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ANATOMIA HUMANA — MATERIAL ORGANIZADO PARA ESTUDO
Conteúdo reorganizado por sequência de aprendizagem, sem intenção de acrescentar ou excluir matéria.
Ordem de estudo: introdução e orientação espacial → ossos → articulações → músculos. Os roteiros práticos foram colocados junto dos conteúdos correspondentes; orientações administrativas e material complementar ficaram ao final.
1. Introdução ao estudo da Anatomia
Conteúdo original — página 21
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA
1. Conceito
Anatomia é a ciência que estuda macro e microscopicamente a constituição e o desenvolvimento dos seres
organizados. Descreve conjunto de órgãos que desempenham a mesma função agrupados em sistemas (anatomia
sistêmica ou descritiva) ou estudo por regiões (anatomia topográfica).
2. Normalidade e Variação Anatômica
- Normalidade: corresponde ao que ocorre na maior parte dos casos e, ao mesmo tempo, ao que se considera o me-
lhor para o desempenho da função.
- Variação Anatômica: qualquer alteração morfológica que não trás prejuízo da função.
2.1. Fatores gerais de variação
 Idade
 Sexo
 Raça
 Biótipo (somatório dos caracteres herdados geneticamente ou adquiridos do meio ambiente e de sua
inter-relação).
 Longilíneo
 Brevilíneo
 Mediolíneo
 Evolução
3. Anomalia e Monstruosidade
- Anomalia: qualquer alteração morfológica que trás prejuízo da função. (indivíduo com um dedo a menos na mão).
- Monstruosidade: alteração morfológica muito grande, incompatível com a vida. (ausência de encéfalo).
4. Nomenclatura Anatômica
Conjunto de termos utilizados para designar e descrever o organismo ou suas partes.
5. Divisão do Corpo Humano
Corpo Humano - Cabeça
- Pescoço
- Tronco
- tórax
- abdome
- pelve
- Membros - Superiores (torácicos)
o Raiz: ombro
o Parte livre:
- braço
- antebraço
- mão
- Inferiores (pélvicos)
o Raiz: quadril
o Parte Livre:
- coxa
- perna
- pé
Conteúdo original — página 22
6. Posição Anatômica
É a posição padrão utilizada em anatomia. É a posição em que o indivíduo está ereto com a face voltada para
frente, olhar dirigido para o horizonte, membros inferiores unidos com as pontas dos dedos dos pés voltadas para
frente, membros superiores estendidos e acolados ao tronco com as palmas das mãos voltadas para frente.
7. Planos do Corpo Humano
7.1. Planos de Delimitação
São aqueles planos que tangenciam a superfície do corpo do indivíduo quando este se encontra na posição
anatômica.
 Plano anterior ou ventral (tangente ao ventre)
 Plano posterior ou dorsal (tangente ao dorso)
 Plano lateral (direito e esquerdo)
 Plano superior ou cranial ou cefálico
 Plano inferior ou podálico (tangente à planta dos pés)
 Plano caudal (tronco isolado, tangente ao vértice do cóccix).
7.2. Planos de Secção
São planos que atravessam o corpo do indivíduo, quando este se encontra em posição anatômica.
 Plano mediano ou sagital mediano (divide o corpo em metades direita e esquerda)
 Plano sagital paramediano (paralelo ao mediano, divide o corpo em partes direita e esquerda)
 Plano frontal (paralelo aos planos anterior e posterior, divide o corpo em partes anterior e posterior)
 Plano horizontal (paralelo aos planos superior e inferior, divide o corpo em partes superior e inferior)
8. Termos de Posição e Direção
 medial (mais próxima ao plano mediano)
 proximal (mais próxima à raiz do membro)
 intermédia
 médio
 lateral (mais próxima ao plano lateral)
 distal (mais afastada da raiz do membro)
anterior
 superior
 superficial
 interno
média
 média
 média
 médio
posterior
 inferior
 profundo
 externo
2. Osteologia — conceitos gerais
Conteúdo original — página 18
OSTEOLOGIA
1. Generalidades
Osteologia é o estudo dos ossos, inclui também o estudo das estruturas cartilagíneas o que constitui o
esqueleto. Esqueleto é o conjunto de ossos e cartilagens que se unem entre si para formar o arcabouço do
corpo do indivíduo.
