 
mandado de segurança. 
 
Súmula 632 (STF): É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de 
mandado de segurança. 
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• O prazo decadencial do MS é de 120 dias (art. 23 da Lei nº 12.016/2009). 
 
Súmula 631 (STF): Extingue-se o processo de mandado de segurança se o impetrante não 
promove, no prazo assinado, a citação do litisconsorte passivo necessário. 
 
Súmula 510 (STF): Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra 
ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. 
 
Súmula 268 (STF): Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em 
julgado. 
 
Súmula 267 (STF): Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou 
correição. 
 
Súmula 460 (STJ): É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária 
realizada pelo contribuinte. 
• Segundo o STJ, para convalidar a compensação, seria necessária dilação probatória, o que é 
inviável em mandado de segurança. 
• Ver Súmulas 212 e 213 do STJ. 
 
Súmula 213 (STJ): O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito 
à compensação tributária. 
• Vide Súmula 212 e 460 do STJ. 
 
Súmula 376 (STJ): Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra 
ato de juizado especial. 
 
Súmula 105 (STJ): Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em honorários 
advocatícios. 
• Art. 25 da Lei 12.016/2009. 
 
Súmula 177 (STJ): O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar e julgar, 
originariamente, mandado de segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de 
Estado. 
 
Súmula 41 (STJ): O Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, 
originariamente, mandado de segurança contra ato de outros tribunais ou dos respectivos órgãos. 
• MS contra ato do TJ é julgado pelo próprio TJ. 
 
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Súmula 202 (STJ): A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona à 
interposição de recurso. 
• Essa súmula é válida, porém com ressalvas. 
• É entendimento do STJ que a Súmula 202 socorre tão somente aquele que não teve condições de 
tomar ciência da decisão que lhe prejudicou, ficando impossibilitado de se utilizar do recurso cabível 
(RMS 42.593/RJ, j. em 08/10/2013). 
 
Súmula 266 (STF): Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. 
 
Súmula 429 (STF): A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso 
do mandado de segurança contra omissão da autoridade. 
• Lei nº 12.016/2009. Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: I — de ato 
do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução. 
 
Súmula 626 (STF): A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em 
contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de 
concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, 
desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração. 
• Vide art. 4º da Lei 8.437/92; art. 25, § 3º, da Lei 8.038/90; art. 297, § 3º do RISTF; art. 271 do RISTJ; 
arts. 250, § 3º e 251, § 3º do RITST. 
 
Súmula 474 (STF): Não há direito líquido e certo, amparado pelo mandado de segurança, quando 
se escuda em lei cujos efeitos foram anulados por outra, declarada constitucional pelo Supremo 
Tribunal Federal. 
 
Súmula 625 (STF): Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de 
segurança. 
 
Súmula 333 (STJ): Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por 
sociedade de economia mista ou empresa pública. 
• Lei nº 12.016/2009. Art. 1º (...) § 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão 
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista 
e de concessionárias de serviço público. 
• A súmula refere-se a atos administrativos e não a atos de gestão, razão pela qual permanece 
válida. 
 
Súmula 628- (STJ): A teoria da encampação é aplicada no mandado de segurança quando 
presentes, cumulativamente,os seguintes requisitos: a) existência de vínculo hierárquico entre a 
autoridade que prestou informações e a que ordenou a prática do ato impugnado; b) manifestação 
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a respeito do mérito nas informações prestadas; e c) ausência de modificação de competência 
estabelecida na Constituição Federal. 
 
Mandado de segurança coletivo 
 
Súmula 630 (STF): A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda 
quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
• Essa regra foi prevista expressamente no art. 21 da nova Lei do Mandado de Segurança (Lei nº 
12.016/2009). 
 
Súmula 629 (STF): A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor 
dos associados independe da autorização destes. 
• Não é necessária autorização dos associados visto que se trata de substituição processual, situação 
na qual a entidade defenderá, em nome próprio, interesse alheio (de seus associados). 
 
Temas diversos 
 
Súmula 325 (STF): As emendas ao regimento do Supremo Tribunal Federal, sobre julgamento de 
questão constitucional, aplicam-se aos pedidos ajuizados e aos recursos interpostos 
anteriormente à sua aprovação. 
 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
Princípio da anterioridade tributária 
 
Súmula 669 (STF): Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se 
sujeita ao princípio da anterioridade. 
• Atualmente foi aprovada a súmula vinculante 50 com o mesmo teor, substituindo esta. 
 
Súmula vinculante 50 (STF): Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação 
tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. 
 
Competências tributárias 
 
Súmula 69 (STF): A Constituição Estadual não pode estabelecer limite para o aumento de tributos 
municipais. 
• Súmula de acordo com os arts. 18 e 30, III, da CF/88. 
 
Constituição do crédito tributário 
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Súmula 653 (STJ) - O pedido de parcelamento fiscal, ainda que indeferido, interrompe o prazo 
prescricional, pois caracteriza confissão extrajudicial do débito. 
 
Súmula 622 (STJ): A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a 
constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do prazo para 
a impugnação ou com a notificação de seu julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido pela 
Administração para o pagamento voluntário, inicia-se o prazo prescricional para a cobrança 
judicial. 
 
Súmula 555 (STJ): Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para 
o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos 
casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio 
exame da autoridade administrativa. 
 
Súmula 436 (STJ): A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui 
o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
 
Imunidades tributárias 
 
Súmula vinculante 57: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à 
importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes 
exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que 
possuam funcionalidades acessórias. 
 
Súmula 612 (STJ): O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no prazo 
de sua validade, possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus efeitos à data 
em que demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei complementar para a 
fruição da imunidade. 
 
Súmula 352 (STJ): A obtenção ou a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência 
Social (Cebas) não exime a entidade do cumprimento dos requisitos legais supervenientes. 
 
Súmula 336 (STF): A imunidade da autarquia financiadora, quanto ao contrato de financiamento, 
não se estende a compra e venda entre particulares, embora constantes os dois atos de um só 
instrumento. 
 
Súmula 75 (STF): Sendo vendedora uma autarquia, a sua imunidade fiscal não compreende o 
imposto de transmissão "inter vivos", que é encargo do comprador. 
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Súmula 591 (STF): A imunidade ou a isenção tributária do comprador não se estende ao produtor, 
contribuinte do imposto sobre produtos industrializados. 
 
Súmula 657 (STF): A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange os filmes e papéis 
fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos. 
 
Súmula 730 (STF): A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins 
lucrativos pelo art. 150, VI, c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de 
previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
Súmula vinculante 52 (STF): Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o 
imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, desde que o valor 
dosaluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. 
 
Isenções 
 
Súmula vinculante 58-STF: Inexiste direito a crédito presumido de IPI relativamente à entrada de 
insumos isentos, sujeitos à alíquota zero ou não tributáveis, o que não contraria o princípio da não 
cumulatividade. 
 
Súmula 640 (STJ): O benefício fiscal que trata do Regime Especial de Reintegração de Valores 
Tributários para as Empresas Exportadoras (REINTEGRA) alcança as operações de venda de 
mercadorias de origem nacional para a Zona Franca de Manaus, para consumo, industrialização 
ou reexportação para o estrangeiro. 
 
Súmula 627 (STJ): O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de 
renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem da 
recidiva da enfermidade. 
 
Súmula 598 (STJ): É desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento 
judicial da isenção do Imposto de Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente 
demonstrada a doença grave por outros meios de prova. 
 
Súmula 544 (STF): Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser 
livremente suprimidas. 
 
Prescrição e decadência 
 
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Súmula 625 (STJ): O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o 
prazo prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN 
nem o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública. 
 
Súmula 106 (STJ): Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por 
motivos inerentes ao mecanismo da justiça,não justifica o acolhimento da arguição de prescrição 
ou decadência. 
 
Súmula 467 (STJ): Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a 
pretensão da Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. 
 
Denúncia espontânea 
 
Súmula 360 (STJ): O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a 
lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. 
 
Suspensão de crédito tributário 
 
Súmula vinculante 28 (STF): É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicialna qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
 
Súmula 112 (STJ): O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for 
integral e em dinheiro. 
 
Compensação tributária 
 
Súmula 461 (STJ): O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou por 
compensação, o indébito tributário certificado por sentença declaratória transitada em julgado. 
 
Súmula 460 (STJ): É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária 
realizada pelo contribuinte. 
• Segundo o STJ, para convalidar a compensação, seria necessária dilação probatória, o que é 
inviável em mandado de segurança. 
• Vide Súmulas 212 e 213 do STJ. 
 
Súmula 213 (STJ): O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito 
à compensação tributária. 
• Vide Súmula 212 e 460 do STJ. 
 
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Súmula 464 (STJ): A regra de imputação de pagamentos estabelecida no art. 354 do Código Civil 
não se aplica às hipóteses de compensação tributária. 
 
Repetição de indébito 
 
Súmula 666 (STJ): A legitimidade passiva, em demandas que visam à restituição de contribuições 
de terceiros, está vinculada à capacidade tributária ativa; assim, nas hipóteses em que as entidades 
terceiras são meras destinatárias das contribuições, não possuem elas legitimidade ad causam para 
figurar no polo passivo, juntamente com a União. 
 
Súmula 658 (STJ): O crime de apropriação indébita tributária pode ocorrer tanto em operações 
próprias, como em razão de substituição tributária 
 
Súmula 523 (STJ): A taxa de juros de mora incidente na repetição de indébito de tributos estaduais 
deve corresponder à utilizada para cobrança do tributo pago em atraso, sendo legítima a 
incidência da taxa Selic, em ambas as hipóteses, quando prevista na legislação local, vedada sua 
cumulação com quaisquer outros índices. 
 
Súmula 188 (STJ): Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do 
transito em julgado da sentença. 
 
Súmula 162 (STJ): Na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do 
pagamento indevido. 
 
Súmula 546 (STF): Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por 
decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" 
respectivo. 
 
Responsabilidade tributária 
 
Súmula 585 (STJ): A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Código 
de Trânsito Brasileiro – CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no que se 
refere ao período posterior à sua alienação. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 14/12/2016. 
 
Súmula 554 (STJ): Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da sucessora abrange 
não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também as multas moratórias ou punitivas 
referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão. 
 
 
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Responsabilidade solidária de sócio-gerente 
 
Súmula 435 (STJ): Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no 
seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da 
execução fiscal para o sócio-gerente. 
 
Súmula 430 (STJ): O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a 
responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
 
Coisa julgada 
 
Súmula 239 (STF): Decisão que declara indevida a cobrança do imposto em determinado exercício 
não faz coisa julgada em relação aos posteriores. 
 
Certidão negativa 
 
Súmula 446 (STJ): Declarado e não pago o débito tributário pelo contribuinte, é legítima a recusa 
de expedição de certidão negativa ou positiva com efeito de negativa.. 
 
Impostos de Renda 
 
Súmula 627-STJ: O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de 
renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem da 
recidiva da enfermidade. 
 
Súmula 598-STJ: É desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento 
judicial da isenção do Imposto de Renda, desde que o magistrado entenda suficientemente 
demonstrada a doença grave por outros meios de prova. 
 
Súmula 590-STJ: Constitui acréscimo patrimonial a atrair a incidência do Imposto de Renda, em caso 
de liquidação de entidade de previdência privada, a quantia que couber a cada participante, por rateio 
do patrimônio, superior ao valor das respectivas contribuições à entidade em liquidação, 
devidamente atualizadas e corrigidas. 
 
É indevida a incidência de imposto de renda sobre o valor da complementação de aposentadoria 
pago por entidade de previdência privada e em relação ao resgate de contribuições recolhidas para 
referidas entidades patrocinadoras no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, em razão da isenção 
concedida pelo art. 6º, VII, «b», da Lei 7.713/1988, na redação anterior à que lhe foi dada pela Lei 
9.250/1995. 
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Súmula 587-STF: Incide imposto de renda sobre o pagamento de serviços técnicos contratados no 
exterior e prestados no Brasil. 
 
Súmula 586-STF: Incide imposto de renda sobre os juros remetidos para o exterior, com base em 
contrato de mútuo. 
 
Súmula 498-STJ: Não incide imposto de renda sobre a indenização por danos morais. 
 
Súmula 463-STJ: Incide Imposto de Renda sobre os valores percebidos a título de indenização por 
horas extraordinárias trabalhadas, ainda que decorrentes de acordo coletivo. 
 
Súmula 447-STJ: Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de restituição de 
imposto retido na fonte proposta por seus servidores. 
 
Súmula 386-STJ: São isentas de Imposto de Renda as indenizações de férias proporcionais e o 
respectivo adicional. 
 
Súmula 262-STJ: Incide o Imposto de Renda sobre o resultado das aplicações financeiras realizadas 
pelas cooperativas. 
 
Súmula 215-STJ: A indenização recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão voluntária 
não está sujeita à incidência do Imposto de Renda. 
 
Súmula 136-STJ: O pagamento de licença-prêmio não gozada por necessidade do serviço não está 
sujeito ao Imposto de Renda. 
 
Súmula 125-STJ: O pagamento de férias não gozadas por necessidade do serviço não está sujeito à 
incidência do Imposto de Renda. 
 
IPI 
 
Súmula vinculante 58-STF: Inexiste direito a crédito presumido de IPI relativamente à entrada de 
insumos isentos, sujeitos à alíquota zero ou não tributáveis, o que não contraria o princípio da não 
cumulatividade. 
 
Súmula 591-STF: A imunidade ou a isenção tributária do comprador não se estende ao produtor, 
contribuinte do imposto sobre produtos industrializados. 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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Súmula 495-STJ: A aquisição de bens integrantes do ativo permanente da empresa não gera direito 
a creditamento de IPI. 
 
Súmula 494-STJ: O benefício fiscal do ressarcimento do crédito presumido do IPI relativo às 
exportações incide mesmo quando as matérias-primas ou os insumos sejam adquiridos de pessoa 
física ou jurídica não contribuinte do PIS/PASEP. 
 
Súmula 411-STJ: É devida a correção monetária ao creditamento do IPI quando há oposição ao seu 
aproveitamento decorrente de resistência ilegítima do Fisco. 
 
Súmula 671-STJ: Não incide o IPI quando sobrevém furto ou roubo do produto industrializado após 
sua saída do estabelecimento industrial ou equiparado e antes de sua entrega ao adquirente. 
 
IOF 
 
Súmula 664-STF: É inconstitucional o inciso V do art. 1º da Lei 8.033/90, que instituiu a incidência 
do imposto nas operações de crédito, câmbio e seguros – IOF sobre saques efetuados em caderneta 
de poupança. 
 
Súmula 185-STJ: Nos depósitos judiciais, não incide o imposto sobre operações financeiras. 
 
ITR 
 
Súmula 139-STJ: Cabe à Procuradoria da Fazenda Nacional propor execução fiscal para cobrança de 
crédito relativo ao ITR. 
 
Liberação Alfandegária 
 
Súmula 262-STF: Não cabe medida possessória liminar para liberação alfandegária de automóvel. 
 
Drawback 
 
Súmula 569-STJ: Na importação, é indevida a exigência de nova certidão negativa de débito no 
desembaraço aduaneiro, se já apresentada a comprovação da quitação de tributos federais quando 
da concessão do benefício relativo ao regime de drawback. 
 
Simples 
 
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Súmula 425 (STJ): A retenção da contribuição para a seguridade social pelo tomador do serviço não 
se aplica às empresas optantes pelo Simples 
 
ICMS 
 
Súmula vinculante 48 - STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança 
do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. 
 
