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Prof. Luiz Antonio UNIDADE II Sistemas Estruturais (Madeira e Metais) Generalidades A madeira é amplamente utilizada na construção civil desde épocas pré-históricas, em função da sua abundância na natureza, facilidade no manuseio e por ser um material que não exige grandes recursos para a extração da natureza, além de ser renovável. Suas utilizações práticas podem ser em casas, estruturas de cobertura, pontes, andaimes, formas para estruturas de concreto, escoramentos, forros, piso e rodapés. Madeiras para estruturas Exemplos de utilizações de madeiras em construções: Madeiras para estruturas Fonte: livro-texto Madeiras para estruturas Fonte: livro-texto As fontes das madeiras são as florestas, que podem ser: Plantadas: cuja implantação, manutenção e exploração seguem projetos aprovados pelo Ibama. No Brasil, em geral, são constituídas por eucalipto e pínus. Nativas: são exploradas de duas maneiras. Por meio de manejo florestal, que possibilita a exploração planejada e controlada da mata, ou pela exploração extrativista, sem controle. Madeiras para estruturas Manejo florestal É a forma correta para a utilização dos recursos naturais, em função de utilizar o princípio de sustentabilidade, ou seja, prevendo um uso que permite a recomposição da floresta, possibilitando a sua viabilização econômica, social e ambiental. Madeiras para estruturas Classificação das madeiras: As madeiras duras (madeiras de lei) são originárias das árvores dicotiledôneas, com folhas achatadas e largas, cujo crescimento é lento, tais como: ipê, aroeira, peroba, carvalho e outras. As madeiras macias são originárias das árvores coníferas, com folhas em forma de agulhas ou escamas e sementes agrupadas em forma de cone, cujo crescimento é rápido, tais como: pinheiros, cedros e outras. Madeiras para estruturas Tipos de madeiras mais comuns, utilizados em estruturas: Madeira roliça. Madeira falquejada ou lavrada. Madeira serrada. Madeira laminada colada (MLC). Madeira laminada colada cruzada (CLT – Cross Laminated Timber). Madeiras para estruturas Madeira roliça Utilizada na forma de troncos sem a casca, é comumente usada em escoramentos, postes e colunas. Os tipos mais comuns no Brasil são o eucalipto e o pinho-do-paraná. Madeiras para estruturas Madeira falquejada ou lavrada Trata-se de madeira obtida por meio de corte com machado, de forma que as partes laterais são retiradas, formando uma peça de seção retangular. Seu uso é mais comum em antigos dormentes de madeira, estacas, cortinas cravadas e pontes. Madeiras para estruturas Madeira serrada É aquela que resulta diretamente das toras, constituída por peças cortadas longitudinalmente através de serra, independentemente de suas dimensões, de seção retangular ou quadrada. Madeiras para estruturas Madeira laminada colada (MLC) Também conhecida pela sigla MLC, é um tipo de produto estrutural de madeira que compreende várias lâminas de madeira, coladas com adesivos estruturais duráveis e resistentes à umidade. Laminação da madeira por definição são pequenos pedaços de madeira colados entre si, formando um único elemento, grande, forte e estrutural. Esses elementos estruturais são utilizados como pilares e vigas. Madeiras para estruturas Madeira laminada colada cruzada (CLT – Cross Laminated Timber) É um produto fabricado com 3, 5 ou 7 camadas ortogonais de madeira laminada serrada, que são coladas com adesivos estruturais a fim de formar painéis retangulares para utilização como lajes, paredes de fechamento e paredes estruturais. O grande avanço tecnológico trazido pelo CLT é a possibilidade de se produzir painéis de grandes dimensões, podendo chegar até 3,0 m x 12,0 m e grandes espessuras, podendo chegar a 300 mm. A dimensão dos painéis varia de acordo com o tamanho das prensas utilizadas na fabricação. Madeiras para estruturas Assinalar o item que apresenta os dois tipos de madeira mais utilizados em edificações de vários pavimentos. a) Madeira roliça e madeira serrada. b) Madeira falquejada e madeira laminada colada. c) Madeira laminada colada e madeira compensada. d) Madeira laminada colada e madeira laminada colada cruzada. e) Madeira serrada e madeira laminada colada cruzada. Interatividade Assinalar o item que apresenta os dois tipos de madeira mais utilizados em edificações de vários pavimentos. a) Madeira roliça e madeira serrada. b) Madeira falquejada e madeira laminada colada. c) Madeira laminada colada e madeira compensada. d) Madeira laminada colada e madeira laminada colada cruzada. e) Madeira serrada e madeira laminada colada cruzada. Resposta Características biológicas das árvores Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Raios medulares Casca Alburno ou branco Anéis de crescimento anual Medula Cerne ou durâmen Câmbio ou líber Características biológicas das árvores Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Principais propriedades físicas das madeiras Anisotropia. Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Longitudinal Tangencial Radial Umidade Resistência ao fogo da madeira. Durabilidade natural. Deterioração por fungos ou insetos xilófagos. Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Propriedades mecânicas da madeira Para a elaboração do projeto estrutural, precisamos considerar as propriedades mecânicas da madeira, conforme prescreve a NBR 7190 (ABNT, 1997), que considera a distinção entre os valores correspondentes à tração e à compressão. Também é essencial a consideração das respectivas direções em relação às fibras. Outro fator importante é a determinação da classe de umidade que orientará a definição final de tais valores. Características e propriedades das madeiras Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto Processamento da madeira Corte da árvore. Remoção da casca. Desdobramento do tronco em toras de 4 a 6 metros. Características e propriedades das madeiras Transformação das toras em pranchas Características e propriedades das madeiras Fonte: livro-texto a) Desdobramento em pranchas paralelas b) Desdobramento radial Desdobramento em pranchas O desdobramento radial produz pranchas mais homogêneas, mas é mais caro, o que favorece a utilização do desdobramento paralelo com maior frequência. Antes de poder ser utilizada, a madeira serrada precisa passar por um processo de secagem (natural ou artificial) com a finalidade de diminuir a umidade. Os objetivos principais dessa etapa são: inibir os ataques de fungos, melhorar a trabalhabilidade e aumentar a resistência física da madeira. Características e propriedades das madeiras Assinale a alternativa que indica o principal motivo pelo qual a madeira é considerada um material anisotrópico. a) A variação da umidade ao longo do tempo. b) A deterioração causada por fungos ou insetos. c) Porque há variação de suas propriedades nas três principais direções. d) A durabilidade natural. e) Em função dos fenômenos provocados pela dilatação térmica. Interatividade Assinale a alternativa que indica o principal motivo pelo qual a madeira é considerada um material anisotrópico. a) A variação da umidade ao longo do tempo. b) A deterioração causada por fungos ou insetos. c) Porque há variação de suas propriedades nas três principais direções. d) A durabilidade natural. e) Em função dos fenômenos provocados pela dilatação térmica. Resposta Noções sobre a ação do vento e outros carregamentos Nos projetos de estruturas correntes de madeira, são consideradas as cargas permanentes como peso próprio da estrutura, telhas, luminárias, dutos de ventilação/ar-condicionado,equipamentos, peso das paredes, revestimentos, entre outros e as cargas variáveis, sendo que as principais são as sobrecargas indicadas na NBR 6120 (ABNT, 1980), em função do tipo de uso da edificação e o vento conforme a NBR 6123 (ABNT, 1988), cuja influência é mais significativa em coberturas, com telhas fixadas na estrutura ou em edificações esbeltas. Sistemas estruturais O vento é a movimentação das massas de ar que sofrem variações de aquecimento devido à influência do sol. Algumas regiões possuem maior aquecimento e esse ar quente ao subir é substituído por uma massa de ar frio a uma dada velocidade. Devido à ocorrência de atrito com a superfície terrestre, plana ou montanhosa, essas velocidades variam com a altura, crescendo até atingirem certas altitudes em que as velocidades se tornam praticamente constantes. Sistemas estruturais Isopletas da velocidade básica do vento V0(m/s) Os números de 1 a 49 que aparecem na imagem identificam as estações meteorológicas do Serviço de Proteção ao Voo do Ministério da Aeronáutica. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Efeitos do vento em superfícies externas das edificações Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Efeitos do vento em superfícies internas das edificações Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Forro Aberto a barlavento Vento Parede lateral // vento Abertura Parede // vento Piso 0,75 Cpeq Efeitos do vento em superfícies internas das edificações Sistemas estruturais Abertura a sotavento Vento Parede lateral // ao vento Abertura 0,75 Cpeq Fonte: livro-texto Forro Piso Parede lateral // ao vento Treliças de cobertura As treliças para cobertura são conhecidas como tesouras e sua função é a sustentação das telhas, trabalhando em conjunto com o seu vigamento de apoio. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Terças Ripas Caibros Tipos de treliças Os tipos de treliças mais utilizados em coberturas contendo duas águas são: Howe, Pratt e Belga; sendo que a Howe é o tipo mais empregado em madeira, devido ao fato de possuir ligações com soluções mais simples. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Coberturas com mais de duas águas Para coberturas com mais de duas águas, surge um novo elemento chamado espigão, que é a linha de intercessão de dois planos inclinados referentes às águas do telhado. O espigão é a peça estrutural responsável pelo apoio das terças, no local onde ocorre a mudança de direção delas. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto Pórticos É um conjunto de elementos estruturais que funcionam como uma só peça, havendo transferência de momento. Os pórticos, geralmente, são usados em edificações que necessitam de vãos livres maiores, tais como: ginásios poliesportivos, galpões, estações ferroviárias ou rodoviárias. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto (a) (b) (c) (d) Arcos Para vencer grandes vãos, a estrutura de madeira mais usual e econômica é em forma de arco, podendo chegar a um vão de até 100 m. As estruturas em arco acarretam esforços horizontais muito elevados nos topos dos pilares e/ou fundações. Sistemas estruturais Fonte: livro-texto arco treliçado arco laminado arco com sarrafos Detalhe de arco com sarrafos sarrafo com inclinações contrárias Caibras ou pontaletes Assinale a alternativa correta quanto à utilização de estrutura de madeira em arco. a) O arco é, geralmente, utilizado para pequenos vãos, no máximo 20 metros. b) O sistema estrutural em arco é muito eficiente para esforços de flexão. c) Os arcos em madeira só podem ser executados em madeira de lei. d) Os arcos são muito eficientes para esforços de compressão e apresentam esforços horizontais nos topos dos pilares e/ou fundações. e) Os esforços principais que atuam nos arcos são de tração. Interatividade Assinale a alternativa correta quanto à utilização de estrutura de madeira em arco. a) O arco é, geralmente, utilizado para pequenos vãos, no máximo 20 metros. b) O sistema estrutural em arco é muito eficiente para esforços de flexão. c) Os arcos em madeira só podem ser executados em madeira de lei. d) Os arcos são muito eficientes para esforços de compressão e apresentam esforços horizontais nos topos dos pilares e/ou fundações. e) Os esforços principais que atuam nos arcos são de tração. Resposta Pré-dimensionamento O pré-dimensionamento não vai estabelecer a estrutura final do projeto, mas é bastante útil para a realização de orçamento e estudos preliminares de arquitetura. Esse conhecimento é muito importante para arquitetos e engenheiros, para que possam projetar estruturas viáveis. A partir dessa previsão inicial, o engenheiro calculista realiza o dimensionamento final do projeto, seguindo todos os protocolos e as normas técnicas vigentes. Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Tesouras triangulares de 2 águas Indicadas para vão livre entre 7,5 e 30,0 m. A altura da treliça pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Tesouras triangulares de 1 água Indicadas para vão livre entre 7,5 e 20,0 m. A altura da treliça pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Treliças de banzos paralelos Indicado para vão livre entre 7,5 e 60,0 m. A altura da viga pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Pórticos treliçados biarticulados Indicados para vão livre entre 15,0 e 40,0 m. A altura do elemento situado na parte superior pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Vigas laminadas coladas biapoiadas Indicadas para vão livre entre 10,0 e 35,0 m. A altura da viga pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Vigas laminadas coladas vagonadas Indicadas para vão livre entre 10,0 e 30,0 m. A altura da viga pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Vigas de madeira maciça Indicadas para vão livre entre 1,0 e 8,0 m. A altura da viga pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Arcos laminados colados Indicados para vão livre entre 20,0 e 100,0 m. A espessura do arco pode ser determinada pela fórmula empírica: Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto Ligação de pilar de madeira com a fundação Para essas situações, devemos tomar um cuidado especial no contato entre o pilar e o solo, com a finalidade de proteger a madeira contra a umidade. Precisamos projetar essas estruturas com algum tipo de proteção, sendo o ponto crítico o trecho de transição entre o piso acabado e o solo. A solução ideal é o afastamento completo do pilar em relação ao piso, com a utilização de um elemento de concreto envolvendo a madeira nessa região crítica ou por meio de peças metálicas resistentes à corrosão. Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Soluções usuais Pré-dimensionamento de estruturas de madeira Fonte: livro-texto concreto gravada de concreto para proteção da base d pilar > 15 cm lastro de concreto impermeável > 15 cm pilar com superfície tratada perfil umetálico Chapa metálica Pino metálico A vista A > 1 0 0 c m Para o pré-dimensionamento de uma viga laminada colada, biapoiada, com altura h constante e vão l =25,0 metros, assinale a alternativa correta. a) A altura h da viga terá um valor aproximado de 300 centímetros. b) A altura h da viga terá um valor aproximado de 150 centímetros. c) Como a viga possui um vão superior a 20,0 metros, não é possível efetuar o pré- dimensionamento. d) Com vão de 25,0 metros, a viga em questão só pode ser em madeira maciça. e)A altura h da viga terá um valor aproximado de 80 centímetros. Interatividade Para o pré-dimensionamento de uma viga laminada colada, biapoiada, com altura h constante e vão l =25,0 metros, assinale a alternativa correta. a) A altura h da viga terá um valor aproximado de 300 centímetros. b) A altura h da viga terá um valor aproximado de 150 centímetros. c) Como a viga possui um vão superior a 20,0 metros, não é possível efetuar o pré- dimensionamento. d) Com vão de 25,0 metros, a viga em questão só pode ser em madeira maciça. e) A altura h da viga terá um valor aproximado de 80 centímetros. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!