2. Funções dos ossos
 Proteção (órgãos importantes)
 Sustentação e conformação do corpo (suporte para as partes moles)
 Sistema de alavancas (ampliam a força gerada durante as contrações musculares)
 Armazenamento de íons
 Produção de células sangüíneas (medula óssea)
Nos indivíduos jovens toda a medula óssea é rubra, ativa na produção de células do sangue, já
em indivíduos mais velhos a maior parte da medula óssea se torna flava. Alguns ossos no adulto apre-
sentam medula óssea rubra, como é o caso do esterno, clavícula, osso do quadril.
3. Divisão do esqueleto
 Esqueleto axial (ossos da cabeça, pescoço e tronco).
 Esqueleto apendicular (ossos dos membros superiores e inferiores)
Unindo essas duas porções temos o
 (cíngulo peitoral), formado pela
escápula e clavícula e o
 (cíngulo pélvico) formado pelo osso do quadril. Os
cíngulos fazem parte do esqueleto apendicular.
4. Número de ossos
O corpo humano é formado por 206 ossos. Este número pode variar devido à idade, fatores individuais
e o critério de contagem.
5. Tipos de substância óssea
 Compacta: as células ósseas estão em contato íntimo, não havendo espaço entre elas, dessa forma o
osso é mais denso e resistente. Está localizada na periferia dos ossos.
 Esponjosa: os elementos constituintes deixam entre si lacunas que se comunicam entre as outras,
sendo preenchidas por medula óssea.
6. Classificação dos ossos
O critério para a classificação leva em consideração a forma dos ossos, de acordo com a predominân-
cia de suas dimensões (comprimento, largura e espessura).
6.1. Ossos longos
Apresentam o comprimento maior que a largura e a espessura (C > L e E). Ex. ossos do esqueleto
apendicular (tíbia, úmero).
Conteúdo original — página 19
Os ossos longos apresentam duas extremidades denominadas de
, sendo uma proximal e ou-
tra distal, e um corpo denominado de
. No interior da diáfise existe um espaço denominado de
, que é preenchido por medula óssea que pode ser rubra ou flava.
Nos ossos longos em desenvolvimento entre a epífise e a diáfise existe um disco cartilagíneo deno-
minado de
, responsável pelo crescimento em comprimento desses ossos.
6.2. Ossos alongados
Apresentam o comprimento maior que a largura e a espessura, porém não encontramos epífises, diá-
fise e cavidade medular. Ex. clavícula e costela.
6.2. Ossos planos
Apresentam o comprimento semelhante à largura, porém maiores que a espessura. Ex. osso parietal.
6.3. Ossos curtos
Apresentam as três dimensões semelhantes. Ex. ossos carpais e tarsais.
6.4. Ossos irregulares
Não apresentam uma forma geométrica conhecida. Ex. vértebras, osso temporal.
Esses tipos morfológicos ainda podem apresentar características adicionais podendo ser classificados como:
6.5. Ossos pneumáticos
São ossos que apresentam uma ou mais cavidades, revestidas de mucosa e contendo ar, que são de-
nominadas
. Os ossos pneumáticos são: frontal, maxila, esfenóide, etmóide e temporal.
6.6. Ossos sesamóides
São ossos que se desenvolvem no interior de certos tendões musculares ou ao redor de cápsula arti-
cular. Ex. patela, hióide.
7. Periósteo
É uma delgada membrana conectiva que reveste externamente todos os ossos, com exceção das su-
perfícies articulares.
É constituído por dois folhetos: um externo e um interno. A camada mais interna recebe o nome de
, capaz de formar osso, sendo responsável pelo crescimento ósseo em espessura dos
ossos, e na reparação de fraturas, essa camada é responsável pela nutrição do osso.
A camada mais externa recebe o nome de
, sendo responsável pela inserção de liga-
mentos e tendões musculares.
