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ANATOMIA HUMANA — MATERIAL ORGANIZADO PARA ESTUDO Conteúdo reorganizado por sequência de aprendizagem, sem intenção de acrescentar ou excluir matéria. Ordem de estudo: introdução e orientação espacial → ossos → articulações → músculos. Os roteiros práticos foram colocados junto dos conteúdos correspondentes; orientações administrativas e material complementar ficaram ao final. 1. Introdução ao estudo da Anatomia Conteúdo original — página 21 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA 1. Conceito Anatomia é a ciência que estuda macro e microscopicamente a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Descreve conjunto de órgãos que desempenham a mesma função agrupados em sistemas (anatomia sistêmica ou descritiva) ou estudo por regiões (anatomia topográfica). 2. Normalidade e Variação Anatômica - Normalidade: corresponde ao que ocorre na maior parte dos casos e, ao mesmo tempo, ao que se considera o me- lhor para o desempenho da função. - Variação Anatômica: qualquer alteração morfológica que não trás prejuízo da função. 2.1. Fatores gerais de variação Idade Sexo Raça Biótipo (somatório dos caracteres herdados geneticamente ou adquiridos do meio ambiente e de sua inter-relação). Longilíneo Brevilíneo Mediolíneo Evolução 3. Anomalia e Monstruosidade - Anomalia: qualquer alteração morfológica que trás prejuízo da função. (indivíduo com um dedo a menos na mão). - Monstruosidade: alteração morfológica muito grande, incompatível com a vida. (ausência de encéfalo). 4. Nomenclatura Anatômica Conjunto de termos utilizados para designar e descrever o organismo ou suas partes. 5. Divisão do Corpo Humano Corpo Humano - Cabeça - Pescoço - Tronco - tórax - abdome - pelve - Membros - Superiores (torácicos) o Raiz: ombro o Parte livre: - braço - antebraço - mão - Inferiores (pélvicos) o Raiz: quadril o Parte Livre: - coxa - perna - pé Conteúdo original — página 22 6. Posição Anatômica É a posição padrão utilizada em anatomia. É a posição em que o indivíduo está ereto com a face voltada para frente, olhar dirigido para o horizonte, membros inferiores unidos com as pontas dos dedos dos pés voltadas para frente, membros superiores estendidos e acolados ao tronco com as palmas das mãos voltadas para frente. 7. Planos do Corpo Humano 7.1. Planos de Delimitação São aqueles planos que tangenciam a superfície do corpo do indivíduo quando este se encontra na posição anatômica. Plano anterior ou ventral (tangente ao ventre) Plano posterior ou dorsal (tangente ao dorso) Plano lateral (direito e esquerdo) Plano superior ou cranial ou cefálico Plano inferior ou podálico (tangente à planta dos pés) Plano caudal (tronco isolado, tangente ao vértice do cóccix). 