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Planos, Projetos e Programas

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Unidade 3
Formulação de Planos, Projetos e Programas
Aula 1
Ferramentas do planejamento
Ferramentas do planejamento
Ferramentas do
planejamento
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Olá, estudante!
Você está convidado a participar desta aula, a qual destacará
os conceitos de plano, programa e projeto. A delimitação de
suas diferenças destaca a importância das políticas públicas
no processo de formulação do plano e seus desdobramentos
em programas e projetos. Assim como apresentar o projeto
como ferramenta de otimização das práticas profissionais,
este conteúdo será de grande valia para a construção do seu
conhecimento e para a ampliação de técnicas e ferramentas
de intervenção no cotidiano profissional.  
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, você sabe a diferença entre plano, programa e
projeto? A intenção, neste momento, é que você
compreenda a diferença a ponto de, no cotidiano, saber usar
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/53ab2fe9-3604-5770-9830-be03d9502ca3.pdf
ferramentas destinadas à execução de cada um desses
processos e seus procedimentos.
O Serviço Social tem como objeto de atuação as expressões
da questão social, assim atuar com projetos permite a
otimização dos recursos, disponibilizados pela instituição
(seja ela governamental ou não governamental), e das verbas
governamentais, para a garantia de acesso aos direitos
sociais. Dessa forma, neste bloco, pretende-se ampliar os
conceitos de plano, programa e projeto, permitindo a
compreensão de suas potencialidades, a fim de facilitar sua
aplicação em seu cotidiano profissional.
A elaboração de um projeto exige a leitura da realidade, tão
cara para a profissão. Um olhar atento e repleto de
intencionalidade efetiva, através das ações executadas, a
real garantia de direitos, buscando a redução de
desigualdades e a mitigação de vulnerabilidades.
Assim, desafie-se neste novo momento!
Vamos Começar!
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Vamos Começar!
No Brasil, a redução das desigualdades sociais é considerada
um grande desafio que busca sua legitimação através das
políticas públicas. A formulação de uma política pública
almeja a solução de um determinado problema apresentado
pela sociedade civil. No entanto, há uma grande parcela da
população que não é assistida por essa política, requisitando
a necessidade de outras formas de assistência, considerando
as limitações e o alcance das políticas públicas.
Assim, o Serviço Social busca contribuir na construção de
propostas de intervenções norteadas pela garantia dos
direitos sociais, visando ao fortalecimento da cidadania e à
redução das desigualdades.
Dessa forma, o trabalho com projetos se torna uma
ferramenta importante na busca da ampliação da cidadania
e da garantia de acesso aos direitos, sendo as políticas
públicas norteadoras das ações, tais como as políticas de
educação, saúde e moradia. Os projetos também podem
auxiliar na identificação das necessidades, contribuindo para
a formação de uma agenda política. Um projeto está inserido
em um programa, o qual, por sua vez, atende às exigências
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SOCIAL
de um plano. A seguir, temos as definições desses conceitos,
conforme Cury (2001, [s. p.]): 
Plano: Embasado por uma política, será responsável pela
criação de áreas de concentração focadas em uma
determinada questão, delimitando o problema. Dessa
forma, permite a criação de programas específicos a cada
demanda. Especificando objetivos, metas, atribuições de
responsabilidade, identificação das verbas e custeio,
como também apresentar estudos e pesquisas que
justifique a criação de programas e projetos. Programa: 
Contém os objetivos gerais, conforme especificação do
plano. Organiza os projetos direcionados a demandas e
objetivos semelhantes. Também ocorre o detalhamento
das políticas, que norteiam o programa e as diretrizes
para formulação dos projetos. Assim, como engloba as
atividades e os projetos, além de designar os recursos
humanos, físicos e materiais necessários. Projeto: Trata-
se da parte executável do plano e programa. Consta as
ações de acesso aos direitos sociais, através da execução
das políticas públicas. 
Disciplina
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Importante salientar que a política pública não é uma política
social. As políticas públicas são pensadas para a sociedade
em geral, tal como as políticas econômicas, sociais, de saúde
e de educação. As políticas sociais são políticas públicas
destinadas ao atendimento de necessidades sociais,
direcionadas para grupos específicos, como as políticas
sociais de inclusão e a lei de cotas.  
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Os projetos sociais materializam ações que são pautadas
pelo sistema de proteção social, o qual, através de três
políticas, almeja a garantia dos mínimos sociais, visando à
proteção da população. A seguridade social é composta
pelas políticas de:
Previdência social: uma política contributiva que garante
ao trabalhador contribuinte um benefício ao encontrar-
se impossibilitado ao trabalho. 
Saúde: política não contributiva que, através do Sistema
Único de Saúde (SUS), garante atendimento de saúde
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SOCIAL
universal a toda população.
Assistência social: política não contributiva,
disponibilizada para quem dela necessitar. Busca
garantir os mínimos sociais aos indivíduos em situação
de vulnerabilidade social.
O planejamento promove, através do plano, programa e
projeto, a organização hierárquica de cada processo, pois
organiza as políticas e constrói mecanismos que permitem a
otimização das demandas, visando elencar as prioridades
sociais de uma sociedade.
O projeto é a parte exequível das políticas públicas, e estas
norteiam um plano que dará origem a diversos programas;
esses programas, por sua vez, organizam os projetos, os
quais são direcionados para as mesmas demandas, porém
com focos diferentes. Compreender essa estrutura permite
que o trabalho com projetos sociais seja direcionado e
atenda aos determinados seguimentos a que são
destinados.
Na atuação profissional, o assistente social, que é um
profissional inserido na divisão social e técnica do trabalho,
compreende a desigualdade social e as representações das
expressões da questão social, como objeto de sua
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SOCIAL
intervenção. Dessa forma, o profissional de serviço social
busca, em seus conhecimentos e técnicas, a elaboração de
caminhos para a efetivação dos direitos, em muitos casos
através da elaboração de projetos sociais. A atuação
profissional 
requer, ainda, entender o serviço social como uma
profissão especializada que, a partir de conhecimentos
teóricos e técnicos, valores e finalidades, sistematiza e
operacionaliza respostas direcionadas às necessidades
sociais que lhe chegam como demandas profissionais.
(Guerra, 2014, p. 80) 
O projeto social é a sistematização das nossas ações,
possibilitando a dedicação a uma demanda específica e por
um determinado tempo, pois busca intervir nas
necessidades sociais apresentadas pelos indivíduos de um
determinado território. Essa intervenção é um processo de
cooperação e articulação, pois se trata de um trabalho em
conjunto com outros profissionais e instituições. Importante
salientar que um projeto social atenderá a uma demanda da
instituição em que está inserido. Assim, o plano e os
programas serão condizentes com a área de atuação e de
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SOCIAL
intervenção daquela instituição. Por exemplo, uma
instituição que atua com idosos desenhará projetos
relacionados com a política de pessoas idosas e com o
programa de proteção da pessoa idosa.
Atuar com projetos sociais requer o conhecimento da
realidade do indivíduo, do território e da comunidade,Considerando a sistematização de nossas ações, a luta pela
ampliação da cidadania e o acesso aos direitos e
contextualizando com os estudos dessa unidade, você
consegue identificar alguma possibilidade de intervenção?
Caso identifique a necessidade de um projeto, quais seriam
as etapas para a formulação dessa proposta?
Você deve estar ciente de que, para a execução de uma
intervenção, faz-se necessário o conhecimento da
comunidade. Deverá considerar suas possibilidades,
reconhecendo potenciais parceiros, bem como empenhar-se
no estabelecimento de vínculos entre a instituição e seu
público-alvo, uma vez que, antes de realização de qualquer
intervenção, é preciso garantir que o público se sinta
acolhido em suas demandas e, principalmente, provocar sua
participação durante o processo de decisão.
Reflita
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Agora, considere os seguintes questionamentos como forma
de reflexão à prática profissional:
Considere a realidade do território em que você reside e,
a partir da leitura desta realidade, estabeleça os
parâmetros de elaboração para um projeto social.
Considere as perguntas norteadoras para estabelecer os
parâmetros e as diretrizes de área de enfrentamento a
que estará destinado seu projeto, bem como público-
alvo e atividades/ações.
Resolução do Estudo de Caso
Neste ponto, você já sabe que há mais de uma forma de
resolver este e qualquer outro desafio proposto. Na prática
profissional, você deve contar, inclusive, com colegas de
profissão ou de outras categorias profissionais para pensar
em soluções.
Retomadas essas considerações, veja um dos
direcionamentos possíveis.
