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Simulado Prático ICND2 (CCNA) - Tópicos Avançados de Roteamento e Comutação Visualização interativa 1. Dois roteadores Cisco conectados diretamente via cabo serial estão tentando formar uma adjacência OSPFv2 em uma rede broadcast simulada com encapsulamento ponto a ponto. No entanto, o comando show ip ospf neighbor mostra que o estado da adjacência está permanentemente travado em 2WAY. Nenhum dos roteadores transita para o estado FULL. Qual das seguintes causas é a mais provável para este comportamento? A) Incompatibilidade no temporizador Dead Interval ou Hello Interval entre as interfaces. B) As máscaras de sub-rede configuradas nas interfaces conectadas são diferentes. C) A rede está configurada incorretamente como tipo Broadcast em vez de Point-to-Point, e ambos os roteadores possuem prioridade OSPF igual a zero (Priority = 0). D) As áreas OSPF configuradas em cada extremidade do enlace são diferentes (Area 0 vs Area 1). 2. Em relação ao OSPFv3 para roteamento de IPv6, qual afirmação descreve corretamente como as adjacências de vizinhança e os endereços de próximo salto (next-hop) são estabelecidos? A) As adjacências OSPFv3 são formadas utilizando o endereço Link-Local IPv6 (prefixo FE80::/10) da interface como o endereço IP de origem dos pacotes OSPF. B) O OSPFv3 exige que cada interface tenha um endereço IPv6 Global Unicast configurado e ativo para que o pacote Hello seja transmitido com sucesso. C) O OSPFv3 utiliza autenticação nativa embutida no cabeçalho do pacote OSPF, eliminando a necessidade de depender da camada IPsec de IPv6. D) O identificador do roteador (Router ID) no OSPFv3 não precisa mais ser um formato IPv4 de 32 bits, podendo ser uma string alfanumérica customizada. 3. Um engenheiro de rede está analisando a métrica composta do EIGRP em um roteador Cisco. Os valores dos K-values padrão estão ativados (K1=1, K2=0, K3=1, K4=0, K5=0). Os parâmetros de uma rota específica indicam uma largura de banda (Bandwidth) de 10000 kbps e um atraso (Delay) acumulado de 2000 microssegundos (representado como 20 no comando show ip eigrp topology). Qual fórmula EIGRP é utilizada para calcular a métrica de 32 bits resultante utilizando apenas os componentes padrão? A) Métrica = [ (107 / Menor Largura de Banda) + (Atraso / 10) ] * 256 B) Métrica = [ (Menor Largura de Banda + Atraso) * 256 ] / 105 C) Métrica = [ (105 / Maior Largura de Banda) + (Atraso * 256) ] D) Métrica = [ (10^7 / Menor Largura de Banda em kbps) + (Atraso total em dezenas de microssegundos) ] * 256 4. Observando a tabela de topologia do EIGRP através do comando show ip eigrp topology 192.168.10.0/24, você visualiza uma rota com uma Distância Viável (FD) de 156160 e um Roteador Anunciante (Advertised Distance / RD) de 28160 por um caminho alternativo. Sabendo que a Distância Viável atual do Successor é 128000, o caminho alternativo pode ser instalado imediatamente na tabela de roteamento como um Feasible Successor? A) Sim, pois a Distância Anunciada (RD = 28160) do vizinho alternativo é estritamente menor do que a Distância Viável (FD = 128000) do Successor atual. B) Não, porque a Distância Viável (FD) do caminho alternativo (156160) é maior do que a Distância Viável do Successor atual (128000). C) Não, pois o valor da Distância Anunciada precisa ser idêntico ao da Distância Viável para prevenir loops de roteamento. D) Sim, desde que o comando variance seja configurado previamente para permitir o balanceamento de carga de custo desigual. 5. Em uma topologia operando com o protocolo Rapid PVST+ (RSTP - 802.1w), uma porta designada em um switch experimenta uma falha repentina de recepção de BPDUs do seu vizinho adjacente por um período equivalente a três tempos máximos de espera (max-age ou 3 * hello-time). Como o RSTP lida com essa perda de comunicação com o vizinho em termos de transição de estado da porta? A) A porta aguarda o temporizador Forward Delay expirar (passando pelos estados de Listening e Learning) antes de assumir o tráfego de dados. B) A porta entra imediatamente em estado de Descarte (Discarding) e envia uma notificação de mudança de topologia (TCN) por meio de inundação de BPDUs. C) A porta declara a perda de sincronismo e descarta a vizinhança ponto a ponto se expirar o limite de 3 hellos, mas transita rapidamente sem passar por Listening/Learning se houver acordo (Proposal/Agreement). D) O switch se autodeclara imediatamente como o novo Root Bridge da topologia inteira, forçando um recálculo global de todas as portas. 