3. Osteologia — identificação dos ossos
Conteúdo original — página 12
OSTEOLOGIA
IDENTIFICAR OS SEGUINTES OSSOS :
1. ESQUELETO AXIAL
Parietal
Frontal
Occipital
Esfenoide
Temporal
Etmoide
Concha nasal inferior
Lacrimal
Osso nasal
Vômer
Maxila
Palatino
Zigomático
Mandíbula
Hioide
Vértebras
Costelas
Esterno
Conteúdo original — página 13
2. ESQUELETO APENDICULAR
2.1. OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR
2.1.1. CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR
 Escápula Clavícula
2.1.2. PARTE LIVRE DO MEMBRO SUPERIOR
Úmero
RádioUlna
Ossos carpais
Ossos metacarpais
Falanges
2.2.
OSSOS DO MEMBRO INFERIOR
 2.2.1. CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR
 Osso do quadril
 2.2.2 PARTE LIVRE DO MEMBRO INFERIOR
Fêmur
Patela
Tíbia
Fíbula
Ossos tarsais
Ossos metatarsais
Falanges
4. Osteologia específica da cabeça e pescoço
Conteúdo original — página 3
OSTEOLOGIA ESPECÍFICA
1. NEUROCRÂNIO
OSSO FRONTAL
ARCO SUPERCILIAR
MARGEM SUPRAORBITAL
FORAME SUPRAORBITAL
INCISURA SUPRAORBITAL
LINHA TEMPORAL
PROCESSO ZIGOMÁTICO
PARTE ORBITAL
FÓVEA TROCLEAR
FOSSA DA GLÂNDULA LACRIMAL
SEIO FRONTAL
DÍPLOE
OSSO PARIETAL
LINHA TEMPORAL SUPERIOR
LINHA TEMPORAL INFERIOR
DÍPLOE
OSSO OCCIPITAL
FORAME MAGNO
PARTE BASILAR
CÔNDILOS OCCIPITAIS
PROTUBERÂNCIA OCCIPITAL EXTERNA
LINHA NUCAL SUPERIOR
LINHA NUCAL INFERIOR
DÍPLOE
OSSO ETMOIDE
LÂMINA CRIBRIFORME
LÂMINA PERPENDICULAR
LÂMINA ORBITAL
LABIRINTO ETMOIDAL:
CÉLULAS ETMOIDAIS
CONCHA NASAL SUPERIOR
CONCHA NASAL MÉDIA
OSSO ESFENOIDE
CORPO
 SELA TURCA  FOSSA HIPOFISIAL
 SEIO ESFENOIDAL
ASA MENOR
 FISSURA ORBITAL SUPERIOR
ASA MAIOR
 CRISTA INFRATEMPORAL
 TUBÉRCULO ESFENOIDAL
 FORAME REDONDO
 FORAME OVAL
 FORAME ESPINHOSO
 ESPINHA DO ESFENOIDE
 FACE ORBITAL
 FACE CEREBRAL
 FACE TEMPORAL
 FACE INFRATEMPORAL
PROCESSO PTERIGOIDE
 LÂMINA MEDIAL HÂMULO PTERIGÓIDEO
 LÂMINA LATERAL
 FOSSA ESCAFÓIDEA
 FOSSA PTERIGÓIDEA
 CANAL PTERIGÓIDEO
OSSO TEMPORAL
PARTE PETROSA
 PROCESSO MASTOIDE
 INCISURA MASTÓIDEA
 SULCO DA ARTÉRIA OCCIPITAL
 CANAL CARÓTICO
 SULCO DO NERVO PETROSO MAIOR
 IMPRESSÃO TRIGEMINAL
 PORO ACÚSTICO EXTERNO
 PORO ACÚSTICO INTERNO
 PROCESSO ESTILÓIDE
 FORAME ESTILOMASTÓIDEO
FISSURA PETROTIMPÂNICA
PARTE ESCAMOSA
 PROCESSO ZIGOMÁTICO
 CRISTA SUPRAMASTÓIDEA
FOSSA MANDIBULAR
TUBÉRCULO ARTICULAR
ESTRUTURAS FORMADAS PELA UNIÃO DE OSSOS
FORAME ETMOIDAL ANTERIOR
FORAME ETMOIDAL POSTERIOR
FORAME LACERADO
