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RESUMINDO A 
Audiologia 
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Sumário 
4 Introdução 
6 Anatomia da Orelha 
7 Sistema Auditivo 
8 Anamnese e Avaliação 
12 Tipos de Perdas Auditivas 
16 Configuração audiométrica 
9 Audiograma e Simbologia 
19 Audiometria 
22 Logoaudiometria 
24 Mascaramento Auditivo 
14 Tipos de graus 
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Sumário 
27 Quando mascarar? 
28 Técnica de Hood (Platô) 
30 Tipos de ruído 
31 Mascaramento de Fala 
33 Imitanciometria 
35 Timpanometria e Reflexos 
42 Curvas Timpanométricas 
45 Audiologia Infantil 
52 Avaliação 
56 Audiometria Infantil 
59 Logoaudiometria Infantil 
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Sumário 
62 Imitanciometria Infantil 
63 Triagem Auditiva Neonatal 
65 Emissões Otoacústicas 
74 Laudos Audiológicos 
76 Referências 
82 Biografia 
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Se você adquiriu este livro é porque está cansado(a) de não compreender a 
Audiologia e foi pelo mesmo motivo que o escrevi. Frequentemente estudantes de 
Fonoaudiologia e profissionais da área, buscam por uma forma prática e lúdica de 
entender a Audiologia Clínica e não encontram, entendi então que o problema se 
inicia no básico. O livro Resumindo a Audiologia tem como objetivo te auxiliar nos 
estudos através de resumos que vão fazer você perder o medo da Audiologia, 
podendo acessá-lo sempre que precisar. Preparado(a) para alavancar suas notas, se 
dar bem nos estágios e atendimentos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bons estudos! 
 
Introdução 
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Introdução 
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Anatomia da orelha 
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Agora que já sabemos todas as estruturas que compõem a anatomia da orelha, vamos entender 
como elas funcionam e qual o seu papel na audição! 
Na orelha externa, o pavilhão auricular coleta os sons e os direciona para o canal auditivo, 
localizando a origem dos sons que chegam ao indivíduo. A função do canal auditivo é conduzir 
esses sons para o tímpano. Por sua vez, o tímpano, que se encontra na orelha média, transforma 
os sons, provenientes do canal auditivo, em vibrações. Essas vibrações são convertidas e 
conduzidas pelos ossículos: martelo, bigorna e estribo, que ao chegarem na janela redonda 
vibram no sentido inverso para que sejam transmitidas, através da janela oval, a orelha interna. 
Em seguida, a trompa de Eustáquio ou tuba auditiva como é conhecida, ajuda a manter o 
equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados da membrana timpânica. Chegando na cóclea, as 
ondas sonoras mecânicas são convertidas em impulsos elétricos que são transmitidos para o 
cérebro através do nervo vestíbulococlear (CN VIII). Este nervo é dividido em duas partes. A 
porção coclear envia impulsos para a cóclea e a vestibular envia os impulsos para o sistema 
vestibular. Os canais semicirculares são três tubos interconectados e cheios de líquido (endolinfa 
e perilinfa), que fazem parte do aparelho vestibular da cóclea. Portanto, a orelha interna é 
responsável pela audição e equilíbrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema auditivo 
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A Avaliação Audiológica tem como objetivo principal determinar a integridade do sistema 
auditivo, além de identificar tipo, grau e configuração da perda auditiva em cada orelha. (LOPES, 
MUNHOZ E BOZZA, 2015). 
De acordo com a resolução, na ficha audiológica deve conter: 
 
Anamnese e avaliação audiológica 
• Identificação, endereço e telefone da empresa prestadora de serviço; 
• Identificação com nome e número do CRFa conforme a resolução, bem como a 
rubrica ou assinatura do profissional responsável pelo exame; 
• Dados pessoais do examinado contendo nome completo, data de nascimento, sexo, 
profissão e número do documento de identificação; 
• Data de realização do exame; 
• Modelo, marca e data de calibração dos equipamentos; 
• Inspeção do meato acústico externo, constando se há ou não impedimentos para a 
realização da avaliação audiológica. 
• Antecedentes familiares 
• Outras doenças, metabólicas, vasculares, diabetes, sífilis, dentre outras 
• Uso de medicamentos ototóxicos 
• Fator diário contribuinte como ter infecções respiratórias, morar em ambiente 
ruidoso, com poluição, se apresenta tonturas, vertigens... 
• Queixa (MOTIVO): Histórias e sintomas, início, duração, súbita ou progressiva, uni ou 
bilateral, Qual orelha? Zumbido? Plenitude auricular? Antecedentes otológicos, cirurgias 
 
 
 A anamnese permite que se tenha acesso à história audiológica do paciente. 
 Deve ser realizada independentemente da idade e antes da avaliação. (FROTA, 
2003). O indivíduo deverá informar qual a queixa ou motivo, sua predominância auditiva, 
quais sons possui maior dificuldade de ouvir e/ou compreender, se houver perda auditiva 
e uso de aparelho auditivo informar sobre a duração, evolução e adaptação, se há 
exposição a ruídos e história médica geral. 
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O Audiograma é constituído por uma grade, na qual os limiares auditivos obtidos são dispostos 
graficamente e representados usando o sistema de símbolos padronizados. A linha vertical 
representa o nível de audição (NA), em decibel (dB), incluindo -10 dB a 120 dB NA de acordo 
com a capacidade máxima de cada equipamento. Quanto mais para baixo a linha se mover 
mais alto o ruído se torna, o que corresponde ao aumento do volume do nível de audição. 
Zero decibel, no topo da linha, representa o som mais suave que uma pessoa, normalmente, 
pode ouvir, o que não impede de modo algum de se ouvir outros sons. A linha horizontal 
representa a frequência do som ou fala em Hertz (Hz), incluindo 125 Hz a 8.000 Hz. A medida 
que a frequência cresce os tons tornam-se mais agudos, frequências entre 500 (Hz) e 3000 
(Hz) são as mais comuns e usadas durante uma conversa normal. 
O audiograma e o sistema de símbolos recomendados pela ASHA (1990), encontram-se a 
seguir. 
Audiograma esimbologia 
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Tabela 1. Conjunto de símbolos audiométricos recomendados no registro das respostas 
obtidas na pesquisa de limiares de audibilidade 
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ORELHA ESQUERDA ORELHA DIREITA 
VIA AÉREA 
VIA ÓSSEA 
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Audição dentro dos padrões de normalidade 
Por meio da avaliação audiológica, especificamente com a Audiometria Tonal, podemos 
determinar o limiar mínimo de audição do indivíduo. Considera-se, audição normal dentro dos 
padrões de normalidade, aquela que obteve limiares auditivos entre 0 dBAusente = funcionamento coclear alterado (perda maior 
 que moderada) 
 
 
 
POSITIVO > 5 dBNPS 
(audição normal) 
NEGATIVO 
 
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Anotações 
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Licensed to kauanycosta_@hotmail.com - Kauany Francisco Costaa 25 dB (SILMAN E 
SILVERMAN, 1997) Através da comparação das respostas obtidas dos limiares auditivos de via 
aérea (VA) e via óssea (VO), o Fonoaudiólogo poderá estabelecer o tipo de perda auditiva, 
sendo elas divididas em 3 tipos: Perda Auditiva Condutiva, Perda Auditiva Sensorioneural ou 
Neurossensorial e Perda Auditiva Mista 
Perda Auditiva Condutiva 
Na perda auditiva condutiva, a lesão se encontra na orelha externa e/ou na orelha média, e a 
cóclea e o nervo auditivo possuem função normal. Os limiares auditivos de VA precisam estar 
rebaixados, ou seja, limiares acima de 25 dB e manter a integridade dos limiares auditivos de 
VO, melhores que 15 dB. A diferença de 15 dB a 60 dB entre os limiares de VA e VO, em 
uma mesma frequência, é denominada GAP aéreo-ósseo. As perdas auditivas condutivas se 
tratadas de forma adequada, são reversíveis. 
Perda Auditiva Neurossensorial 
As perdas auditivas neurossensoriais são caracterizadas por apresentarem normalidade da 
orelha externa e orelha média. A lesão encontra-se na cóclea e/ou no nervo auditivo. Neste 
caso, não se observa diferenças maiores que 10 dB entre os limiares auditivos de VA e os 
limiares auditivos tonais de VO, ou seja, ambos estão rebaixados, acima de 25 dB. A perda 
neurossensorial é a única dividida em grau e não possui gap aéreo-ósseo. 
Perda Auditiva Mista 
Nas perdas auditivas mistas, a lesão localiza-se concomitantemente nas orelhas: externa e/ou 
média e também na cóclea e/ou nervo auditivo. Neste tipo de perda, existe o GAP aéreo-
ósseo, entretanto, tanto a VA como a VO apresentam comprometimento, portanto ambos os 
limiares auditivos estão rebaixados (acima de 25 dB). Assim como na perda auditiva condutiva, 
apenas ter um GAP aéreo-ósseo para ser considerado, ou seja, não necessariamente o GAP 
precisa aparecer em todas as frequências. 
Tipos de perdas auditivas 
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Perda Auditiva Condutiva 
Perda Auditiva Neurossensorial 
Perda Auditiva Mista 
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Para a classificação da perda auditiva quanto ao grau, são encontradas na literatura diversas 
recomendações. Alguns autores classificam o grau com base nos limiares auditivos 
encontrados nas frequências de 500 Hz, 1000 Hz e 2000 Hz (LLOYD & KAPLAN, 1978), sendo 
calculado através da média tritonal, enquanto outros tomam por base as frequências de 500 
Hz, 1000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz (OMS, 2020), sendo calculado através da média quadritonal. A 
escolha da classificação fica a critério do Fonoaudiólogo, entretanto deve ser indicado no laudo 
audiológico a classificação adotada. 
 
