Prévia do material em texto
JORNADA DO HERÓI • CBMMA • ESTUDO REVERSO — APH & COMBATE
A INCÊNDIO
QUESTÕES DO DIA 18 — 50 QUESTÕES
(1-50)
GABARITO COMENTADO E ESTUDO REVERSO
Atendimento Pré-Hospitalar e Noções de Combate a Incêndio — simulado unificado inédito, 50 questões (01 a 25: APH /
Primeiros Socorros; 26 a 50: Combate a Incêndio). Metodologia Estudo Reverso: cada questão nasce de um cenário de
ocorrência/atendimento para ensinar a teoria e a lógica de pegadinha da banca por trás dele.
Como estudar com este material: resolva primeiro o Documento 1 (caderno de questões), sem consultar este gabarito.
Depois, para cada questão errada ou com dúvida, volte aqui e leia as quatro camadas de análise — Raio-X, Pegadinha, Aula
de Estudo Reverso (Teoria Aplicada) e Macete de Ouro — elas foram escritas para ensinar o critério por trás da pegadinha,
não apenas informar a resposta certa. Material de estudo não-oficial, sem vínculo com a banca examinadora nem com o
Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.
TABELA DO GABARITO OFICIAL RESUMIDO (10-A / 10-B / 10-C / 10-D / 10-E)
01
B
02
E
03
B
04
C
05
D
06
D
07
C
08
B
09
D
10
A
11
C
12
A
13
A
14
A
15
E
16
E
17
C
18
D
19
C
20
E
21
A
22
E
23
B
24
D
25
B
26
E
27
A
28
B
29
E
30
C
31
C
32
A
33
D
34
E
35
D
36
C
37
A
38
B
39
C
40
B
41
D
42
B
43
E
44
C
45
E
46
D
47
A
48
A
49
D
50
B
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 1 / 52
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR / PRIMEIROS SOCORROS (QUESTÕES 01 A 25)
Questão 1
Em uma ocorrência de acidente automobilístico na zona rural do município, o 3º Sgt Barreto realiza a avaliação primária de
uma das vítimas e identifica um ferimento profundo na face lateral da coxa, do qual escapa sangue em jatos pulsáteis,
sincronizados com os batimentos cardíacos, de coloração vermelho-viva e intensa, com volume perdido visivelmente
crescente em poucos segundos. A Ten. Gabriela, ao chegar ao local, solicita ao sargento que classifique corretamente o
tipo de hemorragia observado quanto ao vaso lesado, para orientar a conduta de controle a ser adotada de imediato. Com
base nas diretrizes técnicas do CBMMA sobre classificação das hemorragias, assinale a alternativa que apresenta a
classificação correta e sua justificativa.
A Hemorragia venosa, pois o fluxo contínuo e a coloração vermelho-escura, associados à baixa pressão de saída, seriam
compatíveis com o jato pulsátil descrito, que resultaria apenas de compressão acidental de uma veia superficial durante o
resgate.
B Hemorragia arterial: o jato pulsátil, sincronizado com os batimentos cardíacos, e a coloração vermelho-viva são
típicos do sangramento arterial, de alto risco de exsanguinação rápida.
C Hemorragia capilar, pois mesmo sangramentos intensos e pulsáteis podem ser autolimitados quando acometem apenas a
rede capilar superficial da região, dispensando medidas de controle mais agressivas no primeiro atendimento.
D Hemorragia mista indeterminada, situação em que a conduta recomendada consiste em elevar o membro acima do nível
do coração e comprimir o ponto arterial correspondente, antes de qualquer outra medida de controle local.
E Hemorragia arterial, cuja gravidade dependeria exclusivamente da pressão arterial sistólica aferida no momento do
trauma, não guardando relação com as características visuais do sangramento descritas na cena.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — o fluxo contínuo e a coloração vermelho-escura caracterizam a hemorragia venosa, incompatível com o jato
pulsátil e a cor vermelho-viva do enunciado; a alternativa tenta justificar a incompatibilidade com uma hipótese forçada
(compressão acidental de veia), o que não procede. B) CORRETA — o jato pulsátil sincronizado com os batimentos
cardíacos e a coloração vermelho-viva são exatamente as características descritas nas diretrizes técnicas do CBMMA para
a hemorragia arterial, de alto risco de exsanguinação rápida. C) ERRADA — a hemorragia capilar é definida como
sangramento lento, em lençol e autolimitado, perfil totalmente incompatível com o jato pulsátil intenso do caso. D) ERRADA
— não existe categoria de 'hemorragia mista indeterminada' nas diretrizes técnicas do CBMMA, e a conduta sugerida
(elevação do membro e compressão de pontos arteriais) é expressamente desatualizada. E) ERRADA — a classificação da
hemorragia é definida pelas características visuais e dinâmicas do sangramento (padrão de saída, cor), não exclusivamente
pela pressão arterial sistólica no momento do trauma.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A alternativa D reintroduz, como se fossem corretas, as técnicas de 'elevação do membro' e 'compressão de pontos
arteriais', expressamente classificadas pelas diretrizes técnicas do CBMMA como condutas desatualizadas e fora do
protocolo vigente de controle de hemorragia.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A classificação da hemorragia pelo vaso lesado orienta a urgência e a técnica de controle a ser empregada. Hemorragia
capilar: sangramento lento, em lençol, autolimitado — geralmente resolve com proteção simples da ferida. Hemorragia
venosa: fluxo contínuo, cor vermelho-escura, pressão baixa — controlável por pressão direta na maioria dos casos.
Hemorragia arterial: jato pulsátil sincronizado ao pulso, cor vermelho-viva, pressão alta — representa o maior risco de
exsanguinação em curto espaço de tempo e exige controle imediato e escalonado (pressão direta → preenchimento de
ferida → torniquete, quando indicado).
MACETE DE OURO
PULSOU e é VIVO (vermelho-vivo), é ARTÉRIA que se abriu. Contínuo e ESCURO, é VEIA no percurso. Lento, em
LENÇOL, sem pressa, é CAPILAR.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classificação da hemorragia pelo vaso lesado (capilar/venosa/arterial)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 2 / 52
Questão 2
Após o resgate de uma vítima de queda de aproximadamente quatro metros, o SD/2 Burrão verifica os sinais vitais e
informa ao Cap. João Henrique que a vítima 'está estável', pois a pressão arterial sistólica aferida está dentro da
normalidade. O capitão observa, entretanto, que a vítima apresenta frequência cardíaca elevada, pele fria, pálida e com
sudorese, frequência respiratória aumentada e discreta confusão mental, além de enchimento capilar lentificado, superior
a dois segundos. Diante do quadro, o Cap. João Henrique explica ao soldado por que a leitura isolada da pressão arterial
pode induzir a uma falsa sensação de segurança nesse contexto. Considerando as diretrizes técnicas do CBMMA sobre
choque hipovolêmico, assinale a alternativa correta.
A A pressão arterial normal, isoladamente, já é suficiente para afastar o diagnóstico de choque hipovolêmico, de modo que
os demais sinais descritos pelo capitão devem ser atribuídos à ansiedade da vítima diante da ocorrência.
B A taquicardia, a pele fria e pálida, a sudorese, a taquipneia e a confusão mental são sinais tardios de choque, que só
costumam surgir depois que a pressão arterial sistólica já se encontra reduzida, motivo pelo qual a aferição da pressão
arterial deve preceder a análise dos demais parâmetros na avaliação da vítima.
C O enchimento capilar lentificado é o único parâmetro clínico confiável para o diagnóstico de choque hipovolêmico nessa
fase, podendo os demais sinais relatados ocorrer normalmente em vítimas conscientes e hemodinamicamente estáveis.
D O quadro descrito caracteriza hipertensão reacional ao trauma, e não choque hipovolêmico, já que a presença de
confusão mental associada à pressão arterial normal indica resposta simpática exacerbada sem perda significativa de
volume circulante.
E O conjunto de sinais relatados é compatível com choque hipovolêmico em curso, podendo a pressão arterial
sistólica permanecer normal até fases avançadas, por se tratar de um sinal tardio.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — a pressão arterial normal isolada não afasta choque hipovolêmico, pois a hipotensãoparestesia, palidez)
como se fossem efeitos benignos e autolimitados (frio, elevação do membro), adiando o reconhecimento de um quadro que
pode evoluir para isquemia irreversível.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Síndrome compartimental: aumento da pressão em compartimento osteofascial fechado. Os “5 Ps” — dor desProporcional,
Parestesia, Palidez (sinais precoces), ausência de Pulso e Paralisia (sinais tardios, de pior prognóstico). Elevar o membro e
“esperar” é conduta inadequada diante desses sinais.
MACETE DE OURO
Macete dos 5 Ps, em ordem de aparecimento: “Dor, Dormência (parestesia) e Descoloração (palidez) vêm primeiro;
Pulso ausente e Paralisia vêm por último — e, se chegaram, o prognóstico já piorou.”
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Síndrome compartimental — os 5 Ps
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 17 / 52
Questão 17
Durante uma confraternização no alojamento, um militar começa a tossir com força logo após engasgar com um pedaço
de alimento; ele consegue tossir repetidamente e, entre os episódios de tosse, ainda emite sons e consegue dizer “estou
bem”. Simultaneamente, outro militar, sentado à mesa ao lado, para de falar de repente, leva as mãos ao pescoço, não
consegue tossir nem emitir qualquer som, e sua coloração de pele começa a piorar progressivamente. O AL SD
Mocorongo, diante da cena, quer aplicar de imediato manobras físicas de desobstrução no primeiro militar, “para não
arriscar”. O 3º Sgt Barreto intervém para orientar a conduta correta diante de cada caso, com base no algoritmo vigente
nas diretrizes técnicas do CBMMA. Assinale a alternativa correta.
A Ambos os casos configuram obstrução grave e exigem, de imediato, ciclos alternados de golpes interescapulares e
compressões, independentemente da eficácia da tosse apresentada por cada vítima, já que, segundo essa interpretação,
a simples ocorrência de engasgo prévio seria suficiente para justificar a intervenção física imediata em qualquer
circunstância.
B O primeiro militar está em obstrução grave, pois, segundo essa interpretação, toda tosse surgida após um episódio de
engasgo indicaria incapacidade de trocar ar; o segundo está em obstrução parcial, por ainda manter algum grau de
reatividade ao ambiente, ainda que incapaz de falar, tossir ou emitir qualquer som perceptível.
C O primeiro militar apresenta obstrução parcial, com tosse eficaz, devendo-se apenas encorajar a tosse e
monitorá-lo, sem manobras físicas; o segundo apresenta obstrução grave, com tosse ineficaz/ausente,
incapacidade de falar e cianose progressiva, exigindo intervenção imediata.
D Nenhum dos dois casos caracteriza obstrução de vias aéreas por corpo estranho, pois, segundo essa interpretação, a
presença de qualquer som, mesmo que apenas tosse esporádica, já descartaria clinicamente essa hipótese em ambas as
vítimas, independentemente do episódio de engasgo relatado por quem presenciou a cena.
E O primeiro militar apresenta obstrução grave silenciosa, que, segundo essa interpretação, se manifestaria por tosse
vigorosa; o segundo apresenta obstrução parcial avançada, que se manifestaria pela ausência completa de som, voz e
qualquer tentativa de tosse perceptível ao observador.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Classifica o primeiro militar, que tosse eficazmente e ainda fala, como obstrução grave, quando esse quadro é
típico de obstrução parcial, que não exige manobras físicas imediatas. B) ERRADA. Afirma que toda tosse após engasgo
indica obstrução grave, invertendo o critério correto, que é justamente a eficácia da tosse (tosse eficaz = parcial). C)
CORRETA. O primeiro militar, com tosse eficaz e capacidade de falar, está em obstrução parcial — conduta: encorajar a
tosse e monitorar, sem manobras físicas. O segundo, sem tosse eficaz, incapaz de falar e com cianose progressiva, está
em obstrução grave — exige intervenção imediata. D) ERRADA. Descarta a hipótese de OVACE em ambos os casos pela
simples presença de som, ignorando que o primeiro militar efetivamente engasgou e apresenta sinais compatíveis com
obstrução parcial. E) ERRADA. Inverte os rótulos clínicos, atribuindo gravidade ao caso de tosse eficaz e classificando
como parcial o caso de ausência completa de som, voz e tosse.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O examinador explora a crença de que presença de tosse, por si só, já indica gravidade, ou que qualquer som audível
descarta obstrução — quando o critério técnico correto é exclusivamente a eficácia da tosse e a capacidade de falar/chorar.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Obstrução parcial: tosse eficaz, ainda troca ar — conduta é encorajar a tosse e monitorar, sem manobras físicas. Obstrução
total/grave: tosse ineficaz ou ausente, não consegue falar/chorar, cianose progressiva — exige manobras imediatas
conforme o algoritmo adequado à idade/condição da vítima.
MACETE DE OURO
Macete: “Se tosse e fala, deixa tossir; se não tosse e não fala, a mão entra em ação.” A tosse eficaz é a melhor bomba
de desobstrução natural — intervir fisicamente nesse momento pode até agravar o quadro.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · OVACE — diferenciação entre obstrução parcial e obstrução grave
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 18 / 52
Questão 18
Em uma escola visitada pela guarnição para uma palestra, uma criança em idade escolar engasga com um doce durante o
recreio. Ela está consciente, não consegue tossir, chorar ou emitir qualquer som, e a coloração dos lábios começa a
escurecer. SD/2 Burrão, o primeiro a chegar, inicia de imediato uma sequência contínua de compressões abdominais, sem
qualquer golpe nas costas, afirmando que “golpear as costas só faz o objeto descer mais”. O Cap. João Henrique corrige a
conduta antes que a criança perca a consciência. Com base no algoritmo vigente nas diretrizes técnicas do CBMMA,
assinale a alternativa correta quanto à conduta indicada para essa criança consciente, em obstrução grave.
A Deve-se realizar compressões abdominais contínuas, sem qualquer golpe nas costas, repetidas indefinidamente até a
chegada de suporte avançado, independentemente do estado de consciência da vítima.
B Deve-se realizar exclusivamente golpes interescapulares contínuos, sem qualquer compressão abdominal, já que,
segundo essa interpretação, a manobra de Heimlich seria reservada apenas a vítimas já inconscientes, nunca a crianças
conscientes em obstrução grave de via aérea.
C Deve-se aguardar a evolução espontânea por alguns minutos antes de qualquer manobra física, uma vez que, segundo
essa interpretação, a maioria das obstruções em crianças se resolveria espontaneamente, sem necessidade de
intervenção externa imediata do socorrista presente na cena.
D Deve-se realizar ciclos alternados de cinco golpes interescapulares seguidos de cinco compressões abdominais
(manobra de Heimlich), repetidos até a desobstrução ou até a perda de consciência da vítima.
E Deve-se realizar ciclos alternados de cinco golpes interescapulares seguidos de cinco compressões torácicas,
reservando-se, segundo essa interpretação, as compressões abdominais exclusivamente para vítimas lactentes, nunca
para crianças em idade escolar como a descrita no caso.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Reproduz a conduta do SD/2 Burrão: compressões abdominais contínuas sem golpes nas costas, quando o
algoritmo exige a alternância entre as duas manobras. B) ERRADA. Restringe a manobra de Heimlich a vítimas
inconscientes e propõe apenas golpes nas costas, quando, consciente, a criança deve receber ambas as manobras
alternadas. C) ERRADA. Propõe conduta expectante diante de obstrução grave (sem tosse eficaz, sem fala, cianose
progressiva), quando essa condição exige intervenção imediata. D) CORRETA. Em criança consciente com obstrução
grave, o algoritmo determina ciclos alternados de cinco golpes interescapulares seguidos de cinco compressõesabdominais
(Heimlich), repetidos até desobstrução ou perda de consciência. E) ERRADA. Substitui as compressões abdominais por
torácicas, manobra reservada a gestantes, pessoas com obesidade significativa e lactentes, não a uma criança em idade
escolar sem essas condições.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora a fragmentação do algoritmo (só golpes, ou só compressões), a inércia diante da obstrução grave
(aguardar), e a troca indevida de compressões abdominais por torácicas fora das populações específicas em que essa
substituição é prevista (gestante/obesidade, lactente).
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Adulto e criança conscientes, obstrução grave: ciclos alternados de 5 golpes interescapulares + 5 compressões abdominais
(Heimlich), repetidos até desobstrução ou perda de consciência (Figura 6 das diretrizes técnicas do CBMMA/AHA 2025).
MACETE DE OURO
Macete: “5 nas costas, 5 na barriga, alternando, até resolver ou a vítima apagar.” Lembre-se: a barriga (abdominal) só
muda para o peito (torácica) em três exceções — gestante, obesidade significativa e lactente.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · OVACE — algoritmo adulto/criança consciente (5 golpes + 5 compressões
abdominais)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 19 / 52
Questão 19
Uma gestante no último trimestre engasga durante um evento comunitário assistido pela guarnição da CB Mayara. Ela
está consciente, não consegue tossir de forma eficaz, não emite som e começa a apresentar cianose perioral. SD/2
Burrona inicia de imediato compressões abdominais clássicas, no mesmo padrão utilizado em adultos em geral, sem
qualquer adaptação. A CB Mayara interrompe a manobra antes de prosseguir e orienta a conduta correta. Com base no
algoritmo vigente nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta quanto à manobra indicada para essa
vítima.
A As compressões abdominais clássicas devem ser mantidas sem qualquer adaptação, pois a gestação não é considerada,
pelas diretrizes técnicas do CBMMA, fator que altere o posicionamento das mãos na manobra de desobstrução.
B A manobra deve ser substituída por golpes interescapulares contínuos, sem qualquer tipo de compressão, já que
qualquer compressão no tronco é contraindicada durante toda a gestação.
C As compressões abdominais devem ser substituídas por compressões torácicas, no mesmo posicionamento de
mãos utilizado na reanimação cardiopulmonar, mantendo-se os golpes interescapulares alternados a cada ciclo.
D A manobra deve ser substituída integralmente pela posição lateral de segurança, aguardando-se a chegada de suporte
avançado antes de qualquer tentativa de desobstrução manual.
E As compressões abdominais devem ser substituídas por compressões na região lombar, com a vítima inclinada para
frente, mantendo-se os golpes interescapulares no mesmo padrão do adulto não gestante.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Mantém compressões abdominais clássicas sem adaptação, ignorando que, na gestante, elas devem ser
substituídas por compressões torácicas. B) ERRADA. Elimina qualquer compressão, quando o algoritmo apenas substitui o
tipo de compressão (abdominal por torácica), mantendo os golpes interescapulares alternados. C) CORRETA. Em gestante
(e em pessoa com obesidade significativa), substituem-se as compressões abdominais por compressões torácicas, com a
mesma lógica de posicionamento das mãos da RCP, mantendo-se os cinco golpes nas costas alternados com os cinco
ciclos de compressão torácica. D) ERRADA. Troca a manobra de desobstrução por posição lateral de segurança,
procedimento não indicado para vítima consciente com obstrução grave. E) ERRADA. Propõe uma técnica de compressão
lombar não prevista nas diretrizes técnicas do CBMMA, distorcendo o algoritmo real.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora tanto a manutenção indevida do padrão abdominal clássico em gestante quanto a eliminação completa
da compressão (como se qualquer manobra no tronco fosse contraindicada), quando a atualização correta é apenas trocar
o tipo de compressão, preservando a lógica geral do algoritmo.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Gestante e pessoa com obesidade significativa, obstrução grave: substituem-se as compressões abdominais por
compressões torácicas (mesmo posicionamento de mãos da RCP), mantendo-se os 5 golpes nas costas alternados com os
5 ciclos de compressão torácica.
MACETE DE OURO
Macete: “Barriga grande ou barriga protegida (gestante) — a mão vai para o peito.” Troca-se apenas o LOCAL da
compressão (abdome → tórax); os golpes nas costas continuam exatamente iguais.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · OVACE — algoritmo gestante/obesidade significativa (compressões
torácicas)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 20 / 52
Questão 20
Um lactente de oito meses engasga com um pedaço de fruta durante o café da manhã em uma creche apoiada pelo
quartel. Ele está consciente, não consegue tossir de forma eficaz, não chora e começa a apresentar cianose progressiva.
O AL SD Mocorongo, lembrando-se do procedimento usado em adultos, posiciona as mãos no abdome do lactente para
iniciar compressões abdominais. O 3º Sgt Barreto interrompe a manobra antes de qualquer compressão. Com base no
algoritmo vigente nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta quanto à conduta indicada para esse
lactente.
A Deve-se realizar compressões abdominais de menor intensidade do que as utilizadas em adultos, adaptando apenas a
força aplicada, mas mantendo a região abdominal como alvo da manobra.
B Deve-se realizar exclusivamente golpes interescapulares, sem qualquer tipo de compressão, até a chegada de suporte
avançado, pois nenhuma compressão é segura em lactentes conscientes.
C Deve-se posicionar o lactente em decúbito dorsal sobre superfície rígida e iniciar reanimação cardiopulmonar completa,
mesmo estando ele ainda consciente e sem sinais de parada cardiorrespiratória.
D Deve-se realizar compressões torácicas isoladas, sem qualquer golpe interescapular, reservando os golpes nas costas
apenas para lactentes já inconscientes.
E Deve-se realizar 5 golpes interescapulares alternados com 5 compressões torácicas, nunca compressões
abdominais em lactente.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Mantém a região abdominal como alvo, apenas reduzindo a intensidade, quando a conduta correta exige a
substituição completa por compressões torácicas, nunca abdominais em lactente. B) ERRADA. Elimina qualquer
compressão, quando o algoritmo do lactente consciente prevê compressões torácicas alternadas com os golpes nas costas.
C) ERRADA. Inicia reanimação cardiopulmonar completa em vítima consciente, sem sinais de parada cardiorrespiratória,
confundindo a conduta para obstrução grave em vítima consciente com a conduta prevista apenas após perda de
consciência. D) ERRADA. Elimina os golpes interescapulares do lactente consciente, reservando-os apenas para quando
ele estiver inconsciente, invertendo a sequência do algoritmo. E) CORRETA. No lactente consciente com obstrução grave,
realizam-se ciclos alternados de 5 golpes interescapulares e 5 compressões torácicas, nunca compressões abdominais,
pelo risco de lesão hepática/esplênica.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora a extrapolação do protocolo adulto (compressão abdominal apenas “mais suave”) para o lactente,
quando a regra correta é a substituição completa e absoluta da região-alvo (abdome → tórax), por risco real de lesão de
órgãos sólidos.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Lactente (menor de 1 ano) consciente, obstrução grave: 5 golpes interescapulares + 5 compressões torácicas, em ciclos
alternados — nunca compressões abdominais em lactente (risco de lesão hepática/esplênica).
MACETE DE OURO
Macete: “Lactente não tem Heimlich.” Em bebê, o abdome está proibido na manobra de desobstrução— o ciclo é
sempre costas (golpes) e peito (compressões), nunca barriga.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · OVACE — algoritmo lactente (5 golpes + 5 compressões torácicas, nunca
abdominais)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 21 / 52
Questão 21
Durante o atendimento de uma obstrução grave em um adulto, a vítima, já sem tosse eficaz e incapaz de falar, perde a
consciência nos braços do SD Luís Ricardo antes que a desobstrução fosse concluída. O AL SD Mocorongo propõe, de
imediato, realizar uma varredura digital às cegas na boca da vítima, “para já tirar o que estiver lá antes de qualquer outra
coisa”. O 3º Sgt Barreto interrompe a manobra e orienta a sequência correta de atendimento a partir da perda de
consciência. Com base no algoritmo vigente nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta.
A Deve-se iniciar imediatamente reanimação cardiopulmonar com compressões torácicas; a cada abertura de via
aérea para ventilar, verificar visualmente a boca e remover o corpo estranho apenas se visível, sem realizar
varredura digital às cegas.
B Deve-se realizar a varredura digital às cegas na boca da vítima antes de qualquer outra manobra, por ser esse, segundo
essa interpretação, o procedimento mais rápido e eficaz para localizar e remover o corpo estranho causador da
obstrução, dispensando-se qualquer outra conduta inicial.
C Deve-se aguardar a chegada de suporte avançado antes de iniciar qualquer manobra de reanimação, uma vez que,
segundo essa interpretação, a perda de consciência durante obstrução de vias aéreas contraindicaria compressões
torácicas no ambiente pré-hospitalar, por risco de agravar a obstrução já instalada.
D Deve-se retomar imediatamente os ciclos de golpes interescapulares alternados com compressões abdominais,
exatamente como eram realizados antes da perda de consciência, sem qualquer alteração de conduta, já que, nessa
interpretação, a perda de consciência não mudaria a sequência de manobras indicadas para a vítima.