Súmula vinculante 32 - STF: O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas 
seguradoras. 
 
Súmula 661 - STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS 
por ocasião do desembaraço aduaneiro. 
 
Súmula 574 - STF: Sem lei estadual que a estabeleça, é ilegítima a cobrança do imposto de 
circulação de mercadorias sobre o fornecimento de alimentação e bebidas em restaurante ou 
estabelecimento similar. 
 
Súmula 573 - STF: Não constitui fato gerador do imposto de circulação de mercadorias a saída física 
de máquinas, utensílios e implementos a título de comodato. 
 
Súmula 649 - STJ: Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias 
destinadas ao exterior. 
 
Súmula 509 - STJ: É lícito ao comerciante de boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de 
nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e 
venda. 
 
Súmula 457 - STJ: Os descontos incondicionais nas operações mercantis não se incluem na base de 
cálculo do ICMS. 
 
Súmula: 433 - STJ: O produto semielaborado, para fins de incidência de ICMS, é aquele que 
preenche cumulativamente os três requisitos do art. 1º da Lei Complementar n. 65/1991. 
 
Súmula 432 - STJ: As empresas de construção civil não estão obrigadas a pagar ICMS sobre 
mercadorias adquiridas como insumos em operações interestaduais. 
 
Súmula 431 - STJ: É ilegal a cobrança de ICMS com base no valor da mercadoria submetido ao 
regime de pauta fiscal. 
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Súmula 395 - STJ: O ICMS incide sobre o valor da venda a prazo constante da nota fiscal. 
 
Súmula 391 - STJ: O ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente à 
demanda de potência efetivamente utilizada. 
 
Súmula 350 - STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone celular. 
 
Súmula 334 - STJ: O ICMS não incide no serviço dos provedores de acesso à Internet. 
 
Súmula 237 - STJ: Nas operações com cartão de crédito, os encargos relativos ao financiamento não 
são considerados no cálculo do ICMS. 
 
Súmula 198 - STJ: Na importação de veículo por pessoa física, destinado a uso próprio, incide o 
ICMS. 
 
Súmula 166 - STJ: Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de 
um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte. 
 
Súmula 163 - STJ: O fornecimento de mercadorias com a simultânea prestação de serviços em 
bares, restaurantes e estabelecimentos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre o 
valor total da operação. 
 
Súmula 155 - STJ: O ICMS incide na importação de aeronave, por pessoa física, para uso próprio. 
 
Súmula 129 - STJ: O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza 
a exportação do produto e não ao estocar a matéria-prima. 
 
Súmula 95 - STJ: A redução da alíquota do imposto sobre produtos industrializados ou do imposto 
de importação não implica redução do ICMS. 
 
ITCMD 
 
Súmula 590 - STF: Calcula-se o imposto de transmissão "causa mortis" sobre o saldo credor da 
promessa de compra e venda de imóvel, no momento da abertura da sucessão do promitente 
vendedor. 
 
Súmula 331 - STF: É legítima a incidência do imposto de transmissão "causa mortis" no inventário 
por morte presumida. 
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Súmula 115 - STF: Sobre os honorários do advogado contratado pelo inventariante, com a 
homologação do juiz, não incide o imposto de transmissão "causa mortis". 
 
Súmula 114 - STF: O imposto de transmissão "causa mortis" não é exigível antes da homologação 
do cálculo. 
 
Súmula 112 - STF: O imposto de transmissão "causa mortis" é devido pela alíquota vigente ao 
tempo da abertura da sucessão. 
 
ITBI 
 
Súmula 75 (STF): Sendo vendedora uma autarquia, a sua imunidade fiscal não compreende o 
imposto de transmissão "inter vivos", que é encargo do comprador. 
 
Súmula 110 (STF): O imposto de transmissão "inter vivos" não incide sobre a construção, ou parte 
dela, realizada pelo adquirente, mas sobre o que tiver sido construído ao tempo da alienação do 
terreno. 
 
Súmula 470 (STF): O imposto de transmissão "inter vivos" não incide sobre a construção, ou parte 
dela, realizada, inequivocamente, pelo promitente comprador, mas sobre o valor do que tiver sido 
construído antes da promessa de venda. 
 
Súmula 656 (STF): É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto 
de transmissão inter vivos de bens imóveis – ITBI com base no valor venal do imóvel. 
 
IPTU 
 
Súmula 626 (STJ): A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local 
como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos 
elencados no art. 32, § 1º, do CTN. 
 
Súmula 614 (STJ): O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-
tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses 
tributos. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018. Importante. 
 
Súmula 397 (STJ): O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu 
endereço. 
 
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Súmula 160 (STJ): É defeso, ao município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual 
superior ao índice oficial de correção monetária. 
 
Súmula 539 (STF): É constitucional a lei do município que reduz o imposto predial urbano sobre 
imóvel ocupado pela residência do proprietário, que não possua outro. 
 
Súmula 589 (STF): É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e 
territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte. 
 
Súmula 583 (STF): Promitente-comprador de imóvel residencial transcrito em nome de autarquia é 
contribuinte do imposto predial territorial urbano. 
• Tal súmula é válida, mas para isso, o promitente-comprador deverá estar previsto na lei municipal 
como contribuinte do imposto, nos termos da Súmula 399 (STJ). 
 
Súmula 399 (STJ): Cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU. 
 
Súmula vinculante 52 (STF): Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel 
pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da CF, desde que o valor dos 
aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. 
 
Súmula 668 (STF): É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda 
Constitucional 29/2000,alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o 
cumprimento da função social da propriedade urbana. 
 
ISS 
 
Súmula 524 (STJ): No tocante à base de cálculo, o ISSQN incide apenas sobre a taxa de 
agenciamento quando o serviço prestado por sociedade empresária de trabalho temporário for 
de intermediação, devendo, entretanto, englobar também os valores dos salários e encargos sociais 
dos trabalhadores por ela contratados nas hipóteses de fornecimento de mão de obra. 
 
Súmula 167 (STJ): O fornecimento de concreto, por empreitada, para construção civil, preparado no 
trajeto até a obra em betoneiras acopladas a caminhões, é prestação de serviço, sujeitando-se 
apenas à incidência do ISS. 
 
Súmula 138 (STJ): O ISS incide na operação de arrendamento mercantil de coisas móveis. 
 
Súmula 663 (STF): Os §§ 1º e 3º do art. 9º do DL 406/68 foram recebidos pela Constituição. 
 
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Súmula 588 (STF): O imposto sobre serviços não incide sobre os depósitos, as comissões e taxas 
de desconto, cobrados pelos estabelecimentos bancários. 
 
Súmula 156 (STJ): A prestação de serviço de composição gráfica, personalizada e sob encomenda, 
ainda que envolva fornecimento de mercadorias, está sujeita, apenas, ao ISS. 
 
Súmula 424 (STJ): É legítima a incidência de ISS sobre os serviços bancários congêneres da lista 
anexa ao DL nº 406/1968 e à LC n. 56/1987. 
 
Súmula 274 (STJ): O ISS incide sobre o valor dos serviços de assistência médica, incluindo-se neles 
as refeições, os medicamentos e as diárias hospitalares. 
 
Súmula vinculante 31 (STF): É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis. 
 
ITBI 
 
Súmula 75 (STF): Sendo vendedora uma autarquia, a sua imunidade fiscal não compreende o 
imposto de transmissão "inter vivos", que é encargo do comprador. 
 
Súmula 110 (STF): O imposto de transmissão "inter vivos" não incide sobre a construção, ou parte 
dela, realizada pelo adquirente, mas sobre o que tiver sido construído ao tempo da alienação do 
terreno. 
 
Súmula 470 (STF): O imposto de transmissão "inter vivos" não incide sobre a construção, ou parte 
dela, realizada, inequivocamente, pelo promitente comprador, mas sobre o valor do que tiver sido 
construído antes da promessa de venda. 
 
Súmula 656 (STF): É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto 
de transmissão inter vivos de bens imóveis – ITBI com base no valor venal do imóvel. 
 
 
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Taxas 
 
Súmula 667 (STF): Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada 
sem limite sobre o valor da causa. 
 
Súmula vinculante 19 (STF): A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de 
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola 
o art. 145, II, da CF. 
 
Súmula 595 (STF): É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem 
cuja base de cálculo seja idêntica a do imposto territorial rural. 
 
Súmula 665 (STF): É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores 
Mobiliários instituída pela Lei 7.940/89. 
 
Súmula 670 (STF): O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. 
 
Súmula vinculante 41 (STF): O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante 
taxa. 
 
Súmula vinculante 29 (STF): É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais 
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral 
identidade entre uma base e outra. 
 
Súmula vinculante 12 (STF): A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o 
disposto no art. 206, inciso IV, da Constituição Federal. 
 
Contribuições 
 
Súmula Vinculante39 
Embargos de divergência ................................................................................................................................................................................. 39 
Recurso extraordinário ...................................................................................................................................................................................... 41 
Recurso especial ................................................................................................................................................................................................. 43 
Ação rescisória ..................................................................................................................................................................................................... 44 
Reclamação constitucional .............................................................................................................................................................................. 44 
Liquidez da sentença ......................................................................................................................................................................................... 45 
Execução ................................................................................................................................................................................................................ 45 
Execução Fiscal .................................................................................................................................................................................................... 46 
Execução contra fazenda pública .................................................................................................................................................................. 48 
Multa nas obrigações de fazer ou não fazer .............................................................................................................................................. 48 
Embargos de terceiro......................................................................................................................................................................................... 49 
Precatórios ............................................................................................................................................................................................................ 49 
Ação monitória ..................................................................................................................................................................................................... 50 
Juizados especiais ............................................................................................................................................................................................... 50 
Ação civil pública ................................................................................................................................................................................................ 51 
Ação popular ........................................................................................................................................................................................................ 51 
Mandado de segurança ..................................................................................................................................................................................... 51 
Mandado de segurança coletivo .................................................................................................................................................................... 55 
Temas diversos .................................................................................................................................................................................................... 55 
DIREITO TRIBUTÁRIO ....................................................................................................................................................................... 55 
Princípio da anterioridade tributária ............................................................................................................................................................. 55 
Competências tributárias ................................................................................................................................................................................. 55 
Constituição do crédito tributário .................................................................................................................................................................. 55 
Imunidades tributárias....................................................................................................................................................................................... 56 
Isenções .................................................................................................................................................................................................................. 57 
Prescrição e decadência .................................................................................................................................................................................... 57 
Denúncia espontânea ........................................................................................................................................................................................ 58 
Suspensão de crédito tributário ..................................................................................................................................................................... 58 
Compensação tributária .................................................................................................................................................................................... 58 
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Repetição de indébito ........................................................................................................................................................................................ 59 
Responsabilidade tributária ............................................................................................................................................................................ 59 
Responsabilidade solidária de sócio-gerente ........................................................................................................................................... 60 
Coisa julgada ........................................................................................................................................................................................................ 60 
Certidão negativa ................................................................................................................................................................................................40 (STF): A contribuição confederativa de que trata o artigo 8º, IV, da 
Constituição Federal, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. 
 
Súmula 499 (STJ): As empresas prestadoras de serviços estão sujeitas às contribuições ao Sesc e 
Senac, salvo se integradas noutro serviço social. 
 
Súmula 458 (STJ): A contribuição previdenciária incide sobre a comissão paga ao corretor de 
seguros, independentemente da existência de contrato de trabalho. 
 
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Súmula 396 (STJ): A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança 
da contribuição sindical rural. 
 
Fiscalização tributária 
 
Súmula 439 (STF): Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros 
comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigação. 
 
Cobrança do tributo por vias oblíquas (Sanções políticas) 
 
Súmula 127 (STJ): É ilegal condicionar a renovação da licença de veículo ao pagamento de multa, 
da qual o infrator não foi notificado. 
• Vide Súmula 70, 323 e 547 do STF. 
 
Súmula 547 (STF): Não é lícito à autoridade proibir que o contribuinte em débito adquira 
estampilhas, despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. 
 
Súmula 323 (STF): É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para 
pagamento de tributos. 
• Vide Súmula 127 (STJ), 70 e 547 do STF. 
 
Súmula 70 (STF): É inadmissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo para 
cobrança de tributo. 
• Observar também as Súmula 127 (STJ), 323 e 547 do STF. 
 
DIREITO CIVIL 
 
Prescrição e decadência 
 
Súmula 154 (STF): Simples vistoria não interrompe a prescrição. 
• Ver art. 202 do CC-2002. 
 
Súmula 150 (STF): Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação. 
 
Súmula 547 (STJ): Nas ações em que se pleiteia o ressarcimento dos valores pagos a título de 
participação financeira do consumidor no custeio de construção de rede elétrica, o prazo prescricional 
é de vinte anos na vigência do Código Civil de 1916. Na vigência do Código Civil de 2002, o prazo 
é de cinco anos se houver previsão contratual de ressarcimento e de três anos na ausência de 
cláusula nesse sentido, observada a regra de transição disciplinada em seu art. 2.028. 
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Súmula 106 (STJ): Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por 
motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição 
ou decadência. 
 
Obrigações 
 
Súmula 621 (STJ): Os efeitos da sentença que reduz, majora ou exonera o alimentante do 
pagamento retroagem à data da citação, vedadas a compensação e a repetibilidade. 
 
Súmula 159 (STF): Cobrança excessiva, mas de boa fé, não dá lugar às sanções do art. 1.531 do 
Código Civil. 
 
Súmula 298 (STJ): O alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da 
instituição financeira, mas, direito do devedor nos termos da lei. 
 
Súmula 245 (STJ): A notificação destinada a comprovar a mora nas dívidas garantidas por alienação 
fiduciária dispensa a indicação do valor do débito. 
 
Súmula 656 (STJ): É válida a cláusula de prorrogação automática de fiança na renovação do 
contrato principal. A exoneração do fiador depende da notificação prevista no artigo 835 do Código 
Civil. 
 
Mora 
 
Súmula 616 (STJ): A indenização securitária é devida quando ausente a comunicação prévia do 
segurado acerca do atraso no pagamento do prêmio, por constituir requisito essencial para a 
suspensão ou resolução do contrato de seguro. 
 
Súmula 380 (STJ): A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização 
da mora do autor. 
 
Juros e correção monetária 
 
Súmula 632 (STJ): Nos contratos de seguro regidos pelo Código Civil a correção monetária sobre 
indenização securitária incide a partir da contratação até o efetivo pagamento. 
 
Súmula 254 (STF): Incluem-se os juros moratórios na liquidação, embora omisso o pedido inicial 
ou a condenação. 
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Súmula 596 (STF): As disposições do Decreto 22.626 de 1933 não se aplicam às taxas de juros e 
aos outros encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas, 
que integram o sistema financeiro nacional. 
 
Súmula vinculante 7 (STF): A norma do parágrafo 3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela 
Emenda Constitucional 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua 
aplicabilidade condicionada à edição de Lei Complementar. 
 
• O que dizia o § 3º do art. 192 da CF/88: “As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e 
quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não 
poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada 
como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.” 
 
Súmula 121 (STF): É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada. 
• Súmula válida, comoregra geral, todavia há ressalva, não podendo ser interpretada de forma 
absoluta, considerando que é possível a capitalização se for expressamente pactuada e desde que 
haja legislação específica que a autorize. 
 