FORAME JUGULAR
FORAME ESFENOPALATINO
FISSURA ORBITAL INFERIOR
Conteúdo original — página 4
2. VISCEROCRÂNIO
CONCHA NASAL INFERIOR
OSSO LACRIMAL
OSSO NASAL
VÔMER
OSSO PALATINO
LÂMINA PERPENDICULAR
 PROCESSO PIRAMIDAL
LÂMINA HORIZONTAL
 FORAMES PALATINOS MENORES
 ESPINHA NASAL POSTERIOR
OSSO ZIGOMÁTICO
CORPO
PROCESSO TEMPORAL
PROCESSO FRONTAL
PROCESSO MAXILAR
FORAME ZIGOMÁTICO-ORBITAL
FORAME ZIGOMATICOFACIAL
FORAME ZIGOMATICOTEMPORAL
 FACE TEMPORAL
MAXILA
CORPO DA MAXILA
FACE ORBITAL
 CANAL INFRAORBITAL
 SULCO INFRAORBITAL
MARGEM INFRAORBITAL
FORAME INFRAORBITAL
FOSSA CANINA
ESPINHA NASAL ANTERIOR
FORAMES ALVEOLARES
TÚBER DA MAXILA
SEIO MAXILAR
PROCESSO FRONTAL
PROCESSO ZIGOMÁTICO
CRISTA ZIGOMATICOALVEOLAR
PROCESSO PALATINO
FOSSA INCISIVA
ESPINHAS PALATINAS
SULCOS PALATINOS
PROCESSO ALVEOLAR
SEPTOS INTERALVEOLARES
SEPTOS INTER-RADICULARES
MANDÍBULA
 CORPO DA MANDÍBULA
BASE DA MANDÍBULA
PROTUBERÂNCIA MENTUAL
TUBÉRCULO MENTUAL
FORAME MENTUAL
FOSSA MENTUAL
LINHA OBLÍQUA
FOSSA DIGÁSTRICA
ESPINHAS GENIANAS SUPERIORES
ESPINHAS GENIANAS INFERIORES
LINHA MILO-HIÓIDEA
FÓVEA SUBLINGUAL
FÓVEA SUBMANDIBULAR
PARTE ALVEOLAR
SEPTOS INTER-RADICULARES
SEPTOS INTERALVEOLARES
TRÍGONO RETROMOLAR
 RAMO DA MANDÍBULA
ÂNGULO DA MANDÍBULA
TUBEROSIDADE MASSETÉRICA
TUBEROSIDADE PTERIGÓIDEA
FORAME DA MANDÍBULA
 LÍNGULA DA MANDÍBULA
 CANAL DA MANDÍBULA
SULCO MILO-HIÓIDEO
 PROCESSO CORONÓIDE
CRISTA TEMPORAL
INCISURA DA MANDÍBULA
PROCESSO CONDILAR:
 CABEÇA DA MANDÍBULA
 COLO DA MANDÍBULA
 FÓVEA PTERIGÓIDEA
ESTRUTURAS FORMADAS PELA UNIÃO DE OSSOS
FORAME PALATINO MAIOR
 ABERTURA PIRIFORME
5. Fossas e cavidades da cabeça
FOSSAS E CAVIDADES
1. FOSSA TEMPORAL
LIMITE SUPERIOR: LINHA TEMPORAL SUPERIOR.
LIMITE INFERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE ATRAVESSA O ARCO ZIGOMÁTICO.
LIMITE ANTERIOR: FACE TEMPORAL DO OSSO ZIGOMÁTICO.
LIMITE POSTERIOR: CRISTA SUPRAMASTÓIDEA.
LIMITE MEDIAL: OSSO FRONTAL, ESFENOIDE, PARIETAL E TEMPORAL.
LIMITE LATERAL: ABERTO.
2. FOSSA INFRATEMPORAL
LIMITE SUPERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE ATRAVESSA O ARCO ZIGOMÁTICO.
LIMITE INFERIOR: PLANO HORIZONTAL QUE TANGENCIA A BASE DA MANDÍBULA.
LIMITE ANTERIOR: TÚBER DA MAXILA.
LIMITE POSTERIOR: ABERTO.
LIMITE MEDIAL: FACE LATERAL DA LÂMINA LATERAL DO PROCESSO PTERIGOIDE.
LIMITE LATERAL: FACE MEDIAL DO RAMO DA MANDÍBULA.
3. FOSSA PTERIGOPALATINA
LIMITE SUPERIOR: ASA MAIOR DO ESFENÓIDE.
