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BLOCO 2 - AÇÕES ESPECÍFICAS - DIREITO PROCESSUAL

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AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
Art. 81 do CDC: A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá 
ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa 
coletiva será exercida quando se tratar de: 
I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e 
ligadas por circunstâncias de fato; 
 
II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de 
pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; 
 
III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de 
origem comum.
 
 
A titularidade é de pessoas indeterminadas e indetermináveis, vez que não há como 
determinar quem será beneficiado. Concerne a toda coletividade ou a parcelas dela, que 
não são possíveis de identificar. As pessoas são unidas por uma simples circunstância de 
fato ou contingencial extremamente mutável, o fato de residirem em determinado local ou 
região. 
 
São características desses direitos: a inexistência de vínculo jurídico ou fático definido entre 
as partes; a impossibilidade de apropriação exclusiva e de quantificação da sua fruição; a 
indivisibilidade do objeto; ausência de vinculação a órgãos ou instituições (são fluidos na 
sociedade, estão distribuídos igualmente) 
 
Exemplos apresentados pela doutrina relacionados ao meio ambiente: o direito ao ar puro, 
à preservação das espécies animais, à limpeza das águas, dentre outros.
 
 
Tais direitos também são inerentes a pessoas indeterminadas a princípio, mas 
determináveis, já que há uma relação jurídica que vincula os titulares do direito, sendo 
possível determinar o grupo de pessoas, pelo fato de existir um vínculo mais sólido entre 
elas. 
 
O objeto é indivisível, e isso porque satisfaz a todos ao mesmo tempo, sendo todo o grupo 
lesado coetaneamente na hipótese de violação. 
 
 
 São características desses direitos: o mínimo de organização em relação a identificação da 
titularidade; interesses de grupos ou classes determinadas; vínculo jurídico básico, comum 
a todos os integrantes do grupo. 
 
Exemplos trazidos pela doutrina: membros de determinada categoria de trabalhadores, 
representada por certo sindicato, no sentido de que não ocorra alteração da 
regulamentação da jornada de trabalho ou do pagamento de horas diferenciadas... 
• Lei 7347/85, 
• 129, III, §1° CRFB 
• Verbo:propor 
 
Com o fim específico de defender os direitos difusos e coletivos 
contra os danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a 
bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico. Fazer cessar o dano. 
Ação constitucional 
Infraconstitucional: Ação Civil de procedimento comum 
 
ACP MS COLETIVO 
• Ação de procedimento comum 
(Admite-se dilação probatória) 
• Prazo de 5 anos 
• Os legitimados estão no art.5° da Lei 
7347/855 
• A competência para julgamento da 
ACP é fixada em razão do local onde 
ocorre o dano; 1° GRAU 
• a ACP tem como objeto, além dos 
apontados, os direitos difusos. 
• Tem natureza reparatória 
• Ação de procedimento especial (Não 
admite dilação probatória) 
• Prazo 120 dias 
• Os legitimados estão no art.21 da Lei 
12.016/09 
• Havendo necessidade de produção 
de provas não será possível a 
utilização do MS coletivo, vez que 
não há dilação probatória por essa 
via, devendo ser proposta ACP; 
• no MS coletivo leva-se em conta a 
autoridade coatora; 
• Quanto ao objeto, enquanto o MS 
coletivo se presta a tutelar os direitos 
individuais homogêneos e os direitos 
coletivos em sentido estrito 
• Não tem natureza 
reparatória/indenizatória 
 
Art. 1° da Lei 7347/85 
ACP preventiva, tem o mesmo prazo da ação popular- 5 anos 
 
Pode ter por objeto: A condenação em dinheiro, cumprimento de 
obrigação de fazer e não fazer, restituição aos cofres públicos. 
 
Art.1°, parágrafo único Lei 7347/85: tributos, contribuições 
previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS 
ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários 
podem ser individualmente determinados. 
 
Art.5° da Lei 7347/85 
OBS: * Inciso V- Associação – 1 ano – finalidade institucional (maior 
probabilidade de cair a hipótese desse inciso) 
 
Usar por analogia o art. 6 da lei 4717/65 
Não há prerrogativa de foro funcional 
Art.2°. estabelece que a competência será fixada em razão do local 
do dano. 
Segue a regra da ação popular: 
 
Será processada em 1° instância: art. 109, I → U/ A / EP / Fundação 
 
E/ DF/M/A/EP/ Fundação – Justiça estadual de 1° grau da Vara de 
Fazenda Pública. 
 
