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STF   Temas Penais

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no STJ e que foi
conhecido para declarar competente o juízo de direito do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária de São
Paulo (DIPO), inclusive quanto à apreciação de eventual ilegalidade da prisão do paciente por excesso de prazo, uma
vez que, diante do conjunto probatório daqueles autos, não se teve por caracterizado o tráfico internacional que atrairia a
competência da Justiça Federal. Excesso de prazo da prisão alegado neste habeas. Razão jurídica não assiste à
Impetrante em razão da conclusão do julgamento do conflito de competência no STJ e da definição do juízo competente."
(HC 99.033, rel. p/ o ac. min. Cármen Lúcia, julgamento em 20-10-2009, Primeira Turma, DJE de 20-11-2009.)
"A incompetência do juízo gera a nulidade do decreto de prisão preventiva." (HC 97.690, rel. min. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 6-10-2009, Primeira Turma, DJE de 23-10-2009.)
"Provido o recurso especial para reformar o acórdão da apelação, condenando o paciente por tráfico de entorpecentes, a
competência para fixar a pena é do STJ, não do tribunal local." (HC 98.053, rel. min. Eros Grau, julgamento em 8-9-
2009, Segunda Turma, DJE de 23-10-2009.)
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http://www.stf.jus.br/portal/publicacaoTematica/verTema.asp?lei=1024[07/02/2013 10:11:20]
"Delitos praticados in officio por servidores administrativos do TJDFT são processados e julgados perante a própria Justiça
do Distrito Federal, e não pela Justiça Federal. Com base nessa orientação, a Turma indeferiu habeas corpus em que se
buscava fosse fixada a competência da Justiça Federal para processar e julgar os crimes de falsidade ideológica e
corrupção passiva supostamente cometidos por oficial de justiça, vinculado ao TJDFT, no desempenho de suas funções.
Sustentava a impetração a nulidade de todo o procedimento instaurado perante o Poder Judiciário local, na medida em
que, como o Poder Judiciário do DF é organizado e mantido pela União, a competência para o processamento do feito
seria da Justiça Federal. Asseverou-se, por fim, que o Poder Judiciário distrital tem o tratamento da Justiça local." (HC
93.019, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 2-12-2008, Segunda Turma, Informativo 531.)
"Verbas federais. Convênio celebrado entre a União e pessoa jurídica de direito privado. Objeto do convênio integralmente
cumprido. Ausência de verba a ser fiscalizada pelo TCU. (...) Compete à Justiça comum estadual o julgamento de crime
de apropriação indébita de quantia pertencente a fundação de direito privado." (HC 89.523, rel. min. Ayres Britto,
julgamento em 25-11-2008, Primeira Turma, DJE de 3-4-2009.)
"É da competência da Justiça Federal, o processo de ação penal por crime de roubo de objetos em poder de servidor
efetivo da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, no exercício de suas funções de carteiro." (RE 473.033, rel.
min. Cezar Peluso, julgamento em 11-11-2008, Segunda Turma, DJE de 5-12-2008.)
"O Provimento 275, de 11-10-2005, do CJF da 3ª Região, especializou a 3ª Vara Federal de Campo Grande/MS,
atribuindo-lhe competência exclusiva para processar e julgar os crimes contra o sistema financeiro nacional e os crimes
de 'lavagem' ou ocultação de bens, direitos e valores. Não há que se falar em violação aos princípios constitucionais do
devido processo legal, do juiz natural e da perpetuatio jurisdictionis, visto que a leitura interpretativa do art. 96, I, a, da CF
admite que haja alteração da competência dos órgãos do Poder Judiciário por deliberação dos tribunais. No caso ora
examinado, houve simples alteração promovida administrativamente, constitucionalmente admitida, visando a uma melhor
prestação da tutela jurisdicional, de natureza especializada da 3ª Vara Federal de Campo Grande, por intermédio da
edição do Provimento 275 do CJF da 3ª Região." (HC 94.146, rel. min. Ellen Gracie, julgamento em 21-10-2008,
Segunda Turma, DJE de 7-11-2008.) No mesmo sentido: HC 96.104, rel. min. Ricardo Lewandowski,
julgamento em 16-6-2010, Primeira Turma, DJE de 6-8-2010.