Média tritonal: Limiares de 500 Hz, !000 Hz e 2000 Hz ÷ 3 
 
 
Tipos de graus 
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Média quadritonal: Limiares de 500 Hz, !000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz ÷ 4 
Média quadritonal: Limiares de 500 Hz, !000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz ÷ 4 
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A classificação da configuração audiométrica leva em consideração o desenho dos limiares de 
via aérea para cada orelha. A classificação de Silman e Silverman (1997) – adaptada de Carhart 
(1945) e Lloyd e Kaplan (1978) – descrita no último capítulo, considera as mudanças entre as 
oitavas de frequência a partir de 1.000 Hz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Configuração audiométrica 
Horizontal 
Limiares alternando melhora ou 
piora de 5 dB por oitava em 
todas as frequências. 
Ascendente 
Melhora igual ou maior do que 5 
dB por oitava em direção às 
frequências altas. 
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Descendente leve 
Piora entre 5 a 10 dB por oitava 
em direção às frequências altas. 
Descendente 
acentuada 
Piora entre 15 a 20 dB por oitava 
em direção às frequências altas. 
Descendente 
em rampa 
Curva horizontal ou descendente leve 
com piora ≥ 25 dB por oitava em 
direção às frequências altas. 
Em U 
Limiares das frequências extremas 
melhores do que as frequências 
médias com diferença ≥ 20 dB. 
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Em U invertido 
Limiares das frequências extremas 
piores do que as frequências 
médias com diferença ≥ 20 dB. 
Em entalhe 
Curva horizontal com 
descendência acentuada em uma 
frequência isolada, com 
recuperação na frequência 
imediatamente subsequente. 
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A Audiometria Tonal é fundamental para o processo diagnóstico audiológico e determina os 
limiares auditivos comparando os valores obtidos com os padrões de normalidade, usando 
como referência o tom puro. (LOPES, MUNHOZ E BOZZA, 2015). 
Após a anamnese audiológica, é necessário realizar a meatoscopia, ou seja, avaliar o meato 
acústico externo. Através dela o fonoaudiólogo irá observar se há a possibilidade de realização 
do exame. Se houver presença de corpos estranhos ou cera obstruindo o meato e 
impedindo a visualização da membrana timpânica, a avaliação não pode ser feita (FROTA, 2011). 
O paciente deve ser encaminhado para o médico otorrinolaringologista para a realização da 
limpeza otológica. A seguir, temos exemplos de meatoscopias que permitem (Figura 1) ou 
impedem (Figura 2) de realizar o exame. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Audiometria 
Figura 1 
 
Figura 2 
 
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Passo a passo 
 
 
 
 
 
• Realizar a anamnese audiológica 
• Realizar a meatoscopia, verificando se não há impedimento para o exame 
• O paciente deverá estar sentado dentro da cabine acústica 
• Colocar o fone e certificar que está ajustado corretamente para não interferir no 
resultado 
• Orientar o paciente a levantar a mão ou apertar o botão a cada vez que ouvir um 
som (apito), mesmo que seja bem baixo 
• Ressaltar que deverá levantar a mão do lado que estiver ouvindo, ou seja, lado 
esquerdo ou direito 
• No caso de crianças ou pacientes que tenham dificuldades na compreensão do exame, 
oferecer outro comando como resposta 
• Iniciar o exame pela melhor orelha e na frequência de 1000 Hz 
• Caso o paciente não relate diferença entre as duas orelhas, testar a frequência de 1000 
Hz na esquerda e na direita para descobrir a que obtém a melhor resposta, ou 
começar pela orelha direita 
• Se o paciente não tiver queixa de perda auditiva ou não for identificado suspeita, 
considera-se audição normal. Portanto, poderá iniciar em todas as frequências com o 
nível de audição em 20 dB para não tornar o exame mais extenso 
• Após iniciar com a frequência de 1000 Hz, deve-se avaliar as outras na seguinte ordem: 
2000Hz, 3000Hz, 4000Hz, 6000Hz, 8000Hz, 1000Hz, 500Hz e 250Hz 
• Para a obtenção dos limiares auditivos pode se usar o método ascendente, 
descendente ou ascendente/descendente 
• O mais utilizado é o ascendente que funciona da seguinte forma: inicialmente é 
apresentado um som audível para o paciente, geralmente em 40 dB. A partir da 
resposta do mesmo, a intensidade é diminuída de 10 dB em 10dB até que não seja mais 
audível. Neste momento deve-se aumentar 10dB e diminuir-se de 5dB em 5dB, quando 
já estiver perto de encontrar o limiar auditivo, identificando-se a menor intensidade que 
o paciente é capaz de perceber. 
• Considera-se o limiar auditivo a intensidade em que o paciente perceber o som 50% 
das vezes em que for apresentado 
• Utilizar “warble” em pacientes com zumbido 
audiometria tonal 
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• Para a pesquisa dos limiares tonais por via óssea éutilizado um vibrador ósseo acoplado 
a um arco, que deve ser posicionado na mastoide 
• São testadas as frequências de 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz, 3000 Hz e 4000 Hz 
• Normalmente esta pesquisa é realizada nestas frequências que obtiverem limiares 
acima de 25 dB 
• A óssea SEMPRE será melhor que a aérea, devido a isso também será sempre 
mascarada (para melhor explicação desta técnica, assista as videoaulas do treinamento 
e leia o capítulo de mascaramento) 
• Para adultos e idosos, quando os limiares aéreos e ósseos estão menores ou iguais a 
25 dB, acoplados ou com uma diferença de até 10 dB, considera-se que os limiares 
auditivos estão normais 
• Em casos de audição normal, não é necessário realizar a via óssea e imediatamente 
assume-se o mesmo valor da aérea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A logoaudiometria ou audiometria vocal, permite ao profissional analisar como o paciente está 
percebendo e reconhecendo os sons da fala (FRAZZA et al, 2000). Os testes habitualmente 
utilizados na avaliação audiológica são o Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF ou SRT), 
Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF ou IRF) e Limiar de Detecção de Fala 
(LDF). 
A lista de palavras mais utilizada é a de Russo e Santos (1993), são 25 palavras monossílabas e 
dissílabas. Para crianças podem ser usadas ordens simples (RUSSO, 2011) ou identificação de 
figuras. 
MONO 1 DIS 1 % MONO 2 DIS 2 
Til Poste 96 Pé Pato 
Jás Toca 92 Teu Tela 
Rol Cola 88 Cal Cama 
Pus Bota 84 Bar Bola 
Faz Dama 80 Dom Data 
Gin Gola 76 Gás Gota 
Rir Fita 72 Fiz Fonte 
Boi Chuva 68 Chá Cheio 
Vai Vento 64 Sol Santo 
Mel Zona 60 Voz Valsa 
Nu Gelo 56 Zás Zebra 
Lhe Mata 52 Giz Gema 
Cal Ninho 48 Mão Mala 
Mil Minha 44 Nó Nariz 
Tem Logo 40 Nha Manhã 
Dil Malha 36 Lar Lago 
Dor Farol 32 Lha Calha 
Chá Preto 28 Rir Caro 
Zum Grama 24 Brim Cravo 
Nha Bloco 20 Grão Grito 
Cão Classe 16 Por Placa 
Tom Drama 12 Dor Vidro 
Seis Plano 8 Pão Branco 
Ler Trava 4 Bem Blusa 
Sul Cento 0 Cão Flauta 
Logoaudiometria 
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• Primeiramente orientar o paciente sobre o teste de fala
• Para a pesquisa do IPRF, deverá calcular a média dos limiares auditivos aéreos das
frequências de 500 Hz, 1000 Hz e 2000 Hz, caso use a média tritonal e 500 Hz, 1000
Hz, 2000 Hz e 3000 Hz, caso use a média quadritonal
• Fórmula da média tritonal: Valor da frequência de 500 Hz + 1000 Hz + 2000 Hz ÷ 3
• Fórmula da média quadritonal: Valor da frequência de 500 Hz + 1000 Hz + 2000 Hz +
3000 Hz ÷ 4
• A seguir, o paciente é orientado a repetir uma lista com 25 palavras monossílabas em
cada orelha
• A intensidade é mantida fixa, 30 ou 40 dB acima da média dos limiares
• A cada acerto são pontuados 4%
• Assim, ao final das 25 palavras o paciente pode obter um índice de 100% de acertos
• Caso o número de monossílabos repetidos corretamente seja inferior a 88% (quatro
palavras ou mais repetida incorretamente), deve-se apresentar uma lista com 25
dissílabos, repetindo-se o mesmo procedimento adotado com as palavras
monossilábicas.
• Para a pesquisa do LRF, deverá calcular a média dos limiares auditivos aéreos das
frequências de 500 Hz, 1000 Hz e 2000 Hz, caso use a média tritonal e 500 Hz, 1000
Hz, 2000 Hz, 3000 Hz e 4000 Hz, caso use a média quadritonal
• O teste é iniciado 30 dB NA ou 40 dB NA acima desta média
• O profissional apresenta uma palavra dissílaba ou trissílaba e o paciente é orientado a
repeti-la
• A cada acerto são diminuídos 5 dB NA
• Quando houver o primeiro erro, aumenta-se 5 dB NA e apresenta-se quatro palavras
por nível de intensidade
• O valor do LRF é obtido quando o paciente acertar 50% das palavras apresentadas
(FRAZZA et al 2000, RUSSO et al, 2011)
• O valor obtido na pesquisa do LRF deve ser compatível com a audiometria tonal.
• Espera-se que o valor obtido seja igual ou até 10 dB NA acima da média dos limiares
tonais (RUSSO et al, 2011)
Passo a passologoaudiometria 
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O mascaramento auditivo consiste na introdução de um ruído na orelha não testada, que 
possui limiares auditivos “melhores”, com o objetivo de impedir a sua participação nas 
respostas da orelha testada, que possui limiares auditivos “piores”. Para avaliar a nossa audição 
de forma completa, é preciso que seja realizada nas duas orelhas, porém na maioria das vezes 
não é possível realizar essa avaliação separadamente. Ou seja, se uma orelha possuir limiares 
auditivos melhores que a outra, a possibilidade de atrapalhar no resultado da que possui 
limiares piores é grande. Esse fenômeno acontece devido a capacidade de condução do som 
através da via óssea (pelo crânio), provocando a chamada “audição contralateral”. Portanto, na 
prática é utilizado um ruído mascarante na melhor orelha para avaliar a pior orelha, sem riscos 
de interferência. Na audiometria tonal nós temos a VA e a VO e na audiometria vocal temos 
os seguintes testes de fala: LRF (limiar de reconhecimento de fala), IRF (índice de 
reconhecimento de fala) e o LDF (limiar de detecção de fala). 
A simbologia dos limiares também muda quando é aplicado o mascaramento: 
 
