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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 1 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 15 de março de 2025, Wilson, rapaz jovem, bem-apessoado, encontrava-se em sua residência comemorando 
o aniversário da sua sogra, conhecida como Edilene. A festa transcorria normalmente até a chegada de seu cunhado 
Bento, jovem de 24 anos casado com a outra filha da Dona Edilene. Em certa altura da festa, Bento, já alterado por 
conta do excesso na ingestão de bebida alcoólica, começa a provocar Wilson, iniciando-se acirrada discussão. Em 
dado momento, Bento prometeu matar Wilson, o que fez com que este deixasse a festa e fosse para sua casa, 
localizada nas proximidades. Não satisfeito, após ingerir mais bebida alcoólica, Bento pega um facão e vai até a 
residência de Wilson, com o intuito de cumprir a promessa feita. Após nova discussão, Bento parte em direção a 
Wilson, com a intenção de golpeá-lo. De imediato, Wilson pegou sua arma, devidamente registrada e para cujo porte 
tinha autorização, e efetuou um disparo em direção a Bento, errando, no entanto, o alvo, acertando Sebastião, seu 
sogro, senhor de 70 anos de idade que se encontrava no local tentando apaziguar os ânimos. Apavorado, Wilson 
colocou o sogro no seu automóvel, levando-o até o hospital. Apesar dos esforços médicos empregados, Sebastião 
não resiste aos ferimentos e acaba falecendo. Diante dos fatos, foi instaurado inquérito policial, tendo a autoridade 
policial concluído pelo indiciamento de Wilson, responsabilizando-o pela morte de Sebastião. Após ter vista do 
inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Wilson, imputando-lhe a prática do crime de 
homicídio com a causa de aumento de pena por ter sido praticado contra pessoa maior de 60 anos, nos termos do 
artigo 121, § 4º, do Código Penal. Ao longo da instrução, as testemunhas arroladas afirmaram que Bento teria 
provocado Wilson, prometendo matá-lo, acrescentando terem visto o mesmo indo em direção a Wilson munido de 
um facão. Durante o seu interrogatório, Wilson admitiu o disparo que vitimou o sogro, acrescentando, no entanto, 
que o intuito era de atingir Bento, que estava indo em sua direção para lhe agredir com um facão. Após as 
manifestações derradeiras das partes, o Magistrado da Vara Criminal do Tribunal do Júri da Comarca de Flores, 
Estado de Campo Belo (CB) prolatou decisão pronunciando o réu como incurso no crime previsto no artigo 121, § 
4º, do Código Penal. Na sua fundamentação, o Magistrado afirmou que a prova coligida ao longo da instrução não 
deixa margem a dúvidas acerca da responsabilidade penal do réu, razão pela qual deve ser submetido a julgamento 
pelo Tribunal do Júri. A defesa foi intimada da decisão no dia 27 de maio de 2026 (quarta-feira). 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima, na 
condição de advogado de Wilson, redija a peça, excluída habeas corpus, cabível à impugnação da mencionada 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 2 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
decisão, acompanhada das razões pertinentes, datando-a no último dia do prazo fatal. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à 
pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
Gabarito comentado 
 