LIMITE INFERIOR: REGIÃO DE UNIÃO DOS OSSOS ESFENOIDE, MAXILAR E PALATINO.
LIMITE ANTERIOR: TÚBER DA MAXILA.
LIMITE POSTERIOR: PROCESSO PTERIGOIDE.
LIMITE MEDIAL: LÂMINA PERPENDICULAR DO PALATINO.
LIMITE LATERAL: ABERTO.
6. Artrologia — conceitos e classificação
Conteúdo original — página 14
ARTROLOGIA
1. Generalidades
É o estudo das junturas ou articulações; que correspondem à união de quaisquer partes rígidas do es-
queleto, sejam ossos ou cartilagens, ou mesmo dentes.
2. Classificação das Articulações
O critério utilizado para a classificação, é o que leva em conta o tipo de tecido que se interpõe entre
as superfícies que se articulam. Basicamente existem três tipos de articulação:
 e
.
2.1.
Articulações Fibrosas
São articulações que apresentam tecido conjuntivo fibroso interposto entre as superfícies que se arti-
culam. A grande maioria dessas articulações estão localizadas no crânio e possuem pouquíssima mobilidade.
A. Suturas: são articulações fibrosas que ocorrem exclusivamente no crânio.
 Ex.: sutura palatina mediana, sutura sagital.
B. Sindesmoses: são articulações fibrosas que ocorrem principalmente fora do crânio, onde temos
uma maior quantidade de tecido conjuntivo fibroso. Ex.: sindesmose tibiofibular.
C. Gonfoses: são articulações entre os dentes e seus respectivos alvéolos, denominadas de articula-
ção dentoalveolar.
2.2.
Articulações Cartilagíneas
São articulações que apresentam tecido cartilaginoso interposto entre as superfícies que se articulam.
A. Sincondroses: o tecido interposto é cartilagem do tipo hialina. Geralmente são temporárias. Ex.:
sincondrose esfenoccipital.
B. Sínfises: o tecido interposto é fibrocartilagem (cartilagem fibrosa). Ex.: sínfise intervertebral; sín-
fise púbica.
2.3.
Articulações Sinoviais
São articulações que apresentam grande mobilidade. Nelas o tecido interposto é o
A Cápsula Articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação, é o principal meio de união
entre os segmentos que se articulam. Apresenta duas camadas: uma
 externa, resistente; e
uma
 interna, responsável pela produção do
 encontrado em um espaço
virtual denominado de
, sendo este espaço delimitado pela cápsula articular.
Conteúdo original — página 15
As superfícies que entram em contato numa articulação sinovial são denominadas de
ou superfícies articulares. Estas faces são revestidas em toda sua extensão por cartilagem hialina (
).
Algumas articulações sinoviais podem apresentar reforços formados por feixe de tecido fibroso denomi-
nados de ligamentos. Podemos encontrar os
 e os
.
Outra característica de algumas articulações sinoviais é a presença de
 e
;
ambos são formações fibrocartilagíneas que estão localizados entre as faces articulares, com a função de tor-
ná-las congruentes e também funcionar como um amortecedor de choques mecânicos.
Os meniscos apresentam a forma de meia-lua e são encontrados na articulação do joelho; os discos apre-
sentam forma elipsóide como é o caso do disco encontrado na articulação temporomandibular (ATM).
7. Artrologia — roteiro prático de identificação
ARTROLOGIA
IDENTIFIQUE OS SEGUINTES TIPOS DE ARTICULAÇÕES:
1. ARTICULAÇÕES FIBROSAS
1.1. SUTURAS
1.1.1. SUTURA PLANA EX.: sutura palatina mediana
1.1.2. SUTURA SERRÁTIL EX.: sutura sagital
1.1.3. SUTURA ESCAMOSA EX.: sutura escamosa
1.1.4. ESQUINDILESE EX.: sutura esfenovomeral
1.2. SINDESMOSES EX.: sindesmose tibiofibular;
1.3. GONFOSES EX.: articulação dentoalveolar
2. ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS
2.1. SINCONDROSES EX.: sincondrose esfenoccipital
2.2. SÍNFISESEX.: sínfise púbica
3. ARTICULAÇÕES SINOVIAIS
3.1. ELEMENTOS ANATÔMICOS
 3.1.1. FACE ARTICULAR
 3.1.2. CÁPSULA ARTICULAR
 3.1.3. CAVIDADE ARTICULAR
 3.1.4. LIGAMENTOS:
  INTRACAPSULARES
  EXTRACAPSULARES
 3.1.5. DISCO ARTICULAR (ENCONTRADO NA articulação temporomandibular)
 3.1.6. MENISCO ARTICULAR (ENCONTRADO NA articulação do joelho)
8. Miologia — conceitos e classificação
Conteúdo original — página 16
MIOLOGIA
1. Generalidades
Os músculos são formados pelo conjunto de células musculares, que são células especializadas em
contração e relaxamento. Os músculos se fixam por suas extremidades e são responsáveis por movimentar os
segmentos do corpo pelo encurtamento da distância entre suas extremidades.
