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QUE TAL AVALIAR SEUS CONHECIMENTOS DE PORTUGUÊ
REFERÊNCIAS
Básica
ANDRADE, M.M. 7 HENRIQUES. A língua portuguesa: noções básicas para cursos superiores. São Paulo : Atlas, 1995.
KOCH, I. V. A inter – ação pela linguagem. 5 ed. São Paulo : Contexto, 2000.
PASQUALE & ULISSES. Gramática da língua Portuguesa. 2 ed. Editora : Scipione, 2004.
Complementar
AZEREDO, José Carlos de (coord). Escrevendo pela nova ortografia: Como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua
portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura e redação.16. ed. São Paulo: Ática, 2006.
INFANTE, Ulisses. Curso de gramática aplicada aos textos. 6. ed. rev. e ampl. São Paulo: Scipione, 2003.
JUNKES, Terezinha Kuhn. Pontuação: uma abordagem para a prática. Florianópolis: EDUFSC, 2002
Tente encontrar erros nas frases abaixo, extraídas do livro 400 Erros que os Executivos Cometem ao Falar e Redigir, editora Edicta, da professora Laurinda Grion.
1- Ao meu ver, esse procedimento não está correto.
2- Devido ao mal tempo, não pudemos efetuar os reparos.
3- O contrato é para mim assinar.
4- Informo que já respondi o questionário.
5- Há vinte anos atrás nem você era nascido.
6- De fato, ela anda meia estressada ultimamente.
Linguagem verbal e visual – norma culta e norma popular
Comunicação
	Como os homens se comunicam?
	A comunicação humana é uma relação social que se estabelece entre duas ou mais pessoas que desejam trocar informações, ideias e compartilhar sentimentos ou conhecimentos. O ser humano utiliza inúmeros signos universais de comunicação: o choro, para expressar aborrecimento; o sorriso, para manifestar alegria; o beijo e o abraço, para transmitir afeto. As pessoas não se comunicam apenas por meio de gritos, gestos ou símbolos: a comunicação humana se faz, principalmente, pela palavra.
	“ A palavra distingue os homens entre os animais; a linguagem, as nações entre si _ não se sabe de onde é um homem antes de ter ele falado. O uso e a necessidade levam cada um a aprender a língua de seu país, mas o que faz ser essa língua a de seu país e na ao de um outro? A fim de explicar tal fato, precisamos reportar-nos a algum motivo que se prenda ao lugar e seja anterior aos próprios costumes, pois, sendo a palavra a primeira instituição social, só a causas naturais deve a sua forma.
Desde que um homem foi reconhecido por outro como um ser sensível, pensante e semelhante a ele próprio, o desejo ou a necessidade de comunicar-lhe seus sentimentos e pensamentos fizeram-no buscar meios para isso. Tais meios só podem provir dos sentidos, pois estes constituem os únicos instrumentos pelos quais um homem pode agir sobre outro. Aí está, pois, a instituição dos sinais sensíveis para exprimir o pensamento. Os inventores da linguagem não desenvolveram esse raciocínio, mas o instinto sugeriu-lhes a consequência.”
	“...Apresentam-nos a linguagem dos primeiros homens como línguas de geômetras e verificamos que são línguas de poetas...Daí se conclui, por evidência, não se dever a origem das línguas às primeiras necessidades dos homens; seria absurdo que da causa que os separa resultasse o meio que os une. Onde, pois, estará essa origem? Nas necessidades morais, nas paixões. Todas as paixões aproximam os homens, que a necessidade de procurar viver força a separarem-se. Não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera, que lhes arrancaram as primeiras vozes. Os frutos não fogem de nossas mãos, é possível nutrir-se com eles sem falar; acossa-se em silêncio a presa que se quer comer; mas , para emocionar um jovem coração, para repelir um agressor injusto, a natureza impõe sinais, gritos e queixumes.” 
	O ato de comunicação
	Em todo processo de comunicação intervém necessariamente um conjunto de fatores: um emissor ou pessoa que perante um estímulo codifica, elabora e transmite para outra _ o receptor _ uma informação ou mensagem sobre o mundo ou sobre si mesmo, dentro de um referente ou contexto. Para transmitir essa mensagem, o emissor emprega um conjunto de signos, que se combinam de acordo com regras _ código ou língua. Seu meio de difusão é um meio físico _ o canal. Exemplo: o ar, no caso das ondas sonoras; o papel, no caso do texto impresso.
	Níveis de Linguagem 
	Toda nossa vida em sociedade supõe um problema de intercâmbio e comunicação que se realiza fundamentalmente pela língua, sendo, portanto, o suporte de uma dinâmica social, que compreende não só as relações diárias entre os membros da comunidade como também uma atividade intelectual, que vai desde o fluxo informativo dos meios de comunicação de massa, até a vida cultural, científica ou literária.
	A língua funciona como um elemento de interação entre o indivíduo e a sociedade em que ele atua. É através dela que a realidade se transforma em signos pela associação de significantes sonoros a significados arbitrários, com os quais se processa a comunicação linguística. É, com efeito, na língua e pela língua que indivíduo e sociedade se determinam mutuamente. A sociedade não é possível a não ser pela língua; e pela língua também o indivíduo. Odespertar da consciência na criança coincide sempre com o aprendizado da linguagem, que a introduz pouco a pouco como indivíduo na sociedade. Assim, a linguagem representa a forma mais alta de uma faculdade que é inerente à condição humana, a faculdade de simbolizar. Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.
	Não devemos, porém, cometer o erro de condicionar diretamente a língua aos fatores culturais ou raciais, embora se reconheça que pode haver uma ligação entre eles, em especial no que se refere ao vocabulário de uma língua. 	Existe uma ciência, chamada sociolinguística, que estuda a diversidade linguística; levando em conta três dimensões: a do emissor, a do receptor e a da situação ou contexto.
	A primeira envolve a identidade social do emissor, onde as diferenças de fala se condicionam com a estratificação social; a segunda envolve a condição social do receptor ou ouvinte, seria relevante onde quer que vocabulários especiais de respeito sejam usados em se falando com superiores; a terceira engloba todos os elementos relevantes possíveis no contexto de comunicação, com exceção da identidade dos sujeitos envolvidos.
	Várias são as tentativas de classificação desses fatores extralinguísticos, que influem na maneira de falar, e elas envolvem distinções geográficas, históricas, econômicas, políticas, sociológicas, estéticas. Logo, podemos dizer que as variações extralinguísticas que podem manifestar-se no diálogo são de três espécies:
	1. Geográficas: que envolvem variações regionais.
	2. Sociológicas: que compreendem as variações provenientes da idade, sexo, profissão, nível de estudos, classe social, localização dentro da mesma região, raça, as quais podem determinar traços originais dentro da linguagem individual.
	3. Contextuais: que constam de tudo aquilo que pode determinar influências na linguagem do locutor, por influências alheias a ele, como, por exemplo, o assunto, o tipo de ouvinte, o lugar em que o diálogo ocorre e as relações que unem os interlocutores.
	Pode-se dizer que a linguagem é um princípio de classificação social, pois influem na linguagem o contexto social do enunciado específico, a posição social do locutor, sua origem geográfica e sua idade.
	Tratando-se da variedade da individualidade do saber linguístico, podemos Ter dos grandes grupos:
	1. Variedades sincrônicas: cronologicamente simultâneas, que compreenderiam as variações causadas por fatores geográficos (dialetos ou falares próprios de influência regional _ cidade, vila ou aldeia); sócioculturais (família, classe, padrão cultural, atividades habituais); e estilísticos (observadas de momento para momento na atividade linguística de um único sujeito, traduzindo-se na escolha de formas e esquemas combinatóriosa usar); 
	2. Variedades diacrônicas, que compreendem aquelas dispostas em vários planos de uma só tradição histórica.
	A fala do indivíduo considerada isoladamente dentro do grupo, não é sempre a mesma. A isto se acrescenta que a linguagem toma diferente colorido segundo o tema da conversação. Considerando ainda as variações da linguagem, podemos levar em conta os seguintes fatores:
	1. As diferenças entre gerações;
	2. As diferenças dialetais entre comunidades;
	3. As diferenças entre os meios sociais;
	4. As diferenças ligadas às condições em que se produziu o diálogo.
	O rádio, a televisão, o cinema e a imprensa mostram variações de língua de toda ordem, identificações entre tipos sociais e linguísticos, entre comportamentos individuais e estruturas específicas para representá-los. Além disso, podemos acrescentar outro fator de igual importância no condicionamento social: a propaganda.
Esta, para atingir seus objetivos, busca uma aproximação mais eficiente com o público consumidor, procurando uma variação de linguagem como forma de identificação com o consumidor-ouvinte. E isto tem colaborado até para uma nova compreensão do problema erro na língua, aceitando a comunidade padrões antes repudiados, num processo de desmitificação da chamada linguagem padrão (norma culta).
	É interessante refletir acerca de até que ponto o conhecimento linguístico expresso pelo indivíduo no diálogo revelaria seu nível de linguagem, pois o indivíduo não sabe apenas falar mas sabe também como outros falam. Além das formas e esquemas linguísticos de que habitualmente se serve ao funcionar como emissor na multiplicidade de atos de fala que diariamente realiza, ele conhece outras formas e esquemas que não utiliza mas que são usados por outros, sem Ter a necessidade de realizar um grande número de formas que os outros atualmente produzem. Assim, os conhecimentos linguísticos utilizados pelo indivíduo ao se expressar na fala seriam um idioleto produtivo. Já o idioleto receptivo seria os conhecimentos passivos, provenientes da linguagem do emissor. Levemos em consideração que o idioleto é a língua enquanto falada pelo indivíduo.
	
	Sociolinguística , a Etnolinguística e a Psicolinguística são três ciências que estudam as variedades linguísticas sob o ponto de vista social, étnico e psicológico.
	Conforme já citamos acima, podemos levar em consideração três variedades:
	1. Geográficas (ou diatópicas): é o plano horizontal da língua, onde concorrem as comunidades linguísticas, formando os chamados regionalismos, provenientes de dialetos ou falares locais. Conduzem a uma oposição fundamental: linguagem urbana/ linguagem rural. A primeira cada vez mais próxima da linguagem comum, pela ação decisiva que recebe dos fatores culturais (escola, meios de comunicação de massa, literatura). A segunda, mais conservadora e isolada, extingue-se com a chegada da ‘civilização’. Ex.: falares: amazônico, nordestino, baiano, fluminense mineiro, sulino, etc.
	2. Socioculturais (ou diastráticas): ocorrem no plano vertical da língua, isto é, dentro da linguagem de uma comunidade específica (urbana ou rural). Podem se influenciadas por fatores ligados diretamente ao falante (ou ao grupo a que pertence), ou à situação ou a ambos simultaneamente. Entre eles:
• Idade;
• Sexo (diferenças determinadas devido aos tabus morais, diferenciadores da linguagem do homem e da mulher, que atualmente não mais existem devido à influência dos meios de comunicação de massa);
• Raça (etnia ou cultura);
• Profissão (seria o caso do vocabulário de vendedores ambulantes, de médicos, de advogados);
• Posição social (de acordo com o status do falante ou do ouvinte existe uma maior preocupação com a linguagem);
• Grau de escolaridade (é o caso do domínio da norma culta, como: a concisão, a economia linguística e o uso das formas cultas);
• Local em que reside na comunidade (existem diferenças nas áreas urbanas, enfatizadas na fala, ou fonologia da língua);
• Religião (vocabulário específico de cada crença).
	Dentro das variações sociais teríamos a linguagem culta ou padrão e a linguagem popular ou subpadrão. O dialeto culto é eleito pela própria comunidade como o de maior prestígio, refletindo um índice de cultura a que todos pretendem chegar. O dialeto social culto é quase sempre usado pela literatura e por outras espécies de linguagem escrita, exceto, as cartas familiares, a literatura dita popular ( o cordel, por exemplo), os diálogos mais realistas dos romances, os versos das músicas populares etc.
	Quanto ao léxico, ou vocabulário, há maior variedade na linguagem culta, maior precisão no emprego dos significados maior incidência de vocábulos técnicos; ao passo que na linguagem popular, predomina o vocabulário restrito, o uso abusivo da gíria, de recursos enfáticos e obscenos. Há, além disso, um dialeto intermediário entre o culto e o popular, sendo o dialeto comum. O uso de uma ou de outra variedade importa sempre num problema de maior ou menor prestígio. O dialeto social culto se prende mais às regras da gramática tradicionalmente considerada, normativa, muito mais conservadora, ao passo que o dialeto popular é mais aberto às transformações da linguagem oral do povo.
	Dá-se o nome de níveis de fala, ou níveis de linguagem ou registros, às variações determinadas pelo uso da língua pelo falante, em situações diferentes. Estas variações quanto ao uso da linguagem pelo mesmo falante, em função das variações de situação, podem ser de duas espécies: nível de fala ou registro formal, empregado em situações de formalidade, com predominância da linguagem culta, comportamento mais tenso, mais refletido, incidência de vocabulário técnico; e nível de fala ou registro coloquial, para situações familiares, diálogos informais onde ocorre maior intimidade entre os falantes, com predominância de estruturas e vocabulário da linguagem popular, gíria e expressões obscenas ou de natureza afetiva. Os limites entre o registro formal e o coloquial são indefinidos, por isso existe um nível de fala intermediário entre o formal e o coloquial, correspondendo ao dialeto comum.
	A variação de uso da linguagem pelo mesmo falante, ou seja, a dos níveis de fala ou registros, poderia também ser chamada de variedade estilística, no sentido de que o usuário escolhe, de acordo com a situação, um estilo que julga conveniente para transmitir seu pensamento, em certas circunstâncias. Falamos, então, em um estilo formal e um coloquial ou informal.
	
	Estrutura morfossintática dos dialetos sociais
Dialeto Culto
• Indicação precisa das marcas do gênero, número e pessoa;
• Uso de todas as pessoas gramaticais do verbo;
• Emprego de todos os modos e tempos verbais;
• Correlação verbal entre tempos e modos;
• Coordenação e subordinação;
• Maior utilização da voz passiva;
• Largo emprego de preposições nas regências;
• Organização gramatical da frase;
• Variedade de construções da frase
Dialeto Popular
• Economia nas marcas de gênero, número e pessoa;
• Redução das pessoas gramaticais do verbo;
• Redução dos tempos da conjugação verbal;
• Falta de correlação verbal entre os tempos;
• Redução de processo subordinativo em beneficio da frase simples e da coordenação;
• Maior emprego da voz ativa, em lugar da passiva;
• Predomínio das regências diretas nos verbos;
• Simplificação gramatical da frase;
• Emprego dos pronomes pessoais retos como objetos.
Resumindo: 
Dialetos sociais:
1. Culto: possui padrão linguístico; maior prestígio social; usado em situações formais, por falantes cultos; possui um vocabulário mais amplo e técnico.
2. Popular: subpadrão linguístico; menor prestígio; usado em situações menos formais; seu vocabulário é restrito; está fora do padrão gramatical; usa gírias, linguagens obscenas e familiares.
3. Comum: é o utilizado na maioria das situações, está entre o culto e o popular, ora possui características de um , ora do outro.Níveis de fala ou registros:
1. Formal: usado em situações de formalidade; predomina a linguagem culta; emprega um comportamento linguístico mais refletido; utiliza um vocabulário técnico.
2. Coloquial: utilizado em situações familiares ou de menor formalidade; predomina a linguagem popular; uso de gírias, linguagem familiar ou afetiva, expressões obscenas.
3. Comum: é a fala do dia-a-dia, que utiliza tanto características do nível formal como do coloquial.
As questões de 01 a06 referem-se ao texto.
Mudança e Variação Linguística
	Os estudos sobre variação linguística registram pelo menos seis dimensões de variação dialetal: a territorial, a social, a de idade, a de sexo, a de geração e a de função. Nem todos os processos de variação culminam efetivamente em um caso de mudança na língua, mas, muitas vezes, a ocorrência de duas formas coexistentes acaba sendo substituída por apenas uma , caracterizando assim um caso de mudança na língua.
 Os dialetos na dimensão territorial, geográfica ou regional representam a variação que acontece entre pessoas de diferentes regiões em que se fala a mesma língua. Essa variação normalmente acontece pelas influências que cada região sofreu durante a sua formação ou porque os falantes de uma dada região constituem uma comunidade linguística geograficamente limitada em função de estarem polarizados em termos políticos e/ou econômicos e/ou culturais, e desenvolverem então um comportamento linguístico comum que os identifica e distingue. É o caso da diferença entre o Português do Brasil e o de Portugal e o dos países africanos de Língua Portuguesa. Incluem-se nesse caso também diferentes falares que encontramos no Brasil como os falares gaúcho, nordestino, carioca, o chamado dialeto caipira, etc.
 Evidentemente, não existem limites claros e precisos entre os diferentes dialetos regionais. Na verdade, estabelecem-se limites de acordo com determinadas conveniências. É o que mostram os estudos de Atlas Dialetais em que não se encontram linhas precisas de demarcação de dialetos, mas apenas certas áreas de maior concentração de um determinado conjunto de características. 
 Assim, é difícil dizer onde acaba o dialeto nordestino e começa o caipira, ou o carioca, e a distinção do falar gaúcho, se é nítida em relação ao nordestino, não é tão nítida em relação ao modo característico de usar a língua no Paraná e Santa Catarina.
 Os dialetos na dimensão social representam as variações que ocorrem de acordo com a classe social a que pertencem os usuários da língua, isso porque há uma “tendência para maior semelhança entre os atos verbais dos membros de um mesmo setor sociocultural da comunidade” (Camacho, 1988:32), geralmente com relações bastante estreitas e interesses comuns. É por isso que se consideram como variedades dialetais de natureza social os jargões profissionais ou de determinadas classes sociais bem definidas como grupos (linguagem dos artistas, professores, médicos, mecânicos, estivadores, dos marginais, classe social alta, favelados, etc.). A gíria, definida como forma de utilização particular da língua por um grupo social, o qual se identifica por esse uso da língua e se protege do entendimento por outros grupos, pode também ser considerada como uma forma de dialeto social.
 Os dialetos na dimensão de idade representam as variações decorrentes da diferença no modo de usar alíngua de pessoas de idades diferentes, normalmente em faixas etárias diversas: crianças, jovens, adultos e idosos ou outras que se julguem pertinentes estabelecer de acordo com o objetivo de observação. Durante a vida, a pessoa passa de um grupo para outro, adotando as formas de um determinado grupo e abandonando as do outro.
 Os dialetos de sexo representam as variações de acordo com o sexo de quem fala. Algumas diferenças são determinadas por razões gramaticais, como certos fatos de concordância, assim, por exemplo, um homem não diria a frase “A gente está preocupada com as eleições presidenciais” . Mas há diferenças mais sutis no que diz respeito ao uso do léxico e de certas construções, o que provavelmente seja determinado por restrições sociais quanto à imagem que se faz do comportamento apropriado para homens e mulheres inclusive em termos de comportamento verbal. Assim, se espera que homens digam frases como “ Cara, preciso te contar o que aconteceu na festa ontem.” / “ Comprei uma camisa transada.” Enquanto o que se espera das mulheres é exatamente o contrário: “Querido, preciso te contar o que aconteceu na festa ontem.” / “Comprei uma blusinha linda!”
 Os dialetos, na dimensão da geração, representam estágios no desenvolvimento da língua. Alguns estudiosos preferem falar de variação histórica, que evita possíveis confusões com idade que o termo geração pode ocasionar. As variantes históricas dificilmente coexistem e são mais percebidas na língua escrita, por causa do registro, que as faz permanecer no tempo. Com os modernos meios de registro do oral é possível que no futuro se possam observar e analisar diferenças históricas também na variação do oral.
 Assim, nem todos os casos de dialetos são significativos o suficiente para alterar ou mudar o idioma, mas os movimentos linguísticos que suscitam podem, associados às necessidades dos falantes, se configurarem em mudança. (SARMENTO, Flávia. In: Revista da Linguagem, 2004)
1- O OBJETIVO CENTRAL do texto é:
a) descrever as possibilidades de mudança de uma língua a partir das suas variações.
b) apresentar as possibilidades de variação de uma língua e discutir suas implicações na atualidade.
c) discutir os prejuízos que as variações geram para uma língua em função da instabilidade causada ao idioma. 
d) demonstrar que nem toda variação culmina em mudança linguística, mas que alguns processos são significativos o suficiente para mudar a língua.
2- A partir da leitura do texto, é CORRETO afirmar que:
homens e mulheres apresentam distinções na fala que vão desde o vocabulário até a estruturação de determinadas concordâncias.
as línguas apresentam variações de vários tipos, mas nenhum é capaz de mudar o idioma.
as mudanças linguísticas, normalmente, ocorrem em função exclusivamente de variações dialetais.
existem na língua apenas diferenças condicionadas por fatores regionais e/ou sociais.
3-Todas as estratégias argumentativas foram utilizadas pelo produtor do texto, EXCETO:
enumeração.	B)analogia.		C)citação textual.			D) exemplificação.
4- Sobre a variação de sexo, pode-se dizer, de acordo com o texto, que ela está intimamente RELACIONADA:
à maneira distinta de ver o idioma.
à expectativa em torno de um determinado comportamento sociolinguístico.
à forma como as mulheres falam, que não é compatível com o sexo masculino. 
ao modo como as escolas ensinam a língua para homens e mulheres. 
5- Observe a frase abaixo:
“A gíria, definida como forma de utilização particular da língua por um grupo social, o qual se identifica por esse uso da língua e se protege do entendimento por outros grupos, pode também ser considerada como uma forma de dialeto social.”
O termo destacado RETOMA, no contexto, o seguinte vocábulo:
grupo social.B) gíria. C) utilização particular. D) língua.
6-Em todas as alternativas, a relação apresentada entre parênteses corresponde à ideia estabelecida pelo elemento coesivo destacado, EXCETO
“Assim, nem todos os casos de dialetos são significativos o suficiente para alterar ou mudar o idioma...” (conclusão)
“Enquanto o que se espera das mulheres é exatamente o contrário...” (tempo)
“Nem todos os processos de variação culminam efetivamente em um caso de mudança na língua, mas, muitas vezes, a ocorrência de duas formas coexistentes acaba sendo substituída por apenas uma.” (oposição)
d)“Incluem-se nesse caso também diferentes falares que encontramos no Brasil comoos falares gaúcho, nordestino, carioca,o chamado dialeto caipira, etc.” (comparação)
7- Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa uma inadequação da linguagem usada ao contexto.
a)“O carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito” __ um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando.
b)“Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” __ alguém comenta em uma reunião de trabalho.
c)“Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada empresa” __ alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
d)“Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros” __ um professor universitário em um congresso internacional.
8-O texto que OBEDECE às regras de concordância verbal da norma-padrão é:
a) Com a alta dos juros, o saldo devedor dos financiamentos habitacionais deverão aumentar cerca de 6% caso a TR permaneça elevada por seis meses. Isso significa que uma dívida de R$62.867 aumentará para R$66.432 no período de dozes meses.	(O GLOBO - 13/9/98)
b) Dos dois mil eleitores de todo o país consultados pelo Ibope entre 6 e 10 de agosto, 22% disseram que costumam assistir ao programa até o fim e 30 %, algumas partes. Mas 33% desligam a TV e 9% mudam para o canal a cabo ou para o vídeo. Os maiores índices dos que assistem a todo o programa estão entre os de menor grau de instrução... (A GAZETA - 16/7/98) 
c) A utilização competente destes instrumentos processuais têm permitido que o judiciário, principalmente nos casos de vícios presumíveis nos editais de venda e transferência de controle das empresas estatais para empresas privadas, decidam (pre)liminarmente pela suspensão dos editais ou de cláusulas específicas. (O GLOBO - 26/7/98)
d) O Ministério da Saúde lançou ontem, no Rio, o Programa de Combate ao Câncer de Colo Uterino, que pretende atingir pelo menos 4 milhões de mulheres este ano. Entre as metas do programa estão a redução de incidência da doença e do número de óbitos motivados principalmente pela falta de um diagnóstico precoce. (O ESTADO DE MINAS - 1/8/98)
e) A redução das alíquotas do IPI vinha sendo pleiteada pelas montadoras desde novembro passado, quando foram elevadas em cinco pontos, dentro do pacote de ajuste fiscal do governo. Na época havia estimativas de que o aumento do IPI dos carros, em cinco pontos percentuais, e das bebidas, em dez pontos, proporcionariam uma arrecadação extra de R$800 milhões neste ano. (O ESTADO DE MINAS - 1/8/98)
9- Reescreva os trechos em destaque, usando o nível coloquial.
a) Isso é muito desagradável.
b) Mantenha-se calmo quando seu filho lhe perguntar algo sobre bebês.
c) Perca a esperança porque está claro que ninguém vai se acusar.
d) Controle-se, não fique nervoso com a bagunça que você vai encontrar.
10- Identifique o nível de linguagem usado nas frases abaixo:
Ela não está nem aí pro que você faz ou não.
Toda criança tem direito à moradia.
Criança acha melhor cair morta que dedurar os outros.
Segure a barra, moçada. O pior ainda vem.
V.Sª. precisa prestar mais atenção a esses problemas.
11- Reescreva as frases do exercício anterior, mudando o nível de linguagem.
12- Reelabore o diálogo abaixo, usando o nível formal.
__ Ô meu, vê se não me deixa numa furada. Essa de pagar mico toda hora já tá me azucrinando todo e mais, no arrasta-pé das minas lá no morro, não vai aprontar pra cima de mim.
__ Podes crer, irmão! Não vou deixar a peteca cair e nem dar mancada. O lance é o seguinte: a amizade aqui vai sacar uma mina que é um estouro e você vai ficar babando!
13- Casamento de classe média. Noivos: Suzana e Nestor.
Espaço: igreja repleta de convidados.
Cena: Encaminhamento normal da cerimônia até a hora do “sim”. Nestor diz “sim”. Todavia, quando chega a vez de Suzana, esta se levanta, encara as pessoas e diz: “Gente, eu pensei e não vai dar. Não quero me casar.”
Pânico geral. Burburinhos, gestos descontrolados. Os convidados se agitam. A mãe do noivo desmaia...
Considerando o nível de linguagem, escolha quatro das personagens abaixo e imagine que comentário fizeram.
- Padre _____________________________________________________________________________
- “Amiga fofoqueira ____________________________________________________________________
- Jornalista __________________________________________________________________________
- Casal de namorados adolescentes ______________________________________________________
- Avô de Nestor ______________________________________________________________________
- Marli, sobrinha de 10 anos _____________________________________________________________
ACENTUAÇÃO GRÁFICA - REGRAS BÁSICAS
1. Acentuam-se as palavras MONOSSÍLABAS TÔNICAS (que apresentam uma única sílaba, pronunciada com intensidade), terminadas em:
-a(s), -e(s), -o(s). 		Ex.: pé(s), pá(s), nó(s), mês, fé(s), má(s), etc.
2. Acentuam-se as palavras OXÍTONAS (a tonicidade recai sobre a última sílaba) terminadas em: 
-a(s), -e(s), -o(s), -em e –ens.		Ex.: sofá(s), Amapá, café(s), cipó(s), também, parabéns.
3. Acentuam-se as PAROXÍTONAS (a tonicidade recai sobre a penúltima sílaba)terminadas em-l, -n, -x, -r, -i(s), -u(s), -ão(s), -ã(s), -um, uns, -ps e ditongos seguidos ou não de –s.
Ex.: nível, hífen, tórax, caráter, júri(s), vírus, órgão, órfã(s), álbum, fóruns, bíceps, série, colégio, estágio, área(s), imundície, tábua(s).
4. Acentuam-se todas as palavras PROPAROXÍTONAS (a tonicidade recai sobre a antepenúltima sílaba).
Ex.: lâmpada, pêssego, ,âncora, esplêndido, zoológico, etc
OBSERVAÇÕES:
( As regras de acentuação relacionam-se com as terminações das palavras.
( Observe as regras dasoxítonas e das paroxítonas. Noteque as terminações que exigem acento nas oxítonas não exigem nas palavras paroxítonas e vice-versa, por isso não é necessário decorar o grande número de terminações que exigem acento nas paroxítonas. Basta que você conheça as regras das oxítonas, que são em número bem menor.
( Os monossílabos tônicos são acentuados como as oxítonas (só não levam acento se a palavra terminar com –em ou ens.