O primeiro passo para a elaboração de um projeto é a
identificação do problema, ou o diagnóstico da situação. Essa
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SOCIAL
fase antecede a elaboração do projeto, pois, em muitos
casos, é essa situação que despertou o interesse/a
necessidade de se apresentar propostas para aquele
problema. No nosso estudo de caso, falamos de
adolescentes com idade de 12 a 16 anos, e precisamos
considerar as ações pautadas pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA).
Possibilidade: identificar na comunidade atividades
realizadas no contraturno escolar.
Considerando o relato desses adolescentes, é possível
identificar a necessidade de qualificação profissional.
Ressalta-se o artigo 60 do Estatuto da Criança e Adolescente:
“Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze
anos de idade, salvo na condição de aprendiz” (Brasil, 1990,
[s. p.]).
Aqui, é possível identificar as demandas, por isso a
importância da participação da população nos processos de
decisão. A primeira demanda pode ser apresentada por um
profissional que entenda que o mais importante é retirar
esses adolescentes das ruas, afastando-os das situações de
risco. Quanto ao desejo dos jovens de trabalhar, se nos
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SOCIAL
atentarmos ao fato de eles serem menores de 14 anos, não
haverá essa possibilidade.
Tendo em vista que os projetos precisam ter sentido para
seus beneficiários, seria mais interessante buscar parceiros
para a elaboração de um projeto que direcione/prepare esse
jovem para o mercado de trabalho. Salienta-se que apenas
uma instituição não consegue suprir todas as demandas
apresentadas, havendo a necessidade de construção e
fortalecimento da rede entre os serviços. Ao mesmo tempo,
a equipe engajada no projeto deve pensar em outras
intervenções para os adolescentes que não estejam aptos,
ou que não possuam a idade adequada para o mercado de
trabalho.
Mesmo com a apresentação da demanda dos jovens, o olhar
técnico sobre a urgência em retirá-los da situação de risco é
muito pertinente e necessária, uma vez que se trata de uma
intervenção de proteção. Dessa forma, o projeto deve
ocorrer de forma simultânea em busca de alternativas para
minimizar o período ocioso dos adolescentes, propondo
atividades profissionalizantes para aqueles que as desejam.
Após identificar o problema que exige intervenção, é
chegado o momento de compreender os objetivos dessas
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SOCIAL
ações e os resultados esperados com essa mobilização.
Este estudo demonstra como a atuação com projetos é
ampla e possui diversas variáveis. Mesmo atuando com a
mesma temática para essa população, é possível a
elaboração de inúmeros projetos. Com isso, fica evidente
como a delimitação do problema e do resultado esperado
norteia a elaboração e a execução do projeto. Sem isso, a
possibilidade de dispersão se torna iminente,
comprometendo a implantação e, portanto, o sucesso da
conclusão do projeto.
Assimile
Os projetos são processos de trabalho com objetivo
específico e com prazo delimitado, ou seja, possuem início e
fim bem definidos. No entanto, seus desdobramentos serão
percebidos a longo prazo, previamente estipulados e, se
possível, de forma efetiva.
Assim, o processo de elaboração de projeto exige que suas
ações sejam repletas de intencionalidade, que os objetivos
sejam evidentes e que o comprometimento profissional
esteja deveras associado à garantia e à ampliação do acesso
à cidadania.  
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
A sistematização do projeto, além de possibilitar a reflexão
sobre cada etapa, permite um planejamento condizente com
a realidade na qual a instituição está inserida. O
comprometimento com ações que apresentem significativas
mudanças é um sinal de que profissionalmente você está
implicado com o público assistido e com o projeto ético-
político de defesa da cidadania e democracia.
Figura 1 | Perguntas norteadoras.
Referências
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SOCIAL
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o
Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras
providências. Brasília: Presidência da República, [2024].
Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso
em: 17 ago. 2024. 
CURY, T. C. H. Elaboração de projetos sociais. In: ÁVILA, C. M.
(org.). Gestão de Projetos Sociais. 3. ed. São Paulo:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária,
2001. p. 37-57. 
SERRANO, G. P. Elaboração de projetos sociais: caso práticos.
Porto: Porto Editora, 2015.
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SOCIAL
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htmuma
vez que a estruturação do projeto é direcionada para uma
situação específica de um determinado lugar e momento
histórico. Deste modo, não é possível replicar projetos sem
as devidas adequações. O conhecimento e a detecção do
público-alvo viabilizam a identificação do “problema” que
será objeto da intervenção social.  
É necessário levar a cabo ações concretas nas comunidades
em que trabalhamos, mas o mais importante ainda é
questionarmos para quê, ou seja, que finalidade
pretendemos alcançar com elas. Não nos podemos esquecer
de que a realidade é melhorada não por se fazer muito, mas
por se planear uma ação significativa que propicie de forma
ótima a mudança e a melhoria dessa realidade. Isto incita-
nos à reflexão constante sobre o que fazemos, ao mesmo
tempo que nos convida a repensarmos constantemente as
nossas tarefas. (Serrano, 2015, p. 13) 
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Realizar o planejamento das atividades do serviço social
através do trabalho em projeto viabiliza a reflexão de nossa
atuação, permitindo à prática um encontro concreto com a
teoria. A elaboração de um projeto social permite ao
profissional mensurar o alcance de suas ações na população
assistida.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Agora, pense em todo o conteúdo estudado e considere: um
projeto social é composto por diversas determinações e é
repleto de intencionalidade na intenção de garantir acesso a
direitos sociais. Então, como compreender e definir as
diferenças entre plano, programa e projeto? Conforme
Barata (2009):
O plano é o documento que apresenta os estudos, as
pesquisas e as leis que serão os norteadores da
elaboração do programa.
O programa organizará os projetos que dispõem do
mesmo objetivo, ampliando as ações de uma política
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SOCIAL
pública. 
O projeto, a menor unidade do processo de
planejamento, é um instrumento técnico-administrativo
para ações específicas e com foco na intervenção.
Para materializar esses conceitos, considere a Lei Orgânica
da Assistência Social (LOAS) – Lei nº 8.742/1993. Ela será o
plano. As ações serão pensadas a partir das suas
determinações, neste caso, o artigo 2º da legislação citada,
que diz: 
Art. 2º A assistência social tem por objetivos
I - a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução
de danos e à prevenção da incidência de riscos,
especialmente: a) a proteção à família, à maternidade, à
infância, à adolescência e à velhice; (Brasil, 1993, [s. p.]) 
Nesse plano, você encontrará o Programa Criança Feliz, cujo
objetivo é a promoção do desenvolvimento integral das
crianças na primeira infância. Assim, a elaboração do projeto
será um trabalho com gestantes em vulnerabilidade social,
buscando acompanhá-las no processo de pré-natal, que
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SOCIAL
permitirá a identificação de possíveis necessidades,
garantindo a promoção do desenvolvimento infantil.
Plano Lei Orgânica da Assistência Social
Programa Criança Feliz
Projeto Trabalho com gestante em vulnerabilidade social
Quadro 1 | Programa Criança Feliz.
Na atuação em instituições, é necessário compreender as
demandas e as solicitações do público assistido e realizar
uma leitura crítica da realidade. Essa percepção possibilita a
identificação das demandas não apresentadas, que
interferem na dinâmica comunitária, além de conhecer as
políticas públicas que contemplam a população.
As políticas públicas e sociais dispõem de programas
direcionados a cada ciclo de vida: questões de saúde,
moradia, cultura. Com essas diretrizes, a elaboração de um
projeto social cumprirá seu principal objetivo, que é suprir as
necessidades sociais e ampliar a efetividade do gozo da
cidadania.
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
As políticas públicas são as ferramentas na atuação do
assistente social, mesmo não atuando com projetos, uma
vez que elas estarão presentes no cotidiano profissional,
principalmente, no atendimento às pessoas em situação de
fragilidade e/ou desproteção social e violação de direitos. A
possibilidade de construir processos de trabalho através do
projeto permite a reflexão da prática e uma atuação coletiva,
tendo em vista que um projeto social é elaborado com a
participação de diversos atores sociais, inclusive, os usuários
dos serviços, o que garante a retomada do conceito de
participação, sempre presente e constante nos processos de
planejamento.
Uma característica do projeto é o seu prazo de execução. Um
projeto, ao contrário do plano e do programa, possui um
tempo específico de execução, o qual permite o processo de
mensuração para detectar o alcance e os impactos das ações
realizadas. Dessa forma, elaborar um projeto exige um bom
planejamento, uma vez que conta com prazo de execução,
orçamento e mobilização de recursos materiais e humanos.
A execução de ações, como visitas domiciliares para
sensibilização das famílias para participação de oficinas e de
rodas de conversa, com temas pensados e desejados por e
para elas, a fim de consolidar grupos de acompanhamento
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
familiar, atende ao objetivo do programa e é estabelecida
por um projeto de trabalho social com famílias, como se
executa no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à
Família (PAIF).
