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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: ACIONAMENTOS ELÉTRICOS 
GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD 
secretariaead@funec.br 
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Relatório de Práticas - Engenharia Elétrica 
 
 
1. Identificação do Relatório 
 
Título da Prática: Acionamento e parâmetros de geração 
Nome do Aluno: Leandro Rodrigues Pereira 
Data: 01/10/2026 
 
2. Objetivo da Prática 
 
O principal objetivo da prática de acionamento e parâmetros de geração é compreender o 
funcionamento de um sistema motor-gerador trifásico e analisar os parâmetros elétricos 
envolvidos em diferentes condições de acionamento e excitação, em resumo, a prática 
busca unir teoria e experimentação, permitindo que se visualize na prática como os 
princípios de geração elétrica e acionamento de máquinas se manifestam em um sistema 
real. 
3. Procedimento 
 
Relatório de Procedimentos – Esquemático 1 
A. Materiais Utilizados 
• Bancada didática para estudo de máquinas elétricas rotativas 
• Multimedidor industrial 
• Motor trifásico 
• Cabos de conexão 
• Dispositivo DR (proteção diferencial residual) 
• Contator e sistema de proteção da bancada 
B. Procedimentos Realizados 
B.1 Conexão da alimentação trifásica ao multimedidor 
• Selecionou-se os terminais R, S e T da alimentação trifásica. 
• Conectou-se cada terminal aos correspondentes L1, L2 e L3 do multimedidor. 
B.2 Conexão do multimedidor ao motor trifásico 
• Conectou-se L1’ a U1, L2’ a V1 e L3’ a W1 do motor trifásico. 
B.3 Fechamento do motor 
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• Realizou-se o fechamento dos terminais do motor: V1 em U2, W1 em V2 e U1 em 
W2. 
B.4 Aterramento do motor 
• Conectou-se o terminal “terra” da bancada ao terminal “terra” do motor trifásico. 
B.5 Energização da bancada 
• Acionou-se o dispositivo DR pela alavanca vermelha, garantindo proteção da 
bancada. 
• Ligou-se a proteção pelo botão verde no painel frontal. 
• Acionou-se o contator pelo botão “Liga”. 
• Iniciou-se a coleta de dados no multimedidor. 
B.6 Finalização da prática 
• Após a coleta dos dados, desenergizou-se a bancada pelo interruptor. 
• Removeram-se todos os fios da bancada. 
C. Observações 
• A prática exigiu atenção especial às conexões corretas para evitar falhas no 
funcionamento. 
• O aterramento foi fundamental para garantir segurança durante a energização. 
• O simulador facilitou a visualização das conexões por meio das câmeras e atalhos, 
tornando o processo mais didático. 
Relatório de Procedimentos – Esquemático 2 
A. Materiais Utilizados 
• Bancada didática para estudo de máquinas elétricas rotativas 
• Motor trifásico 
• Gerador trifásico 
• Multimedidor industrial 
• Inversor (conversor de frequência) 
• Cabos de conexão 
• Disjuntores gerais e dispositivo DR (proteção diferencial residual) 
• Contator e sistema de proteção da bancada 
B. Procedimentos Realizados 
B.1 Conexão do inversor ao motor 
• Selecionou-se o terminal U do inversor e conectou-se ao terminal U1 do motor. 
• Repetiu-se o processo para os terminais V → V1 e W → W1. 
B.2 Fechamento do motor 
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• Conectou-se V1 em U2, W1 em V2 e U1 em W2, completando o fechamento do 
motor trifásico. 
B.3 Fechamento do gerador 
• Realizou-se o fechamento dos terminais do gerador: 2 em 4, 3 em 5 e 1 em 6. 
B.4 Conexão do gerador ao multimedidor 
• Conectou-se o terminal 1 do gerador ao L1 do multimedidor, o terminal 2 ao L2 e o 
terminal 3 ao L3. 
B.5 Aterramento do motor e do gerador 
• Conectou-se o terminal “terra” da bancada ao terminal “terra” do motor. 
• Repetiu-se o procedimento para o gerador trifásico. 
B.6 Conexão dos terminais de excitação do gerador 
• Conectaram-se os terminais I+ e I- do gerador. 
B.7 Energização da bancada 
• Acionaram-se os três disjuntores gerais. 
• Acionou-se o dispositivo DR pela alavanca vermelha, garantindo proteção da 
bancada. 
• Ligou-se a proteção pelo botão verde do disjuntor. 
• Acionou-se o contator pelo botão “Liga”. 
• Ligou-se o conversor de frequência pelo botão “Liga”. 
• Abriu-se o conversor de frequência pelo botão amarelo e iniciou-se o 
funcionamento clicando em “run”. 
B.8 Coleta e finalização 
• Após coletar os dados necessários no multimedidor, desenergizou-se a bancada 
pelo interruptor. 
• Visualizou-se novamente o rotor do gerador e removeu-se a conexão entre os 
terminais I+ e I-. 
C. Observações 
• A prática exigiu atenção rigorosa às conexões, especialmente no fechamento do 
motor e do gerador. 
• O aterramento foi essencial para garantir segurança durante a energização. 
• O simulador facilitou a execução por meio das câmeras e atalhos, tornando o 
processo mais didático e seguro. 
 
