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PROVA DISCURSIVA CURRICULO ESCOLAR NOTA 100

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Questão 1/3
Considere o seguinte fragmento de texto:
"A escola fará tudo para que aprendamos a ser o protótipo de alunos que ela deseja. A figura de aluno e os diversos protótipos de alunos são uma invenção do sistema escolar [...]. O molde para conformá-los é o ordenamento curricular. Há uma relação direta entre as formas como temos estruturado os currículos e os processos de conformação dos diversos protótipos de aluno que esperamos. A construção de nossas identidades docentes e gestoras tem caminhado em paralelo com a construção do aluno como figura escolar. As organizações de currículo têm sido a forma em que os protótipos legitimados tanto de docentes quanto de alunos foram desenhados e são reproduzidos. Os processos de seleção e exclusão, por exemplo, dos educandos com necessidades especiais são justificados na suposta incapacidade de acompanhar o ordenamento e a sequenciação das aprendizagens previstas nos currículos".
 
ARROYO, Miguel. Indagações sobre currículo: educandos e educadores: seus direitos e o currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. p. 22.
 
De acordo com a reflexão de Arroyo e os conteúdos trabalhados no livro-base,
responda:
 
Quais são os aspectos que condicionam o ordenamento curricular? Comente sobre isso em poucas linhas.
Nota: 33.3
O ordenamento curricular não é neutro, ele é condicionado pela pluralidade de imagens sociais que chegam de fora na escola: imagens sociais de crianças, adolescentes, jovens ou adultos nas hierarquias sociais, raciais ou de gênero, no campo, na cidade, nas ruas e morros. Essas imagens sociais são a matéria-prima com que configuramos as imagens e protótipos de alunos. Por isso, toda tentativa de reordenação curricular exige rever essas imagens sociais. (livro-base, p. 36)
Resposta:
O ordenamento curricular não e neutro, e condicionado por essa pluralidade de imagens sociais que nos chegam de fora. imagens sociais de crianças adolescentes, jovens, adultos nas hierarquias sociais ou de gênero , no campo e na cidade ou na ruas e morros.
Questão 2/3
Considere o extrato de texto abaixo:
 
“Reduzimos o currículo e o ensino a uma sequenciação do domínio de competências e a uma concepção pragmatista, utilitarista, cientificista e positivista de conhecimento e de ciência. Currículos presos a essa concepção tendem a secundarizar o conhecimento e a reduzir o conhecimento à aquisição de habilidades e competências que o pragmatismo do mercado valoriza. Terminamos por renunciar a ser profissionais do conhecimento, deixamos de ser instigados pelo conhecimento, sua dinâmica e seus significados e terminamos por não garantir o direito dos educandos ao conhecimento. O mercado é pouco exigente em relação aos conhecimentos dos seus empregados. O que valoriza é a eficácia no fazer”.
 
ARROYO, Miguel. Indagações sobre currículo: educandos e educadores: seus direitos e o currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. p. 26.
 
O currículo é o instrumento da socialização do conhecimento formal. Conhecimento esse que é considerado bem comum da humanidade.
Com base no texto dado e nos conteúdos abordados no livro-base, descreva:
 
O que é este conhecimento formal?
Dê exemplos de conhecimento formal?
Nota: 33.3
Conhecimento formal é todo saber sistematizado criado a partir do desenvolvimento da humanidade; caracteriza-se por ser a organização de informações e redes de significado.
São exemplos de conhecimento: as artes como um todo, as ciências (livro-base, p. 37,38).
Resposta:
E todo o conhecimento sistematizado criado a partir do desenvolvimento cultural da humanidade .todas as formas de arte são conhecimentos sistematizados, assim como todas as categorias de ciências. não ha dicotomia que aproximam e na formação escolar e importante que ambas sejam igualmente valorizadas .
EXEMPLOS : E a relação da criança com o adulto, na escola, e medida, então pelo conhecimento formal.O professor já se apropriou do conhecimento formal, que o educando devera adquirir e a interação entre ambos deve ser tal que permita e promova a aprendizagem desse conhecimento.
Questão 3/3
Leia a seguinte citação:
 
"Os jesuítas dominaram a educação brasileira até a metade do século XVII quando, em 1759, foram expulsos pelo marques de Pombal, primeiro-ministro do Rei de Portugal, D. José I. As ''reformas pombalinas da instrução pública' se inserem no quadro das reformas modernizadoras levadas a efeito por Pombal, visando colocar Portugal à 'altura do século', isto é, o século XVIII, caracterizado pelo Iluminismo.
Através do Alvará de 28 de junho de 1759, determinou-se o fechamento dos colégios jesuítas introduzindo-se, posteriormente, as 'aulas régias' a serem mantidas pela Coroa para o que foi instituído em 1771 o 'subsídio literário'.
As reformas pombalinas se contrapõem ao predomínio das ideias religiosas e, com base nas ideias laicas inspiradas pelo Iluminismo, instituem o privilégio do Estado em matéria de instrução, surgindo, assim, a nossa versão da 'educação pública estatal'”.
 
SAVIANI. Demerval. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 2008. p. 4.
 
Com base nos conteúdos abordados nas aulas e no livro-base, descreva como ficou a educação brasileira após a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal.
 
Nota: 33.3
O aluno deve expor os seguintes aspectos:
A educação brasileira sofreu uma forte ruptura com a expulsão dos jesuítas, pois toda a organização metodológica e curricular foi embora com eles.
O novo sistema educacional funcionava com aulas régias ministradas por diferentes professores, eram aulas avulsas e isoladas, cada aluno podia cursar as aulas de seu interesse.
Prevaleceu uma educação enciclopédica, sendo que suas propostas educacionais eram desconexas e fragmentadas, pois seu interesse com a expulsão dos jesuítas não estava na educação. Assim, a educação ficou à deriva, permanecendo o analfabetismo e o ensino precário a uma pequena fração da população (livro-base, p. 82-84).
Resposta:
A situação da educação brasileira não melhorou, muito pelo contrario , o sistema educacional jesuítico foi desmantelado e marques de pombal tentou inesficavelmente , a reconstrução do ensino . as medidas educacionais propostas por ele eram desconexas, e fragmentadas, prevalecendo o enciclopedismo. Os professores leigos eram despreparados, o sistema funcionava com aulas regias , portanto alunos podiam frequentar umas as outras indiferentemente pois alem de avulsas eram isoladas.

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