E Deve-se posicionar a vítima em posição lateral de segurança e aguardar a eliminação espontânea do corpo estranho pela
tosse, uma vez que, segundo essa interpretação, a perda de consciência indicaria relaxamento da musculatura da via
aérea suficiente para resolver a obstrução sem qualquer outra manobra.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA. Com a perda de consciência durante a obstrução, inicia-se imediatamente RCP (compressões torácicas), e a
cada abertura de via aérea para ventilar, verifica-se visualmente a boca, removendo o corpo estranho somente se visível —
nunca varredura digital às cegas. B) ERRADA. Propõe exatamente a varredura digital às cegas, manobra que as diretrizes
técnicas do CBMMA não autorizam, pelo risco de empurrar o corpo estranho mais profundamente. C) ERRADA. Nega a
indicação de RCP imediata, que é a conduta correta diante da perda de consciência durante a obstrução. D) ERRADA.
Mantém a manobra destinada a vítima consciente (golpes e compressões abdominais), ignorando que a perda de
consciência exige mudança para RCP. E) ERRADA. Indica posição lateral de segurança para uma vítima cuja via aérea
ainda pode estar obstruída, quando a conduta correta é iniciar RCP.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator mais perigoso reintroduz a varredura digital às cegas como suposta solução rápida, prática que o algoritmo
vigente abandona justamente por poder empurrar o corpo estranho mais profundamente na via aérea; outros distratores
mantêm condutas de vítima consciente ou propõem espera passiva.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Perda de consciência durante obstrução (qualquer idade): iniciar imediatamente RCP com compressões torácicas; a cada
abertura de via aérea para ventilar, checar visualmente a boca e remover o corpo estranho somente se visível, sem
varredura digital às cegas.
MACETE DE OURO
Macete: “Perdeu a consciência, troca de manobra para RCP — e só mete a mão na boca se VER o que tirar.” Dedo
não é detetive: varredura às cegas está fora do algoritmo vigente.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · OVACE — perda de consciência: RCP + checagem visual antes de ventilar
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 22 / 52
Questão 22
Em um atendimento a vítima de ferimento por arma branca na coxa, com sangramento visivelmente pulsátil e abundante, o
Cap. João Henrique inicia a avaliação pela sequência tradicional que aprendeu há anos: abrir a via aérea, checar a
respiração e só então, já dentro da etapa de circulação, voltar-se para o sangramento da coxa. A Coronel Kelly interrompe
a avaliação e orienta a sequência atualmente adotada pelas diretrizes técnicas do CBMMA para a avaliação primária do
politraumatizado. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa sequência e a conduta associada a cada etapa.
A A via aérea (A) deve ser sempre a primeira etapa da avaliação primária, inclusive diante de hemorragia exsanguinante
visível, pois a obstrução de via aérea é sempre mais letal do que qualquer sangramento externo.
B A sequência correta é A-B-C-D-E, exatamente como o Cap. João Henrique iniciou, tratando o sangramento visivelmente
pulsátil dentro da etapa de circulação (C), junto com as demais hemorragias e sinais de choque.
C A sequência correta inicia-se por B (Breathing), pois a respiração comprometida é sempre mais urgente do que qualquer
hemorragia externa, incluindo as de padrão pulsátil e volumoso.
D A sequência correta inicia-se por D (Disability), com avaliação neurológica rápida, antes de qualquer intervenção sobre
via aérea, respiração, circulação ou hemorragias externas.
E A sequência correta é X-A-B-C-D-E: X é o controle imediato da hemorragia exsanguinante visível, antes mesmo
da via aérea; A é a via aérea com controle de coluna cervical; B é a respiração/ventilação; C é a circulação e o
controle de hemorragias não exsanguinantes/choque; D é a avaliação neurológica rápida; E é a exposição
completa com controle de hipotermia.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Mantém a via aérea como primeira etapa mesmo diante de hemorragia exsanguinante visível, quando essa
hemorragia deve ser controlada no X, antes da via aérea. B) ERRADA. Reproduz exatamente a doutrina desatualizada
(sequência ABC tradicional, tratando a hemorragia exsanguinante dentro do C), que as diretrizes técnicas do CBMMA não
adotam mais para esse tipo de sangramento. C) ERRADA. Inicia a sequência por B, ignorando tanto o X (hemorragia
exsanguinante) quanto o A (via aérea), que o antecedem. D) ERRADA. Inicia a sequência por D, quando a avaliação
neurológica é a penúltima etapa, após X, A, B e C. E) CORRETA. Reproduz integralmente a sequência X-A-B-C-D-E com a
conduta correta associada a cada letra, priorizando o controle da hemorragia exsanguinante (X) antes mesmo da via aérea
(A).
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator mais relevante (B) reproduz fielmente a sequência ABC tradicional como se ainda fosse a vigente, tratando a
hemorragia exsanguinante apenas dentro do C — essa é a inversão clássica de pegadinha indicada na referência técnica.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
PHTLS atualizou a sequência clássica ABC para X-A-B-C-D-E: X (eXsanguinating hemorrhage — controle imediato de
hemorragia exsanguinante visível, antes mesmo da via aérea) → A (Airway, com controle de coluna cervical) → B
(Breathing) → C (Circulation, demais hemorragias/choque) → D (Disability) → E (Exposure, com controle de hipotermia).
MACETE DE OURO
Macete: “Antes do ABC, hoje existe o X.” Hemorragia que esguicha e ameaça exsanguinar mata mais rápido do que
muitos problemas de via aérea — por isso ela furou a fila e foi para a frente de tudo.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Avaliação primária — sequência X-A-B-C-D-E (PHTLS)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói23 / 52
Questão 23
Em uma banca de revisão para a turma do CSU 59, a Ten. Gabriela propõe o seguinte debate: por que, diante de uma
hemorragia externa exsanguinante visível, as diretrizes técnicas do CBMMA determinam o controle imediato dessa
hemorragia antes mesmo da abertura da via aérea, e não apenas dentro da etapa de circulação, como na sequência ABC
tradicional? SD/2 Burrão responde que “isso não faz sentido nenhum, porque hemorragia sempre foi tratada dentro do C, e
mudar isso só complica a decoreba da prova”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o fundamento dessa
priorização.
A O fundamento é puramente didático, sem relação com a letalidade relativa das lesões; a inclusão do X antes do A, B e C
tradicional serve apenas para facilitar a memorização mnemônica da sigla pelos candidatos.
B O fundamento é que a hemorragia exsanguinante visível pode levar a vítima a óbito por choque hemorrágico em
poucos minutos, tão rapidamente quanto muitos quadros de via aérea ou respiração comprometidas; por isso
seu controle imediato antecede a via aérea, tornando desatualizada a doutrina que a trata apenas dentro do C
tradicional.
C O fundamento é que a sequência ABC tradicional nunca previu o controle de hemorragias externas em nenhuma etapa
da avaliação, de modo que, segundo essa interpretação, o X apenas preencheria uma lacuna que antes não seria
contemplada por nenhuma das letras clássicas da avaliação primária do politraumatizado.
D O fundamento é que a via aérea, quando obstruída, nunca representaria, segundo essa interpretação, risco imediato à
vida comparável ao de uma hemorragia, de modo que qualquer hemorragia externa, exsanguinante ou não, deveria
sempre ser tratada antes de qualquer manobra sobre a via aérea, independentemente do volume ou da velocidade do
sangramento apresentado pela vítima.
E O fundamento é que a etapa C da sequência tradicional só avaliaria, segundo essa interpretação, sinais de choque já
instalado, sendo supostamente impossível, nessa etapa, aplicar qualquer manobra de controle de hemorragia, como
pressão direta, enfaixamento compressivo ou torniquete, no momento da avaliação primária.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Reduz o X a um recurso mnemônico sem base clínica, quando na verdade reflete a letalidade real da
hemorragia exsanguinante. B) CORRETA. A hemorragia exsanguinante visível pode matar em poucos minutos, por vezes
mais rapidamente do que comprometimentos de via aérea/respiração; por isso seu controle precede até a via aérea, e tratá-
la apenas dentro do C tradicional é doutrina desatualizada. C) ERRADA. Afirma que a sequência tradicional nunca
contemplava hemorragia externa, quando na verdade ela a contemplava, mas tardiamente, dentro do C — o problema
apontado pela pegadinha é o momento, não a ausência total de previsão. D) ERRADA. Generaliza indevidamente,
afirmando que via aérea obstruída nunca é risco imediato e que toda hemorragia externa (mesmo não exsanguinante)
precederia a via aérea, o que não corresponde à lógica do X, reservado à hemorragia exsanguinante. E) ERRADA. Inventa
uma limitação técnica da etapa C que não consta da referência, atribuindo a mudança a uma impossibilidade operacional
inexistente.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator central (presente em várias alternativas) tenta justificar o X com argumentos diversos do real (mnemônico,
lacuna histórica, generalização para toda hemorragia, limitação técnica do C), desviando do fundamento verdadeiro: a
letalidade da hemorragia exsanguinante compete, em velocidade, com os piores quadros de via aérea/respiração.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A doutrina ABC tradicional tratava toda hemorragia dentro do C (Circulation), inclusive a exsanguinante. O PHTLS atual
separa essa hemorragia específica em uma etapa prévia (X), reconhecendo que ela pode causar óbito por exsanguinação
em minutos — tão ou mais rapidamente que uma via aérea obstruída.
MACETE DE OURO
Macete: “Hemorragia que esguicha não espera a letra C chegar.” Pense no X como um alerta de velocidade: quando o
sangramento é exsanguinante, o relógio corre mais rápido do que a sequência tradicional das letras.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · A pegadinha X vs C tradicional — fundamento da priorização
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 24 / 52
Questão 24
Uma vítima de queda de altura é avaliada pela guarnição do 3º Sgt Barreto. O mecanismo de trauma e o exame físico não
evidenciam qualquer sinal de lesão de coluna vertebral, mas a evolução clínica levanta suspeita de hipertensão
intracraniana. Já imobilizada sobre a prancha longa para transporte, SD/2 Burrona propõe manter a prancha estritamente
horizontal, “porque toda vítima de trauma deve ser transportada na horizontal, sem exceção”. O 3º Sgt Barreto corrige a
conduta antes do transporte. Com base nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta quanto ao
posicionamento da prancha nesse transporte.
A A prancha deve ser mantida estritamente horizontal, pois qualquer elevação da cabeceira está sempre contraindicada em
transporte de vítimas de trauma, independentemente da suspeita diagnóstica.
B A prancha deve ser posicionada com os pés elevados acima do nível da cabeça, posição indicada para qualquer vítima
com suspeita de hipertensão intracraniana, tenha ela ou não suspeita de lesão de coluna.
C A prancha deve ser mantida estritamente horizontal apenas quando houver suspeita de hipertensão intracraniana,
independentemente de haver ou não suspeita de lesão de coluna vertebral associada.
D Mantém-se a cabeceira da prancha elevada, pois há suspeita de hipertensão intracraniana e não há indício de
lesão de coluna vertebral que a contraindique.
E A prancha deve ser substituída pela posição lateral de segurança durante todo o transporte, já que essa é a posição
padrão para qualquer suspeita de hipertensão intracraniana.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Trata a elevação da cabeceira como sempre contraindicada, ignorando que, sem suspeita de lesão de coluna,
ela é indicada justamente diante de suspeita de hipertensão intracraniana. B) ERRADA. Propõe elevar os pés em vez da
cabeceira, conduta não prevista nas diretrizes técnicas do CBMMA para esse quadro. C) ERRADA. Inverte a lógica:
mantém a prancha horizontal exatamente no caso em que a cabeceira deveria ser elevada (suspeita de hipertensão
intracraniana sem suspeita de lesão de coluna). D) CORRETA. Sem suspeita de lesão de coluna vertebral e havendo
suspeita de hipertensão intracraniana, mantém-se a cabeceira da prancha elevada. E) ERRADA. Substitui o transporte em
prancha elevada por posição lateral de segurança, que é reservada a vítima inconsciente respirando normalmente, sem
suspeita de trauma de coluna — situação distinta da descrita.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora o absolutismo indevido (“toda vítima de trauma na horizontal, sem exceção”), ignorando que as próprias
diretrizes técnicas do CBMMA preveem a exceção de cabeceira elevada quando há suspeita de hipertensão intracraniana e
não há contraindicação por trauma de coluna.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Transporte de vítimas: manter a cabeceira da prancha elevada em vítimas com suspeita de hipertensão intracraniana
quando não há contraindicação de trauma de coluna; priorizar, de modo geral, imobilização adequada antes do transporte,
exceto em cena insegura ou situação de “load and go”.
MACETE DE OURO
Macete: “Cabeça para cima quando o cérebro pede alívio — mas só se a coluna não vetar.” Hipertensão intracraniana
pede cabeceira elevada; suspeita de coluna sempre tem prioridade de segurança sobre essa elevação.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Transporte — cabeceira elevada em suspeita de hipertensão
intracraniana
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 25 / 52
Questão25
Duas vítimas inconscientes são encontradas em ocorrências distintas atendidas pela mesma guarnição. A vítima 1 é
encontrada após um episódio de síncope em ambiente doméstico, sem qualquer mecanismo de trauma associado,
respirando normalmente e sem sinais de lesão. A vítima 2 é retirada de um veículo após colisão frontal, respirando
normalmente, mas com mecanismo de trauma compatível com possível lesão de coluna vertebral. SD/2 Burrão propõe
colocar ambas as vítimas em posição lateral de segurança (PLS) enquanto aguarda apoio, “porque toda vítima
inconsciente que respira deve ficar de lado”. A Ten. Gabriela corrige a conduta antes de qualquer movimentação. Com
base nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta.
A A posição lateral de segurança é indicada para ambas as vítimas, pois, segundo essa interpretação, respirar
normalmente estando inconsciente já seria condição suficiente, isoladamente, para a indicação dessa posição,
independentemente de qualquer suspeita de trauma de coluna associada ao mecanismo relatado.
B A posição lateral de segurança é indicada para a vítima 1, que está inconsciente, respira normalmente e não tem
suspeita de trauma de coluna; não é indicada para a vítima 2, pela suspeita de trauma de coluna associada ao
mecanismo da colisão.
C A posição lateral de segurança é indicada apenas para a vítima 2, pois, segundo essa interpretação, o mecanismo de
trauma de alta energia seria o critério determinante para essa posição, independentemente do estado de consciência ou
do padrão respiratório apresentado pela vítima no momento da avaliação.
D A posição lateral de segurança não é indicada para nenhuma das duas vítimas, pois, segundo essa interpretação, essa
posição seria reservada exclusivamente a vítimas conscientes que apresentem vômitos, nunca a vítimas inconscientes,
ainda que respirando normalmente e sem qualquer suspeita de trauma de coluna.
E A posição lateral de segurança é indicada para ambas as vítimas, desde que, segundo essa interpretação, a cabeceira da
prancha seja mantida elevada durante todo o transporte, independentemente da suspeita de trauma de coluna associada
ao mecanismo relatado em cada ocorrência.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Trata respirar normalmente estando inconsciente como condição suficiente isoladamente, ignorando que a
ausência de suspeita de trauma de coluna é condição adicional necessária para a PLS. B) CORRETA. A PLS é indicada
para a vítima 1 (inconsciente, respirando normalmente, sem suspeita de trauma de coluna) e não é indicada para a vítima 2
(suspeita de trauma de coluna pelo mecanismo da colisão), que deve ser mantida em imobilização adequada. C) ERRADA.
Inverte o critério, indicando a PLS justamente para a vítima com suspeita de trauma de coluna, quando essa é precisamente
a condição que contraindica a posição. D) ERRADA. Nega a indicação da PLS para a vítima 1, que preenche exatamente
os critérios (inconsciente, respiração normal, sem suspeita de trauma de coluna), e restringe indevidamente a posição a
vítimas conscientes com vômitos. E) ERRADA. Mistura a indicação da PLS com a elevação de cabeceira (tema distinto,
associado a suspeita de hipertensão intracraniana), e mantém a indicação para a vítima 2, apesar da suspeita de trauma de
coluna.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora a generalização do critério de PLS para toda vítima inconsciente que respira, omitindo a condição
adicional — ausência de suspeita de trauma de coluna — que é determinante para contraindicar a posição na vítima 2.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Posição lateral de segurança (PLS): reservada a vítima inconsciente respirando normalmente e sem suspeita de trauma de
coluna. Havendo suspeita de trauma de coluna, mantém-se a vítima imobilizada em posição neutra, sem rotação lateral,
priorizando a imobilização adequada antes do transporte.
MACETE DE OURO
Macete: “PLS pede DOIS sim: inconsciente respirando bem E sem suspeita de coluna.” Faltando qualquer um dos dois
critérios, a posição lateral de segurança sai de cena.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · PLS — reservada a vítima inconsciente respirando normalmente sem
suspeita de trauma de coluna
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 26 / 52
NOÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO (QUESTÕES 26 A 50)
Questão 26
Durante uma operação de resgate em um espaço confinado com atmosfera contaminada por gases de combustão, SD/2
Burrão sugere a Cap. João Henrique que a guarnição utilize o equipamento de proteção respiratória autônomo (EPRA) de
circuito aberto, afirmando que esse circuito recicla o ar exalado e garante maior autonomia para a operação prolongada.
Cap. João Henrique corrige o praça antes do ingresso da equipe no local. Assinale a opção que apresenta corretamente a
distinção entre os circuitos do EPRA mencionada na correção de Cap. João Henrique.
A O circuito aberto recicla e regenera o ar exalado, sendo por isso o mais indicado para operações prolongadas e para
resgates em espaços confinados.
B O circuito fechado libera diretamente o ar exalado para a atmosfera, sendo mais simples de operar e por isso o preferido
no combate estrutural padrão.
C Os dois circuitos reciclam o ar exalado de modo equivalente, diferindo apenas quanto ao material empregado na
fabricação do cilindro de ar comprimido.
D O circuito aberto seria reservado a operações prolongadas por sua maior complexidade mecânica e por reciclar
parcialmente o ar exalado em filtros internos, enquanto o circuito fechado, descrito como mais simples, seria o padrão
adotado rotineiramente no combate estrutural de incêndios em edificações urbanas.
E O circuito fechado recicla/regenera o ar exalado, conferindo maior autonomia e adequação a operações
prolongadas como o resgate em espaço confinado; o circuito aberto, mais simples, libera o ar exalado para a
atmosfera, sendo o padrão no combate estrutural.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: inverte a propriedade — é o circuito FECHADO que recicla/regenera o ar, não o aberto. B) Incorreta: inverte a
propriedade — é o circuito ABERTO que libera o ar exalado à atmosfera, sendo o padrão estrutural, não o fechado. C)
Incorreta: os circuitos não são equivalentes; a diferença essencial é justamente se o ar exalado é reciclado (fechado) ou
liberado (aberto). D) Incorreta: troca as indicações de uso entre os dois circuitos. E) Correta: reproduz exatamente a
distinção das diretrizes técnicas do CBMMA — circuito fechado recicla o ar e tem maior autonomia (operações
prolongadas/espaço confinado); circuito aberto é mais simples e é o padrão no combate estrutural.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Troca proposital das propriedades entre circuito aberto e circuito fechado do EPRA.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
EPRA — Equipamento de Proteção Respiratória Autônomo. Circuito ABERTO: o ar exalado pelo combatente é
simplesmente liberado para a atmosfera; por sua simplicidade mecânica, é o padrão no combate estrutural a incêndio.
Circuito FECHADO: o ar exalado é reciclado/regenerado dentro do próprio equipamento, o que aumenta significativamente
a autonomia do usuário; por isso é reservado a operações de maior duração, como resgate em espaço confinado. A
inspeção pré-uso (pressão do cilindro, vedação da máscara, alarme sonoro de baixa pressão) é obrigatória antes de
qualquer emprego do EPRA, independentemente do circuito.
MACETE DE OURO
'FECHADO fica com o ar FECHADO dentro' — recicla, maior autonomia, operação longa/confinada. 'ABERTO solta
pro ar ABERTO' — libera o ar exalado, é o padrão do combate estrutural comum.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · EPR/EPRA — circuito aberto x circuito fechado
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 27 / 52
Questão 27
Coronel Kelly realiza vistoria no almoxarifado de equipamentos de proteção individual (EPI) do quartele solicita a CB
Mayara que apresente à turma CSU 59 as normas técnicas de certificação aplicáveis ao capacete e às luvas de combate a
incêndio, bem como o teste específico utilizado para avaliar a proteção térmica do capacete. Assinale a opção que
apresenta corretamente as normas e o teste mencionados por CB Mayara.
A O capacete é avaliado pelo Teste de Performance de Proteção Térmica (TPP), conforme as normas NFPA
1971/2007 e EN 469:2005.
B As luvas de combate a incêndio seguiriam a NFPA 1971/2007 e a EN 469:2005, enquanto o capacete seria certificado
pela NFPA 1981/1982 e pela NBR 13716, normas que tratariam especificamente da resistência térmica do couro utilizado
nas luvas de aproximação.
C O Teste de Performance de Proteção Térmica (TPP) avaliaria apenas as luvas de aproximação, sendo dispensado para o
capacete, que seria certificado somente pela NBR 13716 quanto à resistência ao impacto mecânico, sem relação com a
proteção térmica.
D As luvas seriam certificadas conforme a NFPA 1971/2007, norma que também disciplinaria o uso do equipamento de
proteção respiratória autônomo de circuito fechado em operações estruturais, dispensando a aplicação da NBR 13716
em contextos nacionais.
E O capacete e as luvas compartilhariam a mesma norma de certificação, a NBR 13716, que estabeleceria o Teste de
Performance de Proteção Térmica (TPP) como critério único de aprovação para ambos os equipamentos de proteção
individual.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Correta: o capacete é certificado conforme NFPA 1971/2007 e EN 469:2005, com o TPP como teste de proteção térmica
— exatamente como consta nas diretrizes técnicas do CBMMA. B) Incorreta: inverte as normas entre luvas e capacete. C)
Incorreta: atribui o TPP exclusivamente às luvas e reduz a certificação do capacete a um teste de impacto, ignorando a
proteção térmica. D) Incorreta: mistura indevidamente norma de luvas com disciplina de EPRA, tema de outro item do
mesmo bloco. E) Incorreta: funde as duas normas distintas (capacete e luvas) em uma só, o que não corresponde à
informação técnica.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Inversão de normas entre capacete e luvas, e mistura proposital com o tema do EPRA (circuito fechado) no mesmo bloco de
EPI.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
EPI de combate a incêndio: capacete (proteção da cabeça contra calor radiante/convectivo e impacto), avaliado quanto à
proteção térmica pelo TPP, com base nas normas NFPA 1971/2007 e EN 469:2005. Luvas (proteção das mãos), certificadas
conforme NFPA 1981/1982 e NBR 13716. O conjunto completo de EPI inclui ainda capuz/balaclava, casaco e calça de
aproximação e botas, protegendo contra calor radiante/convectivo e contato direto com o fogo.
MACETE DE OURO
'Capacete tem TPP' (Teste de Performance térmica — pense em 'Topo da Proteção contra o calor'); luvas ficam com a
dupla NFPA 1981/1982 + NBR 13716.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · EPI — normas de certificação de capacete e luvas
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 28 / 52
Questão 28
Em uma vistoria a um depósito de materiais de construção que armazena, lado a lado, pilhas de madeira (classe A) e
tambores de solvente (classe B), Ten. Gabriela orienta a guarnição sobre o extintor mais adequado para a área. SD/2
Burrão sugere o uso de um extintor de pó químico seco (PQS) tipo BC, afirmando que esse tipo seria eficaz para todas as
classes de incêndio presentes no depósito. Ten. Gabriela corrige o praça antes de prosseguir com a vistoria. Assinale a
opção que apresenta corretamente a distinção entre os tipos de PQS mencionada na correção de Ten. Gabriela.
A O PQS tipo BC, à base de bicarbonato de sódio ou de potássio, seria indicado para as classes A, B e C do mesmo modo
que o tipo ABC, formando uma crosta que isolaria igualmente o combustível sólido presente nas pilhas de madeira e o
líquido inflamável armazenado nos tambores de solvente do depósito.
B O PQS tipo ABC, à base de fosfato monoamônico, é indicado para as classes A, B e C, formando uma crosta que
também isola o combustível sólido, diferentemente do tipo BC, à base de bicarbonato de sódio ou potássio,
restrito às classes B e C.
C Os tipos BC e ABC do PQS diferem apenas quanto à cor do pó, sendo tecnicamente equivalentes quanto à indicação
para as classes de incêndio presentes no depósito.
D O PQS tipo ABC seria restrito à classe A, atuando apenas por resfriamento sobre materiais sólidos, sendo o tipo BC o
mais indicado para a classe B presente no depósito.