Residual: Justiça da Vara Cívil 
 
102, I, f, n 
 
Art. 12, cautelar/liminar e art.300 cpc 
 
 
 
A Associação Alfa, constituída há 3 (três) anos, cujo objetivo é a defesa do patrimônio social 
e, particularmente, do direito à saúde de todos, mostrou-se inconformada com a negativa 
do Posto de Saúde Gama, gerido pelo Município Beta, de oferecer atendimento laboratorial 
adequado aos idosos que procuram esse serviço. O argumento das autoridades era o de 
que não havia profissionais capacitados e medicamentos disponíveis em quantitativo 
suficiente. Em razão desse estado de coisas e do elevado número de idosos correndo risco 
de morte, a Associação resolveu peticionar ao Secretário municipal de Saúde, requerendo 
providências imediatas para a regularização do serviço público de Saúde. O Secretário 
respondeu que a situação da Saúde é realmente precária e que a comunidade precisa ter 
paciência e esperar a disponibilização de repasse dos recursos públicos federais, já que a 
receita prevista no orçamento municipal não fora integralmente realizada. Reiterou, ao final 
e pelas razões já aventadas, a negativa de atendimento laboratorial aos idosos. Apesar 
disso, as obras públicas da área de lazer do bairro em que estava situado o Posto de Saúde 
 
Gama, nos quais eram utilizados exclusivamente recursos públicos municipais, continuaram 
a ser realizadas. 
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pela Associação 
Alfa, elabore a medida judicial cabível para o enfrentamento do problema, inclusive com 
providências imediatas, de modo que seja oferecido atendimento adequado a todos os 
idosos que venham a utilizar os serviços do Posto de Saúde. A demanda exigirá dilação 
probatória. (Valor: 5,00) Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que 
possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do 
dispositivo legal não confere pontuação. 
 
EXMº. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA BETA 
(pular aproximadamente 5 linhas em todas as petições iniciais) 
 
ASSOCIAÇÃO ALFA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob nº..., com 
sede em..., por meio de seu representante legal..., vem, por seu advogado infra-assinado 
doc..., com escritório..., endereço que indica para os fins do art. 77, V, do CPC, com 
fundamento nos termos do art. 129, §1° , da CRFB/88 e da Lei 7.347/85, propor a presente 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA em face do Município Beta e do Secretário Municipal de Saúde, que 
pode ser encontrado nos endereços...pelas razões que passa a expor. 
 
I – SÍNTESE DOS FATOS 
Diante do grande número de idosos correndo risco de morte em razão da negativa 
do Posto de Saúde Gama, gerido pelo Município Beta, de oferecer atendimento laboratorial 
adequado àqueles, a Associação pleiteou ao Secretário Municipal de Saúde providências a 
fim de que fosse regularizada a situação. 
Em resposta, o Secretário reafirmou a negativa de atendimento, sustentando que 
não foi integral a realização da receita inicialmente prevista no orçamento do município, 
em razão da disponibilização apenas parcial do repasse de recursos públicos federais. 
Sustentou, ainda, que os munícipes deveriamser pacientes. 
 Entretanto, sabe-se que as obras públicas que estão sendo realizadas na área de 
lazer do bairro em que se situa o Posto de Saúde Gama, que utiliza exclusivamente recursos 
públicos municipais, estão em pleno vapor, o que justifica a apresentação da presente ação 
civil pública. 
 
II – DA LEGITIMIDADE ATIVA 
A Associação Alfa é legitimada ativa a propositura da presente ação, pois cumpre o 
disposto no art. 5º, V, da Lei 7.347/85, já que foi constituída há mais de 1 (um) ano e inclui, 
entre suas finalidades institucionais, a defesa do patrimônio social e do direito à saúde de 
todos. 
 
III – DA TUTELA DE URGÊNCIA 
 A tutela de urgência na ação civil pública está presente no art. 12, da Lei 7.347/85 e 
possui natureza de medida cautelar/liminar. 
 A probabilidade do direito reside nos argumentos de fato e de direito apresentados 
na presente e comprovados mediante a documentação anexa. 
 
Já o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo também se encontra 
demonstrado, uma vez que os idosos estão sujeitos a complicações de saúde e a risco de 
morte, caso não recebam o tratamento de saúde adequado. 
 