Você consegue pensar em outros exemplos de relação de
planos, programas e projetos que são associados à política
de assistência social para sua atuação como assistente
social? Considere a política de educação, a Lei de Diretrizes e
Bases (LDB), como o plano, e o programa Bolsa Família. Qual
é o projeto para a atuação profissional do assistente social
neste sentido? 
Saiba mais
Saiba mais
Na obra Elaboração de projetos sociais, o autor esclarece os
processos de elaboração de um projeto, sua relação com as
políticas públicas e a atuação do terceiro setor. A leitura
desse livro pode servir de base para futuras elaborações e
até mesmo execuções profissionais, tendo em vista que os
projetos sociais representarão grande parte de suas ações
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/30912
cotidianas. Disponível na biblioteca virtual, esse material é
importante para a construção teórica de sua trajetória
acadêmica e, posteriormente, técnica.
GIEHL, Pedro Roque et al. Elaboração de projetos sociais. 1.
ed. Curitiba: Intersaberes, 2015. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 27 ago. 2024. 
Outra indicação de leitura é o livro Fundamentos das
políticas sociais e políticas sociais, que apresenta a gênese
das políticas sociais no Brasil em contextualização com os
países europeus. Leitura complementar para a discussão das
políticas sociais no Brasil e compreensão da sua importância
na formulação de projetos sociais. Também disponível na
biblioteca virtual, você deve realizar essa leitura
complementar. 
ZAMBON, R. E.; PEREIRA, M. L. Fundamentos das políticas
sociais e políticas sociais. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A., 2017.
Referências
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
https://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/6087051854aa8872fb6669bd
https://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/6087051854aa8872fb6669bd
Referências
BAPTISTA, M. V. Planejamento social: intencionalidade e
instrumentação. 3. ed. São Paulo: Veras, 2013. 
BARATA, T. J.  Formulação, administração e execução de
políticas públicas. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO
SOCIAL. Serviço Social: direitos sociais e competência
profissionais. São Paulo: CFESS; ABEPSS, 2009. 
BRASIL. Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe
sobre a organização da Assistência Social e dá outras
providências. Brasília: Presidência da República, [2024].
Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm. Acesso
em: 17 ago. 2024. 
CURY, T. C. H. Elaboração de projetos sociais. In: ÁVILA, C. M.
(org.). Gestão de Projetos Sociais. 3.ed. São Paulo:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária,
2001. p. 37-57. 
GIEHL, Pedro Roque et al. Elaboração de projetos sociais. 1.
ed. Curitiba: Intersaberes, 2015. E-book. Disponível em:
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 27 ago. 2024. 
GUERRA, Y. O conhecimento crítico na reconstrução das
demandas profissionais contemporâneas. In: BAPTISTA, M. V.
A prática profissional do Assistente Social. 2. ed. São Paulo:
Veras, 2014. 
SECCHI, L.; COELHO F. S.; PIRES V. Políticas públicas:
conceitos, casos práticos, questões de concursos. 3. ed. São
Paulo: Cengage Learning, 2020. 
SERRANO, G. P. Elaboração de projetos sociais: caso práticos.
Porto: Porto Editora, 2015. 
ZAMBON, R. E.; PEREIRA, M. L. Fundamentos das políticas
sociais e políticas sociais. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A., 2017.
Aula 2
Indicadores sociais
Indicadores sociais
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Indicadores sociais
Olá, estudante!
Você já avançou mais de 50% na disciplina, sendo assim, os
conhecimentos até adquiridos corroboram com o conteúdo
suficiente para que o aprofundamento proposto seja
possível em perspectiva de alinhamento à dimensão técnico-
operativa da profissão a partir da dimensão teórico-
metodológica.
No sentido do planejamento das ações profissionais e da
administração do fazer cotidiano, é essencial considerar os
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
indicadores como processo de monitoramento, avaliação e
instrumento estratégico para estabelecimento de metas.
A construção de indicadores que sejam confiáveis é o pilar
para o processo de formulação de políticas públicas e
sociais, assim como norteia a elaboração de projetos sociais
que atendam realmente as necessidades sociais de um
determinado território ou grupo social.
É possível que a elaboração e a aplicação de indicadores
sejam desafios quando considerado o âmbito abstrato de
sua concepção, no entanto você verá que o conceito de
indicadores está para a apresentação da realidade enquanto
objeto em estudo, possibilitando a identificação de possíveis
melhorias e a otimização da resolução de problemas. 
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
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SOCIAL
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/1e484990-be8b-5f76-82d6-ce257d6ef359.pdf
O projeto social é um operacionalizador das políticas
públicas e sociais, entretanto como identificar a eficiência, a
eficácia e a efetividade de um projeto?
Os indicadores sociais são os aliados para o
acompanhamento de todas as etapas do projeto, pois
identificam possíveis desvios e permitem a solução do
imprevisto, viabilizando segurança na sua execução.
Para que o uso dos indicadores seja adequado, no sentido
de que eles se façam uma ferramenta de valor efetivo à
atuação profissional, é necessário reconhecer sua estrutura,
garantindo aprofundamento na construção e na elaboração
de indicadores de coerência e confiabilidade adequados à
realidade de seu cotidiano.
Neste sentido, o conteúdo desta unidade deve contribuir
para que você seja capaz de formular indicadores que, no
processo de atuação profissional, lhe permitam formular
políticas, fortalecer o acesso a direitos sociais e pensar o
planejamento em serviço social junto aos planos, programas
e projetos.
Então, o que você acha de se envolver nesse novo desafio?
Agora é com você!
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Vamos Começar!
Vamos Começar!
As políticas públicas surgem a partir da necessidade do
Estado em atender às demandas dos movimentos populares,
tendo como principal objetivo a redução das desigualdades
sociais.  Para Secchi, Coelho e Pires (2020, p. 39) “as políticas
públicas são mecanismos para lidar com o que ele
denomina, de problema público. Por incomodar uma
quantidade ou qualidade considerável de atores sociais”.
As políticas públicas atendem a todas as áreas sociais, desde
a economia, educação e saúde, e se caracterizam por seu
alcance amplo, uma vez que atendem à sociedade em geral.
Enquanto, as políticas sociais são direcionadas a demandas
específicas de uma parcela da população, podemos citar a
política da assistência social ou as políticas de atenção à
mulher. 
Uma política pública possui dois elementos
fundamentais: intencionalidade pública e resposta a um
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
problema público; em outras palavras, a razão para o
estabelecimento de uma política pública é o tratamento
ou a resolução de um problema entendido como
coletivamente relevante. (Secchi; Coelho; Pires, 2020, p.
26) 
Tendo em vista, que uma política pública procura uma
solução para um determinado problema, podemos pensar
na necessidade de priorização dentro do espaço da política,
pois este necessita determinar prioridades entre os projetos
apresentados pelos diversos grupos da sociedade civil,
almejando ao bem-estar comum.
Dessa forma, a implantação de políticas públicas tem o
objetivo de reduzir a desigualdade, ampliar o bem-estar e
provocar mudanças sociais. Mas, como identificar o alcance
dessas políticas? Com essa perspectiva, surge a necessidade
da elaboração de indicadores que possam mensurar esses
impactos. Assim, ocorre a formulação de indicadores sociais,
de saúde, de mortalidade infantil, de natalidade, entre
outros, os quais apresentarão dados para análise da eficácia
das políticas. Como afirma Januzzi (2006, p. 15): 
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Um Indicador social é uma medida em geral quantitativa
dotada de significado social substantivo, usada para
substituir quantificar ou operacionalizar um conceito
social abstrato, de interesse teórico (para pesquisa
acadêmica) ou programático (para formulação de
políticas). É um recurso metodológico, empiricamente
referido, que informa algo sobre um aspecto da realidade
social ou sobre mudanças que estão se processando na
mesma. 
O objetivo dos indicadores é possibilitar a análise dos
processos de um projeto, programa ou política, permitindo a
identificação de possíveis desvios, e auxiliar na reformulação
de metas e políticas e no processo de tomada de decisão.
Por esse motivo, os indicadores são elaborados a partir da
realidade que se deseja analisar. Para a construção de
indicadores confiáveis, existem algumas propriedades que
devem ser consideradas. São elas (Voss, 2019):
Validade: proximidade entre o conceito e a medida,
neste caso, o indicador representará o conceito que se
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
propõe analisar. Ex.: as taxas de morbidade para
avaliação das condições de saúde, pois indicam doenças.
Confiabilidade: está relacionada à qualidade de coleta e à
imparcialidade, impedindo distorções, além de garantir
que as alterações sejam analisadas ao longo do
processo.