E O PQS tipo BC agiria por saponificação, formando uma camada de sabão sobre o combustível sólido, enquanto o tipo
ABC agiria apenas por resfriamento da chama.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: estende indevidamente a indicação do tipo BC à classe A, quando essa amplitude (A, B e C) é justamente a
característica distintiva do tipo ABC. B) Correta: reproduz com precisão a distinção das diretrizes técnicas do CBMMA entre
PQS tipo ABC (fosfato monoamônico, classes A, B e C, forma crosta isolante também sobre sólidos) e tipo BC (bicarbonato
de sódio/potássio, restrito às classes B e C). C) Incorreta: nega a diferença funcional real entre os tipos, reduzindo-a a mero
aspecto estético. D) Incorreta: inverte as indicações de classe entre os dois tipos. E) Incorreta: atribui saponificação ao PQS
— mecanismo próprio dos agentes de classe K (químicos úmidos), não do pó químico seco.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Igualar os dois tipos de PQS (ou trocar suas indicações de classe) e, em outra alternativa, importar o mecanismo de
saponificação (próprio da classe K) para o PQS.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Pó Químico Seco (PQS): age por abafamento associado à quebra da reação em cadeia. Tipo BC (bicarbonato de sódio ou
de potássio) — indicado para as classes B e C. Tipo ABC (fosfato monoamônico) — indicado para as classes A, B e C, pois
forma uma crosta que também isola o combustível sólido da classe A, diferencial que o tipo BC não possui.
MACETE DE OURO
'ABC vai de A a C' — cobre as três classes por formar crosta sobre o sólido; 'BC fica só em B e C' — não protege
sólidos da classe A.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Agentes extintores — PQS tipo BC x tipo ABC
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 29 / 52
Questão 29
Em uma cozinha industrial de um quartel, uma fritadeira com óleo em alta temperatura entra em ignição, caracterizando
um incêndio de classe K. SD/2 Burrona, antes de buscar o extintor correto, tenta jogar água diretamente sobre o óleo em
chamas. Coronel Kelly interrompe a praça imediatamente, explicando o risco da conduta e qual é o agente extintor e o
mecanismo de ação tecnicamente adequados para esse tipo de incêndio. Assinale a opção que corresponde à explicação
de Coronel Kelly.
A A espuma comum seria indicada para incêndios de classe K, pois formaria uma manta contínua sobre a superfície do
óleo quente da fritadeira, isolando-o do oxigênio disponível no ambiente da cozinha, sem o risco de projeção violenta
atribuído à água.
B O CO2 seria o agente mais indicado para a classe K, por deslocar o oxigênio disponível e não deixar resíduo, sendo por
isso amplamente empregado em cozinhas industriais no lugar dos agentes químicos úmidos.
C Os agentes limpos/halogenados seriam indicados para a classe K, por quebrarem a reação em cadeia sem deixar
resíduo sobre superfícies em contato com alimentos, substituindo o agente químico úmido nesse tipo de ocorrência.
D A água em jato neblinado seria segura para a classe K, pois a maior superfície de contato entre a água pulverizada e o
óleo quente evitaria o fenômeno de projeção violenta observado quando se aplica o jato sólido diretamente sobre a
superfície da fritadeira.
E Os agentes de classe K agem por saponificação, formando uma camada de sabão sobre o óleo quente que abafa
o fogo e resfria a superfície; a água e osdemais agentes comuns são contraindicados pelo risco de projeção
violenta de óleo em chamas.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: a espuma comum não é o agente indicado para classe K; os agentes próprios são os químicos úmidos à base
de acetato de potássio, agindo por saponificação. B) Incorreta: o CO2 não é o agente de referência para classe K nas
diretrizes técnicas do CBMMA; essa indicação pertence aos agentes químicos úmidos. C) Incorreta: agentes
limpos/halogenados são indicados para classes B e C, não para classe K. D) Incorreta: qualquer aplicação de água sobre
óleo de fritadeira em alta temperatura, inclusive em jato neblinado, mantém o risco de projeção violenta (efeito de explosão
de vapor); a diretriz não autoriza essa exceção. E) Correta: descreve com precisão o mecanismo de saponificação dos
agentes de classe K e a contraindicação da água e de outros agentes comuns.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Atribuir a incêndios de classe K agentes próprios de outras classes (espuma, CO2, agentes limpos) e, em outra alternativa,
criar uma falsa exceção que tornaria a água segura em jato neblinado.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Classe K: óleos e gorduras de cozinha em altas temperaturas (fritadeiras, cozinhas industriais). A água e os agentes
extintores comuns são contraindicados pelo risco de causar violenta projeção de óleo em chamas ('explosão de vapor'). O
agente indicado é o químico úmido (wet chemical), à base de acetato de potássio, que age por saponificação: reação
química que forma uma camada de 'sabão'/espuma sobre o óleo quente, abafando o fogo e resfriando a superfície
simultaneamente.
MACETE DE OURO
'K de Cozinha, K de sabão' — saponificação transforma o óleo quente em uma espécie de espuma de sabão que
abafa e resfria ao mesmo tempo; água na classe K é sinônimo de explosão de vapor.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Agentes extintores — classe K e saponificação
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 30 / 52
Questão 30
Em uma ocorrência de princípio de incêndio em uma cozinha residencial decorrente de vazamento de gás de cozinha
(GLP), 3º Sgt Barreto, ao chegar ao local, fecha imediatamente o registro do botijão, interrompendo o fornecimento de
combustível à chama que já se formara próximo ao fogão, enquanto o restante da guarnição prepara o resfriamento do
ambiente com água. Considerando os quatro métodos de extinção do fogo ligados ao tetraedro do fogo, a conduta de 3º
Sgt Barreto corresponde a qual método, e qual elemento do tetraedro ele ataca diretamente?
A Abafamento; ataca o elemento comburente, pois o fechamento do registro reduziria a concentração de oxigênio
disponível à combustão na região do vazamento.
B Resfriamento; ataca o elemento calor, pois a interrupção do fluxo de gás reduziria a energia térmica liberada pela chama,
equiparando-se ao efeito da água aplicada sobre o material.
C Retirada do material (isolamento do combustível); ataca o elemento combustível.
D Quebra da reação em cadeia; ataca o elemento reação em cadeia, pois o fechamento do registro atuaria quimicamente
sobre os radicais livres que sustentam a propagação do fogo.
E Resfriamento; ataca o elemento comburente, pois reduziria simultaneamente a temperatura e a disponibilidade de
oxigênio na região da fuga de gás.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: troca o método (chama de abafamento o que é retirada do material) e o elemento atacado. B) Incorreta: chama
de resfriamento o que é retirada do material, além de confundir calor com a interrupção do fornecimento de combustível. C)
Correta: fechar o registro de gás é o exemplo clássico de retirada do material/isolamento do combustível, método que ataca
diretamente o elemento combustível do tetraedro do fogo. D) Incorreta: atribui à conduta a quebra da reação em cadeia,
método de inibição química típico de PQS/agentes halogenados, não de interrupção física do fornecimento de combustível.
E) Incorreta: mistura dois elementos (calor e comburente) em um método que, na verdade, ataca o combustível.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Trocar o método 'retirada do material' por outro dos quatro métodos (abafamento, resfriamento ou quebra da reação em
cadeia), mantendo um exemplo prático que na verdade ilustra apenas o primeiro.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Tetraedro do fogo: combustível, comburente, calor e reação em cadeia. Método retirada do material (isolamento do
combustível): remove ou afasta o combustível, interrompendo o suprimento de material que alimenta o fogo — exemplos:
fechar o registro de gás, afastar materiais próximos ao foco de incêndio. É o único dos quatro métodos que ataca
diretamente o elemento combustível.
MACETE DE OURO
'Fechou o registro, cortou o combustível' — sempre que a conduta elimina ou afasta o que está queimando (e não o
oxigênio, o calor ou a reação química), é retirada do material.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — retirada do material (isolamento do combustível)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 31 / 52
Questão 31
Durante o combate a um incêndio classe A em um depósito de pallets de madeira, CB Mayara orienta a guarnição a aplicar
água diretamente sobre o material em chamas, não para remover o material nem para privá-lo de oxigênio, mas para
reduzir sua temperatura a um nível insuficiente para manter a combustão. Ten. Gabriela, supervisionando a ação, pede à
turma CSU 59 que identifique qual método de extinção está sendo empregado e qual elemento do tetraedro do fogo é
atacado por essa técnica. Assinale a opção correta.
A Abafamento; a água formaria uma camada que impediria o contato do oxigênio com a madeira em combustão,
eliminando o comburente.
B Retirada do material; a aplicação de água desagregaria fisicamente as fibras de madeira, afastando o combustível da
zona de chama.
C Resfriamento; a água aplicada sobre o material reduz sua temperatura abaixo do ponto necessário para manter a
combustão, atacando o elemento calor.
D Quebra da reação em cadeia; a água interromperia quimicamente o processo radicalar de retroalimentação da
combustão da madeira.
E Abafamento; a vaporização da água ao entrar em contato com a madeira em chamas deslocaria o comburente presente
na zona de combustão e resfriaria simultaneamente a superfície do material, caracterizando um ataque conjunto e
equivalente tanto ao elemento comburente quanto ao elemento calor do tetraedro do fogo.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: descreve o mecanismo de abafamento, não de resfriamento, e aponta o elemento comburente em vez do calor.
B) Incorreta: descreve retirada do material, incompatível com a aplicação de água para reduzir temperatura. C) Correta: a
água aplicada sobre o material em chamas reduz a temperatura abaixo do necessário para manter a combustão —
resfriamento, que ataca o elemento calor, exatamente como descrito nas diretrizes técnicas do CBMMA. D) Incorreta: atribui
à água um mecanismo de inibição química que não é o seu modo de ação principal. E) Incorreta: embora cite corretamente
a vaporização da água, classifica o método como abafamento e mistura indevidamente o elemento calor ao comburente.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Atribuir à água, agente clássico do resfriamento, o mecanismo e o elemento próprios do abafamento (comburente) ou da
quebra da reação em cadeia.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Resfriamento: reduz a temperatura do combustível/ambiente abaixo do ponto necessário para manter a combustão —
exemplo clássico: água aplicada sobre o material em chamas. Ataca o elemento calor do tetraedro do fogo. A água é o
principal agente de resfriamento, eficaz na classe A, mas contraindicada na classe C (risco de choque elétrico) e em
líquidos inflamáveis menos densos que ela (classe B) sem técnica adequada.
MACETE DE OURO'Água esfria, calor é o alvo' — todo exemplo com água baixando a temperatura do material é resfriamento atacando o
elemento calor, nunca comburente ou reação em cadeia.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — resfriamento
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 32 / 52
Questão 32
Em um incêndio classe B decorrente de derramamento de combustível em uma área de abastecimento de viaturas, SD
Luís Ricardo aplica uma camada de espuma sobre a superfície do líquido em chamas, formando uma manta contínua que
recobre o combustível. Cap. João Henrique pergunta à guarnição qual método de extinção foi empregado e qual elemento
do tetraedro do fogo essa técnica ataca diretamente. Assinale a opção correta.
A Abafamento; ataca o elemento comburente.
B Resfriamento; a manta de espuma reduziria a temperatura do combustível líquido abaixo do seu ponto de inflamação,
atacando o elemento calor e impedindo a reignição do vapor inflamável presente sobre a superfície derramada.
C Retirada do material; a espuma isolaria fisicamente o combustível líquido da zona de chama, afastando-o do processo de
combustão da mesma forma que o fechamento de um registro de gás afasta o combustível gasoso.
D Quebra da reação em cadeia; os componentes químicos da espuma interromperiam o processo radicalar de propagação
da combustão, de forma análoga à ação do pó químico seco sobre a chama.
E Abafamento; ataca simultaneamente o elemento calor e o elemento reação em cadeia, pois a espuma resfriaria e inibiria
quimicamente o combustível ao mesmo tempo.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Correta: a manta de espuma sobre o combustível líquido elimina/reduz drasticamente o comburente disponível à
combustão — abafamento, que ataca o elemento comburente. B) Incorreta: atribui à espuma um mecanismo de
resfriamento como método principal e aponta o elemento calor, quando a função primária da espuma é formar manta
isolante. C) Incorreta: descreve retirada do material, incompatível com a permanência do combustível líquido sob a manta
de espuma. D) Incorreta: atribui à espuma o mecanismo de inibição química próprio do PQS e dos agentes halogenados. E)
Incorreta: mantém o método correto (abafamento), mas erra o elemento atacado, somando calor e reação em cadeia em
vez de apontar o comburente.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Manter o método correto (abafamento) mas trocar o elemento atacado por calor e/ou reação em cadeia, ou trocar o próprio
método por resfriamento, retirada do material ou quebra da reação em cadeia.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Abafamento: elimina ou reduz drasticamente o comburente (oxigênio) disponível à combustão — exemplos: cobertores,
espuma, CO2 formando uma camada que impede o contato do oxigênio com o combustível. Ataca o elemento comburente
do tetraedro do fogo. A espuma, agente clássico dessa técnica, é indicada para a classe B (líquidos inflamáveis).
MACETE DE OURO
'Manta/camada por cima = sem ar' — toda vez que o agente forma uma cobertura que impede o contato do oxigênio
com o combustível, é abafamento atacando o comburente.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — abafamento (correta curta)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 33 / 52
Questão 33
Em uma sala de servidores de um quartel, surge um princípio de incêndio em um equipamento eletrônico energizado
(classe C). Coronel Kelly determina a utilização de um extintor de agente limpo (composto halogenado), que não deixa
resíduo sobre os equipamentos sensíveis. AL SD Mocorongo pergunta por qual mecanismo esse agente efetivamente
extingue o fogo. Assinale a opção que responde corretamente à pergunta, identificando também o elemento do tetraedro
do fogo atacado.
A O agente limpo agiria por resfriamento, reduzindo a temperatura do equipamento eletrônico abaixo do ponto de
combustão, atacando o elemento calor, sem deixar resíduo condutor sobre os componentes, de modo similar ao que
ocorreria se água fosse aplicada diretamente sobre o equipamento já desenergizado, hipótese em que o resfriamento
seria tecnicamente aceitável.
B O agente limpo agiria por retirada do material, volatilizando o combustível sólido presente nos componentes plásticos do
equipamento e afastando-o da zona de chama.
C O agente limpo agiria por abafamento, deslocando o oxigênio disponível na sala e atacando o elemento comburente, de
forma semelhante ao CO2.
D O agente limpo age por quebra da reação em cadeia, interrompendo quimicamente o processo radicalar que
sustenta a combustão e atacando o elemento reação em cadeia, o quarto elemento do tetraedro do fogo.
E O agente limpo agiria simultaneamente por resfriamento e abafamento, reduzindo a temperatura e deslocando o oxigênio,
sem atacar diretamente a reação em cadeia.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: atribui ao agente limpo o mecanismo de resfriamento, que não é sua ação característica segundo as diretrizes
técnicas do CBMMA. B) Incorreta: descreve retirada do material, incompatível com a ação de um agente extintor em forma
de gás sobre um equipamento. C) Incorreta: aproxima indevidamente o agente limpo do CO2, cujo mecanismo principal é o
abafamento, quando o agente limpo age por quebra da reação em cadeia. D) Correta: os agentes limpos/compostos
halogenados agem por quebra da reação em cadeia, interrompendo quimicamente o processo radicalar de propagação do
fogo — o quarto elemento do tetraedro, distinto do triângulo clássico combustível/comburente/calor. E) Incorreta: nega
expressamente o mecanismo correto (quebra da reação em cadeia) ao afirmar que o agente não o ataca diretamente.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Atribuir ao agente limpo/halogenado mecanismos de outros métodos (resfriamento, retirada do material ou abafamento),
afastando-o de sua real ação de inibição química sobre a reação em cadeia.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Quebra da reação em cadeia (inibição química): interrompe o processo radicalar de retroalimentação da combustão por
ação química do agente extintor — exemplos: pó químico seco, compostos halogenados/agentes limpos. Ataca o elemento
reação em cadeia, o quarto elemento do tetraedro do fogo, distinto do triângulo clássico combustível + comburente + calor.
Os agentes limpos são indicados para áreas com equipamentos eletrônicos sensíveis e acervos/documentos, por não
deixarem resíduo.
MACETE DE OURO
'Agente limpo não deixa sujeira nem deixa a reação continuar' — pense em 'limpo' = sem resíduo + quebra da cadeia
química, nunca abafamento ou resfriamento como mecanismo principal.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — quebra da reação em cadeia
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 34 / 52
Questão 34
Durante uma aula prática sobre o tetraedro do fogo, Ten. Gabriela apresenta à turma CSU 59 quatro métodos de extinção
— resfriamento, abafamento, quebra da reação em cadeia e retirada do material — e pede que SD/2 Burrão relacione
corretamente cada método ao agente extintor tipicamente associado a ele, conforme as diretrizes técnicas do CBMMA.
SD/2 Burrão erra parte das associações. Assinale a opção que apresenta a relação integralmente correta entre método e
agente extintor correspondente.
A Resfriamento corresponderia ao pó químico seco, por sua ação de formação de crosta sobre o combustível; abafamento
corresponderia à água, por seu efeito de vaporização.
B Quebra da reação em cadeia corresponderia à água, pois a vaporização interromperia quimicamente os radicais livres da
combustão; retirada do material corresponderia ao CO2, por deslocar o combustível do ambiente.
C Abafamento corresponderia apenas aos agentes limpos/halogenados; quebra da reação em cadeia corresponderia
apenas à espuma, por sua ação de manta isolante.
D Retirada do materialcorresponderia ao CO2, por deslocar fisicamente o combustível; resfriamento corresponderia à
espuma, por sua ação de manta isolante sobre o líquido inflamável.
E Resfriamento corresponde tipicamente à água; abafamento corresponde tipicamente à espuma, ao CO2 e à areia;
quebra da reação em cadeia corresponde tipicamente ao pó químico seco e aos agentes limpos/halogenados;
retirada do material corresponde ao isolamento físico do combustível, como o fechamento de um registro de gás.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: inverte as associações — o PQS está ligado à quebra da reação em cadeia/abafamento, não ao resfriamento,
e a água ao resfriamento, não ao abafamento. B) Incorreta: atribui à água um mecanismo de quebra da reação em cadeia e
ao CO2 um papel de retirada do material, nenhum dos quais corresponde à sua ação real. C) Incorreta: restringe de forma
indevida o abafamento aos agentes limpos (quando também correspondem a espuma, CO2 e areia) e a quebra da reação
em cadeia à espuma (que na verdade atua por abafamento). D) Incorreta: atribui ao CO2 a retirada do material e à espuma
o resfriamento, trocando os pares corretos. E) Correta: reproduz com fidelidade as correspondências das diretrizes técnicas
do CBMMA entre cada método e seus agentes/exemplos típicos.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Embaralhar sistematicamente os pares método-agente (água, espuma, CO2, PQS, agentes limpos) entre os quatro
métodos de extinção, exigindo que o candidato reconheça todas as associações corretas simultaneamente.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Correspondência típica método → agente: retirada do material → isolamento físico do combustível (ex.: fechar registro de
gás); resfriamento → água; abafamento → espuma, CO2, areia/cobertores; quebra da reação em cadeia → pó químico
seco, compostos halogenados/agentes limpos. A escolha do método (e do agente correspondente) depende da classe de
incêndio envolvida.
MACETE DE OURO
'RRAQ' — Retirada (isola o combustível), Resfria (água no calor), Abafa (espuma/CO2/areia no comburente), Quebra
a cadeia (PQS/agente limpo na reação química).
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — correspondência com os agentes extintores
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 35 / 52
Questão 35
Durante treinamento sobre os métodos de extinção do fogo, AL SD Mocorongo afirma que 'abafar o fogo' e 'retirar o
material combustível' seriam, na prática, o mesmo método, pois ambos eliminariam o fogo cortando aquilo que o alimenta.
3º Sgt Barreto corrige o aluno, explicando a diferença fundamental entre os dois métodos quanto ao elemento do tetraedro
do fogo atacado por cada um. Assinale a opção que corresponde à correção apresentada por 3º Sgt Barreto.
A Ambos os métodos atacariam igualmente o elemento comburente do tetraedro do fogo, diferindo apenas na velocidade
de atuação observada em campo: o abafamento, por cobrir imediatamente a superfície do combustível, seria mais rápido
do que a retirada do material, que dependeria do tempo necessário para afastar fisicamente o material combustível do
foco de incêndio.
B O abafamento atacaria o elemento calor, reduzindo a temperatura da chama, enquanto a retirada do material atacaria o
elemento comburente, reduzindo o oxigênio disponível.
C O abafamento atacaria o elemento reação em cadeia, interrompendo quimicamente a combustão, enquanto a retirada do
material atacaria o elemento calor.
D O abafamento ataca o elemento comburente, eliminando ou reduzindo drasticamente o oxigênio disponível à
combustão, enquanto a retirada do material ataca o elemento combustível, interrompendo o suprimento de
material que alimenta o fogo.
E Os dois métodos atacariam o elemento combustível, mas o abafamento o faria de forma química e a retirada do material,
de forma física.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: atribui aos dois métodos o mesmo elemento (comburente), quando a retirada do material ataca o combustível,
não o comburente. B) Incorreta: inverte os elementos — o abafamento ataca o comburente, não o calor; a retirada do
material ataca o combustível, não o comburente. C) Incorreta: atribui ao abafamento o mecanismo de quebra da reação em
cadeia e à retirada do material o elemento calor, nenhum dos quais corresponde à definição técnica. D) Correta: reproduz a
distinção exata das diretrizes técnicas do CBMMA — abafamento ataca o comburente (reduz o oxigênio disponível); retirada
do material ataca o combustível (interrompe o suprimento de material que alimenta o fogo). E) Incorreta: afirma que ambos
atacam o combustível, negando justamente a diferença conceitual entre os dois métodos que a questão pede para
identificar.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Igualar dois métodos distintos do tetraedro do fogo (abafamento e retirada do material) ou trocar o elemento atacado por
cada um entre comburente, calor, combustível e reação em cadeia.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Abafamento: elimina ou reduz drasticamente o comburente (oxigênio) disponível à combustão. Retirada do material
(isolamento do combustível): remove ou afasta o combustível, interrompendo o suprimento de material combustível ao fogo.
Embora ambos possam, em certos cenários, parecer 'cortar o que alimenta o fogo', atacam elementos distintos do tetraedro
— comburente e combustível, respectivamente — e por isso são classificados como métodos diferentes.
MACETE DE OURO
'Abafa o AR, retira o QUE QUEIMA' — abafamento mexe no comburente (ar/oxigênio); retirada do material mexe no
próprio combustível, nunca confundir os dois.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — abafamento x retirada do material (distinção
conceitual)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 36 / 52
Questão 36
Durante avaliação prática da turma CSU 59, Coronel Kelly apresenta três cenários de incêndio e pede que a turma
identifique, em cada um, qual método de extinção seria tecnicamente mais adequado, com base no elemento do tetraedro
do fogo predominante a ser combatido. CB Mayara apresenta a seguinte síntese: incêndio classe A profundo em colchão
de material têxtil deve ser combatido prioritariamente por resfriamento, pois a combustão em profundidade exige redução
contínua da temperatura do material; incêndio classe C em equipamento ainda energizado deve ser combatido por
abafamento com agente não condutor, e não por retirada do material enquanto a energização não for desligada; incêndio
classe B de grande superfície líquida deve ser combatido por abafamento, e não por resfriamento com jato sólido de água,
sob risco de espalhar o combustível. Assinale a opção que avalia corretamente a síntese apresentada por CB Mayara.
A A síntese estaria integralmente incorreta, pois incêndios classe A profundos deveriam ser combatidos por abafamento, e
não por resfriamento, dado que a brasa interna consumiria o oxigênio disponível no núcleo do material.
B A síntese estaria parcialmente correta, mas a afirmação sobre a classe C estaria invertida: o método adequado antes da
desenergização seria a retirada do material, e não o abafamento.
C A síntese está correta: o resfriamento é o método adequado para a combustão em profundidade da classe A, o
abafamento com agente não condutor é indicado para a classe C energizada, e o abafamento também é o método
correto para a classe B de grande superfície, evitando-se o jato sólido de água, que poderia espalhar o
combustível.
D A síntese estaria incorreta quanto à classe B, pois o método tecnicamente mais adequado nesse caso seria a quebra da
reação em cadeia, sendo o abafamento inadequado para líquidos inflamáveis de grande superfície.