O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Com o objetivo de criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa surgiu, então, Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no Brasil em 2009.Os países que possuem o Português como língua oficial e participam desse Acordo são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
MUDANÇAS NAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éie óidas palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). 
Antes:			Depois 			Antes:			Depois 
colméia		colméia			heróico		heroico
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus,ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êeme ôo(s). 
Antes				Depois			Antes				Depois
Abençôo			abençoo		Perdôo				perdoo
Crêem				creem			Vêem				veem
TREMA
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. 
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Müller
MUDANÇAS NO ALFABETO - A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y, Z (passa a ter 26 letras com a incorporação do K, Y e W).
ACENTO DIFERENCIAL - Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), e pêra/pera.
Como era: Para entregar as pizzas encomendadas por Carlinhos,Geraldo pára sua moto em frente ao sacolão. 
Como ficou: Para entregar as pizzas encomendadas por Carlinhos, Geraldo para sua moto em frente ao sacolão. 
1- Compare os seguintes pares de palavras e explique por que apenas uma delas é acentuada.
a)HÍFEN – HIFENS ___________________________________________________________________________________________
b) BELÉM- ITEM ___________________________________________________________________________________________
2- No texto que segue, algumas palavras foram transcritas sem o necessário acento gráfico. Identifique essas palavras, acentue-as e justifique a acentuação.
A miseria no Brasil ja tem o tamanho do Estado de São Paulo. Pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisa Economica Aplicada (IPEA), da Secretaria de Planejamento da Presidencia da Republica, estima em 31.679.095 o numero de indigentes no país, o equivalente à população paulista. São 9,2 milhões de familias cuja renda permite, no maximo, a compra de uma cesta basica de alimentos por mes.
As historias desses brasileiros formam uma especie de manual de sobrevivencia.
3- (PUC SP) Assinale a opção em que os vocábulos obe​decem à mesma regra de acentuação gráfica:
a) terás/límpida			d) incêndio / também 
b) necessário/verás			e) extraordinário/ incêndio
c) dá-lhes / necessário			
4-Coloque o devido acento gráfico nas palavras abaixo, sempre que houver, procurando justificar seu uso.
1- quisesseis						26- obliquo
2- lampada						27- circuito
3- flor							28- cinquenta
4- juiz							29- necropsia
5- juizes						30- arcaico
6- destrui						31- heroico
8- permiti						32- ruim
9- quis							33- cafeina
10- destruiste						34- graudo
11- supos(ele)						35- arduo
12- amavel						36- para (ele)
13- femur						37- saiste
14- rubrica						38- saude
15- atras						39- papeizinhos
16- japones						40- sanguineo
17- japonesa						41- gratuito
18- louvassemos					42- recem
19- album						46- rubrica
23- hifens						47- detem (eles)
24- perua						48- cancer
25- protons						49- adeus
As questões 1, 2 e3referem-se ao pequeno fragmento histórico da Língua Portuguesa. 
Leia-o e observe-o com atenção. 
O português é o desenvolvimento do latim vulgar lusitânico, variante do latim vulgar levado pelos romanos, que invadiram a Península Ibérica em 218 a.C. Em 409, com a invasão dos germânicos (vândalos, suevos, e alanos), a unidade romana rompeu-se definitivamente: embora o latim escrito tenha resistido como língua de cultura, o latim falado diversificou-se rapidamente. Posteriormente (711), os árabes invadiram a península e dominaram com relativa facilidade, pois lá encontraram um povo de sucessivas invasões. A região entre o Douro e o Minho, campos de batalhas frequentes entre cristãos e árabes,era escassamente povoada. Para consolidar a posse desta região, D. Afonso IV de Castela instituiu em 1095 o Condado Portucalense (de onde deriva portucale, português) onde era falado o galego português. Esta língua foi levada pela reconquista para o sul atéAlgarve (séc. XIII). Por volta de 1350, época em que se extinguiu a escola literária galego-portuguesa, o português, já separando do galego por uma fronteira política, tornou-se a língua oficial de Portugal. Com a expansão ultramarina do séc. XVI, o português foi levado aos arquipélagos da madeira e dos Açores, à África, ao Brasil e à Ásia.
O português desenvolveu-se na faixa ocidental e na Península Ibérica. Atualmente é a língua oficial não só em Portugal e no Brasil, mas também dos territórios de São Tomé, Príncipe, Ilhas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola (África). E também falada na Ásia (Goa, Damão, Diu, Ceilão, Java, Malaca e Macau) sob a forma de dialetos crioulos.Fonte:http://www.vestibular1.com.br/ – 20/3/2009 – adaptado. 
1-Conforme fragmento, a origem e o crescimento da Língua Portuguesa, como latim vulgar lusitânico (ou lusitano)– termo empregado para designar os dialetos de uma língua nativa de um país ou localidade, no caso conjunto de povos de origem indo-europeia, habitando a porção oeste da Península Ibérica (hoje grande parte de Portugal) –, foram desenvolvidos, principalmente, 
a) pela Literatura do latim. 			b) pelas Artes do latim. 
c) pelas falas situacionais do latim.		d) pela questão clássica do latim. 
e) pelo fator formal criado para a conquista de outras regiões. 
2- Países onde se fala o português – ou têm o português como língua –, conforme Portugal, Brasil, São Tomé, Príncipe, Ilhas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola, entre outras localidades, podem ser classificados como
a) lusos. 	b) lusófilos. 	c) lusitanos. 	d) lusófonos.		e) lusitânicos .
3- O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa*, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e em Timor Leste, iniciado no Brasil em 2008 e em vigor até 2011, apresenta algumas mudanças estabelecidas a seguir, EXCETO: 
a) Não se usa mais o hífen (–) quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Ex.: aeroespacial, autoescola, autoestrada e infraestrutura. 
b) Não se usa mais os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir. Ex.: Ele temdois carros ou Eles tem dois carros. / Ela vem passear ou Elas vem passear. 
c) O alfabeto passa a ter 26 letras, reintroduzidas as letras K, W e Y, passando a ser: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Ye Z. 
d) Não se usa mais o trema (¨) em palavras indicando gue, gui, que e qui. Ex.: aguentar, cinquenta, linguiçae ambiguidade. 
e) Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éie ói, das palavras paroxítonas. Ex.: Assembleia, boia, Coreia, europeia, estreia, ideia, jiboia e joia.
*Atenção!Esta questão apresenta apenas alguns exemplos das normas estabelecidas nas mudanças do Acordo Ortográfico. Consulte um guia prático que possa mostrar todas as alterações e a necessidade de já aplicarmos as novas regras no que é escrito. 
As questões 4e 5referem-se ao anúncio, a seguir, divulgado pela Coca-Cola – refrigerante conhecido e vendido em todo o mundo.
Fonte: http://farm1.static.flickr.com/161/353950707_cbb2f3a28c.jpg – 17/11/2009 – adaptado. 
4-Observando os discursos da linguagem não-verbal na propaganda da Coca-Cola, DESCREVA o principal motivo da inserção das imagens representadas por personagens que praticam os estilos musicais atuais – funk, samba, reggae e rap – dentro da garrafinha do refrigerante Coca-Cola. 
5- Slogan constitui um tipo de frase breve, incisiva e penetrante, usada em publicidade e propaganda.
a) EXPLIQUE a inferência que podemos destacar em relação ao slogan utilizado no anúncio: Viva o lado Coca-Cola da música. 
b) IDENTIFIQUE a tipologia textual associada. 
(UEM – Universidade Estadual de Maringá/PR – 2006 – adaptado) 
O fragmento a seguir foi retirado da entrevista concedida por Arnaldo Jabor ao jornal O Estado de S. Paulo, por ocasião dolançamento de seu novo livro Pornopolítica.
A política hoje é pornô?
É uma pornografia. Sabíamos da corrupção, das contradições brasileiras, mas desconhecíamos sua extensão. Vivemos um momento histórico muito importante, que é a descoberta de um país que não sabíamos que existia. Estamos muito maisinstruídos hoje que há 4, 5 anos. Entendemos muito mais de Brasil do que entendíamos e essa é a grande importância domomento que vivemos.
(Extraído do jornal O Estado de S. Paulo, 21/8/06, Caderno 2.)
Pornografia. [Do gr. Pornográphos, ‘autor de escritos pornográficos’, + ia.] S.f. 1. Tratado acerca da prostituição.2. Figura(s), fotografia(s), filme(s), espetáculo(s), obra literária ou de arte, etc., relativos a, ou que tratam de coisasou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar ou explorar o lado sexual do indivíduo. 3. Devassidão,libidinagem.
(Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. ed. Curitiba, 2004.)
6- DESTAQUE,das definições fornecidas pelo dicionário, qual(is) a(s) que justifica(m) o título da obra de Arnaldo Jabor – Pornopolítica. JUSTIFIQUE sua resposta
FedExé uma empresa estadunidense de transporte expresso de correspondências, documentos e objetos oferecendo ainda vários serviços de logística (ajuste de transporte). O termo FedExé um acrônimo (sigla formada pelas letras inicias de uma expressão com mais de uma palavra) do nome original da empresa Federal Express. 
Leia o anúncio de uma propaganda a seguir, divulgado pela FedEX, e responda :
Fonte: http://issovira.blogspot.com/2011/03/propagandas-criativas-midia-impressa.html– 25/5/2011 – adaptado.
7- A expressão e a comunicação da FedEx ao seu público-alvo, de forma a alcançá-lo, é usada em uma língua que envolve
A) unicamentea linguagem não-verbal. B) unicamentea linguagem verbal. 
C) a linguagem verbal e a linguagem não-verbal. D) a variedade linguística na união de dois países. 
E) a analogia dos gêneros: o masculino e o feminino. 
8- Domínio Discursivo é um espaço de produção discursiva ou de atividade humana que propicia o surgimento de discursos específicos, como o Jurídico, o Jornalístico, o Científico, o da Saúde, o Industrial, entre vários. O anúncio divulgado pela FedEx é uma instância que pertence ao Domínio 
A) do Lazer. 	B) do Esporte. 		C) Publicitário.		D)Ficcional. 		E) Comercial. 
9- A FedEx é uma empresa estadunidense de transporte expresso e busca persuadir os interlocutores por meio do anúncio e conquistar novos clientes em vários países do mundo. Assim, a imagem transmitida no anúncio mostra-nos, implicitamente, a capacidade da empresa quando apresenta a
A) destreza numa entrega: da “personagem” nos EUA à “personagem” na América do Sul. 
B) simplicidade no trabalho logístico desenvolvido: de janela para janela; casa para casa. 
C) visibilidade para os acessos nos contatos previstos: site, fedex.com,eo 0800 7033339. 
D) harmonia entre os países diferentes na Teoria dos Mundos: do primeiro ao terceiro. 
E) logomarca em dois pontos: ‘FedEx Express’ no produto entregue, e à direita no anúncio. 
“Os livros não são capazes de mudar o mundo, quem muda o mundo são as pessoas,
				os livros só mudam pessoas”
 Mário Quintana
OS DIFERENTES NÍVEIS DE LEITURA
				Por: Andréa Machado e Edson Teixeira 
	Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos,requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. 
	Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão
tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar.
	De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura
O PRIMEIRO NÍVEL é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, 
a semântica – é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.
	O SEGUNDO NÍVEL é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. 
É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”.
Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:
 Por que ler este livro? Será uma leitura útil? 
 Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? 
Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo.
LER É
armazenar informações; desenvolver;
ampliar horizontes; compreender o mundo;
comunicar-se melhor; escrever melhor;
relacionar-se melhor com o outro.
Pré-leitura 
Nome do livro Autor
Dados bibliográficos Prefácio e índice 
Prólogo e introdução 
Os passos da pré-leitura
	O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número 
da edição e o ano de publicação. 
	Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro, não é? É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia 
dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. 
Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. 
Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental!
A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? 
Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não:
PRÓLOGO: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal.
PREFÁCIO: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e
muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor.
INTRODUÇÃO: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema.
O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica.
	O TERCEIRO NÍVEL é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. 
	No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, VEJA, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. 
Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das idéias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento!
Fique atento!
	Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu.
Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos – isto será feito em outro momento!
O QUARTO NÍVELde leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitadosneste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário.
	Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário.
	Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visandoprincipalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro.
	Aproveite bem esta etapa de leitura!
	Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido.
	Um QUINTO NÍVEL pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. 
	Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitosàqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos! Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. 
	É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono! Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. 
	Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido. 			
				ENTÃO... BOA LEITURA!!
				A LEITURADE JORNAIS NOS TORNA ESTÚPIDOS?
							Rubem Alves
	O nome não me era estranho. Eu já o vira de relance em algum jornal ou revista . Mas não me interessei. Aquele nome para mim não passava de um bolso vazio. Eu não tinha a menor ideia do que havia dentro dele. Sou seletivo em minhas leituras. Leio gastronomicamente. Diante de jornais ou revistas eu me comporto da mesma forma como diante de uma mesa de bufê. Provo muito. Rejeito muito. Escolho poucas coisas. Concordo com Zaratustra: “Mastigar e digerir tudo, essa é uma maneira suína”.
	Aquele bolso devia estar cheio de coisas dignas de serem comidas, caso contrário não teria sido oferecido como banquete nas páginas amarelas de “Veja”. Mas eu não comi. Aí um amigo me enviou por e-mail cópia de uma crônica do Arnaldo Jabor a propósito do dito nome. Crônica que li e de que gostei: sou amante de pimentas e jilós.
	Senti-me parecido com o Mr. Gardner do filme “Muito Além do Jardim”, com Peter Sellers. Mr. Gardner jamais lia jornais e revistas.Fui até minha secretária e lhe perguntei, envergonhado, temeroso de que ela tivesse visto o dito filme e me identificasse com o Sr. Gardner. “ Natália, quem é Adriane Galisteu? Era o nome do bolso vazio. Ela deu uma risadinha e me explicou.
	À medida que ela me explicava, as coisas que eu havia lido começavam a fazer sentido e eu me lembrei de uma história que minha mãe me contava: uma princesinha linda que quando falava, de sua boca saltavam rãs, sapos, minhocas, cobras, lagartos...
	Terminada a explicação, fiquei feliz por não ter lido. Lembrei-me de Schopenhauer: “ No que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante. Essa arte consiste em nem sequer folhear o que ocupa o grande público. Para ler o bom, uma condição é não ler o ruim: porque a vida é curta, e o tempo e a energia, escassos...” Existirá a possibilidade de que a leitura de jornais nos torne estúpidos?
	O que está em jogo não é a dita senhora, que pode pensar o que lhe for possível pensar. O que está em jogo é o papel da imprensa. Qual a filosofia que a mova ao selecionar comida como essa que será servida ao povo?
	A resposta é tradicional: “ A missão da imprensa é informar.” Pensa-se que, ao informar, a imprensa educa. Falso. Há milhares de coisas acontecendo e seria impossível informar tudo. É preciso escolher. As escolhas que a imprensa faz revela o que ela pensa do gosto gastronômico dos seus leitores. Jornais são refeições, bufês de notícias selecionadas segundo um gosto preciso.
	Se o filósofo alemão Ludwig Feuerbach estava certo ao afirmar que “ somos o que comemos”, será forçoso concluir que, ao servir refeições de notícias ao povo, os jornais realizam uma magia perversa com os leitores: depois de comer eles serão iguais àquilo que leram.
	Faz tempo que parei de ler jornais. Leio, sim, movido pelo espírito apressado da leitura dinâmica; apressadamente, deslizando meus olhos pelas manchetes para saber não o que está acontecendo, mas para ficar a par do menu das conversas estabelecidas pelos jornais.
	Muita coisa importante e deliciosa acontece sem virar notícia, por não combinar com o gosto gastronômico dos leitores. Se não fizer isso, ficarei excluído das rodas de conversa, por falta de informações. Parei de ler jornais não por não gostar de ler, mas precisamente porque gosto de ler.
	As notícias dos jornais são incompatíveis com meus hábitos gastronômicos: leio bovinamente, vagarosamente, como quem pasta... ruminando. O prazer da leitura, para mim,está não naquilo que leio. Ler, só ler, é parar de pensar. É pensar os pensamentos dos outros. E quem fica o tempo todo pensando o pensamento de outros acaba desaprendendo a pensar os próprios pensamentos: outra lição de Schopenhauer.
	Pensar não é ter informações. Pensar é o que se faz com as informações. Pensar é dançar com o pensamento, apoiando os pés no texto lido: é isso que me dá prazer. Suspeito que a leitura meticulosa e detalhada das informações tenha, frequentemente, a função psicológica de tornar desnecessário o pensamento. Quem não sabe dançar corre sempre o perigo de escorregar e cair... Assim, ao se entupir de notícias como o comilão grosseiro que de entope de comida, o leitor se livra do trabalho de pensar.
	A maioria das notícias de jornais, eu não sei o que fazer com elas. Por nãoentendê-las. Penso: se eu não entendo a notícia que leio, o que acontecerá com o “povão”? Outras notícias só fazem explicar o que já se sabe. Detalhes cada vez mais minuciosos, as tramoias políticas e econômicas de um Maluf, de um Jader, nada acrescentam ao já sabido. Esse gosto pelo detalhe escabroso deriva da pornografia, que extrai os seus prazeres da contemplação dos detalhes sórdidos, que são sempre os mesmos.
	A dita reportagem sobre a tal senhora e as notícias sobre Jader e Maluf atendem às mesmas preferências gastronômicas. Será que as notícias são selecionadas para dar prazer aos gostos suínos da alma? E os suplementos culturais? Deveriam se chamar suplementos para os eruditos. É preciso ter doutorado para os entender. Não é comida para as pessoas comuns. Pessoas do povão nem mesmo os abrem.
	Ao final de sua crônica, o Arnaldo Jabor dá um grito: “ Os órgãos da imprensa devem ter um papel transformador na sociedade.” De acordo. Dizendodo meu jeito: os órgãos de imprensa têm que contribuir para a educação do povo. Mas educar não é informar. Educar é ensinar a pensar. Os jornais ensinam a pensar? Repito a pergunta: Será que a leitura dos jornais nos torna estúpidos? 
Rubem Alves, 67, educador, psicanalista e escritor, é professor emérito de Unicamp –autor de, entre outros, 
A Escola que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir. 
ESTRATÉGIA DE LEITURA			
Os Três Olhares
	Costuma-se ignorar, quase que a todo o instante, os “sinais” que recebemos/percebemos em nosso dia-a-dia. Direcionamos nossa atenção ao que nos interessa de fato e não damos importância ao que parece “marginal”.Contudo, os sinais podem ser tratados como forma de elaboração do pensamento em sala de aula. Apresentaremos agora uma técnica que pode ser aplicada à leitura e produção textual dos mais diversos tipos de texto: jornalístico, poético, narrativo, um conto, uma tira de quadrinhos. Para percebermos os sinais que recebemos todos os dias, precisamos exercitar nosso olhar e construirmos o pensamento (e o texto) por meio do olhar e, consequentemente, da palavra.
	Com a metodologia dos Três Olhares, podemos exercitar os três momentos do “pensar”: a apreensão, a compreensão e a conceituação/síntese.
	A apreensão baseia-se em ver os elementos significativos do texto; a compreensão em dar sentido aos elementos levantados e a conceituação em incorporar esses elementos à nossa realidade.
	É uma metodologia que usamos em nosso dia-a-dia sem dar-lhe a devida importância, quase intuitivamente. Exemplificando, podemos compará-las às etapas que percorremos quando conhecemos alguém, ou seja:
a) num primeiro encontro, observamos a pessoa em suas características externas, físicas, pessoais;
b) no segundo encontro, já tecemos alguns comentários sobre apersonalidade daquela pessoa. Passamos a conhecê-la melhor e ela já faz sentido para nós;
c) no terceiro encontro, nos identificamos com ela. Tem início um processo deconhecimento mais profundo. Há um cruzar de sentidos. Assim, também, acontece com relação ao objeto (imagem, figura, texto). Identificar um objeto e inteirar-se com ele tem a ver com o levantamento daspossibilidades, das suspeitas. É necessário dar um significado a ele e trazê-lo para a nossa realidade, contextualizar. 
Metodologias e Técnicas
1º Olhar: é o ENCONTRO com o objeto. É VER o objeto e fazer a COLHEITA de:sinais significativos, sugestões, coisas diferentes, suspeitas.Técnica: O que o objeto mostra? O autor se refere a quê? O objeto trabalha sobre
o quê? Que suspeitas ele abre? Parece com o quê? O que é?
2º Olhar: é o olhar da DEVASSA. É o ACOLHIMENTO do que se viu no objeto. É aceitar e reconhecer sentido entre a vida vivida e a representada. É um JULGAR, um olhar analítico.
Técnica: Há uma sequência lógica? De que forma se criam as imagens e que significados elas têm?
3º Olhar: é o olhar do MERGULHO no objeto. É hora de RECOLHIMENTO. AINTERAÇÃO e o AGIR. 
Da INTIMIDADE com o objeto.
Agora vamos ler as análises dos textos abaixo percebendo que foi feita através da metodologia dos três olhares com pequenas diferenças:
				O Lobo e o Cordeiro
Vamos mostrar que a razão do mais forte é sempre a melhor. 
Um cordeiro matava a sede numa corrente de água pura, quando chega um lobo cuja fome o levava a buscar caça. 
	- Que atrevimento é esse de sujar a água que estou bebendo? – diz enfurecido o lobo. – Você será castigadopor essa temeridade.
- Senhor – respondeu o cordeiro -, que Vossa Majestade não se encolerize e leve em conta que estou bebendo vinte passos mais abaixo que oSenhor. Não posso, pois, sujar a água que está bebendo.
-Você a suja – diz o cruel animal. – Sei que você falou mal de mimno ano passado.
- Como eu poderia tê-lo feito, se não havia sequer nascido? – respondeu o cordeiro. – Eu ainda mamo.
- Se não foi você, foi seu irmão.
- Eu não tenho irmãos.
- Então, foi alguém dos seus, porque todos vocês, inclusive pastores e cães, não me poupam. Disseram-me isso e, portanto, preciso vingar-me.
Sem fazer nenhuma outra forma de julgamento, o lobo pegou o cordeiro, estraçalhou-o e devorou-o.
A primeira questão que se pode propor quando se lêuma fábula é a seguinte: ela é a história de bichos ou de gente? O leitor poderia responder precipitadamente: de gente, é claro. Se lhe perguntássemos como é que elesabe disso, certamente responderia que lhe ensinaram na escola que as fábulas contam histórias de seres humanos representados por animais, plantas etc. Caberia então a pergunta: como é que os estudiosos chegaram a essa conclusão? Inferiram-na do fato de que há nos textos uma reiteração de traços semânticos, isto é, de elementos que compõem o significadodas palavras, que obriga a ler o texto de uma dada maneira.
Vejamos o que ocorre em nossa fábula. Inicialmente, temos dois animais: o lobo e o cordeiro. Poderíamos, então, pensar que se trata de uma história de bichos. No entanto, atribuem-se a eles procedimentos próprios dos seres humanos (dizer, castigar, responder, encolerizar-se, falar mal, não poupar, vingar-se), qualidades e estados exclusivos dos homens (enfurecido, temeridade, ter irmãos), formas de tratamento utilizadas nas relações sociais estabelecidas entre os humanos (Senhor, Vossa Majestade, você). Essa repetição, essa recorrência, essa reiteração do traço semântico humano desencadeia um novo plano de leitura. O primeiro plano de leitura é a história de animais. À medida, porém, que elementos com o traço humano se repetem, não se pode mais ler a fábula como uma história de bichos. Esses traços desencadeiam outro plano de leitura: o de uma história de homens. Nesse novo plano, o lobo é o homem forte que oprime o mais fraco, representado pelo cordeiro.
A recorrência de traços semânticos é que estabelecem que leituras devem ou podem ser feitas de um texto. Uma leitura não tem origem na intenção do leitor de interpretar o texto de uma dada maneira, mas está inscrita no texto como virtualidade, como possibilidade.
Lido de modo fragmentado, o texto pode parecer um aglomerado desconexo de frases a que o leitor dá o sentido que quiser e bem entender. Não é assim: há leituras que não estão de acordo com o texto e, por isso, não podem ser feitas. Mas talvez alguém perguntasse: um texto não pode aceitar múltiplas leituras? É verdade, pode admitir várias interpretações, mas não todas. São inaceitáveis as leituras que não estiverem de acordo com os traços de significado reiterados, repetidos, recorrentes ao longo do texto.
Há textos que possibilitam mais de uma leitura. Neles, as mesmas figuras têm mais de uma interpretação, segundo o plano de leitura em que forem analisadas. 
As anedotas, as frases maliciosas, de duplo sentido, os textos humorísticos jogam com dois planos de leitura. Neles, lê-se o que pertence a um plano em outro. 
Na anedota abaixo, por exemplo, enuncia-se a frase com uma entonação e ela é lida com outra.
A professora passou a lição de casa: fazer uma redação com o tema ‘Mãe só tem uma”.
No dia seguinte, cada aluno leu sua redação. Todas dizendo mais ou menos as mesmas coisas: a mãe nos
amamenta, é carinhosa conosco, é a rosa mais linda do nosso jardim etc. etc. etc. Portanto, mãe só tem uma...
Aí chegou a vez de o Juquinha ler sua redação:
“Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficaram na sala. Elas ficaram com sede e minha mãe pediu para eu
ir buscar coca-cola. Aí eu gritei para minha mãe: ‘Mãe, só tem uma!’”.
Para que haja uma anedota, ou duplo sentido, é preciso que haja duas leituras em algum nível linguístico. 
Um texto pode ter várias leituras, bem como pode jogarcom leituras distintas para criar efeitos humorísticos. Entretanto, 
o leitor não pode atribuir-lhe o sentido que bem entender. Ele contém marcas de possibilidade de mais de um plano de significação. A primeira são as palavras com mais de um significado. Elas são chamadas relacionadores de leituras, pois apontam para mais de um plano de sentido. É o caso de Pelotas ou da frase Mãe só tem uma tomados em dois sentidos nas piadas acima. A outra são palavras ou expressões que não se integram no plano de leitura proposto e, por isso, desencadeiam outro plano de sentido. São denominadas desencadeadores de leituras. 
O leitor cauteloso abandona interpretações que não estejam apoiadas no texto e em suas recorrências.
Texto Comentado
O texto abaixo é um poema de Carlos Drummond de Andrade:
A Noite Dissolve os Homens
A noite desceu. Que noite!			Aurora,
Já não enxergo meus irmãos.			entretanto eu te diviso, ainda tímida, 
E nem tampouco os rumores 		inexperiente das luzes que vais acenderque outrora me perturbavam. 		e dos bens que repartirás com todos os homens.
A noite desceu. Nas casas, 			Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
nas ruas onde se combate, 			adivinho-te que sobes, vapor róseo, expulsando a treva noturna.
nos campos desfalecidos, 			O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos, 
a noite espalhou o medo 			teus dedos frios, que ainda não se modelaram 
e a total incompreensão. 			mas que avançam na escuridão como um sinal verde e peremptório. (decisivo)
A noite caiu. Tremenda, 			Minha fadiga encontrará em ti o seu termo, 
sem esperança... Os suspiros 		minha carne estremece na certeza de tua vinda.
acusam a presença negra 			O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes se enlaçam, 
que paralisa os guerreiros.			os corpos hirtos adquirem uma fluidez, 
E o amor não abrecaminho 			uma inocência, um perdão simples e macio...
na noite. A noite é mortal, 			Havemos de amanhecer. O mundo
completa, sem reticências, 			se tinge com as tintas da antemanhã 
a noite dissolve os homens, 			e o sangue que escorre é doce, de tão necessário 
diz que é inútil sofrer, 			para colorir tuas pálidas faces, aurora.
a noite dissolve as pátrias,
apagou os almirantes 
cintilantes! nas suas fardas.
 A noite anoiteceu tudo... 
O mundo não tem remédio. 
Os suicidas tinham razão. 
	O poema constitui-se em torno de três imagens: duas explícitas (noite e aurora) e uma implícita (manhã).
A primeira é a noite. Vai-se mostrando a chegada da noite numa gradação: desceu, caiu, anoiteceu. O último verbo indica que nada escapa à escuridão. A noite implica a dissolução de tudo: não se pode ver e não se pode ouvir. Ela espalha o medo e a incompreensão. A segunda imagem é a aurora, que é o momento da transformação das trevas em luz. É certo que a luz virá, mas a aurora é ainda indecisa. A terceira é a manhã, o momento de luminosidade plena. O texto é construído sobre a oposição escuridão X luminosidade.