2. Tipos Musculares
 Voluntário: a contração depende de um ato de vontade.
 Involuntário: a contração foge ao controle consciente do indivíduo.
Histologicamente e topograficamente os músculos distinguem-se em:
 Estriado esquelético: são voluntários, apresenta estriações transversais, e geralmente estão fixados ao es-
queleto por pelo menos uma de suas extremidades.
 Liso: são involuntários, não apresentam estriações, e são encontrados nas paredes das vísceras.
 Estriado cardíaco: é involuntário, e se assemelha histologicamente com o estriado esquelético, forma o
coração.
3. Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados Esqueléticos
 Ventre Muscular: é a parte carnosa do músculo, formada por fibras musculares, responsáveis pela con-
tração.
 Fáscia Muscular: camada de tecido conectivo que envolve o ventre muscular, essa camada possui es-
pessura variável. Possui como função:
 facilitar o deslizamento dos músculos entre si;
 bainha elástica de contenção, pois mantém próximas as fibras musculares entre si.
 Tendão Muscular: são formados por tecido conectivo denso, não possuem elasticidade, estão localiza-
dos nas extremidades dos músculos sendo responsáveis pela fixação destes ao esqueleto. Os tendões
possuem a forma cilíndrica (fita); quando apresentam um aspecto laminar são denominados de
.
4. Origem e Inserção
 Origem: extremidade do músculo presa à peça óssea que não se desloca em um determinado movi-
mento (ponto fixo).
 Inserção: extremidade dos músculos presa à peça óssea que se desloca em um determinado movimento
(ponto móvel).
5. Classificação dos Músculos Estriados Esqueléticos
5.1. Quanto sua forma e ao arranjo de suas fibras
5.1.1. Disposição paralela das fibras
 comprimento predominante. Ex.: m. sartório, m. esternocleidomastóideo.
Conteúdo original — página 17
comprimento é semelhante à largura. Ex.: m. glúteo máximo.
apresenta uma convergência das fibras para as extremidades, dessa forma o
diâmetro da região central do músculo é maior que nas extremidades. Ex.: m. braquial.
 forma de leque; possuem em uma extremidade uma aponeurose, e na outra um
tendão, para onde as fibras convergem. Ex.: m. temporal, m. peitoral maior.
5.1.2. Disposição oblíqua das fibras
 as fibras musculares dispostas obliquamente se fixam em um dos lados
do tendão. Ex.: m. extensor longo do hálux.
 as fibras musculares se fixam nos dois lados do tendão. Ex.: m. reto femoral.
 apresentam vários feixes em forma de pena, como se fossem vários
músculos peniforme em um só. Ex.: m. deltóide.
5.2. Quanto ao número de origens
apresentam 2 origens e 1 inserção. Ex.: m. bíceps braquial.
 apresentam 3 origens e 1 inserção. Ex.: m. tríceps sural.
 apresentam 4 origens 1 inserção. Ex.: m. quadríceps femoral.
5.3. Quanto ao número de inserções
 apresentam 1 origem e 2 inserções. Ex.: m. flexor curto do hálux.
 apresentam 1 origem e 3 ou mais inserções. Ex.: m. extensor dos dedos.
5.4. Quanto ao número de ventres
 apresentam 2 ventres musculares, que estão unidos por um tendão intermediário. Ex.:
m. digástrico.
 apresentam 3 ou mais ventres musculares. Ex.: m. reto do abdome.
