A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
107 pág.
Automação industrial - SENAI - Instrumentação - Automação Básica

Pré-visualização | Página 15 de 18

e assim o programa será: 100. (101 + 300) = 300.
Na sequência descrita, todas as fiações foram substituídas por instruções. A sequência lógica
representada pelas instruções AND “.“, OR “+” e IGUAL “=” será compreensível pelo PLC e
esse será o seu programa.
d) Distribuição das saídas internas, temporizadores e contadores
No PLC existem as unidades de entrada e saída que realizam o intercâmbio de sinais entre os
equipamentos externos. Contudo, dentre os sinais de saídas, existem aqueles que, embora não
sejam enviados para fora do equipamento, são mantidos armazenados temporariamente para
efeito de controle. Esta é a função dos relés auxiliares na sequência de controle de relés, sendo
 
___________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 91
estes denominados saídas internas.
Trata-se de modelos padrões que são utilizados nas diversas partes da sequência de relés, que,
agrupados, recebem o tratamento como se fossem saídas provisórias, equivalentes aos relés
auxiliares num circuito de relés. Em relação a isso, há casos em que se denominam as saídas
normais como sendo “saídas externas” apenas para efeito de diferenciação.
Durante a elaboração do diagrama de sequência, deve-se atribuir números correspondentes às
saídas internas, temporizadores e contadores. Por exemplo, como no caso da tabela 4.8, deve-
se efetuar a distribuição de números como segue: ZO, Z1, Z2, ... para saídas internas, TD para
temporizador com retardo na energização (ON DELAY TIMER), TF para temporizador com
retardo na desenergização (0FF DELAY TIMER), CU para contador (COUNTER) e assim
sucessivamente.
Com relação ao método das saídas internas, temporizadores e contadores, observam-se
diferenças de acordo com os fabricantes de PLC. Assim sendo, é necessário compreender
suficientemente o seu método, através da leitura do seu manual de instruções.
e) Codificação e carregamento
Assim que o programa for elaborado, deve-se então armazená-lo na memória do usuário.
inicialmente, conforme se observa na figura 4.17, deve-se efetuar a codificação a fim de saber
a partir de qual endereço de memória o programa será armazenado e quantos endereços
(palavras de memória) serão utilizados para o armazenamento.
Essa atividade de “distribuição dos endereços de memória”, e ao papel utilizado para a
distribuição é denominado “folha de codificação”.
 
___________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 92
Figura 4.17 – Exemplo de programação
A atividade de gravar o programa na memória utilizando os equipamentos periféricos
denomina-se carregamento (loading). Para realizar o carregamento, deve-se inicialmente
ativar os endereços de memória. Essa operação deve ser efetuada apenas na primeira vez,
pois, posteriormente, ocorrerá o avanço automático, palavra por palavra de memória. A
seguir, deve-se efetuar o carregamento do programa passo a passo, certificando-se de que não
há erro de programação nos mesmos. Quando se for efetuar o carregamento pelo método de
diagrama ladder, pelo fato do diagrama de sequência ser indicado no display por unidade de
circuito, não há necessidade de se efetuar a codificação, isto é, pode-se executar o
carregamento direto a partir da sequência para PLC.
 
___________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 93
5 – ARQUITETURAS DIGITAIS DE CONTROLE E INTERFACE
HOMEM-MÁQUINA
5.1 – INTRODUÇÃO
A evolução da tecnologia eletrônica trouxe transformações substanciais na qualidade e custo
dos equipamentos destinados ao controle industrial. Na primeira fase os instrumentos
pneumáticos de detecção, monitoração e controle deu lugar aos instrumentos eletrônicos e
analógicos com ganhos significativos em relação as dimensões, custos, precisão e
repetibilidade entre tantas outras vantagens.
Com a eletrônica digital e a informática aplicada ao controle, ganhos jamais imaginados no
passado, foram conseguidos em pouco tempo, entre tantos podemos salientar a integração de
muitas funções de processamento do sinal, a flexibilidade para a reconfiguração de malhas de
controle assim como a maior disponibilidade de dados informativos sobre o processo.
A implantação de sistemas digitais de controle se fez e se faz de uma forma crescente tal que
inúmeras arquiteturas de sistemas vêem sendo implementadas no decorrer dos 20 últimos
anos.
Neste capítulo, identificar-se-á as principais arquiteturas de sistemas digitais aplicadas na
aquisição e monitoração de variáveis analógicas e digitais, assim como na supervisão e
controle de processos industriais.
5.2 – SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS “DAS”
DAS é um sistema digital compreendendo software e hardware desenvolvido para fazer a
aquisição de variáveis analógicas e digitais de processo para sinais processáveis em meio
computacional.
Existem diversos tipos de DAS, no entanto, é possível generalizá-los através do modelo a
seguir.
 
___________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 94
Figura 5.1 – Sistema de aquisição de dados - DAS
 Cada canal ou entrada analógica pode ser a dois fios ou um fio com referencial em linha
comum. Tipicamente o sistema pode ter oito entradas a dois fios ou 16 entradas referenciadas
em linha comum O computador seleciona cada entrada ( canal) de acordo com um programa
de controle das entradas.
5.2.1 - Decodificador de endereços
Esta parte do DAS, acessa um dos canais de entrada analógico através de comando da linha de
endereços. O módulo é sempre projetado de tal forma que a associação de um canal particular
com a palavra do endereço do computador possam ser selecionada pelo usuário. Isto é feito de
tal forma que o endereço do módulo canal de entrada se apresente ao computador como
endereço de locação de memória. Assim se o computador executa um comando para buscar o
conteúdo de alguma locação de memória, ele seleciona um canal de entrada analógica. Em
outras palavras a seleção dos canais de entrada é equivalente a leitura do conteúdo de uma
locação de memória correspondente.
Em outros sistemas um código binário é enviado do computador através do dispositivo
especial “entrada/saída” para selecionar um canal analógico e os dados do referido canal. Em
ambos os casos, a seleção do canal é feita pelo o que se pode chamar de código de seleção do
dispositivo.
5.2.2 - Multiplexador analógico
Esse elemento do DAS é essencialmente um “solid-state switch” que, através do sinal
codificado de endereçamento, busca os dados do canal selecionado pelo fechamento da chave
conectada à linha de entrada analógica (Figura 5.2).
 
___________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 95
Figura 5.2 – Multiplexador com entrada em linha comum
O multiplexador ao ser acessado por uma entrada do decodificador fecha a chave
correspondente transferindo o sinal do canal respectivo para o próximo estágio do DAS.
5.2.3 - Amplificador
A maioria dos sistemas de aquisição de dados incluem amplificador de ganho ajustável que
possibilita ao usuário a possibilidade de compensação do nível do sinal de entrada. O
conversor analógico-digital ( ADC) é usualmente projetado para trabalhar numa faixa de
entrada unipolar ou bipolar tal que o nível do sinal de entrada possa variar na faixa de 0 a 5
volts. O ganho do amplificador tem como objetivo assegurar que o sinal de entrada se situe
nessa faixa.
Se houver uma grande diferença entre os níveis dos diversos sinais de entrada,
condicionadores de sinal poderão ser empregados numa posição anterior ao DAS.
5.2.4 - Conversor analógico-digital (ADC)
É evidente que