Relevância social: coerência entre a elaboração dos
indicadores e os objetivos da política, do programa ou do
projeto idealizado.
Simplicidade: indicadores objetivos e de fácil
compreensão, assim garante-se a lisura do processo.
Os indicadores permitem, ainda, mensurar o grau de
eficiência, eficácia e efetividade, permitindo a perpetuação
ou a interrupção de um projeto, programa ou política.
Eficiência: otimização dos recursos disponibilizados.
Eficácia: cumprimento dos prazos e metas estipulados.
Efetividade: percepção de mudanças sociais e
manutenção dos resultados obtidos. 
Sobre a avaliação, assim afirma Carvalho e Raechini (2019, p.
66): 
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SOCIAL
Podemos dizer que avaliar é atribuir valor, medir o grau
de eficiência, eficácia e efetividade de políticas,
programas e projetos sociais. Assim compreendida, a
avaliação identifica processos e resultados, compara
dados de desempenho, julga, informae propõe. 
Um indicador elaborado com base nos critérios e nas
características apresentados garante um processo de
avaliação e monitoramento eficaz e capaz de identificar
oportunidades de mudanças, viabilizando que a implantação
e a execução dos projetos, programas e políticas alcance os
objetivos almejados de mudança social e redução das
desigualdades.
Os indicadores detêm grande relevância em todas as etapas
de um projeto, programa ou política. No caso das políticas
públicas, eles norteiam, inclusive, o processo de elaboração,
pois permitem a identificação do problema. Como nos diz
Voss (2019, p. 88): “Os indicadores permitem a obtenção de
diagnósticos situacionais, a realização do acompanhamento
e do monitoramento de ações e a identificação de como
avaliar os resultados e impactos mais abrangentes das
intervenções”.
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SOCIAL
No processo de diagnóstico, os indicadores apresentam os
dados sobre as necessidades sociais e as potencialidades do
território, assim como o perfil do público-alvo. Através
desses levantamentos, é possível ter uma visão ampla sobre
os problemas enfrentados por essa comunidade e criar
estratégias de abordagem. O diagnóstico traz o fundamento
para a formulação de políticas públicas, assim, os
indicadores são indispensáveis para esse processo.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Os indicadores não possuem apenas um aspecto qualitativo
mas também quantitativo, sendo classificados pela natureza
do objeto a ser medido. Assim, conforme Voss (2019), os
indicadores são classificados em:
Indicador Insumo: recursos a serem disponibilizados
(recursos humanos, materiais, financeiros).
Indicador Produto: os resultados das ações e metas
estabelecidas.
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SOCIAL
Indicador Processo: apresenta de forma quantitativa os
esforços dos recursos alocados.
Indicador Resultado: mede os resultados dos projetos,
programas e políticas. 
Por isso, avaliar indicadores que representem insumos,
processos e resultados de acordo com objetivos, ações e
estratégias traçadas é tarefa essencial e árdua no debate
do desenho da política. Esses dados poderão subsidiar a
avaliação do programa tanto em monitoramento quanto
em impacto de mudanças sociais desejáveis. (Januzzi,
2006, p. 23) 
Após o diagnóstico do problema e a elaboração da política,
teremos o processo de implantação. Nessa fase, os
indicadores estão inseridos no processo de monitoramento,
que acompanhará o planejamento das ações e dos recursos
a serem alocados. Esses indicadores precisam permitir o
acompanhamento periódico, que possibilitará detectar a
evolução do processo. Na fase de execução da política, é
necessário o acompanhamento das ações executadas, dos
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SOCIAL
impactos e do alcance das ações, observando a aderência
aos objetivos desenhados no planejamento da política.
No monitoramento da etapa de execução, os dados
coletados serão a base para o processo de avaliação final.
Dessa forma, é possível descrever indicadores que possam
ser comparados e, assim, apresentar as mudanças
percebidas pelos usuários do projeto da política. É
importante salientar que existem processos fragmentados,
mas de forma continuada, que se complementam em busca
de um mesmo objetivo: a efetivação das políticas públicas,
de forma a atender às necessidades do público-alvo.
O processo de avaliação apresentará a consolidação dos
dados, apresentando o início do projeto, a trilha percorrida e
as alterações que ocorreram nesse percurso. O processo
avaliativo não é finalizado com o término da implantação da
política, pelo contrário, se fará presente após esse momento,
para identificar os resultados posteriores e as reais
mudanças geradas pela sua execução.
Dessa forma, é possível compreender o motivo de a
construção de indicadores ser um item de grande valia nas
atividades de planejamento profissional. A construção de um
indicador confiável, simples e adequado ao objeto que
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SOCIAL
deseja avaliar apresentará dados relevantes que serão a
base para a implantação de políticas, serviços e projetos
para um determinado território e população. A apropriação
dessa ferramenta agrega valores às intervenções técnicas e
legitima o comprometimento ético-político da profissão.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Agora, colocando em prática toda essa percepção conceitual,
lembre-se de que o processo de formulação e implantação
de políticas públicas e sociais não ocorre de forma linear.
Entre essas etapas, você pode observar disputas entre
grupos sociais e interesses políticos, por isso, quando uma
política alcança seu objetivo e consegue ser implementada,
há a necessidade de se comprovar e demonstrar sua
potencialidade.
Para complementar o processo avaliativo, os indicadores de
eficiência, efetividade e eficácia conseguirão apresentar os
alcances da política, assim como a continuidade de seus
resultados na população assistida.
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SOCIAL
Para materializar esses conceitos, pense em uma
comunidade em que há carência de espaços culturais e de
lazer para as crianças e os adolescentes do território. A
política pública a ser acionada está relacionada ao Estatuto
da Criança e do Adolescente, que garante a convivência
comunitária, conforme o art. 227 da Constituição Federal: 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado
assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a
salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão. (Brasil, 1988,
[s. p.]) 
Vale ressaltar que as políticas públicas são operacionalizadas
através de projetos, programas e serviços. Dessa forma, para
viabilizar o acesso a esse direito, faz-se necessária a
elaboração de um projeto, cuja primeira etapa é a
identificação do problema.
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SOCIAL
A partir dessa demanda, será necessário elencar, através de
indicadores condizentes com a realidade, potencialidades do
território, perfil do público-alvo, benefícios, além de reforçar
a importância de se efetivar a garantia de direitos e a
ampliação da cidadania.
Outro ponto importante para o projeto é a delimitação do
público-alvo e a elaboração de objetivos gerais e específicos
realizáveis, ou seja, que possam ser alcançados através da
execução das ações. Para garantir a lisura desses momentos
no projeto, a aplicação de indicadores que possam
reconhecer as expectativas, as potencialidades e as
dificuldades é essencial, pois, através dessa leitura, é
possível a construção de objetivos que atendam de fato às
necessidades apresentadas por esses sujeitos.
Durante o processo de implantação e execução do projeto,
os indicadores de eficiência serão os norteadores das ações,
pois indicarão se os recursos previstos no orçamento são
suficientes para a conclusão do projeto. Esse processo de
acompanhamento permite ajustes necessários, inclusive, na
execução das ações. Por exemplo, pode ocorrer que as
ações pensadas não atinjam os interesses do público-alvo,
impactando na adesão ao projeto. Com os indicadores de
eficácia, é possível identificar os motivos da desmobilização,
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SOCIAL
buscando reverter o quadro, identificando os interesses do
grupo e gerando adequações.
Os indicadores de efetividade integram o processo de
avaliação, pois apresentam as mudanças sentidas pelo
público-alvo, identificando os resultados, permitindo a
continuidade do projeto ou até mesmo seu encerramento.
Assim, os indicadores se tornam aliados da rotina de
trabalho, auxiliando no planejamento e na concretização das
ações.
Saiba mais
Saiba mais
Na obra Introduçãoà avaliação e ao monitoramento de
projetos sociais, o autor apresenta os processos de avaliação
e monitoramento através do uso de indicadores e sua
importância na elaboração de projetos sociais. Disponível na
Biblioteca Virtual.
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SOCIAL
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/52532
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/52532
GIANEZI, M. Introdução à avaliação e ao monitoramento de
projetos sociais. Curitiba: InterSaberes, 2017. 
Neste trabalho, Elaboração de projetos sociais,  o autor
apresenta o processo de elaboração de projetos sociais,
assim como reforça a importância do uso dos indicadores
em todas as etapas de elaboração dos projetos. Disponível
na Biblioteca Virtual.
GIEHL, Pedro Roque et al. Elaboração de projetos sociais. 1.
ed. Curitiba: Intersaberes, 2015. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 27 ago. 2024.
Referências
Referências
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Congresso Nacional,
[2024]. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituic
ao.htm. Acesso em: 17 ago. 2024. 