 
 
 
 
 
 
 VA VO 
Mascaramento auditivo 
ATENÇÃO: quem “ouve” e atrapalha é a óssea, e não a aérea!!! 
Por que acontece isso? Nós temos via óssea nas duas orelhas e elas não vão 
diferenciar o que é som ou vibração e dependendo da intensidade o nosso crânio 
poderá conduzir o estímulo dado por via óssea para os dois lados, dificultando a avaliação 
individual de cada uma. Devido a isso, utilizamos a atenuação interaural para definir quanto 
que o som perde para fazer o crânio vibrar. 
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Atenuação interaural é a redução da intensidade sonora através do crânio para atingir a 
orelha contralateral e cada teste possui uma atenuação diferente: 
• VA: a atenuação da via aérea é variável, entre 40 dB e 80 dB. Este valor irá depender
de qual frequência você está testando, pois, frequências mais graves tendem a ter
uma atenuação menor e as mais agudas maior. O tamanho da caixa craniana de cada
indivíduo, também interfere nesse valor. Como não podemos mensurar a atenuação
individual de cada um no momento do exame, assumimos o menor valor, por isso
aprendemos que a atenuação de VA é 40 dB.
• VO: quando colocamos o vibrador ósseo na mastóide, já estamos colocando
diretamente o crânio para vibrar, ou seja, o som não irá perder intensidade ao vibrá-lo.
Sendo assim, a atenuação interaural da VO é 0 dB.
• LRF e IRF: por se tratar de reconhecimento de fala, a atenuação interaural ganha mais
5 dB da VA. Nesses testes o indivíduo terá que detectar as palavras e repetí-las,
tornando o teste mais “difícil” que o tonal. Por isso a atenuação de reconhecimento de
fala é 45 dB.
• LDF: este teste é somente de detecção de fala, por isso a atenuação continua sendo
igual a de VA, 40 dB.
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Como já foi dito, a atenuação de VA torna-se variável pois durante a aplicação clínica não 
temos como mensurar o tamanho e a rigidez da caixa craniana de cada paciente, assumindo 
o menor valor, de 40 dB para todas as frequências. Entretanto, algumas literaturas apoiam o 
uso de atenuações diferentes para cada frequência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
250 500 
 
1000 2000 3000 4000 6000 8000 (Hz) 
40 40 
 
40 45 45 50 50 50 (dB) 
 
250 500 
 
1000 2000 3000 4000 6000 8000 (Hz) 
95 85 
 
70 70 70 75 70 70 (dB) 
ATENUAÇÃO INTERAURAL PARA FONES TDH39 
ATENUAÇÃO INTERAURAL PARA FONES DE INSERÇÃO 
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Quando mascarar a VA? 
•O método de Hood (1960), determina que a VA precisará ser mascarada quando 
houver diferença maior ou igual a 40 dB entre os limiares de VA–VA ou VA-VO. O 
método se baseia no limiar da VA da orelha não testada (ONT). Ou seja, sempre irá 
comparar o valor do limiar da orelha testada (OT) com o da orelha não testada (ONT). 
Pense sempre assim: “Perdendo 40 dB da minha VA de uma orelha, a outra poderá 
ouvir?” 
 
 Quando mascarar a VO? 
• Já na VO, o método determina que o mascaramento é sempre necessário, exceto 
quando os limiares tonais de VA estiverem dentro dos padrões de normalidade ou 
quando os limiares tonais da ONT forem bem piores que os da OT. A VO sempre 
mascara pois nunca vai ser “pior” que a VA, porém quando o valor da VA for igual ao 
da VO da outra orelha, elas estarão acopladas e neste caso também não será preciso 
mascará-la. Alguns autores consideram GAP aéreo-ósseo de 0 a 10 dB bilateralmente, 
acoplamento, não sendo necessário realizar o mascaramento nestes casos já que não 
há componente condutivo. A análise precisa ser realizada nas duas orelhas, 
comparando também a VA de uma com a VO da outra, pois já aprendemos que 
quem tem o poder de atrapalhar é a óssea. Dessa forma também, evitamos a 
realização do “supermascaramento”. 
 
 Quando mascarar fala? 
• Comparar o limiar de fala que você encontrou, com a média tritonal da VO 
contralateral, ou seja, da outra orelha. Se não for preciso realizar a óssea por ser um 
limiar dentro dos padrões de normalidade, lembre-se que o valor da VO 
automaticamente será igual ao da VA. 
Quando mascarar? 
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Consiste na introdução de um ruído mascarante na orelha não testada que produzirá uma 
alteração do limiar para o sinal de teste, apenas se a orelha não testada estiver contribuindo 
para a resposta observada. 
Utiliza-se um incremento de 10 dB no limiar da melhor orelha, repetindo o teste da pior orelha 
com esse valor. Com isso, para se ter a certeza daquele limiar, é necessário ter 3 platôs, ou 
seja, quando utilizar 3 vezes o incremento de 10 dB e o valor do limiar permanecer o mesmo. 
O ruído sempre será colocado na orelha não testada, em VA. 
O objetivo desta técnica é estabelecer que os limites tonais permaneçam inalterados, na 
medida que se elevam os níveis de mascaramento. Ela também assegura um mascaramento 
eficiente, sem supermascarar. 
 Exemplo 
 
OD OE MASCARAMENTO 
 
VA 40 
 
VA 0 
 0 dB + 10 dB = 10 dB, testar em 40 dB, se o 
paciente responder, permanece o mesmo limiar 
para reteste e aumenta mais 10 dB do ruído, se 
não responder, aumentar mais 10 dB de ruído e 
mais 5 dB do limiar, e assim sucessivamente e de 
forma crescente, até obter o 3° platô. 
VO 0 VO 0 
 
 
 
 
 