Súmula 379 (STJ): Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros 
moratórios poderão ser fixados em até 1% ao mês. 
 
Súmula 283 (STJ): As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições financeiras e, 
por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem as limitações da Lei de Usura. 
 
Súmula 382 (STJ): A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não 
indica abusividade. 
 
Súmula 541 (STJ): A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo 
da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. 
Ver Súmula 539 (STJ) 
 
Súmula 539 (STJ): É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em 
contratos celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de 
31/3/2000 (MP 1.963-17/00, reeditada como MP 2.170-36/01), desde que expressamente 
pactuada. 
Vide Súmula 541 (STJ). 
 
Cláusula de foro de eleição 
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Súmula 335 (STF): É válida a cláusula de eleição do foro para os processos oriundos do contrato. 
•Não obstante a validade da súmula, frise-se que “A cláusula que estipula a eleição de foro em 
contrato de adesão é válida, salvo se demonstrada a hipossuficiência ou a inviabilização do acesso 
ao Poder Judiciário (STJ REsp 1299422/MA, julgado em 06/08/2013). 
• “Não se tratando de contrato de adesão e nem de contrato regido pelo Código de Defesa do 
Consumidor, não havendo circunstância alguma de fato da qual se pudesse inferir a hipossuficiência 
intelectual ou econômica das recorridas, deve ser observado o foro de eleição estabelecido no 
contrato” (STJ REsp 1263387/PR, julgado em 04/06/2013). 
 
Fraude contra credores 
 
Súmula 195 (STJ): Em embargos de terceiro não se anula ato jurídico, por fraude contra credores. 
 
Usucapião 
 
Súmula 637 (STJ): O ente público detém legitimidade e interesse para intervir, incidentalmente, 
na ação possessória entre particulares, podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive, se 
for o caso, o domínio. 
 
Súmula 619 (STJ): A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza 
precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias. 
 
Súmula 263 (STF): O possuidor deve ser citado, pessoalmente, para a ação de usucapião. 
 
Súmula 391 (STF): O confinante certo deve ser citado pessoalmente para a ação de usucapião. 
• Válida, mas o CPC previu uma exceção a essa regra. 
• Veja o que diz o art. 246, § 3º do CPC/2015: "§ 3º Na ação de usucapião de imóvel, os confinantes 
serão citados pessoalmente, exceto quando tiver por objeto unidade autônoma de prédio em 
condomínio, caso em que tal citação é dispensada." 
 
Súmula 237 (STF): A usucapião pode ser arguido em defesa. 
 
Súmula 340 (STF): Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens 
públicos, não podem ser adquiridos por usucapião. 
 
Bem de família 
 
Súmula 205 (STJ): A Lei 8.009/90 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência 
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Súmula 549 (STJ): É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de 
locação. 
 
Súmula 486 (STJ): É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a 
terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia 
da sua família. 
• Pela disposição literal da Lei nº 8.009/90, somente seria impenhorável o imóvel próprio utilizado 
pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente. O STJ, por meio de uma interpretação 
teleológica e valorativa, amplia a proteção. 
 
Súmula 449 (STJ): A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não 
constitui bem de família para efeito de penhora. 
 
Súmula 364 (STJ): O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel 
pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas. 
 
Direito autoral 
 
Súmula 228 (STJ): É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral. 
 
Súmula 261 (STJ): A cobrança de direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas, em 
estabelecimentos hoteleiros, deve ser feita conforme a taxa média de utilização do equipamento, 
apurada em liquidação. 
 
Súmula 63 (STJ): São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em 
estabelecimentos comerciais. 
• São devidos direitos autorais pela instalação de televisores dentro de quartos de hotéis ou motéis 
(STJ AgRg nos EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1145185/RS, j. em 13/11/2012). 
• São devidos direitos autorais pela instalação de televisores em quartos de clínicas de saúde ou 
hospitais (STJ AgRg no AgRg no Ag 1061962/MT, j. em 23/08/2011). 
 
Responsabilidade civil 
 
Súmula 620 (STJ): A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da 
indenização prevista em contrato de seguro de vida. 
 
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Súmula 610 (STJ): O suicídio não é coberto nos dois primeiros anos de vigência do contrato de 
seguro de vida, ressalvado o direito do beneficiário à devolução do montante da reserva técnica 
formada. 
 
Súmula 596 (STJ): A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, 
somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais. 
 
Súmula 594 (STJ): O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de alimentos em 
proveito de criança ou adolescente independentemente do exercício do poder familiar dos pais, 
ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco descritas no art. 98 do Estatuto da 
Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros questionamentos acerca da existência ou 
eficiência da Defensoria Pública na comarca. 
 
Súmula 491 (STF): É indenizável o acidente que cause a morte de filho menor, ainda que não exerça 
trabalho remunerado. 
 
Súmula 43 (STJ): Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo 
prejuízo. 
• Vide Súmula 362 (STJ). 
 
Súmula 562 (STF): Na indenização de danos materiais decorrentes de ato ilícito cabe a atualização 
de seu valor, utilizando-se, para esse fim, dentre outros critérios, os índices de correção monetária. 
 
Súmula 261 (STF): Para a ação de indenização, em caso de avaria, é dispensável que a vistoria se 
faça judicialmente. 
 
Súmula 221 (STJ): São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de 
publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. 
 
Súmula 54 (STJ): Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de 
responsabilidade extracontratual. 
 
Súmula 362 (STJ): A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data 
do arbitramento. 
 
Súmula 246 (STJ): O valor do seguro obrigatório deve ser deduzido da indenização judicialmente 
fixada. 
 
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Súmula 132 (STJ): A ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade do 
antigo proprietário por dano resultante de acidente que envolva o veículo alienado. 
 
Dano moral 
 
Súmula 642 (STJ): O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do 
titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação 
indenizatória. 
 
Súmula 403 (STJ): Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da 
imagem de pessoa com fins econômicos ou empresariais. 
 
Súmula 313 (STJ): Em ação de indenização, procedente o pedido, é necessária a constituição de 
capital ou caução fidejussória para a garantia de pagamento da pensão, independentemente da 
situação financeira do demandado. 
 
Súmula 388 (STJ): A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. 
 
Súmula 387 (STJ): É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. . 
• É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral, ainda que derivados de um 
mesmo fato, mas desde que um e outro possam ser reconhecidos autonomamente, sendo, portanto, 
passíveis de identificação em separado (REsp 812.506/SP, julgado em 19/04/2012). 
 
Súmula 37 (STJ): São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do 
mesmo fato. 
 
Súmula 385 (STJ): Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização 
por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. 
 
Súmula 370 (STJ): Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. 
 
Súmula 227 (STJ): A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
 
Direito de Sucessão e Direito de Família 
 
Súmula 655 (STJ): Aplica-se à união estável contraída por septuagenário o regime da separação 
obrigatória de bens, comunicando-se os adquiridos na constância, quando comprovado o esforço 
comum. 
 
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 76 
 
DIREITO EMPRESARIAL 
 
Sociedades 
 
Súmula 551 (STJ): Nas demandas por complementação de ações de empresas de telefonia, admite-
se a condenação ao pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio independentemente 
de pedido expresso. No entanto, somente quando previstos no título executivo, poderão ser objeto 
de cumprimento de sentença. 
 
Súmula 389 (STJ): A comprovação do pagamento do “custo do serviço” referente ao fornecimento 
de certidão de assentamentos constantes dos livros da companhia é requisito de procedibilidade 
da ação de exibição de documentos ajuizada em face da sociedade anônima. 
 
Falência e recuperação judicial 
 
Súmula 581 (STJ): A recuperação judicial do devedor principal não impede o prosseguimento das 
ações e execuções ajuizadas contra terceiros devedores solidários ou coobrigados em geral, por 
garantia cambial, real ou fidejussória. STJ. 2ª Seção. Aprovada em 14/09/2016, DJe 19/09/2016 (Info 
590). 
 
Súmula 480 (STJ): O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição 
de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa. 
• Trata-se de exceção ao juízo universal. 
 
Súmula 25 (STJ): Nas ações da lei de falências o prazo para a interposição de recurso conta-se da 
intimação da parte. 
 
Súmula 264 (STJ): É irrecorrível o ato judicial que apenas manda processar a concordata 
preventiva. 
 
Súmula 417 (STF): Pode ser objeto de restituição, na falência, dinheiro em poder do falido, recebido 
em nome de outrem, ou do qual, por lei ou contrato, não tivesse ele a disponibilidade. 
 
Súmula 193 (STF): Para a restituição prevista no art. 76, parágrafo 2, da Lei de Falências, conta-se 
o prazo de quinze dias da entrega da coisa e não da sua remessa. 
 
• O art. 76, § 2º mencionado no enunciado refere-se à antiga Lei de Falências (DL 7.661/45). A atual 
Lei nº 11.101/2005 manteve a mesma regra no art. 85, parágrafo único. 
 
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Súmula 495 (STF): A restituição em dinheiro da coisa vendida a crédito, entregue nos quinze dias 
anteriores ao pedido de falência ou de concordata, cabe, quando, ainda que consumida ou 
transformada, não faça o devedor prova de haver sido alienada a terceiro. 
 
• Válida, considerando que o art. 85, parágrafo único, da Lei nº 11.101/2005 manteve a regra da 
antiga Lei de Falências. 
• A antiga concordata foi substituída pela recuperação judicial. 
 
Súmula 36 (STJ): A correção monetária integra o valor da restituição, em caso de adiantamento de 
câmbio, requerida em concordata ou falência. 
 
Súmula 133 (STJ): A restituição da importância adiantada, a conta de contrato de câmbio, independe 
de ter sido a antecipação efetuada nos quinze dias anteriores ao requerimento da concordata 
 
Súmula 307 (STJ): A restituição de adiantamento de contrato de câmbio, na falência, deve ser 
atendida antes de qualquer crédito. 
 
Súmula 29 (STJ): No pagamento em juízo para elidir falência, são devidos correção monetária, juros 
e honorários de advogado. 
 
Súmula 361 (STJ): A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa devedora, 
exige a identificação da pessoa que a recebeu. 
 
Súmula 248 (STJ): Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas protestada, é 
título hábil para instruir pedido de falência. 
 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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DIREITO DO TRABALHO 
 
1. Regulamento de empresa, princípios e programa de incentivo à demissão voluntária 
 
1.1. Regulamento de empresa 
 
Súmula nº 77 do TST. Punição. 
Nula é a punição de empregado se não precedida de inquérito ou sindicância internos a que se 
obrigou a empresa por norma regulamentar. 
 
PGM PIRES DO RIO GO – CESPE – 2022 
 
1.1.1. Complementação de aposentadoria 
 
1.2. Princípio da irretroatividade da lei 
 
1.3. Programa de Incentivo à Demissão Voluntária 
 
OJ nº 270 da SDI – I do TST. Programa de incentivo à demissão voluntária. Transação extrajudicial. 
Parcelas oriundas do extinto contrato de trabalho. Efeitos. (CANCELADO PELO PLENO em sessão 
de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho ante a adesão do empregado 
a plano de demissão voluntária implica quitação exclusivamente das parcelas e valores 
constantes do recibo. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 477-B. Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, para dispensa individual, plúrima ou 
coletiva, previsto em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, enseja quitação plena e 
irrevogável dos direitos decorrentes da relação empregatícia, salvo disposição em contrário 
estipulada entre as partes. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
RE 590415/ STF 
Tese: A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de 
adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e 
irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha 
constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais 
instrumentos celebrados com o empregado. 
 
2. Empregado e Empregador 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 79 
 
 
2.1. Empregador 
 
Súmula nº 129 do TST. Contrato de trabalho. Grupo econômico 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma 
jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo 
ajuste em contrário. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de 
classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. 
 
§ 2o Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos 
nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 13.467, 
de 2017) 
 
PGM SP – CESPE – 2023 
TC-DF – CESPE – 2021 
PGE PI – CESPE – 2014 
 
OJ nº 261 da SDI – I do TST. Bancos. Sucessão trabalhista 
As obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para 
o banco sucedido, são de responsabilidade do sucessor, uma vez que a este foram transferidos os 
ativos, as agências, os direitos e deveres contratuais, caracterizando típica sucessão trabalhista. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 
10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que 
os empregados trabalhavam para a empresasucedida, são de responsabilidade do 
sucessor. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar 
comprovada fraude na transferência. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art448
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1
 
 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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OJ nº 225 da SDI – I do TST. Contrato de concessão de serviço público. Responsabilidade trabalhista 
Celebrado contrato de concessão de serviço público em que uma empresa (primeira concessionária) 
outorga a outra (segunda concessionária), o todo ou em parte, mediante arrendamento, ou qualquer 
outra forma contratual, a título transitório, bens de sua propriedade: 
I – em caso de rescisão do contrato de trabalho após a entrada em vigor da concessão, a segunda 
concessionária, na condição de sucessora, responde pelos direitos decorrentes do contrato de 
trabalho, sem prejuízo da responsabilidade subsidiária da primeira concessionária pelos débitos 
trabalhistas contraídos até a concessão; 
II – no tocante ao contrato de trabalho extinto antes da vigência da concessão, a responsabilidade 
pelos direitos dos trabalhadores será exclusivamente da antecessora. 
 
OJ nº 411 da SDI – I do TST. Sucessão trabalhista. Aquisição de empresa pertencente a grupo 
econômico. Responsabilidade solidária do sucessor por débitos trabalhistas de empresa não 
adquirida. Inexistência. 
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa não adquirida, 
integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, quando, à época, a empresa 
devedora direta era solvente ou idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou 
fraude na sucessão. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores prevista nos arts. 
10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que 
os empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de responsabilidade do 
sucessor. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a sucessora quando ficar 
comprovada fraude na transferência. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 92 da SDI – I do TST. Desmembramento de municípios. Responsabilidade trabalhista 
Em caso de criação de novo município, por desmembramento, cada uma das novas entidades 
responsabiliza-se pelos direitos trabalhistas do empregado no período em que figurarem como 
real empregador. 
 
PGE ES – CESPE – 2023 
PGE SE – CESPE – 2017 
 
Súmula nº 430 do TST. Administração pública indireta. Contratação. Ausência de concurso público. 
Nulidade. Ulterior privatização. Convalidação. Insubsistência do vício. 
Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que, considerado nulo por ausência de concurso 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art10
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art448
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art1
 
 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 81 
 
público, quando celebrado originalmente com ente da Administração Pública Indireta, continua a 
existir após a sua privatização. 
 
OJ nº 343 da SDI – I do TST. Penhora. Sucessão. Art. 100 da CF/1988. Execução 
É válida a penhora em bens de pessoa jurídica de direito privado, realizada anteriormente à 
sucessão pela União ou por Estado-membro, não podendo a execução prosseguir mediante 
precatório. A decisão que a mantém não viola o art. 100 da CF/1988. 
 
Súmula nº 51 do TST. Norma regulamentar. Vantagens e opção pelo novo regulamento. Art. 468 
da CLT 
I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só 
atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. 
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um 
deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. 
Reforma Trabalhista: 
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
VI - regulamento empresarial; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Súmula nº 77 do TST. Punição 
Nula é a punição de empregado se não precedida de inquérito ou sindicância internos a que se 
obrigou a empresa por norma regulamentar. 
 