O(A) examinando(a) deve elaborar, na condição de advogado de Wilson, recurso em sentido estrito, com 
fundamento no artigo 581, inciso IV, do Código de Processo Penal, devendo a petição de interposição ser 
endereçada para o Juiz da Vara Criminal do Tribunal do Júri da Comarca de Flores/CB, endereçando, ainda, as razões 
de recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo. 
Deveria o examinando apontar que a peça é tempestiva, pois apresentada dentro do prazo de 5 dias, 
conforme o artigo 586 do Código de Processo Penal. 
Na peça de interposição, deveria o examinando formular pedido de retratação, nos termos do artigo 589 
do Código de Processo Penal. 
Preliminarmente, deve o examinando alegar a nulidade da decisão de pronúncia, por ter o juízo se 
aprofundado na análise da materialidade e autoria do delito, já que não se limitou a apontar a materialidade do 
delito e indícios suficientes de autoria, violando o disposto no artigo 413, § 1º, do Código de Processo Penal. 
No mérito, o examinando deveria alegar, de forma fundamentada, a incidência da legítima defesa, uma 
vez que o réu reagiu a uma agressão injusta da vítima, nos termos do artigo 23, inciso II, e/ou artigo 25, ambos do 
Código Penal, o que levaria à absolvição sumária, com base no artigo 415, IV, do Código de Processo Penal. 
Ainda no mérito, o examinando deveria alegar que o réu, na intenção de se defender da injusta agressão 
de Bento, efetuou um disparo de arma de fogo, mas por erro no uso do meio de execução ou acidente, acabou 
atingindo pessoa diversa, ou seja, seu sogro. Trata-se, portanto, de erro na execução, previsto no artigo 73 do 
Código Penal. E, no caso, devem ser consideradas as qualidades e condições da pessoa pretendida, e não as da 
pessoa diversa. Logo, como a pessoa pretendida era o agressor injusto, deve-se considerar a incidência da legítima 
defesa, causa excludente de ilicitude, ainda que tenha sido atingido pessoa diversa. 
Por fim, de maneira subsidiária, não reconhecida a absolvição sumária, cabe ao examinando pugnar pelo 
afastamento da causa de aumento de pena prevista no Art. 121, § 4º, do Código Penal, tendo em vista que, 
conforme expresso no enunciado, o réu pretendia se defender do agressor injusto, e, por acidente ou erro no uso 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 3 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
dos meios de execução, acabou acertando seu sogro. Logo, devem ser consideradas as condições e qualidades da 
pessoa pretendida, e não da pessoa diversa, razão pela qual deve ser afastada a causa de aumento de pena por ter 
sido praticado contra pessoa maior de 60 anos. 
Em conclusão, deve o examinando formular os seguintes pedidos: 
a) Nulidade da decisão de pronúncia, por ter o Magistrado se excedido nafundamentação, nos 
termos do 
artigo 413, § 1º, do CPP e/ou artigo 564, inciso III, alínea “f”, do CPP e/ou artigo 564, inciso IV, do CPP; 
b) Absolvição sumária, com base no artigo 415, inciso IV, do CPP 
c) Afastamento da causa de aumento de pena do art. 121, § 4º, do CP. 
O prazo a ser indicado tanto na peça de interposição, quanto nas razões recursais é o dia 1º/06/2026. A 
falta de data em qualquer uma das peças implicará, também, na perda de pontos pela estrutura, além da perda dos 
pontos relativos ao item “prazo”; a colocação de datas diferentes nas peças implicará na perda dos pontos relativos 
ao item “prazo”. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM 
 