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SOCIAL
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/30912
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
CARVALHO, M. M. de; RAECHINI, J. R. Fundamentos em
gestão de projetos: construindo competências para
gerenciar projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
JANUZZI, P. M. Indicadores sociais no Brasil: conceitos, fontes
de dados e aplicações. 3. ed. Campinas: Alínea, 2006. 
SECCHI, L.; COELHO F. S.; PIRES, V. Políticas públicas:
conceitos, casos práticos, questões de concursos. 3. ed. São
Paulo: Cengage Learning, 2020. 
VOSS, A.; Assessoria, consultoria e avalição de serviços,
programas e projetos sociais. São Paulo: InterSaberes, 2019.
Aula 3
Projeto Social
Projeto social
Projeto social
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ADMINISTRAÇÃO E
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SOCIAL
Olá, estudante!
Você já sabe o que é um projeto e o seu objetivo, então,
chegou o momento de aprender sobre o ciclo de vida de um
projeto e quais são suas etapas. No cotidiano profissional,
você precisará dominar habilidades que lhe promoverão as
competências necessárias para implementar o projeto ético-
político profissional.
Falar em ciclo de vida e etapas, a princípio, pode passar a
impressão de que se trata das mesmas questões, mas cada
um desses processos tem a sua especificidade, estando
relacionados e interligados. Vamos compreendê-los de modo
conceitual, bem como suas relações com as etapas de
planejamento, implantação e avaliação.
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SOCIAL
Venha conhecer, nesta videoaula, os processos de
elaboração de um projeto, as perguntas norteadoras e a
finalidade de um projeto social.
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Um projeto social é um processo complexo, com várias
etapas. Exige planejamento, organização, monitoração e
avaliação. Essas etapas estão inseridas e se misturam ao
ciclo de vida de um projeto.
No cotidiano da prática profissional do assistente social, os
projetos sociais se tornaram um instrumento importante de
intervenção social, pois permitem ações sistematizadas e de
foco em um determinado problema, além de direcionar
recursos específicos para sua execução.
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SOCIAL
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/f03d98d3-3332-5852-9f63-50bcd1c5d5ba.pdf
Tendo em vista esse fato, entender sobre projeto social, suas
etapas e sua elaboração é de grande valia na atuação do
assistente social e, portanto, para a formação em Serviço
Social. Sem perder de vista que o grande objetivo de um
projeto social é a ampliação da cidadania e a viabilização do
acesso aos direitos sociais.
Agora, prossiga, para que o conhecimento desses detalhes
possa lhe assegurar saberes à prática profissional!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Um projeto social é uma construção coletiva, que tem como
objetivo atuar em necessidades sociais apresentadas por um
indivíduo, comunidade ou território. Ao optar pela expressão
“construção coletiva”, é importante que esteja claro para
você o fato de que esta é uma exigência da obrigatória
participação de diversos atores sociais em todas suas fases,
desde o seu planejamento, implementação até sua
avaliação.
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ADMINISTRAÇÃO E
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SOCIAL
Para que um projeto social seja condizente com a realidade
do público que deseja assistir e obtenha êxito no alcance de
suas metas e objetivos, ele necessita de um bom
planejamento, entretanto isso não garante a inexistência de
falhas, no entanto viabiliza que elas sejam antecipadas e até
mesmo corrigidas.
Por se tratar de uma ação interventiva com prazo
determinado e alocação de recursos, com metas
estabelecidas, o processo de um projeto é pensado em ciclo.
Há três grandes etapas nesse processo, sendo elas: o
planejamento, a implementação e a avaliação. Essas etapas
estão intimamente relacionadas, pois não ocorrem de
maneira linear e sucessiva, pelo contrário, todas estão
envolvidas em todas as fases do projeto. O planejamento é
necessário desde a identificação do problema até o
encerramento do projeto, e está presente na formulação das
ações, no orçamento e na orientação dos recursos. A
implementação do projeto é responsável por acompanhar
desde o desenvolvimento das ações até a aceitação delas
por parte do público-alvo. E a avaliação se faz presente nas
análises dos indicadores e na finalização do projeto.
O processo de planejamento é o momento em que você fará
uso de perguntas norteadoras, para que as conheça. Veja o
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SOCIAL
quadro 1 a seguir.
Para
quem?
Quem são os destinatários do projeto
O quê? Qual é a necessidade para a realização de intervenções
Para quê? Qual é a intenção em atuar com esse pública e essas
necessidades
Como? A forma como essas ações serão executadas
Quadro 1 | Processo de planejamento.
Com base nessas perguntas, você garante que o projeto
social atenda de fato às necessidades do público-alvo, pois
as respostas resultarão em elementos que farão parte do
processo de identificação do problema e de construção das
ações. O planejamento englobará, ainda, o diagnóstico
situacional, a definição de objetivos e metas e o
planejamento das atividades e dos recursos necessários.
A implementação do projeto exige a realização de um
planejamento das atividades, que incluirá a sequência das
ações, a metodologia, os resultados e o tempo de duração.
Neste ciclo, encontraremos também a fase de
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SOCIAL
monitoramento, que acompanhará as atividades em
execução. Para esse momento, um bom recurso é o
cronograma, que permitirá a visualização das atividades e a
identificação de possíveis equívocos. O cronograma deve
conter informações sobre as atividades previstas, possibilitar
ou aceitar alterações, apresentar a relação entre cada ação e
indicar os responsáveis por sua execução.
Com a avaliação, será possível identificar as possibilidades
de financiamento, a viabilidade política e social para
implantação do projeto, permitindo a correção de distorções
durante a execução das ações. Também, essa etapa
possibilitará o acompanhamento dos impactos imediatos e
mediatos, uma vez que os resultados das intervenções são
diversos e multicausais e terão reflexos após a finalização do
projeto.
Uma vez que existem diversos modelos de avaliação, faz-se
necessário que você seja apresentado a alguns deles, veja:
Ex-Ante – Antes do fato: avaliação do momento histórico,
político e do público-alvo antes da implementação do
projeto.
Ex-Post – Após o fato: avaliação de uma atividade
realizada após sua finalização.
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SOCIAL
Avaliação de processo: monitoramento de projetos em
andamento.
Avaliação de impactos: avaliação dos projetos
concluídos, da eficiência, da eficácia e da efetividade do
projeto.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Considerando os ciclos de um projeto, amplia-se a
possibilidade de atingir a eficiência e a efetividade de um
projeto, materializando o acesso a direitos em busca da
cidadania, além da elaboração de um projeto sólido que
efetive mudanças no público assistido.
Tendo em vista que um projeto social é uma construção
coletiva, que envolve diversos atores sociais, tais quais
comunidade, técnicos, entidades governamentais e não
governamentais e financiadores, é possível determinar que
exigirá capacidades para facilitação do processo, ou seja,
será necessário relacionar capacidades importantes e
específicas, como a negociação e o trabalho em grupo.
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SOCIAL
Referente à negociação, será preciso negociar com os
demais atores sociais a importância, a relevância e a
prioridade dos problemas identificados, além de recursos e
objetivos. Quanto ao trabalho em grupo, efetiva-se na
habilidade de trabalhar em equipe, na competência de uma
escuta ativa e de uma boa comunicação, uma vez que se
trata de uma atividade de cooperação e articulação; além
disso, no trabalho em equipe. há diversos e diferentes perfis,
ideais e valores, cuja congruência nem sempre é garantida.
Além dessas capacidades, há etapas do projeto importantes
para garantir sua elaboração e execução. Conforme Cury
(2001), as etapas de um projeto são:
Diagnóstico da situação ou análise situacional:
Refere-se à primeira ação inclusa no planejamento do
projeto, pois identifica o problema, que será o foco de
intervenção e do público-alvo. Também, neste momento,
serão elencados os recursos humanos, financeiros e
materiais e os possíveis financiadores. A identificação desses
pontos é possível através da avaliação, que apresentará
dados e indicadores que permitem a leitura da realidade que
necessita de intervenção. Outra forma de obter
conhecimento sobre a realidade e efetivar trocas é a
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SOCIAL
realização de grupos e reuniões com a equipe técnica, a
comunidade e as instituições.
Definição dos objetivos e das metas:
A definição dos objetivos é o momento mais importante do
projeto, pois eles serão os norteadores das ações. Os
objetivos são classificados como geral, em que ocorre a
descrição do resultado a ser alcançado na totalidade das
ações executadas, e específico, que se refere aos resultados
de cada atividade descrita no projeto.
O processo de delimitação do objetivo é responsável por
apresentar a intenção de mudança e seu potencial de
transformação social. Dessa forma, não pode apresentar
ambiguidades e necessita de uma escrita coesa e simples,
permitindo a compreensão de todos os participantes.