IV – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS 
A ação civil pública é um instrumento de ordem constitucional, destinado à defesa 
de interesses metaindividuais. Mesmo estando referida no capítulo da Constituição Federal 
relativo ao Ministério Público (art. 129, III), não é exclusiva da instituição, de acordo com o 
§1º do referido artigo. 
No plano infraconstitucional a ação é regida pela Lei 7.347/85 e, segundo a doutrina 
majoritária, aplica-se, por analogia, dispositivos da Lei nº 4.717/1965. 
Possui natureza condenatória, de acordo com o art. 3º, da Lei 7.347/85, mas, à 
semelhança da ação popular, também pode pleitear a invalidação de ato ou contrato 
administrativo, ilegal, ilegítimo ou ilícito e lesivo ao patrimônio público, cultural, histórico 
ou ambiental. 
No presente caso, o cabimento da ação civil pública se justifica diante do fato de o 
objetivo da demanda judicial ser a defesa de todos os idosos que procuram o atendimento 
do Posto de Saúde Gama, pois como se discute a qualidade do serviço público oferecido à 
população e esses idosos não podem ser individualizados, trata-se de típico interesse difuso, 
enquadrando-se no art. 1º, incisos IV e VIII, da Lei nº 7.347/85. 
Importante destacar que a saúde dos idosos é um direito fundamental, de acordo 
com os arts. 6º e 196 da Constituição da República, e o texto constitucional traz, ainda, o 
direito à vida, em seu art. 5º, caput, e o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, art. 1° , 
III da CRFB/88, como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. 
 Constatamos, no presente caso, evidente preterição de tais direitos para a 
realização de obras públicas em área de lazer, o que é constitucionalmente inadequado em 
razão da maior importância dos referidos direitos. Afinal, sem vida e saúde, não há 
possibilidade de lazer. 
O Município tem o dever constitucional de assegurar o direito à saúde dos idosos e 
de cumprir a competência constitucional conferida para fins de prestação do serviço público 
de saúde, de acordo com o art. 30, inciso VII, art. 196 e art. 230, todos da Constituição 
Federal de 1988. 
 
V – PEDIDOS 
 Ante o exposto, requer a Associação que V. Exª. determine: 
 a) a concessão da tutela de urgência para compelir o Município a regularizar o 
sistema de saúde e prestar o atendimento laboratorial adequado aos idosos na localidade 
abrangida pelo Posto de Saúde, na forma do art. 12, da lei 7347/85; 
b) a citação dos réus nos endereços indicados na inicial, segundo o art. 238, do CPC; 
 c) a intimação do representante do Ministério Público, conforme o art. 5º, §1º, da 
Lei 7347/85; 
d) a produção de todos os meios de prova em direito admitidas, de acordo com o 
art. 319, VI, do CPC; 
e) a juntada de documentos, consoante o art. 320, do CPC; 
f) a condenação dos réus em honorários advocatícios e custas processuais, na forma 
do art, 85, do CPC; 
g) a procedência dos pedidos para confirmar a tutela de urgência. 
 
Em cumprimento ao art. 319, VII, do CPC, a autora opta pela realização de audiência 
de conciliação ou de mediação. 
 
 
Valor da causa de acordo com o art. 291 do CPC/15. 
Ou: 
Valor da causa de acordo com o art. 319 do CPC/15. 
Termos em que, 
pede deferimento 
Local... e data... 
Advogado... 
OAB n.º ... 
 
 
A grande diferença entre a ACP e a ação popular está na legitimidade ativa e passiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACP AÇÃO POPULAR MS COLETIVO 
Só pode ser ajuizada por 
pessoa jurídica 
Só pode ser ajuizada por 
cidadão em pleno gozo de 
seus direitos políticos 
Só pode ser ajuizada por 
pessoa jurídica 
Admite dilação probatória 
 
Admite dilação probatória Não se admite dilação 
probatória 
Tem natureza reparatória 
 
Tem natureza reparatória Não tem natureza 
reparatória 
No polo passivo pode ser 
qualquer pessoa física, 
jurídica ou ente da adm. 
Pública que tenha causado 
danos aos direitos da 
coletividade 
 na ação popular, somente a 
administração pública ou 
seus agentes podem ser réus 
no processo. 
 