3. Terceirização 
 
Súmula nº 331 do TST. Contrato de prestação de serviços. Legalidade. (CANCELADO PELO PLENO 
em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo 
diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 
03.01.1974). 
II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de 
emprego com os órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da 
CF/1988). 
III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 
7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados 
à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. 
IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas,por parte do empregador, implica a 
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações, desde que 
hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. 71 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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da Lei nº 8.666, de 21.06.1993). 
V – Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente, 
nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das 
obrigações da Lei nº 8.666/93, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações 
contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade 
não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa 
regularmente contratada. 
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes 
da condenação referentes ao período da prestação laboral. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Lei 6.019/74 
 
Art. 4º-A. Considera-se prestação de serviços a terceiros a transferência feita pela contratante 
da execução de quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica 
de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade econômica compatível com a 
sua execução. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Art. 4º-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora de serviços a que se refere 
o art. 4o-A desta Lei, quando e enquanto os serviços, que podem ser de qualquer uma das 
atividades da contratante, forem executados nas dependências da tomadora, as mesmas 
condições: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
I - relativas a: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios; 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
b) direito de utilizar os serviços de transporte; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências da contratante ou local por 
ela designado; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a atividade o exigir. (Incluído pela 
Lei nº 13.467, de 2017) 
II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no trabalho e de instalações 
adequadas à prestação do serviço. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Art. 5º-A. Contratante é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de 
prestação de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade 
principal. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Art. 5º-C. Não pode figurar como contratada, nos termos do art. 4o-A desta Lei, a pessoa jurídica 
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cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na 
qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos 
titulares ou sócios forem aposentados. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Art. 5º-D. O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa 
na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de 
dezoito meses, contados a partir da demissão do empregado. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 
2017) 
 
Tema 725/ STF - É lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre 
pessoas jurídicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, 
mantida a responsabilidade subsidiária da empresa contratante. Os itens I e III da Súmula 331 
do TST são inconstitucionais. STF. Plenário. ADPF 324/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado 
em 29 e 30/8/2018 (Info 913). STF. Plenário. RE 958252/MG, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 29 
e 30/8/2018 (repercussão geral) (Info 913). 
 
ADPF 324: “1. É lícita a terceirização de toda e qualquer atividade, meio ou fim, não se 
configurando relação de emprego entre a contratante e o empregado da contratada. 2. Na 
terceirização, compete à contratante: i) verificar a idoneidade e a capacidade econômica da 
terceirizada; e ii) responder subsidiariamente pelo descumprimento das normas trabalhistas, 
bem como por obrigações previdenciárias, na forma do art. 31 da Lei 8.212/1993”. 
 
Tema 383 da Repercussão Geral (RE) 635546. No caso, se discutia, à luz dos artigos 5º, caput, 
incisos I, II, LIV e LV, e 37, caput, inc. II e § 2º, da Constituição Federal, a possibilidade, ou não, 
de equiparação de direitos trabalhistas entre empregados terceirizados e aqueles pertencentes 
ao quadro funcional da empresa pública tomadora de serviços. A respectiva tese ainda não foi 
firmada, mas restou decidido que não é possível a equiparação de direitos trabalhistas entre 
terceirizados e empregados de empresa pública. No caso apreciado, o Recurso Extraordinário foi 
interposto em face da decisão proferida pelo TST, que reconheceu a equiparação salarial. O voto 
que prevaleceu no julgamento foi o do Min. Alexandre de Moraes, que ressaltou a igualdade de 
condições entre empregados e terceirizados no que concerne aos treinamentos, material e 
normas de segurança e saúde no trabalho, mas não quanto à remuneração, considerando os 
princípios da iniciativa e livre concorrência. 
 
22.02.2022 - TST define tese jurídica sobre processos relativos à licitude da terceirização 
(apenas em casos em que há fraude na terceirização) 
Características e consequências jurídicas do chamado litisconsórcio passivo ( presença de mais 
de uma empresa na mesma ação) entre a tomadora e a prestadora de serviços. 
O Tribunal decidiu que o litisconsórcio é necessário, ou seja, as duas empresas (tomadora e 
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prestadora) devem fazer parte da ação, e unitário - a decisão deve produzir efeitos idênticos para 
as duas. 
Litisconsórcio necessário: o debate em torno da licitude do contrato de prestação de serviços 
firmado entre as empresas, sob a perspectiva de fraude, não pode ser travado sem que ambas 
compareçam ao polo passivo. Trata-se de uma relação triangular, que envolve a desconstituição 
de um negócio jurídico ( o vínculo com a prestadora) para a constituição de outro (com a 
tomadora). 
Litisconsórcio unitário: a decisão se aplica às duas partes, atingindo o real empregador (a 
tomadora) e a intermediadora da mão de obra, em razão do contrato de prestação de serviços 
firmado entre elas. 
 
O temas em discussão são desdobramentos da decisão do STF em 2018 que fixou a tese de que 
é lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas 
distintas, independentemente do objeto social da empresa das empresas envolvidas, mantendo 
a responsabilidade subsidiária da empresa contratante (caso a prestadora de serviços não 
consiga pagar os valores devidos, a tomadora é responsabilizada por eles). 
 
TESES: 
 
1) Nos casos de lides decorrentes da alegação de fraude, sob o fundamento de ilicitude da 
terceirização de atividade-fim, o litisconsórcio passivo é necessário e unitário. Necessário, porque 
é manifesto o interesse jurídico da empresa de terceirização em compor essas lides e defender 
seus interesses e posições, entre os quais a validade dos contratos de prestação de serviços 
terceirizados e, por conseguinte, dos próprios contratos de trabalho celebrados; Unitário, pois o 
juiz terá que resolver a lide de maneira uniforme para ambas as empresas, pois incindíveis, para 
efeito de análise de sua validade jurídica, os vínculos materiais constituídos entre os atores da 
relação triangular de terceirização. 
2) A renúncia à pretensão formulada na ação não depende de anuência da parte contrária e pode 
ser requerida a qualquer tempo e grau de jurisdição; cumpre apenas ao magistrado averiguar se 
o advogado signatário da renúncia possui poderes para tanto e se o objeto envolve direitos 
disponíveis. Assim, é plenamente possível o pedido de homologação, ressalvando-se, porém, ao 
magistrado o exame da situação concreta, quando necessário preservar, por isonomia e 
segurança jurídica, os efeitos das decisões vinculantes (CF, art. 102, § 2º; art. 10, § 3º, da Lei 
9.882/99) e obrigatórias (CPC, art. 927, I a V) proferidas pelos órgãos do Poder Judiciário, 
afastando-se manobras processuais lesivas ao postulado da boa-fé processual (CPC, art. 80, I, 
V e VI). 
 
2.1) Depois da homologação, a parte autora não poderá deduzir pretensão contra quaisquer das 
empresas - prestadora-contratada e tomadora-contratante - com suporte na ilicitude da 
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terceirização da atividade-fim (causa de pedir). 
 
2.2) O ato homologatório, uma vez praticado, acarreta a extinção do processo e, por ficção legal, 
resolve o mérito da causa (artigo 487, III, “c”, do CPC), produz coisa julgada material, atinge a 
relação jurídica que deu origem ao processo, somente é passível de desconstituição por ação 
rescisória (CPC, arts. 525, § 15, 535, § 8º, e 966) ou ainda pela via da impugnação à execução 
(CPC, art. 525, §12) ou dos embargos à execução (CPC, art. 535, § 5º) e acarretará a perda do 
interesse jurídico no exame do recurso pendente de julgamento. 
 
3) Em sede de mudança de entendimento desta Corte, por força da unitariedade imposta pela 
decisão do STF (“superação abrupta"), a ausência de prejuízo decorrente da falta de 
sucumbência cede espaço para a impossibilidade de reconhecimento da ilicitude da 
terceirização. Sendo assim, como litisconsorte necessário, a empresa prestadora que, apesar de 
figurar no polo passivo, não sofreu condenação, possui interesse em recorrer da decisão que 
reconheceu o vínculo de emprego entre a parte autora e a empresa tomadora dos serviços. 
 
4) Diante da existência de litisconsórcio necessário e unitário, a decisão obrigatoriamente 
produzirá idênticos efeitos para as empresas prestadora e tomadora dos serviços no plano do 
direito material. Logo, a decisão em sede de juízo de retratação, mesmo quando apenas uma das 
rés interpôs o recurso extraordinário, alcançará os litisconsortes de maneira idêntica. 
 
5) – Não modular os efeitos desta decisão. Processo: IncJulgRREmbRep-RR-1000-
71.2012.5.06.0018 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
AGU – CESPE – 2023 
PGM SÃO PAULO – CESPE – 2023 
 
OJ nº 383 da SDI – I do TST. Terceirização. Empregados da empresa prestadora de serviços e da 
tomadora. Isonomia. Art. 12, “a”, da Lei nº 6.019, de 03.01.1974. (CANCELADO PELO PLENO em 
sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego 
com ente da Administração Pública, não afastando, contudo, pelo princípio da isonomia, o direito 
dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas 
àqueles contratados pelo tomador dos serviços, desde que presente a igualdade de funções. 
Aplicação analógica do art. 12, “a”, da Lei nº 6.019, de 03.01.1974. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
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Lei 6.019/74 
 
Art. 4º-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora de serviços a que se refere 
o art. 4o-A desta Lei, quando e enquanto os serviços, que podem ser de qualquer uma das 
atividades da contratante, forem executados nas dependências da tomadora, as mesmas 
condições: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
I - relativas a: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios; 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
b) direito de utilizar os serviços de transporte; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências da contratante ou local por 
ela designado; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a atividade o exigir. (Incluído pela 
Lei nº 13.467, de 2017) 
 
II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no trabalho e de instalações 
adequadas à prestação do serviço. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 1º Contratante e contratada poderão estabelecer, se assim entenderem, que os empregados da 
contratada farão jus a salário equivalente ao pago aos empregados da contratante, além de outros 
direitos não previstos neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 191 da SDI – I do TST. Contrato de empreitada. Dono da obra de construção civil. 
Responsabilidade 
Diante da inexistência de previsão legal específica, o contrato de empreitada de construção civil 
entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas 
obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa 
construtora ou incorporadora. 
 
Tema Repetitivo nº 6º: 
 
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA - DONA DA OBRA - APLICAÇÃO DA OJ 191 DA SbDI-1 
LIMITADA À PESSOA FÍSICA OU MICRO E PEQUENAS EMPRESAS": 
 
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I) A exclusão de responsabilidade solidária ou subsidiária por obrigação trabalhista a que se refere 
a Orientação Jurisprudencial n.º 191 da SDI-1 do TST não se restringe à pessoa física ou micro e 
pequenas empresas, compreende igualmente empresas de médio e grande porte e entes públicos 
(decidido por unanimidade); 
 
II) A excepcional responsabilidade por obrigações trabalhistas prevista na parte final da 
Orientação Jurisprudencial n.º 191, por aplicação analógica do art. 455 da CLT, alcança os casos 
em que o dono da obra de construção civil é construtor ou incorporador e, portanto, desenvolve a 
mesma atividade econômica do empreiteiro (decidido por unanimidade); 
 
III) Não é compatível com a diretriz sufragada na Orientação Jurisprudencial n.º 191 da SDI-1 do 
TST jurisprudência de Tribunal Regional do Trabalho que amplia a responsabilidade trabalhista 
do dono da obra, excepcionando apenas "a pessoa física ou micro e pequenas empresas, na forma 
da lei, que não exerçam atividade econômica vinculada ao objeto contratado" (decidido por 
unanimidade); 
 
IV) Exceto ente público da Administração Direta e Indireta, se houver inadimplemento das 
obrigações trabalhistas contraídas por empreiteiro que contratar, sem idoneidade econômico-
financeira, o dono da obra responderá subsidiariamente por tais obrigações, em face de aplicação 
analógica do art. 455 da CLT e culpa in eligendo (decidido por maioria, vencido o Exmo. Ministro 
Márcio Eurico Vitral Amaro); 
 
V) O entendimento contido na tese jurídica nº 4 aplica-se exclusivamente aos contratos de 
empreitada celebrados após 11 de maio de 2017, data do presente julgamento - ED-IRR - 190-
53.2015.5.03.0090 - 9/8/2018 
 
 
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4. Contrato de trabalho 
 
4.1. Identificação profissional de empregado. Carteira de trabalho e previdência social – CTPS 
 
Súmula nº 12 do TST. Carteira profissional 
As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram 
presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum. 
 
OJ nº 82 da SDI – I do TST. Aviso-prévio. Baixa na CTPS 
A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso-prévio, 
ainda que indenizado. 
 
PGE RO – CESPE – 2022 
 
4.2. Contrato de experiência e contrato por prazo determinado 
 
Súmula nº 188 do TST. Contrato de trabalho. Experiência. Prorrogação 
O contrato de experiência pode ser prorrogado, respeitado o limite máximo de 90 dias. 
 
Súmula nº 163 do TST. Aviso-prévio. Contrato de experiência 
Cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, na forma do art. 481 
da CLT (ex-Prejulgado nº 42). 
 
4.3. Da nulidade do contrato de trabalho 
 
Súmula nº 363 do TST. Contrato nulo. Efeitos 
A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, 
encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da 
contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora 
do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. 
 
OJ nº 335 da SDI – I do TST. Contrato nulo. Administração pública. Efeitos. Conhecimento do recurso 
por violação do art. 37, II e § 2º, da CF/88 
A nulidade da contratação sem concurso público, após a CF/88, bem como a limitação de seus 
efeitos, somente poderá ser declarada por ofensa ao art. 37, II, se invocado concomitantemente o 
seu § 2º, todos da CF/88. 
 
OJ nº 366 da SDI – I do TST. Estagiário. Desvirtuamento do contrato de estágio. Reconhecimento 
do vínculo empregatício com a administração pública direta ou indireta. Período posterior à 
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constituição federal de 1988. Impossibilidade 
Ainda que desvirtuada a finalidade do contrato de estágio celebrado na vigência da Constituição 
Federal de 1988, é inviável o reconhecimento do vínculo empregatício com ente da Administração 
Pública direta ou indireta, por força do art. 37, II, da CF/1988, bem como o deferimento de 
indenização pecuniária, exceto em relação às parcelas previstas na Súmula nº 363 do TST, se 
requeridas. 
 
OJ nº 199 da SDI – I do TST. Jogo do bicho. Contrato de trabalho. Nulidade. Objeto ilícito. Arts. 82 
e 145 do código civil 
É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à prática do jogo 
do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de validade para a formação do ato 
jurídico. 
 
Súmula nº 386 do TST. Policial militar. Reconhecimento de vínculo empregatício com empresa 
privada 
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego 
entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de 
penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. 
 
PGM SÃO PAULO – CESPE – 2023 
 
Súmula nº 430 do TST – Administração pública indireta. Contratação. Ausência de concurso público. 
Nulidade. Ulterior privatização. Convalidação. Insubsistência do vício. 
Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que, considerado nulo por ausência de concurso 
público, quando celebrado originalmente com ente da Administração Pública Indireta, continua a 
existir após a sua privatização. 
 
4.4. Alteração do contrato de trabalho 
 
Súmula nº 372 do TST. Gratificação de função. Supressão ou redução. Limites. (CANCELADO PELO 
PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
I – Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem 
justo motivo, revertê-lo a seu cargo efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o 
princípio da estabilidade financeira. 
II – Mantido o empregado no exercício da função comissionada, não pode o empregador reduzir o 
valor da gratificação. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 468, CLT 
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§ 2º A alteração de que trata o § 1o deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao 
empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não 
será incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Súmula nº 265 do TST. Adicional noturno. Alteração de turno de trabalho. Possibilidade de 
supressão 
A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. 
 