A definição dos objetivos exige critérios para sua formulação,
tais quais:
Aceitabilidade: todos os atores envolvidos na execução
precisam considerar como pertinente o objetivo traçado.
Exequível:  sua execução precisa ser concluída dentro de
um prazo, lembrando que um projeto é temporal. 
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SOCIAL
Motivação: impulsionamento do público-alvo para sua
execução, criando expectativas e ações.
Simplicidade: possibilite a compreensão do que se
almeja conquistar.
Comunicação: todos que estejam relacionados ao
projeto precisam de pleno conhecimento sobre os
objetivos e as metas.
Planejamento das atividades e dos recursos:
Nesta etapa, ocorrerá o planejamento das atividades e dos
recursos que serão utilizados. Há a necessidade da descrição
das ações, dos participantes, do responsável técnico, do
período de execução e dos recursos que serão necessários
para sua realização e sua forma de captação. 
Para detectar essas necessidades, precisa-se de rotinas que
colaborem para o controle e a organização dos recursos. É
recomendado fazer uso de planilhas e orçamentos que
garantam priorizar e definir os recursos de
imprescindibilidade. O uso de um mapa de prioridades
permitirá a visualização dessas demandas e o
estabelecimento de prazos. Veja o exemplo:
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SOCIAL
Mapa de Prioridades
Prazos Forma de captação Recursos materiais
2 meses Campanha Material de pintura
Prazos Forma de captação Recursos humanos
1 mês Contratação CLT Educador Social
Prazos Forma de captação Recursos financeiros
3 meses Doação de entidade Valor R$3.000,00
Um projeto social é um processo complexo, que exige
esforço coletivo, planejamento e organização para garantir
que todas suas etapas sejam executadas com eficiência e
eficácia. Dessa forma, é possível identificar que as fases do
ciclo de vida do projeto englobam todas suas etapas de
execução.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
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SOCIAL
Para a elaboração de um projeto social, é necessário ter em
vista que se trata de uma proposta de mudança social. Um
projeto social busca melhorias nas condições objetivas de
vida de uma comunidade, território ou indivíduo. Dessa
forma, ele deve se atentar a uma leitura crítica da realidade e
se comprometer com a ampliação da cidadania e o acesso
aos direitos sociais.
Com base nesses conceitos, o primeiro passo para a
elaboração de um projeto é uma análise situacional, ou seja,
a identificação de um problema que atinja aquele território,
que se apresente como uma necessidade para os indivíduos
que serão assistidos pelo projeto. A preocupação com o
engajamento da comunidade é essencial para garantir a
adesão ao projeto.
Após a identificação do problema, é o momento de reflexão
embasado nas perguntas norteadoras: para quem, o quê,
para quê e como. Essas questões são essenciais para a
definição dos objetivos das ações e auxiliam no processo de
planejamento e execução das tarefas. Ressalta-se que um
projeto social apenas terá sentido se atender à demanda do
território e obtiver a participação da comunidade.
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SOCIAL
Um projeto não possui uma receita, não deve ser replicado,
pois a intenção da sua elaboração é atuar em uma atividade
não realizada anteriormente e, principalmente, ser pensada
para um público e um objetivo específicos. No entanto, há
uma estrutura que deve ser respeitada e considerada para a
formulação de um projeto social. Então, após a identificação
do problema e a delimitação dos objetivos, será o momento
de decidir as atividades, assim como descrever a forma que
serão executadas. Nesta etapa do projeto, além do
planejamento, faremos uso das avaliações, da
implementação e da metodologia para garantir atividades
que correspondam aos objetivos do projeto e sejam
condizentes com a realidade da público-alvo.
Para garantir a execução das atividades, é preciso realizar o
planejamento adequado do orçamento. O orçamento deve
contemplar os recursos materiais, financeiros e humanos.
Com o detalhamento das ações previstas, ele consegue
deslumbrar quais serão as necessidades para execução das
tarefas e, dessa forma, programar os possíveis custos. Na
elaboração do orçamento, é importante a realização de
pesquisas de valores e fornecedores. Destaca-se a
necessidade de notas e recibos.
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ADMINISTRAÇÃO E
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SOCIAL
O projeto está em fase de implantação, e as ações estão em
execução. Esse é o momento de monitoramento do projeto,
o qual se beneficiará da avaliação. A avaliação no processo
de monitoramento e acompanhamento das ações permite a
identificação de desvios, detecta a viabilidade e o alcance das
atividades e mensura a reação do público-alvo.
A prestação de conta é uma etapa crucial, pois é neste
momento que fidelizamos os financiadores e apresentamos
a transparência das nossas ações e contas. Por isso, o
controle financeiro dos recursos disponibilizados deve
ocorrer desde o início do projeto. Mantendoa organização
dos gastos, das notas fiscais e dos extratos bancários,
conseguimos realizar uma prestação de contas eficiente e
precisa.
O processo de elaboração do projeto é complexo, exige
disciplina, organização e parcerias. Entender que um
processo social necessita de planejamento é o primeiro
passo para obter êxito nisso. Identificar as demandas e
cumprir as exigências de cada etapa auxiliam na trajetória de
um projeto social que materialize o seu potencial de
mudança.
Saiba mais
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ADMINISTRAÇÃO E
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SOCIAL
Saiba mais
No livro Introdução à avaliação e ao monitoramento de
projetos sociais, o autor apresenta os processos de avaliação
e monitoramento em projetos sociais, salientando a
importância dessas etapas na implementação dos projetos
sociais, além de apresentar modelos de avaliação. Disponível
na Biblioteca Virtual.
GIANEZI, M. Introdução à avaliação e ao monitoramento de
projetos sociais. Curitiba: InterSaberes, 2017. 
No livro Captação de recursos para projetos sociais, os
autores apresentam a temática do processo de captação de
recursos, ensinando desde o planejamento, a identificação
de parceiros e como o uso dos processos avaliativos
contribuem para o estabelecimento de parcerias. Disponível
na Biblioteca Virtual.
RAMOS, I. A. C.; MOURA, P. Captação de recursos para
projetos sociais. Curitiba: Intersaberes, 2012.
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/52532
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/52532
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/3251
Referências
Referências
CARVALHO, M. M. de; RAECHINI, J. R. Fundamentos em
gestão de projetos: construindo competências ara gerenciar
projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
CURY, T. C. H. Elaboração de projetos sociais. In: ÁVILA, C. M.
(org.). Gestão de Projetos Sociais. 3. ed. São Paulo:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária,
2001. p. 37-57. 
RAPOSO, R. Avaliação de ações sociais uma abordagem
estratégica. In: ÁVILA, C. M. (org.). Gestão de Projetos Sociais.
3. ed. São Paulo: Associação de Apoio ao Programa
Capacitação Solidária, 2001. p. 90-101.
Aula 4
Implementação de Projeto Social
Implementação de projeto social
Disciplina
ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
Implementação de projeto
social
Olá, estudante!
Você sabe o que é a sistematização do projeto social, a
aplicabilidade e a implementação? Esses pontos são pouco
explorados, mas fundamentais para a execução de um
projeto e para que este obtenha sucesso de fato.
Na sistematização, o projeto é redigido de forma oficial em
um documento que pode ser apresentado aos
colaboradores e aos parceiros financiadores, permitindo a
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ADMINISTRAÇÃO E
PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
compreensão do sistema do projeto. Esse documento
esclarece as atividades, os prazos, os valores e os locais. Com
a aplicabilidade, será possível detectar possíveis falhas e
permitir a correção antes da implantação do projeto,
reduzindo os impactos desses imprevistos. Já na
implementação, que não se trata da implantação, teremos o
processo de comunicação e divulgação do projeto. 
Ficou curioso? Convidamos você a assistir a esta videoaula e
aprofundar seus conhecimentos sobre esses assuntos. 
Faça o download do arquivo
Ponto de Partida
Ponto de Partida
A execução de um projeto social exige a realização de
diversas etapas e atividades. Durante todo o processo, há a
necessidade de acompanhamento e monitoração, para a
garantia de um projeto final o mais fidedigno possível ao
escopo inicial.
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SOCIAL
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/d2a11ab5-300e-56c2-b9e9-f4e9b4898f85.pdf
Nesse contexto de formulação do projeto e controle das
atividades, estudaremos sobre a sistematização das ações
do projeto social, sua aplicabilidade e sua implementação,
compreendendo seus conceitos e suas funcionalidades na
elaboração de um projeto social. Com domínio dessas
informações, será possível a elaboração de um projeto social
condizente com a realidade do território, assim como
propiciar o reconhecimento de fatores externos que também
influenciam na execução de um projeto, tais como momento
político, verbas públicas e financiadores.