 
Técnica de Hood (1960) platô 
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Curva Sombra 
A curva sombra ocorre quando há audição cruzada e os limiares audiológicos obtidos na OT, 
sem o mascaramento da ONT, podem representar a curva de audição da ONT. A curva 
sombra pode aparecer principalmente em perda auditiva unilateral ou bilateral assimétrica. 
Supermascaramento 
Ocorre quando o ruído mascarador apresentado na ONT está em uma intensidade forte o 
suficiente para interferir na resposta da OT. 
Submascaramento 
Ocorre quando o ruído mascarador apresentado na ONT está em uma intensidade forte o 
suficiente para interferir na resposta da OT. 
Submascaramento 
Ocorre apenas na VO, quando a intensidade máxima calculada, para não ocasionar o 
supermascramento, não é percebida na orelha mascarada. 
Mascaramento insuficiente 
Ocorre quando a intensidade do ruído que foi apresentado não elimina a audição cruzada, 
podendo ser um erro de cálculo ou, até mesmo, limitação de intensidade da saída máxima do 
aparelho. 
Mascaramento mínimo 
É a menor intensidade de ruído necessária para evitar a audição cruzada, ou seja, 10 dB acima 
do valor do limiar de VA da ONT 
Mascaramento máximo 
É a intensidade máxima de ruído que não gera o supermascaramento, acrescentando 10 dB 
na VA até formar os 3 platôs, e na VO se faz o mesmo. Alguns autores adotam a medida de 
utilizar 5 dB na VO até formar os 3 platôs. * 
OBS: com base e referência em alguns autores, é possível encontrar divergências na 
utilização dessas estratégias, permitindo ficar a critério do profissional adotar a melhor conduta 
dentro das referências. Por isso, é comum observar diferentes formas de aplicar os testes. 
 
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Na audiometria tonal, o ruído mascarador costuma ser de banda estreita, variando conforme a 
frequência de tom puro pesquisada. É conhecido como narrow band/banda estreita (NB), pois 
é um estímulo sonoro centrado na frequência pesquisada (tom puro), mas que também tem 
componentes sonoros em frequências adjacentes. Ele vai de 1 /3 de oitava para mais grave e 
para mais aguda. 
O mascaramento utilizado deverá esconder o estímulo que puder ser detectado pela cóclea da 
orelha não testada, devido a isso, precisa ter maior intensidade que o sinal chegado à esta cóclea 
após a atenuação interaural. 
 
• WN - White Noise - Ruído de banda larga 
 
• NB - Narrow Band - ruído de banda estreita (esse é o mais o utilizado) 
 
• SN - Speech Noise - ruído para logoaudiometria 
 
 
 
 
 
] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ruídos Tipos de 
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Quais são os testes de fala? 
 
LRF: limiar de reconhecimento de fala (45 dB de atenuação) 
IRF: índice de reconhecimento de fala (45 dB de atenuação) 
LDF: limiar de detecção de fala (40 dB de atenuação) 
 
Para saber se precisa mascarar, comparamos o limiar de fala encontrado com a média tritonal 
da VO contralateral, ou seja, da outra orelha. Lembre-se de que na audição normal, não é 
necessário realizar a óssea, então nestes casos o valor dela será igual ao da VA. 
 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OD 
 
OE 
 
LRF 50 dB 
 
IRF 85 dB 
 
50 – 45 = 5 
 
85 – 45 = 40 
Mascaramento de fala 
A média tritonal da 
VO da OE = 0 dB, 
então precisa 
mascarar! 
A média tritonal da 
VO da OD = 10 dB, 
então precisa 
mascarar! 
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• Realizar por completo a audiometria tonal e logoaudiometria, para depois analisar os 
limiares e verificar se há a necessidade de mascaramento 
• A análise precisa ser feita dos dois lados e comparando a VA de uma orelha com a 
VO da outra 
• Trocar o tom puro por NB e a intensidade do ruído será o valor da VA da orelha não 
testada + incremento de 10 dB 
• Com a intensidade do ruído estabelecida, testar inicialmente com o primeiro limiar 
encontrado e verificar se o paciente responde 
• Se ele não responder, aumentamos 10 dB de ruído e 5 dB de limiar, e assim 
sucessivamente 
• Se o paciente responder, quando aumentarmos o ruído 3 vezes e o limiar 
permanecer o mesmo, você já terá o seu 3° platô 
• Com isso, concluímos que aquele limiar encontrado no 3° platô, é o limiar verdadeiro 
do paciente 
• Lembre-se de que o ruído é sempre colocado na VA 
• Quando for realizar o mascaramento de VO, colocar o vibrador ósseo no lado da 
orelha a ser testada e o fone na orelha não testada 
• Para mascarar fala, o ruído utilizado não é igual ao da audiometria tonal que apenas dá 
o incremento de 10 dB 
• Esta fórmula para definir a intensidade do ruído é a mesma para todos os testes de 
fala 
• FÓRMULA: (Limiar encontrado – atenuação interaural) + 30 dB + (MTVA – MTVO) 
• Explicando a fórmula: a subtração do limiar encontrado pela atenuação interaural, que 
já aprendemos que é 45 dB para LRF e IRF e 40 dB para LDF, é para saber quanto 
que perde para fazer o crânio vibrar. Os 30 dB são 3 incrementos de 10 dB, que são 
colocados de vez para não precisar buscar o 3° platô. Se vocêestiver utilizando a 
média tritonal, MTVA e MTVO significam média tritonal da VA e média tritonal da VO. 
Ambas serão da orelha em que você estiver colocando o ruído, que sempre será da 
orelha não testada. Essa subtração das médias é o GAP. Se for uma audição normal, 
MTVA e MTVO serão iguais, então esse GAP será 0. 
• Com o valor do ruído definido, trocar para SN e realizar o teste de fala até o paciente 
responder e encontrar o limiar verdadeiro 
Passo a passo mascaramento de fala 
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A Imitanciometria também conhecida como Impedanciometria, tem como objetivo avaliar as 
condições da orelha média e vias auditivas. Este exame define como o sistema se comporta 
diante de um estímulo acústico, se ele impede, dificulta ou facilita a passagem da onda sonora. 
É um teste objetivo que não necessita da resposta do paciente, sendo possível verificar as 
condições da orelha média. Os resultados obtidos devem ser interpretados em conjunto com a 
Audiometria Tonal, Audiometria Vocal e meatoscopia. A Imitanciometria isoladamente, não 
estabelece diagnóstico audiológico. 
 
O objetivo não é avaliar a audição em si, porém avalia a orelha média e superficialmente as vias 
aéreas. Busca o comportamento diante da estimulação sonora. 
 
Dentro da imitância acústica temos a Impedância Acústica e a Admitância Acústica. Na imitância 
acústica, o comportamento desse sistema impedindo ou dificultando a transmissão sonora, 
determinados sons vão ter mais dificuldades de passar em alguns meios. Por exemplo, em um 
sistema rígido, sons graves vão ter mais dificuldade para passar, então teremos uma alta 
impedância. A admitância acústica é a facilitação ou facilidade da passagem do som no sistema, 
o contrário da impedância. A impedância e a admitância dependem da frequência sonora e da 
condição do sistema, em um sistema mais rígido o som agudo passa com mais facilidade que o 
grave, por exemplo 
 
A bateria de imitância acústica é composta por exames rápidos, indolores e de fácil realização, 
que irá fornecer informações como: 
• Detecção de alterações na orelha média 
• Inferência sobre os limiares auditivos 
• Possível presença de alterações retrococleares 
• Presença do recrutamento objetivo de Metz 
• Topo diagnóstico de lesões do nervo facial 
• Avaliação da função tubária 
• Pesquisa do declínio do reflexo 
Imitanciometria 
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O recrutamento objetivo de Metz pode ser definido como um crescimento anormal da 
sensação de intensidade em relação ao aumento da intensidade física do som. A diferença 
entre o que o indivíduo detecta em seu limiar psicoacústico e o que ele tolera em seu limiar 
de desconforto, é bastante reduzida. Dizemos que o paciente é recrutante quando a diferença 
entre o limiar do reflexo estapediano e o limiar psicoacústico é menor que 60 dB, o que é 
sugestivo de lesão coclear. 
 O equipamento utilizado no exame é o Imitanciômetro. Este equipamento possui uma sonda, 
composta por um pequeno alto-falante, um transdutor de pressão e um microfone. O alto-
falante gera um tom de 226 Hz para o interior do MAE, enquanto o microfone capta as 
variações de intensidade sonora do MAE. A pressão pode variar de +200 a -600 daPa, essa 
faixa pode ser maior ou menor, de acordo com o equipamento utilizado. 
 
A imitanciometria é dividida em duas etapas: 
• Timpanometria 
• Pesquisa do Reflexo Estapediano 
A Timpanometria avalia a mobilidade do sistema tímpano-ossicular (complacência), por meio da 
variação de pressão dentro do MAE. A pesquisa do reflexo estapediano, identifica o reflexo 
involutário do músculo estapédio em resposta ao estímulo sonoro. É uma técnica útil na 
identificação de anomalias de alta impedância, tais como otite média e otoesclerose, e 
anomalias de baixa impedância como interrupção ossicular membrana monométrica. 
 
