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Guia	de	Testes,	Escalas	e	Técnicas	de	Aplicação
Referência	complementar	às	Fases	2	a	9
Este	não	é	uma	fase	sequencial	como	as	outras	—	é	um	guia	de	consulta,	organizado	pelas	mesmas	áreas	do	plano,
para	acompanhar	o	estudo	teórico	com	os	instrumentos	concretos	de	cada	uma.	Duas	ressalvas	antes	de	usar:
⚠		Situação	no	SATEPSI	muda	com	o	tempo.	Todo	instrumento	aqui	precisa	ser	conferido	no	site	do	CFP	antes	de
qualquer	uso	clínico	—	validade	de	normatização	vence,	e	testes	podem	sair	ou	entrar	da	lista	de	aprovados.
⚠		Isto	orienta,	não	substitui	o	manual	técnico.	Aplicação,	correção	e	interpretação	corretas	exigem	o	manual	oficial
de	cada	instrumento	—	o	que	está	aqui	é	o	suficiente	para	você	reconhecer	o	instrumento	e	decidir	se	vale	investigar
mais.
Personalidade	—	testes	objetivos	(Fase	2)
Instrumento O	que	mede Aplicação
BFP	(Bateria	Fatorial	de	Personalidade) Cinco	Grandes	Fatores	(neuroticismo,
extroversão,	socialização,	realização,
abertura)
Individual	ou	coletiva,	papel-caneta	ou
informatizada,	autoaplicável
IFP-II	(Inventário	Fatorial	de
Personalidade)
Traços	de	base	mais	psicodinâmica Autoaplicável,	individual	ou	coletiva
Escalas	de	desejabilidade	social Detectam	tendência	a	responder	de
forma	socialmente	favorável
Geralmente	embutidas	em	outros
inventários,	não	usadas	isoladas
Técnica	de	aplicação	comum	a	essa	família:	 instrução	clara	sobre	não	haver	resposta	certa/errada,	ambiente	sem
pressão	de	tempo,	checagem	pós-aplicação	de	padrões	de	resposta	suspeitos	(tudo	igual,	muitas	omissões).
Técnicas	projetivas,	expressivas	e	apercepitivas	(Fase	3)
Instrumento O	que	investiga Aplicação
HTP	(Casa-Árvore-Pessoa) Aspectos	formais	do	traço	+	conteúdo
simbólico
Desenho	livre	com	instrução
padronizada,	seguido	de	inquérito	sobre
o	que	foi	desenhado
Desenho	da	Figura	Humana	(DFH) Autoimagem,	maturidade	gráfica	(uso
também	como	estimativa	de
desenvolvimento	em	crianças)
Desenho	livre,	instrução	mínima	para
não	induzir
TAT	(adultos)	/	CAT	(crianças) Temas	relacionais,	modo	de	resolver
conflito,	organização	do	pensamento
Apresentação	de	pranchas	em
sequência,	pedido	de	história	com	início-
meio-fim,	registro	literal	da	fala
Técnica	 de	 aplicação	 comum:	 instrução	 padronizada	 e	 idêntica	 para	 todos	 os	 avaliados,	 registro	 literal	 (nunca
resumido)	do	que	a	pessoa	diz,	sem	perguntas	indutivas	durante	a	produção	—	só	no	inquérito	posterior.
Método	de	Rorschach	(Fase	4)
Componente Descrição
Sistema	Compreensivo	(Exner) Sistema	mais	usado	internacionalmente,	com	codificação	e
normas	próprias
Sistemas/normas	brasileiras	(ex.	trabalho	de	Villemor-
Amaral)
Adaptações	e	normas	para	população	brasileira	—	confirmar
qual	está	vigente	e	aprovada
1 / 3
Aplicação	(visão	geral,	não	substitui	treino	supervisionado):
1.	 Apresentação	sequencial	das	10	pranchas,	resposta	livre	sem	interferência.
2.	 Fase	de	inquérito:	localizar	na	mancha	o	que	gerou	cada	resposta,	sem	sugerir	conteúdo	novo.
3.	 Codificação	estruturada	de	localização,	determinantes,	qualidade	formal	e	conteúdo.
4.	 Interpretação	por	agrupamentos	(clusters),	nunca	por	variável	isolada.
Avaliação	da	inteligência	(Fase	5)
Instrumento Faixa	etária Aplicação
WISC-V Crianças	e	adolescentes Individual,	kit	de	estímulos,	subtestes
com	e	sem	tempo	cronometrado
WAIS-IV Adultos Mesma	lógica	do	WISC,	adaptada	para
adultos
Matrizes	Progressivas	de	Raven Ampla	faixa	etária Aplicação	individual	ou	coletiva,	foco	em
raciocínio	abstrato	não-verbal
Escalas	não-verbais	(ex.	para	suspeita
de	barreira	de	linguagem)
Variável Minimizam	instrução	verbal,	úteis
quando	linguagem	pode	mascarar
desempenho	real
Técnica	de	aplicação:	ordem	fixa	dos	subtestes	(não	pode	ser	alterada	livremente),	cronometragem	rigorosa	quando
aplicável,	registro	literal	de	respostas	verbais	para	permitir	pontuação	posterior	fiel	ao	manual.