 O primeiro plano de leituraestá estabelecido: a descida da noite com a escuridão e, depois, o aparecimento da aurora, que prenuncia a manhã. Trata-se de um nível de sentido cosmográfico. Há, no entanto, uma série de passagens que não se encaixam no plano de leitura proposto. O que são as ruas onde se combate, os campos desfalecidos, os guerreiros? Por que a aurora sobe sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações? Épreciso estabelecer um outro plano de leitura para explicar tudo isso. O verso O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos desencadeia um plano de leitura política do tema e ele ilumina-se. A noite é o período do domínio do nazi-fascismo no mundo. Foi uma noite mortal, porque produziu uma guerra mundial, espalhou o medo, as perseguições e as intolerâncias, bloqueou o caminho para os bons sentimentos, que pareciam não ter mais lugar no mundo. Ela dissolveu as pátrias, porque os fascistas tomaram muitos países. Foi uma noite sem esperança, uma vez que parecia que esse domínio duraria mil anos. Diante dessa desesperança, parece que as únicas atitudes a tomar são a indiferença (é inútil sofrer), a resignação (o mundo não tem remédio) ou o desespero (os suicidas tinham razão).
A manhã é o mundo democrático. A aurora é o momento de transição do mundo fascista para o democrático. Os aliados começam a ganhar a guerra e a fazer recuar os nazi-fascistas (treva). O sangue dos mortos na guerra é necessário para a vitória da democracia (colorir tuas pálidas faces, aurora). Ela começa a mostrar os primeiros sinais. A democraciaexpelirá o medo, abrirá caminho para o amor (as mãos dos sobreviventes se enlaçam), acabará com a fadiga da opressão. Depois da dureza da ditadura, haverá a flexibilidade da democracia. O mundo democrático ainda não está completamente configurado (inexperiente das luzes que vais acender e dos bens que repartirás com todos os homens; ainda se não modelaram), mas o poeta canta a certeza da sua vinda (avançam na escuridão como um sinal verde e peremptório; certeza de tua vinda; havemos de amanhecer; o mundo se tinge com tintas da antemanhã). 
O segundo plano de leitura trabalha com o par de contrários fascismo X democracia, homólogo à oposição morte X vida. 
O fascismo é morte, porque dissolve, porque é rigidez, a democracia é vida, porque é fluidez. 
Aplique a metodologia dos três olhares aos seguintes textos. Leia-os atentamente e faça uma análise competente:
TEXTO 01
			O (Des)classificado (Gil Carlos Pereira)
	Aquele anúncio deixado sobre o assento me perturbou muito. Eu sabia que haveria uma mudança. 
A situação era difícil. As coisas ultimamente estavam complicadas demais, principalmente após a morte de Jonas. Donana já não sabia o que fazer para manter a casa. Vendeu várias joias de família. Não deu. E agora mais essa.Vendo sofá fofinho, excelente para deitar;
Sonhar... e tal, motivo: mudança para quartinho
Onde só cabe o fundamental.
	Não esperava que isso fosse acontecer tão cedo. Há quanto tempo estava naquela casa. Já me considerava da família. De repente, tudo girou à minha volta. Tudo ficou de pernas para o ar.
	No início éramos só nós três: Jonas, Donana e eu. Quantas vezes as roupas foram jogadas no tapete e entre nós aquela cumplicidade silenciosa do encontro. De corpos entrelaçados. Coração batendo junto. Só respiração. O corpo saciado. A alma leve. Quantas noites. Dias. Sem culpas. Medo...
	Não demorou muito vieram as crianças: Joana e Douglas. Nova etapa. Eu era constantemente amassado, pisado. Brinquedos espalhados por todo canto. “Não pise aí, menina. Olha essa mão suja de chocolate . Xixi?” E eu ali, acompanhando de perto todas as estrepolias: topadas, tampinhas engolidas, corte no dedo, primeiro dia de aula... Primeiro namorado. O beijo escondido. As noites sem fim. “Gente, onde andaJoana? Três horas. A hora não passa.”Os quinze anos. A festa. Luzes por todos os lados. A valsa. O falatório. A risadinha. Fim de noite. E eu dividi com eles o cansaço de tudo. A ressaca de quem mergulhou fundo na felicidade.
	A vida foi passando. As coisas foram passando. As pessoas.
	O vestibular.
	O noivado. Aborrecimento.
	Casamento.
	Separação.
	As noites vazias: quantaslágrimas recolhi e continuam guardadas em mim. Silenciosamente. No aconchego das almofadas. Na maciez de meus braços. Sempreabertos . À espera.
	Pudesse eu parava o tempo. Certamente enfrentaria outras tempestades. Romperia novos nevoeiros. Descortinaria outras cenas. Mas o tempo... O tempo é breve.
	Jonas já morreu. A vida ficou sem graça. Meu companheiro de todas as tardes se foi. O silêncioera doloroso mas suportável . Donana foi perdendo o controle das coisas. Das pessoas. Da alegria. A casa parecia ninho sem filhotes. Mesmo assim, ali estava eu, quieto no meu lugar. Na (aparente) calma de quem nasceu para servir.
	Triiimmm! Triiimmmm! Alguém chamava.
-	É aqui que estão vendendo um sofá?
TEXTO 02
CILADA VERBAL (Affonso Romano de Sant´Anna)
Há vários modos de matar um homem:
Com o tiro, a fome
A espada
Ou com a palavra
ENVENENADA.
Não é preciso força.
Basta que a boca solte
A frase engatilhada 
E o outro morre 
- na sintaxe da
EMBOSCADA.
TEXTO 3
PROVÉRBIO REVISTO ( Newton de Lucca)
A voz do povo
É a voz de Deus
Que povo?
Que Deus?
O que beijou Stalin?
O que delirou com Hitler?
Ou o que soltou Barrabás?
( Será que Deus já não teria se enforcado em suas próprias cordas vocais?)
____________________________________________________________
A circulação social dos textos
Exercícios de interpretação
1- Leia o texto e complete-o corretamente:
					A ALMA DA FOME É A POLÍTICA
	A fome é exclusão. Da terra, da renda, do emprego, do salário, da educação, da economia, da vida e da cidadania. Quando uma pessoa chega a não ter o que ____________éporque tudo o mais já lhe foi negado. É uma _______________ de cerceamentomoderno ou de exílio. A MORTE EM VIDA. E exílio da terra. A alma da fome é a política.
	A história do Brasil pode ser __________________ de vários modos e sob ________________ ângulos, mas para a maioria ela é a ________________ da indústria da fome e da miséria. Um modo perverso de dividir o mundo em dois, produzindo um gigantesco apartheid.
Nesse campo, fizemos ______________ milagres de desenvolvimento . Um dos maiores PIB do mundo_________________ com a pobrezae a miséria mais espantosa. Aqui não houve lugar para o acaso. Tudo foi produzido como obra calculada. Fria.
	O resultado está aí diante dos olhos de todos. Uma parte ostensiva, rica, branca, educada, motorizada, dolarizada. Outra parte imensa na sombra, negra, analfabeta, dando duro todos os dias, comendo o pão que o diabo amassou em cruzeiros, reais. Dois __________________ no mesmo país , na mesma cidade, muito próximos pela geografia e infinitamente________________ como experiência de humanidade.
			(....)
	É gente que começa o dia_______________ o que comere que chega à noite sem nada. Pode-se imaginar o quadro _______________é o de todo dia para milhões de seres humanos: a fome de comidae de tudo. Há essa ________________ da vida da humanidade é incrível que isso aconteça. Como morrer de ___________________ ao lado de70 milhões de toneladas de grãos, de 8,5 milhões de hectares de terra, se todos estes brasileiros _____________________ ficariam saciados só com os 20% do desperdício? 
			(...)
	É assustador perceber com que naturalidade fomos virando um país de miseráveis, com que _________________fomos produzindo milhões de indigentes. Acabar com esta naturalidade, recuperar o sentido da indignação frente à degradação humana, reabsolutizar a pessoa como ___________________ e eixo da vida e da ação política é _______________
Para transformar a luta contra a fome e a misérianum imenso processo de _______________ do Brasil e de nossa própria dignidade. Por isso acabar com a fome não é só dar comida, e acabar com a _________________ não é só gerar emprego; é reconstruirradicalmente toda a sociedade, começando por incorporar agora 32 milhões de seres humanos ao mapa da ____________________.
			(...)
	 Por isso o _______________ de solidariedade, por menor que seja, é tão importante É um primeiro movimento no sentido oposto a tudo que se produziu até agora. Uma mudança de paradigma, de norte, de eixo, o começo de algo totalmente diferente. Como um olhar novo que ____________________ todas as relações, teorias, propostas, valores e prática, restabelecendo as basesde uma reconstrução radical de toda a ________________
Se a exclusão produziu a miséria, a _______________ destruirá a produção da miséria, produzirá a cidadania plena, geral e irrestrita. Democrática.
			(...)
	Se a indiferença construiu esse apartheid monstruoso, a solidariedade vai destruir suas bases. E essa energia existe com uma força surpreendenteentre nós, uma força capaz de contagiar quem menos espera e de ________________ uma nova cultura, a do reencontro. 
	(...)
	Há uma ________________força de mudança no ar, na terra. Há um _________________ poderoso, tecendo a novidade através de milhares de gestos de encontro. Há fome ___________________ entre nós , por sorte ou por virtude de um povo que ainda é capaz de sentir , de mudar e de impedir que se consume o desastre , o suicídio social de um país chamado Brasil. 
( Artigo publicado no Jornal do Brasil, 12 set. 1993 Herbert de Souza e Carla Rodrigues, Ética e Cidadania, São Paulo, Moderna, 1995 p. 22 a 25) 
Leia o artigo a seguir e responda às questões 01, 02 e 03. 
Qual a diferença entre racismo e preconceito racial?
O “preconceito” é um (pré)conceito, uma pré noção, algo que se “estrutura” como “noção”, como “conceito” sem ter passado pelo crivo da inteligência, da reflexão. Na vida do ser humano, tudo é baseado em “conceitos”. O conceito de “bom”, de “ruim”, “belo”, “sociedade”, “ciência”, “trabalho”, “casa”, “amor”, “religião”, “língua”. Todas as palavras que emitimos expressam conceitos. Inúmeras vezes lançamos mão de conceitos que são, na verdade, pré-conceitos. E quando é que uma “ideia” é pré-conceito? Quando se assenta sobre uma ideia errônea, equivocada, especialmente quando se assenta em “ouvi dizer”, “todo mundo diz isso”, “todo mundo pensa assim”... Essas, entre outras, são “ideias” de “senso comum” e, como tais, são sempre equivocadas.
[...]
No caso do preconceito racial, perpetrado historicamente no Brasil e no mundo, fez com que fossem subjugadas etnias, culturas, saberes. O preconceito racial é um preconceito que tem feito muito mal à humanidade. E, do preconceito ao racismo existe uma distância muito pequena, muito tênue. Ou, poderíamos dizer que não há diferença entre preconceito e racismo. Pois, se o preconceito se passa em nível interno (do ponto de vista do conhecimento – errôneo já dissemos), o racismo se passa em nível externo, do ponto de vista comportamental. E será quase impossível conseguirmos um comportamento não discriminatório, quando nosso pensamento, nossa vontade, nosso movimento é discriminatório.
Fonte: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/servicos/faq_resposta.asp?cod_canal=69&cod_pergunta=5316– 23/5/2011 – adaptado.
Crivo –s.m. Peneira de fio metálico; interação.
Ultrajar – v.t. Ofender fortemente, insultar.
Tênue – adj. Delgado, frágil..
1- No contexto, a palavra ‘preconceito’, relacionada à palavra conceito,significa um tipo de
A) racismo histórico. 	B) distinção biológica. 		C) conhecimento vasto. 
D) compreensão vaga. 	E) palavras emitidas. 
2- A conexão de sentido entre as palavras Preconceito e Racismo dá-se no meio social em virtude do conceito humano no nível
A) interno do conhecer. 	B) externo do conhecer. 		C) interno e no externo. 
D) de ação sociocultural. 	E) moral e no ideológico. 
3-Leia o período:Inúmeras vezes lançamos mão de conceitos que são, na verdade, pré-conceitos.
A palavra ‘inúmeras’é o ajuste feito no artigo com o substantivo ‘vezes’, o que chamamos de Concordância Nominal: termos da oração em sua adaptação. Essa concordância pertence à palavra ‘inúmero’, que quer dizer algo excessivo (que não se pode contar), e gramaticalmente é classificada como um(a) 
A) adjetivo. 	B) advérbio. 	C) preposição. 	D) pronome relativo. 	E) conjunção.
A charge a seguir aborda o tema “medicina no esporte”. Leia-a e responda a questão 04 
Fonte: http://rodolfolucena.folha.blog.uol.com.br/arch2006-11-01_2006-11-30.html– 23/5/2011 – adaptado.
4- A informação transmitida pela charge a respeito do trabalho realizado pela Medicina do Esporte é o(a) 
A) facilidade com o alongamento. 	B)força nos tecidos musculares. 
C) aumento da aptidão esportiva. 	D) ajuste entre o médico e o atleta.
E) beleza feminina nas entregas. 
Leia o poema a seguir, de Mário Quintana, e responda as questões propostas:
As civilizações desabam
por implosão
depois,
como um filme passando às avessas,
elas se erguem em câmera lenta do chão.
Não há de ser nada...
Os arqueólogos esperam, pacientemente,
a sua ocasião!
		Fonte: http://quintanaeterno.blogspot.com/2009/07/poemas-curtos.html – 25/5/2011 – adaptado.
civilizaçõesdesabampor implosão
5- Os dois versos do poema de Mário Quintana mostram pelo contexto que o desabamento de uma civilização ocorre em virtude da ocorrência de um fator
A) avesso, em criação.		B) incoerente e inapto. 			C) catastrófico, violento. 
D) externo, de explosão. 	E) interno, em si mesma. 
6-O objetivo que o poema apresenta em sentido figurado para o leitor é o(a) 
A) trabalho de uma pessoa que estuda os rastros antigos da sociedade. 
B) luta armada entre as nações ou entre partidos da mesma civilização. 
C) ausência de habilidade de uma pessoa ao sentir desgosto ou tristeza. 
D) conexão entre as experiências e as atitudes na vida de cada pessoa. 
E) ansiedade de uma pessoa (arqueólogo) para agir nas circunstâncias. 
Oartigo a seguir aborda a função da linguagem científica. Leia-o e responda :
Linguagem Cientifica: um caminho de regras para um mundo social e cultural
Por Solange Gomes da Fonseca
A linguagem científica tem características próprias que a distinguem da linguagem comum. Essas características não foram inventadas em algum momento determinado. Ao contrário, foram sendo estabelecidas ao longo do desenvolvimento científico, como forma de registrar e ampliar o conhecimento. Essas características, muitas vezes, tornam a linguagem científica estranha e difícil para os leitores. Reconhecer essas diferenças implica em admitir que a aprendizagem da ciência torna-se inseparável da aprendizagem da linguagem científica. Ela precisa ser isenta de qualquer ambiguidade. Ela tem especificidade própria, possui terminologia especifica que possibilita a adequada transmissão de ideia. Numa construção textual, as regras não podem ser ignoradas pelo seu redator, mas devem primar-se pelo domínio e o uso das propriedades da linguagem científica para evitar exposições subjetivas ou ambíguas. Todavia, a consulta a essas regras será de pouca valia se o redator não possuir o domínio do conteúdo enfocado.
[...]
Essa diversidade está condicionada ao que denominamos de “gêneros textuais”, cuja característica principal é representar as mais variadas situações comunicativas. Todos eles com uma finalidade específica, seja no intuito de informar, persuadir, entreter, conversar, entre outros objetivos.
É na linguagem científica que se deve ter clareza, objetividade, escritas em ordem direta e com frases curtas. Portanto, nós, escritores, precisamosnos adequar às nossas redações ao iniciarmosnuma instância científica. É na linguagem cientifica que todo pesquisador deve escrever de acordo com os padrões exigidos pela ciência, investindo-se na construção das competências de todo ser humano, possibilitando a participação de vários sujeitos nos diálogos sociais e culturais. [...]
Fonte: http://www.portalliteral.com.br/artigos/linguagem-cientifica-um-caminho-de-regras-para-um-mundo-social-e-cultural– 27/5/2011 – adaptado. (Fragmento).
7-O artigo coloca como tema principal 
A) as diferenças presentes nas áreas de Linguagem Científica. 
B) a adaptação enunciativa social numa Linguagem Científica. 
C) os erros nos discursos sociais: linguagem formal ou informal. 
D) a ampla presença intertextual em uma Linguagem Científica.
E) o argumento individual do próprio autor em seu texto elaborado. 
Numa construção textual, as regras não podem ser ignoradas pelo seu redator, mas devem primar-se pelo domínio e o uso das propriedades da linguagem científica para evitar exposições subjetivas ou ambíguas.
8- Nesse fragmento do artigo, as palavras ‘subjetivas’ e ‘ambíguas’, mantendo o mesmo sentido apresentado, podem ser substituídas pelas palavras
A) individuais ou imprecisas. 		B) pessoais ou precisas. 	C) individuais ou paradoxais. 
D) informais ou populares. 		E) aptas ou inaptas. . 
Mesmo que numa polifonia de vozes, o sujeito nunca constitua autor isolado, é importante saber adaptar os argumentos que produz.
9- Segundo o artigo, mesmo com a presença polifônica em qualquer discurso, várias falas que acontecem nas relações entre os sujeitos, o autor de uma Linguagem Científica deve fazer do seu argumento um foco
A) dúbioediversificado. 	B) paradoxal, contraditório. 	C) subjetivo e de interação. 
D) comunicativo no gênero. 	E) completamente individual. 
Esse slogan político do candidato do PSDB foi criticado por outros partidos na eleição brasileira em 2010, pelo fato de imitar um slogan usado por um candidato à presidência dos Estados Unidos, na eleição lá realizada em 2008. O candidato que pertence ao Partido Democratavenceu e hoje é o atual presidente do país, Barack Obama. 
10- O slogan estadunidense usado em 2008 possui o mesmo sentido, com os mesmo vocábulos, quando traduzido para a Língua Portuguesa – Sim, nós podemos!’ –, sendo, portanto:
A) ‘Country First !’.B) ‘Yes, America Can!’.C) ‘Read my lips!’.D) ‘Yes, we can!’.E) ‘Power tothepeople!’. 
Leia o poema de Fernando Pessoa(1888 – 1935, Lisboa, Portugal) e responda à questão 11.
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!
Fonte: http://blogdomarson.zip.net/images/reforma-ortografica.JPG – 30/5/2011– adaptado.
11- O foco principal do poema é o de destacar a importância da vida na atuação de uma pessoa, de forma que ela
A) siga em frente, independente das circunstâncias. 
B) perceba a alegria presente em todos os aspectos. 
C) ame a outra, por ser o único amor que se encontra. 
D) lembre das saudades que a marcam e a protegem. 
E) aja adequadamente, nas diversas circunstâncias. 
Leia o anúncio a seguir, divulgado pela Nutry– produto de uma empresa brasileira que produz e comercializa barra de cereal –, e responda às questões12, 13 e 14.
Fonte: http://doisquartos.tumblr.com/ – 30/5/2011– adaptado
12- Conforme o contexto e o interdiscurso, o anúncio mostra que os interlocutores focados nesse gênero persuasivo são os(as)
A) nutricionistas.					B) pais (responsáveis). 		C) filhos (pertencentes). 
D) pais (responsáveis) e os filhos (pertencentes). 	E) atletas profissionais e os não profissionais. 
13-A compreensão dos interlocutores ao ler e observar o anúncio é realizada pela relação de dois enunciados distintos no sentido literal – alimento e super-herói –, mas que interagem num sentido figurado possibilitado pelo conhecimento sócio-histórico já previsto: título e imagem de um herói que já existia, mas inserido em outra informação, o alimento saudável. A interação desses dois enunciados nesse discurso do anúncio denomina-se
A) Metalinguagem. 		B) Intertextualidade. 		C) Morfossintaxe. 		
D) Linguagem Culta. 		E) Linguagem Popular. 
Todo Super-herói tem um segredo!!!
14- O segredo de ser um verdadeiro Super-herói, de acordo ao discurso no anúncio, é implicitamente divulgado aos leitores, com a força influenciada pelo(a)
A) própria capacidade. 		B) alimentação Nutry. 			C) pai/mãe e pela Nutry. 
D) saúde e o bem-estar. 	E) controle na alimentação. 
As questões 15, 16 e 17referem-se à charge a seguir, destacando certa ironia presente entre as falas e os pensamentos dos interlocutores.
Fonte: http://www.acessa.com/galera/arquivo/humor/2003/11/3-charges/charge3.jpg – 8/6/2010 – adaptado.
15-O ponto principal da retextualização, ocasionando humor da charge acima, é a
a) fala de uma esposa pelo balãozinho, mostrando ‘quem manda no pedaço’. 
b) imagem da sogra que é transmitida por uma sombra que tumultua o genro. 
c) utilização de uma palavra em língua inglesa de grande destaque Halloween. 
d) imagem que transmite a relação ‘fala’ e ‘pensamento’ entre os personagens. 
e) relação entre as imagens: abóbora iluminada(Halloween) e a visita da sogra. 
16- A imagem de um dos personagens, identificada pela ironia por aparentar um ser do inferno, caracteriza-se pelo
a) pensamento dos demais personagens envolvidos. 
b) pensamento somente de um dos personagens: o genro. 
c) ato real que destaca a sua própria vivência no dia a dia. 
d) costume abordado no evento cultural: o dia das bruxas. 
e) transcurso de origem pagã, na história do Halloween. 
17- A ironia presente na charge é destacada e reconhecida pelos interlocutores no costume cultural identificado pelo(a) 
a) Dia das Bruxas – Halloween. b) maldade nas ações dos genros. c) crueldade das esposas nos lares. 
d) crítica de sogras insuportáveis. e) engano casual nos pensamentos. 
As questões 18,19 e 20 referem-se à charge a seguir, em uma placa utilizadaem determinada cidade no Brasil. 
A charge critica as situações políticas que podem ocorrer em todo o país.
Fonte: http://olhosdonorte.files.wordpress.com/2009/04/charges.jpg – 10/6/2010– adaptado.
18- A pergunta feita na charge pelos dois personagens pode ser inferida no quadrinho pela dúvida que eles tiveram 
a respeito das discrepâncias políticas em que apresentam 
a) candidatos inimigos em uma eleição, mas “amigos” atualmente, algo que prejudica o povo no Brasil.
b) os eleitos ao buscar toda a melhoria das dificuldades sociais, mostrando-se amigos de todo o povo. 
c) a necessidade de todo candidato ser eleito quando ele discursar algo que envolve o bem-estar social. 
d) a atenção em escolher um candidato se ele prometer ser amigo de todos, até mesmo do concorrente. 
e) o costume que envolve todo o bem-estar social: pedir desculpas e ser sempre amigo de outro cidadão. 
19- A charge liga as caricaturas das imagens à pergunta feita pelos personagens que representam o povo à resposta feita pelos personagens que representam os políticos. Essa declaração dos personagens políticos – Inimigos são vocês! – constitui um tipo de sentença que responde à dúvida realizada anteriormente, sendo algo verdadeiro ou falso, de acordo com uma conversa em certo debate. Esse tipo de texto, como em um diálogo, é chamado de
a) Narração. 	b) Exposição. 	c) Argumentação. 	d) Injunção. 	e) Descrição. 
20-A atenção destacada pela charge, em relação à questão política nos período de eleição, é
a) o descaso apresentado pelos eleitores. 		b) o cuidado apresentado pelos candidatos.
c) a boa amizade realizada entre os candidatos. 	d) a falta de amizade prevista entre a população. 
e) a persuasão dos candidatos aos eleitores. 
As questões 21, 22 e 23referem-se à tirinha a seguir, dos personagens Calvin e Haroldo, criada, escrita
e ilustrada pelo autor norte americano Bill Watterson.
Fonte: http://menzye.files.wordpress.com/2009/02/calvin-e-haroldo-final.jpg – 11/6/2010 – adaptado.
21- Percebendo no último quadrinho que o personagem Haroldo consiste exatamente em um tigre de pelúcia, suas falas nos quadrinhos anteriores evidenciam-nos, na imagem transmitida na tirinha, de acordo à retextualizaçãomontada,
a) a possibilidade de conversar com brinquedos. 	b) a fantasia em conversar com animais felinos. 
c) a preocupação de Calvin com o dever de casa. 	d) a vontade de conversar com seu amigo, Calvin. 
e) a imaginação de Calvin transmitida a Haroldo. 
22- A fala de Calvin a Haroldo, O que você disse? Não estava escutando... , revela aos leitores (interlocutores
da tirinha) que cada ser humano deve, em seu próprio pensamento, de acordo com a situação apresentada, 
a) conversar somente com a pessoa de quem realmente gosta. 
b) conversar antes de tudo com seu amigo para que ele não fuja. 
c) priorizar o que pede seus responsáveis, evitando desgaste. 
d) enfatizar certa prioridade, evitando erros e perda de tempo. 
e) nunca se atentar aos tipos de conversas com certos objetos. 
23- O momento situacional do espaço, além das solicitações de sua mãe e a data prevista para entrega do trabalho, ao observarmos os quadrinhos da tirinha, é que o personagem Calvin pensou em sua melhor opção, permanecendo dentro de casa, foi também o(a)
a) desinteresse em sair e de brincar com Haroldo. b) desinteresse de Haroldo ajudá-lo a fazer o trabalho. 
c) caso de estar muito frio, nevando pra caramba. d) interesse sempre presente: fazer um trabalho. 
e) falta de criatividade de Haroldo para sair e brincar. 
“Pela primeira vez na história da humanidade, mais de um bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de subnutrição em todo o mundo. O aumento da insegurança alimentar que aconteceu em 2009 mostra a urgência de encarar as causas profundas da fome com rapidez e eficácia.”
Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação [FAO], primeiro semestre de 2009.
24- Tendo em vista as questões levantadas pelo texto, éCORRETO afirmar que
a) a principal causa da fome e da subnutrição é a falta de terra agricultável para a produção de alimentos necessários para toda a população mundial.
b) a proporção de subnutridos e famintos, de acordo com os dados do texto, é inferior a 10% da população mundial.
c) as principais causas da fome e da subnutrição são disparidades econômicas, pobreza extrema, guerras e conflitos.
d) as consequências da subnutrição severa em crianças são revertidas com alimentação adequada na vida adulta.
e) o uso de organismos geneticamente modificados na agricultura tem reduzido a subnutrição nas regiões mais pobres do planeta.
25- Qual o dito popular que se aplica à situação mostrada na tira a seguir?
.fonte: http://www.vestibulandoweb.com.br/gabaritos/ita-2010.asp – 11/6/2010 – adapt
a) Quem ao moinho vai, enfarinhado sai. b) Não se faz omelete sem quebrar os ovos. 
c) Ri-se o roto do esfarrapado e o sujo do mal lavado. d) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. 
e) Para bom mestre, não há má ferramenta
26- É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro.
EXPLIQUE o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar dos personagens na tira.
É possível afirmar que esse modo de falar caracterizado na tira é exclusivo do universo rural brasileiro?
	JUSTIFIQUE.
As questões 27e 28 referem-se ao anúncio publicitário divulgado pela marca Jontex, categoria de produtos preservativos da Johnson & Johnson, exibida provavelmente numa BR, rodovia de grande acesso. 
Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_qLRe5KLyZ6E/SUYuMN732YI/AAAAAAAAABQ/CJNcWufJXdM/s1600-h/projontex.jpg– 29/11/2009 – adaptado.
27- EXPLIQUE a ambiguidade – possibilidade de uma mensagem ter dois sentidos – apresentada pelo anúncio publicitário divulgado pela Jontex. 
28- O mesmo anúncio publicitário divulgado pela marca Jontex, caso fosse veiculado em outra mídia, não sendo uma placa exibida em acesso de trânsito, atingiria o mesmo objetivo da ambiguidade que chama a atenção dos leitores? JUSTIFIQUE sua resposta. 