PONTUAÇÃO 
Petição de Interposição 0 
1. Endereçamento: Juiz da Vara Criminal do Tribunal do Júri da Comarca de Flores/CB 
(0,10). 
0,00/0,10 
2. Fundamento legal para apresentação do Recurso em Sentido Estrito: artigo 
581, inciso IV, do Código de Processo Penal (0,20). 
0,00/0,10/0,20 
3. Tempestividade: Prazo de 5 dias na forma do Art. 586, do CPP (0,10) 0,00/0,10 
4. Pedido de retratação OU efeito regressivo ou iterativo (0,30), nos termos do artigo 
589 do CPP (0,10). 
0,00/0,10/0,30/ 
0,40 
Razões de Recurso 
5. Endereçamento: Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo (0,10) 0,00/0,10 
6. Preliminarmente, desenvolvimento fundamentado acerca da nulidade da decisão 
de pronúncia (0,40), por ter o juízo se aprofundado na análise da materialidade 
0,00/0,20/0,40/0,60/0,80 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 4 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
e autoria do delito OU em face da eloquência acusatória (0,20), violando o disposto 
no artigo 413, § 1º, do CPP E/OU artigo 564, inciso III, alínea “f”, do CPP E/OU artigo 
564, inciso IV, do CPP (0,20). 
7. No mérito, sustentar a absolvição sumária (0,50), nos termos do artigo 415, IV, do 
CPP (0,10). 
0,00/0,10/0,50/0,60 
8. Desenvolvimento fundamentado acerca da legítima defesa (0,40), já que o réu reagiu 
a uma agressão injusta (0,30), nos termos do artigo 25 do Código Penal OU artigo 23, 
inciso II, do Código Penal (0,10). Por se tratar de erro na execução (0,20), consideram-
se as condições e qualidades da pessoa pretendida (0,10), nos termos do artigo 73 do 
Código Penal OU artigo 73 c/c 20, §3º, do Código Penal (0,10). 
0,00/0,10/0,20/0,30/0,40/
0,50/0,60/0,70/0,80/0,90/
1,00/1,10/1,20 
9. Afastamento da causa de aumento de pena OU do Art. 121, § 4º, do CP (0,40), em 
razão do erro na execução (0,20), nos termos do artigo 73 do Código Penal (0,10). 
0,00/0,10/0,20/0,30/ 
0,40/0,50/0,60/0,70 
Pedidos 
10. Conhecimento (0,10) e provimento do recurso (0,30) 0,00/0,10/0,30/0,40 
Prazo 
11. Datar a peça no dia 1º de junho de 2026 (0,20). 0,00/0,20 
Estrutura correta e fechamento 
12. Duas petições (interposição e razões); colocação de endereçamento nas 
petições; aposição de local, data, assinatura, OAB (0,20). 
0,00/0,20 
TOTAL 5,00 
 
 
 AO JUÍZO DA VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE 
FLORES/CB 
 
 Processo nº ... 
 
 
 
WILSON, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa 
Excelência interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO, com base no artigo 
581, inciso IV, do Código de Processo Penal. 
O presente recurso é tempestivo, pois apresentado dentro do prazo 
de 5 dias, conforme artigo 586 do Código de Processo Penal. Assim, requer 
seja recebido o recurso e procedido o juízo de retratação, nos termos do artigo 
589 do Código de Processo Penal. Se mantida a decisão, requer seja 
encaminhado o presente recurso, já com as razões inclusas, ao Tribunal de 
Justiça do Estado de Campo Belo para o devido processamento. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 1º de junho de 2026. 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE CAMPO BELO 
 
Recorrente: WILSON 
Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Processo n° ... 
 
RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Campo Belo 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O Ministério Público denunciou o recorrente pela prática do 
crime de homicídio majorado, previsto no artigo 121, §4°, do Código Penal. 
Durante a instrução, testemunhas foram ouvidas, oportunidade 
em que afirmaram que Bento provocou e prometeu matar o réu. 
Interrogado, o réu admitiu o disparo que vitimou o seu sogro, 
porém alegou que o intuito era atingir Bento, que estava com um facão indo em 
sua direção para lhe agredir. 
Encerrada a instrução, o Juiz prolatou decisão pronunciando o 
réu como incurso no crime de artigo 121, § 4°, do Código Penal. 
A defesa foi intimada da decisão no dia 27 de maio de 2026, que 
caiu numa quarta-feira. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DA DECISÃO DE PRONÚNCIA 
Deve ser declarada a nulidade da decisão de pronúncia. 
Isso porque, na decisão de pronúncia, o Magistrado afirmou 
que a prova produzida não deixa margem a dúvidas acerca da 
responsabilidade do réu. 
 
 
Todavia, nos termos do artigo 413, §1º do Código de Processo 
Penal o magistrado deveria se limitar a apontar a materialidade do fato e 
indícios da autoria, sendo-lhe vedado aprofundar a análise do mérito, assim 
como fez ao afirmar que a prova não deixa margem a dúvidas acerca da 
responsabilidade do réu. 
 Assim, deve ser declarada nula a decisão de pronúncia, 
 nos termos do artigo 413, § 1º, artigo 564, inciso III, alínea “f”, e artigo 564, 
inciso IV, todos do Código de Processo Penal. 
 
