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Unidade 1 
Enfermagem Interdisciplinar 
 
1. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 
A Atenção Básica é definida como a porta de entrada 
preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS) e possui 
um papel estratégico na Rede de Atenção à Saúde 
(RAS) para garantir a integralidade do cuidado. 
• Princípios: Universalidade, Equidade e 
Integralidade. 
• Diretrizes: Incluem a regionalização, 
hierarquização, territorialização, cuidado 
centrado na pessoa, resolutividade, 
longitudinalidade do cuidado e participação da 
comunidade. 
• Papel do Enfermeiro: O enfermeiro na 
Atenção Básica realiza consultas, solicita 
exames, prescreve medicações (conforme 
protocolos), gerencia a equipe de técnicos e 
agentes de saúde, e realiza visitas domiciliares. 
• Atualizações (2017): A nova portaria revisou 
as diretrizes, permitindo maior flexibilidade na 
composição das equipes e reforçando a 
integração entre a Atenção Básica e a 
Vigilância em Saúde. 
 
2. Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do 
Homem (PNAISH) 
Esta política visa qualificar a atenção à saúde da 
população masculina (foco de 20 a 59 anos), buscando 
romper barreiras culturais que afastam o homem dos 
serviços de saúde. 
• Eixos Temáticos: Acesso e acolhimento, saúde 
sexual e reprodutiva, paternidade e cuidado, 
doenças prevalentes e prevenção de violências 
e acidentes. 
• Paternidade e Cuidado: Um ponto de 
destaque é o pré-natal do parceiro, utilizado 
como estratégia para atrair o homem à unidade 
de saúde, promovendo o autocuidado e o 
vínculo afetivo familiar. 
• Desafios: O homem muitas vezes não busca a 
prevenção por se julgar invulnerável ou por 
barreiras institucionais, como horários de 
funcionamento que coincidem com a jornada de 
trabalho. 
 
3. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da 
Trabalhadora 
Garante a atenção integral a todos os trabalhadores, 
independentemente do vínculo empregatício (formal, 
informal, autônomo, desempregado, etc.). 
• Vigilância e Riscos: Foca na redução da 
morbimortalidade decorrente dos processos 
produtivos. Os riscos são classificados em: 
físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e 
mecânicos/acidentes. 
• Doenças Relacionadas: Destacam-se a 
LER/Dort, surdez ocupacional e sofrimentos 
psíquicos. 
• Biossegurança (NR-32): Estabelece normas de 
proteção para trabalhadores da saúde, focando 
na prevenção de acidentes com materiais 
biológicos e na higienização das mãos. 
4. Tuberculose e Hanseníase 
Ambas são tratadas como prioridades na Atenção 
Básica devido ao seu impacto na saúde pública. 
• Tuberculose: Doença infectocontagiosa 
causada pelo Mycobacterium tuberculosis. A 
estratégia principal é o DOTS (Tratamento 
Diretamente Observado), onde o profissional 
acompanha a ingestão da medicação para 
garantir a adesão e a cura. A prevenção envolve 
a busca ativa de sintomáticos respiratórios e a 
vacina BCG em crianças. 
• Hanseníase: Doença crônica causada pelo 
Mycobacterium leprae, com alto potencial 
incapacitante se não tratada precocemente. 
Manifesta-se por manchas com perda de 
sensibilidade e pode ser classificada como 
Paucibacilar ou Multibacilar para fins de 
tratamento (poliquimioterapia). O diagnóstico é 
essencialmente clínico, baseado na avaliação 
dermatoneurológica. 
 
Atividade Tele Aula I: 
1- e) Participação da comunidade 
2- d) Digestivo, respiratório e urinário. 
3- e) Serviços Especiais de Acesso Aberto 
4- d) A confirmação da alta por cura da hanseníase 
deve ser realizada por um profissional médico 
 
Questionário I: 
1- c) Programar ações de saúde no âmbito de seus 
limites territoriais, de acordo com política, diretrizes e 
prioridades estabelecidas. 
2- c) I e IV. 
3- a) Câncer de pênis, por se tratar de um tumor raro, 
relacionado com as baixas condições socioeconômicas 
e a má higiene íntima. 
4- b) 20 a 59 anos 
5- d) I e II, apenas 
6- a) Transversalidade das ações de saúde do 
trabalhador e o trabalho como um dos determinantes 
do processo saúde-doença 
7- d) III e IV, apenas. 
8- c) Mal perfurante plantar 
9- d) O tratamento dos pacientes com tuberculose deve 
ser realizado por um período mínimo de seis meses. 
10- e) Rifampicina, isoniazida, pirazinamida e 
etambutol. 
 