Estrutura detalhada 
 
• 
• 
• 
• →
 
 
 
• 
• 
• 
 
 
AÇÃO DE PROCEDIMENTO COMUM (ANTIGA AÇÃO ORDINÁRIA) 
• É uma petição inicial, o verbo é ajuizar. 
• A ação pode ser: de indenização, de cobrança, anulatória, de obrigação de fazer... 
• Na parte da qualificação inicial basta colocar ação de procedimento comum e no 
pedido indicar qual é o tipo de ação. 
• A ação não enfrenta prazo específico para o seu ajuizamento, permite a dilação 
probatória, não depende de autoridade coatora indicada e admite a cobrança 
(pedido de indenização por danos materiais e morais) 
• A sua fundamentação jurídica processual se encontra nos arts. 319 e 320 do CPC e 
a sua base material na própria Constituição. 
• Ex: ação na área da saúde (arts. 6º e 196), da educação (art. 205), concursos públicos 
(art. 37, II), licitação (37, XXI) ... 
• Em caso de urgência, é possível usar o art. 300 e 303, do CPC – antecipação de tutela! 
 
IMPORTANTE!! 
 
• Nessa ação não há prerrogativa de foro funcional, então a ação é proposta perante 
juiz singular, estadual ou federal conforme o caso. 
• União, Autarquia, Empresa Pública e Fundação Pública Federal – Juiz Federal de 1º 
grau. (Art. 109, I CF) 
 
• Estados, Municípios, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas – Juiz 
Estadual de 1º grau – Vara de Fazenda Pública. 
 
• Nas demais hipóteses – Comp. Residual- Justiça estadual de 1° grau → Vara cívil 
 
 
PETIÇÃO INICIAL PADRÃO 
 
EXM°. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ... DA COMARCA DE ... 
Ou EXM°. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA ...VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO... 
 
NOME, nacionalidade..., estado civil... (ou existência de união estável), profissão..., portador 
do RG n... e do CPF n ..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado ..., nesta cidade, 
por seu advogado infra-assinado (ou que esta subscreve), conforme procuração anexa, com 
escritório ..., nesta cidade, endereço que indica para os fins do art. 77, V, do CPC, com 
fundamento nos termos do art. 319, do CPC, vem ajuizar AÇÃO DE PROCEDIMENTO 
COMUM em face de... 
 
Ou PJ 
 
 
I - SÍNTESE DOS FATOS (um tópico sobre gratuidade de justiça antes dos fatos, se for 
necessário) 
 
II- TUTELA DE URGÊNCIA 
III- FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA (base material, ex: direito a saúde, educação, etc) 
IV- PEDIDOS (319, 320 CPC) 
 
 
 
a)Citação do réu... 
b)Produção de provas... 
c)Juntada de documentos. 320 CP C 
d)Procedência do pedido... 
e)Condenação em custas e honorários advocatícios... 
 
 Em cumprimento ao art. 319, VII, do CPC, o autor opta pela realização da audiência de 
conciliação ou de mediação. 
 
 
Valor da causa de acordo com o art. 291 do CPC/15. 
Ou: 
Valor da causa de acordo com o art. 319 do CPC/15. 
Ou: Valor que o enunciado indicar 
Termos em que,pede deferimento 
Local... e data... 
Advogado... 
OAB n.º ... 
• Procedimento célere: Não comporta 
dilação probatória, prova pré-
constituída (documental) 
 
• Lei 12.016/09 
 
• Prazo de 120 dias 
 
• Prerrogativa de foro 
 
• Não visa indenização por danos 
morais/materiais 
• Procedimento Comum: Comporta 
dilação probatória (produção de 
novos documentos, novas provas) 
 
• Arts. 319/320 do CPC 
 
• Não há prazo específico 
 
• Não há prerrogativa de foro 
 
• Possibilidade de indenização por 
danos morais/materiais 
José, brasileiro, desempregado, domiciliado no Município “ABC”, capital do Estado “X”, 
chegou a um hospital municipal que não possui Centro de Tratamento Intensivo (CTI) – 
sentindo fortes dores de cabeça. José aguardou atendimento na fila da emergência pelo 
período de 12 (doze) horas, durante o qual foi tratado de forma áspera e vexatória pelos 
 
servidores do hospital, que, entre outros comportamentos aviltantes, debocharam do 
fato de José estar de pé há tanto tempo esperando atendimento. 
 
 Após tamanha espera e sofrimento, o quadro de saúde de José agravou-se e ele entrou 
em estado de incapacidade absoluta, sem poder locomover-se e sem autodeterminação, 
momento no qual, enfim, um médico do hospital veio atendê-lo. 
 