 
B) DA LEGÍTIMA DEFESA 
O réu foi denunciado por ter praticado o crime de homicídio com 
causa de aumento de pena por ter sido praticado contra pessoa maior de 60 
anos. Todavia, restou demonstrado que Bento partiu em direção ao réu, 
munido com um facão, para lhe agredir. Wilson, usando dos meios 
disponíveis para se defender, qual seja uma arma de fogo, efetuou um 
disparo para cessar a injusta agressão, porém errando o alvo, acertando 
Sebastião, seu sogro. 
Como se trata de erro na execução, deve-se considerar as 
condições e qualidades da pessoa pretendida, e não as da pessoa 
efetivamente atingida, na forma do artigo 73 c/c 20, §3º, ambos do Código 
Penal. 
No caso, ao efetuar o disparo de arma de fogo, o réu reagiu à injusta 
agressão de Bento, agindo, pois, em legítima defesa, causa excludente da 
ilicitude, nos termos do artigo 23, inciso II, e artigo 25, ambos do Código 
Penal. 
Portanto, deve o réu ser absolvido sumariamente, com fundamento 
no artigo 415, inciso IV, do Código de Processo Penal. 
 
 
 
 
 
C) DO AFASTAMENTO DA CAUSA DE AUMENTO 
Por erro no uso dos meios de execução, atingiu Sebastião, seu 
sogro, enquanto buscava reagir à injusta agressão praticada por Bento. 
Desta forma, devem ser consideradas as qualidades e condições 
da pessoa pretendida, razão pela qual o réu deve responder como se tivesse 
atingido Bento. 
Assim, deve ser afastada a causa de aumento de pena por ter 
sido praticado contra pessoa maior de 60 anos, por erro na execução, nos 
termos do artigo 73 do Código Penal. 
 
 
III) DOS PEDIDOS 
Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o presente 
recurso, com a reforma da decisão de 1º grau, para o fim de que: 
a) Seja declarada a nulidade da decisão de pronúncia, nos 
termos do artigo 413,§1º, artigo 564, inciso III, “f”, e artigo 564, inciso IV, todos 
do Código de Processo Penal; 
b) Seja o réu absolvido sumariamente, com base no artigo 415, 
inciso IV, do Código de Processo Penal; 
c) Seja afastada a causa de aumento de pena por ter sido 
praticado contra pessoa maior de 60 anos. 
Nestes termos, 
 pede deferimento. 
 
Local..., 1º de junho de 2026. 
Advogado... 
OAB... 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
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Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 9 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1 
 
Enunciado 
 
Tati dirigiu-se a uma loja de maquiagens e, após escolher vários produtos de beleza, que somaram a quantia de R$ 
5.000,00 (cinco mil reais), foi até o caixa para efetuar o pagamento, por meio de um cheque de terceira pessoa, 
inclusive assinando como se fosse a titular da conta. Na ocasião, não foi exigido qualquer documento de identidade. 
Todavia, o caixa da loja desconfiou do seu nervosismo no preenchimento do cheque, apesar da assinatura perfeita, 
e consultou o banco sacado, constatando que aquele documento constava como furtado. Assim, Tati foi presa em 
flagrante naquele momento e, posteriormente, denunciada pelos crimes de estelionato tentado e falsificação de 
documento público, em concurso material. Após regular processamento e encerramento da instrução, o Ministério 
Público pugnou pela condenação nos termos da denúncia. A defesa foi intimada no dia 18 de outubro de 2024 
(sexta-feira). Analise o caso narrado e, com base apenas nas informações dadas, responda, fundamentadamente, 
aos itens a seguir. 
 
A) Qual o meio de impugnação, diverso de habeas corpus, a defesa de Tati deverá utilizar e qual o último dia do 
prazo para sua apresentação? (Valor: 0,60) 
 
B) Qual tese de direito material deve ser invocada em favor de Tati para questionar a capitulação atribuída pelo 
Ministério Público na denúncia? (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A simples menção ao dispositivo legal não será 
pontuada. 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
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Página 10 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
Gabarito comentado 
 
A) O examinando deve indicar a peça Alegações Finais na forma de Memoriais OU Memoriais, com fundamento no 
artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal. Último dia do prazo 25 de outubro de 2024. 
 