As questões 29, 30 e 31referem-se ao artigo Marketing e a Arte de Comunicar, escrito e divulgado em um blog pela professora da Escola Superior Cândido Mendes, Rio de Janeiro (RJ), Maria Cecília Trannin. 
Marketing e a Arte de Comunicar
 Por Maria Cecília Trannin – 25/8/2002(Fragmento).
Comunicar.  Do latim "communicare", o ato de fazer saber;   tornar comum;  participar;  estabelecer ligação;  unir;  ligar.  Desde os mais remotos tempos, o homem sentiu necessidade de comunicar-se com seu semelhante através de códigos,  desenhos e gestos, mais tarde organizados em linguagem,  retrato de seus hábitos e sua cultura.  A velocidade com que as sociedades passam transformações políticas e socioculturais nos dias de hoje é acentuada e visualizada pela disponibilidade de comunicação em tempo real, possível graças ao desenvolvimento tecnológico.  Este deveria ser um fator de interligação entre os povos do mundo, mas nem sempre é.
 Para comunicar é preciso primeiramente perceber e aprender.  Como seres humanos, percebemos por meio do fluxo de informações que recebemos por meio de nossos cinco sentidos:  visão, audição, olfato, tato e paladar.  No entanto,  organizamos estas informações sensoriais de maneira individual.  Cada pessoa decodifica as informações percebidas de acordo a incontáveis fatores.   Vivemos hoje em um mundo onde comunicação é instantânea,  mas a mesma é decodificada por grupos de pessoas que percebem esta comunicação de acordo com a cultura de seu país.   "Pensar globalmente e agir localmente" já é rotina para a maioria das empresas que trabalham com marcas internacionais.  Pouquíssimas são as marcas mundiais.  Coca-cola, por exemplo, [...], transcendeu qualquer barreira geográfica e tem uma percepção de marca no mundo.  E ainda assim ,  justamente porque se preocupa com o entendimento do mercadolocal,  procura aproximar a marca dos seus consumidores veiculando imagens próximas da realidade de cada povo nas suas campanhas.  Não basta que a linguagem seja clara.  Não é suficiente que pesquisas de mercado sejam feitas,  visando antecipar o comportamento de compra de um determinado mercado. É preciso entender e aprender a formação histórica e cultural de um povo e de um país para poder comunicar-se com ele.
Fonte: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Marketing%20e%20a%20arte%20de%20comunicar.htm – 15/6/2010 – adaptado. (Fragmento).
29- Com base nas informações e nos argumentos apresentados pelo artigo acima a respeito de Comunicação, éCORRETO afirmar que 
a) os diálogos são transmitidos de acordo com o costume da linguagem que envolve a sociedade em cada país, conforme sentidos, classe e cultura, independente de uma percepção mundial. 
b) os diálogos são transmitidos de acordo com o costume da linguagem que envolve a sociedade em todo o mundo, conforme sentidos, classe e cultura, independente da percepção em cada país. 
c) os cinco sentidos dos seres humanos – visão, audição, olfato, tato e paladar – mantêm o mesmo tipo de linguagem transmitido no dia a dia, desde a história antiga. 
d) o mais importante para a inferência de uma linguagem constitui o eixo central de um texto apresentado, por não estar associado a fatores como o discurso, a intertextualidade e o enunciado. 
e) conforme exemplo mostrado pela empresa de refrigerantes, a Coca-Cola, o ato de Marketing e de Comunicação é englobado apenas pelas áreas de Publicidade e Propaganda. 
30-Os principais suportes que nos auxiliam, atualmente, de acordo com o contexto do artigo, em Pensar globalmente e agir localmentesão
a) as marcas mundiais utilizadas: Coca-Cola, McDonald’s, Sony etc. 
b) a percepção dos cinco sentidos: áudio, visão, olfato, tato e paladar. 
c) os discursos divulgados no dia a dia: enunciado e enunciação. 
d) os suportes tecnológicos: informática, computador e internet. 
e) as veiculações das imagens em vários públicos diversificados. 
31- É preciso entender e aprender a formação histórica e cultural de um povo e de um país para poder comunicar-se com ele.O pronome pessoal no singular, terceira pessoa do masculino, acima destacado, refere-se, morfossintaticamente, ao seguinte elemento dentro do enunciado que encerra o artigo: 
a) formação histórica e cultural. 	b) povo de um país. 
c) diálogo e linguagem. 		d) sentido de conhecimento. 
e) discurso e enunciado. 
As questões 32, 33 e 34referem-se à propaganda criada para veiculação em um outdoor da Hortifruti – uma das maiores redes de hortifrutigranjeiros do Brasil.
Fonte: http://entrenessa.com.br/wp-content/uploads/2009/09/GetAttachment4.jpg – 16/6/2010 – adaptado.
32- Parodiando o filme estadunidense de 1997, A outra face, do gênero ação, o objetivo da divulgação da propaganda da rede Hortifrutié caracterizado e identificado
a) apenas pela Intertextualidade, algo que se relaciona com outro texto. 
b) apenas pela Interdiscusividade, algo que se relaciona aos discursos sociais. 
c) pela Intertextualidade e pela Interdiscursividade, englobando o discurso social. 
d) pelo enunciado e pela enunciação, o que é escrito e o que é praticado em uma ação. 
e) pela resenha e pela sinopse como gênero textual, semelhante a filme e literatura. 
33- A frase A outra alface mostra-nos o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com determinado substantivo, o que chamamos de Concordância Nominal. As presenças de um artigo definido e de um pronome indefinido nos gêneros femininos chama-nos a atenção do vocábulo alface, por constituir um
a) artigo definido feminino. 	b) pronome definido feminino. 	c) adjetivo feminino. 
d) substantivo feminino. 	e) advérbio feminino. 
Dois rivais e uma certeza: a Hortifruti não tem igual.
34- A oração divulgada pelo discurso apresentado quer dizer:
a) mesmo sem gostar de alface, há outras plantas. 	b) até alfaces diferentes e naturais são oferecidas. 
c) as concorrentes oferecem alfaces bem distintas. 	d) a rede não oferece alface como planta herbácea. 
e) a alface oferecida não pode ser cultivada para salada. 
				ENADE ( FORMAÇÃO GERAL)
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
			ANDRESEN, S. M. B. Dual. Lisboa: Caminho, 2004. p. 73.
1- No poema, a autora sugere que
A) os príncipes e as princesas são naturalmente belos.
B os príncipes generosos cultivavam a beleza da princesa.
C a beleza da princesa é desperdiçada pela miscigenação racial.
D o trabalho compulsório de escravos proporcionou privilégios aos príncipes.
E o exílio e a solidão são os responsáveis pela manutenção do corpo esbelto da princesa.
	Exclusão digital é um conceito que diz respeito às extensas camadas sociais que ficaram à margem do fenômeno dasociedade da informação e da extensão das redes digitais. O problema da exclusão digital se apresenta como um dosmaiores desafios dos dias de hoje, com implicações diretas e indiretas sobre os mais variados aspectos da sociedadecontemporânea.
	Nessa nova sociedade, o conhecimento é essencial para aumentar a produtividade e a competição global. É fundamentalpara a invenção, para a inovação e para a geração de riqueza. As tecnologias de informação e comunicação (TICs)proveem uma fundação para a construção e aplicação do conhecimento nos setores públicos e privados. É nessecontexto que se aplica o termo exclusão digital, referente à falta de acesso às vantagens e aos benefícios trazidos poressas novas tecnologias, por motivos sociais, econômicos, políticos ou culturais.
2- Considerando as ideias do texto acima, avalie as afirmações a seguir.
I. Um mapeamento da exclusão digital no Brasil permite aos gestores de políticas públicas escolherem o público alvo de possíveis ações de inclusão digital.
II. O uso das TICs pode cumprir um papel social, ao prover informações àqueles que tiveram esse direito negado
ou negligenciado e, portanto, permitir maiores graus de mobilidade social e econômica.
III. O direito à informação diferencia-se dos direitos sociais, uma vez que esses estão focados nas relações entre
os indivíduos e, aqueles, na relação entre o indivíduo e o conhecimento.
IV. O maior problema de acesso digital no Brasil está na deficitária tecnologia existente em território nacional, muito aquém da disponível na maior parte dos países do primeiro mundo.
É correto apenas o que se afirma em
A I e II.		B II e IV.		C III e IV.		D I, II e III.		E I, III e IV.
Painel da série Retirantes, de Cândido Portinari.
Morte e Vida Severina(trecho)
�
Aí ficaras para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.
Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.
Trabalharás uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator
— Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo , colheita
- Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do Nordeste.
Será de terra 
tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
Será de terra
e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.
Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.
— Como és homem,
A terra te daráchapéu :
fosses mulher, xale ou véu.
— Tua roupa melhor
Será de terra e não de fazenda
não se rasga nem se remenda.
— Tua roupa melhor
E te ficará bem cingida
como roupa feita à medida.
João Cabral de Melo Neto. Morte e Vida Severina. 
Ri de Janeiro:Objetiva2008�
3- Analisando o painel de Portinari apresentado e o trechodestacado de Morte e Vida Severina, conclui-se que
A) ambos revelam o trabalho dos homens na terra,com destaque para os produtos que nela podemser cultivados.
B) ambos mostram as possibilidades de desenvolvimentodo homem que trabalha a terra, com destaquepara um dos personagens.
C) ambos mostram, figurativamente, o destino do sujeito sucumbido pela seca, com a diferença de que a cena
D) o poema revela a esperança, por meio de versoslivres, assim como a cena de Portinari traz umaperspectiva próspera de futuro, por meio do gesto.
E) o poema mostra um cenário prospero com elementosda natureza, como sol, chuva, insetos, e, porisso, mantém uma relação de oposição com a cenade Portinari.		
Dom Walmor Oliveira de Azevedo.
Disponível em:<http://etica-bioetica.zip.net>. Acesso em: 30 ago. 2010.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
4- A charge acima representa um grupo de cidadãos pensando e agindo de modo diferenciado, frente a uma decisão cujo caminho exige um percurso ético.
Considerando a imagem e as ideias que ela transmite,
I. A ética não se impõe imperativamente nem universalmente a cada cidadão, cada um teráque escolher por si mesmo os seus valores e ideias, isto é, praticar a autoética.
II. Aética politica supõe sujeito responsável por suas ações e pelo seu modo de agir na sociedade.
III. A ética pode se reduzir ao político, do mesmo modo que o político pode se reduzir à ética, em um processo a serviço do sujeito responsável.
IV. A ética prescinde de condições históricas esociais, pois é no homem que se situa a decisãoética, quando ele escolhe os seus valores e as suas afinidades.
V. A ética se dá de fora pra dentro, como compreensão do mundo, na perspectiva do fortalecimento dos valores pessoais.
A- I e II. B- I e V. C- II e IV. D- III e IV. E- III e V.
Revista Isto É 
5- O alerta que a gravura acima pretende transmitir refere-se a uma situação que
(A) atinge circunstancialmente os habitantes da área rural do País.
(B) atinge, por sua gravidade, principalmente as crianças da área rural.
(C) preocupa no presente, com graves consequências para o futuro.
(D) preocupa no presente, sem possibilidade de ter consequências no futuro.
(E) preocupa, por sua gravidade, especialmente os que têm filhos.
6- Os países em desenvolvimento fazem grandes esforços para promover a inclusão digital, ou seja, o acesso, 
por parte de seus cidadãos, às tecnologias da era da informação. Um dos indicadores empregados é o número de hosts, isto é, onúmero de computadores que estão conectados à Internet. A tabela e o gráfico abaixo mostram a evolução do número dehosts nos três países que lideram o setor na América do Sul. 
2003 		2004 		2005 		2006 		2007
Brasil 		2.237.527 	3.163.349	 3.934.577	 5.094.730 	7.422.440
Argentina	 495.920 	742.358 	1.050.639	 1.464.719	 1.837.050
Colômbia 	55.626		 115.158 	324.889	 440.585 	721.114
Fonte: IBGE (Network Wizards, 2007
Fonte: IBGE (Network Wizards, 2007)
Dos três países, os que apresentaram, respectivamente, o maior e o menor crescimento percentual no número de hosts, no período 20032007, foram
(A) Brasil e Colômbia. 	(B) Brasil e Argentina. (C) Argentina e Brasil.(D) Colômbia e Brasil. (E) Colômbia e Argentina 
7- Vamos supor que você recebeu de um amigo de infância e seu colega de escola um pedido, por escrito, vazado nos seguintes termos:
	“Venho mui respeitosamente solicitar-lhe o empréstimo do seulivro de Redação para Concurso, para fins de consulta escolar.”
Essa solicitação em tudo se assemelha à atitude de uma pessoa que
(A) comparece a um evento solene vestindo smoking completo e cartola.
(B) vai a um piquenique engravatado, vestindo terno completo, calçando sapatos de verniz.
(C) vai a uma cerimônia de posse usando um terno completo e calçando botas.
(D) frequenta um estádio de futebol usando sandálias de couro e bermudas de algodão.
(E) veste terno completo e usa gravata para proferir uma conferência internacional. 
8-Entre 1508 e 1512, Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano, um marco da civilização ocidental. Revolucionária, a obra chocou os mais conservadores, pela quantidade de corpos nus, possivelmente, resultado de seussecretos estudos de anatomia, uma vez que, no seu tempo, era necessária a autorização da Igreja para a dissecação de cadáveres. Recentemente, perceberam-se algumas peças anatômicas camufladas entre as cenas que compõem o teto. Alguns pesquisadores conseguiram identificar uma grande quantidade de estruturas internas da anatomia humana, que teria sido a forma velada de como o artista “imortalizou a comunhão da arte com o conhecimento”. Uma das cenas mais conhecidas é “A criação de Adão”. Para esses pesquisadores ela representaria o cérebro num corte sagital, como se pode observar nas figuras a seguir.
	
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BARRETO, Gilson e OLIVEIRA, Marcelo G. de. A arte secreta de Michelangelo - Uma lição de anatomia na Capela Sistina. ARX. 
8-Considerando essa hipótese, uma ampliação interpretativa dessa obra-prima de Michelangelo expressaria
(A) o Criador dando a consciência ao ser humano, manifestada pela função do cérebro.
(B) a separação entre o bem e o mal, apresentada em cada seção do cérebro.
(C) a evolução do cérebro humano, apoiada na teoria darwinista.
(D) a esperança no futuro da humanidade, revelada pelo conhecimento da mente.
(E) a diversidade humana, representada pelo cérebro e pela medula. 
Jornal do Brasil, 3 ago. 2005.
9- Tendo em vista a construção da ideia de nação no Brasil, o argumento da personagem expressa
(A) a afirmação da identidade regional. (B) a fragilização do multiculturalismo global.
(C) o ressurgimento do fundamentalismo local. (D) o esfacelamento da unidade do território nacional.
(E) o fortalecimento do separatismo estadual.
QUESTÃO 10
		Samba do Approach
�
Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat
Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é hi-tech
Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado é que foi trash
Fica ligada no link
Que eu vou confessar, mylove
Depois do décimo drink
Só um bom e velho engov
Eu tirei o meu greencard
E fui pra Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já sou um nouveau riche
Eu tenho sex-appeal
Saca só meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Não dispenso um happyend
Quero jogar no dreamteam
De dia um macho man
E de noite uma dragqueen.
(Zeca Baleiro�
I - “(...) Assim, nenhum verbo importado é defectivo ou simplesmente irregular, e todos são da primeira conjugação
e se conjugam como os verbos regulares da classe.” (POSSENTI, Sírio. Revista Língua. Ano I, n.3, 2006.) 
II - “O estrangeirismo lexical é válido quando há incorporação de informação nova, que não existia em português.”
(SECCHIN, Antonio Carlos. Revista Língua, Ano I, n.3, 2006.)
III - “O problema do empréstimo linguístico não se resolve com atitudes reacionárias, com estabelecer barreiras ou
cordões de isolamento à entrada de palavras e expressões de outros idiomas. Resolve-se com o dinamismo cultural, com o gênio inventivo do povo. Povo que não forja cultura dispensa-se de criar palavras com energia irradiadora e tem de conformar-se, queiram ou não queiram os seus gramáticos, à condição de mero usuário de criações alheias.”
(CUNHA, Celso. A língua portuguesae a realidade brasileira. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1972.) 
IV - “Para cada palavra estrangeira que adotamos, deixa-se de criar ou desaparece uma já existente.”
(PILLA, Éda Heloisa. Os neologismos do português e a face social da língua. Porto Alegre: AGE, 2002.) 
V. O Samba do Approach, de autoria do maranhense Zeca Baleiro, ironiza a mania brasileira de ter especial apego
a palavras e a modismos estrangeiros. As assertivas que se confirmam na letra da música são, apenas,
(A) I e II.	(B) I e III.	(C) II e III.	(D) II e IV.	(E) III e IV.
QUESTÃO 11Observe as composições a seguir.
QUESTÃO DE PONTUAÇÃO
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);
viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):
o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.
(MELO NETO, João Cabral de.Museu de tudo e depois. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.) 
(CAULOS. Só dói quando eu respiro. Porto Alegre: L & PM, 2001.)
Os dois textos acima relacionam a vida a sinais de pontuação, utilizando estes como metáforas do comportamento do ser humano e das suas atitudes.
A exata correspondência entre a estrofe da poesia e o quadro do texto “Uma Biografia” é
(A) a primeira estrofe e o quarto quadro. (B) a segunda estrofe e o terceiro quadro.
(C) a segunda estrofe e o quarto quadro. (D) a segunda estrofe e o quinto quadro.
(E) a terceira estrofe e o quinto quadro.
________________________________________________________________________________________________
COESÃO E COERÊNCIA 
	Trabalhando com os conceitos de coerência e coesão, pretende-se mostrar o papel e a importância de cada um desses mecanismos não só para a leitura e a compreensão de textos como também para sua produção. 
	coerência e a coesão contribuem para conferir textualidade a um conjunto de enunciados. Assim, a coerência, manifestada em grande parte no nível macrotextual, é o resultado da possibilidade de se estabelecer alguma forma de unidade ou relação entre os elementos do texto. E a coesão, manifestada no nível microtextual, se refere ao modo como os vocábulos se ligam dentro de uma sequência. 
	Ao analisar esses mecanismos, mostramos, por meio de exemplos, as formas em que podem ocorrer. Ao mesmo tempo, procuramos fazer com que os usuários saibam empregar adequadamente cada mecanismo não só para depreender o sentido de um texto como para produzir textos com sentido, estabelecendo uma continuidade entre as partes, de modo a instaurar entre elas uma unidade, ou seja, a coerência. 
	É importante também lembrar que a coesão pode auxiliar no estabelecimento da coerência, embora, às vezes, a coesão nem sempre se manifeste explicitamente através de marcas linguísticas, o que faz concluir que pode haver textos coerentes mesmo que não tenham coesão explícita. 
	
Este tema será, portanto, desenvolvido com o objetivo de mostrar aos usuário da língua que: 
1) mais importante que conhecer os conceitos de coerência e coesão é saber de que maneira esses fenômenos contribuem para tornar um texto inteligível; 
2) a coerência (conectividade conceitual) e a coesão (conectividade sequencial) são requisitos fundamentais para a elaboração de qualquer tipo de texto; 
3) enquanto a coerência se fundamenta na continuidade de sentidos, a coesão pode se apresentar por meio de marcas linguísticas, observadas na gramática ou no léxico; 
4) é necessário perceber como coerência e coesão se completam no processo de produção e compreensão do texto. 
Exercícios de coesão e coerência			
As questões 1 e 2 referem-se ao anúncio exibido pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – na cidade de São Paulo, alertando a sociedade em atravessar na faixa de trânsito.
Fonte: http://ueba.com.br/forum/index.php?showtopic=17891 – 26/11/2009 – adaptado. 
Segundo Ingedore Koch, uma das doutoras em linguística brasileira, a referenciaçãoconstitui, assim, uma atividade discursiva. O sujeito, por ocasião da interação verbal, opera sobre o material linguístico que tem à sua disposição, operando escolhas significativas para representar estados e coisas, com vistas à concretização de sua proposta de sentido. �
1- A atividade discursiva do anúncio divulgado que, de acordo com nossa inferência, mais chama a atenção do público-alvo, provocando a leitura do enunciado sobre os cuidados no trânsito, É, provavelmente, 
a) a conhecida linha de ônibus na cidade de São Paulo: 637-P Pinheiros.
b) a sigla/logomarca CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – da cidade de São Paulo. 
c) a marca de utilização do ônibus, provavelmente anterior às marcas modernas na sociedade. 
d) a modo verbal caracterizado por determinado tipo textual da frase: ‘Atravesse’ na faixa. 
e) a imagem e o signo expostos: personagem machucado em um ônibus com o vidro quebrado. 
2-Seguindo o mesmo efeito de sentido do anúncio divulgado, observando linguagem verbal, linguagem não-verbal e a conjunção, a frase PODE ser substituída pelo seguinte período: 
a) Atravesse na faixa, entretanto evite acidente. b)Atravesse na faixaou evite acidente. 
c) Atravesse na faixae evite acidente. d) Atravesse na faixa, apesar disso evite acidente. 
e) Atravesse na faixa, porém evite acidente. 
3-A questão3refere-se ao slogan já divulgado pela marca Tostines (Nestlé) – primeiro biscoito de pacote a ser vendido no Brasil.
“Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”
Fonte: http://www.nestle.com.br/site/marcas/Tostines.aspx – 27/11/2009 – adaptado. 	
Um slogan constitui uma frase de fácil memorização usada em contexto político, religioso ou comercial como expressão repetitiva de uma ideia ou propósito. 
3- A frase utilizada pela Tostines, com o propósito de impactar os futuros clientes, pretende destacar a valorização dos biscoitos fresquinhosassociada
a) ao bom gosto, à saúde e ao sucesso. 	 b) à saúde e ao sucesso. 
c) ao bom gosto e ao sucesso. 	d) somente à saúde. e) somente ao sucesso. 
4- Conforme leitura da oração a seguir, marque a opção CORRETA em que poderá ser completada com a adequação do sentido à classe gramatical das palavras dos espaços marcados. Leia-a com atenção. 
Ainda ____________ furiosa, mas com ____________ violência, proferia injúrias ________________ para escandalizar todos.
a) meia, menos, bastante. b) meio, menos, bastante. c) meio, menos, bastantes. 
d) meia, menas, bastantes. e) meia, menas, bastante. 
5- Conforme leitura da oração a seguir, marque a opção CORRETA em que poderá ser completada com a adequação do sentido à classe gramatical das palavras dos espaços marcados pelo termo que significa a fusão que se dá à contração da preposição com outros termos: crase. Leia-a. 
As questões apresentadas ___ alunas do terceiro ano eram semelhantes ___ que enviamos ___secretaria.
a) às, às, a. b) às, às, à. c) às, as, à. 
d) as, as, a. e) as, às, à. 
 
6- Conforme as três orações a seguir, preencha cada lacuna com a palavra ‘proibido’ ou ‘proibida’ de forma CORRETA. 
É ______________ fumar. 
É ______________ a entrada de pessoas estranhas. 
A bebida alcoólica sempre é __________ neste local. 
Agora, na sequência das orações, conforme cada palavra preenchida em cada lacuna, marque a alternativa CORRETA. 
a) proibido, proibido e proibido. 		b) proibida, proibida e proibida. 
c) proibido, proibido e proibida. 		d) proibido, proibida e proibido. 
e) proibido, proibida e proibida.
7-Conforme as três orações a seguir, preencha cada lacuna de acordo ao verbo e à conjugação solicitada nos parênteses. 
Blitze______________ vinte e três por embriaguez ao volante neste ano.(Verbo Deter, pronome na terceira pessoa do plural no pretérito perfeito do indicativo). 
Nós ______________ felizes ao salão para o baile de formatura. (Verbo Vir, pronome na primeira pessoa do plural no pretérito perfeito do indicativo). 
Eu não _____________ nas roupas que eu vestia antes. (Verbo Caber, pronome na primeira pessoa do singular no presente do indicativo). 
Agora, na sequência das orações, conforme cada palavra preenchida em cada lacuna, marque a alternativa CORRETA. 
a) deteram, vimos e caibo. 	b) deteram, viemos e caibo. 
c) detiveram, viemos e coube. 	d) detiveram, viemos e caibo. 
e) deteve, vimos e caibo. 
8- Observando as lacunas de cada lacuna a ser preenchida de acordo ao período a seguir, marque posteriormentea alternativa CORRETA. 
Vão ____________ aos processos várias fotografias relacionadas às mais belas paisagens _____________, 
de acordo ao horário total previsto: meio-dia e ___________. 
a) anexas, possível e meio. 		b) anexos, possíveis e meio. 
c) anexos, possíveis, e meia. 		d) anexas, possíveis e meio. 
e) anexas, possíveis e meia. 
9- Nessas questões ocorrem alguns fragmentos narrativosque apresentam algum tipo de incoerência. Tenteidentificar e explicar o tipo de incoerência que você vê:
A-Conheci Sheng no primeiro colegiale aí começou um namoro apaixonado que dura até hoje e talvez para sempre. Mas não gosto da sua família: repressora, preconceituosa, preocupada em manter as milenares tradições chinesas. O pior é que sou brasileira, detesto comida chinesa e não sei comer com pauzinhos. Em casa, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng.
No dia do seu aniversário, já fazia dois anos de namoro, ele ganhou coragem e me convidou para jantarem sua casa. Eu não podia recusar e fui. Fiquei conhecendo os velhos, conversei com eles, ouvi muitas histórias da família e da China, comi tantas coisasdiferentes que nem sei. Depois fomos ao cinema, eu e o Sheng.
B)Havia um menino muito magro que vendia amendoins numa esquina de uma das avenidas de São Paulo. Ele era tão fraquinho, que mal podia carregar a cesta em que estavam os pacotinhos de amendoim. Um dia, na esquina em que ficava, um motorista, que vinha em alta velocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou de rodas para o ar. O menino não pensou duas vezes. Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era um homem corpulento. Carregou-o até a calçada, parou um carro e levou o homem para o hospital. Assim salvou-lhe a vida. 
As questões 10, 11 e 12referem-se à tirinha de humor a respeito da Reforma Ortográfica – grande alteração no sistema ortográfico de uma determinada língua entre os países lusófonos (comunidade dos países de Língua Portuguesa) – com o período de adaptação marcado até 2012.
Fonte: http://regiscalheira.files.wordpress.com/2009/10/image0111.jpg – 3/6/2010 – adaptado. 
10- Em função de diversos pontos associados pelo uso do hífen pela Reforma Ortográfica, dê dois exemplos de palavras em cada um dos quatro motivos explicados e apresentados a seguir: 
Uso do hífen com compostos – usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. 
Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. 
Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró e vice.
Não se usa o hífen com prefixos pree re, mesmo diante de palavras começadas por e.
11- Em função de diversos pontos causados pelas mudanças nas regras de acentuação, estabelecidapela Reforma Ortográfica, dê dois exemplos de palavras em cada um dos quatro motivos explicados e apresentados a seguir: 
Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éie óidas palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo decrescente.
Não se usa mais o acento das palavras terminadas em eeme oo(s).
Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). 
12- Por qual motivo há certa ironia na última fala do personagem do quadrinho – ‘Simbora tomar um chopp’ – de acordo às regras da Reforma Ortográfica e o ano final em que serão aceitas as diferentes normas estabelecidas? 
Leia o texto a seguir e responda a questão solicitada. 
13- Considerando o tema meio ambiente, que incoerência prejudica a complementação dos sentidos produzidos pela linguagem não-verbal (foto) e pela linguagem verbal (legenda embaixo da foto) na reportagem? 
Fonte: http://www.passeiweb.com/vestibular/provas/ – 4/6/2010 – adaptado.
14- Assinale a frase gramaticalmente CORRETA. 
a) Não sei por quediscutimos. b) Ele não veio por queestava doente. c) Mas porquenão veio ontem?
d) Não respondi porquênão sabia. e) Eis o porqueda minha viagem. 
JOGO DOSERROS: encontre os erros nos textos abaixo e faça a correção:
	
Assunto Definido
 Quando entrei no site do Prof. Pasquale, fiquei ao par da promoção: Os sete erros. Pensei: veio de encontro aos meus interesses. 