Neuropsicologia	e	atenção	(Fase	6)
Essa	 área	 você	 já	 tem	 mapeada	 em	 profundidade	 no	 seu	 próprio	 Guia	 de	 Instrumentos	 de	 Avaliação
Neuropsicológica	 do	 CEAREC	 (baterias	 Econômica	 e	 Completa)	 —	 vale	 usar	 aquele	 documento	 como	 referência
principal	aqui,	em	vez	de	duplicar.	Só	para	lembrete	rápido	de	categorias:
Atenção:	instrumentos	como	BPA,	D2,	TEALPHA.
Funções	executivas:	testes	de	flexibilidade	cognitiva,	planejamento	e	inibição.
Triagem	neuropsicológica	breve:	instrumentos	como	NEUPSILIN.
Avaliação	forense	(Fase	7)
Não	 existe	 uma	 “bateria	 forense”	 própria	—	 o	 perito	 usa	 os	 mesmos	 instrumentos	 das	 áreas	 acima	 (personalidade,
inteligência,	técnicas	projetivas),	mas	com	técnicas	adicionais	de	coleta	específicas	do	contexto:
Técnica Uso
Entrevista	estruturada	com	quesitos Roteiro	construído	a	partir	das	perguntas	formais	do	processo
Genograma	/	entrevista	familiar	sistêmica Mapeamento	de	vínculos	em	casos	de	família
Visita	domiciliar/institucional Quando	prevista	pelo	processo,	complementa	(não	substitui)
os	dados	de	entrevista	e	teste
Observação	de	interação	(ex.	pais-filho) Usada	com	cautela	metodológica	—	roteiro	de	observação
previamente	definido	evita	impressão	subjetiva	não
sistematizada
Cuidado	técnico	específico:	qualquer	teste	usado	no	forense	precisa	ter	fundamentação	redobrada,	porque	pode	ser
tecnicamente	contestado	por	assistente	técnico	da	parte	contrária.
Avaliação	organizacional	e	do	trabalho	(Fase	8)
2 / 3
Instrumento/técnica Uso
BFP	(mesma	da	Fase	2) Traços	de	personalidade	associados	a	desempenho	—	checar
validade	preditiva	específica	para	a	função
Testes	de	raciocínio/aptidão	(ex.	BPR-5,	testes	de
raciocínio	abstrato/numérico/verbal)
Capacidade	de	aprendizagem	e	resolução	de	problemas
Testes	de	julgamento	situacional Cenários	de	trabalho	hipotéticos	—	tendem	a	ter	melhor
validade	preditiva	por	serem	mais	próximos	da	tarefa	real
Entrevista	por	competências Não	é	teste	psicométrico,	mas	técnica	estruturada
frequentemente	combinada	com	os	testes	acima
Técnica	de	aplicação:	frequentemente	em	lote/coletiva	(vários	candidatos	ao	mesmo	tempo),	com	correção	e	triagem
inicial	informatizada	antes	da	análise	qualificada	por	psicólogo.
Avaliação	compulsória:	porte	de	arma	e	pré-cirúrgica	(Fase	9)
Porte	 de	 arma	 —	 a	 Resolução	 CFP	 nº	 01/2022	 não	 lista	 instrumentos	 obrigatórios	 específicos,	 mas	 exige	 que	 a
avaliação	cubra:
Atenção	e	funções	executivas	(instrumentos	da	Fase	6).
Nível	intelectual	(instrumentos	da	Fase	5).
Traços	de	personalidade	ligados	a	agressividade/impulsividade/ansiedade	(instrumentos	da	Fase	2).
Entrevista	voltada	a	juízo	crítico	sobre	uso	da	arma.
Pré-cirúrgica	—	varia	por	protocolo	institucional,	mas	costuma	incluir:
Entrevista	estruturada	sobre	expectativas	e	adesão	ao	pós-operatório.
Rastreio	de	sintomas	de	ansiedade/depressão	(escalas	breves	de	triagem).
Avaliação	de	suporte	social	e	rede	de	apoio.
Nota	final	de	uso	deste	guia
Ao	decidir	incorporar	um	instrumento	novo	à	sua	prática,	use	sempre	o	mesmo	filtro	da	Fase	1:	validade	específica	para
o	 uso	 pretendido,	 precisão,	 norma	 atualizada	 e	 situação	 vigente	 no	 SATEPSI	—	 nessa	 ordem,	 antes	 do	 preço	 ou	 da
facilidade	de	acesso.
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