B) Desenvolvimento fundamentado acerca da incidência do princípio da consunção. Em seguida, como tese 
principal de mérito, deveria o(a) examinando(a) defender a impossibilidade de condenação da agente pela prática 
de dois crimes autônomos, tendo em vista que a falsificação do cheque foi apenas um meio para a tentativa da 
prática do crime de estelionato, de modo que o delito previsto no artigo 297, §2º, do Código Penal deveria ser 
absorvido pelo delito do artigo 171 c/c 14, II, do Código Penal. Em princípio, quando um delito é praticado apenas 
como meio para a prática de outro delito, aquele deve ficar absorvido por este, em respeito ao princípio da 
consunção. Trata-se de um dos princípios que soluciona o conflito aparente de normas. Uma das elementares do 
crime de estelionato é exatamente a fraude, a intenção de enganar. Quando a fraude é utilizada através da 
falsificação de um documento cuja falsidade se exaure no estelionato, o delito autônomo de falsificação ficará 
absorvido pelo estelionato, pois aquele foi apenas um crime meio para a prática do mesmo e o potencial lesivo do 
crime meio foi exaurido. Consagrando tal entendimento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 17 do STJ, 
prevendo que “Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido”. Na 
hipótese apresentada, não há dúvidas de que a intenção da agente era praticar um crime de estelionato. Ademais, 
o falso no caso (folha de cheque com assinatura falsificada) se exaure no estelionato, não mais tendo potencialidade 
lesiva, de modo que o crime do artigo 297, §2º, do Código Penal deveria ser absorvido, restando apenas o crime de 
estelionato tentado. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O meio de impugnação cabível seria Alegações Finais na forma de Memoriais OU 
Memoriais (0,30), com base no artigo 403, §3º, do CPP (0,10). Último dia do prazo: 
25/10/2024 (0,20). 
0/0,20/ 
0,30/0,40/0,50/ 
0,60 
B) Desenvolvimento fundamentado acerca da incidência do princípio da consunção 
(0,20), devendo haver a absorção do crime de falsificação de documento pelo de 
0/0,15/0,20/0,30/ 
0,35/0,40/0,45/0,55/ 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 11 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
estelionato tentado (0,20), já que a falsificação do cheque foi meio para a prática do 
estelionato tentado (0,15), conforme Súmula 17 do STJ (0,10). 
0,65 
 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 12 
 
 
 
A) A peça cabível é memoriais, com base no artigo 403, §3º, do Código de 
Processo Penal. O último dia do prazo seria 25/10/2024. 
 
B) A tese de direito material no caso seria sobre a impossibilidade da 
imputação de dois crimes autônomos a acusada, pois há a incidência do 
Princípio da Consunção, sendo que a falsificação do cheque foi o meio para 
a prática da tentativa do crime de estelionato, conforme dispõe a Súmula 17 
do Superior Tribunal de Justiça. Logo, deve haver a absorção do crime de 
falsificação de documento pelo de estelionato tentado. 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 05 
 
 
 
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Prova Prático-Profissional –Exame de Ordem Unificado -Prof. Nidal Ahmad 
Página 13 
 
 
ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2 
 
Enunciado 
 
Ricardo foi denunciado pela prática, em tese, do crimede tráfico de drogas e, após regular tramitação do processo, 
condenado como incurso no Art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, à pena de 6 (seis) anos de reclusão, em regime 
inicial fechado. Após cumprir quatro anos e 1 mês de pena, superior, portanto, a 2/3 da pena, postulou, perante o 
juízo da Execução Penal, o benefício do livramento condicional. O Juiz, ao analisar o pedido, verifica que Ricardo 
possuía outra condenação anterior, já transitada em julgado, pelo crime de furto simples, indeferindo o pedido, em 
razão da reincidência. Irresignado com a decisão, Ricardo, por meio da sua família, entrou em contato com você, 
para, na condição de advogado(a), adotasse as providências necessárias. Diante do fato hipotético, responda aos 
itens a seguir: 
 