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4. Resultados Obtidos 
 
Experimento 1 
 
Verifique os parâmetros exibidos no multimedidor no momento da partida do gerador. 
Algum deles sofreu variações significativas nos primeiros segundos após a partida do 
motor? Caso algum parâmetro tenha sofrido variação, justifique este comportamento. 
Justificativa Técnica: 
Quando o motor é energizado, ele ainda está parado. Nesse momento, a impedância vista 
pelo circuito é basicamente a resistência dos enrolamentos, que é baixa. Isso provoca 
uma corrente inicial muito alta. 
 
Experimento 2 
Preencha a tabela 1 com os dados referentes coletados no multimedidor ao variar a 
frequência da tensão fornecida ao gerador no conversor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1 
 
Gráfico 1 
 
 
25 30 35 40 45 50 55 60
0
20
40
60
80
0 500 1000 1500 2000
Fr
eq
u
ên
ci
a 
G
er
ad
o
r 
H
z
Velocidade RPM
Gráfico
Conversor 
Hz 
Multimedidor 
RPM 
Multimedidor 
Frequência 
25 750 25 
30 901 30 
35 1051 35 
40 1200 40 
45 1349 45 
50 1499 50 
55 1650 55 
60 1800 60 
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Realizado o procedimento de acionar no motor pelo contator 1 e analisado o 
comportamento da corrente pelo multimedidor por 10 vezes aferindo a corrente de partida 
direta, a máxima corrente foi de 2,6A. 
Feito a alteração de frequência conforme ilustrado na tabela 1, foi observado a elevação 
gradativa da corrente e da tensão de acordo com o acréscimo de frequência no 
experimento. 
 
Experimento 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 2 
 
Gráfico 2 
38,1
55,4
69,6
81,4
92,7
104,1
116,2
128,4
0
20
40
60
80
100
120
140
0 20 40 60 80 100 120 140
Te
n
sã
o
 G
er
ad
o
r
Frequência da Corrente de Excitação
Tensão
Frequência 
do 
conversor 
Hz 
Corrente 
de 
excitação 
(A) 
Frequência x 
Corrente de 
excitação 
Tensão 
gerada 
Ktotal 
25 1,02 25,5 38,1 1,49 
30 1,42 42,6 55,4 1,30 
35 1,62 56,7 69,6 1,23 
40 1,78 71,2 81,4 1,14 
45 1,82 81,9 92,7 1,13 
50 1,9 95 104,1 1,10 
55 1,99 109,45 116,2 1,06 
60 2,09 125,4 128,4 1,02 
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A reta traçada no gráfico se comporta de acordo com o princípio teórico visto no início do 
experimento? Justifique. Encontre o valor de 𝐾𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙. 
Sim, a reta traçada no gráfico está de acordo com o princípio teórico apresentado no 
iníciodo experimento. 
Justificativa: O princípio teórico afirma que, ao aumentar a frequência da corrente de 
excitação, a tensão gerada também deve aumentar, pois há uma relação direta entre 
esses dois parâmetros elétricos. No gráfico, observa-se exatamente esse comportamento: 
conforme a frequência cresce, os pontos experimentais mostram um aumento contínuo da 
tensão do gerador. A linha que conecta os pontos confirma essa tendência ascendente, 
evidenciando a proporcionalidade esperada, em outras palavras, o gráfico não apenas 
confirma a teoria, mas também demonstra experimentalmente que o gerador responde de 
forma previsível ao aumento da frequência de excitação. 
O valor de 𝐾𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 varia de acordo com a frequência aplicada entre o valor mínimo de 1,02 
para a frequência de 60 Hz e 1,49 para a frequência de 25 Hz, chegando em um valor 
médio de 𝐾𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 de 1,18 
 
Determine o coeficiente angular da reta do gráfico 2 e utilize seu valor para determinar o 
número de polos do motor utilizado neste experimento. 
 