E A síntese estaria correta apenas quanto à classe A, pois tanto na classe B, envolvendo líquidos inflamáveis de grande
superfície, quanto na classe C, envolvendo equipamentos elétricos ainda energizados,o método tecnicamente adequado
seria a retirada do material, independentemente do estado físico do combustível, da energização do equipamento ou da
disponibilidade de agentes extintores não condutores no local da ocorrência.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta: nega corretamente o resfriamento para a classe A profunda sem base nas diretrizes técnicas, que indicam a
água/resfriamento como método clássico para a classe A. B) Incorreta: propõe a retirada do material para equipamento
energizado, quando as diretrizes indicam agente não condutor (CO2, PQS, agentes limpos — mecanismo de
abafamento/quebra de cadeia) e contraindicam a água até a desenergização, sem mencionar retirada do material como
alternativa nesse contexto. C) Correta: confirma a síntese de CB Mayara nos três pontos — resfriamento para a classe A,
agente não condutor por abafamento para a classe C energizada, e abafamento (não resfriamento por jato sólido) para a
classe B de grande superfície. D) Incorreta: propõe quebra da reação em cadeia como único método correto para a classe
B, quando o abafamento (espuma, CO2, pó químico) é o método tecnicamente indicado. E) Incorreta: generaliza
indevidamente a retirada do material para as classes B e C, ignorando as indicações específicas de agente não condutor e
de abafamento.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Inverter ou generalizar indevidamente os métodos indicados para cada classe de incêndio (A, B e C), testando se o
candidato reconhece as três associações corretas simultaneamente, sem aceitar a validade de apenas parte da síntese.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Classe A (sólidos comuns): método indicado é o resfriamento, sendo a água o agente clássico. Classe B (líquidos/gases
inflamáveis): método indicado é o abafamento (espuma, pó químico, CO2); água em jato sólido é contraindicada por risco
de espalhar o líquido. Classe C (equipamentos energizados): exige agente extintor não condutor (CO2, pó químico, agentes
limpos), com água contraindicada enquanto a energização não for desligada; uma vez desenergizado, o incêndio residual
nos materiais sólidos passa a ser tratado como classe A.
MACETE DE OURO
'A resfria, B e C abafam' — classe A pede água/resfriamento; classe B e classe C energizada pedem abafamento com
agente adequado (não condutor na classe C), nunca jato sólido de água nessas duas.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Métodos de extinção — síntese comparativa por classe de incêndio
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 37 / 52
Questão 37
Durante inspeção de rotina em um depósito de armarinhos, a guarnição comandada pela Ten. Gabriela é chamada para
combater um princípio de incêndio em uma pilha de fardos de tecido de algodão apoiada sobre paletes de madeira, no
fundo do galpão. Não há qualquer equipamento elétrico energizado nas proximidades, tampouco líquidos ou gases
inflamáveis armazenados naquele setor, e as chamas já deixam sobre o piso resíduos de brasas e cinzas enquanto
consomem o material em superfície e em profundidade. A CB Mayara, recém-chegada à guarnição, pergunta qual é a
classificação correta desse incêndio e qual método de extinção deve orientar o ataque às chamas.
A Trata-se de incêndio classe A, cujo método indicado é o resfriamento, sendo a água o agente extintor clássico
para essa classe.
B Trata-se de incêndio classe B, pois tecido e madeira queimam apenas em superfície sem deixar resíduos, devendo o
ataque priorizar o abafamento por espuma ou pó químico, com restrição ao uso de água em jato sólido.
C Trata-se de incêndio classe C, uma vez que o acúmulo de fardos de tecido próximo à fiação do galpão caracteriza risco
de equipamento energizado, sendo obrigatório o uso de agente extintor não condutor como o CO2.
D Trata-se de incêndio classe D, pois a combustão de materiais orgânicos empilhados pode gerar reações exotérmicas
semelhantes às de metais pirofóricos, exigindo pó extintor especial para metais.
E Trata-se de incêndio classe K, dado que fibras naturais como o algodão podem acumular óleos residuais do processo
têxtil, tornando necessário o uso de agente químico úmido por saponificação.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA. O cenário descreve materiais sólidos combustíveis comuns (tecido e madeira), sem energização elétrica,
sem líquidos/gases inflamáveis e sem metais pirofóricos, queimando em superfície e profundidade e deixando resíduos de
brasas/cinzas — exatamente a definição de classe A das diretrizes técnicas do CBMMA, cujo método indicado é o
resfriamento, com a água como agente clássico. B) INCORRETA. Inverte as características: classe B refere-se a
líquidos/gases inflamáveis que queimam apenas em superfície sem deixar resíduos — o oposto do que ocorre no depósito,
onde há brasas e cinzas visíveis. C) INCORRETA. Não há qualquer equipamento elétrico energizado envolvido no incêndio
descrito; a simples proximidade hipotética de fiação não caracteriza classe C. D) INCORRETA. Tecido e madeira não são
metais pirofóricos (magnésio, titânio, sódio, potássio, alumínio em pó); a justificativa de 'reação exotérmica semelhante' não
corresponde a nenhum fato da referência técnica. E) INCORRETA. Classe K refere-se especificamente a óleos e gorduras
de cozinha em altas temperaturas; não há fritadeira nem óleo de cozinha na cena, apenas tecido e madeira.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A banca tenta induzir o candidato a trocar a classe de incêndio associando o material sólido descrito (tecido/madeira) a
características de outras classes por meio de justificativas tecnicamente inventadas (líquido sem resíduo, risco elétrico por
proximidade, reação de metal, óleo residual têxtil), quando na verdade o cenário apresenta todos os elementos clássicos da
classe A.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Segundo as diretrizes técnicas do CBMMA, a classificação dos incêndios organiza o combate de acordo com a natureza do
material em chamas e o método de extinção mais seguro e eficaz. A classe A reúne materiais sólidos combustíveis comuns
— madeira, papel, tecido, borracha — que queimam tanto em superfície quanto em profundidade, deixando resíduos
característicos (brasas e cinzas) após a combustão. Por esse motivo, o método indicado é o resfriamento: reduzir a
temperatura do material e do ambiente abaixo do ponto necessário para manter a combustão, atacando diretamente o
elemento 'calor' do tetraedro do fogo. A água é o agente extintor clássico para essa função, por sua alta capacidade de
absorver calor (resfriamento) e por penetrar em profundidade no material sólido, apagando também as brasas internas, não
apenas a chama superficial.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'Classe A de Água e Ardente' — sempre que o material arder deixando cinza/brasa (sólido comum),
pense em resfriAmento com Água. Resíduo após a chama = pista visual de classe A.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classe A — materiais sólidos comuns e método de resfriamento
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 38 / 52
Questão 38
Em um posto de abastecimento, uma mangueira de transferência se rompe e gasolina vazada forma uma poça incendiada
sobre o pátio pavimentado, sem qualquer contato com instalação elétrica energizada ou peças metálicas em chamas. O 3º
Sgt Barreto assume o comando da ocorrência. O SD/2 Burrão, posicionado junto ao carro-pipa, sugere imediatamente
lançar um jato sólido de água sobre a poça incendiada, afirmando que a água sempre resfria e extingue qualquer tipo de
fogo com a mesma eficácia. O 3º Sgt Barreto interrompe a iniciativa antes da descarga. Assinale a alternativa que
classifica corretamente o incêndio e justifica a conduta do 3º Sgt Barreto.
A Incêndio classe A; o jato sólido de água deveria ter sido autorizado, pois a gasolina, ao se solidificar sobre o pavimento,
passa a se comportar como material sólido comum.
B Incêndio classe B; o jatoé sinal tardio; os
demais sinais relatados não podem ser descartados como simples ansiedade. B) ERRADA — inverte a sequência
doutrinária: os sinais citados (taquicardia, pele fria/pálida/úmida, taquipneia, confusão mental) são precoces, e é justamente
a hipotensão que surge tardiamente, não o contrário. C) ERRADA — o enchimento capilar lentificado é um sinal relevante,
mas não o único parâmetro válido; os demais sinais relatados também integram o quadro de choque e não ocorrem
normalmente em vítima estável. D) ERRADA — não há fundamento nas diretrizes técnicas do CBMMA para 'hipertensão
reacional ao trauma' como diagnóstico alternativo; o conjunto de sinais descritos é típico de choque hipovolêmico. E)
CORRETA — o conjunto de sinais (taquicardia, pele fria/pálida/úmida, taquipneia, alteração do nível de consciência,
enchimento capilar lentificado) é compatível com choque hipovolêmico em curso, podendo a pressão arterial permanecer
normal até fases mais avançadas, pois a hipotensão é, segundo as diretrizes técnicas do CBMMA, um sinal tardio.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A alternativa B inverte a ordem cronológica dos sinais de choque, afirmando que os sinais precoces (taquicardia, palidez,
sudorese, taquipneia, confusão mental) só apareceriam depois da queda da pressão arterial — quando, na realidade, é a
hipotensão que aparece por último, depois que os mecanismos compensatórios já estão esgotados.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
No choque hipovolêmico, o organismo aciona mecanismos compensatórios (vasoconstrição periférica, taquicardia,
taquipneia) para manter a pressão arterial dentro da faixa normal enquanto ainda é possível. Por isso, pele fria/pálida/
úmida, taquicardia, taquipneia, alteração do nível de consciência e enchimento capilar lentificado (>2s) surgem
precocemente, enquanto a queda da pressão arterial sistólica só se manifesta quando esses mecanismos compensatórios
já estão exauridos — é um sinal tardio e de gravidade. Confiar apenas na pressão arterial normal para 'dar alta' clínica à
vítima é um erro grave de avaliação.
MACETE DE OURO
Pressão arterial normal NÃO é sinal de 'tudo bem' no trauma — é a vítima ainda COMPENSANDO. Quando a pressão
cai, o corpo já desistiu de compensar: a hipotensão é o ÚLTIMO sinal a aparecer, não o primeiro a ser avaliado com
tranquilidade.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Choque hipovolêmico — sinais clínicos e hipotensão como sinal tardio
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 3 / 52
Questão 3
Em atendimento a uma vítima de trauma abdominal fechado decorrente de prensamento contra estrutura metálica, a CB
Mayara, durante a exposição completa do paciente, identifica equimose arredondada ao redor da cicatriz umbilical e
equimoses extensas em ambos os flancos, além de um padrão de pele marmoreada e irregular nas extremidades, de
coloração violácea entremeada a áreas mais pálidas. O AL SD Mocorongo pergunta à cabo o significado clínico desses
achados, já que a vítima não apresenta nenhum sangramento externo visível. Com base nas diretrizes técnicas do
CBMMA sobre sinais de hemorragia interna oculta, assinale a alternativa que associa corretamente cada achado ao seu
significado.
A A equimose periumbilical caracteriza o Sinal de Grey-Turner, indicativo isolado de contusão de parede abdominal sem
relação com hemorragia retroperitoneal, enquanto o padrão marmoreado indica apenas exposição prolongada ao frio
durante o resgate.
B A equimose periumbilical caracteriza o Sinal de Cullen, e a equimose em flancos, o Sinal de Grey-Turner, ambos
sugestivos de hemorragia retroperitoneal ou pancreática; o padrão de pele marmoreada (mottling) indica
hipoperfusão periférica grave, compatível com choque descompensado.
C O padrão de pele marmoreada constitui o Sinal de Cullen, enquanto as equimoses periumbilical e de flancos, juntas,
formam o Sinal de Grey-Turner duplo, achado que isoladamente não possui relevância para a suspeita de hemorragia
interna.
D Todos os achados descritos — equimose periumbilical, equimose em flancos e mottling — são manifestações tardias e
específicas exclusivamente de fratura de bacia, não devendo ser associados a lesões de órgãos intra-abdominais ou
retroperitoneais.
E A equimose em flancos caracteriza o Sinal de Cullen e a equimose periumbilical o Sinal de Grey-Turner, sendo o mottling
um achado banal, frequente em vítimas hígidas submetidas a longos períodos de imobilização na prancha rígida.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — inverte o Sinal de Cullen com o de Grey-Turner e ainda nega a relação da equimose periumbilical com
hemorragia retroperitoneal; também descarta erroneamente o mottling como simples efeito do frio. B) CORRETA — a
equimose periumbilical é o Sinal de Cullen e a equimose em flancos é o Sinal de Grey-Turner, ambos sugestivos de
hemorragia retroperitoneal ou pancreática; o mottling (pele marmoreada) indica hipoperfusão periférica grave, compatível
com choque descompensado, exatamente como descrevem as diretrizes técnicas do CBMMA. C) ERRADA — não existe
'Sinal de Grey-Turner duplo' nem atribuição do mottling ao Sinal de Cullen; a alternativa inventa uma nomenclatura
inexistente e nega a relevância clínica dos achados. D) ERRADA — os três achados não são exclusivos de fratura de bacia;
são sinais clássicos de hemorragia interna oculta, podendo decorrer de lesões retroperitoneais, pancreáticas e de
hipoperfusão sistêmica. E) ERRADA — inverte os nomes dos sinais (Cullen em flancos, Grey-Turner periumbilical) e trata o
mottling como achado banal, quando na verdade indica choque descompensado.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
As alternativas A e E trocam deliberadamente os nomes dos sinais de Cullen (periumbilical) e Grey-Turner (flancos) entre si
— uma pegadinha clássica de confusão de sinais clínicos, que exige memorização precisa da localização de cada
equimose.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Na avaliação primária e secundária do trauma, a exposição completa da vítima (etapa 'E' do XABCDE) é o momento de
buscar sinais sutis de hemorragia interna, já que nem toda lesão grave sangra visivelmente. O Sinal de Cullen (equimose
periumbilical) e o Sinal de Grey-Turner (equimose em flancos) sugerem hemorragia retroperitoneal ou pancreática, embora
costumem levar horas para se manifestar. Já o mottling (pele marmoreada, com áreas violáceas entremeadas a áreas
pálidas) é um achado mais imediato de hipoperfusão periférica grave, associado a choque descompensado, e deve elevar a
prioridade de transporte da vítima.
MACETE DE OURO
CULLEN fica no CENTRO (periumbilical, no 'C' de cUllen e Centro); GREY-TURNER vai para os LADOS (flancos,
longe do centro). MOTTLING é a pele 'de mármore' — sinal de que o choque já está descompensando.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Sinais de hemorragia interna oculta — Cullen, Grey-Turner e Mottling
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 4 / 52
Questão 4
Durante o atendimento a uma vítima de ferimento por arma branca no tórax, o SD Luís Ricardo afere os sinais vitais e
obtém frequência cardíaca de 128 batimentos por minuto e pressão arterial sistólica de 80 mmHg. A Ten. Gabriela solicita
que o soldado calcule o Índice de Choque (IC) da vítima e interprete o resultado antes de decidir a prioridade de
transporte. Considerando as diretrizes técnicas do CBMMA sobre o Índice de Choque, assinale a alternativa que apresenta
o cálculo e a interpretação corretos.
A IC = 0,625, obtido dividindo-se a pressão arterial sistólica pela frequência cardíaca, valor considerado dentro da
normalidade e sem qualquer indicativo de choque hemorrágico.
B IC = 1,0 exatamente, valor limiar que ainda não permitiria inferir choque hemorrágico significativo, sendo prudente
aguardar a queda evidente da pressão arterial sistólica para confirmar o diagnóstico.
C IC = 1,6 (FC ÷ PAS), valor compatível com choquesólido de água é contraindicado, pois pode espalhar o líquido inflamável em chamas,
sendo o abafamento, por meio de espuma, pó químico ou CO2, o método indicado.
C Incêndio classe C; a presença de bomba elétrica no sistema de abastecimento do posto caracteriza o incêndio como
envolvendo equipamento energizado, tornando a água contraindicada apenas por risco de choque elétrico, e não de
espalhamento do líquido.
D Incêndio classe D; combustíveis derivados de petróleo, por sua origem mineral, integram a mesma classe dos metais
pirofóricos, exigindo pó extintor especial para metais.
E Incêndio classe K; qualquer líquido inflamável decorrente de derivados de petróleo que entre em ignição sobre superfície
aquecida deve ser tratado com agente químico úmido por saponificação.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. A alegação de que a gasolina 'se solidifica' sobre o pavimento é tecnicamente falsa; a gasolina permanece
líquida inflamável mesmo formando poça sobre superfície sólida, não deixando de ser classe B. B) CORRETA. O cenário
descreve um líquido inflamável (gasolina) queimando em poça sobre o pátio, sem envolvimento de equipamento energizado
ou metal — definição de classe B das diretrizes técnicas do CBMMA. O jato sólido de água é contraindicado porque pode
espalhar o líquido inflamável em chamas, ampliando a área atingida; o método correto é o abafamento, com espuma, pó
químico ou CO2, que formam uma camada eliminando o contato do combustível com o oxigênio. C) INCORRETA. Não há
equipamento elétrico energizado em chamas no cenário; a bomba do posto não é o material que está queimando, de modo
que a classificação como classe C é indevida. D) INCORRETA. Derivados de petróleo líquidos não são metais pirofóricos; a
'origem mineral' citada não é critério de classificação de incêndio nas diretrizes técnicas do CBMMA. E) INCORRETA.
Classe K é reservada a óleos e gorduras de cozinha em altas temperaturas (fritadeiras), não a combustíveis derivados de
petróleo em geral.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator clássico de classe B é o praça que generaliza a eficácia da água ('a água sempre resfria e apaga qualquer fogo'),
ignorando que, em líquidos inflamáveis, o jato sólido de água pode espalhar o combustível em chamas em vez de extingui-
lo — a banca espera que o candidato identifique essa contraindicação específica.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
As diretrizes técnicas do CBMMA classificam como classe B os incêndios envolvendo líquidos e gases inflamáveis
(gasolina, álcool, óleo, GLP), que queimam apenas em superfície, sem deixar resíduos sólidos após a combustão. O
método indicado é o abafamento — eliminar ou reduzir drasticamente o comburente (oxigênio) disponível, por meio de
espuma, pó químico seco ou CO2, que formam uma camada entre o combustível e o ar. A água em jato sólido é
contraindicada nessa classe porque, por seu impacto e densidade, pode espalhar o líquido inflamável em chamas,
ampliando a área de risco em vez de extingui-la — distinto do que ocorre na classe A, em que a água resfria e penetra no
material sólido sem esse risco de espalhamento.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'Líquido que escorre, de água não gosta' — líquido inflamável (classe B) pede abafamento
(espuma/pó/CO2); jato sólido de água é o erro clássico de quem confunde resfriamento com abafamento.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classe B — líquidos inflamáveis e contraindicação do jato sólido de
água
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 39 / 52
Questão 39
Em uma indústria, chamas surgem sobre um quadro de distribuição elétrica que permanece energizado, com o disjuntor
geral ainda ligado no momento da chegada da guarnição. O SD Luís Ricardo, postado junto ao esguicho regulável
acoplado à mangueira de abastecimento, propõe atacar imediatamente as chamas com jato de água, argumentando que a
água resfria mais rapidamente do que qualquer outro agente disponível na viatura. O 3º Sgt Barreto determina que a ação
seja interrompida antes da abertura do registro. Assinale a alternativa que classifica corretamente o incêndio e indica a
conduta tecnicamente adequada.
A Incêndio classe A; o quadro de distribuição é fabricado majoritariamente em material polimérico sólido, de modo que a
presença de energização elétrica não altera a classificação do incêndio nem restringe o uso de água.
B Incêndio classe B; circuitos elétricos conduzem correntes semelhantes ao comportamento de líquidos inflamáveis,
devendo o ataque priorizar o abafamento por espuma resistente a álcool.
C Incêndio classe C; enquanto o quadro permanecer energizado, a água é contraindicada em razão do risco de
choque elétrico pelo condutor de água, devendo ser empregado agente extintor não condutor, como CO2, pó
químico ou agentes limpos.
D Incêndio classe D; componentes metálicos internos do quadro de distribuição, como barramentos de cobre e alumínio,
caracterizam o incêndio como envolvendo metais pirofóricos, exigindo pó extintor especial para metais,
independentemente de estarem ou não reduzidos a fragmentos finos ou pó, condição normalmente associada a essa
classe.
E Incêndio classe K; óleos isolantes eventualmente presentes em transformadores de média tensão tornam obrigatório o
uso de agente químico úmido por saponificação, independentemente da energização do quadro.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. O fato de o quadro ter carcaça polimérica não anula a energização elétrica real do circuito, que é o critério
determinante da classe C; a água permanece contraindicada enquanto houver energia presente. B) INCORRETA. Circuitos
elétricos não se comportam como líquidos inflamáveis; a analogia não encontra base nas diretrizes técnicas do CBMMA e a
espuma resistente a álcool é indicada para combustíveis polares (classe B), não para equipamento energizado. C)
CORRETA. O quadro de distribuição está energizado (disjuntor geral ligado), configurando incêndio classe C conforme as
diretrizes técnicas do CBMMA; enquanto a energização não for desligada, a água é contraindicada pelo risco de choque
elétrico pelo condutor de água, devendo ser usado agente não condutor — CO2, pó químico ou agentes limpos. D)
INCORRETA. Barramentos de cobre e alumínio sólidos em um quadro energizado não são metais pirofóricos (classe D),
que exigem combustão do próprio metal em pó/fragmentos (magnésio, titânio, sódio, potássio, alumínio em pó), não
condutores de corrente em operação normal. E) INCORRETA. Óleo isolante de transformador é cenário distinto (poderia,
em tese, aproximar-se de classe B em caso de vazamento inflamado), e classe K é exclusiva de óleos/gorduras de cozinha
em alta temperatura — não há relação com esse cenário.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A pegadinha explora o praça que prioriza 'rapidez de resfriamento' da água sem considerar o risco de choque elétrico pelo
condutor de água em equipamento ainda energizado — erro clássico de troca indevida de agente extintor na classe C.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Conforme as diretrizes técnicas do CBMMA, a classe C corresponde a incêndios em equipamentos elétricos energizados,
nos quais o principal risco adicional ao combatente é o choque elétrico, já que a água conduz corrente e pode transmitir a
energização ao operador do esguicho. Por isso, enquanto o equipamento permanecer energizado, exige-se agente extintor
não condutor — CO2 (que também não deixa resíduo, preservando componentes eletrônicos sensíveis), pó químico seco
ou agentes limpos/compostos halogenados, estes últimos especialmente indicados quando há necessidade de preservar
equipamentos eletrônicos delicados. A prioridade operacional, sempre que possível, é buscar a desenergização do circuito
junto à concessionária ou ao responsável pela instalação, o que muda a classificação do incêndio residual, como será visto
adiante no bloco.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'C de Corrente — nada de água enquantoa luz não apagar.' Energizado = agente seco e não
condutor (CO2/pó/agente limpo); água só depois de confirmada a desenergização.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classe C — equipamento elétrico energizado e contraindicação da água
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 40 / 52
Questão 40
Prosseguindo o atendimento do quadro de distribuição elétrica incendiado, a guarnição aguarda a confirmação, pela
Coronel Kelly, de que o disjuntor geral da subestação foi efetivamente desligado e a energização interrompida. Mesmo
após essa confirmação, restam brasas incandescentes na carcaça plástica do quadro e nos cabos revestidos, sem
qualquer energia elétrica presente no circuito. O AL SD Mocorongo insiste que, por se tratar originalmente de um incêndio
em equipamento elétrico, a guarnição deve continuar obrigatoriamente usando apenas CO2 até o fim do rescaldo, mesmo
sem energização. Assinale a alternativa que trata corretamente a classificação do incêndio residual após a desenergização
confirmada.
A O incêndio residual permanece classificado como classe C de forma permanente, independentemente da
desenergização, por ter se originado em equipamento elétrico, de modo que a restrição ao uso de água junto ao quadro é
definitiva.
B Após a desenergização confirmada, o incêndio residual nos materiais sólidos passa a ser tratado como classe A,
podendo a água ser empregada no resfriamento.
C O incêndio residual deve ser reclassificado como classe D, pois a carcaça do quadro de distribuição, ao superaquecer,
libera vapores metálicos que reagem perigosamente com qualquer agente extintor aquoso.
D O incêndio residual deve ser reclassificado como classe B, já que a carcaça plástica, ao derreter, passa a se comportar
como líquido inflamável em chamas, tornando o abafamento por espuma o único método indicado.