 Na medida em que pensava no texto, a só em meu quarto, ia rascunhando na tentativa de encontrar o assunto adequado. Pensei em escrever sobre os conflitos mundiais e os atentados, mais preferi fugir de temas tão desumanos. 
 Aí, pensei em escrever sobre o meio ambiente, e me lembrei que o homem está exterminando o seu futuro e que até os defensores ecológicos estão matando em nome de seus ideais. 
	E se o assunto fosse o avanço da ciência? Também não seria o ideal, afinal, a vida ainda é um mistério longe de ser desvendado. 
 Por um momento quase desisti, estava difícil encontrar um caminho. Mas de repente pensei: Ah! Por que não fazer do texto uma declaração de admiração ao eterno mestre? 
	 Definido o assunto, mau pude conter a expectativa diante do papel em branco. O interessante é que, quanto mais escrevia, mais sentia um frio percorrer minha espinha. O texto ficou pronto, era só enviá-lo. Senão ganhasse o jogo, ainda assim teria valido a pena. 					
Texto deMarlucia Aparecida Branquinho
Mudança Gramatical
	Estou meio atrapalhado porque mudei de casa rescentemente. Ainda não consegui organizar direito todas minhas coisas. As camisas estão no meio dos ternos, os sapatos estão juntos com as louças, e os troféus e condecorações que recebi ao longo da vida estão agora misturados com as toalhas, dentro de umas caixas de papelão. 
	Mas não pensem que tudo é bagunça no meu novo lar: os livros e os cadernos de anotações já foram devidamente arrumados na biblioteca. E as gramáticas, com as correções que fiz sobre o trabalho do professor Napoleão Mendes de Almeida e de outros colegas seus, estão sobre a mesa para eu me defender, caso seja vilmente atacado pelos ignóbeis revisores.
	Fico sentado, escrevendo o dia inteiro, enquanto que a patroa dá um jeito na casa. É um general comandando seu exército de empregadas, pintores, marceneiros e um arquiteto que só aparece quando tudo está pronto para dizer: magnífico, deslumbrante e outros adjetivos que a gente usamos com menos frequência do que quem trabalha com decoração.
	Às vezes, ela acaba dando ordens para mim também. Especialmente, quando passa pelas caixas de papelão e se irrita porque eu ainda não tirei-as do caminho. Ora, madame, sou um artista. Não posso me preocupar com essas atividades braçais. Quer dizer, se você cortar as refeições, como está ameaçando, eu acho que eu consigo tirar as caixas de lá, sim. aonde é que você quer que eu as coloque? 
Revisão Espiritual
	Encontrei um método para não me enfuresser com as idéias retrógradas daqueles malditos revisores: estou fazendo acupuntura e seguindo as orientações do FengShui. A sabedoria milenar oriental deve me ajudar a manter o controlesobre os nervos toda vez que eles fizerem das suas malcriações. 
	 Agora, minha casa está cheia de espelhos e móbiles pendurados e os móveis foram re-distribuídos para proporcionar uma harmonia espiritual ao ambiente. Como ainda estou me iniciando na filosofia do FengShui, mau sei explicar seus fundamentos. Quanto à acupuntura, é mais fácil: estou com agulhas por todos os lados. Fico imaginando se fosse com o meu cunhado, que morre de medo de injeção. 
	Tanto um quanto outro começaram a dar resultado. Sinto-me mais tranqüilo, mais calmo, mais sereno, sem aqueles ataques de raiva ou ipetos assassinos que tinha toda vez que ouvia falar nos revisores. Embora eles merecessem, porque são uns incompetentes, uns cretinos, uns invejosos, escritores frustrados. 
	 Viram? Falei neles e quase não lhes xinguei. Estou vivendo uma fase realmente harmoniosa. Minha acunpunturista ficaria orgulhosa de mim. Aliás, vou ligar para a Soraia e marcar um jantar para podermos explorar melhor o assunto. Um encontro extritamente profissional, claro.
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O Parágrafo 
	O parágrafo é uma unidade do discurso que tem em vista atingir um objetivo. Diferentemente do que conceitua a gramática tradicional , não se limita a determinar pausas. Sua finalidade vai além de preocupações com estruturas frasais, com a marcação de fim e começo de pensamentos. Ao parágrafo reservam-se qualidades de graduação de ideias, de ênfase conseguida mediante a colocação precisa dos vários segmentos de uma frase. Em geral , diz-se que ideias novas compreendem parágrafos diversos.
	A estrutura de um texto pode ser arquitetada com um ou vários parágrafos de acordo com a delimitação do assunto e a fertilidade de associação de ideias do redator. É básico, porém, que o texto seja resultado de um conjunto de ideias que se inter-relacionam que manifestamunidade. Se o texto for constituído de diversos parágrafos , ao escritor caberá cuidar para que não haja distribuição de fragmentos de uma mesma ideia em vários parágrafos, ou reunião de ideias diversas em um só deles. Saliente-se tambémque a associação dessas ideias e a sequência em que são apresentadas devem ser naturais, espontâneas , consistentes. Outro fator de suma importância são as expressões de transição entre uma ideia e outra. Quando o autor não faz uso explícito delas, é necessário que a relação semântica dos termos usados transmita implicitamente tal transição
Portanto, organiza-se inicialmente o texto, estabelecendo uma ideia capaz de orientá-lo inteiramente. Distribuem-se as ideias em introdução, desenvolvimento e conclusão, que deverão ser norteadas adequadamente, de modo que o objetivo do autor seja atingido. Em segundo lugar, é necessário unidade, isto é selecionar ideias relevantes para se atingir o objetivo estabelecido na frase-guia. Contribui para a unidade a consistência e a inter-relação das ideias no parágrafo. Em terceiro lugar , um texto deve manifestar características de coerência , isto é, o pensamento deve desenvolver-se de forma lógica, espontânea, natural. Para isso, o autor deve escolher com propriedade as expressões que revelam consistência semântica. Finalmente é desejável que um texto se apresente claro e conciso. Isto é sem excesso de pormenores, de explicações desnecessárias, sem pleonasmos, sem repetição de ideias e palavras.
	Um parágrafo é desenvolvido de forma similar. Na fase de reflexão delimita-seo assunto, formula-se um objetivo. Em seguida, constrói-se uma frase genérica que apresenta uma firmação ou negação (frase-guia, tópico frasal). Desenvolve-se então a ideia principal e finalmenteconclui-se o assunto.
	O parágrafo não deve reduzir-se ao seu aspecto visual-estético, nem terá extensão medidaem centímetros, mas em conteúdo. Mudando o assunto, muda-se o parágrafo: por isso, toda ideia nova deve ser desenvolvida em parágrafo separado.
	Delimitado, portanto, o assunto e traçado o objetivo, inicia-se a redação do parágrafo. A frase inicial deverá transformar em palavras organizadaso objetivo que foi estabelecido.
	Variao nome dessa fase inicial conforme o autor didático: frase núcleo, tópico frasal, frase resumo. Todas procuram traduzir a ideia de queessa frase inicial funciona como o lead do texto; ela orienta o desenvolvimento das ideias para que não fuja o parágrafo do objetivo determinado. Quando se afasta do objetivo, o autor corre o risco de cair em incoerência quanto ao que quer expor, ou desviar-se do assunto.
	Essa frase inicial introduz o assunto, aindaque de forma geral. Portanto deve ser uma frase sintética que trace a direção que o desenvolvimento deve seguir.
	O tópico frasalindica ao autor os limites das ideias que pode explanar no parágrafo. Sua características fundamentais são:
	Não deve ser genérico a ponto de nada transmitir, o efeito melhor terá se for específico.
	Não deve ser também pormenorizado
Sem pormenores: A leitura aumenta o rendimento da redação
Com pormenores: A leitura de autores antigos, como Eça de Queirós e Machado de Assis, e modernos como João Antônio, Luís Fernando Veríssimo, João Cabral de Melo Neto, FerreiraGullar, favorece a criatividade, permitindo rendimento adequado quanto à gramática e positivo quanto à criatividade.
	Seno tópico frasal se argumentou com fatos , tem-se possibilidade de convencer o leitor e estimulá-lo a continuar a leitura. Por isso, a necessidade de distinguir opinião de argumentação. Exemplo:
Opinião:a televisão não faz bem às pessoas.
Argumentação: Alguns programas de televisão, em virtude de seu caráter ideológico, violento, prejudicam o crescimento intelectual e humano das pessoas.
Suponha-se agora o seguinte texto:
A eletricidade , desde o início da civilização industrial , esteve associada ao progresso.
Essa frase que delimita o assunto do parágrafo é denominada tópico frasal. Observe-se que até o final do parágrafo se mantém a unidade de composição. Duas ideias aparecem associadas na introdução: eletricidade e progresso ( tópico frasal) . No desenvolvimento do parágrafo, há os pormenores esclarecedores que servem de base para a conclusão, que volta a relacional eletricidade e progresso.
Tópico Frasal- A eletricidade desde o início da civilização industrial, esteve associada ao progresso material do homem.
Desenvolvimento-O cidadão medianamente informado percebe a conexão entre a atividade econômica de uma comunidade ou país e a disponibilidade de energia. Já na primeira metade deste século, analistas alertavampara a razão, praticamente constante, que existe entre o consumo de energia e o produto interno bruto em cada país.
Conclusão- Todavia, a eletricidade sempre mereceu um destaque especial, pois está, objetivamente ou não, ligada a uma aspiração de modernidade e de poder.
	A unidade de parágrafo foi mantida; o escritor tratou apenas de um assunto. A frase inicial manteve o parágrafo nos limites fixados, isto é, serviu de controle do pensamento, constituindo–se hábil instrumento para disciplinar as ideias. Esse tipo de frase geralmente abre o texto, apresentando um quadro geral do que será desenvolvido.
	O método de traçar os limites do parágrafo logo no início , em uma frase que resume a ideia central do que vai expor em sequência de orações, é recomendado principalmente a quem esteja iniciando, aprendendo a escrever, pois esse tipo de frase controla a fidelidade ao objetivo e garante a coerência das ideias. Ele é importante não só para quem escreve , como também para quem lê, pois lhe possibilita antever onde o autor quer chegar, e pode estimular a atenção do leitor e provocar-lhe o interesse em continuar a leitura. Uma frase-núcleo mal formulada ou um desenvolvimento infiel ao objetivo determinado podem comprometer a inteligidade do texto. O tópico Frasal pode aparece no fim do parágrafo. Diga-se: um dos fatores que levam o autor a dispor diferentementeos elementos ( introdução, desenvolvimento , conclusão)do parágrafo é a preocupação estilística. Outro fator seria a intençãode criar expectativa, ou enfatizar ideias.
O tópico frasaltambém pode ser distribuído por todo o parágrafo ou diluído entre ideias expostas, cabendo ao leitor perceber a ideia-núcleo do autor.
Estrutura do parágrafo
O parágrafo pode ser considerado um microtexto e, como tal, não prescinde da delimitação do assunto e fixação do objetivo. Método simples e prático de apresentar esses dois requisitos indispensáveis é responder às perguntas:
O quê? ( delimitação)		Para quê? ( fixação do objetivo)
Assim como sucede com o texto, o parágrafo deve conter introdução , desenvolvimento e conclusão.
Desenvolvimento do tópico frasal
Admitindo-se como recomendável essa técnica de iniciar o parágrafo com o tópico frasal, resta-nos mostrar algumas de suas feições mais comuns. Há vários artifícios, que a leitura dos bons autores nos pode ensinar. Conhecê-los talvez contribua para abreviar aqueles momentos de indecisão que precedem a ato de redigir as primeiras linhas de um parágrafo, pois, com frequência, o estudante não sabe como começar. Ora, o tópico frasal lhe facilita a tarefa, porque nele está a síntese do seu pensamento, restando fundamentá-lo. 
I. Desenvolvimento por detalhes( tópico frasal + desenvolvimento com detalhes: substantivos com ou sem adjetivos + frase conclusiva)
1) A língua portuguesa do Brasil vem sendo invadida pela língua inglesa dos Estados Unidos. Diet, light, freezer, delivery, relax, delete, e-mail, self-service, plus, book, songbook, flat, omoprogress com sistema bleach, essas palavras e expressões, dentre muitas outras, fazem-se cada vez mais presentes, faladas e escritas, no cotidiano dos brasileiros.
II. Desenvolvimento por definição ( tópico frasal + definição de um termo colocado no tópico frasal+ frase conclusiva)
1)A vida agitada das grandes cidades aumenta os índices de doenças no coração. Vida agitada é aquela em que o indivíduo não tem tempo para cuidar de si próprio, mercê dos compromissos assumidos e do tempo exíguo para cumpri-los. Entre as doenças do coração, a mais comum é a que ataca as artérias coronárias, assim chamadas porque envolvem o coração, como uma coroa, para irrigá-lo em toda sua topologia. 
2) A língua portuguesa do Brasil vem sendo invadida pela língua inglesa dos Estados Unidos. O português é uma língua românica ou neolatina que é a configuração histórica do galego-português, que sefalava na Galiza e hoje é a língua oficial de Portugal e suas antigas colônias, como o Brasil e Moçambique. O inglês nadatem a ver com o latim, é uma língua germânica, levada para as ilhas britânicas pelos conquistadores anglos e saxões durante os séculos V e VI. Não é natural, portanto, essa espécie difusão entre as duas, que vem se processando no Brasil.
III. Desenvolvimento por exemplo específico ( tópico frasal + narrativa, fato real que justifique o tópico + frase conclusiva)
1)A vida agitada das grandes cidades aumenta o índice de doenças no coração. Imaginemos um chefe de família que deixa sua casa, às 6h30 da manhã. Logo de início, tem de enfrentar a fila da condução. A angústia da demora: seráque vem ou não vem o ônibus? Finalmente, vem. Superlotado. Sobe ele, aos trancos, e logo enfrenta a roleta. – Troco? – Não tem troco pra cem. – Espera um pouco para passar na roleta. – Agora tem, pode passar. Finalmente o ponto de descida. O relógio de ponto. Em cima da hora. Nesse momento, o relógio do coração do nosso amigo já passou do ponto. Está acelerado. Suas coronárias sofrem sob o impacto do stress e entram em débito de fluxo sanguíneo.
2)	A cena é costumeira. A mãe vai ao shopping center trocar um vestido e não ousa voltar para casa sem um brinquedo novo para o filho. O pai, por sua vez, sente-se na obrigação de pôr em casa tudo o que a TV sugere que as crianças deveriam ter. E o faz na certeza de que seus filhos serão felizes se assim ele proceder. Essa mamãe e esse papai, que tanto fazem, e trazem, para agradar à criança ou às crianças que têm em casa, podem estar mais errados do que certos – sobretudo quando essa meninada tem mais brinquedos do que consegue usar. Casos assim estão se tornando frequentes e já podem ser catalogados como uma deformação contemporânea: o filhocentrismo, forma nova e pouco saudável de agir na educação de um filho.
	( Edgar Flexa Ribeiro. Veja, 17/5/98) 
IV. Desenvolvimento por fundamentação da proposição (tópico frasal + fundamentação através de citação de números, resultado de pesquisasetc. + frase conclusiva)
1) Na região metropolitana de São Paulo, vários bairros são submetidos a rodízio de água todo o ano, apesar de a cidade estar um uma região com grande oferta hídrica. Somente na bacia de Guarapiranga, da qual dependem mais de 3 milhões de paulistanos, foram eliminados 15% da mata protetora de nascentes, córregos e rios. Esse é apenas um exemplo de como a destruição da Mata Atlântica, uma das maiores tragédias ecológicas do país, afeta a vida de 70% da população brasileira que habitam a área original desse ecossistema. Além de regular o fluxo dos mananciais hídricos, a Mata Atlântica é essencial para a fertilidade do solo, o controle do clima e a estabilidade de escarpas e encostas. Serve também para proteger a maior biodiversidade de árvores do planeta. O assassinato da floresta induz ao suicídio da vida que dela depende. ( João Paulo Capobianco. Vela, 3/6/98) 
2) A Floresta Amazônica é um retrato do Brasil: um grande mosaico em que cada um cuida de seus próprios interesses, com rara atenção para motivações coletivas. Boa parcela dos produtores de soja e pecuaristasdefende o desenvolvimento a qualquer preço ao estender seus domínios pela mata. Os madeireiros derrubam matas como se não houvesse amanhã. E os ambientalistas sonham em manter uma imensa reserva intocada. Enquanto isso, a população nativa sabe que seu sustento depende da exploração dos recursos cada vez mais exíguos da floresta. Ao longo da história, esse ciclo vicioso se traduziu em aumentoprogressivo das queimadas. Só em 2003, o fogo lambeu 23.750 quilômetros quadrados de verde, área maior do que o Estado de Sergipe. No total, 14% dos 5,5 milhões de quilômetros quadrados de área original já viraram fumaça. ( Istoé – 1816 – 28/07/2004)
V.Desenvolvimento por comparação e analogia( tópico frasal+ descrição das semelhanças dos elementos comparados + frase conclusiva)
	A analogia é a semelhançaparcial que sugere uma semelhança oculta, mais completa. Nacomparação as semelhanças são reais, sensíveis , expressas numa forma verbal própria em que normalmente entram os chamados conectivos de comparação ( como, quanto, do que, tal qual), substituídos, às vezes, por expressões equivalentes
( certos verbos como parecer, lembrar, assemelhar-se: Esta casa parece um forno, de tão quente que é.) 
	Naanalogia, as semelhanças são apenas imaginárias. Por meio dela, tenta-seexplicar o desconhecido pelo conhecido, o que nos é estranho pelo que nos é familiar; por isso tem grande valor didático. Suaestrutura gramatical inclui com frequência expressões próprias da comparação ( como, tal qual, semelhante a, parecido com, etc.
	No trecho seguinte, o Autor torna mais clara a ideia de “paixão da verdade”, estabelecendo uma analogia a de “cachoeiras da serra”:
	A paixão da verdade semelha, por vezes, às cachoeiras da serra.( tópico frasal). Aqueles borbotões d’água, que rebentam e espadanam, marulhando, eram, pouco atrás, o regato que serpeia, cantando pela encosta, e vão ser, daí a pouco, o fio de prata que se desdobra, sussurrando, na esplanada. Corria murmuroso e descuidado; encontrou o obstáculo: cresceu, afrontou-o, envolveu-o, cobriu-o e, afinal, o transpõe, desfazendo -se em pedaços de cristal e flocos de espuma. ( descrição detalhada do elemento concreto e conhecido(cachoeiras da serra). A convicção do bem, quando contrariada pelas hostilidades pertinazes do erro, do sofisma ou do crime, é como essas catadupas da montanha. Vinhadeslizando, quando topou na barreira, que se lhe atravessa no caminho. Então remoinhou arrebatada, ferveu, avultando, empinou-se, e agora brame na voz do orador, arrebata-lhe em rajadas a palavra, sacode, estremece a tribuna, e despenha-se-lhe em torno, borbulhando.
( Rui Barbosa, op.cit.,p.77)
1) A vida agitada das grandes cidades aumenta os índices de doenças no coração. Imagine o leitor, por exemplo, um automóvel dirigido suavemente, com trocas de marcha em tempo exato, sem freadas bruscas ou curvas violentas. A vida útil desse veículo tende a prolongar-se bastante. Imagine agora o contrário: um automóvel cujo proprietário se compraz em arrancadas de “cantar pneus”, curvas no limite de aderência, marchas esticadas e freadas violentas. A vida útil deste último tende a decair miseravelmente. O mesmo podemos fazer com nosso coração. Podemos conduzi-lo com doçura, em ritmo de alegria e de festa, ou podemos tratá-lo agressivamente, exigindo o fora de seu ritmo e de seu tempo de recuperação. 
2) A língua portuguesa do Brasil vem sendo invadida pela língua inglesa dos Estados Unidos. Imagine o leitor o crepúsculo, momento em que, paulatina e imperceptivelmente, a luz da tarde vai se curvando ante a escuridão da noite. O mesmo parece e star acontecendo com o idioma na Brasil cada vezque um brasileiro opta por usar a palavra light, por exemplo, em vez de luz.
3) Você deve se lembrar de algum filme parecido com este: o mocinho é congelado. Enquanto os anos passam, o galã continuaigualzinho, nem uma ruga a mais. Ao sair, não reconhece a própria cidade. Quando reencontra seu grande amor, percebe que ela não é mais um brotinho... De modo grosseiro, isso é o que ocorre com uma comida congelada. O frio interrompe a atividade dos micro-organismos e das enzimas, já que qualquer reação química uma água no estado líquido. Tudo para. E só funciona de novo se a temperatura se normalizar. Enquanto isso, outro comestível que ficou sobre a pia da cozinha envelhece – e se torna imprestável.
Saúde, mar. 1999. p. 39.
4) Imagine um muro cheio de tijolos que são ligados entre si por uma fina camada de cimento. É assim que se pareceria uma massa de bolo se fosse olhada ao microscópio. Os tijolos são as fibras formadas por proteínas, açúcares, lipídios, sais minerais e outras substâncias presentes nos ingredientes. O glúten, um dos componentes da farinha de trigo, é o cimento responsável pela união dessas camadas de fibras.
Supeinteressante, mar. 2000. p. 28
5) Tente visualizar seu corpo como se fosse uma orquestra sinfônica. Cada músculo corresponde a uma instrumento com som e melodia próprios. Tudo na mais perfeita ordem. Sem que uma nota soe desafinada, sem que um arranjo grave se sobreponha a um agudo. Assim a música ecoa de forma agradável e prazerosa. A analogia serva para explicar um pouco como funciona o método que é a febre mundial no momento. Trata-se do pilates, uma técnica queprocura trabalhar músculo, tendão, vértebra e osso de forma harmônica como uma música melódica. A modalidade desenvolvida pelo alemão Joseph Pilates aportou primeiro nos Estados Unidos, para onde havia de mudado na década de 20, quando abriu seu estúdio em Nova York, atraindo basicamente bailarinos.(...) É um exército que movimenta uma indústria de US$ 18 bilhões anuais.
		
VI.Desenvolvimentopor confronto ( tópico frasal + diferenças entre os elementos elencados + frase conclusiva)
( Brasil arcaico e Brasil atual / jovem e velho / cinema e teatro / artesanato e industrialização / mulher ontem e mulher hoje/ jornais e revistas/ país desenvolvido e país subdesenvolvido...) 
 Processomuito comum e muito eficaz de desenvolvimento é o que consiste em estabelecer confronto entre ideias, seres, coisas fatos ou fenômenos.Suas formas habituais são o contraste ( baseado nas dessemelhanças – diferenças), e o paralelo ( que se assenta nas semelhanças). Aantítese é, de preferência, uma oposição entre ideias isoladas.. Um exemplo clássico de desenvolvimento por confronto e contraste é o paralelo queªF. de Castilho faz entre Padre Antônio Vieira e Bernardes: 
“Lendo-os com atenção, sente-se que Vieira, ainda falando do céu, tinha os olhos nos seus ouvintes; Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo, e Bernardes para a cela, para si, para seu coração. Vieira estudava graças a louçainhas( excelente) de estilo (...); Bernardes era como essas formosas de seu natural que não se cansam com alinhamentos(...) Vieira fazia eloquência; a poesia procurava a Bernardes. Em Vieira morava o gênio; em Bernardes, o amor, que, em sendo verdadeiro, é também gênio...”.
 Exemplo, tambémmuito conhecido, de parágrafo com desenvolvimento por contraste é o de Rui Barbosa sobre política e politicalha:
	Política e politicalha não se confundem, não separecem, não se relacionam uma com a outra. Antesse negam, se excluem, se repulsam mutuamente (tópico frasal) . A política é aarte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de o explorar em benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povosnegligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis ( implacáveis). A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada. (...)
	Às perguntas sobre as diferenças de comportamento entre meninos e meninasna escola as professoras, unanimemente, reconhecem que elas existem, são notáveis, e todas repetem a mesma coisa. Os garotos são mais vivos, mais barulhentos, mais agressivos, mais briguentos, menos disciplinados (...) , não se aplicam tanto, escrevem pior e mais devagar(...). Em compensação, são mais autônomos, menos carentes de afeto, de aprovação, de auxílio (...), não bancam os espiões, não são mexeriqueiros, não choram tanto. As meninas são mais dóceis, mais servis, mais dependentes do conceito da professora (...), menos solidárias com as outras do mesmo sexo, menos alegres. São mais inteligentes, mais metódicas, (...) , são mais obedientes, mais serviçais, mais constantes, mais cuidadosas, mais disciplinadas. A prontidão no enumerar os defeitos e virtudes masculinos e femininos revela o hábito de classificar as crianças segundo o sexo e, por conseguinte, uma atitude discriminatória em nível profundo. (...)
			( Elena G Belotti, O descondicionamento da mulher) 
VII.Desenvolvimento porcausa / consequência; causa /efeito ( tópico frasal+ causa + consequência + frase conclusiva)
( grande número de candidatos ao cursos superiores/ consumo de tóxicos/ poluição/ índice de criminalidade nas cidades/ analfabetismo/ desinteresse pela leitura...) 
Hoje, em nossas cidades, a maiorparte da aprendizagem ocorre fora da sala de aula. A quantidade pura e simples de informações transmitidas pela imprensa, revistas, filmes, rádio e televisão excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução de textosescolares. Esse desafio destruiu o monopólio do livro como auxiliar de ensino e abriubrechas nas próprias paredes da aula, tão de súbito que ficamos confusos, desconcertados. ( Edmund Carpenter e Marshall, Revolução na Comunicação) 
	
VIII.Desenvolvimentopor enumeração ou com divisões. (tópico frasal + explicação de cada elemento enumerado ou elemento da divisão + frase conclusiva) 
(Principais meios de comunicação de massa / Tipos principais de poluição/ programas de televisão mais vistos / ações criminosas mais frequentes entre os homens/ efeitos negativos do progresso sobre a natureza/ características do jovem atual/ medidas para o controle do consumo de petróleo/ efeitosnegativos ou positivos do progresso sobrea vida social ou mercado de trabalho...)
		A internet ajuda a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental, a adaptação a ritmos diferentes. A intuição porque as informações vão sendo descobertas por acerto e erro, por conexões “escondidas”. As conexões não são lineares, vão “linkando-se”por hipertextos, textos interconectados, mas ocultos, com inúmeras possibilidades de navegação. Desenvolve a flexibilidade, porque a maior parte das sequências são imprevisíveis, abertas. A mesma pessoa costuma ter dificuldades em refazer a mesma navegação duas vezes. Ajuda na adaptação a ritmos diferentes: a Internet permite a pesquisa individual, em que cada aluno vai no seu próprio ritmo e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa. 
	“ Quatro funções básicas têm sido convencionalmente atribuídas aos meios de comunicação: informar, divertir, persuadir e ensinar. A primeira diz respeito à difusão de notícias, relatos, comentários etc sobre a realidade, acompanhada ou não, de interpretações ou explicações. A segunda função atende à procura de distração, de evasão, de divertimento, por parte do público. Uma terceira função é persuadir o indivíduo – convencê-lo a adquirir certo produto, a votar em certo candidato, a se comportar de acordo com os desejos de um anunciante. A quarta função – ensinar – é realizada de modo indireto ou direto, intencional ou não, por meio de material que contribui para a formação do indivíduo ou para ampliar se acervo de conhecimentos, planos, destrezas ....” 	( Samuel P Netto, Comunicação de Massa) 
	
 IX. Desenvolvimento portempo/espaço ou alusão histórica ou literária ( tópico frasal+ análise do tema no tempo e na história + frase conclusiva)
(Povoamento do Sul do Brasil / As principais secas do Nordeste do Brasil/ Natal / Carnaval / rádio/ Homem no espaço/ Meios de comunicação de massa/ imprensa/ lazer em diferentes épocas e lugares...)
