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Trecho de livro de psicologia sobre personalidade: traços usados na autoavaliação e na descrição de outros, origem do termo "persona" e sua relação com máscaras no teatro grego e com a atuação em Shakespeare.

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Tolerante, impaciente, autoritário, omisso, obstinado, resignado, alegre, triste, 
extrovertido, introvertido, calado, falante. Enfim, quais dessas características poderiam 
ser atribuídas a você? 
 
Todas revelam traços de personalidade que utilizamos para descrever a nós mesmos e a 
outras pessoas. A descrição de outra pessoa nos parece mais fácil porque gastamos 
pouco tempo pensando em nossas características pessoais. 
 
Quando o fazemos, tendemos a nos atribuir mais qualidades do que “defeitos”, o que 
confere uma sensação mais agradável à própria estima. 
 
Traços de personalidade também são utilizados por roteiristas na composição de 
personagens teatrais. Personalidade, aliás, deriva de persona ― do latim ― e quer dizer 
máscara. Persona se refere ao aspecto externo, comportamental, de um indivíduo e a 
maneira pela qual ele é percebido pelas pessoas e influenciado por elas. 
 
No antigo teatro grego, os artistas representavam personagens, usando máscaras para 
que ficasse bem evidente que a personalidade exibida não era a sua. Já na época de 
Shakespeare, as máscaras deixaram de ser usadas, o que não causou menos admiração 
na atuação dos atores em cena. 
 
A retirada da “segunda face” promoveu ainda mais os artistas e fez com que seu público 
pudesse se identificar com as personalidades exibidas. 
 
 
REGATO, Vilma Cardoso. Psicologia nas Organizações. 
Rio de Janeiro: LTC, 2008. cap. 2.