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Resumo sobre Testes Ortopédicos do Ombro Os testes ortopédicos do ombro são ferramentas clínicas essenciais para a avaliação de diversas patologias que acometem essa articulação complexa, incluindo lesões do manguito rotador, bursite subacromial, impacto subacromial, lesões do lábio glenoidal e doenças relacionadas à cabeça longa do bíceps braquial. Cada teste possui uma técnica específica que visa reproduzir a dor ou identificar limitações funcionais, permitindo ao examinador direcionar o diagnóstico e o tratamento adequado. O Teste de Neer e o Teste de Hawkins-Kennedy são amplamente utilizados para detectar o impacto subacromial e a bursite subacromial, além de lesões no manguito rotador e no lábio glenoidal superior. No Teste de Neer, o braço do paciente é elevado em flexão máxima com estabilização da escápula, buscando reproduzir a dor característica dessas condições. Já o Teste de Hawkins-Kennedy envolve a flexão do ombro a 90° com o cotovelo fletido, seguida de uma rotação medial forçada do úmero, também com o objetivo de desencadear dor no ombro. Ambos os testes são importantes para identificar processos inflamatórios e mecânicos que comprimem as estruturas subacromiais. Outros testes focam em tendões específicos do manguito rotador e estruturas adjacentes. O Teste de Jobe avalia o tendão do supraespinhal por meio da elevação ativa do braço em extensão e rotação interna contra resistência. O Teste de Patte verifica a integridade do tendão do infraespinhal, solicitando rotação externa contra resistência com o braço em elevação de 90° e cotovelo fletido. O Teste de Gerber é direcionado ao tendão do subescapular, pedindo que o paciente afaste a mão do dorso das costas, avaliando a força e a dor nessa região. Já o Teste de queda de braço é utilizado para detectar lacerações do supraespinhal, observando a capacidade do paciente de abaixar lentamente o braço após abdução passiva a 90°. Além disso, o Teste de Yocum é específico para avaliar impacto na articulação acromioclavicular, onde o paciente coloca a mão sobre o ombro oposto e realiza flexão ativa do ombro, elevando o cotovelo. O Speed Test ou Palm Up testa a função do tendão da cabeça longa do bíceps, solicitando flexão ativa do braço com resistência, enquanto o Teste de Yergason avalia a presença de dor no sulco bicipital durante a supinação resistida do antebraço, indicando possíveis lesões no bíceps ou impacto subacromial. Implicações Clínicas e Conclusões A aplicação correta desses testes permite ao profissional de saúde identificar com maior precisão a origem da dor e a estrutura comprometida no ombro, facilitando o diagnóstico diferencial entre condições que podem apresentar sintomas semelhantes. A combinação dos testes aumenta a sensibilidade e especificidade da avaliação clínica, orientando intervenções terapêuticas mais eficazes, seja por meio de fisioterapia, medicação ou cirurgia. É importante destacar que, apesar da utilidade dos testes ortopédicos, eles devem ser interpretados em conjunto com a história clínica, exame físico completo e, quando necessário, exames complementares de imagem. A dor reproduzida durante os testes indica a provável área de comprometimento, mas não substitui uma avaliação detalhada para confirmar o diagnóstico. Destaques Testes de Neer e Hawkins-Kennedy avaliam impacto subacromial, bursite e lesões do manguito rotador e lábio glenoidal superior. Testes de Jobe, Patte e Gerber são específicos para avaliação dos tendões do supraespinhal, infraespinhal e subescapular, respectivamente. Teste de queda de braço identifica laceração do supraespinhal pela incapacidade de abaixar o braço lentamente. Testes de Yocum, Speed e Yergason avaliam impacto acromioclavicular e lesões da cabeça longa do bíceps braquial. A combinação dos testes ortopédicos auxilia no diagnóstico diferencial e na escolha do tratamento adequado para patologias do ombro.