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10:58 71 modo de navegação anônima está ativado X i www.gonzaga.com.br Assim, segundo seus dogmas, haviam aqueles homens destinados a guerra (os nobres/ bellatores), a palavra de Deus na Terra (os clérigos/oratores), bem como aqueles que produziam os alimentos todos (os camponeses servos/laboratores). Feudos Podemos definir feudos como núcleos de terra quase auto-suficientes, uma unidade de produção agrícola para consumo local. Nos feudos, senhores detinham poderes absolutos, quase não havendo comércio entre mesmos, a exceção de produtos em falta ou artigos de luxo para os senhores. Quando havia necessidade, um senhor cunhava a própria moeda do feudo, a mesma valendo por seu peso ou pelo tipo de metal empregado (ouro, prata, cobre). Os feudos podem ser divididos em: Manso Senhorial: tratava-se de um terço da área total do feudo. Nela, servos trabalhavam alguns dias por semana, em geral três dias. Toda a produção dessa parte de terra era destinada ao senhor feudal e a seus familiares. Era nessa parte que ficava castelo, com sua Torre de Menagem ao centro, suas Torres Laterais e suas Cortinas de Pedra, aonde ficavam dispostos os arqueiros e demais guerreiros. Em volta do castelo haviam algumas habitações, a Igreja, a feira e a taverna. Manso Servil: Área destinada ao usufruto dos servos, divididos em pequenos lotes ou tenências (glebas) de terra. Parte do que era produzido nessa parte era destinado ao senhor, sobrando apenas necessário para a sobrevivência dos servos e suas famílias. Terras Comunais: Parte do feudo utilizada por senhores e servos para a pastagem do gado e a extração de madeira. Em geral eram territórios de floresta, aonde OS senhores caçavam animais silvestres, atividade essa típica da nobreza, proibida aos camponeses e servos. Como as tecnologias agrícolas do período eram muito atrasadas, europeus utilizavam um sistema de rotação de culturas para que solo não perdesse em produtividade. Assim, tanto as terras do servos (cada gleba de terra), quanto as terras dos senhores eram divididas em três porções iguais. Em duas dessas porções eram produzidas culturas distintas a cada ano (por exemplo, trigo, ou cevada), a terceira permanecendo em repouso (sem produção naquele ano). No ano seguinte mudava-se a cultura de cada porção, ficando outra porção em repouso e assim respectivamente. A Ordem Social A sociedade era altamente hierarquizada, com diferentes estamentos, ou seja, Estados Jurídicos definidos pelo sangue, ocupação e obtenção de riqueza, uma organização que impedia qualquer pretensão de mobilidade social. São elas: Clero: Subdividido em Clero Secular ou Alto Clero, composto por bispos e cardeais, aqueles que administravam a Igreja Romana e, Clero regular, ou Baixo Clero, aqueles que rezavam, e viviam sob pesados dogmas eclesiásticos, ou seja, padres e monges. Como celibato era adotado entre baixo clero, desde concílio de Elvira (300), em geral, os filhos mais novos da nobreza eram obrigados a entrar para a Igreja a fim de incorporar as fileiras do clero. -Senhores feudais: Estamento composto pela nobreza proprietária de terras, pelos descendentes dos antigos senhores germanos ou romanos. Eram quem chefiavam feudos, controlando-os de forma absoluta, seja no campo político, administrativo, jurídico e militar. Servos: Tratavam-se dos camponeses fixos aos feudos, obrigados a prestar serviços e a pagar impostos para senhores em troca de um lote de terras. Além deles haviam Vilões, pequenos proprietários ou trabalhadores livres que não estavam fixo a nenhum feudo, prestando serviços temporários para algum nobre em troca de um mísero salário provisório. Podiam arrendar algum lote de terras em troca do pagamento de uma taxa ao senhor feudal, mas não estavam fixados à terra e nem mesmo tinham obrigações para com senhores. Relações entre senhores e servos Já entre senhores feudais e seus servos, ou seja, os camponeses fixados à terra do feudo haviam uma série de obrigações desiguais; os servos quase que submetidos a uma forma de escravidão moderada. Podemos estipular várias formas de obrigações dos servos para com os senhores. Vejamos as principais: Corveia: Tratava-se do trabalho dos servos nas terras do senhor, no chamado Manso Senhorial, em geral, três dias a cada semana. Talha: Entrega de parte da produção dos servos ao senhor feudal, ou seja, de alimentos produzidos pelos servos em seus lotes de terras, Manso Servil. Banalidade: Taxa paga pelos servos para a utilização de certos instrumentos do feudo pertencentes aos senhores feudais, inclusive quando produziam nas terras desses senhores. Tais equipamentos eram O moinho, celeiro, forno e O lagar, aonde se fazia vinho. Censo: Essa era uma taxa em dinheiro ou espécie (produtos da terra) paga somente pelos vilões, uma forma de utilizarem alguns lotes do feudo para seu próprio sustento. Logicamente que se quisessem utilizar equipamentos disponíveis, teriam de pagar também a banalidade. Capitação: Imposto por cabeça (per capita) pago pelos servos por cada integrante de sua família. Assim, quanto maior a família do servo, mais caro seria imposto a pagar. Mão Morta: Taxa paga pela família de um servo morto para que sua mulher e filhos continuassem trabalhando no Em outras palavras, quando um servo morria, seus familiares pagavam uma taxa para continuarem a ser explorados pelos senhores feudais, em uma época ao qual não possuir um lote de terras era um destino pior do que a servidão. Tostão de Pedro: Além de todos esses impostos, os servos tinham de pagar um dizimo à Igreja, ao padre ou abade local, uma forma de manterem-se na comunidade religiosa, em harmonia com Deus. Além de todos esses impostos e obrigações, servos eram obrigados a alojar senhores quando estes estivessem chegando de viagem. Outra obrigação era chamada de Prima Notte, bastante criticada pela Igreja, que consistia no direito ordinário de uma senhor feudal dormir com a esposa de um servo recém casado, antes mesmo da confirmação das núpcias. Relações entre nobres (suseranos e vassalos) Havia dois tipos de relações sociais na Idade Média, bastante específicas, mas que confundem muitos estudantes de História. Uma delas era a relação entre membros da nobreza, seus Pactos de Fidelidade, originários dos antigos comitatus, mas que passaram a fazer parte das normas sociais da Idade Média europeia, principalmente após Império Carolíngio. Trata-se do mesmo Pacto de Vassalagem (osculum, ritual de investidura) presente em muitos livros de história, ao qual um nobre, vassalo, em troca de um feudo para governar, prestava obrigações para com seu suserano, obrigações que podiam ser em alguma forma de taxa ou tributo ou em apoio militar. Assim, vassalo prestava auxílio em armas à seu suserano quando esse entrava em guerra, significando que aquele poderia levar seus próprios vassalo ou mesmo seus servos se assim desejasse. 146337253853...GONZAGA.pdf Download X interferir no feudo dos mesmos. Na prática, todo nobre fazia parte de uma relação de suserania e vassalagem, porém, cada 1

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