7.2. Planos de Secção São planos que atravessam o corpo do indivíduo, quando este se encontra em posição anatômica. Plano mediano ou sagital mediano (divide o corpo em metades direita e esquerda) Plano sagital paramediano (paralelo ao mediano, divide o corpo em partes direita e esquerda) Plano frontal (paralelo aos planos anterior e posterior, divide o corpo em partes anterior e posterior) Plano horizontal (paralelo aos planos superior e inferior, divide o corpo em partes superior e inferior) 8. Termos de Posição e Direção medial (mais próxima ao plano mediano) proximal (mais próxima à raiz do membro) intermédia médio lateral (mais próxima ao plano lateral) distal (mais afastada da raiz do membro) anterior superior superficial interno média média média médio posterior inferior profundo externo 2. Osteologia — conceitos gerais Conteúdo original — página 18 OSTEOLOGIA 1. Generalidades Osteologia é o estudo dos ossos, inclui também o estudo das estruturas cartilagíneas o que constitui o esqueleto. Esqueleto é o conjunto de ossos e cartilagens que se unem entre si para formar o arcabouço do corpo do indivíduo. 2. Funções dos ossos Proteção (órgãos importantes) Sustentação e conformação do corpo (suporte para as partes moles) Sistema de alavancas (ampliam a força gerada durante as contrações musculares) Armazenamento de íons Produção de células sangüíneas (medula óssea) Nos indivíduos jovens toda a medula óssea é rubra, ativa na produção de células do sangue, já em indivíduos mais velhos a maior parte da medula óssea se torna flava. Alguns ossos no adulto apre- sentam medula óssea rubra, como é o caso do esterno, clavícula, osso do quadril. 3. Divisão do esqueleto Esqueleto axial (ossos da cabeça, pescoço e tronco). Esqueleto apendicular (ossos dos membros superiores e inferiores) Unindo essas duas porções temos o (cíngulo peitoral), formado pela escápula e clavícula e o (cíngulo pélvico) formado pelo osso do quadril. Os cíngulos fazem parte do esqueleto apendicular. 4. Número de ossos O corpo humano é formado por 206 ossos. Este número pode variar devido à idade, fatores individuais e o critério de contagem. 5. Tipos de substância óssea Compacta: as células ósseas estão em contato íntimo, não havendo espaço entre elas, dessa forma o osso é mais denso e resistente. Está localizada na periferia dos ossos. Esponjosa: os elementos constituintes deixam entre si lacunas que se comunicam entre as outras, sendo preenchidas por medula óssea. 6. Classificação dos ossos O critério para a classificação leva em consideração a forma dos ossos, de acordo com a predominân- cia de suas dimensões (comprimento, largura e espessura). 6.1. Ossos longos Apresentam o comprimento maior que a largura e a espessura (C > L e E). Ex. ossos do esqueleto apendicular (tíbia, úmero). Conteúdo original — página 19 Os ossos longos apresentam duas extremidades denominadas de , sendo uma proximal e ou- tra distal, e um corpo denominado de . No interior da diáfise existe um espaço denominado de , que é preenchido por medula óssea que pode ser rubra ou flava. Nos ossos longos em desenvolvimento entre a epífise e a diáfise existe um disco cartilagíneo deno- minado de , responsável pelo crescimento em comprimento desses ossos. 6.2. Ossos alongados Apresentam o comprimento maior que a largura e a espessura, porém não encontramos epífises, diá- fise e cavidade medular. Ex. clavícula e costela. 6.2. Ossos planos Apresentam o comprimento semelhante à largura, porém maiores que a espessura. Ex. osso parietal. 6.3. Ossos curtos Apresentam as três dimensões semelhantes. Ex. ossos carpais e tarsais. 