E O incêndio residual deve ser reclassificado como classe K, considerando que resíduos poliméricos aquecidos podem
produzir uma camada saponificável semelhante à formada sobre óleos de cozinha em chamas.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. A classificação do incêndio acompanha o estado atual do material em chamas, não sua origem histórica;
afirmar que a classificação como classe C é 'permanente' contraria a observação expressa das diretrizes técnicas do
CBMMA sobre a transição de classe após a desenergização. B) CORRETA. Conforme as diretrizes técnicas do CBMMA,
uma vez desenergizado o equipamento, o incêndio residual nos materiais sólidos (carcaça plástica, cabos revestidos) passa
a ser tratado como classe A, podendo a água ser empregada no resfriamento das brasas remanescentes, sem o risco de
choque elétrico que justificava a restrição anterior. C) INCORRETA. Não há metal pirofórico envolvido; a ideia de 'vapores
metálicos' que reagem com água aquosa não corresponde a nenhum fato da referência técnica para este cenário. D)
INCORRETA. Carcaça plástica derretida não se torna líquido inflamável classificável como classe B nas diretrizes técnicas
do CBMMA; o material residual continua sendo tratado como sólido combustível comum. E) INCORRETA. Não há óleo ou
gordura de cozinha envolvidos; a hipótese de 'camada saponificável' em resíduos poliméricos não tem qualquer base na
referência técnica.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A pegadinha é a manutenção indevida da classificação C mesmo após a desenergização confirmada — o praça trata a
restrição à água como definitiva, quando na verdade ela está condicionada exclusivamente à presença de energia elétrica
no circuito.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
As diretrizes técnicas do CBMMA registram expressamente que, uma vez desenergizado o equipamento, o incêndio residual
nos materiais sólidos passa a ser tratado como classe A. Isso ocorre porque o único fator que tornava a água contraindicada
era o risco de choque elétrico pelo condutor de água enquanto havia energização; eliminada essa condição, o que resta em
chamas (carcaça, isolamento, estrutura) volta a ser material sólido combustível comum, podendo ser resfriado normalmente
com água. Essa transição é um ponto frequentemente cobrado em prova, pois exige do candidato acompanhar a mudança
de estado da ocorrência, e não fixar a classificação inicial de forma estática.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'Desligou a luz, a água pode agir.' Confirmada a desenergização, classe C vira classe A — e a água
volta a ser bem-vinda no rescaldo.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Transição de classe C para classe A após desenergização do equipamento
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 41 / 52
Questão 41
Em uma instalação metalúrgica, resíduos de sódio metálico, armazenados de forma inadequada em contato com umidade
residual do ambiente, entram em ignição e produzem chamas intensas sobre uma bancada metálica. O Cap. João
Henrique assume o comando da ocorrência. Antes de qualquer orientação técnica, o SD/2 Burrona aciona um extintor de
água pressurizada disponível no corredor da fábrica e o descarrega diretamente sobre o sódio em chamas, provocando
reação violenta com projeção de fagulhas incandescentes, o que obriga o recuo imediato da guarnição. Assinale a
alternativa que classifica corretamente o incêndio e identifica a conduta tecnicamente adequada que deveria ter sido
adotada.
A Incêndio classe A; o sódio metálico, por se apresentar em estado sólido sobre a bancada, deve ser tratado com os
mesmos agentes indicados para madeira e papel, sendo a reação observada atribuível a impurezas do produto, e não ao
contato com a água.
B Incêndio classe B; metais em chamas liberam vapores inflamáveis que se comportam como líquidos combustíveis,
devendo o ataque ser conduzido com espuma resistente a álcool, nunca com água em qualquer modalidade.
C Incêndio classe C; a presença de bancada metálica condutora caracteriza risco de choque elétrico semelhante ao de
equipamentos energizados, sendo o CO2 o único agente tecnicamente adequado, independentemente da natureza do
sódio.
D Incêndio classe D; metais como o sódio reagem perigosamente com água, podendo a reação ser explosiva, de
modo que o combate deveria ter sido feito com pó extintor especial para metais, que age por abafamento e
isolamento físico do metal em chamas.
E Incêndio classe K; metais em altas temperaturas sofrem processo de saponificação semelhante ao de óleos de cozinha,
sendo o agente químico úmido à base de acetato de potássio o indicado para esse tipo de ocorrência.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. O estado físico sólido do sódio não o torna material de classe A; as diretrizes técnicas do CBMMA
classificam metais pirofóricos como classe D justamente pela reação perigosa com água, que não é mera 'impureza do
produto', mas característica química do próprio metal. B) INCORRETA. Metais em chamas não liberam vapores que os
tornem líquidos combustíveis (classe B); a espuma resistente a álcool é indicada para combustíveis polares, não para
metais pirofóricos. C) INCORRETA. Bancada metálica condutora em si não caracteriza equipamento elétrico energizado
(classe C); não há circuito elétrico em chamas no cenário, apenas o próprio sódio metálico. D) CORRETA. O sódio metálico
é um metal pirofórico/combustível, conforme as diretrizes técnicas do CBMMA, que reage perigosamente com água —
podendo a reação ser explosiva — e também com agentes extintores convencionais; o combate correto exige pó extintor
especial para metais (classe D), que age por abafamento e isolamento físico do metal em chamas, e não pó químico
comum, espuma ou CO2. E) INCORRETA. Classe K é exclusiva de óleos e gorduras de cozinha em altas temperaturas;
metais pirofóricos não sofrem saponificação.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator opera a troca mais perigosa do bloco de incêndio: usar água (ou qualquer agente convencional) sobre metal
pirofórico, o que as diretrizes técnicasdo CBMMA descrevem como potencialmente explosivo — o SD/2 Burrona personifica
esse erro grave para evidenciar o risco ao candidato.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A classe D reúne metais pirofóricos/combustíveis como magnésio, titânio, sódio, potássio e alumínio em pó, segundo as
diretrizes técnicas do CBMMA. Esses metais reagem perigosamente com a água — em alguns casos de forma explosiva —
e também com agentes extintores convencionais (pó químico comum, espuma, CO2), o que exclui praticamente todo o
arsenal padrão de combate. Por isso, exigem pós especiais específicos para metais (agentes classe D, à base de cloreto de
sódio ou grafite, por exemplo), que atuam por abafamento e isolamento físico do metal em chamas, isolando-o do
comburente sem o risco químico de uma reação com água.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'D de perigo Dobrado — nem água, nem pó comum.' Metal em chamas pede sempre agente
específico para metais; qualquer outro agente é candidato a distrator correto na prova.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classe D — metais pirofóricos e reação perigosa com água
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 42 / 52
Questão 42
Na cozinha industrial do quartel, uma fritadeira com óleo em alta temperatura entra em ignição durante o preparo do
almoço da tropa. O SD/2 Burrão, tentando ajudar antes da chegada do agente correto, pega um balde de água e se
prepara para despejá-lo sobre o óleo em chamas, alegando que a água resfriaria rapidamente a fritadeira. A CB Mayara
intervém a tempo, impede o lançamento da água e aciona o extintor específico disponível na cozinha. Assinale a
alternativa que classifica corretamente o incêndio, explica por que a conduta de Burrão seria perigosa e descreve o
mecanismo de ação do agente que a CB Mayara utilizou.
A Incêndio classe B; óleos de cozinha são líquidos inflamáveis como quaisquer outros, de modo que a água seria
contraindicada apenas pelo risco comum de espalhamento do líquido, sendo indicado o combate com espuma comum,
sem necessidade de agente específico.
B Incêndio classe K; a água é contraindicada porque, ao entrar em contato com o óleo em altíssima temperatura,
pode causar violenta projeção do óleo em chamas, em efeito semelhante a uma explosão de vapor; o agente
correto é o químico úmido, à base de acetato de potássio, que age por saponificação, reação que forma sobre o
óleo uma camada de sabão/espuma, abafando o fogo e resfriando a superfície simultaneamente.
C Incêndio classe C; equipamentos de cozinha industrial funcionam ligados à rede elétrica, de modo que o óleo em chamas
deve ser tratado como incêndio em equipamento energizado, sendo o CO2 o único agente apropriado,
independentemente da temperatura do óleo.
D Incêndio classe D; óleos vegetais, por conterem compostos de origem mineral residual no processo de refino,
comportam-se como metais pirofóricos em altas temperaturas, exigindo pó extintor especial para metais.
E Incêndio classe A; o óleo absorvido pelos resíduos sólidos de alimentos na fritadeira caracteriza predominância de
material sólido combustível, sendo o resfriamento com água o método tecnicamente mais indicado nesse cenário.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. Óleo de cozinha em alta temperatura não é tratado como classe B comum nas diretrizes técnicas do
CBMMA; a classe K é tratada separadamente por seu comportamento térmico específico, com risco de violenta
projeção/explosão de vapor ao contato com água, o que a espuma comum não neutraliza adequadamente. B) CORRETA.
Trata-se de incêndio classe K — óleo de cozinha em alta temperatura, conforme as diretrizes técnicas do CBMMA. A água é
contraindicada porque, ao contato com o óleo em temperatura elevada, pode causar violenta projeção do óleo em chamas,
em efeito de explosão de vapor. O agente correto é o químico úmido (wet chemical), à base de acetato de potássio, que age
por saponificação: reação que forma sobre o óleo uma camada de 'sabão'/espuma, abafando o fogo e resfriando a
superfície simultaneamente. C) INCORRETA. A fritadeira pode ter ligação elétrica para aquecimento, mas o material em
chamas é o óleo, não um circuito energizado exposto; a classificação determinante é pela natureza do combustível (óleo de
cozinha), não pela fonte de calor do equipamento. D) INCORRETA. Óleos vegetais não são metais pirofóricos; não há
qualquer relação entre refino de óleo e comportamento de metais classe D nas diretrizes técnicas do CBMMA. E)
INCORRETA. A presença de resíduos sólidos de alimentos não transforma o óleo em chamas em material de classe A; o
risco específico de projeção violenta de óleo com água é exclusivo da classe K.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O praça repete, na cozinha, o mesmo erro mental de 'água sempre resfria', ignorando que em óleo de cozinha em altíssima
temperatura a água provoca o efeito mais perigoso de todo o bloco: a projeção violenta do óleo em chamas (explosão de
vapor) — distinta até da simples propagação de líquido vista na classe B.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
As diretrizes técnicas do CBMMA (em consonância com a NFPA 10, padrão amplamente adotado também no Brasil) tratam
a classe K separadamente da classe B por conta do comportamento térmico específico dos óleos e gorduras de cozinha: a
autoignição em alta temperatura e o risco de violenta projeção do óleo (efeito de explosão de vapor) caso entre em contato
com água tornam essa classe singularmente perigosa. O agente indicado é o químico úmido, geralmente à base de acetato
de potássio, que age por saponificação — uma reação química que converte a camada superficial do óleo quente em uma
espécie de 'sabão'/espuma, isolando o combustível do oxigênio (abafamento) e resfriando a superfície ao mesmo tempo, de
forma segura e controlada.
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'K de Cozinha e sabão Químico' — óleo de cozinha em chamas nunca recebe água; o agente
químico úmido faz 'sabão' (saponificação) sobre o óleo e apaga sem explosão de vapor.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classe K — saponificação e contraindicação da água em óleo de cozinha
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 43 / 52
Questão 43
Durante uma aula de reciclagem sobre classes de incêndio, a Coronel Kelly apresenta à turma quatro ocorrências reais
atendidas pela mesma guarnição ao longo de um único turno: um incêndio em uma pilha de pneus e caixas de papelão em
um pátio de reciclagem; um incêndio em um tanque de óleo diesel de um gerador, com o líquido inflamado sobre o piso ao
redor do tanque; um incêndio em um disjuntor de rede ainda energizado em uma subestação, antes de qualquer corte de
energia; e um incêndio em resíduos de alumínio em pó acumulados no piso de uma usina metalúrgica. Ao final da
apresentação, a Coronel Kelly pede que a turma identifique a única alternativa que associa corretamente, para TODAS as
quatro ocorrências citadas, a classe de incêndio e o agente/método de extinção indicado, sem qualquer troca indevida
entre classes.
A Pneus e papelão: classe A, resfriamento com água; óleo diesel inflamado: classe B, abafamento com espuma ou pó
químico; disjuntor energizado: classe C, resfriamento com água em jato sólido; alumínio em pó: classe D, pó extintor
especial para metais.
B Pneus e papelão: classe A, resfriamento com água; óleo diesel inflamado: classe C, resfriamento com CO2; disjuntor
energizado: classe C, abafamento/quebra de cadeia com agente não condutor; alumínio em pó: classe D, pó extintor
especial para metais.
C Pneus e papelão: classe B, abafamento com espuma; óleo diesel inflamado: classe B, abafamento com espuma ou pó
químico; disjuntor energizado: classe C, abafamento/quebra de cadeia com agente não condutor; alumínio em pó: classe
D, pó extintor especial para metais.
D Pneus e papelão: classe A, resfriamento com água; óleo diesel inflamado: classe B, abafamento com espuma ou pó
químico;disjuntor energizado: classe C, abafamento/quebra de cadeia com agente não condutor; alumínio em pó: classe
C, agente extintor não condutor como CO2.
E Pneus e papelão: classe A, resfriamento com água; óleo diesel inflamado: classe B, abafamento com espuma ou
pó químico; disjuntor energizado: classe C, abafamento/quebra de cadeia com agente não condutor; alumínio em
pó: classe D, pó extintor especial para metais.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) INCORRETA. Erro no disjuntor energizado: a alternativa indica resfriamento com água em jato sólido para equipamento
ainda energizado, contrariando a contraindicação expressa da água em classe C enquanto houver energização. B)
INCORRETA. Erro no óleo diesel inflamado: a alternativa o classifica como classe C, quando líquidos inflamáveis em
chamas, sem envolvimento de equipamento elétrico energizado, são classe B nas diretrizes técnicas do CBMMA. C)
INCORRETA. Erro nos pneus e papelão: a alternativa os classifica como classe B, quando se trata de materiais sólidos
combustíveis comuns (classe A), que, diferentemente dos líquidos, queimam em profundidade e deixam resíduos de
brasas/cinzas. D) INCORRETA. Erro no alumínio em pó: a alternativa o classifica como classe C, quando metais
pirofóricos/combustíveis em pó, como o alumínio, são classe D, exigindo pó extintor especial para metais, e não agente
apenas não condutor. E) CORRETA. A alternativa associa corretamente as quatro ocorrências: pneus/papelão = classe A
(resfriamento com água); óleo diesel inflamado = classe B (abafamento com espuma ou pó químico); disjuntor energizado =
classe C (abafamento/quebra de cadeia com agente não condutor, água contraindicada enquanto energizado); alumínio em
pó = classe D (pó extintor especial para metais, por abafamento/isolamento físico) — todas conforme o bloco de classes de
incêndio das diretrizes técnicas do CBMMA.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A banca constrói quatro distratores 'quase perfeitos', cada um com exatamente uma troca indevida de classe ou agente
embutida em meio a três associações corretas — o candidato precisa verificar as quatro ocorrências integralmente, e não
apenas a primeira ou a mais familiar, para não ser induzido por um único erro escondido no meio do texto.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A correta identificação da classe de incêndio é o primeiro passo doutrinário do combate, pois determina o método de
extinção (retirada do material, resfriamento, abafamento ou quebra da reação em cadeia) e, consequentemente, o agente
extintor seguro para a ocorrência, conforme as diretrizes técnicas do CBMMA. Materiais sólidos comuns (classe A) pedem
resfriamento, tipicamente com água; líquidos/gases inflamáveis (classe B) pedem abafamento, vedado o jato sólido de água
por risco de espalhamento; equipamentos energizados (classe C) exigem agente não condutor enquanto durar a
energização; metais pirofóricos (classe D) exigem pó especial para metais, pois reagem perigosamente com água e agentes
convencionais. Dominar essas quatro classificações de forma integrada, sem confundir uma pela outra, é o que a prova
testa em questões de síntese como esta.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Síntese integrada — classes A, B, C e D: relação classe/agente/método
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 44 / 52
MACETE DE OURO
Macete de Ouro: 'Confira as quatro, não pare na primeira.' Em questão de síntese com várias ocorrências na mesma
alternativa, um único erro no meio do texto já invalida a alternativa inteira — leia até o fim de cada item antes de
descartar ou aceitar.
Questão 44
Durante a inspeção mensal de equipamentos do quartel, o 3º Sgt Barreto apresenta ao AL SD Mocorongo dois extintores
retirados do depósito: um modelo compacto, transportado manualmente por um único combatente, e outro, de maior porte,
montado sobre rodas e destinado a áreas de alto risco, como o pátio de armazenamento de combustíveis da guarnição.
Mocorongo pergunta qual é o critério técnico que efetivamente distingue essas duas categorias de aparelhos extintores.
Considerando as diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta.
A A distinção decorre exclusivamente do tipo de agente extintor empregado: os extintores portáteis utilizam
obrigatoriamente pó químico seco, ao passo que os extintores sobre rodas utilizam exclusivamente espuma ou dióxido de
carbono, em razão do maior volume de agente necessário para o combate a incêndios de grande porte.
B Extintores portáteis são aqueles com massa total superior a 20 kg, concebidos para ser operados por um único
combatente treinado, enquanto os extintores sobre rodas, de massa total inferior a 20 kg, exigem o emprego conjunto de
duas guarnições para o deslocamento até o foco do incêndio.
C Extintores portáteis são aqueles com massa total de até 20 kg, concebidos para ser operados manualmente por
um único combatente, ao passo que os extintores sobre rodas, ou carretas, possuem massa total superior a 20
kg, maior capacidade extintora e, de modo geral, exigem duas pessoas para seu deslocamento e operação até o
foco do incêndio.
D A classificação depende, na verdade, da pressão interna do reservatório, e não da massa total do conjunto: os extintores
portáteis operam exclusivamente com pressurização permanente acima de 20 bar, enquanto os extintores sobre rodas
dispensam o uso de manômetro, por serem recarregados integralmente a cada utilização, ainda que apresentem massa
total inferior à de alguns modelos portáteis de maior porte.
E A distinção entre as duas categorias está relacionada à classe de incêndio a que se destinam, e não à massa do
aparelho: os extintores portáteis destinam-se exclusivamente a incêndios de classe A, enquanto os extintores sobre rodas
destinam-se exclusivamente a incêndios de classe B e C, independentemente do peso do equipamento.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta — atribui a distinção entre as categorias ao tipo de agente extintor, quando o critério das diretrizes técnicas do
CBMMA é a massa total do aparelho, e não o agente nele contido; qualquer dos agentes (pó, espuma, CO2, água) pode
equipar tanto extintores portáteis quanto extintores sobre rodas. B) Incorreta — inverte os limiares: são os extintores
portáteis que têm massa total de até 20 kg e são operados por uma pessoa; são os extintores sobre rodas que superam 20
kg e normalmente demandam duas pessoas. C) Correta — reproduz exatamente o critério das diretrizes técnicas do
CBMMA: portátil até 20 kg/uma pessoa; sobre rodas acima de 20 kg, maior capacidade extintora, geralmente duas pessoas.
D) Incorreta — inventa um critério de pressão interna (20 bar) e uma suposta dispensa de manômetro nos extintores sobre
rodas, fatos que não constam da referência técnica. E) Incorreta — troca o critério de classificação (massa total) pelo critério
de indicação por classe de incêndio, de modo absolutista ('exclusivamente'), o que não corresponde à doutrina: tanto
extintores portáteis quanto sobre rodas podem ser indicados para diferentes classes, a depender do agente extintor
empregado.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Troca do critério de classificação por massa total por critérios estranhos à referência técnica (tipo de agente, pressão
interna, classe de incêndio) e inversão numérica dos limiares de 20 kg entre as duas categorias.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A classificação dos extintores quanto à portabilidade é definida pela massa total do conjunto (reservatório + agente +
propulsor), e não pelo agente extintor nem pela classe de incêndio a que se destinam. Extintores portáteis (até 20 kg) são
projetados para resposta rápida e individual, por um único combatente; extintores sobre rodas/carretas (acima de 20 kg)
oferecem maior capacidade extintora para cenários de maior risco (depósitos de combustível, hangares, grandes áreas
industriais), mas exigem deslocamento e operação conjunta, em razão do peso edo volume de agente transportado.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classificação de extintores por massa total — portátil x sobre rodas
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 45 / 52
MACETE DE OURO
Regra do '20': até 20 kg, sobe no ombro de UM bombeiro (portátil); acima de 20 kg, sobe nas RODAS e precisa de
DOIS pares de braços para operar.
Questão 45
Durante uma aula prática sobre equipamentos de combate a incêndio, a Ten. Gabriela apresenta à CB Mayara um extintor
de pó químico seco tipo ABC, com a inscrição '4-A:40-B:C' no rótulo e carga nominal de 6 kg. Presente na aula, o SD/2
Burrão afirma que 'agente extintor' e 'agente propulsor' são sinônimos, pois ambos se referem à substância armazenada
dentro do cilindro. A Ten. Gabriela corrige o praça e retoma os quatro conceitos fundamentais. Assinale a alternativa
correta.
A O agente propulsor é o pó químico seco armazenado no cilindro, que efetivamente combate o fogo, enquanto o agente
extintor é o gás, geralmente nitrogênio, que apenas pressuriza o reservatório, sem qualquer ação química ou física sobre
a combustão em curso.
B A capacidade extintora e a carga do aparelho são sinônimos, ambas se referindo à massa nominal do agente extintor
contido no cilindro, de modo que a inscrição '4-A:40-B:C' corresponde exatamente aos 6 kg de carga informados no rótulo
do extintor.
C A carga do extintor corresponde à leitura instantânea do manômetro no momento da inspeção, variando conforme a
temperatura ambiente, e não à massa nominal do agente extintor informada pelo fabricante no rótulo do aparelho.
D O agente extintor refere-se unicamente à água utilizada em combate a incêndios de classe A, não sendo aplicável esse
conceito a extintores de pó químico, espuma ou dióxido de carbono, que empregam, em vez disso, apenas agentes
propulsores em sua composição.
E O agente extintor é a substância que efetivamente combate o fogo, no caso o pó químico seco; o agente
propulsor é o gás, geralmente nitrogênio ou dióxido de carbono, que pressuriza o reservatório e expele o agente
extintor; a capacidade extintora, indicada pela notação '4-A:40-B:C', é a unidade padronizada que mede a eficácia
do aparelho em extinguir um fogo-padrão de teste; e a carga de 6 kg corresponde à massa nominal do agente
extintor contido no cilindro.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta — inverte as definições: quem efetivamente combate o fogo é o agente extintor (no caso, o pó químico), e
quem pressuriza o reservatório é o agente propulsor (geralmente nitrogênio ou CO2); a alternativa troca essas funções
entre os dois conceitos. B) Incorreta — equipara capacidade extintora e carga, que são conceitos distintos: capacidade
extintora é a eficácia medida em fogo-padrão de teste ('4-A:40-B:C'), enquanto carga é a massa nominal do agente ('6 kg');
a inscrição do rótulo não corresponde à massa em quilogramas. C) Incorreta — descreve a carga como leitura instantânea
do manômetro, quando, na verdade, carga é a massa/volume nominal do agente extintor contido no aparelho, informação
fixa de rótulo, e não uma leitura variável de pressão. D) Incorreta — restringe o conceito de agente extintor à água, quando
a referência técnica o define de modo genérico como a substância que combate o fogo, podendo ser água, pó, CO2,
espuma, entre outros. E) Correta — define corretamente os quatro conceitos: agente extintor (substância que combate o
fogo), agente propulsor (gás pressurizador), capacidade extintora (unidade de eficácia no fogo-padrão, expressa na notação
do rótulo) e carga (massa nominal do agente), aplicando-os corretamente ao exemplo do extintor ABC de 6 kg com inscrição
'4-A:40-B:C'.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Confusão proposital entre os quatro conceitos-chave do extintor — sobretudo a inversão agente extintor/agente propulsor e
a equiparação indevida entre capacidade extintora (notação de eficácia) e carga (massa nominal do agente).
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Todo extintor pressurizado reúne quatro elementos conceituais distintos: o agente extintor é a substância ativa que ataca o
fogo; o agente propulsor é o gás que gera a pressão necessária para expelir essa substância pela mangueira/bico; a
capacidade extintora é uma medida padronizada de desempenho, obtida em testes de extinção de fogos-padrão e expressa
na notação do rótulo (ex.: '4-A:40-B:C', indicando desempenho equivalente nas classes A e B, além de indicação para
classe C); e a carga é simplesmente a quantidade (massa ou volume) de agente extintor que o aparelho contém. Não se
deve confundir capacidade extintora (desempenho) com carga (quantidade).
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Conceitos-chave — agente extintor, agente propulsor, capacidade
extintora e carga
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 46 / 52
MACETE DE OURO
Quatro conceitos, quatro perguntas: 'o que apaga o fogo?' → agente extintor; 'o que empurra o agente?' → agente
propulsor; 'quão bem ele apaga?' → capacidade extintora (a notação do rótulo); 'quanto tem dentro?' → carga (o
peso/volume).
Questão 46
O Cap. João Henrique solicita ao SD Luís Ricardo que desmonte um extintor recolhido para manutenção preventiva e
identifique a função de cada componente interno. Ao observar um tubo fino e flexível que se estende do interior da válvula
de descarga até próximo ao fundo do cilindro, Luís Ricardo pergunta qual é a função desse componente, denominado tubo
de pesca ou sifão. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa função.
A Trata-se do componente responsável por conduzir o gás propulsor, geralmente nitrogênio ou dióxido de carbono, da
válvula de descarga até o ambiente externo, permitindo o reequilíbrio da pressão interna do cilindro imediatamente após
cada acionamento parcial do gatilho, de modo a manter estável a leitura do manômetro durante toda a operação de
combate ao princípio de incêndio.
B Corresponde a uma membrana de vedação complementar ao pino de segurança, cuja função é impedir o rompimento do
lacre durante o transporte do extintor sobre superfícies irregulares, sendo normalmente substituída a cada teste
hidrostático do cilindro, independentemente do uso efetivo do aparelho em ocorrências reais.