9. Miologia — roteiro prático de identificação
MIOLOGIA
IDENTIFICAR OS SEGUINTES COMPONENTES ANATÔMICOS DE UM MÚSCULO
ESTRIADO ESQUELÉTICO:
 Ventre
 Tendão
 Aponeurose
 Fáscia
IDENTIFICAR E CLASSIFICAR OS SEGUINTES MÚSCULOS:
 m. esternocleidomastóideo
 m. glúteo máximo
 m. temporal
 m. reto femoral
 m. extensor dos dedos
 m. digástrico
 m. reto do abdome
 m. bíceps braquial
 m. tríceps sural
 m. quadríceps femoral
10. Abreviaturas oficiais da Terminologia Anatômica
ABREVIATURAS OFICIAIS
DA TERMINOLOGIA ANATÔMICA
Na linguagem científica, alguns termos usados para descrever estruturas podem ser abreviados.
Dessa forma, não precisamos obrigatoriamente escrevê-los por extenso. Abaixo seguem as
abreviaturas mais utilizadas no curso de Anatomia Humana:
A. = Artéria
Aa. = Artérias
Lig. = Ligamento
Ligg. = Ligamentos
M. = Músculo
Mm. = Músculos
N. = Nervo
Nn. = Nervos
V. = Veia
Vv. = Veias
Exemplos: a. radial; lig. cruzado anterior; m. peitoral maior; n. facial; v. safena magna.
ATENÇÃO!!!! Não existe abreviatura para o termo articulação, devendo, portanto,
ser escrito por extenso. Ex: articulação umeroulnar.
11. Material complementar e orientações da disciplina
Conteúdo original — página 20
ANATOMIA HUMANA
APOSTILA PARA AULAS TEÓRICAS
Prof. Altruda
Conteúdo original — página 2
ODONTOLOGIA
ROTEIRO PARA AULAS PRÁTICAS
ANATOMIA
DA
CABEÇA E PESCOÇO
 Prof. Luiz Altruda Filho
Conteúdo original — página 7
DISCIPLINA DE ANATOMIA
ODONTOLOGIA
ROTEIRO PARA
AULAS PRÁTICAS
PROF. DR. LUIZ ALTRUDA
FILHO
Conteúdo original — página 9
O CURSO DE ANATOMIA SERÁ MINISTRADO POR UMA PARTE TEÓRICA E OUTRA PRÁTICA. A
PARTE TEÓRICA SERÁ DESENVOLVIDA POR MEIO DE AULAS EXPOSITIVAS COM AUXÍLIO DE RECURSOS
AUDIOVISUAIS E A PARTE PRÁTICA EM AULAS DE LABORATÓRIO (ONDE SERÁ OBRIGATÓRIO O USO DE
AVENTAL BRANCO LONGO DE TECIDO E ATLAS DE ANATOMIA HUMANA). PORTANTO,
NO LABORATÓRIO DE ANATOMIA HUMANA, NÃO SERÁ PERMITIDA A PERMANÊNCIA DE ALUNOS SEM
AVENTAL OU COM AVENTAL DESCARTÁVEL. ALÉM DISSO, O ALUNO DEVERÁ MANTER POSTURA RESPEITOSA
NO LABORATÓRIO: NÃO SERÃO ADMITIDAS BRINCADEIRAS COM PEÇAS ANATÔMICAS, RETIRAR BONÉS E
CHAPÉUS ANTES DE ENTRAR, NÃO FUMAR, NÃO COMER E NÃO LEVAR GARRAFAS DE ÁGUA NO
LABORATÓRIO.
O ALUNO NÃO TERÁ ABONO DE FALTAS PELA DISCIPLINA. PENSE ANTES DE FALTAR PARA
NÃO TER PROBLEMAS NO FINAL DO SEMESTRE‼
O ALUNO PODE FREQUENTAR O LABORATÓRIO FORA DO PERÍODO DE AULA PARA ESTUDO
COMPLEMENTAR.
Conteúdo original — página 10
MEDITAÇÃO
"Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver
desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas;
cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou,
sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou
e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um
amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado
uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe;
mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a
humanidade que por ele passou indiferente"
Karl Rokitansky (1876)
Ao cadáver, respeito e agradecimento.
Material reorganizado a partir do PDF original • Página

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