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Geologia

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escuros. Podem ser subdivididas em: 
Classificação Índice de cor 
Hololeucocráticas M <10 
Leucocráticas 10 < M < 30 
Mesocráticas 30 < M < 60 
Máficas 60 < M < 90 
Ultramáficas M > 90 
Textura 
A textura define a possibilidade da identifi-
cação dos minerais a olho nu, são elas: 
Fanerítica 
Formada por minerais visíveis. Pode ser 
fina, média, grossa.É típica de rochas plu-
tônicas em razão do resfriamento lento do 
magma no interior da crosta. Assim, só 
ocorre em rochas plutônicas. São equigra-
nular se apresentarem a mesma classe 
granular e inequigranular se não. 
Ex.: Granito 
Afanítica 
Formada por minerais muito finos (não 
visíveis). É típica de rochas vulcânicas em 
razão do resfriamento rápido do magma 
(lava) na superfície. 
Ex.: Basalto 
Porfiríticas 
Formada em regiões intermediárias, tem 
grãos maiores que se sobressaem em rela-
ção a uma matriz mais fina. Pode ocorrer 
em rochas plutônicas e vulcânicas. 
Ex.: Dacito 
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Principais rochas 
 
Vulcânica 
Afanítica 
Félsica 
Ácida 
Riolito 
 
 
Vulcânica 
Afanítica 
Félsica 
Ácida 
Dacito 
 
 
Vulcânica 
Afanítica 
Félsica 
Intermediária 
Andesito 
 
 
Vulcânica 
Afanítica 
Máfica 
Básicas 
Basalto 
 
 
Vulcânica 
Afanítica 
Ultramáfica 
Ultrabásica 
Komatiíto 
 
 
Plutônica 
Fanerítica 
Félsica 
Ácida 
Granito 
 
 
 
 
 
Plutônica 
Fanerítica 
Félsica 
Ácida 
Granodiorito 
 
 
Plutônica 
Fanerítica 
Intermediária 
Ácida 
Diorito 
 
 
Plutônica 
Fanerítica 
Máfica 
Básica 
Gabro 
 
 
Plutônica 
Fanerítica 
Ultramáfica 
Ultrabásica 
Peridotito 
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Rochas sedimentares 
Sedimentos 
Sedimento é o material sólido que se de-
posita ao final de um transporte que pode 
ser físico ou químico. No primeiro, o sedi-
mento como matéria sólida já existe, no 
segundo ele só se forma na deposição dos 
íons carregados pela solução. 
Esses sedimentos são retirados de rochas 
pré-existentes por meio de intemperismo, 
dado pela ação da água, dos ventos, de 
outras rochas e da ação humana. São de-
positados em bacias sedimentares e lá se 
consolidam em rochas sedimentares com 
as alterações de temperatura e pressão. 
 
Os sedimentos podem ser: 
� Clásticos quando soltos de rocha pro-
duzidos por processos intempéricos e 
erosivos. 
� Químicos quando precipitados a partir 
de solução em água. 
� Biogênicos quando constituídos por 
fragmentos fossilizados de plantas ou 
animais. 
Quando são transportados até a bacia re-
cebem a classificação de alóctones, po-
dendo ser terrígeno se o transporte foi 
mecânico ou aloquímico se o transporte foi 
químico. Quando os sedimentos são for-
mados no interior da bacia por processos 
biogênicos ou químicos recebe a classifica-
ção de autóctones. 
Os sedimentos são classificados de acordo 
com seu diâmetro Ø, podendo ser: 
Diâmetro (mm) Classe Subclasse 
Ø > 256 
Cascalho 
Matacão 
64 < Ø < 256 Bloco 
4 < Ø < 64 Seixo 
2 < Ø < 4 Grânulo 
1 < Ø < 2 
Areia 
Muito grossa 
0,5 < Ø < 1 Grossa 
0,25 < Ø < 0,5 Média 
0,125 < Ø < 0,25 Fina 
0,062 < Ø < 0,125 Muito Fina 
0,031 < Ø < 0,062 
Silte 
Grosso 
0,016 < Ø < 0,031 Médio 
0,008 < Ø < 0,016 Fino 
0,004 < Ø < 0,008 Muito fino 
Ø < 0,004 Argila Argila 
 