C Corresponde ao dispositivo que indica a pressão interna do reservatório nos extintores pressurizados permanentemente,
permitindo verificar, durante a inspeção visual periódica, se a carga está dentro da faixa adequada de funcionamento
antes do emprego do aparelho em uma ocorrência.
D Conduz o agente extintor do fundo do reservatório até a válvula de descarga, permitindo seu escoamento
quando o gatilho é acionado.
E É o componente que armazena separadamente o agente propulsor, evitando que esse gás entre em contato com o
agente extintor antes do acionamento do manípulo, sendo exclusivo de extintores de dióxido de carbono e dispensável
nos demais tipos de agente extintor.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta — descreve uma suposta função de reequilíbrio de pressão com liberação do propulsor ao ambiente externo,
situação que não corresponde à estrutura do extintor; o tubo de pesca não conduz o gás propulsor, e não há tal 'liberação'
durante o acionamento normal. B) Incorreta — inventa uma função de vedação complementar ao pino de segurança sem
correspondência com o tubo de pesca, que é um componente interno de condução de agente, não de vedação externa. C)
Incorreta — descreve, na verdade, a função do manômetro (indicar a pressão interna do reservatório), não a do tubo de
pesca. D) Correta — reproduz exatamente a função do tubo de pesca ou sifão nas diretrizes técnicas do CBMMA: conduzir
o agente extintor do fundo do reservatório até a válvula de descarga, permitindo seu escoamento ao se acionar o gatilho. E)
Incorreta — inventa uma função de armazenamento separado do agente propulsor, que na realidade fica no mesmo
reservatório(ou em cilindro auxiliar, conforme o modelo), não havendo tal função atribuída ao tubo de pesca.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Atribuição ao tubo de pesca/sifão de funções que pertencem a outros componentes do extintor (manômetro, pino de
segurança, sistema de propulsão), testando se o candidato memorizou a função específica de cada peça da estrutura física.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A estrutura física do extintor combina sete elementos principais: o reservatório/cilindro armazena o agente (e, em modelos
pressurizados, o gás propulsor); o manípulo/gatilho aciona a descarga; a válvula de descarga controla a saída do agente; a
mangueira conduz o agente até o difusor/bico; o tubo de pesca (ou sifão), interno e submerso no agente, conduz esse
agente do fundo do reservatório até a válvula, de onde é expelido pela ação do agente propulsor; o pino de segurança com
lacre impede acionamento acidental; e o manômetro, nos modelos pressurizados permanentemente, indica a pressão
interna. Cada componente tem função específica, e a banca costuma trocar essas funções entre si como distrator.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Estrutura física do extintor — função do tubo de pesca/sifão
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 47 / 52
MACETE DE OURO
Pesca no FUNDO: o tubo de pesca/sifão 'pesca' o agente no fundo do cilindro e o entrega à válvula — pense em um
canudo dentro do copo.
Questão 47
Durante um princípio de incêndio em uma lixeira de papéis no pátio do quartel, o SD/2 Burrão pega o extintor mais
próximo, puxa o pino de segurança e aciona o gatilho, mas direciona o jato para o topo das chamas, sem realizar qualquer
movimento de varredura. As bordas da lixeira não atingidas pelo jato continuam alimentando o fogo. O 3º Sgt Barreto
intervém e corrige o procedimento do praça. Com base na sequência padronizada de operação de extintores, assinale a
alternativa correta.
A A sequência padronizada de operação, conhecida pela sigla PASS, consiste em puxar o pino de segurança,
apontar o bico ou a mangueira para a base das chamas, e não para o topo, apertar o gatilho e varrer (sweep) de
um lado a outro na base do fogo; o erro de Burrão foi justamente apontar para o topo das chamas e não realizar
o movimento de varredura, permitindo que as bordas não atingidas continuassem alimentando a combustão.
B A sequência correta é apertar o gatilho antes de puxar o pino de segurança, de modo a testar o funcionamento do
dispositivo, apontar o jato para o topo das chamas para maximizar o alcance do agente extintor sobre toda a coluna de
fogo e, somente ao final, varrer uma única vez a base em um único sentido, já que o resfriamento da base ocorre
indiretamente pela ação do agente sobre o topo; dessa forma, o procedimento de Burrão estaria tecnicamente correto,
exceto pela ausência desse movimento final de varredura.
C A sequência correta dispensa o movimento de varredura quando o foco de incêndio é pequeno, como no caso de uma
lixeira de papéis, bastando apontar o jato para a fumaça ascendente, e não diretamente para as chamas, de modo a
reduzir a temperatura dos gases antes de atingir o material combustível em si.
D O pino de segurança deve ser puxado somente após o acionamento do gatilho, para evitar descarga acidental do agente
extintor durante o deslocamento até o foco do incêndio, e o jato deve ser direcionado ao centro da fumaça, e não à base
das chamas.
E A varredura (sweep) deve ser realizada de cima para baixo, iniciando-se no topo das chamas e descendo
progressivamente até a base, de modo a resfriar primeiro a camada de gases quentes antes de atingir o material
combustível em chamas.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Correta — reproduz a sequência PASS (Puxar o pino, Apontar para a base das chamas, Apertar o gatilho, Sweep/varrer)
e identifica corretamente os dois erros de Burrão: apontar para o topo das chamas e não varrer a base. B) Incorreta —
inverte a ordem (gatilho antes do pino), inverte o ponto de mira (topo em vez de base) e descreve uma varredura única e
insuficiente, validando de forma equivocada o procedimento incorreto de Burrão. C) Incorreta — dispensa indevidamente a
varredura e desloca o ponto de mira para a fumaça, quando a diretriz é apontar para a base das chamas, e não para a
fumaça, sempre varrendo, independentemente do tamanho do foco de incêndio. D) Incorreta — inverte a ordem de
acionamento (gatilho antes do pino) e desloca o ponto de mira para o centro da fumaça, quando deveria ser a base das
chamas. E) Incorreta — inverte o sentido da varredura (de cima para baixo, do topo à base), quando a técnica correta é
varrer lateralmente na própria base do fogo, e não verticalmente a partir do topo.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Validação do erro operacional de Burrão (apontar para o topo das chamas, sem varrer a base) por meio de justificativas
técnicas aparentemente plausíveis, mas que contrariam a sequência PASS consolidada internacionalmente.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A sequência PASS padroniza a operação de qualquer extintor portátil: Puxar o pino de segurança (rompendo o lacre e
liberando o manípulo); Apontar o bico ou a extremidade da mangueira para a base das chamas, e não para o topo, pois é na
base que está o combustível ainda não extinto; Apertar o gatilho, liberando o agente extintor sob a pressão do agente
propulsor; e varrer (Sweep) lateralmente na base do fogo, cobrindo toda a extensão do material em chamas até a extinção
completa. Apontar para o topo ou para a fumaça resfria apenas os gases já liberados, sem atacar o foco real da combustão
na base, permitindo que as bordas não atingidas continuem alimentando o incêndio.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Sequência de operação PASS — correção de uso incorreto
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 48 / 52
MACETE DE OURO
PASS: Puxar, Apontar na base, Apertar, Sweep (varrer) — e lembre-se: 'o fogo se apaga na raiz, não na fumaça do
topo'.
Questão 48
Durante a inspeção trimestral do quartel, a Coronel Kelly identifica um extintor cujo lacre está rompido e cujo manômetro
indica pressão zero, apesar de, segundo os registros, o aparelho nunca ter sido utilizado em uma ocorrência real. A SD/2
Burrona sugere apenas substituir o lacre, sem necessidade de qualquer outro procedimento, argumentando que 'o extintor
não foi usado, então o agente extintor continua intacto dentro do cilindro'. A Coronel Kelly discorda e determina a conduta
técnica correta. Assinale a alternativa que apresenta essa conduta.
A O extintor deve ser recarregado, mesmo sem registro de uso em ocorrência real, pois o lacre rompido associado
à pressão zero no manômetro indica perda da carga, situação que a simples substituição do lacre não resolve.
B Basta substituir o lacre rompido, pois a recarga do agente extintor só é exigida quando há registro formal de uso do
aparelho em uma ocorrência real, não sendo cabível presumir perda de carga a partir, isoladamente, da leitura do
manômetro ou da integridade do lacre.
C O extintor deve ser enviado diretamente para teste hidrostático do cilindro, procedimento que, por si só, restabelece a
pressão interna indicada pelo manômetro e substitui a necessidade de recarga do agente extintor, independentemente da
causa da perda de pressão constatada.
D A leitura de pressão zero no manômetro, quando não associada a uso registrado em ocorrência, deve ser atribuída a
desgaste natural do próprio instrumento de medição, sendo suficiente a troca do manômetro, sem qualquer intervenção
sobre a carga do agente extintor contida no cilindro.
E O rompimento do lacre, isoladamente, não representa risco técnico relevante e pode ser tratado na próxima recarga
programada do aparelho, uma vez que sua função é exclusivamente estética, não estando relacionada à integridade da
carga nem à pressurização do reservatório.
A Gabaritooficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Correta — a perda de pressão evidenciada pelo manômetro zerado, somada ao lacre rompido, indica comprometimento
da carga do extintor, exigindo recarga, independentemente de não haver registro formal de uso em ocorrência real; a
simples troca do lacre não resolve a perda do agente extintor. B) Incorreta — condiciona a recarga exclusivamente ao
registro formal de uso em ocorrência, ignorando que a própria leitura de pressão zero no manômetro já é, por si, evidência
objetiva de perda de carga a ser corrigida por recarga. C) Incorreta — confunde teste hidrostático (verificação da integridade
estrutural do cilindro sob pressão, procedimento periódico distinto) com recarga (reposição do agente extintor), atribuindo ao
primeiro um efeito que não lhe compete. D) Incorreta — atribui a pressão zero a um suposto desgaste do manômetro, sem
fundamento na referência técnica, e propõe a troca do instrumento de medição como solução, sem qualquer intervenção
sobre a carga do agente extintor, que é o real componente comprometido. E) Incorreta — minimiza a função do lacre,
afirmando tratar-se de item meramente estético, quando, segundo a referência técnica, o lacre existe justamente para
impedir acionamento acidental e sinalizar violação do aparelho, sendo seu rompimento um indicativo relevante de
necessidade de verificação da carga.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Associação indevida entre 'ausência de registro formal de uso' e 'integridade garantida da carga', ignorando que lacre
rompido e manômetro zerado são, por si, evidências objetivas de perda de carga segundo a inspeção visual periódica
prevista nas diretrizes técnicas do CBMMA.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A manutenção de extintores combina três frentes complementares: a inspeção visual periódica, que verifica lacre,
manômetro, validade e avarias no cilindro; a recarga, obrigatória após qualquer uso do aparelho, mesmo parcial, ao vencer
o prazo de validade da carga, ou sempre que a inspeção visual constatar perda de pressão ou rompimento do lacre, ainda
que sem uso documentado; e o teste hidrostático periódico do cilindro, que avalia a resistência estrutural do reservatório à
pressão, sendo procedimento distinto da recarga. Um extintor pode nunca ter sido usado em uma ocorrência real e, ainda
assim, necessitar de recarga, caso a inspeção visual revele indícios de perda de carga, como lacre rompido e manômetro
zerado.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Manutenção — recarga após perda de carga/lacre rompido
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 49 / 52
MACETE DE OURO
Lacre rompido + manômetro zerado = carga suspeita, recarrega sempre, não importa se foi usado numa ocorrência ou
não.
Questão 49
Ao conferir a documentação dos extintores do alojamento, a Ten. Gabriela observa que o selo de teste hidrostático de um
extintor de cilindro de aço está próximo do vencimento. O AL SD Mocorongo sugere que, como o aparelho não apresenta
vazamentos visíveis nem foi utilizado em nenhuma ocorrência, o teste pode ser postergado indefinidamente, bastando
substituí-lo apenas se um defeito for percebido na próxima inspeção visual. A Ten. Gabriela corrige a informação do aluno.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta de manutenção aplicável a esse caso.
A A inspeção visual periódica, por verificar lacre, manômetro, validade e avarias externas do cilindro, é suficiente para
dispensar o teste hidrostático, já que ambos os procedimentos têm a mesma finalidade de avaliar a integridade estrutural
do reservatório sob pressão.
B O teste hidrostático somente é exigido após o uso efetivo do extintor em uma ocorrência real, de modo análogo à
exigência de recarga do agente extintor nessas mesmas situações, não havendo necessidade de submeter o cilindro a
esse procedimento em função exclusivamente do decurso do prazo de validade indicado no selo, tampouco em função de
inspeções visuais periódicas que não tenham identificado qualquer avaria aparente no reservatório.
C O teste hidrostático do cilindro é facultativo e pode ser postergado mediante autorização do comandante da guarnição,
desde que não haja vazamento aparente nem histórico de uso do extintor em ocorrências reais registradas.
D Independentemente de vazamentos aparentes ou de uso registrado, o cilindro deve ser submetido a teste
hidrostático periódico conforme norma técnica, por se tratar de verificação da integridade estrutural do
reservatório sob pressão, procedimento distinto tanto da inspeção visual quanto da recarga do agente extintor.
E A recarga do agente extintor, quando realizada antes do vencimento do selo de teste hidrostático, substitui tecnicamente
esse teste, uma vez que ambos os procedimentos envolvem a abertura do cilindro pela empresa responsável pela
manutenção.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta — equipara inspeção visual (exame externo de lacre, manômetro, validade e avarias) ao teste hidrostático
(ensaio de resistência estrutural do cilindro sob pressão), quando são procedimentos de natureza e periodicidade distintas,
um não substituindo o outro. B) Incorreta — condiciona o teste hidrostático exclusivamente ao uso efetivo do extintor, à
semelhança da regra de recarga, quando, na verdade, o teste hidrostático segue prazo próprio de validade do selo,
independentemente de o aparelho ter sido utilizado em ocorrência real. C) Incorreta — trata o teste hidrostático como
procedimento facultativo sujeito a autorização administrativa, quando se trata de exigência técnica periódica vinculada à
integridade estrutural do cilindro sob pressão, não dependente de autorização discricionária de comando. D) Correta —
reconhece que o teste hidrostático é exigível pelo simples decurso do prazo de validade do selo, independentemente de
vazamentos aparentes ou de uso registrado, por avaliar a integridade estrutural do reservatório, em procedimento distinto
da inspeção visual e da recarga. E) Incorreta — afirma que a recarga substitui o teste hidrostático pelo fato de ambos
envolverem abertura do cilindro pela empresa de manutenção, confundindo a finalidade de cada procedimento: a recarga
repõe o agente extintor, enquanto o teste hidrostático avalia a resistência estrutural do cilindro à pressão.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Confusão entre os três procedimentos de manutenção (inspeção visual, recarga e teste hidrostático), tratando-os como
intercambiáveis ou condicionando o teste hidrostático a fatores que, segundo a referência técnica, não o determinam (uso
efetivo, autorização discricionária, ausência de vazamento aparente).
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
O teste hidrostático periódico do cilindro verifica a resistência estrutural do reservatório à pressão interna, prevenindo
rupturas do vaso sob pressão — é um procedimento de engenharia estrutural, realizado em prazo próprio definido por
norma técnica, e não se confunde com a inspeção visual periódica (exame externo rotineiro de lacre, manômetro, validade e
avarias) nem com a recarga (reposição do agente extintor após uso ou vencimento da carga). Um extintor pode estar com a
carga em dia e sem sinais visíveis de defeito e, ainda assim, estar com o teste hidrostático vencido, exigindo o envio do
cilindro para o ensaio, independentemente de uso ou vazamento aparente.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Manutenção — teste hidrostático periódico x inspeção visual x recarga
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 50 / 52
MACETE DE OURO
Três manutenções, três relógios diferentes: inspeção visual é de rotina (olho vivo sempre); recarga conta a partir do
USO ou da VALIDADE da carga; teste hidrostático conta a partir do PRÓPRIO selo do cilindro — um não adianta nem
atrasa o outro.
Questão 50
Ao encerrar a instrução do dia sobre extintores — última atividade prática da turma CSU 59 antes da formatura—, a
Coronel Kelly solicita que os alunos leiam a inscrição '2-A:20-B:C' presente no rótulo de um extintor de pó químico ABC
armazenado na viatura e expliquem o que essa notação representa. O SD/2 Burrão responde que se trata apenas do
código de fabricação do lote. O AL SD Mocorongo complementa, afirmando que os números correspondem à carga do
extintor em quilogramas. A Coronel Kelly explica que ambas as respostas estão equivocadas. Assinale a alternativa correta
quanto ao significado dessa notação.
A A notação corresponde ao código de fabricação do lote do extintor, conforme afirmado por Burrão, utilizado
exclusivamente para fins de rastreabilidade interna do fabricante em caso de recall de produtos, não guardando qualquer
relação técnica com a eficácia do aparelho em uma situação real de combate a um princípio de incêndio, tampouco com
a classe de incêndio para a qual esse equipamento é tecnicamente indicado.
B A notação representa a capacidade extintora do aparelho, unidade padronizada que mede sua eficácia para
extinguir um fogo-padrão de teste das classes indicadas — no caso, classes A e B —, associada também à sua
indicação para combate a incêndios de classe C; não se confunde com a carga, que é a massa nominal do agente
extintor contido no cilindro.
C A notação indica a pressão de teste hidrostático aplicada ao cilindro do extintor, expressa em múltiplos da pressão de
trabalho nominal, sendo renovada a cada recarga do aparelho, independentemente da classe de incêndio a que o extintor
se destina.
D A notação identifica o tipo de agente propulsor utilizado no extintor, distinguindo aparelhos pressurizados com nitrogênio
dos pressurizados com dióxido de carbono, informação relevante para a escolha do procedimento de recarga adequado a
cada caso.
E A notação corresponde exatamente à carga do extintor em quilogramas, como afirmado por Mocorongo, sendo os
números separados por classes de incêndio apenas uma forma alternativa de representar a mesma massa nominal do
agente extintor contido no cilindro.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) Incorreta — repete o equívoco de Burrão, tratando a notação como mero código de rastreabilidade de fabricação, sem
relação com o desempenho do aparelho em combate a incêndio, quando, na verdade, a notação expressa diretamente a
capacidade extintora do equipamento. B) Correta — identifica corretamente a notação '2-A:20-B:C' como a capacidade
extintora do aparelho, unidade padronizada de eficácia em fogo-padrão de teste para as classes indicadas (A e B, com
indicação adicional para C), distinguindo-a da carga (massa nominal do agente extintor). C) Incorreta — atribui à notação
um suposto significado de pressão de teste hidrostático, confundindo-a com um parâmetro de ensaio estrutural do cilindro,
que não é expresso dessa forma segundo a referência técnica. D) Incorreta — relaciona a notação ao tipo de agente
propulsor (nitrogênio ou CO2), quando a notação, na verdade, refere-se à eficácia do aparelho em fogos-padrão de teste
das classes de incêndio indicadas, e não ao gás pressurizador. E) Incorreta — repete o equívoco de Mocorongo,
equiparando a notação à carga em quilogramas, quando a carga é uma informação separada do rótulo (massa nominal do
agente), distinta da capacidade extintora expressa pela notação alfanumérica.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
Confusão proposital entre capacidade extintora (notação alfanumérica de desempenho em fogo-padrão de teste) e dois
outros conceitos — código de lote (Burrão) e carga em quilogramas (Mocorongo) —, testando se o candidato distingue
claramente esse conceito dos demais vistos no bloco.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Capacidade extintora — leitura da notação do rótulo (questão de
encerramento do simulado)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 51 / 52
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A notação impressa no rótulo do extintor (por exemplo, '2-A:20-B:C') expressa a capacidade extintora do aparelho: uma
unidade padronizada que mede sua eficácia para extinguir fogos-padrão de teste, construídos em escala controlada para
cada classe de incêndio. Os números e letras indicam o desempenho relativo nas classes testadas (no exemplo, A e B),
podendo o rótulo trazer ainda a indicação de adequação à classe C, quando aplicável. Esse conceito não se confunde com
a carga do extintor, que é simplesmente a massa ou o volume nominal do agente extintor contido no cilindro, tampouco com
códigos de fabricação ou parâmetros de teste hidrostático, que são informações de outra natureza.
MACETE DE OURO
Número antes da letra = força do extintor contra aquela classe; a notação é o 'currículo de desempenho' do extintor,
nunca o seu peso nem o seu número de série.
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 52 / 52hemorrágico significativo, pois IC ≥ 1,0 já indica essa condição
mesmo antes da queda evidente da pressão arterial.
D IC = 1,6, mesmo cálculo do item anterior, porém esse valor deveria ser interpretado como fisiológico em vítimas
taquicárdicas pela própria tensão da cena de resgate, não indicando necessariamente hemorragia significativa.
E IC = 0,8, calculado a partir da divisão da pressão arterial sistólica pela frequência cardíaca, valor normal que descartaria
de forma definitiva a hipótese de choque hemorrágico.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — inverte a fórmula do Índice de Choque, dividindo a PAS pela FC (80 ÷ 128 = 0,625), quando o correto é FC ÷
PAS; o valor e a interpretação resultantes são, portanto, equivocados. B) ERRADA — embora não calcule um valor
incorreto, trata IC = 1,0 como mero limiar sem significado, quando as diretrizes técnicas do CBMMA definem IC ≥ 1,0 como
já indicativo de choque hemorrágico significativo, sem necessidade de aguardar queda da pressão arterial. C) CORRETA —
aplicando a fórmula IC = FC ÷ PAS = 128 ÷ 80 = 1,6, valor igual ou superior a 1,0, compatível com choque hemorrágico
significativo mesmo antes da queda evidente da pressão arterial sistólica, conforme as diretrizes técnicas do CBMMA. D)
ERRADA — chega ao valor numérico correto (1,6), mas inverte a interpretação clínica, tratando-o como fisiológico, quando
na verdade indica choque. E) ERRADA — repete a inversão da fórmula (PAS ÷ FC = 80 ÷ 128 = 0,625, arredondado
incorretamente para 0,8) e conclui, de forma equivocada, pela normalidade.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
As alternativas A e E invertem a fórmula do Índice de Choque (dividem a pressão arterial sistólica pela frequência cardíaca,
em vez de FC ÷ PAS), enquanto a alternativa D chega ao número correto (1,6), mas inverte a interpretação clínica do
resultado — testando se o candidato apenas memorizou o valor ou compreendeu seu significado.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
O Índice de Choque (IC) é calculado como IC = Frequência Cardíaca ÷ Pressão Arterial Sistólica. Em condições normais, o
IC situa-se entre 0,5 e 0,7. Valores iguais ou superiores a 1,0 já indicam choque hemorrágico significativo, mesmo que a
pressão arterial sistólica ainda esteja dentro de parâmetros considerados 'normais' em uma leitura isolada — por isso o IC é
uma ferramenta de triagem mais sensível do que a pressão arterial isolada para detectar choque compensado. No caso
apresentado: FC 128 ÷ PAS 80 = 1,6, valor bastante acima do limiar de 1,0, indicando choque hemorrágico significativo e
prioridade elevada de transporte.
MACETE DE OURO
IC = FC em CIMA, PAS em BAIXO — 'o coração sobe quando a pressão desce'. Se o resultado for 1,0 ou mais, é
choque: não espere a pressão despencar para acreditar no número.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Índice de Choque (IC = FC ÷ PAS) — cálculo e interpretação
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 5 / 52
Questão 5
Em uma ocorrência de amputação parcial de perna, com tempo prolongado de resgate técnico veicular, o SD/2 Burrona
controla a hemorragia aplicando um torniquete poucos centímetros distalmente ao ferimento e, em seguida, eleva o
membro acima do nível do coração, afirmando que essas medidas reduzem ainda mais o sangramento residual. O Cap.
João Henrique corrige a conduta do soldado e, observando que a vítima permanece presa aos destroços por mais de
quarenta minutos sob baixa temperatura ambiente, alerta a guarnição sobre o risco de instalação de um quadro sistêmico
grave decorrente da combinação de múltiplos distúrbios metabólicos e hemodinâmicos. Com base nas diretrizes técnicas
do CBMMA, assinale a alternativa correta quanto à conduta de controle de hemorragia e ao quadro sistêmico mencionado
pelo capitão.
A O torniquete foi corretamente posicionado distalmente ao ferimento, e a elevação do membro é medida complementar
recomendada para reduzir ainda mais o fluxo sanguíneo residual; o quadro mencionado pelo capitão corresponde
isoladamente à hipotermia, sem relação com os demais parâmetros metabólicos da vítima.
B O torniquete deveria ter sido posicionado distalmente ao ferimento, porém em posição ainda mais afastada da lesão, e a
compressão de pontos arteriais substituiria com vantagem a elevação do membro; o quadro mencionado pelo capitão
refere-se exclusivamente à coagulopatia dilucional.
C A conduta do soldado está tecnicamente correta em ambos os aspectos, visto que a elevação do membro e o
posicionamento distal do torniquete são recomendações vigentes para ferimentos juncionais com amputação parcial
associada.