Orientações para o paciente 
Durante a realização do exame é importante orientar o paciente ficar quieto, não mover a 
cabeça, ficar em silêncio, evitar tossir e deglutir. É fundamental fazer a meatoscopia, pois o 
excesso de cerume pode alterar os resultados e causar o entupimento da sonda. Além disso, 
é imprescindível a vedação completa do conduto auditivo externo com a oliva e a colocação 
do fone na orelha contralateral. 
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A Timpanometria é a medida da variação da imitância do sistema auditivo em função da variação 
da pressão que é introduzida no MAE (meato acústico externo). Avalia a mobilidade da 
membrana timpânica e todas as condições da orelha média. O resultado da timpanometria é 
expresso por uma curva que reflete o pico de máxima compliância./volume. 
Compliância Dinâmica momento em que a membrana timpânica atinge o seu ponto máximo 
de rigidez devido a apresentação da pressão em +200 daPa 
Compliância Estática momento em que a membrana timpânica atinge o ponto máximo de 
relaxamento e fica menos rígida, após a pressão ser reduzida e as pressões da orelha externa 
e média serem igualadas 
 
Medidas de Compliância Estática 
Pressão 
• São registrados em daPa, representam o pico da curva de ambas as orelhas e 
geralmente esse pico é em 0 daPa 
 Compliância/Volume 
• São os volumes em que os picos de ambas as orelhas se encontram, as curvas são 
traçadas de forma diferente de acordo com cada orelha: 
 
OD: OE: _ _ _ _ _ _ _ _ 
 
 
 
 
 
 
Timpanometria e reflexos estapedianos 
traçado contínuo e 
na cor vermelha 
traçado contínuo e 
na cor vermelha 
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Posição Neutra 
• Alguns autores representam como a soma entre a compliância e o valor de +200 daPa, 
outros autores representam como a subtração entre a posição neutra e +200 daPa. Os 
dois caminhos chegarão ao mesmo resultado. 
 
 
Além da timpanometria, é realizada a pesquisa dos reflexos estapedianos. O músculo estapediano 
está ligado a uma porção anterior do estribo e durante a sua contração há uma limitação do 
movimento dos ossículos, atenuando a vibração em todo o sistema. Essa ação é considerada 
um mecanismo de proteção da orelha interna contra danos causados por sons intensos. A 
pesquisa desses reflexos avaliará a integridade funcional das estruturas da orelha média e 
consequentemente, interna. Para audições normais, os valores dos reflexos estapedianos, para 
tons puros podem oscilar entre 70 a 10 dB NA, podendo ser pesquisado tanto ipsilateralmente 
(mesmo lado) ou contralateral (lado contrário). A ausência do reflexo pode ocorrer devido a 
diversos fatores, dentre eles, perda auditiva neurossensorial moderada/severa, perda auditiva 
condutiva (eferência prejudicada), perda auditiva retro-coclear, paralisia do nervo facial supra-
estapediano, bebês pequenos ou tumor acústico. A presença do reflexo estapediano dentro 
desses limites pode ser interpretada como prova da ausência de um distúrbio da audição do 
tipo condutivo, ou seja, condições ideais da orelha média, perda auditiva neurossensorial 
(recrutante) e limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Alguns equipamentos avaliam de forma automática e outros manualmente 
• Realizar meatoscopia 
• Selecionar a oliva e colocar a oliva na sonda (vedação do conduto pela sonda) 
• OBS: A sonda é composta por 3 elementos, bomba de ar, tom puro de 226 Hz e 
microfone que mede o tempo que a onda demora para bater na membrana timpânica 
e voltar 
• Girar botão para compliância absoluta 
• Ajustar pressão para +200 daPa• Anotar volume encontrado 
• Diminuir a pressão até encontrar o pico de máxima complacência 
• Anotar valor da máxima complacência encontrada 
• Diminuir a pressão até encontrar novamente o volume (ml) encontrado na primeira 
etapa quando ajustou a pressão para +200 daPa 
• Retirar pressã 
• Anotar o valor do pico de máxima compliância, em daPa, e o volume equivalente 
(volume de pico menos o volume em +200 daPa), em ml 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Passo a passo timpanometria 
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• Girar o botão para “ipsi” ou “contralateral” 
• Apresentar estímulos 
• Com o valor do pico de máxima complacência, apresentar estímulos de 500 Hz, !000 
Hz, 2000 Hz e 4000 Hz por vez 
• Apresentar estes estímulos a partir de 80 dB até o limite da frequência do 
equipamento (valor limite situado ao lado da frequência no equipamento) 
• Anotar a menor intensidade que se teve reflexo 
• Acima de 110 dB considera-se ausente 
• A pesquisa consiste em identificar a presença ou ausência do reflexo 
• Exemplo: Obteve presença de reflexo contralateral á direita em 80dB? 
Laudo: OD: Reflexo acústico contralateral presente á direita 
• Exemplo: Não identificou presença? 
Laudo: OE: Reflexo acústico ipsilateral ausente 
• Se nas duas orelhas, o laudo for o mesmo, jamais escrever “em ambas as orelhas” e 
sim “bilateralmente” 
• Reflexo acústico: Nível de sensação normal: 70 a 90 dB, Paciente Recrutante: > 60 dB; 
recrutamento presente apenas em perdas neurossensoriais 
 
 
 
O preenchimento deve ser feito da seguinte maneira (será exemplificado utilizando a OD, 
porém o processo deverá ser repetido na OE, com os seus respectivos dados): 
 
 
 
 
 
 
 
Passo a passo pesquisa dos reflexos 
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• Limiar OD: Deverão ser anotados os limiares de Via Aérea (VA) das frequências de 
500 Hz, !000 Hz, 2000 Hz, respectivamente 
• Contra OD.: Será o lado que é colocada a sonda, ou seja, emissão do estímulo, como é 
uma aferência contralateral, o estímulo será emitido na OD e captado pela OE 
• Na tabela, tais valores deverão ser registrados em caneta AZUL, uma vez que o 
estímulo é recebido na OE (contralateral a OD) 
• Diferença: Será a subtração entre o CONTRA OD e o LIMIAR OD. 
• IPSI: Por ser ipsilateral, a medida será realizada no mesmo lado da sonda, uma vez que 
o estímulo é dado e recebido na OD 
• Os valores deverão ser registrados em caneta VERMELHA, por ser ipsilateral à OD. 
• Utiliza-se apenas as frequências de 1000 Hz e 2000 Hz 
• Se a orelha testada não tiver reflexos, a medição do IPSI da OD não poderá ser 
realizada 
• O preenchimento caso uma das orelhas NÃO tenha reflexo será da seguinte forma: 
(será exemplificado um caso no qual a OE não possui reflexo devido a uma perda 
condutiva) 
• Limiar OD: Será preenchido normalmente com os limiares da VA 
• Aferência Direita Contralateral (AF. D. CONTRA.): nesse caso vamos supor que a OE 
não tem reflexos, uma vez que é uma perda condutiva. Como a medição é 
contralateral, a aferência direita contralateral não seria preenchida, colocaríamos 
setinhas voltadas para baixo na cor AZUL 
• Diferença (DIFER.): Também não seria preenchida 
• Aferência Direita Ipsilateral (AF. D. IPSI): seria preenchida, uma vez que não teríamos 
reflexo contralateral, por ser uma perda condutiva na OE, porém, teríamos reflexos 
ipsilaterais na OD 
• Reflexo presente em níveis normais: REF 70 E 100 dB ACIMA DO LIMIAR DE VA 
• Reflexo presente e diminuído: DIFERENÇA MENOR OU IGUAL A 65 dB ENTRE O 
LIMIAR DE VA E O REF. CONTRALATERAL 
• Reflexo presente e aumentado: DIFERENÇA MAIOR QUE 100 dB ENTRE O LIMIAR DE 
VA E O REF. CONTRALATERAL 
• Reflexo ausente: REFLEXO NÃO DESENCADEADO ATÉ A SAÍDA DO 
EQUIPAMENTO (Gelfand (1984) e Jerger (1989) 
 
 
 
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Aferência e Eferência dos Reflexos Acústicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VIII Par 
Via aferente 
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Curvas timpanométricas 
Normal ou Sensorioneural 
Volume: 0,30 a 1,65 
daPa: -100 a +50 
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z 
 
 
 
 
 
 
Otite; indicação de secreção, PA condutiva 
Volume: indefinido/sem pico 
daPa: ausência de valor 
Patologias com infecção, colesteatoma, disfunção tubária, PA 
condutiva 
Volume: 0,30 a 1,65 
daPa: maior ou igual a -100 
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Descontinuidade de cadeia ossicular, idosos, PA condutiva 
Volume: acima de 1,65 
daPa: em torno de 0 podendo desviar até -100 
Otosclerose, PA condutiva 
Volume: menor que 0,30 
daPa: em torno de 0 podendo desviar até -100 
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Anamnese Audiológica Infantil 
 