A) Qual recurso cabível contra a decisão do Magistrado e qual o prazo para interposição? Justifique. (Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento poderá ser adotado para combater a decisão do Magistrado? Justifique. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Gabarito comentado 
 
A) O recurso cabível contra a decisão do Magistrado seria o agravo em execução, com base no artigo 197 da LEP, 
devendo ser interposto no prazo de 5 dias, nos termos da Súmula 700 do STF. 
 
B) O argumento que poderá ser adotado para combater a decisão do Magistrado seria o cabimento do livramento 
condicional, já que Ricardo não é reincidente específico em crime de natureza hedionda, não incidindo a vedação 
prevista no artigo 83, V, parte final, do Código Penal OU conforme previsto no artigo 44, parágrafo único, da Lei nº 
11.343/2006. Isso porque Ricardo registra condenação anterior pelo crime de furto simples, que não possui 
natureza hedionda, teria direito ao livramento condicional. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O recurso cabível contra a decisão do Magistrado seria o agravo em execução (0,25), com 
base no artigo 197 da LEP (0,10), devendo ser interposto no prazo de 5 dias (0,15), nos termos 
da Súmula 700 do STF (0,10). 
0,00/0,10/0,15/0,20/
0,25/0,35/0,40/0,45/
0,50/0,60 
B) O argumento que poderá ser adotado para combater a decisão do Magistrado seria o 
cabimento do livramento condicional, já que Ricardo não é reincidente específico em crime de 
natureza hedionda (0,55), não incidindo a vedação prevista no artigo 83, V, parte final, do Código 
Penal OU conforme previsto no artigo 44, parágrafo único, da Lei nº 11.343/2006 (0,10). 
0,00/0,10/0,55/0,65 
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A) O recurso cabível seria o agravo em execução, com base no artigo 197 da Lei 
7.210/84, devendo ser interposto no prazo de 05 dias, nos termos da Súmula 
700 do Supremo Tribunal Federal. 
 
B) O argumento que deve ser adotado pela defesa de Ricardo consiste na 
alegação de que a existência de condenação anterior não impede a concessão 
do benefício de livramento condicional, uma vez que a condenação anterior é 
pelo delito de furto, não sendo, desta forma, reincidente específico em crimes 
hediondos, portanto, não deve incidir a vedação do artigo 83, V, parte final, do 
Código Penal OU conforme previsto no artigo 44, parágrafo único, da Lei nº 
11.343/2006. 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3 
 
Enunciado 
 
Charlote foi presa em flagrante pela prática do furto qualificado pelo rompimento de obstáculo (art. 155, § 4º, I, do 
CP). Na audiência de custódia, o Magistrado, acolhendo requerimento do Ministério Público, converteu a prisão em 
flagrante em prisão preventiva, indeferindo o pedido de prisão domiciliar, já que registrava contra si outros delitos 
de furto, conforme a folha de antecedentes criminais. Inconformados, os familiares de Charlote contratam os seus 
serviços de advocacia para elaboração de um habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado, objetivando 
a soltura de Charlote. No momento, informaram que já havia sido realizado um pedido de revogação da prisão 
preventiva e, alternativamente, substituição por prisão domiciliar, ao Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto 
Alegre/RS, que manteve a segregação cautelar, para garantia da ordem pública, diante das anotações na folha de 
antecedentes criminais, mesmo diante da comprovação de que Charlote possui um filho com 6 anos de idade, 
sendo a única pessoa que cuidava da criança. Impetrado o habeas corpus, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio 
Grande do Sul, por maioria, denegou a ordem de habeas corpus, mantendo a prisão preventiva de Charlote, pelos 
mesmos fundamentos expostos pelo juiz de 1º grau. Diante dos fatos, responda aos itens a seguir. 
 