"O acórdão recorrido manteve a decisão do juiz federal que declarou a incompetência da Justiça Federal para processar e
julgar o crime de redução à condição análoga à de escravo, o crime de frustração de direito assegurado por lei
trabalhista, o crime de omissão de dados da Carteira de Trabalho e Previdência Social e o crime de exposição da vida e
saúde de trabalhadores a perigo. No caso, entendeu-se que não se trata de crimes contra a organização do trabalho,
mas contra determinados trabalhadores, o que não atrai a competência da Justiça Federal. O Plenário do STF, no
julgamento do RE 398.041 (rel. min. Joaquim Barbosa, sessão de 30-11-2006), fixou a competência da Justiça Federal
para julgar os crimes de redução à condição análoga à de escravo, por entender 'que quaisquer condutas que violem não
só o sistema de órgãos e instituições que preservam, coletivamente, os direitos e deveres dos trabalhadores, mas também
o homem trabalhador, atingindo-o nas esferas em que a Constituição lhe confere proteção máxima, enquadram-se na
categoria dos crimes contra a organização do trabalho, se praticadas no contexto de relações de trabalho' (Informativo
450). As condutas atribuídas aos recorridos, em tese, violam bens jurídicos que extrapolam os limites da liberdade
individual e da saúde dos trabalhadores reduzidos à condição análoga à de escravos, malferindo o princípio da dignidade
da pessoa humana e da liberdade do trabalho. Entre os precedentes nesse sentido, refiro-me ao RE 480.138/RR, rel. min.
Gilmar Mendes, DJ de 24-4-2008; RE 508.717/PA, rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 11-4-2007." (RE 541.627, rel. min.
Ellen Gracie, julgamento em 14-10-2008, Segunda Turma, DJE de 21-11-2008.)
"Esta Corte já teve oportunidade de apreciar matéria semelhante, relacionada à possível fraude à licitação envolvendo
verbas federais, sujeitas à fiscalização pelo TCU. Tratava-se de possível fraude em licitações com desvio de verbas
provenientes do Fundef, do FNDE e do FPM, em que se reconheceu interesse da União a ser preservado, evidenciando a
competência da Justiça Federal para processar e julgar os crimes contra esse interesse (HC 80.867/PI, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJ de 12-4-2002). Concluo no sentido da correção do julgado da Corte local, ao confirmar
decisão declinatória em favor da Justiça Federal. No caso, havendo concurso de crimes, a competência da Justiça
Federal também alcançará os fatos supostamente criminosos que foram praticados em conexão com aqueles de
competência da Justiça Federal." (RE 464.621, rel. min. Ellen Gracie, julgamento em 14-10-2008, Segunda Turma,
DJE de 21-11-2008.) No mesmo sentido: HC 100.772, rel. min. Gilmar Mendes, julgamento em 22-11-2011,
Segunda Turma, DJE de 6-2-2012.
"Conflito aparente de normas entre o art. 96, III, e o art. 108, I, a, c/c o art. 128, I, d, todos da CF. Aplicação do princípio
da especialidade. (...) Não cabe a juízo da Justiça estadual, mas a TRF conhecer de pedido de habeas corpus contra ato
de membro do MPF." (RE 377.356, rel. min. Cezar Peluso, julgamento em 7-10-2008, Segunda Turma, DJE de 28-
11-2008.)
"Não há perda de objeto de conflito de competência, por julgamento de uma das causas, quando se trate de caso de
competências relativas." (HC 95.291, rel. min. Cezar Peluso, julgamento em 30-9-2008, Segunda Turma, DJE de 5-
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http://www.stf.jus.br/portal/publicacaoTematica/verTema.asp?lei=1024[07/02/2013 10:11:20]
12-2008.)
"Na forma de inúmeros precedentes da Suprema Corte, o elevado número de agentes e de condutas demandam
complexa dilação probatória a justificar o desmembramento do feito requerido pelo MPF, ressaltando-se que apenas um
dos vinte e três indiciados detém prerrogativa de foro por ser Deputado Federal