• Identificação, nome, idade, sexo, profissão dos pais ou responsáveis, endereço, telefone 
• Rotina da criança 
• Profissional que encaminhou 
• Acompanhamentos anteriores e atuais 
• Fatores diários contribuintes: infecção respiratória, morar em ambiente ruidoso, com poluição, 
se apresenta tonturas, vertigens... 
• Antecedentes familiares 
• Outras doenças, metabólicas, vasculares, diabetes, sífilis, entre outras 
• Impressão dos pais ou responsáveis sobre a audição da criança 
• Gestação 
• Parto 
• Se houve ou não intercorrências na gestação e/ou no parto 
• Desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento motor 
• Apgar 
• Escola, evolução na aprendizagem 
• Queixa (MOTIVO): Histórias e sintomas, início, duração, súbita ou progressiva, uni ou bilateral, 
Qual orelha? Zumbido? Plenitude auricular? Antecedentes otológicos, cirurgias, uso de 
medicamentos ototóxicos 
• Reação aos sons, Se incomoda com sons altos? Coça a orelha? Secreção? Odor? 
Descamação? 
Audiologia infantil 
 A anamnese permite que se tenha acesso à história audiológica do paciente. 
 Deve ser realizada independentemente da idade e antes da avaliação. (FROTA, 
2003). Na anamnese audiológica infantil, devemos entender o motivo pelo qual a criança 
foi encaminhada e/ou procurou acompanhamento. 
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O princípio cross-check que norteia a avaliação audiológica infantil, pois determina se o 
resultado de um teste deve ser aceito após ser confirmado por outro independente. 
Consistindo na confirmação nos testes eletroacústicos, eletrofisiológicos e comportamentais, 
que são independentes entre si. 
 
“O resultado de um teste deve ser aceito após ser confirmado por 
outro independente, ou seja, um teste isoladamente não define o 
diagnóstico preciso das condições da audição da criança.” 
JERGER AND HAYES, 1976 
 
E antes de qualquer avaliação, o Fonoaudiólogo precisa ter conhecimento do desenvolvimento 
típico do comportamento auditivo da criança e os níveis de referência das respostas auditivas. 
 
 
 
 
 
 
Como avaliar? 
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Na avaliação audiológica infantil, é avaliada a mudança de comportamento auditivo da criança 
após a estimulação auditiva. Os procedimentos podem ser realizados com os sons da fala, 
sons de instrumentos musicais, tons puros e outros como o audiômetro pediátrico. 
• Avaliação Comportamental 
• Audiometria: Com Reforço Visual (campo livre) ou Condicionada 
• Imitanciometria 
• Emissões Otoacústicas 
• BERA ou PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) 
• 
Avaliação Audiológica Comportamental 
Os 6 Sons de Ling 
Consiste nos sons dos fonemas que possuem faixas de frequências específicas. O 
Fonoaudiólogo emite os sons e avalia se a criança reage a eles: Este teste indica a habilidade 
da criança em detectar todos os aspectos de fala, já que esses 6 sons englobam a faixa de 
frequência de todos os fonemas. Este procedimento é muito utilizado para adaptação de 
próteses auditivas 
 /u/ - 275 Hz /m/ - 250 Hz /a/ - 1000 Hz /ch/ - 2500 Hz /i/ - 3000 Hz /s/ - 6000 Hz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação audiológica infantil 
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Avaliação Instrumental (6 meses a 2 anos) 
Consiste na apresentação de instrumentos musicais com frequências específicas para avaliar a 
resposta comportamental da criança diante do estímulo. Os instrumentos mais utilizados são: 
Guizo 10.000 Hz a 12.000 Hz Reco-Reco 1.250 Hz a 5.000 Hz Agogô 2.000 Hz a 3.150 Hz 
Tambor 125 Hz a 250 Hz 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Fonoaudiólogo deverá se atentar e controlar: 
• Tipo de estímulo sonoro 
• Tempo de duração do estímulo (máx. 20 segundos) 
• Estado de alerta da criança 
• Variáveis externas (temperatura, luz, ruído...) 
• Idade cognitiva e cronológica 
• Se atentar ao intervalo entre os estímulos, não dar pistas visuais e táteis e não permitir 
a interferência dos pais ou acompanhantes 
• O resultado será confiável quando a resposta da criança for de forma sistemática 
• Apresentar sons dos mais grave ao mais agudo 
• Criança sentada em frente ao Fonoaudiólogo, no colo do responsável ou na cadeira 
(depende da idade) 
• O responsável não pode induzir a criança a responder ou reagir aos estímulos 
• Apresentar os estímulos ao nível lateral da orelha, com a distância de pelo menos 20 
cm (sem oferecer pistas visuais ou táteis) 
• Alternar orelhas 
 
 
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Desenvolvimento Típico da Função Auditiva em Crianças 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FAIXA ETÁRIA RESPOSTAS ESPERADAS 
 
0-3 MESES 
 
 
Atenção ao som 
 
3-6 MESES 
 
Atenção ao som 
Procura a fonte sonora 
Localização lateral 
 
6-9 MESES 
 
Localização lateral 
Localização indireta para 
baixo 
 e para cima 
 
9-13 MESES 
 
Localização lateral 
Localização direta para 
baixo e 
indireta para cima 
 
13-18 MESES 
 
Localização lateral 
Localização direta para 
baixo 
 e para cima 
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Reflexo Cócleo-Palpebral (RCP) 
O reflexo cócleo-palpebral se dá por uma contração do músculo orbicular do olho, que pode 
ser observada por meio de movimentação palpebral após estímulo sonoro de alta intensidade 
(acima de 90 dB NPS) e curta duração. A estimulação é feita geralmente com os 
instrumentos, agogô, pratos e tambor, apresentados em alta intensidade e em sala 
acusticamente tratada. 
• Realizar com a criança em estado de alerta, relaxada e com olhar fixo em algum objeto 
ou pessoa 
• Posição da criança: com 3 meses deve estar deitada e confortável pois não possui 
controle cervical nessa fase, e a partir dos 4 meses deverá ficar sentada no colo do 
familiar e orientar o mesmo onde irá sustenta-la 
• Não realizar com a criança chorando 
• Utilizar agogô, pratos ou tambor 
• Apresentar os sons do mais grave ao mais agudo e alternar orelhas 
• Os pais não devem induzir na resposta da criança 
• Não observar somente o reflexo cócleo-palpebral, mas também outras respostas 
reflexas como sobressalto, aumento ou diminuição da movimentação de membros, 
pausa em movimentos reflexos como sucção (chupeta ou se estiver mamando), 
tentativa de localizar o som, mudança no ritmo respiratório, tremor no corpo, arregalar 
os olhos... 
• O RCP está presente em crianças com audição normal ou com perdas auditivas 
neurossensoriais até o grau moderado se forem recrutantes 
• O RCP está ausente em crianças com perdas auditivas moderadas não recrutantes, 
severas e profundas 
• Também pode estar ausente em crianças com audições normais (se atentar ao 
período de desenvolvimento motor) ou com alteração no processamento auditivo 
central 
• Presente também em crianças com perdas auditivas unilaterais de qualquer grau e tipo 
pois a orelha contralateral pode “responder” por ela e desencadear o reflexo 
 
 
 
 
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Audiometria de Reforço Visual (VRA)- 6 meses a 2 anos 
Campo Livre é realizado quando não há a possibilidade de colocar o fone na criança, porém 
sem o fone não conseguimos obter o limiar auditivo. Por isso, os estímulos são apresentados 
por meio de caixas acústicas e quando a criança reage, se dá um estímulo visual que 
geralmente é por meio de brinquedos compatíveis com o desenvolvimento da criança. 
• O procedimento não é explicado para a criança, apenas a condiciona a responder o 
estímulo sonoro que aparece do mesmo lado do estímulo visual. 
• O teste é feito com a criança no colo do responsável, entre dois altos falantes e em 
uma sala acusticamente tratada. Dessa forma é possível obter o nível mínimo de 
resposta. 
• Considera-se como nível mínimo de resposta a menor intensidade em que a 
localização do tom puro ocorreu para cada frequência testada 
• O tipo de reforço visual pode ser simples (luz) ou complexo (brinquedo, brinquedo 
com luzes, filme), ele vai interferir na ocorrência das respostas 
• Testar frequências de 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz nas intensidades de 80 dB, 
60 dB, 40 dB e 20 dB (decrescente) a pelo menos 20 cm do pavilhão auricular com o 
estímulo em tom puro ou warble 
• Iniciar com uma intensidade audível e variar até chegar ao nível mínimo de resposta 
• As melhores respostas geralmente são nas frequências de 1000 Hz e 2000 Hz 
• Melhores respostas em função da idade: 3-6 meses – 60 a 80 dB, 6-9 meses – 40 a 
60 dB e 9-13 meses – 20 a 40 dB (AZEVEDO, 1993) 
• A resposta da criança se dá pelo comportamento reflexo, ou seja, após o estímulo 
sonoro o Fonoaudiólogo precisa observar mudanças no comportamento, reflexos e 
expressões faciais da criança, ou até mesmo respostas espontâneas e diretas ao som 
como procurar a fonte sonora, imitar, sorrir, apontar com o dedo... 
 