O gráfico 2 mostra a relação entre frequência da corrente de excitação (Hz) no eixo x e 
tensão do gerador (V) no eixo y e a inclinação da reta é dada por: 
m=Δy/Δx 
Com os dados dos extremos da reta no ponto inicial a frequência ≈ 20, tensão ≈ 38,1V e 
no ponto final a frequência ≈ 140, tensão ≈ 128,4V 
m=128,4 – 38,1 / 140 – 20 = 90,3 / 120 ≈ 0,75V/Hz. 
A relação entre frequência elétrica (𝑓), velocidade síncrona (𝑁𝑠) e número de polos (𝑝) é: 
Ns=120⋅f/p 
Considerando que a tensão nominal do gerador ocorre em torno de 60 Hz (padrão no 
Brasil), podemos calcular: 
Ns=120⋅60/p 
A velocidade síncrona típica de motores industriais é 1800 rpm (4 polos) ou 3600 rpm (2 
polos). Assim, o valor obtido no gráfico indica que o motor utilizado é de 4 polos, pois em 
60 Hz ele gira a 1800 rpm, o que é compatível com o comportamento observado. 
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5. Imagens dos Resultados 
 
 
Figura 1: Conexão dos cabos de alimentação ao painel. 
 
 
Figura 2: Conexão dos cabos ao conjunto gerador motor 
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Figura 3: Conexão do aterramento no conjunto gerador motor 
 
 
Figura 4: Conexão do aterramento no painel. 
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Figura 5: Acionamento da alimentação do painel através do DR 
 
 
Figura 6: Painel energizado 
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Figura 7: Motor energizado 
 
 
Figura 8: Diagrama elétrico 
 
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Figura 9: Conexão e aterramento do conjunto gerador motor 
 
 
Figura 10: Aterramento do conjunto gerador motor 
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Figura 11: Visão do rotor do gerador pela lateral e suas conexões 
 
 
Figura 12: Acionamento do contator e do conversor de frequência 
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Figura 13: Diagrama de conexão do motor e gerador 
 
6. Conclusão 
 
A prática realizada possibilitou compreender de forma clara o funcionamento de um 
sistema motor-gerador trifásico, bem como a influência dos parâmetros de frequência e 
corrente de excitação sobre a tensão gerada. Observou-se que, durante a partida, houve 
variações significativas nos valores de corrente, confirmando o comportamento teórico 
esperado para motores elétricos em regime transitório. 
Os resultados mostraram que a velocidade do eixo mecânico aumenta proporcionalmente 
à frequência fornecida pelo conversor, validando a relação entre frequência elétrica e 
rotação do motor. Além disso, verificou-se que a tensão gerada depende diretamente da 
frequência e da corrente de excitação, confirmando a expressão 𝑉𝑔𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎 = 𝐾𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 ⋅ 𝑓 ⋅ 𝐼𝑒𝑥𝑐. 
A análise gráfica permitiu determinar o valor da constante 𝐾𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙e identificar o número de 
polos do motor, consolidando o aprendizado teórico. 
Os objetivos da prática foram alcançados, uma vez que foi possível realizar 
corretamente as conexões, coletar dados experimentais, construir gráficos e relacionar os 
resultados com os conceitos estudados. 
As principais dificuldades encontradas estiveram na coleta precisa dos dados, devido a 
pequenas variações nas leituras dos instrumentos, e na necessidade de atenção rigorosa 
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durante as conexões elétricas para evitar erros que poderiam comprometer o experimento. 
Como aprendizado significativo, destaca-se a importância da segurança e da organização 
ao trabalhar com sistemas elétricos, além da consolidação da relação entre teoria e 
prática. A atividade permitiu visualizar de forma concreta os princípios de geração elétrica 
e acionamento de máquinas rotativas, fortalecendo a compreensão dos conceitos 
fundamentais da engenharia elétrica. 
Em síntese, a prática cumpriu seu papel pedagógico, proporcionando experiência prática 
e confirmando os fundamentos teóricos estudados. 
 
7. Referências 
 
ALGETEC. Laboratório Virtual - Potência: Acionamentos e Parâmetros de Geração: 
simulação de montagem e instalação elétrica de motores trifásicos e sistemas de medição. 
UNEC: Universidade de Caratinga, 2026. Disponível em: https://unec-
caratinga.grupoa.education/sagah/object/default/140093391. Acesso em: 01 out. 2026. 
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https://unec-caratinga.grupoa.education/sagah/object/default/140093391
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	Relatório de Práticas - Engenharia Elétrica
	1. Identificação do Relatório
	2. Objetivo da Prática
	3. Procedimento
	4. Resultados Obtidos
	5. Imagens dos Resultados
	6. Conclusão
	7. Referências
 V g e r a d a = K t o t a l ⋅ f ⋅ I e x c
 K t o t a l
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