PGM VITÓRIA – FGV - 2024 
 
OJ nº 308 da SDI – I do TST. Jornada de trabalho. Alteração. Retorno à jornada inicialmente 
contratada. Servidor público 
O retorno do servidor público (administração direta, autárquica e fundacional) à jornada inicialmente 
contratada não se insere nas vedações do art. 468 da CLT, sendo a sua jornada definida em lei e no 
contrato de trabalho firmado entre as partes. 
 
OJ nº 244 da SDI – I do TST. Professor. Redução da carga horária. Possibilidade 
A redução da carga horária do professor, em virtude da diminuição do número de alunos, não 
constitui alteração contratual, uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. 
 
PGE PB – CESPE – 2021 
 
Súmula nº 43 do TST. Transferência 
Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do art. 469 da CLT, sem comprovação da 
necessidade do serviço. 
 
AGU – CESPE – 2010 
 
4.5. Suspensão e interrupção do contrato de trabalho 
 
OJ nº 375 da SDI – I do TST. Auxílio-doença. Aposentadoria por invalidez. Suspensão do contrato 
de trabalho. Prescrição. Contagem 
A suspensão do contrato de trabalho, em virtude da percepção do auxílio-doença ou da 
aposentadoria por invalidez, não impede a fluência da prescrição quinquenal, ressalvada a 
hipótese de absoluta impossibilidade de acesso ao Judiciário. 
 
PGE PI – CESPE – 2014 
AGU – CESPE – 2013 
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Súmula nº 440 do TST. Auxílio-doença acidentário. Aposentadoria por invalidez. Suspensão do 
contrato de trabalho. Reconhecimento do direito à manutenção de plano de saúde ou de assistência 
médica 
Assegura‐se o direito à manutenção de plano de saúde, ou de assistência médica, oferecido pela 
empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de auxílio‐
doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 8º, CLT 
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
(Vigência) 
 
5. Duração do trabalho 
 
5.1. Duração do trabalho 
 
Súmula nº 429 do TST. Tempo à disposição do empregador. Art. 4º da CLT. Período de 
deslocamento entre a portaria e o local de trabalho. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 
30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao 
deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho, desdeque 
supere o limite de 10 minutos diários. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 8º, CLT 
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
(Vigência) 
 
5.2. Fiscalização da jornada 
 
Súmula nº 338 do TST. Fiscalização da jornada. Registro. Ônus da prova. 
I – É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de 
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trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não apresentação injustificada dos controles de 
frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida 
por prova em contrário. 
II – A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento 
normativo, pode ser elidida por prova em contrário. 
III – Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos 
como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser do 
empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
X - modalidade de registro de jornada de trabalho; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 
2017) 
 
Lei 13.874/2019: 
Art. 74, CLT 
§ 2º Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a 
anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme 
instruções expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da 
Economia, permitida a pré-assinalação do período de repouso. (Redação dada pela Lei nº 
13.874, de 2019) 
 
Súmula nº 366 do TST. Cartão de ponto. Registro. Horas extras. Minutos que antecedem e sucedem 
a jornada de trabalho. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 
255/2025, DJ 02.07.2025) 
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do 
registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos 
diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que 
exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não importando 
as atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, 
lanche, higiene pessoal, etc.). 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 4º, CLT 
§ 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como 
período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco 
minutos previsto no § 1o do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, 
buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, 
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bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades 
particulares, entre outras: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
I - práticas religiosas; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
II - descanso; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
III - lazer; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
IV - estudo; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
V - alimentação; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
VI - atividades de relacionamento social; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
(Vigência) 
VII - higiene pessoal; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na 
empresa. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Súmula nº 449 do TST. Minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho. Lei nº 10.243, de 
19.06.2001. Norma coletiva. Flexibilização. Impossibilidade. (CANCELADO PELO PLENO em 
sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 27.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não 
mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos 
que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. 
 
5.3. Horas in itinere 
 
Súmula nº 90 do TST. Horas in itinere. Tempo de serviço. (CANCELADO PELO PLENO em sessão 
de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
I – O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de 
trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é 
computável na jornada de trabalho. 
II – A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do 
transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas “in itinere”. 
III – A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas “in itinere”. 
IV – Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, 
as horas “in itinere” remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. 
V – Considerando que as horas “in itinere” são computáveis na jornada de trabalho, o tempo que 
extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional 
respectivo. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 58, CLT 
§ 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto 
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Impostos de Renda............................................................................................................................................................................................. 60 
IPI .............................................................................................................................................................................................................................. 61 
IOF ............................................................................................................................................................................................................................ 62 
ITR ............................................................................................................................................................................................................................ 62 
Liberação Alfandegária ..................................................................................................................................................................................... 62 
Drawback ............................................................................................................................................................................................................... 62 
Simples ................................................................................................................................................................................................................... 62 
ICMS ........................................................................................................................................................................................................................ 63 
ITCMD ..................................................................................................................................................................................................................... 64 
ITBI ........................................................................................................................................................................................................................... 65 
IPTU ......................................................................................................................................................................................................................... 65 
ISS ............................................................................................................................................................................................................................ 66 
ITBI ........................................................................................................................................................................................................................... 67 
Taxas ....................................................................................................................................................................................................................... 68 
Contribuições........................................................................................................................................................................................................ 68 
Fiscalização tributária ........................................................................................................................................................................................ 69 
Cobrança do tributo por vias oblíquas (Sanções políticas) ................................................................................................................... 69 
DIREITO CIVIL ..................................................................................................................................................................................... 69 
Prescrição e decadência .................................................................................................................................................................................... 69 
Obrigações ............................................................................................................................................................................................................ 70 
Mora......................................................................................................................................................................................................................... 70 
Juros e correção monetária .............................................................................................................................................................................. 70 
Cláusula de foro de eleição ............................................................................................................................................................................. 71 
Fraude contra credores ..................................................................................................................................................................................... 72 
Usucapião .............................................................................................................................................................................................................. 72 
Bem de família ..................................................................................................................................................................................................... 72 
Direito autoral ...................................................................................................................................................................................................... 73 
Responsabilidade civil ....................................................................................................................................................................................... 73 
Dano moral ........................................................................................................................................................................................................... 75 
Direito de Sucessão e Direito de Família .................................................................................................................................................... 75 
DIREITO EMPRESARIAL ................................................................................................................................................................... 76 
Sociedades ............................................................................................................................................................................................................ 76 
Falência e recuperação judicial ....................................................................................................................................................................... 76 
DIREITO DO TRABALHO .................................................................................................................................................................. 78 
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de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o 
fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à 
disposição do empregador. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Súmula nº 320 do TST. Horas in itinere. Obrigatoriedade de cômputo na jornada de trabalho. 
(CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 
02.07.2025) 
O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, para 
local de difícil acesso ou não servido de transporte regular, não afasta o direito à percepção das 
horas in itinere. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 58, CLT 
§ 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto 
de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o 
fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à 
disposição do empregador. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
5.4. Turnos Ininterruptos de revezamento 
 
Súmula nº 423 do TST. Turno ininterrupto de revezamento. (CANCELADO PELO PLENO em sessão 
de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
Fixação de jornada de trabalho mediante negociação coletiva. Validade. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação 
coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não têm direito ao 
pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
 
OJ nº 360 da SDI – I do TST. Turno ininterrupto de revezamento. Dois turnos. Horário diurno e 
noturno. Caracterização 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas 
atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que 
compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de 
horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma 
ininterrupta. 
 
Súmula nº 360 do TST. Turnos ininterruptos de revezamento. Intervalos intrajornada e semanal 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o 
intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 
(seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
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OJ nº 395 da SDI – I do TST. Turno ininterrupto de revezamento. Hora noturna reduzida. Incidência. 
O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna 
reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 
7º, XIV, da Constituição Federal. 
 
Súmula 675 (STF): Os intervalos fixados para descanso e alimentação durante a jornada de seis 
horas não descaracterizam o sistema de turnos ininterruptos de revezamento para o efeito do art. 
7º, XIV, da Constituição. 
 
5.5. Trabalho noturno 
 
OJ nº 388 da SDI – I do TST. Jornada 12x36. Jornada mista que compreenda a totalidade do período 
noturno. Adicional noturno. Devido. 
O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, que compreenda a 
totalidade do período noturno, tem direito ao adicional noturno, relativo às horas trabalhadas 
após as 5 horas da manhã. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, 
mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de 
descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
5.6. Compensação de jornada 
 
Súmula nº 85 do TST. Compensação de jornada 
I – A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo 
coletivo ou convenção coletiva. 
II – O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em 
sentido contrário. 
III – O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive 
quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido 
apenas o respectivo adicional. 
IV – A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. 
Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como 
horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas 
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o adicional por trabalho extraordinário. 
V – As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade 
“banco de horas”, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. 
VI – Não é válido acordo de compensação de jornada em atividade insalubre, ainda que 
estipulado em norma coletiva, sem a necessária inspeção préviae permissão da autoridade 
competente, na forma do art. 60 da CLT. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não 
excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 
(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, 
mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de 
descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
Parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo 
abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em 
feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho 
noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
 Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive 
quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo 
devido apenas o respectivo adicional. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
(Vigência) 
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada e o banco de horas. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Súmula nº 444 do TST. Jornada de trabalho. Escala 12 por 36. Validade. (CANCELADO PELO 
PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, 
prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção 
coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado 
não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e 
décima segunda horas. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, 
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mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de 
descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) 
 
Parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo 
abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em 
feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, 
quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação. (Incluído 
pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 323 da SDI – I do TST. Acordo de compensação de jornada. “Semana espanhola”. Validade 
É válido o sistema de compensação de horário quando a jornada adotada é a denominada “semana 
espanhola”, que alterna a prestação de 48 horas em uma semana e 40 horas em outra, não 
violando os arts. 59, § 2º, da CLT e 7º, XIII, da CF/1988 o seu ajuste mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho. 
 
PGE RR – CESPE – 2023 
 
5.7. Jornada do advogado 
 
OJ nº 403 da SDI – I do TST. Advogado empregado. Contratação anterior a Lei nº 8.906, de 
04.07.1994. Jornada de trabalho mantida com o advento da lei. Dedicação exclusiva. Caracterização 
O advogado empregado contratado para jornada de 40 horas semanais, antes da edição da Lei nº 
8.906, de 04.07.1994, está sujeito ao regime de dedicação exclusiva disposto no art. 20 da referida 
lei, pelo que não tem direito à jornada de 20 horas semanais ou 4 diárias. 
 
Art. 20 da Lei nº 8.906/94 (Redação dada pela Lei nº 14.365, de 2022). A jornada de trabalho do 
advogado empregado, quando prestar serviço para empresas, não poderá exceder a duração 
diária de 8 (oito) horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas semanais. 
 
5.7.1. Intervalos 
 
Súmula nº 118 do TST. Jornada de trabalho. Horas extras 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, 
representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se 
acrescidos ao final da jornada. 
 
Súmula nº 437 do TST. Intervalo intrajornada para repouso e alimentação. Aplicação do art. 71 da 
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CLT. (conversão das Orientações Jurisprudenciais n.os 307, 342, 354, 380 e 381 da SBDI-1). 
(CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 
02.07.2025) 
I – Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não concessão total ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, 
no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem 
prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II ‐ É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou 
redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do 
trabalho, garantida por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso 
à negociação coletiva. 
III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela 
Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o 
intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim,no cálculo de 
outras parcelas salariais. 
IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo 
intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso 
e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no 
art. 71, caput e § 4º, da CLT.” 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 71, CLT 
§ 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, 
apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 355 da SDI – I do TST. Intervalo interjornadas. Inobservância. Horas extras. Período pago 
como sobrejornada. Art. 66 da CLT. Aplicação analógica do §4º do art. 71 da CLT. (CANCELADO 
PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, 
os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar 
a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. 
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Reforma Trabalhista: 
Art. 71, CLT 
§ 4o A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, 
apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 
2017) 
 
 
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5.7.2. Descanso semanal remunerado e feriados (Lei nº 605/1949) 
 
Súmula nº 354 do TST. Gorjetas. Natureza jurídica. Repercussões 
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos 
clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas 
de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
IX - remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
PGE AL – CESPE – 2021 
TC-DF – CESPE – 2013 
 
5.7.3. Férias 
 
Súmula nº 328 do TST. Férias. Terço constitucional 
O pagamento das férias, integrais ou proporcionais, gozadas ou não, na vigência da CF/88, sujeita-
se ao acréscimo do terço previsto no respectivo art. 7º, XVII. 
 
Súmula nº 81 do TST. Férias 
Os dias de férias gozados após o período legal de concessão deverão ser remunerados em dobro. 
 
Súmula nº 450 do TST. Férias. Gozo na época própria. Pagamento fora do prazo. Dobra devida. Arts. 
137 e 145 da CLT. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 
255/2025, DJ 02.07.2025) 
É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com 
base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador tenha 
descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal. 
 
ADPF 501/STF (julgado 18.08.2022) 
Decisão de Mérito: "O Tribunal, por maioria, julgou procedente a arguição de descumprimento de 
preceito fundamental para: (a) declarar a inconstitucionalidade da Súmula 450 do Tribunal 
Superior do Trabalho; e (b) invalidar decisões judiciais não transitadas em julgado que, 
amparadas no texto sumular, tenham aplicado a sanção de pagamento em dobro com base no art. 
137 da CLT. Tudo nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin, Cármen 
Lúcia, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Falou, pelo requerente, o Dr. Fernando Filgueiras, 
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Procurador do Estado de Santa Catarina. Plenário". 
 
PGE PA – CESPE – 2023 
 
Súmula nº 171 do TST. Férias proporcionais. Contrato de trabalho. Extinção 
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato de trabalho 
sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias proporcionais, ainda que 
incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses. 
 
Súmula nº 261 do TST. Férias proporcionais. Pedido de demissão. Contrato vigente há menos de 
um ano 
O empregado que se demite antes de completar 12(doze) meses de serviço tem direito a férias 
proporcionais. 
 
6. Remuneração 
 
6.1. Salário e remuneração 
 
Súmula nº 354 do TST. Gorjetas. Natureza jurídica. Repercussões 
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos 
clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas 
de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
IX - remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 358 da SDI – I do TST. Salário mínimo e piso salarial proporcional à jornada reduzida. 
Empregado. Servidor Público 
I – Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida, inferior à previsão constitucional 
de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais, é lícito o pagamento do piso salarial ou do 
salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado. 
II – Na Administração Pública direta, autárquica e fundacional não é válida remuneração de 
empregado público inferior ao salário mínimo, ainda que cumpra jornada de trabalho reduzida. 
Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 
 
OJ nº 244 da SDI – I do TST. Professor. Redução da carga horária. Possibilidade 
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 102 
 
A redução da carga horária do professor, em virtude da diminuição do número de alunos, não 
constitui alteração contratual, uma vez que não implica redução do valor da hora-aula. 
 
PGE PB – CESPE – 2021 
 
Súmula nº 91 do TST. Salário complessivo 
Nula é a cláusula que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente 
vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. 
 