A) Qual o recurso cabível do acórdão do Tribunal de Justiça? Indique a base legal. (Valor: 0,60) 
 
B) Qual argumento poderá ser utilizado para a concessão da prisão domiciliar de Charlote? Justifique. (Valor: 
0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A simples menção ao dispositivo legal não será 
pontuada. 
 
 
 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Gabarito comentado 
 
A) O recurso cabível será o Recurso Ordinário Constitucional, nos termos do artigo 105, inciso II, alínea “a”, da 
Constituição Federal/88 E/OU artigo 30 da Lei nº 8.038/90. 
 
B) A defesa deverá sustentar que seria possível a prisão domiciliar, já que Charlote é mãe de uma criança de 6 
anos de idade, bem como que o crime cometido não foi com violência ou grave ameaça, nem contra seu filho ou 
dependente, nos termos do artigo 318, inciso V, OU 318-A, ambos do Código de Processo Penal. 
 
Distribuição de pontos 
 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O recurso cabível será o Recurso Ordinário Constitucional (0,50), nos termos 
do artigo 105, inciso II, alínea “a”, da CF/88 E/OU artigo 30 da Lei nº 8.038/90 
(0,10). 
0,00/0,10/0,50/ 
0,60 
B) A defesa deverá sustentar que seria possível a prisão domiciliar, uma vezque Charlote é mãe de uma criança de 6 anos de idade e o crime cometido não 
foi com violência ou grave ameaça, nem contra seu filho ou dependente OU 
uma vez que Charlote é mãe de uma criança de até 12 anos incompletos (0,55), 
nos termos do artigo 318, inciso V E/OU 318-A, ambos do CPP (0,10). 
0,00/0,10/0,55/ 
0,65 
 
 
A) O recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional, com base no artigo 
105, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal OU artigo 30 da Lei 8.038/90. 
 
B) O argumento que poderá ser apresentado para a concessão da prisão 
domiciliar é que Charlote é mãe de uma criança de 6 anos de idade e, além 
disso, o crime cometido não foi com violência ou grave ameaça, nem contra seu 
filho ou dependente, nos termos do artigo 318, inciso V OU artigo 318-A, ambos 
do Código de Processo Penal. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4 
 
Enunciado 
 
Mariana é médica pediatra e trabalha no hospital municipal em regime de plantão. De acordo com a escala de 
trabalho divulgada no início do mês, Mariana seria a única médica pediatra com obrigação de trabalhar no plantão 
que se iniciava no dia 5 de janeiro, às 20h e findava no dia 6 de janeiro, às 20h. Na manhã do dia 6 de janeiro, Luizinho 
da Silva, criança de apenas 6 anos, é levado ao hospital por parentes precisando de socorro médico imediato. Embora 
houvesse enfermeiros no local, nenhum reunia conhecimentos técnicos suficientes para socorrer a criança, já que 
não eram especialistas nem poderiam realizar o procedimento adequado, razão pela qual aconselharam os familiares 
a aguardarem a médica plantonista. Todavia, nesse momento Mariana estava realizando procedimento cirúrgico de 
emergência em outra criança que chegou ao hospital em estado grave. Luizinho da Silva morre de meningite cerca 
de uma hora depois, no interior do hospital, sem ter sido atendido. Considerando que Mariana tinha o dever legal 
de evitar o resultado, o Ministério Público ofereceu denúncia contra a médica, imputando-lhe a prática de homicídio 
culposo (Art. 121, § 3º, do Código Penal), sendo a ré citada. Após apresentação da resposta à acusação, foi realizada 
audiência de instrução, passando o Magistrado a proceder ao interrogatório da ré, mesmo com o inconformismo da 
defesa, sob o fundamento de economia e celeridade processual, já que as testemunhas da acusação não 
compareceram. Considerando apenas as informações narradas, responda, na condição de advogado(a) de Mariana, 
aos itens a seguir. 
 