6. Um administrador de rede conecta acidentalmente um switch não autorizado de um usuário na porta FastEthernet 0/1 de um switch central de acesso que está configurado com Portfast. Para evitar que esse switch externo envie BPDUs superiores e altere a raiz da árvore Spanning Tree da empresa, qual recurso de segurança do STP deve ser habilitado na porta? A) BPDU Guard B) Root Guard C) Loop Guard D) UDLD (Uni-directional Link Detection) 7. Dois switches Cisco estão conectados por uma interface trunking configurada com encapsulamento 802.1Q. O switch A está com a VLAN nativa configurada como VLAN 10, enquanto o switch B está com a VLAN nativa configurada como VLAN 20. O que ocorrerá com os quadros pertencentes à VLAN nativa que trafegam sem tags por esse enlace trunk? A) Os switches realizarão uma conversão automática de VLAN por meio do protocolo DTP para unificar os IDs em ambos os lados. B) Os pacotes serão descartados imediatamente em ambas as pontas devido a uma violação de segurança do protocolo 802.1Q. C) O trunk entrará em estado de erro (err-disabled) devido ao conflito de cabeçalhos sem tag. D) O tráfego sem tag da VLAN nativa de um switch será misturado e injetado na VLAN nativa do outro switch, resultando em um vazamento de tráfego entre VLANs distintas (Native VLAN Mismatch). 8. Um técnico configura uma porta de switch com o modo DTP dynamic auto. A outra ponta do cabo está conectada a um switch cujos padrões de fábrica não foram alterados e a porta está configurada com o modo padrão (dynamic auto). O enlace de trunk 802.1Q será formado com sucesso entre esses dois switches? A) Sim, pois ambos os lados iniciarão a negociação ativa e forçarão o modo trunk. B) Não, o enlace permanecerá como uma porta de acesso (Access), uma vez que nenhum dos dois lados inicia ativamente a negociação para o modo de tronco. C) Sim, o DTP utilizará a porta com menor endereço MAC como o mestre para forçar o encapsulamento 802.1Q. D) Não, o link entrará em estado de colisão e fechará a porta por segurança. 9. Em um circuito WAN serial utilizando encapsulamento PPP, um administrador precisa configurar uma autenticação que ofereça maior segurança do que o PAP, garantindo que a senha do usuário nunca seja enviada em texto plano pela linha através de um handshake de desafio-resposta de três vias (three-way handshake). Qual protocolo deve ser aplicado? A) PAP (Password Authentication Protocol) B) EAP (Extensible Authentication Protocol) C) CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) D) HDLC Proprietário Cisco com chaves MD5 10. Um engenheiro implementa um túnel GRE (Generic Routing Encapsulation) sobre uma conexão de internet WAN com MTU padrão de 1500 bytes. Após a subida do túnel, os usuários relatam que pacotes grandes (como pings com -l 1472 e flag DF ativa) falham ao passar pelo túnel, enquanto pacotes menores funcionam perfeitamente. Qual é a causa raiz dessa fragmentação e como resolvê-la de forma ideal no roteador Cisco? A) O encapsulamento GRE adiciona um overhead adicional de 24 bytes ao pacote IP original, fazendo com que o pacote ultrapasse o MTU físico do caminho, exigindo o ajuste do comando ip mtu 1400 ou ip tcp adjust-mss 1360 na interface de túnel. B) O túnel GRE desativa o protocolo CEF (Cisco Express Forwarding), gerando atraso e perda de pacotes por processamento em software na CPU. C) O protocolo de roteamento dinâmico dentro do túnel está corrompendo as mensagens de keepalive do GRE por falta de largura de banda na WAN física. D) A criptografiaIPsec aplicada ao túnel removeu o campo de checksum do pacote GRE, invalidando a integridade dos pacotes UDP. Gabarito e explicações 1. C) A rede está configurada incorretamente como tipo Broadcast em vez de Point-to-Point, e ambos os roteadores possuem prioridade OSPF igual a zero (Priority = 0). · Explicação: Correto! Quando uma rede tipo Broadcast é usada sem um DR/BDR elegível (ambos com prioridade 0), o OSPF estaciona a vizinhança no estado 2-Way porque nenhum roteador pode ser eleito como DR ou BDR para estabelecer o mapeamento completo. 