6.4. Ossos irregulares Não apresentam uma forma geométrica conhecida. Ex. vértebras, osso temporal. Esses tipos morfológicos ainda podem apresentar características adicionais podendo ser classificados como: 6.5. Ossos pneumáticos São ossos que apresentam uma ou mais cavidades, revestidas de mucosa e contendo ar, que são de- nominadas . Os ossos pneumáticos são: frontal, maxila, esfenóide, etmóide e temporal. 6.6. Ossos sesamóides São ossos que se desenvolvem no interior de certos tendões musculares ou ao redor de cápsula arti- cular. Ex. patela, hióide. 7. Periósteo É uma delgada membrana conectiva que reveste externamente todos os ossos, com exceção das su- perfícies articulares. É constituído por dois folhetos: um externo e um interno. A camada mais interna recebe o nome de , capaz de formar osso, sendo responsável pelo crescimento ósseo em espessura dos ossos, e na reparação de fraturas, essa camada é responsável pela nutrição do osso. A camada mais externa recebe o nome de , sendo responsável pela inserção de liga- mentos e tendões musculares. 3. Osteologia — identificação dos ossos Conteúdo original — página 12 OSTEOLOGIA IDENTIFICAR OS SEGUINTES OSSOS : 1. ESQUELETO AXIAL Parietal Frontal Occipital Esfenoide Temporal Etmoide Concha nasal inferior Lacrimal Osso nasal Vômer Maxila Palatino Zigomático Mandíbula Hioide Vértebras Costelas Esterno Conteúdo original — página 13 2. ESQUELETO APENDICULAR 2.1. OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR 2.1.1. CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR Escápula Clavícula 2.1.2. PARTE LIVRE DO MEMBRO SUPERIOR Úmero RádioUlna Ossos carpais Ossos metacarpais Falanges 2.2. OSSOS DO MEMBRO INFERIOR 2.2.1. CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR Osso do quadril 2.2.2 PARTE LIVRE DO MEMBRO INFERIOR Fêmur Patela Tíbia Fíbula Ossos tarsais Ossos metatarsais Falanges 4. Osteologia específica da cabeça e pescoço Conteúdo original — página 3 OSTEOLOGIA ESPECÍFICA 1. NEUROCRÂNIO OSSO FRONTAL ARCO SUPERCILIAR MARGEM SUPRAORBITAL FORAME SUPRAORBITAL INCISURA SUPRAORBITAL LINHA TEMPORAL PROCESSO ZIGOMÁTICO PARTE ORBITAL FÓVEA TROCLEAR FOSSA DA GLÂNDULA LACRIMAL SEIO FRONTAL DÍPLOE OSSO PARIETAL LINHA TEMPORAL SUPERIOR LINHA TEMPORAL INFERIOR DÍPLOE OSSO OCCIPITAL FORAME MAGNO PARTE BASILAR CÔNDILOS OCCIPITAIS PROTUBERÂNCIA OCCIPITAL EXTERNA LINHA NUCAL SUPERIOR LINHA NUCAL INFERIOR DÍPLOE OSSO ETMOIDE LÂMINA CRIBRIFORME LÂMINA PERPENDICULAR LÂMINA ORBITAL LABIRINTO ETMOIDAL: CÉLULAS ETMOIDAIS CONCHA NASAL SUPERIOR CONCHA NASAL MÉDIA OSSO ESFENOIDE CORPO SELA TURCA FOSSA HIPOFISIAL SEIO ESFENOIDAL ASA MENOR FISSURA ORBITAL SUPERIOR ASA MAIOR CRISTA INFRATEMPORAL TUBÉRCULO ESFENOIDAL FORAME REDONDO FORAME OVAL FORAME ESPINHOSO ESPINHA DO ESFENOIDE FACE ORBITAL FACE CEREBRAL FACE TEMPORAL FACE INFRATEMPORAL PROCESSO PTERIGOIDE LÂMINA MEDIAL HÂMULO PTERIGÓIDEO LÂMINA LATERAL FOSSA ESCAFÓIDEA FOSSA PTERIGÓIDEA CANAL PTERIGÓIDEO OSSO TEMPORAL PARTE PETROSA PROCESSO MASTOIDE INCISURA MASTÓIDEA SULCO DA ARTÉRIA OCCIPITAL CANAL CARÓTICO SULCO DO NERVO PETROSO MAIOR IMPRESSÃO TRIGEMINAL PORO ACÚSTICO EXTERNO PORO ACÚSTICO INTERNO