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INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA – INTA
CURSO: DIREITO
TURMA: 12 - Noite
DISCIPLINA: História do Direito
PROFESSORA: Ma. Michele
ACADÊMICOS: Antônia Gabriela da silva Sousa
Antonio Jander Ribeiro Gildo
Flairton Marcelo Vale
Lorrana Carvalho Ferro
Luiz Araújo Pontes Júnior 
Selecione no Código de Hammurabi os artigos que atraíram a sua atenção.
IV – LOCAÇÕES E REGÍMEN GERAL DOS FUNDOS RÚSTICOS, MÚTUO, LOCAÇÃO DE CASAS, DAÇÃO EM PAGAMENTO.
43º Se alguém tomou um campo para cultivar e no campo não fez crescer trigo, ele deverá ser convencido que fez trabalhos no campo e deverá fornecer ao proprietário do campo quanto trigo existia no vizinho.
44º Se ele não cultiva o campo e o deixa em abandono, deverá dar ao proprietário do campo quanto trigo haja no campo vizinho e deverá cavar e destorroar o campo que ele deixou ficar inculto e restituí-lo ao proprietário.
45º Se alguém se obriga a por em cultura, dentro de três anos um campo que jaz inculto, mas é preguiçoso e não cultiva o campo, deverá no quarto ano cavar, destorroar e cultivar o campo inculto e restituí-lo ao proprietário e por cada dez ganpagar dez gur de trigo.
Fala sobre as locações e regime geral dos fundos, como o trigo, defende o direito de quem planta o trigo e do proprietário. No 43º fala que se alguém tomar um campo e não fez crescer trigo ele deverá fornecer ao proprietário do campo a quantidade de trigo que existia no campo do vizinho. No 44º se ele deixar o campo em abandono e não cultivar no campo, deixá-lo abandonado, ele deverá cavar o campo que ele deixou e devolver ao proprietário. No 45º meio que se liga ao 44º, pois tem a mesma finalidade, mais o motivo é diferente, caso se alugar um campo, e ele for preguiçoso e passar mais de 3 anos sem ele cultivar, no quarto ano terá que cavar e destorroar o campo e entregar ao proprietário e por cada dez ganpagar dez gur de trigo.
LACUNAS DE CINCO COLUNAS, CALCULAM EM 35 PARÁGRAFOS 
Os artigos que foram suprimidos versavam, pelos vestígios e copias encontradas sobre a divida contraída e não honrada. Como exemplo o parágrafo terceiro e ultimo dessa lacuna diz.
Se alguém deve trigo ou dinheiro e não tem trigo ou dinheiro com que pagar, mas, possui outros bens, deverá levar diante dos anciãos o que está à sua disposição e dá-lo ao negociante. Este deve aceitar sem exceção. (ALBERGARIA, 2012. p.35)
V - RELAÇÕES ENTRE COMERCIANTES E CONCESSIONARIOS
	Podemos perceber a partir da leitura desses capitulo que as relações comerciais estabelecidas eram regidas já naquela época por contrato e protegia tanto o comerciante como o concessionário, contudo há um forte fator religioso envolvido uma vez que na maioria das questões levadas a julgo percebemos um juramento a Deus e o convencimento dos anciãos.
Vejamos o Art. 100 a respeito dos contratos, “Com os juros do dinheiro na medida da soma recebida, deverá entregar uma obrigação por escrito e pagar o negociante no dia do vencimento” (ALBERGARIA, 2012, p.35).
Já o art. 107 nos mostra esse viés religioso.
Se o negociante engana o comissionário, pois que este restituiu tudo que o negociante lhe dera, mas, o negociante contesta o que o comissionário lhe restituiu, o comissionário diante de Deus e dos anciãos deverá convencer o negociante e este, por ter negado ao comissionário o que recebeu, deverá dar seis vezes tanto.