D O torniquete deve ser posicionado proximalmente ao ferimento, nunca distalmente, e a elevação do membro é
técnica desatualizada; o alerta do capitão refere-se ao Diamante Letal do Trauma — hipotermia, coagulopatia,
acidose metabólica e hipocalcemia —, condições que se retroalimentam e agravam o prognóstico em trauma
grave.
E O torniquete deve ser posicionado proximalmente ao ferimento, o que está correto, mas a elevação do membro
permanece tecnicamente recomendada como medida auxiliar; o quadro mencionado pelo capitão é restrito à tríade
clássica, sem a participação da hipocalcemia nesse contexto.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — o posicionamento distal do torniquete é incorreto (deve ser proximal ao ferimento), e a elevação do membro
não é medida complementar válida; o quadro sistêmico não se restringe à hipotermia isolada. B) ERRADA — propõe afastar
ainda mais o torniquete do ferimento (continuando distal) e reintroduz a compressão de pontos arteriais como alternativa à
elevação, ambas condutas desatualizadas; também restringe erroneamente o quadro sistêmico à coagulopatia dilucional
isolada. C) ERRADA — nega integralmente o erro técnico do soldado, validando o posicionamento distal do torniquete e a
elevação do membro, em contradição direta com as diretrizes técnicas do CBMMA. D) CORRETA — o torniquete deve ser
posicionado proximalmente ao ferimento, nunca distalmente, e a elevação do membro constitui técnica desatualizada; o
quadro sistêmico alertado pelo capitão corresponde ao Diamante Letal do Trauma (hipotermia, coagulopatia, acidose
metabólica e hipocalcemia), condições que se retroalimentam e agravam o prognóstico em trauma grave, especialmente em
resgates prolongados e com exposição ao frio, como no caso descrito. E) ERRADA — acerta o posicionamento proximal do
torniquete, mas mantém a elevação do membro como medida auxiliar válida (o que é incorreto) e restringe o quadro à tríade
clássica, omitindo a hipocalcemia reconhecida pelas diretrizes técnicas do CBMMA como quarto elemento do Diamante
Letal.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A dupla pegadinha do item: (1) posicionamento do torniquete distalmente ao ferimento, quando o correto é 5 a 7 cm
proximalmente a ele; e (2) a reintrodução de 'elevação do membro' como técnica válida, quando as diretrizes técnicas do
CBMMA a classificam como desatualizada, assim como a compressão de pontos arteriais.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
O controle de hemorragia externa segue uma sequência escalonada: pressão direta → preenchimento de ferida (wound
packing, para feridas juncionais/cavitárias, com gaze contínua até o fundo da lesão e pressão direta por no mínimo três
minutos) → torniquete, posicionado de 5 a 7 cm proximalmente ao ferimento, nunca distalmente, com o horário de aplicação
sempre registrado. Em cenas de resgate prolongado, como extricações veiculares demoradas e exposição ao frio, instala-se
o chamado Diamante Letal do Trauma: hipotermia, coagulopatia e acidose metabólica (tríade clássica), somadas à
hipocalcemia como quarto elemento — as quatro condições se retroalimentam (a hipotermia agrava a coagulopatia; a
acidose e a hipocalcemia pioram a contratilidade cardíaca e a própria coagulação), piorando sensivelmente o prognóstico
do paciente.
Questão inédita — banco Jornada do Herói· Diamante Letal do Trauma e controle de hemorragia externa (torniquete)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 6 / 52
MACETE DE OURO
Torniquete sempre 'de olho para CIMA' — proximal, mais perto do coração, nunca distal, mais perto da ponta do
membro. E para o Diamante Letal, lembre do '4H-A' invertido: Hipotermia, Hipocalcemia, Acidose e coagulopatia —
quatro pontas de um mesmo diamante que se alimentam mutuamente.
Questão 6
Em um incêndio residencial, o SD/2 Burrão avalia a vítima e observa uma área extensa na face anterior do antebraço com
aspecto esbranquiçado e levemente carbonizado, à qual a vítima não reage a estímulos de dor, mesmo quando
pressionada com firmeza no centro da lesão. O soldado informa à Ten. Gabriela que a queimadura é 'de grau leve, pois
não dói', sugerindo que a vítima pode ser transportada por último entre os ocupantes do imóvel. A tenente contesta a
avaliação, explicando o real significado clínico da ausência de dor na lesão observada. Considerando as diretrizes técnicas
do CBMMA sobre classificação das queimaduras por profundidade, assinale a alternativa correta.
A A queimadura descrita é de primeiro grau, acometendo apenas a epiderme, e a ausência de dor decorre da baixa
intensidade do calor envolvido, não representando gravidade adicional em relação às lesões eritematosas dolorosas.
B A queimadura descrita é de segundo grau superficial, caracterizada por bolhas e dor intensa, sendo a ausência de dor
relatada pelo soldado um erro de exame, já atribuível à ansiedade da vítima no momento da avaliação.
C A ausência de dor indica necessariamente queimadura de menor gravidade, pois a intensidade da resposta dolorosa
seria proporcional à extensão da lesão tecidual, independentemente da profundidade atingida pela queimadura.
D A queimadura descrita é de terceiro grau, de espessura total, com destruição das terminações nervosas na área
central, o que explica a ausência de dor à pressão; trata-se de lesão grave, que demanda avaliação prioritária, e
não transporte tardio.
E A queimadura descrita é de segundo grau profundo, e a ausência de dor na área central é achado incompatível com esse
grau de profundidade, devendo ser interpretada como sinal de choque neurogênico associado à perda de aferências
simpáticas regionais, e não como indicativo de maior profundidade da lesão térmica.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — queimadura de primeiro grau acomete apenas a epiderme e é dolorosa (eritema doloroso, sem bolhas),
perfil incompatível com a lesão esbranquiçada, carbonizada e indolor descrita. B) ERRADA — a queimadura de segundo
grau superficial é marcada por bolhas/flictenas e dor intensa; a ausência de dor relatada não é erro de exame nem efeito de
ansiedade, é achado clínico relevante. C) ERRADA — a intensidade da dor não é proporcional à extensão nem à gravidade
da lesão; pelo contrário, a queimadura mais profunda (terceiro grau) pode ser indolor justamente por destruir as terminações
nervosas. D) CORRETA — o aspecto esbranquiçado/carbonizado e a ausência de dor à pressão no centro da lesão são
achados típicos de queimadura de terceiro grau, de espessura total, com destruição das terminações nervosas da região;
trata-se de lesão grave que exige avaliação e transporte prioritários, e não transporte tardio, como sugerido pelo soldado. E)
ERRADA — a ausência de dor não é incompatível com a profundidade da lesão nem indica choque neurogênico; na
verdade, é exatamente o que se espera em queimaduras de terceiro grau, pela destruição das terminações nervosas.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A inversão de prioridade feita pelo SD/2 Burrão: interpretar a ausência de dor como sinal de 'queimadura leve' (o que
sugeriria transporte tardio), quando na verdade a falta de dor na área central é característica do terceiro grau — a
queimadura de maior gravidade, que exige avaliação prioritária.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A classificação das queimaduras por profundidade orienta diretamente a gravidade e a prioridade de atendimento. Primeiro
grau: acomete apenas a epiderme, com eritema e dor, sem bolhas. Segundo grau: atinge a derme, com bolhas/flictenas e
dor intensa, podendo ser superficial ou profunda. Terceiro grau: atinge a espessura total da pele, com destruição das
terminações nervosas; pode ser indolor na área central, apresenta aspecto esbranquiçado ou carbonizado, e geralmente
demanda enxerto. A ausência de dor em uma lesão extensa é, portanto, um sinal de alarme, e não de tranquilidade.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classificação das queimaduras por profundidade (1º, 2º e 3º graus)
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 7 / 52
MACETE DE OURO
'Não dói' não é sinônimo de 'é leve' na queimadura — pode significar justamente o contrário: que os nervos da região
já foram destruídos pelo terceiro grau. Dor intensa = segundo grau; ausência de dor na área central + aspecto
esbranquiçado/carbonizado = terceiro grau grave.
Questão 7
Durante o atendimento a uma vítima de explosão de botijão de gás, o Cap. João Henrique identifica queimaduras de
segundo grau acometendo toda a cabeça e o pescoço, um dos membros superiores em sua extensão completa e toda a
face anterior do tronco, sem outras áreas corporais comprometidas. O capitão solicita ao AL SD Mocorongo que calcule a
superfície corporal queimada (SCQ) total da vítima, aplicando a Regra dos Nove para adultos, a fim de estimar a gravidade
da lesão e orientar a reposição volêmica. Com base nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa que
apresenta o percentual total corretamente calculado.
A 45% de SCQ, somando-se 9% da cabeça e pescoço, 18% do membro superior acometido e 18% do tronco anterior,
valores obtidos ao se atribuir ao membro superior o mesmo percentual do tronco anterior.
B 27% de SCQ, somando-se 9% da cabeça e pescoço, 9% do membro superior e 9% do tronco anterior, valor obtido ao se
atribuir ao tronco anterior o mesmo percentual de um membro superior isolado.
C 36% de SCQ, somando-se 9% da cabeça e pescoço, 9% do membro superior acometido e 18% do tronco anterior,
conforme os percentuais da Regra dos Nove para cada segmento corporal em adultos.
D 54% de SCQ, somando-se 9% da cabeça e pescoço, 9% do membro superior e 36% do tronco anterior, valor obtido ao
se somar também o percentual do tronco posterior, ainda que este não tenha sido acometido.
E 18% de SCQ, considerando-se apenas a soma dos percentuais da cabeça e pescoço com o do membro superior
acometido, sem contabilizar a área queimada no tronco anterior.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — atribui 18% ao membro superior (quando o correto é 9%), inflando o total para 45%. B) ERRADA — atribui
apenas 9% ao tronco anterior (quando o correto é 18%), reduzindo indevidamente o total para 27%. C) CORRETA —
aplicando a Regra dos Nove para adultos (cabeça/pescoço 9%, cada membro superior 9%, tronco anterior 18%), a soma
correta é 9 + 9 + 18 = 36% de SCQ. D) ERRADA — soma indevidamente o percentual do tronco posterior (18%) ao cálculo,
mesmo este não tendo sido informado como acometido no enunciado, inflando o total para 54%. E) ERRADA — omite por
completo o percentual do tronco anterior acometido, somando apenas cabeça/pescoço e membro superior, o que resulta em
subestimação grave da gravidade da lesão (18% em vez de 36%).
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A troca proposital dos percentuais entre segmentos corporais (atribuir 18% ao membro superior em vez de 9%, ou 9% ao
tronco anterior em vez de 18%) é a pegadinha central: exige que o candidato tenha memorizado com precisão o valor de
cada segmento da Regra dos Nove, e não apenas a lógica geral da regra.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A Regra dos Nove é um método rápido de estimativa da superfície corporal queimada (SCQ) em adultos, dividindo o corpo
em múltiplos de 9%: cabeçae pescoço (9%), cada membro superior (9%), tronco anterior (18%), tronco posterior (18%),
cada membro inferior (18%) e períneo (1%). Apenas as áreas com queimadura de segundo e terceiro graus entram nesse
cálculo, que orienta diretamente a gravidade da lesão e, quando aplicável, os cálculos de reposição volêmica, como a
Fórmula de Parkland. Em crianças, a proporção é ajustada, atribuindo-se percentual relativamente maior à cabeça.
MACETE DE OURO
Pense em 'cabeça pequena, tronco grande': cabeça/pescoço e cada braço valem 9% (um 'nove' cada); cada perna e
cada face do tronco valem 18% (o dobro, dois 'noves'); e o períneo fecha a soma com 1%, completando os 100% do
corpo adulto.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Regra dos Nove — cálculo da superfície corporal queimada
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 8 / 52
Questão 8
Ao avaliar uma vítima de queimadura por contato prolongado com superfície metálica aquecida, a CB Mayara observa
uma área central com destruição tecidual evidente e irreversível, circundada por uma faixa de tecido lesado, porém ainda
com alguma viabilidade celular, e, mais externamente, por uma região avermelhada e com boa perfusão. O AL SD
Mocorongo questiona a cabo sobre a necessidade de reanimação volêmica cuidadosa, já que, a seu ver, apenas a área
central apresenta dano real. Com base nas diretrizes técnicas do CBMMA sobre as zonas de lesão da queimadura,
assinale a alternativa correta.
A A área central corresponde à zona de hiperemia, de necrose irreversível; a faixa intermediária, à zona de coagulação,
potencialmente viável; e a região externa, à zona de estase, que se recupera espontaneamente sem necessidade de
qualquer intervenção.
B A área central corresponde à zona de coagulação, de necrose tecidual irreversível; a faixa intermediária, à zona
de estase, tecido lesado porém potencialmente viável e alvo da reanimação volêmica adequada; e a região
externa, à zona de hiperemia, de tecido viável que se recupera espontaneamente.
C Apenas duas zonas de lesão são reconhecidas na queimadura — coagulação e hiperemia —, sendo a faixa intermediária
descrita pelo aluno soldado uma simples variação de tonalidade da zona de coagulação, sem significado clínico próprio.
D A zona de estase, correspondente à área central necrótica, não se beneficia de qualquer medida terapêutica, devendo a
reanimação volêmica concentrar-se exclusivamente na zona de hiperemia, periférica e já viável por natureza.
E A zona de coagulação é reversível quando tratada precocemente, de modo que a reanimação volêmica adequada tem
como principal objetivo recuperar o tecido já necrosado na área central da queimadura, e não preservar as zonas
adjacentes, que, segundo essa visão equivocada, evoluiriam favoravelmente de forma independente da perfusão mantida
pelo socorrista.
B Gabarito oficial: letra B
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — inverte os nomes das zonas: atribui a zona de hiperemia ao centro necrótico e a zona de coagulação à faixa
intermediária, trocando a ordem correta descrita nas diretrizes técnicas do CBMMA. B) CORRETA — a área central de
necrose irreversível é a zona de coagulação; a faixa intermediária, de tecido lesado mas potencialmente viável, é a zona de
estase, alvo prioritário da reanimação volêmica adequada; e a região externa, de tecido viável e boa perfusão, é a zona de
hiperemia, que se recupera espontaneamente. C) ERRADA — inventa a inexistência da zona de estase como entidade
própria, tratando-a como mera variação da zona de coagulação, o que contraria a classificação de Jackson descrita nas
diretrizes técnicas do CBMMA. D) ERRADA — chama a área central necrótica de 'zona de estase' (nome incorreto, trata-se
da zona de coagulação) e nega qualquer benefício terapêutico à verdadeira zona de estase, invertendo o objetivo real da
reanimação volêmica. E) ERRADA — afirma que a zona de coagulação (necrose já instalada) seria reversível com
tratamento, quando na realidade o objetivo da reanimação volêmica é preservar a zona de estase, evitando que ela evolua
para necrose, e não 'recuperar' o tecido já necrosado da zona de coagulação.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A alternativa E inverte o verdadeiro objetivo clínico da reanimação volêmica na queimadura: o alvo da perfusão adequada é
salvar a zona de estase (ainda viável, mas em risco), e não tentar reverter a necrose já instalada na zona de coagulação,
que é irreversível.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A classificação de Jackson descreve três zonas concêntricas de lesão na queimadura: a zona de coagulação, no centro,
onde a necrose tecidual já é irreversível no momento da lesão; a zona de estase, ao redor, onde o tecido está lesado mas
ainda potencialmente viável — é justamente essa zona que pode evoluir para necrose se a perfusão não for mantida
adequadamente, tornando-se o principal alvo da reanimação volêmica precoce; e a zona de hiperemia, na periferia, com
vasodilatação e tecido viável, que tende a se recuperar espontaneamente. Compreender essas zonas é essencial para
justificar a importância da reposição volêmica mesmo em áreas que, à primeira vista, parecem menos comprometidas.
MACETE DE OURO
Pense em um alvo de tiro: o 'centro' já está perdido (zona de COAGULAÇÃO = morto); o 'anel do meio' é a zona de
ESTASE, que você ainda pode SALVAR com boa reanimação volêmica; e a 'borda externa' é a zona de HIPEREMIA,
que se resolve sozinha.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Zonas de Lesão da queimadura (Jackson) — coagulação, estase e
hiperemia
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 9 / 52
Questão 9
Em uma subestação elétrica, durante serviço de manutenção, um trabalhador sofre descarga de alta tensão e apresenta
queimaduras de segundo e terceiro graus distribuídas por aproximadamente 40% da superfície corporal, além de
pequenas lesões de entrada e saída da corrente elétrica. A CB Mayara, sabendo que a vítima pesa 80 kg, inicia os
cálculos de reposição volêmica pela Fórmula de Parkland antes da remoção para a unidade de referência em queimados.
Considerando as diretrizes técnicas do CBMMA sobre queimaduras elétricas e reposição volêmica, assinale a alternativa
que apresenta corretamente o volume a ser administrado nas primeiras oito horas.
A 4.200 mL, valor obtido ao se aplicar a fórmula de Parkland com o peso e o percentual de superfície corporal queimada
utilizados em outro caso de referência, e não os dados específicos de 80 kg e 40% informados nesta ocorrência.
B 12.800 mL, resultado do cálculo 4 mL × 40 × 80 para as 24 horas totais, mas apresentado de forma incorreta como o
volume das primeiras oito horas, sem a aplicação do percentual de 50% previsto para esse período.
C 3.200 mL, valor obtido ao se aplicar o fator 2 mL × %SCQ × peso, próprio das queimaduras térmicas em geral, em vez do
fator 4 mL × %SCQ × peso, exigido para queimaduras elétricas como a deste caso.
D 6.400 mL, correspondentes a 50% do volume total de 12.800 mL calculado para 24 horas pela fórmula 4 mL ×
%SCQ × peso, válida para queimaduras elétricas, administrados nas primeiras oito horas contadas a partir do
momento da queimadura.
E 4.267 mL, valor obtido ao se dividir o volume total de 12.800 mL igualmente pelas três frações de oito horas que
compõem o período de 24 horas, em vez de aplicar a distribuição de 50% nas primeiras oito horas e 50% nas dezesseis
horas restantes.
D Gabarito oficial: letra D
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — usa o valor de outro caso de referência (4.200 mL, calculado para 70 kg e 30% SCQ), e não os dados de 80
kg e 40% SCQ informados neste enunciado; o valor numérico está desconectado dos dados reais da vítima. B) ERRADA —
calcula corretamente o volume total de 24 horas pela fórmula de queimadura elétrica (4 × 40 × 80 = 12.800 mL), mas
apresenta esse total, de forma incorreta, como se fosse o volume das primeiras oito horas, sem aplicar o percentual de 50%
previstopara esse período. C) ERRADA — aplica o fator 2 mL × %SCQ × peso (próprio de queimaduras térmicas em geral),
obtendo 2 × 40 × 80 = 6.400 mL em 24h e 3.200 mL nas primeiras 8h, quando o caso exige o fator 4 mL × %SCQ × peso,
específico para queimaduras elétricas. D) CORRETA — pela fórmula de Parkland para queimadura elétrica, o volume em 24
horas é 4 mL × 40 (%SCQ) × 80 (kg) = 12.800 mL; 50% desse volume, ou seja, 6.400 mL, deve ser administrado nas
primeiras oito horas, contadas a partir do momento da queimadura. E) ERRADA — divide o volume total de 12.800 mL
igualmente em três frações de oito horas (12.800 ÷ 3 ≈ 4.267 mL), ignorando a distribuição correta de 50% nas primeiras
oito horas e 50% nas dezesseis horas restantes.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A pegadinha central combina dois erros possíveis: (1) usar o fator multiplicador errado (2 mL, de queimadura térmica, em
vez de 4 mL, de queimadura elétrica) e (2) confundir o volume total de 24 horas com o volume das primeiras 8 horas,
esquecendo de aplicar a divisão de 50%/50%.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A Fórmula de Parkland estima o volume de reposição volêmica com Ringer Lactato nas primeiras 24 horas após a
queimadura: Volume (mL) = 2 mL × %SCQ × peso (kg) para queimaduras térmicas em geral, ou 4 mL × %SCQ × peso (kg)
para queimaduras elétricas — apenas áreas de segundo e terceiro graus entram no cálculo de %SCQ. Do volume total
calculado, 50% deve ser administrado nas primeiras 8 horas, contadas a partir do momento da queimadura (e não do início
do atendimento), e os outros 50% nas 16 horas seguintes. No caso descrito: 4 × 40 × 80 = 12.800 mL em 24h; 50% = 6.400
mL nas primeiras 8 horas.
MACETE DE OURO
Elétrica dobra a conta: '4 é o dobro de 2' — queimadura elétrica usa 4 mL, queimadura térmica comum usa 2 mL. E
lembre sempre da 'meia-meia nas 8': metade do volume total entra nas primeiras 8 horas (contadas da hora da
queimadura), a outra metade se espalha pelas 16 horas seguintes.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Fórmula de Parkland — reposição volêmica em queimadura elétrica
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 10 / 52
Questão 10
Durante o atendimento a uma vítima de contato acidental com produto químico corrosivo em uma indústria, o SD/2 Burrão
sugere aplicar sobre a pele lesada uma substância neutralizante específica, que, segundo ele, reagiria com o agente
químico e interromperia instantaneamente o dano tecidual, evitando perda de tempo com lavagem prolongada. A Coronel
Kelly interrompe a conduta do soldado e determina a medida correta a ser adotada de imediato. Considerando as
diretrizes técnicas do CBMMA sobre queimaduras químicas, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial padrão
correta.
A Irrigação copiosa e prolongada com água corrente, conduta inicial padrão para a quase totalidade dos agentes
químicos.
B Aplicação de substância neutralizante específica sobre a área lesada antes de qualquer contato com água, medida que
interrompe de forma mais rápida e eficaz a reação química em curso na pele da vítima, reduzindo o tempo total de
exposição ao agente agressivo.
C Oclusão imediata da lesão com compressas secas e estéreis, sem qualquer contato com líquidos, de modo a impedir que
o agente químico se disperse para áreas de pele íntegra adjacentes à lesão original.
D Remoção mecânica do agente químico com gaze seca friccionada sobre a pele, seguida de aplicação de pomada
cicatrizante, antes de qualquer irrigação, para reduzir a concentração do produto em contato com o tecido.
E Resfriamento da lesão exclusivamente com compressas de gelo em contato direto com a pele lesada, técnica que
neutralizaria quimicamente o agente agressivo pela redução abrupta da temperatura local.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA — a irrigação copiosa e prolongada com água corrente é, segundo as diretrizes técnicas do CBMMA, a
conduta inicial padrão para a quase totalidade das queimaduras químicas, diluindo e removendo o agente agressivo da
superfície corporal. B) ERRADA — aplicar substância neutralizante antes de qualquer contato com água não é conduta
recomendada pelas diretrizes técnicas do CBMMA; a reação de neutralização pode, inclusive, gerar calor adicional e
agravar a lesão, além de retardar o início da irrigação eficaz. C) ERRADA — a oclusão imediata da lesão com compressas
secas, sem irrigação, mantém o agente químico em contato prolongado com a pele, agravando o dano tecidual, em vez de
removê-lo. D) ERRADA — a remoção mecânica com gaze seca friccionada pode espalhar o agente químico sobre área
maior de pele e intensificar a lesão, além de postergar a irrigação, que é a medida prioritária. E) ERRADA — o uso de gelo
em contato direto com a pele não é conduta recomendada para queimaduras químicas e não neutraliza quimicamente o
agente, podendo ainda causar lesão térmica adicional por frio.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A sugestão do SD/2 Burrão de usar uma 'substância neutralizante' em vez de água é a pegadinha clássica das queimaduras
químicas: tentar reagir quimicamente com o agente agressivo pode gerar calor adicional e piorar a lesão, enquanto a
irrigação copiosa com água corrente permanece a conduta inicial padrão, simples e segura, para a quase totalidade dos
agentes.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Nas queimaduras químicas, a conduta inicial padrão é a irrigação copiosa e prolongada com água corrente, que dilui o
agente agressivo e interrompe a lesão tecidual em progressão, sendo válida para a quase totalidade dos agentes químicos.
Tentativas de 'neutralização' com outras substâncias químicas são geralmente contraindicadas, pois a própria reação de
neutralização pode liberar calor e agravar o dano. Antes de iniciar a irrigação, deve-se remover roupas e adereços
contaminados pelo agente, sempre protegendo o socorrista de contato secundário com o produto.
MACETE DE OURO
Queimadura química: 'quando em dúvida, lave bastante' — água corrente, copiosa e prolongada, é quase sempre a
resposta certa; desconfie de qualquer alternativa que proponha 'neutralizar' o produto com outra substância química
antes de lavar.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Queimaduras químicas — conduta inicial padrão
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 11 / 52
Questão 11
Após resgatar uma vítima de incêndio em cômodo fechado, o SD Luís Ricardo observa que a pele do tronco e dos
membros está intacta, sem qualquer queimadura visível, e conclui que não há motivo para prioridade no transporte. A Ten.