Unidade II 
Enfermagem Interdisciplinar 
 
1. Manejo Clínico de Arboviroses e COVID-19A 
unidade destaca o papel do mosquito Aedes aegypti 
como vetor de doenças como dengue, zika, 
chikungunya e febre amarela. 
• Dengue: Caracteriza-se por febre alta súbita, 
cefaleia e dores no corpo. Possui quatro 
sorotipos e pode evoluir para formas graves 
com sangramentos. 
• Chikungunya: Apresenta febre e dores 
articulares intensas que podem se tornar 
crônicas. 
• Zika: Frequentemente assintomática (80% dos 
casos), mas está associada a complicações 
graves como a microcefalia em bebês e a 
síndrome de Guillain-Barré. 
• Febre Amarela: Possui ciclos silvestres e 
urbanos. Casos graves podem levar à icterícia, 
hemorragia e choque. É a única entre essas 
arboviroses com vacina disponível no SUS. 
• COVID-19: Infecção respiratória causada pelo 
vírus SARS-CoV-2, transmitida globalmente 
com alto poder de contágio. A prevenção 
baseia-se em vacinação, uso de máscaras e 
higiene das mãos. 
 
2. Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) 
Instituído pela Portaria MS/GM n. 529/2013, o 
programa visa qualificar o cuidado em saúde. Seus 
conceitos-chave incluem o dano (comprometimento da 
função do corpo), o incidente (evento que poderia 
resultar em dano) e o evento adverso (incidente que 
resulta em dano real). 
• Eixos do PNSP: Estímulo a práticas seguras 
(como higiene das mãos e identificação do 
paciente), envolvimento do cidadão, inclusão 
do tema no ensino e incremento de pesquisas. 
 
3. Políticas Nacionais de Saúde para Populações 
Específicas 
O material detalha estratégias para garantir a equidade 
e o acesso universal, respeitando as singularidades de 
diversos grupos: 
• População Negra: Foca no combate ao 
racismo institucional e na utilização do 
quesito cor para definir prioridades 
epidemiológicas. 
• Povos Indígenas: Organiza-se por meio do 
Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-
SUS) e dos Distritos Sanitários Especiais 
Indígenas (DSEIs), respeitando medicinas 
tradicionais e contextos interculturais. 
• Populações do Campo e da Floresta: 
Considera as dificuldades de acesso geográfico 
e a prevalência de doenças endêmicas 
específicas dessas regiões, como a malária. 
• Pessoas com Deficiência: Garante assistência 
integral e reabilitação, buscando a eliminação 
de barreiras arquitetônicas e atitudinais. 
• População em Situação de Rua: Destaca os 
Consultórios na Rua como estratégia 
itinerante de cuidado para pessoas em extrema 
pobreza e com vínculos fragilizados. 
• População LGBT: Visa eliminar a 
discriminação institucional, garantindo o 
respeito ao nome social e o acesso ao processo 
transexualizador no SUS. 
 
4. Práticas Integrativas e Complementares (PICS) 
Instituída em 2006, a política de PICS busca promover 
a saúde através de tratamentos que consideram o ser 
humano de forma multidimensional (física, mental e 
espiritual). 
• Exemplos de práticas: Arteterapia, meditação, 
musicoterapia, reiki, yoga, biodança e shantala 
(massagem infantil). Essas práticas auxiliam na 
redução do estresse e na melhoria da qualidade 
de vida, complementando o tratamento 
convencional. 
 
Atividade Teleaula II: 
1- a) Compartilhar objetos de uso pessoal, como 
talheres, pratos, copos ou garrafas. 
2- d) Apenas II e III. 
3- c) Atuar com estratégias para que todos os 
usuários de drogas 
ilícitas identificados pela equipe sejam 
encaminhados à 
reabilitação das drogas. 
4- b) Na Atenção Primária, as pessoas podem 
procurar a UBS mais próxima de suas residências 
para atendimentos em praticamente todas as 
situações, até mesmo aquelas em que há 
risco demorte 
 
Questionário II: 
1- c) I e III, apenas. 
2- e) Como prevenção, é fundamental implementar 
ações para eliminação de focos do vetor que 
transmite a doença. 
3- d) Microcefalia 
4- d) Deve ser investigado para febre amarela o 
indivíduo não vacinado contra a doença, ou com 
estado vacinal ignorado, com quadro febril agudo e 
que resida ou que, nos últimos quinze dias, tenha 
estado em área com transmissão viral. 
5- a) 1 a 14 dias; 5 a 6 dias 
6- c) Segurança psicológica do paciente 
7- d) Gestão de risco. 
8- e) V – V – F – V – V 
9- c) Dever-se-á obrigatoriamente levar em 
consideração a realidade local e as especificidades 
da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser 
adotado para a atenção à saúde indígena, que se 
deve pautar em uma abordagem diferenciada e 
global, contemplando os aspectos de assistência à 
saúde, saneamento básico, nutrição, habitação, 
meio ambiente, demarcação de terras, educação 
sanitária e integração institucional. 
10- a) Primário.

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