	
	“ A dita Era da Televisão é, relativamente, nova. Embora os princípios técnicos de base sobre os quais repousa a transmissão televisual já estivessem em experimentação entre 1908 e 1914, no decorre das pesquisas sobre amplificação eletrônica, somente na década de 20 chegou-se ao tubo catódico, principal peça do aparelho de tevê. Após várias experiências por sociedades eletrônicas, tiveram início, em 1939, as transmissões regulares entre Nova Iorque e Chicago – mas quase não havia aparelhos particulares. A guerra impôs um hiato às experiências. A ascensão vertiginosa do novo veículo deu-se após 1945. No Brasil, a despeito de algumas experiências pioneiras de laboratório ( Roquete Pinto chegou a interessar-se pela transmissão da imagem), a tevê só foi mesmo implantada em setembro de 1950, com a inauguração do Canal 3 ( TV – Tupi), por Assis Chateaubriand. Nesse mesmo ano, nos Estados Unidos, já havia cerca de cem estações, servindo a doze milhões de aparelhos. Existem hoje 44 canais em funcionamento, em todo o território brasileiro, e perto de 4 milhões de aparelhos receptores. “ 
			( Muniz Sodré, A Comunicação do grotesco) 
	CONCLUSÃO
	Nem todos os parágrafos apresentam uma conclusão explícita, principalmente os que contém encadeamento inerente ao desenvolvimento do tema.
	A conclusão se manifesta mais frequentemente nos parágrafos de textos dissertativos – expõem ideias, discutem problemas, defendem opiniões, analisam fatos.
	A conclusão, via de regra, se faz presente no final do texto, em decorrência das suas características estruturais.
	Organização do texto: Coesão entre os parágrafos
O parágrafo é a unidade do texto, mas não bastam parágrafos bem estruturados para assegurar-lhes a tessitura lógica. Importa que haja coesão entre os parágrafos queespelhe a linha de raciocínio explicitada no desenvolvimento do assunto.
	O encadeamento das ideias mestras contidas em cada parágrafo é que vai construir a organicidade do texto, o equilíbrio entre suas partes, condições indispensáveis para que o assunto abordado se torne claro e compreensível.
ARTICULADORES DE TEXTO
	Num texto bem elaborado, as partes devem estar relacionadas entre si de forma a auxiliar o leitor a seguir a ideia do discurso. Essa operação só pode ter sucesso se existe um fio condutor, isto é, se o texto é bem planejado. Quando o texto não tem uma unidade unitária, é impossível identificar os elos entre as frases. Nesse caso, em vez de tentar resolver um problema mal colocado, é melhor modificar a organização geral do texto.
	A relação lógica que há entre duas proposições (ou entre dois parágrafos) nem sempre vem expressa linguisticamente. Por exemplo, as duas frases “Está chovendo. Vou pegar o guarda-chuva.” são ligadas por uma relação de causa-efeito que não requer o uso de um conectivo. Na maioria dos casos, a ligação entre duas proposições deve ser expressa linguisticamente de vários modos.
1. Usando um pronome que se refere a um elemento do texto.
Exemplo: A vida de Garibaldi foi cheia de aventuras. Ele se dedicou totalmente à causa da liberdade.
2. Repetindo uma palavra-chave que se refere ao elemento central do discurso. Por exemplo: O livro de Calvino nos apresenta [...] Este livro é importante porque [...]
3. Usando uma expressão sintetizadora da ideia expressa na frase ou no parágrafo precedente. Exemplo: A ação dos soldados consistia em atingir e destruir a ponte sobre a qual deveria passar o exército inimigo em retirada. A destruição da ponte causou graves danos [...]
4. Usando expressões de transição: além disso, de fato, ainda que, etc.
Duas proposições ou dois parágrafos consecutivos podem estar ligados logicamente de diferentes maneiras. 
Vejamos agora uma relação de ligações lógicas e suas correspondentes expressões de transição:
a) Consequência, causa e efeito: portanto, então, por isso, desse modo, etc.
b) Exemplificação: por exemplo, isto é, como, etc.
c) Contraste e concessão: mas, porém, entretanto, todavia, ao contrário, ao invés de, ainda que, 
por outro lado, etc.
d) Reafirmação ou resumo: em outras palavras, em resumo, de fato, etc.
e) Ligação temporal: assim que, em seguida, até que, quando, por fim, depois, etc.
f) Ligação espacial: ao lado, sobre, sob, à esquerda, no meio, no fundo, etc.
g) Semelhança e ênfase: do mesmo modo, igualmente, dessa forma, etc.
h) Adição: e, depois, além disso, também, em adição, etc.
i) Conclusão: portanto, assim, enfim, em resumo, concluindo, etc.
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ESQUEMA
É a representação do esqueleto de um texto. Sua função é a de fornecer uma informação visual e imediata sobre o conteúdo de um texto.
Para esquematizar costuma-se usar:( chaves - hifens
- marcações ( flechas - subdivisões numéricas
Dicas:
- Elabore seu esquema após leitura e compreensão do texto;
- Sintetize, guardando fidelidade ao texto original;
- Respeite a hierarquização de ideias do autor, tomando por base os mesmo títulos, subtítulos, etc,
- A técnica do esquema também se aplica na elaboração de cartazes ou lâminas de retroprojetor para ilustrar - uma exposição oral.
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RESUMO
	É a condensação de um texto em seus principais tópicos. Difere de esquema, pois, enquanto este é visual, o resumo é discursivo. Um resumo bem feito dispensa novas leituras do texto original. Em geral, o resumo reduz um texto a 1/3 do original.
 Dicas:
Resuma um capítulo ou uma obra inteira somente após a elaboração do esquema.
Apresente as principais ideias do texto;
Respeite as ideias do autor;
Redija de forma clara e objetiva. Faça um parágrafo de cada ideia principal.
Cite a fonte e use aspas se copiar literalmente algum trecho.
Coloque a referência bibliográfica.
Segundo as finalidades, existem diferentes tipos de resumo. Destacaremos apenas doisdeles:
1. Resumo informativo: é o mais solicitado nos cursos de graduação e segue as dicas acima.
2. Resumo crítico: além do resumo informativo, há a necessidade da tomada de posição do autor do resumo perante o texto estudado e resumido, assim acrescente suas opiniões, observações e considerações acerca do que resumiu.
Características de um bom resumo
Brevidade - só contém as ideias principais. Os pormenores não são incluídos.   
Rigor e clareza - exprime as ideias fundamentais do texto, de uma forma coerente e clara, e que respeite o pensamento do autor.   
Linguagem pessoal - não se copia frases do texto; exprime-se as ideias principais por palavras nossas.
COMO REDIGIR RESUMOS
	Resumir significa condensar um texto, mantendo suas ideias principais.
	De maneira geral, num resumo reduz-se a 1/3 ou ¼ de sua extensão original, abolindo-se gráficos, citações, exemplificações abundantes, mantendo-se porém, a estrutura e os pontos essenciais.
		A ordem das ideias e a sequência dos fatos não devem ser modificados.
		As opiniões e os pontos de vista do autor devem ser respeitados, sem acréscimo de qualquer comentário ou julgamento pessoal de quem elabora o resumo.
	Exige-se fidelidade ao texto, mas para mantê-la não é necessário transcrever frases ou trechos do original; ao contrário, deve-se empregar frases pessoais, com palavras do vocabulário que se costuma usar.
		Nos textos bem estruturados cada parágrafo contém uma só ideia principal. Alguns autores, todavia, são repetitivos, usam palavras diferentes para expressar a mesma ideia, em mais de um parágrafo. Assim sendo, os parágrafos reiterativos deverão ser reduzidos a apenas um.
		O resumo de textos mais longos ou de livros, evidentemente, não poderá ser feito parágrafo por parágrafo ou mesmo capítulo por capítulo. Neste caso, deve-se buscar a síntese do assunto através da análise das partes da obra.
O exame do índice poderá auxiliar a percepção do conjunto e das partes da obra.
Outra técnica aconselhável consiste em reestruturar o plano que o autor usou para escrever a obra. Quem está habituado a elaborar esquema ou plano de redação tem mais facilidade para perceber o plano de qualquer texto.
 Um resumo bem elaborado deve obedecer aos seguintes itens:
Apresentar de maneira sucinta, o assunto da obra.
Não apresentar juízos críticos ou comentários pessoais.
Respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados.
Empregar linguagem clara e objetiva.
Evitar a transcrição de frases do original.
Apontar as conclusões do autor.
Dispensar consulta ao original para a compreensão do assunto.
RESENHA
Objetivo da resenha
O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.
Tipos de Resenha
A resenha acadêmica apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
1. Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
2. Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
3. Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
4. Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
5. Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
6. Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
7. Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
8. Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”
OU
A leitura pressupõe: Leitura ( resumo ( crítica
Estrutura da Resenha
1. Dados do Autor
Situar quem é ele na área em que escreveu a obra, sua formação acadêmica;
Resumo do conteúdo do livro ou artigo
Do que trata, resumo das principais ideias, qual o tema, proposta central;
Como está organizado: introdução, desenvolvimento, conclusão, capítulos ou partes;
Linguagem usada: clareza, objetividade, correção gramatical, texto de fácil leitura ou muito denso, pesado, técnico, de difícil absorção...
Extensão e valor bibliográfico da obra.
Avaliação da Obra- Apreciação Crítica e Indicação da Obra
Qualidade da contribuição dada através da obra; a quem se destina (público-alvo: estudantes, ao público em geral; acadêmicos da área da saúde...); sua utilidade; aponta novos conhecimentos ou enfoques? Como é o seu estilo?
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Questões Discursivas ENADE - Produção de Parágrafos
Exercícios:
.
(JB ECOLÓGICO. JB, Ano 4, n. 41, junho 2005, p.21.)
Agora é vero. Deu na imprensa internacional, com base científica e fotos de satélite: a continuar o ritmo atual da devastação e a incompetência política secular do Governo e do povo brasileiro em contê-la, a Amazônia desaparecerá em menos de 200 anos. A última grande floresta tropical e refrigerador natural do único mundo onde vivemos irá virar deserto. Internacionalização já! Ou não seremos mais nada. Nem brasileiros, nem terráqueos. Apenas uma lembrança vaga e infeliz de vida breve, vida louca, daqui a dois séculos. A quem possa interessar e ouvir, assinam essa declaração: todos os rios, os céus, as plantas, os animais, e os povos índios, caboclos e universais da Floresta Amazônica. Dia cinco de junho de 2005. Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Mundial da Esperança. A última. 
(CONCOLOR, Felis. Amazônia? Internacionalização já! In: JB ecológico. Ano 4, no 41, jun. 2005, p. 14, 15. fragmento)
A tese da internacionalização, ainda que circunstancialmente possa até ser mencionada por pessoas preocupadas com a região, longe está de ser solução para qualquer dos nossos problemas. Assim, escolher a Amazônia para demonstrar preocupação com o futuro da humanidade é louvável se assumido também, com todas as suas consequências, que o inaceitável processo de destruição das nossas florestas é o mesmo que produz e reproduz diariamente a pobreza e a desigualdade por todo o mundo. Se assim não for, e a prevalecer mera motivação “da propriedade”, então seria justificável também propor devaneios como a internacionalização do Museu do Louvre ou, quem sabe, dos poços de petróleo ou ainda, e neste caso não totalmente desprovido de razão, do sistema financeiro mundial.
(JATENE, Simão. Preconceito e pretensão. In: JB ecológico. Ano 4, no 42, jul. 2005, p. 46, 47. fragmento)
1- A partir das ideias presentes nos textos acima, expresse a sua opinião, fundamentada em dois argumentos sobre a melhor maneira de se preservar a maior floresta equatorial do planeta.
Sobre a implantação de “políticas afirmativas” relacionadas à adoção de “sistemas de cotas” por meio de Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional, leia os dois textos a seguir.
Texto I
“Representantes do Movimento Negro Socialistaentregaram ontem no Congresso um manifesto contra a votação dos projetos que propõem o estabelecimento de cotas para negros em Universidades Federais e a criação do Estatuto de Igualdade Racial. As duas propostas estão prontas para serem votadas na Câmara, mas o movimento quer que os projetos sejam retirados da pauta. (...) Entre os integrantes do movimento estava a professora titular de Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Yvonne Maggie. ‘É preciso fazer o debate. Por isso ter vindo aqui já foi um avanço’, disse.” (Folha de S.Paulo– Cotidiano, 30 jun. 2006, com adaptação.)
Texto II
“Desde a última quinta-feira, quando um grupo de intelectuais entregou ao Congresso Nacional um manifesto contrário à adoção de cotas raciais no Brasil, a polêmica foi reacesa. (...) O diretor executivo da Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), frei David Raimundo dos Santos, acredita que hoje o quadro do país é injusto com os negros e defende a adoção do sistema de cotas.” (Agência Estado-Brasil, 03 jul. 2006.)
Ampliando ainda mais o debate sobre todas essas políticas afirmativas, há também os que adotam a posição de que o critério para cotas nas Universidades Públicas não deva ser restritivo, mas que considere também a condição social dos candidatos ao ingresso.
2- Analisando a polêmica sobre o sistema de cotas “raciais”, identifique, no atual debate social,
a) um argumento coerente utilizado por aqueles que o criticam; 
b) um argumento coerente utilizado por aqueles que o defendem.
Leia, com atenção, os textos a seguir. 
“Amo as árvores, as pedras, os passarinhos. Acho medonho que a gente esteja contribuindo para destruir essas coisas.”
“Quando uma árvore é cortada, ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer, quero ir para esse lugar,
onde as árvores vivem em paz.” 
 Antônio Carlos Jobim. JB Ecológico. Ano 4, no 41, jun. 2005, p.65.
3- A partir da leitura dos textos motivadores, redija uma proposta, fundamentada em dois argumentos, sobre o seguinte tema: EMDEFESA DO MEIO AMBIENTE
Procure utilizar os conhecimentos adquiridos, ao longo de sua formação, sobre o tema proposto. 
OBSERVAÇÕES
• Seu texto deve ser dissertativo-argumentativo (não deve, portanto, ser escrito em forma de poema ou de narração).
• A sua proposta deve estar apoiada em, pelo menos, dois argumentos.
• O texto deve ter entre 8 e 12 linhas.
• O texto deve ser redigido na modalidade escrita padrão da Língua Portuguesa.
• Os textos motivadores não devem ser copiados.
Sobre o papel desempenhado pela mídia nas sociedades de regime democrático, há várias tendências de avaliação com posições distintas. Vejamos duas delas:
Posição I – A mídia é encarada como um mecanismo em que grupos ou classes dominantes são capazes de difundir ideias que promovem seus próprios interesses e que servem, assim, para manter o status quo. Desta forma, os contornos ideológicos da ordem hegemônica são fixados, e se reduzem os espaços de circulação de ideias alternativas e contestadoras.
Posição II – A mídia vem cumprindo seu papel de guardiã da ética, protetora do decoro e do Estado de Direito. Assim, os órgãos midiáticos vêm prestando um grande serviço às sociedades, com neutralidade ideológica, com fidelidade à verdade factual, com espírito crítico e com fiscalização do poder onde quer que ele se manifeste. 
Leia o texto a seguir, sobre o papel da mídia nas sociedades democráticas da atualidade - exemplo do jornalismo.
 “Quando os jornalistas são questionados, eles respondem de fato: ‘nenhuma pressão é feita sobre mim, escrevo o
que quero’. E isso é verdade. Apenas deveríamos acrescentar que, se eles assumissem posições contrárias às normas dominantes, não escreveriam mais seus editoriais. Não se trata de uma regra absoluta, é claro. Eu mesmo sou publicado na mídia norte-americana. Os Estados Unidos não são um país totalitário. (...) Com certo exagero, nos países totalitários, o Estado decide a linha a ser seguida e todos devem-se conformar. As sociedades democráticas funcionam de outra forma: a linha jamais é anunciada como tal; ela é subliminar. Realizamos, de certa forma, uma “lavagem cerebral em liberdade”. Na grande mídia, mesmo os debates mais apaixonados se situam na esfera dos parâmetros implicitamente consentidos – o que mantém na marginalidade muitos pontos de vista contrários.”
Revista Le Monde Diplomatique Brasil, ago. 2007 - texto de entrevista com Noam Chomsky. 
4- Sobre o papel desempenhado pela mídia na atualidade, faça, em no máximo, 6 linhas, o que se pede:
a) escolha entre as posições I e II a que apresenta o ponto de vista mais próximo do pensamento de Noam Chomsky e
explique a relação entre o texto e a posição escolhida; 
b) apresente uma argumentação coerente para defender seu posicionamento pessoal quanto ao fato de a mídia ser ou não livre.
DIREITOS HUMANOS EM QUESTÃO
O caráter universalizante dos direitos do homem (...) não é da ordem do saber teórico, mas do operatório ou prático: eles são invocados para agir, desde o princípio, em qualquer situação dada.
					François JULIEN, filósofo e sociólogo.
Neste ano, em que são comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, novas perspectivas e concepções incorporam-se à agenda pública brasileira. Uma das novas perspectivas em foco é a visão mais integrada dos direitos econômicos, sociais, civis, políticos e, mais recentemente, ambientais, ou seja, trata-se da integralidade ou indivisibilidade dos direitos humanos. Dentre as novas concepções de direitos, destacam-se:
a habitação como moradia digna e não apenas como necessidade de abrigo e proteção;
a segurança como bem-estar e não apenas como necessidade de vigilância e punição;
o trabalho como ação para a vida e não apenas como necessidade de emprego e renda.
5- Tendo em vista o exposto acima, selecione uma das concepções destacadas e esclareça por que ela representa um avanço para o exercício pleno da cidadania, na perspectiva da integralidade dos direitos humanos.
Seu texto deve ter entre 8 e 10 linhas.
Surpresa: venceu a civilização
Fez um ano, no dia 26 de setembro, que a lei que bane os outdoors e regulamenta os letreiros nas fachadas das casas comerciais foi aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo. No dia 1º de janeiro fará um ano que a lei, apelidada de Lei Cidade Limpa, entrou em vigor. Seus objetivos pareciam bons demais para virar realidade. No entanto, decorridos só um pouco mais de um ano da aprovação e nem dez meses da entrada em vigor, já é evidente que a lei pegou. [...]
A paisagem urbana mudou, em São Paulo. Antes da lei, a cidade constituía-se no mais perfeito exemplo de casa-da-mãe joana em matéria de letreiros, faixas, painéis, cartazes e assemelhados a pendurar-se em fachadas, muros, totens, postes ou qualquer outra superfície disponível, fosse beira de telhado ou gradil de viaduto. Tal barafunda era um dos signos de seu terceiro mundismo, principalmente o terceiro-mundismo mental, cujo entendimento é de que o espaço público, em vez de um espaço de todos, é espaço de ninguém, livre para ser apropriado. Hoje – milagre! – já dá para transitar pelas ruas de São Paulo com a tranquilidade de que os olhos serão poupados do selvagem assédio dos anúncios.
A vitória da Lei Cidade Limpa lembra outra, ocorrida há dez anos, em Brasília: a do respeito à faixa de pedestres. Também nesse caso a questão girava em torno do uso da civitas, aqui no aspecto da conturbada convivência entre o automóvel e o pedestre.
Diante do nível crítico a que haviam chegado os atropelamentos na cidade, o governo, então comandado pelo hoje senador Cristovam Buarque, decidiu fazer valer o respeito às faixas demarcadas para a travessia das ruas. Para começar, postou junto a elas guardas encarregados de explicar aos motoristas que aquele desenho no chão era sinal de que deviam parar, paradeixar passar o pedestre.
Transcorridos os três meses dessa fase “educativa”, começou a multar. O resultado foi que – outro milagre! – em Brasília os brasileiros entenderam o que é faixa de pedestre. Até hoje, a capital federal é um raro oásis na selva do trânsito brasileiro, em que motoristas observam a prioridade do pedestre nas faixas. [...]
		 (TOLEDO, Roberto Pompeu de. Veja,10 out. 2007, p. 142.)
6- Escreva um texto sobre a possibilidade de esse “milagre” vir a acontecer com a lei de tolerância zero para o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas. Seu texto deverá atender os seguintes itens:
* ter no mínimo 10 e no máximo 12 linhas;
* reportar -se à reflexão feita por Pompeu de Toledo, identificando a fonte;
* abordar a especificidade da lei de tolerância zero, que toca num tabu cultural (o consumo “social” de bebida).
Momento num café Manuel Bandeira
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.(BANDEIRA, Manuel. 50 poemas escolhidos pelo autor. São Paulo: Cosac Naify, 2006, p. 42.)
7- O poema de Bandeira apresenta dois pontos de vista diferentes sobre a vida. A partir dessa leitura, organize um texto observando os seguintes pontos:
* explicite os dois pontos de vista presentes no poema;
* avalie a possibilidade de se afirmar a adesão do poeta a uma ou outra das visões presentes no poema;
* seu texto deverá ter de 8 a 10 linhas.
À beira de um colapso
Dados da ANEF (Associação das Empresas Financeiras das Montadoras) mostram que o saldo de recursos para financiamento de veículos saltou de R$ 42,4 bilhões em 2004 para R$ 120 bilhões no primeiro trimestre de 2008, e a expectativa é que essa trajetória ascendente continue. Com tanto dinheiro financiando veículos, as vendas no mercado interno ultrapassaram 1 milhão de unidades em maio deste ano. Em 2007, essa quantidade foi alcançada em junho.
O recorde de automóveis vendidos no ano passado será certamente batido neste ano, devendo se aproximar de 2,5 milhões de unidades. Em apenas oito anos, as vendas de veículos no mercado interno brasileiro dobraram. Saltaram de 1,1 milhão de unidades em 1999 para o recorde de 2,2 milhões em 2007. As indústrias automobilísticas têm investido grandes somas em suas linhas de produção para explorar o promissor mercado nacional.
Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que, enquanto a relação habitante-automóvel é de 1,2 nos Estados Unidos, de 3,1 na Coréia do Sul e de 4,7 no México, no Brasil ela é de 7,9. Ou seja, há um contingente enorme de pessoas no mercado brasileiro contido na estratégia das montadoras de expandir mercados, uma vez que nos países ricos essa meta está restrita.
Por conta do potencial de expansão da frota de veículos, do volume de crédito crescente e da estabilidade econômica, as montadoras estão investindo neste ano um montante recorde de recursos no Brasil para aumentar a produção. Estão previstos cerca de US$ 5 bilhões em investimentos em 2008, 130% a mais comparativamente ao valor investido no ano passado. (CINTRA, Marcos. Folha de S. Paulo. 26 mai. 2008.)
8- Apesar da recente crise mundial, a questão apresentada por Marcos Cintra em maio não mudou muito. Pode-se observar que as primeiras medidas tomadas para contornar a crise dizem respeito justamente às indústrias automobilísticas. Tendo em vista esse quadro, escreva um texto de opinião, discutindo esse paradoxo. Seu texto deve:
* deixar clara sua posição;
* reportar -se a dados apresentados por Cintra que você considere pertinentes para sua argumentação;
* ter de 10 a 12 linhas.
Vira-latas compensatórios
O erro que custou a Diego Hypólito uma medalha tida por todos como certa reativou um fantasma recorrente: a crença na vocação do brasileiro para fracassar nos momentos decisivos. Por alguma característica da alma nacional, não seríamos capazes de suportar tal pressão, o que se evidenciaria com particular clareza nas finais esportivas em que somos considerados favoritos.
Uma das razões dessa atitude é sem dúvida de natureza projetiva: os esportistas carregam nos ombros a responsabilidade de "representar a nação". Vencendo, inflam nossa autoestima e, fazendo-nos crer que somos tão bons quanto os melhores, nos proporcionam uma satisfação narcísica rala, mas de certo modo eficaz; se perderem, confirmam a crença na pouca valia dos nossos conterrâneos e, portanto, de nós mesmos.
O segundo motivo para desprezar os "perdedores" é a inveja, pois jamais chegaremos a realizar nada parecido com as proezas de que são capazes esses jovens. Como a inveja não é um sentimento nobre, negamo-la atribuindo o "fracasso" não às circunstâncias específicas que o provocaram, mas a algo cuja função é nos tornar mais uma vez semelhantes aos que, no fundo, não podemos deixar de admirar – mas agora pelo avesso: se a incapacidade de transformar o favoritismo em realizações é uma trágica fatalidade do caráter brasileiro, então os atletas não podiam mesmo conquistar a almejada vitória.
Para o esporte vale o que escreveu Maquiavel a propósito da política: o sucesso não depende apenas da "virtù", mas também da "fortuna"."Virtù" é o que o combatente traz consigo: seu preparo técnico, seu conhecimento do terreno e do adversário, a qualidade de suas armas. "Fortuna" é o fator imprevisível que favorece um ou outro – a lama no campo de batalha, o erro do oponente, a vara que faltava no estojo de Fabiana Murer. A contusão de Liu Xiang [China, atletismo] é obra da "fortuna", assim como o imbecil que agarrou Valdemar Cordeiro na maratona de 2004 ou a falha de Diego Hypólito no instante final. "Faço este movimento desde os 12 anos, nunca errei", lamentava-se ele ao rever o filme da prova. Até que um dia... Na mesma entrevista, o ginasta reconheceu onde estava sua fraqueza: "Creio que poderia não ter criado tanta expectativa quanto ao ouro". Ou seja, além da pressão da torcida, o próprio atleta acaba se persuadindo da obrigação de vencer, e isso o perturba no momento decisivo.
Por outro lado, a "virtù" contribuiu, e muito, para alguns bons resultados em Pequim. Entre outros exemplos, ressalto o trabalho psicológico com a equipe feminina de vôlei, o cuidado das velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan em estudar as condições do lugar em que iriam competir, a equipe multiprofissional de que se cercou a lutadora Natália Falavigna no taekwondo, o apoio dado pela família a César Cielo, a determinação de Ketleyn Quadros e de Maurren Maggi. O que esta escreveu na carta ao seu técnico -"dei duro e estou preparada" – não garantia a vitória, mas sem isso ela jamais chegaria. Contraprova: a "pátria de chuteiras",
com muita empáfia e pouco treino, tinha chances remotas contra uma Argentina que se preparou melhor – e merecidamente levou o título.
É tempo de deixarmos de lado o que Nelson Rodrigues chamava de "complexo de vira-lata". Ao invocar absurdos como a suposta incapacidade nacional para manter a cabeça fria na hora H, não apenas estamos faltando com a verdade – desde a invenção dos esportes modernos, inúmeros brasileiros venceram finais com tranquilidade, assim como outros foram prejudicados pelo nervosismo ou pela arrogância – mas ainda apequenamos o valor de resultados conseguidos com esforço hercúleo, independentemente do metal das medalhas – ou da ausência delas.
		 (MEZAN, Renato. Folha de S. Paulo. 31 ago. 2008. Mais!, p. 10 – adaptado).
9- Faça um resumo do texto acima, atendendoos seguintes requisitos:
* esclareça que se trata de um texto de Renato Mezan;
* assuma a voz do texto, fazendo as devidas referências ao autor;
* utilize no máximo 10 linhas
10- Utilizando os dados da tabela anterior, redija um parágrafo dissertativo promovendo a engenharia ambiental como a profissão da década.
			Toninho, chargeonline.com.br,.Lila..
11- As duas charges foram publicadas no dia do primeiro turno das eleições de 2010. Compare os 
pontos de vista veiculados pelos personagens. Seu texto deverá atender os seguintes requisitos:
* ter no mínimo 10 e no máximo 12 linhas;
* mencionar os autores das charges;
* discriminar os elementos simbólicos em que você se baseou para fazer sua interpretação.
12- A partir do título do texto “Bem-vindos, investidores estrangeiros”, pode-se perceber que o locutor do texto considera positivo o investimento estrangeiro no Brasil. Suponha que você seja um xenófobo que considera o capital estrangeiro negativo para o país. 
Redija um pequeno texto CRITICANDO as medidas de abertura econômica do governo Lula e DEFENDENDO o seu ponto de vista.
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As múltiplas funções dos gêneros textuais
	Em linguística, tipos textuais refere-se à estrutura composicional dos textos. Hoje, admite-se cinco tipos textuais, a saber: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.
A narração está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo e espaço do fato narrado. Além disso, é comum aparecerem nomes de personagens e um "clímax" em determinado momento. Há, portanto, o desenvolvimento da história, um momento de tensão, e a volta à estabilidade. Um exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.
	A argumentação está presente quando um determinado ponto de vista é defendido em um texto. São os chamados textos dissertativos.
	A exposição, como o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação.
	Nos textos descritivos existe a riqueza de detalhes e a constante presença de adjetivos. A descrição é muito recorrente em diversos gêneros textuais.
	Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as receitas e os manuais de instrução.
	É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros texuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.
	
O banco de exercícios abaixo reúne questões referentes atipologia textual
	A palavra Política por ser uma Ciência do governo dos povos que engloba o conjunto de um Estado e a sua determinação de uma organização na maneira de conduzi-lo. Como vemos a questão Políticano Brasil? Como o Estado, por ser um povo social, politicamente organizado caminha em uma estrutura administrativa de um governo próprio em seu território? 