Súmula vinculante 4 (STF): Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode 
ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, 
nem ser substituído por decisão judicial. 
 
Súmula 679 (STF): A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de 
convenção coletiva. 
 
6.2. Aumento salarial concedido pela empresa e salário utilidade 
 
Súmula nº 367 do TST. Utilidades “in natura”. Habitação. Energia elétrica. Veículo. Cigarro. Não 
integração ao salário 
I – A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando 
indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de 
veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. 
II – O cigarro não se considera salário-utilidade em face de sua nocividade à saúde. 
 
PGE AL – CESPE – 2021 
 
Súmula nº 241 do TST. Salário-utilidade. Alimentação 
O vale refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial, integrando a 
remuneração do empregado para todos os efeitos legais. 
 
Reforma Trabalhista: 
 
Art. 457, CLT 
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, 
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a 
remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base 
de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei 
nº 13.467, de 2017) 
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6.3. Gratificações 
 
Súmula nº 152 do TST. Gratificação. Ajuste tácito. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 
30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
O fato de constar do recibo de pagamento de gratificação, o caráter de liberalidade não basta, por 
si só, para excluir a existência de um ajuste tácito. 
 
Súmula nº 203 do TST. Gratificação por tempo de serviço. Natureza salarial 
A gratificação por tempo de serviço integra o salário para todos os efeitos legais. 
 
Súmula nº 372 do TST. Gratificação de função. Supressão ou redução. Limites. (CANCELADO PELO 
PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
I – Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem 
justo motivo, revertê-lo a seu cargo efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o 
princípio da estabilidade financeira. 
II – Mantido o empregado no exercício da função comissionada, não pode o empregador reduzir 
o valor da gratificação. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 468, CLT 
§ 2º A alteração de que trata o § 1o deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao 
empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não 
será incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função. 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
6.4. Gratificação natalina ou décimo terceiro salário 
 
Súmula nº 46 do TST. Acidente de trabalho 
As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos 
de duração de férias e cálculo da gratificação natalina. 
 
Súmula nº 14 do TST. Culpa recíproca 
Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado 
tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das 
férias proporcionais. 
 
6.5. Adicionais 
 
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6.5.1. Adicional de horas extraordinárias 
 
OJ nº 97 da SDI – I do TST. Horas extras. Adicional noturno. Base de cálculo 
O adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno. 
 
OJ nº 47 da SDI – I do TST. Hora extra. Adicional de insalubridade. Base de cálculo 
A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de 
insalubridade. 
 
Súmula nº 132 do TST. Adicional de periculosidade. Integração 
I – O adicional de periculosidade, pago em caráter permanente, integra o cálculo de indenização e 
de horas extras. 
II – Durante as horas de sobreaviso, o empregado não se encontra em condições de risco, razão 
pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. 
 
Súmula nº 376 do TST. Horas extras. Limitação. Art. 59 da CLT. Reflexos 
I – A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar 
todas as horas trabalhadas. 
II – O valor das horas extras habitualmente prestadas integra o cálculo dos haveres trabalhistas, 
independentemente da limitação prevista no “caput” do art. 59 da CLT. 
 
Súmula nº 172 do TST. Repouso remunerado. Horas extras. Cálculo 
Computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas extras habitualmente 
prestadas. 
 
6.5.2. Adicional noturno 
 
Súmula nº 60 do TST. Adicional noturno. Integração no salário e prorrogação em horário diurno 
I – O adicional noturno pago com habitualidade integra o salário do empregado para todos os 
efeitos. 
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o 
adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
 
OJ nº 259 da SDI – I do TST. Adicional noturno. Base de cálculo. Adicional de periculosidade. 
Integração 
O adicional de periculosidade deve compor a base de cálculo do adicional noturno, já que também 
neste horário o trabalhador permanece sob as condições de risco. 
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OJ nº 395 da SDI – I do TST. Turno ininterrupto de revezamento. Hora noturna reduzida. Incidência. 
O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna 
reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 
7º, XIV, da Constituição Federal. 
 
Súmula nº 140 do TST. Vigia 
É assegurado ao vigia, sujeito ao trabalho noturno, o direito ao respetivo adicional. 
 
Súmula nº 65 do TST. Vigia 
O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
 
6.6. Adicional de periculosidade 
 
Súmula nº 364 do TST. Adicional de periculosidade. Exposição eventual, permanente e intermitente 
I – Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de 
forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato dá-se de 
forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-se por tempo 
extremamente reduzido. 
II – Não é válida a cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho fixando o adicional de 
periculosidade em percentual inferior ao estabelecido em lei e proporcional ao tempo de 
exposição ao risco, pois tal parcela constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, 
garantida por norma de ordem pública (arts. 7º, XXII e XXIII, da CF e art. 193, § 1º, CLT). 
 
PGE SANTA CATARINA – FGV - 2022 
PGM MANAUS – CESPE – 2018 
 
6.6.1. Integração do Adicional de Periculosidade 
 
Súmula nº 132 do TST. Adicional de periculosidade. Integração 
I – O adicional de periculosidade, pago em caráter permanente, integra o cálculo de indenização e 
de horas extras. 
II – Durante as horas de sobreaviso, o empregado não se encontra em condições de risco, razão 
pela qual é incabível a integração do adicional de periculosidade sobre as mencionadas horas. 
 
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 106 
 
OJ nº 259 da SDI – I do TST. Adicional noturno. Base de cálculo. Adicional de periculosidade. 
Integração 
O adicional de periculosidade deve compor a base de cálculo do adicional noturno, já que também 
nesse horário o trabalhador permanece sob as condições de risco. 
 
6.6.2. Classificação de atividades perigosas 
 
6.6.2.1. Permanência a bordo de aeronaves 
 
Súmula nº 447 do TST. Adicional de periculosidade. Permanência a bordo durante o abastecimento 
da aeronave. Indevido. 
Os tripulantes e demais empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que, no momento 
do abastecimento da aeronave, permanecem a bordo não têm direito ao adicional de 
periculosidade a que aludem o art. 193 da CLT e o Anexo 2, item 1, “c”, da NR 16 do MTE. 
 
PGM JOÃO PESSOA – CESPE – 2018 
 
6.6.3. Perícia 
 
Súmula nº 453 do TST. Adicional de periculosidade. Pagamento espontâneo. Caracterização de fato 
incontroverso. Desnecessária a perícia de que trata o art. 195 da CLT 
O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, ainda 
que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo 
legalmente previsto, dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 195 da CLT, pois 
torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. 
 
PGM JOÃO PESSOA – CESPE – 2018 
 
OJ nº 278 da SDI – I do TST. Adicional de insalubridade. Perícia. Local de trabalho desativado 
A realização da perícia é obrigatória para verificação de insalubridade. Quando não for possível sua 
realização como em caso de fechamentoda empresa, poderá o julgador utilizar-se de outros meios 
de prova. 
 
PGE PB – CESPE – 2021 
PGM MANAUS – CESPE – 2018 
 
6.7. Adicional de insalubridade 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 107 
 
6.7.1. Integração 
Súmula nº 139 do TST. Adicional de insalubridade 
Enquanto percebido, o adicional de insalubridade integra a remuneração para todos os efeitos 
legais. 
 
Súmula nº 47 do TST. Hora extra. Adicional de insalubridade. Base de cálculo 
O trabalho executado em condições insalubres, em caráter intermitente, não afasta, só por essa 
circunstância, o direito à percepção do respectivo adicional. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
 
OJ nº 47 da SDI – I do TST. Hora extra. Adicional de insalubridade. Base de cálculo 
A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de 
insalubridade. 
 
OJ nº 103 da SDI – I do TST. Adicional de insalubridade. Repouso semanal e feriados 
O adicional de insalubridade já remunera os dias de repouso semanal e feriados. 
 
6.7.2. Base de cálculo 
 
Súmula Vinculante nº 4 do STF. 
Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário-mínimo não pode ser usado como indexador 
de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por 
decisão judicial. 
 
Súmula nº 228 do TST. Adicional de insalubridade. Base de cálculo. Súmula cuja eficácia está 
suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal. (CANCELADO PELO PLENO em sessão 
de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula Vinculante no 4 do Supremo Tribunal 
Federal, o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais 
vantajoso fixado em instrumento coletivo. 
 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 108 
 
6.7.3. Perícia 
 
OJ nº 278 da SDI – I do TST. Adicional de insalubridade. Perícia. Local de trabalho desativado 
A realização da perícia é obrigatória para verificação de insalubridade. Quando não for possível sua 
realização como em caso de fechamento da empresa, poderá o julgador utilizar-se de outros meios 
de prova. 
 
Súmula nº 453 do TST. Adicional de periculosidade. Pagamento espontâneo. Caracterização de fato 
incontroverso. Desnecessária a perícia de que trata o art. 195 da CLT 
O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa, ainda que 
de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo 
legalmente previsto, dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 195 da CLT, pois 
torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. 
 
6.7.4. Classificação da atividade insalubre. Relação oficial elaborada pelo MTE 
 
6.7.4.1. Instalações sanitárias de uso coletivo 
 
Súmula nº 448 do TST. Atividade insalubre. Caracterização. Previsão na Norma Regulamentadora 
nº 15 da Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214/78. Instalações sanitárias. 
I – Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha 
direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação 
oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. 
II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a 
respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o 
pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da 
NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
PGE PB – CESPE – 2021 
PGM JOÃO PESSOA – CESPE – 2018 
 
6.7.4.2. Direito adquirido 
Súmula nº 248 do TST. Adicional de insalubridade. Direito adquirido 
A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade, por ato da autoridade competente, 
repercute na satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da 
irredutibilidade salarial. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 109 
 
PGM VITÓRIA – FGV - 2024 
TC-DF – CESPE – 2013 
 
6.7.5. Fornecimento de aparelho de proteção 
 
Súmula nº 289 do TST. Insalubridade. Adicional. Fornecimento do aparelho de proteção. Efeito 
O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do 
adicional de insalubridade. Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação 
da nocividade, entre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. 
 
PGE PR – CESPE – 2025 
 
Súmula nº 80 do TST. Insalubridade 
A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de aparelhos protetores aprovados pelo 
órgão competente do Poder Executivo exclui a percepção do respectivo adicional. 
 
PGM VITÓRIA – FGV - 2024 
PGM FORTALEZA– CESPE – 2017 
 
6.7.6. Substituição processual 
 
OJ nº 121 da SDI – I do TST. Substituição processual. Diferença do adicional de insalubridade. 
Legitimidade 
O sindicato tem legitimidade para atuar na qualidade de substituto processual para pleitear 
diferença de adicionalde insalubridade. 
 
6.7.7. Causa de pedir 
 
Súmula nº 293 do TST. Adicional de insalubridade. Causa de pedir. Agente nocivo diverso do 
apontado na inicial 
A verificação mediante perícia de prestação de serviços em condições nocivas, considerado agente 
insalubre diverso do apontado na inicial, não prejudica o pedido de adicional de insalubridade. 
 
PGE ES – CESPE – 2023 
PGDF – CESPE – 2022 
PGM JOÃO PESSOA – CESPE – 2018 
 
6.8. Equiparação salarial 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 110 
 
Súmula nº 6 do TST. Equiparação salarial. Art. 461 da CLT 
I – Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é válido o quadro de pessoal organizado 
em carreira quando homologado pelo Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa 
exigência o quadro de carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica 
e fundacional aprovado por ato administrativo da autoridade competente. (CANCELADO PELO 
PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
II – Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual, conta-se o tempo de serviço 
na função e não no emprego. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - 
homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
III – A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma exercerem a mesma função, 
desempenhando as mesmas tarefas, não importando se os cargos têm, ou não, a mesma 
denominação. 
IV – É desnecessário que, ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial, reclamante e 
paradigma estejam a serviço do estabelecimento, desde que o pedido se relacione com situação 
pretérita. 
V – A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial, embora exercida a função em órgão 
governamental estranho à cedente, se esta responde pelos salários do paradigma e do reclamante. 
VI – Presentes os pressupostos do art. 461 da CLT, é irrelevante a circunstância de que o desnível 
salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma, exceto: a) se decorrente de 
vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela jurisprudência de Corte Superior; b) na 
hipótese de equiparação salarial em cadeia, suscitada em defesa, se o empregador produzir prova 
do alegado fato modificativo, impeditivo ou extintivo do direito à equiparação salarial em relação ao 
paradigma remoto, considerada irrelevante, para esse efeito, a existência de diferença de tempo de 
serviço na função superior a dois anos entre o reclamante e os empregados paradigmas 
componentes da cadeia equiparatória, à exceção do paradigma imediato. (alínea b - CANCELADO 
PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
VII – Desde que atendidos os requisitos do art. 461 da CLT, é possível a equiparação salarial de 
trabalho intelectual, que pode ser avaliado por sua perfeição técnica, cuja aferição terá critérios 
objetivos. 
VIII – É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da equiparação 
salarial. 
IX – Na ação de equiparação salarial, a prescrição é parcial e só alcança as diferenças salariais 
vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o ajuizamento. 
X – O conceito de “mesma localidade” de que trata o art. 461 da CLT refere-se, em princípio, ao 
mesmo município, ou a municípios distintos que, comprovadamente, pertençam à mesma região 
metropolitana. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 
255/2025, DJ 02.07.2025) 
 
Reforma Trabalhista: 
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 111 
 
 
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, 
no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, 
nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 1º Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual 
produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço 
para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não 
seja superior a dois anos. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 2º Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado 
em quadro de carreira ou adotar, por meio de norma interna da empresa ou de negociação coletiva, 
plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em órgão 
público. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 3º No caso do § 2o deste artigo, as promoções poderão ser feitas por merecimento e por 
antiguidade, ou por apenas um destes critérios, dentro de cada categoria profissional. 
(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental 
atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de 
equiparação salarial. (Incluído pela Lei nº 5.798, de 31.8.1972) 
 
§ 5º A equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na 
função, ficando vedada a indicação de paradigmas remotos, ainda que o paradigma 
contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria. (Incluído pela Lei nº 
13.467, de 2017) 
 
§ 6º Na hipótese de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, o pagamento 
das diferenças salariais devidas ao empregado discriminado não afasta seu direito de ação de 
indenização por danos morais, consideradas as especificidades do caso concreto. (Redação dada 
pela Lei nº 14.611, de 2023) 
 
§ 7º Sem prejuízo do disposto no § 6º, no caso de infração ao previsto neste artigo, a multa de que 
trata o art. 510 desta Consolidação corresponderá a 10 (dez) vezes o valor do novo salário devido 
pelo empregador ao empregado discriminado, elevada ao dobro, no caso de reincidência, sem 
prejuízo das demais cominações legais. (Incluído pela Lei nº 14.611, de 2023) 
 
PGDF – CESPE – 2022 
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 112 
 
 
OJ nº 418 da SDI – I do TST. Equiparação salarial. Plano de cargos e salários. Aprovação por 
instrumento coletivo. Ausência de alternância de critérios de promoção por antiguidade e 
merecimento. (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 
255/2025, DJ 02.07.2025) 
Não constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e salários que, 
referendado por norma coletiva, prevê critério de promoção apenas por merecimento ou 
antiguidade, não atendendo, portanto, o requisito de alternância dos critérios, previsto no art. 461, 
§ 2º, da CLT. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 461, CLT 
 
§ 3º No caso do § 2o deste artigo, as promoções poderão ser feitas por merecimento e por 
antiguidade, ou por apenas um destes critérios, dentro de cada categoria profissional. 
(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
 
OJ nº 297 da SDI – I do TST. Equiparação salarial. Servidor público da administração direta, 
autárquica e fundacional. Art. 37, XIII, da CF/1988 
O art. 37, inciso XIII, da CF/1988, veda a equiparação de qualquer natureza para o efeito de 
remuneração do pessoal do serviço público, sendo juridicamente impossível a aplicação da norma 
infraconstitucional prevista no art. 461 da CLT quando se pleiteia equiparação salarial entre 
servidores públicos, independentemente de terem sido contratados pela CLT. 
 