PROCESSO ESTILÓIDE FORAME ESTILOMASTÓIDEO FISSURA PETROTIMPÂNICA PARTE ESCAMOSA PROCESSO ZIGOMÁTICO CRISTA SUPRAMASTÓIDEA FOSSA MANDIBULAR TUBÉRCULO ARTICULAR ESTRUTURAS FORMADAS PELA UNIÃO DE OSSOS FORAME ETMOIDAL ANTERIOR FORAME ETMOIDAL POSTERIOR FORAME LACERADO FORAME JUGULAR FORAME ESFENOPALATINO FISSURA ORBITAL INFERIOR Conteúdo original — página 4 2. VISCEROCRÂNIO CONCHA NASAL INFERIOR OSSO LACRIMAL OSSO NASAL VÔMER OSSO PALATINO LÂMINA PERPENDICULAR PROCESSO PIRAMIDAL LÂMINA HORIZONTAL FORAMES PALATINOS MENORES ESPINHA NASAL POSTERIOR OSSO ZIGOMÁTICO CORPO PROCESSO TEMPORAL PROCESSO FRONTAL PROCESSO MAXILAR FORAME ZIGOMÁTICO-ORBITAL FORAME ZIGOMATICOFACIAL FORAME ZIGOMATICOTEMPORAL FACE TEMPORAL MAXILA CORPO DA MAXILA FACE ORBITAL CANAL INFRAORBITAL SULCO INFRAORBITAL MARGEM INFRAORBITAL FORAME INFRAORBITAL FOSSA CANINA ESPINHA NASAL ANTERIOR FORAMES ALVEOLARES TÚBER DA MAXILA SEIO MAXILAR PROCESSO FRONTAL PROCESSO ZIGOMÁTICO CRISTA ZIGOMATICOALVEOLAR PROCESSO PALATINO FOSSA INCISIVA ESPINHAS PALATINAS SULCOS PALATINOS PROCESSO ALVEOLAR SEPTOS INTERALVEOLARES SEPTOS INTER-RADICULARES MANDÍBULA CORPO DA MANDÍBULA BASE DA MANDÍBULA PROTUBERÂNCIA MENTUAL TUBÉRCULO MENTUAL FORAME MENTUAL FOSSA MENTUAL LINHA OBLÍQUA FOSSA DIGÁSTRICA ESPINHAS GENIANAS SUPERIORES ESPINHAS GENIANAS INFERIORES LINHA MILO-HIÓIDEA FÓVEA SUBLINGUAL FÓVEA SUBMANDIBULAR PARTE ALVEOLAR SEPTOS INTER-RADICULARES SEPTOS INTERALVEOLARES TRÍGONO RETROMOLAR RAMO DA MANDÍBULA ÂNGULO DA MANDÍBULA TUBEROSIDADE MASSETÉRICA TUBEROSIDADE PTERIGÓIDEA FORAME DA MANDÍBULA LÍNGULA DA MANDÍBULA CANAL DA MANDÍBULA SULCO MILO-HIÓIDEO PROCESSO CORONÓIDE CRISTA TEMPORAL INCISURA DA MANDÍBULA PROCESSO CONDILAR: CABEÇA DA MANDÍBULA COLO DA MANDÍBULA FÓVEA PTERIGÓIDEA ESTRUTURAS FORMADAS PELA UNIÃO DE OSSOS FORAME PALATINO MAIOR ABERTURA PIRIFORME 5. Fossas e cavidades da cabeça FOSSAS E CAVIDADES 1. FOSSA TEMPORAL LIMITE SUPERIOR: LINHA TEMPORAL SUPERIOR. LIMITE INFERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE ATRAVESSA O ARCO ZIGOMÁTICO. LIMITE ANTERIOR: FACE TEMPORAL DO OSSO ZIGOMÁTICO. LIMITE POSTERIOR: CRISTA SUPRAMASTÓIDEA. LIMITE MEDIAL: OSSO FRONTAL, ESFENOIDE, PARIETAL E TEMPORAL. LIMITE LATERAL: ABERTO. 2. FOSSA INFRATEMPORAL LIMITE SUPERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE ATRAVESSA O ARCO ZIGOMÁTICO. LIMITE INFERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE TANGENCIA A BASE DA MANDÍBULA. LIMITE ANTERIOR: TÚBER DA MAXILA. LIMITE POSTERIOR: ABERTO. LIMITE MEDIAL: FACE LATERAL DA LÂMINA LATERAL DO PROCESSO PTERIGOIDE. LIMITE LATERAL: FACE MEDIAL DO RAMO DA MANDÍBULA. 3. FOSSA PTERIGOPALATINA LIMITE SUPERIOR: ASA MAIOR DO ESFENÓIDE. LIMITE INFERIOR: REGIÃO DE UNIÃO DOS OSSOS ESFENOIDE, MAXILAR E PALATINO. LIMITE ANTERIOR: TÚBER DA MAXILA. LIMITE POSTERIOR: PROCESSO PTERIGOIDE. LIMITE MEDIAL: LÂMINA PERPENDICULAR DO PALATINO. LIMITE LATERAL: ABERTO. 6. Artrologia — conceitos e classificação Conteúdo original — página 14 ARTROLOGIA 1. Generalidades É o estudo das junturas ou articulações; que correspondem à união de quaisquer partes rígidas do es- queleto, sejam ossos ou cartilagens, ou mesmo dentes. 