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Instituto São Boaventura Filosofia - primeiro semestre Disciplina: Introdução à Psicologia Aluno: Jéverson de Andrade Resumo Crítico VII A Evolução da Psicologia Social Como Disciplina Científica Independente A narrativa do capítulo “A Evolução da Psicologia Social Como Disciplina Científica Independente” do livro “Psicología Social perspectivas psicológicas y sociológicas”, escrito pelo professor José Luiz Álvaro (2006) nos fala da aproximação da Psicologia Social à Psicologia. Essa avizinhação se dá por sua maior identificação aos cânones científicos contemporâneos, determinados pelo positivismo lógico. Enquanto isso a Psicologia social se tornava mais ausente na sociologia. Dentre os fatores da aproximação da psicologia social da psicologia é em primeiro lugar, a substituição dos autores sociológicos pela formação psicológica; em segundo pela tensão entre os psicólogos, que defendem os processos grupais, contra outros que tem como viés de processos individuais para explicação do comportamento; e por fim, a crise dos poucos influentes sociólogos da Escola de Chicago. Neste contexto Karl Mannheim (1893-1947) propõe uma sociologia de conhecimento, explicitando a distinção entre a ideologia particular, que é uma analise do ponto de vista psicológico no interesse particular; e a ideologia total referente a estudo de determinação social das mentes em grupo. Após a distinção, Mannheim defende que os conhecimentos são socialmente determinados. Segundo ele o pensamento está ligado à ação social, e não pode ser vista separada dela, ou seja, ele acredita que existem formas de pensamento impossíveis de compreensão se as suas raízes sociais não estiverem claras. Com os princípios positivistas de Watson, o behaviorismo e posteriormente o neobehaviorismo, admitem que as variáveis intervenientes sejam mais apropriadas para explicar o comportamento humano. Com isso, na utilização dessas variáveis a psicologia social tornou-a mais flexível. “Quando os psicólogos sociais tentaram explicar a aprendizagem social, logo ficou evidente que não era possível fazê-lo sem recorrer à consciência.” (Psicología Social perspectivas psicológicas y sociológicas. p. 102) Os exemplos mais ilustrativos da psicologia social neobehaviorista desse período foram a hipnose da frustração-agressão e a teoria da aprendizagem por imitação; postula que o aparecimento de um comportamento agressivo está ligado a uma frustração, da mesma forma que uma frustração leva a uma agressão. Além da teoria frustração-agressão do neobehaviorismo, os conceitos behavioristas ligados a psicanalise e a teoria da aprendizagem por imitação contribuíram na psicologia social. Kurt Lewin (1890-1947), um dos colaboradores da Escola da Gestalt, introduziu os princípios gestaltista na psicologia social pela teoria de campo. Essa teoria compreende que o comportamento é função da interação entre a pessoa e o ambiente, as duas partes integrantes do espaço vital. Lewin desenvolvia pesquisa com dinâmica de grupo atento aos problemas sociais como preconceito, produtividade de trabalho, violência e hábitos alimentares. Outras contribuições teóricas influenciaram com menor efetividade, mas contribuíram com seus princípios, como por exemplo, o estudo experimental de Frederic Bartlett (1886-1969) que apresenta resultados de diferentes experimentos sobre a percepção, a formação de imagem e a memória, realizados durante a Primeira Guerra Mundial. Outro exemplo são as pesquisas de Lev Vygotski (1896-1934) que tem referencia básica para a psicologia social com ideias sobre as formas de conceber e estudar os processos psíquicos superiores e relação pensamento-linguagem. Diferente dos anos 1920, quando a psicologia adquiriu seu maior desenvolvimento, foi a partir de 1930 que psicologia social psicológica teve uma evolução mais rápida. Essa maior evolução ocorreu, sobretudo na Universidade de Chicago onde autores estabeleceram as bases de uma psicologia social centrada na análise da interação social. Posteriormente com a migração do eixo sociológico da Universidade de Chicago para a Universidade de Harvard, dá inicio o funcionalismo estrutural que influi fortemente na psicologia social. Bibliografia: Álvaro, J. L. (2006). Psicologia Social – perspectivas sociológicas e psicológicas. Tradução Miguel Cabrera Fernandes. São Paulo: McGraw-Hill.