Súmula nº 455 do TST. Equiparação salarial. Sociedade de economia mista. Art. 37, XIII, da CF/1988. 
Possibilidade 
À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação prevista no art. 37, XIII, da 
CF/1988, pois, ao admitir empregados sob o regime da CLT, equipara-se a empregador privado, 
conforme disposto no art. 173, § 1º, II, da CF/1988. 
 
Súmula nº 159 do TST. Substituição de caráter não eventual e vacância do cargo 
I – Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, inclusive nas 
férias, o empregado substituto fará jus ao salário contratual do substituído. 
II – Vago o cargo em definitivo, o empregado que passa a ocupá-lo não tem direito a salário igual 
ao do antecessor. 
 
Súmula nº 19 do TST. Quadro de carreira 
A Justiça do Trabalho é competente para apreciar reclamação de empregado que tenha por objeto 
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 113 
 
direito fundado em quadro de carreira. 
 
Súmula nº 127 do TST. Quadro de carreira 
Quadro de pessoal organizado em carreira, aprovado pelo órgão competente, excluída a hipótese 
de equiparação salarial, não obsta reclamação fundada em preterição, enquadramento ou 
reclassificação. 
 
Reforma Trabalhista: 
Art. 461, CLT 
§ 2º Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal 
organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de norma interna da empresa ou de 
negociação coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou 
registro em órgão público. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
OJ nº 125 da SDI – I do TST. Contrato de trabalho. Art. 479 da CLT 
O simples desvio funcional do empregado não gera direito a novo enquadramento, mas apenas 
às diferenças salariais respectivas, mesmo que o desvio de função haja iniciado antes da vigência 
da CF/1988. 
 
OJ nº 383 da SDI – I do TST. Terceirização. Empregados da empresa prestadora de serviços e da 
tomadora. Isonomia. Art. 12, “a”, da lei nº 6.019, de 03.01.1974. (CANCELADO PELO PLENO em 
sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, DJ 02.07.2025) 
A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de 
emprego com ente da Administração Pública, não afastando, contudo, pelo princípio da isonomia, 
o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas 
asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços, desde que presente a igualdade de 
funções. Aplicação analógica do art. 12, “a”, da Lei nº 6.019, de 03.01.1974. 
 
Reforma Trabalhista: 
Lei 6.019/74 
Art. 4º-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora de serviços a que se refere 
o art. 4º-A desta Lei, quando e enquanto os serviços, que podem ser de qualquer uma das 
atividades da contratante, forem executados nas dependências da tomadora, as mesmas 
condições: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
I - relativas a: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios; 
(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
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b) direito de utilizar os serviços de transporte; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências da contratante ou local por 
ela designado; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a atividade o exigir. (Incluído pela 
Lei nº 13.467, de 2017) 
 
II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no trabalho e de instalações 
adequadas à prestaçãodo serviço. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
§ 1º Contratante e contratada poderão estabelecer, se assim entenderem, que os empregados da 
contratada farão jus a salário equivalente ao pago aos empregados da contratante, além de outros 
direitos não previstos neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
7. Estabilidade e Garantias provisórias de emprego 
 
7.1. Estabilidade provisória 
 
Súmula nº 396 do TST. Estabilidade provisória. Pedido de reintegração. Concessão do salário 
relativo ao período de estabilidade já exaurido. Inexistência de julgamento extra petita 
I – Exaurido o período de estabilidade, são devidos ao empregado apenas os salários do período 
compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade, não lhe sendo 
assegurada a reintegração no emprego. 
II – Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido 
for de reintegração, dados os termos do art. 496 da CLT. 
 
PGE RO – CESPE – 2022 
 
7.2. Estabilidade prevista na CLT (Decenal) 
 
Súmula nº 98 do TST. FGTS. Indenização. Equivalência. Compatibilidade 
I – A equivalência entre os regimes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e da estabilidade 
prevista na CLT é meramente jurídica e não econômica, sendo indevidos valores a título de 
reposição de diferenças. 
II – A estabilidade contratual ou a derivada de regulamento de empresa são compatíveis com o 
regime do FGTS. Diversamente ocorre com a estabilidade legal (decenal, art. 492 da CLT), que é 
renunciada com a opção pelo FGTS. 
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7.3. Dirigente sindical 
 
Súmula nº 379 do TST. Dirigente sindical. Despedida. Falta grave. Inquérito judicial. Necessidade 
O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em 
inquérito judicial, inteligência dos arts. 494 e 543, § 3º, da CLT. 
 
Súmula nº 369 do TST. Dirigente sindical. Estabilidade provisória 
I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação 
do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 
543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do 
contrato de trabalho. 
II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a 
estabilidade a que alude o art. 543, § 3.º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de 
suplentes. 
III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se 
exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi 
eleito dirigente. 
IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há 
razão para subsistir a estabilidade. 
V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de 
aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra 
do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 
 
PGM MARINGÁ – CESPE – 2022 
 
7.3.1. Estabilidade provisória do Conselheiro Fiscal 
 
OJ nº 365 da SDI – I do TST. Estabilidade provisória. Membro de conselho fiscal de sindicato. 
Inexistência 
Membro do conselho fiscal de sindicato não tem direito a estabilidade prevista nos arts. 543, § 3º, 
da CLT e art. 8º, VIII, da CF/88, porquanto não representa ou atua na defesa de direitos da categoria 
respectiva, tendo sua competência limitada à fiscalização da gestão financeira do sindicato. 
 
PGE-RO – CESPE – 2022 
PGE-PB – CESPE – 2021 
 
7.3.2. Estabilidade provisória do Delegado Sindical 
 
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 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 116 
 
OJ nº 369 da SDI – I do TST. Estabilidade provisória. Delegado sindical. Inaplicável 
O delegado sindical não é beneficiário da estabilidade provisória prevista no art. 8º, VIII, da CF/88, 
a qual é dirigida, exclusivamente, àqueles que exerçam ou ocupem cargos de direção nos sindicatos, 
submetidos a processo eletivo. 
 
TC-DF – CESPE – 2013 
 
7.4. Gestante 
 
Súmula nº 244 do TST. Gestante. Estabilidade provisória 
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento 
da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). 
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período 
de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes 
ao período de estabilidade. 
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art.10, inciso II, alínea 
b, do ADCT, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. 
 
O Pleno do TST, ao julgar Incidente de Assunção de Competência (IAC-5639-
31.2013.5.12.0051), considerou inaplicável a garantia de estabilidade provisória à empregada 
gestante contratada sob o regime de trabalho temporário previsto na Lei 6.019/1974. 
 
PGE GO – FCC - 2022 
PGE AL – CESPE – 2021 
 
OJ nº 399 da SDI – I do TST. Estabilidade provisória. Ação trabalhista ajuizada após o término do 
período de garantia no emprego. Abuso do exercício do direito de ação. Não configuração. 
Indenização devida. 
O ajuizamento de ação trabalhista após decorrido o período de garantia de emprego não configura 
abuso do exercício do direito de ação, pois este está submetido apenas ao prazo prescricional 
inscrito no art. 7º, XXIX, da CF/1988, sendo devida a indenização desde a dispensa até a data do 
término do período estabilitário. 
 
OJ nº 30 da SDC do TST. Estabilidade da gestante. Renúncia ou transação de direitos 
constitucionais. Impossibilidade. 
Nos termos do art. 10, II, “b”, do ADCT, a proteção à maternidade foi erigida à hierarquia 
constitucional, pois retirou do âmbito do direito potestativo do empregador a possibilidade de 
despedir arbitrariamente a empregada em estado gravídico. Portanto, a teor do artigo 9º, da CLT, 
torna-se nula de pleno direito a cláusula que estabelece a possibilidade de renúnciaou transação, 
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pela gestante, das garantias referentes à manutenção do emprego e salário. 
 
OJ nº 44 da SDI – I do TST. Gestante. Salário maternidade 
É devido o salário maternidade, de 120 dias, desde a promulgação da CF/1988, ficando a cargo do 
empregador o pagamento do período acrescido pela Carta. 
 
7.5. Estabilidade decorrente de acidente do trabalho 
 
Súmula nº 378 do TST. Estabilidade provisória. Acidente do trabalho. Art. 118 da Lei nº 8.213/1991. 
Constitucionalidade. Pressupostos 
I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/91 que assegura o direito à estabilidade provisória 
por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. 
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a 
consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a dispensa, 
doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. 
III ‐ O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia 
provisória de emprego, decorrente de acidente de trabalho, prevista no art. 118 da Lei nº 
8.213/1991. 
 
PGE-ES – CESPE – 2023 
PGM MARINGÁ – CESPE – 2022 
PGE-RO – CESPE - 2022 
 
7.6. CIPA 
 
Súmula nº 339 do TST. CIPA. Suplente. Garantia de emprego. CF/1988. 
I – O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, “a”, do ADCT a partir 
da promulgação da Constituição Federal de 1988. 
II – A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as 
atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. 
Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo impossível a 
reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. 
 
PGE ES – CESPE – 2023 
PGE AL – CESPE – 2021 
PGM JOÃO PESSOA – CESPE – 2018 
 
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 118 
 
Súmula 676 (STF): A garantia da estabilidade provisória prevista no art. 10, II, a, do ADCT, também 
se aplica ao suplente do cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes 
(CIPA). 
 
7.7. Servidor público celetista. Empregado de empresa pública e sociedade de economia mista 
 
Súmula nº 390 do TST. Estabilidade. Art. 41 da CF/1988. Celetista. Administração direta, autárquica 
ou fundacional. Aplicabilidade. Empregado de empresa pública e sociedade de economia mista. 
Inaplicável 
I – O servidor público celetista da administração direta, autárquica ou fundacional é beneficiário 
da estabilidade prevista no art. 41 da CF/88. 
II – Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, ainda que admitido 
mediante aprovação em concurso público, não é garantida a estabilidade prevista no art. 41 da 
CF/88. 
 
OJ nº 247 da SDI – I do TST. Servidor público. Celetista concursado. Despedida imotivada. Empresa 
pública ou sociedade de economia mista. Possibilidade 
I – A despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista, mesmo 
admitidos por concurso público, independe de ato motivado para sua validade; 
II – A validade do ato de despedida do empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos 
(ECT) está condicionada à motivação, por gozar a empresa do mesmo tratamento destinado à 
Fazenda Pública em relação à imunidade tributária e à execução por precatório, além das 
prerrogativas de foro, prazos e custas processuais. 
 
É importante atentar para recente entendimento do STF: 
 
TESE: “As empresas públicas e as sociedades de economia mista, sejam elas prestadoras de 
serviço público ou exploradoras de atividade econômica, ainda que em regime concorrencial, 
têm o dever jurídico de motivar, em ato formal, a demissão de seus empregados concursados, 
não se exigindo processo administrativo. Tal motivação deve consistir em fundamento razoável, 
não se exigindo, porém, que se enquadre nas hipóteses de justa causa da legislação trabalhista”. 
 
(Leading Case: RE 688267 . Relator: Min. Alexandre de Moraes. Redator do acórdão: Min. Luís 
Roberto Barroso. Data de Afetação: 06/06/2019. Acórdão publicado em: 29/04/2024. Tema 
1022). 
 
Conclusão: O ato demissional de todos os empregados concursados das empresas públicas e das 
sociedades de economia mista prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade 
econômica, diversamente do previsto na OJ nº 247 da SDI – I do TST, deve ser motivado. 
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https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4245763
 
 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
 119 
 
 
8. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS 
 
8.1. Contrato nulo 
 
Súmula nº 363 do TST. Contrato nulo. Efeitos 
A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, 
encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da 
contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora 
do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. 
 
PGE SP – VUNESP – 2024 
 
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 8 
 
1. Regulamento de empresa, princípios e programa de incentivo à demissão voluntária ......................................................... 78 
1.1. Regulamento de empresa .................................................................................................................................................................. 78 
1.2. Princípio da irretroatividade da lei ................................................................................................................................................... 78 
1.3. Programa de Incentivo à Demissão Voluntária ........................................................................................................................... 78 
2. Empregado e Empregador .......................................................................................................................................................................... 78 
2.1. Empregador ............................................................................................................................................................................................ 79 
3. Terceirização .................................................................................................................................................................................................... 81 
4. Contrato de trabalho ..................................................................................................................................................................................... 88 
4.1. Identificação profissional de empregado. Carteira de trabalho e previdência social – CTPS ..................................... 88 
4.2. Contrato de experiência e contrato por prazo determinado ................................................................................................... 88 
4.3. Da nulidade do contrato de trabalho ............................................................................................................................................. 88 
4.4. Alteração do contrato de trabalho .................................................................................................................................................. 89 
4.5. Suspensão e interrupção do contrato de trabalho..................................................................................................................... 90 
5. Duração do trabalho ..................................................................................................................................................................................... 91 
5.1. Duração do trabalho ............................................................................................................................................................................ 91 
5.2. Fiscalização da jornada ....................................................................................................................................................................... 91 
5.3. Horas in itinere ....................................................................................................................................................................................... 93 
5.4. Turnos Ininterruptos de revezamento ............................................................................................................................................ 94 
5.5. Trabalho noturno .................................................................................................................................................................................. 95 
5.6. Compensação de jornada ................................................................................................................................................................... 95 
5.7. Jornada do advogado ........................................................................................................................................................................... 97 
6. Remuneração ................................................................................................................................................................................................. 101 
6.1. Salário e remuneração ....................................................................................................................................................................... 101 
6.2. Aumento salarial concedido pela empresa e salário utilidade ............................................................................................ 102 
6.3. Gratificações ......................................................................................................................................................................................... 103 
6.4. Gratificação natalina ou décimo terceiro salário ....................................................................................................................... 103 
6.5. Adicionais............................................................................................................................................................................................... 103 
6.6. Adicional de periculosidade ............................................................................................................................................................ 105 
6.7. Adicional de insalubridade .............................................................................................................................................................. 106 
6.8. Equiparação salarial ........................................................................................................................................................................... 109 
7. Estabilidade e Garantias provisórias de emprego ............................................................................................................................ 114 
7.1. Estabilidade provisória ...................................................................................................................................................................... 114 
7.2. Estabilidade prevista na CLT (Decenal) ...................................................................................................................................... 114 
7.3. Dirigente sindical................................................................................................................................................................................. 115 
7.4. Gestante ................................................................................................................................................................................................. 116 
7.5. Estabilidade decorrente de acidente do trabalho .................................................................................................................... 117 
7.6. CIPA ......................................................................................................................................................................................................... 117 
7.7. Servidor público celetista. Empregado de empresa pública e sociedade de economia mista .................................. 118 
8. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS ............................................................................................................................ 119 
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2Prescrição 
 
Súmula nº 362 do TST. FGTS – Prescrição 
I – Para os casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir da 13.11.2014, é quinquenal a prescrição 
do direito de reclamar contra o não-recolhimento de contribuição para o FGTS, observado o prazo 
de dois anos após o término do contrato; 
II – Para os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em 13.11.2014, aplica-se o 
prazo prescricional que se consumar primeiro: trinta anos, contados do termo inicial, ou cinco 
anos, a partir de 13.11.2014 (STF-ARE-709212/DF). 
 