2. Classificação das Articulações O critério utilizado para a classificação, é o que leva em conta o tipo de tecido que se interpõe entre as superfícies que se articulam. Basicamente existem três tipos de articulação: e . 2.1. Articulações Fibrosas São articulações que apresentam tecido conjuntivo fibroso interposto entre as superfícies que se arti- culam. A grande maioria dessas articulações estão localizadas no crânio e possuem pouquíssima mobilidade. A. Suturas: são articulações fibrosas que ocorrem exclusivamente no crânio. Ex.: sutura palatina mediana, sutura sagital. B. Sindesmoses: são articulações fibrosas que ocorrem principalmente fora do crânio, onde temos uma maior quantidade de tecido conjuntivo fibroso. Ex.: sindesmose tibiofibular. C. Gonfoses: são articulações entre os dentes e seus respectivos alvéolos, denominadas de articula- ção dentoalveolar. 2.2. Articulações Cartilagíneas São articulações que apresentam tecido cartilaginoso interposto entre as superfícies que se articulam. A. Sincondroses: o tecido interposto é cartilagem do tipo hialina. Geralmente são temporárias. Ex.: sincondrose esfenoccipital. B. Sínfises: o tecido interposto é fibrocartilagem (cartilagem fibrosa). Ex.: sínfise intervertebral; sín- fise púbica. 2.3. Articulações Sinoviais São articulações que apresentam grande mobilidade. Nelas o tecido interposto é o A Cápsula Articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação, é o principal meio de união entre os segmentos que se articulam. Apresenta duas camadas: uma externa, resistente; e uma interna, responsável pela produção do encontrado em um espaço virtual denominado de , sendo este espaço delimitado pela cápsula articular. Conteúdo original — página 15 As superfícies que entram em contato numa articulação sinovial são denominadas de ou superfícies articulares. Estas faces são revestidas em toda sua extensão por cartilagem hialina ( ). Algumas articulações sinoviais podem apresentar reforços formados por feixe de tecido fibroso denomi- nados de ligamentos. Podemos encontrar os e os . Outra característica de algumas articulações sinoviais é a presença de e ; ambos são formações fibrocartilagíneas que estão localizados entre as faces articulares, com a função de tor- ná-las congruentes e também funcionar como um amortecedor de choques mecânicos. Os meniscos apresentam a forma de meia-lua e são encontrados na articulação do joelho; os discos apre- sentam forma elipsóide como é o caso do disco encontrado na articulação temporomandibular (ATM). 7. Artrologia — roteiro prático de identificação ARTROLOGIA IDENTIFIQUE OS SEGUINTES TIPOS DE ARTICULAÇÕES: 1. ARTICULAÇÕES FIBROSAS 1.1. SUTURAS 1.1.1. SUTURA PLANA EX.: sutura palatina mediana 1.1.2. SUTURA SERRÁTIL EX.: sutura sagital 1.1.3. SUTURA ESCAMOSA EX.: sutura escamosa 1.1.4. ESQUINDILESE EX.: sutura esfenovomeral 1.2. SINDESMOSES EX.: sindesmose tibiofibular; 1.3. GONFOSES EX.: articulação dentoalveolar 2. ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS 2.1. SINCONDROSES EX.: sincondrose esfenoccipital 2.2. SÍNFISESEX.: sínfise púbica 3. ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 3.1. ELEMENTOS ANATÔMICOS 3.1.1. FACE ARTICULAR 3.1.2. CÁPSULA ARTICULAR 3.1.3. CAVIDADE ARTICULAR 3.1.4. LIGAMENTOS: INTRACAPSULARES EXTRACAPSULARES 3.1.5. DISCO ARTICULAR (ENCONTRADO NA articulação temporomandibular) 3.1.6. MENISCO ARTICULAR (ENCONTRADO NA articulação do joelho) 8. Miologia — conceitos e classificação Conteúdo original — página 16 MIOLOGIA 1. Generalidades Os músculos são formados pelo conjunto de células musculares, que são células especializadas em contração e relaxamento. Os músculos se fixam por suas extremidades e são responsáveis por movimentar os segmentos do corpo pelo encurtamento da distância entre suas extremidades. 2. Tipos Musculares Voluntário: a contração depende de um ato de vontade. Involuntário: a contração foge ao controle consciente do indivíduo. Histologicamente e topograficamente os músculos distinguem-se em: Estriado esquelético: são voluntários, apresenta estriações transversais, e geralmente estão fixados ao es- queleto por pelo menos uma de suas extremidades. Liso: são involuntários, não apresentam estriações, e são encontrados nas paredes das vísceras. Estriado cardíaco: é involuntário, e se assemelha histologicamente com o estriado esquelético, forma o coração. 3. Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados Esqueléticos Ventre Muscular: é a parte carnosa do músculo, formada por fibras musculares, responsáveis pela con- tração. Fáscia Muscular: camada de tecido conectivo que envolve o ventre muscular, essa camada possui es- pessura variável. Possui como função: facilitar o deslizamento dos músculos entre si; bainha elástica de contenção, pois mantém próximas as fibras musculares entre si. Tendão Muscular: são formados por tecido conectivo denso, não possuem elasticidade, estão localiza- dos nas extremidades dos músculos sendo responsáveis pela fixação destes ao esqueleto. Os tendões possuem a forma cilíndrica (fita); quando apresentam um aspecto laminar são denominados de . 4. Origem e Inserção Origem: extremidade do músculo presa à peça óssea que não se desloca em um determinado movi- mento (ponto fixo). Inserção: extremidade dos músculos presa à peça óssea que se desloca em um determinado movimento (ponto móvel). 5. Classificação dos Músculos Estriados Esqueléticos 5.1. Quanto sua forma e ao arranjo de suas fibras 5.1.1. Disposição paralela das fibras comprimento predominante. Ex.: m. sartório, m. esternocleidomastóideo. Conteúdo original — página 17 comprimento é semelhante à largura. Ex.: m. glúteo máximo. apresenta uma convergência das fibras para as extremidades, dessa forma o diâmetro da região central do músculo é maior que nas extremidades. Ex.: m. braquial. forma de leque; possuem em uma extremidade uma aponeurose, e na outra um tendão, para onde as fibras convergem. Ex.: m. temporal, m. peitoral maior. 5.1.2. Disposição oblíqua das fibras as fibras musculares dispostas obliquamente se fixam em um dos lados do tendão. Ex.: m. extensor longo do hálux. as fibras musculares se fixam nos dois lados do tendão. Ex.: m. reto femoral. apresentam vários feixes em forma de pena, como se fossem vários músculos peniforme em um só. Ex.: m. deltóide. 