Assim, estude este conteúdo e amplie suas aptidões para
uma leitura crítica e analítica da realidade que o projeto e a
instituição estejam inseridos. 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Um projeto social é uma atividade complexa, formada por
diversas etapas. No início de um projeto, há determinação
do objeto de intervenção, do público-alvo, a delimitação dos
objetivos, do planejamento das ações e a elaboração do
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PLANEJAMENTO DE SERVIÇO
SOCIAL
orçamento. Após essas etapas, é o momento de sistematizar
essas informações, ou seja, trata-se de documentar
oficialmente o planejamento das ações e a metodologia.
Esse registro é materializado na escrita do projeto, um
documento que sistematiza e esboça a previsão de todas as
ações envolvidas, permitindo racionalizar de forma sistêmica
as tomadas de decisões e o processo de evolução através do
uso de técnicas direcionadas, e assim obter os resultados
estipulados. Nesse momento, haverá também a indicação
dos recursos necessários para a execução do projeto, como
a indicação dos meios de captação, sejam eles financeiros,
recursos humanos ou materiais. 
A sistematização é um conceito que vem sendo cunhado
para designar uma forma metodológica de elaboração do
conhecimento. Assim, a sistematização é mais do que
organização de dados, é um conjunto de práticas e
conceitos que propiciam a reflexão e a reelaboração do
pensamento, a partir do conhecimento da realidade...”.
(Ecos do Brasil, 2000, p. 8) 
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SOCIAL
Dessa forma, a sistematização busca tornar a elaboração dos
projetos sociais uma ciência que permita a construção do
conhecimento da realidade social, sem criar roteiros rígidos
e inflexíveis, os quais não permitiriam reconhecer as
potencialidades de um determinado território ou
comunidade.
Com a sistematização, é possível analisar a aplicabilidade
dos processos, pois ela permite visualizar os gargalos e
impedimentos para a execução das ações, além da análise
da relação de causa e efeito. A aplicabilidade dos processos
busca, através de técnicas de organização e controle, tais
como cronogramas e árvore do problema, identificar os
pontos críticos que incidirão na finalização do projeto, como
os prazos de execução.
Após sistematizar o projeto e averiguar a aplicabilidade das
ações, é o momento de implementação do projeto. Ainda
não se trata da implantação, pois são processos distintos,
como nos diz Baptista (2007, p. 103): 
Implementar significa tomar providências concretas para
a realização de algo planejado. A fase de implementação
pode ser considerada como a busca, formalização e
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incorporação de recursos humanos, físicos, financeiros e
institucionais que viabilizem o projeto, bem como a
instrumentalização jurídico-administrativa do
planejamento. 
O processo de implementação não se trata do processo de
implantação. Na implementação, ocorre o preparo da
instituição, da equipe, do público assistido para a fase de
execução, quando as atividades serão realizadas. Essa
preparação se refere à busca do financiamento, ao preparo
do local de realização das atividades, à divulgação do projeto
e à alocação de recursos humanos. Dessa forma,
prosseguimos para a etapa de implantação e execução,
quando o projeto será operacionalizado, colocando o
planejamento em ação.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
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O projeto social envolve muitos atores sociais, não se trata
de uma atividade individual, de um esforço único, mas, sim,
da ação de um coletivo, da participaçãoda comunidade e da
equipe técnica. Tendo em vista a quantidade de
participantes envolvidos, todos os processos citados
anteriormente auxiliam no controle das ações, do tempo, do
risco e das informações. Esse controle permitirá uma
execução mais aproximada do escopo inicial do projeto.
Com a sistematização do projeto, é possível visualizar as
atividades propostas, definir prazos e especificar os recursos
necessários, o que permite uma análise desde a
intencionalidade das ações, do tempo, do número de
participantes e do técnico responsável. Esses itens
garantirão a aplicabilidade das ações, pois, ao analisar essas
fases, será possível visualizar erros anteriores e detectar
problemas mal formulados, objetivos mal traçados e excesso
de expectativas. A formalização do projeto em um
documento se torna indispensável, principalmente, no
processo de captação de recursos, uma vez que a
apresentação dos dados é o primeiro contato com possíveis
financiadores ou até mesmo para a participação em editais.
Para a escrita do projeto, não há um modelo único, mas
alguns dados são essenciais, tais quais:
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Sumário: apresenta o resumo do projeto, que deve ser
sucinto e se atentar aos pontos mais importantes.
Apresentação: apresentar a instituição, os valores, a
missão e a localização. Engajamento com o projeto e seu
histórico.
Descrição da situação-problema: contextualizar o
problema identificado e dar indicação dos beneficiários.
Metas e objetivos: coerentes, precisos e com
intencionalidade de mudança.
Metodologia: descrição das atividades e da forma de
execução.
Avaliação: método que será utilizado para mensurar os
resultados obtidos, além das avaliações processuais.
Orçamento: apresentação das necessidades financeiras,
de recursos humanos e materiais, assim como das
formas de aquisição e indicação de valores.
O planejamento permeia todas as etapas do projeto e se
apresenta como determinante do sucesso ou fracasso das
ações. Sem um bom planejamento, que possibilite a
sistematização do projeto e a aplicabilidade das atividades,
fatalmente empecilhos seriam encontrados durante o
processo de implantação e execução. Assim, as etapas
anteriores garantirão que o projeto possua um
planejamento adequado, para que a etapa seguinte seja
executada, uma vez que o fim de uma etapa provavelmente
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será o início da próxima, mesmo havendo sobreposição de
etapas. Durante a implementação do projeto, que antecede
a implantação, ocorre a verificação de aplicabilidade das
ações, a captação dos recursos, a identificação dos possíveis
doadores e voluntários e reunião com a comunidade para
divulgação do projeto e ações.
A implementação será também responsável pela análise do
momento político, que pode interferir na efetividade do
projeto, uma vez que os projetos dependem da liberação de
verbas públicas. Essa etapa avalia a questão administrativa
dos gestores, da equipe e de outros serviços que possam
contribuir na execução do projeto.
Assim como no processo de elaboração, todas as etapas
corroboram para o mesmo objetivo: ampliar a cidadania e
garantir o acesso aos direitos à população. Com esse intuito,
as etapas de sistematização, de aplicabilidade e de
implementação preparam o terreno para a execução do
projeto. No entanto, o uso de técnicas de controle não
garante que o objetivo traçado seja alcançando, pois a
relação entre esses processos é de incerteza e sofre
influências políticas, econômicas e sociais, mas contribui
para que a execução do projeto seja direcionada e
comprometida com seus ideais.
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Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
A escrita do projeto apresenta de forma sistematizada os
motivos que instigaram uma instituição a propor intervenção
a uma determinada demanda e população, além de
especificar o resultado esperado e a forma para alcançar
essas metas, comprometendo-se com o reconhecimento das
lutas políticas pelo direito e defesa da cidadania como fator
fundamental no processo de elaboração de um projeto
social, exigindo uma equipe técnica engajada com a
possibilidade de mudanças sociais. 
Com esses princípios, uma equipe que atua em uma
determinada comunidade elaborará um projeto, elencando a
demanda, o público-alvo e os objetivos. Após a tomada de
decisão, será o momento de transcrever suas ações e
atividades, ou seja, a sistematização do projeto. Essa fase
propicia a reflexão sobre os objetivos almejados e as
motivações que elencaram aquela necessidade,
possibilitando uma discussão aprofundada sobre as
demandas e suas causas.  Também, possibilita estabelecer a
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relação do público-alvo com a instituição. Por exemplo: um
território apresenta uma população numerosa de idosos,
que não dispõe de atividades de convivência comunitária,
sendo possível pensar em trabalhos envolvendo atividades
físicas, passeios culturais e uso do espaço público,
garantindo a relação do indivíduo com o espaço onde reside
e sua comunidade.
A transcrição das atividades permite, através de uma escrita,
transmitir a intencionalidade e a potencialidade de mudança
de um projeto social, buscando atender a realidade do
território e de seus sujeitos. Vale salientar que os objetivos
são os norteadores do projeto, por isso a importância da
congruência entre atividades e objetivos. Durante a
verificação de aplicabilidade do projeto, essa congruência
será analisada, assim como as organizações, os interesses e
as competências, para garantir que as atividades propostas
produzam o resultado esperado.
No processo de elaboração do projeto, é possível encontrar
ações que apresentem impacto, no entanto não atingem os
resultados esperados. Por isso, a aplicabilidade surge como
um processo antecessor à implementação ou à implantação
do projeto, visando possíveis ajustes.  Por exemplo: em um
projeto com atuação com crianças, serão realizadas reuniões
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semanais com os pais no horário diurno. No entanto,
observam-se muitas ausências. Com uma análise através da
aplicabilidade, constata-se que o horário estipulado para o
encontro coincide com o trabalho e outras atividades dos
responsáveis. Sem essa averiguação, o projeto poderia
iniciar e não progredir, somente por não considerar a
questão do tempo da família.
