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TEORIA DAS ESTRUTURAS Estrutura Definição: Estrutura é um sistema destinado a proporcionar o equilíbrio de um conjunto de ações, capaz de suportar as diversas ações que vierem a solicitá-la durante a sua vida útil sem que ela perca a sua função. Para estudo das forças atuantes na estrutura, consideramos-as formadas pela composição de três peças: barras: pequenas dimensões transversais em relação ao comprimento. blocos: as três dimensões com pequenas diferenças. chapas: superfícies grandes em relação a sua espessura. Classificação: Hipostática Isostática Hiperestática Estrutura Hipostática: possui vínculos insuficientes para garantir a sua total imobilidade. Estrutura Isostática: possui vínculos estritamente necessários para garantir a sua total imobilidade. Estrutura Hiperestática: possui vínculos superabundantes para garantir a sua total imobilidade. Ações Definição: Ações é toda influência exercida sobre um corpo capaz de produzir um estado de tensão ou modificar o estado já existente. Carregamento é o conjunto de ações que atuam simultaneamente para a determinação dos esforços solicitantes num sistema estrutural. Os carregamentos podem ocorrer devido: As ações ativas: forças ou momentos aplicados na estrutura. As ações reativas: forças ou momentos devido as reações de apoio. Classificação: As ações são classificadas: Forças Momentos Estáticas: Ação estática na estrutura. Dinâmicas: Ação variável na estrutura. Diretas: Cargas permanentes, cargas variáveis e cargas acidentais Indiretas: Deformações impostas; retração, fluência, protensão, deslocamento dos apoios. Acidentais: Ação esporádica na estrutura, constituída em função do uso da estrutura. Permanentes: Constituída pelo peso próprio e pelas sobrecargas dos elementos construtivos e instalações permanentes Concentradas: Ação com extensão de aplicação pequena em relação ao tamanho da estrutura. Distribuídas: Ação distribuída em parte da extensão da estrutura. Pode ocorrer de duas formas: Uniforme Não uniforme Reações de Apoio Definição: As Reações de Apoio são responsáveis pelo vínculo da estrutura ao solo ou a outras partes da mesma, de modo a ficar assegurada sua imobilidade, a menos dos pequenos deslocamentos devidos às deformações. Classificação: Nos sistemas planos, existem três tipos de movimentos. A figura abaixo mostra os três movimentos em relação ao plano XY o de translação no eixo X, o de translação no eixo Y e o de rotação no eixo Z. Os vínculos podem ser classificados em função do número de movimentos que impedem. Portanto temos apoios com três graus de liberdade: Vínculo Simples Vínculo Duplo Vínculo Tríplo Vínculo Simples: Apoio Móvel, impede apenas um movimento, normalmente de translação. símbolo: Vínculo Duplo: Apoio Fixo, impede dois movimentos, normalmente permitindo apenas o de rotação. símbolo: Vínculo Tríplo: Engastamento, impede os três movimentos, os dois de translação e o de rotação. símbolo: Solicitação Definição: Solicitação é todo esforço ou conjunto de esforços que devido às ações se exerçam sobre uma ou mais seções de um elemento da estrutura. A solicitações provocam na estrutura dois tipos de tensões: Tensões Nomais: podendo ser de Tração ou de Compressão. Tensões de Cisalhamento. Classificação: Força Normal Força Cortante Momento Fletor Momento Torsor Força Normal (N) Definição: A Força Normal é representa a soma algébrica de todas forças contidas no plano YX, portanto, perpendicular à seção transversal, produzindo no plano YZ tensões normais. Consideramos a Força Normal, como tração(+) se esta é dirigida para fora do corpo ou compressão(-) se esta é dirigida para fora do corpo. Tração : Compressão : Força Cortante (V) Definição: A Força Cortante representa a soma algébrica de todas forças contidas no plano YZ, perpendicular ao eixo da peça. Produzindo esforço que tende a deslizar uma seção em relação a outra, provocando tensões de cisalhamento. Momento Fletor (Mf) Definição: O Momento Fletor representa a soma algébrica dos momentos relativas a seção YX, contidos no eixo da peça, gerados por cargas aplicadas transversalmente ao eixo longitudinal. Produzindo esforço que tende a curvar o eixo longitudinal, provocando tensões normais de tração e compressão na estrutura. Momento Torsor (Mt) Definição: O Momento Torsor representa a soma algébrica dos momentos gerados por cargas contidas ou que possuam componentes no plano YZ, perpendicular ao eixo X. Produzindo esforço que tende a fazer girar a seção em torno do eixo longitudinal, provocando tensões de cisalhamento. Equilíbrio Definição: Uma estrutura está em equilíbrio estático quando as grandezas externas possuem o mesmo módulo das grandezas internas, onde a soma de todas deformações dos esforços internos gera o deslocamento das ações ativas e reativas na estrutura. O equilibrio estático de um sistemas de forças coplanares deve preencher as condições das três equações da estática: A resultante das forças horizontais igual a zero ( H=0 ) A resultante das forças verticais igual a zero ( V=0 ) A resultante dos momentos das forças e dos momentos aplicados é igual a zero ( M=0 ) As condições de equilíbrio são indispensáveis para o cálculo das reações de estruturas isostáticas e hiperestáticas. Diagramas Definição: Diagramas ou Linhas de Estado são o estudo gráfico dos esforços simples. Esses gráficos retratam os valores dos esforços simples ao longo da estrutura, permitindo a visualização das variações desses esforços de uma seção para outra. Classificação: Diagrama de Força Normal: retrata os esforços nomais (tração e compressão) ao longo da estrutura. Diagrama de Força Cortante: retrata os esforços cortantes (cisalhamento) ao longo da estrutura. Diagrama de Momento: retrata os esforços de flexão ao longo da estrutura. Linha de Influência: retrata os esforços de uma seção da estrutura, em relação a variação de uma força na estrutura. Exemplos: Diagrama de Força Normal Diagrama de Força Cortante Diagrama de Momento Linha de Influência Diagramas de Força Normal Diagrama de Força Cortante Diagrama de Momento Linha de Influência