 
Audiometria infantil 
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Audiometria Condicionada – 2 a 6 anos 
A Audiometria Condicionada é realizada em sala e cabine acusticamente tratada e com 
condicionamento lúdico, se necessário. Um dos responsáveis também poderá entrar na cabine 
juntamente com a criança, caso a mesma apresente resistência, porém não poderá induzir a 
resposta da criança. 
• O material para o condicionamento lúdico não pode competir com o som e muito 
menos atenção da criança, leve para a cabine somente um brinquedo que for usar 
para que a criança não se distraia 
• Se atentar ao ritmo na apresentação do estímulo, utilizar som pulsátil, warble, narrow-
band e se necessário, começar por campo livre e depois inserir o fone 
• Obtenha logo as respostas das frequências mais importantes (500 Hz, 1000 Hz e 2000 
Hz) para não tornar o exame longo ecansativo 
• Cuidado com as respostas “falsas” ou assistemáticas por falta de interesse ou atenção 
• Exemplo: o dinossauro “Dino Papa Tudo” e comidinhas de brinquedo, outro brinquedo 
interessante para o condicionamento lúdico, é o “Pula Pirata” 
• Condicionar a criança a toda vez que ela ouvir um som, dar a fruta para o dinossauro 
comer ou toda vez que ela ouvir, colocar uma espada no barril do pirata 
• Realizar a Audiometria igualmente a do adulto, por VA E VO e se necessário também 
realizar o mascaramento 
• Se houver queixa de perda auditiva, realizar a VO primeiro para não tornar o exame 
longo e cansativo para a criança 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Logoaudiometria – 2 a 6 anos 
No teste de Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF ou SRT) da criança, o critério de 
avaliação será igual a de adultos, porém o teste precisa ser realizado com palavras familiares e 
vocabulário rotineiro da criança. Se a mesma não consegue repetir as palavras ou recusa-se a 
colaborar, o LRF pode ser realizado por meio de figuras, ordens simples e/ou gestos para 
apontar partes do corpo (figuras, perguntas...). Os testes vão depender do nível de 
desenvolvimento da linguagem e fala da criança, tipo e grau da perda auditiva e 
comportamento e tolerância com o procedimento. 
 
• Ordens simples: solicitar a criança a mostrar partes do corpo (cabeça, olho, nariz...), 
“cadê mamãe?”, “manda beijo”, dar tchau., a cada resposta diminuir 10 dB (a partir dos 9 
meses) 
• Figuras: apresentar figuras coloridas e com vocabulário mono., dis., tri., poli., observar 
quais figuras a criança reconhece e consegue nomear, escolher figuras que a criança 
reconheceu e condicionar a criança a apontar ou pegar a figura solicitada, apresentar 
uma figura de cada vez para a criança apontar/pegar/ou apontar cada vez que ela 
ouvir o nome solicitado., quando a criança acertar troca-se por outra. Iniciar o teste em 
uma intensidade audível e variar até chegar ao limiar. A cada resposta diminuir 10 dB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Logoaudiometria infantil 
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• Perguntas: realizar com crianças de 5 a 6 anos, a criança deverá responder perguntas 
como “Qual o seu nome?”, “Quantos anos você tem?” e a cada pergunta respondida 
diminuir 10 dB 
• Repetição: realizar com crianças maiores de 5 a 6 anos, assim como é com o LRF do 
adulto. A cada acerto, diminuir 10 Db 
• 
O teste de Limiar de Detecção de Fala (LDF ou LDV) é realizado quando a criança possui 
uma perda auditiva neurossensorial severa/profunda, limitação de linguagem e fala, dificuldades 
na compreensão da fala ou até mesmo quando a criança é mais tímida e não está interagindo 
com o teste. 
• Por meio de estímulos verbais como “pa-pa-pa” e “po-po-po”, a criança tem que 
responder a 50% dos estímulos testados nas frequências de 250 Hz, 500 Hz, 1000 Hz 
e 2000 Hz 
O teste de Índice de Reconhecimento de Fala (IPRF ou IRF) é realizado da mesma forma que 
o adulto e com os mesmos critérios de seleção do material e figuras do LRF utilizado para 
crianças, figuras ou palavras familiares para a criança, porém diferentes das usadas no LRF 
para não interferir no resultado. 
• É realizado da mesma forma que o IRF em adultos 
• Com a criança, pode ser ensinado de forma lúdica: “vamos brincar de papagaio? Eu 
digo uma palavra e você repete, no final vamos ver se você acertou todas.” 
• Serão utilizadas as palavras de acordo com a tabela adaptada ou não para o 
conhecimento da criança 
• Cada erro no IPRF representa 4% do geral 
 
 
NÍVEL DE SOLICITAÇÃO ORDENS VERBAIS FAIXA ETÁRIA 
NÍVEL I “Dá tchau! Joga beijos! 
Bate palma!” 
 
9-12 meses 
NÍVEL II 
 
“Cadê a chupeta? 
Cadê a mamãe?” 
 
 
12-15 meses 
NÍVEL III 
 
“Cadê o cabelo? 
Cadê a mão?” 
 
15-18 meses 
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Respostas a estímulos verbais 
 
 
 
FAIXA ETÁRIA 
RESPOSTAS 
ESPERADAS 
NÍVEL DE 
DETECÇÃO DE VOZ 
(dB) 
 
0-3 MESES 
 
 
Atenção ao som 
Orientação ao som 
 
 
50-60 
 
3-6 MESES 
 
 
Procura ou 
localiza a voz 
 
 
40-50 
 
6-9 MESES 
 
Localiza a voz 
familiar e de 
terceiros 
 
 
30-40 
 
9-13 MESES 
 
Reconhece 
comandos verbais 
de nível I 
 
 
20-30 
 
13-18 MESES 
 
Reconhece o nome 
Reconhece 
comandos verbais 
de nível II 
 
 
20 
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A realização da Imitanciometria em crianças se dá pelo mesmo em adultos: detecção de 
possíveis alterações na orelha média. Sabemos que é comum ocorrência de otite média em 
crianças, devido a isso é necessário atenção para que o exame apresente alteração e seja 
confundido com PA. 
• Crianças maiores de 6 meses utilizar sonda de 226 Hz 
• Crianças menores de 6 meses utilizar sonda de 1000 Hz 
• O volume da orelha externa em adultos é de 0,8 e nas crianças pode ser encontrado 
a partir de 0,5 
 
 Interpretação dos Resultados 
RESPOSTA A 
SONS 
INSTRUMENTAIS 
VRA RECONHECIMENTO 
DE ORDENS 
RCP IMITANCIO. SUGESTIVO DE: 
Adequado Adequado Adequado Presente Curva A + 
Ref. Pres. 
Audição normal 
Adequado 
 
Alterado um 
nível acima do 
esperado 
Adequado Ausente Curva B + 
Ref. Aus. 
PA leve a 
moderada 
condutiva 
Adequado 
Alterado um 
nível acima do 
esperado 
Alterado Presente Curva A + 
Ref. Pres. 
Alt. 
PANS moderada 
recrutante 
Alterado, mas 
adequado em 
sons intensos 
Alterado dois 
níveis acima 
do esperado 
Alterado Ausente Curva A + 
Ref. Aus. 
PANS 
severo/profundo 
Alterado Inconsistência 
nas respostas 
 
Alterado Ausente Curva A + 
Ref. Aus. 
Alteração do 
Proc. Auditivo 
(lesão 
consistente) 
Imitanciometria infantil 
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A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) é um procedimento obrigatório em neonatos e lactentes 
para identificação de possíveis deficiências auditivas (DA) através de medidas fisiológicas e 
eletrofisiológicas. O diagnóstico e intervenção precoce, antes dos 6 meses, possibilitam 
melhores resultados para o desenvolvimento da função auditiva. 
 
Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA) 
• Preocupação dos pais com o desenvolvimento da audição, fala e linguagem 
• Antecedente familiar com início desde a infância 
• Permanência em UTI por mais de 5 dias 
• Infecções congênitas: toxoplasmose, rubéola, CMV, herpes, sífilis, HIV... 
• Anomalias cranioencefálicas 
• Síndromes genéticas 
• Distúrbios neurodegenerativos 
• Infecções bacterianas ou virais pós-natais 
• Trauma craniano 
• Quimioterapia 
• Ocorrência de ventilação extracorpórea, drogas ototóxicas, hiperbilirrubinemia, anoxia 
perinatal, apgar neonatal de 0-4 no primeiro minuto ou 0-6 no quinto minuto 
• Peso ao nascer inferior a 1500 g 
 
Como é realizada a TAN? 
Deve ser realizada preferencialmente nos primeiros dias de vida e no máximo até o final do 
primeiro mês. Todos os neonatos devem ter acesso à triagem até o 1º mês de vida, sendo 
que todas as crianças com resultado falho ou negativo devem ser avaliadas até os 3 meses. 
Sendo assim, o tratamento deve ser iniciado imediatamente ou até os 6 meses de vida. Para 
os neonatos e lactentes sem IRDA, utiliza-se o exame de Emissões Otoacústicas (EOA), 
possibilitando o reteste nos casos de falha. Caso a falha persista, é preciso realizar de imediato 
o exame Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE; BERA). 
Triagem Auditiva neonatal 
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O exame de Emissões Otoacústicas (EOA) costuma ser indicado na Audiologia Neonatal para 
avaliar a formação da cóclea do neonato e é indicado também na Audiologia Clínica para 
auxiliar na suspeita de lesões cocleares, principalmente em pacientes expostos a ruído e casos 
de ototoxicidade. É realizado de maneira objetiva e não invasiva, em que se coloca uma sonda 
no conduto auditivo externo. Um estímulo sonoro será enviado por essa sonda à cóclea, que 
reagirá sob a forma de resposta sonora emitida como um eco. É a essa resposta que se dá o 
nome de emissão otoacústicas. A resposta sonora gerada pela cóclea é inaudível e se dá por 
uma atividade mecânica de suas células ciliadas externas (CCE) e captadas no meato acústico 
externo (MAE). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Emissões otoacústicas 
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Tipologia das EOA´s 
 
Emissões Otoacústicas Espontâneas (EOA) 
• São sinais de banda estreita que ocorrem no MAE sem a introdução de um sinal 
estimulador 
• Estão ausentes em todas as frequências quando há perda neurossensorial acima de 30 
dB 
• Tem origem nas células ciliadas externas 
• Muitas vezes estão ausentes também em audições normais 
 
 
Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) 
• São provocadas por um estímulo, ocorrendo durante e depois do mesmo 
• Apresenta 3 subtipos: Emissões Otoacústicas por Estímulo de Frequência, Emissões 
Otoacústicas Transientes (EOAT) e Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção, 
sendo as duas últimas as mas utilizadas na aplicação clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente (EOAT) 
São emissões evocadas por estímulo em “clique” (estímulo breve e de espectro amplo e o 
mais usado) ou tone burst Esse método não quantifica a deficiência auditiva, porém detecta a 
sua presença em virtude de que as EOAT estão presentes em 98% dos indivíduos com 
audições normais. Devido a isso, a presença dessas emissões pode confirmar a integridade do 
mecanismo coclear, podendo estabelecer a funcionalidade da atividade otoacústica das células 
ciliadas externas (CCE) da cóclea. 
• Banda larga: estimula a cóclea inteira 
• Tem crescimento lento e decréscimo com o aumento da idade, desaparece primeiro 
que a EOAPD 
• Intensidade moderada: 80 dBNPS ou 45 dBNA, mas pode variar entre 75 a 83 dBNPS 
• Forma não-linear: grupos de 4 cliques 
• Latência da resposta: 3 a 20 ms 
• Análise: a partir de 5 ms 
• Respostas de frequência: 2 a 4 kHz 
• Frequências graves: ruído de fundo 
• Presente acima de 3 dB (adulto) e 6 dB (criança) em 3 bandas de frequências 
consecutivas 
• Estímulo: é o pico equivalente de pressão sonora e deve ser menor que 60 dB para 
ativar as CCE´s 
• Reprodutibilidade: sobreposição das ondas A e B, quando há reprodutibilidade, há 
resposta. Deve ser maior que 50% em adultos e maior que 70% em crianças 
• A estabilidade da sonda precisa estar > 70% para não interferir no resultado 
• Nº de cliques: séries de 260 
• Quanto maior a reprodutibilidade e a S/R, mais indicativo de presença de EOAT 
• Resultados significativos: reprodutibilidade no mínimo de 50% e S/R de no mínimo 3 dB 
• As frequências mais baixas são as mais complicadas de serem captadas por causa do 
tempo de chegada da resposta, por isso, não significa alteração se uma frequência 
estiver sem resposta nessas mais baixas 
• Em crianças com pequenas perfurações de membrana timpânica ou presença de 
tubos de ventilação, deve-se aumentar a intensidade do estímulo (compensação) 
• Tempo de teste: geralmente 1 minuto para cada orelha de acordo com as condições 
do ambiente 
 
 
 
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Relação sinal/ruído 
Denomina-se relação sinal /ruído ou razão sinal-ruído (S/R ou SNR), do inglês “signal-to-noise 
ratio” e RSR em português. Importante dado que compara o nível de um sinal desejado com o 
nível de ruído de fundo. Quanto mais alta a relação S/R, menor o efeito sobre a detecção ou 
medição do sinal. Exemplo: S/R de +20 e S/R de – 10, o melhor é o S/R de +20 pois a 
diferença é positiva. Quanto mais o sinal estiver distante do ruído, melhor! 
 
 
Critérios de passa e falha 
 
Finitzo, Albigt, O´Neal, 1998 
 
 
Rhode Island, 2000 (recém-nascido) 
FREQUÊNCIA (kHz) 1,6 2,4 3,2 4,0 
REPRODUTIBILIDADE >50 
 
>50 >50 >50 
AMPLITUDE (RN) 
 
>6 
 
>6 >6 >6 
AMPLITUDE (ADULTO) >3 >3 >3 >3 
FREQUÊNCIA (kHz) 1,6 2,4 3,2 4,0 
REPRODUTIBILIDADE _______ 
 
75 75 75 
AMPLITUDE 
 
 _______ 
 
>6 >6 >6 
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Emissões Otoacústicas Evocadas por Produto de Distorção 
(EOAPD) 
São emissões resultantes do estímulo de dois tons puros, simultâneos, que geram o produto 
de distorção, pois a cóclea é incapaz de amplificar de forma linear os 2 tons. Pode-se avaliar a 
função coclear desde a sua base até o ápice, analisando-se frequência por frequência, 
separadamente. São importantes uma vez que analisam as frequências sonoras em faixa que 
vai de 500 Hz a 8000 Hz. O melhor desempenho do exame está na frequência de 4000 Hz e 
por isso o exame é mais recomendado para monitorização da função da cóclea nos casos de 
perda auditiva induzida por ruído, lesão, ototóxicos, como a quimioterapia, dentre outros. 
• As respostas são geradas pela cóclea através dos tons puros (F¹ e F²) 
• Frequência sonora muito próxima (F¹/F²= 1,22) 
• Frequência mais baixa: F¹ primária 
• Frequência mais alta: F² secundária 
• Através das EOAPD obtemos maior especificidade de frequência, avaliando a função 
coclear (espiral basal até a cóclea) e informações precisas nas frequências altas 
• Geralmente capta-se 0,5 kHz e 8 kHz 
• A intensidade é até 75 dB 
• É utilizado o fone de inserção com estimulação monoaural 
• A pesquisa é feita com intensidades de F¹ e F² de 65 e 55 dBNPS 
• Analisa as frequências de 1, 2, 4, 6 e 8 kHz 
• É mais demorado que a EOAT, mas traz informações mais precisas e específicas 
• O S/R precisa ser >6 dB 
• EOAPD podem estar presentes em indivíduos até 45 dBNA a 55 dBNA (com 
amplitudes reduzidas) e estão ausentes nos limiares superiores 
• Os parâmetros de análise são feitos através do “dpgram”, curva de crescimento e 
latenciograma 
• O “dpgram” é gráfico/cocleograma, é uma analogia ao audiograma, que apresenta as 
amplitudes da resposta em dBNPS e varia F¹ e F² com nível de intensidade fixa 
• A curva de crescimento fixa F¹ e F² descrevendo os níveis de intensidade até 
desaparecer a resposta 
• O latenciograma apresenta a latência das EOA´s (ms) e decresce com o aumento da 
frequência e aumenta com a intensidade, quanto mais alta a frequência menor será a 
latência (freq.. alta – porção basal e freq.. baixa – porção apical) 
• A amplitude do adulto é de 0 a 10 dBNPS e do neonato de 10 a 20 dBNPS 
• Respostas: ausente (abaixo do ruído) e presente 
• Presente em perdas auditivas leves (até 40 dB) 
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• A intensidade dada para fazer o exame é entre 60 e 70 dBNPS 
• O melhor desempenho se dá em frequências acima de 2 kHz, sendo que o ruído 
diminui com o aumento da frequência 
• O monitoramento com este exame também é realizado em trabalhadores expostos a 
ruído, pacientes que utilizam ototóxicos ou que fazem quimioterapia 
 
Critérios de resposta 
 
Gorga, 1996 
 
 Presente = função coclear normal 
 Ausente = cóclea parcialmente alterada 
 
 
 Presente = cóclea parcialmente alterada (perda leve/moderada)