Leia o artigo escrito por Fernando Tanganelie responda :
Cultura Política no BrasilPor Fernando Tanganeli
Aos olhos do eleitorado comum, todo político é corrupto. A grande maioria da população enxerga a política como um problema dos outros, acreditando num primeiro momento que a pessoa que se candidata a um cargo público está mais interessada na própria ascensão social do que trabalhar para um todo.Essa visão quase que enigmática da política não é por acaso. Durante séculos, o Brasil é governado para servir a uma minoria dominante, em detrimento da maioria dominada. Os processos de dominação se modernizam, ganham novos atores políticos, mas a estrutura desigual permanece.
A educação é a principal arma que uma sociedade tem para aguçar o senso crítico de seus cidadãos. No entanto, é fundamental que esta educação esteja comprometida com a qualidade de ensino. O aprendizado é um processo complexo e lento, conduzido por intermédio da disciplina, do conhecimento. 
Na política, é comum o confronto. O debate faz parte do processo político. A ideia do constante conflito às vezes nem é consciente, mas torna-se inerente àquilo que na verdade todos desejam: o poder.
O sentido de poder aqui é ampliado para todas as esferas do relacionamento humano. Todos querem ser poderosos. O ditado popular ‘Manda quem pode, obedece quem tem juízo’ sintetiza muito bem a relação de poder. O indivíduo que detém maior poder usa desse instrumento para obter mais benefícios perante o outro de restritopoder, que fará o mesmo com o seu subalterno e assim sucessivamente.A política pública não é diferente, pelo contrário. É nesse patamar que as relações ficam ainda mais institucionalizadas e o caos só não é instalado porque uma linha invisível, chamada ética, transformou alguns conceitos em leis que todos devem obedecer, sob penas legítimas.
É consenso o compromisso de todos os cidadãos perante as leis. Ser correto em todas as ações é mais que uma obrigação; é estar em paz com a própria consciência. A fiscalização sob o outro é ferrenha, contudo, se há uma brecha, se existe a possibilidade de conseguir um extra em determinada situação, o cidadão não pensa duas vezes. Afinal, ele tem a certeza dentro de si de que se fosse o outro, faria a mesma coisa.Neste cenário, não fica difícil entender a política brasileira. Se o imaginário coletivo acredita que todos os políticos são eleitos para tirar proveito próprio, então não resta alternativa se não aperfeiçoar o voto.O eleitor troca o seu poder transformador, que é voto, por necessidades vitais como comida, roupa, etc. Parece impertinente pensar que ainda existe essa relação, mas se os políticos ou os filhos, netos dos mesmos estão no poder é porque pouca coisa mudou.
Fonte: http://fer_imperio.dihitt.com.br/noticia/cultura-politica-no-brasil-1– 25/5/2011 – adaptado.
1-O artigo demonstrado acontece num discurso presente num blog, site cuja estrutura permite a atualização a partir de acréscimo em assuntos específicos. O tipo textual usado pelo autor do artigo, de forma intrínseca ao que é transmitido aos interlocutores, é caracterizado pela persuasão de seu ponto de vista. Assim, é classificado como um tipo textual
A) Descritivo. 		B) Injuntivo. 	C) Narrativo. 	D) Expositivo. 	E) Argumentativo. 
2- Segundo o autor do artigo, conforme o contexto, a Cultura Política no Brasil caracteriza-se, principalmente, 
pelo motivo da
A) visão social do termo ‘Política’ ser distante de sua indispensável função no Estado. 
B) corrupção dos candidatos eleitos, o que corrompe a administração financeira social.
C) dificuldade social no ponto de vista neutro, englobando inadequações de forma justa. 
D) marca de um entretenimento de futilidades no conhecimento social: reality show, etc. 
E) construção de uma estrutura vertical numa adequação social de indivíduos no Estado.
Leia o texto Artigo de opinião e responda 
Artigo de opinião
Artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e interessado por interlocutores em determinado grupo na esfera social. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis.
Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas.
Assim, a linguagemé objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor. Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.), e dão maior clareza às ideias. Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que se trata de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa, o que envolve o escritor e o leitor, ou todo o meio social que envolve o ponto chave do discurso. Fontes: http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm – 2/6/2011 – adaptado.
3- Segundo o texto, quando se escreve um enunciado no Gênero Textual ‘Artigo de Opinião’, o autor deve focar os seguintes pontos: 
A) Linguagem Formal, clareza e junção. B) clareza, subjetividade e interlocutores. 
C) interlocutores, objetividade e presteza. D) Injunção, Metonímia e Discurso Direto. 
E) escrita em primeira pessoa e Narração.
Fifa apresenta mascote oficial da Copa 2010
Fonte:http://www.blogdastellabarros.com.br/index.php/mascote-da-copa-2010/ – 15/11/2009 – adaptado.
JOANESBURGO (em africâncer e inglês, Johannesburg)- restando 626 dias para o início da Copa do Mundo de 2010, a África do Sul, país-sede da competição, e a Fifa apresentaram, nesta segunda-feira, o mascote oficial do torneio: um leopardo que se chamará Zakumi, uma combinação de palavras em dialetos africanos, como "ZA"(Zuid-Afrika), abreviação para África do Sul, mais "kumi", forma escrita do número dez em alguns países do continente.O mascote da Copa africana foi apresentado a milhões de torcedores que compareceram ao evento de lançamento, em Joanesburgo. Inspirado em ídolos locais do futebol, seus criadores resolveram lhe dar cabelos verdes para que servisse de um "disfarce perfeito para se camuflar nos gramados".
“Zakumi representa o povo, a geografia e o espírito da África do Sul, personificando a próxima Copa do Mundo. Estamos certos de que teremos muita diversão com ele, que nos guiará durante a Copa das Confederações (a ser disputada em 2009) e no Mundial”, destacou o secretário-geral da Fifa, JérômeValcke.
	O responsável pela criação do desenho foi AndriesOdendaal, de Cape Town, enquanto as roupas e a fantasia ficaram sob a responsabilidade de Cora Simpson, de Boksburg. “Zakumi é um orgulho sul-africano e, como tal, um embaixador ideal para o primeiro Mundial na África. Ele nasceu em 1994, no mesmo ano em que nosso país entrou na democracia. Ele é jovem, enérgico, inteligente e ambicioso, uma verdadeira inspiração para jovens e idosos, não só na África do Sul”, disse Danny Jordaan, político local que atua no ramo esportivo e ligado ao comitê organizador da Copa. Brincando com a imprensa, o ex-jogador Lucas Radebe, com passagem pelo Manchester United, disse ter se encontrado com Zakumi e analisou positivamente o novo mascote da Copa. “Ele é extremamente orgulhoso de ser o mascote oficial e está determinado a ser o melhor acolhimento possível para todos os fãs que visitarão o nosso amado país. Tenho a certeza que ele vai ser um grande animador para os fãs e jogadores, bem como para todos nós e nossos filhos”, concluiu.
	A tradição de se ter mascotes nas Copas surgiu na Inglaterra em 1966, com o leão Willie. Entre personagens pouco carismáticos e outros esquecidos, os mais lembrados até hoje são o menino Gauchito, da Argentina 1978, e o cachorro Striker, nos Estados Unidos 1994. Confira a lista de todos os mascotes da Copa: Willie, um leão - (Inglaterra 1966); Juanito, um garoto com sombreiro - (México 1970); Tip e Tap, dois jovens - (Alemanha Ocidental 1974); Gauchito, um menino - (Argentina 1978); Naranjito, uma laranja - (Espanha 1982 ; Pique, uma pimenta - (México 1986 ; Ciao, um boneco - (Itália 1990 ; Striker, um cachorro - (EUA 1994); Footix, um galo - (França 1998); Ato, Kaz e Nik, criaturas do futuro - (Coréia do Sul e Japão 2002); Goleo VI e Pille, um leão e uma bola falante - (Alemanha 2006).
Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/22/e220915878.html– 15/11/2009 – adaptado.
4-Conforme o conceito de Tipologia Textual– forma como um texto aparece: descrição, narração, dissertação, exposição, injunção, argumentação, diálogo e entrevista– o artigo demonstra as principais tipologias apresentadas pelo jornalista da JB ONLINE e também pelos comentários de alguns dos participantes:
a) entrevistas e narração (jornalista); exposições e argumentações (participantes). 
b) injunção e argumentação (jornalista); narrações e injunções (participantes). 
c) exposição e argumentação (jornalista); descrições e narrações (participantes). 
d) narração (jornalista); injunções (participantes).
e) descrição e narração (jornalista); exposições e argumentações (participantes). 
A questão 05 refere-se ao artigo publicado pela Revista Ciência Hoje (Seção ‘Revista Ciência Hoje das Crianças’), no dia 7 de junho de 2010, com o título: Por que muitos animais têm facilidade em reconhecer seus parentes? 
Por que muitos animais têm facilidade em reconhecer seus parentes?
A CHC 212 revela que, na natureza, reconhecimento tem tudo a ver com sobrevivência!
 Por: Marcus Aurélio d’Alencar Mendonça, Pós-graduação em Zoologia, Universidade Estadual de Santa Cruz
Publicado em 7/6/2010 / Atualizado em 7/6/2010
	Se alguém lhe dissesse que ratos, aves e até insetos sabem quem são seus parentes, você acreditaria? Pois é verdade! Alguns animais conseguem distinguir pais, filhos, irmãos, meio-irmãos, primos, tios e até avós, mesmo sem terem se encontrado antes. 
	A ideia dos animais se reconhecerem é antiga, estudada por muitos cientistas ao longo dos anos. Mas apenas há pouco tempo foi possível comprovar a capacidade que os animais têm de reconhecer seus parentes. Foi preciso estudar em detalhes os mecanismos envolvidos neste reconhecimento e como este fato afeta a vida dos animais.
	Os cientistas descobriram que alguns bichos desenvolvem uma forma de se comunicar e que essa habilidade faz com que muitos se reconheçam. A diversidade de animais que se comunicam distribui-se por todo o reino animal, indo desde as bactérias até os seres humanos. Insetos, peixes, sapos e lagartos, por exemplo, se comunicam e, assim, reconhecem seus parentes por meio do olfato – é!,sentindo o cheiro. Já as aves e os mamíferos, além do cheiro, reconhecem pela voz ou pela aparência.
	Vejamos o caso dos ratos: o sentido do olfato é tão apurado nesses animais que eles conseguem distinguir seus irmãos por diferenças mínimas existentes no cheiro da urina. Já algumas espécies de aves se reconhecem pelo som. O chamado emitido pelas aves pode ser comparado à voz humana – suas partes podem ser comparadas a sílabas, palavras e frases. 
	Durante a juventude, as pequenas aves ouvem com muita atenção as vozes de seus pais e irmãos. Com o passar do tempo, e de muito treino, eles aprimoram seu próprio repertório, que se torna mais parecido com o de seus parentes.
	Os cientistas ainda foram além: observaram como muitos animais se comportam de maneira diferente diante de membros da sua família e o tratamento que os bichos dão uns aos outros. Assim, verificaram que os animais respondem de maneira diferenciada aos estímulos vindos de sua própria família.
	Mas, afinal, qual é a vantagem de os animais saberem quem são seus parentes? Na natureza, podemos identificar algumas delas. Evitar a reprodução entre membros da mesma família; cuidar preferencialmente de filhos e irmãos; trabalhar em conjunto para defender alimento e território; formar grupos para viver em sociedade.
	Agora, quer um exemplo? Quando roedores, como os coelhos, encontram-se com outros da mesma espécie em seu território, dependendo de seu grau de parentesco, eles podem: ficar juntos ou evitarem o contato; serem agressivos ou amigáveis; formar casais ounão. Conclusão: reconhecimento tem tudo a ver com sobrevivência!
Fonte http://chc.cienciahoje.uol.com.br/revista/revista-chc-2010/212/por-que-muitos-animais-tem-facilidade-em-reconhecer-seus-parentes – 9/6/2010 – adaptado.
5- A tipologia textual destacada no artigo científico divulgado pela revista, na seção Ciência Hoje das Crianças, apresenta informações a respeito dos assuntos, desenvolve ideias, explica, avalia e reflete; recebe o nome de
a) Descrição. 	b) Argumentação. 	c) Exposição. 	d) Injunção. 	e) Narração. 
A questão 6refere-se à charge a seguir, satirizando diferentes efeitos de sentido que podem ser causados 
porpropagandas muitas vezes conhecidas como enganosas.
Fonte: http://belager.files.wordpress.com/2009/10/dieta-propaganda3.jpg – 30/5/2010 – adaptado.
6-Conforme a frase apresentada pela charge – Experimente você também o novo iogurte Fikfinno! – a Tipologia Textual que tem por objetivo indicar a forma de como realizar uma ação, com verbos, em sua maioria, empregados no modo imperativo, muito utilizada para o consumo de produtos, em propagandas publicitárias, chama-se
a) Exposição. 	b) Narração. 	c) Injunção. 	d) Descrição. 	e) Dissertação. 
As questões 7 e 8 referem-se à crônica do jornalista e apresentador brasileiro, Pedro Bial, nascido no Rio de Janeiro (RJ) no dia 29 de março de 1958, conhecido por apresentar o programa de televisão exibido pela Rede Globo de Televisão, Big Brother Brasil. 
A morte, por si só, é uma piada pronta.Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim?E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?Não sei de onde tiraram esta ideia: MORRER!!!A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita Educação Física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...  De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,  numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é?  Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,  sem ter dançado com a garota mais linda,  sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.  Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.  Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas,  a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.  Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.  Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,  caminha por uma rua e talvez não chegue à próxima esquina,  começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.  Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. OK, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,  desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.  E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.  Por isso, viva tudo que há para viver.  Não se apegue às coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!
Fonte:http://www.pensador.info/cronicas_de_pedro_bial_pedro_bial/ – 3/6/2010 – adaptado.
Freeway – situação em que um jogador controlava uma galinha que deveria atravessar uma rodovia cheia de automóveis e de caminhões, com mais de seis pistas. Jogo simples, lançado para o Atari 2600 em 1981. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Freeway – 3/6/2010 – adaptado). 
Chiste – graça; poesia ou canção picaresca; malícia disfarçada que um dito ou um escrito encerra. 
7-Explique, exemplificando com enunciados apresentados na própria crônica, o motivo pelo qual ‘[...] a morte, por si só, é uma piada pronta’, segundo Pedro Bial. 
8-Na crônica de Pedro Bial, a respeito da situação da morte, as duas principais tipologias textuais apresentadas são Descrição e Injunção. Cite um trecho que mostre a função de uma descriçãoe de uma injunção, explicando o motivo do enunciado encontrar-se associado a esta tipologia textual. 
As questões 9 e 10referem-se ao anúncio de divulgação pelo Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, associado ao objetivo do trabalho voluntário – atividade desempenhada no uso e gozo da autonomia do prestador do serviço ou trabalho, sem recebimento de qualquer contraprestação que importe em remuneração ou obtenção de lucro.
DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
No dia 14 de outubro de 1992 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 3 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico. Esse dia serve para conscientizar, comprometer e fazer com que os programas de ação conseguissem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo. As entidades mundiais da área esperam que com a criação do Dia Internacional todos os países passem a comemorar a data, gerando conscientização, compromisso e ações que transformem a situação dos deficientes no mundo. O sucesso da iniciativa vai depender diretamente do envolvimento da comunidade de portadores de deficiência que devem estabelecer estratégias para manter o tema em evidência.
Fontes: http://www.voluntariosemacao.org.br/archive/200912 /http://www.cedipod.org.br/Dia3.htm – 10/12/2009 – adaptado.
9-O impacto trazido aos interlocutores, aos leitores do discurso divulgado pelo anúncio, a respeito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física, PODE ser identificado, principalmente, 
a) pelo interdiscurso relacionado à personagem da novela exibida na Rede Globo de Televisão – Viver a Vida –, em que a atriz Alline Moraes interpreta Luciana, jovem que por grave acidente adapta-se à realidade de um deficiente físico. 
b) com a utilização do termo Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança e desenvolvimento econômico.
c) pelo termo social e atrativo utilizado no próprio título – Pessoa com Deficiência Física – característica dos problemas que ocorrem no cérebro ou sistema locomotor, e levam a um mau funcionamento ou paralisia dos membros inferiores e/ou superiores. 
d) com a linguagem não-verbal criada pelo símbolo de deficiente físico, montado com a atenção e a união de vários indivíduos da sociedade. 
e) pela comunicação a respeito do termo Dia Internacional, tendo sempre origem nas manifestações promovidas pela ONU – Organização das Nações Unidas. 
Tipologia textual (ou Tipo Textual) é a forma como um texto se apresenta. 
10-O discurso desenvolvido pelo artigo, padronizado por linguagem verbal e linguagem não-verbal, ESTABELECE no contexto os tipos textuais sancionados pela forma
a) descritiva, narrativae injuntiva. 			b) dissertativa, argumentativa e expositiva. 
c) expositiva, narrativa e argumentativa. 		d) descritiva, narrativa e argumentativa. 
e) descritiva,narrativae expositiva. 
11- Leia atentamente o texto a seguir 
É dia de festa na cidade. Na casa semiacabada da família Sousa, no centro da vila operária de santo André( Grande São Paulo), sentada em sua cama, a garota Thaís Dias de Sousa de 7 anos, de volta a casa,após dois anos de separação brinca com a boneca que o pai José , operário de Autolatina, comprou para esperá-la.
A sequestradora de Taís, uma ex-dançarina de boate, foi presa pela polícia na tardede ontem, em função das denúncias feitas por vizinhos desconfiados de que havia algo errado com aquela mulher e a menina que vivia com ela.
Na verdade, na manhã daquele domingo, patrícia havia segurado Thaís pela mão, numa igreja , enquanto a mãe da garota rezava de olhos fechados. Essa mulher, que prometeu que levaria a garotinha para conhecer uma amiga pretendia vendê-la para dois conhecidos que haviam encomendado o “serviço, mas desistiu da idéia e resolveu ficar com a garota. Mudou-lhe o nome para Miriam, obrigou a criança chamá-la de mãe forçando-a a ficar nas diversas favelas e barracos onde viveu nesses últimos dois anos.(...)
Os fatos mais significativos da reportagem acima, publicada na revista Marie Clarie estão relacionados a seguir, na ordem em que aparecem no texto:
A garota Thaís Dias de Sousa, trazida para casa, depois de dois anos brinca com uma boneca.
O pai de Thaís, José, operário de Autolatina, comprou uma boneca para espera-la.
A sequestradora da menina foi presa pela polícia.
Vizinhos desconfiados, fizeram denúncias à polícia.
Patrícia segurou a menina pela mão, enquanto a mãe da criança rezava.
A mulher prometeu que levaria Thaís para conhecer uma amiga , mas na realidade pretendia vendê-la 
Dois conhecidos encomendaram o “serviço”.
A sequestradora desistiu da ideia de entregar Thaís aos dois conhecidos e resolveu ficar com ela.
A sequestradora mudou o nome de Thaís para Miriam, obrigando-a a chamá-la de mãe.
Patrícia forçou a menina a ficar nas favelas e barracos onde viveu nesses últimos anos.
Reconstrua a cronologia desses fatos e assinale a alternativa cuja numeração corresponde à sequência temporal 
em que tais fatos realmente aconteceram:
2-1-4-3-5-6-7-8-9-10				D)5-6-7-8-9-10-4-3-2-1
4-3-2-1-7-5-6-8-9-10				E)7-5-6-8-9-10-4-3-2-1
6-5-7-8-10-9-2-1-4-3
PROPOSTAS DE PRODUÇAO TEXTUAL
1- Escreva um texto argumentativo sobre a charge abaixo
2- Escolha uma das propostas abaixo para produzir seu textodissertativo 
�
PROPOSTA A			
PROPOSTA B
PROPOSTA C
�
3- Escreva um texto dissertativo sobre a charge abaixo.
4- Leia o texto abaixo:
“Sou portadora do vírus HIV e afirmo com todas as letras, que a rotina dos doentes de Aids é pra lá de sacrificada e sofrida. Se me apaixonasse por um soropositivo, teria que redobrar os cuidados com a saúde e sofreria muito. Mas nunca fugiria do amor. Acredito nos avanços da medicina e no funcionamento dos coquetéis. E, se pintasse a vontade de ser mãe, adotaria uma criança.” (Catarina, 30 anos, gerente de vendas)
“Apesar de todo o preconceito que enfrentaria, não deixaria de me relacionar com uma mulher portadora do vírus HIV. Apenas tentaria me proteger. Sou otimista e acredito que existem pessoas responsáveis e conscientes em relação a isso.” (Michel, 34 anos, médico)
“Jamais teria estrutura emocional para encarar um relacionamento com alguém que pudesse ficar doente de uma hora para a outra. Mesmo me prevenindo, teria que conviver com o medo, com o fantasma de poder me contaminar.” (Mônica, 23 anos, analista de sistemas		(Cláudia-ano29-dezembro de 2001.)
Redija um texto expositivo-argumentativo utilizando estratégias de produção próprias desse gênero.
5- Produza um texto DISSERTATIVO, em terceira pessoa, abordando o tema apresentado. Fundamente 
sua produção em argumentos convincentes e explicite o seu ponto de vista em relação ao assunto. 
	COM QUE CORPO EU VOU?
O corpo tem alguém como recheioArnaldo Antunes, tema para o grupo “Corpo” em 2000.
	O cuidado de si volta-se para a produção da aparência, segundo a crença já muito difundida de que a qualidade do invólucro muscular, a textura da pele e a cor dos cabelos revelam o grau de sucesso de seus “proprietários”. Numa praia carioca, escreve StéphaneMalysse, as pessoas parecem “cobertas por um sobrecorpo, como uma vestimenta muscular usada sob a pele fina e esticada...”
	São corpos em permanente produtividade, que trabalham a forma física ao mesmo tempo em que exibem os resultados entre os passantes. São corpos-mensagem, que falam pelos sujeitos. O rapaz “sarado”, a loira siliconada, a perna musculosa ostentam seus corpos como se fossem aqueles cartazes que os homens sanduíches carregam nas ruas do centro da cidade. “Compra-se ouro”. “Vendem-se cartões telefônicos”. “Belo espécime humano em exposição”.
	A cultura do corpo não é a cultura da saúde, como quer parecer. É a produção de um sistema fechado, tóxico, claustrofóbico. Nesse caldo de cultura insalubre, desenvolvem-se os sintomas sociais da drogadição (incluindo o abuso de hormônios e anabolizantes), da violência e da depressão. Sinais claros de que a vida, fechada diante do espelho, fica perigosamente vazia e sem sentido. (KEHL, Maria Rita. Psicanalista e ensaísta, em artigo publicado na Folha de São Paulo, 30 de junho de 2002, Caderno Mais.)
6-Observe o cartum a seguir. 
ROSA. Rodrigo.Narciso. disponível em 
http://grafar.blogspot.com/2007/10/cartum-rodrigo-rosa.html acesso em 16/01/09
A-Após analisar e interpretar as imagens do cartum do artista Rodrigo Rosa, PRODUZA um parágrafo no qual você argumenta a respeito da temática tratada no texto. 
B- O cartum analisado na questão ANTERIOR faz referência ao Mito grego de Narciso. Leia o trecho abaixo e conheça a história de Narciso.
“Narciso, segundo a mitologia grega, era um jovem belíssimo. Por ocasião de seu nascimento, seus pais consultaram um adivinho que lhes disse que que o filho viveria muito, mas condição de que nunca contemplasse a própria imagem. Narciso um dia foi assediado por uma bela ninfa, Eco, que diante da recusa de Narciso, entristeceu-se muito e enclausurou-se em uma caverna até morre. Para vingar a morte de Eco, o deus Nêmesis prometeu punir Narciso. Um dia, sentido muito calor, Narciso se inclinou sobre as águas cristalinas de um lago e, naquele momento, viu seu rosto refletido nas águas. Pensou se tratar de uma entidade das águas e, apaixonado por ela, não conseguiu parar de admirá-la. Como a imagem sumia todas as vezes que ele tentava tocá-la, Narciso ficou ali até morrer e no lugar de sua morte brotou uma linda flor, cujo nome ficou sendo Narciso.”
Disponível em http://hall_of_secrets.tripod.com/greciavaidade.htm acesso em 16/01/09
6-Após a leitura do trecho acima, ESCREVA um parágrafo no qual você faz uma relação entre o cartum e o Mito de Narciso. Não se esqueça de salientar a importância do conhecimento prévio sobre o Mito para a interpretação da mensagem do cartum.
7- Leia abaixo um trecho da entrevista do filósofo e escritor suíço Alain de Botton à revista Época. Na entrevista, De Botton discute a relação do homem com o trabalho, questão abordada no seu livro mais recente: Os Prazeres e Desprazeres doTrabalho (Ed. Rocco).
Época: É possível ser feliz no trabalho?
De Botton: Sim, assim como é possível ser feliz no amor. Todos nós conhecemos pessoas que têm relacionamentos maravilhosos. Conhecemos também pessoas que têm trabalhos maravilhosos. Elas amam o que fazem. Mas é uma minoria. Para a maior parte das pessoas algo está errado. Pode ser que, em algum momento, as coisas tenham ido bem, mas depois elas acabaram perdendo o interesse no trabalho. Pode ser que as coisas nunca tenham ido bem para elas. A ideia de que todos podemos ser felizes no trabalho é bonita. Mas, no atual estado da economia, da política e até da psicologia, isso é impossível.
Época: Por que é tão difícil ser feliz no trabalho?
De Botton: Por diversas razões. Pode ser muito difícil saber o que você quer fazer com sua vida. Existe gente que diz “eu quero fazer algo para ajudar as outras pessoas”, mas não sabe exatamente o que fazer, nem comofazer isso. Outras pessoas dizem “quero fazer algo criativo”, mas também não sabem como. Há certo mistério para conseguir o que queremos. Há também muitos obstáculos. Qualquer empreendedor, ao abrir seu negócio, terá de superar a inércia do mercado para se estabelecer. Um indivíduoque entrou num novo emprego enfrenta um problema parecido para mostrar ao mundo que ele existe. É uma tarefa difícil, em
qualquer ramo de atividade. É sempre algo extraordinário quando alguém ama o que faz – e é bonito ver isso acontecer. (Época, 26 set. 2009, p. 114. Texto adaptado.)
Escreva um texto de 08 a 12 linhas, em discurso indireto, sintetizando essa entrevista. Seu texto deve: 
- deixar claro que se trata de uma entrevista, indicando a fonte;
- explicitar a que perguntas o entrevistado respondeu.
8-Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um tema comum aos textos abaixo.
			
Texto I
Morreu de causas naturais em Londres, no dia 31, aos 96 anos, Joseph	Rotblat, o físico britânico nascido na Polônia que ganhou o Prêmio Nobel
da Paz em 1995, por seus esforços em livrar o mundo das armas atômicas.
Ele foi o único cientista a desistir do Projeto Manhattan, que desenvolveu
a bomba atômica lançada sobre Hiroshima em 1945. Como Albert
Einstein, ele defendia que os pesquisadores devem ter responsabilidade
social por suas criações.
Adaptado de Revista Veja
Texto II
Há pessoas que acreditam que os objetivos individuais devem ser colocados em segundo plano, em benefício dos interesses coletivos, estabelecendo uma controvérsia com os que preferem não impor limites à liberdade individual.
					Revista Veja
					Texto III
Onde estaria a humanidade sem os espíritos inquietos e curiosos dos cientistas, sempre empenhados na busca de novas soluções para antigos problemas ou exercitando sua inventividade com o objetivo de abrir perspectivas nunca antes imaginadas? Essa indagação nos obriga a afirmar que não há nada mais justo do que reconhecer-lhes o valor e o mérito das conquistas, sem as quais os homens permaneceriam indefinidamente num estágio que se perpetuaria em suas limitações e entraves, para sempre ignorantes do saber e do sabor do ineditismo e do revolucionário.
							Mateus de Carvalho Souza
9- Redija um resumo, de até 15 linhas, do texto abaixo. Seu resumodeverá apresentar, sintética e seletivamente, as ideias do texto original, bem como ressaltar a progressão e a articulação de tais ideias. Evite a repetição de frases inteiras do texto e comentários pessoais sobre o tema. Evite, também, a apresentação do resumo em forma de esquema.
