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relatorio LUIZA AQUICUTURA AP (Salvo Automaticamente)

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
CURSO DE ENGENHARIA DE PESCA
DISCIPLINA INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE PESCA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: VISITA À PROPRIEDADE AQUÍCOLA (CHÁCARA SÃO JOSÉ), FAZENDINHA- AP.
 
MACAPÁ
2015
ARLLON JOSÉ DOS SANTOS DIAS
ED MARCOS HOMOBONO DA SILVA
NYELLE PRISCILA BRITO FAÇANHA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: VISITA À PROPRIEDADE AQUÍCOLA (CHÁCARA SÃO JOSÉ), FAZENDINHA- AP.
Relatório da aula prática sobre a visita feita a uma propriedade aquícola, para obtenção de nota parcial referente à disciplina de Introdução a Engenharia de Pesca do segundo semestre do curso de Engenharia de Pesca da Universidade do Estado do Amapá – UEAP, ministrada pela professora Msc. Luiza Prestes de Souza.
MACAPÁ
2015
INTRODUÇÃO
A aquicultura é a atividade caracterizada por três componentes: o organismo produzido deve ser aquático, deve existir um manejo para a produção, a criação deve ter um proprietário, ou seja, não é um bem coletivo como são as populações exploradas pela pesca (Rana, 1997). 
Na aquicultura ocorre a produção de peixes, camarões, rãs, ostras e outras espécies com objetivo alimentício, vale ressaltar que quando se fala especificamente em produção de peixes, ela é chamada de piscicultura, um subtipo da aquicultura.
O Estado do Amapá apresenta grande potencial para o crescimento da piscicultura continental (CONSELHO ESTUADUAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL, 2008; GAMA, 2008), por apresentar também uma ampla variedade de espécies, disponibilidade de recursos hídricos e clima propício ao longo de todo o ano, sem período de entressafra como ocorre em outras regiões brasileiras (GAMA, 2008). 
Em viveiros de cultivo no Estado do Amapá, 12 espécies de peixes podem ser encontradas, mas sendo o tambaqui (Colossoma macropomum), híbrido tambatinga (C. macropomum x Piaractus brachypomus), híbrido tambacu (C. macropomum x Piaractus mesopotamicus) e pirarucu (Arapaima gigas), as espécies mais cultivadas (DIAS, 2011).
No dia 27 de outubro de 2015 às 8h00min os alunos da turma de Engenharia de Pesca reuniram-se para uma aula prática de campo em uma propriedade aquícola, realizado pela disciplina de Introdução a Engenharia de Pesca, ministrada pela professora Msc. Luiza Prestes de Souza.
OBJETIVOS
A aula prática teve como objetivo mapear a área da propriedade, verificar quantidades e tamanhos dos tanques, bem como calcular a quantidade de água utilizada no abastecimento, medir transparência de água, quantidades da produção e unidades de peixes cultivadas por tanque, seu peso para captura, tipos de espécies, insumos e a logística da produção. 
METODOLOGIA
ÁREA DE ESTUDO
A Chácara são José (propriedade aquícola) é situada no distrito de Fazendinha, Bairro Polo Hortigranjeiro em Macapá no estado do Amapá, Brasil, fica aproximadamente 17,4 km e a um tempo estimado de 40 minutos do local de partida (Universidade do Estado do Amapá – UEAP), por um trajeto feito pela Rodovia JK (figura 1) e tem como localização as coordenadas de 0°1’45,93” S de latitude e 51°7’40.28” O de longitude.
Figura 1 - Mapa do trajeto percorrido da Universidade do Estado do Amapá até a Chácara São José (propriedade aquícola).
Fonte: Google Maps, 2015.
 O acesso ao local foi feito sem intercorrências, primeiro por uma rodovia asfaltada e depois por uma estrada de chão, tendo como referência o Ramal da União, percurso feito no ônibus da universidade (UEAP).
PROPRIEDADE AQUICOLA
Ao chegarmos fomos recepcionados pelo gerente da propriedade, senhor Kairo Carvalho Soares, que nos repassou algumas recomendações e informações respondidas em um questionário (ANEXO A) usado como referência e base para construção do relatório, logo depois fomos instruídos pela professora Msc. Luiza sobre o que deveria ser feito na respectiva aula prática, bem como o uso correto do material de campo. A turma foi dívida em grupos, dentre os quais, cada um ficou responsável por uma função no decorrer da aula.
Segundo as informações repassadas, a propriedade aquícola possui aproximadamente 38 hectares de área e é composta de algumas benfeitorias (APÊNDICE A), como quatro casarios, sendo uma residência principal (cozinha de apoio), duas casas para empregados e uma para vigilância, um local de armazenamento de ração, um aras (cocheiras e baias), um depósito multiuso (onde é feito as misturas das rações), uma casa de maquinas (garagem de tratores), uma casa de apoio para o tanque de alevinagem, possui 29 viveiros escavados (um em construção) e 3 tanques em alvenaria (para engorda de alevinos), como mostra a figura 2.Figura 2 - Mapeamento da propriedade e suas respectivas benfeitorias.
Fonte: Google Earth, 2015.
MATERIAIS
REDE DE ARRASTO COM CHUMBADA.
É uma rede, feito de material resistente que contém na parte superior boias e em sua parte inferior pequenos pedaços de chumbo aderidos a rede (figura 3). 
Figura 4 - Rede de arrasto com chumbada (em aula de campo).
Figura 3 - Rede de arrasto com chumbada.
Fonte: FARIA et al, 2013, p. 91
Fonte: LABMORSA UEAP – Laboratório de Morfologia e Sanidade Animal da Universidade do Estado do Amapá, 2015.
DISCO DE SECCHI
	Instrumento usado para monitorar a transparência da água (figura 5). É um disco pintado de preto e branco, com diâmetro que varia de 20 a 30 centímetros, suspenso por um cordão graduado de 10 em 10 centímetros, contendo um peso que permite ao disco afundar com facilidade quando imerso na água (FARIA et al, 2013).
Figura 5 - Disco de SECCHI.
Figura 6 - Disco de SECCHI (em aula de campo).
Fonte: LABMORSA UEAP – Laboratório de Morfologia e Sanidade Animal da Universidade do Estado do Amapá, 2015.
Fonte: FARIA et al, 2013, p. 56
GPS (Sistema de Posicionamento Global)
Aparelho de localização por satélite.	
Figura 7 - GPS
Fonte: Google Imagens, 2015.
TRENA
Usada para fazer medição de terrenos e/ou espaços de grande escala.
Figura 8 - Trena de fibra.
Fonte: Google Imagens, 2015.
	