Adamastor, também desempregado, pai de José, revela que, segundo laudo do médico 
responsável, seu filho necessita urgentemente ser removido para um hospital que possua 
CTI, pois José corre risco de sofrer danos irreversíveis à sua saúde e, inclusive, o de morrer. 
Informa ainda que o médico mencionou a existência de hospitais municipais, estaduais e 
federais nas proximidades de onde José se encontra internado, todos possuidores de CTI. 
 
Ocorre que José e Adamastor são economicamente hipossuficientes, de modo que não 
possuem condições financeiras de arcar com a remoção para outro hospital público, nem 
de custear a internação em hospital particular, sem prejuízo do sustento próprio ou da 
família 
 
 Indignado com todo o ocorrido, e ansioso para preservar a saúde de seu filho, Adamastor 
o procura para, na qualidade de advogado, identificar e minutar a medida judicial 
adequada à tutela dos direitos de José em face de todos os entes que possuem hospitais 
próximos ao local onde José se encontra e que seja levado em consideração o tratamento 
hostil por ele recebido no hospital municipal. (Valor: 5,0) 
 
EXMº. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA… VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO X. 
(art.109, I) 
 (5 linhas) 
 
José, representado por seu pai Adamastor, nacionalidade..., estado civil... (ou existência 
de união estável), profissão..., portador do RG n°... e do CPF n °..., endereço eletrônico..., 
residente e domiciliado..., nesta cidade, por seu advogado infra-assinado, conforme 
procuração anexa, com escritório ..., endereço que indica para os fins do art. 77, V, do 
CPC, com fundamento nos arts. 319 e 320, do CPC vem ajuizar AÇÃO DE PROCEDIMENTO 
COMUM em face do Município “ABC”, do Estado “X” e da União. 
 
I-DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
Com base no art. 99, do CPC, o Autor requer a V. Exª. a concessão do benefício da 
gratuidade de justiça, tendo em vista que está desempregado e sem condições de arcar 
com as custas processuais sem prejuízo do sustento próprio e de sua família. 
 
II- SINTESE DOS FATOS..... (Breve resumo) 
 
III- TUTELA DE URGÊNCIA 
 A tutela de urgência na Ação de Procedimento Comum é extraída do art. 300 e 303, do 
CPC e possui natureza de tutela antecipada. Deve haver a demonstração da probabilidade 
do direito e do perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
 
IV- FUNDAMENTOS JURÍDICOS 
 A saúde é um direito fundamental social, de acordo com os arts. 6º e 196 da Constituição 
da República. 
 
 A responsabilidade pelo cuidado da saúde e assistência pública, da proteção e garantia 
das pessoas portadoras de deficiência é cumulativa entre a União, os Estados, os 
Municípios e o Distrito Federal, na forma do art. 23, II, da CRFB/88. 
Ademais, de acordo com o art. 198, da CRFB/88, as ações e serviços públicos de saúde 
integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único na área 
da saúde pública. 
Diante do tratamento vexatório sofrido por José no hospital municipal, o direito à 
reparação por danos morais em face do Município é respaldado pelo art. 37, §6º, que 
aduz: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem 
a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou 
culpa”. 
 
V- DOS PEDIDOS 
 
Diante de todo o exposto, requer-se: 
a) a concessão da tutela de urgência para determinar a imediata transferência de José ao 
CTI mais próximo; Arts.300/303 do CPC 
b) que seja julgado procedente o pedido para condenar os Réus à internação de José no 
referido CTI; 
c) a citação do Município, do Estado e da União para integrar o feito; 238 do CPC 
d) a condenação do Município ABC à reparação dos danos morais sofridos pelo autor; 
e) a condenação dos Réus em custas e em honorários advocatícios; 85 do CPC 
f) a produção de todos os meios de provas em direito admitidas; 319 CPC 
g) a juntada de documentos. 320 CPC 
h) A concessão da gratuidade de justiça, uma vez que o requerente é hipossuficiente, 
conforme o art. 98 do CPC e art. 5° LXXIV, da CF. 
 
Em cumprimento ao art. 319, VII, do CPC, o autor opta pela realização da audiência de 
conciliação ou de mediação. 
 
Valor da causa de acordo com o art. 291 do CPC/15. 
Ou: 
Valor da causa de acordo com o art. 319 do CPC/15. 
Termos em que, 
pede deferimento 
Local... e data... 
Advogado... 
OAB n.º ... 
 
 
Estrutura detalhada 
 
 
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