Projeto escrito, confirmação da possibilidade de execução
das ações e momento da implementação são ações
essenciais para o sucesso do projeto. Para que um projeto
seja executado, algumas etapas precisam ser realizadas, e a
implementação o colocará em movimento, compartilhando
as informações, buscando patrocinadores e preparando
todos os atores sociais envolvidos para a implantação e
execução do projeto.
Para efetuar uma proposta de parceria, será necessária a
apresentação do projeto, o que é possível pelo processo de
sistematização. Para os possíveis financiadores, além do
documento para análise do projeto, é necessário comprovar
que ações descritas são passíveis de execução. Por sua vez, a
implementação permitirá o engajamento da comunidade,
dos técnicos e da organização, atuando para o amplo
conhecimento do serviço que se deseja prestar. Os projetos
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sociais se apresentam como um dos caminhos para
superação das vulnerabilidades e acesso aos direitos, por
isso o empenho em sua formulação e execução é essencial
para a atuação profissional do serviço social.
Saiba mais
Saiba mais
Na obra Gestão de Projetos Sociais, a autora aborda a gestão
de projetos de forma ampla, abarcando todas as áreas de
gestão, sistematização do projeto, operacionalização e
metodologia. Ela descreve todos os momentos do projeto
até sua execução e captação de recursos. Obra de grande
valia para a temática de projetos sociais. Disponível na
Biblioteca Virtual.
HACK, N. S. Gestão de projetos sociais. 1. ed. São Paulo:Contentus, 2020. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 27 ago. 2024. 
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https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/185743
Na obra Gestão Pública de Serviços Sociais, a autora
apresenta a gestão pública de serviços sociais como forma
de materialização dos direitos através da elaboração de
projetos sociais. Apresenta as discussões iniciais para a
formulação do projeto, sua construção e os processos para
sua execução. De forma compacta, apresenta de forma
prática as etapas dos projetos sociais. Disponível na
Biblioteca Virtual.
KAUCHAKJE, S. Gestão pública de serviços sociais. 1. ed.
Curitiba: Intersaberes, 2012. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 27 ago. 2024.
 
Referências
Referências
BAPTISTA, M. V. Planejamento social: intencionalidade e
instrumentação. São Paulo: Veras, 2007. 
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https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/6016
CARVALHO, M. M. de: RAECHINI, J. R. Fundamentos em
gestão de projetos: construindo competências para
gerenciar projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
RAPOSO, R. Avaliação de ações sociais uma abordagem
estratégica. In: ÁVILA, C. M. (org.). Gestão de Projetos Sociais.
3. ed. São Paulo: Associação de Apoio ao Programa
Capacitação Solidária, 2001. p. 90-101. 
SECCHI, L.; COELHO, F. S.; PIRES, V. Políticas públicas:
conceitos, casos práticos, questões de concurso. 3. ed. São
Paulo: Cengage Learning, 2020.
Aula 5
Formulação de Planos, Projetos e Programas
Formulação de planos, projetos e programas
Formulação de planos,
projetos e programas
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Você chegou ao final de mais uma unidade de ensino! Os
projetos sociais se tornaram possibilidades de efetivação de
políticas públicas e sociais, mas isso somente é possível com
a elaboração crítica de projetos sociais, coerentes com a
realidade em que está inserido e que atenda de fato às
necessidades do território.
Nesta videoaula, você retomará e consolidará os
conhecimentos acerca das etapas de elaboração de um
projeto social e conhecerá os processos avaliativos e sua
corroboração para a efetividade das ações desenvolvidas e
sua aplicação no cotidiano profissional.
Este é o encerramento de mais uma etapa de conhecimento,
então desfrute-o!
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Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
O planejamento no Serviço Social é uma possibilidade de
sistematização das ações do cotidiano e, principalmente,
uma grande oportunidade de atuação com projetos sociais.
No contexto de uma sociedade capitalista, em que a
desigualdade se torna cada dia mais presente e acirrada, a
possibilidade em promover o acesso a direitos através de
projetos sociais tem se tornado a forma mais efetiva de
atuação. Isso somente é possível porque os projetos são a
parte executável de um programa, o qual, por sua vez, está
inserido em um plano.
Os projetos sociais surgem como uma forma de mitigar
essas desigualdades, pois têm como objetivo atuar em
necessidades sociais de um determinado território, indivíduo
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/0777574b-c23f-569d-8f90-19a79df96fa7.pdf
ou comunidade. Mas, essa ferramenta apenas exerce seu
papel se formulada com comprometimento ético, com
leitura crítica da realidade e atendendo aos seus requisitos
metodológicos. Assim, compreender como pensar um
projeto e entender sua elaboração e os processos até sua
execução são essenciais para um trabalho que seja eficiente
e que traga efetividade às suas ações.
O primeiro passo para a elaboração de um projeto é o
diagnóstico social. É preciso identificar um problema que
afete, de forma coletiva, aquele território e que permita uma
intervenção. Após esse levantamento, é preciso definir seus
objetivos, que é o momento mais importante do projeto,
pois é o norteador de todas as ações. Os objetivos são
divididos em geral e específicos. Posteriormente, deve-se
planejar as atividades que descrevam as ações, a
metodologia, os resultados e o tempo de duração do projeto.
A elaboração do projeto deve ser pautada nas perguntas
norteadoras: para quem, o quê, para quê e como. Elas
direcionarão o seu projeto para atender às demandas
daquele território, uma vez que elas instigam a participação
do público-alvo, o qual, na verdade, é o destinatário dos
serviços.
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Outra etapa importante do projeto é a avaliação, que não
deve ocorrer apenas no encerramento, mas durante todo o
processo elaboração, planejamento, acompanhamento e
monitoramento. Através da avaliação, será possível
compreender a viabilidade financeira, política e social do
projeto, assim como corrigir possíveis distorções durante sua
implementação. No entanto, essas informações somente
serão mensuradas se houver a coleta de dados e a análise
através dos indicadores, pois estes fornecerão parâmetros
da situação anterior e posterior do território para a execução
do projeto. É preciso se atentar a esse processo, pois os
indicadores serão seus aliados no momento de
apresentação dos resultados.
No processo de elaboração de um projeto social, suas etapas
são importantes para o cumprimento das metas. Além do
foco no objetivo traçado e da adesão do público-alvo, outro
fator para viabilizar o projeto é a captação de recursos
(humanos, materiais ou financeiros). Necessidades
identificadas no processo de sistematização do projeto,
quando as atividades são descritas. Dessa forma, a
formalização do projeto, além de possibilitar a identificação
das necessidades e potencialidades, permite a apresentação
da proposta a possíveis financiadores e parceiros.
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Durante essa unidade, você observou que um projeto social
é uma ação complexa e composta de diversas etapas, sem
hierarquização, pois todas são importantes, se completam e
contribuem para a execução de projeto com embasamento
teórico e social. O projeto social deve, portanto, atender à
real necessidade do território, visando ao acesso aos direitos
e à ampliação da cidadania. 
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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Nesta unidade, você foi apresentado às etapas de
elaboração de um projeto, e ficou clara a importância de
uma leitura crítica da realidade em que se atua, para
identificar as necessidades e desenhar as propostas.
Viu-se também que, para um projeto atender às reais
necessidades de um território, é preciso atentar-se às suas
demandas, reconhecer suas potencialidades e dificuldades e,
em conjunto, propor melhorias que estejam relacionadas às
suas necessidades. Vale ressaltar que o projeto é uma
construção coletiva, pois somente um técnico não seria
capaz de realizar todas as ações e atividades necessárias
para o desenvolvimento dele. Além disso, um projeto social é
a parte executável de um programa, ou seja, este trabalho
necessita de embasamento teórico e estará respaldado por
políticas públicas e sociais.
Para contextualizar seu aprendizado, imagine que você foi
contratado por uma instituição que atua com adolescentes
em um determinado território. Nela, você atuará com
adolescentes na faixa etária de 12 a 16 anos. Em sua maioria,
são adolescentes cujas famílias encontram-se em situação
de vulnerabilidade social e foram encaminhados para
acompanhamento na instituição devido à necessidade de
reforço escolar. Durante sua atuação, você identificou que
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esses jovens não dispunham de atividades no território
(trabalho, cultura, lazer) e que a maioria permanecia nas
ruas, exposta a riscos sociais. Eles relatam o desejo de
possuírem uma renda e de terem uma profissão.

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