VI REGULAMENTO DAS TABERNAS (TABERNEIROS PREPOSTOS, POLICIA, PENAS E TARIFAS)
	Este pequeno capítulo que vai do art. 108 a 111, estabelecem como o próprio título apresenta normas para as tabernas, formas de pagamento usando o trigo como moeda, quem pode e quem não pode entrar nas tabernas, o que caracteriza um poder de polícia ao mesmo tempo em que institui penas para os descumprimentos como mostramos a seguir. .( ALBERGARIA, 2012, p.36)
Art. 110 “Se na casa de uma taberneira se reúnem conjurados e esses conjurados não são detidos e levados à corte, a taberneira deverá ser morta. (ALBERGARIA, 2012, p.36)
VII – OBRIGAÇÕES (CONTRATOS DE TRANSPORTE MÚTUO) PROCESSO EXECUTIVO E SERVIDÃO POR DÍVIDAS
O título VII nos trás uma ênfase maior nos processos que envolvem algum tipo de dívida seja ela decorrente do transporte indevido de mercadorias que chegam a seu dono sem todo o seu teor, seja por cobranças indevidas, e estabelece também as penas a esses delitos como podemos observar no Art.114, que versa o seguinte “se alguém não tem que exigir grãos e dinheiro de um outro e fez a execução, deverá pagar-lhe um terço de mina por cada execução .( ALBERGARIA, 2012, p.37) também no Art. 117 regulamenta a escravidão por dívida em alguns casos.
VIII – CONTRATOS DE DEPÓSITO
	Este capítulo regulamenta os contratos de deposito utilizando como exemplo os depositários de grãos como o trigo na casa de vizinhos quanto a sua responsabilidade a danos que possam ser causados e ainda sobre o valor dado em pagamento pela guarda constituindo uma espécie de tributo.
No art. 122 temos um exemplo de utilização do instituto da testemunha como forma de dar validade ao contrato, “se alguém dá em depósito sem testemunhas ou contrato e no lugar em se fez a consignação se nega, não há ação”.( ALBERGARIA, 2012, p.37)
IX – INJÚRIA E DIFAMAÇÃO
Este título contém apenas um artigo, qual seja, o de numero 127 versa apenas sobre um tipo de crime característico deste tópico o de difamar a mulher de outrem ou uma mulher de vida consagrada com uma pena que para nossos valores atuais seria branda para ofensa proferida, vejamos. “Se alguém difama uma mulher consagrada ou a mulher de um homem livre e não pode provar, se deverá arrastar esse homem perante o juiz e tosquir-lhe a fonte.( ALBERGARIA, 2012, p.38)
X – MATRIMÔNIO E FAMÍLIA, DELITOS CONTRA A ORDEM DA FAMÍLIA. CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES NUPCIAIS E SUCESSÃO
No Capítulo X do Código de Hammurabi, cuja temática é o matrimônio, família, herança e doações nupciais, percebe-se a relação de superioridade masculina frente à obediência das mulheres, há no Código também uma proteção às virgens e viúvas que chama a atenção para os costumes da época.
Verifica-se no art. 129º (Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lançá-los n’água, salvo se o marido perdoar à sua esposa e o rei a seu escravo.)que a traição feminina é um crime civil grave, cuja pena é a “morte”. O artigo coloca a mulher numa submissão eloquente a seu marido, ficando em seu julgamento a sua absolvição. 
Fica claro no art. 129º que o flagrante é o agravante para a pena de morte, pois o art. 131º (Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio marido, mas não surpreendida em contato com outro, ela deverá jurar em nome de Deus e voltar à sua casa.) fala da traição não flagrada, apenas denunciada pelo marido, a pena é jurar em nome de Deus que não cometeu adultério.
No entanto (Art. 132º Se contra a mulher de um homem livre é proferida alguma difamação por causa de um outro homem, mas não é ela encontrada em contato com outro, ela deverá saltar do rio por seu marido) se a denuncia for feita por algum cidadão, a mulher é condenada a saltar no rio pela honra de seu marido. Mais uma vez evidencia-se a submissão da mulher frente ao homem. Em nenhum artigo do capítulo X que falam de traição a traição masculina é mencionada, tornando-a, portanto, um ato legalmente aceito.