Gabriela, no entanto, nota cílios e sobrancelhas chamuscados, fuligem nas narinas, escarro de aspecto carbonáceo e
rouquidão progressiva na vítima, e determina transporte imediato com monitorização contínua da via aérea. Considerando
as diretrizes técnicas do CBMMA sobre lesão por inalação de fumaça, assinale a alternativa correta quanto à conduta da
tenente.
A A conduta da tenente é equivocada, pois a lesão por inalação de fumaça somente deveria ser suspeitada quando há
queimadura cutânea extensa associada, não sendo os achados descritos, isoladamente, indicativos de risco para a via
aérea da vítima.
B Os achados relatados — cílios e sobrancelhas chamuscados, fuligem nasal, escarro carbonáceo e rouquidão — são
inespecíficos e comuns a qualquer exposição à fumaça, não se associando a risco real de obstrução de via aérea na
ausência de queimadura cutânea.
C A conduta da tenente é correta, pois esses achados sugerem lesão por inalação de fumaça, condição em que a
via aérea pode evoluir para obstrução mesmo sem queimadura cutânea extensa.
D A rouquidão isolada, sem os demais achados, já seria suficiente para descartar lesão de via aérea por inalação, de modo
que a associação de múltiplos sinais, como no caso relatado, tornaria o quadro menos preocupante.
E A prioridade de transporte deveria considerar apenas a extensão da queimaduracutânea visível, sendo os sinais
relacionados às vias aéreas superiores de relevância secundária em comparação com lesões dérmicas.
C Gabarito oficial: letra C
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA — a lesão por inalação de fumaça deve ser suspeitada mesmo na ausência de queimadura cutânea extensa,
bastando os achados descritos (cílios e sobrancelhas chamuscados, fuligem, escarro carbonáceo, rouquidão) para levantar
a suspeita e justificar prioridade de transporte. B) ERRADA — os achados citados não são inespecíficos; são, pelo contrário,
sinais clássicos e específicos de possível lesão de via aérea por inalação de fumaça, independentemente de haver ou não
queimadura cutânea associada. C) CORRETA — a conduta da Ten. Gabriela está correta, pois cílios e sobrancelhas
chamuscados, fuligem nasal, escarro carbonáceo e rouquidão progressiva sugerem lesão por inalação de fumaça, condição
em que a via aérea pode evoluir para obstrução mesmo sem queimadura cutânea extensa, conforme as diretrizes técnicas
do CBMMA. D) ERRADA — a rouquidão isolada já seria motivo de atenção, e a presença de múltiplos sinais associados
(cílios chamuscados, fuligem, escarro carbonáceo) não torna o quadro 'menos preocupante'; pelo contrário, reforça a
suspeita e aumenta a gravidade. E) ERRADA — restringir a prioridade de transporte apenas à extensão da queimadura
cutânea visível ignora o risco de evolução para obstrução de via aérea, que pode ocorrer mesmo sem lesão dérmica
extensa, sendo essa avaliação tão ou mais prioritária.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
A pegadinha do SD Luís Ricardo é associar a gravidade da vítima exclusivamente à presença de queimadura cutânea
visível, ignorando os sinais indiretos de lesão de via aérea por inalação de fumaça, que podem evoluir para obstrução
mesmo em vítimas sem nenhuma queimadura na pele.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A lesão por inalação de fumaça deve ser suspeitada sempre que houver queimadura de face e pescoço, cílios ou
sobrancelhas chamuscados, fuligem em narinas ou boca, escarro de aspecto carbonáceo ou rouquidão progressiva,
independentemente da extensão da queimadura cutânea corporal. O risco principal é a evolução silenciosa para obstrução
de via aérea por edema térmico ou químico das estruturas respiratórias, razão pela qual essas vítimas exigem
monitorização contínua e transporte prioritário, mesmo quando a pele aparentemente íntegra sugeriria, à primeira vista, um
quadro de menor gravidade.
MACETE DE OURO
'Pele limpa não significa via aérea limpa' — cílios chamuscados, fuligem no nariz, escarro preto e voz rouca são o
alarme silencioso da queimadura que você não vê: a da via aérea por dentro.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Lesão por inalação de fumaça
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 12 / 52
Questão 12
Durante uma aula prática de imobilização ministrada pela Ten. Gabriela para a turma do CSU 59, o 3º Sgt Barreto
apresenta quatro fichas de ocorrência fictícias para fixar a classificação das fraturas segundo as diretrizes técnicas do
CBMMA. Caso 1: um escolar de oito anos sofre queda de bicicleta e o exame revela angulação do antebraço, com dor à
manipulação, mas sem perda total da continuidade óssea. Caso 2: uma vítima de acidente motociclístico apresenta
ferimento na perna com fragmento ósseo visível em comunicação direta com o meio externo. Caso 3: um trabalhador sofre
esmagamento da perna pela queda de um material pesado, e o exame de imagem evidencia o osso fragmentado em mais
de dois pedaços. Caso 4: uma vítima de queda da própria altura apresenta deformidade evidente da perna, porém sem
qualquer solução de continuidade da pele sobrejacente. CB Mayara é convidada a classificar corretamente os quatro
casos, na ordem em que foram descritos. Assinale a alternativa que apresenta essa classificação.
A Caso 1: fratura em galho verde; caso 2: fratura exposta; caso 3: fratura cominutiva; caso 4: fratura fechada.
B Caso 1: fratura cominutiva; caso 2: fratura em galho verde; caso 3: fratura exposta; caso 4: fratura fechada, conforme o
exame clínico inicial realizado no local pela guarnição.
C Caso 1: fratura em galho verde; caso 2: fratura cominutiva; caso 3: fratura exposta; caso 4: fratura fechada, conforme o
exame clínico inicial realizado no local pela guarnição.
D Caso 1: fratura exposta; caso 2: fratura cominutiva; caso 3: fratura em galho verde; caso 4: fratura fechada, conforme o
exame clínico inicial realizado no local pela guarnição.
E Caso 1: fratura em galho verde; caso 2: fratura exposta; caso 3: fratura fechada; caso 4: fratura cominutiva, conforme o
exame clínico inicial realizado no local pela guarnição.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA. Caso 1 é fratura em galho verde (incompleta, típica em ossos jovens/infantis, o osso dobra e trinca sem se
partir totalmente). Caso 2 é fratura exposta (há solução de continuidade da pele, com comunicação entre o foco de fratura e
o meio externo). Caso 3 é fratura cominutiva (o osso se fragmenta em três ou mais pedaços). Caso 4 é fratura fechada (sem
comunicação com o meio externo, pele íntegra). B) ERRADA. Troca os casos 1 e 2 entre galho verde/cominutiva e
cominutiva/exposta, atribuindo cominutiva a um quadro de angulação sem fragmentação. C) ERRADA. Inverte os casos 2 e
3: o ferimento com exposição óssea (caso 2) é classificado como cominutiva, e o esmagamento com fragmentação (caso 3)
como exposta, ignorando que exposição se refere à pele e cominuição ao número de fragmentos. D) ERRADA. Desloca
galho verde para o caso 3 e exposta para o caso 1, invertendo as características clínicas descritas em cada ficha. E)
ERRADA. Troca os casos 3 e 4, atribuindo fechada ao esmagamento com fragmentação óssea evidente e cominutiva à
queda sem lesão cutânea.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O examinador explora a memorização mecânica dos quatro tipos de fratura embaralhando a ordem de atribuição entre os
casos clínicos descritos, exigindo que o candidato relacione cada característica clínica (continuidade óssea, exposição
cutânea, número de fragmentos) ao termo técnico correto, em vez de apenas recordar as definições isoladamente.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Fratura é definida por DOIS eixos independentes: (1) quanto à continuidade óssea/padrão de fragmentação — galho verde
(incompleta) e cominutiva (3+ fragmentos); (2) quanto à relação com o meio externo — exposta (com comunicação) e
fechada (sem comunicação). Fratura exposta exige cobertura estéril e NUNCA reduzir ou reintroduzir o fragmento ósseo
exposto no campo.
MACETE DE OURO
Macete: “GALHO dobra, não quebra; COMINUTIVA quebra em MUITOS; EXPOSTA abre a PELE; FECHADA fecha a
pele.” Pense em dois eixos separados — um sobre o OSSO (galho verde x cominutiva) e outro sobre a PELE (exposta
x fechada) — e nunca confunda os dois critérios.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Classificação das fraturas — galho verde, cominutiva, exposta e
fechada
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 13 / 52
Questão 13
Em um jogo de vôlei na quadra do quartel, dois atletas se machucam quase simultaneamente. O primeiro torce o tornozelo
ao pisar fora da linha, sente dor imediata e edema progressivo, mas o pé mantém o alinhamento visual normal em relação
à perna. O segundo cai sobre o ombro e passa a apresentar deformidade evidente na articulação, com perda do contorno
habitual e dor intensa à menor tentativa de movimento. SD Luís Ricardo e o AL SD Mocorongo são os primeiros a avaliar
as vítimas; o aluno afirma que “os dois casos são a mesma lesão, só que em lugares diferentes”, e propõe conduta
idêntica para ambos. A Ten. Gabriela intervém para corrigir o raciocínio do aluno. Com base nas diretrizes técnicas do
CBMMA, assinale a alternativa que diferencia corretamente as duas lesões.
A O primeiro atleta sofreu uma entorse, lesão ligamentar por movimento além da amplitude articularnormal, sem
perda do contato entre as superfícies articulares; o segundo sofreu uma luxação, com perda completa do contato
entre essas superfícies, geralmente associada a deformidade visível.
B O primeiro atleta sofreu uma luxação, pois toda torção de tornozelo implica, necessariamente e sem exceção, perda do
contato articular mesmo sem deformidade aparente ao exame inicial; o segundo sofreu uma entorse, já que a dor intensa
relatada predomina clinicamente sobre a deformidade visível, que seria apenas um achado secundário e pouco relevante
para a classificação correta da lesão.
C Ambos os casos configuram entorses, uma vez que a entorse pode ou não cursar com perda completa do contato entre
as superfícies articulares, dependendo exclusivamente da intensidade da dor relatada pela vítima e não de qualquer
achado objetivo verificável pelo socorrista durante o exame físico no local.
D O primeiro atleta sofreu uma fratura em galho verde, já que o edema progressivo seria sinal exclusivo de lesão óssea
incompleta nesse segmento; o segundo sofreu uma entorse grave, por não haver fragmentação óssea visível ao exame,
ainda que a deformidade articular evidente sugira, à primeira vista, outro diagnóstico mais compatível.
E Ambos os casos configuram luxações, pois a simples presença de dor e edema após trauma articular já bastaria, por si
só, para caracterizar clinicamente a perda completa do contato entre as superfícies articulares envolvidas,
independentemente de qualquer outro achado do exame físico.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA. Reproduz exatamente a diferenciação técnica: entorse é lesão ligamentar sem perda do contato articular;
luxação é a perda completa desse contato, geralmente com deformidade visível — compatível com os dois casos descritos.
B) ERRADA. Inverte os diagnósticos e generaliza de forma incorreta que toda torção de tornozelo é luxação. C) ERRADA.
Afirma, de forma equivocada, que a distinção entre entorse e luxação depende da intensidade da dor relatada, quando o
critério técnico é a presença ou não de perda completa do contato articular. D) ERRADA. Mistura o conceito de fratura em
galho verde (lesão óssea incompleta) com uma lesão exclusivamente ligamentar/articular, atribuindo ao edema um
significado que não lhe é exclusivo. E) ERRADA. Reduz o diagnóstico de luxação a critérios clínicos genéricos (dor e
edema), ignorando que o critério definidor é a perda completa do contato articular.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator clássico explora a confusão entre lesão ligamentar (entorse) e deslocamento articular (luxação), seja invertendo
os dois conceitos, seja atribuindo a diferenciação a sinais inespecíficos (dor, edema) em vez do critério técnico correto: a
integridade ou não do contato entre as superfícies articulares.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Entorse e luxação têm sinais e sintomas gerais semelhantes (dor, edema, deformidade, impotência funcional); a
imobilização de ambas segue o mesmo princípio — talas imobilizando as articulações acima e abaixo do foco de lesão, com
checagem de perfusão/sensibilidade/motricidade distal antes e depois.
MACETE DE OURO
Macete: ENTORSE = “esticou, mas não saiu do lugar” (ligamento alongado além do normal, superfícies ainda em
contato); LUXAÇÃO = “saiu do lugar” (perda completa do contato articular). Deformidade visível marcante aponta para
luxação; dor com edema sem desalinhamento aponta para entorse.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Diferenciação entorse x luxação
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 14 / 52
Questão 14
Em um acidente envolvendo dois motociclistas, o Cap. João Henrique coordena o atendimento de ambas as vítimas. A
vítima 1 apresenta deformidade isolada na diáfise da coxa, compatível com fratura de fêmur, sem outras lesões articulares
associadas. A vítima 2 apresenta deformidade da coxa associada a instabilidade e dor intensa no próprio joelho, com
suspeita de fratura/luxação dessa articulação. SD/2 Burrona sugere aplicar a tala de tração em ambas as vítimas,
argumentando que “toda fratura de perna se beneficia da tração contínua”. O Cap. João Henrique corrige a conduta antes
da imobilização. Com base nas diretrizes técnicas do CBMMA, assinale a alternativa correta quanto à indicação da tala de
tração nesse cenário.
A A tala de tração está indicada para a vítima 1, por se tratar de fratura isolada da diáfise do fêmur, cuja tração
contínua reduz dor, hemorragia interna e lesão de partes moles; está contraindicada para a vítima 2, em razão da
suspeita de fratura/luxação de joelho.
B A tala de tração está indicada para ambas as vítimas, pois a suspeita de lesão de joelho não compõe, segundo essa linha
de raciocínio, o rol de contraindicações reconhecidas pelas diretrizes técnicas do CBMMA para esse dispositivo, bastando
confirmar apenas a presença de deformidade na coxa de cada vítima antes de proceder à tração.
C A tala de tração está contraindicada para a vítima 1 e indicada para a vítima 2, uma vez que, nessa interpretação, a
tração contínua seria o procedimento de escolha justamente quando há suspeita de lesão articular associada, por
supostamente estabilizar também a articulação comprometida durante o transporte.
D A tala de tração está contraindicada para ambas as vítimas, pois, segundo essa interpretação equivocada, esse
dispositivo só poderia ser utilizado em fraturas fechadas de perna em geral, nunca especificamente em fraturas da diáfise
do fêmur consideradas isoladas.
E A tala de tração está indicada para a vítima 2, porque, segundo essa linha de raciocínio incorreta, a tração contínua
estabilizaria simultaneamente o fêmur e o joelho comprometido, sendo contraindicada apenas em fraturas de quadril ou
de pelve, nunca em lesões da própria articulação do joelho.
A Gabarito oficial: letra A
RAIO-X DA QUESTÃO
A) CORRETA. A tala de tração é indicada para fratura isolada de fêmur (vítima 1), pela tração contínua que reduz dor,
hemorragia interna e lesão de partes moles; é contraindicada em fratura ou luxação de joelho (vítima 2), entre outras
situações (exposição óssea significativa na coxa, fratura de quadril/pelve, avulsão/amputação parcial de tornozelo ou pé). B)
ERRADA. Nega expressamente uma contraindicação real (lesão de joelho), que consta nas diretrizes técnicas do CBMMA.
C) ERRADA. Inverte completamente as indicações, aplicando a tala justamente no caso contraindicado. D) ERRADA. Nega
a indicação clássica da tala de tração (fratura de fêmur), restringindo-a erroneamente a fraturas fechadas de perna em
geral. E) ERRADA. Atribui à tala de tração um efeito que ela não possui (estabilizar simultaneamente fêmur e joelho) e limita
as contraindicações apenas a quadril/pelve, ignorando a contraindicação de lesão de joelho aplicável ao próprio caso.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora a crença de que a tala de tração é indicada para “qualquer fratura de perna” ou que ela também
resolveria lesões articulares associadas (joelho), quando na verdade a tração contínua pode agravar justamente essas
lesões articulares — por isso compõem a lista de contraindicações.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
A tala de tração serve a UM objetivo claro: tracionar a diáfise do fêmur fraturado. Qualquer lesão articular adjacente (joelho,
quadril/pelve) ou lesão distal que a tração possa agravar ou completar (amputação parcial de tornozelo/pé, exposição óssea
significativa na coxa) é contraindicação.
MACETE DE OURO
Macete: “Tala de TRAÇÃO é para o MEIO do fêmur, não para as PONTAS.” Se a suspeita de lesão estiver nas
articulações vizinhas (quadril/pelve de um lado, joelho/tornozelo/pé do outro), a tração deixa de ser aliada e passa a
ser risco.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Tala de tração para fêmur e suas contraindicações
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 15 / 52
Questão 15
Um acidentede trânsito de alta energia produz duas vítimas. A vítima A, projetada da motocicleta, apresenta instabilidade
da bacia ao exame e mecanismo compatível com fratura de pelve. A vítima B tem o antebraço amputado traumaticamente
no próprio acidente, com o segmento encontrado íntegro próximo ao local. Ao montar o plano de atendimento, SD/2 Burrão
propõe manipular repetidamente a bacia da vítima A “para confirmar por palpação a extensão da fratura” e, em seguida,
apoiar o segmento amputado da vítima B diretamente sobre o gelo do kit de resgate, “para conservar melhor o tecido”. A
Ten. Gabriela interrompe ambas as condutas antes que sejam executadas. Com base nas diretrizes técnicas do CBMMA,
assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para as duas vítimas.
A Para a vítima A, a manipulação repetida da bacia é recomendada, pois permite delimitar com precisão a extensão da
fratura antes da imobilização; para a vítima B, o segmento deve ser mantido em contato direto com o gelo, o que retarda
a necrose tecidual.
B Para a vítima A, deve-se aplicar cinta pélvica ou lençol circunferencial na altura da cintura, acima das últimas costelas;
para a vítima B, o segmento deve ser envolto em compressa limpa e umedecida antes de ser acondicionado em saco
plástico dentro de outro recipiente com gelo.
C Para a vítima A, a manipulação repetida da bacia é indiferente ao prognóstico, pois a hemorragia retroperitoneal não se
relaciona a coágulos já formados; para a vítima B, o segmento deve ser transportado seco, sem qualquer envoltório, para
evitar maceração.
D Para a vítima A, deve-se evitar qualquer dispositivo de estabilização externa, pois a cinta pélvica está contraindicada em
suspeita de fratura de bacia; para a vítima B, o segmento deve ser descartado quando houver qualquer sujidade visível,
priorizando-se apenas o controle da hemorragia no coto.
E Para a vítima A, deve-se aplicar cinta pélvica ou lençol circunferencial na altura dos trocânteres, evitando a
manipulação repetida da bacia pelo risco de deslocar coágulos e agravar a hemorragia retroperitoneal; para a
vítima B, o segmento deve ser envolto em compressa limpa e levemente umedecida, acondicionado em saco
plástico e este dentro de outro recipiente com gelo, nunca em contato direto com o tecido.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Recomenda manipulação repetida da bacia, prática contraindicada pelo risco de deslocar coágulos e agravar a
hemorragia retroperitoneal; e recomenda contato direto do segmento com o gelo, quando o gelo nunca deve tocar
diretamente o tecido. B) ERRADA. Posiciona a cinta pélvica na altura da cintura/últimas costelas, quando o correto é na
altura dos trocânteres; a conduta para a vítima B está correta isoladamente, mas a alternativa como um todo está errada
pelo erro na vítima A. C) ERRADA. Nega a relação entre manipulação repetida e agravamento da hemorragia
retroperitoneal, e recomenda transportar o segmento seco, quando ele deve ser mantido em compressa limpa e levemente
umedecida. D) ERRADA. Nega a indicação de cinta pélvica/lençol circunferencial, que é a conduta correta para suspeita de
fratura de bacia, e propõe descartar o segmento amputado por sujidade visível, quando a conduta correta é preservar o
segmento e controlar a hemorragia no coto. E) CORRETA. Aplica cinta pélvica/lençol na altura dos trocânteres, evita
manipulação repetida da bacia, e preserva o segmento amputado em compressa limpa e levemente umedecida, dentro de
saco plástico e de outro recipiente com gelo, sem contato direto com o tecido — exatamente como preconizado.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator mais perigoso (B) muda apenas a referência anatômica da cinta pélvica (cintura em vez de trocânteres), exigindo
atenção fina do candidato; os demais exploram condutas inversas (manipulação repetida como se fosse útil, gelo em
contato direto, descarte do segmento) como se fossem corretas.
AULA DE ESTUDO REVERSO (TEORIA APLICADA)
Fratura de bacia por trauma de alta energia é indicação de cinta pélvica/lençol circunferencial na altura dos trocânteres,
evitando manipulação repetida da pelve. Amputação traumática exige controle de hemorragia no coto (torniquete se
necessário) e conservação do segmento envolto em gaze/compressa limpa e levemente umedecida, em saco plástico,
dentro de outro recipiente com gelo — nunca gelo em contato direto com o tecido.
MACETE DE OURO
Macete: na pelve, pense nos TROCÂNTERES, não na cintura, e “mexer menos é proteger mais” (coágulo
retroperitoneal não gosta de manipulação). No segmento amputado, pense em “três camadas”: compressa úmida →
saco plástico → recipiente com gelo — o gelo nunca toca a pele.
Questão inédita — banco Jornada do Herói · Estabilização pélvica e conservação do segmento em amputação
traumática
JORNADA DO HERÓI · GABARITO COMENTADO & ESTUDO REVERSO · DIA 18
Questões do Dia 18 - Jornada do Herói 16 / 52
Questão 16
Uma vítima permanece com a perna presa sob um painel de madeira por cerca de quarenta minutos após o desabamento
de uma estrutura, antes de ser liberada pela guarnição da Coronel Kelly. Já no primeiro atendimento, a vítima refere dor na
perna com intensidade muito maior do que o esperado para a lesão aparente, além de formigamento na região distal. SD/2
Burrona avalia a vítima, nota a pele esbranquiçada do membro e conclui que “é só o efeito do frio da estrutura, basta
elevar a perna e aguardar que passa”. A Coronel Kelly interrompe a conduta e orienta reavaliação imediata, alertando que,
se a evolução não for revertida, a vítima poderá chegar a apresentar ausência de pulso distal e paralisia do membro.
Assinale a alternativa correta quanto ao quadro descrito.
A Trata-se de uma simples contusão muscular por esmagamento, cujo tratamento padrão é a elevação do membro
associada a compressas frias, sem necessidade de reavaliação seriada da perfusão distal.
B Trata-se de choque hipovolêmico isolado, já que a dor desproporcional e o formigamento são sinais inespecíficos de
queda da perfusão tecidual sistêmica, não relacionados a nenhum compartimento muscular específico.
C Trata-se de uma fratura em galho verde evoluindo com crepitação progressiva, de modo que a palidez e o formigamento
relatados decorrem exclusivamente da movimentação do foco de fratura, sem relação com a pressão
intracompartimental.
D Trata-se de entorse grave associada a luxação da articulação adjacente, cuja evolução natural inclui palidez e
formigamento transitórios, que se resolvem espontaneamente com a simples elevação do membro.
E Trata-se de síndrome compartimental; dor desproporcional e parestesia são sinais precoces mais confiáveis que
a palidez.
E Gabarito oficial: letra E
RAIO-X DA QUESTÃO
A) ERRADA. Descarta a hipótese de síndrome compartimental e recomenda elevação do membro sem reavaliação seriada,
quando o quadro (mecanismo de esmagamento prolongado, dor desproporcional, parestesia, palidez) é compatível
exatamente com síndrome compartimental, que exige monitoramento contínuo. B) ERRADA. Atribui os sinais a choque
hipovolêmico sistêmico, ignorando que o quadro está restrito ao membro lesado e é compatível com aumento de pressão
em compartimento osteofascial fechado. C) ERRADA. Relaciona os sinais a uma fratura em galho verde e à movimentação
do foco de fratura, desviando da fisiopatologia real (aumento de pressão compartimental). D) ERRADA. Atribui o quadro a
entorse/luxação com resolução espontânea, minimizando sinais que, na realidade, podem evoluir para ausência de pulso e
paralisia, sinais tardios de pior prognóstico. E) CORRETA. O quadro (mecanismo de esmagamento prolongado, dor
desproporcional, parestesia e palidez, com risco de evoluir para ausência de pulso e paralisia) caracteriza síndrome
compartimental; dor desproporcional e parestesia são, de fato, os sinais precoces mais confiáveis, antecedendo os sinais
tardios.
ANÁLISE DAS PEGADINHAS DO CEBRASPE
O distrator explora a banalização dos sinais iniciais da síndrome compartimental (dor desproporcional,