As rochas formadas exclusivamente por 
Areia, Silte e Argila, recebem o nome de 
Arenito, Siltito e Argilito respectivamente. 
Já as rochas formadas por sedimentos das 
quatro classes recebem o nome de con-
glomerado. 
Diagênese 
A consolidação dos sedimentos e a forma-
ção das rochas sedimentares recebem o 
nome de diagênese. São quatro processos: 
Compactação, dissolução e cimentação. 
Compactação mecânica 
O aumento da pressão faz com que os se-
dimentos fiquem cada vez mais juntos, 
diminuindo os vazios entre eles e dimi-
nuindo sua porosidade. 
Dissolução (compactação química) 
Se a água percolar entre os sedimentos e 
estes forem suscetíveis ao efeito químico 
da água, as extremidades dos mesmos 
podem ser dissolvidas e os sedimentos se 
encaixam uns nos outros. 
Cimentação 
É a precipitação química de outros mine-
rais a partir dos íons em solução da água 
intersticial. Ocorre em conjunto com a 
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dissolução e forma uma coesão entre os 
sedimentos. 
Os processos da diagênese formam a litifi-
cação, que é a transformação dos sedimen-
tos em rocha. 
Composição das rochas 
Os componentes deposicionais de um 
agregado sedimentar são três: Arcabouço, 
matriz e cimento. O arcabouço correspon-
de à fração clástica principal e as mais 
grossas. O material clástico mais fino é a 
matriz. O Cimento é o material mais fino, 
depositado por soluções que unem os ou-
tros elementos. 
� Arcabouço 
� Cimento 
� Matriz 
 
Os conglomerados que apresentam maior 
quantidade de matriz são chamados de 
paraconglomerados, e os que apresentam 
mais arcabouço que matriz se chamam 
ortoconglomerados. 
Principais Rochas 
 
 
 
Arenito Argilito 
 
 
 
 
Conglomerado Arenito Conchífero 
 
Rochas Metamórficas 
Rochas metamórficas se originam de ou-
tras rochas preexistentes, em resposta a 
mudanças nas condições de temperatura e 
pressão no interior da crosta terrestre. 
Metamorfismo 
Metamorfismo é o conjunto de transfor-
mações com mudanças na estrutura, com-
posição mineralógica e composição quími-
ca, pelos quais uma rocha preexistente, 
chamada de protólito, adapta-se as novas 
condições físico-químicas no interior da 
crosta. Essas mudanças mineralógicas re-
sultam de reações no estado sólido. 
Os fatores principais que controlam os 
processos metamórficos são a natureza do 
portólito, temperatura, pressão litostática, 
pressão dirigida, presença de fluidos e o 
tempo de duração desses processos. 
Natureza do protólito 
As características químicas, mineralógicas, 
texturais e estruturais da rocha precursora 
são determinantes para o desenvolvimento 
das feições do metamorfismo. A composi-
ção mineralógica e química define as asso-
ciações de minerais que podem se formar 
com a variação da temperatura e pressão. 
Algumas rochas são pouco sensíveis a essas 
mudanças e pouco se alteram com o me-
tamorfismo, já outras rochas podem sofrer 
recristalização e deformação tendo sua 
textura e estrutura muito modificada. 
Temperatura 
As principais fontes de calor na Terra são o 
calor residual do manto e o calor gerado 
por desintegrações radioativas. Sendo o 
primeiro ser transmitido via tectônica de 
placas em forma de intrusão de material 
ígneos, chamada de advecção, ou transfe-
rência de calor entre as rochas da crosta. A 
mudança de temperatura promove reações 
químicas no interior da rocha, e seus mine-
rais tem que encontrar um novo equilíbrio. 
Em elevadas temperaturas, o metamorfis-
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mo pode levar ao campo ígneo e provocar 
a fusão parcial das rochas, formando os 
migmatitos. 
As temperaturas aumentam no interior da 
terra, em sua maioria, em um gradiente 
térmico entre 15 e 30ºC/Km. 
Pressão 
Existem dois tipos de pressão atuantes na 
crosta, a litostática (confinada) e a dirigida 
(stress). A primeira é distribuída unifor-
memente em todas as direções aumentan-
do conforme a profundidade, originada da 
coluna de rocha existente sobre a que so-
fre a pressão. A Segunda é proveniente das 
movimentações tectônicas onde a placa se 
localiza,