Com isso verifica-se que os artigos 129º, 131º e 132º demonstram a condição da mulher na sociedade mesopotâmica daquela época, condição que se perpetuou aos dias atuais, ou seja, os costumes da região pouco se alteraram, quanto aos direitos das mulheres.
XII- MÉDICOS E VETERINÁRIOS, ARQUITETOS E BARQUEIROS (SALÁRIOS, HONORÁRIOS E RESPONSABILIDADE), CHOQUE DE EMBARCAÇÕES.
Art. 216 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o cura ou se ele abre a alguém uma incisão com a lanceta de bronze e o olho é salvo, deverá receber dez siclos.
Art.219 - Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze eo olho fica perdido, se lhe deverão cortar as mãos.
Art. 230 – Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.
Art.231 – Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser morto o filho do arquiteto.
Os artigos acima citados são aqueles que tratam de honorários e responsabilidades sobre a questão de sucesso ou erro referente ao médico e o arquiteto. 
A presença desses quatro artigos é justamente para mostrar o que deveria ser feito em caso de o médico obter sucesso ou não, e conseguir de fato curar a ferida e salvar o olho da pessoa e no caso do arquiteto que cometeu um erro onde a casa caiu e o proprietário ou o filho forem mortos.
 Em caso de sucesso o médico ganharia um reconhecimento diante tal feito, que era receber seus honorários perante o serviço prestado com êxito e em caso de erro a punição dada seria que ele nunca mais exercesse a sua profissão, pois as mão seriam cortadas. 
Já no caso do art. 230 e 231, percebemos que o arquiteto que projetar uma construção, seja ela qual for e ela vier a desabar e matar o proprietário ou o filho dele, o arquiteto seria punido mediante as consequências do erro cometido, no caso a morte, pagando assim com a própria vida ou com a vida do próprio filho. 
Hoje no nosso código penal temos artigos que tratam sobre o exercício ilegal da medicina a qual a pena varia entre 6 meses e 2 anos e em determinados caso acrescido de multa. No caso do arquiteto ele passaria por um julgamento por homicídio de acordo também com o nosso código penal. 
XIV - SEQUESTRO, LOCAÇÕES DE ANIMAIS, LAVRADORES DE CAMPO, PASTORES, OPERÁRIOS. DANOS, FURTOS DE ARNEZES, DÁGUA, DE ESCRAVOS (AÇÃO REDIBITÓRIA, RESPONSABILIDADE POR EVICÇÃO, DISCIPLINA)
No capítulo, XIV do código de Hammurabi, está presente os códigos e leis para sequestro de pessoas, roubos de animais ou mercadorias, punições sobre não cumprimento de alugueis, punições e multas para quem for pego roubando ou negando lealdade aos seus senhores.
Notamos que na época já começava a existir um direito pelo bem da propriedade e indenizações por danos nas propriedades das pessoas, como vemos nos artigos, 246° Se alguém aluga um boi e o faz morrer por maus tratamentos ou pancadas, deverá indenizar ao proprietário boi por boi, 264° Se ele é acusado da perda de um boi ou de uma ovelha, que lhe foram dados, deverá indenizar o proprietário, boi por boi ovelha por ovelha.
Nesse tópico notamos também que, por mais que existisse um certo tipo de humanismo no código de Hammurabi, os escravos recebiam tratamento piores que os animais, como podemos notar no artigo 253° está escrito que, se ele matar o escravo de alguém, dever-se-á pagar um terço de mina, ou seja vemos que os escravos tinham menos valores que os bois ou uma ovelhas, e o dono do escravo não era indenizado com outro escravo.
No artigo 283° está escrito que, Se um escravo diz ao seu senhor: “tu não és meu senhor”, será convencido disso e o senhor lhe cortará a orelha. Ou seja, más um caso que vemos que os escravos não tinham direitos sobre eles mesmo, más sim aos seus senhores.