2. A) As adjacências OSPFv3 são formadas utilizando o endereço Link-Local IPv6 (prefixo FE80::/10) da interface como o endereço IP de origem dos pacotes OSPF. · Explicação: Correto! O OSPFv3 utiliza obrigatoriamente os endereços Link-Local (FE80::/10) para a descoberta de vizinhos e como endereço de próximo salto para as rotas anunciadas, independentemente de a interface possuir um endereço global unicast IPv6 configurado. 3. D) Métrica = [ (10^7 / Menor Largura de Banda em kbps) + (Atraso total em dezenas de microssegundos) ] * 256 · Explicação: Correto! A fórmula clássica do EIGRP para cálculo da métrica composta usa o inverso da largura de banda (10^7 / Bandwidth mínima) somado ao atraso em dezenas de microssegundos (Delay / 10), aplicando o fator de escala de 256 ao final. 4. A) Sim, pois a Distância Anunciada (RD = 28160) do vizinho alternativo é estritamente menor do que a Distância Viável (FD = 128000) do Successor atual. · Explicação: Correto! A Condição de Viabilidade (Feasibility Condition) do DUAL determina que a Distância Relatada/Anunciada (RD) do vizinho deve ser menor do que a Distância Viável (FD) atual da rota ativa. Como 28160 é menor que 128000, a condição é atendida e o caminho é um Feasible Successor válido. 5. C) A porta declara a perda de sincronismo e descarta a vizinhança ponto a ponto se expirar o limite de 3 hellos, mas transita rapidamente sem passar por Listening/Learning se houver acordo (Proposal/Agreement). · Explicação: Correto! No RSTP, se os BPDUs de um vizinho ponto a ponto deixarem de chegar por 3 intervalos de Hello (6 segundos por padrão), a porta perde a confiabilidade do link e assume comportamento dinâmico de reconvergência baseada no mecanismo de proposal/agreement. 6. A) BPDU Guard · Explicação: Correto! O BPDU Guard monitora portas configuradas com PortFast. Se qualquer BPDU for recebido em uma porta com BPDU Guard ativo, o recurso desliga imediatamente a porta (colocando-a em estado err-disabled) para proteger a topologia de Spanning Tree. 7. D) O tráfego sem tag da VLAN nativa de um switch será misturado e injetado na VLAN nativa do outro switch, resultando em um vazamento de tráfego entre VLANs distintas (Native VLAN Mismatch). · Explicação: Correto! Como o padrão 802.1Q não coloca tags nos quadros da VLAN nativa, o switch receptor assume que o tráfego sem tag pertence à sua própria VLAN nativa local (VLAN 20), unindo indevidamente domínios de broadcast de VLANs diferentes. 8. B) Não, o enlace permanecerá como uma porta de acesso (Access), uma vez que nenhum dos dois lados inicia ativamente a negociação para o modo de tronco. · Explicação: Correto! Quando ambas as extremidades de um enlace DTP estão configuradas como dynamic auto, nenhuma das duas inicia o processo de conversão para tronco, resultando em um link de acesso convencional. 9. C) CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) · Explicação: Correto! O CHAP utiliza uma troca de mensagens em três vias (Challenge, Response e Success/Failure) onde o autenticador envia um valor de desafio randômico e o cliente aplica uma função hash sobre o desafio combinado com a senha, sem expor a senha em texto plano na rede. 10. A) O encapsulamento GRE adiciona um overhead adicional de 24 bytes ao pacote IP original, fazendo com que o pacote ultrapasse o MTU físico do caminho, exigindo o ajuste do comando ip mtu 1400 ou ip tcp adjust-mss 1360 na interface de túnel. · Explicação: Correto! O cabeçalho GRE adiciona 4 bytes e o cabeçalho IP externo adiciona 20 bytes, totalizando um overhead de 24 bytes. Sem o ajuste de MSS ou do MTU do IP no túnel, pacotes de 1500 bytes com o bit Don't Fragment (DF) ativado serão descartados por exceder o MTU físico do transporte.