5.2. Quanto ao número de origens apresentam 2 origens e 1 inserção. Ex.: m. bíceps braquial. apresentam 3 origens e 1 inserção. Ex.: m. tríceps sural. apresentam 4 origens 1 inserção. Ex.: m. quadríceps femoral. 5.3. Quanto ao número de inserções apresentam 1 origem e 2 inserções. Ex.: m. flexor curto do hálux. apresentam 1 origem e 3 ou mais inserções. Ex.: m. extensor dos dedos. 5.4. Quanto ao número de ventres apresentam 2 ventres musculares, que estão unidos por um tendão intermediário. Ex.: m. digástrico. apresentam 3 ou mais ventres musculares. Ex.: m. reto do abdome. 9. Miologia — roteiro prático de identificação MIOLOGIA IDENTIFICAR OS SEGUINTES COMPONENTES ANATÔMICOS DE UM MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO: Ventre Tendão Aponeurose Fáscia IDENTIFICAR E CLASSIFICAR OS SEGUINTES MÚSCULOS: m. esternocleidomastóideo m. glúteo máximo m. temporal m. reto femoral m. extensor dos dedos m. digástrico m. reto do abdome m. bíceps braquial m. tríceps sural m. quadríceps femoral 10. Abreviaturas oficiais da Terminologia Anatômica ABREVIATURAS OFICIAIS DA TERMINOLOGIA ANATÔMICA Na linguagem científica, alguns termos usados para descrever estruturas podem ser abreviados. Dessa forma, não precisamos obrigatoriamente escrevê-los por extenso. Abaixo seguem as abreviaturas mais utilizadas no curso de Anatomia Humana: A. = Artéria Aa. = Artérias Lig. = Ligamento Ligg. = Ligamentos M. = Músculo Mm. = Músculos N. = Nervo Nn. = Nervos V. = Veia Vv. = Veias Exemplos: a. radial; lig. cruzado anterior; m. peitoral maior; n. facial; v. safena magna. ATENÇÃO!!!! Não existe abreviatura para o termo articulação, devendo, portanto, ser escrito por extenso. Ex: articulação umeroulnar. 11. Material complementar e orientações da disciplina Conteúdo original — página 20 ANATOMIA HUMANA APOSTILA PARA AULAS TEÓRICAS Prof. Altruda Conteúdo original — página 2 ODONTOLOGIA ROTEIRO PARA AULAS PRÁTICAS ANATOMIA DA CABEÇA E PESCOÇO Prof. Luiz Altruda Filho Conteúdo original — página 7 DISCIPLINA DE ANATOMIA ODONTOLOGIA ROTEIRO PARA AULAS PRÁTICAS PROF. DR. LUIZ ALTRUDA FILHO Conteúdo original — página 9 O CURSO DE ANATOMIA SERÁ MINISTRADO POR UMA PARTE TEÓRICA E OUTRA PRÁTICA. A PARTE TEÓRICA SERÁ DESENVOLVIDA POR MEIO DE AULAS EXPOSITIVAS COM AUXÍLIO DE RECURSOS AUDIOVISUAIS E A PARTE PRÁTICA EM AULAS DE LABORATÓRIO (ONDE SERÁ OBRIGATÓRIO O USO DE AVENTAL BRANCO LONGO DE TECIDO E ATLAS DE ANATOMIA HUMANA). PORTANTO, NO LABORATÓRIO DE ANATOMIA HUMANA, NÃO SERÁ PERMITIDA A PERMANÊNCIA DE ALUNOS SEM AVENTAL OU COM AVENTAL DESCARTÁVEL. ALÉM DISSO, O ALUNO DEVERÁ MANTER POSTURA RESPEITOSA NO LABORATÓRIO: NÃO SERÃO ADMITIDAS BRINCADEIRAS COM PEÇAS ANATÔMICAS, RETIRAR BONÉS E CHAPÉUS ANTES DE ENTRAR, NÃO FUMAR, NÃO COMER E NÃO LEVAR GARRAFAS DE ÁGUA NO LABORATÓRIO. O ALUNO NÃO TERÁ ABONO DE FALTAS PELA DISCIPLINA. PENSE ANTES DE FALTAR PARA NÃO TER PROBLEMAS NO FINAL DO SEMESTRE‼ O ALUNO PODE FREQUENTAR O LABORATÓRIO FORA DO PERÍODO DE AULA PARA ESTUDO COMPLEMENTAR. Conteúdo original — página 10 MEDITAÇÃO "Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente" Karl Rokitansky (1876) Ao cadáver, respeito e agradecimento. Material reorganizado a partir do PDF original • Página