A) Existe argumento de direito processual para questionar o interrogatório realizado durante a audiência de 
instrução? (Valor: 0,60) 
 
B) Existe argumento de direito material a ser apresentado em memoriais para buscar a absolvição da ré? (Valor: 
0,65) 
 
Obs.: O(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada. 
Gabarito comentado 
 
A) O argumento de direito processual seria no sentido da nulidade do processo a partir da audiência de instrução. 
Isso porque, apesar da inconformidade da defesa, o magistrado inverteu a ordem de inquirição prevista no Art. 531 
do Código de Processo Penal, quando passou a interrogar a ré antes das testemunhas. Logo, deve ser declarada a 
nulidade do processo a partir da audiência de instrução, porque houve violação do princípio da ampla defesa e do 
contraditório, previsto no Art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal/88, bem como com base no Art. 564, inciso IV, 
do Código de Processo Penal. 
 
B) Sim, o candidato deveria arguir que, embora tivesse o dever de agir, Mariana, na ocasião, não podia agir para 
evitar o resultado, já que estava realizando procedimento cirúrgico em outra criança em estado grave. O artigo 13, 
parágrafo 2º, do Código Penal, exige que o omitente, além do dever de agir, tenha a possibilidade de agir para 
evitar o resultado. Essa possibilidade (podia agir) deve ser encarada sob o ponto de vista físico. A impossibilidade 
física de agir afasta a possibilidade de responsabilização criminal do garantidor, ainda que, em tese, tivesse o dever 
de agir, devendo, por isso, ser absolvida, com base no artigo 386, III, do CPP, já que não desenvolveu conduta 
omissiva causadora do resultado, não havendo, portanto, presença do elemento do fato típico, OU art. 386, V, do 
CPP, porque restou provado que não concorreu para a infração penal. 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO 
A) O argumento de direito processual seria no sentido da nulidade do processo a partir 
da audiência de instrução (0,30), pois houve inversão na ordem de oitiva das pessoas 
indicadas OU que o interrogatório não poderia ter sido realizado antes da oitiva das 
testemunhas (0,10), havendo violação ao devido processo legal OU violação à ampla 
defesa OU violação ao contraditório (0,10), conforme o Art. 564, inciso IV, do CPP OU 
Art. 531 do CPP (0,10). 
0,00/0,10/0,20/ 
0,30/0,40/0,50/ 
0,60 
B) O argumento de direito material seria que Mariana, na ocasião, não podia agir para 
evitar o resultado (0,40), não havendo omissão relevante para o resultado OU ficando 
comprovado que ela não concorreu para a infração penal (0,15), nos termos do artigo 
0/0,10/0,15/ 
0,25/0,40/0,50/ 
0,55/0,65 
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46º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
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ÁREA: DIREITO PENAL 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada. 
13, § 2º, do CP (0,10). 
 
 
 
A) O argumento de direito processual para questionar o interrogatório 
realizado durante a audiência de instrução é de que houve nulidade em 
razão da inversão da ordem de inquirição, na medida em que o magistrado 
procedeu primeiro o interrogatório da ré, não observando as regras 
previstas no artigo 531 do Código de Processo Penal. Logo, deve ser 
declarada a nulidade do processo a partir da audiência de instrução, 
porque violado o princípio da ampla defesa e do contraditório, previsto no 
artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal e artigo 564, inciso IV, do 
Código de Processo Penal. 
 
B) O argumento de direito material a ser apresentado em memoriais para 
buscar a absolvição da ré é no sentido de que Mariana estava realizando 
procedimento cirúrgico de emergênciaem outra criança que chegou em 
estado grave. Logo, embora Mariana tivesse o dever de agir, não podia, 
naquele momento, agir para evitar o resultado, já que estava realizando 
procedimento cirúrgico em outra criança. Assim, considerando que não 
houve omissão relevante para o resultado OU que ficou comprovado que 
Mariana não concorreu para a infração penal, deve ser absolvida, sem 
responsabilização criminal, em face do disposto no artigo 13, § 2º, do 
Código Penal.

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