9. Aviso-prévio e término do contrato de trabalho 
 
9.1. Aviso-prévio 
 
Súmula nº 276 do TST. Aviso prévio. Renúncia pelo empregado 
O direito ao aviso-prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de cumprimento 
não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo comprovação de haver o prestador 
dos serviços obtido novo emprego. 
 
Súmula nº 348 do TST. Aviso prévio. Concessão na fluência da garantia de emprego. Invalidade 
É inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia provisória de emprego, ante a 
incompatibilidade dos dois institutos. 
 
OJ nº 268 da SDI – I do TST. Indenização adicional. Leis nos 6.708/79 e 7.238/84. Aviso-prévio. 
Projeção. Estabilidade provisória 
Somente após o término do período estabilitário é que se inicia a contagem do prazo do aviso 
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prévio para efeito das indenizações previstas nos artigos 9º da Lei nº 6.708/79 e 9º da Lei nº 
7.238/84. 
 
PGE RO – CESPE – 2022 
 
Súmula nº 230 do TST. Aviso prévio. Substituição pelo pagamento das horas reduzidas da jornada 
de trabalho 
É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso-prévio, pelo 
pagamento das horas correspondentes. 
 
Súmula nº 163 do TST. Aviso prévio. Contrato de experiência 
Cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, na forma do art. 481 
da CLT (ex-Prejulgado nº 42). 
 
Súmula nº 44 do TST. Aviso-prévio 
A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em dobro, 
não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso-prévio. 
 
OJ nº 82 da SDI – I do TST. Aviso-prévio. Baixa na CTPS 
A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso-prévio, 
ainda que indenizado. 
 
PGE RO – CESPE – 2022 
 
OJ nº 83 da SDI – I do TST. Aviso prévio. Indenizado. Prescrição 
A prescrição começa a fluir no final da data do término do aviso prévio. Art. 487, § 1º, CLT. 
 
Súmula nº 14 do TST. Culpa recíproca 
Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado 
tem direito a 50% (cinquenta por cento) do valor do aviso-prévio, do décimo terceiro salário e 
das férias proporcionais. 
 
OJ nº 14 da SDI – I do TST. Aviso-prévio cumprido em casa. Verbas rescisórias. Prazo para 
pagamento (CANCELADO PELO PLENO em sessão de 30.06.2025 - homologação Res. 255/2025, 
DJ 02.07.2025) 
Em caso de aviso-prévio cumprido em casa, o prazo para o pagamento das verbas rescisórias é até 
o décimo dia da notificação da despedida. 
 
Súmula nº 73 do TST. Despedida. Justa causa 
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A ocorrência de justa causa, salvo a de abandono de emprego, no decurso do prazo de aviso-
prévio dado pelo empregador, retira do empregado qualquer direito às verbas rescisórias de 
natureza indenizatória. 
 
PGM PIRES DO RIO GO – CESPE – 2022 
 
9.2. Término do contrato de trabalho 
 
9.2.1. Férias proporcionais 
 
Súmula nº 171 do TST. Férias proporcionais. Contrato de trabalho. Extinção 
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato de trabalho 
sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias proporcionais, ainda que 
incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses. 
 
PGM MARINGÁ – CESPE – 2022 
TC-DF – CESPE – 2022 
PGE RO – CESPE – 2022 
PGE PI – CESPE – 2014 
 
Súmula nº 261 do TST. Férias proporcionais. Pedido de demissão. Contrato vigente há menos de 
um ano 
O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias 
proporcionais. 
 
PGE RO – CESPE – 2022 
TC DF – CESPE – 2013 
 
9.2.2. Dispensa discriminatória 
 
Súmula nº 443 do TST. Dispensa discriminatória. Presunção. Empregado portador de doença grave. 
Estigma ou preconceito. Direito à reintegração. 
Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença 
grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato o empregado tem direito à reintegração 
no emprego. 
 
9.2.3. Falta grave 
 
Súmula nº 32 do TST. Abandono de emprego 
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 122 
 
Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 
dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. 
 
PGDF – CESPE – 2013 
 
9.2.3.1. Culpa recíproca 
 
Súmula nº 14 do TST. Culpa recíproca 
Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado 
tem direito a 50% (cinquentaKA
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8.1. Contrato nulo ........................................................................................................................................................................................ 119 
8.2. Prescrição............................................................................................................................................................................................... 119 
9. Aviso-prévio e término do contrato de trabalho ............................................................................................................................... 119 
9.1. Aviso-prévio .......................................................................................................................................................................................... 119 
9.2. Término do contrato de trabalho ................................................................................................................................................... 121 
10. Prescrição e decadência .......................................................................................................................................................................... 125 
10.1. Prescrição ............................................................................................................................................................................................ 125 
10.2. Decadência ......................................................................................................................................................................................... 129 
10.3. Súmulas do STF e STJ .................................................................................................................................................................... 130 
11. Direito coletivo do trabalho ................................................................................................................................................................... 130 
11.1. Poder Normativo do TST ............................................................................................................................................................... 130 
11.2. Vigência da Convenção e do Acordo Coletivo de Trabalho. Ultratividade ................................................................... 130 
11.3. Contribuição sindical, confederativa e assistencial ............................................................................................................... 131 
12. Orientações Jurisprudenciais da SDC do TST .................................................................................................................................. 132 
12.1. Organização sindical ....................................................................................................................................................................... 132 
12.2. Negociação coletiva ......................................................................................................................................................................... 132 
12.3. Greve .................................................................................................................................................................................................... 133 
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO .................................................................................................................................... 134 
1. Princípios ......................................................................................................................................................................................................... 134 
2. Competência .................................................................................................................................................................................................. 134 
2.1. Imunidade de jurisdição. Organização ou organismo internacional ................................................................................... 134 
2.2. Competência em razão da matéria ................................................................................................................................................ 135 
2.3. Competência territorial-funcional (ACP)..................................................................................................................................... 136 
2.5. Conflito de competência ................................................................................................................................................................... 136 
2.6. Súmulas do STF e STJ ....................................................................................................................................................................... 137 
3. Ministério Público do Trabalho ................................................................................................................................................................ 138 
4. Ação. Condições da ação ........................................................................................................................................................................... 139 
4.1. Legitimidade ......................................................................................................................................................................................... 139 
5. Processo .......................................................................................................................................................................................................... 139 
5.1. Jus postulandi ....................................................................................................................................................................................... 139 
5.2. Representação ..................................................................................................................................................................................... 139 
5.3. Advogado e honorários advocatícios ........................................................................................................................................... 141 
5.4. Honorários periciais ............................................................................................................................................................................ 142 
5.5. Justiça Gratuita ..................................................................................................................................................................................... 143 
5.6. Litisconsórcio ........................................................................................................................................................................................ 143 
5.7. Súmulas do STF e STJ ....................................................................................................................................................................... 144 
6. Atos processuais ..........................................................................................................................................................................................144 
6.1. Notificação ............................................................................................................................................................................................. 144 
6.2. Prazos processuais ............................................................................................................................................................................. 144 
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6.3. Custas processuais ............................................................................................................................................................................. 145 
7. Petição inicial ................................................................................................................................................................................................. 145 
7.1. Indeferimento liminar......................................................................................................................................................................... 145 
8. Tutela antecipada ........................................................................................................................................................................................ 145 
9. Audiência ........................................................................................................................................................................................................ 146 
9.1. Ausência do reclamante ................................................................................................................................................................... 146 
9.2. Revelia .................................................................................................................................................................................................... 146 
9.3. Preposto ................................................................................................................................................................................................. 147 
10. Resposta do réu ......................................................................................................................................................................................... 147 
10.1. Compensação .................................................................................................................................................................................... 147 
10.2. Revelia .................................................................................................................................................................................................. 147 
11. Provas ............................................................................................................................................................................................................ 148 
11.1. Ônus da prova ................................................................................................................................................................................... 148 
11.2. Prova documental ............................................................................................................................................................................ 150 
11.3. Prova testemunhal ........................................................................................................................................................................... 150 
11.4. Confissão ............................................................................................................................................................................................. 150 
11.5. Prova pericial ..................................................................................................................................................................................... 150 
12. Sentença ....................................................................................................................................................................................................... 151 
13. Procedimento sumaríssimo e procedimento sumário ................................................................................................................... 151 
14. Recurso ......................................................................................................................................................................................................... 152 
14.1. Teoria Geral dos Recursos ............................................................................................................................................................ 152 
14.2. Recursos em espécie ....................................................................................................................................................................... 160 
14.3. Súmulas do STF e STJ .................................................................................................................................................................... 173 
15. Execução trabalhista................................................................................................................................................................................. 173 
15.1. Juros ...................................................................................................................................................................................................... 173 
15.2. Correção monetária ......................................................................................................................................................................... 174 
15.3. Penhora ................................................................................................................................................................................................ 174 
15.4. Embargos de terceiros .................................................................................................................................................................... 175 
15.5. Entidade pública ............................................................................................................................................................................... 175 
16. Ação cautelar .............................................................................................................................................................................................. 175 
17. Ação rescisória ........................................................................................................................................................................................... 176 
17.1. Competência ......................................................................................................................................................................................176 
17.2. Legitimidade do Ministério Público do Trabalho e litisconsórcio ..................................................................................... 176 
17.3. Decadência ......................................................................................................................................................................................... 177 
17.4. Pressupostos da ação rescisória ................................................................................................................................................. 178 
17.5. Representação processual. Procuração com poderes específicos para o ajuizamento de reclamação 
trabalhista. Irregularidade verificada na fase recursal .................................................................................................................... 179 
17.6. Petição inicial ..................................................................................................................................................................................... 179 
17.7. Hipóteses de cabimento................................................................................................................................................................. 180 
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18. Mandado de segurança ........................................................................................................................................................................... 188 
18.1. Valor da causa e prova pré-constituída .................................................................................................................................... 188 
18.2. Cabimento ........................................................................................................................................................................................... 188 
18.3. Decadência e Contagem do prazo para impetração do mandado de segurança ....................................................... 192 
18.4. Recursos .............................................................................................................................................................................................. 192 
19. Dissídio coletivo e ação de cumprimento .......................................................................................................................................... 193 
19.1. Dissídio coletivo ................................................................................................................................................................................ 193 
19.2. Ação de cumprimento ..................................................................................................................................................................... 195 
PRECEDENTES NORMATIVOS DO TST .................................................................................................................................................. 196 
DIREITO AMBIENTAL ...................................................................................................................................................................... 204 
DIREITO PREVIDENCIÁRIO ........................................................................................................................................................... 206 
Comprovação de atividade rural .................................................................................................................................................................. 206 
Aposentadoria por invalidez ......................................................................................................................................................................... 206 
Aposentadoria por tempo de contribuição ............................................................................................................................................... 206 
Aposentadoria especial .................................................................................................................................................................................. 206 
Auxílio acidente ................................................................................................................................................................................................. 207 
Pensão por morte.............................................................................................................................................................................................. 207 
Contribuição previdenciária ........................................................................................................................................................................... 207 
Salário de contribuição .................................................................................................................................................................................... 208 
Previdência privada .......................................................................................................................................................................................... 208 
Processo judicial previdenciário ................................................................................................................................................................... 208 
Outros temas ...................................................................................................................................................................................................... 209 
DIREITO INTERNACIONAL ............................................................................................................................................................ 209 
Expulsão .............................................................................................................................................................................................................. 209 
Extradição ............................................................................................................................................................................................................ 209 
Homologação de Sentença Estrangeira .................................................................................................................................................... 210 
DIREITO DO CONSUMIDOR .......................................................................................................................................................... 211 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
Princípios administrativos 
 
Súmula 346 (STF): A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
 
Súmula 473 (STF): A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que 
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, 
a apreciação judicial. 
 
Súmula 6 (STF): A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou qualquer 
outro ato aprovado pelo Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de aprovada por aquele 
tribunal, ressalvada a competência revisora do judiciário. 
 
Súmula vinculante 13 (STF): A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da 
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício 
de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública 
direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. 
 
Súmula 633 (STJ): A Lei nº 9.784/99, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para 
a revisão de atos administrativos no âmbito da Administração Pública federal, pode ser aplicada, 
de forma subsidiária, aos estados e municípios, se inexistente norma local e específica que regule 
a matéria. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019. 
 
Organização administrativa 
 
Súmula 644 (STF): Ao titular do cargo de procurador de autarquia não se exige a apresentação de 
instrumento de mandato para representá-la em juízo. 
 
Súmula 556 (STF): É competente a Justiça Comum para julgar as causas em que é parte sociedade 
de economia mista. 
 
Súmula 517 (STF): As sociedades de economia mista só têm foro na justiça federal, quando a União 
intervém como assistente ou opoente. 
 
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 13 
 
Súmula 501 (STF): Compete à Justiça ordinária estadual o processo e o julgamento, em ambas as 
instâncias, das causas de acidente do trabalho, ainda que promovidas contra a União, suas 
autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista. 
 
Súmula 8 (STF): Diretor de sociedade de economia mista pode ser destituído no curso do mandato. 
Súmula 525 (STJ): A Câmara de vereadores não possui personalidade jurídica, apenas 
personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos 
institucionais. 
 
Súmula 150 (STJ): Compete à justiça federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que 
justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
 
Súmula 66 (STJ): Compete à Justiça Federal processar e julgar execução fiscal promovida por 
Conselho de Fiscalização Profissional. 
 
Súmula 42 (STJ): Compete à justiça comum estadual processar e julgar as causas cíveis em que é 
parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
 
Concurso público 
 
Súmula 683 (STF): O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face 
do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do 
cargo a ser preenchido. 
 
Súmula 684 (STF): É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso 
público. 
 
Súmula 685 (STF): É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor 
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo 
que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
 
• Atualmente há a súmula vinculante 43 com o mesmo teor. 
 
Súmula 686 (STF): Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a 
cargo público. 
 
• Atualmente há a súmula vinculante 44 com o mesmo teor. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/listar/?categoria=18&subcategoria=179&assunto=501
 
 CADERNO DE REVISÃO DE SÚMULAS 
 
 
 
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Súmula vinculante 43 (STF): É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao 
servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em 
cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
 
Súmula vinculante 44 (STF): Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de 
candidato a cargo público. 
 
Súmula 266- (STJ): O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na 
posse e não na inscrição para o concurso público. 
 
Súmula 377- (STJ): O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, 
às vagas reservadas aos deficientes. 
 
Súmula 466- (STJ): O titular da conta vinculada ao FGTS tem o direito de sacar o saldo respectivo 
quando declarado nulo seu contrato de trabalho por ausência de prévia aprovação em concurso 
público. Ver disposição do Art. 19-A da Lei nº 8.036/90. 
 
Súmula 552- (STJ): O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com deficiência 
para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos. 
 
• Observar a Súmula 377- (STJ). 
• Súmula superada em razão da Lei nº 14.768/2023 ter incluído a surdez unilateral como 
deficiência auditiva. 
 
Servidores públicos 
 
Súmula 359

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