				
Ehud, o primeiro canhoto
	Ehud sacou uma pequena adaga com sua mão esquerda e enterrou, lâminae cabo, na barriga de Eglon. Essa passagem do Velho Testamento éconsiderada a primeira referência nominal a um canhoto. A Bíblia tambémrelata que um exército de 26 mil homens que partiu da cidade de Gibeahtinha 700 canhotos, todos exímios atiradores de pedras, o que permite calcular a frequência de canhotos em Gibeah: 2,5%.
	Em 1986, a revista NationalGeographic perguntou aos leitores o ano de seunascimento e com que mão escreviam. Entre os leitores nascidos de 1900 a 1910, a frequência de canhotos era de 2,5%. Esse número subia para 10% entreos leitores nascidos na década de 30 e se estabilizava em 12% após 1950. Comoexplicar esse abrupto aumento na frequência de canhotos em uma população?Ser destro ou canhoto é em parte característica herdada. Casais em queambos os pais são canhotos têm uma chance maior de gerar filhos canhotos. Oaumento detectado pela revista poderia ser explicado pela maior frequência deum gene hipotético, “canhoto”, entre 1900 e 1950. O problema é que a frequênciade um gene em uma população só aumenta se as pessoas com esse gene foremcapazes de gerar um número de filhos maior do que o restante dos indivíduos.
	Os cientistas decidiram testar essa hipótese e tiveram uma surpresa.Comparando o número de filhos de casais em que os dois pais eram destroscom o número de filhos de casais em que ambos os pais eram canhotos,verificaram que esse número era diferente e variava ao longo do tempo. Noinício do século 20, casais destros tinham em média 3,1 filhos, um númeromaior que a média dos casais canhotos, de 2,8 filhos. Em 1955, a situaçãohavia se invertido, casais de destros tinham em média 2,5 filhos, enquantocasais canhotos tinham 2,6 filhos. Não temos a menor ideia do que causou adiferença de fecundidade, mas esses resultados ajudam a explicar por que onúmero de canhotos aumentou entre 1900 e 1950.
	Se a frequência de canhotos mudou tanto em 50 anos, como ela teriavariado ao longo da história da humanidade? Sem poder perguntar aos mortoscom que mão escreviam, os cientistas utilizam um método indireto, que consisteem examinar as obras de arte de diferentes períodos e tabular com que frequência as pessoas foram retratadas com objetos na mão esquerda. Entre 3000 a.C. e 1950, a frequência de canhotos registrada nas obras oscila entre5% e 12%, um intervalo semelhante ao medido pela NationalGeographic.
						Fernando Reinach
10-Considere o trabalho de Barbara Kruger, reproduzido abaixo. Identifique seu tema e, sobre ele, redija uma dissertação em prosa (In: Mais! Folha de S. Paulo, 02/11/2003.)
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um ponto de vista sobre o assunto;
b) coesão e coerência do texto;
c) domínio do português padrão.
11-Temas de redação 
* Oriente Médio: o princípio de uma nova era.
* 2011: Ano Internacional das florestas.
*Educação: a base para a justiça social.
* Homofobia: violência contra os direitos humanos.
*Legalização da maconha: este é o caminho?
*Inclusão social
*Igualdade de gênero
*O jovem e a democracia. 
* Juventude e responsabilidade social: é assim que se faz um Brasil para todos.
*Os benefícios da prática esportiva para o indivíduo e para a sociedade.
* Em que mundo você quer viver? (Considere os impactos ambientais e o comportamento humano diante 
do meio ambiente)
* Os desastres naturais no Brasil: acidentes ou a natureza em resposta ao homem?
 *A ditadura no Brasil. Por que os crimes ainda não foram punidos?
 *Juventude: tempo de mudanças e tempo de mudar.(Quais as perspectivas políticas e sociais da juventude nacional?) 
 *Inclusão digital: um direito de todo brasileiro.
* O trabalho escravo no Brasil: uma realidade intrigante.
•	Pulseira do sexo.
•	Bullying: um ato de violência e preconceito.
•	Bioética
•	Problemas na camada de ozônio (Um tema atual que vem trazendo muitos impactos ao planeta e ao nosso DNA)
•	Imprensa x democracia.
•	Brasil da copa e Brasil na copa do mundo.
•	Pré-sal x sustentabilidade.
•	O paradoxo entre a imagem externa do Brasil e os problemas sociais enfrentados em nível interno.
•	A pedofilia na Igreja Católica.
•	As tragédias naturais.
•	A violência urbana.
•	O voto: exercício de cidadania.
•	Fontes limpas de energia. Como?
•	Ficha limpa.
•	Craque no Brasil.
•	Política e responsabilidade social.
•	Educação: princípio para a igualdade social.
•	Ditadura militar no Brasil: um período do qual o brasileiro deve se envergonhar. Até quando irá a impunidade?
•	Crack, droga cinco vezes mais potente que a cocaína:o vilão que assola a juventude brasileira.
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A ARTE DE FALAR BEM EM PÚBLICO
JOSÉ CARLOS BRITO ALVES (Psicólogo e Consultor de Processos Humanos em Organizações)
OBJETIVOS:
•CAPACIDADE DE TRANSMITIR INFORMAÇÕES DE FORMA PERSUASIVA.
•COMUNICAR-SE BEM EM QUALQUER SITUAÇÃO
•ATINGIR O ESTÁGIO DE EXCELÊNCIA NA COMUNICAÇÃO
COMUNICAÇÃO EFICAZ
•CRIA UMA PONTE ENTRE O EMISSOR E O RECEPTOR.
•FAZ EMPATIA
•USO DE “RAPPORT”(SINTONIA, HARMONIA, RELAÇÃO)
O MAPA DA MINA:
•IDÉIAS SIMPLES E CLARAS
•USAR EXEMPLOS,PARÁBULAS, PENSAMENTOS, FRASES, TESTEMUNHOS
•APRESENTAR PROVAS
•TRABALHAR OS SENTIMENTOS E AS EMOÇÕES DAS PESSOAS
O IMPACTO NO RECEPTOR
•7% ATRAVÉS DAS PALAVRAS
•38% TOM DA VOZ
•55% CORPO
IMPORTANTE SABER:
•NÃO É O QUE SE DIZ QUE É IMPORTANTE, É COMO SE DIZ.
CANAIS SENSORIAS
•VISUAL •AUDITIVO •CINESTÉSICO
PILARES DA APRESENTAÇÃO
•SEJA VOCÊ MESMO.
•PRONUNCIE COMPLETAMENTE AS PALAVRAS
•FALE COM BOA VELOCIDADE
•FALE COM BOM RITMO
•TENHA BOM VOCABULÁRIO •PROCURE ONDULAR A VOZ(IMPOSTAÇÃO E DICÇÃO)
•TENHA POSTURA ADEQUADA
CONTATO VISUAL
•PASSA CREDILIDADE •SEGURANÇA •SINCERIDADE
•OPORTUNIZA FEEDBACK
CONHEÇA SEU PÚBLICO:
•DEFINA OS OBJETIVOS •ADEQUE A LINGUAGEM
•BUSQUE IDENTIFICAÇÃO •DESCOBRA ACESSOS
CONHEÇA O LOCAL:
•AJUDA NO PSICOLÓGICO •ANALISE O LEIAUTE
•TESTE OS EQUIPAMENTOS •VERIFIQUE TODOS ÂNGULOS
•OBSERVE A PERSPECTIVA DE VISUALIZAÇÃO
PLANEJAMENTO
•ORGANIZE UM ROTEIRO. •DEFINA OS OBJETIVOS.
•ESCOLHA OS CONTEÚDOS. •DEFINA ESTRATÉGIAS.
•CALCULE O TEMPO
DOMINE O MEDO
•ACEITE O MEDO COM NATURALIDADE •PREPARE-SE
•NÃO SEJA ESCRAVO DAS REGRAS •APLIQUE AS TÉCNICAS.
•COMECE NA PRIMEIRA MARCHA
ILUSTRE SUA APRESENTAÇÃO
•UTILIZE RECURSOS AUDIO-VISUAIS. •APRESENTE PESQUISAS, GRÁFICOS.
•USE COMPARAÇÃO, METÁFORAS. •LEMBRE-SE DE CONQUISTAR A PLATÉIA NO INÍCIO
•IMPORTANTÍSSIMO: A ÚLTIMA IMPRESSÃO
UMA BOA APRESENTAÇÃO
•CLAREZA •CONCISÃO •HARMONIA
•ORIGINALIDADE •UNIDADE.
INTRODUÇÃO 5% -
•ATRAIR A ATENÇÃO DOS OUVINTES.•TORNAR DÓCEIS OS PARTICIPANTES
•CONQUISAR A ESTIMA DAS PESSOAS. •SER INSINUANTE(CONQUISTAR A SIMPATIA DAS PESSOAS)
MAIS QUALIDADE À APRESENTAÇÃO
•USO DE PAUSAS •QUESTIONAMENTOS •ENTUSIASMO
•ÊNFASE •POSTURA ADEQUADA •PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO
DESENVOLVIMENTO – 90%
•SER PERSUASIVO(PODER DE CONVICÇÃO •ORDENAÇÃO
•PASSAR CONFIANÇA •FUNDAMENTAR O QUE DIZ
CONCLUSÃO– 5%
•IMPRESSIONAR(ABALAR, COMOVER, INFLUENCIAR NO ÂNIMO DAS PESSOAS)
•REAFIRMAR •RESUMIR •RECAPITULAR.
LEMBRE-SE
•A RESPONSABILIDADE DA COMUNICAÇÃO É DO COMUNICADOR
•É PRECISO CONHECER AS POSSÍVEIS REAÇÕES DO PÚBLICO
•O ORADOR DEVE ESTAR PREPARADO PARA QUALQUER TIPO DE REAÇÃO
•NUNCA DEVOLVER PROVOCAÇÕES NEM IMPOR SUAS IDEIAS
GESTOS E EXPRESSIVIDADE 
•FACILITAM A COMPREENSÃO •DEVEM PASSAR NATURALIDADE
•DEVEM SER CONECTADOS •EVITAR GESTOS REPETITIVOS
VOLUME E TOM DE VOZ
•INSPIRE SENTIMENTOS E EMOÇÕES •PASSE CREDIBILIDADE
•PRENDA A ATENÇÃO •MOTIVE O PÚBLICO A ESCUTAR
VOLUME ADEQUADO
•FRANQUEZA •ENERGIA 
•EXAGERO: PASSA INVASÃO E MÁ EDUCAÇÃO •BAIXO DEMAIS: INSEGURANÇA
VOZ
•MUITO AGUDA: PASSA FRAGILIDADE OU INFANTILIDADE
•MUITO GRAVE: AUTORITARISMO E RIGIDEZ
SIMULAÇÃO
•FALE DIANTE DO ESPELHO •FALE PARA PESSOAS CONHECIDAS•TREINE NO LOCAL
EXERCÍCIOS QUE AJUDAM:
•LER TEXTOS COM O DEDO ENTRE OS DENTES •LER SOMENTE AS VOGAIS DO TEXTO
•LEITURA EM VOZ ALTA •LER ALTERNANDO A ENTONAÇÃO DA VOZ
•LER POESIAS
ANEXOS- Textos	
Brasil, país de velhos Frei Betto
	O Brasil está cada vez mais velho. Daqui a 20 anos a pirâmide da faixa etária brasileira vai virar de cabeça para baixo. O número de idosos com mais de 80 anos crescerá 6% ao ano (hoje, aumenta 4% ao ano), enquanto haverá queda de fecundidade e a população total começará a diminuir. Em 2010 começará a decrescer a faixa entre 15 e 29 anos. São dados da pesquisa de Ana Amélia Camarano, do Ipea.
	Nadécada de 1980, acreditava-se que a população brasileira chegaria aos 200 milhões em 2000. Não chegou. Hoje, somos 190 milhões. Devido à queda de fecundidade – hoje, de 1,8 filho por mulher – só atingiremos aquele patamar em 2020. Em 2030 o Brasil terá 206,8 milhões de habitantes. Dez anos depois cairá para 204,7 milhões.
	 Tais mudanças terão impacto na previdência social, que hoje dá cobertura a 60% da força de trabalho do país, sem no entanto alcançar os 33,2% de trabalhadores informais. 
	Haverá também efeitos no mercado de trabalho. Para evitar um número excessivo de inativos, o país terá de investir em saúde ocupacional e derrubar os preconceitos contra o trabalho de idosos. Em alguns países, idosos têm preferência em certas ocupações profissionais.
	 As grandes famílias, como a minha – 8 irmãos -, ficam para os álbuns de retrato. Hoje, a média nacional, tanto entre ricos quanto entre pobres, é de 2,2 filhos por família. No Brasil, o número de idosos (21 milhões) já supera o de crianças (19,4 milhões). O Rio de Janeiro é o estado com o maior índice de pessoas com mais de 60 anos (14,9%). 
	 A fecundidade entre jovens de 15 a 19 anos, crescente até 2000, devido à erotização da cultura consumista e à sexualidade precoce, hoje encontra-seem queda. Porém, aumenta o número de meninas mães que moram com os pais ou avós. 
	 A média nacional de durabilidade conjugal é de sete anos. O número de mulheres se dilata no mercado de trabalho e, hoje, elas já são responsáveis por 40% da renda familiar e chefiam 43% das famílias brasileiras. Contudo, se por um lado elas têm menos filhos, mais renda e mais escolaridade, por outro continuam a assumir, ao contrário dos homens, dupla jornada de trabalho. A pesquisa constata que a mulher que trabalha gasta 20,9 horas semanais com o cuidado da casa, enquanto os homens dedicam apenas 9,2 horas. 
	 Ficar velho virou tabu. Uma das causas é a desistorização do tempo provocada pela ideologia neoliberal, de modo a nos incutir a noção grega de tempo cíclico, que neutraliza os projetos históricos e nos incute a ideia de perenização do presente; leia-se: fora do capitalismo a humanidade não tem futuro. Assim, todos queremos morrer jovens e esbeltos. É o elixir da eterna juventude em frascos de virtualidade... Haja malhação e cirurgias plásticas!
	 Na minha infância, criança era a idade entre zero e 11 anos; adolescente, entre 11 e 18; jovem, entre 18 e 30; adulto, entre 30 e 50; velho, com mais de 50. Hoje, tem-se a impressão de que criança é de zero a 20 anos – quando se depende excessivamente dos cuidados paternos; adolescente, dos 20 aos 40, pela insegurança nas opções de vida; jovem, dos 40 em diante, ainda que se tenha 70 ou 90... 
	 Ninguém quer ser chamado de velho. Criam-se eufemismos: a terceira idade, a dign/idade, a melhor idade (mentira, sou velho e tive a melhor idade entre 20 e 30 anos). Ora, se é para adotar um eufemismo realista, sugiro aos idosos se considerarem a turma da eterna idade – já que estamos próximos a ela. 
	A contradição é que, enquanto aumentam os direitos sociais dos velhos com mais de 65 anos – transporte coletivo gratuito, filas exclusivas, aposentadoria etc –, se reduzem os hábitos de respeito a eles. Raro ver um jovem ceder lugar no ônibus ou metrô ao idoso ou mesmo ajudá-lo numa dificuldade na rua. Há dias, vi uma gerente de loja negar a uma senhora com mais de 80 anos o acesso ao banheiro. 
	Nada mais ridículo do que os idosos que se recusam a aceitar os sinais de velhice e buscam todo tipo de tratamento estético para encobri-los. Esquecem que jovialidade não é uma questão de aparência, e sim de cabeça. Conheço velhos gagás com apenas 30 anos e pessoas joviais com 92, como é o caso de minha mãe, que lê dois jornais por dia, acompanha o noticiário televisivo e participa de movimentosde reflexão e solidariedade. 
	 É preciso saber envelhecer com sabedoria. E os antigos, como Aristóteles, já nos prescreviam a receita: amizades, exercícios físicos, alimentação saudável e cultivo da espiritualidade. Envelhecemos irremediavelmente quando deixamos de sonhar de olhos abertos. 
O Poder da Comunicação (Luís Adalberto Silvério)
“Quem não se comunica se trumbica”. O chacrinha tinha razão, quando afirmava, através de sua frase popular, que as pessoas que se isolamfatalmente não teriam o mesmo sucesso daqueles que buscavam a sintonia com os acontecimentos. A frase tambémse encaixa no meio empresarial onde cada vez mais exige –se líderes de negócios, que mais do que ninguém sabem quer terão pela frente um mercado altamente competitivo, integrado por profissionais, mais que audazes, comunicativos. O temor de falar em público muitas vezespode levar ao percalço de uma ideia que , na prática, poderia ser brilhante.
	Quantas pessoas armazenam informaçõese idéias brilhantes que enfrentamos no dia a dia , mas a falta do poder da comunicação faz com que elas se calem , deixando , assim , de contribuir pura e simplesmente por conterem um poder adormecido em seu interior. Podemos, então afirmar quepessoas “importantes”, que detêm as informações para si só, passam a ser como computadores desligados, para não dizer pifados. As boas ideias precisam ser alcançadas para que não morram na casca.
	No cotidiano empresarial, o êxitode uma negociação com clientes, fornecedores e funcionários passa obrigatoriamente por um bom papo. Pessoas têm que ser conquistadas e se possívelencantadas e isso somente se faz quando falamos com o coração, dando vida às palavras , aos gestos e às expressões.
	Na verdade , não se vende uma boa ideia se não se souber transmiti-la. É aí que entra a importância da constante reciclagem na comunicação verbal. Falar em público, antes de ser um Dom , é uma técnica. Neste caso, ouvir, ler e praticar a fala passam a ser o caminhopara quem não quiser ficar calado e mostrar ao mundo que não têm medo de gente como a gente.
	Quando conseguirmos expressar nosso pensamente e sentimos a atenção das pessoas, consequentemente aumenta nossa satisfação pessoal. Profissionalmente , não há como se esconder das pessoas, pois, de uma forma ou de outra, dependemos delas para a execução de nosso trabalho. Ser um bomcomunicador, portanto, passa a ser um atributo indispensável para os que querem ser bem sucedidos, seja na vida profissional ou pessoal.
Para subir na vidaLuís Carlos Prates
	Tenho esfolado a garganta dizendo aos jovens que me ouvem nas palestras que faço por todo o estado que não descuidemda fala como instrumento de afirmação pessoal e ascensão profissional. E descuidam. Continuam descuidando. A família não ajuda, a escola silencia e no trabalho é um desastre. Todas as nossas encrencas existenciais começam por umafrase ou uma palavra dita de modo inadequado . tente a leitora lembrar da última vez que brigou com o marido. Acaso a briga não começou por uma frase, dele ou sua? Mas é claro que sim.
	Costumo dizer aos jovens quea fala pode levá-los na consideração alheia ou rebaixá-los a uma condição nada desejável. Tudo depende do modo de falar. E nem vou dizer que esse modode falar depende da escolaridade, não , isso não digo.
	Quero dizer para a moçada que trabalha que não esqueça que muito na escalada da ascensão profissional depende da fala. Tenho ouvido muita gentechamara colegas por apelidos, tratar clientes por diminutivos, tipo queridinha(o) , fulaninho(a), essas vulgaridades da fala descuidada.
	Cochichar perto dos outros, dizer gírias baratas e “de moda”, falar mal de quem não está por perto epior de tudo, destratar os patrões, mesmo que, é claro , eles estejam longe. O modo de falara diz quem é a pessoa. E como todos querem ser alguém na vida, o primeiro passo é vigiar a língua, assear o modo de dizer e de tratar as pessoas.
Ninguém erra quando trata a todos por senhor e senhora, pelo nome próprio e com os cuidados iguais a de quem éo dono do negócio.Quem quiser subir na vida que asseie e vigie a fala. Dá sempre certo.
			Você sabe aonde quer chegar? José Roberto Marques 
	Quantas vezes escutamos as pessoas dizendo que o outro teve “sorte na vida” e que para ele tudo é difícil. Colocam a culpa na crise mundial, na falta de oportunidade, no chefe mal humorado, na esposa, na infância pobre, enfim, colocam a culpa em alguma situação ou pessoa. Parece mais eficiente colocar as circunstâncias da própria vida na mão do outro, mas na realidade não é. Se você não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve. Tomar consciência e responsabilidade pela própria vida é o primeiro passo para atingir metas e objetivos. 
	A atitude de lamentação é típica do ser humano, mas somos capazes de mudarmos nossos paradigmas. O escritor Dr. Spencer Johnson, do Best sellerQuem Mexeu no meu Queijo?, descreve três atitudes diferentes das pessoas: o flexível, que percebe antecipadamente que a crise vai chegar; a pessoa que espera a crise para ver o que vai fazer; a pessoa que leva um tombo e fica se lamentado e culpando a vida. 
	O que você decide para você? Já sabe aonde quer chegar? O que está fazendo para conquistar seus sonhos? Busque ter objetivos e um plano de ação, pois isso te trará motivação para fazer diferente, para ir além, para alçar voos antes nunca imaginados. Metas nos impulsionam, dão sentido e direção para nossas vidas. E lembra – se, sempre: Metas desafiantes criam o medo do fracasso... ausência de metas garantem o fracasso. 
	As pesquisas mostram que menos de 3% da população tem metas específicas, pessoais ou profissionais e aproximadamente 1% da população coloca sua meta no papel. Pessoas não planejam e falham, elas simplesmente não planejam! Saia da sua zona de conforto no trabalho, no lar, na vida social. Vá em busca de seus objetivos e se você não tem um, comece agora a ter, onde você quer estar daqui 6 meses e daqui 1 ano? 
	O coaching auxilia na quebra de paradigmas, trabalha metas, planejamentos, conquistas e, principalmente, a força e a diferença que faz um objetivo definido. O coaching traz como consequência, a qualidade de vida, porque você passa a administrar melhor seu tempo, saberá aonde quer chegar e não ficará dando volta. 
	Se pegarmos cases de pessoas de sucesso, todas sabem aonde querem chegar e qual caminho seguir e elas buscam a ajuda de um profissional para ratificar o que querem. 
Havia um camponês que criou um filhote de águia num galinheiro. A mesma cresceu e acabou aprendendo só ‘coisas’ de galinha, pois acreditava que era uma. Até que um dia chegou um naturalista e disse para o camponês: - Este pássaro é uma águia e tem que voar. 
	O camponês falou que ela não sabia fazer nada que um pássaro faz e sempre viveu ciscando e comendo milho. O naturalista não satisfeito com a forma que a águia foi criada fez com que ela aprendesse a voar. Foi difícil, pois ela olhava para as galinhas e a princípio, não se deixava voar. Mais o naturalista não desistiu e um dia do alto de uma montanha “jogou” a águia galinha para um voo no inicio muito difícil e depois de diversas tentativas, a águia percebeu qual era o seu verdadeiro talento e sua missão de vida e voou até ser confundida com o azul do céu. 
	Esta fábula foi publicada no livro do teólogo Leonardo Boff, em “A Águia e a Galinha”, e é uma metáfora com a condição humana. Portanto, todos nós temos grandes habilidades e podemos chegar aonde quisermos, basta mudar os paradigmas. 
	O camponês fez o papel de coach – treinador – na águia e ela acabou vendo que tinha talentos que não conhecia. 
	Quais são as suas metas para a nova década que chegou? Você quer continuar com os velhos paradigmas ou já percebeu que eles não te levaram a lugar nenhum? 
	Faça igual a águia, perceba qual é seu verdadeiro talento e alce voos altos.
Sobre o Master CoachTrainer José Roberto Marques
José Roberto Marques é Master Coach certificado pela GraduateSchoolof Master Coaches(EUA/UK/Austrália). Diretor presidente do Instituto Brasileiro de Coaching - IBC, tem mais de 5.000 horas em atendimentos de Coaching individual e já atendeu mais de 100 empresas como Coach Corporativo. Alguns dos seus clientes são: Correios, Banco do Brasil, Sebrae, Bayer, Polícia Militar, Saneago, Leroy Merlin, GVT, Unimed, Receita Federal, Inmetro e diversos outros. 
O Master Coach é especialista em Hipnose Ericksoniana pela American SocietyofClinicalHypnosis e Global Institute for Trauma Resolution. Possui formação avançada em Treinamento Comportamental, Emotologia, Acupuntura, Respiração e Rebirthing. Administrador e Gestor de Empresas e Pessoas há 25 anos, Psicoterapeuta e AdvancedTrainerem Programação Neurolinguística, Bacharel em Filosofia e Teologia. Doutor Honoris Causa em Filosofia Cristã.
		
Estamos com fome de amorArnaldo Jabor
	Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
	Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
	Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
	Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
	Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
	Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
	Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
	Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
	Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
	Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!	
			Última Palavra
				A rede idiotaZeca Baleiro
	De todas as ilusões que a internet alimenta, a que julgo mais grave é a terrível onipotência que seu uso desperta.
	Segundo leio no Google, num site aberto ao acaso, a internet surgiu com objetivos militares, ainda em plena Guerra Fria, como uma forma de as Forças Armadas americanas manterem o controle, caso ataques russos destruíssem seus meios de comunicação ou se infiltrassem nestes e trouxessem a público informações sigilosas. 	Outro site diz: “Eram apenas quatro computadores ligados em dezembro de 1969, quando a internet começou a existir, ainda com o nome de Arpanet e com o objetivo de garantir que a troca de informações prosseguisse, mesmo que um dos pontos da rede fosse atingido por um bombardeio inimigo.”
	Entre as décadas de 70 e 80, estudantes e professores universitários já trocavam informações e descobertas por meio da rede. Mas foi a partir de 1990 que a internet passou a servir aos simples mortais. Hoje há um bilhão de usuários no mundo todo, afirma outro site. Outro informa que o Brasil é o quinto no ranking dos países com mais usuários na internet, tem hoje cerca de 50 milhões de internautas ativos, atrás apenas de Índia, Japão, Estados 	Unidos e China, estes últimos com 234 e 285 milhões de usuários, respectivamente, informa ainda outro site.
Ilustro com essas informações (suspeitas, como todas que vagam no espaço virtual) a abrangência que tem hoje a internet em todo o mundo, em especial no Brasil. Quase nada acontece hoje sem que passe pela grande rede. 	Coisas importantes e coisas nem tão importantes assim, como este texto, que não chegaria tão ágil à redação da IstoÉ se não fosse enviado de um computador a outro num piscar de olhos.
	Não pretendo demonizar a internet, até porque sou bastante dependente dela. De todo modo, é histórico o mau uso que os humanos fazem de meios fantásticos de comunicação, e o rádio e a tevê estão aí e não me deixam mentir. De todas as ilusões que a internet alimenta, a que julgo mais grave é a terrível onipotência que seu uso desperta. Todos se acham capazes de tudo, com direito a tudo, opinar, julgar, sugerir, depreciar, mas sempre à sombra da marquise, no confortável “anonimato público” que o mundo paralelo da rede propicia. Consultam o Google como se consulta um oráculo, como se lá repousasse toda a sabedoria do mundo. Pra que livros, enciclopédias, se há o Google? – perguntam-se.
	No livro “A Marca Humana”, de Philip Roth, um personagem fala: “As pessoas estão cada vez mais idiotas, mas cheias de opinião.” Não sei o que vem por aí, é cedo para vaticínios sombrios, mas posso antever um mundo povoado por covardes anônimos e cheios de opiniões. O sujeito se sente participando da “vida coletiva”, integrado ao mundo, quando dá sua opinião sobre o que quer que seja: a cantora que errou o “Hino Nacional”, o discurso do presidente, a contratação milionária do clube, o novo disco do velho artista, etc. Julga-se um homem de atitude se protesta contra tudo e todos em posts no blog de economia e comentários abaixo do vídeo no YouTube. Faz tudo isso no escuro, protegido por um nickname, um endereço de e-mail, uma máscara. Raivosa, mas covarde.
P.S.: A propósito, comunico, a quem interessar possa, que não tenho Twitter. Não me sigam que não sou novela. Zeca Baleiro é cantor é compositor.
Quais são os benefícios da leitura?��� SHAPE \* MERGEFORMAT ��
Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:
Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. 
É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo. 
Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos. 
Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação. 
Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novaspalavras e novos usos para as que já conhecemos.
Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias.
Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem. 
Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.
Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para
a vida. BOA SORTE e BOAS LEITURAS
ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL
PRODUÇÃO DE TEXTOS
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