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DIREITO CONSTITUCIONAL
· Independência nacional;
· Prevalência dos direitos humanos;
· Autodeterminação dos povos;
· Não-intervenção;
· Igualdade entre os Estados;
· Defesa da paz;
· Solução pacífica dos conflitos;
· Repúdio ao terrorismo e ao racismo;
· Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
· Concessão de asilo político.
· Busca pela integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
 
2.GERAÇÕES DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
 
🌟 Direitos Fundamentais são direitos constitucionalmente protegidos.
Exemplos: É o caso da vida, da liberdade, da propriedade etc.
 
✨ Já as Garantias Fundamentais são formas de se protegerem os direitos fundamentais.
Exemplo: habeas corpus, que protege o direito à liberdade de locomoção.
 
I. Direitos de PRIMEIRA Geração:
· Buscam restringir a ação do Estado sobre o indivíduo, e por isso são chamados de liberdades negativas.
· Geram para o Estado uma obrigação de não fazer.
· Se baseiam na liberdade e são fundamentalmente os direitos civis e políticos.
· Exemplos: o direito de propriedade, o direito de locomoção, o direito de associação e o direito de reunião.
 
II. Direitos de SEGUNDA Geração:
· Exigem a prestação positiva do Estado, isto é, uma ação estatal, e por isso são chamados de liberdades positivas.
· Geram para o Estado uma obrigação de fazer.
· Se baseiam na igualdade e são fundamentalmente os direitos econômicos, sociais e culturais.
· Exemplos: o direito à educação, o direito à saúde e o direito ao trabalho.
 
II. Direitos de TERCEIRA Geração:
· São direitos que protegem a coletividade.
· Se baseiam na solidariedade e são fundamentalmente os direitos difusos e coletivos.
· Exemplos: o direito do consumidor, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o direito ao desenvolvimento.
💡 Dica para lembrar as três gerações: elas seguem a sequência do lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. 🇫🇷
 
2.1. CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:
· Universalidade — São comuns a todas as pessoas (como o direito à vida). Porém, alguns direitos não podem ser titularizados por todos, pertencendo a grupos específicos (como os direitos dos trabalhadores).
· Historicidade — Surgem a partir de conquistas progressivas. Por isso são mutáveis e sujeitos a ampliações, o que explica as diferentes “gerações” de direitos fundamentais.
· Indivisibilidade — formam parte de um sistema e não podem ser considerados isoladamente, pois integram um conjunto único, indivisível, de direitos.
· Inalienabilidade — são intransferíveis e inegociáveis (sem valor econômico ou patrimonial), não podendo ser abolidos por vontade de seu titular.
· Imprescritibilidade — não se perdem com o tempo, sendo sempre exigíveis (não prescrevem).
· Irrenunciabilidade — o titular dos não pode deles dispor, mas pode deixar de exercê-los. Mas é admissível a autolimitação voluntária (exemplo, participação em reality shows, quando temporariamente, abdicam do direito à privacidade).
· Relatividade ou limitabilidade — não há direitos fundamentais absolutos. No caso de conflito entre eles, nenhum deles é sacrificado definitivamente.
· Complementaridade — os diferentes direitos complementam-se e devem ser interpretados conjuntamente.
· Concorrência — podem ser exercidos cumulativamente (exercer vários direitos ao mesmo tempo).
· Efetividade — os poderes públicos têm a missão de concretizar (efetivar) os direitos fundamentais.
· Proibição do retrocesso — não podem ser enfraquecidos ou suprimidos.
 
2.2. DIREITOS FUNDAMENTAIS: LIMITES E EFICÁCIAS:
· A lei pode impor restrições aos direitos fundamentais, mas há um núcleo essencial que precisa ser protegido. 
· Ou seja, os direitos fundamentais são restringíveis, observado o princípio da proporcionalidade e/ou a proteção de seu núcleo essencial.
· Essa teoria que permite restringir os direitos fundamentais, sem atingir seu núcleo essencial, chama-se teoria dos “limites dos limites”.
👀 Observação: A CF/88 não previu expressamente a teoria dos limites dos limites, mas o dever de proteção ao núcleo essencial está implícito.
 
Por fim, os Direitos Fundamentais possuem três tipos de eficácia:
· Eficácia Vertical: se aplica às relações entre o indivíduo e o Estado.
· Eficácia Horizontal: se aplica às relações entre indivíduo e outro indivíduo (entre particulares).
· Eficácia Diagonal: aplica-se em relações assimétricas entre particulares (exemplo: relações de trabalho).

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