	
PRANCHETA 
Material de suporte para anotações.
Figura 9 - Prancheta.
Fonte: Google Imagens, 2015.
TABLET 
Usado pra fotografar. 
Figura 10 - Tablet.
Fonte: Google Imagens, 2015.
RESULTADOS E DISCUSSÕES.
PROPRIEDADE AQUÍCOLA
O empreendimento é legalizado e possui licenciamento do IMAP – Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá, para exercer a prática da piscicultura (figura 11) estando, portanto de acordo com as leis ambientais. 
A Licença Ambiental é um certificado que garante, do ponto de vista da proteção do meio ambiente, que o empreendimento encontra-se em condições de operar. 
Figura 11 - Placa de identificação do órgão licenciador.
Fonte: Google Maps, 2015.
 A propriedade aquícola tem boa localização, pois fica próximo a bacia do Igarapé da Fortaleza, que serve de fonte de abastecimento da água utilizada na piscicultura, sendo um dos mais importantes quesitos no processo criação, fica vicinal a uma das principais rodovias do estado, que liga tanto a capital quanto ao maior porto da região, local de saída e de entrada de mercadorias, facilitando o acesso tanto para aquisição de insumos como para o escoamento da produção, concluindo portanto que o empreendimento encontra-se em um ponto estratégico para obtenção de lucros.
VIVEIROS ESCAVADOS
	A Chácara possui 29 viveiros escavados (figura 12) com sistema de produção semi-intensiva, utilizando o policultivo como forma de criação comercial. 
Suas localizações geográficas (APÊNDICE B), tamanhos (largura x comprimento), área (m²) e volumes, variam de medidas (tabela 1), sendo observado que não existe

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